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Indice
1.INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3

1.1.PROBLEMA DE PESQUISA .......................................................................................... 3

1.2.HIPÓTESES ..................................................................................................................... 4

PRIMÁRIA ............................................................................................................................ 4

SECUNDÁRIAS .................................................................................................................... 4

1.3.JUSTIFICATIVA ............................................................................................................. 4

1.4.OBJETIVOS..................................................................................................................... 5

1.4.1.OBJETIVO GERAL ..................................................................................................... 5

1.4.2.OBJETIVOS ESPECÍFICOS ........................................................................................ 5

1.5.DELIMITAÇÃO DO TEMA ........................................................................................... 6

1.6.LIMITAÇÃO DO TEMA ................................................................................................ 6

1.7.METODOLOGIA ............................................................................................................ 6

REVISÃO DE LITERATURA .............................................................................................. 7

2.1.CONCEITOS BÁSICOS ................................................................................................. 7

2.2.GERENCIAMENTO DA CADEIA DE ABASTECIMENTO DA ENPRESA MCM . 10

Figura 1 - Fluxo da Cadeia de Abastecimento ..................................................................... 11

2.3.TRANSPORTES ............................................................................................................ 11

2.4.ARMAZENAGEM E MOVIMENTAÇÃO................................................................... 12

2.5.CICLO REVERSO DE PÓS-CONSUMO E DE PÓS-VENDA ................................... 13

2.6.RESPONSABILIDADE SOCIAL COM O MEIO AMBIENTE .................................. 14

2.7.TIPOS DE COLETA ...................................................................................................... 15

2.8.DESTINO FINAL DOS MATERIAIS .......................................................................... 16

2.9.“PET” – EMBALAGEM DESCARTÁVEL E RECICLÁVEL EM MOÇAMBIQUE 16

3. CONCLUSÃO ................................................................................................................. 17

4. BIBLIOGRÁFIA .............................................................................................................. 18
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CAPITULO I
RESUMO
Este trabalho de Culminação do Curso têm por tema “Logística Reversa do PET” e seu
objetivo principal é o de avaliar o processo de logística reversa do PET na indústria têxteis
no distrito de marracuene na empresa mcm ( mozambique Cotton Manufacturers) nos
arredores de Maputo, que utiliza a matéria-prima reciclada deste material nos processos de
produção. Algumas empresas têxteis em moçanbique utilizam material reciclado em seus
processos de produção e obtém diferenciais competitivos em relação a seus concorrentes que
somente utilizam matéria-prima virgem. Além de agregar valor à imagem corporativa
“ecologicamente correta” perante seus clientes, ajudam na preservação do meio ambiente.
Várias empresas têxteis não utilizam este material reciclado nos processos de produção, ou
seja, deixam de fazer o ciclo logístico reverso ou mesmo obter a matériaprima reciclada de
recicladoras devido ao alto investimento em tecnologia e infraestrutura. Ao realizar a
pesquisa exploratória em algumas empresas têxteis em moçambique onde analisei todas as
etapas envolvidas no processo de logística reversa do PET. Através da pesquisa foi possível
saber que existe redução de custo na fabricação de um produto fabricado com a matéria-
prima reciclada em relação ao mesmo produto fabricado com matéria-prima virgem. Com o
resultado desta pesquisa observei que nos arredores de Maputo quanto mais etapas do ciclo
logístico reverso do PET forem realizados pelas empresas têxteis, mais vantagens
competitivas elas podem alcançar.

Palavras-chave: Processo de Compras; Canais de distribuição; Venda


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1.INTRODUÇÃO
O presente trabalho de Culminação do Curso, ira discorrer em torno do tema: logistica
reversa do PET (Oportunidades de Negócios para as Empresas Têxteis), o caso de MCM
localizado no distrito de Marracuene.

Inserido no actual contexto industria que proposiciona recursos dentro do território nacional,
a presente pesquisa visa analisar as reais contribuições que este sector (da actividade
extractiva) tem trazido para o benefício do povo moçambicano em particular dos cidadãos
directamente afectados pelos projectos de fabricação de reciclados .Segundo alguns
indicadores, a logistica moçambicana nos últimos anos tem crescido de forma rápida e
agressiva devido a emergência de Megaprojectos em áreas ligadas aos recursos industrias.

A logística é o gerenciamento de materiais do ponto de aquisição até o ponto de consumo.


Irei estudar o processo inverso, conhecido como processo de logística reversa que é do ponto
de consumo até o ponto de origem e que também deve ser gerenciado. Empresas de vários
ramos utilizam este tipo de ciclo; empresas fabricantes de bebidas, por exemplo, precisam
gerenciar todo o retorno de garrafas dos pontos de venda até seus centros de distribuição. As
siderúrgicas usam como insumo de produção, em grande parte, a sucata gerada por seus
clientes e para isso usam centros coletores de carga. A indústria de latas de alumínio é
notável pelo seu grande investimento de matéria-prima reciclada, tendo desenvolvido meios
inovadores na coleta de latas descartáveis. O PET reciclado em Moçambique ainda não pode
ser utilizado no ramo alimentício porque existe proibição legal do Ministério da Saúde, mas
há condições logísticas, tecnológicas e econômicas para que este material seja retornado por
meio do canal reverso de reciclagem industrial, onde os materiais são reaproveitados e se
constituem em matérias-primas secundárias que retornam ao ciclo produtivo pelo mercado
correspondente, ou, no caso de não haver as condições acima mencionadas, são destinados
aos aterros sanitários, lixões ou incineração.

1.1.PROBLEMA DE PESQUISA
O PET (material termoplástico ) é um grande causador de degradação do meio ambiente, pois
as garrafas de refrigerantes e águas minerais são compradas pelos consumidores finais e, após
o consumo do líquido, são geralmente jogadas no lixo doméstico ou abandonadas na natureza
ocasionando entupimento dos córregos e rios, causando as enchentes. São coletadas também
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e direcionadas para os famosos lixões, que estão com sua capacidade excedida e com o passar
do tempo não haverá mais espaço para armazená-los.
 O material reciclado do PET pode ser utilizado para a fabricação de diversos
produtos, inclusive na fabricação de outro PET para áreas de higiene, limpeza e
artesanatos, porém não pode ser utilizado na área alimentícia?
 Será que, por este motivo as empresas fabricantes de garrafas PET, preocupam-se
apenas em fazer o ciclo logístico directo e não reverso deste material ?

1.2.HIPÓTESES

PRIMÁRIA
Acredito que as indústrias têxteis geralmente utilizam o PET reciclado como matéria-prima
em sua produção. Elas fabricam produtos de outras espécies dados factos que fiscalizador e
protector das actividades dos agentes garante a estabilidade política, económica e financeira;
mediante a tributação resultante das actividades logisticas poderá garantir que o Estado
realize as suas despesas orçamentais e garantir que haja um melhor planeamento das
actividades no sentido de oferecer uma melhor distribuição de receitas e das mais-valias
contribuindo desta forma para o crescimento logisticos e desenvolvimento desejado.

SECUNDÁRIAS
 Acredito que um dos motivos pelos quais o PET deixa de ser recolhido e retornado ao
ciclo logístico direto é o baixo preço pago por seu retorno.
 O PET deixa de ser retornado ao ciclo logístico directo porque não pode ser utilizado
na área alimentícia
 Se o país pudesse colher experiencias dos outros países que possuem recursos
abundantes e que tiveram sucessos na matéria de gestão dos mesmos optando em
seguir os mesmos modelos que estes seguiram.

1.3.JUSTIFICATIVA
Com a logística reversa do PET em Moçambique, as empresas têxteis podem obter vantagens
competitivas e lucratividade, além de melhorar a situação do meio ambiente. Com a
implantação da logística reversa do PET as empresas agregam valor à sua imagem
corporativa junto a seus clientes, pois a sociedade vive um grande problema com os materiais
dispensados na natureza de forma inadequada, causando degradação.
Redirecionando o PET na MCM (mozambique Cotton Manufacturers) jogado em aterros
sanitários, promovem-se melhorias sensíveis no processo de decomposição da matéria-prima
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orgânica (o plástico impermeabiliza as camadas em decomposição, prejudicando a circulação


de gases e líquidos). Algumas empresas ao redor de Maputo, no entanto, não querem ser
responsáveis por estes danos ecológicos, por isso tendem a implantar o ciclo reverso de seus
materiais e divulgar aos clientes uma imagem institucional “ecologicamente correta”..
Também acredito que em Moçambique tão logo estará efetuando a logística reversa do PET
para reciclagem de matéria-prima para a área alimentícia, porque em outros países já existem
tecnologias que possibilitam a reciclagem do PET para esta área. Com isso, o PET terá um
crescimento considerável, conseqüentemente seu preço será valorizado em todas as etapas do
ciclo reverso, aumentando a procura por ele.
Mas, enquanto isso não acontece, as áreas ligadas ao meio ambiente e à ecologia devem
exercer sua influência para que o ciclo logístico reverso aumente, agregando valores
intangíveis à imagem corporativa.

1.4.OBJETIVOS

1.4.1.OBJETIVO GERAL
O objectivo geral deste presente trabalho de pesquisa é:

 Avaliar o processo de logística reversa do PET na empresa MCM, saber como utiliza
este tipo de material reciclado em seus processos de produção.

1.4.2.OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Especificamente, o presente trabalho visa:

 Identificar os principais motivos pelos quais a empresa MCM utiliza a matéria-prima


reciclada do PET nos processos de produção deixam de fazer o ciclo logístico reverso
deste tipo de material.
 Observar se o ciclo logístico reverso do PET na MCM é transformado em matéria-
prima reciclada proporciona diferenciais competitivos para as indústrias têxteis.
 Comparar o custo de um produto fabricado com matéria-prima virgem com o custo do
mesmo produto fabricado com matéria-prima reciclada na MCM.
Espero que com este trabalho, poder demonstrar materia que a logística reversa representa
uma grande oportunidade de negócio e um grande diferencial competitivo em relação às
empresas que não utilizam este ciclo.
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1.5.DELIMITAÇÃO DO TEMA
Pretende-se com esse trabalho definir os objectivos e apresentar uma abordagem sobre
logistica reversa do PET (oportunidades de negócios para as empresas têxteis) a
quais os determinantes bem como as politicas implementadas para o seu controlo e as suas
perspectivas. Por isso esta área tem merecido uma especial atenção por parte do Empresas,
investigadores, para afectar as variáveis da estabilidade macroeconómica.

1.6.LIMITAÇÃO DO TEMA
Durante a elaboração do trabalho enfrentei várias dificuldades principalmente no que tange a
recolha de dados para elaboração do trabalho, tais como:
 Insuficiência do material didáctico;

 Falta de livros que abordam claramente sobre a situação de MCM. Industriais Têxteis,
S.A em Moçambique.

1.7.METODOLOGIA
Este trabalho, cujo tema é Logística Reversa do PET, procurou avaliar o ciclo reverso do
PET na indústria têxteis no distrito de marracuene na empresa mcm ( mozambique Cotton
Manufacturers) nos que utilizam este tipo de material reciclado nos processos de produção.
No decorrer do trabalho, descobri que as empresas têxteis geralmente compram a matéria-
prima reciclada de empresas recicladoras, e apenas uma das empresas pesquisadas executa o
processo de reciclagem da matéria-prima.
O trabalho aborda todo o ciclo logístico reverso do PET, desde seu recolhimento na natureza
até sua reciclagem. Esta matéria-prima reciclada pode ser utilizada em diversos ramos de
atividades, inclusive nas indústrias têxteis. O método de pesquisa utilizado é o exploratório
qualitativo.Utilizei questionários semi-abertos para identificar de que forma empresas MCM
(mozambique Cotton Manufacturers) adquirir o material reciclado para os processos de
produção.
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CAPITULO II

REVISÃO DE LITERATURA

2.1.CONCEITOS BÁSICOS
LOGÍSTICA
Segundo IMAM (2000) logística é um processo de planejamento, implementação e controle
da movimentação e armazenamento de matérias-primas, materiais semi-acabados e produtos
acabados do ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de suprir as
necessidades dos clientes e conquistar a confiabilidade do público que se quer atingir.

Segundo BALLOU (1993) logistica é uma especialidade da administraçâo responsavel por


prover recursos e informações para a execuçâo de todas as actividades de uma organizaçâo.
Sendo uma especialidade da administraçâo que visa suprir recursos , envolve também a
aplicaçâo de conhecimentos de outras áreas como a engenharia, economia etc.

Segundo o CSCMP, logistica é ‘’a parte do processo de cadeia de abastecimento que planeja,
implementa e controla o eficient e eficaz fluxo directo e inverso ( logistca inversa), e a
armazenagem de produtos, serviços e informaçôes relacionada, desde o ponto de origem até
ao ponto de consumo, com o propósito de satisfazer os requisitos dos clientes’’, e devo
acrescentar dos usuarios internos que se utilizam da informaçâo financeira/ economica
resultante.
Conforme IMAM (2000:01):
A logística preocupa-se com o gerenciamento do fluxo físico que começa com a fonte
de fornecimento e termina no ponto de consumo. É claramente mais do que apenas
uma preocupação com produtos acabados – a visão tradicional da distribuição física.
A logística está mais preocupada com a fábrica e o local de estocagem, níveis de
inventário e sistemas de informações, bem como com transporte e armazenagem.
Actualmente a logistica nâo aborda somente os fluxos fisicos e informacionais tradicionais,
desde o ponto de origem até o local de consumo. Ė muito mais abrangente, envolvendo todos
os fluxos fiscos , informacionais, toda a gestâo de materiais e toda a informaçâo inerente , nos
dois sentidos, directo e inverso, a logistica reversa tem um papel preponderante, neste novo
conceito de logistica, muito mais global e abragente, como pude constantar. O conceito de
logistica inversa tem várias definiçôes, em funçâo dos autores ou organismo em causa.
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No início de 2000 as empresas em Moçambique possuíam vários departamentos


independentes para atender a demanda de seus clientes, tais como: produção, armazenagem,
vendas, contabilidade, transporte, entre outros, mas não possuíam um departamento que se
preocupasse com a interação destes departamentos para não só atender as necessidades de
seus clientes, mas superar as expectativas dos mesmos.
Com o passar do tempo, os clientes passaram a ficar cada vez mais exigentes. Os principais
fatores que contribuíram para essa transição do PET em Moçambique foram:
 Globalização: que, conseqüentemente, gerou muita concorrência e a partir disso os
clientes passaram a ter várias opções de marcas de um mesmo produto e a demandar
produtos de maior qualidade com menor custo possível.
 Tecnologia e sofisticação: Os clientes passam a demandar produtos cada vez com
mais tecnologia e sofisticação, conseqüentemente as empresas tiveram que se moldar
às novas exigências dos diversos públicos-alvo.
Por isso, as empresas inseriram o sector de logística para integrar todos estes setores em prol
de atender o cliente de forma rápida frente à concorrência. A logística em Moçambique
tornou-se tão importante quanto os demais sectores de uma empresa. Com o gerenciamento
dos materiais, os custos e as deficiências foram diminuindo, aumentando os lucros.
Indústria

Indústria é o conjunto de actividades que participam da fabricação de produtos


manufacturados a partir de matérias-primas”, tais matérias-primas seriam substâncias brutas
que possuem um papel essencial na fabricação/produção de determinado produto . É um
sector fundamental para o desenvolvimento económico. Nesse sentido, afigura-se necessário
promover uma política industrial activa e adequada às necessidades e características dos
países.

Tipos de Indústria

Tendo em contas definições acima, podemos encontrar dois tipos de industriasem estudo na
empreasa mcm de distrito de marracuene:

 Indústria extractiva
 Indústria de transformação
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Conforme MAGEE (2004:03)


A administração da logística industrial visa maximizar o valor econômico dos
produtos ou materiais tendo-os disponíveis, a um preço razoável, onde e quando
houver procura.
Hoje pode-se definir a logística como o gerenciamento do fluxo de materiais do ponto de
aquisição até o ponto de consumo, atendendo satisfatoriamente o cliente final, com produto
de alto nível de qualidade, competitividade e com custos adequados. Antes da existência do
conceito de logística empresarial, as empresas possuíam alta produção, gerando estoques
elevados; baixa capacidade de distribuição, conseqüentemente nem todos os clientes eram
atendidos de forma rápida e eficaz; e custos elevados eram repassados nos produtos aos
consumidores, pois não havia um método que integrasse todas as etapas de produção e
distribuição.
Para MCM (mozambique Cotton Manufacturers) , actualmente, a entrega e distribuição são
tão importantes quanto produzir e vender para assegurar a fidelidade dos clientes. Com a
globalização, as empresas perceberam que seus clientes-alvo podiam estar espalhados numa
ampla área geográfica e que somente com um sistema que integrasse a demanda, produção e
distribuição de seus produtos poderiam obter maior lucratividade e uma fatia de mercado
ainda maior.

Segundo IMAM (2000:17-18)


Serviço ao cliente - Satisfazer as necessidades do cliente é o que direciona a logística
- é a forma pela qual tudo se faz. Deve ser o foco no qual qualquer iniciativa logística
é construída. Pessoas - Contudo são as pessoas que fazem a diferença. O estilo e
valores/atitudes compartilhados pelo quadro de funcionários são os direcionadores
“invisíveis” das empresas. Derrubar barreiras e desenvolver pessoas é ponto central
da“nova” estrutura logística dentro das empresas.

Devido ao leque de opções que o cliente tem à disposição de serviços logísticos, certamente
ele optará por aquele que lhe oferecer maior segurança e confiabilidade. Para a empresa, é
importante definir e conhecer o público a ser atingido, pois cada um possui necessidades
diferentes. Por isso é necessário que haja sinergia e gerenciamento em toda cadeia de
abastecimento.
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2.2.GERENCIAMENTO DA CADEIA DE ABASTECIMENTO DA ENPRESA MCM


O gerenciamento da cadeia de abastecimento, tendo como sigla SCM “Supply Chain
Management”, é o processo que gerencia toda cadeia desde a compra da matéria-prima, que a
empresa MCM (mozambique Cotton Manufacturers) hoje é realizada pelo suprimento através
de suas negociações (preço, quantidade, pagamento, previsão de chegada) até a chegada do
produto ao cliente final, buscando informações reais da satisfação dos clientes para assim
aprimorar seus processos.
O SCM - Supply Chain Management surge para aprimorar e desenvolver todas as
atividades relacionadas com o fluxo e transformação de produtos e serviços
associados, desde a obtenção de matérias-primas, até a chegada do produto ao
usuário final, bem como os fluxos de informação relacionados e a geração de valor
para todos os componentes da cadeia. Conforme CECATTO (2004:01)
É o cliente que define a produção do seu fornecedor, ou seja, produto, quantidade e o prazo
de entrega. As empresas precisam que sua cadeia de abastecimento esteja integrada para
receber as respostas adequadas e rápidas de seus clientes, podendo contar com o apoio do
comércio eletrônico. O SCM deve estar presente em todas as operações de uma empresa; é
uma cadeia sistêmica em que todas as áreas envolvidas precisam interagir, com o objetivo
de prover produtos, serviços e informações, adicionando valor aos clientes em níveis de
serviço aceitáveis pela empresa.
Para isso as empresas necessitam obter todas as informações que são fornecidas pelos
próprios clientes através de suas exigências; mediante isso, elas podem gerenciar, buscando
atender seus clientes da melhor forma, mas sempre atentas aos custos e procurando adicionar
“valor” ao produto, a um preço que seu cliente esteja disposto a pagar.
Hoje são os clientes ou consumidores que “puxam” a demanda, ou seja, as empresas
produzem aquilo que eles querem, com todas suas exigências e disponibilizam ou entregam
em quantidades e em locais que eles exigem. O ciclo inverteu, começando pelo cliente ou
consumidor, distribuidor ou intermediário, fabricante, fornecedor.
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Figura 1 - Fluxo da Cadeia de Abastecimento

Fonte: MARQUES (2004:02)


Por isso as empresas estão investindo em ferramentas eletrônicas para obter com mais
rapidez respostas de seus clientes, pois o mercado está dinâmico e concorrido, e algumas
empresas ainda encontram dificuldades para se adequar para satisfazer seus clientes com
produtos e serviços e garantir sua fatia do mercado.
Um objetivo básico na SCM é maximizar e tornar realidade as potenciais sinergias
entre as partes da cadeia produtiva, de forma a atender o consumidor final mais
eficientemente, tanto através da redução dos custos, como através da adição de mais
valor aos produtos finais. Conforme VOLLMANN & CORDON (2004)

2.3.TRANSPORTES
A logística pode contar com alguns tipos de transportes para atender o cliente de forma mais
rápida e eficaz dependendo da urgência, da característica e especificação dos produtos a
serem transportados. Actualmente a MCM (mozambique Cotton Manufacturers) usa
transporte rodoviária, apesar de ser um transporte lento, executa viagens de longas distâncias,
oferece uma redução no custo do frete e tem a possibilidade de transportar maior quantidade
de produtos de uma vez só, principalmente de soja, milho e cimento. Executa as viagens sem
problemas de congestionamento.
O transporte rodoviário difere do ferroviário, pois serve rotas de curta distância de
produtos acabados ou semi-acabados. A carga média por viagem também é menor do
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que no caso ferroviário.As vantagens inerentes do uso de caminhões são (1) o serviço
porta a porta, de modo que não é preciso carregamento ou descarga entre origem e
destino, como freqüentemente ocorre com os modos aéreo e ferroviário (2) a
freqüência e disponibilidade dos serviços e (3) sua velocidade e conveniência no
transporte porta a porta. Segundo BALLOU (1993:127)
O transporte aeroviário é considerado um meio de transporte caro. Geralmente é utilizado
para transportar pequenas cargas de alto valor. Apesar do alto custo do frete, tem sua
vantagem pela velocidade de entrega.

2.4.ARMAZENAGEM E MOVIMENTAÇÃO
Armazenagem é a parte da logística responsável pela descarga de veículos, conferência,
classificação, inventários, estocagem temporária de produtos em geral (acabados, matérias-
primas, insumos, etc.) e expedição.
De acordo com suas características, A MCM (mozambique Cotton Manufacturers) o produto
deve ser armazenado em locais adequados, como por exemplo: local coberto, local
descoberto e local com temperatura controlada.
As mercadorias devem ser recebidas de forma adequada para evitar prejuízos com avarias ou
mercadorias vencidas.
O produto não necessariamente tem que ficar estocado; pode ser consolidado nos armazéns e
em seguida expedido (cross-docking). A localização do armazém é fator muito importante,
portanto, deve-se fazer uma pesquisa onde a demanda se faz presente, ou seja, ele deve ser
instalado o mais próximo possível dos clientes-alvo, para atendê-los com maior rapidez e
com custos mais baixos. Também é necessário estudar se haverá fácil acesso ao transporte,
espaço físico suficiente para armazenagem e movimentação e disponibilidade de mão-de-
obra.
A função do armazém representa mais uma atividade de custo agregado do que uma
de valor agregado. A questão fundamental que precisa ser perguntada é, portanto:
“Por que precisamos de um armazém?”
Estocagem: o armazém atua como pulmão entre a oferta e a demanda, uma função
que se torna especialmente importante quando a sazonalidade está envolvida.
Consolidação: o armazém atua como um ponto de consolidação para “puxar” o
produto dos fornecedores para um local que consolida e então movimenta ao cliente
final. Este armazém pode ser somente para consolidação sem nenhum estoque
mantido.
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Se as demandas pelos produtos da empresa forem conhecidas com exatidão e se as


mercadorias puderem ser fornecidas instantaneamente, teoricamente não há
necessidade para manter espaço físico para o estoque. Portanto, as empresas usam
estoques para melhorar a coordenação entre oferta e demanda e diminuir os custos
totais. Segundo BALLOU (1993:152)
Para movimentar os materiais dentro ou fora do armazém são necessários alguns
equipamentos de movimentação, podendo ser: paleteiras, empilhadeiras, transelevador,
esteiras, carrinhos, entre outros. Estes equipamentos variam de acordo com o tipo de material
a ser transportado, para que haja segurança e rapidez, assim evitando avarias nas embalagens
e até mesmo, perda do material.

2.5.CICLO REVERSO DE PÓS-CONSUMO E DE PÓS-VENDA


Na MCM (mozambique Cotton Manufacturers) ciclo reverso de pós-consumo: São bens
industriais que após utilizados são descartados pela sociedade de diferentes maneiras e
possuem ciclo de vida útil, ou seja, podem ser reciclados ou reutilizados após revalorização.
Um exemplo cotidiano de pós-consumo é o reuso de veículos, que após fabricados e
comercializados podem passar por diversos donos sem que haja remanufatura. Neste caso, há
o interesse pela reutilização de um bem que para uma das
partes não serve mais, e, este ciclo poderá ocorrer várias vezes até o fim efetivo da vida útil
do produto.
Nesses casos, portanto, os canais reversos de ‘reuso’ sãodefinidos como aqueles em
que se tem a extensão do uso de um produto de pós-consumo ou de seu componente,
com a mesma função para a qual foi originalmente concebido, ou seja, sem nenhum
tipo de remanufatura. De acordo com LEITE (2003:06)
Após a vida útil do veículo citado, o mesmo poderá passar por um processo de desmanche,
que consiste na separação das peças que ainda possuem condições de uso. As peças que
podem ser reaproveitadas em outros carros são geralmente vendidas no mercado de peças
usadas, e as peças que não possuem condições de uso podem ser recicladas e incineradas,
mas geralmente são dispensadas nos famosos lixões.
Podemos definir ‘desmanche’ como um sistema de revalorização de um produto
durável de pós-consumo que, após sua coleta, sofre um processo industrial de
desmontagem no qual seus componentes em condições de uso ou de remanufatura são
separados de partes ou materiais para os quais não existem condições de
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revalorização, mas que ainda são passíveis de reciclagem industrial. Segundo LEITE
(2003:07)
Os produtos, quando reciclados, passam por um processo em que são transformados em
matérias-primas novamente, que poderá ser utilizada tanto para a fabricação do mesmo
produto do qual foi originada ou pode servir para a fabricação de um novo produto.
‘Reciclagem’ é o canal reverso de revalorização, em que os materiais constituintes
dos produtos descartados são extraídos industrialmente, transformando-se em
matérias-primas secundárias ou recicladas que são reincorporadas à fabricação de
novos produtos. De acordo com LEITE (2003:07):

2.6.RESPONSABILIDADE SOCIAL COM O MEIO AMBIENTE


As organizações e residências geram um fluxo de lixo muito grande diariamente e com o
passar do tempo não haverá mais espaço para armazená-lo. Existem produtos que podem
demorar algumas semanas ou muitos anos para se decompor e, dispensados de forma
incorreta nos lixões, podem causar danos à saúde da população vizinha, pois além do mau
cheiro, podem transmitir doenças, tais como: a leptospirose, dengue, verminoses, entre
outras.
A MCM (mozambique Cotton Manufacturers), por sua vez, tiveram que se adequar às novas
leis ambientais vigentes e, ao mesmo tempo, a esta nova sociedade que passou a valorizar a
fabricação de produtos “ecologicamente corretos”, ou seja, mesmo fabricados a base de
recursos naturais, as empresas deverão possuir um plano para preservar a natureza,
cultivandoos para que não se acabem, como é o caso do papel feito à base de celulose. Para as
empresas deste ramo, que dependem deste recurso natural, faz-se necessário um plano de
replantio para que amenize a degradação.
Os produtos que são considerados “amigos” do meio ambiente, ou seja, possuem fabricação e
destino final corretos, já estão sendo diferenciados dos demais através de selos verdes. Se os
consumidores procurarem adquirir somente os “produtos ecologicamente corretos” estarão
ajudando na preservação do meio ambiente e, ao mesmo tempo, pressionando os demais
fabricantes a se enquadrarem nos padrões corretos.
A logística verde ou ecológica age em conjunto com a logística reversa, no sentido de
minimizar o impacto ambiental, não só dos resíduos na esfera da produção e do pós-
consumo, mas de todos os impactos ao longo do ciclo de vida dos produtos De acordo
com ALCOFORADO (2004:02)
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2.7.TIPOS DE COLETA
MCM (mozambique Cotton Manufacturers), basicamente existem quatro tipos de coletas:
coleta de lixo urbano, seletiva, dirigida e a informal. Em Moçambique a coleta do lixo
urbano é feita por órgãos públicos recolhidos sem nenhuma pré seleção ou separação de
material, lixos misturados (orgânicos e inorgânicos) que têm como destino os lixões, onde
são encontrados todos os tipos de resíduos.
Quando não existe outro sistema de captação de descartados, o lixo urbano é o
destino natural de tudo o que se torna inservível no domicílio, orgânicos e
inorgânicos, de pequeno tamanho, misturados e colocados à disposição dos órgãos
públicos que se apropriam deles, por via de regra por legislação expressa. Segundo
LEITE (2003:64)
A colecta seletiva na MCM (mozambique Cotton Manufacturers) é geralmente feita através
de um programa de conscientização, gerando parcerias com escolas, condomínios,
domicílios, comércios, varejistas e catadores, que separam os materiais não orgânicos,
posteriormente recolhidos pelos veículos coletores de lixo. Os materiais separados através
desta parceria são enviados à uma central de seleção, nos quais são separados pela categoria
‘sucateiros’. Após este processo, são embalados e adensados para viabilizar o custo com
transporte e, em seguida, são direcionados às empresas especializadas em reciclagem,
evitando, assim, serem recolhidos através da coleta de lixo urbano. A coleta dirigida é a
alternativa para a coleta em municípios que não disponham da coleta seletiva, que nada mais
é do que a conscientização da população local para a separação do material reciclável,
entregando-a nos pontos de coleta ou aguardando a data fixada para a coleta domiciliar.
A rigor, qualquer coleta que contenha uma prévia seleção do material a ser captado
ou que seja dirigida a determinado material pode ser considerada seletiva. Conforme
LEITE (2003:69)
Na MCM (mozambique Cotton Manufacturers) A coleta informal é o processo moroso e
precário de extração de bens da natureza, pois são realizados por pessoas sem preparação ou
informação adequada: “os catadores”. Várias crianças e adultos reviram os lixões diariamente
para obter alguns produtos passíveis de venda, porém ficam sujeitos a todo tipo de
contaminação.
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2.8.DESTINO FINAL DOS MATERIAIS


MCM (mozambique Cotton Manufacturers) após a coleta seletiva, os materiais geralmente
são comercializados diretamente com as indústrias de reciclagem, onde poderão ser
transformados em matérias-primas secundárias, reintegrando-os ao processo produtivo e, ao
mesmo tempo, evitando problemas à sociedade, pois estes materiais já não estarão mais
entupindo esgotos, sujando rios e causando enchentes: terão destino correto.
Os materiais que não possuírem vida útil devem ser incinerados ou direcionados aos aterros
sanitários para que amenize a degradação. Existe preocupação e previsões de que o consumo
de bens de pós-consumo irá aumentar e cada vez menos haverá espaço para estocagem desse
tipo de material.
O desenvolvimento da sociedade para níveis maiores de consumo tende a aumentar
as necessidades de coleta de lixo de modo intenso. Conforme previsões da última
reunião da Agenda 218 da ONU, em 1992, a quantidade de lixo no mundo deve
dobrar até 2005. Conforme LEITE (2003:63)
As máquinas reconhecem o tipo de embalagem por um sistema ótico, distinguindo as latas de
alumínio e as garrafas de PET e moendo-as em seguida, para breduzir o volume e custo com
transporte. Os consumidores recebem em troca cupom que podem reverter em produtos da
própria loja, ou até mesmo doá-lo para ser revertido em alimentos.

2.9.“PET” – EMBALAGEM DESCARTÁVEL E RECICLÁVEL EM MOÇAMBIQUE


Na indústria de bebida, as embalagens são classificadas em dois tipos: retornáveis ou
descartáveis. As embalagens retornáveis são devolvidas pelos consumidores nos pontos de
compra, retornando às linhas de produção, onde são limpas e higienizadas antes de receberem
novamente o produto. Exemplo: as garrafas clássicas de vidro, em diferentes tamanhos, e as
garrafas plásticas, denominadas RESPET.
Em Moçambique, as embalagens descartáveis mais utilizadas são: latas de alumínio, latas de
aço, garrafas plásticas de PET, garrafas de vidro e, mais recentemente, embalagens assépticas
(caixas de papel com múltiplas camadas, tipo longa vida, específicas para bebidas não
gaseificadas.
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3. CONCLUSÃO
Este trabalho de conclusão de curso teve por objetivo avaliar o processo de logística reversa
do material de pós-consumo “PET” na empresa MCM (mozambique Cotton Manufacturers)
que utilizam a matéria-prima reciclada em seus processos de produção. Acredito que, se o
governo proporcionasse incentivos para as empresas que praticam a logística reversa do PET
e se conscientizasse a população da necessidade de fazer a coleta seletiva, centralizando os
materiais em pontos específicos, provavelmente reduziria o custo com transporte para as
empresas coletoras, aumentando o interesse da realização do ciclo logístico reverso do PET,
além da lucratividade e imagem corporativa “ecologicamente correta”.
Esta pesquisa de caráter exploratório qualitativo não pode prescindir da realização de
pesquisas mais extensas e avançadas que possam demonstrar para as empresas têxteis que
ainda não utilizam a prática de fazer o ciclo logístico reverso do PET ou mesmo não
compram a matéria-prima reciclada para seus processos de produção, a forma como estas
práticas podem gerar grandes oportunidades de negócio e diferenciais competitivos.
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4. BIBLIOGRÁFIA
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distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993.
IMAM, Instituto: Gerenciamento da logística e cadeia de abastecimento: São Paulo: Impresso
no Brasil, 2000.
LACERDA, Leonardo. Logística reversa. Revista Tecnologística, VI. 74, n. 46-50, jan. 2002.
LEITE, Paulo Roberto. Logística reversa: meio ambiente e competitividade. São Paulo:
Prentice Hall, 2003.
LEITE, Paulo Roberto. Logística reversa: Panorama Brasileiro. Revista Tecnologistica, X. n.
104, jul. 2004.
CAIXETA-FIHO, josé V. MARTINS, Ricardo S (Org). Gestâo logistica do transporte de
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UNNAFIBRAS. Reciclagem com garrafas plásticas: Tudo o que você pode fazer: O outro
lado da garrafa. Revista Manequim Faça e Venda. São Paulo: Abril, ed. 24, n. 54, ago. 2000.