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John Maynard Keynes

Antonio Matheus Sá

Os Postulados da Economia Clássica

Salário real é igual ao produto marginal do trabalho;

- O salário de uma pessoa empregada é igual ao valor que se perderia se o emprego fosse reduzido em 1 unidade, deduzindo-se os custos dessa redução;

-

=

Se ↑ → ↓ →↑ →↑

A utilidade do salário, quando se emprega determinado volume de trabalho, é igual à desutilidade marginal nesse mesmo volume de emprego;

- O salário real de uma pessoa empregada é exatamente suficiente para ocasionar o volume de mão-de-obra efetivamente ocupado;

- A mão de obra estaria sempre empregada, desde que se submetesse a trabalhar às taxas

salariais de mercado, que eram determinadas de acordo com a oferta e procura de emprego;

- Desutilidade marginal é qualquer motivo que induza um homem ou grupo de homens a

recusar trabalho, em vez de aceitar um salário que para eles representa uma utilidade inferior a

certo limite mínimo;

- UMg do

= DMg de L

• A teoria clássica não admite o chamado Desemprego Involuntário, há somente Desemprego Voluntário e Friccional, os indivíduos desempregados são aqueles que não aceitam

o salário ( );

- Desemprego Friccional Oriundo de uma desproporção temporária dos recursos

especializados ou da proporção de recursos não empregados entre um e outro trabalho (quando se está mudando de trabalho). Seguno Keynes, está presente no 2º postulado clássico;

- Desemprego Voluntário Também proposto pelos clássicos, significa a recusa ou a

incapacidade de determinada unidade de mão-de-obra em aceitar uma remuneração equivalente

à

sua produtividade marginal;

Formas de aumentar o emprego;

- Melhorias da organização, diminuindo o Desemprego Friccional;

- Redução de Desutilidade Marginal do Trabalho (DMgL), mantendo a oferta de trabalho (LS)

e

reduzindo o Desemprego Voluntário;

- Aumento na produção marginal (PMg) dos setores de benssalário (bens de cujos preços

depende a utilidade dos salários nominais);

- Aumento dos preços (P) dos bens não-salário, de forma que relativamente o preço (P) dos bens salário melhore;

• Rejeição do segundo postulado:

- “Será verdade que as categorias anteriores abrangem todo o problema, considerando que,

de modo geral, a população raramente encontra tanto emprego quanto desejaria ao salário corrente?”;

- Keynes rejeita o segundo postulado com o argumento de que a a teoria clássica afirma que

a determinação do salário é dado somente por “barganha” entre empresários e trabalhadores;

Os teóricos esquecem do papel dos preços, pois afirmam que o salário escolhido é o real ( ), e na verdade é o nominal (W);

- Os trabalhadores, na prática, não abandonam seus empregos por queda nos salários

nominais;

- Não é verdade (como se verificou após a crise de 29) que o desemprego se deve à recusa da mão de obra em aceitar uma diminuição dos salários nominais;

-

- No caso de uma variação no nível geral dos salários, argumenta Keynes, a elevação nos

salários nominais provoca queda nos salários reais e vice-versa, diminuindo o emprego; - Os bens de consumo de assalariados equivalentes ao salário nominal vigente não representam a verdadeira medida da desutilidade marginal do trabalho e, assim, o segundo postulado deixa de ser válido;

• Duas objeções ao segundo postulado:

Comportamento Efetivo do Trabalhor Se caem os salários reais ( ) por um aumento no nível dos preços (P), sem que os salários nominais tenham subido (W), pela teoria clássica, levaria uma queda na oferta de trabalho (LS), o que não é visto empiricamente;

Contestação da hipótese de que o nível geral dos salários reais ( ) seja diretamente

-

-

determinado pelo caráter das negociação sobre salários: não é possível que os trabalhadores possuam meios para coincidir o equivalente do nível geral dos salários nominais (expresso em bens de consumo) com a desutilidade marginal do volume de emprego existente. Para Keynes isso é uma hipótese arbitrária;

Os trabalhadores reagem, portanto, à redução dos seus salários nominais (e não dos reais,

como diziam os clássicos), mesmo que o equivalente real desses salários exceda a desutilidade

marginal do emprego existente;

• Desemprego Involuntário Keynes adiciona um novo conceito de desemprego, como é

visto na seguinte passagem:

- “Existem desempregos involuntários quando, no caso de uma ligeira elevação dos preços

dos bens de consumo assalariados (P) relativamente aos salários nominais (W), tanto a oferta

agregada de mão-de-obra disposta a trabalhar pelo salário nominal corrente (LS > L), quanto a procura agregada da mesma ao dito salário são maiores que o volume de emprego existente (LD > L)”;

- Para os clássicos havia somente o desemprego voluntário, causado por um desequilíbrio

em virtude de os trabalhadores não aceitarem trabalhar por salários irrisórios. Para Keynes, no

entanto, mesmo que haja uma variação no salário real de mercado, tanto a oferta quando a demanda de mão de obra não se equilibram, pois o nível de emprego não é determinado no mercado de trabalho, mas sim pelo princípio da demanda efetiva;

• Há situações em que tanto a oferta de trabalho (LS) quando a demanda (LD) são superiores ao volume de emprego (L) sem que haja redução do desemprego;

- Ou seja, há pessoas e postos de trabalho disponíveis sem que sejam preenchidos;

• Conclui-se que como a teoria clássica é restrita ao pleno emprego, situação na qual não há Desemprego Involuntário, sua teoria negligencia esse tipo e afirma só ter Desemprego Voluntário e Friccional;

Qualquer meio para aumentar o emprego conduzirá indubitavelmente à diminuição paralela

do Pmg, logo, do nível dos salários medido em termos desse produto;

Keynes confirma sua concordância com o primeiro postulado, afirmando que “se o emprego

aumenta, isso quer dizer que em períodos curtos a remuneração por unidade de trabalho, expressa em bens de consumo dos assalariados, deve, em geral, diminuir e os lucros devem

aumentar”;

• Lei de Say A economia clássica faz uso desse argumento, que a princípio afirma que, a

oferta cria sua própria procura, ou também, que o total de custos de produção deve ser gasto

por completo, direta ou indiretamente, na compra do produto;

Hipóteses fundamentais da teoria clássica:

- = (desutilidade);

- Não existe Desemprego Involuntário;

- A oferta cria a sua própria procura, no sentido de que o preço da procura agregada é igual ao preço da oferta agregada para todos os nível de produção;

O Princípio da Demanda Efetiva

• O capítulo inicia-se com a definição do que vem a ser Valor da Produção e Renda Agregada;

- Valor da Produção É composto pela soma de três fatores: Custo de Fatores + Custo de Uso + Lucro;

- Custo de Fatores Custos efetivos em compra de material para produção,

material para agregar valor;

- Custo de Uso Semelhante aos “Custos Intermediários”, são os produtos que

se compram de outros empresários e se agrega valor a eles com os Custos de Fatores, sejam

máquinas ou produtos;

- Lucro É o que se busca maximizar na produção;

- Renda Agregada Por sua vez, não leva em conta os Custos de Uso, de forma que: Renda Agregada = Custo dos Fatores + Lucro;

• Demanda Agregada Qual a demanda (produção) que terá no futuro pelo emprego de N

trabalhadores;

• Função da Oferta Agregada Z = ф (N), a oferta é uma função do número de empregados (N), pois o capital (K) é constante no curto prazo;

̄

- (, ) = ( , ) = ()

• Demanda Agregada (2) É a produção (produto) que os empresários esperam receber pelo emprego de N homens;

- D = f (N)

• Demanda Efetiva A demanda efetiva acontece quando as expectativas dos empresários

são realizadas;

- Ou seja, no ponto em que a oferta se iguala com a demanda;

O que Keynes chamou de ponto de demanda efetiva determina o nível de emprego e forma

um “equilíbrio” independente do nível de pleno emprego; - Desse modo, de acordo com as expectativas, os empresários tomam suas decisões de produção, o grau de incerteza e confiança definem o comportamente dos agentes em relação à demanda por moeda (Md) como ativo e empregam os fatores de produção de acordo com a demanda efetiva. Caso este ponto esteja abaixo do pleno emprego, trabalhadores involuntáriamente ficam desocupados e não há mecanismos auto-ajustáveis. Sendo assim, o ponto de demanda efetiva conforma-se como um “equilíbrio” que apenas eventualmente se dá com o pleno emprego da força de trabalho;

se dá com o pleno emprego da força de trabalho; • Se a demanda esperada é

Se a demanda esperada é superior a oferta esperada (D>Z), os empresários expandem o

emprego N. Se a demanda efetiva é inferior ao produto esperado (D<Z), os empresarios

contraem o emprego;

• Teoria Clássica f (N) e ф (N), são iguais para todo N;

- Havendo equilíbrio em todos os pontos há infinitos pontos de demanda efetiva;

• Há concorrência por N entre os empresários até o Pleno Emprego;

̄

• Sumário da Teoria do Emprego (é suposto que: W

- Renda (monetário e real) depende do volumo de emprego N;

̄

e que custos

):

- Consumo depende da renda. Definido pela propensão a consumir. E, portanto, o consumo depende de N. C = c0 + c1 Y;

- N depende de D, onde D = D1 + D2 = C + I. Onde D1 = Gasto em consumo e D2 = Aplicação em novos investimentos;

- O D1 é uma função de N, de forma que podemos escrever como λ (N), D = ф (N) e D1 = C = λ

(N) ф (N) = λ (N) + D2 D2 = ф (N) - λ (N);

- Nível de emprego de equilíbrio (Teoria Geral do Emprego):

Função de Oferta Agregada, ф (N) = Z;

Propensão a consumir, C1 o X;

Investimento, D2;

- () =

- Teoria Clássica D = ф (N), para todo N;

- Quando N, também D1, no entanto ΔD1 < ΔD;

• Investimento e Poupança:

e, portanto, N não pode ser maior que o valor que () =

, logo, PMg=DMg;

Ao contrário da economia clássica, o nível de emprego não é determinado em um mercado, tal que, = PMg;

-

- Para Keynes, o nível de emprego é determinado pela demanda esperada dos empresários,

ou seja, o investimento que os empresários irão usar em função da renda esperada que determinará o D e se for correto, Z = D (Demanda Efetiva);

- Ou seja, o I que irá medir o gasto e o “restante” será o poupado, ou seja, o investimento

é visto como criador e não derivado da poupança: I S;

A Eficiência Marginal do Capital

• De início, é definido os fatores que determinam a EMgK;

-

Fluxo Esperado de

Renda

(

+

+

rendimentos que se espera do investimento;

) Compreende

os somatórios dos

- Preço do Capital ou Custo de Reposição (PK) Não é efetivamento o preço de compra do

capital, mas o preço que induza o fabricandte à produzir uma unidade a mais do produto;

̅

- Estoque de Capital ( ) O estoque efetivo de capital também é responsável por influenciar

a EMgK;

• Teremos então: EMgK ( + , PK - , -)

- ↑ → EMgK

- PK ↓ → EMgK

̅

̅

- ↓ → EMgK

• A Eficiência Marginal do Capital define quando o capital será o ativo mais atrativo entre todos, levando ao investimento;

- Em síntese, consiste nas taxas de retorno esperadas em relação às oportunidades de investimento existentes;

- É um valor esperado e não um valor conhecido;

• Demanda por Investimento Dada a ideia da EMgK, estudaremos os componentes do investimento, que é da seguinte forma: I (i - , EMgK +)

- Na medida em que I , a EMgK , fazendo com que o investimento não seja tão atrativo pelo fato de não existirem mais classes de capital mais eficientes;

• Taxa de Juros Custo de oportunidade de reter moeda em vista de poder transforma-la

em outro tipo de ativo. Também é o custo de alocar a moeda em K, ao invés de outro ativo;

• Agora, como há variação do investimento levando em conta a taxa de juros:

- Se o valor da moeda aumenta, ou seja, i , há um estímulo em reter a moeda e não transforma-la em investimento. Portanto, i ↑ → I

- No caso contrário, se o valor da moeda cair i , a moeda não é mais atrativa, pois rende menos. O capital torna-se mais rentável;

No plano teórico a demanda esperada é subjetiva e, portanto, indeterminada. No plano

empírico, dada a propensão consumir c, o multiplicador ΔY = ( ) ΔI mostra que a variação dos

gastos em investimento determina a variação da demanda agregada e, portanto, da demanda esperada. Mas o que determina o investimento?

- Para Keynes o preço de oferta dos bens de capital e a quase-renda esperada destes ativos

determinam a Eficiência Marginal do Capital (EMgK);

- De outro lado, a prefêrencia pela liquides (PPL) e a oferta de moeda (Ms) são fatores que determinam a taxa de juros (i);

- A relação entre a EMgK e a taxa de juros (i) determina o investimento (I) que (por meio do multiplicador) determina a demanda agregada (D.A.);

- A expectativa quanto à demanda determina o produto esperado que, por meio da curva de

oferta agregada, determina o emprego e o salário real; Segundo Keynes, em virtude da incerteza quanto à demanda efetiva no futuro, a expectativa de renda Q deve levar em conta tanto a probabilidade de um prognóstico, quanto o grau de confiança neste prognóstico;

- Nestas condições, o baixo grau de confiança inviabilizaria a decisão de investimento, se esta fosse baseada apenas em cálculos racionais;

- Para “driblar a incerteza”, os empresários seguem a convensão de projetar o presente se não existem motivos para esperar uma mudança e de seguir a opinião geral do mercado;

Propriedades Essenciais do Juros e do Dinheiro

• De início, há a distinção dos bens em três características (atributos);

- q Rendimento Esperado

- c Custo de manutenção, para estudarmos usaremos a expressão q – c, ou seja, os Rendimentos Líquidos (q – c);

- Outro fator importante é a Liquidez. Por essa, subentende-se ser o tempo de conversão de

um ativo ao se transformar em outro. Além disso, é a capacidade dele conservar valor no tempo e na conversão (Tempo de Conversão & Capacidade de Conservar Valor);

• Preferência pela Liquidez Um termo usual para Keynes, o qual ele usa em alusão à demanda por moeda (Md), pois este é o ativo com mais liquidez;

- Determina a quantidade de moeda que o público deseja reter de acordo com o valor da

taxa de juros (i);

- Para Keynes a Taxa de Juros (i) é um fator responsável pelo nível da preferência pela

liquidez (PPL) dentro de uma economia. De acordo com sua teoria a taxa de juros (i) é um “prêmio” por abrir mão da riqueza em forma monetária, é a recompensa, por não entesourar;

• Não-Neutralidade da Moeda Outro fator que entra em oposição com o teoria clássica.

Keynes afirma que a moeda não é neutra, ou seja, ela influência no equilíbrio da economia, ela afeta variáveis reais;

- A moeda entra na economia de modo não neutro pois se constitui num dos principais

ativos. Na presença de uma ignorância muito forte em relação ao futuro, um ativo ultra líquido

(moeda) é capaz de oferecer proteção aos portfólios dos investidores;

• Além disso, são enunciadas duas características da moeda:

- Elasticidade-Produção Como a moeda é produzida pelo BC, ela não é feita visando o

lucro. Os empresários não são capazes de produzir moedas. Com isso, os empresários não satisfazem todos os seus desejos e podem haver flutuações em Md e Ms;

- Elasticidade-Subst Não existe nenhum outro ativo ou bem capaz de substituir a moeda. Se seu valor sobe, você não pode substituir por outra coisa equivalente;

• Incerteza Fundamental para a teoria de Keynes. Há estreita relação entre a incerteza e os termos listados anteriormente (preferência pela liquidez & elasticidades da moeda);

- Incerteza ↑ → Md (PPL) Md > Ms i ↑ → I ↓ → D.A. ↓ → Como a moeda depende da escolha do BC, caso Ms até Ms = Md → ↑ Desemprego Involuntário

- Em situações de incerteza a PPL aumenta, pois a moeda é o ativo com maior liquidez;

Quanto maior for a demanda por moeda (Md), isto é, quanto maior for a preferência pela

liquidez (PPL), menor será a demanda pelos bens e serviços, menor será a demanda efetiva;

- Isso por sua vez acaba por acarretar uma queda no nível de emprego da economia. Com

base nisso surge um ideal de política econômica no modelo keynesiano. Em situações de crises

caberia ao Estado diminuir as incertezas que rodam a economia;

Motivos para os agentes demandarem moeda (Md);

- Transação: = () → Agentes demandam moeda quando sua renda aumenta para serem

capazes de efetuar mais transações com mais facilidade;

- Precaução: = () → Em situações de incerteza a PPL aumenta para fazer frente a

imprevistos;

- Especulação: = () → Quando as taxas de juros sobem (i), as pessoas tendem a guardar menos dinheiro na forma de papel moeda (PPL), aplicando mais em títulos;

>

do ativo ( ) ↑ → ↓ → Md hoje cai pois compra-se o ativo; ↓ → ↑ → Md pois o indivíduo quer se livrar do ativo agora e ter moeda;

<

hoje Md

- Finance: = () → Moeda para efetivar o investimento;

• Outra constatação que Keynes tira é sobre a relação entre salários e EMgK;

- Wt e t+1 Situação Favorável → ↑ EMgK

- Wt e t+1 Situação Desfavorável → ↓ EMgK

• Ainda na EMgK, há também a relação com o I;

- EMgK > i I

- No equilíbrio (Pleno Emprego) EMgK = i

• Fica explícito, voltando ao assunto da liquidez, que existem diferentes graus de liquidez e de custos de manutenção;

Ativos

a

q – c

l

a

= Valorização Esperada

Bkapital

-

+

Baixo

q = Rendimentos Esperados

M

0

0

Alto

c

= Custo de Manutenção

A . F

+ -

+

+ -

 

l = Prêmio de Liquidez

• Armadilha da Liquidez Em cenários de grande incerteza, há a preferência pelo liquidez,

de forma que Md . Com isso, qualquer aumento da Ms fica retido em moeda e não tem efeito nas variáveis reais, pelo fato da moeda não virar A . F e, consequentemente, não altera a taxa

de juros;

Novo Enunciado da Teoria Geral do Emprego

Temos como dados ao fazer a análise: a capacidade e quantidade de L, a qualidade e quantidade de K, técnica, concorrência e a distribuição de Y;

• Teremos no modelo então:

- Variáveis Independentes ou Exógenas Propensão marginal a consumir (PMgC), eficiência marginal do capital (EMgK) e taxa de juros (i);

- Variáveis Dependentes ou Endógenas Nível de emprego (N) e produto ou renda (Y);

• Keynes também separa as variáveis independentes finais:

- Três fatos psicológicos (PMC , PPL , );

- Uso da unidade de W;

- Ms é determinada por políticas monetárias do Banco Central;

Multiplicador Tem como objetivo definir o índice de aumento na renda nacional resultante de um dado aumento na quantidade de investimentos; -

aumento

proporcionalmente maior na renda;

- Quando há o incremento do Investimento (I), há o aumento da Renda Agregada (Y), de

forma que de acordo com a Propensão Marginal a Consumir (PMgC), há um aumento no consumo (C) que levará a um novo aumento da renda (Y), no entanto, menor que o inicial. Há a perpetuação desse processo até que ∆Y = 0;

Pelo efeito do multiplicador, um aumento nos

investimentos

gera

um

• Teoria Geral:

Ms

i

PPL (Md)

i

PBK

EMgK

I

EMgK

K

EMgK

PMgC (mult)

Y(N) c s

• Mesmo com o investimento (I) sendo volátil, há fatores que levam a uma certa estabilidade da economia;

- Multiplicador (α) > 1 , mas não muito grande Na medida em que Y a PMgC tende a

diminuir, condição totalmente plausível. Se o multiplicador fosse alto, variações de I se perpetuariam por muito tempo, o que parece ótimo quando I , no entanto, o multiplicador

também serve quando I e, consequentemente, Y ;

- A sensibilidade do I a ∆i e ∆EMgK não é grande Caso fosse muito sensível, a economia seria altamente instável, gerando uma economia sempre com incerteza;

- ∆N não provocam grandes ∆W Hipótese fundamental para manter a estabilidade de P.

Pois na medida em que N há um aumento na satisfação geral. E, por outra ótica, os trabalhadores aceitarão uma queda de N em vista que W não caia muito;

- ∆I ∆K ∆EMgK Há essa reação em cadeia de forma que a economia sempre seja

capaz de se ampliar ao longo do tempo: “As nossas quatro condições tomadas em conjunto bastam, portanto, para explicar os aspectos salientes da nossa experiência real, isto é, mostram que oscilamos, evitando os extremos mais graves das flutuações no emprego e nos preços em ambas direções”;

Variações nos Salários Nominais

Segundo Keynes, uma redução nos salários nominais estimulará a demanda ao fazer baixar

o preço dos produtos acabados, aumentando, portanto, a produção e o emprego até o ponto em

que a redução que os operários concordaram aceitar em seus salários nominais fique compensada justamente pela eficiência marginal decrescente do trabalho à medida que aumenta

a produção;

Primeiro defende-se a teoria clássica, na qual é explicado que, uma variação no salário nominal (∆W), no caso uma redução, estimulará a demanda via redução dos preços dos produtos: ∆W ∆P ∆D.A.

• Por sua vez, Keynes propõe uma visão diferente da clássica, ele acredita que o nível de trabalhadores só varia por conta de uma ∆W, caso o ∆W afete fatores como:

- Propensão Marginal a Consumir (PMgC) Caso o salário aumente de forma que o consumo aumente, mais pessoas buscarão emprego;

∆EMgK Numa situação favorável é quando o está tão baixo que qualquer EMgK levará

à ∆W ∆N;

Numa situação mais desfavorável quando W de forma que se cria desconfiança na economia, esse fato multiplicará a queda do W;

- Taxa de Juros Como a taxa de juros varia de acordo com a Ms e Md teremos como uma

-

escolha do trabalhador ofertar ou não mão-de-obra. O Banco Central, por exemplo, pode Ms e i, de forma que os trabalhadores ganhem poder de compra P, e tendem a Ls;

• Keynes argumenta que uma política monetária expansionista é muito mais atrativa que o arroxo salarial proposto pelos clássicos;

- ∆W ↓ → ∆P ↓ → ↓ PPL Ms > Md → ↓ i

- PME = Ms ↑ → Ms > Md → ↓ i → ↑

I

A Teoria dos Preços

• A primeira afirmação de Keynes à cerca dos preços é que eles dependem de moeda (M), custo marginal (CMg) e da escala de produção;

• Para efeito de simplificação, vamos considerar as seguintes suposições:

- Recursos dos trabalhores são homogêneos e intercambiáveis;

- Fatores de produção entram no CMg, aceitam o mesmo W enquanto houver desemprego;

• Teremos então, em relação à elasticidade:

- C0 = 1, enquanto há desemprego, quando se chega ao pleno emprego, C0 = 0;

- C0 Elasticidade da Oferta;

• Enunciado da Teoria Quantitativa da Moeda (TQM):

- “Enquanto houver desemprego, o emprego variará proporcionalmente à quantidade de

moeda e, quando o pleno emprego é alcançado, os preços variarão proporcionalmente à

quantidade de moeda”;

• Keynes também enumera as complicações da TQM:

- A Demanda Efetiva não varia na mesma proporção da quantidade de moeda;

- Recursos não são homogêneos, os rendimentos serão decrescentres e não constantes na medida que N ;

- Se os recursos não são intercambiáveis, a C0 de determinado bem se tornará inelástica (C0= 0), mesmo havendo disponibilidade para outros bens;

- deverá aumentar antes que se tenha pleno emprego;

- As remunerações dos fatores que entram no CMg variam na mesma proporção;

• Portanto, no Pleno Emprego temos: C0 = 0 e CP = 1;

- Por sua vez, nos casos onde há desemprego, teremos: C0 = 1 e CP = 0;

• De início, Keynes afirma que primariamente, o efeito de uma ∆M sobre a ∆D.A., dependerá

de:

- PPL , EMgK , Multiplicador do I (α)

- No entanto, esses três itens estão associados às complicações da TQM;

• Velocidade-Renda da Moeda Segundo Keynes, esse conceito não diz nada por si próprio;

Notas Sobre o Ciclo Econômico

O principal fator responsável pela regularidade, duração e sua ocorrência estão relacionados com a Eficiência Marginal do Capital;

- Segundo Keynes, o ciclo econômico deve, de preferência, ser considerado como o resultado de uma variação cíclica na eficiência marginal do capital;

• Há um efeito cumulativo tanto na ascenção quanto na depressão, no entanto, perdem

gradualmente a força até que aconteça a reversão da economia;

• Como sugere o próprio nome “ciclo”, eles são regulares e necessários. Contudo, não há

como prever quando entrará ou sairá da recessão, o evento não é previsível, mas sabe-se que

irá acontecer;

• Para entender os acontecimentos a seguir, é importante lembrar que toda flutuação no investimento não compensada por uma variação na PMgC resultará em uma flutuação do

emprego;

- ∆I ∆PMC ∆N

• Crise Substituição de uma fase ascendente por uma descendente. Essa “virada” na

economia se da por conta, principalmente, da EMgK ( , PBK , );

• O papel do multiplicador acontece em ambos os casos, na ascensão e na recessão. A

seguinte sequência lógica exemplifica como acontece: crise incerteza → ↑ PPL → ↑ Md → ↑ i

• O PPL acontece depois que a economia entra em crise, ou seja, somente após a EMgK

é que há o cenário de incerteza, e, consequentemente, os agentes Md ou PPL;

• É importante ressaltar que há grande importância do fator tempo no ciclo econômico. Há uma certa defasagem temporal entre EMgK e Y;

̅

• Composição dos Ciclos:

- Auge abundância de K ; dos custos de produção de K ; da taxa de juros (Fatores Negativos);

- A crise acontece quando há a reversão das expectativas dos agentes econômicos:

Y → ↑ Md(Y) Md > Ms

Bs > Bd → ↑ i

- Crise Acontece quando a expectativa otimista não é mais suficiente para dar conta dos

fatores negativos;

- Após a reversão das expectativas, há a queda da EMgK e i → ↓ I crise → ↑ incerteza → ↑ Md(PPL) → ↑ i

- Retomada Acontece quando a EMgK e i levam a I, em um momento posterior há a obsolência e escassez de K, que reduzirá o PBK, e elevará o nível de investimento;

- Efeitos cumulativos para ↓ → Abundância de K + Aumento dos Custos + i

• Obs: Desilusão sinalizada por:

- Rendimento atual (estoque de K , EMgK) sinializa baixa;

- Aumento nos custos de produção, baixo incentivo a produzir K = PBK → ↓ EMgK, esse fato leva à diminuição no investimento (I);

• Observações:

- EMgK Próxima para a rentabilidade do Bem de Capital. Enquanto a EMgK for maior que

a rentabilidade dos demais ativos, valerá a pena investir em BK;

- Obsolescência de K Redução do Estoque de K EMgK ( + , PBK - , -) → ↓ K → ↑

EMgK

̅