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USO DE BIOGÁS EM MÁQUINAS TÉRMICAS

Amanda Viana de Araújo¹, Michael Feroldi¹ e Mateus Barbian Urio¹

¹Universidade Federal do Paraná – UFPR, Setor Palotina. Rua Pioneiro, nº 2153, Jardim Dallas, Palotina, PR.
CEP: 85.950-000. E-mail: ntmamanda@gmail.com,michaelferoldi@gmail.com e mateusurio@gmail.com

RESUMO: A busca por minimizar o uso de energias provenientes de fontes fósseis, além de
mitigar os eventos causados pelas elevadas emissões de gases de efeito estufa, colocam em
evidência novas fontes de energia, tais como o biogás. O biogás é constituído basicamente de
metano e dióxido de carbono, sendo produto da biodigestão anaeróbica de diversos resíduos
rurais, agroindustriais, urbanos, dentre outros. A aplicação deste para geração de energia
pode ser realizada de várias formas, por combustão direta, combustão interna, utilização em
turbinas e micro-turbinas, das quais podem se obter várias formas de energia, como elétrica,
térmica, luminosa e mecânica. Todavia, os principais gargalos relacionados a utilização do
biogás sem dúvida são processos de purificação, que visam a remoção de gás sulfídrico
(corrosivo) e dióxido de carbono (gás abafante), e o seu armazenamento. Neste sentido
objetivou-se neste trabalho abordar as principais aplicações do biogás em máquinas
térmicas.

PALAVRAS-CHAVE: biocombustíveis, biometano, geração de energia.

USE OF BIOGAS IN THERMAL MACHINES

ABSTRACT: In the search for minimize the use of energy from fossil sources, as well as
mitigate the events caused by higher greenhouse gas emissions, has been emphasized new
energy sources such as biogas. Biogas consists primarily of methane and carbon dioxide,
being the product of anaerobic biodigestion of several rural agro-industrial residues, urban,
among others. The application of power generation can be accomplished in several ways, by
direct combustion, internal combustion, in turbines and microturbines, from which they may
obtain various forms of energy, such as thermal, electrical, light and mechanics. However,
the main bottlenecks related to use of biogas are undoubtedly purification processes, aimed at
the removal of hydrogen sulfide gas (corrosive) and carbon dioxide (gas abafante), and its
storage. In this sense, the objective in this paper address the main applications of biogas in
thermal machines.

KEY WORDS: biofuels, biomethane, power generation.

INTRODUÇÃO

A instabilidade do preço do petróleo e seus derivados, sobretudo em tempos de crise,
faz com que governos adotem medidas de incentivo ao desenvolvimento de tecnologias e
produção de energia alternativa, como os biocombustíveis. Dentre eles, destaca-se o biogás,
pois além de propiciar a geração distribuída de energia, também mostra-se viável no
tratamento de resíduos urbanos, rurais e agroindustriais (Barros et al., 2014).

Journal of Agronomic Sciences, Umuarama, v.3, n. especial, p.274-290, 2014.

apontando também os principais entraves tecnológicos.000 a 7.  275     Conforme Coldebella et al. suínos e aves. n. composto majoritariamente por metano (CH4). (2008). Umuarama. simples e. (2010).274-290. térmica ou mecânica (Coldebella et al. 2002). BIOGÁS Segundo Pires (2009) o biogás é uma mistura de gases produzidos pela decomposição natural de matéria orgânica por micro-organismos em anaerobiose. a composição média é retratada na Tabela 1. é considerado prático.. e segundo Nogueira (1986) e CETESB (2014).s-1) e temperatura de Journal of Agronomic Sciences.. Segundo Souza et al. cujo poder calorífico varia entre 5.000 kcal (Deganutti et al. econômico frente os combustíveis convencionais. 2014. o emprego do biogás. no acionamento de motores estacionários. especial.3. p. via biodigestão anaeróbia. pode ser utilizado para obtenção de diversas formas de energia como elétrica. além de baixa velocidade de chama (25 cm. Sua composição varia de acordo com a matriz orgânica. considerado abafante. Oliveira e Nogueira (1984) indicam este tipo de uso durante a 2ª Guerra Mundial e segundo Pires (2009) a há mais de 40 anos esta tecnologia também é utilizada em Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR). v. 2006). provavelmente. . Neste contexto. o objetivo deste trabalho foi abordar as principais aplicabilidades do uso do biogás em máquinas térmicas para obtenção de diversas formas de energia. A partir disto. a região Oeste do Paraná destaca-se das demais pela alta geração de efluentes de agroindústrias e de esterco de bovinos. Tabela 1 – Composição média do Biogás em percentual de volume Composição Nogueira (1986) CETESB (2014) Metano (CH4) 55-75% 50-70% Dióxido de Carbono (CO2) 25-45% 25-50% Nitrogênio (N2) 0-3% 0-7% Hidrogênio (H2) 0-2% 0-1% Gás Sulfídrico (H2S) 0-1% 0-3% O biogás possui baixa densidade energética devido à alta presença de gás carbônico (CO2). o biogás obtido. A utilização de biogás em motores de combustão interna é reportada há bastante tempo na literatura. resíduos com potencial para produção de biogás.

882 Butano L 0. 2013).274-290. biogás com 65% de metano equivale a 0.. separação criogênica Journal of Agronomic Sciences. p. O poder calorífico do biogás pode chegar até 11.02 kcal. Segundo Ross et al. a remoção do gás carbônico aumenta o poder calorífico. Da mesma maneira. Diversas técnicas de purificação do biogás são empregadas principalmente para a remoção de H2S. . 2001). Costa (2006) afirma que o biogás pode ser utilizado de diferentes maneiras. Ramos et al. 2007) e microbiológicos (Chung et al. Truong e Abatzoglou. 2012). (1996).789 Gasolina L 0. seu poder calorífico e corrosividade. n. 2008. 2007. Kao et al. e...kg-1 se com um grau de purificação extremamente alto. 2009).628 Carvão Betuminoso kg 0. físicos (Chou et al. Umuarama.. Barba et al.6 m³ de gás natural. 2013). Ramírez et al. PURIFICAÇÃO DO BIOGÁS Para utilizar o biogás como combustível em motores de combustão interna é necessário que sejam removidos o gás carbônico e o gás sulfídrico (Coelho. (1996). demanda purificação ou não contra H2S. CO2 também pode ser removido principalmente a partir de processos microbiológicos (Strevett et al.3. em torno de 99% CH4 e 0. dependendo da aplicação. CO2 e umidade. 2006.1% CO2. 2014.661. 1986.. e por outro lado.  276     autoignição (650 °C) se comparado a outros combustíveis como hidrogênio e gás natural (Raju. garantindo semelhança com o gás natural combustível (Iannicelli. A purificação do biogás é importante porque por ser corrosivo.600 Propano L 0. 2008).602 Fonte: Ross et al. processo o qual influenciará em sua capacidade de compressão.. especial. 1995. Tabela 2 – Equivalência energética de 1 m³ de biogás a 65% de metano Combustível Unidade Equivalência Gás Natural m³ 0. Fe/EDTA (Frare.. 2006). uma vez que mantém armazenada maior densidade de biogás concomitantemente a diminuiçãoda presença de gás abafante presente (Oliveira.. 2005. o gás sulfídrico deteriora motores. Ho et al.455 Lenha kg 1. 2011. conforme a Tabela 2. v. Yuan e Bandosz. a partir de processos químicos.

. é a utilização em fornos de ar forçado e secadores de grãos. n. em alguns casos. se faz necessários algumas adaptações como aumento da vazão Journal of Agronomic Sciences. secadores térmicos de grãos e fornos de ar forçado para aquecimento de instalações rurais de produção animal.. já o biogás possuía uma composição de 60% CH4 e 40% CO2. para água. além de produzir vapor para processos agroindustriais. utilizadas.. 2004) e absorção (Persson. Umuarama. ao considerar o menor poder calorífico. 2006. caracterizando assim uma forma de geração de energia distribuída (Krich et al. uma vez que este biocombustível apresenta eficiência na geração de energia e perdas de energia. de biomassa vegetal ou gás natural. a baixa pressão do armazenamento do biogás (quando armazenado) e a baixa velocidade de combustão (Amestoy et al. sem contato direto. 2005). onde se tem uma câmara de combustão e o calor gerado nesta aquece uma massa de ar. especial. 2014. através dos produtos da combustão (chaminé). Cabe ressaltar que neste estudo o gás natural empregado continha aproximadamente 97% CH4. 2003.. 1987). a fim de aumentar o poder calorífico do biogás. Dentre elas destacam-se caldeiras. Segundo Colorado et al. ou outro fluido contido em um sistema fechado sem contato direto. (2010). o que favorece ainda mais a utilização do biogás in natura. quando se tem o controle de temperatura e a eficiência de conversão energética destes equipamentos. Muito semelhante à utilização em caldeiras. 2007). podem ser utilizadas para o próprio aquecimento do biodigestor. quando alimentados com biogás. v. Esta massa de ar pode ser conduzida tanto para a secagem de grãos. p. 2001).3. variam em torno de 75-85% de eficiência de conversão (Krich et al. Håkansson. A utilização de caldeiras para a combustão direta do biogás. Hagen et al. a combustão direta é a considerada mais simples e utilizada mais comumente quando o equipamento que consumirá o biogás encontra-se próximo a fonte geradora (Lobato.  277     (Persson. Por outro lado. adsorção (Jönsson. COMBUTÃO DIRETA Dentre as formas de recuperação de energia do biogás. Caldeiras baseiam-se na transferência do calor da combustão. Tynell et al.. a utilização de gás natural em caldeiras pode ser facilmente substituída pelo biogás. 2003.. 2005). como para aquecimento de berçários de suínos ou mesmo na produção de aves de corte. bastante semelhantes aos dados obtidos com gás natural. sobretudo para produção de vapor para processos agroindustriais.274-290. 2011).

v. e umidade e CO2que causam diminuição do poder calorífico (Hosseini e Wahid. sendo que em taxa 15:1 ou superior houve detonação. fazendo-se necessário um estudo de viabilidade econômica. Porém Ortiz-Canavate e colaboradores já afirmavam em 1988 que não é recomendável que a taxa de compressão seja superior a 12:1. n. o que também leva à detonação. diminui as emissões especificas de NOx.  278     de gás e sistemas de backup com um combustível auxiliar em casos de flutuações da concentração de metano no biogás (Salomon. . Huang e Crookes (1998) utilizaram motor de ciclo Otto para avaliar seu desempenho com a alimentação de biogás sintético simulando diversas proporções de metano e CO2 e observaram que a melhor taxa de compressão foi de 13:1. 2007). caso a caso. 2014.. concentrando o CO2 presente no biogás. p. que implica em problemas de corrosão e consequentemente na diminuição da vida útil do equipamento. Journal of Agronomic Sciences.3. 2013).. etapas de pré- purifcação geram custo extra. Motores de ignição por centelha devem oferecer alta compressão interna para promover a combustão do biogás. COMBUSTÃO INTERNA – CICLO OTTO O ciclo termodinâmico que tem por característica a combustão interna a partir de ignição por centelha é denominado de ciclo Otto (Figueiredo et al. O grande empecilho da utilização do biogás diretamente em caldeiras ou fornos ainda é a alta presença de H2S. 2007). 2013). 2013). a saída dos gases de combustão (Andrade. especial. para motores com ignição por centelha. Contudo. gerada por centelha elétrica.274-290. inicialmente há a entrada da mistura ar/combustível (admissão). pelo fato de que a composição do biogás se torna variável. 2011) e instalação de purgadores e linhas de condensação para diminuição da umidade (Salomon. depois ocorre a compressão desta mistura em câmara fechada. 2007). Tais obstáculos podem ser evitados com a utilização de revestimentos ou materiais resistentes a corrosão (Lobato. Crookes (2006). Estes motores operam em quatro tempos. e por fim. isto ocorre devido ao seu alto índice de antidetonação (Porpatham et al. Umuarama. relata que a utilização de taxas de compressão entre 11:1 e 13:1. seguida de sua ignição. Além disto. ou seja. ocorre o aumento das emissões especificas de hidrocarbonetos não queimados.

Tippayawong e colaboradores (2007) estudaram a substituição de 10% de diesel por biogás com composição média de 65% de metano em motor Mitsubishi DI-800/1995 adaptado com um misturador venturi para a incorporação do metano na entrada de ar. não foram evidenciados desgastes e alterações significativas na potência e eficiência energética. uma vez que motores de ciclo Otto possuem taxas de compressão inferiores aos motores de ciclo Diesel. Além disto. 2014. 2005.274-290. Tal estudo evidenciou um aumento de 7% na potência em relação à operação sem a incorporação do diesel. Segundo Brenneisen (2013). . ou quatro cursos do pistão.  279     COMBUSTÃO INTERNA – CICLO DIESEL Nos motores de ciclo diesel. v. combustão e escape). a presença de gases inertes como CO2 e N2 (Kobayashi et al. No motor de dois tempos. COMBUSTÃO INTERNA – MOTORES BICOMBUSTÍVEIS Motores bicombustíveis são denominados motores que trabalham com a utilização de dois combustíveis simultaneamente. Journal of Agronomic Sciences. é necessário realizar alterações nos cabeçotes dos motores para que a taxa de compressão seja adequada. 2013). respectivamente. ocorrem dois giros completos do virabrequim. Todavia.. 2007). ocorre um giro completo do virabrequim ou dois cursos do pistão. n. sejam eles gasosos ou líquidos (Lacour et al. Ao realizar um teste de 2. sobretudo pela realização de um tratamento prévio de umidade e compostos sulfídricos altamente corrosivos. remove-se a parte de injeção do diesel e adiciona-se em seu lugar um sistema de carburação do gás ao ar de admissão e a ignição é realizada por centelha ao invés das velas. 2012). A ottolização é um processo pelo qual o biogás é introduzido a motores de ciclo Diesel.. compressão. sendo seus principais problemas.3. 11:1 e 19:1. os motores de ciclo Diesel podem ser de dois e quatro tempos. movimentando o pistão com a expansão da câmara (Penido Filho. A utilização de biogás em motores bicombustíveis vem sendo estudada há vários anos. 1996). Brenneisen. especial. Umuarama. p. Para sua realização. A alta temperatura do ar gerada pela alta pressão no interior do cilindro faz com que o combustível seja inflamado e ocorra a combustão.000 h. neste processo ocorre muita perda energética (Pereira et al. enquanto que no motor de quatro tempos (admissão.. em seguida o combustível é injetado no momento que a compressão do ar está em seu ponto máximo. o ar é aspirado para a câmara de combustão e comprimido de forma atinja alta pressão e temperatura.

e observaram que a introdução de 15% de hidrogênio no biogás respondeu por uma eficiência de 42. A principal característica do ciclo Rankine consiste em sua combustão. ou seja. especial. como o de explosão ou compressão interna. como o biogás (Shapiro e Moran. convertendo-o em energia (Avellar. Combinar a produção de calor e eletricidade proporciona um melhor aproveitamento da energia térmica (Marques. destinando-se ambas a consumo próprio ou de terceiros. As máquinas térmicas mais utilizadas englobam motores tradicionais.°185/95 a cogeração é definida como “o processo de produção combinada de energia elétrica e térmica. 2011). a classificação dos sistemas de cogeração é determinada pela máquina térmica que possui. que é externa ao fluido de trabalho (água na maioria das vezes). 2014. 2001). são acoplados a geradores elétricos. A transformação da energia mecânica e térmica em elétrica. 2006). que seria descarregada no ambiente. 2007). é reutilizada (Barja.  280     Rakopoulos et al. Segundo o decreto-lei n. quando associada à outra fonte é conhecido como cogeração. aproveitando tanto na forma de calor quanto de eletricidade (Coldebella. Umuarama. gás ou vapor. a matéria-prima pode ser de fonte sólida. Além disto. líquida ou gasosa. e microturbinas (Castro. 2007). Em geral.41%. Journal of Agronomic Sciences. ENERGIA ELÉTRICA A energia elétrica ocorre por meio do fornecimento de energia mecânica a turbinas e motores que. TURBINAS À VAPOR Os ciclos de cogeração com turbinas a vapor utilizam como base o ciclo Rankine. 2009). com base na Segunda Lei da Termodinâmica para ciclos fechados. (2009) investigaram a eficiência térmica. de motores à ignição por centelha.274-290. n.. Nesta combustão. 2006). a adição de hidrogênio provoca uma diminuição na emissão de gases como CO e CO2 (Akansu et al.85% sem a adição do mesmo. p. .3. A eficiência de conversão é reduzida para motor-gerador. v. a qual era de 40. isto porque a energia inicialmente perdida. por sua vez. com respeito pelas condições previstas na lei”. turbinas.

2010. A cogeração com turbina a gás ocorre por combustão interna. de forma contínua e sofre processo de compressão em alta pressão. n. Ela é conhecida principalmente por ser mais ambientalmente correta. o vapor expande. p. em alta pressão. por um compressor. com combustíveis em seu estado líquido. em baixa pressão.. passando da líquida para vapor. As turbinas a gás funcionam com fluido de trabalho em estado gasoso. sólido e/ou gasoso. 2002). 2004. 2003). o vapor.274-290. 2010). 2000). Bohn e Lepers. sofrer combustão e gerar um fluxo contínuo de ar de elevada temperatura e energia. TURBINAS À GAS As turbinas a gás possuem baixo custo de manutenção.. Posteriormente é direcionado à câmara de combustão para. Este fluxo é direcionado à turbina expandindo-se e gerando energia. o ciclo combinado é utilizado. a água deve ser pré-aquecida para que ocorra a mudança de fases. fazendo com o vapor sobreaqueça-se. Leo et al. separadamente. Umuarama. O princípio deste é semelhante ao ciclo Journal of Agronomic Sciences. é direcionado ao condensador para retornar à sua fase liquida para reiniciar o ciclo (Brandão. por meio do acionamento do compressor de ar e do dispositivo mecânico. TURBINAS DE CICLO COMBINADO Com o objetivo de aumentar o rendimento da produção. na qual é aquecida em temperatura próxima aos 105 °C. O ar é sugado. junto com o combustível. v. 1989.. É considerado de alta eficiência (Colotta et al. Ao entrar na turbina. a água é direcionada ao desgaseificador. 2004). Martinelli. Brandão. geralmente um gerador elétrico (Colotta et al. O vapor poderá ser produzido dentro de padrões estabelecidos pelo condutor do procedimento (Fernandes e Camargo. por isso a denominação “Turbina a gás”.  281     Antes de entrar na caldeira. A produção de vapor ocorre após a troca de energia da água e os gases que percorrem. Após gerar trabalho na turbina. Ocorre então. acionando-as e a energia do vapor é transformada em energia mecânica. isto porque ele é realizado a partir da combinação de dois ou mais ciclos. Na sequência. especial. . 2010.3. 2014. a troca de massas entre o combustível e o vapor. isto ocorre porque as turbinas a gás diminuem a poluição do ar e reduz o efeito estufa (Najjar. para ser bombeada para a caldeira. podendo estes serem substituídos por biogás. alta flexibilidade e confiabilidade e não apresentam complexidade (Todd. entre os tubos de uma caldeira. 2003).

n.. já que consiste no aproveitamento do subproduto de uma geração primária (Triana et al. 2012. vapor) por meio da extração de vapor na turbina a vapor. 2010. Como há um grande custo de implantação é recomendado que sejam realizados projetos de viabilização. queima suplementar de combustível na caldeira de recuperação (Costa. Neste sistema. Primeiramente ocorre a admissão do ar na entrada do compressor. Turbinas de ciclo combinado possuem construção compacta e podem ser alimentados com combustíveis líquidos e gasosos. p. os ciclos de cogeração de combustão interna utilizam de motores de combustão interna a fim de produzir energia elétrica ou acionamento mecânico através da recuperação da energia térmica residual dos gases de exaustão.3. o calor resultante do sistema lubrificante do resfriamento das camisas dos pistões. este por sua vez aciona uma turbina a vapor de condensação. que devido à alta razão de compressão possui elevada temperatura. Os gases gerados no momento da queima do combustível. Em ambos os casos. há a mistura do ar ao combustível em uma câmara de combustão que gerarão trabalho no eixo do grupo turbina-gerador (Breeze. Na sequência. Farmer. 2001). Colotta et al. a energia presente nos gases que foram liberados produz vapor em uma caldeira de recuperação. Em geral. v. é possível acionar geradores capazes de produzir energia elétrica. especial. procedimento que aumenta o rendimento elétrico quando comparado ao mesmo se fosse realizado separadamente (Siqueira. o emprego do ciclo combinado de cogeração ocorre principalmente quando há a necessidade de maximizar a produção de energia elétrica em relação ao calor do processo. Quando o objetivo é gerar energia elétrica e energia térmica. 2008).  282     anteriormente citado. . há a flexibilização de energia elétrica e térmica (geralmente. condensação parcial. 2006). sendo está a única forma de gerar energia neste sistema (Costa. 2006). e são direcionados a uma caldeira do ciclo a vapor. Segundo Strapasson e Fagá (2003). e em algumas vezes.274-290. obedecendo a esta ordem. Os gases de exaustão da turbina saem com temperatura de aproximadamente 550 °C. 2005). Após queimar o combustível. Segundo Conha e colaboradores (2009). acionam diretamente a turbina a gás conectada à um gerador. 2014. também é utilizado a cogeração com ciclo combinado. A combinação mais utilizada está associada ao arranjo do ciclo de Brayton e o Ciclo de Rankine.. esta forma de cogeração é empregada Journal of Agronomic Sciences. Para utilização do ciclo combinado para geração de energia elétrica a turbina pode ser a gás ou a vapor (Azevedo. Elevada eficiência em ciclos simples e um fator de disponibilidade adequado (Barja. 1992). vapor ou gás. 2006). Umuarama.

MICROTURBINAS As microturbinas apresentam a vantagem de emitirem baixa concentração de poluentes. Este compressor faz com que o ar seja direcionado para a câmara de combustão. podem operar com combustíveis líquidos. alimentando a combustão continuamente. apresentando maior vantagem.3. Entretanto. e de pouco mais de 3 anos com a utilização do biogás. A utilização do biogás nos processos internos da propriedade diminui o custo com energia elétrica. . algumas microturbinas adaptadas ao baixo aquecimento de combustíveis gasosos. Isto ocorre quando comparado com a geração de turbinas a gás separadamente. ligados por um único eixo girante. o tempo de retorno é menor (13%) e o valor líquido é superior (34%). ajuste do sistema de injetores. 2009). para funcionamento com gás natural. propano e o biogás. Estas operam com combustíveis gasosos. O mesmo autor cita que o tempo necessário para acabar com o custo do investimento é de pouco mais de 7 anos. além disto. n. 2005). principalmente quando comparado com o gás natural ou quando ocorre a compra da concessionária (Avellar et al.. especial.. 2000). como por exemplo. desde que estes sejam leves (Costa.. em sua grande maioria. 2001). 2005. no qual há a formação de uma mistura de ar comprimido e combustível.  283     quando forem demandadas pequenas quantidades de calor a temperaturas moderadas e elevadas quantidades de energia elétrica (Azevedo. Kataoka et al. v. possibilitando seu uso sem que se faça necessário o tratamento de gases de escape. O gás formado encontra-se em elevada temperatura e pressurizado. Kang e colaboradores (2014). expandindo-se na turbina e transformando Journal of Agronomic Sciences. Porém. p. dentre eles o biogás (Bruno et al. O funcionamento da microturbina consiste na utilização da energia gerada pela turbina para mover o compressor. gás natural. dentre elas. para o gás natural.. Umuarama. Yang et al. 2007. há no mercado. 2014.274-290. para utilização do biogás faz-se necessário algumas modificações. combustível de grande interesse por ser considerada uma fonte alternativa de energia renovável. mesmo com a necessidade de purificar o biogás. este último. As microturbinas a gás são projetadas. válvulas e distribuidores de combustíveis (Dolak e Armstrong. em estudos com a utilização de biogás como combustível para ciclo combinado/turbina a gás (5 MW). 2006). observou que o uso de biogás em ciclo combinado gera 22% a mais de eletricidade.

3. v. N. a utilização de microturbinas ainda apresenta custos elevados e seu tempo de vida útil operando com biogás ainda é baixo (Souza et al. Avaliação Experimental da Duração de Combustão para Diferentes Combustíveis. Utilización del biogas. 1987. G. R. D. em estudos comparativos da utilização de gás natural e biogás em turbinas a gás. colaborando ao mesmo tempo com a geração de energia barata e com o tratamento de diversos tipos de resíduos. AMESTOY. L. Porto Alegre. In: FAO SEMINARIO INTERNACIONAL DE BIODIGESTION ANAEROBIA. em torno de 28%. Umuarama. 2001. isto ocorre. 4279-4284. O. Anais Comisión de Agroenergia. 2007. 2007.. CONCLUSÃO A partir dos estudos abordados neste trabalho.274-290. FERREYRA. especial. devido ao baixo poder calorifico deste combustível quando comparado ao gás natural. p. da. ANDRADE. 17. n.. N.. 2001. em um Motor Padrão Ciclo Otto ASTM-CFR. Montevideo. KAHRAMAN. 2014. p. As microturbinas a gás e os motores de combustão interna de ciclo Otto são as tecnologias mais utilizadas para este tipo de conversão energética. (2013). quando operadas em sistema de cogeração. A Valorização dos Sub-produtos Agroindustriais visando Co- geração e a Redução da Poluição Ambiental. E. observou-se que a utilização de biogás em máquinas térmicas pode se tornar uma ferramenta de geração de energia distribuída. S. 32. H. Porém. sobretudo quando utilizado no próprio local onde é produzido. Guaratinguetá. ÇEPER. n. 2007. Experimental study on a spark ignition engine fuelled by methane–hydrogen mixtures. Journal of Agronomic Sciences. 2004). 63 p.  284     a energia térmica em energia mecânica. International Journal of Hydrogen Energy. B. Dissertação (Mestrado em Engenharia Mecânica) – Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nikpey et al. S. Ao mesmo eixo. v. sua eficiência pode chegar a 80% (Hamilton. A.. REFERÊNCIAS AKANSU. Tese (Doutorado em Engenharia Mecânica) – Universidade Estadual Paulista. porém. observaram que quando utiliza-se biogás em microturbinas a gás (100 kW). AVELLAR. 2004). há aumento no consumo de biogás. 132p. 1987. conecta-se o gerador elétrico (Bona e Filho. 2003). segundo o autor. . mesmo com eficiências baixas.

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