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REBÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA
MESTRADO EM MECÂNICA COMPUTACIONAL E PROJETO MECÂNICO

CÁLCULO DE RAÍZES ATRAVÉS DO MÉTODO DA SECANTE – ANÁLISE


TEÓRICA E COMPUTACIONAL

AMÉLIA LAÍSY DO NASCIMENTO & ANDERSON SPINELLI VALDEVINO


DA SILVA

RECIFE
Junho 2012

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AMÉLIA LAÍSY DO NASCIMENTO & ANDERSON SPINELLI VALDEVINO
DA SILVA

CÁLCULO DE RAÍZES ATRAVÉS DO MÉTODO DA SECANTE – ANÁLISE


TEÓRICA E COMPUTACIONAL

Exercício acadêmico apresentado em


cumprimento às exigências de avaliação
da disciplina Métodos Numéricos do
Programa de Pós-Graduação em
Engenharia Mecânica, ministrada pelo
professor José Carlos Charamba Dutra.

RECIFE
Junho 2012

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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................... 4
1.1. OBJETIVO GERAL ........................................................................................... 5
1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS............................................................................. 5
2. REVISÃO DE LITERATURA .............................................................................. 6
2.1. LOCALIZAÇÃO OU ISOLAMENTO DAS RAÍZES .................................... 6
2.2. REFINAMENTO ................................................................................................. 7
2.2.1. TAXA DE VARIAÇÃO................................................................................... 7
2.2.2. MÉTODO DA SECANTE............................................................................... 8
2.2.3. CRITÉRIOS DE PARADA DO MÉTODO ITERATIVO .......................... 9
2.3. CÁLCULO DA TEMPERATURA DE BULBO ÚMIDO ............................... 9
2.3.1. PRESSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR .................................................. 9
2.3.2. PRESSÃO PARCIAL DE VAPOR D’ÁGUA ............................................. 10
3. MATERIAIS E MÉTODOS ................................................................................. 12
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO .......................................................................... 14
5. CONCLUSÃO ....................................................................................................... 17
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 18

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1. INTRODUÇÃO

Na Matemática, o conceito de função (f) é inteiramente ligado às questões de


dependência entre grandezas variáveis (ex.: y = f (x), ou seja, a variável y é função da
variável x, ou ainda: y é dependente do valor de x). Toda função possui uma lei de
formação algébrica que relaciona dois ou mais conjuntos através de cálculos
matemáticos. Comumente, é necessário conhecer os valores de determinadas variáveis
que anulam a sua variável dependente, ou seja, para o exemplo, quais valores de x
tornam y = f (x) = 0. Esse procedimento é conhecido como “cálculo de raízes de
funções” e possui uso na obtenção de soluções de uma ampla gama de problemas no
meio social, na saúde, administração, economia, física, química, engenharia, artes e
diversas outras áreas do conhecimento.

Para algumas equações, existem procedimentos que permitem calcular com


exatidão os valores das raízes reais. No entanto, no caso de polinômios de grau superior
a 4 (quatro) e, pior ainda, no caso de funções complicadas, é praticamente impossível se
achar as raízes exatamente. Sendo assim, temos de nos contentar em encontrar apenas
aproximações para essas raízes. Para isso o uso de métodos numéricos para cálculo de
raízes reais é indispensável.

Um exemplo de aplicação dos métodos iterativos pode ser visualizado no caso


de estudos sobre dados meteorológicos de um ambiente. Segundo Singh (2002, apud
MIRANDA et al., 2006): “O conhecimento de propriedades psicrométricas é
fundamental para projetar sistemas de controle ambiental para plantas, animais e seres
humanos”. “Normalmente, as pesquisas sobre psicrometria são feitas utilizando-se de
um instrumento denominado psicrômetro, o qual se trata, basicamente, de um conjunto
de termômetros de bulbo seco e úmido (coberto por um tecido imerso em água)” (DIAS,
2001 apud MIRANDA et al., 2006). Quando o termômetro de bulbo úmido é colocado
em uma corrente de ar, a água se evapora do tecido, até que atinja uma temperatura de
equilíbrio, chamada temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu) (MIRANDA et al.,
2006).

De acordo com Costa (2003, apud MIRANDA et al., 2006): “A partir desses
dados de temperatura de bulbo seco e bulbo úmido é possível calcular várias
propriedades psicrométricas, tais como: a pressão exercida pelo vapor sobre a massa

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líquida, chamada de pressão atual de vapor (ea)”, e a umidade relativa do ar, que é a
razão entre a pressão atual de vapor e a pressão de saturação de vapor (es) (MONTEITH
& UNSWORTH, 1990 apud MIRANDA et al., 2006).

No entanto, a determinação de Tu, que é uma medida da quantidade de umidade


do vapor d´água contido no ar, torna-se algumas vezes difícil e, diante das equações
disponíveis, pode ser obtida mediante tentativas ou iterações, realizadas por métodos
numéricos (MIRANDA et al., 2006).

A ideia central desses métodos (bissecção, falsa posição, falsa posição


modificado, iterativo linear, Newton-Raphson, secante) é partir de uma aproximação
inicial para a raiz e em seguida “refinar” essa aproximação através de um processo
iterativo. O presente estudo foca no método da secante para cálculo de raízes reais, que
consiste em uma aproximação da derivada exata presente no método de Newton-
Raphson, pela diferença finita da função f(x).

1.1. OBJETIVO GERAL

 Compreender e explicar à turma da disciplina “Métodos Numéricos” do


Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da Universidade Federal
de Pernambuco, o método da secante para cálculo de raízes reais.

1.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 Gerar um algoritmo matemático que calcule as raízes reais de uma função


através do método da secante;

 Utilizar o algoritmo matemático na resolução da equação “x3 – 9x + 3 = 0”;

 Apresentar uma aplicação do método em uma área específica, calculando a


temperatura de bulbo úmido de um ambiente com determinadas propriedades
psicrométricas.

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2. REVISÃO DE LITERATURA

Nas mais diversas áreas das ciências exatas ocorrem, frequentemente, situações
que envolvem a resolução de uma equação do tipo f(x) = 0. Em alguns casos, por
exemplo de equações polinomiais, os valores de x que anulam f(x) podem ser reais e
complexos (esse trabalho aborda apenas o cálculo de raízes reais, denotadas por ξ).
Graficamente, os zeros reais são representados pelas abcissas dos pontos onde uma
curva intercepta o eixo (RUGGIERO e LOPES, 1988).

Para algumas equações, como por exemplo, as equações polinomiais de segundo


grau, existem fórmulas explícitas que dão as raízes em função dos coeficientes. No
entanto, no caso de polinômios de grau mais alto e, pior ainda, no caso de funções mais
complicadas, é praticamente impossível se achar os zeros exatamente (RUGGIERO e
LOPES, 1988). Para isso a utilização de um método, que parte de uma aproximação
inicial para a raiz e em seguida “refina” essa aproximação através de um processo
iterativo, é imprescindível.

De acordo com Ruggiero e Lopes (1988), esses métodos constam de duas fases:

 Fase I: Localização ou Isolamento das Raízes, que consiste em obter um


intervalo que contém a raiz;
 Fase II: Refinamento, que consiste em, escolhidas aproximações iniciais
no intervalo encontrado na Fase I, melhorá-las sucessivamente até se
obter uma aproximação para a raiz dentro de uma precisão ε prefixada.
Nessa fase utiliza-se um dos métodos iterativos.

2.1. LOCALIZAÇÃO OU ISOLAMENTO DAS RAÍZES

Nesta fase é feita uma análise teórica e gráfica da função f(x). RUGGIERO e
LOPES (1988) ressaltam a importância dessa fase, considerando que o sucesso do
processo de refinamento depende fortemente da precisão dessa análise.

Ainda segundo RUGGIERO e LOPES (1988), uma forma de se isolar as raízes


de f(x) é tabelar f(x) para vários valores de x e analisar as mudanças de sinal de f(x) e o
sinal da derivada nos intervalos em que f(x) mudou de sinal. A análise gráfica da função
f (x) ou da equação f (x) = 0, é fundamental para se obter boas aproximações para a raiz.

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2.2. REFINAMENTO

A forma como se efetua o refinamento é através de métodos iterativos, que


consistem em uma sequencia de instruções que são executadas “passo a passo”, algumas
das quais são repetidas em ciclos. A execução de um ciclo recebe o nome de iteração.
Cada iteração utiliza resultados das iterações anteriores e efetua determinados testes que
permitem verificar se foi atingido um resultado “próximo o suficiente” do resultado
esperado. Observamos que os métodos iterativos fornecem apenas uma aproximação
para a solução (RUGGIERO e LOPES, 1988).

2.2.1. TAXA DE VARIAÇÃO

Suponha que y é uma quantidade que depende de outra quantidade x. Assim, y é


uma função de x e escrevemos y = f(x). Se x variar de x1 para x2, então a variação de x é

∆x = x2 - x1

E a variação correspondente a y é

∆y = f(x2) – f (x1)

O quociente de diferenças

( ) ( )
=

é denominado de taxa média de variação de y em relação a x no intervalo [x1, x2]


e pode ser interpretado como a inclinação da reta secante PQ. Considerando a taxa
média de variação em intervalos cada vez menores fazendo x2 tender a x1 e, portanto,
fazendo ∆x tender a 0. O limite dessas taxas médias de variação é chamado de taxa
(instantânea) de variação de y em relação a x em x = x1, que é interpretada como a
inclinação da tangente à curva y = f(x) em P(x1,f (x1)):

( ) ( )
Taxa instântanea de variação = =

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Figura 1. Representação gráfica da taxa de variação.

2.2.2. MÉTODO DA SECANTE

Embora o método de Newton-Raphson seja em geral muito eficiente, há


situações nas quais ele tem um desempenho insatisfatório. Um problema em potencial
na implementação deste método é o cálculo da derivada. Isso não é inconveniente para
polinômios e muitas outras funções, há certas funções cujas derivadas podem ser
extremamente difíceis ou inconvenientes para calcular. Nesses casos, a derivada pode
ser aproximada por uma diferença dividida regressiva, como em:

Figura 2. Representação gráfica do método da secante.


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Essa aproximação pode ser substituída em:

para fornecer a seguinte equação iterativa:

Essa equação é a fórmula do método da secante. Nessa abordagem são exigidas


duas estimativas iniciais de x.

Analisando a figura acima, podemos dividi-la em dois triângulos, percebendo


que os mesmos são semelhantes, temos que a razão entre seus lados são iguais e desta
forma podemos desenvolver a fórmula acima.

2.2.3. CRITÉRIOS DE PARADA DO MÉTODO ITERATIVO

Os métodos numéricos para cálculo de raízes de funções efetua um teste do tipo:


“A raiz calculada está suficientemente próxima da raiz exata?”. Para resolver essa
questão pode-se comparar a diferença entre a raiz calculada na ultima iteração e a raiz
calculada na iteração anterior pela precisão desejada, ou analisar se o valor absoluto da
função no ponto x é menor que a precisão imposta. Ou seja, se:

|X1 – X2| < precisão, ou |f (x)| < precisão, o programa computacional para o
processo iterativo e fornece a solução.

2.3. CÁLCULO DA TEMPERATURA DE BULBO ÚMIDO

2.3.1. PRESSÃO DE SATURAÇÃO DE VAPOR

Para calcular os valores de pressão de saturação de vapor em situações práticas,


utiliza-se da aproximação e derivações de TETENS (1930, apud MIRANDA et al.,
2006), amplamente utilizadas em Agrometeorologia, expressa por MURRAY (1967,
apud MIRANDA et al., 2006), dada por:

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(1)

em que,

es - pressão de saturação de vapor d´água, kPa, e

Ts - temperatura do psicrômetro de bulbo seco, oC.

2.3.2. PRESSÃO PARCIAL DE VAPOR D’ÁGUA

A pressão exercida pela massa atual de vapor d´água existente na atmosfera é


definida pelo símbolo ea. A pressão parcial de vapor (ea) varia desde zero, para o ar
totalmente seco, até ao valor máximo denominado de pressão de saturação de vapor
d´água (es) (PEREIRA et al., 2001, apud MIRANDA et al., 2006), dada por:

(2)

em que,

ea- pressão atual de vapor d´água, kPa;

esu - pressão de saturação de vapor d´água, com base na temperatura do


termômetro de bulbo úmido, oC;

cp - constante psicrométrica (0,0008 oC-1, psicrômetro não-aspirado);

P - pressão atmosférica local, kPa;

Ts - temperatura do termômetro de bulbo seco, oC, e

Tu - temperatura do termômetro de bulbo úmido, oC.

Substituindo-se a expressão de pressão de saturação de vapor d´água, com base


na temperatura do termômetro de bulbo úmido, na eq.(2), obtém-se a eq.(3), dada por:

(3)

A partir da eq.(3), chega-se ao problema a ser resolvido, uma vez que a série de
dados disponibiliza apenas a pressão atual de vapor (kPa), a temperatura do termômetro

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de bulbo seco (ºC), a constante psicrométrica (cp) e a pressão do local (P), restando
somente a temperatura do termômetro de bulbo úmido (Tu) a ser calculada. Para isso,
utilizam-se métodos numéricos para encontrar os valores de Tu e completar a série de
dados a ser disponibilizada para os usuários pelas estações meteorológicas, mediante a
resolução numérica da eq.(4), por meio de processos iterativos (f(Tu) = ea) (MIRANDA
et al., 2006).

(4)

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3. MATERIAIS E MÉTODOS

Para realização desse estudo foram utilizados o software MATLAB versão


7.10.0 e um notebook, com a seguinte configuração:

 Processador: Intel® Core™ i5;


 Memória instalada (RAM): 4,00 GB;
 Tipo de sistema: Sistema operacional Windows 7 Home Premium de 64 Bits;

A função f(x) que terá calculada suas raízes reais foi definida no arquivo ‘f.m’,
através do seguinte código computacional:

function f = f(x)
f=x^3-9*x+3;
end

onde, a função deve ser inserida na linha que começa com os caracteres “f=”.

Foram analisados dois casos: o primeiro, quando f=x^3-9*x+3 (escrito na


linguagem computacional utilizada); e o segundo, quando
f=0.6108*10^((7.5*x)/(237.3+x))-0.0008*94.2*(19.41-x)-1.6884 que representa, na
linguagem computacional, a equação (4) com a devida substituição dos valores das
propriedades psicrométricas conhecidas.

O programa computacional, denominado “intervalos”, para estimativa das


aproximações iniciais foi produzido, no MATLAB®, através do seguinte código:

clear all
clc

a=-10;
b=10;
deltaab=b-a;
for i=a:b
y=f(i);
disp(['Para i = ', num2str(i),' , tem-se f(i) = ', num2str(y)]);
end

onde, a e b são valores arbitrários escolhidos pelo usuário para determinar o intervalo
que o programa deve realizar o procedimento computacional.

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O programa computacional, denominado “mesecan”, para cálculo de raízes de
funções através do método das secantes foi produzido, no MATLAB®, através do
seguinte código:

clear all
clc

X(1)=11; % Aproximação inicial: X0


X(2)=20;% Aproximação inicial: X1
precisao=0.0005;
ITMAX=20; % Número máximo de iterações
Y(1)=f(X(1));
Y(2)=f(X(2));

if abs(Y(1))<precisao
raiz=X(1);
end
if abs(Y(2))<precisao || abs(X(2)-X(1))<precisao
raiz=X(2);
end

for k=2:ITMAX
X(k+1)=X(k)-(Y(k)*(X(k)-X(k-1)))/(Y(k)-Y(k-1));
Y(k+1)=f(X(k+1));
if Y(k+1)==0
disp('Foi calculada uma raiz exata');break;
end
if abs(Y(k+1))<precisao || abs(X(k+1)-X(k))<precisao
disp('O metodo da secante convergiu');break;
end
iteracoes=k;
end

if iteracoes>=ITMAX
disp('A raiz não pode ser calculada a partir das condições
impostas! ');break;
end

disp(['A raíz aproximada é: ', num2str(X(k+1))]);


disp(['O valor da função no ponto "X" é: ', num2str(Y(k+1))]);
disp(['O cálculo foi bem sucedido na iteração nº= ',
num2str(iteracoes)]);

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4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Utilizando o método da secante para calcular as raízes da função “x 3 – 9x + 3”,


através do programa computacional “intervalos”, estimou-se as aproximações iniciais
das raízes (Tabela 1).

Tabela 1. Valores para f (x).


X -10 -9 -8 -7 -6 -5 -4 -3 -2 -1
f (x) -907 -645 -437 -277 -159 -77 -25 3 13 11

Tabela 1. Valores para f (x). (Continuação)


X 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
f (x) 3 -5 -7 3 31 83 165 283 443 651 913

Sabendo que f(x) é contínua para qualquer x real, e observando as variações de


sinal, podemos concluir que cada um dos intervalos: I1=[-4, -3], I2=[0, 1], I3=[2, 3]
contém pelo menos um zero de f (x). Como f (x) é de grau 3, podemos afirmar que cada
intervalo contém um único zero de f (x); assim localizamos todas as raízes de f (x) = 0.

Aplicando as aproximações iniciais de cada intervalo no código do programa de


cálculo das raízes “mesecan”, junto à precisão desejada e o número máximo de
iterações, ele calculou os valores aproximado das raízes da função (Figuras 3 a 5).
Observação: O procedimento deve ser realizado a cada mudança das aproximações
iniciais, ou seja, a cada intervalo que contêm uma raiz.

Figura 3. Resultados do cálculo para o intervalo I1=[-4, -3].

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Figura 4. Resultados do cálculo para o intervalo I2=[0, 1].

Figura 5. Resultados do cálculo para o intervalo I2=[2, 3].

No caso do usuário que comanda o programa inserir no código valores do


intervalo distantes ao valor da raiz, ou valores muito pequenos na precisão e iteração é
possível que o programa não calcule a raiz, pois o processo não converge. Por exemplo:
ao solicitar que o programa inicie seus cálculos a partir do intervalo I4=[11, 20] (Figura
4).

Figura 6. Resultados do cálculo para o intervalo I4=[11, 20].

Para o problema de determinação da temperatura de bulbo úmido, o programa


gerou os seguintes resultados, que auxiliam a escolha dos valores das aproximações
iniciais das raízes (Tabela 2)

Tabela 2. Valores para f (x).


X 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
f (x) -1.0095 -0.8443 -0.6737 -0.4976 -0.3154 -0.1272 0.0676 0.2692 0.478 0.6942

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Sabendo que f(x) é contínua para qualquer x real, e observando as variações de
sinal, podemos concluir que o intervalo I4=[16, 17] contém pelo menos um zero de f (x).
Realizando o teste da derivada, podemos afirmar que o intervalo contém um único zero
de f (x); assim localizamos todas as raízes de f (x) = 0.

Aplicando as aproximações iniciais do intervalo no código do programa de


cálculo das raízes “mesecan”, junto à precisão desejada e o número máximo de
iterações, ele calculou o valore aproximado da raiz da função (Figuras 7).

Figura 7. Resultados do cálculo para o intervalo I4=[16, 17].

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5. CONCLUSÃO

Para os exemplos propostos o método convergiu rapidamente, entre a terceira e


sexta iteração.

Ao utilizar dados iniciais inapropriados, o método não soluciona o problema.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

CHAPRA, S. C, CANALI, R. P., Métodos Numéricos para Engenharia. São


Paulo. 2008.

MIRANDA, J. H. de, et al., Aplicação de métodos numéricos para estimativa de


variáveis psicrométricas. Eng. Agríc., Jaboticabal, v.26, n.3, p.686-694, set./dez. 2006.

RUGGIERO, M. A. G., LOPES, V. L. R., Cálculo numérico: aspectos teóricos e


computacionais. São Paulo. 1988.

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