Você está na página 1de 104
EQUIPAMENTOS PARA TRANSPORTE DE FLUIDOS BOMBAS E COMPRESSORES

EQUIPAMENTOS PARA TRANSPORTE DE FLUIDOS

BOMBAS E COMPRESSORES

MÁQUINAS HIDRÁULICAS

MÁQUINAS HIDRÁULICAS
MÁQUINAS HIDRÁULICAS Dimensionamento de bombas para explotação de água O dimensionamento de equipamentos depende: -

MÁQUINAS HIDRÁULICAS

Dimensionamento de bombas para explotação de água

O dimensionamento de equipamentos depende:

- vazão de produção ou a vazão que se pretende utilizar;

- nível estático e nível dinâmico ;

- do projeto de instalação;

- distância do poço ao reservatório, o desnível (altura manométrica), os diâmetros de sucção e recalque, os comprimentos dos trechos de tubulação e a definição das conexões necessárias (luvas, curvas, registros, etc.).

Essas informações permitem o cálculo da altura manométrica total, que, conjuntamente com o valor da vazão de projeto, irá determinar o modelo da bomba a ser utilizada, através de consulta ao "catálogo do fabricante", que informa também, a curva de rendimento da bomba e a potência do motor exigida para o caso específico.

TIPOS DE BOMBAS Bombas centrífugas Bombas injetoras Bombas submersas

TIPOS DE BOMBAS

TIPOS DE BOMBAS Bombas centrífugas Bombas injetoras Bombas submersas

Bombas centrífugas

TIPOS DE BOMBAS Bombas centrífugas Bombas injetoras Bombas submersas

Bombas injetoras

TIPOS DE BOMBAS Bombas centrífugas Bombas injetoras Bombas submersas

Bombas submersas

Bombas Centrífugas

Para

cálculo

da

altura

manométrica

total

em

um

sistema

utilizando

seguintes ítens:

bomba

centrífuga,

devem

ser

considerados

os

Desnível de sucção,

Desnível de recalque,

Perda por atrito nas tubulações de sucção e recalque (tabelado),

Perda por atrito nas conexões (tabelado) e

Vazão desejada.

O modelo esquemático a seguir mostra um projeto típico utilizando bomba centrífuga e os parâmetros a serem considerados para o cálculo da altura manométrica total. O número e tipo de conexões é variável, na prática, para cada situação específica.

Cálculo da Altura Manométrica Total (AMT) OU ALTURA DE ELEVAÇÃO

AMT = Altura manométrica da sucção

recalque (AMR)

(AMS)

+ Altura manométrica de

AMS = perdas por atrito na tubulação de sucção + soma das perdas de pressão em cada conexão na sucção + altura de sucção (h)

AMR = perdas por atrito na tubulação de recalque + soma das perdas de pressão em cada conexão no recalque + altura de recalque (H)

As perdas por atrito em tubulações e conexões são obtidas em tabelas específicas para cada diâmetro em particular.

Exemplo de cálculo de uma AMT para um sistema com bomba centrífuga e definição do modelo da bomba

Considere o modelo a seguir como um projeto de implantação de um sistema com as seguintes condições:

Considere o modelo DESCRITO DE IMPLANTAÇÃO DE BOMBA como um projeto de implantação de um

Considere o modelo DESCRITO DE IMPLANTAÇÃO DE BOMBA como um projeto de implantação de um sistema com as seguintes condições:

> Vazão desejada: 35 m 3 /h

> Tubulação de sucção: 3"

> Tubulação de recalque: 2 ½"

> Altura de recalque (H): 7,7m

> Altura de sucção (h): 2m

> Comprimento da tubulação de sucção (a) = 6m

> Comprimento da tubulação de recalque (A) = 30m

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS): AMS = perdas por atrito na tubulação

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS):

AMS = perdas por atrito na tubulação de sucção + soma das perdas de pressão em cada conexão na sucção + altura de sucção (h)

-

comprimento da tubulação de sucção(a) = 6m

- perda por atrito em 6m de tubulação de 3" (ver tabela) = 5,7% x 6m = 0,34m

 

-

perda de pressão em válvula de

perdas de pressão em cada conexão na sucção

-

pé (B) de 3" (ver tabela) = 0,80m

-

perda de pressão em curva (D)

 

de 90° de 3" (ver tabela) = 0,15m

-

altura de sucção (h) = 2m

AMS = (0,34m) + (0,80m + 0,15m) + (2m) = 3,29m

Perdas de pressão por atrito em tubulação (%)

Perdas de pressão por atrito em tubulação (%) % Perda carga
Perdas de pressão por atrito em tubulação (%) % Perda carga

%

Perda

carga

% Perda carga
% Perda carga

%

Perda

carga

% Perda carga
% Perda carga

%

Perda

carga

% Perda carga
% Perda carga

%

Perda

carga

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS): AMS = perdas por atrito na tubulação

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS):

AMS = perdas por atrito na tubulação de sucção + soma das perdas de pressão em cada conexão na sucção + altura de sucção (h)

-

comprimento da tubulação de sucção(a) = 6m

perda por atrito em 6m de tubulação de 3" (ver tabela) = 5,7% x 6m = 0,34m

-

perdas de pressão em cada conexão na sucção

-

- perda de pressão em válvula de pé (B) de 3" (ver tabela) = 0,80m

- perda de pressão em curva (D) de 90° de 3" (ver tabela) = 0,15m

-

altura de sucção (h) = 2m

AMS = (0,34m) + (0,80m + 0,15m) + (2m) = 3,29m

Perdas de pressão em válvula de pé (em metros)

Perdas de pressão em válvula de pé (em metros) Perda carga /m

Perda

carga

/m

Perda carga /m
Perda carga /m

Perda

carga

/m

Perda carga /m
Perda carga /m

Perda

carga

/m

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS): AMS = perdas por atrito na tubulação

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS):

AMS = perdas por atrito na tubulação de sucção + soma das perdas de pressão em cada conexão na sucção + altura de sucção (h)

-

comprimento da tubulação de sucção(a) = 6m

perda por atrito em 6m de tubulação de 3" (ver tabela) = 5,7% x 6m = 0,34m

-

perdas de pressão em cada conexão na sucção

-

- perda de pressão em válvula de pé (B) de 3" (ver tabela) = 0,80m

- perda de pressão em curva (D) de 90° de 3" (ver tabela) = 0,15m

-

altura de sucção (h) = 2m

AMS = (0,34m) + (0,80m + 0,15m) + (2m) = 3,29m

/m

Perdas de pressão em curvas de 90º (/m)

/m Perdas de pressão em curvas de 90º (/m)

/m

/m
/m
/m

/m

/m
/m
Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS): AMS = perdas por atrito na tubulação

Cálculo da altura manométrica total de sucção (AMS):

AMS = perdas por atrito na tubulação de sucção + soma das perdas de pressão em cada conexão na sucção + altura de sucção (h)

- comprimento da tubulação de sucção(a) = 6m

- perda por atrito em 6m de tubulação de 3" (ver tabela) = 5,7% x 6m

= 0,34m

 

perdas de pressão em cada conexão na sucção

-

- perda de pressão em válvula de pé (B) de 3" (ver tabela) = 0,80m

- perda de pressão em curva (D) de 90° de 3" (ver tabela) = 0,15m

-

altura de sucção (h) = 2m

AMS = (0,34m) + (0,80m + 0,15m) + (2m) = 3,29m

Cálculo da altura manométrica total de recalque (AMR):

AMR = perdas por atrito na tubulação de recalque + soma das perdas de pressão em cada conexão no recalque + altura de recalque (H)

- comprimento da tubulação de recalque (A) = 30m

- perda por atrito em 30m de tubulação de 2½" (ver tabela) = 16% x 30m = 4,8m

- perdas de pressão em cada conexão no recalque

- perda de pressão em registro de

gaveta 2½" (F) (ver tabela) = 0,45m

- perda de pressão em válvula de

retenção 2½" (E) (ver tabela) = 0,75m

- perda de pressão em curva (D) de 90° de 2½" (ver tabela) = 0,30m

- altura de recalque (H) = 7,7m

AMR = (4,8m) + (0,45m + (0,75m) + (0,3m) + (7,7m) = 14m

Perdas de pressão por atrito em tubulação (%)

Perdas de pressão por atrito em tubulação (%) % Perda carga
Perdas de pressão por atrito em tubulação (%) % Perda carga

%

Perda

carga

% Perda carga
% Perda carga

%

Perda

carga

Cálculo da altura manométrica total de recalque (AMR):

AMR = perdas por atrito na tubulação de recalque + soma das perdas de pressão em cada conexão no recalque + altura de recalque (H)

- comprimento da tubulação de recalque (A) = 30m

- perda por atrito em 30m de tubulação de 2½" (ver tabela) = 16% x 30m = 4,8m

- perdas de pressão em cada conexão no recalque

- perda de pressão em registro de

gaveta 2½" (F) (ver tabela) = 0,9m

- perda de pressão em válvula de

retenção 2½" (E) (ver tabela) = 8,1m

- perda de pressão em curva (D) de 90° de 2½" (ver tabela) = 1,0m

- altura de recalque (H) = 7,7m

AMR = ?????? m Próximos slides

/m

Perdas de pressão em registro de gaveta (em metros)

/m Perdas de pressão em registro de gaveta (em metros)

Perdas de pressão em registro de acessórios (em metros)

Perdas de pressão em registro de acessórios (em metros)

Perdas de pressão em registro de acessórios (em metros)

Perdas de pressão em registro de acessórios (em metros)

Cálculo da altura manométrica total de recalque (AMR):

AMR = perdas por atrito na tubulação de recalque + soma das perdas de pressão em cada conexão no recalque + altura de recalque (H)

- comprimento da tubulação de recalque (A) = 30m

- perda por atrito em 30m de tubulação de 2½" (ver tabela) = 16% x 30m = 4,8m

- perdas de pressão em cada conexão no recalque

- perda de pressão em registro de

gaveta 2½" (F) (ver tabela) = 0,9m

- perda de pressão em válvula de

retenção 2½" (E) (ver tabela) = 8,1m

- perda de pressão em curva (D) de 90° de 2½" (ver tabela) = 1,0m

- altura de recalque (H) = 7,7m

AMR = (4,8m) + (0,9m + 8,1m+ 1,0m) + (7,7m) = 22,5m

Bomba sucção positiva Obs.: Contar a partir nível água Obs.: Escorvar bomba
Bomba sucção positiva
Obs.: Contar a partir nível água
Obs.: Escorvar bomba
Bomba sucção positiva Obs.: Contar a partir nível água Obs.: Escorvar bomba
Peso específico H G : altura geométrica da instalação
Peso específico
Peso específico

H G : altura geométrica da instalação

DIÂMETRO DE SUCÇÃO: DIÂMETRO COMERCIAL DE SUCÇÃO IMEDIATAMENTE SUPERIOR AO DIÂMETRO DE RECALQUE.

DIÂMETRO DE SUCÇÃO:

DIÂMETRO COMERCIAL DE SUCÇÃO IMEDIATAMENTE

SUPERIOR AO DIÂMETRO DE RECALQUE.

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Deseja-se captar água de um córrego para abastecer um

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Deseja-se captar água de um córrego para

abastecer um reservatório com capacidade para 150

m 3 . Selecione uma bomba que atenda às necessidades especificadas:

A água armazenada será usada durante o dia e o

reservatório, depois de vazio, receberá água durante a

noite, das 21:00h às 7:00h do dia seguinte; Desnível de sucção: 3 m

Desnível de recalque: 15 m

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Comprimento da tubulação de recalque: 250 m Comprimento da

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Comprimento da tubulação de recalque: 250 m Comprimento da mangueira de sucção: 4,5 m Velocidade máxima desejada para a água na tubulação: v = 1,5 m/s

Peças que deverão fazer parte do sistema:

válvula de pé com filtro (1);

redução excêntrica (1),

ampliação concêntrica (1),
registro de gaveta(1)
válvula de retenção (1).

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Roteiro de elaboração: 1. Determine o diâmetro que deverá

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Roteiro de elaboração:

1. Determine o diâmetro que deverá ter a

tubulação para atender à exigência de velocidade máxima.

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Resolução: Vazão da bomba Volume do tanque = 150 m

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Resolução: Vazão da bomba Volume do tanque = 150 m 3 Tempo de enchimento: das 21 horas às 7 horas (período noturno) = 10 horas Vazão a ser bombeada = 150 m 3 / 10hs = 15 m 3 /hora = 4,167 x 10 -3 m 3 /s

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Escolha do diâmetro da canalização de recalque. Q =

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Escolha do diâmetro da canalização de recalque.

Q

=

V .

.

D

2

4

Critério:

V1,5 m/s

Q = V.A

D =

4. Q  . V
4. Q
 . V
ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Substituindo os valores, encontra-se: O D = 0,0595 m

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Substituindo os valores, encontra-se:

O

D = 0,0595 m

diâmetro

comercial

superior

ao

valor

encontrado

é

60

mm

e será adotado

para

a

canalização de recalque.

 

Para

a

canalização

de

sucção,

os

fabricantes

recomendam

imediatamente superior, que é 75 mm.

diâmetro

o

comercial

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Altura manométrica total (AMT) ◼ Perdas localizadas na sucção pelo

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Altura manométrica total (AMT)

Perdas localizadas na sucção pelo método dos comprimentos equivalentes (3 pol):

Peça

Diâmetro (mm)

Comprimento equivalente

(m)

Válvula de pé com filtro (pvc)

75

26,8

Redução excêntrica (pvc)

75

0,85

 

Total

27,65

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO 2. Calcule a Altura Manométrica Total (perdas na tubulação +

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

2. Calcule a Altura Manométrica Total (perdas na tubulação + perdas localizadas + desnível geométrico);

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Perdas localizadas no recalque pelo método dos comprimentos equivalentes

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Perdas localizadas no recalque pelo método dos comprimentos equivalentes (2 ½ pol):

pelo método dos comprimentos equivalentes (2 ½ pol):   Peça Diâmetro (mm) Comprimento equivalente
 

Peça

Diâmetro (mm)

Comprimento equivalente (m)

Ampliação concêntrica

60

0,8

Registro de gaveta

60

0,9

Válvula de retenção

60

5,2

 

Total

6,9

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Perdas totais na tubulação: Deve-se somar os comprimentos reais de

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Perdas totais na tubulação:

Deve-se somar os comprimentos reais de

tubulação (trechos retilíneos) ao comprimento equivalente referente às peças (comprimento fictício) para obter o comprimento virtual. O comprimento virtual será multiplicado pelo valor de j (perda de carga unitária) para obtermos as perdas na canalização.

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO J = 10, 646 D 4 , 87 * Q

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

J =

10, 646

D 4 , 87

*

Q

C

1 , 852

Hf = J . Lvirtual

Como os diâmetros

são

superiores a 50 mm de diâmetro, usaremos a equação de Hazen- Willians, com coeficiente

C = 140.

selecionados

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO J 7 5 = 0,01327 (sucção) Lvirtual 7 5

ADUTORA POR RECALQUE: EXEMPLO

DE DIMENSIONAMENTO

J 75 = 0,01327 (sucção) Lvirtual 75 = 27,65m + 4,5 m = 32,15 m Hf 75 = 0,01327 x 32,15 m Hf 75 = 0,43 mH 2 O

J 60 = 0,0393 (recalque) Lvirtual 60 = 6,9m +

250 m = 256,9 m

Hf 60 = 0,0393 x 256,9 m = 10,1 mH 2 O

PERDAS TOTAIS NA TUBULAÇÃO:

0,43 + 10,1 = 10,53 mH 2 O

ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL: ◼ 2 m (desnível de sucção) ◼ 7 m (desnível de recalque)

ALTURA MANOMÉTRICA TOTAL:

2 m (desnível de sucção)

7 m (desnível de recalque)

10,53 mH 2 O (perdas na canalização)

Não há necessidade de pressão adicional = 19,53 mH 2 O

DADOS PARA ESCOLHER A BOMBA:

Q = 15 m 3 /h AMT 20 mH 2 O

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO 3. Escolha uma bomba que atenda à exigência de vazão

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

3. Escolha uma bomba que atenda à exigência de vazão e altura manométrica e determine a potência necessária ao acionamento da bomba e o rendimento;

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO Bomba selecionada: ◼ Modelo BC – 92S – JC ◼

ADUTORA POR RECALQUE:EXEMPLO DE DIMENSIONAMENTO

Bomba selecionada:

Modelo BC 92S JC Potência = 3cv Diâmetro do rotor = 131 mm Rendimento 47% 60 Hz 3450 rpm

SELEÇÃO POR TABELAS

SELEÇÃO POR TABELAS

SELEÇÃO POR TABELAS

MÁQUINAS HIDRÁULICAS:

CLASSIFICAÇÃO

1. MÁQUINAS OPERATRIZES:

Introduzem no líquido em escoamento energia de uma fonte externa.

Transformam energia mecânica fornecida por

uma fonte (um motor elétrico, por exemplo) em

energia hidráulica.

Formas de energia adicionadas:

pressão e velocidade (exemplo: bombas hidráulicas)

MÁQUINAS HIDRÁULICAS:

CLASSIFICAÇÃO

2. MÁQUINAS MOTRIZES:

Transformam a energia hidráulica que o líquido possui em outra forma de energia e a transferem para o exterior.

Exemplos:

rodas d’água;

turbinas,

motores

hidráulicos,

MÁQUINAS MOTRIZES

MÁQUINAS MOTRIZES

MÁQUINAS MOTRIZES
MÁQUINAS MOTRIZES

ESQUEMA DE INSTALAÇÃO HIDRELÉTRICA

ESQUEMA DE INSTALAÇÃO HIDRELÉTRICA

MÁQUINAS HIDRÁULICAS:

CLASSIFICAÇÃO

3. MÁQUINAS MISTAS:

Máquinas que modificam o estado da energia que o líquido possui.

Exemplos:

ejetores

(bombas

carneiros hidráulicos.

injetoras)

e

CARNEIRO HIDRÁULICO

CARNEIRO HIDRÁULICO
CARNEIRO HIDRÁULICO
CARNEIRO HIDRÁULICO
CARNEIRO HIDRÁULICO
BOMBAS HIDRÁULICAS BOMBAS HIDRÁULICAS são máquinas motrizes que recebem energia potencial de um motor ou

BOMBAS HIDRÁULICAS

BOMBAS HIDRÁULICAS são máquinas motrizes

que recebem energia potencial de um motor ou

de uma turbina e transformam parte dessa

potência em:

bombas

Energia cinéticas Energia

cinética

(movimento)

de

pressão

(força)

bombas

de

deslocamento direto

As bombas cedem estas duas formas de energia

ao fluído bombeado, para fazê-lo recircular ou

para transportá-lo de um ponto a outro.

1. BOMBAS CINÉTICAS OU DE FLUXO

São bombas hidráulicas em que é importante o fornecimento de energia à água sob forma de energia de velocidade.

Essa energia converte-se dentro da

bomba em energia de pressão, permitindo que

a água atinja posições mais elevadas dentro de uma tubulação.

CLASSIFICAÇÃO DAS BOMBAS CINÉTICAS TIPOS DE BOMBAS CINÉTICAS: Bombas Centrífugas: Fluxo radial Fluxo misto Fluxo

CLASSIFICAÇÃO DAS BOMBAS CINÉTICAS

TIPOS DE BOMBAS CINÉTICAS:

Bombas Centrífugas:

Fluxo radial

Fluxo misto

Fluxo axial

BOMBA CINÉTICA:

BOMBA CENTRÍFUGA DE FLUXO RADIAL

BOMBA CINÉTICA: BOMBA CENTRÍFUGA DE FLUXO RADIAL
CONSIDERAÇÕES B ombas cinéticas do tipo centrífugas : ◼ maior rendimento; custo de instalação, operação

CONSIDERAÇÕES

Bombas cinéticas do tipo centrífugas :

maior rendimento;

custo

de

instalação,

operação

menor manutenção;

pequeno espaço exigido para a sua montagem, comparativamente com as de pistão.

e

2. BOMBAS HIDRÁULICAS DE DESLOCAMENTO DIRETO Ação de propulsão incrementa a energia de pressão, alcançando

2. BOMBAS HIDRÁULICAS DE DESLOCAMENTO DIRETO

Ação de propulsão incrementa a

energia de pressão, alcançando os mesmos

objetivos das bombas cinéticas.

Tipos:

a) Movimento alternado (pistão)

b) Rotativas

BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO:

FUNCIONAMENTO DO ÊMBOLO OU PISTÃO

DE DESLOCAMENTO DIRETO: FUNCIONAMENTO DO ÊMBOLO OU PISTÃO As primeiras bombas utilizadas em abastecimento de água,

As primeiras

bombas utilizadas em

abastecimento de água,

eram do tipo de

deslocamento direto, de

movimento alternado a

pistão, movimentadas

por máquinas a vapor.

BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: DIAFRAGMA E PISTÃO

BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: DIAFRAGMA E PISTÃO

BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: DIAFRAGMA E PISTÃO
BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: DIAFRAGMA E PISTÃO
BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: BOMBA DE ENGRENAGEM

BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: BOMBA DE ENGRENAGEM

BOMBAS DE DESLOCAMENTO DIRETO: BOMBA DE ENGRENAGEM
UTILIZAÇÃO DAS BOMBAS HIDRÁULICAS • Bombas centrífugas: irrigação, drenagem e abastecimento. • Bombas a

UTILIZAÇÃO DAS BOMBAS HIDRÁULICAS

Bombas centrífugas: irrigação, drenagem e abastecimento.

Bombas a injeção de gás: abastecimento a partir de poços profundos.

Carneiro hidráulico e bombas a pistão:

abastecimento em propriedades rurais. Bombas rotativas: combate a incêndios e abastecimento doméstico.

3. BOMBAS CENTRÍFUGAS Princípios de Funcionamento ◼ O líquido entra no bocal de sucção e

3. BOMBAS CENTRÍFUGAS Princípios de Funcionamento

O líquido entra no bocal de sucção e no centro de um dispositivo

rotativo conhecido como impulsor.

Quando o impulsor gira, ele imprime uma rotação ao líquido situado nas cavidades entre as palhetas externas, proporcionando-lhe uma aceleração centrífuga.

Cria-se uma área de baixa- pressão no olho do impulsor causando mais fluxo de líquido através da entrada, como folhas líquidas.

Como as lâminas do impulsor são curvas, o fluido é impulsionado nas direções radial e tangencial pela força centrífuga.

as lâminas do impulsor são curvas, o fluido é impulsionado nas direções radial e tangencial pela

BOMBA CENTRÍFUGA EM CORTE

BOMBA CENTRÍFUGA EM CORTE

3. BOMBAS CENTRÍFUGAS:

TIPOS DE FLUXO

O Fluxo da água no interior da bomba centrífuga pode tomar diferentes direções,

o que faz com que sejam classificadas da seguinte forma:

bombas de fluxo radial;

bombas de fluxo axial;

bombas de fluxo helicoidal ou misto.

3.1.

BOMBA CENTRÍFUGA DE

FLUXO RADIAL

A água entra

pela parte central

do rotor onde é

lançada pelas pás deste e pela ação

da força centrífuga,

para a periferia da bomba e, daí, para

o tubo de elevação.

pelas pás deste e pela ação da força centrífuga, para a periferia da bomba e, daí,

3.1.

BOMBAS CENTRÍFUGAS DE FLUXO

RADIAL: FUNCIONAMENTO

Quando o líquido é forçado do centro para a periferia, há formação

de vácuo, que é imediatamente preenchido pela água

existente na canalização

de sucção.

a periferia , há formação de vácuo, que é imediatamente preenchido pela água existente na canalização

3.1.

BOMBA CENTRÍFUGA DE FLUXO

RADIAL: FUNCIONAMENTO

A pressão atmosférica local “empurra” a água para dentro da canalização de sucção, já que em seu interior a pressão é menor, devido ao vácuo causado pela ação do rotor.

Conclusão:

Embora o termo “canalização de

sucção” seja bastante empregado, o ideal é

que a pressão atmosférica empurre a água para dentro da bomba.

3.2.

BOMBA CENTRÍFUGA DE

FLUXO RADIAL: COMPONENTES

ROTOR:

Elemento rotativo das bombas

centrífugas; pode ser de ferro fundido, bronze ou inox, dependendo das condições de

emprego.

As bombas de fluxo radial podem ter rotores do tipo aberto, semi-aberto e

fechado.

TIPOS DE ROTORES PARA BOMBAS CENTRÍFUGAS

TIPOS DE ROTORES PARA BOMBAS CENTRÍFUGAS
TIPOS DE ROTORES PARA BOMBAS CENTRÍFUGAS

ROTOR FECHADO

O rotor fechado tem as pá s compreendidas entre dois discos paralelos, podendo ter

entrada de um s ó lado

(suc ç ão simples) ou de

ambos os lados. É mais eficiente

que os outros tipos, porém é recomendado para água limpa .

ç ão simples) ou de ambos os lados. É mais eficiente que os outros tipos, porém

ROTOR ABERTO E SEMI ABERTO

na parte

frontal e quase livres na parte posterior.

No rotor semi-aberto, as pás são fixadas de um lado num mesmo disco, ficando o outro lado livre.

Estes dois tipos de rotores destinam-

se a bombear lí quidos viscosos ou sujos

(com partículas só lidas em suspensão), pois dificilmente são obstruídos.

O rotor aberto

tem pás

livres

DETALHE DE ROTOR ABERTO

DETALHE DE ROTOR ABERTO

3.3. COMPONENTES:

CARCAÇA OU CORPO DA BOMBA

Feita geralmente em ferro fundido abriga o rotor em seu interior.

As carcaças das bombas de escoamento radial podem se apresentar como CARACOL (voluta ou espiral) ou turbina (circular) e para as bombas de escoamento axial e misto, o formato é geralmente cilíndrico.

3.3. CARCAÇA OU CORPO DA BOMBA

3.3. CARCAÇA OU CORPO DA BOMBA

3.3. CARCAÇA OU CORPO DA BOMBA

Carcaças em CARACOL: projetadas para

que a vazão de escoamento em torno da periferia

do rotor seja constante e para reduzir a

velocidade da água ao entrar na tubulação de

recalque.

Carcaça do tipo TURBINA: os rotores são

rodeados por palhetas guia que reduzem a velocidade da água e transformam a altura

cinética (velocidade) em altura piezométrica

(pressão).

3.4. BOMBAS HIDRÁULICAS:

OUTROS COMPONENTES

Eixo;

Mancais ou rolamentos;

Selo

mecânico:

função

de vedação.

Gaxetas:

anéis

de

amianto com a função de

ou

impedir

vazamentos

entrada

de

ar.

Deve

gotejar 2

a

6

gotas

por

minuto;

impedir vazamentos entrada de ar. Deve gotejar 2 a 6 gotas por m i n u

SELO MECÂNICO

BOMBAS CENTRÍFUGAS: CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO ◼ Os principais requisitos para que uma bomba centrífuga tenha

BOMBAS CENTRÍFUGAS: CONDIÇÕES DE OPERAÇÃO

Os principais requisitos para que uma bomba centrífuga tenha um desempenho satisfatório:

Instalação correta,

Operação com os devidos cuidados e,

Manutenção adequada

Condições de perda de fluxo, :

Problemas de vedação

Problemas relacionados a partes da bomba ou do motor:

Perda de lubrificação

Refrigeração

Contaminação por óleo

Vazamentos na carcaça da bomba

Níveis de ruído e vibração muito altos

Problemas relacionados ao

mecanismo motriz (turbina ou

motor)

3.5. TUBULAÇÕES, ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES

3.5. TUBULAÇÕES, ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES
3.5. TUBULAÇÕES, ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES
3.5. TUBULAÇÕES, ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES Órgãos acessórios da sucção: ◼ Filtro ou crivo; ◼

3.5. TUBULAÇÕES, ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES

Órgãos acessórios da sucção:

Filtro ou crivo; Válvula de pé; Ampliação concêntrica; Tubo de sucção; Curva de raio longo; Redução excêntrica;

Vacuômetro.

3.5.1. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DA SUCÇÃO Crivo ou filtro: Tem por finalidade evitar a

3.5.1. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DA SUCÇÃO

Crivo ou filtro: Tem por finalidade evitar a entrada de

corpos estranhos na bomba (folhas, galhos etc.). Deve ter uma área

útil de passagem 3 a 4 vezes maior que a área da tubulação de sucção.

Válvula de pé: conectada na extremidade da tubulação de

sucção em instalações de bombas não afogadas. Assegura

passagem de água somente no sentido poço-bomba, mantém a tubulação de sucção sempre cheia. Impurezas podem mantê-las abertas. Devem ter 2 ½ vezes a seção do tubo.

a tubulação de sucção sempre cheia. Impurezas podem mantê-las abertas. Devem ter 2 ½ vezes a
a tubulação de sucção sempre cheia. Impurezas podem mantê-las abertas. Devem ter 2 ½ vezes a

3.5.1. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DA SUCÇÃO

3.5.1. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DA SUCÇÃO ◼ Curva de grande raio: o raio deve ser

Curva de grande raio: o raio deve ser grande para diminuir as perdas de carga.

Redução excêntrica: a redução do diâmetro na entrada da bomba deve ser excêntrica para evitar acumulação de ar.

bomba deve ser excêntrica para evitar acumulação de ar. ◼ Vacuômetro: indica a pressão negativa (ou

Vacuômetro: indica a pressão negativa (ou vácuo parcial) na entrada da bomba. Os valores são apresentados em Kg/cm 2 ou em PSI.

A 2 4 3 2 B 1 1 - VAlVULA DE PE 2 3 -
A
2
4
3
2
B
1
1
-
VAlVULA DE PE
2
3
- REGISTRO DE GAVETA
4
- VALVULA DE RETENCAO
h
H
CMMIN.30
3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE Órgãos acessórios do recalque: • Manômetro; • Ampliação

3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE

Órgãos acessórios do recalque:

Manômetro; Ampliação concêntrica; Válvula de retenção; Registro de gaveta;

Tubo de descarga ou saída;

Curva de raio longo;

Dispositivo para escorva.

3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE

3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE Manômetro: indica a pressão na saída da bomba. Tem
3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE Manômetro: indica a pressão na saída da bomba. Tem

Manômetro: indica a pressão na saída da bomba. Tem o

significado da carga positiva conferida pela bomba à água,

observada no ponto de medição.

Ampliação

concêntrica:

estabelece a ligação entre a saída da

bomba e a tubulação de recalque.

Registro de gaveta: colocado

na tubulação de recalque, logo após

a válvula de retenção.

3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE ◼ V á lvula de reten ç ão:

3.5.2. ÓRGÃOS E DISPOSITIVOS AUXILIARES DO RECALQUE

V á lvula de reten ç ão: destinada a manter o fluxo numa s ó dire ç ão, é instalada na linha de

recalque para evitar que numa inesperada

paralisa ç ão do bombeamento, a á gua retorne

com grande impacto (golpe de aríete) e atue

diretamente contra a bomba.

VÁLVULA DE RETENÇÃO

VÁLVULA DE RETENÇÃO

VÁLVULA DE RETENÇÃO
VÁLVULA DE RETENÇÃO
3.6. OUTRAS CONSIDERAÇÕES Tubulações de casas de bomba: Em pvc ou ferro fundido com juntas

3.6. OUTRAS CONSIDERAÇÕES

Tubulações de casas de bomba: Em pvc ou

ferro fundido com juntas roscáveis ou tipo flange. Para diâmetros maiores, usam-se tubos de aço, mais leves e resistentes à pressão. Em

alguns casos usa-se mangueiras de borracha

na sucção ou bombas submersas;

OBS.: O diâmetro da canalização é

geralmente maior que os diâmetros de entrada

e saída da bomba. São dimensionados para provocar pequenas perdas de carga e

trabalhar com velocidades baixas.