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O Neoliberalismo nasceu como uma forma de oposição a toda forma de intervenção

estatal, contrapondo-se ao socialismo real, ao modelo social-democrata do Estado Social e


também surge como uma exigência para as novas necessidades de acumulação de
capital. Tanto na ótica das idéias como das práticas sócio-econômicas e políticas, o
liberalismo é opositor natural de todo Estado interventor. O novo modelo liberal se opõe ao
socialismo real se transformando em crítica econômica, pois os novos liberais defendem a
ineficácia social e econômica do modelo estatal socialista, expandindo posteriormente esta
crítica ao modelo interventor do Estado Social defendido pelos social-democratas. O
Estado Social buscava minimizar as desigualdades sociais originadas por um modelo
econômico baseado na soberania do mercado, e era visto como a única saída para
viabilizar a coesão social, ameaçada pela crescente luta de classes, buscando articular
harmonia social com progresso econômico.

As políticas do Estado do Bem-Estar Social originaram uma onda de estilização na


economia, com a nacionalização de empresas de setores estratégicos visando garantir o
pleno emprego e o crescimento da economia, e também em resposta as exigências do
movimento operário e sindical, o Estado Social garantiu o cumprimento pleno de todos os
direitos trabalhistas cedendo a pressão da então força sindical. O Estado Social que
antecede o Estado Neoliberal gera déficit para financiar suas políticas públicas, impõe
altíssima carga tributária e tem no seu cotidiano um déficit orçamentário e na balança de
pagamentos.

Se nós ligarmos os gastos com tributação, direitos trabalhistas, salários reais, impostos
variados temos um conjunto de custos bastante elevados aos padrões capitalistas do
Estado e de acumulação de capital. Nesse contexto histórico começa a se formar um novo
padrão de acumulação capitalista baseado no modelo neofordista que articula no processo
industrial um alto nível de tecnologia com processos informatizados e um discurso
gerencial que exige trabalhadores altamente qualificados, onde fica caracterizado uma
reestruturação produtiva. Nesse novo padrão de competitividade intercapitalista se adapta
um mercado que se reestrutura num novo processo de globalização econômica, onde
nesse mercado se fabrica um produto de alta qualidade a baixo preço, mas no entanto
para se chegar e esse ponto, temos um grande desafio que é a redução de impostos e de
custos.

Portanto o neoliberal requer e precisa de um Estado mínimo que não interfira na economia
nem no mercado de trabalho onde o Estado se mete para garantir o Bem-Estar Social. A
acumulação capitalista da atualidade exige o Estado Neoliberal, que surge para beneficiar
o grande capital que se adaptou às inovações gerenciais e tecnológicas e na qual estão
em fase de transformação contínua. Então os capitais que não seguirem o novo modelo
não irão sobreviver no mercado.

O Neoliberalismo nasce para defender os grandes capitais que utilizam as práticas


econômicas do mercado livre como meio para se expandirem a nível mundial. O novo
liberalismo não apresenta nenhuma diferença doutrinária em relação ao velho liberalismo.
A defesa da continuidade histórica do liberalismo é inaceitável porque confere um caráter
de linearidade e imutabilidade do ponto de vista metodológico, onde também tem a função
ideológica de defender a superioridade do liberalismo sobre todos os demais sistemas de
organização sócio-econômica e política.