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GRÉCIA

Introdução

A civilização grega se desenvolveu no sul da Península Balcânica, em torno do Mar Egeu. O relevo acidentado e
terreno montanhoso da região implicou em um litoral bastante recortado e solo pobre para pratica agrícola.
Essa configuração geográfica caracterizou outros setores da civilização como: economia- a pobreza do solo
levou ao desenvolvimento da navegação para importação de excedentes agrícolas; politico e cultural: o relevo isolava
as localidades fazendo com que os núcleos de povoamento buscassem cada um seu modo de governo.

Período Pré-Homerico (XX a XII ac)

Período caracterizado pelo povoamento e surgimento das primeiras cidades estados organizadas.
A primeira civilização que se desenvolveu nas margens do Mar Egeu foi a Cretense (núcleo na ilha de Creta),
que ao sofrer influencia dos povos invasores indo-europeus (jônios, eólios e aqueus) teve seu núcleo (XVI) destruído e
sobre ele fundada uma nova cidade, Micenas, e posteriormente formada a civilização Micênica.
Uma ultima onda invasora, promovida por Dórios (um povo guerreiro), devastou as cidades micênicas em
1200 a.c. e pos em fuga grandes contingentes populacionais que se espalharam pelas diversas ilhas do mar egeu e
litoral da Ásia Menor, episodio que ficou conhecido como a Primeira Diáspora Grega.

Período Homérico (XII a VIII ac)

Referencia a poeta Homero que escreveu Ilíada e Odisseia, principais fontes que nos informam sobre o período.
Ilíada : guerra de Gregos contra Troianos, na Ásia Menor, na Primeira Diáspora.
Odisseia: aventuras de Ulisses, rei de Ítica, em viagem de retorno a ilha de Creta apos fim da guerra.
Devido ao impacto das invasões dórias, nesse período desenvolveu-se a sociedade gentílica que fundava-se na
existência de pequenas comunidades agropastoris autossuficientes, de estrutura familiar, os genos. A propriedade era
coletiva e cada genos era encabeçado por um pater (patriarca encarregado do culto religioso e da justiça). Não havia
rígida estratificação social e status era definido pela proximidade com o líder do oikos (casa comandada pelo pater).
O crescimento populacional e a pobreza dos solos levou essas comunidades a uma crise agraria e ao colapso o
que culminou na Segunda Diáspora Grega, que teve maior alcance que a primeira, resultando em estabelecimento de
colônias em todo mediterrâneo principalmente no sul da Itália (magna Grécia) e na Ilha da Sicília.
Nesse processo houve a apropriação de terras por alguns membros do grupo e a concentração de poder nas
mãos da nova aristocracia o que gerou diferenciação social. Com o crescimento do comercio e a unificação de
comunidades sob um mesmo território (surgimento de Polis) houve a urbanização.

*Polis - Cidades-estado gregas com tripartição do governo em conselhos, assembleias e magistraturas, onde não há
separação de poderes, nem da religião e do estado, e há participação direta dos cidadãos no processo político. *

Período Arcaico (VII a VI)

Atenas

De origem Jônica surgiu na península Ática, ao sul da Grécia, Atenas. Tinha economia incialmente baseada na
agricultura e sociedade dividida em: eupátridas (aristocracia fundada na propriedade de terras); georgoi (pequenos
proprietários) e thetas (trabalhadores nao proprietários).
O sistema político monarquico inicial foi substituído por uma oligarquia comandada pelos eupátridas. Porem
com o crescente comercio com as colônias houve o surgimento de uma nova classe social enriquecida, os demiurgos,
descontentes com sua marginalização politica. Simultaneamente, com o grande numero de escravos sendo trazidos das
colônias recém-conquistadas e o aumento da escravidão por dividas a consolidação de uma economia escravocrata
barrava a ampliação e até o mantimento da produção dos georgoi. A tensão social decorrente dessa situação acabou
despertando a necessidade de mudanças que foram propostas por legisladores como:
Dracon: responsável pela introdução de leis escritas em Atenas, o que garanta maior rigor na punição de crimes
e tornava a justiça publica.
Solon: colocou fim a escravidão por dívidas e propôs um regime politico censitário. Ao mesmo tempo
estabeleceu o princípio da isonomia, igualdade perante as leis.
Essas propostas porem não resolveram os conflitos uma vez que os pobres continuavam pobres e os tradicionais
eupátridas perderam o monopólio politico. Os confrontos continuaram, dando brecha para o colapso do regime
oligárquico e a ascensão de tiranos.
A Tirania foi implantada por Psitrato em 560 ac, e foi ponto culminante da verdadeira guerra civil. Com a
ascensão de Clistenes e suas reformas foi possível entao o surgimento da democracia ateniense que fundava-se no
exercício direto da pratica politica pelos cidadãos (homens livres atenienses) e tinha como instituições políticas:
Eclésia: assembleia de cidadãos – votava leis
Bulé: conselho – 500 membros sorteados – elaboravam leis
Areópago – conselho de anciãos – julgava crimes contra religião
Heliae – juízes
Estrategos – 10 magistrados eleitos anualmente – funções militares e executivas
Para proteger o regime Clitenes criou a pena do ostracismo, exilio de dez anos a que eram condenados aqueles
que fossem considerados uma ameaça a democracia.

Esparta
Esparta foi fundada na planície da Lacônia, na região do Peloponeso, ao sul da Grécia e foi originada por
dórios. Por ter terras relativamente férteis sua economia era essencialmente agrícolas com trocas limitadas de modo
que o uso da moeda foi proibido. A sociedade era dividida em: espartanos (descendentes dos dórios controladores do
poder do estado que por sua vez tinha a posse das terras), periecos (pequenos proprietários das periferias da cidade,
comerciantes, artesãos) e hilotas (escravos).
A estrutura politica fundava-se nas leis elaboradas por Licurgo. A Gerusia (conselho de anciãos) preparava as
leis a serem executadas pelo Eforato, que detinha o poder de fato da cidade. A Ápela, assembleia de cidadãos escolhia
quem seria parte dos dois órgãos governamentais. O comando do exercito cabia a dois reis, que seriam os dois melhors
soldados do mesmo. Em resumo, a organização politica era oligárquica.

Periodo Classico (V e IV ac)

As Guerras Médicas

Os persas conquistam a Mesopotâmia e o Egito tendo assim controle sobre o leste do Mar Egeu. Os gregos
ameaçados pelo Império se unem militarmente (na Liga de Delos, liderada por Atenas, que tinha poderosa marinha de
guerra e definia estratégia conjunta de luta, em troca do pagamento de impostos) em uma disputa pela hegemonia
comercial do Mar Egeu contra seu novo vizinho, episodio que ficou conhecido como Guerras Médicas.

Apogeu ateniense

Pode-se falar de um período de hegemonia ateniense, quando a cidade exerceu uma verdadeira politica
imperialista: as cidades que se opunham a Liga de Delos passaram a ser obrigadas a pagar tributos em beneficio de
Atenas e podiam ser submetidas militarmente caso se rebelassem contra essa determinação. Dessa prosperidade veio o
apogeu ateniense no sec V, Idade de Ouro ou Seculo de Pericles.
Pericles foi o responsável pelo aperfeiçoamento da democracia ateniense, fazendo com que todos os cidadaoss
que exercessem cargos públicos recebessem uma remuneração e facilitando o acesso dos mais pobres a politca.

Guerra do Peloponeso

Em 431 ac liderando cidades aristocráticas (Liga do Peloponeso) Esparta levantou-se contra o imperialismo
ateniense, derrotando-o e instaurando uma hegemonia espartana sobre a Grecia. Porem por estarem enfraquecidos logo
os vencedores foram submetidos pela polis Tebas. Com os conflitos internos enfraquecendo a Grecia, Felipe II da
Macedonia conseguiu subjugar todo o povo grego (batalha de Queroneia) pondo fim a sua autonomia e as polis.

Período Helenistico (IV a II ac)

Apos morte de Felipe II, Alexandre Magno conquista a Macedonia, sufocando rebeliões das cidades gregas e
posteriormente expandindo o império romano, conquistando o Persa, Egito e Fenicia. Ele defendia a crença da
superioridade da cultura grega tanto que a difundiu por todo o seu império e fundou cidades de cultura grega.
A cultura helenística assim foi formada a partir da síntese da cultura grega com as tradições orientais.
ROMA
Introduçao

Roma localiza-se na península itálica. Suas planícies são férteis e as características de seu litoral favorecem a
navegação. Os povos que deram origem ao romano foram os latinos e sabinos, principalmente.

Monarquia

Sociedade dividida em: patrícios (nobreza, grandes proprietários de terras, sao os únicos com direitos políticos)
plebeus (homens livres, pequenos proprietários, camponeses, artesãos e etc, que tem que cumprir serviço militar) e
clientes (ligados aos patrícios por serie de obrigações reciprocas).
Inicialmente a cultura era de subsistência e o rei controlava o governo assistido por um conselho de anciãos, o
Senado. Porem o ultimo rei por ser considerado tirânico foi deposto e assim foi instalada a república.

Repulbica

Foi mantido o monopólio político oligárquico patrício, sendo o governo divido em:
Senado - 300 membros de cargo vitalício – elaboravam leis e criavam magistraturas
Magistraturas – instituições encarregadas da execução de leis. Membros das Magistraturas: pretor- aplicava a
justiça, edil – administrava a cidade, questor – encarregado dos impostos, censor – contagem da população, 2 consules
– exerciam poder militar, ditador – em uma situação excepcional acumulava vários cargos.
Assembleia: dividia plebeus e patrícios em curiatas e centuriatas que tinham votos por centúria sendo a maioria
delas patrícias.

Lutas sociais

494 ac -Plebeus se revoltam contra marginalização política, se retiram para o Monte Sagrado em greve e por
serem a força militar de roma conseguem um Tribuno da plebe, assim dois membros da plebe seriam eleitos para o
Senado e teriam direito de vetar suas decisões.
450 ac- Como o governo continuou oligárquico e com isso também continuaram as manifestações os patrícios
se viram obrigados a elaborarem uma legislação mais abrangente. As leis que eram orais e se originavam dos direitos
consuetudianários (ou seja dos costumes) foram modificadas e escritas convertendo-se nas leis das XII Tábuas.

Expansão Romana

A expansão começou pela península itálica, porem quando pretenderam expandir pelo Mar Mediterraneo os
romanos encontraram um obstáculo: Cartago. As guerras púnicas sao guerras pelo domínio do norte da africa, pelas
terras férteis da Sicilia, e hegemonia comercial do Mediterraneo Ocidental, entre romanos e cartaginenses. A vitória é
romana.

Consequências da expansão

Economicas: A economia de subsistência foi substituída pela de mercado e com a expansão do império ouve a
expansão do comercio, uma vez que dominado todo o mar mediterrâneo (Mare Nostrum) Roma se transformou em um
poderoso centro comercial, alicerçado no escravismo ( dos conquistados, que se tornou a base da mao de obra) e
mantido pelo exercito.
Sociedade: Houve a emergência de um novo grupo social: cavaleiros (ordem equestre), e a derrocada de
plebeus que mal indenizados voltam das guerras para encontrar suas terras usurpadas por grandes latifundiários e sem
possibilidade de reintegrar o exercito (que agora é composto de cavaleiros pois estes podem pagar suas vestimentas e
armas) se tornam proletários nas grandes cidades.
O quadro social é preocupante e com a iminente revolta algumas soluções começam a ser sugeridas. A primeira
vem de Tiberio graco, tribuno da plebe, que propõe reforma agraria (limita propriedades a 125 hectares e redistribui o
excedente), a segunda de seu irmão Caio Graco, que propõe lei frumentária ( preços baixos para os cereais) e cidadania
aos aliados (povos da península itálica), mas ambas as proposições sao reprimidas com perseguições e os irmãos
acabam mortos.
A Crise da Republica

As instituições republicanas nao mais tinham força para garantir a ordem em favor das elites, com isso se
tornou imprescindível a criação de um governo forte e autoritário.
Com a profissionalização do exercito romano pelo General Mário e a possibilidade da formação do poder
militar graças ao maior vinculo general X tropa o poder do senado foi ainda mais debilitado.
Quando Sila, sucessor do consul Mário, se declarou ditador vitalício e foi morto graças a revoltas de escravos
do sul da Italia o Senado nao viu outra saída a nao ser recorrer ao pretigio dos cônsules Pompeu, Crasso e Julio Cesar.
Criou-se então o primeiro Triunvirato.
Pompeo era conhecido por conter revolta de dominados na Asia, Crasso por ter vencido a revolta de escrevos
que matou Sila, e Julio por diversas conquistas territoriais que lhe concedeu um grande exercito e popularidade. Os
patrícios com medo que Julio tomasse todo o poder para si se aliou a Pompeo que declarou-se consul único mas
posteriormente foi vencido por Julio, que então se torna ditador vitalício e restaura a paz em roma até ser morto graças
a uma conspiração patrícia.
Como seus assassinos nao conseguem controlar o governo e para evitar crise o Senado cria um Segundo
Triunvirato composto por Otavio (sobrinho de Julio Cesar), Marco Antonio (antigo oficial de Julio Cesar), e Lepido
(chefe de sua antiga cavalaria).
Otavia ficou responsável pela Italia e pela perseguição dos conspiradores e assassinos de Cesar. Lepido se
afastou do poder depois de algumas operações na africa. Marco Antonio dirigiu-se ao egito e na intenção de se tornar
único no poder se juntou a Cleopatra. Otavio pediu que o Senado cassasse os títulos de Marco e quando este tentou
uma ofensiva contra roma, Otavio tomou Alexandria e o Egito. Com o suicídio de Marco, Otavio se declarou imperador
de Roma.

Império

Caio em seu período como imperador fez reformas que organizaram o império romano, porem sempre
mantendo a fachada institucional republicana mesmo que todos os poderes estivessem concentrados em suas mãos. Ele
trouxe paz a Roma pela rigorosa administração provincial, pela criação de fronteiras militarizadas para defender o
território e pela politica do pao e circo.

Baixo império

No século III a expansão tinha atingido seu limite máximo esgotando recursos financeiros e mao de obra
escrava. O orçamento do estado estava em defict . O exercito a mais onerosa instituição já não era capaz de proteger as
fronteiras. A crise econômica empobreceu grande parte da população que migrava para o campo, onde surgia o
colonato, e varias revoltas começaram a eclodir. O cristianismo começou a fazer sucesso entre os empobrecidos por sua
pregação de amor incondicional de deus e promessa de um paraíso justo a todos os sofredores. Como cristãos eram
pacifistas e nao aceitavam mais o imperador como santidade eles começaram a ser perseguidos pelo governo.
Alguns imperados tentaram certas medidas intervencionistas.
Diocleciano – separou governo militar e civil, dividiu o império em quatro regiões administrativas (tetrarquia),
decretou edito máximo (fixa o preço das mercadorias e serviços para conter a inflação) e perseguiu cristãos.
Constantino – cristianiza o império pelo Edito de Milão (313) que da liberdade de culto a cristãos, transfere
capital para Constantinopla, fixa camponeses nas terras para sanar a falta de escravos (institui o colonato).
Teodosio- Com o Edito de Tessalônica (391) torna cristianismo a religião oficial do império e apos sua morte
seus sucessores o dividem em Imperio do Ocidente e Imperio do Oriente.

Com bárbaros nas fronteiras do império e sua fragilidade e falha administração Odoacro invade e conquista
Roma pondo fim ao Império Romano Ocidental.