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RESUMO

Há muito o homem vem estudando métodos e processos de controle de


pragas na agricultura, através de inseticidas e agrotóxicos, mas deixou de lado
a pesquisa em métodos de combate às mesmas com a química natural, advinda
de plantas, raízes, sementes e folhas, sem agredir o meio ambiente ou deixar
químicos residuais, os quais impactam diretamente nos seres humanos por
serem o principal foco dos produtos, levando a problemas de saúde de curto e
longo prazo. Esse trabalho tem por objetivo apresentar uma alternativa no
controle de pragas na agricultura através da aplicação de óleos essenciais
obtidos por métodos de extração, utilizando fluido supercrítico.

Há muito o homem vem estudando métodos e processos das pragas em


plantações com a utilização de inseticidas e agrotóxicos, mas esquece-se que
tem a própria natureza a seu favor, pois pouco se conhece das alternativas que
plantas, ervas, frutos que podem oferecer através de suas propriedades
químicas.
Pode-se considerar um campo de pesquisa muito promissor, pois esses
recursos a muito foram usados pelas tribos com finalidades curativas,
bactericidas e algumas até com finalidades espirituais.
Sendo assim, porque não utilizar essas técnicas ancestrais para substituir
produtos químicos pesados que além de agredirem a fisiologia da planta,
acabam agredindo o ser humano que ingere os alimentos?
Pesquisas foram realizadas em cima desta questão e utilizando técnicas
de extração do óleo essencial de gengibre, pode-se identificar possíveis
substâncias inibidoras de pragas agrícolas como o XXX e também o XXX que
empregadas na forma de inseticidas na proporção XXX/Ml observe o resultado
XXX, concluído sua eficiência perante bactérias XXX e fungos XXX.

ABSTRACT

Since long time, the humanity come studing ways and process of
agriculture pest control, through inseticides and agrochemicals, but set aside
researching into methods of combating them with natural chemistry, from plants,
roots, seeds and leaves, without enviroment impact or leave residual chemicals,
wich directly impact humans because they are the main focus of the products,
leading to short- and long-term health problems. This study has the objective of
show an alternative in agriculture pest control through the application of essential
oils obtained by extraction methods, using supercritical fluid.
APLICAÇÃO DE ÓLEOS ESSENCIAIS
1. Alimentos
2. Cosméticos
3. Doenças
4. Combate a bactérias e fungos
5. Bebidas
6. Inseticidas gerais
7. Repelentes
8. Produtos adestras cães

PLANTAS OLEAGIONOSAS

Plantas oleaginosas são plantas que possuem grande quantidade de


óleos presente em sua estrutura, quando usamos o termo plantas referimo-nos
não só as plantas, mas todas as espécies da flora que apresentam propriedades
oleaginosas como ervas, frutos, arvores, folhas, sementes, etc. Sendo assim
quando utilizamos o termo “plantas oleaginosas” deve-se ter em mente essa
imensa gama de opções.

As plantas oleaginosas podem ser encontradas em diversas regiões do


mundo, cada região irá apresentar uma característica diferente, pois o solo, as
condições climáticas entre outros fatores, impactam diretamente no crescimento
e na composição química de cada uma dessas plantas. No Brasil não é muito
diferente, cada planta possui uma afinidade com um determinado clima, contudo,
algumas dessas plantas por apresentarem uma boa resistência a climas
extremos acabam por se desenvolverem em muitas regiões enquanto outras
ficam restritas a climas específicos.

No sul e sudeste do Brasil, por exemplo temos o desenvolvimento de


oleaginosas como soja, girassol, colza, algodão, mamona e amendoim. No norte
e nordeste temos o desenvolvimento da mamona, palma, babaçu, soja e côco.
As oleaginosas citadas anteriormente são muito utilizadas na produção de
energias renováveis (biodiesel, bioquerosene, etc.) como recursos sustentáveis
e alternativas para minimização do impacto ambiental do uso dos derivados do
petróleo.
Existe uma infinidade de opções para essa finalidade, contudo, as citadas
anteriormente possuem maior eficiência.

Já os óleos essenciais podem ser obtidos dessas e de outras plantas com


a finalidade de aplicação em alimentos, cosméticos, doenças, combate a
bactérias e fungos, bebidas, inseticidas em geral, repelentes, etc.

Grande parte das oleaginosas utilizadas nessa gama de atividades, estão


localizadas na região amazônica, devido a seu ótimo clima e baixa ação do
homem nesta região.

Muitos países enviam pesquisadores a fim de coletar amostras de solos, plantas,


rochas, etc. para identificação de minérios, curas de doenças, entre outras
propriedades presentes nestes recursos naturais. Já o Brasil não se dedica a
pesquisa dessas maravilhas naturais proporcionadas pela amazonia. Com isso
um pais como o Brasil possuidor de uma imensa biodiversidade, acaba
dependendo de outras nações para se desenvolver através de incorporações de
produtos coletados em seu próprio território.

Segundo (Ambrosana, 2012), quando as plantas são submetidas a algum


tipo de estresse ocorrem mudanças fisiológicas, morfológicas e anatômicas que
resultam em alterações na estrutura química e com isso acabam apresentando
deficiência em determinada substancia. Um exemplo simples com base no fruto
da laranjeira é que, ao bater-se com um machado no tronco desta arvore, gera-
se um sistema de autodefesa que encaminha imediatamente determinadas
substâncias para a região agredida a fim de suprir e conter o machucado,
ocasionado pelo machado. Isso impacta diretamente no gosto do fruto que após
essa autodefesa teve suas propriedades químicas alteradas, tornando-se mais
amargo. Logo podemos perceber que esses seres se assemelham ao organismo
humano que encaminha glóbulos vermelhos para defender de vírus e doenças
(corpos estranhos).

Devido a esses fatores, as oleaginosas que se desenvolvem em climas e


ambientes favoráveis, possuem uma quantidade de óleo superior das
oleaginosas que se desenvolvem em climas mais instáveis, ou seja, mudam
frequentemente.

Por isso para obter uma boa colheita de oleaginosas, deve-se


primeiramente saberá procedência do solo, clima, proliferação de doenças
agrícolas em determinadas épocas, etc. Tais avaliações são de extrema
importância e garantem a prática de uma agricultura mais rentável.

ÓLEOS ESSENCIAIS

Óleos essenciais são substancias voláteis aromatizadas, muito utilizadas


em diversos ramos industriais, tendo destaque a indústria de perfumaria e
cosméticos. Essas substancias também são conhecidas como terpenos, alguns
desses óleos podem apresentar em sua estrutura mono-terpenos, sec-terpenos,
etc. Esses terpenos são responsáveis pela fragrância de cada planta, folha, raiz,
flores entre outras. Aives et al. 2011 cita que

Os óleos essenciais e suas aplicações são muito antigas, em seus relatos

Que os egípcios (3500 Ac) foram as primeiras a utilizarem essas substancias


como presentes com finalidade de perfumar seus aposentos, em rituais
religiosos, oferecendo através da queima dos óleos, os aromas aos seus deuses,
em práticas médicas e até mesmo na mumificação. Outra cultura que se
beneficia dos poderes dos óleos essenciais foram os gregos, onde a maios parte
do conhecimento adquirido veio dos egípcios. Uma figura grega conhecida que
podemos citar é o médico grego Hipócrates, conhecido como pai da medicina,
Hipócrates utilizava recursos dos óleos essenciais em curas de doenças e em
suas escritas faz referência a um vasto número de plantas medicinais (Iberiau
coppers AS).

No decorrer dos tempos e com evolução dos recursos e conhecimentos,


as civilizações aprimoraram a arte da extração de óleos essenciais, chegando a
aproximadamente X métodos, contudo, o método mais utilizado e de menor
custo é a destilação, processo esse que citaremos adiante. Porém o
conhecimento sobre a aplicação desses óleos com o poder curativo se perdeu
durante o passar dos séculos.

Sendo utilizado apenas para aplicações aromáticas como no caso do


século XIV, onde houve um surto de peste negra por toda a Europa, neste
período as pessoas queimavam ervas aromáticas com finalidades de inibir os
odores causados pelas putrificações dos corpos em decomposição.

Outra passagem muito conhecida na historia, ocorreu no século XX com


o químico francês René Maurice Gattefossé, descobridor da aromaterapia
moderna. Certa vez, trabalhando em seu laboratório o químico se queimou com
agua fervente durante o processo de destilação do óleo essencial de lavanda,
onde instintivamente o químico mergulhou a mão dentro de um utensilio
contendo o óleo de lavanda com intuito de amenizar a dor. Pouco depois,
percebeu que o ferimento teve um tempo de cicatrização menor e que não
ficaram sequelas da queimadura, logo René percebeu que além das
propriedades aromáticas, os óleos essenciais também apresentam propriedades
medicinais.
ÓLEOS ESSENCIAIS

São extratos de plantas retirados usualmente via destilação à vapor, ou via


prensagem dos bagaços

300 óleos essenciais comerciais sendo 18 principais.

ABRAPOE Associação Brasileira de Produtores de Óleos Essenciais


Produtores: Raros, DieBerger
GENGIBRE

É um tubérculo de nome oficial Zingiber officinale, original do sul


asiático, com características bem específicas, possui um caule vertical, podendo
atingir até 1,50m de altura, de folhas largas e verde-amareladas, com seu
tubérculo na posição horizontal, o qual possui várias ramificações, sendo
identificado por muitos como a forma de mão (digitiformes). Planta perene, e que
para seu correto cultivo se faz necessário um solo arenoso drenado, fértil em
matéria orgânica, clima com alta umidade e longos períodos de calor.

No Brasil foi iniciado seu cultivo por volta do século XVI, porém até
hoje a produção é relativamente pequena, e o principal foco da produção é a
exportação, atendendo majoritariamente EUA, Holanda e Canadá. Sempre
comercializado in natura, não agregando muito valor ao produto final, produto
que pode ser trabalhado para se extrair óleos essenciais, ou trabalhado para se
retirar óleos refinados para industrias especificas como farmacêutica e
alimentícia.

Os estados do sudeste brasileiro possuem a maior parte da


produção nacional do gengibre, sendo (CONTINUAR)

Largamente utilizado na área gastronômica mundial o gengibre possui


características aromáticas únicas, podendo ser usado in natura para composição
e tempero de pratos, bem como em sua forma beneficiada de óleos essenciais
na produção de cervejas, fragrâncias de perfume, aromatização de tabaco, etc.

Na área medicinal, pode ser usado in natura como anti-inflamatório em


doenças como artrite e artrose, calmante digestivo para má digestões, úlceras e
gastrite, também ajuda a acelerar o metabolismo e aumento da libido. Em sua
forma de óleos refinados é possível o tratamento de doenças autoimunes e
inflamações crônicas.
Entretanto, um grande problema atualmente é o controle de pragas na
agricultura, alguns deles possíveis de serem eliminados com propriedades do
extrato de gengibre como biocida, contra a mosca branca (Bemisia spp), traça
do tomateiro (Tuta absoluta), besouro da batata (Leptinotarsa decemlineata),
acaro rajado (Tetranychus urticae), e como fungicida combatendo o Rhizopus
oryzea,

Componentes químicos

Terpenos

Substâncias altamente voláteis, classificadas como COV, encontradas


na maior parte das plantas, seus nomes provem da terebintina, substância que
está presente em resinas de pinheiros, que possui cheiro agradável, o qual do
grego deu seu nome. Para retirada destes é necessário utilizar métodos físico-
químicos, como a prensagem a frio, utilizada mais para grãos e sementes, ou
extração por solvente ou fluido supercrítico, técnica mais robusta onde é possível
aumentar o rendimento e refinamento do material, utilizando-se de folhas, flores
e sementes.

1. Alfa-Pineno - C10H16O: Composto químico encontrado no óleo


essencial estudado, responsável pela ação desinfetante e fungicida, porém
extraído somente por química fina, extração via fluido supercrítico;
2. Alfa-Canfeno
3. Beta-Felandreol/1,8 Cineol
4. Citral - C10H16O: Composto com função repelente e antibactericida;
5. Ar-Curcumeno –
6. Alfa-Zingibereno - : Sesquiterpeno responsável pela maior parte
do controle biocida contra a mosca branca, acaro rajado, besouro da batata e
traça do tomateiro.
7. Beta-Bisaboleno/Alfa-Farneseno
8. Beta-Sesquifelandreno
Referências
GUENTHER, E. The essential oils. New York: D. Van Nostrand, 1952. V5
http://professoralucianekawa.blogspot.com.br/2014/02/terpenos-ou-
terpenoides.html acessado 03/09/2018
http://www.abhorticultura.com.br/eventosx/trabalhos/ev_1/A80_T87_Comp.pdf
acessado 05/09/2018
http://files.bvs.br/upload/S/1413-9979/2010/v15n4/a1701.pdf acessado
05/09/2018
http://www.jardineiro.net/plantas/gengibre-de-kahili-hedychium-
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https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/100654/1/Folder-
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http://flores.culturamix.com/informacoes/gengibre-branco-hedychium-
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http://minhasplantas.com.br/plantas/cana-de-macaco/ acessado 05/09/18
http://www.aba-
agroecologia.org.br/revistas/index.php/rbagroecologia/article/viewFile/7924/566
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