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Aula 06

Direito Financeiro p/ PGM - Fortaleza/CE (Procurador do Município)

Professor: Natalia Riche


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AULA 06

Sumário
1. DESPESA PÚBLICA ............................................................................ 2
1.1 Definição e classificações ........................................................... 2
1.1.1 Classificação quanto à origem .............................................. 2
1.1.2 Classificação quanto à regularidade ...................................... 3
1.1.3 Classificação quanto à competência do ente ......................... 3
1.1.4 Classificação quanto à natureza legal ou categoria econômica
(Lei 4.320/64)............................................................................... 4
1.1.5 Classificação funcional-programática ................................... 7
1.1.6 Classificação quanto à afetação patrimonial ......................... 8
1.1.7 Classificação institucional ..................................................... 9
1.1 Estágios da Despesa Pública .................................................... 10
1.1.1 Empenho ............................................................................ 10
1.1.2 Liquidação .......................................................................... 12
1.1.3 Pagamento ......................................................................... 12
1.2 Regime contábil da despesa pública ......................................... 13
1.2.1 Período adicional do regime de competência ...................... 14
1.3 Restos a pagar ......................................................................... 14
1.4 Adiantamentos ou suprimento de fundos ................................. 17
1.5 Despesas de exercícios anteriores (DEA) ................................. 18
1.6 Anulação de despesas orçamentárias ....................................... 20
2. AS DESPESAS PÚBLICAS E A LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL .... 21
2.1 Limitação de Empenho .............................................................. 21
2.1 Geração de despesas................................................................ 23
2.2 Despesa Obrigatória de Caráter Continuado (DOCC) ................ 24
2.3 Despesa com Pessoal ............................................................... 24
2.3.1 Limites de gasto com pessoal ............................................. 25
2.3.2 Controle dos gastos com pessoal ........................................ 27
2.3.3 Despesas nulas ................................................................... 30
2.4 Despesas com seguridade social .............................................. 30
2.5 Transferências voluntárias ....................................................... 31
2.6 Destinação de recursos para o setor privado............................ 35
2.7 Destinação de recursos para pessoa física ou jurídica que não
esteja sob controle direto ou indireto do ente ................................. 36
2.8 Destinação de recursos a instituições do Sistema Financeiro
Nacional .......................................................................................... 36
2.9 Despesas de competência de outros entes ............................... 36
5. RESUMO DO CONCURSEIRO .............................................................. 37
5. QUESTÕES COMENTADAS ................................................................ 48
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1. DESPESA PÚBLICA
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Hoje falaremos detalhadamente das despesas públicas.
Espero que estejam firmes nos estudos e peço que não deixem acumular
dúvidas, pois o conhecimento de uma aula é fundamental para a
compreensão da próxima.
O Direito Financeiro trabalha com muitos conceitos que podem ser novos
para alguns de vocês, mas isso não torna a matéria difícil, apenas fiquem
atentos nos detalhes e leiam todo o material que estarão a um passo da
aprovação.

1.1 Definição e classificações


A despesa pública é tema fundamental para nosso estudos, pois está
ligada aos gastos realizados pela Administração para satisfação das
necessidades públicas.
Nesse sentido, podemos conceituá-la como desembolsos realizados pelo
poder público para atender os serviços públicos e demais atividades,
sempre com o objetivo de satisfazer as necessidades coletivas.
Existem diversas classificações das despesas públicas. Vamos analisar
cada uma delas:

1.1.1 Classificação quanto à origem

a) Orçamentárias: são as despesas que constam na lei orçamentária ou


nos créditos adicionais. Decorrem do princípio da legalidade e devem
obedecer todas as regras previstas para seu processamento.
b)Extraorçamentária: são aquelas que não constam na lei orçamentária
ou nos créditos adicionais.
Compreendem valores que se caracterizam pela transitoriedade, como
levantamento de depósitos, cauções, consignações, resgate das
operações de crédito por antecipação de receita (ARO).
Para facilitar o entendimento desse conceito, tomemos como exemplo o
resgate das ARO, que constituem um empréstimo a ser pago dentro do
mesmo exercício financeiro. Ora, como a receita decorrente desses
empréstimos é extraorçamentária (não se soma ao orçamento, sendo
apenas uma antecipação para suprir déficit), a despesa para seu
pagamento também será extraorçamentária.

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Atenção!
Enquanto a amortização da dívida principal da ARO é uma despesa
extraorçamentária, o pagamento de seus juros é uma despesa
orçamentária (portanto, deve estar incluído dentro do orçamento).

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1.1.2 Classificação quanto à regularidade

a) Ordinárias: despesas que ocorrem constantemente, voltadas às


necessidades públicas permanentes, ou seja, ligadas à rotina da
Administração. Ex: despesa com pessoal materiais de consumo.
b) Extraordinárias: despesas que atendem às necessidades públicas
esporádicas, imprevisíveis. Ex: guerra, calamidade.

1.1.3 Classificação quanto à competência do ente

a)Federal: atende necessidades do governo federal.


b)Estadual (distrital): atende necessidades dos Estados ou do DF.
c)Municipal: atende necessidades dos municípios.

Atenção!
Nos casos em que mais de um ente realiza despesas (como um convênio
entre União e município, por exemplo), cada gasto continuará sendo

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classificado como federal ou municipal e a competência para fiscalização
será do TCU E do TCM, respectivamente.

1.1.4 Classificação quanto à natureza legal ou categoria


econômica (Lei 4.320/64)

a) Despesas correntes: são gastos contínuos, que se destinam à


manutenção e ao funcionamento dos serviços realizados pela
Administração Direta, Indireta ou, ainda, por pessoas físicas ou jurídicas
que recebam recursos para atende tais despesas.
As despesas correntes, em regra, não representam ganho de patrimônio,
como pagamento de juros e despesa com pessoal.
Elas se subdividem em duas outras:
• Despesas de custeio (art. 12, §1 da Lei 4.320/64): são as
dotações para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as
destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens
imóveis.
Dentro dessa subclassificação estão despesas para as quais há uma
contraprestação ao pagamento recebido pelo Estado.
Exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: pessoal civil, pessoal
militar, material de consumo, serviços de terceiros, encargos diversos.
Atenção!
O pagamento de inativos e pensionistas está fora das despesas de
custeio, pois não existe nenhuma contraprestação ao Estado.

• Transferências correntes (art. 12, §2 da Lei 4.320/64): são as


dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta
em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: subvenções sociais,
subvenções econômicas, inativos, pensionistas, salário família e abono
familiar, juros da dívida pública, contribuições de previdência social
diversas, transferências correntes.
Nos termos do art. 12, §3 da Lei 4.320/64, as subvenções são as
transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades
beneficiadas, podendo ser dividas em :
Subvenções sociais: as que se destinem a instituições públicas ou
privadas de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa;

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Subvenções econômicas: as que se destinam a empresas públicas ou
privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril.
É importante que vocês tenham conhecimento da regulamentação legal
dada às subvenções:
Lei 4.320/64
Das Subvenções Sociais
Art. 16. Fundamentalmente e nos limites das possibilidades financeiras a
concessão de subvenções sociais visará a prestação de serviços essenciais de
assistência social, médica e educacional, sempre que a suplementação de
recursos de origem privada aplicados a êsses objetivos, revelar-se mais
econômica.
Parágrafo único. O valor das subvenções, sempre que possível, será calculado
com base em unidades de serviços efetivamente prestados ou postos à
disposição dos interessados obedecidos os padrões mínimos de eficiência
previamente fixados.
Art. 17. Somente à instituição cujas condições de funcionamento forem julgadas
satisfatórias pelos órgãos oficiais de fiscalização serão concedidas subvenções.
II) Das Subvenções Econômicas
Art. 18. A cobertura dos déficits de manutenção das emprêsas públicas, de
natureza autárquica ou não, far-se-á mediante subvenções econômicas
expressamente incluídas nas despesas correntes do orçamento da União, do
Estado, do Município ou do Distrito Federal.
Parágrafo único. Consideram-se, igualmente, como subvenções econômicas:
a) as dotações destinadas a cobrir a diferença entre os preços de mercado e os
preços de revenda, pelo Govêrno, de gêneros alimentícios ou outros materiais;
b) as dotações destinadas ao pagamento de bonificações a produtores de
determinados gêneros ou materiais.
Art. 19. A Lei de Orçamento não consignará ajuda financeira, a qualquer título, a
emprêsa de fins lucrativos, salvo quando se tratar de subvenções cuja concessão
tenha sido expressamente autorizada em lei especial.

b)Despesas de capital: são gastos relacionados a investimentos,


inversões e transferências de capital. Em regra, haverá acréscimo de
patrimônio público. Se subdividem em três:
• Investimento (art. 12, §4 da Lei 4.320/64): são as dotações
para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas à
aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas
últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, aquisição de
instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou
aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial
ou financeiro.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: obras públicas,
serviços em regime de programação especial,equipamentos e instalações

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material permanente, participação em constituição ou aumento de capital
de empresas ou entidades industriais ou agrícolas.

• Inversões (art. 12, §5 da Lei 4.320/64): são destinadas a i)


aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização; ii)
aquisição de títulos representativos do capital de emprêsas ou entidades
de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe
aumento do capital; iii)constituição ou aumento do capital de entidades
ou empresas que visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive
operações bancárias ou de seguros.São exemplos trazidos no art. 13 da
Lei 4.320/64: aquisição de imóveis, participação em constituição ou
aumento de capital de empresas ou entidades comerciais ou financeiras,
aquisição de títulos representativos de capital de empresa em
funcionamento, constituição de fundos rotativos,concessão de
empréstimos, diversas inversões financeiras.
• Transferências de capital (art. 12, §6 da Lei 4.320/64): as
dotações para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas
de direito público ou privado devam realizar, independentemente de
contraprestação direta em bens ou serviços, constituindo essas
transferências, auxílios ou contribuições, segundo derivem diretamente da
Lei de Orçamento ou de lei especialmente anterior, bem como as
dotações para amortização da dívida pública.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: amortização da dívida
pública,auxílios para obras públicas, auxílios para equipamentos e
instalações,auxílios para inversões financeiras e outras contribuições.
Por fim, o artigo 13 da Lei 4.320/64 dispõe que a discriminação ou
especificação da despesa será feita por elementos, em cada unidade
administrativa ou órgão de governo.

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1.1.5 Classificação funcional-programática

É originada de duas classificações distintas e decorrem de uma exigência


da Lei 4.320/64, estando relacionadas à concretização do orçamento-
programa, no qual os recursos são utilizados por meio de programas de
governo.
A funcional é composta por funções e subfunções que servirão de
agregadoras para os gastos na área governamental.
Já a programática busca especificar a despesa pública, segundo os
programas governamentais, visando demonstrar os objetivos das ações
públicas para satisfazer as necessidades coletivas.
Estão previstas na Portaria MPOG 42/1999, que abrange União, estados,
municípios e DF. De acordo com a Portaria as ações serão identificadas
em termos de funções, subfunções, programas, projetos, atividades e
operações especiais, cujos conceitos seguem abaixo:

• Função: deve entender-se o maior nível de agregação das diversas


áreas de despesa que competem ao setor público.
• Subfunção: representa uma partição da função, visando a agregar
determinado subconjunto de despesa do setor público.
As subfunções poderão ser combinadas com funções diferentes daquelas
a que estejam vinculadas, na forma do exemplo abaixo (parte do anexo
constante na Portaria.

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FUNÇÕES E SUBFUNÇÕES DE GOVERNO FUNÇÕES SUBFUNÇÕES 01 - Legislativa


031 - Ação Legislativa 032 - Controle Externo 02 - Judiciária 061 - Ação
Judiciária 062 - Defesa do Interesse Público no Processo Judiciário 03 - Essencial
à Justiça 091 - Defesa da Ordem Jurídica 092 – Representação Judicial e
Extrajudicial 04 - Administração 121 – Planejamento e Orçamento 122 -
Administração Geral 123 - Administração Financeira 124 - Controle Interno 125 -
Normatização e Fiscalização 126 - Tecnologia da Informação 127 - Ordenamento
Territorial 128 - Formação de Recursos Humanos 129 - Administração de
Receitas 130 - Administração de Concessões 131 - Comunicação Social

• Programa: instrumento de organização da ação governamental visando


à concretização dos objetivos pretendidos, sendo mensurado por
indicadores estabelecidos no plano plurianual.
• Projeto: instrumento de programação para alcançar o objetivo de um
programa, envolvendo um conjunto de operações.
limitadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a
expansão ou o aperfeiçoamento da ação de governo.
• Atividade: instrumento de programação para alcançar o objetivo de um
programa, envolvendo um conjunto de operações que se realizam de
modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto necessário à
manutenção da ação de governo;
•Operações Especiais: despesas que não contribuem para a
manutenção das ações de governo, das quais não resulta um produto, e
não geram contraprestação direta sob a forma de bens ou serviços.

1.1.6 Classificação quanto à afetação patrimonial

a)Despesas efetivas: são aqueles que geram decréscimo patrimonial.


Ex: auxílios e contribuições de capital e investimentos em bens de uso
comum do povo (espécies de despesa de capital) e todas as despesas
correntes (exceto material de consumo para estoque).
b) Despesas por mutações patrimoniais: não geram diminuição
patrimonial.
Ex: despesa corrente com material de consumo para estoque e todas as
depesas de capital (exceto auxílios e contribuições de capital e
investimentos em bens de uso comum do povo)

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1.1.7 Classificação institucional

As despesas são demonstradas por meio de órgãos (maior nível de


agregação de serviços dos poderes constituídos) e unidades
orçamentárias (nível intermediário de agregação de serviços de cada
órgão).
Exemplo de órgãos: Senado Federal, Ministério da Fazenda.
Exemplo de unidades orçamentárias: Gabinete da Presidência, Banco
Central do Brasil.

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1.1 Estágios da Despesa Pública


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Tratando-se de despender recursos públicos, deverão ser seguidas
inúmeras regras (com observância estrita do princípio da legalidade, que
vincula toda a Administração Pública).
Os gastos devem obedecer às normas constitucionais, estar previstos
em créditos adicionais ou na LOA (exceto despesas extraorçamentárias)
e, ainda, observar normas de direito administrativo (para obras, serviços
e outras compras), conforme disposições da Lei 8.666/93.
Após essa fase, a Lei 4.320/64 estabelece que haverá três estágios para a
realização das despesas: empenho, liquidação e pagamento.

1.1.1 Empenho
É o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado
obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.
Portanto, haverá a reserva de um determinando montante da dotação
orçamentária que cobrirá uma despesa específica.
Nos termos do art. 60 da Lei 4.320/64, toda despesa demanda prévio
empenho, além disso, não poderá haver empenho que ultrapasse o limite
dos créditos orçamentários concedidos.

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É importante ressalvar que só haverá obrigação para o Estado se o credor
cumprir a contraprestação devida, uma vez que o art. 62 da referida lei
dispõe que o pagamento da despesa só ocorrerá quando for ordenado
após sua regular liquidação.
Além do caso de não cumprimento do objeto, o empenho também poderá
ser cancelado se for emitido incorretamente.
Por outro lado, se o empenho for insuficiente, poderá ser reforçado e se
exceder o montante da despesa realizada, poderá ser anulado
parcialmente.
Em regra, o empenho é realizado por meio de um documento chamado
nota de empenho, que comprova a existência de uma reserva de dotação
orçamentária para o pagamento de determinada despesa. Nos termos do
art. 61 da Lei 4.320/64 deverá conter: o nome do credor; a dotação
orçamentária, o tipo de empenho, o valor empenhado, o saldo da dotação
própria, a assinatura da autoridade pública etc.

Atenção!
1)O empenho prévio é obrigatório, entretanto, a lei poderá dispensar a
emissão da nota de empenho, por exemplo, nos casos de despesa oriunda
de determinação constitucional. Nessas situações, o empenho será
efetuado por outro documento.
2) Em alguns casos previstos no art. 62 da Lei 8.666/93 (licitação na
modalidade convite ou compra com entrega imediata e integral dos bens
adquiridos) a nota de empenho poderá substituir o próprio contrato
administrativo. Entretanto, nesses casos, ela deverá conter as cláusulas
obrigatórias dos contratos administrativos.
3) A nota de empenho é considerada pela jurisprudência como título
executivo extrajudicial. Nesse sentido o Resp 942.727-PR-DJ em
16/12/08).
4)A lei 4.320/64 veda que os Municípios empenhem, no último mês do
mandato do Prefeito, mais do que o duodécimo da despesa prevista no
orçamento vigente, exceto nos casos de calamidade pública. Reputam-se
nulos e de nenhum efeito os empenhos e atos praticados em desacordo
com essa previsão, sem prejuízo da responsabilidade do Prefeito (art. 59,
§1).
Ademais, o §2 do mesmo artigo proíbe que os Municípios, no mesmo
período (último mês do mandato) assumam, por qualquer forma,
compromissos financeiros para execução depois do término do mandato
do Prefeito.

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Existem três espécies de empenho:
a)Ordinário: é usado para despesas normais, com valores definidos e
que serão pagas em uma única prestação.
b) Por estimativa: é usado quando não é possível determinar o valor da
despesa. Nesse caso, será feita uma estimativa do gasto ao longo do
exercício financeiro. Ex: contas de água e luz.
c) Global: é usado para despesas com valores definidos, mas que serão
pagas de forma parcelada. Assim , será feito o empenho global,
abarcando todo o exercício financeiro, mas o pagamento será feito mês a
mês. Ex: aluguéis, empreitadas.

Se o contrato ultrapassar o exercício financeiro, o empenho global ficará


restrito aos créditos referentes a um único exercício. Assim, será feito um
novo empenho a cada ano, constando o valor previsto para aquele
determinado exercício.
1.1.2 Liquidação
Consiste na na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. Essa
verificação tem por fim apurar i) a origem e o objeto do que se deve
pagar; ii)a importância exata a pagar e iii) a quem se deve pagar a
importância, para extinguir a obrigação.
Portanto, é nesse estágio que Administração irá exercer a fiscalização do
efetivo cumprimento do contrato, para que só depois faça o pagamento
da despesa.
1.1.3 Pagamento
É o ato pelo qual o Estado entrega o numerário correspondente,
recebendo a devida quitação (como acabamos de ver, será feito após a
verificação do cumprimento do contrato).
Nesse sentido, o art. 64 da Lei 4.320/64 dispõe que a ordem de
pagamento é o despacho exarado por autoridade competente,
determinando que a despesa seja paga e que a ordem de pagamento só
poderá ser exarada em documentos processados pelos serviços de
contabilidade.

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Por fim, tem-se que o pagamento será efetuado por tesouraria ou
pagadoria regularmente instituídos por estabelecimentos bancários
credenciados e, em casos excepcionais, por meio de adiantamento.

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1.2 Regime contábil da despesa pública


O regime contábil é o procedimento adotado para registro dos fatos
aplicados às ciências contábeis, sendo dividido em três tipos: regime de
caixa, regime de competência e regime misto.
O regime de caixa considera como receitas as que tenha sido
efetivamente recebidas ou pagas no exercício, independente de quando
ocorreu seu fato gerador ou de quando era a previsão de seu ingresso.
Por sua vez, no regime de competência as receitas e despesas são
incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem,
independente da previsão de seu pagamento ou recebimento.
Já no regime misto, são abarcados os dois anteriores. Adota-se no
Brasil o regime de competência para as despesas e o de caixa para as
receitas, nos termos do art. 50 da LRF e do art. 35 da Lei 4.320/64, que
dispõe que pertencem ao exercício financeiro as receitas nele arrecadadas
e as despesas nele legalmente empenhadas.
Assim, as despesas serão consideradas no exercício em que forem
empenhadas e não no que foram efetivamente pagas (considera-se o
exercício em que houve o empenho e não o que houve o pagamento).

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1.2.1 Período adicional do regime de competência


É o período no qual o orçamento poderá se estender até o ano seguinte,
ou seja, os valores arrecadados em um exercício poderão ser
empenhados, liquidados e pagos no próximo exercício, mas
permanecerão computados como despesa do primeiro.
Um exemplo é o FUNDEB, previsto na Lei 11.494/07:
Art. 21. Os recursos dos Fundos, inclusive aqueles oriundos de complementação
da União, serão utilizados pelos Estados, pelo Distrito Federal e pelos Municípios,
no exercício financeiro em que lhes forem creditados, em ações consideradas
como de manutenção e desenvolvimento do ensino para a educação básica
pública, conforme disposto no art. 70 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de
1996.
§ 2 Até 5% (cinco por cento) dos recursos recebidos à conta dos Fundos,
inclusive relativos à complementação da União recebidos nos termos do § 1o
do art. 6o desta Lei, poderão ser utilizados no 1o (primeiro) trimestre do
exercício imediatamente subseqüente, mediante abertura de crédito
adicional.

1.3 Restos a pagar


!
Considerando que o regime adotado para o pagamento das despesas é o
de competência, existem alguns critérios legais para tratar das despesas
empenhadas e não pagas até o encerramento do exercício financeiro.
Desse modo, o art. 36 da Lei 4.320/64 instituiu os restos a pagar, que
são as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro
distinguindo-se as processadas das não processadas, permitindo que o
pagamento possa ocorrer no exercício seguinte.
Os restos a pagar processados tratam das despesas empenhadas e
liquidadas, mas não pagas até 31/12.

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Os restos a pagar não processados correspondem às despesas
empenhadas, mas não liquidadas e não pagas até 31/12.
Observem que o pagamento ocorrerá à custa do orçamento anterior e por
essa razão os restos a pagar são classificados como despesas
extraorçamentárias.
Os valores que tenham sido inscritos em restos a pagar deverão ser
pagos durante o próximo exercício financeiro (até 31 de dezembro do ano
seguinte à realização do empenho). Caso contrário, os saldos serão
cancelados, pois é vedada a reinscrição de empenhos em restos a pagar.

Caso ocorra a situação descrita acima e o saldo seja cancelado, o direito


do credor permanece (o direito do credor prescreverá após 5 anos do
dia da inscrição, entretanto, o prazo é interrompido com o cancelamento).
Assim, é possível que a Administração efetue o pagamento no exercício
posterior ao seu cancelamento. Nesse caso, o pagamento será feito como
“despesas de exercícios anteriores” e constituirá uma exceção ao regime
contábil aplicado às despesas, já que ela será computada no orçamento
do exercício vigente.

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Observem, ainda, que o art. 36, parágrafo único, da Lei 4.320/64
traz uma situação especial, dispondo que os empenhos que sorvem a
conta de créditos com vigência plurienal, que não tenham sido liquidados,
só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do
crédito.
Isso quer dizer que um valor que tenha sido empenhado, esteja
vinculado a um crédito com vigência plurianual (especiais ou
extraordinários) e ainda não tenha sido liquidado, só serão computados
como restos a pagar no último ano de vigência do crédito, portanto, nos
anos anteriores somente os créditos plurianuais liquidados é que serão
inscritos em restos a pagar.
Exemplo:

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É importante registrar que a LRF veda que o titular de Poder ou órgão


nos últimos dois quadrimestres do seu mandato, contraia obrigação de
despesa que não possa ser cumprida integralmente dentro dele ou que
tenha parcelas a serem pagas no exercício seguinte sem que haja
suficiente disponibilidade de caixa para este efeito.

Com isso, busca-se evitar que os gestores empenhem despesas


observando apenas a dotação orçamentária, mas sem considerar a
possibilidade de ausência de recursos no caixa ou de que o recolhimento
das receitas seja menor que o previsto, gerando uma enorme lista de
despesas inscritas em restos a pagar que será repassada ao sucessor do
mandato.

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A LRF dispõe, ainda, que na determinação da disponibilidade de caixa
serão considerados os encargos e despesas compromissadas a pagar até
o final do exercício.

A falta de observância dessas regras pode causar responsabilização


pessoal do chefe do Poder ou órgão, havendo, inclusive, previsão de
crime para quem assumir obrigação no último mandato ou legislatura
sem recursos para o seu pagamento (art. 359-C da Lei 10.028/00, Lei de
crimes fiscais).

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1.4 Adiantamentos ou suprimento de fundos


!
O regime de adiantamento está previsto no art. 68 da Lei 4.320/64 é
aplicável aos casos de despesas expressamente definidos em lei e
consiste na entrega de numerário a servidor, sempre precedida de
empenho na dotação própria para o fim de realizar despesas, que não
possam subordinar-se ao processo normal de aplicação.
Esse regime é previsto para despesas especiais ou urgentes que fogem ao
processo normal de execução e por isso permite que os valores sejam
antecipados ao servidor que realizará a despesa.

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Exemplo: pequenas compras de pronto pagamento (Lei 8.666/93, art. 60)
A lei veda, ainda, que seja concedido adiantamento ao servidor
responsável por dois adiantamentos e ao servidor em alcance (aquele que
já recebeu adiantamento e ainda não prestou contas do numerário
anterior).

1.5 Despesas de exercícios anteriores (DEA)


!
O art 37 da Lei 4.320/64 permite a possibilidade de pagamento, em
exercícios posteriores, de despesas realizadas em exercícios anteriores ou
já encerrados.
Lembrem-se que as despesas seguem o regime de competência,
portanto, mesmo que sejam pagas em exercício posterior, o que interessa
é o exercício ao qual elas se referem, assim sua contabilização deverá ser
feita como DEA (demonstrando que ela se refere a exercício passado).
As situações que poderão ensejar o pagamento à conta de DEA são as
seguintes:
a) despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento
respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-
las, que não se tenham processado na época própria.
Trata-se das despesas cujo não processamento pode ter decorrido de
anulação, erro da Administração ou insubsistência do empenho, mas que
foram cumpridas pelo credor dentro do prazo.
Se incluem nessa classificação as despesas urgentes que não puderam
aguardar o trâmite normal para a realização do empenho.
b) restos a pagar com prescrição interrompida.
Trata-se das depesas que foram inscritas como restos a pagar e,
posteriormente, canceladas por não terem sido pagas no prazo de um
ano.
Como vimos, o direito do credor prescreve em cinco anos contados da
inscrição em restos a pagar, sendo que o prazo é interrompido com o
cancelamento.
Assim, se o credor demonstra o seu direito, após o cancelamento de
restos a pagar, o pagamento será feito pela Administração com à conta
da dotação na DEA.
c)compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício
correspondente.

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São despesas reconhecidas pela Administração mesmo que não tenham
sido previstas na dotação orçamentária própria ou não tenham deixado
saldo no exercício respectivo.
Aqui se incluem pagamentos decorrentes de obrigação legal, como a
promoção de um servidor com data retroativa.
Nos termos da LRF, a DEA somente poderá ser paga se houver saldo de
dotação orçamentária e comprovação de que no final do exercício em que
a despesa ocorreu, havia disponibilidade financeira do órgão para cobrí-la.

Para que ocorra o pagamento da DEA, as despesas devem ser


empenhadas novamente, pois, como vimos, não pode haver despesa sem
prévio empenho. Além disso, como haverá comprometimento do
orçamento vigente à época do pagamento, há necessidade de
autorização legal.
Observem que, ao contrário dos restos a pagar, o pagamento da DEA
ocorre à custa do orçamento vigente, portanto, trata-se de despesa
orçamentária.

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1.6 Anulação de despesas orçamentárias
!
O art.. 38 da Lei 4.320/64 estabelece o que ocorrerá com as dotações
referentes às despesas anuladas, de modo que:
• se a anulação ocorrer no exercício em que for realizado o empenho:
será feito o estorno, revertendo o montante anulado ao saldo da dotação
orçamentária correspondente.
• se a anulação ocorrer após o exercício em que for realizado o empenho
e o pagamento: o montante restituído será considerado receita
orçamentária do exercício em que ocorrer a restituição.

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2. AS DESPESAS PÚBLICAS E A LEI DE
RESPONSABILIDADE FISCAL

A LRF trouxe inúmeros dispositivos relevantes acerca das despesas


públicas.
De início, recordem-se do art. 8, segundo o qual:

Art. 8o Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que
dispuser a lei de diretrizes orçamentárias e observado o disposto na alínea c do
inciso I do art. 4o, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o
cronograma de execução mensal de desembolso
Parágrafo único. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão
utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação,
ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.

Com a programação financeira, o executivo poderá traçar como ocorrerá


a utilização dos créditos aprovados no exercício e como serão executadas
as despesas, em conformidade com as receitas arrecadadas.
Após a programação, iniciam-se as fases da despesa pública já estudadas
na aula de hoje.
Agora iremos tratar separadamente de cada uma das disposições
relevantes da LRF acerca das despesas.

2.1 Limitação de Empenho


A limitação de empenho já foi abordada quanto tratamos da execução
orçamentária, mas devido a sua importância no contexto de nosso
estudo, falaremos dela novamente.
Vamos recordar do art. 9 caput e §§ 1,2 e 3 da LRF:
LRF
Art. 9 Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá
não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal
estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público
promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias
subseqüentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os
critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 1 No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a
recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma
proporcional às reduções efetivadas.

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§ 2 Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações
constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do
serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.
§ 3 No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não
promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo
autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de
diretrizes orçamentárias (ver ADI 2238)

!
Conforme exposto acima, a limitação de empenho ocorre para evitar
que seja realizada uma despesa sem que exista a receita correspondente.
Além disso, essa limitação não poderá ocorrer em relação às seguintes
despesas:
a) obrigações constitucionais e legais do ente;
b) destinadas ao pagamento do serviço da dívida;
c) ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.

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Atenção!
1)A possibilidade de o poder executivo realizar a limitação de empenho,
caso os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não
promovam a limitação no prazo estabelecido (artigo 9, §3 da LRF) foi
considerada inconstitucional pelo STF na ADI 2238 MC/DF.
Na oportunidade, a Corte entendeu que havia indevida interferência do
executivo nos demais poderes, gerando a sua inconstitucionalidade por
vício material.
2)O art. 65 da LRF prevê que será dispensado a limitação de
empenho, na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo
Congresso Nacional, no caso da União, ou pelas Assembléias Legislativas,
na hipótese dos Estados e Municípios, enquanto perdurar a situação, bem
como nas hipóteses de estado de defesa ou sítio, decretados na forma
da Constituição.

2.1 Geração de despesas


Os arts 15 e 16 da LRF trazem regras que devem ser cumpridas a fim de
que a despesa seja válida (regular, autorizada e não lese o patrimônio
público).
Nos termos da referida lei, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de
ação governamental (CEA) que acarrete aumento da despesa deverá ser
acompanhada de:
a)estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que
deva entrar em vigor e nos dois subseqüentes;
b)declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação
orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade
com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.
Além disso, a lei define os conceitos de despesa adequada e de
compatibilidade com o PPA e com a LDO nos seguintes termos:
• adequada com a lei orçamentária anual: despesa objeto de
dotação específica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito
genérico, de forma que somadas todas as despesas da mesma espécie,
realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não sejam
ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício;
• compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes
orçamentárias: despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos,
prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer
de suas disposições.
Por fim, essas regras devem ser observadas como condição prévia para
empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução de
obras e desapropriação de imóveis urbanos.

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Existe uma exceção ao cumprimento desses requisitos, são as despesas
consideradas irrelevantes pela LDO (art. 16, §3) .

2.2 Despesa Obrigatória de Caráter Continuado


(DOCC)
A LRF estabelece regras específicas a serem observadas pelo gestor
quando se trata de despesa de caráter continuado (DOCC).
Nos termos da referida lei, considera-se DOCC: i) a despesa corrente
(destinada à manutenção dos serviços); ii) derivada de lei, medida
provisória ou ato administrativo normativo; iii) que fixe para o ente a
obrigação legal de sua execução por um período superior a dois
exercícios (aqui se incluem as despesas novas e a prorrogação de
despesas criadas por prazo determinado).
Nesses casos, os atos que criarem ou aumentarem uma DOCC deverão
ser instruídos com a estimativa trienal do impacto de tais despesas,
bem como demonstrar a origem dos recursos para seu custeio.
Além disso, o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa
criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais devendo
seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, ser compensados pelo
aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa
(proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo,
majoração ou criação de tributo ou contribuição).
As despesas destinadas ao serviço da dívida e ao reajustamento de
remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da
Constituição, constituem exceções, pois não precisam observar esses
requisitos.

2.3 Despesa com Pessoal


As despesas com pessoal são objeto de grande preocupação da LRF,
portanto, existem artigos que tratam minuciosamente do tema, buscando
evitar que haja excessos nos gastos referentes à essa área.
Acerca do conceito, dispõe o art. 18:
LRF
Art. 18. Para os efeitos desta Lei Complementar, entende-se como despesa total
com pessoal:
o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os
pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis,
militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias, tais
como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis, subsídios, proventos da
aposentadoria, reformas e pensões, inclusive adicionais, gratificações, horas
extras e vantagens pessoais de qualquer natureza, bem como encargos sociais e
contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.

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Atenção!
1)Não entram no cômputo das despesas com pessoal aquelas que são
consideradas indenizatórias (auxílio-alimentação, ajuda de custo).
2) Entram no cômputo os valores dos contratos de terceirização de mão-
de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados
públicos, sendo contabilizadas como outras despesas de pessoal.
Essa previsão busca evitar que os serviços públicos de caráter
permanente contratados sejam classificados como “serviços de terceiro”,
fugindo ao alcance das normas atinentes às despesas com pessoal e
constituindo verdadeira burla à LRF.
Por fim, anotem que quando houver programas compartilhados entre
entes da Federação, ou seja, parte dos vencimentos dos servidores de um
ente for paga com recursos transferidos por outro, cada um deve suportar
como despesas de pessoal a parcela que lhe couber na remuneração do
servidor.
Isso busca evitar que, por exemplo, sejam contabilizadas como despesa
de pessoal dos municípios, as despesas referentes à servidores cujos
recebimentos estejam vinculados à União por meio de programas federais
de incentivo financeiro.

2.3.1 Limites de gasto com pessoal

A LRF trouxe dispositivos referentes aos limites percentuais para gastos


com pessoal que deverão ser observados por todos os poderes e esferas
de governo.
A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês
em referência com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o
regime de competência.

Limites de despesa com pessoal

União 50% da receita corrente líquida

Estados e Municípios 60% da receita corrente líquida

São exceções ao cômputo desses limites, as seguintes despesas:


a)de indenização por demissão de servidores ou empregados;
b) relativas a incentivos à demissão voluntária;

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c)decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao
da apuração a que se refere o § 2o do art. 18 (mês de referencia
somados aos 11 anteriores).
Portanto, os precatórios não serão incluídos no cômputo das despesas
com pessoal.
d) com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima,
custeadas com recursos transferidos pela União na forma dos incisos
XIII e XIV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda
Constitucional no 19
e) com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico, custeadas
por recursos provenientes:
• da arrecadação de contribuições dos segurados;
da compensação financeira de que trata o § 9o do art. 201 da
Constituição
• das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado
a tal finalidade, inclusive o produto da alienação de bens, direitos e
ativos, bem como seu superávit financeiro.
f) despesas consideradas indenizatórias (pois, como vimos, não são
consideradas despesas com pessoal pra fins da LRF).
Além dos percentuais referentes aos entes da federação, o art. 20 da LRF
traz também percentuais que devem ser seguidos por cada órgão ou
poder na repartição dos limites globais:

Limites de despesa com pessoal (em % da RCL)

União Estados Municípios

Poder executivo 40,9 * 49 54

Poder legislativo 2,5 3 ** 6

Poder judiciário 6 6 -

Ministério 0,6 2 -
Público

Total 50 60 60

Na ADI 2238, o art. 20 da LRF, que delimita esses percentuais, foi julgado
constitucional pelo STF.

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*3% do montante do executivo federal será destacado para despesas com


pessoal do Amapá e de Roraima (art. 21, incisos XIII e XIV da CF)
**Se houver TCM no estado, haverá um aumento do limite de gasto do
legislativo (3,4%) com a consequente diminuição do limite do executivo
(48,6%)

Acerca dos municípios, existe outra regra a ser aplicada, em conjunto


com a citada no quadro acima.
Nos termos do art. 29-A da CF, o gasto com folha de pagamento não
poderá ser superior a 70% da receita da Câmara municipal, incluído o
gasto com subsídios de seus vereadores. Caso essa situação ocorra, o
Presidente da Câmara municipal poderá responder por crime de
responsabilidade.

2.3.2 Controle dos gastos com pessoal

A verificação dos limites de despesas com pessoal deverá ser feita pelos
poderes e órgãos a cada quadrimestre.
Em relação aos municípios com menos de 50.000 habitantes, é possível
que optem por aferir os limites a cada semestre (art. 63 da LRF).
De acordo com a LRF, existem dois limites previstos que devem ser
observados:
a)Limite alerta (art. 59, §1, II):
Os Tribunais de Contas alertarão os Poderes ou órgãos quando
constatarem que o montante da despesa total com pessoal ultrapassou
90% (noventa por cento) do limite previsto em lei.
Nessa fase ainda não existe previsão de sanção para quem ultrapassar
esses limites.
b)Limite prudencial (art. 22, parágrafo único):
Ocorre quando a a despesa total com pessoal exceder a 95% (noventa e
cinco por cento) do limite. Nesse caso, o Tribunal de contas notificará o
gestor e será vedado ao poder ou órgão que houver praticado o excesso:
• criação de cargo, emprego ou função;
• alteração de estrutura de carreira que implique aumento de despesa;
• provimento de cargo público, admissão ou contratação de pessoal a
qualquer título, ressalvada a reposição decorrente de aposentadoria ou
falecimento de servidores das áreas de educação, saúde e segurança;

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• contratação de hora extra, salvo no caso do disposto no inciso II do §
6o do art. 57 da Constituição e as situações previstas na lei de diretrizes
orçamentárias;
• concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de
remuneração a qualquer título, salvo os derivados de sentença judicial ou
de determinação legal ou contratual, ressalvada a revisão geral anual
prevista no inciso X do art. 37 da Constituição.

A revisão geral anual será sempre garantida quando o limite


prudencial for ultrapassado?
Não! Observem que os entes também devem obedecer os percentuais de
limitação de gastos de despesa com pessoal.
Por exemplo, se o reajuste anual concedido pelo estado ultrapassar o
percentual de 49 %, as contas do gestor poderão ser rejeitadas.
Portanto, a revisão geral anual será considerada exceção ao limite
prudencial desde que não ultrapasse o teto que a LRF prevê para os
gastos com pessoal de cada ente.
Caso o teto seja excedido, aplica-se o art. 169, §4 da CF, ou seja, haverá
demissão de servidor estável para garantir o pagamento da revisão geral
anual, se tomadas as outras medidas que veremos adiante.

c) Medidas para eliminação do excesso de despesas.


Conforme art 23 da LRF, se os limites do art. 20 não forem observados,
sem prejuízo das medidas citadas anteriormente no item B, o percentual
excedente terá de ser eliminado nos dois quadrimestres seguintes, sendo
pelo menos um terço no primeiro, adotando-se, entre outras, as
seguintes medidas previstas no art. 169, §§ 3 e 4 da CF:
1)redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em
comissão e funções de confiança;
2) exoneração dos servidores não estáveis.
3)se as medidas anteriores não forem suficientes para assegurar o
cumprimento dos limites, poderá haver exoneração do servidor estável,
desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a

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atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução
de pessoal.
Nesse último caso, o servidor fará jus a indenização correspondente a um
mês de remuneração por ano de serviço e o cargo objeto da redução
será considerado extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função
com atribuições iguais ou assemelhadas pelo prazo de quatro anos.
Atenção!
O art. 23, §§1 e 2 da LRF prevê que a redução de despesas pode ser
alcançada pela extinção ou redução dos valores atribuídos a cargos em
comissão e pela redução temporária da jornada de trabalho.
Na ADI 2238, o STF suspendeu a eficácia das expressões que permitiam a
redução dos vencimentos, por entendê-las inconstitucionais.

Por fim, o prazo de dois quadrimestres para eliminar o percentual que


exceda os limites previstos na LRF não será observado nos seguintes
casos:
• despesa total com pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do
último ano do mandato dos titulares de poder ou órgão: prazo reduzido
para um quadrimestre
• ocorrência de estado de sítio, de defesa ou de calamidade pública
reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da União, ou pelas
Assembléias Legislativas, na hipótese dos Estados e Municípios:
suspende-se a contagem do prazo enquanto perdurar a situação
• caso de crescimento real baixo ou negativo do Produto Interno Bruto
(PIB) nacional, regional ou estadual por período igual ou superior a quatro
trimestres: o prazo será duplicado.
Nessa última hipótese, se a despesa total com pessoal ultrapassar os
limites da LRF, além das medidas do art. 22, o percentual excedente
deverá ser eliminado nos quatro quadrimestres seguintes, pelo menos um
terço nos dois primeiros, aplicando-se o disposto no art. 169, §§ 3 e 4 da
CF.
d) Sanções previstas em caso de esgotamento do prazo
Quando houver esgotamento do prazo para redução de despesas sem
que o limite tenha sido atingido, a LRF prevê as seguintes proibições (art.
23, §3):
•recebimento de transferências voluntárias, ressalvadas as destinadas à
saúde, educação e à assistência social;
•obtenção de garantia, direta ou indireta, de outro ente;

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•contratação de operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das
despesas com pessoal.
As últimas restrições aplicam-se imediatamente se a despesa total com
pessoal exceder o limite no primeiro quadrimestre do último ano do
mandato dos titulares de Poder ou órgão referidos no art. 20.

2.3.3 Despesas nulas

É importante destacar que são considerados nulos de pleno direito pela


LRF alguns atos que impliquem aumento de despesa de pessoal:
a)aperfeiçoamento de despesa, bem como para criação de despesas
obrigatórias de caráter continuado (DOCC)-arts 16 e 17 da LRF
b)que não esteja previsto na LDO ou não tenha dotação orçamentária
suficiente- art. 169 da CF
c)que resulte aumento da despesa com pessoal expedido nos cento e
oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do respectivo poder
ou órgão
d)não atenda o limite de comprometimento aplicado às despesas com
pessoal inativo (12% da RCL)
e)que não observe o percentual de reserva de cargos e empregos
públicos para os portadores de deficiência e os critérios de admissão
definidos em lei
f)que promova vinculação ou equiparação de remuneração ao salário
mínimo-art 37, XIII da CF.

2.4 Despesas com seguridade social


Conforme art 24 da LRF, nenhum benefício ou serviço relativo à
seguridade social poderá ser criado, majorado ou estendido sem a
indicação da fonte de custeio total, nos termos do § 5o do art. 195 da
Constituição.
Ressalta-se que dentro desses benefícios, incluem-se os referentes à
saúde, previdência e assistência social, inclusive os destinados aos
servidores públicos e militares, ativos e inativos, e aos pensionistas.
Exige-se, ainda, que sejam observadas as normas relativas às depesas
obrigatórias de caráter continuado, atentando-se para a exigência de
compensação.
No caso das despesas com seguridade social, é dispensada a
compensação quando o aumento de despesa for decorrente de:

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a)concessão de benefício a quem satisfaça as condições de habilitação
prevista na legislação pertinente;
b)expansão quantitativa do atendimento e dos serviços prestados e
c)reajustamento de valor do benefício ou serviço, a fim de preservar o
seu valor real.
Por fim, registrem que as disposições do item 2.4 acerca da nulidade de
despesas, também se aplicam à seguridade social.

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2.5 Transferências voluntárias


As transferências voluntárias são definidas como a entrega de recursos
correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de
cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de
determinação constitucional legal ou os destinados ao Sistema Único de
Saúde.
Reparem que o conceito exclui as transferências obrigatórias, como por
exemplo, a repartição de receitas tributárias (FPE, FPM).

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Essas transferências geralmente ocorrem por meio de convênio, contratos
de repasse ou termos de parceria, sendo que as condições legais para seu
recebimento são as seguintes:
a)existência de dotação específica;
b)observância do disposto no inciso X do art. 167 da Constituição, ou
seja, não for destinada ao pagamento de pessoal ativo, inativo e de
pensionistas do estado, do DF e do município.
c)comprovação, por parte do beneficiário, de:
• que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e
financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à
prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos;
• cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;
• observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de
operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição
em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal;
• previsão orçamentária de contrapartida.
Para facilitar a observância desses requisitos, foi criado o CAUC ( cadastro
único de convênio), assim, basta que o ente que irá realizar a
transferência consulte o cadastro para verificar se os requisitos estão
sendo cumpridos pelo ente que receberá a entrega de recursos.
A LRF estabelece em vários casos, a proibição de receber transferências
voluntárias por parte do ente que descumprir determinados dispositivos.
Ex: quando houver esgotamento do prazo para redução de despesas sem
que o limite prudencial tenha sido atingido (item 2.4.2).
Acerca dessas sanções, há três observações muito importantes e que
poderão ser cobradas na prova.

1)mesmo que inadimplentes, os entes continuarão a receber as


transferências voltuntárias nos seguintes casos:
•área de saúde, educação e assistência social (art. 25, §3 da LRF)
•transferências oriundas de emenda parlamentar impositiva (art. 166,
§13 da CF)

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2)caso a sanção seja aplicada a um ente durante o mandato de um
gestor, o novo gestor que ocupar o cargo no próximo mandato não
poderá ser penalizado.
Assim, exige-se que o novo gestor comprove a regular aplicação dos
recursos durante seu mandato e adote as medidas necessárias para
responsabilizar a má administração da gestão anterior a fim de que
sejam retiradas as pendências no CAUC.
Desse modo, evita-se que haja prejuízo tanto ao atual gestor (que não foi
responsável pela prática dos atos lesivos) quando à comunidade, que não
será impedida de receber os benefícios advindos da realização de novos
convênios (realização de obras etc).
Nesse sentido, confiram o julgado do STF na AC 3040 DF, bem como a
Súmula n 230 do TCU:

Compete ao prefeito sucessor apresentar as contas referentes aos recursos


federais recebidos porseu antecessor, quando este não o tiver feito ou, na
impossibilidade de fazê-lo, adotar as medidaslegais visando ao resguardo do
patrimônio público com a instauração da competente Tomada deContas Especial,
sob pena de co-responsabilidade.

3) Pelo princípio da intranscedência subjetiva das sanções, o STF decidiu


que quando o ente ultrapassar o limite prudencial apenas poderá sofrer
sanções caso o executivo tenha sido o responsável, ou seja, atos do
legislativo e do judiciário não poderão gerar medidas restritivas ao
estado.
Para entender o motivo da controvérsia, lembrem-se que o limite
prudencial é estabelecido conforme percentual da RCL e que esse
percentual é distribuído entre os poderes).
Portanto, se o estado ultrapassa o limite de 60% da receita corrente
líquida devido ao descumprimento, por exemplo, do percentual a ser
observado pelo legislativo (3%), não deixará de receber as transferências
voluntárias, já que o ato não decorreu do executivo.
Confiram o entendimento do STF sobre o tema:

AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRINCÍPIO DA


INTRANSCENDÊNCIA OU DA PERSONALIDADE DAS SANÇÕES E DAS MEDIDAS
RESTRITIVAS DEORDEM JURÍDICA. ART. 5º, XLV, DA CF. IMPOSSIBILIDADE DE
ATRIBUIÇÃO DE RESPONSABILIDADE AO ENTE ESTATAL POR ATO PRATICADO
POR ENTIDADE DA ADMINISTRAÇÃO INDIRETA OUPELO PODER LEGISLATIVO
OU JUDICIÁRIO. TESE ADOTADA EM COGNIÇÃO SUMÁRIA PELO PLENO DO
STF.POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE
SE NEGA PROVIMENTO.

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I – O Supremo Tribunal Federal entende que as limitações jurídicas decorrentes
do descumprimento de obrigação por entidade da administração indireta não
podem ser atribuídas ao ente federal da qual participam e, pelo mesmo motivo,
quando o desrespeito for ocasionado pelo Poder Legislativo ou pelo Poder
Judiciário, as consequências não podem alcançar o Poder Executivo.
II – Situação dos autos diversa daquela em que se afasta a adoção do princípio
se a responsabilidade deriva de ato praticado por órgão do próprio Poder
Executivo. (STF-RE 768238-PE, DJ em 06/03/14)

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2.6 Destinação de recursos para o setor privado


A LRF traz requisitos para a transferência de recursos do setor público
para o setor privado detinados a cobrir necessidades de pessoas físicas ou
déficits de pessoas jurídicas, ressaltando que eles também devem ser
observados por toda a administração indireta, inclusive fundações
públicas e empresas estatais, exceto, no exercício de suas atribuições
precípuas, as instituições financeiras e o Banco Central do Brasil.
Ademais, a lei prevê que compreende-se incluída a concessão de
empréstimos, financiamentos e refinanciamentos, inclusive as respectivas
prorrogações e a composição de dívidas, a concessão de subvenções e a
participação em constituição ou aumento de capital.
Trata-se, geralmente, de recursos públicos que serão destinados ao
terceiro setor para fins assistenciais.
Vamos enumerar cada um dos requisitos exigidos para esse tipo de
transferência:
i) autorizada por lei específica
ii) atender às condições estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias
iii) estar prevista no orçamento ou em seus créditos adicionais.
Embora não seja objeto da nossa matéria, ressalto que a Lei 13.019/14
trouxe outros critérios, buscando regular mais detalhadamente a
celebração de convênios nesses casos.
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2.7 Destinação de recursos para pessoa física ou
jurídica que não esteja sob controle direto ou
indireto do ente
No caso de a transferência de recursos ser destinada à pessoas físicas ou
jurídicas que não estejam sob controle do ente, a LRF determina os
encargos financeiros, comissões e despesas congêneres não serão
inferiores aos definidos em lei ou ao custo de captação, permitindo
exceção, desde que haja autorização em lei específica ,sendo o subsídio
(prejuízo) correspondente consignado na lei orçamentária.!

2.8 Destinação de recursos a instituições do


Sistema Financeiro Nacional
É importante dar destaque à previsão da LRF acerca desse tipo de
destinação de recursos.
Aqui, exige-se autorização legislativa para utilização de recursos
públicos, inclusive de operações de crédito, para socorrer instituições do
Sistema Financeiro Nacional, ainda que mediante a concessão de
empréstimos de recuperação ou financiamentos para mudança de
controle acionário.
Além disso,a prevenção de insolvência e outros riscos ficará a cargo de
fundos, e outros mecanismos, constituídos pelas instituições do Sistema
Financeiro Nacional, na forma da lei.
O §2 do art. 28 prevê uma exceção à exigência de autorização legislativa,
dispondo que o disposto no caput não proíbe o Banco Central do Brasil de
conceder às instituições financeiras operações de redesconto e de
empréstimos de prazo inferior a trezentos e sessenta dias.
!

2.9 Despesas de competência de outros entes


Por fim, o art. 62 da LRF busca regulamentar uma situação comum que
ocorre em nosso país: os munícipios arcarem com algumas despesas de
competência do estado e da União, muitas vezes devido à falha na
prestação de competência comum.
Buscando evitar que os municípios se endividem excessivamente, a LRF
determinou que os municípios só contribuirão para o custeio de despesas
de competência de outros entes da Federação se houver autorização na
lei de diretrizes orçamentárias e na lei orçamentária anual, bem como
convênio, acordo, ajuste ou congênere, conforme sua legislação.

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5. RESUMO DO CONCURSEIRO
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Requisitos para geração de despesas (CEA)

estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva


entrar em vigor e nos dois subseqüentes;

declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação


orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade
com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.

Exceção ao cumprimento desses requisitos: despesas consideradas


irrelevantes pela LDO (art. 16, §3) .

Requisitos para DOCC

estimativa trienal do impacto de tais despesas e origem dos recursos


para seu custeio.

comprovação de não afetação das metas de resultados fiscais


compensação dos efeitos financeiros, nos períodos seguintes, por meio do
aumento permanente de receita ou pela redução permanente de
despesa .

As de Exceção: despesas destinadas ao serviço da dívida e ao


reajustamento de remuneração de pessoal.

Quadro resumo das despesas com pessoal

Conceito e exceção: • o somatório dos gastos do ente da


Federação com os ativos, os
inativos e os pensionistas, relativos
a mandatos eletivos, cargos,
funções ou empregos, civis,
militares e de membros de Poder,
com quaisquer espécies
remuneratórias, tais como
vencimentos e vantagens, fixas e
variáveis, subsídios, proventos da
aposentadoria, reformas e pensões,
inclusive adicionais, gratificações,
horas extras e vantagens pessoais

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de qualquer natureza, bem como
encargos sociais e contribuições
recolhidas pelo ente às entidades de
previdência.

• Exceção: despesas com pessoal


aquelas que são consideradas
indenizatórias (auxílio-alimentação,
ajuda de custo).
Limites de gasto e exceções: • União: 50 %da RCL

• Estados e municípios: 60% da


RCL

• Exceções:

a)indenização por demissão de


servidores ou empregados;
b)incentivos à demissão voluntária;
c)despesas decorrentes de decisão
judicial e da competência de
período anterior ao da apuração a
que se refere o § 2o do art. 18
(mês de referencia somados aos 11
anteriores).
d)despesas com pessoal, do Distrito
Federal e dos Estados do Amapá e
Roraima, custeadas com recursos
transferidos pela União na forma
dos incisos XIII e XIV do art. 21 da
Constituição e do art. 31 da
Emenda Constitucional no 19
e) despesas com inativos, ainda que
por intermédio de fundo específico,
custeadas por recursos
provenientes:
da arrecadação de contribuições dos
segurados;
da compensação financeira de que
trata o § 9o do art. 201 da
Constituição das demais receitas
diretamente arrecadadas por fundo
vinculado a tal finalidade, inclusive
o produto da alienação de bens,

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direitos e ativos, bem como seu
superávit financeiro.
f) despesas consideradas
indenizatórias
Limites: • Alerta: quando a despesa
ultrapassa 90% do limite previsto
em lei.

Não gera vedação.

• Prudencial: quando a despesa


excede 95% do limite previsto em
lei.

Gera as seguintes vedações a


quem praticar o excesso:

a)criação de cargo, emprego ou


função

b)alteração de estrutura de carreira


que implique aumento de despesa;

c)provimento de cargo público,


admissão ou contratação de pessoal
a qualquer título, ressalvada a
reposição decorrente de
aposentadoria ou falecimento de
servidores das áreas de educação,
saúde e segurança

d) contratação de hora extra, salvo


no caso do disposto no inciso II do
§ 6o do art. 57 da Constituição e as
situações previstas na lei de
diretrizes orçamentárias.

e)concessão de vantagem,
aumento, reajuste ou adequação de
remuneração a qualquer título,
salvo os derivados de sentença
judicial ou de determinação legal ou
contratual, ressalvada a revisão
geral anual prevista no inciso X do
art. 37 da Constituição;

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Prazo para eliminação do • o percentual excedente terá de
excesso de despesa: ser eliminado nos dois
quadrimestres seguintes, sendo
pelo menos um terço no primeiro
Medidas adotadas: 1)redução em pelo menos vinte por
cento das despesas com cargos em
comissão e funções de confiança;

2) exoneração dos servidores não


estáveis.

3)se as medidas anteriores não


forem suficientes para assegurar o
cumprimento dos limites, poderá
haver exoneração do servidor
estável, desde que ato normativo
motivado de cada um dos Poderes
especifique a atividade funcional, o
órgão ou unidade administrativa
objeto da redução de pessoal.

Sanções previstas: • Recebimento de transferências


voluntárias, ressalvadas as
destinadas à saúde, educação e à
assistência social

• Obtenção de garantia, direta ou


indireta, de outro ente;

• Contratação de operações de
crédito, ressalvadas as destinadas
ao refinanciamento da dívida
mobiliária e as que visem à redução
das despesas com pessoal.

• As últimas restrições aplicam-se


imediatamente se a despesa total
com pessoal exceder o limite no
primeiro quadrimestre do último
ano do mandato dos titulares de
Poder ou órgão referidos no art. 20.

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Requisitos para a destinação de recursos para:

o setor privado i) autorização por lei específica


também devem ser observados por ii)atender às condições
toda a administração indireta, estabelecidas na lei de diretrizes
inclusive fundações públicas e orçamentárias
empresas estatais, exceto, no iii) estar prevista no orçamento ou
exercício de suas atribuições em seus créditos adicionais
precípuas, as instituições
financeiras e o Banco Central do
Brasil
pessoa física ou jurídica que não os encargos financeiros, comissões
esteja sob controle direto ou e despesas congêneres não serão
indireto do ente inferiores aos definidos em lei ou ao
custo de captação, permitindo
exceção, desde que haja

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autorização em lei específica, sendo
o subsídio (prejuízo)
correspondente consignado na lei
orçamentária.

instituições do Sistema Financeiro i)autorização legislativa para


Nacional utilização de recursos públicos,
inclusive de operações de crédito,
para socorrer instituições do
Sistema Financeiro Nacional, ainda
que mediante a concessão de
empréstimos de recuperação ou
financiamentos para mudança de
controle acionário.
ii) a prevenção de insolvência e
outros riscos ficará a cargo de
fundos, e outros mecanismos,
constituídos pelas instituições do
Sistema Financeiro Nacional, na
forma da lei
Exceção à exigência de autorização
legislativa: o disposto no caput não
proíbe o Banco Central do Brasil de
conceder às instituições financeiras
operações de redesconto e de
empréstimos de prazo inferior a
trezentos e sessenta dias.

Chegamos ao fim de nossa aula!


Grande abraço!
Natália Riche
profnatbfr@gmail.com

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5. QUESTÕES COMENTADAS
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1. PGFN-2015–Procurador da Fazenda Nacional -ESAF
A amortização de juros de dívida que a União Federal porventura tenha
efetuado a alguma instituição financeira será alocada, em consonância
com a Lei n. 4.320/64, como:
a)Despesa de custeio.
b)Investimento.
c)Inversão financeira.
d)Transferência corrente.
e)Transferência de capital.

Comentário:
Conforme art. 12, §2 da LRF, os juros da dívida pública são transferências
correntes, abarcadas pelas despesas correntes.
Lembrem-se que as despesas correntes são gastos contínuos, que se
destinam à manutenção e ao funcionamento dos serviços realizados pela
Administração Direta, Indireta ou, ainda, por pessoas físicas ou jurídicas
que recebam recursos para atende tais despesas.
Em regra, não representam ganho de patrimônio, como pagamento de
juros e despesa com pessoal.
Dentro delas, encontram-se as transferências correntes, que são as
dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta
em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado (aqui, se incluem os juros).
Gabarito: D

2. PGFN-2012–Procurador da Fazenda Nacional -ESAF


Suponha-se que a União pretenda adquirir o imóvel onde atualmente está
instalada, mediante contrato de aluguel, a sede da Procuradoria-Geral da
Fazenda Nacional. Nesse caso, a despesa pública será classificada como

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a)despesa corrente, por destinada à manutenção de serviço
anteriormente criado.
b)transferência corrente, por destinada à manutenção de entidade de
direito público.
c)investimento, por acarretar aumento patrimonial.
d)inversão financeira, por destinada à aquisição de imóvel.
e)transferência de capital, por implicar diminuição da dívida pública.
Comentário:
Trata-se de inversão financeira, espécie de despesa de capital, que
consiste na i) aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em
utilização; ii) aquisição de títulos representativos do capital de emprêsas
ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não
importe aumento do capital; iii)constituição ou aumento do capital de
entidades ou emprêsas que visem a objetivos comerciais ou financeiros,
inclusive operações bancárias ou de seguros.São exemplos trazidos no
art. 13 da Lei 4.320/64: aquisição de imóveis, participação em
constituição ou aumento de capital de empresas ou entidades comerciais
ou financeiras, aquisição de títulos representativos de capital de empresa
em funcionamento, constituição de fundos rotativos, concessão de
empréstimos, diversas inversões financeiras.
Gabarito:D

3. PGFN-2012–Procurador da Fazenda Nacional -ESAF


Caso as despesas de pessoal de um ente da Federação exceda, em
determinado período de apuração, os percentuais da receita corrente
líquida discriminados na Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF,
a)o percentual excedente terá de ser eliminado nos três quadrimestres
seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro.
b)a recondução da despesa ao limite legal poderá ser alcançada tanto
pela extinção de cargos e funções quanto pela redução dos valores a eles
atribuídos.
c)não poderá ocorrer redução temporária da jornada de trabalho com
adequação dos vencimentos à nova carga horária.
d)o ente não poderá contratar operações de crédito destinadas ao
refinanciamento da dívida mobiliária.
e)o ente fica imediatamente impedido de receber transferências
voluntárias, mesmo aquelas relativas a ações de educação, saúde e
assistência social, se não alcançada a redução nos três quadrimestres
seguintes, e enquanto perdurar o excesso.

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Comentário:
O item A está incorreto. Conforme art 23 da LRF, se os limites não forem
observados, o percentual excedente terá de ser eliminado nos dois
quadrimestres seguintes, sendo pelo menos um terço no primeiro.
Os item B está incorreto. O art. 23, §§1 e 2 da LRF prevê que a redução
de despesas pode ser alcançada pela extinção ou redução dos valores
atribuídos a cargos em comissão e pela redução temporária da
jornada de trabalho.
Ocorre que, na ADI 2238, o STF suspendeu a eficácia das
expressões que permitiam a redução dos vencimentos (ou seja, da
primeira parte) por entendê-las inconstitucionais.
Portanto o item C está correto, já que se trata da parte final do artigo.
O item D está incorreto. Quando houver esgotamento do prazo para
redução de despesas sem que o limite tenha sido atingido, a LRF prevê as
seguintes sanções (art. 23, §3):
Recebimento de transferências voluntárias, ressalvadas as
destinadas à saúde, educação e à assistência social
Obtenção de garantia, direta ou indireta, de outro ente;
Contratação de operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das
despesas com pessoal.
O item E está correto. O ente deixará de receber transferências
voluntárias, entretanto, as destinadas à saúde, educação e à assistência
social são exceções a essa sanção.
Gabarito:C

4. MPOG-2010–ESAF (adaptada)
À luz da disciplina constitucional e legal das despesas públicas e do
orçamento, é correto afirmar:
a)as dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação
direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender manifestação de outras entidades de direito público
ou privado, são classificadas como transferências de capital.
b)a aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou
entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não
importe aumento do capital, é classificada como investimento.

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c)as dotações destinadas à constituição de entidades ou empresas que
visem objetivos comerciais ou financeiros, inclusive operações bancárias,
classificam-se como investimento.
d)consideram-se subvenções sociais as destinadas a atender despesas
de investimentos de instituições públicas ou privadas de caráter
assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa.

Comentário:
O item A está errado, pois trata do conceito de transferências correntes:
são as dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação
direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: subvenções sociais,
subvenções econômicas, inativos, pensionistas, salário família e abono
familiar, juros da dívida pública, contribuições de previdência social
diversas, transferências correntes.
O item B está incorreto. Será classificada como inversão a aquisição de
títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer
espécie, já constituídas, quando a operação não importe aumento do
capital.
Quando houver aumento de capital referente às participação em
constituição ou aumento de capital de empresas ou entidades industriais
ou agrícolas haverá investimentos.
O item C está incorreto. Os investimentos tratam da constituição ou
aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou
financeiro.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: obras públicas,
serviços em regime de programação especial,equipamentos e instalações
material permanente.
O item D está correto. Lembrem-se que as subvenções são transferências
correntes destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades
beneficiadas, podendo ser dividas em :
Subvenções sociais: as que se destinem a instituições públicas ou
privadas de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa;
Subvenções econômicas: as que se destinam a empresas públicas
ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril.
Gabarito: D
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5. Prefeitura da Campinas-SP-2016 –Procurador - FCC
Ao se referir às despesas públicas, a Lei de Responsabilidade Fiscal − Lei
Complementar n° 101 de 2000 − limita os gastos dos governantes com a
despesa com pessoal, abrangendo o somatório dos gastos do ente da
Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas, relativos a
mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis, militares e de
membros de Poder, com quaisquer espécies remuneratórias. Acerca de
tais limites, a referida lei determina que a:
a) União não poderá exceder 50% de sua receita corrente líquida e os
Estados e os Municípios, 60% da referida receita.
b) União não poderá exceder 60% de sua receita corrente líquida e os
Estados e os Municípios, 50% da referida receita.
c) União, os Estados e os Municípios não poderão exceder 50% de suas
transferências correntes líquidas.
d) União não poderá exceder 40% de sua receita corrente líquida e os
Estados e os Municípios, 50% da referida receita.
e) União não poderá exceder 50% de sua transferência corrente líquida
e os Estados e os Municípios, 40% da referida transferência.
Comentário:
A questão trata dos limites que o art. 19 da LRF trouxe para gastos com
pessoal que deverão ser observados por todos os poderes e esferas de
governo.
A despesa total com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês
em referência com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o
regime de competência.

Limites de despesa com pessoal

União 50% da receita corrente líquida

Estados e Municípios 60% da receita corrente líquida

Gabarito: A

6. Prefeitura da Campinas-SP-2016 –Procurador - FCC


O regime de adiantamento

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a) é modalidade simplificada de pagamento na qual dispensa-se o
empenho e a emissão da nota de empenho e o pagamento é efetuado
diretamente por servidor, em casos de despesas extraordinárias
suportadas por crédito adicional extraordinário.
b) é uma forma de recolhimento antecipado de receita tributária com
vantagem para o contribuinte que obtém desconto.
c) refere-se à realização antecipada de despesas com pessoal referente
a pagamentos justificados por situações de urgência e necessidade
comprovadas pelo servidor, em casos excepcionais, desde que haja
previsão legal para tanto, limitando-se a vinte por cento dos seus
proventos.
d) é forma especial de realização de despesa extraordinária em que se
dispensa o empenho, nos casos previstos em lei, dispensando-se também
o pagamento por tesouraria, ou seja, o pagamento é efetuado
diretamente pelo servidor responsável por receber o adiantamento e fazer
o pagamento.
e) consiste na entrega, em casos excepcionais, expressamente definidos
em lei, de numerário a servidor, a critério do ordenador da despesa e sob
sua inteira responsabilidade, sempre precedida de empenho na dotação
própria, desde que se tratar de despesa que não possa subordinar-se ao
processo normal de aplicação
Comentário:
Conforme vimos na aula, o regime de adiantamento está previsto no art.
68 da Lei 4.320/64 e é aplicável aos casos de despesas expressamente
definidos em lei, consistindo na entrega de numerário a servidor, sempre
precedida de empenho na dotação própria para o fim de realizar
despesas, que não possam subordinar-se ao processo normal de
aplicação.
Esse regime é previsto para despesas especiais ou urgentes que fogem ao
processo normal de execução e por isso permite que os valores sejam
antecipados ao servidor que realizará a despesa.
Exemplo: pequenas compras de pronto pagamento (Lei 8.666/93, art. 60)
A lei veda, ainda, que seja concedido adiantamento ao servidor
responsável por dois adiantamentos e ao servidor em alcance (aquele
que já recebeu adiantamento e ainda não prestou contas do numerário
anterior).
Gabarito: E

7. Prefeitura de São Luís-MA-2016 –Procurador – FCC (adaptada)


A Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00) dedica vários dispositivos à
questão da despesa pública. De acordo com esta lei,

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a)a despesa corrente derivada de portaria, que fixe para o ente
obrigação legal com prazo de execução de 18 meses, é considerada
despesa obrigatória de caráter continuado.
b)para compensar a criação ou aumento de despesa obrigatória de
caráter continuado, o Ente político pode promover uma redução de
despesas ou utilizar excesso de arrecadação de exercício anterior.
c)é considerada lesiva ao patrimônio público a assunção de obrigação
relativa à criação, ou expansão, de ação governamental,
desacompanhada da respectiva estimativa do impacto orçamentário-
financeiro, no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois
subsequentes.
d)a desapropriação de imóveis urbanos, para fins de pleno
desenvolvimento da função social da cidade, não depende de prévia
estimativa de impacto orçamentário-financeiro.
Comentário:
A questão abarca os requisitos necessários à geração de despesas e
também o conceito de despesas obrigatórias de caráter continuado.
O item A está incorreto.
Nos termos da LRF, considera-se DOCC: i) a despesa corrente (destinada
à manutenção dos serviços); ii) derivada de lei, medida provisória ou ato
administrativo normativo; iii) que fixe para o ente a obrigação legal de
sua execução por um período superior a dois exercícios (aqui se incluem
as despesas novas e a prorrogação de despesas criadas por prazo
determinado).
O item B também está correto, pois a LRF exige a comprovação de que a
despesa criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais
devendo seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, ser
compensados pelo aumento permanente de receita ou pela redução
permanente de despesa (proveniente da elevação de alíquotas, ampliação
da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição).
O item C está correto. Os arts 15 e 16 da LRF trazem regras que devem
ser cumpridas a fim de que a despesa seja válida (regular, autorizada e
não lese o patrimônio público).
Nos termos da referida lei, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de
ação governamental (CEA) que acarrete aumento da despesa deverá
conter:

Requisitos para geração de despesas (CEA)

estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva

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entrar em vigor e nos dois subseqüentes;

declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação


orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade
com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.

Exceção ao cumprimento desses requisitos: despesas consideradas


irrelevantes pela LDO (art. 16, §3) .

O item D está incorreto. A LRF determina que as regras acima devem ser
observadas como condição prévia para empenho e licitação de serviços,
fornecimento de bens ou execução de obras e desapropriação de
imóveis urbanos.
Gabarito: C

8. TCE-AM-2015 –Auditor – FCC (adaptada)


A Lei Federal n° 4.320/1964 tem um de seus capítulos destinados a
disciplinar exclusivamente a DESPESA. De acordo com as normas desse
capítulo,
a)salvo disposição expressa de ato normativo emanado do Poder
Executivo, é vedada a realização de despesa sem prévio empenho.
b)em casos especiais previstos na legislação específica, será dispensada
a emissão da nota de empenho.
c)é vedada a realização do empenho da despesa, cujo montante não se
possa determinar.
d)o pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após a
realização do empenho e antes de sua regular liquidação.

Comentário:
A questão trata dos estágios da despesa pública.
O item A está incorreto. Lembrem-se que o empenho é o ato emanado de
autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento
pendente ou não de implemento de condição.
Nos termos do art. 60 da Lei 4.320/64, toda despesa demanda prévio
empenho, além disso, não poderá haver empenho que ultrapasse o
limite dos créditos orçamentários concedidos.
Portanto, o empenho prévio é obrigatório, entretanto, a lei poderá
dispensar a emissão da nota de empenho, por exemplo, nos casos de
despesa oriunda de determinação constitucional. Nessas situações, o
empenho será efetuado por outro documento.

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A afirmativa acima demonstra que o item B está correto.
O item C está incorreto. Existem 3 tipos de empenho, sendo que o
empenho por estimativa é usado quando não se pode determinar o valor
da despesa:
a)Ordinário: é usado para despesas normais, com valores definidos e
que serão pagas em uma única prestação.
b) Por estimativa: é usado quando não é possível determinar o
valor da despesa. Nesse caso, será feita uma estimativa do gasto ao
longo do exercício financeiro. Ex: contas de água e luz.
c) Global: é usado para despesas com valores definidos, mas que serão
pagas de forma parcelada. Assim , será feito o empenho global,
abarcando todo o exercício financeiro, mas o pagamento será feito mês a
mês. Ex: aluguéis, empreitadas.
O item D está incorreto. Após o empenho, haverá a liquidação da
despesa, que consiste na verificação do direito adquirido pelo credor
tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo
crédito.
Somente após a liquidação, ou seja, após fiscalizar o efetivo cumprimento
do contrato, a Administração fará o pagamento da despesa.
Gabarito:B

9. TCM-RJ-2015–Procurador- FCC (adaptada)


Despesas públicas são dispêndios do Estado ou de outra pessoa jurídica
de direito público, para o funcionamento dos serviços públicos. Sobre as
despesas públicas, é correto afirmar:
a)As despesas com pessoal inativo e pensionista são denominadas
transferências de capital.
b)A aquisição de títulos representativos do capital de empresas ou
entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não
importe aumento de capital e a aquisição de imóveis ou de bens de
capital já em utilização são despesas de custeio.
c)Amortização da Dívida Pública é classificada como transferências
correntes.
d)Concessão de empréstimos, constituição de fundos rotativos e a
constituição ou aumento de capital de entidades ou empresas que visem a
objetivos comerciais ou financeiros são transferências de capital.
e)As dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação
direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado são transferências correntes.

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Comentário:
Excelente questão para tratarmos da classificação das despesas por
categoria econômica, prevista na Lei 4.320/64, segundo a qual existem 2
classificações:
a)Despesas correntes: são gastos contínuos, que se destinam à
manutenção e ao funcionamento dos serviços realizados pela
Administração Direta, Indireta ou, ainda, por pessoas físicas ou jurídicas
que recebam recursos para atende tais despesas.
As despesas correntes, em regra, não representam ganho de patrimônio,
como pagamento de juros e despesa com pessoal.
Elas se subdividem em duas outras:
• Despesas de custeio (art. 12, §1 da Lei 4.320/64): são as dotações
para manutenção de serviços anteriormente criados, inclusive as
destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens
imóveis.
Dentro dessa subclassificação estão despesas para as quais há uma
contraprestação ao pagamento recebido pelo Estado.
Exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: pessoal civil, pessoal
militar, material de consumo, serviços de terceiros, encargos diversos.
Atenção!
O pagamento de inativos e pensionistas está fora das despesas de
custeio, pois não existe nenhuma contraprestação ao Estado.
• Transferências correntes (art. 12, §2 da Lei 4.320/64): são as
dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta
em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: subvenções sociais,
subvenções econômicas, inativos, pensionistas, salário família e abono
familiar, juros da dívida pública, contribuições de previdência social
diversas, transferências correntes.
Nos termos do art. 12, §3 da Lei 4.320/64, as subvenções são as
transferências destinadas a cobrir despesas de custeio das entidades
beneficiadas, podendo ser dividas em :
Subvenções sociais: as que se destinem a instituições públicas ou
privadas de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa;
Subvenções econômicas: as que se destinam a empresas públicas
ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril.

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b)Despesas de capital: são gastos relacionados a investimentos,
inversões e transferências de capital. Em regra, haverá acréscimo de
patrimônio público.
• Investimento (art. 12, §4 da Lei 4.320/64): são as dotações
para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas à
aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas
últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, aquisição de
instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou
aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou
financeiro.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: obras públicas,
serviços em regime de programação especial,equipamentos e instalações
material permanente, participação em constituição ou aumento de capital
de empresas ou entidades industriais ou agrícolas.
• Inversões (art. 12, §5 da Lei 4.320/64): são destinadas a i)
aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização; ii) aquisição
de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de
qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe
aumento do capital; iii)constituição ou aumento do capital de entidades
ou emprêsas que visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive
operações bancárias ou de seguros.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: aquisição de
imóveis, participação em constituição ou aumento de capital de empresas
ou entidades comerciais ou financeiras, aquisição de títulos
representativos de capital de empresa em funcionamento, constituição de
fundos rotativos,concessão de empréstimos, diversas inversões
financeiras.
• Transferências de capital (art. 12, §6 da Lei 4.320/64): as
dotações para investimentos ou inversões financeiras que outras pessoas
de direito público ou privado devam realizar, independentemente de
contraprestação direta em bens ou serviços, constituindo essas
transferências auxílios ou contribuições, segundo derivem diretamente da
Lei de Orçamento ou de lei especialmente anterior, bem como as
dotações para amortização da dívida pública.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: amortização da dívida
pública,auxílios para obras públicas, auxílios para equipamentos e
instalações,auxílios para inversões financeiras e outras contribuições.
Por fim, o artigo 13 da Lei 4.320/64 dispõe que a discriminação ou
especificação da despesa será feita por elementos, em cada unidade
administrativa ou órgão de governo.
Após relembrarmos essa importante classificação, fica fácil analisar os
itens.

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O item A está incorreto, pois as despesas com inativos são espécies de
transferências correntes, que estão abarcadas pelas despesas correntes.
O item B está incorreto. A aquisição de imóveis, ou de bens de capital já
em utilização e a aquisição de títulos representativos do capital de
empresas ou entidades de qualquer espécie, já constituídas, quando a
operação não importe aumento do capital são classificadas como
inversões, que estão abarcadas pelas despesas de capital.
O item C está incorreto. A amortização da dívida pública é considerada
transferência de capital, estando abarcada pelas despesas de capital
O item D está incorreto. A participação em constituição ou aumento de
capital de empresas ou entidades comerciais ou financeiras, aquisição de
títulos representativos de capital de empresa em funcionamento,
constituição de fundos rotativos, concessão de empréstimos, são
considerados inversões financeiras (despesas de capital)
O item E está correto. Trata-se da literalidade do art. 12 §2 da Lei
4.320/64, segundo o qual são consideradas transferências correntes as
dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta
em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado.
Gabarito : E

10. TCM-RJ-2015–Procurador- FCC


Considere:
I. A destinação de recursos para, direta ou indiretamente, cobrir
necessidades de pessoas físicas ou déficits de pessoas jurídicas deverá ser
autorizada por lei específica, atender às condições estabelecidas na Lei de
Diretrizes Orçamentárias e estar prevista no orçamento ou em seus
créditos adicionais.
II. Na concessão de crédito por ente da Federação, a pessoa física, ou
jurídica que não esteja sob seu controle direto ou indireto, os encargos
financeiros, comissões e despesas congêneres não serão inferiores aos
definidos em lei ou ao custo de captação.
III. As regras sobre a destinação de recursos públicos aplicam-se às
entidades da Administração indireta, exceto às fundações públicas e às
empresas estatais.
Está correto o que se afirma APENAS em
a)I e II.
b)I.
c)II.

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d)II e III.
e)III.

Comentário:
Para responder a questão, é necessário ter conhecimento das regras
contidas na LRF acerca da transferência de recursos para diversos
setores:

Requisitos para a destinação de recursos para:

o setor privado i) autorização por lei específica


também devem ser observados por ii)atender às condições
toda a administração indireta, estabelecidas na lei de diretrizes
inclusive fundações públicas e orçamentárias
empresas estatais, exceto, no iii) estar prevista no orçamento ou
exercício de suas atribuições em seus créditos adicionais
precípuas, as instituições
financeiras e o Banco Central do
Brasil
pessoa física ou jurídica que não os encargos financeiros, comissões
esteja sob controle direto ou e despesas congêneres não serão
indireto do ente inferiores aos definidos em lei ou ao
custo de captação, permitindo
exceção, desde que haja
autorização em lei específica, sendo
o subsídio (prejuízo)
correspondente consignado na lei
orçamentária.

Instituições do Sistema i)autorização legislativa para


Financeiro Nacional utilização de recursos públicos,
inclusive de operações de crédito,
para socorrer instituições do
Sistema Financeiro Nacional, ainda
que mediante a concessão de
empréstimos de recuperação ou
financiamentos para mudança de
controle acionário.
ii) a prevenção de insolvência e
outros riscos ficará a cargo de
fundos, e outros mecanismos,
constituídos pelas instituições do

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Sistema Financeiro Nacional, na
forma da lei
Exceção à exigência de autorização
legislativa: o disposto no caput não
proíbe o Banco Central do Brasil de
conceder às instituições financeiras
operações de redesconto e de
empréstimos de prazo inferior a
trezentos e sessenta dias.

O item I está correto, pois trata exatamente dos requisitos para


destinação de recursos para o setor privado, conforme primeira parte da
tabela.
O item II está correto. Na transferência de recursos para pf ou pj que não
esteja sob controle direto do ente, os encargos financeiros, comissões e
despesas congêneres não serão inferiores aos definidos em lei ou ao custo
de captação. Lembrem-se que existe exceção, desde que haja
autorização em lei específica, sendo o subsídio (prejuízo) correspondente
consignado na lei orçamentária.
O item III está incorreto. As regras também devem ser observados por
toda a administração indireta, inclusive fundações públicas e empresas
estatais, exceto, no exercício de suas atribuições precípuas, as
instituições financeiras e o Banco Central do Brasil
Gabarito : A

10. TCE-CE-2015–Auditor- FCC


O adiantamento
I. é sempre precedido de empenho na dotação própria.
II. é aplicável a todos os casos de despesas não expressamente definidas
em lei.
III. consiste na entrega de numerário a servidor para o fim de realizar
despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação.
IV. tem cabimento para aquisição de material e equipamento em situação
que não caracteriza excepcionalidade.
Está correto o que se afirma APENAS em
a)I e II.
b)III e IV.
c)I e III.
d)II e III.

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e)II e IV.

Comentário:
O item I está correto. O regime de adiantamento, previsto no art. 68 da
Lei 4.320/64, sempre deverá ser precedido de empenho na dotação
própria.
O item II está incorreto. O regime de adiantamento é aplicável aos casos
de despesas expressamente definidas em lei.
A lei veda, ainda, que seja concedido adiantamento ao servidor
responsável por dois adiantamentos e ao servidor em alcance (aquele que
já recebeu adiantamento e ainda não prestou contas do numerário
anterior).
O item III está correto. O regime em referência consiste na entrega de
numerário a servidor para o fim de realizar despesas que não possam
subordinar-se ao processo normal de aplicação.

O item IV está incorreto. Esse regime é previsto para despesas especiais


ou urgentes que fogem ao processo normal de execução (são
excepcionais) e por isso permite que os valores sejam antecipados ao
servidor que realizará a despesa.
Exemplo: pequenas compras de pronto pagamento (Lei 8.666/93, art. 60)
Gabarito: C

11. TCE-CE-2015–Procurador- FCC


Nos termos da Lei n° 4.320/1964, as inversões financeiras e os
investimentos
a)são sinônimos para espécie de receita corrente.
b)divergem porque as inversões financeiras são despesas corrente e os
investimentos são despesas de capital.
c)são despesas de capital que divergem, em síntese, porque os
investimentos geram serviços e, em consequência, podem aumentar o
Produto Interno Bruto − PIB, enquanto as inversões financeiras não
geram serviços e, normalmente, não incrementam o PIB.
d)são despesas de custeio que divergem, dentre outras hipóteses,
porque os investimentos visam a constituir capital de entidades e
empresas que visam lucro, enquanto as inversões financeiras visam
constituir capital de entidades e empresas sem caráter comercial.

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e)divergem porque as inversões financeiras têm por objeto aquisição de
material permanente e os investimentos têm por objeto a aquisição de
bens de capital já em utilização.

Comentários:
Os itens A e B estão incorretos. Conforme vimos, tanto as inversões
financeiras quanto os investimentos são espécies de despesas de capital.
O item C está correto. Vejam uma breve síntese de ambos os conceitos:
Despesas de capital:
• Investimento (art. 12, §4 da Lei 4.320/64): são as dotações
para o planejamento e a execução de obras, inclusive as destinadas à
aquisição de imóveis considerados necessários à realização destas
últimas, bem como para os programas especiais de trabalho, aquisição de
instalações, equipamentos e material permanente e constituição ou
aumento do capital de empresas que não sejam de caráter comercial ou
financeiro.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: obras públicas,
serviços em regime de programação especial,equipamentos e instalações
material permanente, participação em constituição ou aumento de capital
de empresas ou entidades industriais ou agrícolas.
• Inversões (art. 12, §5 da Lei 4.320/64): são destinadas a i)
aquisição de imóveis, ou de bens de capital já em utilização; ii) aquisição
de títulos representativos do capital de empresas ou entidades de
qualquer espécie, já constituídas, quando a operação não importe
aumento do capital; iii)constituição ou aumento do capital de entidades
ou empresas que visem a objetivos comerciais ou financeiros, inclusive
operações bancárias ou de seguros.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: aquisição de imóveis,
participação em constituição ou aumento de capital de empresas ou
entidades comerciais ou financeiras, aquisição de títulos representativos
de capital de empresa em funcionamento, constituição de fundos
rotativos,concessão de empréstimos, diversas inversões financeiras.
Os itens D e E também estão incorretos, conforme explicação acima.
Gabarito: C

12. TCM-GO-2015–Procurador- FCC


No tocante à despesa com pessoal, a Lei Complementar 101/2000,
conhecida também como Lei de Responsabilidade Fiscal, estabelece que
a)na verificação do atendimento do limite de despesa total com pessoal,
no âmbito municipal, em cada período de apuração, não serão

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computadas as despesas de indenização por demissão de servidores ou
empregados, nem as relativas a incentivos à demissão voluntária.
b)para fins de atendimento de determinação contida na Constituição
Federal, o total dessa despesa, relativamente aos Municípios, em cada
período de apuração, não poderá exceder 54% de sua receita corrente
líquida.
c)na verificação do atendimento do limite de despesa total com pessoal,
no âmbito municipal, em cada período de apuração, deverão ser
computadas as despesas com inativos, ainda quando custeadas por
recursos provenientes da arrecadação de contribuições dos segurados
d)o total dessa despesa será apurado somando-se a realizada no
trimestre em referência com a dos três trimestres imediatamente
anteriores, adotando-se o regime de competência.
e)a repartição do limite global de despesa com pessoal, na esfera
municipal, em cada período de apuração, não poderá exceder 50% para o
Poder Executivo.

Comentário:
O item A está correto. O art. 19, da LRF estabelece que na verificação do
atendimento dos limites, não serão computadas as despesas:
a)de indenização por demissão de servidores ou empregados;
b) relativas a incentivos à demissão voluntária;
c)decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao
da apuração a que se refere o § 2o do art. 18 (mês de referencia
somados aos 11 anteriores).
Portanto, os precatórios não serão incluídos no cômputo das despesas
com pessoal.
d) com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e Roraima,
custeadas com recursos transferidos pela União na forma dos incisos
XIII e XIV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda
Constitucional no 19
e) com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico, custeadas
por recursos provenientes:
da arrecadação de contribuições dos segurados;
da compensação financeira de que trata o § 9o do art. 201 da
Constituição
das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo vinculado a
tal finalidade, inclusive o produto da alienação de bens, direitos e ativos,
bem como seu superávit financeiro.

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f) despesas consideradas indenizatórias (pois, como vimos, não são
consideradas despesas com pessoal pra fins da LRF)
O item B está incorreto. Nos termos do art. 19, III da LRF, o limite a ser
observado pelos municípios é de 60% da RCL.

Limites de despesa com pessoal

União 50% da receita corrente líquida

Estados e Municípios 60% da receita corrente líquida

O item C está incorreto. Conforme vimos no item A, uma das exceções


ao cômputo dos limites é a despesa com inativos, ainda que por
intermédio de fundo específico, custeada por recursos provenientes da
arrecadação de contribuições dos segurados.
O item D está incorreto.Nos termos do art. 18 da LRF, a despesa total
com pessoal será apurada somando-se a realizada no mês em referência
com as dos onze imediatamente anteriores, adotando-se o regime de
competência.
O item E está incorreto. Os limites previstos pelo art. 20 constam da
tabela abaixo:

Limites de despesa com pessoal (em % da RCL)

União Estados Municípios

Poder executivo 40,9 * 49 54

Poder legislativo 2,5 3 ** 6

Poder judiciário 6 6 -

Ministério 0,6 2 -
Público

Total 50 60 60

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Gabarito: A

13. TCE-GO-2014–Analista de controle externo- FCC


Sobre as despesas públicas, é correto afirmar que
a)a despesa com pessoal não engloba os encargos sociais e
contribuições recolhidas pelo ente às entidades de previdência.
b)a despesa total com pessoal não poderá exceder em 60% a receita de
capital dos Estados e dos Municípios.
c)serão computadas as despesas relativas à indenização por demissão
de servidores e empregados e às relativas a incentivos à demissão
voluntária na verificação dos limites da despesa total com pessoal.
d)os valores dos contratos de terceirização e mão de obra que se
referem à substituição de servidores públicos serão contabilizados como
Outras Despesas de Pessoal.
e)o excesso com despesa total com pessoal não impede o recebimento
de transferências voluntárias, nem obtenção de garantia, direta ou
indireta, de outro ente, em operações de crédito.
Comentário:
O item A está incorreto. A despesa com pessoal engloba o somatório dos
gastos do ente da Federação com os ativos, os inativos e os pensionistas,
relativos a mandatos eletivos, cargos, funções ou empregos, civis,
militares e de membros de Poder, com quaisquer espécies
remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e variáveis,
subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões, inclusive
adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de qualquer
natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas pelo ente
às entidades de previdência.
O item B está incorreto. Na verdade o limite de 60% refere-se à receita
corrente líquida e não à receita de capital.
O item C está incorreto. Não serão computadas no limite as despesas:
a)indenização por demissão de servidores ou empregados;
b)incentivos à demissão voluntária;
c)despesas decorrentes de decisão judicial e da competência de período
anterior ao da apuração a que se refere o § 2o do art. 18 (mês de
referencia somados aos 11 anteriores).
d)despesas com pessoal, do Distrito Federal e dos Estados do Amapá e
Roraima, custeadas com recursos transferidos pela União na forma
dos incisos XIII e XIV do art. 21 da Constituição e do art. 31 da Emenda
Constitucional no 19

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e) despesas com inativos, ainda que por intermédio de fundo específico,
custeadas por recursos provenientes:
da arrecadação de contribuições dos segurados;
da compensação financeira de que trata o § 9o do art. 201 da
Constituição das demais receitas diretamente arrecadadas por fundo
vinculado a tal finalidade, inclusive o produto da alienação de bens,
direitos e ativos, bem como seu superávit financeiro.
f) despesas consideradas indenizatórias
O item D está correto. Como vimos na aula, entram no cômputo das
despesas com pessoal os valores dos contratos de terceirização de mão-
de-obra que se referem à substituição de servidores e empregados
públicos, sendo contabilizadas como outras despesas de pessoal.
O item E está incorreto. Vamos relembrar as sanções previstas em caso
de esgotamento do prazo para redução de despesas sem que o limite
tenha sido atingido (art. 23, §3):
Recebimento de transferências voluntárias, ressalvadas as destinadas à
saúde, educação e à assistência social
Obtenção de garantia, direta ou indireta, de outro ente;
Contratação de operações de crédito, ressalvadas as destinadas ao
refinanciamento da dívida mobiliária e as que visem à redução das
despesas com pessoal.
Gabarito: D

14. TCE-GO-2014–Analista de controle externo-área jurídica- FCC


Sobre o empenho é correto afirmar que
a)em nenhuma hipótese é permitido que o Município empenhe, no
último mês do mandato do prefeito, mais do que o duodécimo da despesa
prevista no Orçamento vigente.
b)via de regra, é vedado aos Municípios, no último mês do mandato do
prefeito, assumir compromissos financeiros para execução depois do
término do mandato.
c)em caso de calamidade pública comprovada admite-se a realização de
despesa sem prévio empenho.
d)a ordem de pagamento e a liquidação da despesa são pressupostos
para o empenho.
e)não se admite a realização de empenho global de despesa contratual
ou de despesa sujeita a parcelamento, sendo necessário empenho certo e
específico.

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Comentário:
O item A está incorreto, pois embora a lei 4.320/64 vede que os
Municípios empenhem, no último mês do mandato do Prefeito, mais do
que o duodécimo da despesa prevista no orçamento vigente, existe uma
exceção: casos de calamidade pública.
O item B está correto. Na verdade, conforme art. 59, §2 da LRF, o §2 do
mesmo artigo proíbe que os Municípios, no último mês do mandato
assumam, por qualquer forma, compromissos financeiros para execução
depois do término do mandato do Prefeito.
O item C está incorreto. O empenho prévio é sempre obrigatório,
entretanto, a lei poderá dispensar a emissão da nota de empenho nos
casos de calamidade pública.
O item D está incorreto. Na verdade, o empenho e a liquidação é que são
pressupostos para o pagamento.

Χ65Β3.%6!+#!
Χ∃/40Π%! Θ.Ρ8.+#)∗%! Ν#3#∃405%!
+46/46#!

O item E está incorreto. O empenho global é utilizado justamente para


despesas com valores definidos, mas que serão pagas de forma
parcelada. Assim , será feito o empenho global, abarcando todo o
exercício financeiro, mas o pagamento será feito mês a mês. Ex:
aluguéis, empreitadas.
Gabarito:B

15. MP-MS-2013–Analista de contas-FCC


O prefeito de um município do Estado do Mato Grosso nomeou vinte
cidadãos para cargos em comissão e funções de confiança, verificando,
depois, que a despesa total com as remunerações dos secretários,
assessores e demais servidores municipais ultrapassavam os limites
fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Em obediência a preceito
constitucional e para evitar as sanções previstas na lei citada decorrente
de despesa excessiva com pessoal, o prefeito, no prazo legal, deverá
adotar a seguinte providência em relação aos gastos com servidores
nomeados para os cargos em comissão e funções de confiança:

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a)demissão de cinquenta por cento dos servidores ocupantes dos
referidos cargos em comissão e funções de confiança.
b)redução em pelo menos vinte por cento das despesas com os
referidos cargos em comissão e funções de confiança.
c)redução em pelo menos trinta por cento das despesas com as
remunerações dos servidores ocupantes dos referidos cargos em
comissão e funções de confiança.
d)exoneração de trinta por cento dos servidores ocupantes dos referidos
cargos em comissão e funções de confiança.
e)colocação em disponibilidade não remunerada da metade dos
servidores ocupantes dos referidos cargos em comissão e funções de
confiança.
Comentário:
Basta lembrar das medidas a serem adotadas para diminuir o excesso de
despesa:
1)redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em
comissão e funções de confiança;
2) exoneração dos servidores não estáveis.
3)se as medidas anteriores não forem suficientes para assegurar o
cumprimento dos limites, poderá haver exoneração do servidor estável,
desde que ato normativo motivado de cada um dos Poderes especifique a
atividade funcional, o órgão ou unidade administrativa objeto da redução
de pessoal.
Gabarito: B

16. TCE-SP-2013–Auditor-FCC
De acordo com a classificação adotada pela Lei no 4.320/64, a despesa
decorrente do pagamento de juros da dívida pública se caracteriza como
despesa
a)corrente de custeio.
b)de capital decorrente de inversões financeiras.
c)de capital decorrente de transferência de capital.
d)de capital decorrente de investimentos.
e)corrente de transferência corrente.

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Comentário:
Conforme art. 12, §2 da LRF tratam-se de transferências correntes, que
são inseridas nas despesas correntes.
Lembrem-se que as despesas correntes são gastos contínuos, que se
destinam à manutenção e ao funcionamento dos serviços realizados pela
Administração Direta, Indireta ou, ainda, por pessoas físicas ou jurídicas
que recebam recursos para atende tais despesas.
Em regra, não representam ganho de patrimônio, como pagamento de
juros e despesa com pessoal.
Dentro delas, encontram-se as transferências correntes, que são as
dotações para despesas as quais não corresponda contraprestação direta
em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito
público ou privado (aqui, se incluem os juros).
Gabarito: E

17. PGM-PB-2012–Procurador municipal-FCC


Sobre os estágios da despesa, é correto afirmar que:
a)depois de empenhada a despesa, não cabe mais o seu cancelamento.
b)todo empenho é precedido de uma nota de empenho.
c)o pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua
regular liquidação.
d)a liquidação é a ordem de pagamento exarada mediante despacho de
autoridade competente.
e)quando se trata de crédito de pequeno valor, o pagamento é
imediato, independente de empenho, bastando a ordem de pagamento.

Comentário:
O item A está incorreto. O empenho poderá ser cancelado em caso de
não cumprimento do objeto, bem como se não for emitido corretamente.
O item B está incorreto. Em regra, o empenho é realizado por meio de
um documento chamado nota de empenho, que comprova a existência de
uma reserva de dotação orçamentária para o pagamento de determinada
despesa. Nos termos do art. 61 da Lei 4.320/64 deverá conter: o nome
do credor; a dotação orçamentária, o tipo de empenho, o valor
empenhado, o saldo da dotação própria, a assinatura da autoridade
pública etc.
Entretanto, existem exceções: a lei poderá dispensar a emissão da nota
de empenho, por exemplo, nos casos de despesa oriunda de

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determinação constitucional. Nessas situações, o empenho será efetuado
por outro documento.
Além disso, em alguns casos previstos no art. 62 da Lei 8.666/93
(licitação na modalidade convite ou compra com entrega imediata e
integral dos bens adquiridos) a nota de empenho poderá substituir o
próprio contrato administrativo. Entretanto, nesses casos, ela deverá
conter as cláusulas obrigatórias dos contratos administrativos.
O item C está correto. Trata-se do processamento regular das despesas:
empenho, liquidação e pagamento.
O item D está incorreto, pois traz o conceito de pagamento.
A liquidação refere-se à verificação do direito adquirido pelo credor tendo
por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.
O item E está incorreto. Nos termos do art. 60 da Lei 4.320/64, toda
despesa demanda prévio empenho, além disso, não poderá haver
empenho que ultrapasse o limite dos créditos orçamentários concedidos.
Existe exceção para emissão da nota de empenho, mas nunca do
empenho prévio.
Gabarito: C

18. AGU-2015–Advogado da União -Cespe


Haja vista que a despesa pública segue estágios e que cada um destes
esclarece em que momento a realização da despesa se encontra, julgue o
item a seguir.
I-( ) A emissão do empenho não produz nenhum efeito patrimonial.
II-( ) O empenho, que é estágio da despesa pública, não se
confunde com a nota de empenho, pois nem todo empenho possui uma
nota de empenho emitida.
III- ( ) Em regra, todos os empenhos podem ser anulados,
excepcionando-se dessa regra apenas o empenho feito em caráter global.
IV- ( ) As despesas com contratos de construção civil, em que o
pagamento só é realizado após a medição feita na obra, deve ser objeto
de empenho por estimativa.
V- ( ) É na fase do pagamento da despesa que a lei prevê a juntada de
atestado por parte do responsável, servidor público, de que o serviço foi
prestado ou o bem ou mercadoria foi entregue como contratado.
VI- ( ) O estágio da despesa pública que tem por finalidade o
comprometimento de parte do orçamento público aprovado com
determinado gasto é chamado de liquidação.

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Comentário:
O item I está correto. Percebam que se fala em emissão de empenho, ou
seja, em nota de empenho. Portanto, é correto afirmar que a nota de
empenho não produz efeitos patrimoniais, mas, somente efeitos
financeiros.
Os efeitos financeiros estão relacionados ao planejamento das constas
públicas. Por sua vez, os efeitos patrimoniais consistem na efetiva saída
de receitas dos cofres públicos (e são decorrentes do empenho).
O item II está correto. De fato, o empenho e a nota de empenho não se
confundem.
O empenho é o ato emanado de autoridade competente que cria para o
Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de
condição.
Nos termos do art. 60 da Lei 4.320/64, toda despesa demanda prévio
empenho
Em regra, o empenho é realizado por meio de um documento chamado
nota de empenho, que comprova a existência de uma reserva de dotação
orçamentária para o pagamento de determinada despesa. Nos termos do
art. 61 da Lei 4.320/64 deverá conter: o nome do credor; a dotação
orçamentária, o tipo de empenho, o valor empenhado, o saldo da dotação
própria, a assinatura da autoridade pública etc.
Embora o empenho prévio seja obrigatório, a lei poderá dispensar a
emissão da nota de empenho, por exemplo, nos casos de despesa oriunda
de determinação constitucional. Nessas situações, o empenho será
efetuado por outro documento
O item III está incorreto.
A regra é que os empenhos não podem ser anulados. Entretanto, existem
exceções previstas no art. 59 da Lei 4.320/64.
Assim, reputam-se nulos e de nenhum efeito os empenhos e atos
praticados em desacordo com as seguintes previsões: i) empenho, pelo
município, no último mês do mandato do Prefeito, de valor maior que o
duodécimo da despesa prevista no orçamento vigente, exceto nos casos
de calamidade pública; ii) assunção, pelo município, no mesmo período
(último mês do mandato) de compromissos financeiros para execução
depois do término do mandato do Prefeito.
Lembrem-se, ainda, que é possível o cancelamento do empenho quando
emitido incorretamente ou quando seu objeto não for cumprido.
O item IV está incorreto.
O empenho por estimativa deve ocorrer justamente no caso contrário, ou
seja, quando não puder se determinado o montante.

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Lembrem-se, ainda, que existem dois outros tipos de empenho:
Ordinário: é usado para despesas normais, com valores definidos e que
serão pagas em uma única prestação.
Global: é usado para despesas com valores definidos, mas que serão
pagas de forma parcelada. Assim , será feito o empenho global,
abarcando todo o exercício financeiro, mas o pagamento será feito mês a
mês. Ex: aluguéis, empreitadas.
O item V está incorreto, pois trata do estágio de liquidação de não do
pagamento.
A liquidação consiste justamente na verificação do direito adquirido pelo
credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do
respectivo crédito. Essa verificação tem por fim apurar i)a origem e o
objeto do que se deve pagar; ii)a importância exata a pagar e iii) a quem
se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.
Portanto, é nesse estágio que Administração irá exercer a fiscalização do
efetivo cumprimento do contrato, sendo que a lei prevê a juntada de
atestado por parte do responsável, servidor público, de que o serviço foi
prestado ou o bem ou mercadoria foi entregue como contratado.
O item VI está incorreto, pois trata do estágio do empenho e não da
liquidação.
Como vimos, o empenho é o ato emanado de autoridade competente que
cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de
implemento de condição.
Portanto, haverá a reserva de um determinando montante da dotação
orçamentária que cobrirá uma despesa específica.
Gabarito: I- certo; II- certo; III- errado; IV-errado; V-errado; VI-
errado.

19. PGE-PI-2014–Procurador -Cespe


À luz da LRF, assinale a opção correta relativamente aos limites para a
realização de despesas públicas.
a)É obrigatória e de caráter continuado despesa corrente derivada de lei
ou de ato normativo que fixe obrigação legal para a sua execução por
período superior a dois exercícios; não se considera aumento desse tipo
de despesa a prorrogação daquela anteriormente criada por prazo
determinado.
b)É nulo de pleno direito ato de governador que resulte em aumento de
despesa em geral expedido nos cento e oitenta dias anteriores ao final do
mandato.

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c)É vedado ao chefe do Poder Executivo, no último quadrimestre do seu
mandato, contrair obrigação de despesa que não possa ser cumprida
integralmente dentro desse quadrimestre, ou que tenha parcelas a serem
pagas no exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de
caixa para esse efeito.
d)Embora os atos que criarem ou majorarem despesas obrigatórias de
caráter continuado devam ser instruídos com as estimativas de impacto
previstas na LRF e com a demonstração da origem dos recursos para seu
custeio, isso não se aplica a despesas destinadas ao serviço da dívida
nem ao reajuste de servidores previsto na CF.
e)Ato de criação de ação governamental que gere aumento da despesa
de caráter continuado terá de ser acompanhado ou de estimativa do
impacto orçamentário-financeiro nos dois exercícios subsequentes à sua
entrada em vigor, ou de declaração do ordenador da despesa de que o
aumento tem adequação orçamentária e financeira com a LOA e
compatibilidade com o PPA e com a LDO.

Comentário:
O item A está incorreto. Nos termos da LRF, considera-se DOCC: i) a
despesa corrente (destinada à manutenção dos serviços); ii) derivada de
lei, medida provisória ou ato administrativo normativo; iii) que fixe para o
ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois
exercícios. Incluem-se no conceito as despesas e a prorrogação de
despesas criadas por prazo determinado.
O item B está incorreto. A LRF prevê que é nulo de pleno direito o ato que
resulte aumento da despesa com pessoal (e não em geral) expedido nos
cento e oitenta dias anteriores ao final do mandato do titular do
respectivo poder ou órgão.
O item C está incorreto. A LRF proíbe que o titular de Poder ou órgão
nos últimos dois quadrimestres (e não no último quadrimestre) do seu
mandato, contraia obrigação de despesa que não possa ser cumprida
integralmente dentro dele ou que tenha parcelas a serem pagas no
exercício seguinte sem que haja suficiente disponibilidade de caixa para
este efeito.
O item D está correto. Os atos que criarem ou aumentarem uma DOCC
deverão ser instruídos com a estimativa trienal do impacto de tais
despesas, bem como demonstrar a origem dos recursos para seu custeio.
Além disso, o ato será acompanhado de comprovação de que a despesa
criada ou aumentada não afetará as metas de resultados fiscais devendo
seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, ser compensados pelo
aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.

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Como afirma o item, as despesas destinadas ao serviço da dívida e ao
reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art.
37 da Constituição, constituem exceções, pois não precisam observar
esses requisitos.
O item E está incorreto. A estimativa do impacto orçamentário-financeiro
nos dois exercícios subsequentes à sua entrada em vigor, ou de
declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação
orçamentária e financeira com a LOA e compatibilidade com o PPA e com
a LDO são exigências para a criação, expansão ou aperfeiçoamento de
ação governamental (CEA) que acarrete aumento da despesa
Gabarito: D

20. AGU- 2013–Procurador Federal –Cespe (adaptada)


No que tange a normas gerais de direito financeiro, julgue o item que se
seguem.
( ) De acordo com a Lei n.º 4.320/1964, classificam-se como
transferências correntes as dotações para despesas às quais corresponda
contraprestação direta em bens e serviços, inclusive para atender à
manifestação de outras entidades de direito público ou privado, o que
inclui as despesas com pessoal civil.

Comentário:
O item contém dois erros. Confiram:
Transferências correntes (art. 12, §2 da Lei 4.320/64): são as dotações
para despesas as quais NÃO corresponda contraprestação direta em bens
ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções destinadas a
atender à manifestação de outras entidades de direito público ou privado.
São exemplos trazidos no art. 13 da Lei 4.320/64: subvenções sociais,
subvenções econômicas, inativos, pensionistas, salário família e abono
familiar, juros da dívida pública, contribuições de previdência social
diversas.
A despesa com pessoal civil é classificada como despesa de custeio, pois
trata da manutenção de serviços anteriormente criados.
Gabarito: errado

21. TRF-2 região- 2013- Juiz Federal –Cespe


As despesas que caracterizam inversão financeira incluem a dotação para:
a)pagamento de juros da dívida pública.
b)aquisição de material permanente.

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c)amortização da dívida pública.
d)obra pública.
e)aquisição de títulos representativos do capital de empresas em
funcionamento.
Comentário:
A questão pode ser resolvida pela leitura do art. 13 da Lei 4..320/64,
reparem como a classificação das despesas em categorias econômicas é
constantemente cobrada nas provas.
O item A está incorreto. Pagamento dos juros da dívida são
transferências corrente.
O item B está incorreto. Aquisição de material permanente é
investimento.
O item C está incorreto. Amortização da dívida pública é transferência de
capital.
O item D está incorreto. Obra pública é investimento.
O item E está correto. A aquisição de títulos classifica-se como inversão
financeira.
Gabarito: E

22. TRF-2 região- 2013- Juiz Federal –Cespe


A verificação do direito adquirido pelo credor, tendo por base os títulos e
documentos comprobatórios do respectivo crédito, constitui
a)o pagamento da despesa.
b)a nota de extinção de obrigação.
c)a liquidação da despesa.
d)o empenho.
e)a ordem de pagamento.

Comentário:
A questão trata da fase de liquidação de despesa, que consiste
justamente na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base
os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito. Essa
verificação tem por fim apurar i)a origem e o objeto do que se deve
pagar; ii)a importância exata a pagar e iii) a quem se deve pagar a
importância, para extinguir a obrigação.

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Portanto, é nesse estágio que Administração irá exercer a fiscalização do
efetivo cumprimento do contrato, para que só depois faça o pagamento
da despesa.
Gabarito: C

23. TRF-5 região- 2013- Juiz Federal –Cespe (adaptada)


À luz da CF, das normas gerais de direito financeiro e da jurisprudência do
STF sobre a matéria, julgue:
( ) As despesas empenhadas, não liquidadas e não pagas até 31 de
dezembro são consideradas restos a pagar processados.
Comentário:
O item está incorreto.
Os restos a pagar, são as despesas empenhadas mas não pagas até o
dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas,
permitindo que o pagamento possa ocorrer no exercício seguinte.
Os restos a pagar processados tratam das despesas empenhadas e
liquidadas, mas não pagas até 31/12.
Os restos a pagar não processados correspondem às despesas
empenhadas, mas não liquidadas e não pagas até 31/12.
Gabarito: errado.

24. TJ-BA -2012- Juiz–Cespe (adaptada)


Com base na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar n.º
101/2000), assinale a opção correta.
a)Considera-se transferência voluntária o montante total, apurado sem
duplicidade, das obrigações financeiras do ente da Federação, assumidas
em virtude de leis, contratos, convênios ou tratados, e da realização de
operações de crédito, para amortização em prazo superior a doze meses.
b)Denomina-se despesa total com pessoal o somatório dos gastos do
ente da Federação com os servidores ativos, excluindo-se os gastos
relativos a mandatos eletivos.
c)O ato que provoque aumento da despesa com pessoal e não atenda
aos requisitos da Lei Complementar n.º 101/2000 são passíveis de
revogação pelos órgãos de controle, desde que garantidos a ampla defesa
e o contraditório.
d)Segundo o STF, não ofende o princípio federativo o dispositivo da Lei
n.º 101/2000 que veda a realização de operação de crédito entre entes
da Federação, diretamente ou por intermédio de fundo, autarquia,
fundação ou empresa estatal.

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e)A despesa total com pessoal da administração pública municipal não
pode exceder 50% da receita corrente líquida do município, computadas
as despesas decorrentes de decisão judicial.

Comentário:
O item A está incorreto. As transferências voluntárias são definidas como
a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação,
a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra
de determinação constitucional legal ou os destinados ao Sistema Único
de Saúde.
Reparem que o conceito exclui as transferências obrigatórias, como por
exemplo, a repartição de receitas tributárias (FPE, FPM).
A definição trazida no item refere-se à dívida pública, que será objeto de
aula específica.
O item B está incorreto. A LRF determina que incluem-se nos gastos com
pessoal, o somatório dos gastos do ente da Federação com os ativos, os
inativos e os pensionistas, relativos a mandatos eletivos, cargos, funções
ou empregos, civis, militares e de membros de Poder, com quaisquer
espécies remuneratórias, tais como vencimentos e vantagens, fixas e
variáveis, subsídios, proventos da aposentadoria, reformas e pensões,
inclusive adicionais, gratificações, horas extras e vantagens pessoais de
qualquer natureza, bem como encargos sociais e contribuições recolhidas
pelo ente às entidades de previdência.
• Exceção: despesas com pessoal aquelas que são consideradas
indenizatórias (auxílio-alimentação, ajuda de custo).
O item C está incorreto. Esses atos serão considerados nulos de pleno
direito, nos termos da LRF.
O item D está correto.
Nos termos do art. 35 da LRF, é vedada a realização de operação de
crédito entre um ente da Federação, diretamente ou por intermédio de
fundo, autarquia, fundação ou empresa estatal dependente, e outro,
inclusive suas entidades da administração indireta, ainda que sob a forma
de novação, refinanciamento ou postergação de dívida contraída
anteriormente. O STF entendeu que esse dispositivo é constitucional enão
fere o princípio mencionado na questão.(STF- ADI 2250- MC, DJ 01-08-
2003)
O item E está incorreto.

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Limites de despesa com pessoal

União 50% da receita corrente líquida

Estados e Municípios 60% da receita corrente líquida

São exceções ao cômputo desses limites, as seguintes despesas:


a)de indenização por demissão de servidores ou empregados;
b) relativas a incentivos à demissão voluntária;
c)decorrentes de decisão judicial e da competência de período anterior ao
da apuração a que se refere o § 2o do art. 18 (mês de referencia
somados aos 11 anteriores). Portanto, os precatórios não serão incluídos.
Gabarito: D

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