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RELATÓRIO EXECUTIVO

Caracterização da Oferta e da
Demanda do Transporte Fluvial de
Passageiros na Região Amazônica
República Federativa do Brasil

Dilma Roussef
Presidenta da República

Secretaria de Portos (SEP)

José Leônidas Cristino


Ministro Chefe

Ministério dos Transportes

César Augusto Rabello Borges


Ministro dos Transportes

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ)

Diretoria Colegiada
Pedro Brito (Diretor-Geral Substituto)
Fernando José de Pádua C. Fonseca (Diretor Interino)
Mário Povia (Diretor Interino)

Superintendência de Navegação Interior (SNI)


Adalberto Tokarski (Superintendente)

Superintendência de Administração e Finanças (SAF)


Albeir Taboada Lima (Superintendente)

Superintendência de Navegação Marítima e de Apoio (SNM)


André Luís Souto de Arruda Coelho (Superintendente)

Superintendência de Fiscalização e Coordenação (SFC)


Bruno de Oliveira Pinheiro (Superintendente)

Superintendência de Portos (SPO)


José Ricardo Ruschel dos Santos (Superintendente)
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), 2013


SEPN Quadra 514 - Conjunto E - Edifício ANTAQ
CEP: 70760-545

Permitida a reprodução sem fins lucrativos, parcial ou total, por qualquer meio,
se citados a fonte e o sitio, no qual pode ser encontrado o original em
http://www.antaq.gov.br

Superintendência de Navegação Interior (SNI)


Adalberto Tokarski

Gerência de Desenvolvimento e Regulação da Navegação Interior (GDI)


José Renato Ribas Fialho - Gerente
Dax Rösler Andrade
Darcy Closs Junior
Edmundo Ériton Gomes de Miranda
Eduardo Pessoa de Queiroz
Isaac Monteiro do Nascimento
José Marcio da Silva
Marcos Gomes Coelho
Patricia Povoa Gravina

Produção:
Assessoria de Comunicação Social (ASC) - ANTAQ

A627c

Brasil. Presidência da República. Secretaria de Portos. Agência Nacional de


Transportes Aquaviários

Caracterização da oferta e da demanda do transporte fluvial de passageiros da


região amazônica / Agência Nacional de Transportes Aquaviários. – Brasília: ANTAQ,
2013.
108p. : il.

I. Transporte aquaviário (fluvial) – Brasil. 2. Agências Reguladoras. 3. Navegação


Interior (hidrovias). 4. Oferta e demanda


CDD 386.30981

iv Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

FICHA TÉCNICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

Prof. Dr. Carlos Edilson de Almeida Maneschy – Reitor


Prof. Dr. Horacio Schneider – Vice-Reitor
Profa Dra Maria Emília de Lima Tostes – Diretora do Instituto de Tecnologia
Prof. Esp. Roberto Serra Pacha – Diretor da Faculdade de Engenharia Naval
Prof. Dr. Hito Braga de Moraes – Vice-Diretor da Faculdade de Engenharia Naval
Prof. M.Sc Sinfrônio Brito Moraes – Diretor Executivo da FADESP

Equipe Técnica:
Prof. Dr. Hito Braga de Moraes – Coordenador Geral
Prof. M. Sc. Nélio Moura de Figueiredo – Coordenador Adjunto
Prof. Dr. Jose Marcio do Amaral Vasconcellos – Consultor/pesquisador
Prof. Esp. Roberto Serra Pacha – Consultor/pesquisador
Economista: Esp. José Américo do Canto Lopes – Coordenador de campo
Engenheira Civil: Esp. Rita de Cassia Monteiro de Moraes – Consultora/pesquisadora
Engenheiro Naval: Emannuel Santthiago Pereira Loureiro – Designer gráfico
Gracy Rocha – Analista de projetos da FADESP
Ellen Christian S. Gonçalves – Supervisora da FADESP

Estatísticos:
Silvanildo Baia da Silva
Arthur Cezar Pampolha Pessoa

Equipe Técnica de apoio e pesquisadores de campo:


Marcus Augusto Boaventura
Arthur Henrique Rodrigues Carvalho
Sergio Luiz Braga Sacramento
Ana Claudia Miranda Barros Formigosa Raquel Bezerra
Ana Nery Gomes Coel Stefhany Delcielo
Danise Lee Melo Fernandes Odicleise Maués
Marcia Régia Maia Iricléia Freire
Maria Nazaré Silva Vieira Djalma Abreu
Rafael Ulisses do Canto Lopes Priscila Serrão
Gilson de Andrade Moura Dáfne Fonseca
Romulo Leno Miranda Barros Vitor Fonseca
Camila Lima Cristiano de Jesus
Marcelo de Paula Adria Machado
Joana Luiza Trindade Remes Matos
Marco Antônio Ana Rita Tavares
Josilene Santos Deylana Moreira
Kátia Santos Rosimar Moreira
Dione Gomes Maria Luzia Lemos

Relatório Executivo v
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

ÍNDICE DE TABELAS

TABELA 01: NÚMERO DE LINHAS POR ESTADO.......................................................................................... 16

TABELA 02: NÚMERO DE LINHAS POR TIPO DE VIAGEM............................................................................ 16

TABELA 03: NÚMERO DE EMBARCAÇÕES................................................................................................... 17

TABELA 04: PERCENTUAL DO PADRÃO DE ATENDIMENTO DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAPÁ........ 29

TABELA 05: PERCENTUAL DO PADRÃO DE ATENDIMENTO DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAZONAS.. 37

TABELA 06: PERCENTUAL DO PADRÃO DE ATENDIMENTO DOS TERMINAIS DO ESTADO DO PARÁ........... 45

TABELA 07: PERCENTUAL DO PADRÃO DE ATENDIMENTO DOS TERMINAIS DE BELÉM............................. 53

TABELA 08: PERCENTUAL DO PADRÃO DE ATENDIMENTO DOS TERMINAIS DA AMAZÔNIA..................... 61

TABELA 09: NÚMERO DE EMBARCAÇÕES E DE LINHAS DE NAVEGAÇÃO POR ESTADO.............................. 90

TABELA 10: TEMPO DE USO DAS EMBARCAÇÕES POR ESTADO................................................................ 91

TABELA 11: MATERIAL DOS CASCOS DAS EMBARCAÇÕES POR ESTADO..................................................... 93

TABELA 12: COMPRIMENTO, BOCA E CALADO DAS EMBARCAÇÕES.......................................................... 94

TABELA 13: POTÊNCIA DOS PROPULSORES E VELOCIDADE DAS EMBARCAÇÕES....................................... 96

vi Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

ÍNDICE DE GRÁFICOS

GRÁFICO 01: NÚMERO DE TERMINAIS POR ESTADO................................................................................. 27

GRÁFICO 02: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAPÁ................ 31

GRÁFICO 03: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAPÁ................ 32

GRÁFICO 04: NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAIS DO ESTADO DO AMAPÁ........................ 34

GRÁFICO 05: PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAPÁ................... 35

GRÁFICO 06: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAZONAS......... 39

GRÁFICO 07: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAZONAS......... 40

GRÁFICO 08: NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAIS DO ESTADO DO AMAZONAS................. 42

GRÁFICO 09: PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DO ESTADO DO AMAZONAS............ 43

GRÁFICO 10: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO ESTADO DO PARÁ.................... 47

GRÁFICO 11: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO ESTADO DO PARÁ.................... 48

GRÁFICO 12: NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAIS DO ESTADO DO PARÁ........................... 50

GRÁFICO 13: PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DO ESTADO DO PARÁ....................... 51

GRÁFICO 14: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DA CIDADE DE BELÉM................... 55

GRÁFICO 15: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DA CIDADE DE BELÉM................... 56

GRÁFICO 16: NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAIS DA CIDADE DE BELÉM.......................... 58

GRÁFICO 17: PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DA CIDADE DE BELÉM...................... 59

GRÁFICO 18: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DA AMAZÔNIA.............................. 63

GRÁFICO 19: PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO MUNICÍPIO DE BELÉM............ 64

GRÁFICO 20: PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DA AMAZÔNIA................................. 65

GRÁFICO 21: MOVIMENTAÇÃO ANUAL DE PASSAGEIROS.......................................................................... 67

GRÁFICO 22: MOVIMENTAÇÃO ANUAL DE CARGAS................................................................................... 80

GRÁFICO 23: DISTRIBUIÇÃO DOS PASSAGEIROS POR SEXO........................................................................ 86

GRÁFICO 24: PASSAGEIROS POR FAIXA ETÁRIA.......................................................................................... 86

GRÁFICO 25: ESCOLARIDADE DOS PASSAGEIROS....................................................................................... 87

GRÁFICO 26: RENDA FAMILIAR DOS PASSAGEIROS.................................................................................... 88

GRÁFICO 27: OCUPAÇÃO E ATIVIDADE DOS PASSAGEIROS........................................................................ 89

GRÁFICO 28: TEMPO DE USO DAS EMBARCAÇÕES.................................................................................... 91

GRÁFICO 29: MATERIAL DO CASCO DAS EMBARCAÇÕES........................................................................... 92

Relatório Executivo vii


Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

8 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

SUMÁRIO

ÍNDICE DE TABELAS......................................................................................................................... vi

ÍNDICE DE GRÁFICOS....................................................................................................................... vii

PREFÁCIO........................................................................................................................... 11

1. APRESENTAÇÃO................................................................................................................. 15

2. OBJETIVO........................................................................................................................... 15

3. ABRANGÊNCIA TERRITORIAL DOS ESTUDOS....................................................................... 16

4. PERÍODO DAS PESQUISAS.................................................................................................. 17

5. METODOLOGIA.................................................................................................................. 18

6. CARACTERIZAÇÃO DOS TERMINAIS DE PASSAGEIROS........................................................ 21

6.1. TERMINAIS DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO AMAPÁ............................................... 28

6.2. TERMINAIS DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO AMAZONAS........................................ 36

6.3. TERMINAIS DE PASSAGEIROS DO ESTADO DO PARÁ................................................... 43

6.4. TERMINAIS DE PASSAGEIROS DE BELÉM.................................................................... 52

6.5. TERMINAIS DE PASSAGEIROS DA AMAZÔNIA............................................................. 60

7. MOVIMENTAÇÃO DE PASSAGEIROS.................................................................................... 66

8. MOVIMENTAÇÃO DE CARGA EM EMBARCAÇÕES MISTAS................................................... 79

9. PERFIL E CARACTERIZAÇÃO DOS PASSAGEIROS.................................................................. 85

9.1. PERFIL DOS PASSAGEIROS.......................................................................................... 85

9.2. SEXO E GRUPO DE IDADE........................................................................................... 86

9.3. ESCOLARIDADE........................................................................................................... 87

9.4. RENDA FAMILIAR........................................................................................................ 88

9.5. OCUPAÇÃO E ATIVIDADE PRINCIPAL........................................................................... 89

10. ANÁLISE DA FROTA............................................................................................................ 90

10.1. IDADE DA FROTA......................................................................................................... 90

10.2. MATERIAL DO CASCO DAS EMBARCAÇÕES................................................................. 92

10.3. COMPRIMENTO, BOCA E CALADO DAS EMBARCAÇÕES............................................. 93

10.4. POTÊNCIA DO MOTOR E VELOCIDADE........................................................................ 95

11. IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE FLUVIAL NA AMAZÔNIA.................................................. 97

12. DIFICULDADES DO TRANSPORTE FLUVIAL DE PASSAGEIROS DA AMAZÔNIA....................... 99

13. IMPORTÂNCIA DO ESTUDO................................................................................................ 101

14. BIBLIOGRAFIA.................................................................................................................... 103

Relatório Executivo 9
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

10 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PREFÁCIO

A navegação fluvial é o mais importante meio de transporte de pessoas


e mercadorias na região amazônica, conectando as diversas comunidades e
polos de produção, comercialização e consumo estabelecidos junto à sua vasta
e notável malha hidroviária. Ao mesmo tempo, a sua dinâmica econômica, suas
peculiaridades operacionais e as informações quantitativas e qualitativas da
atividade são pouco conhecidas e sistematizadas. A grande heterogeneidade
do perfil dos operadores e usuários, a dispersão de instalações portuárias, a
predominância de práticas informais profundamente marcadas pela cultura local
e suas tradições, dentre outras peculiaridades regionais, contribuem para essa
escassez de informações.
Nesse contexto, o presente estudo de “Caracterização da Oferta e da
Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica” que ora
a ANTAQ disponibiliza à sociedade, vem suprir em boa medida essa lacuna,
trazendo, de forma inédita, informações essenciais para a compreensão desse
setor tão estratégico para o desenvolvimento regional amazônico.
O estudo não se limitou a analisar o transporte de passageiros regulados
pela ANTAQ – qual seja, aquele realizado em linhas interestaduais e longitudinais
de percurso internacional – abrangendo também as linhas intermunicipais,
identificando as embarcações em operação e as instalações portuárias utilizadas,
permitindo uma visão ampla e integrada desse universo tão complexo.
Os dados apresentados foram obtidos em 2011 e 2012, sendo intenção
da ANTAQ realizar atualizações periódicas, estabelecendo uma série histórica
e permitindo a concepção de indicadores para monitoramento e avaliação de
programas e ações, da própria agência e de outros órgãos atuantes no setor.
As informações agora trazidas a público são de grande importância para
o aprimoramento da atuação da ANTAQ no cumprimento de suas atribuições
como órgão de regulação, na produção de análises e estudos mais consistentes
sobre as necessidades de oferta de serviços de transporte fluvial aos usuários,
as potencialidades e possibilidades das empresas de navegação em relação
ao mercado, as condições operacionais das embarcações e dos terminais,

Relatório Executivo 11
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

dentre outros, abrangendo o que há de mais relevante na navegação fluvial de


passageiros da região amazônica.
Para a sociedade como um todo, e principalmente para os demais
órgãos de governo, universidades e entidades públicas e privadas interessadas,
o estudo pode contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas ao
fomento e desenvolvimento da navegação fluvial de passageiros, para subsidiar
a elaboração de novos estudos e no planejamento setorial, essenciais para o
desenvolvimento sustentável da região amazônica.
É com essa perspectiva que a ANTAQ convida o leitor a conhecer o
presente Relatório Executivo bem como para apresentar críticas, comentários e
sugestões que venham a enriquecê-lo e melhorá-lo.

12 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Relatório Executivo 13
Caracterização
Bacia Amazônica da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica
Relatório Executivo

14
14 Relatório Executivo
ANTAQ/UFSC/LabTrans
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

1. APRESENTAÇÃO
Buscando conhecer a demanda de passageiros e cargas que são
transportados pelos rios da Amazônia através de embarcações mistas (carga e
passageiros), a ANTAQ elaborou estudo sobre o transporte de passageiros e
cargas em embarcações mistas, por meio de termo de cooperação com a
UFPA/FADESP. Espera-se que os resultados das análises do presente estudo
sejam subsídios para melhores práticas regulatórias e ações efetivas da
Agência no que tange à fiscalização dos serviços praticados e indicação aos
órgãos competentes de melhores condições das infraestruturas aquaviárias
observadas.

Trazendo o enfoque para mais perto daquilo que diz respeito às


perspectivas de como o transporte hidroviário de passageiros irá se expandir,
este trabalho desenvolve uma abordagem que procura investigar e orientar
sobre a maioria dos problemas que envolvem o transporte hidroviário de
passageiros na Amazônia indicando os problemas e a necessidade de futuros
desenvolvimentos e pesquisas na área.

Os dados, informações e previsões sobre as demandas do transporte


hidroviário de passageiros e cargas apresentados neste trabalho, envolvem
também o levantamento das quantidades e características das embarcações e
terminais, assim como a análise do perfil socioeconômico dos passageiros.

O presente trabalho busca trazer uma abordagem através de uma visão


sistêmica do transporte que utiliza embarcações regionais. Uma avaliação não
somente das questões relacionadas às características das embarcações e
seus custos, mas incluindo também a avaliação da operação, a adequação das
embarcações para as linhas de transporte e a necessidade de terminais
específicos.

2. OBJETIVO
O principal objetivo deste relatório é identificar a demanda e a oferta de
passageiros e cargas, os portos/terminais, linhas e embarcações, assim como,

Relatório Executivo 15
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

o perfil socioeconômico dos passageiros que circulam na região de estudo,


facilitando o estabelecimento de políticas públicas para o setor de transporte
hidroviário de passageiros da Amazônia.

3. ABRANGÊNCIA TERRITORIAL DOS ESTUDOS


A área de abrangência dos estudos compreendeu a região Amazônica,
com foco nas principais Unidades da Federação geradores de fluxo fluvial,
quais sejam: Pará, Amapá, Amazonas e Rondônia; tais estados sediam uma
parcela representativa de empresas que atuam no setor.

Um resumo da totalização das quantidades de linhas encontram-se


expressas nas tabelas 01 e 02.

Nº DE LINHAS ESTADUAIS
ESTADO LONGITUDINAL TRAVESSIA
Pará 128 3
Amazonas 119 4
Amapá 2
Rondônia 2
TOTAL PARCIAL 249 9

Tabela 01: Número de linhas por estado

Nº TOTAL DE LINHAS
Longitudinal Estadual 249
Longitudinal Interestadual 59
Travessia 9
TOTAL GERAL 317

Tabela 02: Número de linhas por tipo de viagem

16 Relatório Executivo
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Quanto às embarcações, as totalizações quantitativas encontram-se


expressas na tabela abaixo.

Nº DE EMBARCAÇÕES
ESTADO QUANTIDADE
Pará 182
Amazonas 290
Amapá 18
Rondônia 11
Interestaduais 101
TOTAL PARCIAL 602

Tabela 03: Número de embarcações

4. PERÍODO DAS PESQUISAS


Três levantamentos foram realizados em diferentes épocas do ano para
captar possíveis sazonalidades na movimentação de passageiros. A
movimentação anual de passageiros foi obtida pela média dos três
levantamentos.

A primeira coleta de dados foi realizada no período de janeiro a março


de 2011, a segunda no período de junho a agosto de 2011 e a terceira e última
no período de setembro a novembro de 2012.

No terceiro levantamento, as entrevistas foram realizadas durante as


viagens, com vultoso tempo na aplicação dos questionários. Essa campanha
demandou tempo considerável, em virtude das grandes distâncias entre as
cidades que compõem as linhas.

Relatório Executivo 17
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

5. METODOLOGIA
A demanda por transporte é o desejo de uma entidade (uma pessoa ou
de um grupo de pessoas) de locomover alguma coisa (a si próprio, outras
pessoas ou cargas), de um lugar para outro. Essa demanda pode estar
relacionada a uma dada modalidade de transporte ou a uma determinada rota.

As estatísticas descritivas dos dados coletados em campo foram de


fundamental importância, uma vez que permitiram a convergência de
informações significativas das massas de dados de cada linha e estado. As
técnicas utilizadas em estatística aplicadas às demandas de transporte fluvial
permitem avaliar a probabilidade de ocorrência de uma demanda com
determinada magnitude.

As análises probabilísticas desenvolvidas basearam-se em métodos de


previsão associados à períodos de recorrência, com base em dados coletados
nas pesquisas de campo, onde o tamanho das amostras foi fator determinante
no desenvolvimento das inferências.

A caracterização e a mensuração dos parâmetros e dos dados foram


elaboradas tendo em vista a variabilidade da demanda de transporte, uma vez
que esta oscila sazonalmente ao longo do ano. Por esse motivo, a coleta de
dados de campo foi executada em três períodos, de forma que todas as
inflexões sazonais tivessem sido contempladas.

Os trabalhos de campo estiveram sob a responsabilidade de dois


coordenadores de campo e 15 entrevistadores, devidamente capacitados para
este tipo de pesquisa.

Na elaboração dos relatórios houve a participação de dois Especialistas


em Transporte fluvial, dois estatísticos e 4 digitadores.

Para o controle de qualidade das informações, realizaram-se


procedimentos padronizados, previamente testados, na coleta de dados, a fim
de obter um conteúdo fiel nas respostas. Após o processamento, foi realizada a
filtragem e consistência em todos os questionários.

Utilizou-se um questionário estruturado de acordo com os objetivos da


pesquisa elaborado pela equipe técnica do projeto.

18 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Sempre antes da aplicação do questionário, os entrevistadores


explicavam o motivo da pesquisa e a importância da mesma para os
empresários. A pesquisa teve boa receptividade e os entrevistados
colaboraram para que as informações coletadas obtivessem o máximo de
veracidade.

Para este estudo foi criado um banco de dados para o cruzamento entre
variáveis, foram utilizadas técnicas estatísticas e recursos de informática. Os
dados foram tabulados nos programas SPSS (Statistic Package for Social
Sciences) e Excel.

Notas para leitura dos resultados: 1) As tabelas, por vezes, poderão


fechar em mais (ou menos) 100% devido ao arredondamento dos números no
processamento dos resultados.

Relatório Executivo 19
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

A figura 01 mostra as zonas de trafego estudadas nos estados do


Amazonas (AM), Pará (PA), Amapá (AP) e Rondônia (RO), com a delimitação
das áreas de influência de cada zona em função das demandas operacionais
das linhas de navegação que atuam em cada região.

Figura
Figura 01:01: Abrangência
Abrangência dodo Estudo
estudo e Recorte
com o recorteTerritorial
territorialutilizado.
utilizado.

20 Relatório Executivo
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6. CARACTERIZAÇÃO DOS TERMINAIS DE PASSAGEIROS


O terminal é a parte do sistema de transporte onde se realiza a interface
entre dois ou mais modos de transporte ou entre duas diferentes rotas do
mesmo modo, devendo oferecer infraestrutura e arranjos que facilitem a
transferência entre os modos de transporte.

O terminal hidroviário de passageiros se caracteriza como um elemento


de apoio ao sistema de transporte, através da integração do indivíduo com o
veículo, devendo constituir em um elemento de atração do usuário para o
sistema.

As deficiências de projeto e a não integração do sistema hidroviário com


os demais modos de transporte, na maioria dos terminais hidroviários de
passageiros existentes na Amazônia, são responsáveis por grande parte dos
problemas operacionais ocorridos e pela não confiabilidade dos usuários do
sistema hidroviário. É necessário, portanto, que um terminal hidroviário
apresente um layout operacional bem elaborado para atender às necessidades
dos usuários e para minimizar os problemas de operação.

O dimensionamento e as características básicas do terminal de


passageiro hidroviário dependem da linha, do tempo de viagem, da demanda
atual e futura, dos movimentos de pico e fluxos médios, das características
socioeconômicas dos usuários e da localização dentro das cidades.

Para subsidiar a análise de um sistema que utiliza embarcações


regionais, avaliaram-se também as características físicas e operacionais dos
terminais de passageiros.

No presente estudo, considerando-se o sistema de transporte fluvial da


Amazônia, agrupou-se os terminais em duas classificações: quanto à operação
e quanto à localização, conforme segue:

a) Quanto à operação

Partiu-se do pressuposto de que um terminal deva ser projetado a partir


de um fluxo operacional criterioso com atenção especial à localização de
acessos e de saídas compatíveis com a circulação pública de pedestres e de
veículos.

Relatório Executivo 21
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

As análises e proposições tiveram como premissas técnicas e


operacionais aspectos relevantes, como:

 O usuário do terminal hidroviário, ao chegar, deverá dirigir-se aos


guichês de compra de bilhetes sem dificuldade e sem conflito de
correntes de tráfego. Ao ser desembarcado, deverá ser
encaminhado à saída de forma direta e rápida, dirigindo-se a
qualquer outro meio de transporte sem expor-se a cruzamentos
perigosos;
 As áreas de espera devem ter acesso direto ao cais; os sanitários
femininos e masculinos devem ser adjacentes e localizados de
forma a possibilitar fácil acesso, o setor de administração deve
estar localizado de forma a permitir boas condições de
fiscalização das chegadas e partidas das embarcações;
 Nos terminais que atendam a mais de uma ligação hidroviária as
estações de passageiros devem ser independentes, uma vez que
cada ligação apresentará, certamente, características de
demanda, oferta, atendimento e espera diferente. Dada a não
disponibilidade de área e/ou recursos financeiros, o terminal
poderá apresentar apenas uma estação de passageiros, porém
com diferentes setores de embarque e desembarque;
 Os projetos devem atender as necessidades de usuários
deficientes, quanto ao layout e ao dimensionamento das
infraestruturas necessárias.

Os terminais, sob a ótica operacional, foram analisados tendo como


fundamento a observância dos itens abaixo:

 Facilidade de embarque e desembarque de passageiros;


 Possibilitar a transferência de um modo ou serviço de transporte
para outro;
 Prover estacionamentos ou pátios para estacionamento de
veículos;
 Oferecer os serviços necessários ao atendimento do usuário;
 Administrar e operar o sistema de transporte no terminal;

22 Relatório Executivo
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 Proporcionar conforto e segurança ao usuário;


 Possibilitar uma circulação adequada de passageiros e veículos.

b) Quanto à localização

As análises locacionais dos terminais desenvolvidas tiveram como


pressuposto o fato de que a correta localização de um terminal hidroviário de
passageiros em uma cidade é de vital importância para os usuários e
operadores do sistema de transporte, pois significa facilidade de acesso às
embarcações e possibilidades de sair do sistema para outros meios de
transporte, sem grandes congestionamentos e com certo grau de conforto.

A zona de influência de um terminal hidroviário de passageiros, tanto de


origem como de destino, não é muito extensa, pois o modo hidroviário não
apresenta as características de um transporte porta a porta. Desta forma, tem-
se que os terminais devem estar localizados em áreas que ofereçam diversas
alternativas de complementação de transporte.

c) Quanto à classificação

Os terminais analisados no estudo foram classificados segundo o tipo de


viagem em:

 Terminal urbano - Quando os terminais estão localizados numa


mesma cidade ou área metropolitana. Este tipo de terminal
atende aos transportes urbanos, suburbanos e intermunicipais de
pequena distância, quando existe uma dependência
socioeconômica aos núcleos servidos, provocando um movimento
diário de pessoas de um a outro núcleo urbano. Os usuários dos
terminais urbanos, geralmente não transportam bagagens, tem
pequena permanência no terminal e grande parte deles realiza
viagens pendulares de frequência diária.

 Terminal interurbano - Quando os pontos extremos da viagem


estão localizados em núcleos urbanos socioeconomicamente
independentes, origens e destinos das linhas de transporte
interurbano. Estes terminais poderão atender as condições de

Relatório Executivo 23
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serviço de transporte de médias ou longas distâncias entre os


núcleos urbanos. Os usuários destes terminais poderão ter um
tempo de permanência maior e portarem bagagens, o que exige
uma infraestrutura maior nos serviços para o seu atendimento; e

 Terminal interestadual - Servem a núcleos situados em


unidades diferentes da federação. Estes terminais poderão, do
ponto de vista dos usuários, assumir as características de
terminais urbanos ou interurbanos. Mas, do ponto de vista dos
operadores, estes terminais assumem características político-
administrativas compatíveis com as condições de organização
dos núcleos servidos. Estes terminais se caracterizam por possuir
uma gama maior de serviços e comércios.

Os terminais também foram classificados quanto aos usos ou tipo de


serviços prestados. Para tal foram avaliados os seguintes setores:

 Serviços Públicos – destinado ao exercício de atividades de


apoio, de assistência e de proteção aos usuários do terminal,
exercidas por entidades públicas ou privadas e ao atendimento
dos usuários, nos períodos que antecedem o embarque e
sucedem o desembarque; e

 Operações e Comércio – destinado à venda de passagens, a


espera, chegada e saída de embarcações e ao embarque e
desembarque dos passageiros, assim como, ao exercício de
atividades de venda de bens aos usuários do terminal.

Para cada um destes setores foram definidas as instalações e os


equipamentos mínimos necessários para a operação do terminal de
passageiros.

24 Relatório Executivo
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Evidencia-se a seguir os itens mínimos analisados e suficientemente


necessários a um terminal hidroviário de passageiros.

a) Acessos

- Ruas de acesso com capacidade de tráfego adequada

- Área específica para ponto de parada de ônibus

- Área específica para ponto de parada de táxi

- Linhas de ônibus que atendam ao terminal.

b) Área para estacionamento de veículos

- Divisão para carros particulares, táxis e veículos de carga

- Área compatível com a demanda de passageiros no terminal

- Guarita de controle

c) Instalações e serviços

- Posto de atendimento médico

- Posto de polícia

- Serviços de carregadores

- Serviços de abastecimento de água para embarcações

- Serviços de combate a incêndio

- Abastecimento de energia

- Salas de administração e de arrecadação

d) Área de prestação de serviços públicos

- Balcão de informações

- Boxe de venda de passagens

- Bancos/assentos

Relatório Executivo 25
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

- Banheiros públicos: masculino e feminino

- Telefones públicos

- Lixeiras

- Sistema de chamadas e de avisos

- Quadro de horário de chegada e de saída das embarcações

- Comércio (lojas, lanchonetes e banca de revista)

- Policiamento

- Área de circulação com sinalização

- Guarda volumes

e) Área de acumulação restrita (sala de embarque)

- Controle de acesso (catracas)

- Bancos e assentos

- Banheiros: masculino e feminino

- Telefones públicos

- Lixeiras

- Sistema de chamadas e avisos

- Quadro de horário de chegada e saída de embarcações

- Lanchonete

f) Área de atracação

- Berço específico e adequado para embarque e desembarque de


passageiros

- Tipo de berço compatível com as características da embarcação que


irá operar

- Suficiência de berços

26 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Em função dos itens anteriormente relacionados realizou-se uma


pesquisa qualitativa dos terminais com o objetivo de se obter índices de
ocorrência dos itens atribuídos como mínimos necessários para um terminal de
passageiros.

Conforme mostra o Gráfico 01 foi levantado um total de 106 terminais de


passageiros na Amazônia sendo 64 no Estado do Pará, 30 no estado do
Amazonas, 11 no Estado do Amapá e 01 no Estado de Rondônia.

A pesquisa indica que o Estado do Pará tem maior quantidade de


terminais/portos hidroviários na Região Amazônica.

NÚMERO DE TERMINAIS ANALISADOS POR ESTADO

106

64

30

11
1

RONDÔNIA AMAPÁ AMAZONAS PARÁ TOTAL

Gráfico 01: Número de terminais por estado

Para a ánalise dos padrões de atendimento dos terminais, classificou-se


como elevado quando o nível de atendimento encontrava-se acima de 70%;
baixo quando estava abaixo de 50% e médio para a situação intermediária.

Relatório Executivo 27
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

A seguir serão analisados os gráficos por estado para se ter melhor


visibilidade sobre as condições apresentadas em cada estado.

6.1. Terminais de Passageiros do Estado do Amapá

No Estado do Amapá foram levantados onze terminais, neste universo


verificaram-se percentuais de ocorrência de itens de atendimento muito baixos.
Teoricamente não existem condições desses portos operarem com
passageiros, mas essa é uma realidade de atendimento à população.

O terminal que apresentou melhor atendimento foi o porto do Grego em


Santana (AP) que atende a linha Macapá-Belém, apresentando um índice da
ordem de 43%. Esse índice ainda está muito abaixo do esperado, indicando
que medidas corretivas e adaptativas precisam ser implementadas para dotar a
linha Macapá-Belém de um terminal adequado às funções de embarque e
desembarque de passageiros.

A localidade de Laranjal do Jari, no estado do Amapá, apresentou a


maior carência em equipamentos destinados à operação com passageiros.

6.1.1 Percentual de Atendimento dos Itens Mínimos

Apresenta-se na Tabela 04 a indicação dos percentuais de atendimento


global dos terminais do Estado do Amapá, onde se observa que os terminais
deste Estado necessitam de melhorias, uma vez que apresentam um baixo
padrão de atendimento na maioria dos requisitos mínimos exigidos para um
terminal de passageiros.

28 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

TERMINAIS DO AMAPÁ

PADRÃO DE ATENDIMENTO
REQUISITOS
ELEVADO MÉDIO BAIXO

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE DE TRÁFEGO 27,27%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE ÔNIBUS 0,00%


A) ACESSOS
A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 0,00%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 0,00%


B1- DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E
0,00%
VEÍCULOS DE CARGA
B2- ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE PASSAGEIROS
B) ÁREA PARA ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 72,73%
AO TERMINAL
B3 - GUARITA DE CONTROLE 9,09%

C1- POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 0,00%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 0,00%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 18,18%


C4 - - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA
C) INSTALAÇÃO E SERVIÇOS 36,36%
EMBARCAÇÕES
C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 0,00%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 63,64%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 27,27%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 18,18%

D10 - POLICIAMENTO 9,09%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 0,00%

D12 - GUARDA VOLUMES 0,00%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 27,27%

D3 - BANCOS / ASSENTOS 0,00%


D) ÁREA DE ACUMULAÇÃO PÚBLICA
D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 9,09%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 45,45%

D6 - LIXEIRAS 18,18%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 9,09%


D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE SAÍDA DAS
9,09%
EMBARCAÇÕES
D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E BANCA DE
45,45%
REVISTA)
E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 0,00%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 0,00%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 0,00%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 9,09%


E) ÁREA DE ACUMULAÇÃO RESTRITA (SALA DE
EMBARQUE)
E5 - LIXEIRAS 18,18%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 0,00%


E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE
9,09%
EMBARCAÇÕES
E8 - LANCHONETE 18,18%
F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE
54,55%
DE PASSAGEIROS
F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS DAS
F) ÁREA DE ATRACAÇÃO 72,73%
EMBARCAÇÕES
F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 72,73%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 0,00%

G) MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 0,00%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 9,09%

Tabela 04: Percentual do padrão de atendimento dos terminais do Estado do Amapá.

Relatório Executivo 29
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Observa-se nos Gráficos 02 e 03, os quais apresentam em ordem


decrescente os percentuais de atendimento de cada critério, que o padrão de
atendimento dos terminais do Estado do Amapá é muito baixo.

Constata-se que apenas três critérios, com média de 73%, apresentaram


um padrão de atendimento elevado; dois apresentaram um padrão de
atendimento médio, com percentuais médios da ordem de 60% e os demais
critérios analisados apresentaram, de forma latente, baixo padrão de
atendimento.

É notório ressaltar que os terminais do Amapá precisam de imediatas


intervenções na busca da melhoria de seus padrões de atendimento.
Requisitos operacionais mínimos e necessários a um satisfatório
funcionamento desses terminais precisam ser atendidos.

Itens de atendimento como linhas de ônibus que servem ao terminal,


área específica para ponto de parada de táxi e área específica para ponto de
parada de ônibus apresentaram percentuais muito próximos a 0%.

O atendimento a direitos constitucionais de cidadãos precisam ser


respeitados, pois se observou que postos de polícia e de atendimento médico
inexistem e que a qualidade operacional da mão de obra utilizada na
movimentação de carga no terminal é extremamente baixa.

Quanto às características das áreas de atracação das embarcações


desses terminais, observa-se que estas não são plenamente satisfatórias, mas
ao menos atendem, mesmo que de forma precária, às operações de atracação.

Em síntese, no Amapá os terminais atendem de forma precária, apenas,


às operações de atracação; de embarque e desembarque de passageiros e de
carga e descarga. Todo e qualquer infraestrutura necessária e suficiente a
socialização da operação desses terminais não foram observadas.

30 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO AMAPÁ

F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS 73%


DAS EMBARCAÇÕES

B2 - ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA 73%


DE PASSAGEIROS AO TERMINAL

F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 73%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 64%

F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E 55%


DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS

D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E 45%


BANCA DE REVISTA)

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 45%

C4 - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 36%


PARA EMBARCAÇÕES

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE 27%


DE TRÁFEGO

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 27%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 27%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 18%

D6 - LIXEIRAS 18%

E5 - LIXEIRAS 18%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 18%

E8 - LANCHONETE 18%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 9%

D4 - BANHEIROS PÚBLICOS MASCULINO E FEMININO 9%

B3 - GUARITA DE CONTROLE 9%

D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E 9%


DE SAÍDA DAS EMBARCAÇÕES

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 02: Padrão de atendimento por item dos


terminais do Estado do Amapá

Relatório Executivo 31
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO AMAPÁ

D10 – POLICIAMENTO 9%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 9%

E7 - QUADRO DE HORÁRIOS DE CHEGADA E SAÍDA DE 9%


EMBARCARÇÕES

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS DE AVISOS 9%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 0%

D3 - BANCOS/ASSENTOS 0%

A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 0%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 0%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE 0%


PARADA DE ÔNIBUS

B1 - DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E 0%


VEÍCULOS DE CARGA

G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 0%

C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 0%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 0%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 0%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 0%

D12 - GUARDA VOLUMES 0%

E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 0%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 0%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 0%

C1 - POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 0%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 03: Padrão de atendimento por item dos


terminais do Estado do Amapá

32 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.1.2 Percentual de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 04, o qual apresenta em ordem decrescente o


nível de atendimento global dos critérios analisados para cada terminal, que os
padrões de infraestrutura e de socialização desses terminais é muito baixo.
Apenas o porto do Grego apresenta um desempenho melhor em relação aos
demais.

Apenas dois terminais, porto do Grego e Igarapé das Mulheres,


apresentaram percentuais iguais ou acima de 30 %. Cerca de 75% dos
terminais analisados apresentaram padrões abaixo de 20%, o que mostra que
intervenções imediatas precisam ser feitas nesses terminais em busca do
alcance de um padrão operacional adequado.

Gráfico 04: Nível de atendimento global por terminais do


Estado do Amapá

Relatório Executivo 33
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAL - TERMINAIS DO AMAPÁ

PROTO DE GREGO 43%

PORTO DO IGARAPÉ DAS MULHERES 30%

PORTO SEAMAR - NAV. S. BENEDITO 25%

PORTO SOUZAMAR 18%

RAMPA SANTA INÊS 18%

CANAL DO JANDIÁ 18%

PORTO GONÇALVES 18%

TERMINAL HIDROVIÁRIO DE LARANJAL DO JARI 13%

IGARAPÉ DA FORTALEZA 5%

PORTO DOS PEIXEIROS 5%

PORTO DO LUIS EDUARDO 5%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 04: Nível de atendimento global por terminais


do Estado do Amapá

34 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.1.3 Padrão de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 05, o qual apresenta o padrão de atendimento


global dos critérios analisados, que 100% dos terminais do Estado do Amapá
apresentam um padrão de atendimento baixo, o que leva a concluir que todos
os terminais do Estado do Amapá necessitam de melhorias.

PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DO AMAPÁ


100%

0% 0%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 05: Padrão de atendimento global dos terminais do


Estado do Amapá

Relatório Executivo 35
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.2. Terminais de Passageiros do Estado do Amazonas

No Estado do Amazonas foram levantados trinta pontos de embarque e


desembarque de passageiros. Neste universo verificam-se percentuais de
ocorrência de critérios de atendimento melhores que no Amapá.

Os terminais do Amazonas apresentam grande disparidade entre seus


padrões de atendimento. O terminal Roadway apresenta melhor padrão de
atendimento com 70% de observância dos itens pesquisados. Em contra-partida,
terminais como os de Eirunepé e Porto São Raimundo, apresentam baixos e
incipientes padrões de atendimentos, com valores de aproximadamente 3%.

Nas pesquisas de campo observou-se que uma das principais causas


das diferenças de padrões existentes entre os terminais é o desequilíbrio
socioeconômico existente na grande área territorial do Estado do Amazonas.
Nesse sentido, observou-se que os problemas inerentes às características
operacionais dos terminais aumentam na mesma proporção das distâncias à
capital, Manaus.

6.2.1 Percentual de Atendimento dos Itens Mínimos

Apresenta-se na Tabela 05 a indicação dos percentuais de atendimento


global dos terminais do Estado do Amazonas, onde se observa que os
terminais desse estado necessitam de melhorias, uma vez que apresentam um
baixo padrão de atendimento na maioria dos requisitos mínimos exigidos para
um terminal de passageiros.

A disposição dos padrões de atendimento dos terminais do Amazonas


não está muito distante daquela do Amapá. No entanto, observa-se um maior
percentual de atendimento médio dos critérios da faixa média em relação ao
Amapá.

36 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

TERMINAIS DO AMAZONAS

PADRÃO DE ATENDIMENTO
REQUISITOS
ELEVADO MÉDIO BAIXO

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE DE TRÁFEGO 53,33%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE ÔNIBUS 13,33%


A) ACESSOS
A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 26,67%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 16,67%


B1- DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E
26,67%
VEÍCULOS DE CARGA
B2- ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE PASSAGEIROS
B) ÁREA PARA ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 26,67%
AO TERMINAL
B3 - GUARITA DE CONTROLE 16,67%

C1- POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 3,33%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 6,67%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 80,00%


C4 - - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA
C) INSTALAÇÃO E SERVIÇOS 16,67%
EMBARCAÇÕES
C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 16,67%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 50,00%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 26,67%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 13,33%

D10 - POLICIAMENTO 6,67%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 3,33%

D12 - GUARDA VOLUMES 10,00%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 30,00%

D3 - BANCOS / ASSENTOS 53,33%


D) ÁREA DE ACUMULAÇÃO PÚBLICA
D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 53,33%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 50,00%

D6 - LIXEIRAS 53,33%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 10,00%


D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE SAÍDA DAS
3,33%
EMBARCAÇÕES
D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E BANCA DE
53,33%
REVISTA)
E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 10,00%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 23,33%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 13,33%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 3,33%


E) ÁREA DE ACUMULAÇÃO RESTRITA (SALA DE
EMBARQUE)
E5 - LIXEIRAS 20,00%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 6,67%


E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE
6,67%
EMBARCAÇÕES
E8 - LANCHONETE 13,33%
F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE
43,33%
DE PASSAGEIROS
F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS DAS
F) ÁREA DE ATRACAÇÃO 40,00%
EMBARCAÇÕES
F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 23,33%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 36,67%

G) MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 10,00%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 63,33%

Tabela 05: Percentual do padrão de atendimento dos terminais do Estado do Amazonas.

Relatório Executivo 37
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Observa-se nos Gráficos 06 e 07, os quais apresentam em ordem


decrescente os percentuais de atendimento de cada critério analisado, que o
padrão de atendimento dos terminais do Estado do Amazonas é baixo. No
entanto, é mais uniformemente distribuído, para o padrão baixo, que o do
estado do Amapá.

Esses gráficos evidenciam que apenas o critério de serviços de


carregadores, com valor médio de 80%, apresentou um padrão de atendimento
elevado; oito apresentaram um padrão de atendimento médio, com percentuais
médios da ordem de 55% e os demais critérios analisados apresentaram, de
forma latente, baixo padrão de atendimento, com média de 17%.

Da análise dos percentuais de atendimento, ressalta-se que os terminais


do Amazonas necessitam de intervenções que proporcionem melhorias nos
padrões de atendimento. Requisitos operacionais mínimos e necessários a um
satisfatório funcionamento desses terminais precisam ser atendidos.

É importante evidenciar que itens de atendimento como postos de


atendimento médico, área de circulação com sinalização e telefones públicos
apresentaram percentuais de atendimento muito baixo. Tal constatação revela
um descaso à operacionalização dos terminais, pois o nível de investimentos
necessários à melhoria desses padrões é mínimo, quando comparado aos
benefícios sociais que poderiam ser alcançados.

Outro fato que merece destaque na operacionalização dos terminais do


Amazonas é que requisitos relacionados à área de atracação, em sua
totalidade, apresentaram baixo padrão de atendimento, o que nos leva a crer
que sequer esses itens estão sendo atendidos, mesmo sendo este de
importância primária.

38 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO AMAZONAS

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 80%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 63%

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE 53%


DE TRÁFEGO

D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E 53%


BANCA DE REVISTA)

D6 – LIXEIRAS 53%

D4 - BANHEIROS PÚBLICOS MASCULINO E FEMININO 53%

D3 - BANCOS/ASSENTOS 53%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 50%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 50%

F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E 43%


DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS

F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS 40%


CARACTERÍSTICAS DAS EMBARCAÇÕES

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 37%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 30%

B2 - ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA 27%


DE PASSAGEIROS AO TERMINAL

A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 27%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 27%

B1 - DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E 27%


VEÍCULOS DE CARGA

F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 23%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 23%

E5 – LIXEIRAS 20%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 06: Padrão de atendimento por item


dos terminais do Estado do Amazonas

Relatório Executivo 39
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO AMAZONAS

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 17%

C4 - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA 17%


EMBARCAÇÕES

B3 - GUARITA DE CONTROLE 17%

C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 17%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE 13%


ÔNIBUS

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 13%

E8 – LANCHONETE 13%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 13%

G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 10%

D12 - GUARDA VOLUMES 10%

E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 10%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 10%

D10 – POLICIAMENTO 7%

E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E 7%


SAÍDA DE EMBARCAÇÕES

C2 - POSTO DE POLÍCIA 7%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 7%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 3%

D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE 3%


SAÍDA DAS EMBARCAÇÕES

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 3%

C1 - POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 3%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 07: Padrão de atendimento por item


dos terminais do Estado do Amazonas

40 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.2.2 Percentual de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 08, o qual apresenta em ordem decrescente o


nível de atendimento global dos critérios analisados para cada terminal, que os
padrões de infraestrutura e de socialização desses terminais é muito baixo.
Apenas o porto do Roadway é que apresentou um desempenho um pouco
melhor em relação aos demais.

Apenas quatro terminais, Roadway, Ceasa, Tabatinga e Humaitá é que


apresentaram percentuais iguais ou acima de 50%. Cerca de 80% dos
terminais analisados apresentaram padrões abaixo de 30%, o que mostra que
intervenções imediatas precisam ser feitas nesses terminais em busca do
alcance de um padrão operacional adequado.

Gráfico 08: Nível de atendimento global por terminais do


Estado do Amazonas

Relatório Executivo 41
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAL - TERMINAIS DO AMAZONAS

Roadway 70%

CEASA 60%

TERMINAL FLUVIAL DE TABATINGA 55%

PORTO DE HUMAITÁ 50%

ARTHUR VIRGÍLIO IV 43%

ELTUCAM 43%

PORTO DE COARI 38%

CODAJÁS 30%

PORTO INDEPENDÊNCIA 30%

FLUTUANTE NOVA GERAÇÃO 30%

MANAUS MODERNA 28%

PRINCESA ALTO SOLIMÕES 28%

PORTO PANAIR/DEMÉTRIO 25%

PORTO DE NOVO ARIPUANÂ 25%

PORTOBRAS 25%

SÃO RAIMUNDO I 23%

JOSÉ TEIXEIRA ROCHA 23%

PORTO PRINCIPAL DE BORBA 20%

PAULO AVELINO 20%

PORTO DE MANACAPURU 18%

PORTO TABARÉ 18%

PORTO DE TONANTINS 15%

AREIA BRANCA 13%

TERMINAL DE EMBARGUE E DESEMBARQUE DE MANAQUIRI 13%

A. MENDES 10%

ASSOCIAÇÃO DOS CANOEIROS DO CAREIRO 8%

PORTO PROVISÓRIO DADO CARVALHO 8%

PORTO DE ITACOATIARA 8%

PORTO SÃO RAIMUNDO COM APARECIDA 3%

EIRUNEPÉ 3%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 08: Nível de atendimento global por


terminais do Estado do Amazonas

42 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.2.3 Padrão de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 09, o qual apresenta o padrão de atendimento


global dos critérios analisados, que 87% dos terminais do Estado do Amazonas
apresentam um padrão de atendimento baixo, 10% médio e apenas 3%
apresentaram um padrão elevado, o que leva a concluir que a maioria dos
terminais do Estado do Amazonas necessitam ser adequados.

PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DO


AMAZONAS
87%

10%
3%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 09: Padrão de atendimento global dos terminais do


Estado do Amazonas

6.3. Terminais de Passageiros do Estado do Pará

No Estado do Pará foram levantados trinta e cinco terminais de


embarque e desembarque de passageiros. Os dados coletados e as análises
desenvolvidas evidenciam um nível de padrão de atendimento um pouco
melhor em relação aos terminais do Amazonas e do Amapá.

Relatório Executivo 43
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Com relação aos terminais do Pará, observa-se que nenhum apresentou


padrão de atendimento elevado. Apenas 12% dos terminais apresentaram
padrão considerado médio, destacando-se o terminal hidroviário Domingos
Moura Rebelo em Breves e o porto da CDP em Óbidos com 58%, os demais
apresentaram baixo padrão de atendimento com percentuais médios da ordem
de 22%.

Da análise dos percentuais de atendimento global dos terminais


observa-se que os baixos padrões de atendimentos são fragmentados e
regionalizados, não existindo grandes diferenças intervalares entre terminais
contidos em regiões semelhantes. Não se observou padrões iguais a zero ou
próximos, mas constata-se que esses terminais precisam, de forma imediata,
passar por adequações na busca de padrões aceitáveis.

6.3.1 Percentual de Atendimento dos Itens Mínimos

Apresenta-se na Tabela 06 a indicação dos percentuais de atendimento


global dos terminais do Estado do Pará, onde se observa que os terminais
desse estado necessitam de melhorias, uma vez que apresentam baixo padrão
de atendimento na maioria dos requisitos mínimos exigidos para um terminal
de passageiros.

Constata-se na disposição dos padrões de atendimento dos terminais do


Pará que apenas dois requisitos analisados apresentaram padrão elevado, três
médio e os demais apresentaram baixo padrão.

44 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

TERMINAIS DO PARÁ

PADRÃO DE ATENDIMENTO
REQUISITOS
ELEVADO MÉDIO BAIXO

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE DE TRÁFEGO 77,14%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE ÔNIBUS 17,14%


A) ACESSOS
A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 48,57%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 28,57%


B1- DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E
22,86%
VEÍCULOS DE CARGA
B2- ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE PASSAGEIROS
B) ÁREA PARA ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 51,43%
AO TERMINAL
B3 - GUARITA DE CONTROLE 14,29%

C1- POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 0,00%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 2,86%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 68,57%


C4 - - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA
C) INSTALAÇÃO E SERVIÇOS 11,43%
EMBARCAÇÕES
C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 5,71%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 42,86%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 40,00%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 20,00%

D10 - POLICIAMENTO 20,00%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 14,29%

D12 - GUARDA VOLUMES 5,71%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 51,43%

D3 - BANCOS / ASSENTOS 37,14%


D) ÁREA DE ACUMULAÇÃO PÚBLICA
D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 40,00%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 31,43%

D6 - LIXEIRAS 37,14%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 2,86%


D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE SAÍDA DAS
5,71%
EMBARCAÇÕES
D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E BANCA DE
40,00%
REVISTA)
E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 2,86%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 11,43%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 17,14%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 5,71%


E) ÁREA DE ACUMULAÇÃO RESTRITA (SALA DE
EMBARQUE)
E5 - LIXEIRAS 20,00%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 0,00%


E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE
5,71%
EMBARCAÇÕES
E8 - LANCHONETE 11,43%
F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE
45,71%
DE PASSAGEIROS
F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS DAS
F) ÁREA DE ATRACAÇÃO 48,57%
EMBARCAÇÕES
F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 34,29%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 40,00%

G) MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 20,59%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 80,00%

Tabela 06: Percentual do padrão de atendimento dos terminais do Estado do Pará.

Relatório Executivo 45
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Observa-se nos Gráficos 10 e 11, os quais apresentam em ordem


decrescente os percentuais de atendimento de cada critério analisado, que o
padrão de atendimento no Estado do Pará é baixo.

Os gráficos evidenciam que apenas o critério de acesso com boa


capacidade de tráfego ao terminal e os serviços de movimentação de carga
apresentaram um padrão de atendimento elevado, com percentuais médios da
ordem de 80%; três apresentaram um padrão de atendimento médio, com
percentuais médios da ordem de 60%. Os critérios de análise restantes
apresentaram baixo padrão de atendimento, com média de 22%.

Da análise dos percentuais de atendimento, ressalta-se que os terminais


do Pará necessitam de intervenções que proporcionem melhorias nos padrões
de atendimento. Requisitos operacionais mínimos e necessários a um
satisfatório funcionamento desses terminais precisam ser implementados.

Itens de atendimento como equipamentos utilizados nas operações de


carga e descarga apresentaram percentuais de atendimento igual a zero.
Observa-se uma elevada taxa de ocupação dos berços dos terminais, pois o
critério de avaliação relativo à suficiência dos berços apresenta um padrão de
atendimento de apenas 3%, o que evidencia que investimentos precisam ser
feitos no Pará, visando um aumento da oferta de berços para atracação.

Na operacionalização dos terminais do Pará, merece destaque o fato de


que os terminais precisam de investimentos em obras de infraestrutura
portuárias que permitam uma maior adequabilidade das estruturas de
atracação aos padrões de embarcações que utilizam os terminais, uma vez que
o padrão de adequabilidade dos terminais do Pará é de apenas 46%.

46 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO PARÁ

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 80%

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE DE TRÁFEGO 77%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 69%

B2 - ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE 51%


PASSAGEIROS AO TERMINAL

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 51%

F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS 49%


CARACTERÍSTICAS DAS EMBARCAÇÕES

A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 49%

F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARGUE E 46%


DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 43%

D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E 40%


BANCA DE REVISTA)

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 40%

D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 40%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 40%

D6 – LIXEIRAS 37%

D3 - BANCOS/ASSENTOS 37%

F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 34%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 31%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 29%

B1 - DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E 23%


VEÍCULOS DE CARGA

G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 21%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 10: Padrão de atendimento por item


dos terminais do Estado do Pará

Relatório Executivo 47
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DO PARÁ

E5 – LIXEIRAS 20%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 20%

D10 – POLICIAMENTO 20%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE 17%


PARADA DE ÔNIBUS

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 17%

B3 - GUARITA DE CONTROLE 14%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 14%

C4 - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA 11%


EMBARCAÇÕES

E8 – LANCHONETE 11%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 11%

C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 6%

D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE 6%


SAÍDA DAS EMBARCAÇÕES

D12 - GUARDA VOLUMES 6%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 6%

E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE 6%


EMBARCAÇÕES

E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 3%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS DE AVISOS 3%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 3%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 0%

C1 - POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 0%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 11: Padrão de atendimento por item


dos terminais do Estado do Pará

48 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.3.2 Percentual de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 12, o qual apresenta em ordem decrescente o


nível de atendimento global dos critérios analisados para cada terminal, que os
padrões de infraestrutura e de socialização desses terminais é muito baixo.

Apenas quatro terminais apresentaram percentuais de nível de


atendimento igual ou acima de 50%, todos os demais apresentaram
percentuais abaixo ou iguais a 50%, com valores médios de cerca de 25%.

Gráfico 12: Nível de atendimento global por terminais do


Estado do Pará

Relatório Executivo 49
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAL - TERMINAIS DO PARÁ

TERMINAL HIDROVIÁRIO DOMINGO MOURA REBELO 58%


COMPANHIA DOCAS DO PARÁ 58%
TERMINAL HIDROVIÁRIO DE ORIXIMINÁ 53%
PORTO GABRIELA 50%

DR. CELSO ANGELO DE CASTRO LIMA 48%


SÃO FRANCISCO DE PAULA 48%
TERMINAL HIDROVIÁRIO CORRÊA DE SOUZA 40%
HIDROVIÁRIA - DOROTR STENG 35%
TERMINAL HIDROVIÁRIO DR. ALMIR GABRIEL 35%
PORTO LIMIÃO 33%
PORTO DE JURUTI 30%
PORTO ALIANÇA 30%
ESTAÇÃO HIDROVIÁRIA 30%
ESTAÇÃO HIDROVIÁRIA DE PORTEL 28%
HIDROVIÁRIO TAPAJÓS 25%

SANTO ANTONIO LATINO 25%


ROMEU SANTOS 25%
HIDROVIÁRIO JOÃO DE CASTRO FREITAS 25%
PORTO LEÃO 25%
PORTO DA BALSA 23%
HIDROVIÁRIO DE ALMERIM 23%
MARQUES PINTO 18%
SENADOR JOSÉ PORTÍRIO 18%

PORTO TUCURUÍ 18%


PORTO PONTES DE AÇAI 18%

PORTO DA PARAGÁS 18%


TERMINAL DA PRAÇA TIRADENTES 15%
TRAPICHE MUNICIPAL DE MOCAJUBA 15%
PORTAL REPUBLICANO 15%
TERMINAL HIDROVIÁRIO DE GURUPÁ 15%
PORTO DO BIRA 15%
ITUQUARA 13%
PORTO DO DR 10%
PORTO TEXACO/PORTO CARVALHO 10%
HIDROVIÁRIO DE PRAINHA 10%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 12: Nível de atendimento global


por terminais do Estado do Pará

50 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.3.3 Padrão de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 13, o qual apresenta o padrão de atendimento


global dos critérios analisados, que 89% dos terminais do Estado do Pará
apresentam um padrão de atendimento baixo, 11% médio e nenhum apresenta
padrão elevado, o que leva a concluir que os terminais do Estado do Pará
necessitam de melhorias e adequações.

PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DO PARÁ


89%

11%

0%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 13: Padrão de atendimento global dos terminais do


Estado do Pará

Relatório Executivo 51
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.4. Terminais de Passageiros de Belém

Na cidade de Belém foram levantados vinte e nove terminais. Nestes


terminais verificaram-se percentuais de ocorrência de itens de atendimento
medianos, com a ocorrência de padrões de atendimento sensivelmente
superiores aos dos do Amapá, Amazonas e no restante do Pará.

O terminal hidroviário de Belém, o porto Bom Jesus e o terminal


hidroviário da Henvil, foram os que apresentaram nível de atendimento global
elevado. Cerca de 30% dos terminais apresentaram padrão médio e os demais
se caracterizaram com um baixo nível de atendimento.

A sensível elevação dos padrões de atendimento dos terminais de


Belém é pressupostamente induzida pela localização desses às proximidades
de polos urbanos desenvolvidos, onde o nível de exigência dos usuários acaba
por alavancar a alocação de recursos em infraestrutura portuária.

6.4.1 Percentual de Atendimento dos Itens Mínimos

Apresenta-se na Tabela 07 a indicação dos percentuais de atendimento


global dos terminais de Belém. Observa-se, em comparação com os demais
terminais, que os de Belém apresentam melhorias quantitativas e qualitativas
consideráveis.

52 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

TERMINAIS DE BELÉM

PADRÃO DE ATENDIMENTO
REQUISITOS
ELEVADO MÉDIO BAIXO

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE DE TRÁFEGO 72,41%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE ÔNIBUS 72,41%


A) ACESSOS
A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 68,97%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 68,97%


B1- DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E
65,52%
VEÍCULOS DE CARGA
B2- ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE PASSAGEIROS
B) ÁREA PARA ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 65,52%
AO TERMINAL
B3 - GUARITA DE CONTROLE 62,07%

C1- POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 58,62%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 58,62%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 55,17%


C4 - - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA
C) INSTALAÇÃO E SERVIÇOS 51,72%
EMBARCAÇÕES
C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 51,72%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 51,72%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 48,28%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 48,28%

D10 - POLICIAMENTO 48,28%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 48,28%

D12 - GUARDA VOLUMES 48,28%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 44,83%

D3 - BANCOS / ASSENTOS 41,38%


D) ÁREA DE ACUMULAÇÃO PÚBLICA
D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 37,93%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 37,93%

D6 - LIXEIRAS 37,93%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 34,48%


D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE SAÍDA DAS
34,48%
EMBARCAÇÕES
D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E BANCA DE
34,48%
REVISTA)
E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 34,48%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 34,48%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 31,03%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 27,59%


E) ÁREA DE ACUMULAÇÃO RESTRITA (SALA DE
EMBARQUE)
E5 - LIXEIRAS 24,14%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 24,14%


E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE
20,69%
EMBARCAÇÕES
E8 - LANCHONETE 17,24%
F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE
13,79%
DE PASSAGEIROS
F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS DAS
F) ÁREA DE ATRACAÇÃO 10,34%
EMBARCAÇÕES
F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 6,90%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 6,90%

G) MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 3,45%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 0,00%

Tabela 07: Percentual do padrão de atendimento dos terminais de Belém.

Relatório Executivo 53
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Observa-se nos Gráficos 14 e 15, os quais apresentam em ordem


decrescente os percentuais de atendimento de cada critério analisado, que o
padrão de atendimento dos terminais de Belém é medianamente mais elevado
que os demais.

Afere-se que apenas dois critérios, com média de 72%, apresentaram


um padrão de atendimento elevado; onze apresentaram um padrão de
atendimento médio, com percentuais médios da ordem de 60% e os demais
critérios analisados apresentaram baixo padrão de atendimento, porém mais
elevado que os anteriormente analisados.

Vale ressaltar que os terminais de Belém precisam de intervenções na


busca da melhoria de seus padrões de atendimento. Necessitam de melhorias
em suas estruturas de acostagem de forma a permitir uma minoração das
taxas de ocupação dos berços e uma melhoria nos padrões de infraestrutura
portuária.

Investimentos em obras de adequações precisam ser realizados,


principalmente aqueles voltados à melhoria de requisitos relativos às áreas de
acumulação pública, às salas de embarque, às áreas de atracação e aos
processos de movimentação e armazenagem de carga, pois as pesquisas de
campo evidenciaram padrões de atendimento baixo a esses itens.

Nenhum dos terminais analisados em Belém apresenta postos de


atendimento médico e apenas 3% do universo analisado apresentam postos de
policiamento, fazendo com que a população fique desprovida de qualquer
atendimento médico e extremamente vulnerável à contravenções.

Conclui-se que em Belém os terminais atendem de forma razoável a


população que deles se utilizam, necessitando de ações que visem não
somente melhorias físicas, mas também aquelas voltadas a socialização das
operações portuárias de carga e de passageiros.

54 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DE BELÉM

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 72%

F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS 72%


CARACTERÍSTICAS DAS EMBARCAÇÕES

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 69%

F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E 69%


DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 66%

F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 66%

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA 62%


CAPACIDADE DE TRÁFEGO

D6 – LIXEIRAS 59%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 59%

B2 - ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE 55%


PASSAGEIROS AO TERMINAL

D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E 52%


BANCA DE REVISTA)

C4 - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 52%


PARA EMBARCAÇÕES

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE 52%


PARADA DE ÔNIBUS

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 48%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 48%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 48%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 48%

C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 48%

A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 45%

B3 - GUARITA DE CONTROLE 41%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 14: Padrão de atendimento por item


dos terminais da cidade de Belém

Relatório Executivo 55
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DE BELÉM

D3 - BANCOS/ASSENTOS 38%

E5 – LIXEIRAS 38%

G2 - EQUIPAMENOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 38%

D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 34%

B1 - DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, 34%


TÁXI E VEÍCULOS DE CARGA

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 34%

E8 – LANCHONETE 34%

D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE 34%


SAÍDA DAS EMBARCAÇÕES

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 31%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 28%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 24%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 24%

D12 - GUARDA VOLUMES 21%

E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 17%

E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE 14%


EMBARCAÇÕES

D10 – POLICIAMENTO 10%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 7%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 7%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 3%

C1 - POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 0%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 15: Padrão de atendimento por item


dos terminais da cidade de Belém

56 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.4.2 Percentual de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 16, o qual apresenta em ordem decrescente o


nível de atendimento global dos critérios analisados para cada terminal, que os
padrões de infraestrutura e de socialização desses terminais é baixo.

O terminal hidroviário de Belém, o porto Bom Jesus e o terminal


hidroviário da Henvil, foram os que apresentaram nível de atendimento global
elevado. Cerca de 30% dos terminais apresentaram padrão médio e os demais,
correspondentes a 60%, apresentaram um baixo nível de atendimento.

Gráfico 16: Nível de atendimento global por terminais da cidade


de Belém

Relatório Executivo 57
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

NÍVEL DE ATENDIMENTO GLOBAL POR TERMINAL - TERMINAIS DE BELÉM

TERMINAL HIDROVIÁRIO 75%

PORTO BOM JESUS 73%

TERMINAL HIDROVIÁRIO HENVIL 70%

PORTO MATURU 65%

PORTO GURUPATUBA 58%

PORTO ARAPARI 58%

MARQUES PINTO NAVEGAÇÃO 55%

PORTO JURUMÃ 53%

PORTO CUSTÓDIO 53%

NAVEGAÇÃO SÃO DOMINGOS 53%

PORTO LEÃO DO MARAJÓ 50%

PORTO COMERCIAL 50%

PORTO TAMANDARÉ 43%

PORTO DA FEIRA DO AÇAI 43%

TERMINAL FLUVIAL DE BELÉM - MOSQUEIRO 40%

PORTO BOA VIAGEM 40%

BRILHANTE 35%

PORTO SÃO BENEDITO 33%

PORTO DA FOCA 33%

PALMEIRAÇO 30%

PORTO PERSERVERANÇA 30%

ANAIAS 28%

PORTO RIO ARANAÍ 25%

PORTO IMPERIAL 23%

SANTA EFIGÊNIA 23%

PORTO DOURADO 8%

PORTO AIRES 8%

PORTO VASCONCELOS 8%

PORTO SOUZA SOBRINHO 8%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 16: Nível de atendimento global


por terminais da cidade de Belém

58 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.4.3 Padrão de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 17, o qual apresenta o padrão de atendimento


global dos critérios analisados, que 59% dos terminais da cidade de Belém
apresentam um padrão de atendimento baixo, 31% médio e 10% elevado.

Dentre os terminais analisados nos estados do Amapá, Amazonas e


Pará, os de Belém foram os que apresentaram maior percentual de padrão
elevado e também de padrão médio, evidenciando que os menores percentuais
de inobservância dos critérios de atendimento, encontram-se nos terminais de
Belém.

PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DE BELÉM


59%

31%

10%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 17: Padrão de atendimento global dos terminais da


cidade de Belém

Relatório Executivo 59
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.5. Terminais de Passageiros da Amazônia

A análise global considerando todos os terminais da Amazônia


levantados indica um incipiente padrão de atendimento, onde se constata que
não foi obtido nenhum percentual de padrão elevado, mas sim, apenas, seis
padrões médios.

Dessa forma, quando se analisa de forma global a qualidade e os


padrões operacionais de todos os terminais da região Amazônica, podem-se
classificar esses com um padrão baixo. Assim, torna-se premente a
necessidade de investimentos desses na busca de padrões de atendimento
aceitáveis.

6.5.1 Percentual de Atendimento dos Itens Mínimos

Apresenta-se na Tabela 08 a indicação dos percentuais de atendimento


global de todos os terminais analisados na região Amazônica. Observa-se que
quando se analisa o nível de atendimento de todos os terminais, não se
encontra nenhum critério com padrão elevado, evidenciando que a análise
conjunta de todos os terminais da Amazônia demonstra a necessidade de
serem realizados investimentos nos terminais em busca de uma melhoria
desses índices.

60 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

TERMINAIS DA AMAZÔNIA

PADRÃO DE ATENDIMENTO
REQUISITOS
ELEVADO MÉDIO BAIXO

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA CAPACIDADE DE TRÁFEGO 67,92%

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE ÔNIBUS 65,09%


A) ACESSOS
A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 61,32%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 54,72%


B1- DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E
52,83%
VEÍCULOS DE CARGA
B2- ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE PASSAGEIROS
B) ÁREA PARA ESTACIONAMENTO DE VEÍCULOS 51,89%
AO TERMINAL
B3 - GUARITA DE CONTROLE 48,11%

C1- POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 47,17%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 46,23%

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 43,40%


C4 - - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA
C) INSTALAÇÃO E SERVIÇOS 42,45%
EMBARCAÇÕES
C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 42,45%

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 40,57%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 38,68%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 37,74%

D10 - POLICIAMENTO 36,79%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 36,79%

D12 - GUARDA VOLUMES 27,36%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 26,42%

D3 - BANCOS / ASSENTOS 25,47%


D) ÁREA DE ACUMULAÇÃO PÚBLICA
D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 24,53%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 24,53%

D6 - LIXEIRAS 21,70%

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 21,70%


D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E DE SAÍDA DAS
20,00%
EMBARCAÇÕES
D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES E BANCA DE
19,81%
REVISTA)
E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 19,81%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 16,98%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 16,98%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 14,15%


E) ÁREA DE ACUMULAÇÃO RESTRITA (SALA DE
EMBARQUE)
E5 - LIXEIRAS 13,21%

E6 - SISTEMA DE CHAMADAS E AVISOS 12,26%


E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E SAÍDA DE
10,38%
EMBARCAÇÕES
E8 - LANCHONETE 10,38%
F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E DESEMBARQUE
8,49%
DE PASSAGEIROS
F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS DAS
F) ÁREA DE ATRACAÇÃO 8,49%
EMBARCAÇÕES
F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 6,60%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 3,77%

G) MOVIMENTAÇÃO E ARMAZENAGEM G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 3,77%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 0,94%

Tabela 08: Percentual do padrão de atendimento dos terminais da Amazônia

Relatório Executivo 61
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Observa-se nos Gráficos 18 e 19, os quais apresentam em ordem


decrescente os percentuais de atendimento de cada critério analisado, que o
padrão de atendimento do conjunto dos terminais da Amazônia é bastante
baixo com média global da ordem de 30%.

Afere-se que da análise conjunta de todos os terminais da Amazônia


nenhum critério apresenta padrão elevado, apenas seis critérios, com média de
cerca de 60%, apresentaram um padrão de atendimento médio e trinta e quatro
apresentaram um padrão de atendimento baixo, com percentuais médios da
ordem de 25%.

Itens de atendimento de grande importância na operacionalização dos


terminais, como o grupo de requisitos relativos à área de atracação
apresentaram percentuais de atendimento abaixo de 10%. Da mesma forma, o
grupo de requisitos relativo à movimentação e armazenagem de carga
apresentaram percentuais abaixo de 3%.

Na ótica dos baixos padrões de atendimento o grupo de requisitos que


apresentou melhor desempenho foi o de instalações e serviços, que
apresentou percentuais médios da ordem de 45%. No padrão médio o grupo de
requisitos referente a acessos apresentou média percentual da ordem de 65%.

Conclui-se a luz de uma análise conjunta dos terminais da Amazônia,


onde se buscou obter um padrão de terminal para a região, que esses
apresentam um padrão de atendimento muito baixo, evidenciando a
necessidade urgente de investimento que proporcionem uma melhoria na
infraestrutura portuária da região.

62 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DA AMAZÔNIA

C3 - SERVIÇOS DE CARREGADORES 68%

G3 - MÃO-DE-OBRA PARA MOVIMENTAÇÃO DE CARGA 65%

A1 - RUAS DE ACESSO COM BOA 61%


CAPACIDADE DE TRÁFEGO

F2 - BERÇO COMPATÍVEL COM AS CARACTERÍSTICAS DAS 55%


EMBARCARÇÕES

C6 - ABASTECIMENTO DE ENERGIA 53%

F1 - BERÇO ADEQUADO PARA EMBARQUE E 52%


DESEMBARQUE DE PASSAGEIROS

B2 - ÁREA COMPATÍVEL COM A DEMANDA DE 48%


PASSAGEIROS AO TERMINAL

D9 - COMÉRCIO (LOJAS, LANCHONETES 47%


E BANCA DE REVISTA)

D6 - LIXEIRAS 46%

F3 - SUFICIÊNCIA DE BERÇOS 43%

D2 - BOXE DE VENDA DE PASSAGENS 42%

D5 - TELEFONES PÚBLICOS 42%

G1 - EXISTE LOCAL PARA ARMAZENAGEM DA CARGA 41%

D4 - BANHEIROS PÚBLICOS: MASCULINO E FEMININO 39%

D3 - BANCOS/ASSENTOS 38%

A3 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE PARADA DE TÁXI 37%

C7 - SALAS DE ADMINISTRAÇÃO E DE ARRECADAÇÃO 37%

A4 - LINHAS DE ÔNIBUS QUE SERVEM AO TERMINAL 27%

C4 - SERVIÇOS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA 26%


EMBARCAÇÕES

E5 - LIXEIRAS 25%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 18: Padrão de atendimento por item


dos terminais da Amazônia

Relatório Executivo 63
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

PADRÃO DE ATENDIMENTO POR ITEM DOS TERMINAIS DA AMAZÔNIA

A2 - ÁREA ESPECÍFICA PARA PONTO DE 25%


PARADA DE ÔNIBUS

B1 - DIVISÃO PARA CARROS PARTICULARES, TÁXIS E 25%


VEÍCULOS DE CARGA

B3 - GUARITA DE CONTROLE 22%

D1 - BALCÃO DE INFORMAÇÕES 22%

G2 - EQUIPAMENTOS UTILIZADOS SÃO ADEQUADOS 20%

C5 - SERVIÇOS DE COMBATE A INCÊNDIO 20%

E8 - LANCHONETE 20%

E2 - BANCOS E ASSENTOS 17%

E3 - BANHEIROS: MASCULINO E FEMININO 17%

D11 - ÁREA DE CIRCULAÇÃO COM SINALIZAÇÃO 14%

D8 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E 13%


DE SAÍDA DAS EMBARCAÇÕES

D10 - POLICIAMENTO 12%

D12 - GUARDA VOLUMES 10%

E4 - TELEFONES PÚBLICOS 10%

E1 - CONTROLE DE ACESSO (CATRACAS) 8%

E7 - QUADRO DE HORÁRIO DE CHEGADA E 8%


SAÍDA DE EMBARCAÇÕES

D7 - SISTEMA DE CHAMADAS E DE AVISOS 7%

C2 - POSTO DE POLÍCIA 4%

E6 - SISTEMA DE CHAMADA E AVISOS 4%

C1 - POSTO DE ATENDIMENTO MÉDICO 1%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 19: Padrão de atendimento por item


dos terminais do município de Belém

64 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

6.5.2 Padrão de Atendimento Global

Observa-se no Gráfico 20, o qual apresenta o padrão de atendimento


global dos critérios analisados para o conjunto de terminais da Amazônia, que
81% dos terminais apresentam um padrão de atendimento baixo, 15% médio e
apenas 4% elevado.

PADRÃO DE ATENDIMENTO GLOBAL DOS TERMINAIS DA


AMAZÔNIA

81%

15%

4%

ELEVADO MÉDIO BAIXO

Gráfico 20: Padrão de atendimento global dos terminais da


Amazônia

Relatório Executivo 65
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

7. MOVIMENTAÇÃO DE PASSAGEIROS
Neste tópico apresenta-se um resumo da movimentação total de
passageiros aferida nas principais linhas regulares de transporte fluvial da
Amazônia. A pesquisa procurou abranger um maior número de linhas regulares
possíveis autorizadas pela ANTAQ e pelos órgãos estaduais de transporte.
Entretanto, sabe-se que existem diversas linhas intermunicipais, de pequena
expressão e de transporte eventual, que não foram identificadas em virtude da
dispersão das linhas e da amplitude territorial da região Amazônica, de
restrições financeiras e do curto prazo para consecução das pesquisas.

É possível que a soma das linhas e dos respectivos passageiros se


aproximem do número real movimentado por ano em linhas regulares. Quando
esse universo engloba as linhas informais e eventuais, supõe-se que os
números da movimentação de passageiros sejam superiores aos já
identificados nas linhas regulares.

Foram realizados três levantamentos em três diferentes períodos do


ano, conforme já descrito. Nas três etapas de coleta de dados buscou-se
captar indícios de sazonalidades na movimentação de passageiros em cada
linha. No Gráfico 21 são apresentadas as demandas totais aferidas, com e sem
a inclusão das travessias de Manaus a Cacau Pereira e de Manaus a Iranduba,
em cada um dos três levantamentos.

Distinção especial é dada às referidas travessias, uma vez que no


terceiro levantamento deixaram de operar devido à inauguração da ponte sobre
o Rio Negro que ocorreu em 24 de outubro de 2011. Ressalta-se que as duas
travessias representavam cerca de 34% da movimentação de passageiros da
Amazônia em linhas regulares.

66 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

CARACTERIZAÇÃO DO TRANSPORTE FLUVIAL DE PASSAGEIROS


MOVIMENTAÇÃO ANUAL DE PASSAGEIROS SEGUNDO O MOMENTO DA
14.392.112 PESQUISA
13.625.536 13.602.516
12.789.899

9.413.762

8.991.632
8.825.024
8.736.110

Pesquisa 1 Pesquisa 2 Pesquisa 3 Média


Com travessia Sem travessia*

Gráfico 21: Movimentação Anual de Passageiros.

No Gráfico 21, verifica-se um aumento na demanda de passageiros


na segunda campanha de levantamento. Tal fato era esperado, uma vez que
na época desse levantamento ocorria o período de férias escolares na região
Amazônica, com maior procura pelo transporte fluvial.

A seguir é apresentado um quadro geral com todas as linhas


regulares pesquisadas e suas principais características de operação, onde se
incluiu, além das informações sobre a demanda de passageiros em 2012 e a
projeção para 2022, informações como: distância, taxa de ocupação média,
tarifa média, IPK (índice de passageiros por Km) médio e capacidade média
das embarcações por linha.

Ao final do quadro, são apresentadas as duas linhas de travessia


(Manaus – Cacau Pereira e Manaus – Iranduba) que deixaram de existir com a
construção da ponte sobre o Rio Negro. Essas duas linhas movimentavam
juntas 4.708.308 passageiros por ano, sendo que esta demanda foi deslocada,
com a construção da ponte, para o transporte rodoviário. Com este fato, a
movimentação total de passageiros nas linhas da Amazônia (média dos três

Relatório Executivo 67
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

levantamentos), que era de 13.602.516 nas linhas regulares, foi reduzida para
8.894.208 passageiros por ano, com a saída das travessias citadas.

Quanto à projeção da demanda de passageiros para 2022, observa-


se que ocorre um aumento de cerca de 12% em relação a 2012, com uma
demanda total projetada de 9.948.715. Quanto ao Índice de Passageiro por
Quilômetro – IPK médio da totalidade das linhas encontra-se um valor médio
da ordem de 0,70, evidenciando que as linhas regulares da Amazônia
transportam, em média, 1,00 passageiro a cada 1,50 Km.

A seguir é apresentado um quadro geral com o número de


passageiros movimentados em todas as linhas regulares pesquisadas nos
estados do Pará, Amazonas, Rondônia e Amapá.

68 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

ABAETETUBA - LIMOEIRO DO AJURÚ 92 2.007 24.084 95,1 20,00 51 0,53 28.606

ABAETETUBA – MUANÁ 65 1.978 23.736 44,2 20,00 80 0,54 25.678

ABAETETUBA - VILA MAIUATÁ 36 696 8.352 72,5 5,00 20 0,40 8.352

AFUÁ – BELÉM 338 190 2.280 92,3 100,00 60 0,16 2.602

AFUÁ – BREVES 133 13 156 89,5 32,00 60 0,40 173

AFUÁ – CURRALINHO 168 5 60 88,2 40,00 60 0,32 65

AFUÁ - SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA 201 7 84 81,7 55,00 60 0,24 96

AFUÁ – MACAPÁ 83 8.070 96.840 79,6 26,25 125 1,20 117.613

ALENQUER – BREVES 690 11 132 52,1 160,00 295 0,22 140

ALENQUER – CURUÁ 46 2.169 26.028 72,9 13,00 29 0,46 28.637

ALENQUER – GURUPÁ 495 45 540 71,1 142,00 136 0,20 627

ALENQUER – JURUTI 61 123 1.476 53,6 20,00 314 2,76 1.611

ALENQUER – ÓBIDOS 27 341 4.092 54,1 12,00 314 6,29 4.671

ALENQUER – SANTARÉM 93 8.317 99.804 55,1 23,00 314 1,86 118.197

ALENQUER – MANAUS 555 3.493 41.916 52,7 100,00 314 0,30 43.651

ALENQUER – PARINTINS 134 29 348 53,5 30,00 314 1,25 397

ALMEIRIM – ALTAMIRA 860 119 1.428 76,2 165,00 156 0,14 1.541

ALMEIRIM – BELÉM 525 629 7.548 55,3 120,00 260 0,27 8.341

ALMEIRIM – BREVES 318 74 888 76,5 110,00 154 0,37 987

ALMEIRIM – GURUPÁ 184 83 996 78,7 63,00 60 0,26 1.133

ALMEIRIM – ITACOATIARA 756 5 60 47,5 150,00 427 0,27 71

ALMEIRIM – JURUTI 459 10 120 57,3 85,00 275 0,34 137

ALMEIRIM - MONTE ALEGRE 195 158 1.896 58,9 57,00 275 0,83 2.164

ALMEIRIM – ÓBIDOS 425 3 36 59,7 130,00 275 0,39 42

ALMEIRIM - PORTO DE MOZ 75 51 612 74,3 28,00 156 1,55 660

ALMEIRIM – PRAINHA 127 361 4.332 58,7 35,00 275 1,27 5.047

ALMEIRIM – SANTARÉM 305 1.641 19.692 68,5 54,00 460 1,03 22.134

ALMEIRIM - VITÓRIA DO XINGU 819 33 396 62,4 155,00 156 0,12 436

ALMEIRIM – MANAUS 1061 62 744 65,9 145,00 537 0,33 833

ALMEIRIM - LARANJAL DO JARI 135 8 96 64,1 38,00 156 0,74 115

ALMEIRIM – SANTANA 260 822 9.864 63,5 90,00 168 0,41 11.259

ALTAMIRA – GURUPÁ 240 35 420 75,4 85,00 92 0,29 479

ALTAMIRA - PORTO DE MOZ 187 103 1.236 75,1 50,00 92 0,37 1.355

ALTAMIRA – PRAINHA 377 114 1.368 74,5 100,00 92 0,18 1.573

Relatório Executivo 69
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

ALTAMIRA – SANTARÉM 555 586 7.032 76,9 115,00 92 0,13 8.298

ALTAMIRA - SENADOR JOSÉ PORFÍRIO 78 81 972 73,5 25,00 92 0,87 1.061

ALTAMIRA - VITÓRIA DO XINGU 41 76 912 74,3 15,00 92 1,67 977

ALTAMIRA – SANTANA 412 1.744 20.928 94,2 120,00 92 0,21 23.259

ANAJÁS – BELÉM 421 397 4.764 30,0 95,00 65 0,05 5.803

ANAJÁS – BREVES 180 1.398 16.776 83,7 45,00 95 0,44 21.555

ARAPARI – BELÉM 16 124.396 1.492.752 47,3 5,60 447 13,21 1.529.836

AVEIRO – ITAITUBA 115 1.596 19.152 60,8 25,00 113 0,60 21.642

AVEIRO – SANTARÉM 135 870 10.440 65,8 35,00 113 0,55 11.693

BAGRE – BARCARENA 170 9 108 97,5 40,00 100 0,57 124

BAGRE – BELÉM 190 593 7.116 98,0 50,00 100 0,52 7.721

BAGRE – BREVES 40 1.008 12.096 88,0 15,00 25 0,55 13.140

BAGRE – CURRALINHO 20 54 648 89,0 10,00 100 4,45 723

BAIÃO – BELÉM 228 94 1.128 30,0 30,00 95 0,13 1.293

BAIÃO - BREU BRANCO 62 28 336 67,5 15,00 80 0,87 386

BAIÃO – CAMETÁ 112 679 8.148 65,2 25,00 80 0,47 8.791

BAIÃO – MOCAJUBA 74 447 5.364 63,1 17,00 80 0,68 6.029

BAIÃO - TUCURUÍ 80 2.740 32.880 66,3 20,00 80 0,66 36.168

BARCARENA - BELÉM 19 29.621 355.452 50,2 4,35 82 2,17 363.562

BARCARENA - CURRALINHO 150 15 180 65,2 30,00 100 0,43 205

BELÉM - BREVES 205 12.887 154.644 25,6 60,00 350 0,44 176.511

BELÉM - CACHOEIRA DO ARARI 50 4.440 53.280 72,8 20,00 94 1,37 60.814

BELÉM - CAFEZAL 22 4.704 56.448 45,0 4,35 140 2,86 56.448

BELÉM - CAMARA 85 37.171 446.052 50,1 15,04 532 3,14 630.252

BELÉM - CAMETÁ 180 2.381 28.572 50,7 30,00 141 0,40 32.612

BELÉM - CHAVES 382 398 4.776 60,0 102,00 70 0,11 4.776

BELÉM - CURRALINHO 170 4.644 55.728 63,5 35,00 122 0,46 63.608

BELÉM - GURUPÁ 341 602 7.224 35,4 98,00 272 0,28 8.245

BELÉM - JURUTI 980 138 1.656 30,5 160,00 272 0,08 1.890

BELÉM - LIMOEIRO DO AJURÚ 130 4.058 48.696 73,6 25,00 101 0,57 53.731

BELÉM - MELGAÇO 255 609 7.308 45,9 76,00 285 0,51 8.214

BELÉM - MOCAJUBA 109 42 504 29,7 35,00 95 0,26 554

BELÉM - MONTE ALEGRE 720 438 5.256 29,8 125,00 272 0,11 5.999

BELÉM - MONTE DOURADO 602 880 10.560 29,7 145,00 186 0,09 10.560

70 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

BELÉM - MUANÁ 98 6.107 73.284 74,7 24,00 139 1,06 102.986

BELÉM - ÓBIDOS 950 62 744 35,4 150,00 537 0,20 849

BELÉM - OEIRAS DO PARÁ 185 3.089 37.068 61,5 50,00 185 0,62 42.309

BELÉM - PONTA DE PEDRAS 62 13.449 161.388 59,4 11,00 221 2,12 180.440

BELÉM - PORTEL 285 6.545 78.540 43,9 73,00 285 0,44 89.646

BELÉM - PORTO DE MOZ 600 665 7.980 67,2 127,00 67 0,08 9.108

BELÉM - PRAINHA 652 214 2.568 32,5 125,00 537 0,27 2.931

BELÉM - SANTA CRUZ DO ARARI 180 281 3.372 70,0 35,00 81 0,32 3.849

BELÉM - SANTARÉM 830 1.204 14.448 24,2 155,00 272 0,08 16.491

BELÉM - SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA 135 8.542 102.504 60,9 25,00 146 0,66 110.626

BELÉM - SENADOR JOSÉ PORFÍRIO 603 185 2.220 49,7 150,00 75 0,06 2.534

BELÉM - VITÓRIA DO XINGU 640 136 1.632 51,8 160,00 75 0,06 1.863

BELÉM - ITACOATIARA 1281 15 180 33,5 190,00 537 0,14 205

BELÉM - MANAUS 1646 790 9.480 31,3 234,00 537 0,10 10.820

BELÉM - PARINTINS 1073 32 384 35,6 160,00 537 0,18 438

BELÉM - LARANJAL DO JARI 696 673 8.076 59,8 170,00 156 0,13 12.618

BELÉM - SANTANA 514 10.928 131.136 64,1 131,00 156 0,19 149.679

BREVES - CURRALINHO 35 1.264 15.168 46,9 12,00 317 4,25 16.927

BREVES - GURUPÁ 136 75 900 25,6 42,00 272 0,51 1.031

BREVES - JURUTI 779 8 96 33,6 110,00 537 0,23 110

BREVES - MELGAÇO 50 1.450 17.400 34,8 15,00 537 3,74 18.773

BREVES - MONTE ALEGRE 515 118 1.416 35,6 155,00 537 0,37 1.616

BREVES - ÓBIDOS 745 5 60 32,5 240,00 537 0,23 68

BREVES - PORTEL 120 3.230 38.760 33,2 35,00 537 1,49 44.241

BREVES - PRAINHA 447 43 516 33,9 70,00 537 0,41 589

BREVES - SANTARÉM 625 409 4.908 32,5 106,00 537 0,28 5.602

BREVES - SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA 70 3 36 93,5 35,00 60 0,80 40

BREVES - MANAUS 709 58 696 34,5 230,00 537 0,26 798

BREVES - PARINTINS 868 5 60 35,6 160,00 537 0,22 69

BREVES - SANTANA/MACAPÁ 731 7.245 86.940 67,0 50,00 76 0,07 93.800

BREU BRANCO - CAMETÁ 174 11 132 68,5 28,00 76 0,30 151

BREU BRANCO - MOCAJUBA 136 35 420 64,5 20,00 76 0,36 479

BREU BRANCO - TUCURUÍ 18 34 408 65,4 10,00 76 2,76 466

CACHOEIRA DO ARARI - SANTA CRUZ


130 77 924 69,5 18,00 81 0,43 1.055
DO ARARI

Relatório Executivo 71
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

CAMETÁ - MOCAJUBA 38 7.964 95.568 83,3 8,00 64 1,40 109.081

CAMETÁ - TUCURUÍ 192 597 7.164 50,6 35,00 74 0,20 8.177

CHAVES - MACAPÁ 132 1.034 12.408 89,5 60,00 59 0,40 12.539

CURRALINHO - MELGAÇO 85 414 4.968 91,0 38,00 60 0,64 5.862

CURRALINHO - OEIRAS DO PARÁ 15 213 2.556 91,5 9,00 60 3,66 2.863

CURRALINHO - PORTEL 115 315 3.780 92,5 27,00 60 0,48 4.423

CURRALINHO - SÃO SEBASTIÃO DA BOA


35 6 72 94,3 12,00 60 1,62 78
VISTA

FARO - TERRA SANTA 42 143 1.716 81,2 10,00 120 2,32 1.888

FARO - MANAUS 1015 641 7.692 80,8 100,00 120 0,10 8.780

FARO - NHAMUNDÁ 355 220 2.640 68,2 30,00 67 0,13 3.062

FARO - PARINTINS 116 1.299 15.588 68,7 42,50 67 0,40 17.926

GURUPÁ - MONTE ALEGRE 379 52 624 65,0 65,00 537 0,92 712

GURUPÁ - ÓBIDOS 609 10 120 35,6 185,00 537 0,31 134

GURUPÁ - PORTO DE MOZ 73 193 2.316 71,6 115,00 92 0,90 2.654

GURUPÁ - PRAINHA 311 16 192 35,2 95,00 537 0,61 221

GURUPÁ - SANTARÉM 489 520 6.240 33,9 73,00 537 0,37 6.732

GURUPÁ - SENADOR JOSÉ PORFÍRIO 160 51 612 74,5 65,00 92 0,43 699

GURUPÁ - VITÓRIA DO XINGU 197 8 96 74,8 70,00 92 0,35 110

GURUPÁ - MANAUS 1245 76 912 34,5 200,00 537 0,15 1.041

GURUPÁ - SANTANA 173 949 11.388 90,6 67,00 90 0,47 12.998

ITAITUBA - SANTARÉM 250 4.546 54.552 69,5 50,00 114 0,32 62.266

JURUTI - JURUTI VELHO 59 1.335 16.020 66,1 20,00 27 0,30 18.162

JURUTI - MONTE ALEGRE 264 62 744 35,6 75,00 537 0,72 849

JURUTI - ÓBIDOS 77 2.162 25.944 68,7 25,00 39 0,35 29.612

JURUTI - ORIXIMINÁ 100 1.581 18.972 67,8 20,00 54 0,37 21.655

JURUTI - PRAINHA 332 16 192 36,7 70,00 537 0,59 219

JURUTI - SANTARÉM 154 6.833 81.996 55,3 42,00 153 0,55 93.590

JURUTI - ITACOATIARA 359 16 192 45,3 48,00 404 0,51 219

JURUTI - MANAUS 572 2.465 29.580 61,6 71,00 242 0,26 33.763

JURUTI - PARINTINS 91 1.913 22.956 68,1 30,00 150 1,12 26.202

MELGAÇO - PORTEL 65 463 5.556 44,6 20,00 282 1,93 6.342

MOCAJUBA - TUCURUÍ 149 915 10.980 46,2 30,00 80 0,25 12.254

MONTE ALEGRE - ÓBIDOS 230 55 660 59,2 65,00 356 0,92 756

MONTE ALEGRE - PRAINHA 68 138 1.656 58,8 22,50 356 3,08 1.903

72 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

MONTE ALEGRE - SANTARÉM 110 6.488 77.856 70,1 30,00 106 0,68 83.999

MONTE ALEGRE - MANAUS 866 1.242 14.904 62,7 102,00 300 0,22 17.011

MONTE ALEGRE - PARINTINS 264 31 372 65,4 65,00 398 0,99 425

MONTE ALEGRE - LARANJAL DO JARI 325 10 120 61,4 110,00 93 0,18 137

MONTE ALEGRE - SANTANA 448 342 4.104 54,8 160,00 183 0,22 4.555

ÓBIDOS - ORIXIMINÁ 26 880 10.560 62,5 12,00 425 10,22 11.405

ÓBIDOS - PORTO TROMBETAS 98 128 1.536 63,5 35,00 142 0,92 1.707

ÓBIDOS - PRAINHA 298 15 180 35,8 87,00 498 0,60 205

ÓBIDOS - SANTARÉM 120 12.016 144.192 52,4 26,00 185 0,81 160.918

ÓBIDOS - ITACOATIARA 437 9 108 39,5 55,00 490 0,44 124

ÓBIDOS - MANAUS 650 2.080 24.960 64,9 90,00 375 0,37 28.679

ÓBIDOS - PARINTINS 229 292 3.504 41,7 25,00 490 0,89 3.780

ORIXIMINÁ - PORTO TROMBETAS 72 4.323 51.876 56,4 25,00 90 0,71 59.211

ORIXIMINÁ - SANTARÉM 144 8.487 101.844 64,6 43,00 317 1,42 116.245

ORIXIMINÁ - MANAUS 680 1.467 17.604 61,8 130,00 336 0,31 20.093

ORIXIMINÁ - PARINTINS 208 118 1.416 42,5 30,00 490 1,00 1.616

PORTEL - SANTANA/MACAPÁ 355 3.099 37.188 86,1 70,00 71 0,17 42.894

PORTO DE MOZ - PRAINHA 450 19 228 64,7 60,00 99 0,14 260

PORTO DE MOZ - SANTARÉM 380 232 2.784 63,8 80,00 99 0,17 3.178

PORTO DE MOZ - SENADOR JOSÉ


94 176 2.112 52,9 102,00 75 0,42 2.344
PORFÍRIO

PORTO DE MOZ - VITÓRIA DO XINGU 131 144 1.728 51,7 120,00 75 0,30 1.866

PORTO DE MOZ - SANTANA 265 75 900 93,5 90,00 92 0,32 1.000

PORTO TROMBETAS - SANTARÉM 216 3.082 36.984 62,4 57,00 138 0,40 42.214

PRAINHA - MONTE DOURADO 202 28 336 61,5 63,00 93 0,28 375

PRAINHA - SANTARÉM 178 1.985 23.820 67,2 35,00 79 0,30 27.298

PRAINHA - VITÓRIA DO XINGU 946 75 900 64,8 180,00 99 0,07 1.034

PRAINHA - MANAUS 934 87 1.044 45,8 110,00 537 0,26 1.192

PRAINHA - PARINTINS 421 9 108 42,6 100,00 537 0,54 119

PRAINHA - LARANJAL DO JARI 260 11 132 59,4 85,00 93 0,21 151

PRAINHA - SANTANA 385 292 3.504 58,9 95,00 183 0,28 3.999

SANTARÉM - SANTANA DO TAPARÁ 165 4.088 49.056 25,3 7,00 288 0,44 49.056

SANTARÉM - VITÓRIA DO XINGU 514 496 5.952 65,1 120,00 99 0,13 6.794

SANTARÉM - ITACOATIARA 451 42 504 39,8 95,00 490 0,43 595

SANTARÉM - MANAUS 756 10.823 129.876 44,6 121,50 448 0,26 148.240

Relatório Executivo 73
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

SANTARÉM - PARINTINS 243 1.485 17.820 55,2 65,00 99 0,22 20.340

SANTARÉM - LARANJAL DO JARI 409 133 1.596 60,3 120,00 93 0,14 1.883

SANTARÉM - SANTANA 600 4.444 53.328 56,6 97,00 183 0,17 60.869

SENADOR JOSÉ PORFÍRIO - VITÓRIA DO


37 60 720 93,5 12,00 92 2,32 822
XINGU

SENADOR JOSÉ PORFÍRIO - SANTANA 354 44 528 92,5 100,00 92 0,24 591

TERRA SANTA - MANAUS 496 701 8.412 82,7 97,00 100 0,17 9.674

TERRA SANTA - NHAMUNDÁ 260 86 1.032 39,8 70,00 490 0,75 1.228

TERRA SANTA - PARINTINS 75 1.701 20.412 68,0 30,00 50 0,45 23.127

VITÓRIA DO XINGU - LARANJAL DO JARI 952 468 5.616 63,8 315,00 92 0,06 6.410

VITÓRIA DO XINGU - SANTANA/MACAPÁ 517 3.567 42.804 84,3 120,00 92 0,15 48.856

ACAJATUBA - MANAUS 85 132 1.584 62,5 20,00 20 0,15 1.584

AMATURA - COARI 830 20 240 75,9 130,00 54 0,05 274

AMATURA - CODAJÁS 966 7 84 75,4 420,00 54 0,04 93

AMATURA - MANAUS 1251 211 2.532 74,7 460,00 54 0,03 2.735

AMATURA - SANTO ANTONIO DE IÇA 56 29 348 75,4 22,00 54 0,73 387

ANAMÃ - ANORI 44 556 6.672 85,4 18,00 80 1,55 7.615

ANAMÃ - BERURI 41 154 1.848 74,6 15,00 88 1,60 2.062

ANAMÃ - MANACAPURU 104 1.066 12.792 74,1 30,00 69 0,49 14.660

ANAMÃ - MANAUS 190 846 10.152 75,6 50,00 80 0,32 11.665

ANORI - MANAUS 234 3.600 43.200 86,6 32,50 80 0,30 49.308

AUTAZ MIRIM - MANAUS 89 618 7.416 73,0 25,00 50 0,41 7.927

AUTAZES - MANAUS 324 4.184 50.208 84,2 113,20 89 0,23 57.661

BAILIQUE - SANTANA/MACAPÁ 157 5.744 68.928 78,1 32,00 79 0,39 77.150

BARCELOS - MANAUS 454 5.171 62.052 80,0 96,00 138 0,24 70.826

BARCELOS - SÃO GABRIEL DA


547 211 2.532 70,5 85,00 118 0,15 2.890
CACHOEIRA

BARREIRINHA - BOA VISTA DE RAMOS 71 369 4.428 72,4 25,00 151 1,54 5.054

BARREIRINHA - ITACOATIARA 341 131 1.572 71,5 30,00 151 0,32 1.794

BARREIRINHA - MANAUS 552 2.551 30.612 69,9 94,00 131 0,17 34.941

BARREIRINHA - PARINTINS 77 2.209 26.508 74,2 37,50 118 1,14 30.256

BENJAMIN CONSTANT - FONTE BOA 695 53 636 61,5 120,00 341 0,30 726

BENJAMIN CONSTANT - JUTAÍ 574 28 336 62,9 85,00 341 0,37 384

BENJAMIN CONSTANT - MANAUS 1575 1.404 16.848 63,4 350,00 341 0,14 19.230

BENJAMIN CONSTANT - SANTO ANTONIO


380 43 516 61,8 65,00 341 0,55 589
DE IÇA

BENJAMIN CONSTANT - TABATINGA 3 10.532 126.384 96,6 15,00 19 6,12 142.230

74 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

BERURI - MANACAPURU 142 123 1.476 74,2 35,00 88 0,46 1.685

BERURI - MANAUS 231 2.618 31.416 73,9 40,00 88 0,28 34.872

BERURI - TAPAUÁ 538 172 2.064 63,4 100,00 120 0,14 2.208

BOA VISTA DE RAMOS - ITACOATIARA 410 116 1.392 70,2 80,00 151 0,26 1.559

BOA VISTA DE RAMOS - MANAUS 623 730 8.760 68,0 95,00 50 0,05 10.074

BOA VISTA DE RAMOS - PARINTINS 148 714 8.568 78,2 30,00 106 0,56 8.996

BORBA - HUMAITÁ 643 7 84 75,6 80,00 276 0,32 96

BORBA - MANAUS 322 3.602 43.224 70,4 71,50 139 0,30 46.682

BORBA - MANICORÉ 294 218 2.616 71,9 18,00 281 0,69 2.855

BORBA - NOVA OLINDA 86 232 2.784 73,4 27,00 281 2,40 3.178

BORBA - NOVO ARIPUANÃ 147 299 3.588 74,1 25,00 164 0,83 4.019

BORBA - PORTO VELHO 1020 79 948 74,8 120,00 276 0,20 1.100

CAAPIRANGA - MANACAPURU 84 1.822 21.864 88,7 25,00 60 0,63 25.607

CAAPIRANGA - MANAUS 170 521 6.252 61,0 32,50 50 0,18 6.654

CAMPINAS - MANAUS 189 320 3.840 89,0 37,00 45 0,21 3.840

CARAUARI - ITAMARATI 519 26 312 77,9 105,00 100 0,15 356

CARAUARI - JURUÁ 417 73 876 75,2 80,00 115 0,21 1.000

CARAUARI - MANAUS 1411 997 11.964 64,0 260,00 130 0,06 13.656

CAREIRO DA VÁRZEA - MANAUS 32 18.592 223.104 88,3 16,00 67 1,85 264.999

CAREIRO DA VÁRZEA - VILA CAREIRO 20 900 10.800 80,4 15,00 28 1,13 10.800

CAVIANA - MACAPÁ 80 859 10.308 96,7 25,00 60 0,73 11.814

COARI - CODAJÁS 136 709 8.508 71,4 30,00 135 0,71 9.711

COARI - FONTE BOA 459 8 96 75,8 70,00 54 0,09 107

COARI - JUTAÍ 580 3 36 74,9 150,00 54 0,07 39

COARI - MANAUS 421 8.363 100.356 77,6 55,00 139 0,26 112.399

COARI - SANTO ANTONIO DE IÇA 774 9 108 75,8 110,00 54 0,05 124

COARI - TEFÉ 210 683 8.196 68,9 30,00 148 0,49 8.606

CODAJÁS - FONTE BOA 595 10 120 72,9 85,00 54 0,07 137

CODAJÁS - JUTAÍ 716 6 72 74,5 115,00 54 0,06 78

CODAJÁS - MANAUS 285 4.502 54.024 59,0 41,00 111 0,23 58.962

CODAJÁS - TEFÉ 346 545 6.540 69,8 70,00 148 0,30 7.465

CURARIZINHO - MANAUS 22 144 1.728 90,0 15,00 20 0,82 1.728

EURINEPÉ - MANAUS 2417 188 2.256 56,0 350,00 884 0,20 2.256

FONTE BOA - JUTAÍ 121 278 3.336 72,5 75,00 210 1,26 3.808

Relatório Executivo 75
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

FONTE BOA - MANAUS 880 1.601 19.212 84,3 160,00 122 0,12 21.929

FONTE BOA - SANTO ANTONIO DE IÇA 315 62 744 60,9 90,00 341 0,66 849

FONTE BOA - TABATINGA 693 41 492 61,9 85,00 341 0,30 562

FONTE BOA - TEFÉ 249 221 2.652 75,4 38,00 54 0,16 3.027

HUMAITÁ - MANAUS 965 308 3.696 75,2 131,00 276 0,22 4.219

HUMAITÁ - MANICORÉ 349 2.322 27.864 83,6 53,60 245 0,59 29.000

HUMAITÁ - NOVA OLINDA 729 7 84 75,4 100,00 276 0,29 93

HUMAITÁ - NOVO ARIPUANÃ 496 5 60 74,9 85,00 276 0,42 65

HUMAITÁ - PORTO VELHO 370 50 600 75,9 65,00 276 0,57 667

ITACOATIARA - MANAUS 211 2.797 33.564 64,4 31,00 70 0,21 38.310

ITACOATIARA - MAUÉS 84 171 2.052 60,1 30,00 299 2,14 2.290

ITACOATIARA - PARINTINS 208 290 3.480 68,5 50,00 172 0,57 3.988

ITAMARATI - MANAUS 1930 445 5.340 78,8 35,00 100 0,04 6.136

JANAUACÁ - MANAUS 16 10.483 125.796 77,5 17,50 59 2,86 137.057

JANAUARI - MANAUS 85 320 3.840 42,0 20,00 95 0,47 3.840

JAPOA - MANAUS 1236 238 2.856 48,0 300,00 62 0,02 2.856

JAPURÁ - MANAUS 919 851 10.212 73,6 120,00 66 0,05 11.656

JAPURÁ - MARAÃ 125 80 960 74,1 30,00 66 0,39 1.096

JAPURÁ - TEFÉ 351 2.052 24.624 76,0 100,00 65 0,14 27.731

JURUÁ - ITAMARATI 932 12 144 78,2 135,00 100 0,08 164

JURUÁ - MANAUS 994 137 1.644 77,9 150,00 100 0,08 1.876

JURUÁ - TEFÉ 426 460 5.520 69,0 100,00 45 0,07 6.390

JUTAÍ - MANAUS 1001 1.230 14.760 87,5 185,00 114 0,10 16.847

JUTAÍ - SANTO ANTONIO DE IÇA 170 74 888 60,5 75,00 341 1,21 1.021

JUTAÍ - TABATINGA 542 37 444 61,5 27,00 341 0,39 471

JUTAÍ - TEFÉ 370 750 9.000 69,5 93,00 55 0,10 10.273

LABREA - MANAUS 7495 605 7.260 48,6 285,00 194 0,01 7.841

LABREA - TAPAUÁ 496 117 1.404 48,1 205,00 194 0,19 1.601

MANACAPURU - MANAUS 86 671 8.052 58,0 20,00 87 0,59 8.938

MANAQUIRI - MANAUS 79 5.020 60.240 75,2 25,00 83 0,79 63.723

MANAUS - MANICORÉ 616 3.523 42.276 73,2 76,50 143 0,17 48.254

MANAUS - MARAÃ 796 175 2.100 74,1 150,00 66 0,06 2.397

MANAUS - MAUÉS 698 5.732 68.784 59,6 78,00 299 0,26 78.510

MANAUS - NHAMUNDÁ 660 3.546 42.552 63,4 88,00 280 0,27 48.569

76 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação

MANAUS - NOVA OLINDA 236 4.857 58.284 86,7 40,00 145 0,53 66.525

MANAUS - NOVO AIRÃO 125 1.641 19.692 90,0 30,50 130 0,94 22.948

MANAUS - NOVO ARIPUANÃ 469 2.230 26.760 77,1 75,00 196 0,32 30.544

MANAUS - PARANÁ DA EVA 75 3.037 36.444 73,8 25,00 89 0,88 39.289

MANAUS - PARINTINS 475 6.457 77.484 67,5 85,00 172 0,24 88.440

MANAUS - RIO PRETO DA EVA 119 944 11.328 67,0 40,00 88 0,50 11.328

MANAUS - SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA 1001 4.289 51.468 71,8 220,00 118 0,08 58.746

MANAUS - SANTO ANTONIO DE IÇA 1195 977 11.724 60,5 280,00 341 0,17 13.382

MANAUS - TABATINGA 1573 2.343 28.116 61,4 305,00 341 0,13 32.092

MANAUS - TABOCAL 98 1.664 19.968 80,0 30,00 65 0,53 19.968

MANAUS - TAPAUÁ 769 1.655 19.860 64,8 100,00 120 0,10 22.668

MANAUS - TEFÉ 631 10.955 131.460 59,4 102,00 240 0,23 150.048

MANAUS - TERRA NOVA 44 360 4.320 75,0 13,00 20 0,34 4.320

MANAUS - TONANTIINS 1164 25 300 75,1 221,00 54 0,03 342

MANAUS - UARINI 687 2.248 26.976 83,4 95,00 122 0,15 26.976

MANAUS - URUÇARA 344 1.630 19.560 69,1 60,00 86 0,17 22.383

MANAUS - URUCURITUBA 248 2.712 32.544 71,2 58,00 88 0,25 37.520

MANAUS - VILA DO POLIRA 130 476 5.712 33,0 50,00 90 0,23 5.712

MANAUS - PORTO VELHO 1348 858 10.296 75,6 190,00 276 0,15 11.752

MANICORÉ - NOVA OLINDA 380 168 2.016 73,8 30,00 181 0,35 2.301

MANICORÉ - NOVO ARIPUANÃ 147 205 2.460 71,9 30,00 281 1,37 2.808

MANICORÉ - PORTO VELHO 557 1.041 12.492 75,8 120,00 181 0,25 14.258

MARAÃ - TEFÉ 298 868 10.416 42,6 60,00 155 0,22 12.959

MAUÉS - PARINTINS 168 3.192 38.304 79,5 50,00 82 0,39 43.528

NHAMUNDÁ - PARINTINS 185 788 9.456 66,9 50,00 67 0,24 10.793

NOVA OLINDA - NOVO ARIPUANÃ 239 200 2.400 75,1 5,00 281 0,88 2.784

NOVA OLINDA - PORTO VELHO 1110 82 984 74,8 150,00 276 0,19 1.054

NOVO ARIPUANÃ - PORTO VELHO 1107 12 144 75,9 140,00 276 0,19 157

PARINTINS - URUÇARA 125 1.227 14.724 84,3 37,50 61 0,41 18.443

SANTO ANTONIO DE IÇA - TABATINGA 378 58 696 60,8 35,00 341 0,55 794

TABATINGA - TEFÉ 942 384 4.608 58,7 70,00 38 0,02 5.304

TEFÉ - UARINI 56 1.237 14.844 52,1 30,00 70 0,65 24.636

LARANJAL DO JARI - SANTANA 192 1.563 18.756 80,8 60,00 89 0,37 20.819

BUENA VISTA (BOL) - COSTA


6 28.560 342.720 97,5 2,50 9 1,46 366.710
MARQUES (RO)

Relatório Executivo 77
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Movimentação de Taxa de Capacidade


Tarifa
Distância passageiros ocupação média média de IPK Projeção
Linha / Trecho média
(Km) (02 sentidos) de passageiros passageiros por Médio 2022
(R$)
Mês Ano (%) embarcação
GUAJARÁ-MIRIM (RO) - GUAYARAMERIN
10 37.080 444.960 96,9 5,00 18 1,74 498.355
(BOL)

BREVES - ITACOATIARA 1070 8 96 34,5 195,00 537 0,17 110

MONTE ALEGRE - ITACOATIARA 561 6 72 35,6 120,00 537 0,34 76

PRAINHA - ITACOATIARA 625 5 60 33,9 130,00 537 0,29 68

CODAJÁS - SANTO ANTONIO DE IÇA 910 5 60 74,8 230,00 54 0,04 65

COARI - TONANTINS 743 2 24 74,9 176,00 54 0,05 26

CODAJÁS - TONANTINS 876 4 48 75,6 240,00 54 0,05 55

ICOARACI - COTIJUBA 10 12.712 152.544 55,9 5,00 29 1,62 177.287

MANAUS - CAVIANA 85 18.432 221.184 80,0 25,00 120 1,13 221.184

TOTAL PARCIAL 741.184 8.894.208 9.948.715

MANAUS - CACAU PEREIRA 3 313.399 3.760.788

MANAUS - IRANDUBA 39 78.960 947.520

TOTAL GERAL 1.133.543 13.602.516

78 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

8. MOVIMENTAÇÃO DE CARGA EM EMBARCAÇÕES


MISTAS
Apresenta-se neste tópico, um resumo da movimentação total de
cargas aferida nas linhas regulares de transporte fluvial da Amazônia. Assim
como o realizado na pesquisa de passageiros, ressalta-se que a pesquisa da
movimentação de carga procurou abranger um maior número de linhas
regulares possível.

Acredita-se que as linhas e o quantitativo de cargas encontradas


devam ser aproximadamente a totalidade de cargas movimentadas na região
Amazônica em linhas regulares. Quando esse universo engloba as linhas
informais e eventuais, supõe-se que os números da movimentação de cargas
sejam superiores aos já identificados nas linhas regulares. Soma-se a isso
aquelas embarcações de pequeno porte que transportam a produção regional.

Foram feitos três levantamentos em três diferentes épocas do ano.


Nas três etapas da coleta de dados buscou-se captar indícios de sazonalidades
na movimentação de cargas em cada linha. No Gráfico 22 apresentam-se os
quantitativos totais de cargas transportadas em cada pesquisa, a média das
mesmas para 2012 e a projeção para 2022.

Ressalta-se que do total das 133 linhas pesquisadas, três linhas


(MANAUS - FRUNIPE TAPANÃ, MANAUS – PURUPURU e MANAUS - SÃO
SEBASTIÃO) operam apenas com o transporte de carga, com o mesmo tipo de
embarcações objeto desse estudo, e 130 são embarcações mistas que
transportam passageiros e cargas.

Relatório Executivo 79
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

CARACTERIZAÇÃO DO TRANSPORTE FLUVIAL DE CARGAS


MOVIMENTAÇÃO ANUAL DE CARGAS SEGUNDO O MOMENTO DA PESQUISA E
PROJEÇÃO PARA O ANO DE 2022 - EM TONELADAS
5.159.816
4.811.680
4.511.802 4.575.023
4.401.588

Pesquisa 1 Pesquisa 2 Pesquisa 3 MÉDIA ANUAL PROJEÇÃO 2022

Gráfico 22: Movimentação Anual de cargas

No Gráfico 22, verifica-se uma uniformidade no transporte de cargas


entre a primeira e a segunda pesquisa, apresentando a segunda campanha
uma pequena redução da ordem de 2,5% em relação à primeira. A terceira
campanha apresentou um acréscimo de movimentação de cerca de 9,5% em
relação à segunda. A projeção de movimentação de carga para o ano de 2022
apresentou um aumento de aproximadamente 13% em relação à média do ano
de 2012.

A seguir é apresentado um quadro geral com as cargas


movimentadas em todas as linhas regulares pesquisadas nos estados do Pará,
Amazonas, Rondônia e Amapá.

80 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Quantidade Anual de Projeção de Carga


LINHA/TRECHO Distância (KM) Carga Transportada na Transportada na Linha para
Linha em 2012 2022

ABAETETUBA - LIMOEIRO DO AJURU 92 8.096 9.575

ABAETETUBA - MUANÁ 65 16.896 17.544

ALENQUER – CURUÁ 46 11.928 12.498

ALENQUER - MANAUS 555 36.489 38.400

BELÉM – AFUÁ 338 808 872

BELÉM – ALMEIRIM 525 18.336 19.755

BELÉM – ANAJÁS 421 83.840 89.466

BELÉM – BAGRE 190 2.752 2.940

BELÉM – BAIÃO 228 3.104 3.601

BELÉM – BREVES 205 324.156 325.814

BELÉM - CACHOEIRA DO ARARI 50 56.128 56.412

BELÉM - CAMETÁ 180 16.640 17.635

BELÉM - CHAVES 382 1.346 1.346

BELÉM - CURRALINHO 170 7.040 8.150

BELÉM - LARANJAL DO JARI 514 4.488 5.489

BELÉM - LIMOEIRO DO AJURU 130 34.560 35.545

BELÉM - MANAUS 1646 110.544 133.912

BELÉM - MONTE DOURADO 602 14.640 14.640

BELÉM - MUANÁ 98 62.336 89.907

BELÉM - OEIRAS DO PARÁ 185 42.688 44.839

BELÉM - PONTA DE PEDRAS 62 67.104 71.011

BELÉM - PORTEL 285 374.528 393.727

BELÉM - PORTO DE MOZ 600 10.176 11.478

BELÉM - SANTA CRUZ DO ARARI 180 1.952 2.262

BELÉM - SANTARÉM 830 95.808 99.708

BELÉM - S. SEB BOA VISTA 135 87.936 91.874

BELÉM - VITÓRIA DO XINGU 640 58.560 63.971

BREVES - ANAJÁS 180 4.800 5.538

ITAITUBA - AVEIRO 115 3.072 3.195

JURUTI - JURUTI VELHO 59 6.552 7.128

JURUTI - ÓBIDOS 77 4.928 5.719

JURUTI - ORIXIMINÁ 100 55.512 60.244

JURUTI - PARINTINS 91 3.712 4.131

Relatório Executivo 81
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Quantidade Anual de Projeção de Carga


LINHA/TRECHO Distância (KM) Carga Transportada na Transportada na Linha para
Linha em 2012 2022

MACAPÁ - AFUÁ 83 46.720 55.766

MACAPÁ - CAVIANA 80 7.020 7.868

MACAPÁ - CHAVES 132 8.280 8.672

MANAUS - FARO 1015 3.424 3.680

MANAUS - JURUTI 572 4.032 4.554

MONTE ALEGRE - MANAUS 866 7.264 8.006

ÓBIDOS - MANAUS 650 17.216 17.958

ORIXIMINÁ - MANAUS 680 20.768 22.676

SANTANA - ALTAMIRA 412 12.048 12.483

SANTANA - BELÉM 514 244.508 250.740

SANTANA - LARANJAL DO JARI 192 38.664 39.775

SANTANAMACAPÁ - BAILIQUE 157 65.096 70.302

SANTANAMACAPÁ - BREVES 731 18.912 21.455

SANTANA MACAPÁ - GURUPÁ 173 6.816 7.164

SANTANA MACAPÁ - PORTEL 355 29.760 32.754

SANTANA MACAPÁ - V XINGU 517 25.344 26.556

ORIXIMINÁ - PORTO TROMBETAS 72 48.576 52.022

SANTARÉM - ALENQUER 93 49.648 52.800

SANTARÉM - ALTAMIRA 555 18.464 21.980

SANTARÉM - ITAITUBA 250 58.405 63.071

SANTARÉM - JURUTI 154 108.122 123.119

SANTARÉM - LARANJAL DO JARI 409 3.904 4.891

SANTARÉM - MANAUS 756 170.880 191.399

SANTARÉM - MONTE ALEGRE 110 8.640 9.527

SANTARÉM - ÓBIDOS 120 147.360 151.427

SANTARÉM - ORIXIMINÁ 144 87.168 91.784

SANTARÉM - PARINTINS 243 23.264 24.204

SANTARÉM - PORTO TROMBETAS 216 30.055 31.105

SANTARÉM - PRAINHA 178 21.319 23.387

SANTARÉM - SANTANA 600 104.544 106.902

SANTARÉM - SANTANA TAPARÁ 165 169.344 169.344

SANTARÉM - VITÓRIA DO XINGU 514 37.203 39.874

TUCURUÍ - BAIÃO 80 8.256 9.300

TUCURUÍ - CAMETÁ 192 15.296 17.176

82 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Quantidade Anual de Projeção de Carga


LINHA/TRECHO Distância (KM) Carga Transportada na Transportada na Linha para
Linha em 2012 2022

TUCURUÍ - MOCAJUBA 149 4.032 5.402

VITÓRIA XINGU - LARANJAL JARI 952 960 960

HUMAITÁ - MANICORÉ 349 24.992 31.352

MANAUS - ACAJATUBA 85 480 480

MANAUS - ANORI 234 22.464 28.862

MANAUS - AUTAZ MIRIM 89 6.400 7.510

MANAUS - AUTAZES 324 145.880 155.145

MANAUS - BARCELOS 454 34.848 35.735

MANAUS - BARREIRINHA 552 38.496 41.801

MANAUS - BERURI 231 19.781 20.658

MANAUS - BOA VISTA DE RAMOS 623 3.168 3.168

MANAUS - BORBA 322 36.304 38.207

MANAUS - CAAPIRANGA 170 5.568 5.814

MANAUS - CAMPINAIS 189 1.152 1.152

MANAUS - CARAUARI 1411 13.568 14.369

MANAUS - CAVIANA 85 6.144 6.144

MANAUS - COARI 421 44.984 49.689

MANAUS - CODAJÁS 285 63.904 75.115

MANAUS - EURINEPÉ 2417 3.696 3.696

MANAUS - FONTE BOA 880 21.120 23.983

MANAUS - FRUNIPE TAPANÃ 546 4.992 4.992

MANAUS - ITACOATIARA 211 10.192 12.349

MANAUS - ITAMARATI 1930 1.856 2.357

MANAUS - JANAUARI 85 2.016 2.016

MANAUS - JAPOÁ 1236 1.536 1.536

MANAUS - JAPURÁ 919 15.245 17.760

MANAUS - JUTAÍ 1001 1.704 2.007

MANAUS - LABREA 7495 11.868 17.817

MANAUS - MANACAPURU 86 4.608 5.130

MANAUS - MANAQUIRI 79 15.984 18.182

MANAUS - MANICORÉ 616 52.134 54.672

MANAUS - MAUÉS 698 31.674 37.120

MANAUS - NHAMUNDÁ 660 18.944 21.037

MANAUS - NOVA OLINDA 236 23.872 27.152

Relatório Executivo 83
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Quantidade Anual de Projeção de Carga


LINHA/TRECHO Distância (KM) Carga Transportada na Transportada na Linha para
Linha em 2012 2022

MANAUS - NOVO AIRÃO 125 11.840 13.442

MANAUS - NOVO ARIPUANÁ 469 12.736 17.252

MANAUS - PARANÁ DA EVA 75 5.946 6.283

MANAUS - PARINTINS 475 82.630 92.811

MANAUS - PORTO VELHO 1348 53.024 58.094

MANAUS - PURUPURU 177 768 768

MANAUS - RIO PRETO DA EVA 119 6.144 6.144

MANAUS - S. GABREIL 1001 29.082 31.007

MANAUS - SÃO SEBASTIÃO 943 10.944 10.944

MANAUS - TABATINGA 1573 180.085 190.974

MANAUS - TAPAUÁ 98 15.928 18.497

MANAUS - TEFÉ 631 96.999 109.564

MANAUS - TERRA NOVA 44 4.320 4.320

MANAUS - UARINI 687 14.364 14.364

MANAUS - URUÇARA 344 17.075 19.345

MANAUS - URUCURITUBA 248 24.128 25.060

MANAUS - VILA DO POLIRA 130 2.298 2.298

MANICORÉ - PORTO VELHO 557 10.112 10.635

PARINTINS - BARREIRINHA 77 14.774 17.984

PARINTINS - BOA VISTA DE RAMOS 148 5.888 6.400

PARINTINS - FARO 116 8.864 11.671

PARINTINS - MAUÉS 168 89.408 102.994

PARINTINS - NHAMUNDÁ 185 571 571

PARINTINS - URUÇARA 125 14.208 16.801

TABATINGA - TEFÉ 942 2.647 2.722

TEFÉ - JAPURÁ 351 16.401 17.298

TEFÉ - JURUÁ 426 672 846

TEFÉ - JUTAÍ 370 6.208 6.840

TEFÉ - MARAÃ 298 14.336 15.938

TEFÉ - UARINI 56 16.992 18.271

TERRA SANTA - MANAUS 496 7.680 7.680

TERRA SANTA - PARINTINS 75 5.280 6.577

TOTAL GERAL 4.575.023 5.159.816

84 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

9. PERFIL E CARACTERIZAÇÃO DOS PASSAGEIROS

9.1. Perfil dos Passageiros

Para o total de 5.952 entrevistas realizadas em média por campanha,


conclui-se que o transporte fluvial é utilizado, em sua maioria, por usuários com
idade entre 18 a 30 anos, com nível de escolaridade que oscila entre o 1º e 2º
graus, sendo que a maioria (73,20%) são pessoas inseridas no mercado de
trabalho com rendimentos salariais mensais que variam até 3 (três) salários
mínimos (57,5%). Dessa população que ganha até 3 salários mínimos, 36,2%
são autônomos.

Os gráficos a seguir apresentam a caracterização dos passageiros do


transporte fluvial nas seguintes agregações: sexo, grupo de idade, grau de
instrução, renda familiar e ocupação.

Relatório Executivo 85
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

9.2. Sexo e grupo de idade

As mulheres compõem 49,1% dos entrevistados e os homens 50,9%;


entre 18 e 30 anos estão 38,2% dos entrevistados, 24,8% têm entre 31 e 40
anos, 17,8% estão na faixa entre 41 e 50, 10,8% têm entre 51 e 60 anos e
8,3% 60 anos ou mais.

Gráfico 23: Distribuição dos passageiros por sexo

Gráfico 24: Passageiros por faixa etária

86 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

9.3. Escolaridade

Segundo o presente estudo, os usuários de transporte fluvial que não


tiveram acesso à educação formal (4,9%) ou que tendo frequentado a escola
não foram além do 1o grau completo somam 38,7%. Do universo pesquisado,
41,2% estudaram até o segundo grau completo ou não, outros 12,8%
chegaram ao 3o grau e 2,1% declararam ser pós-graduados.

Gráfico 25: Escolaridade dos Passageiros

Relatório Executivo 87
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

9.4. Renda Familiar

Em termos de renda familiar, 16,3% dos entrevistados ganham menos


de 1 salário mínimo (SM) por mês, 38,0% entre 1 e 2 SM., 19,5% entre mais de
2 a 3 SM., 12,1% de 3 a 5 SM., e 8,0% ultrapassam 5 salários mínimos
mensais. Do conjunto de entrevistados 6,1% não quiseram informar a renda.

Gráfico 26: Renda Familiar dos Passageiros

88 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

9.5. Ocupação e atividade principal

Do total de pessoas entrevistadas, 73,2% fazem parte da PEA –


Pessoas Economicamente Ativas e 26,4% fora dela - sendo 12,7% donas-de-
casa, 7,5% aposentados e 6,2% exclusivamente estudantes. Dentre o grupo
inserido na PEA, estão no mercado formal 67,8% (servidores públicos – 11,4%
e assalariados – 20,2%), 36,2% estão no mercado informal (autônomos/ conta
própria) e 5,5% atualmente estão desempregados.

Gráfico 27: Ocupação e Atividade dos Passageiros

Relatório Executivo 89
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

10. ANÁLISE DA FROTA

Neste tópico são apresentados os dados sobre a caracterização das


embarcações analisadas na região amazônica, abrangendo os principais polos
de atração de passageiros (Belém, Manaus, Santarém, Santana, Macapá e
Porto Velho) além das travessias Guajará-Mirim (Rondônia) ↔ Guayaramerin
(Bolívia) e Costa Marques (Rondônia) ↔ Buena Vista (Bolívia).

Quanto às embarcações, foram cadastradas 446, onde 173 operam no


Estado do Pará, 198 no Amazonas, 64 no Amapá e 11 em Rondônia, conforme
demonstra a Tabela 09 abaixo.

LINHAS DE
ÁREA DO ESTUDO EMBARCAÇÕES
NAVEGAÇÃO
AMAPÁ 11 64
AMAZONAS 64 198
PARÁ 61 173
RONDÔNIA 2 11
TOTAL GERAL 138 446

Tabela 09: Número de embarcações e de linhas de navegação por estado.

10.1. Idade da Frota

Do total de 446 embarcações analisadas, em 102 embarcações os


responsáveis não souberam informar dados sobre o ano de construção das
mesmas. Das 344 embarcações restantes, a média de idade das embarcações
que circulam nas vias navegáveis da Amazônia foi de 11 anos. O percentual de
embarcações com mais de 20 anos de uso chega a 16,6% da frota. Além disso,
21,2% têm entre 11 e 20 anos, outras 29,9% têm entre 05 e 10 anos e 32,3%
tem entre 1 e 4 anos de uso. Considerando as 198 embarcações com atuação
no Amazonas, a média de idade passa para 10 anos. Já no estado do Pará a
média de idade das 173 embarcações é de 11 anos.

O Gráfico 28 mostra os percentuais do tempo de uso das embarcações


em anos.

90 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Gráfico 28: Idade das Embarcações

A Tabela 10 mostra a idade das embarcações em anos.

Percentuais dos tempos de uso das embarcações (%)

Área do estudo
Travessias
Amazonas

TOTAL
Amapá

Pará

Resposta

Ate 4 anos 32,3 35 30,6 36,5 27,3

De 5 a 10 anos 29,9 27,5 38,1 23,1

De 11 a 20 anos 24,1 27,5 21,9 17,3 72,7

De 21 anos a mais 13,7 10 9,4 23,1

MÉDIA (em anos) 11 10 10 12 12

Tabela 10: Idade das embarcações por estado

Relatório Executivo 91
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

10.2. Material do casco das embarcações

Em relação ao material do casco, a maior parte (63,5%) das


embarcações, que corresponde a 283 do total de 446, é de madeira. O aço
naval se faz presente em 98 (22,0%) embarcações, outras 45 (10,1%) utilizam
o alumínio, sendo que a fibra se faz presente em 20 (4,5%) embarcações.
Ressalta que 75,9% das embarcações com casco de madeira circulam a mais
de 11 anos nas vias navegáveis da Amazónia.

O Gráfico 29 mostra os percentuais do tipo de material do casco das


embarcações.

Gráfico 29: Material do Casco das Embarcações

92 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

A Tabela 11 apresenta o tipo de material do casco das embarcações.

Material do casco das embarcações (%)

Material
Segmentos
Aço naval Alumínio Fibra Madeira

TOTAL 22,0 10,0 4,5 63,5


Área do estudo
Amapá 18,8 3,1 78,1
Amazonas 15,7 13,6 9,1 61,6
Pará 32,4 4,4 63,2
Baixo Amazonas 20,0 2,2 2,0 75,6
Travessias 100,0
Tempo de uso da embarcação
Ate 4 anos de idade 34,2 18,0 3,6 44,1
De 5 a 10 19,4 10,7 10,7 59,2
De 11 a 20 10,8 9,6 3,6 75,9
De 21 ou mais 27,7 72,3

Tabela 11: Material dos cascos das embarcações por estado

10.3. Comprimento, boca e calado das embarcações

Em relação ao comprimento das embarcações 29,4%, que corresponde


a 131 do total de 446, tem um comprimento superior a 30 metros. Entre 20 e 29
metros de comprimento estão 49,8% das embarcações e 20,2% têm o
comprimento entre 10 e 19 metros. Em relação à boca (largura) 43,3% das
embarcações tem boca acima de 06 metros. Quanto ao calado, a grande
maioria das embarcações (74,0%) possui calado menor que 2,0 metros.

A Tabela 12 apresenta um resumo das dimensões de comprimento,


boca e calado das embarcações

Relatório Executivo 93
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Comprimento, boca e calado das embarcações

Área do estudo

Travessias
Amazonas
Características TOTAL

Amapá

Pará
COMPRIMENTO (m)

10 a 19 20,2 17,2 23,7 10,3 100

20 a 29 49,8 62,5 51 47,1

30 a mais 29,4 20,3 25,3 41,2

Não informou 0,6 1,4

Totalização (%) 100 100 100 100 100

Comprimento médio (m) 26,3 24,5 25,1 29,9

BOCA (m)

Inferior a 6 56,1 75 55,1 48,5 100

Superior a 6 43,3 25 44,9 48,5

Não informou 0,6 3

Totalização (%) 100 100 100 100 100

Boca média (m) 6,01 5,7 5,74 6,7 1,78

CALADO (m)

Inferior a 2 74 76,6 72,2 79,4 100

Superior a 2 25,1 23,4 27,8 16,2

Não informou 0,9 4,4

Totalização (%) 100 100 100 100 100

Calado médio (m) 1,75 1,74 1,74 1,74 0,31

Tabela 12: Comprimento, boca e calado das embarcações

94 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

10.4. Potência do motor e velocidade

Apresenta-se um resumo da potência dos propulsores e velocidade das


embarcações. Em média, essas embarcações geram uma energia útil por
unidade de tempo de 373 HP e imprimem uma velocidade média de 15,1 nós.

A Tabela 13 apresenta um resumo da potência dos propulsores e da


velocidade das embarcações.

Relatório Executivo 95
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

Potência dos propulsores (HP) e velocidade das embarcações (nó)

Área do estudo

Travessias
Amazonas
Características Escala TOTAL

Amapá

Pará
Potência do motor (em HP)

100 a 200 24,9 31,3 25,3 14,7 100

210 a 300 17,5 42,2 10,6 19,1

310 a 400 18,8 15,6 23,2 11,8

410 a mais 37,9 10,9 40,4 50

Não informou 0,9 0 0,5 4,4

Totalização (%) 100 100 100 100 100

Potėncia média (HP) 373 273 388 440 34

Velocidade (nós)

Até 9 nós 14,1 31,3 9,6 11,8

10,0 nós 36,8 45,2 40,4 19,1

11,0 nós 4,5 1,6 2,5 7,4

12,0 nós 14,1 9,4 12,1 22,1

13,0 nós 3,4 0 5,1 4,4

14,0 nós 2,9 3,1 0,5 10,3

15,0 nós 6,1 3,1 6,1 8,8 18,2

16,0 nós 4,5 3,1 3,5 4,4

17,0 nós 1,8 1,6 0,5 4,4

18,0 nós 5,8 0 9,1 2,9

19,0 nós 1,1 0 1,5 2,9

20,0 nós 4,9 1,6 9,1 1,5 9,1

Totalização 100 100 100 100

Velocidade média (em nós) 15,1 10,6 18,2 13,1 22,7

Tabela 13: Potência dos propulsores e velocidade das embarcações

96 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

11. IMPORTÂNCIA DO TRANSPORTE FLUVIAL NA


AMAZÔNIA

A Amazônia tem apresentado uma evolução constante em suas


densidades demográficas. A partir da segunda metade da década de 90 as
extensões urbanas, as fronteiras agrícolas e os projetos minerais e industriais
vêm-se ampliando de forma significativa.

O potencial agrícola e mineral da Amazônia vem atraindo diversos


grupos empresariais, que nos últimos anos tem implantado grandes projetos
alterando as características da frota fluvial, dos portos/terminais e do transporte
como um todo.

Alguns dos principais projetos implantados na região são:

 Projeto Celulose em Jarí, AP;


 Projeto Bauxita em Porto Trombetas, PA;
 Projeto Calcário em Itaituba, PA;
 Projeto Alumínio Albrás/Alunorte em Barcarena, PA;
 Projeto Alumínio em Jurutí, PA;
 Projeto de Petróleo em Coarí, AM e Manaus, AM;
 Projeto Soja em Porto Velho, RO, Itacoatiara, AM,
Santarém, PA e Miritituba, PA; e
 Zona Franca de Manaus, AM.

Com o surgimento de polos de mineração, agrícolas e industriais, houve


um considerável aumento na população da região, aumentando com isso a
demanda pelo transporte fluvial, necessitando-se, portanto, cada vez mais de
um transporte adequado e seguro para cada linha de navegação.

Nos polos e cidades da Amazônia, a utilização de embarcações mistas


para o transporte de passageiros e cargas vem crescendo, uma vez que são as
que melhor se adaptam as condições de cargas e passageiros e a
operacionalidade dos afluentes e sub afluentes do Rio Amazonas. São essas
embarcações que proporcionam a mobilidade dos habitantes da Amazônia e a

Relatório Executivo 97
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

existência dos comércios regionais entre as cidades, transportando, além dos


passageiros, os mais diversos tipos de mercadorias, como: alimentos, bebidas,
vestuário, eletrodomésticos, eletrônicos, produtos regionais, etc.

Com a movimentação intensa de pessoas e o comércio muito


diversificado e com pouco controle, a importância da quantificação da demanda
de passageiros e mercadorias movimentadas é um desafio que torna os
resultados desse trabalho muito importantes para à possibilidade de melhorias
da prestação de serviço do transporte fluvial na Amazônia.

O transporte de passageiros na Região Amazônica tem um cunho social


de elevada importância, tendo em vista que inúmeras comunidades e
localidades não possuem outra opção de transporte para se locomoverem, que
não a fluvial.

Os dados sobre o número de passageiros transportados pelas


embarcações da Amazônia eram muito escassos ou desconhecidos. A
pesquisa sobre a demanda de passageiros nas diversas linhas da Amazônia foi
capaz de identificar boa parte do universo de linhas e do número de
passageiros transportados no ano de 2012.

98 Relatório Executivo
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

12. DIFICULDADES DO TRANSPORTE FLUVIAL DE


PASSAGEIROS DA AMAZÔNIA

A maior dificuldade para a movimentação de passageiros é um


transporte regular e rápido que atenda a padrões de serviço adequado.

As viagens, em algumas linhas, são estabelecidas conforme o interesse


do armador, pois ele só realiza viagens se houver carga que torne a viagem
rentável.

A maioria das linhas da Amazônia ainda são servidas por embarcações


de tecnologias ultrapassadas e em muitos casos construídas em madeira ou
em aço com idades superiores a dezenas de anos; no entanto, observa-se
regularmente, que após reformas e adequações, as mesmas geralmente obtem
nova idade.

Sem ação do Estado por intermédio de subsídios e subvenções é


impossível qualquer empresário suportar os investimentos em tecnologias mais
modernas entre centros populacionais de baixa aglomeração e baixa renda.

O transporte mais rápido e seguro com linhas regulares dará maior


dinamismo ao comércio regional, permitindo que a prosperidade econômica
venha a acontecer.

As embarcações que realizam o transporte fluvial de passageiros na


Amazônia, de forma recorrente, apresentam problemas de conforto, higiene e
segurança.

Cite-se, por exemplo, que o aumento da altura da superestrutura com o


objetivo de aumentar a capacidade das embarcações causam problemas de
estabilidade.

A baixa qualidade dos serviços, do conforto e segurança são justificadas


pela necessidade de cobrar tarifas de baixo valor, devido a Amazônia ser uma
região ainda subdesenvolvida. Sua população, na grande maioria, apresenta
padrão de renda e nível de vida bastante baixos. Seu comércio é ainda

Relatório Executivo 99
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

incipiente e pouco dinâmico; entretanto, o transporte fluvial através de


embarcações mistas (passageiros e cargas) continua sendo a base de todo o
comércio ao longo da calha principal do Rio Amazonas e seus afluentes.

Como o transporte fluvial é praticamente o único meio de locomoção de


baixo custo na região, as embarcações hoje existentes desempenham um
papel social relevante para as inúmeras localidades ribeirinhas servidas por
elas. Essa realidade amazônica faz com que as embarcações construídas em
madeira sejam largamente empregadas no transporte fluvial da região, pela
simples natureza de sua construção, pelo custo do material relativamente baixo
e pelo modo artesanal como elas são construídas e recuperadas, as
embarcações de madeira conquistaram seu espaço na navegação fluvial da
região Amazônica.

Os terminais ainda são inadequados e não possuem, em sua grande


maioria, os equipamentos necessários para a operação do transporte com
passageiros.

100 Relatório Executivo


Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

13. IMPORTÂNCIA DO ESTUDO

Por força das próprias condições regionais, o subsistema hidroviário é


predominantemente utilizado para o abastecimento e desenvolvimento dos
principais núcleos econômicos, permitindo o acesso às localidades mais
distantes no interior dos estados Amazônicos, situadas às margens dos cursos
d'água.

A rede hidrográfica, principalmente compreendida pela bacia Amazônica,


constitui-se na opção de transporte mais viável, fazendo com que a modalidade
hidroviária seja a de maior aptidão para a região. A navegação na bacia
Amazônica apresenta características muito particulares. Enquanto o rio
Amazonas possui excelentes condições de navegabilidade, a maioria dos
demais rios e canais sofrem alterações pelo assoreamento.

O estudo de caracterização da demanda apoiado pela ANTAQ e


executado pela UFPA/FADESP possibilita o conhecimento de linhas, terminais
e a demanda de passageiros e cargas, contribuindo para o estabelecimento de
políticas públicas que se materializem em melhorias do transporte em
embarcações mistas (passageiros e cargas) da Amazônia.

Com os dados e informações fornecidas por esta pesquisa, será


possível identificar os principais problemas do transporte fluvial de passageiros
e com isso propor planos e políticas mais adequadas ao transporte fluvial da
Amazônia.

Relatório Executivo 101


Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

102 Relatório Executivo


Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

14. BIBLIOGRAFIA

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2005.

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Pearson Custom Pub, 2009;SPIEGEL, MURRAY R.; SCHILLER, JOHN J.;
SRINIVASAN, R. ALU, Teoria e Prob. Probabilidade e Estatistica, Bookman,
2004;

BARBOSA, M. H. M. Diretrizes para Projetos de Terminais Hidroviários


Urbanos de Passageiros. Dissertação de Mestrado. Instituto Militar de
Engenharia do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro, 1982;

BATES, J. (2000) History of Demand Modelling. In: Handbook of


Transport Modelling, Edited by D. A. Hensher and K. J. Button, Elsevier
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BRUTON, M. J. Introdução ao planejamento dos transportes, Rio de


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FREUND, JOHN E., Estatística Aplicada Economicamete, Bookman,


2006;

MORAES, H. B. . Terminais Hidroviários de Passageiros na Amazônia.


In: XVIII Congresso Pan-Americano de Engenharia Naval, Transportes
Marítimos e Construção Naval e Offshore, 2001, México. IPEN2001, 2002. v.
18;

MORAES, H. B. “Uma proposta de metodologia de análise para


implantação de embarcação de alta velocidade no transporte de passageiros:
Um caso de aplicação de catamarãs na região”, Rio de Janeiro, 2002;

MORAES, H. B. “Transporte Fluvial na Amazônia”. FINEP, FNDCT,


UFPA/FADESP. Belém, setembro de 2002;

MORAES, H. B. , Embarcações de Passageiros na Amazônia. In: XVIII


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Engenharia Portuária, 2001, México. IPEN, 2001. v. 18;

MORAES, H. B., VASCONCELLOS, J. M. "Análise Qualitativa e


Quantitativa dos Tipos e Características das Embarcações Atualmente
Empregadas nas Principais Linhas de Transporte de Passageiro e Carga",
SUDAN/FADESP, Belém, 2001;

Relatório Executivo 103


Caracterização
Relatório Executivo da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica
Bacia Amazônica

OUVIDORIA
0800-644 5001
ouvidoria@antaq.gov.br

Relatório Executivo
ANTAQ/UFSC/LabTrans 107
107
Caracterização da Oferta e da Demanda do Transporte Fluvial de Passageiros na Região Amazônica

www.antaq.gov.br

64 Relatório Executivo