Você está na página 1de 16

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

DEPARTAMENTO ACADÊMICO DE CONSTRUÇÃO CIVIL


ENGENHARIA CIVIL

ÉRICA MARQUES ANTUNES


ISADORA CASSIA PICOLOTO
KAUANA ROBERTA DA GLORIA PONCIO

ENGENHEIRO CIVIL ATUAL: PERFIL, RESPONSABILIDADES


SOCIAIS, ATUAÇÃO, VALORIZAÇÃO, MERCADO E
DIFICULDADES

PATO BRANCO
2018
ÉRICA MARQUES ANTUNES
ISADORA CASSIA PICOLOTO
KAUANA ROBERTA DA GLORIA PONCIO

ENGENHEIRO CIVIL ATUAL: PERFIL, RESPONSABILIDADES


SOCIAIS, ATUAÇÃO, VALORIZAÇÃO, MERCADO E
DIFICULDADES

Projeto de Pesquisa apresentado


como requisito parcial avaliativo,
referente a disciplina de Introdução a
Engenharia, da Universidade
Tecnológica Federal do Paraná.

Professor: Luiz Antonio Miotti.


INTRODUÇÃO
O engenheiro civil é um profissional de formação superior que é
regulamentada no Brasil. Para exerce-la é necessário o diploma superior
reconhecido pelo MEC e ser registrado no Conselho Regional de Engenharia,
Arquitetura e Agronomia (CREA). O profissional é capaz de projetar, gerenciar,
executar obras e construções.
Ademais, ele atua na analise de insolação, no melhor aproveitamento da
ventilação local e na definição do melhor tipo de solo para as construções. Seus
projetos visão a segurança e a estabilidade.
Fora estas tantas áreas de atuações, pode-se atuar em outros setores,
exemplo, inspeção, fiscalização, pericia, saneamento e transporte.

PERFIL DO ENGENHEIRO CIVIL ATUAL


É de suma importância o engenheiro ter uma visão ampla de seu papel
na sociedade, uma vez que o mercado de trabalho atual ressalta os profissionais
da área, seja qual a sua especialidade.
O engenheiro civil deve proporcionar aspectos resultantes de uma
formação generalista, humana, critica e reflexiva, além de estar habilitado a
compreender e desenvolver as novidades presentes, levando em conta aspectos
políticos, sociais, ambientais e culturais, princípios básicos para cada nação,
visando atender as necessidades do ser humano e meio ao seu redor.
De acordo com o art. 4º da legislação brasileira (resolução 11/2002, da
Câmara de Educação Superior), a formação do engenheiro, tem intuito de dotar
profissionais capacitados para praticas das seguintes competências e
habilidades gerais:

 Aplicar conhecimentos matemáticos, científicos, tecnológicos e


instrumentais a engenharia;
 Projetar e conduzir experimentos e interpretar resultados;
 Conceber, projetar e analisar sistemas, produtos e processos;
 Planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços
de engenharia;
 Identificar, formular e resolver problemas de engenharia;
 Desenvolver e/ou utilizar novas ferramentas e técnicas;
 Supervisionar a operação e a manutenção de sistemas;
 Comunicar-se eficientemente nas formas escrita, oral e gráfica;
 Atuar em equipes multidisciplinares;
 Compreender e aplicar a ética e responsabilidades profissionais;
 Avaliar o impacto das atividades da engenharia no contexto social
e ambiental;
 Avaliar a viabilidade econômica de projetos de engenharia;
 Assumir a postura de permanente busca de atualização
profissional.
Dessa forma, entendemos que o engenheiro civil lida diretamente com a
conexão da matemática aplicada e o bem-estar das pessoas. Logo o mesmo,
deve possuir um vasto conhecimento de ciências exatas sem perder sua
sensibilidade com as pessoas ao seu redor.
O mercado dia após dia vem acrescentando exigências novas, obrigando
o profissional a além de se qualificar-se, buscar novas experiencias e nonvas
conhecimentos.
Para o engenheiro Carlos, o perfil buscado pelo mercado de trabalho
consiste em uma pessoa:

 Produtiva;
 Capacitada;
 Comunicativa;
 Que saiba desenvolver projetos;
 Que entenda os fatores socias relacionados a engenharia civil;
 Detalhista;
 Proativo
O profissional que se adequar, dentre estas habilidades, terá facilidade
em se desenvolver, além de conseguir criar melhores redes de contatos e
sobressaltar-se.
RESPONSABILIDADES SOCIAIS
Um engenheiro carrega grandes responsabilidades, principalmente
sociais. O termo responsabilidade significa, obrigação moral, jurídica ou
profissional de responder pelos próprios atos, relacionados ao cumprimento de
determinadas leis, atribuições ou funções (MICHAELIS). Estes aspectos nos
trazem a questões ligadas ao dever, obrigação, moral, colocando-nos no campo
da ética. A ligação entre ética e responsabilidade social está ligada a cada
costume e hábito de uma sociedade através de suas crenças e tradições.
Comumente decorrem notícias de crateras abertas que engolem estradas,
residências e pessoas, para dar acesso ao metro da cidade. Poluição de rios, de
forma a dar abastecimento de águas e gerar a sobrevivência em cidades
ribeirinhas. A partir de tais acontecimento gera a questão de que ate que ponto
se estende a reponsabilidade do engenheiro em tais catástrofes?
Disto anteriormente que o mercado atual, ressalta profissões de área
tecnológica, dentre as quais o engenheiro, independente da área especializada,
possibilitando que o profissional seja visto como um dos pilares da evolução
tecnológica. Contudo quando maior a responsabilidade, maiores os danos, em
casos de falhas. De fato, a grande escassez atual do engenheiro é a
interdisciplinaridade, a busca de um olhar mais integral, não é restrita apenas
para os engenheiros, mais todas as profissões, procurando conhecer sua
capacidade de maneira que contribua para a sociedade em que vive.
Com isso, obtém-se uma garantia maior de que as suas ações serão bem
planejadas e calculadas, de forma que minimize as possíveis consequências
negativas, de modo que a inovação e a sociedade andem em conjunto, sem que
uma prejudique a outra.
Ademais, relacionada as questões sociais, a especialização dos
estudantes poderia ser vista como geradora de problemas sociais, cegando os
profissionais para qualquer consideração que ultrapasse o lado mais técnico. O
engenheiro é um indivíduo que tem responsabilidades sociais, além de outras.
No site Portal de Educação a Distância, discorre-se que o ensino de engenharia
é basicamente tecnocrático, onde, na maioria das vezes promove a formação de
indivíduos cuja a argumentação não promove áreas que não sejam técnicas.
A tecnologia sempre desempenhará um papel importante no
desenvolvimento humano. Sua criação inicia-se à resposta das pressões do
mercado, e não baseada num aspecto mais social, alijando aqueles com pouco
poder de compra.
Uma área abrangente de inovações, encontra-se resoluta em continuar
num mesmo quadro. Neste cenário, a engenharia deve evoluir seu pensamento
onde suas ações passam a ser guiadas de um olhar mais abrangente a questões
da sociedade. Através de nossa evolução, isto é cada vez mais requerido nos
mais diversos grupos com o engenheiro, construindo maior responsabilidade e
visão critica por parte do corpo técnico social.
Com o desenvolvimento técnico, que por sua vez, tenha ajudado
imensamente a humanidade, nos possibilitando a sociedade moderna atual,
disponhamos de um esquecimento da essência do próprio ser humano. Deste
modo, deve-se mantar alerta, pois a tecnologia é uma ferramenta poderosa, cabe
ao operador ter um bom senso de determinar se suas consequências serão boas
ou rins para os que forem afetados em seus resultados.
Sugere-se então que cada engenheiro através da interdisciplinaridade,
garanta que sua formação retrate diversos conhecimentos a serem
compreendido de forma que ele possa não apenas entender seu complexo
funcionamento, mais também alertar e se possível até mesmo controlar
implicações futuras no empreendimento. Esta ferramenta concebe uma visão
maior do impacto de cada atitude em diferentes contextos da sociedade.

ATUAÇÃO
Do ponto de vista de muitos leigos, até mesmo de recém-formados, em
sumo, a área de atuação do engenheiro civil, trata-se apenas de construção de
prédios, obras grandiosas e inúmeros cálculos estruturais, contudo, a profissão
é muito mais extensa, abrindo um leque de oportunidades de atuação. O
profissional é responsável pelo projeto, gerenciamento e execução de obras
como residências, edifícios, pontes, viadutos, estradas e barragens. Seu
trabalho é muito importante, muitas vidas estão envolvidas em seus resultados,
por isso tem que ser feito com cuidado, de acordo com as normas e técnicas
conhecidas no período de formação.
Ao final do curso, os recém-formados estão capacitados para diversos
tipos de situações das mais amplas à as menos amplas. Neste sentido,
contamos com diversos profissionais, dentro e fora do país, que mostram grande
quantidade de tarefas que o engenheiro civil é capaz de realizar, colaborando
com o crescimento de áreas distintas.
Neste trabalho observamos algumas das especializações e ramificações
mais conhecidas e procuradas pelos estudantes de Engenharia Civil.
Construção Civil
Com certeza a mais clássica das ramificações da área, este tipo de
engenheiro trabalha principalmente, como o nome já sugere, com materiais de
construção e processos construtivos, empregando em obras e buscando o
desenvolvimento das mesmas para atendimento ao mercado. Vale ressaltar que,
esta área não para de crescer.
Cálculo estrutural
Tenha ciência que este engenheiro passara maior parte de seu tempo em
um escritório, aliado ao engenheiro de construção civil, ele analisa através de
cálculos atingir os requisitos de resistência dos materiais, teoria das estruturas,
estruturas do concreto armado e protendido, estruturas metálicas, estruturas de
madeira e pontes, tendo como prioridade a segurança da estrutura. Existem
especializações nesta área, com grades de pesquisa, no contexto do
comportamento dos materiais empregados e dos sistemas estruturais,
formulando modelos constitutivos para o concreto e dentre outros matérias,
como exemplo.
Ademais, há estudos do comportamento de estruturas de edifícios altos,
sistemas estruturais em madeira, aço, concreto armado e protendido, concreto
pré-moldado e argamassa armada, sem contar naturalmente, experimentações
numéricas com elementos finitos, diferenças finitas e elementos de contorno,
entre outros campos estruturais, buscando inovações e segurança da estrutura.
Geotecnia
No campo da geotecnia, o engenheiro trabalha com a mecânica dos solos,
escavações, investigações e analise geotécnica, contenções, barragens, obras
hídricas, etc. Esta é uma das áreas da engenharia mais complexas e que mais
está em alta. Entretanto, para atuar nela, após a faculdade, deve-se obter
mestrado em geotecnia. Caso não adquirir o mestrado o engenheiro poderá
trabalhar em obras pouco complexas.
Hidráulica
O ramo da hidráulica está relacionado com a ciência das aguas, no qual
aplica-se os princípios da mecânica dos fluidos procurando envolver
planejamento, projeto e construção de obras de aproveitamento hídrico,
abrangendo tanto sistemas urbanos, exemplo ao esgoto, drenagem,
abastecimento d’agua e irrigação, industriais e prediais, quanto à irrigação,
controle de enchentes e os aproveitamentos hidroenergéticos , obras portuárias,
de barragens e de hidrovias. Este engenheiro está interligado aos ramos de
saneamento e ambiente.
Pavimentação e transporte
Uma das maiores do ramo, este engenheiro atua no projeto, construção,
pavimentação, e manutenção de estradas. Além disto faz o planejamento de
transportes, logística, estudo de trafego e gestão de operações de redes de
aeroportos e portos. Correspondente a inúmeras possibilidades de áreas, é uma
excelente alternativa de quem buscas iniciar a carreira.
Saneamento
No saneamento buscamos explorar o uso da água, dos projetos e das
obras de saneamento básico e de saneamento geral (água, esgoto, resíduos e
drenagem), tais como sistemas de abastecimento de água, de esgotos
sanitários, do gerenciamento do lixo urbano e dos seus sistemas de tratamento,
além do uso da água para saúde pública, controle e remediação ambiental,
gestão ambiental e licenciamento ambiental. Com a pressão da sociedade e
discussão pública sobre politicas de saneamento e resíduos sólidos,
aumentaram as procuras por profissionais desta área.
VALORIZAÇÃO
A valorização dos profissionais da Engenharia depende, basicamente, de
uma economia onde os investimentos na área de infraestrutura estejam
retomados. Não existe valorização possível num mercado restrito como o que
representa nos últimos 30 anos. Para os especialistas, o desafio é exatamente
a construção de um projeto nacional de desenvolvimento sustentável. “Se não
tivermos um processo voltado para a perspectiva do desenvolvimento,
continuaremos a ter dificuldades em valorizar não só as oportunidades no
mercado de trabalho, como a remuneração desses profissionais”, defende Marco
Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia (Confea). Apesar de um mercado amplo, a crise de investimentos
afeta o mercado. Entre as queixas está o valor cada vez mais reduzido dos
projetos e a falta de políticas eficazes de valorização do custo das obras.

MERCADO
Alguns anos atrás a demanda de engenheiros foi enorme, tal que as
empresas da área disputavam o profissional. Todavia, atualmente depois de
fatos como a Copa do Mundo, em 2014 e crise econômica e política, a situação
carreira é outra: Segundo o site G1, só em janeiro de 2014 e abril de 2017, a
demissão de engenheiros de todas as áreas no Brasil ultrapassou em mais de
48 mil a admissão deles em novos empregos, isto baseado nos dados da
federação Nacional de Engenheiros (FNE).
O agravamento da crise econômica em 2015 e o avanço da Operação
Lava Jato foram um banho de água fria na carreira de engenharia. Em
decorrência da situação, alguns anos antes, muitos estudantes apostaram seu
futuro, pois na área havia a garantia de oportunidades de sobre para um recém-
formado, inclusive antes mesmo de pegar em mãos seu diploma, já os mais
experientes contavam com altos salários, expectativa de vida de qualquer
pessoa.
A carreira, porem segue sendo uma das disputadas pelos vestibulandos.
Mais não podemos apenas nos apoiar nos fatos negativos, segundo profissionais
que já estão no mercado, sempre haverá vagas para bons profissionais, porque
a engenharia é uma área indispensável, sempre haverá problemas a serem
resolvidos.
Diante de tal fato, o segmento se viu em dificuldades, passou a focar na
redução de custos e na melhoria da rentabilidade. As tendências da engenharia
civil preveem que o mercado invista mais nas soluções tecnológicas e a cultura
de inovação se consolide na engenharia civil. Possibilitando que as empresas
que tem a capacidade adaptação e antecipação serem altamente competitivas
no mercado.
Podemos ter a esperança de que os “tempos de trevas” do setor
enfrentadas nos últimos anos começaram a ficar para trás, com expectativa de
recuperação.
Não podemos falar de tecnologia moderna sem mencionar na principal
tendência da engenharia civil, a palavra chave é inovação, desde alguns anos.
Novas tecnologias, novos procedimentos e novos métodos de execução serão
bastante populares ano que vem. As tendências para 2018 nos mostram que o
trilho para o sucesso é difícil, mais a retomada do setor é uma realidade muito
próxima para quem não deixa de investir em métodos modernos e eficientes.

DIFICULDADES
Analisando-se atualmente as constantes notícias de crise e desempregos,
percebemos que o nosso cenário brasileiro, não é um dos mais animadores,
muitas pessoas se vêm perdendo sua fonte de renda. As vagas disponíveis no
mercado estão reduzindo drasticamente e a quantidade de profissionais
habilitados aumentando. Apesar de ser uma situação geral, o ramo de
engenharia civil, infelizmente, não foge a esta regra e também vem sofrendo uma
serie de desempregos.
Entretanto, todas as dificuldades do engenheiro civil, não podem ser
resumidas em apenas esta, contamos com a existência de outros desafios,
menores e ate mesmo maiores que a mesma. Ao longo da vida profissional, nos
deparamos com muitos desafios, que necessitam de superações e habilidades
para serem ultrapassados, não se pode contar que sua vida será um “mar de
rosas”, pois provavelmente irá se decepcionar, pois antes de você se formar
muitos já se formaram e estão ou já conquistaram seu espaço na área.
O Inicio e as exatas
Geralmente a primeira decepção, da responsabilidade de ser um
estudante de Engenharia Civil, já começa nos primeiros períodos da faculdade.
O nosso ensino de educação base no país, atribui falhas, que geram um grande
número de estudante com dificuldades no aprendizado em disciplinas mais
exatas, como os temidos calculo e física, matérias básicas de qualquer curso de
engenharia civil. Consequentemente, impossibilitando de chegar ate o mercado
de trabalho, uma vez que, não terminaram seus estudos.
Ademais, a carga horaria, torna-se bem cruel, exigindo que a grande
maioria, se não todos, necessitem continuar seus estudos em um período
extraclasse. Segundo o site Seleção Engenheira, em seu estudo sobre os
maiores desafios na carreira de um engenheiro, cerca de 40% dos alunos que
iniciam o curso não conseguem conclui-lo, desistindo no meio do caminho.
Os vitoriosos, ou seja, aqueles que conseguiram passar pelo duro
período, posteriormente enfrentam novos desafios da profissão. Colocar em
prática toda a teoria aprendida é o primeiro passo, uma vez que com uma grade
apertada, não abre a possibilidade de estágios dentro nas empresas.
Relacionamento interpessoal
Ao pensarmos em relacionamento interpessoal, a primeira situação
visualizada será quando temos um cliente que a cada cinco minutos pede certas
alterações, não é? Os futuros engenheiros precisam estar cientes que nem tudo
são cálculos e números, mais também atendimento e conversas com o cliente,
isso não significa que é fácil, mais é a ferramenta chave do negócio. Você
provavelmente vai querer mostrar o que saber, mais terá que acatar ordens e
aceitar mudanças, talvez algumas você concorde e outras divergia, o importante
é estar de mente aberta para opiniões contrarias a sua.
No nosso ramo, o cliente é considerado rei. Mais não podemos colocar
todo o nosso foco apenas neles, assim como dentre as disciplinas bases do
curso estão o cálculo e a física, profissionalmente, temos os funcionários
ocupando este papel importante. Uma única pessoa não pode colocar trazer do
papel a obra na realidade, necessita-se de companheiros, pois possivelmente se
não ocorrer nenhuma falha que passe despercebida, o tempo será bem mais
elevado do que em grupo. Tendo noção da importância de tais pessoas, a
consequência será um resultado satisfatório.
Instabilidade profissional
A estabilidade do engenheiro dependo do projeto. Atualmente muitas
empresas contratam engenheiros por projetos isolados, naturalmente, ao seu
término gera o desemprego do mesmo. Contudo, ignorar esta falo não é a melhor
maneira: bons engenheiros se destacam, isso acarreta uma confiança para
projetos futuros, assim como recomendações. Criar um nome é indispensável.
Após a formação
Parabéns, formandos...Isso muitas vezes é motivo de alegria, festa.
Porem iniciar no mercado de trabalho nos mostra outra barreira na profissão.
Estima-se, segundo dados da CNI (Confederação Nacional da Industria), que 2
a cada 7 pessoa que se formam vão de fato trabalhar na engenharia. Ou seja, a
“peneira” que poucos passaram até se formam, é tem seu tamanho menor ainda.
Outro fato que nos dificulta a inserção no mercado é que, vivemos numa
era tecnológica, onde possivelmente sua formação é semelhante aos outros
formandos, de outras faculdades, ao mesmo tempo que você. Necessitamos,
promover algo que nos faça se destacar dos demais.
Embora tenham desafios, a engenharia civil é uma profissão maravilhosa.
Ela permite que você inove e deixe sua marca física no mundo real, privilegio
que poucos tem. Tendo a noção de reponsabilidade de responsabilidade do
trabalho na paisagem urbana e qualidade de vida dos cidadãos, nos motiva a
prosseguir na área.

CONCLUSÃO
O engenheiro civil é um dos poucos profissionais que possuem a honra
de ver seu projeto se tornar realidade, uma vez que participa desde o esboço ate
a entrega do resultado, entretanto sua atuação não se limita apenas a construção
de residências, edifícios e inúmeros cálculos. Dentro da área, temos inúmeras
sub divisões, das quais destacamos no presente trabalho a área da construção
civil, que é a mais clássica dentre todas, o cálculo estrutural, a geotecnia, que se
enquadra nas mais complexas, a hidráulica, a pavimentação e transporte e por
fim o saneamento, claro que não resume-se em apenas esta ramificações, mais
por preferencias, foram selecionadas estas.
Uma área com tantas áreas, nos remete a um ponto importante, a questão
da responsabilidade social, comumente temos noticias de obras que prejudicam
a natureza, gerando uma resposta negativa da mesma, cujo o impacto social é
sem precedentes. O profissional tem que ter uma visão abrangente, que vai além
de apenas as meterias técnicas que conhece no período de formação, ele
precisa ter uma interdisciplinaridade, que proporciona ações guiadas pelo
desempenho de práticas com resultados satisfatórios para o operador e para
aqueles que terão contato com seu resultado.
Com relação ao mercado de trabalho, anos atrás o mercado disputava os
engenheiros civis habilitados, entretanto, decorrente de acontecimentos como, a
crise econômica, escândalos conforme o avanço da Operação Lava Jato, onde
muitas empresas no ramo estavam envolvidas, o mercado teve uma baixa muito
grande para o profissional. Isto, no entanto, não ocasionou uma baixa na procura
de faculdades na área, o curso de engenharia civil continua sendo o mais
procurado ainda.
Uma boa noticia para este ramo, é que através de inovações, o mercado
de engenharia tem se recuperado aos poucos, e tem a possibilidade de se
reerguer. Isto pois temos inúmeras tendências, que provavelmente ano que vem
já estarão lançadas no mercado.
Como todo curso e todo profissional, chegar ao sucesso e temos
pequenos ou grandes empecilhos, na engenharia infelizmente, não temos uma
exceção. Destacamos como os principais o período inicial da faculdade, pois
temos matérias básicas que demandam de muito estudos, muitas vezes
extraclasse, o que não era comum no nosso ensino médio. Também temos o
relacionamento interpessoal, onde um aprendizado mais técnico, menos
“humano”, acaba nos tornando pessoas mais fechadas, e isto não pode
acontecer, uma vez que, todo profissional precisa se comunicar bem com os
seus clientes, com as mais variadas personalidades. É muito comum muitas
empresas contratarem engenheiros apenas para determinados projetos, com a
finalização do mesmo, gera-se muitos desempregados, pois seu contrato chega
ao fim e o período após a formação, onde os recém-formados, não se basta toda
sua dificuldade ao entrar na faculdade, precisa batalhar com a entrada no
mercado de trabalho.
Apesar de tantos pros e contras, a profissão é maravilhosa, para quem
gosta realmente da área, valerá a pena todo esforço que passou, sem contar
que o ser humano tem uma falha de apenas dar valor aquilo que com muito custo
foi conquistado.
REFERENCIAS
BLOG ME PASSA AÍ. Quais são as áreas da Engenharia Civil? Disponível em
<http://blog.mepassaai.com.br/quais-sao-as-areas-da-engenharia-civil/>.
Acesso em 23 de ago. 2018.
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR. Resolução CNE/CES 11, de 11 de
março de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação
em Engenharia. Disponível em:
<http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/CES112002.pdf>. Acesso em: 23 de
ago. 2018.
CIVILIZAÇÃO ENGENHARIA. As 10 principais áreas de atuação de um
engenheiro civil. Disponível em
<https://civilizacaoengenheira.wordpress.com/2016/06/10/as-10-principais-
areas-de-atuacao-de-um-engenheiro-civil/>. Acesso em 23 de ago. 2018.
CREA. Nº 6. Responsabilidade Social do engenheiro, do arquiteto, do
engenheiro agrônomo. Disponível em <http://www.crea-pr.org.br/ws/wp-
content/uploads/2016/12/caderno06.pdf>. Acesso em 22 de ago. 2018.
EAD. Responsabilidade Social do Engenheiro. Disponível em
<http://www.ead.aedb.br/joomla/mat1/index.php?option=com_content&view=art
icle&id=60&Itemid=172>. Acesso em 22 de ago. 2018.
ENG CARLOS. Conheça o perfil do Engenheiro Civil para o mercado de trabalho.
Disponível em <http://engcarlos.com.br/perfil-engenheiro-civil-para-o-mercado-
de-trabalho/>. Acesso em 22 de ago. 2018.
FREE CONTENT WEB. O Perfil do Engenheiro Civil do Século XXI. Disponível
em <http://www.freecontentweb.com/content/o-perfil-do-engenheiro-civil-do-
seculo-xxi>. Acesso em 22 de ago. 2018.
G1. Engenharia civil é território dos homens dos bons salários e do emprego
farto? Veja o que é fato na carreira. Disponivel em
<https://g1.globo.com/educacao/guia-de-carreiras/noticia/engenharia-civil-e-
territorio-dos-homens-dos-bons-salarios-e-do-emprego-farto-veja-o-que-e-fato-
na-carreira.ghtml>. Acesso em 22 de ago. 2018.
GAZETA DO POVO. A crise virou do avesso a carreira de engenharia, mas nem
tudo está perdido. Disponível em
<https://www.gazetadopovo.com.br/economia/livre-iniciativa/carreira-e-
concursos/a-crise-virou-do-avesso-a-carreira-de-engenharia-mas-nem-tudo-
esta-perdido-eye54whwws9a8cq34ma7c66dz>. Acesso em 22 de ago. 2018.
MKS. Os maiores desafios da profissão de engenheiro civil – 2017. Disponível
em <http://mksempreendimentos.com/2017/09/19/os-5-maiores-desafios-da-
profissao-de-engenheiro-civil/>. Acesso em 21 de ago. 2018.
MOBUSS CONSTRUÇÃO. Quais são as tendências da engenharia civil para
2018? Disponível em
<https://www.mobussconstrucao.com.br/blog/2018/05/tendencias-da-
engenharia-civil-2018/>. Acesso em 23 de ago. 2018.
REVISTA INVI. Responsabilidade Social na Construção Civil no Brasil: Um
caminho que pode vir auxiliar o acesso a moradia. Disponível em
<http://revistainvi.uchile.cl/index.php/INVI/article/view/445/952>. Acesso em 23
de ago. 2018.
SELEÇÃO ENGENHARIA. Os maiores desafios na carreira de um Engenheiro –
2016. Disponível em <https://selecaoengenharia.com.br/blog/os-maiores-
desafios-na-carreira-de-um-engenheiro/>. Acesso em: 21 de ago. 2018.