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CAUCE, Revista de Filología y su Didáctica, n 13, 1990, pp. 135-145

LA CONSTRUCCIÓN METAFÓRICA

MARÍA DEL CARMEN LEJARCEGUI GUTIÉRREZ *


Universidad del País Vasco

RESUMEN

El o b j e t o d e e s t e artículo e s el e s t u d i o d e la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a , e n t e n d i d a c o m o enti­

d a d l i n g ü í s t i c a , y q u e c o n s t a d e la e x p o s i c i ó n t e ó r i c a d e l a s d e f i n i c i o n e s d e l t é r m i n o " m e t á f o r a " ,

del estudio estructural lingüístico d e a l g u n o s tipos d e construcción metafórica, d e las reglas d e

t r a n g r e s i ó n del s e n t i d o - o r i g e n d e los s í m b o l o s m o n o s é m i c o s o p o l i s é m i c o s - y d e la e x p o s i c i ó n

d e a l g u n o s a s p e c t o s d i d á c t i c o s d é la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a , e n t r e l o s q u e d e s t a c a n s u f i n a l i ­

d a d , s u o b j e t o , l a d e t e r m i n a c i ó n d e l o s f o c o s , la p r e v i s i ó n d e l o s e f e c t o s s e m á n t i c o s y, f i n a l m e n ­

te, su formulación.

PALABRAS CLAVE

Metáfora, transgresión, formulación, paradigma, comparante, comparado, descodificado,

monosémico, polisémico.

ABSTRACT

T h e o b j e c t of t h i s a r t i c l e will b e a s t u d y of m e t h a p h o r i c c o n s t r u c t i o n a s a l i n g u i s t i c a l e n t i t y a n d

will c o n s i s t of t h e f o l l o w i n g p a r t s : a n a c c o u n t of t h e d e f i n i t i o n s of t h e t e r m " m e t a f h o r e " , a s t r u c t u r a l

l i n g u i s t i c s t u d y of s o m e t y p e s of m e t a p h o r i c a l c o n s t r u c t i o n , r u l e s of t h e t r a n s g r e s s i o n of m e a n i n g ,

t h e o r i g e n of m o n o s e m a n t i c o r p o l y s e m a n t i c s y m b o l s , a r i d a n a c c o u n t of s o m e methodological

a s p e c t s of m e t a p h o r i c c o n s t r u c t i o n in w h i c h s o m e will s t a n d o u t its a i m , its o b j e c t , d e t e r m i n a t i o n of

its f o c u s , t h e p a r a d i g m a t i c f o r e s i g h t of its s e m a n t i c e f f e c t s a n d , finally, i t s f o r m u l a t i o n .

* Doctora en Filología Francesa. Profesora Titular de la Escuela Universitaria de Magisterio de Vitoria.

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
KEY WORDS

Métaphore, transgression, formulation, paradigme, the comparing élément, the compared

élément, decoding, monosemantic, polysemantic.

RÉSUMÉ

L ' o b j e t d e c e t a r t i c l e s e r a l ' é t u d e d e l a c o n s t r u c t i o n m é t a p h o r i q u e , c o n ç u e c o m m e e n t i t é lin-

g u i s t i q u e , a y a n t les parties s u i v a n t e s : e x p o s i t i o n t h é o r i q u e d e s définitions d u t e r m e " m é t a p h o r e " ,

étude structural linguistique de quelques types de construction métaphorique, règles de trans-


g r e s s i o n d u s e n s , origine d e s s y m b o l e s m o n o s é m i q u e s et p o l y s é m i q u e s et f o r m u l a t i o n d e q u e l -

q u e s a s p e c t s didactiques d e la construction m é t a p h o r i q u e , tels q u e s a finalité, s o n objet, la

d é t e r m i n a t i o n d e s "focus", la p r é v i s i o n d e s effets s é m a n t i q u e s et, f i n a l e m e n t , s a f o r m u l a t i o n .

MOTS CLÉS

Métaphore, trangression, formulation, paradigme, comparant, comparé, décodification,

monosémique, polysémique.

1. INTRODUCCIÓN

L a m e t á f o r a , figura d e estilo tanto d e la l e n g u a literaria c o m o d e l h a b l a c o l o q u i a l , e s o b j e t o

d e múltiples definiciones, clasificaciones y apreciaciones, llegando todas ellas a u n a especie d e

síntesis, q u e p o d r í a r e s u m i r s e d e la siguiente m a n e r a : Figura c o n s t r u i d a s o b r e tres e l e m e n t o s

f u n d a m e n t a l e s : c o m p a r a d o , c o m p a r a n t e y b a s e d e c o m p a r a c i ó n . T a m b i é n h a y a u t o r e s q u e la

c o n s i d e r a n ' c o m o u n f e n ó m e n o d e s u p e r p o s i c i ó n , p o r e j e m p l o , e n la m e t á f o r a " c a b e l l o s d e o r o " ,

se superpondrían dos objetos diferentes: "oro" y "cabello rubio".

E l p u n t o d e v i s t a q u e v o y a a d o p t a r p a r a e l e s t u d i o d e la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a e s e l

s i g u i e n t e : p r e s c i n d i r d e s u e n f o q u e c o m o o b r a d e a r t e , d e n t r o d e u n a e n t i d a d s u p e r i o r (el t e x t o ) ,

q u e nos llevaría a un tipo de estudio global e impresionista, que y a está estudiado por autores,

c o m o p o r e j e m p l o C a r l o s B o u s o ñ o , y c o n s i d e r a r la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a d e s d e s u e n t i d a d lin-

güística, entidad que será contruida pata la obtención de ciertos efectos semánticos, dentro d e

l a u n i d a d s u p e r i o r (el t e x t o ) , q u e e s u n p u n t o d e v i s t a o p u e s t o al a n t e r i o r ; e f e c t o s s e m á n t i c o s

p r e v i s i b l e s d e s d e la p r o p i a c o m p a r a c i ó n d e b a s e d e la m e t á f o r a q u e s e c o n s t r u y a y q u e s e r á n
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e n t e n d i d o s , o no, s e g ú n el receptor. E s e v i d e n t e , c o m o d i c e B o u s o ñ o , q u e el lector i n t e r v i e n e

e n la c r e a c i ó n del p o e m a , a partir del m i s m o m o m e n t o d e s u c o n c e p c i ó n , a c t u a n d o d e manea

1. B O U S O Ñ O , C. (1985), Teoría de la expresión poética, Madrid, Gredos, I, 388.


2. B O U S O Ñ O , C , O.C., II, 42.

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
i m p a l p a b l e p e r o f e h a c i e n t e , d e s d e el p r o p i o i n t e r i o r d e l p o e t a , y a q u e é s t e p r e c i s a o r g a n i z a r s u s

f r a s e s c o n t a n d o c o n a q u é l . El l e c t o r c o l a b o r a e n l a o b r a l i t e r a r i a , c o n t i n ú a B o u s o ñ o , n o e n c u a n -

t o q u e la l e e , s i n o e n c u a n t o q u e v a a l e e r l a .

3
La c o n s i d e r a c i ó n d e la p o e s í a c o m o misterio y c o m o misterio i m p e n e t r a b l e e s u n o d e los
tópicos más sólidamente instalados en nuestras mentes. Creo que este misterio no es tal. En
lugar d e misterio, h a b r í a q u e hablar d e c o m p l e j i d a d s e m á n t i c a p a r a d i g m á t i c a , d e r i v a d a d e la
complejidad d e construcción lingüística d e algunos recursos del lenguaje "construido" o poético,
c o m o por e j e m p l o la m e t á f o r a , q u e v o y a intentar analizar.

A lo l a r g o d e e s t e a r t í c u l o , m e v a a g u i a r u n t r i p l e p r o p ó s i t o :

1.- E x p o n e r a l g u n a s definiciones del t é r m i n o "metáfora" y presentar las construcciones

metafóricas más comunes.


2.- Explicar las reglas d e transgresión del sentido, q u e originarán s í m b o l o s m o n o s é m i c o s o

polisémicos.
3.- E x p o n e r a l g u n o s a s p e c t o s d i d á c t i c o s d e la c o n t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a .

2. A L G U N A S D E F I N I C I O N E S D E L T É R M I N O " M E T Á F O R A " . C O N T R U C C I O N E S METAFÓ-

RICAS MÁS COMUNES

P i e r r e G u i r a u d " d e f i n e la m e t á f o r a c o m o u n a a s o c i a c i ó n p o r s i m i l i t u d : S e d a a u n a c o s a u n
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n o m b r e q u e p e r t e n e c e a o t r a , c o n la c u a l s e a s o c i a . P a r a C o h é n la m e t á f o r a e s u n a v i o l a c i ó n
d e l c ó d i g o d e la l e n g u a , s i t u á n d o s e e n e l p l a n o p a r a d i g m á t i c o . L a m e t á f o r a n o e s u n s i m p l e
c a m b i o d e s e n t i d o , s i n o q u e r e p r e s e n t a u n c a m b i o e n el t i p o y e n l a n a t u r a l e z a d e l s e n t i d o : e s
u n p a s o d e la l e n g u a d e n o t a t i v a a l a c o n n o t a t i v a .

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Ricardou d e f i n e la m e t á f o r a c o m o t o d a figura c o n s t r u i d a , e x p l í c i t a m e n t e o no, s o b r e tres
e l e m e n t o s : El c o m p a r a d o , e l c o m p a r a n t e y e l p u n t o c o m ú n q u e a u t o r i z a la c o m p a r a c i ó n . Para
P i e r r e C a m i n a d e ' , la m e t á f o r a e s , o b i e n la s i g n a c i ó n d e u n s i g n i f i c a n t e a u n s i g n i f i c a d o s e c u n -
d a r i o , o bien el a c e r c a m i e n t o d e d o s o m á s s i g n i f i c a n t e s , e s t a n d o s u s s i g n i f i c a d o s , e n los d o s
casos, asociados por similitud, contigüidad o inclusión. La metáfora resulta de u n a b ú s q u e d a , en
la c u a l t o m a n p a r t e u n a s e n s i b i l i d a d y u n a i m a g i n a c i ó n , c o n t r o l a d o s p o r e l e s p í r i t u c r í t i c o d e l
poeta.

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Para Ricoeur la f i n a l i d a d d e l a m e t á f o r a e s s u g e r i r u n a c o s a d i s t i n t a d e lo q u e e s a f i r m a d o ,
c r e a r u n a ilusión, p r e s e n t a n d o el m u n d o bajo u n n u e v o a s p e c t o . E s t e e f e c t o p o n e e n p r á c t i c a

3. B O U S O Ñ O , C , O.C., I, 188.
4. GUIRAUD, P., (1975), La sémantique, París, P.U.F., 43.
5. C O H E N , J . , (1966), Structure du langage poétique, París, Flammarion, 108,203-205.
6. R I C A R D O U , J . , (1967), Problèmes du nouveau roman, Paris, Seuil, 125-157.
7. CAMINADE, P., (1970), Image et métaphore, Paris, Bordas, 135-136.
8. RICOEUR, P., (1975), La métaphore vive, Paris, Bordas, 135-136.

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
todo un trabajo de relaciones insólitas, de unión d e objetos, s e g ú n u n punto de vista personal,
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e n d e f i n i t i v a , u n a c r e a c i ó n d e r e l a c i o n e s . R a m ó n T r u j i l l o p i e n s a q u e la c o n d i c i ó n o b l i g a t o r i a p a r a
la e x i s t e n c i a d e l a m e t á f o r a e s e l m a n t e n i m i e n t o d e l o s v a l o r e s p r i m i t i v o s y f u n d a m e n t a l e s de
sus c o m p o n e n t e s . En el m o m e n t o e n q u e esta compatibilidad y a no exista y la identidad d e sig-
nificados varíe, y a no habrá metáfora.

0
O t r o s a u t o r e s ' l l a m a n m e t a f o r i z a c i ó n a la r e l a c i ó n q u e , u n i e n d o d o s t é r m i n o s , e l m e t a f o r i z a -
d o y m e t a f o r i z a n t e , c r e a u n s e n t i d o m e t a f ó r i c o . A s í , e n "este a v i ó n m u e r d e " , "este a v i ó n " e s el
t é r m i n o m e t a f o r i z a d o , " m u e r d e " el m e t a f o r i z a n t e y el s e n t i d o sintético q u e r e s u l t a d e e s t a rela-
c i ó n e s el s e n t i d o m e t a f ó r i c o .

S e p u e d e d e c i r q u e l a m e t á f o r a e s u n a f i g u r a e n l a c u a l s e t r a n s p o r t a la s i g n i f i c a c i ó n p r o p i a
d e u n a p a l a b r a a otra singnificación, c o n la q u e no c o n c u e r d a m á s q u e e n virtud d e u n a c o m p a -
ración q u e e s t á e n la m e n t e . U n a p a l a b r a , t o m a d a e n u n s e n t i d o m e t a f ó r i c o , pierde s u significa-
ción propia y t o m a u n a n u e v a , q u e se presenta c o m o u n a c o m p a r a c i ó n q u e se h a c e entre el
s e n t i d o p r o p i o d e e s t a p a l a b r a y a q u é l c o n el q u e s e c o m p a r a .

U n e j e m p l o clásico y c l a r o d e c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a e s el s i g u i e n t e " . U n t é r m i n o c o m p a r a -
d o (1) e s t á u n i d o a u n t é r m i n o c o m p a r a n t e ( 2 ) p o r u n a a n a l o g í a ( 3 ) , q u e s e a p o y a e n u n a t r i b u t o
d o m i n a n t e (4). F o r m u l a c i ó n :

I. J a c q u e s e s t o n t o c o m o u n a s n o
1 4 3 2

E l i d i e n d o el a d j e t i v o q u e e x p r e s a el atributo d o m i n a n t e , s e o b t i e n e u n a s e g u n d a
f o r m u l a c i ó n , q u e p r e s e n t a la m i s m a r e l a c i ó n l ó g i c a :

II. J a c q u e s e s c o m o u n a s n o
1 3 2

A q u í s e p r o d u c e la t e n t a c i ó n d e pasar, por m e d i o d e u n a n u e v a elipsis, a u n a


f o r m a q u e e s la d e l a m e t á f o r a "in p r a e s e n t i a " .

III. J a c q u e s e s u n a s n o
1 2

Bastará c o n u n a elipsis suplementaria, la del t é r m i n o c o m p a r a d o , p a r a llegar a


la m e t á f o r a "in a b s e n t i a " .

IV. ¡ Q u é a s n o !

9. TRUJILLO, R., (1976), Elementos de semántica lingüística, Madrid, Cátedra, 146.


10. TAMBA, I., "Pour une approche énonciative du sens métaphorique" Travaux de linguistique et de litté-
rature XXI, 2 (1983), 175-184.
. 1 1 . LE G U E R N , M., (1973), Sémantique de la métaphore et de la métonymie, Paris, Larousse, 56; 62.

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
E n g e n e r a l , l a s m e t á f o r a s p r e s e n t a n d o s t i p o s b á s i c o s d e c o n s t r u c c i ó n : M e t á f o r a s "in p r a e -

s e n t i a " / m e t á f o r a s "in a b s e n t i a " . H a b r á m e t á f o r a "in p r a e s e n t i a " c u a n d o e x i s t a p r e s e n c i a e x p l í c i -

ta del término c o m p a r a d o y c u a n d o éste esté unido explícitamente al término c o m p a r a n t e por

u n a r e l a c i ó n a t r i b u t i v a u o p o s i c i o n a l , p o r e j e m p l o " J a c q u e s e s u n a s n o " . H a b r á m e t á f o r a "in

a b s e n t i a " c u a n o n o a p a r e z c a e x p l í c i t a m e n t e el t é r m i n o c o m p a r a d o , sólo a p a r e c e el c o m p a r a n t e :

"¡Qué asno!".

Metáforas c o n presencia del término comparado

Referencias bibliográficas:

" L e s o l e i l s u r le s a b l e , ô l u t t e u s e e n d o r m i e . E n l'or d e t e s c h e v e u x c h a u f f e u n l a i n l a n g o u -

reux"

M A L L A R M É , Poésies, 1-2, 3 7

" Q u e v o s c h e v e u x s o n t d'or et les m i e n s s o n t d e neige!'"

M U S S E T , Premières Poésies, X X V I , 5, 9 8

" S o u s l a t r e s s e d ' é b è n e o n d i r a i t à la voir, u n e j e u n e g u e r r i è r e a v e c u n c a s q u e n o i r ! "

M U S S E T , Premières Poésies, 24-25,16

" J ' a d o r e les y e u x noirs a v e c d e s c h e v e u x b l o n d s . Tels les avait R o s i n e , -et d e s e s r e g a r d s ,

l o n g s A s'y n o y e r - . C ' é t a i e n t d e u x é t o i l e s d ' é b è n e S u r d e s d e u x d e c r i s t a l ( . . . ) "

M U S S E T , Premières Poésies, X I , 1-4, 9 3

"Que sur un sein deux mains d'albâtre semblaient tordre"

L A M A R T I N E , Jocelyn, 1030, 218

" D e u x pieds d e m a r b r e b l a n c brillent sur l'herbe v e r t e "

L A M A R T I N E , Jocelyn, 154, 76

Primera formulación: A + ser + B

A + Verbo copulativo + B
(cabellos, ojos, m a n o s (oro, nieve, ébano)

y pies d e una mujer)

Características:

1.- E s t e e s q u e m a c o r r e s p o n d e a las m e t á f o r a s :

"vuestros cabellos son de oro"

"vuestros cabellos son de nieve"

2 . - U n i ó n e x p l í c i t a e n t r e A y B.

3 . - M o d a l i d a d d e la f r a s e : D e c l a r a t i v a .

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4 , - B a s e d e c o m p a r a c i ó n : E l c o l o r : C a b e l l o b l a n c o - n i e v e b l a n c a ; C a b e l l o r u b i o (* a m a r i l l o ) -

oro amarillo.

5.- ¿ P o s i b i l i d a d d e otras l e c t u r a s , o c r e a c i ó n d e un s í m b o l o p o l i s é m i c o ? Si, porque

tanto "nieve" c o m o "oro" remiten a otras series paradigmáticas: "Nieve": Decrepitud, invierno,

s o l e d a d , frío, nitidez, pureza, vejez... "Oro": Poder, g r a n d e z a , lejanía, soberbia, amor, a d m i r a -

ción, juventud...

Segunda formulación: A + B

A
-de + B
(cabellos, m a n o s y pies
(ébano, alabastro, oro
de una mujer)
y mármol blanco)

Características:

1,- E s t e e s q u e m a c o r r e s p o n d e a las m e t á f o r a s :

"trenza de ébano"

"manos de alabastro"

"pies d e m á r m o l blanco"

"el o r o d e t u s c a b e l l o s "

2 , - U n i ó n e x p l í c i t a e n t r e A y B.

3.- M o d a l i d a d d e f r a s e : D e c l a r a t i v a o e n f á t i c a .

4 , - B a s e d e c o m p a r a c i ó n : El c o l o r : C a b e l l o o s c u r o - é b a n o ; C a b e l l o r u b i o - o r o a m a r i l l o ;

Pies, m a n o s blancos - alabastro, m á r m o l blanco.

5.- ¿ P o s i b i l i d a d d e c r e a c i ó n d e u n s í m b o l o p o l i s é m i c o ? S i , p o r q u e t o d o s l o s e l e m e n t o s d e l

t é r m i n o B r e m i t e n a otras series p a r a d i g m á t i c a s : " É b a n o y alabastro": E x o t i s m o , lujo, poder,

riqueza, misterio. "Mármol blanco": Frialdad, muerte, elegancia, poder, riqueza...

2
Tercera formulación: A + ser + B

A verbo copulativo B

(los ojos d e u n a mujer) (estrella/ébano)

Características:

1.- Este e s q u e m a c o r r e s p o n d e a la m e t á f o r a :

"sus ojos eran d o s estrellas de é b a n o "

2 . - U n i ó n e x p l í c i t a e n t r e A y B.

3.- M o d a l i d a d d e f r a s e : D e c l a r a t i v a .

4 . - B a s e d e c o m p a r a c i ó n : l a b a s e d e c o m p a r a c i ó n e s d o b l e , s e r e f i e r e t a n t o al c o l o r d e l o s

ojos, o s c u r o - é b a n o o s c u r o , c o m o a s u brillo y v i v a c i d a d - estrella.

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
5.- ¿ P o s i b i l i d a d d e c r e a c i ó n d e u n s í m b o l o p o l i s é m i c o ? S e p o d r í a d e c i r q u e n o , p o r q u e

c u a n t o m á s c a r a c t e r i z a d o y e s p e c i f i c a d o e s t é el c o m p a r a n t e , m á s se e s p e c i f i c a el s i g n i f i c a d o

g l o b a l d e la c o m p a r a c i ó n y, p o r e x t e n s i ó n , d e la m e t á f o r a .

Metáforas con ausencia del término comparado

Referencias bibliográficas:

" E t t o i , l a m p e d ' a r g e n t p a l e e t f r a î c h e l u m i è r e Q u i f a i t l e s d o u c e s n u i t s p l u s b l a n c h e s q u e le

lait!"

M U S S E T , Premières Poésies, XLIX, 8-9, 105

" M a i s la n u i t r e n d a u x c i e u x l e u r s é t o i l e s , l e u r s g l o i r e s , C a n d é l a b r e s q u e D i e u p e n d à l e u r s

voûtes noires".

H U G O , Feuilles d'automne, XII, 39-40, 65.

L a s c a r a c t e r í s t i c a s f u n d a m e n t a l e s d e e s t a s f o r m u l a c i o n e s s o n las s i g u i e n t e s :

1 . - El t é r m i n o c o m p a r a d o n o a p a r e c e e n la f o r m u l a c i ó n p o r lo q u e l a r e f e r e n c i a a l c o n t e x t o

se hace obligatoria.

Las formulaciones que estudiaremos son:

" l á m p a r a d e p l a t a " (la l u n a )

" b ó v e d a s n e g r a s " (la n o c h e )

2.- S e b a s a e s t e e s q u e m a e n la tercera f o r m u l a c i ó n e x p l i c a d a p a r a las m e t á f o r a s c o n pre-


z
s e n c i a d e l t é r m i n o c o m p a r a d o : A + ser + B , e n el q u e falta el t é r m i n o A, t a m b i é n c o n u n a d o b l e

base de comparación:

L u n a ( " q u e a l u m b r a " , " q u e n o e s u n a luz c e g a d o r a " , " q u e e s t á s u s p e n d i d a e n " - l á m p a r a

o f r e c e l o s m i s m o s s e m a s . L a l u z d e la l u n a o e l c o l o r d e la luz d e la l u n a ( d é b i l , b l a n q u e c i n o ) -

plata ("débil" c o n r e l a c i ó n al o r o , d e m e n o r i m p o r t a n c i a , c o l o r b l a n q u e c i n o ) .

Las aproximaciones han sido:

luna — • lámpara

luna blanca — • lámpara blanca


lámpara blanca — • lámpara de plata.

E n " b ó v e d a s n e g r a s " : C i e l o ("lo q u e e s t á e n lo a l t o " , "lo q u e r e c u b r e e l e n t o r n o v i s i b l e " ) -

b ó v e d a participa d e los m i s m o s s e m a s ; L a n o c h e e s n e g r a u o s c u r a , a d j e t i v o s u s a d o s n o r m a l -

m e n t e p a r a s u c a l i f i c a c i ó n e n c u a n t o a l c o l o r - b ó v e d a , u n s e m a d o m i n a n t e d e e s t e o b j e t o e s la

falta d e claridad, por situarse entre g r a n d e s contrafuertes, a u s e n c i a d e v a n o s , . . .

Las aproximaciones han sido:

c i e l o d e la n o c h e — • cielo negro (noche negra)

cielo negro — • bóveda negra.

141

CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
3.- ¿ P o s i b i l i d a d d e c r e a c i ó n d e u n s í m b o l o p o l i s é m i c o ? S e p o d r í a d e c i r q u e n o , por las m i s -

m a s r a z o n e s q u e e n las m e t á f o r a s d e la t e r c e r a f o r m u l a c i ó n .

3. REGLAS DE TRANSGRESIÓN DEL SENTIDO: SÍMBOLOS MONOSÉMICOS Y


POLISÉMICOS

L a r e g l a b á s i c a d e t r a n s g r e s i ó n d e l s e n t i d o 1 4 s i g n i f i c a lo s i g u i e n t e : C u a n d o a p a r e c e u n t é r -

m i n o A a p a r e c e n o r m a l m e n t e e n el s i s t e m a el t é r m i n o " a " . A h o r a b i e n , o c u r r e q u e el p o e t a

p u e d e d e s t r o z a r s ú b i t a m e n t e e s a e s p e r a d a r e l a c i ó n A - a , si c a m b i a " a " p o r " b " , d e s u e r t e q u e e n

v e z d e l u s u a l e m p a r e j a m i e n t o A - a s u r j a u n e m p a r e j a m i e n t o d i v e r s o A - b . El d e s g a r r ó n p r o d u c i d o ,

d i c e B o u s o ñ o , si n o c o n d u c e a l c h i s t e o a l a b s u r d o , c o n d u c i r á i n d e f e c t i b l e m e n t e a I a p o e s í a .

Este "desgarrón", del que habla Bousoño, es en principio lingüístico, pues atenta contra

cualquier relación "previsible" o prototípica, por ejemplo, c u a n d o se habla del cabello se e s p e r a

oír: brillante, o n d u l a d o , rubio, limpio, s u c i o , t e ñ i d o . . . , p e r o si por el c o n t r a r i o o í m o s : d e o r o , res-

plandeciente, enmascarado..., es que se ha producido lingüísticamente una transgresión del

c o n c e p t o d e p r o t o t i p i c a l i d a d , e n r a z ó n d e t o d a s las s e r i e s p a r a d i g m á t i c a s s u s c i t a d a s p o r el tér-

m i n o c o m p a r a n t e d e la m e t á f o r a .

E n s e g u n d o lugar, el " d e s g a r r ó n " e s s e m á n t i c o , l i m i t a d o e n p r i m e r a i n s t a n c i a a la r e l a c i ó n

q u e s u r g e del c o m p u e s t o A-b, s e g ú n las s e m a s d o m i n a n t e s del m i s m o (símbolo m o n o s é m i c o ) o

s e g ú n los s e m a s no específicos, q u e d e p e n d e n e n su m a y o r parte del Lector, c o m o coautor

( s í m b o l o s p o l i s é m i c o s ) y q u e e s c a p a n al p r o p i o c r e a d o r d e la m e t á f o r a .

4. A S P E C T O S D I D Á C T I C O S D E L A C O N S T R U C C I Ó N M E T A F Ó R I C A , A P A R T I R D E UN

CORPUS RESTRINGIDO

Los a s p e c t o s didácticos de la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a q u e v o y a e n u m e r a r a c o n t i n u a c i ó n

los v o y a restringir, por r a z o n e s d e o p e r a t i v i d a d , a u n c o r p u s referido e x c l u s i v a m e n t e a m e t á f o -

ras del c a m p o semántico del color c o n c r e t a m e n t e aquellas q u e e m p l e a n n o m b r e s d e materiales

en su construcción: oro, marfil, m á r m o l blanco, ébano, alabastro, plata y nieve. S o n metáforas


referidas a partes del cuerpo h u m a n o (cabellos, m a n o s , ojos, pies) o a e l e m e n t o s d e naturaleza

(cielo, luna).

V o y a r e s u m i r t a m b i é n e l á m b i t o t e ó r i c o r e f e r i d o a la m e t á f o r a e n l o s s i g u i e n t e s p u n t o s : l a

m e t á f o r a e s u n a s o c i a c i ó n por similitud, violación del c ó d i g o d e la l e n g u a , q u e se sitúa e n u n

plano paradigmático, de vertiente connotativa. Esta figura puede ser construida explícitamente o

no sobre tres elementos (comparado, comparante y base de comparación). Su finalidad es crear

u n a i l u s i ó n , s u g e r i r a l g o d i s t i n t o d e lo a f i r m a d o , a t r a v é s d e u n a c o m p a r a c i ó n q u e e s t á e n l a

m e n t e y q u e se b a s a en un atributo d o m i n a n t e en c o m p a r a n t e y c o m p a r a d o .

142

CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
Aspectos didácticos propiamente dichos:

1.- F I N A L I D A D . La finalidad principal d e la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a e s la artificiosidad d e la

e x p r e s i ó n , la b ú s q u e d a d e u n l e n g u a j e " m a n i p u l a d o " o " c o n s t r u i d o " , c u y a m i s i ó n f u n d a m e n t a l e s

la d e suplir y a m p l i a r la d i m e n s i ó n m o s é m i c a d e los t é r m i n o s e m p l e a d o s d e n o t a t i v a m e n t e , e n

s i t u a c i o n e s e n las q u e el l e n g u a j e e s s i m p l e m e n t e m e d i o d e c o m u n i c a c i ó n , no u n fin e n sí

mismo.

2.- D e t e r m i n a c i ó n del O B J E T O q u e s e v a a manipular. N o s e m e t a f o r i z a s o b r e la totalidad

d e u n e n u n c i a d o , el r e s u l t a d o d e tal p r o c e d i m i e n t o s e r í a d e tal c o m p l i c a c i ó n q u e p o d r í a llegar a

r e s u l t a r i n c o m p r e n s i b l e m e n t e , p o r el a b i g a r r a m i e n t o s e m á n t i c o q u e e l l o s u p o n d r í a . E s n e c e s a r i o

d e t e r m i n a r c i e r t o s o b j e t o s d e n t r o d e l t e x t o (o e n u n c i a d o ) s o b r e l o s q u e s e v a a a c t u a r y q u e s o n

p r e c i s a m e n t e a q u e l l o s q u e llevan la c a r g a s e m á n t i c a f u n d a m e n t a l d e n t r o d e l t e x t o . D e modo

q u e el p r o c e s o e s c o n s t r u i r p r i m e r o u n t e x t o m e r a m e n t e d e n o t a t i v o , s e g u i d a m e n t e h a c e r el

i n v e n t a r i o d e l o s " f o c o s " s e m á n t i c o s y f i n a l m e n t e p a s a r a s u m a n i p u l a c i ó n , lo q u e n o s l l e v a a l
S
punto 3 de esta relación.

3.- Inventario d e las c u a l i d a d e s d e e s t o s f o c o s y p r e v i s i ó n P A R A D I G M Á T I C A d e los e f e c t o s

s e m á n t i c o s q u e s e q u i e r e n c o n s e g u i r . P a r a ello s e h a h e c h o p r e v i a m e n t e la r e l a c i ó n d e los

m a t e r i a l e s ( s e g ú n el c o r p u s ) o d e las c u a l i d a d e s u o b j e t o s , e n g e n e r a l , c o n los q u e se v a a e s t a -

blecer la c o m p a r a c i ó n d e b a s e . Por e j e m p l o : Si un f o c o e s " m a n o s " d e n t r o d e un t e x t o , h a b r á

q u e h a c e r el inventario d e s u s p r i n c i p a l e s c a r a c t e r í s t i c a s , p a r a p o d e r a c t u a r s o b r e ellas (color,

t a m a ñ o , f o r m a , b e l l e z a , p a r t e s e s p e c í f i c a s c o m o las u ñ a s , . . . ) . E n e s t e m o m e n t o d e l análisis, s e

p u e d e p r e c i s a r y a q u é e f e c t o s e m á n t i c o s e v a a c o n s e g u i r , p o r e j e m p l o , f r e n t e al c o l o r , e l e f e c t o

p u e d e ser positivo, c o m o en " m a n o s de m á r m o l blanco" o p u e d e ser negativo o peyorativo,

c o m o e n " m a n o s v i n o s a s " o " m a n o s l e c h o s a s " . Estos e f e c t o s s e m á n t i c o s e s c a p a n a la i n t e n c i ó n

de su autor y m u c h a s v e c e s un símbolo m o n o s é m i c o en origen, p u e d e convertirse en polisémico

s e g ú n el lector, c o m o y a h e d i c h o a n t e r i o r m e n t e .

4.- La F O R M U L A C I Ó N d e la c o n s t r u c c i ó n m a n i p u l a d a . E s t a t i e n e q u e t e n e r o b l i g a t o r i a m e n -

t e las c a r a c t e r í s t i c a s s i g u i e n t e s :

a) L a f r a s e o s i n t a g m a q u e s e v a a f o r m u l a r n o v a a ser u n a d o b l e d e s c o d i f i c a c i ó n ,

p u e s t o q u e la f o r m a q u e s e p r e s e n t a n o t r a d u c e s u s i g n i f i c a d o d e b a s e s i n o u n s i g n i -

f i c a d o d i v e r s o , p e r o t a n real c o m o el p r i m e r o (regla d e t r a n s g r e s i ó n d e l s e n t i d o ) .

b) L a f o r m u l a c i ó n l i n g ü í s t i c a t i e n e u n a s p o s i b i l i d a d e s r e s t r i n g i d a s : U n a s o l a p a l a b r a

"¡Qué asno!", referido a una persona, un sintagma introducido por "de" "cabellos de

nieve"; U n a frase simple, de modalidad declarativa "sus cabellos son d e oro", o enfá-

t i c a "el o r o d e s u s c a b e l l o s e s . . . " . Q u e d a r í a n e x c l u i d a s d e la f o r m u l a c i ó n la m o d a l i -

d a d negativa: *sus pies no son d e m á r m o l blanco, p o r q u e realmente no significaría

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
n a d a , a s í c o m o la m o d a l i d a d i n t e r r o g a t i v a " ¿ m a n o s d e n i e v e ? y a q u e s u p o n e una

negación implícita.

E n c u a n t o al e s q u e m a d e f o r m u l a c i ó n , s e r á explícito:

A + v e r b o c o p u l a t i v o + B: " l o s c a b e l l o s d e é b a n o " , A + d e + B: " m a n o s d e a l a b a s t r o " , o c o n

a u s e n c i a d e l t é r m i n o c o m p a r a d o , e n c u y o c a s o e l c o n t e x t o a p o r t a la i n f o r m a c i ó n n e c e s a r i a p a r a

la c o m p r e n s i ó n d e la m e t á f o r a , p o r e j e m p l o , " l á m p a r a d e p l a t a " (la l u n a ) .

5.- C O N C L U S I Ó N

L a f i n a l i d a d d e la m e t á f o r a e s l a o b t e n c i ó n d e c i e r t o s e f e c t o s s e m á n t i c o s , d e n t r o d e la u n i -

d a d s u p e r i o r (el t e x t o ) , e f e c t o s p r e v i s i b l e s d e s d e la c o m p a r a c i ó n d e b a s e d e la m e t á f o r a . E s t o s

e f e c t o s s e m á n t i c o s c r e a n u n a ilusión d e s e n t i d o q u e d e p e n d e d e la p r o p i a c o n s t r u c c i ó n sintácti-

c a q u e m a n t i e n e los v a l o r e s primitivos y f u n d a m e n t a l e s d e s u s c o m p o n e n t e s . E n el m o m e n t o e n

q u e la i n c o m p a t i b i l i d a d e n t r e e s t o s c o m p o n e n t e s y a n o e x i s t a , n o h a b r á m e t á f o r a .

En definitiva, la m e t á f o r a s u p o n e la t r a n s g r e s i ó n d e d o s tipos d e reglas: Las reglas d e s u b -

c a t e g o r i z a c i ó n d e la i n s e c i ó n l é x i c a d e l n o m b r e y d e l v e r b o , s e g ú n l a s c u a l e s e s inaceptable

d e s d e e l p u n t o d e v i s t a d e la o r g a n i z a c i ó n s i n t á c t i c a q u e u n s u j e t o i n a n i m a d o " m u e r d a " , p o r

e j e m p l o , a s í "el v i e n t o m u e r d e f u r i o s a m e n t e l a s c o p a s d e l o s á r b o l e s " y p o r o t r a p a r t e , l a s r e g l a s

d e t r a n s g r e s i ó n d e l s e n t i d o , q u e d e r i v a n d e l a s a n t e r i o r e s , y q u e s i g n i f i c a n lo s i g u i e n t e : c u a n d o

a p a r e c e u n t é r m i n o A (cabello), a p a r e c e n o r m a l m e n t e e n el s i s t e m a el t é r m i n o a ( b l a n c o ) . Si

a p a r e c e un t é r m i n o no e s p e r a d o b (de plata), q u e a t e n t a c o n t r a c u a l q u i e r p r e v i s i ó n léxico-

s e m á n t i c a " p r e v i s i b l e " , e s t a r e m o s f r e n t e a u n a " c o n s t r u c c i ó n " , q u e si n o c o n d u c e al c h i s t e o a l

a b s u r d o c o n d u c e a la p o e s í a .

Los a s p e c t o s d i d á c t i c o s q u e s e h a n e s t u d i a d o e n relación c o n la c o n s t r u c c i ó n metafórica

p r e t e n d e n s u m i n i s t r a r u n o s e l e m e n t o s d e t r a b a j o c l a r o s al e s t u d i a n t e q u e m u c h a s v e c e s se

e n c u e n t r a a n t e este tipo d e c o n s t r u c c i o n e s , c o n t a n d o p a r a su e s t u d i o e i n t e r p r e t a c i ó n c o n las

ú n i c a s a r m a s d e la i n t u i c i ó n y d e l a b u e n a v o l u n t a d . L a m e t á f o r a d e n i n g u n a m a n e r a e s una

i n t u i c i ó n , e s u n a " c o n s t r u c c i ó n " y c o m o t a l s e p u e d e a n a l i z a r y al m i s m o t i e m p o c o n s t r u i r s e g ú n

los s i g u i e n t e s p a s o s :

P R I M E R O : L a f i n a l i d a d d e l a m e t á f o r a e la d e a m p l i a r la d i m e n s i ó n m o n o s e m á n t i c a d e l o s

t é r m i n o s e n s i t u a c i o n e s d o n d e e l l e n g u a j e e s u n f i n e n sí m i s m o .

S E G U N D O : P u e s t o q u e n o s e m e t a f o r i z a s o b r e la t o t a l i d a d d e u n t e x t o , e s n e c e s a r i o e l

inventario d e los f o c o s s e m á n t i c o s q u e s e v a n a manipular.

T E R C E R O : El i n v e n t a r i o d e l a s c a r a c t e r í s t i c a s d e e s t o s f o c o y la p r e v i s i ó n p a r a d i g m á t i c a d e

los efectos s e m á n t i c o s q u e se quieren conseguir.

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CAUCE. Núm. 13. LEJARCEGUI GUITIÉRREZ, María del Carmen. La construcción metafórica.
C U A R T O : L a f o r m u l a c i ó n c o n c r e t a d e la c o n s t r u c c i ó n m e t a f ó r i c a , c u y a c a r a c t e r í s t i c a f u n d a -

mental es que será una construcción que no será comprendida m á s que en virtud d e una doble

descodificación.

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