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O Ponto de Equilíbrio Contábil é o mais comum e utilizado pelas empresas.

Com ele,
dividem-se os custos e as despesas fixas pela margem de contribuição, tendo, assim, o
valor necessário para igualar os gastos e começar a ter lucro.
Como base nos dados anteriores, vamos ver quanto percentualmente a margem de
contribuição representa das receitas. Ou seja, (18.000,00:100.000,00) = 18%. O ponto de
equilíbrio contábil será de (12.000,00:0,18) = R$ 66.666,00.

Ponto de Equilíbrio Contábil

Primeiramente vamos ver como calcular o Ponto de Equilíbrio


Contábil e depois veremos os outros dois

Logo, para sabermos o valor do Ponto de Equilíbrio contábil,


devemos obter primeiro o total das Despesas e Custos Fixos.

Mas o que são as Despesas e Custos Fixos?

As Despesas Fixas são todos os gastos relativos a atividade de


administrar, financiar e comercializar o negócio.

Essas despesas não se alteram em função do aumento ou


diminuição das vendas. Podemos citar como exemplos:

• Salário do contador;
• Depreciação de móveis e utensílios do escritório;
• Salário fixo dos vendedores (não considerar as
comissões)
• Despesas financeiras

Os Custos Fixos são todos os gastos relativos a atividade


produtiva, e que não se alteram em função do aumento ou
diminuição da produção. Como exemplos temos:

• Salário do Gerente e dos operadores de produção;


• Aluguel do galpão da produção;
• Depreciação de Máquinas e Equipamentos, método
Linear;

Após apurarmos o valor total dos Custos e Despesas Fixas


vamos dividi-lo pelo percentual da Margem de
Contribuição para obtermos o valor do Ponto de Equilíbrio
Contábil.
Vejamos um Exemplo

Cálculo da Margem de Contribuição


RECEITA BRUTA R$1.200.000,00 10
(-) CUSTOS VARIÁVEIS R$450.000,00 37
(-) DESPESAS VARIÁVEIS R$200.000,00 16
= MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$550.000,00 45

Custos Fixos = R$480.000,00

Despesas Fixas = R$280.000,00

Total dos Custos e Despesas Fixas = R$760.000,00

Cálculo do Ponto de Equilíbrio Contábeil


Total dos Custos e Despesas Fixas R$760.000,00
÷
Marge de Contribuição percentual 45,83%

= PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL R$1.658.302,42

Vamos fazer a conferência, substituindo o valor


encontrado

CONFERÊNCIA DO PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL


RECEITA BRUTA R$1.658.302,42
(-) CUSTOS VARIÁVEIS R$621.863,41 37
(-) DESPESAS VARIÁVEIS R$276.439,01 16
= MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$760.000,00 45
(-) DESPESAS FIXAS R$280.000,00
(-) CUSTOS FIXOS R$480.000,00
= RESULTADO LÍQUIDO R$0,00

Os valores relativos as Despesas e Custos Variáveis são


calculados percentualmente justamente porque são variáveis

Agora vamos dar uma olhada nos outros dois cálculos de Ponto
de Equilíbrio
Já o Ponto de Equilíbrio Financeiro é semelhante ao Contábil. A diferença básica é que
ele exclui do cálculo depreciações e outras despesas que a empresa não precisa
necessariamente desembolsar, mas que são contabilizadas sem provocar movimentação
financeira.

Ponto de Equilíbrio Financeiro

A ideia neste caso é deixar de fora do cálculo as despesas


relativas a itens não monetários, ou seja, itens que não passam
pelo caixa da empresa como por exemplo: Depreciação,
Amortização e Exaustão.

Dessa forma teremos um valor no ponto de equilíbrio


financeiro que irá cobrir todas as Despesas e todos os Custos
Fixos e Variáveis, com exceção dos Custos e Despesas Fixas
não monetários (Depreciação, Exaustão e Amortização por
exemplo).

Usando o mesmo exemplo anterior, vamos considerar que As


Despesas e Custos com Depreciação estão inclusos no total de
Custos e Despesas Fixas, vejamos

R$75.000,00 refere-se a Deprec


Custos Fixos R$480.000,00
Máquinas e Equipamentos da fá

R$12.000,00 refere-se a Deprec


Despesas Fixas R$280.000,00
Móveis e Utensílios do escritório

Total dos Custos e R$87.000,00 total da Depreciaç


R$760.000,00
Despesas Fixas (Custo e Despesa)

Cálculo do Ponto de Equilíbrio Financeiro

Total dos Custos e Despesas FixasR$760.000,00 – R$673.000,00


R$75.000,00 – R$12.000,00

Marge de Contribuição percentual 45,83%

= PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL R$1.468.470,43

Vamos fazer a conferência, substituindo o valor


encontrado

CONFERÊNCIA DO PONTO DE EQUILÍBRIO FINANCEIRO

RECEITA BRUTA R$1.468.470,43

(-) CUSTOS VARIÁVEIS R$550.676,41 37

(-) DESPESAS VARIÁVEIS R$244794,02 16

= MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$673.000,00 45

(-) DESPESAS FIXAS R$280.000,00

(-) CUSTOS FIXOS R$480.000,00

= RESULTADO LÍQUIDO R$87.000,00

Veja que foram cobertas todas as Despesas Fixas e todos os


Custos Fixos. Com exceção da Depreciação no valor de
R$87.000,00 (R$75.000,00 que estava no Custo +
R$12.000,00 que estava na Despesa)

Temos, ainda, o Ponto de Equilíbrio Econômico. Nesse caso, precisamos acrescentar o


custo de oportunidade, que, no caso, considera a margem de ganho que a empresa
poderia ter se tivesse investido em outro negócio ou em algum tipo de investimento.

Ponto de Equilíbrio Econômico


A ideia neste caso é que o Valor do faturamento no Ponto de
Equilíbrio Econômico deverá cobrir, além das Despesas e
Custos Fixos.

Também deverá cobrir um valor que represente o custo de


oportunidade.

Custo de Oportunidade é o que pretendemos ganhar nesta


atividade (empresa), para não investir em outro negócio.

Esse custo de oportunidade será definido no enunciado da


questão, no caso do Exame de Suficiência do CFC, mas como
exemplo podemos citar: Um percentual sobre o valor do Capital
Social.

Em outras palavras o Custo de Oportunidade deveria


representar o ganho que os sócios deveriam ter com a
empresa, para desencoraja-los a aplicar esse investimento em
outra oportunidade, ou seja, em outro negócio.

Usando o mesmo exemplo anterior, vamos considerar que o


custo de oportunidade é igual a 20% sobre o Capital social, que
no caso dessa empresa é de R$200.000,00.

Cálculo do Custo de oportunidade:

R$200.000,00 x 20% = R$40.000,00

Cálculo do Ponto de Equilíbrio Econômico

Total dos Custos e Despesas Fixas R$760.000,00

+ Custo de Oportunidade R$40.000,00

= Total a ser coberto pelo Faturamento no Ponto de


R$800.000,00
Equilíbrio Econômico

Marge de Contribuição percentual 45,83%


= PONTO DE EQUILÍBRIO CONTÁBIL R$1.745.581,50

Vamos fazer a conferência, substituindo o valor


encontrado

CONFERÊNCIA DO PONTO DE EQUILÍBRIO ECONÔMICO

RECEITA BRUTA R$1.745.581,50

(-) CUSTOS VARIÁVEIS R$654.593,06 37

(-) DESPESAS VARIÁVEIS R$290.988,44 16

= MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO R$713.000,00 45

(-) DESPESAS FIXAS R$280.000,00

(-) CUSTOS FIXOS R$480.000,00

(-) CUSTO DE OPORTUNIDADE R$40.000,00

= RESULTADO LÍQUIDO R$0,00

Conforme cálculo acima demonstrado, o Valor do Faturamento


no Ponto de Equilíbrio Econômico cobriu todas as Despesas e
Custos Fixos e ainda um valor relativo ao Custo de
Oportunidade.

Em outras palavras, o Ponto de Equilíbrio pode ser considerado


como o menor faturamento que a empresa pode ter, abaixo do
qual o resultado será de prejuízo.

Agora que já vimos como calcular o Ponto de Equilíbrio, já


podemos falar sobre Margem de Segurança.
Grau de Alavancagem Operacional
Grau de alavancagem operacional

O (GAO) mede os efeitos provocados sobre o Lucro Operacional pelas variações ocorridas nas vendas.

Refere-se á um nível específico de produção e de vendas.


Serve para apontar um acréscimo ou decréscimo no Lucro Operacional, a partir da variação do volume
de vendas.
Representa o efeito que um aumento na quantidade de vendas provocará no lucro da empresa.
É de extrema utilidade para as projeções dos resultados que determinada empresa obteria em diversos
níveis de atividades de produção e de vendas, mantidas constantes as demais variáveis, tais como
margem de contribuição, total das despesas e custos fixos, etc.

Propriedades do GAO

Abaixo do PEC, o GAO é negativo;


No PEC, o GAO é indefinido, pois o lucro operacional é igual á zero;
Variações na MC para cima ou para baixo afetam o PEC e consequentemente o GAO.

Fórmulas para o GAO

GAO = Variação percentual do LO


Variação percentual vendas

GAO = Margem Contribuição


Lucro Operacional

Exemplo situação base e variação de 10% nas vendas.

Situação Base Situação Proposta

Quantidade Vendida 6.000 unidades 6.600 unidades

Receita de Vendas 60.000 66.000


Custos Variáveis (24.000) (26.400)

Margem de Contribuição 36.000 39.600

Custos Fixos (27.000) (27.000)

Lucro Operacional antes IR 9.000 12.600

Aplicando as fórmulas temos:

GAO = Variação percentual do LO

Variação percentual vendas

GAO = 40% = 4 vezes

10% 12.600 - 9.000 = 3.600 / 9.000 =40%


6.600 - 6.000 = 600/ 6000 = 10%

GAO = Margem Contribuição = 36.000

Lucro Operacional 9.000

AO = 4 vezes

Conclusão

A partir do nível de 6.000 unidades, qualquer variação positiva ou negativa no volume de vendas,
provocaria um acréscimo ou decréscimo de 4 vezes no lucro operacional.

1. A Indústria de Rações GoodForDog Ltda produziu e vendeu em abril o total de 130.000


pacotes de ração, ao preço unitário de vendas de $ 8 liquido dos tributos.

Durante o mês, o total dos custos de produção e das despesas foram:

Custos variáveis $
Diretos – matéria prima 208.000,00
Diretos – mão de obra direta 143.000,00
Indiretos – outros custos 39.000,00
Custos fixos $
Energia elétrica 50.000,00
Depreciação 75.000,00
Materiais 50.000,00
Outros custos fixos 20.000,00
Despesas $
Despesas variáveis de vendas 299.000,00
Despesas fixas (inclui $ 19.500 de depreciação) 61.500,00

Com base nas informações acima, calcule o grau de alavancagem operacional na situação atual
e também se acaso a empresa resolvesse aumentar suas vendas em 20%.

20%
RECEITA BRUTA 1.040.000 1.248.000
(-) CUSTOS VARIAVEIS
Diretos – matéria prima 208.000 249.600
Diretos – mão de obra direta 143.000 171.600
Indiretos – outros custos 39.000 46.800
Despesas variáveis de vendas 299.000 358.800
(=) Margem de contribuiçao 351.000 421.200
(-) CUSTOS FIXOS
Energia elétrica 50.000,00 50.000
Depreciação 75.000,00 75.000
Materiais 50.000,00 50.000
Outros custos fixos 20.000,00 20.000
Despesas fixas (inclui $
61.500,00
19.500 de depreciação) 61.500
(=) LUCRO OPERACIONAL 94.500 164.700

GAO = MARGEM DE CONTRIBUIÇAO / LUCRO OPERACIONAL

GAO = 351.000 / 94.500 = 3,71


GAO = Variação percentual do LO

Variação percentual vendas

GAO = 74,28%/20% = 3,71

A definição do preço de venda de um produto é fator determinante


para o sucesso da empresa em um mercado competitivo. Porém, este é
um assunto que causa muitas dúvidas aos empresários, principalmente
os de primeira viagem. E, ao contrário do que muitos empreendedores
em início de carreira pensam, a formação do preço de venda de um
produto não é algo que pode ser criado de qualquer maneira, sem uma
lógica a ser seguida.

Por isso, hoje vamos falar um pouco sobre como definir o preço de
venda dos produtos de uma empresa, considerando seus objetivos,
dicas importantes a serem seguidas, problemas que podem ocorrer e
também exemplos de formação de preço. Mas primeiro, vamos
à definição de preço de venda:

“PREÇO DE VENDA É O VALOR QUE


DEVERÁ COBRIR O CUSTO DIRETO
DA MERCADORIA, PRODUTO OU
SERVIÇO, AS DESPESAS VARIÁVEIS
(COMO IMPOSTOS E COMISSÕES),
AS DESPESAS FIXAS
PROPORCIONAIS (COMO ALUGUEL,
ÁGUA, LUZ, TELEFONE, SALÁRIOS E
PRÓ-LABORE), ALÉM DE PERMITIR
A OBTENÇÃO DE UM LUCRO
LÍQUIDO ADEQUADO”.
Desta forma, existem situações em que as decisões sobre os preços dos
produtos tem importância fundamental na competição do mercado. São
elas:

– Quando a empresa estabelece o preço pela primeira vez;


– Quando as circunstâncias levam a empresa a considerar as
possibilidades de alterar os preços;
– Quando a concorrência inicia alteração de preços;
– Quando a empresa produz itens com demandas e/ou custos inter-
relacionados.

Objetivos da fixação do preço de venda


Você saberia elencar os principais objetivos da fixação do preço de
venda? Veja abaixo quais são:

– Penetração no mercado: a empresa estabelece o preço com o


intuito de conseguir grande participação no mercado.
– Selecionar o mercado: a empresa estabelece o preço visando atingir
segmentos específicos de mercado.
– Pronta recuperação de caixa: geralmente empresas em dificuldades
financeiras estabelecem um preço que permite o rápido retorno de caixa.
– Promover linha de produtos: neste caso, o preço é usado com o
intuito de promover a venda de todos os produtos da linha.
– Maximizar o lucro: o preço é estabelecido tendo em vista a
maximização do retorno para a empresa.
– Eliminar a concorrência: o preço estabelecido tem o propósito da
eliminação da concorrência, havendo, em alguns casos, o uso ou prática
dodumping (exportação por preço inferior ao vigente no mercado interno
para conquistar mercados ou dar vazão a excesso de oferta; ou venda
por preço abaixo do custo para afastar concorrentes).

Como formar o preço de venda?


Além do aspecto financeiro, a definição do preço de venda deve levar em
conta o aspecto mercadológico. O preço deverá estar próximo do
praticado pelos concorrentes diretos da mesma categoria de produto e
de qualidade. Também devem ser considerados o nível de conhecimento
de marca, o tempo de mercado, o volume de vendas já conquistado e a
agressividade da concorrência.
Se o preço praticado pelo mercado for menor que o encontrado a partir
dos custos internos da empresa, o empresário deverá refazer os cálculos
financeiros para avaliar a viabilidade de seu negócio.

Alguns fabricantes estabelecem o preço que a distribuidora deverá


praticar junto aos seus clientes, provavelmente indústria ou comércio
varejista. Outros apenas oferecem um valor de referência, deixando
para a distribuidora a decisão pelo valor de preço que será praticado.
Portanto, isto depende da negociação entre fabricantes e distribuidores.

Quais são os fatores que influenciam a


formação de preço de venda?
A seguir, veja um detalhamento maior dos quatro principais fatores que não podem
ser deixados de lado quando se trata da formação de preço de venda.

1. Custos
Os custos do produto são os gastos que estão diretamente ligados ao processo
industrial; aqueles envolvidos na produção em si.

Existem os custos variáveis, aqueles que variam conforme o volume de produção


e vendas; e os fixos, relacionados ao processo fabril (depreciação do maquinário,
entre outros).

Alguns exemplos de custos do produto são: equipamentos, manutenções de


máquinas, matéria-prima, embalagem, mão de obra (equipe de trabalhadores que
atua no chão de fábrica), insumos etc.

2. Despesas
Já as despesas são todos aqueles gastos que não compõem o processo de
fabricação, apesar de serem necessários para que os produtos cheguem ao
mercado. Elas existem também para dar cobertura operacional à indústria.

Entre os principais exemplos de despesas, destacam-se: salários do time


administrativo, pró labore (fixas), tributos, comissões, fretes (variáveis), entre
outras.

3. Margem de lucro pretendida


Uma vez que os custos diretos e indiretos, bem como as despesas, são
levantados, o passo seguinte é a determinação da margem de lucro. Ela é a
porcentagem que a empresa pretende ganhar sobre o produto — a remuneração
do investimento.

É a margem de lucro que traz efetivamente o dinheiro para o negócio, uma vez
que ela não está comprometida com o pagamento de custos e despesas. Dizendo
de uma maneira bem pouco ortodoxa: ela é o que sobra e vai para o cofre.

4. Percepção de valor
Até aqui parece tudo muito simples e matemático. No entanto, há um fator um
pouco mais complexo para a precificação de um produto: a percepção de valor.

A percepção está ligada à marca da organização, ao público-alvo, às


necessidades dos consumidores e às ações de marketing realizadas.

Há, portanto, uma subjetividade na maneira como o mercado percebe o valor de


um produto ou serviço. Logo, é fundamental conhecer os custos e as despesas
para saber se é interessante para o negócio assumir um determinado projeto.

Em alguns casos, o mercado percebe e determina um valor que não atinge a


margem de contribuição esperada pela organização. Assim, é preferível não
assumir esse produto.

É por isso que antes de lançar um produto no mercado, as empresas mais bem-
sucedidas realizam pesquisas, testes com consumidores e outras ações de
marketing. Somente depois de esgotadas todas as perguntas parte-se para a
precificação e para o lançamento.

Dicas para a formação do preço de venda


– Ao definir o preço de venda, devem ser levadas em conta as
particularidades do segmento de atuação;
– É preciso ter um bom planejamento, com metas claras de lucratividade
e dimensionamento de capacidade de vendas;
– Não vale a pena entrar no jogo dos concorrentes predatórios, que não
conseguem se diferenciar e derrubam os preços. É melhor investir em
diferenciais;
– Os estoques podem ser minimizados aumentando a linha de produtos;
– O giro deve ser maximizado. Deve ser dada preferência aos itens que
complementem a atual linha trabalhada, aumentando assim as vendas e
o giro dos produtos;
– Vale investir em comunicação. Os clientes devem ser informados sobre
os novos itens vendidos, que devem ser expostos de forma mais
atraente, facilitando a aceitação dos consumidores.
– A linha de produtos deve ser mantida. A interrupção resulta em perda
de credibilidade junto aos consumidores;
– A falta de produtos tem de ser evitada. Se necessário, eles devem ser
substituídos por similares.

Exemplo de formação do preço de venda


Abaixo segue um modelo simples de formação do preço de venda, com
valores fictícios que o auxiliarão na visualização de tudo o que foi dito
até aqui. Observe:

– Custo Direto Variável = R$ 20,00;


– Despesas Variáveis = 7%;
– Despesas Fixas = 30%;
– Lucro Líquido = 8%;
– Preço de Venda = R$ 20,00 / (100% – 7% – 30% – 8%) = R$ 20,00 /
55% = R$ 36,36.

Demonstrativo do resultado:

– Preço de Venda = R$ 36,36 (100%);


– Custo Direto Variável = R$ 20,00 (55%);
– Despesas Variáveis = R$ 2,54 (7%);
– Despesas Fixas = R$ 10,91 (30%);
= Lucro Líquido = R$ 2,91 (8%).

Problemas decorrentes da má formação do


preço de venda
Estabelecer preços de venda competitivos é uma tarefa que exige do
empresário o conhecimento dos componentes que dão origem ao preço
de venda. Como visto acima, a definição da estrutura de custos é
parcela importante neste processo, uma vez que possibilitará ao
administrador saber quanto lucrou.

Porém, muitas empresas não apuram seus custos e despesas de


maneira precisa, e os preços de venda são obtidos empiricamente. Essa
prática mascara os custos e o lucro da empresa, acarretando diversos
problemas, tais como:

– Preço de venda abaixo do real, o que diminui os lucros da empresa.


– Preço de venda acima do real, o que dificulta as vendas.
– Fabricação de produtos que dão pouco lucro em detrimento de outros
mais rentáveis, ocasionando má alocação dos recursos.
– Esforço de venda não orientado para produtos mais lucrativos.
– Dificuldades para identificar e fixar ações para redução de custos e
despesas, o que poderá levar a empresa a operar com custos e despesas
mais altas do que deveria.

Como conseqüência de um ou mais desses problemas, a empresa


terá lucro e rentabilidade menores, o que representa uma ameaça ao
seu crescimento e até à sua própria estabilidade econômico-financeira. O
empresário deve ter sempre em mente que, numa economia de
mercado, quem define o preço de venda é o mercado.

A formação de preço é uma das tarefas mais importantes para a gestão


financeira. Ela garante que seu empreendimento seja lucrativo, cubra
os custos e, ao mesmo tempo, seja competitivo e atrativo para os
clientes.

Da mesma forma que um preço muito baixo poderia prejudicar o negócio,


um valor muito elevado a anunciar afasta os compradores.

A definição certeira sobre o que será cobrado não poderá acontecer por
meio de tentativa e erro.

Em vez disso, é necessário empregar os métodos já consagrados para


formar o melhor preço de acordo com cada necessidade ou preferência.

A seguir, veja quais são os 4 principais métodos de precificação e entenda


como usar cada um deles!

Obs. Ao final do post, você encontrará um bônus para te ajudar a


decidir qual método aplicar.

Procura um assunto específico no artigo? Encontre-o aqui!

Formação de preço de venda no varejo


No varejo, esse processo é realmente uma dor de cabeça – cerca
de 89% dos negócios possuem alguma dificuldade em precificação.
O preço de venda é a visualização da sua estratégia por parte do mercado
e clientes – E o processo ideal de formação parte da margem que você
busca obter nas vendas, passa pela análise de indicadores e despesas fixas
até ser aplicada sobre os seus custos variáveis.

Muitos varejistas não enxergam o valor dos seus produtos com


essa perspectiva e por conta disso, a vida útil da maioria das lojas virtuais
é curta.

Em junho desse ano, nós divulgamos o maior e mais completo artigo


de precificação de produtos no varejo e muito provavelmente, da web
brasileira.

Você pode dar uma olha nele – Vamos aos métodos de precificação!

1. Margem de contribuição
A margem de contribuição é a mais recomendada técnica para formação de
preço. Ela determina o quanto “sobra”, dentro do custo de venda, após
serem descontados custos e despesas variáveis.

Ela é importante porque permite que a empresa estabeleça o quanto deseja


ganhar a cada item vendido.

De quebra, é indispensável para a tomada de decisão. Mais do que


conhecer o montante de lucro, é necessário compreender quanto o
empreendimento vem ganhando a cada processo finalizado.

Com essa técnica, torna-se possível entender se uma margem está grande
ou pequena para determinado produto.
Outra vantagem é que ela é bastante flexível. Se o empreendimento quer se
tornar mais competitivo, por exemplo, pode diminuir essa margem, ao
menos temporariamente.

Já se há a possibilidade de lucrar mais, é possível elevar essa margem.

Basicamente, ela é calculada por:

Margem de contribuição = Valor de venda – Custos e Despesas


variáveis

No caso de buscar a porcentagem, a fórmula é dada por:

Margem de contribuição = (Valor de vendas – Custos e Despesas


variáveis) / Valor de venda

Imagine, por exemplo, que as despesas fixas e variáveis de um produto


correspondem a R$ 70,00, entre custos de produção, impostos e de
infraestrutura.

Caso o empreendimento deseje uma margem de contribuição de R$ 30,00 a


cada venda, o número final será dado por:

30 = Valor de venda – 70

Valor de venda = R$ 100,00

Essa abordagem permite não apenas que o negócio cubra as suas despesas
em geral, como, ainda, obtenha uma margem líquida em cima de cada item
que é vendido.

Utilizado corretamente, este método ajuda o empreendimento a conquistar


melhores resultados.

Através da nossa calculadora de preços, será possível você apurar a sua real
margem de contribuição do produto.

Vou deixar o link dela aqui embaixo, pode ser?


2. Markup
O markup corresponde a um método que se baseia nos custos envolvidos
em cada produto.

O objetivo principal é encontrar um preço que acoberte essas despesas e


também ofereça o lucro desejado.

Nesse caso, entretanto, não se trata de margem de lucro, mas de uma


estimativa que é considerada como sendo a mais adequada para o negócio.

A partir do cômputo, encontra-se um índice multiplicador a respeito do


custo base. Seu cálculo é dado pela seguinte fórmula:

Markup = 100 / [100 – (DV + DF + LP)]

As siglas correspondem a:

• DV = percentual das despesas variáveis;

• DF = percentual das despesas fixas;

• LP = percentual do lucro desejado.

É importante ressaltar que esses percentuais serão atribuídos por cada


unidade de produto ou serviço. E ajudarão a compor o seu preço final.

Imagine, por exemplo, que dentro de um produto as despesas variáveis


correspondem a 15%, enquanto as despesas fixas ficam em torno de
20%.
O lucro pretendido, por sua vez, é de 25%. Nesse caso, a fórmula é dada
por:

Markup = 100 / [100 – (15 + 20 + 25)]

Markup = 100 / [100 – 60]

Markup = 100 / 40

Markup = 2,5

Se o seu produto tem um custo unitário de R$ 70,00, então o preço formado


deverá ser de R$ 175,00, segundo esse método.

3. Pesquisa de preços
A pesquisa de preços corresponde ao levantamento dos preços que são
praticados pela concorrência para a venda direta.

Esse método de precificação serve quando a empresa quer se manter com


destaque no mercado e o seu maior diferencial, é o preço do item.

Para isso, é necessário começar definindo quais concorrentes serão


acompanhados.

Alguns deles podem cobrar valores muito elevados e não representarem


uma ameaça para o empreendimento.

Feito isso, levantamos os preços em diferentes momentos dos produtos


desejados.
A intenção é adquirir a máxima quantidade de dados possível, já que,
assim, a análise se torna mais precisa.

Na sequência, devem-se encontrar as médias do que é cobrado e, também,


quais são os mais altos e mais baixos praticados.

Organize todos os dados, identifique quais são as maiores ameaças e


analise quais mudanças devem ser feitas.

Porém, é importante ter cuidado.

Não adianta apenas escolher o preço mais barato para precificar, já


que isso pode prejudicar a saúde financeira da empresa.

Esse método de formação de preço, portanto, não deve ser o único a ser
levado em consideração e deve servir apenas como um apoio!

ENTENDA TUDO SOBRE PRECIFICAÇÃO

• O que é Precificação de Produtos? Entenda tudo sobre o assunto

e como fazer!

• Como saber margem ideal dos produtos que vendo?

• Precificação de produtos: como tornar eficiente?

4. Fórmula baseada no lucro


Outra forma de chegar ao preço de venda é se baseando no lucro desejado,
levando-se em consideração os custos.

Para esse caso, será acrescido um determinado valor ao custo do produto


para encontrar um montante mínimo para o número final.

A fórmula é dada por:

100% Preço de venda = Custo inicial + Percentual das despesas fixas +


Percentual de lucro desejado
Imagine, por exemplo, que o custo inicial do produto é de R$ 50,00 e que
suas despesas fixas correspondem a 15%. Já o lucro desejado é de outro
15% do preço de venda.

Nesse caso, o valor de vendas será:

100% PV = 50 + 15% PV + 15% PV

100% PV – 30% PV = 50

70% PV = 50

PV = 50 / 0,7

PV = 71,43

De certa forma, é uma abordagem um pouco diferenciada em relação ao


markup, mas em que se chega ao mesmo resultado obtido por aquele
método.

Novamente, nesse caso não é possível estabelecer uma margem de lucro


muito grande, o que pode comprometer os resultados pretendidos pela
empresa.

Realizar a correta formação de preço é indispensável e, para tanto, alguns


métodos e sistemas de preços estão disponíveis.

Apesar de todas as fórmulas serem matematicamente corretas, é preciso ter


contexto, já que há questões como alta da inflação, concorrência ou novas
necessidades do empreendimento.

Você pode encontrar mais informações sobre a formação de preços no


nosso guia completo do varejo. Baixe agora.