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Para que Todas Nós Nos Sentemos Juntas no Céu


Kathleen H. Hughes
Primeira Conselheira na Presidência Geral da Sociedade de Socorro

Quando nos tornamos instrumentos nas mãos de Deus, somos usadas por Ele para fazer Sua obra.

Irmãs, hoje participamos juntas da reunião geral da Sociedade de Socorro. Vocês


parecem maravilhosas. Ao nos reunirmos, não posso deixar de pensar naquela primeira
reunião da Sociedade de Socorro. Imagino o Profeta Joseph falando às irmãs e
preparando-as para a parte que teriam na edificação do reino de Deus. Ouço as orações
que elas tinham em seu coração: “Fiz convênios para realizar a Tua obra, mas ajuda-me
agora, Senhor, para que eu me torne um instrumento em Tuas mãos”. Essa também é a
nossa oração.
A mortalidade é o tempo que cada uma de nós tem, para se tornar esse instrumento.
Gosto muito da mensagem da Irmã Lucy Mack Smith que, frágil e debilitada pela idade, levantou-se para
falar às irmãs em uma das primeiras reuniões da Sociedade de Socorro em Nauvoo. Quero que se lembrem,
ela foi uma mulher — uma grande líder. Ela era muito parecida com o tipo de mulher que vejo hoje na
Sociedade de Socorro. Mas, naquele dia, ela disse: “Devemos tratar umas às outras com carinho, zelar
umas pelas outras, consolar-nos mutuamente e nos instruir para que todas nos sentemos juntas no céu”.1
Essas palavras falam sobre as irmãs tornarem-se “instrumentos nas mãos de Deus”.2 Quem de nós não
gostaria de ser tratada com carinho, de que zelassem por nós, de que nos consolassem e instruíssem nas
coisas de Deus? Como isso acontece? Com um ato de bondade, uma expressão de amor, um gesto
atencioso, a mão estendida para ajudar a qualquer momento. Minha mensagem, porém, não é para essas
pessoas que recebem esses gestos de caridade, mas para todas nós, que devemos praticar esses atos de
santidade todos os dias. Para nos tornarmos como Jesus Cristo, o Profeta Joseph ensinou: “Vocês devem
abrir a alma às outras pessoas”.3
Todas nós desejamos o puro amor de Cristo, que se chama caridade, mas por sermos humanas, a “mulher
natural” em nós interpõe-se em nosso caminho. Ficamos zangadas, frustradas e censuramos a nós mesmas
e aos outros; e quando isso acontece não podemos ser a fonte de amor que precisamos ser para nos
tornarmos instrumentos nas mãos do Pai Celestial. A disposição para perdoar a nós mesmas e aos outros
passa a ser parte integral de nossa capacidade de sentir o amor do Senhor em nossa vida e de realizar a
Sua obra.
Quando comecei a preparar este discurso, fiz tudo o que eu sabia que deveria fazer: Fui ao templo, jejuei, li
as escrituras, orei. E preparei um discurso; mas quando você resolve escrever sobre a caridade, precisa
sentir-se caridosa, e eu não sentia isso. Sendo assim, depois de muitas orações e lágrimas, percebi que
tinha de pedir perdão às pessoas que, sem saber, eram a causa de meus pensamentos pouco caridosos. Foi
difícil! Mas foi um bálsamo. E eu testifico que o Espírito do Senhor retornou.
Tornar-se caridosa de forma consistente, exige uma vida inteira de dedicação, mas cada gesto de amor nos
modifica, assim como às pessoas que o praticam. Deixem-me contar a história de uma moça que conheci
recentemente. Alicia, uma adolescente, afastou-se da Igreja, mas depois sentiu que deveria voltar. Ela muitas
vezes visitava o avô num asilo aos domingos. Num desses dias, decidiu assistir às reuniões da Igreja
realizadas nesse local. Ela abriu a porta e encontrou a reunião da Sociedade de Socorro, mas não havia
cadeiras vazias. Quando estava prestes a ir embora, uma mulher acenou-lhe e apertou-se na cadeira para
dar lugar para ela. Alicia disse: “Gostaria de saber o que a mulher pensou a meu respeito. Eu estava cheia de
piercings pelo corpo todo e cheirava a cigarro. Mas ela pareceu não se importar; simplesmente arranjou um
lugar para mim a seu lado”.
Alicia, encorajada pela caridade dessa mulher, voltou para a Igreja. Ela serviu em uma missão e hoje oferece
esse mesmo amor a outras mulheres. A irmã idosa que compartilhou sua cadeira, compreendia que há lugar
para todas as mulheres na Sociedade de Socorro. Irmãs, reunimo-nos para ser fortes, mas trazemos

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conosco todas as nossas fraquezas e imperfeições.


Alicia contou-me algo que jamais esquecerei: Ela disse: “Só faço uma coisa para mim mesma quando vou à
Igreja: tomar o sacramento. O resto do tempo, cuido das outras pessoas que precisam de mim e tento
ajudá-las e fortalecê-las”.
Quando nos tornamos instrumentos nas mãos de Deus, somos usadas por Ele para fazer Sua obra. Como
Alicia, precisamos nos voltar para aqueles que estão ao nosso redor e procurar meios de fortalecê-los e
ajudá-los. Precisamos pensar naqueles que estão à porta, olhando para dentro, e chamá-los para perto de
nós — para que todas possamos sentar juntas no céu. Talvez nem todas nós achemos que há espaço; nem
todas vamos achar que há lugar para outra pessoa em nossa cadeira, mas sempre podemos achar uma
cadeira, se tivermos espaço em nosso coração.
Em 1856, Julia e Emily Hill, duas irmãs que se filiaram à Igreja na Inglaterra quando eram adolescentes e que
foram renegadas pela família, conseguiram finalmente pagar a passagem e ir para a América e já quase
tinham chegado à sonhada Sião. Elas estavam cruzando as planícies americanas com a Companhia de
Carrinhos-de-Mão Willie quando elas e muitos outros ficaram em dificuldades no caminho devido a uma
tempestade de neve inesperada em outubro. A irmã Deborah Christensen, bisneta de Julia Hill, contou o
seguinte sonho emocionante sobre elas:
“Eu via Julia e Emily desamparadas na neve e ao vento, no alto de Rocky Ridge, com o restante da
companhia Willie. Elas não tinham nenhuma roupa que as aquecesse no inverno. Julia estava sentada na
neve, tremendo. Ela não conseguia mais andar. Emily, que também estava congelando, sabia que se não
ajudasse Julia a se levantar, Julia morreria. Quando Emily colocou os braços em torno da irmã para ajudá-la
a se erguer, Julia começou a chorar — mas nenhuma lágrima lhe caía do rosto, apenas o som de fracos
soluços. Juntas, caminharam lentamente até seu carrinho de mão. Treze pessoas morreram naquela noite
terrível. Julia e Emily sobreviveram”.4
Irmãs, se elas não tivessem uma à outra, essas irmãs provavelmente teriam morrido. Além disso, elas
ajudaram outras pessoas, inclusive uma jovem mãe e seus filhos, a sobreviverem a essa devastadora parte
da viagem. Foi Emily Hill Woodmansee que mais tarde escreveu a linda letra do hino Irmãs em Sião. A
estrofe “seus filhos servindo com terno amor”5 ganha um novo significado quando imaginamos sua
experiência nas planícies.
Como as irmãs Hill, muitas de nós não sobreviveremos a nossos testes na mortalidade sem a ajuda de
outros. E é também um fato que, ajudando os outros, mantemos nosso próprio espírito vivo.
Lucy Mack Smith e as primeiras irmãs da Sociedade de Socorro sentiram o puro amor de Cristo, a caridade
que não conhece fronteiras. Elas tinham as verdades do evangelho para guiar sua vida; tinham um profeta
vivo, tinham um Pai Celestial que ouvia e respondia às suas orações. Nós todas também temos. No batismo,
tomamos o nome de Cristo sobre nós. Levamos esse nome todos os dias e o Espírito nos inspira a viver em
harmonia com os ensinamentos do Salvador. Quando o fazemos, tornamo-nos instrumentos nas mãos de
Deus. E o Espírito nos leva a níveis mais altos de bondade.
A maior de todas as manifestações de caridade é a Expiação de Jesus Cristo, concedida a nós como um
dom. Nossa busca diligente por essa dádiva exige que não apenas estejamos dispostas a recebê-la, mas
também a compartilhá-la. Quando dividimos esse amor com outras pessoas, tornamo-nos “instrumentos nas
mãos de Deus para realizar esta grande obra”.6 Estaremos preparadas para sentar-nos com nossas irmãs
no céu — Juntas.
Presto testemunho do Salvador, de que Ele vive e que Ele nos ama. Ele sabe o que podemos nos tornar, a
despeito de nossas imperfeições hoje. Em nome de Jesus Cristo. Amém.

Notas
1. Relief Society Minutes, 24 de março de 1842. Arquivos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Últimos Dias, p. 18–19.
2. Alma 26:3.
3. Relief Society Minutes, 28 de abril de 1842, p. 39.
4. Debbie J. Christensen, “Julia and Emily: Sisters in Zion”, Ensign, junho de 2004, p. 34.
5. Hinos, nº 200.
6. Alma 26:3.

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