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RESPOSTAS ATIVIDADE 05:

1) A FUNDACENTRO é um órgão vinculado ao Ministério do Trabalho que tem como


objetivo promover a difusão de conhecimentos que agreguem à saúde e segurança dos
trabalhadores, sem abandonar os preceitos de desenvolvimento sustentável, proteção ao
meio ambiente, equidade social e o crescimento econômico.

Nascida em 1966, a FUNDACENTRO iniciou sua história, mais precisamente, no


início da mesma década de 60, quando eram notáveis os problemas quanto aos altos
índices de acidentes e doenças do trabalho que cresciam no Governo e na sociedade. Em
1960, o Governo brasileiro já havia iniciado vínculo com a Organização Internacional do
Trabalho (OIT), afim de promover estudos e avaliações do problema e apontar soluções
que pudessem alterar esse cenário.

A iniciativa de criar uma instituição voltada para o estudo e pesquisa das


condições dos ambientes de trabalho, com a participação de todos os agentes sociais
envolvidos na questão, começou a ganhar força. Tal proposta, foi apresentada em março
de 1964, durante o Congresso Americano de Medicina do Trabalho, realizado em São
Paulo.

Em 1965, após a visita ao País de especialistas da OIT, e de novos estudos sobre


as condições necessárias para a implantação da iniciativa, o Governo Federal decidiu pela
criação de um centro especializado, tendo a cidade de São Paulo como sede da nova
instituição, em função do porte de seu parque industrial.

Assim, em 1966, durante o Congresso Nacional de Prevenção de Acidentes,


realizado em São Paulo, foi oficializada a criação da FUNDACENTRO, que teve sua
primeira sede instalada no bairro de Perdizes. Datam dessa fase inicial da entidade os
primeiros estudos e pesquisas no País sobre os efeitos de inseticidas organoclorados na
saúde; da bissinose (doença ocupacional respiratória que atinge trabalhadores do setor de
fiação, expostos a poeira de algodão e juta); sobre as consequências das vibrações e ruídos
em trabalhadores que operam marteletes; sobre o teor da sílica nos ambientes de trabalho
na indústria cerâmica e ainda sobre os riscos da exposição ocupacional ao chumbo.
No decorrer de sua história, a FUNDACENTRO viria ainda afirmar sua vocação
pioneira na área, com as pesquisas sobre as Doenças Osteomusculares Relacionadas ao
Trabalho - DORT (à época chamada de lesões por Esforços Repetitivas - LER). Após a
vinculação, em 1974, da FUNDACENTRO ao Ministério do Trabalho, cresceram as
atribuições e atividades da instituição, exigindo um novo salto da entidade: a implantação
do Centro Técnico Nacional, cuja construção teve início em 1981, sendo concluído em
1983, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Atualmente, a FUNDACENTRO está presente em todo País, por meio de suas


unidades descentralizadas, distribuídas em 11 Estados e no Distrito Federal. A inovação
e a importância de seus estudos deram à FUNDACENTRO a liderança na América Latina
no campo da pesquisa na área de segurança e saúde no trabalho. A Fundacentro é
designada como centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de
ser colaboradora da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Na seara social, A FUNDACENTRO realiza em diversos Estados brasileiros cerca


de 160 cursos, envolvendo aproximadamente 5.000 participantes, entre profissionais d a
área de Segurança e Saúde do Trabalhador de órgãos públicos, empresas e sindicatos.
Essas atividades educativas têm o papel de difundir os resultados de estudos e pesquisas
desenvolvidas na área nos últimos anos, atualizando os técnicos que atuam nesse campo.

Quanto à acessibilidade, a fundação dispõe de uma carta de serviços ao cidadão


que foi elaborada em atenção ao Decreto nº 6.932, de 11 de agosto de 2009, é um
instrumento que visa oferecer aos cidadãos conhecimentos acerca dos serviços prestados
pela Instituição, suas formas de acesso, assim como seus compromissos com o
atendimento e seus respectivos padrões de qualidade, mostrando preocupação em manter-
se acessível para tomada de providências e prestar orientações às inovações de estudos
referentes ao trabalho e seu exercício.
2) Na charge temos um posicionamento crítico do autor que trata a população como
“protegidos” pela carteira de trabalho. A carteira de trabalho, que em tela, simboliza a
proteção do Estado frente às relações de emprego e o indivíduo que os chama, simboliza
os grandes empresários e latifundiários que almejam desrespeitar os direitos assegurados
pelas Leis Trabalhistas do Brasil, alertando-os que só haverá vaga, para quem sair debaixo
da carteira de trabalho, ou seja, quem se abster dos direitos que lhe são assegurados afim
de que o grande empresário não arque com todas as responsabilidades junto àquele
funcionário.

No Brasil, sempre houve esse tipo de atitude. Empresas que empregam milhares
de funcionários são as principais recrutadoras de pessoas que abstenham-se de seus
direitos para exercer seu trabalho, uma vez que para o empresário, pode reduzir
drasticamente as despesas com indenizações, horas extras, etc., chegando às situações que
são vistas até mesmo como trabalho escravo, sem proporcionar as mínimas condições
para o exercício da profissão.

A crítica do autor se resume a este sentido, não podemos considerar as relações


de trabalho que não nos proporcionam o amparo da lei, principalmente pelo fato de
existirem tamanhas dificuldades para se conquistar uma vaga no mercado, os empresários
sonegadores aproveitam-se da situação.