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Igreja Batista Palavra Viva Visão Celular Estudos para Células

UMA NOVA OPORTUNIDADE


1ª SEMANA: ENTENDENDO COMO DEUS NOS TRATA

INTRODUÇÃO:
 Entender como Deus se relaciona conosco é fundamental; muitas coisas em nossas atitudes,
sentimentos, visão da vida, objetivos, depende disso. Isaías 1:3 diz que “o boi conhece o seu
possuidor, e o jumento o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo
não entende.”;
 Precisamos entender como Deus nos trata, para podermos aproveitar Suas novas
oportunidades:

 Texto Principal: Salmos 139:1-4 e 16

I- DEUS NOS CONHECE COMPLETAMENTE


 O entendimento desse texto deve nos livrar de muitos erros, tais como:
a) Alimentar sentimentos de rejeição;
b) Religiosidade, hipocrisia, vida dupla;
c) Tentar esconder algo de Deus; ou
d) Tentar provar algo a Deus.
 Diante de Deus podemos ser totalmente transparentes, reconhecer nossos erros e aceitar Sua
oferta de amor e graça.

II- DEUS RENOVA AS OPORTUNIDADES


 A história do relacionamento de Deus com o Seu povo nos mostra que Ele sempre renova as
oportunidades.
 Lamentações 3:22 “As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque
as suas misericórdias não têm fim.”
 Jesus é a demonstração máxima desse amor persistente do Senhor por nós.
 Toda renovação de oportunidades, no entanto, está condicionada ao arrependimento.
 A atitude humana é marcada por quebra da confiança e pela dificuldade em acreditar numa
mudança sincera. Por isso dizemos: “Pau que nasce torto morre torto”.
 Mas não é assim que Deus nos trata. Ele sempre nos dá uma nova chance.

III- DEUS TEM UM PROPÓSITO PARA NOSSA VIDA


 Hebreus 6:17 “Por isso Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a
imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento.”
 Essa é outra marca no relacionamento de Deus conosco. Ele tem propósitos para nossa vida, por
isso não desiste facilmente de nós.
 No versículo 13, de Hebreus 6, lemos que Deus não tinha ninguém maior por quem jurar, por isso
jurou por si mesmo. Isso implica, evidentemente, que Ele também não tem ninguém maior para
impedi-lo de cumprir o Seu propósito.
 Deus nunca enviaria Seu Filho para sofrer, realizar obras poderosas, vencer o pior de nossos
inimigos, que é a morte, para depois desistir e não levar a cabo o Seu plano.
 Romanos 8:32 “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou,
porventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?”
 Mais uma vez, a atitude do Pai é muito diferente da nossa. Os homens demonstram propósitos
mutáveis, de acordo com interesses do momento e situação emocional. Mas, em Deus, temos a
certeza de um propósito eterno.
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 Tiago 1:17 “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em
quem não pode existir variação ou sombra de mudança.”
 Jesus é um alicerce firme para sua vida.

CONCLUSÃO:
 Como você vê a Deus? Quanto você conhece sobre Ele?
 Que atitude você acha que Ele espera de você hoje?

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2ª SEMANA: A CURA DE PEDRO

INTRODUÇÃO:
 O apóstolo Pedro nos dá um dos maiores exemplos de como Deus trata com Seus filhos, dando-
lhes uma nova oportunidade. O erro de Pedro, ao negar a Jesus, foi muito sério; agravado pelo
fato de ele ter andado com Jesus durante 3 anos e ter sido até avisado sobre sua fraqueza.
 Depois de tanto investimento em discipulado, a queda de Pedro seria, para a maioria de nós,
motivo suficiente para desistir daquela vida. Mas não foi assim que Jesus o tratou. Ele não
desistiu de Pedro.
 O primeiro grande milagre que Jesus fez foi transformar a água em vinho. Mas, com Pedro,
Jesus fez exatamente o contrário: transformou o vinho em água.
 Ele transformou aquele temperamento forte, impetuoso e pouco confiável, como o vinho, em
um caráter firme, seguro e abençoador como uma fonte de água.
 Vejamos algumas atitudes de Jesus que tiveram influência na restauração de Pedro e que,
certamente, também abençoarão a sua vida.

 Texto Principal: João 21:15-17

I- JESUS NÃO AGIU PRECONCEITUOSAMENTE


 Jesus não rotulou ou classificou Pedro, colocando um estigma sobre a vida dele.
 Pedro demonstrara uma vida de altos e baixos; apesar das contradições Jesus renovou sua
confiança, deu-lhe uma nova chance ao dizer: “Apascenta as minhas ovelhas”.
 Imaginamos Jesus censurando Pedro, mas Ele não é o acusador, e sim o Advogado.
 Lucas 22:31, 32 “Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como trigo! Eu,
porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece
os teus irmãos.”
 Mesmo diante da grave queda, o olhar de Jesus não condenou Pedro, que se arrependeu
sinceramente.
 Os homens põem rótulos, não crêem na mudança; mas Jesus vê além.

II- JESUS VALORIZOU OS ASPECTOS POSITIVOS E TRATOU OS NEGATIVOS


 Deus não vê só a restauração futura, mas o que é positivo em nossas vidas hoje.
 Mesmo durante o período de altos e baixos de Pedro, Jesus viu, apreciou e elogiou as
qualidades de Pedro.
 Nossa personalidade tem também aspectos positivos e negativos. O que devemos fazer?
a) O que é positivo, devemos consagrar e usar para Deus.
b) O que é negativo, devemos tratar (com oração, Palavra, arrependimento...)
 Pedro: Era impulsivo, mas líder; errava mais, porém arrependia-se sempre; caia, mas era
perseverante. Jesus viu o líder perseverante que se arrepende do erro.
 Jesus tratou da impulsividade e da falta de fé de Pedro, transformando-o num grande líder.
 Deus quer tratar suas dificuldades para que o positivo seja ressaltado. O positivo deve ser
usado já.

III - JESUS FALOU COM FRANQUEZA


 Compreensão não é cumplicidade. Nada ajuda mais que a verdade, pois “a verdade vos
libertará” (João 8:32).

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 Jesus: apontou a falta de fé de Pedro (quando ele andou sobre as águas), as palavras
insensatas (“não cogitas das coisas de Deus” – Mateus 16:23) e a sua fraqueza (quando Pedro o
negaria).
 A diferença é “falar a verdade em amor”. A Bíblia diz que devemos seguir a verdade em amor
(Ef 4:15).
 Erramos: falando a verdade sem amor; amando sem coragem de ser sincero.
 Provérbios 27:5, 6 “Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. O amigo quer o
nosso bem, mesmo quando nos fere; mas, quando um inimigo abraçar você, tome cuidado!”
 Satanás acusa para derrubar, Jesus aponta o erro para restaurar.
 Hebreus 12:5-8 nos mostra que a correção é para quem é amado.
 Ouça a voz de Deus: na Palavra, na direção do Espírito em seu coração, nas pregações, nos
conselhos de líderes e pessoas mais experientes.
 Jesus falou a Pedro com franqueza; e fala assim com você para o seu bem.

IV - JESUS CRIOU OPORTUNIDADE PARA A CURA DAS FERIDAS


 Jesus se preocupava com a cura das emoções de Pedro. João 18:15-18, 25-27; 21:4-17.
 O fracasso ao negar a Jesus traria lembranças amargas que, se não fossem tratadas poderiam
ser usadas pelo inimigo. Jesus criou o clima perfeito para desfazer aquela situação:
a) Braseiro: só 2 vezes a palavra aparece no NT (na negação e na confirmação);
b) Três vezes Pedro negou, mas três vezes teve a chance de reafirmar o seu amor por Jesus;
c) Sobreposição de imagens; último evento (arrependimento) substitui o 1º (negação);
d) Jesus deu sentido a missão de Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas”.
 Assim, Pedro teve a certeza de aceitação pela confiança reafirmada. Pôde olhar para frente, e
não para o passado. Se a memória o perturbasse, a lembrança da reafirmação de Jesus
certamente traria alegria.
 O melhor é não cair, mas é muito importante também saber levantar.
 Jesus quer curar as suas feridas também.

CONCLUSÃO:
 Esta palavra é de restauração e estímulo, no entanto ele serve como exortação, para que
você deixe Deus transformar o seu caráter, personalidade e estilo de vida. Deus assim fará se
você desejar ser transformado, como Pedro desejou.

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3ª SEMANA: O ENCONTRO DE PEDRO

INTRODUÇÃO:
 Na semana passada falamos sobre as atitudes de Jesus que promoveram a restauração na
vida de Pedro.
 Esse episódio, no entanto, é tão rico que não podemos esgotá-lo em um só estudo.
 Hoje falaremos um pouco mais sobre um “encontro com Jesus” e como isso pode desvendar
uma nova oportunidade de vida àqueles que decidem se encontrar com o Senhor. Isso pode
ser o início de um processo de reavivamento espiritual.

 Texto Principal: João 21:15-17

I- UMA GRANDE VITÓRIA PODE NASCER EM MEIO A UMA GRANDE DERROTA


 Não é preciso ser assim, mas até a derrota pode ser o ponto de partida para uma grande
vitória. Por quê?
a) Porque o homem reconhece sua necessidade e começa a buscar a Deus.
b) Porque Deus é gracioso, poderoso e surpreendente.
 O caso de Pedro é exemplar, poucos experimentaram uma grande vitória em meio à tamanha
derrota.
 Na Bíblia vemos muitos outros casos semelhantes. Biografias de homens e mulheres de Deus
na história também confirmam isso.
 O poder de Deus transforma maldição em bênção. Até o ditado diz: “Se a vida lhe der limões,
faça uma limonada.”

II- DEUS NÃO PRECISA DE MUITO TEMPO PARA MUDAR UMA VIDA
 Poucos dias após este encontro com Jesus, o apóstolo Pedro já pregava com ousadia o
primeiro sermão da história da igreja (Atos 2).
 O que exige tempo são o amadurecimento e a formação, mas a mudança pode ser rápida.
 No caso de Pedro, Deus continuou a trabalhar em seu caráter, mas a mudança foi imediata.
 Não devemos nos conformar com problemas crônicos: “Eu sou assim mesmo...”.
 Se uma vida não espelha mudança é preciso avaliar a profundidade do encontro com Jesus.
 Precisamos ter humildade para reconhecer que podemos ter mais e buscar.

III- PRECISAMOS SER MINISTRADOS PARA PODER MINISTRAR


 Deus tinha um propósito e um chamado elevados para a vida de Pedro.
 Pedro precisava receber para dar. Precisamos ser ministrados para poder ministrar.
 Precisamos entender esta relação: não influenciamos porque não fomos influenciados, não
abençoamos porque não fomos abençoados, não ministramos porque não fomos
ministrados.
 Precisamos nos expor aos meios que Deus usa para ministrar à nossa vida: Palavra, oração,
comunhão...
 Este encontro pode ocorrer de diversas formas, tanto nas situações proporcionadas pela
igreja (célula, encontro, cultos de celebração, vigílias), como em sua vida pessoal com Deus
(orando, lendo a Palavra).

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IV. NINGUÉM PODE IMAGINAR O PODER DE UM ENCONTRO COM DEUS


 Dwight Lyman Moody, um dos maiores evangelistas dos Estados Unidos, ao ouvir um
pregador dizer: “O mundo está para ver o que Deus pode fazer através de uma vida totalmente
comprometida com ele”, afirmou: “Eu serei esse homem”.
 Pedro era apenas um pescador comum. Quem poderia imaginar o que ele se tornaria?
 Quem conheceria Paulo se ele fosse apenas um discípulo de Gamaliel?
 Não se trata de enfatizar a fama, mas a realização dos propósitos de Deus, de nos
transformar em abençoadores. Você não pode imaginar o quanto sua vida pode mudar.
 Pedro estava longe de ser um homem brilhante e ainda passara por grande derrota, mas o
encontro com Jesus mudou sua história.
 Se você buscar em Deus e não em si mesmo, verá grandes coisas.
 Olhar para nós mesmos leva a um destes extremos: autocomiseração ou auto-exaltação.
 Olhar para Jesus quebra os limites.

CONCLUSÃO:
 Quem precisa de um encontro com Jesus? Ou melhor, quem não precisa?
 A boa notícia é que esta é uma realidade disponível a todos que buscarem o Senhor.
 Lembre-se: para que este encontro aconteça é preciso ter duas pessoas (você e Jesus).

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4ª SEMANA: COMO DAR A VOLTA POR CIMA

INTRODUÇÃO:
 Até aqui vimos como Deus nos prepara uma nova oportunidade.
 Veremos agora qual deve ser nossa atitude para aproveitar essas oportunidades.
 Jesus disse: “Estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos
advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo.” (1 João 2:1) Portanto, tão importante quanto não cair
é saber se levantar.
 Se satanás não puder mudar o seu destino eterno, ele tentará, pelo menos, mudar sua vida aqui
na terra, inutilizando o seu potencial e minimizando sua capacidade de abençoar e servir no
Reino de Deus.
 Portanto, precisamos saber como dar a volta por cima. Então, o que é preciso para estar entre
estes que, se caírem, não ficarão prostrados?

 Texto Principal: Salmos 37:23, 24

I - TER HUMILDADE (reconhecer o erro e todas as suas implicações)


 Provérbios 28:13 “O que encobre as suas transgressões, jamais prosperará; mas o que as
confessa e deixa, alcançará misericórdia.” Ninguém pode se levantar sem que primeiro
reconheça a sua queda.
 Alguns inimigos do crente:
 Triunfalismo:
a) Quando nega a possibilidade da queda, ou não a reconhece.
b) Quando dificulta a restauração que Deus quer fazer.
 Relativização:
a) Quando muda o nome do pecado.
b) Quando minimiza a culpa em vez de tratá-la com a graça de Deus.
 Auto-justificação:
a) Quando diz: “Errei, mas...”, transferindo a culpa para outros, para as circunstâncias etc.
b) Exemplo de Davi (Salmos 32 e 51), um rei, o homem segundo o coração de Deus. Em vez
de relativizar ou se justificar, ele confessou.
 A Bíblia diz que a soberba precede a ruína; ruína é cair e não se levantar mais.

II - ACEITAR A GRAÇA (buscar em Deus, e não em si mesmo, a força para vencer)


 Alguns agem com humildade ao reconhecer o erro, mas tentam resolvê-lo sozinho, sem Deus.
 Depois de confessar o pecado muitos crentes são tentados a querer provar para Deus que são
capazes de se levantar sozinhos e de não errar mais. Não pode haver restauração sem
dependência de Deus, sem a graça.
 Voltemos a Davi: Salmos 32:6, 7; 51:7 em diante.
 Jeremias 17:5, 6 diz que maldito o homem que confia no homem.
 Alguns crentes jejuam para provar para Deus que estão arrependidos ou mostrar que merecem
o perdão; isso não tem poder contra o pecado. Outros simplesmente não conseguem entender
ou aceitar a graça e continuam debaixo do peso da queda e da acusação.
 Rejeitar a graça e dizer que não há solução é concordar que o sangue de Jesus não é bom o
suficiente.
 Pregar a graça não é incentivar o pecado, mas anular o poder destruidor da queda; é tirar da
mão do inimigo as armas com as quais ele tenta nos “roubar, matar e destruir” (João 10:10).
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III - FIRMAR OS PÉS (estabelecer princípios para a restauração)


 Salmos 40: Deus nos coloca em lugar seguro: “...colocou-me os pé sobre a rocha”.
 A vida longe da vontade de Deus é perigosa e insegura. A vida restaurada tem alicerces firmes
que não se abalam.
 Deus edifica nossa vida para concretizar o processo: “...e me firmou os passos”.
 Não basta procurar o livramento imediato. A verdadeira restauração leva ao crescimento, a
passos firmes.
 Salmos 32: Não basta o perdão, é preciso aprender a não pecar (vs 8, 9). “Instruir-te-ei e te
ensinarei o caminho que deves seguir”.
 João 15:7 “Se permanecerdes em mim e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o
que quiserdes, e vos será feito”. Restauração verdadeira só acontece pela aplicação da Palavra
de Deus.
 Seja objetivo; não adianta simplesmente dizer “não quero errar mais nesta área”. Examine que
atitudes, pensamentos ou circunstâncias devem ser mudados em sua vida para que a
restauração aconteça.

CONCLUSÃO:
 Não há dúvida alguma sobre o fato de que Deus renova as oportunidades. As nossas atitudes
diante disso é que determinarão o quanto vamos receber dessa bênção.

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