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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS LÍNGUA PORTUGUESA FOLHA DE TEXTOS Texto 1 A

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS

LÍNGUA PORTUGUESA

FOLHA DE TEXTOS

Texto 1

A roupagem da língua

Noção de erro de português é afetada pela idéia de que, vista do passado, toda evolução é corrupção. Aldo Bizzocchi

Somos um povo que adora discutir a própria língua.

E quando o fazemos, um dos assuntos que invariavel-

mente vêm à baila é a famigerada questão do erro grama- tical. Muito se tem debatido a respeito, e a suposta exis- tência de erros em nossa fala (bem como na escrita) en- sejou até o surgimento de uma nova profissão, por sinal lucrativa, a de consultor gramatical. Igualmente, peritos no assunto têm mantido com sucesso colunas em jornais, sites, programas de rádio ou televisão com o propósito de ensinar as pessoas a falar corretamente o seu próprio idioma. Isso porque, segundo o diagnóstico catastrofista desses entendidos, nunca se falou tão mal o português como agora, nossa língua caminha inelutavelmente para a ruína e a dissolução, já não se escreve mais como anti- gamente.

(

)

É preciso, então, definir claramente o que é o erro

em matéria de língua. É evidente que, se um estrangeiro tentando falar português disser “O meu mulher ser muito bonita”, cometerá um erro, a ponto de se poder dizer que isso não é português. Da mesma forma, quando comete- mos um lapsus linguae, isto é, um equívoco involuntário do qual temos consciência, estamos diante um erro lin- güístico. Mas o que se costuma chamar de “erro de portu-

guês” é uma expressão lingüística que nada tem de aci- dental, já que é sistemática e, geralmente, proferida por pessoas de menor nível escolar e socioeconômico, embo-

ra possa ocorrer até nos mais altos escalões da socieda-

de. Para a lingüística, que é a ciência da linguagem hu- mana, esse fenômeno não pode ser chamado de erro. Se a língua é um sistema de signos que se articulam segun- do leis definidas para permitir a comunicação e o pensa- mento humanos, toda expressão lingüística, mesmo a das

pessoas iletradas, cumpre esse papel com eficiência.

) (

Usos inadequados

A maioria dos chamados erros constitui, na verdade,

um uso lingüístico inadequado à situação de comunica- ção. Para entendermos melhor essa inadequação, vamos fazer uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos. Ninguém em sã consciência vai a uma ceri- mônia de formatura de camiseta e bermudas tampouco

vai à praia de terno. Assim com há uma roupa adequada

a cada ocasião, há uma forma de expressão lingüística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.

) (

Mas e aquelas pessoas que moram na periferia ou na zona rural e dizem “pobrema”, “cardeneta” ou “puliça”, elas não estão falando errado? Do ponto de vista normati- vo, sim. Mas, como disse, a gramática normativa só se aplica a situações e ambientes formais. O registro deve, antes de tudo, estar adequado ao contexto social da co-

municação. Pessoas que vivem num meio de baixa esco- laridade e pronunciam “pobrema” estão adaptadas ao seu habitat. Se você duvida, experimente entrar numa favela do Rio vestindo roupa social e vá conversar com os trafi- cantes usando linguagem de magistrado para ver o que lhe acontece. Não estou dizendo com isso que o linguajar das pes- soas não-escolarizadas deva ser incentivado. É evidente que, como cidadãos, devemos lutar para acabar com a pobreza e a ignorância. Nesse sentido, não apenas pro- nunciar “pobrema” é errado; morar em favelas ou andar maltrapilho é muito mais. No entanto, muitos brasileiros moram em barracos ou na rua e só têm uma roupa – muitas vezes esfarrapada – para vestir e só um registro para falar. Sua fala é pobre como é pobre a sua existên- cia, tanto física como mental. O imaginário da classe média idealiza essas pessoas indo a todos os lugares sempre com a mesma camisa surrada, os mesmos chine- los velhos, falando com todos sempre do mesmo modo. ( )

Disponível em http://revistalingua.uol.com.br/textos. Acessado em 25/11/2007

Texto 2

Sinais de preconceito lingüístico

Houve um lado bom na polêmica declaração do ex- presidente Fernando Henrique Cardoso na convenção do PSDB, noticiada com destaque na imprensa no fim de

semana. O assunto forçou a mídia a discutir publicamente questões ligadas às diferentes variantes da língua, assun- to ainda muito restrito à academia. Foi "certo" o que o ex-presidente disse? Ou era acei- tável", posto que muitos falam assim?

O debate é pertinente e jornalisticamente atual.

Faltou, talvez, incluir na discussão a questão do pre- conceito lingüístico, conceito ainda pouco conhecido no país.

Esse tipo de preconceito estava na base da declara- ção do ex-presidente (reproduzo trecho de matéria da Folha Online):

- "Queremos brasileiros melhor educados, e não li-

derados por gente que despreza a educação, a começar pela própria"

O ponto tão alardeado pela imprensa no sábado e no

domingo foi quanto ao uso inadequado do trecho "melhor educados". Do ponto da variante culta da língua (a chamada norma culta), deveria ser "mais bem educados". Esse foi, inclusive, o tema desta coluna na quinta- feira da semana passada.

O que a fala de Fernando Henrique esconde é a per-

cepção de que "quem fala errado ou não domina a língua

culta é pouco inteligente ou desprovido de autoridade intelectual". Essa forma de raciocínio é o tal preconceito lingüísti- co: pela intolerância em aceitar a diferença no uso da língua, opta-se pelo preconceito. Há, evidentemente, situações que exigem uma ade- quação maior à norma culta.

A fala do ex-presidente era uma delas, posto que cri-

ticava abertamente quem não seguia a variante culta (socialmente, a mais prestigiada do país). Mas, em outros contextos, é comum uma flexibiliza- ção maior da norma.

É só ver as sessões de bate-papo do UOL.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS Há abreviações e adaptações que, muitas vezes, tentam

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Há abreviações e adaptações que, muitas vezes, tentam simular a fala.

A própria fala pode servir de exemplo.

Quem segue todas as regras de colocação pronomi-

nal numa conversa informal? Me contaram algo sobre você ou contaram-me algo sobre você? Qual soa mais coloquial? Claro que é a forma em que ocorre a próclise.

A construção, então, está errada?

Do ponto de vista da norma culta, sim. Mas isso não quer dizer que não possa ser usada. Vai depender muito da situação e do contexto em que o

trecho é produzido. Em termos argumentativos, a fala de Fernando Hen- rique contradizia a crítica que tentava trazer. Mas trouxe, por outro lado, a rara oportunidade de discutir o preconceito lingüístico.

um conceito ignorado por muitos, mas que, para

alguns autores, é tão grave quanto outras formas de pre- conceito. Um abraço,

É

Paulo Ramos

Paulo Ramos Paulo Ramos é jornalista, professor e consultor de

língua portuguesa do Grupo Folha-UOL. Disponível em

http://educacao.uol.com.br/dicas-

portugues/ult2781u669.jhtm. Acessado em 27/11/2007.

Texto 3

Vício na Fala

Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. ANDRADE,Oswald de. Pau-Brasil. São Paulo:Globo,1990.

Texto 4

Evocação do Recife

( ) A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros Vinha da boca do povo na língua errada do povo Língua certa do povo

Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil ( ) BANDEIRA, Manuel. Estrela da vida inteira - poesias reunidas. 7 a ed. Rio de Janeiro. José Olympio editora,

1979.

Texto 5

Doloso

Era preciso cometer aquele erro de concordância, de regência, de colocação pronominal (a música das palavras exigia), embora soubesse da Gramática

e

de sua intransigência de burocrata

E

era imprescindível saber.

O crime culposo seria inadmissível.

MACEDO, Maurício de. Fragmento. Maceió: Cata- vento, 2007.

Texto 6

E Vamos Á Luta Gonzaguinha

Composição: Gonzaguinha

Eu acredito é na rapaziada Que segue em frente e segura o rojão Eu ponho fé é na fé da moçada Que não foge da fera e enfrenta o leão

Eu vou à luta com essa juventude Que não corre da raia a troco de nada Eu vou no bloco dessa mocidade Que não tá na saudade e constrói

A manhã desejada

Aquele que sabe que é negro

o

coro da gente

E

segura a batida da vida o ano inteiro

Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro

E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro

Aquele que sai da batalha Entra no botequim, pede uma cerva gelada E agita na mesa logo uma batucada

Aquele que manda o pagode

E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira Pois o resto é besteira

E nós estamos pelaí

Ed. Moleque (BMG Music) BR-EMI-80/00166.

Texto 7

pelaí Ed. Moleque (BMG Music) BR-EMI-80/00166. Texto 7 Disponível Acessado em 27/11/2007 em

Disponível

Acessado em 27/11/2007

em

http://www.nanquimaquarela.com/.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS Para responder às questões desta prova de Língua

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Para responder às questões desta prova de Língua Por- tuguesa, você precisa ler atentamente a Folha de Textos que apresenta um total de 07 textos.

01.

Em relação aos textos, analise as sentenças:

 

I

– Os textos de 1 a 5 são marcados pela fun-

ção metalingüística. II – Os textos 3, 4 e 5, além da função metalin- güística, são, por essência, exemplos da função poética.

III – Além das duas funções mencionadas aci- ma, os textos 1, 2 e 3 evidenciam a pre- sença da função referencial.

IV – A utilização de frases interrogativas, no texto 2, denota a presença da função fáti- ca.

Agora assinale.

A)

I, II e III estão corretas.

B)

II, III e IV estão corretas.

C)

I, II e IV estão corretas.

C)

I, III e IV estão corretas.

E)

Todas as sentenças estão corretas.

02.

Em relação aos textos 3, 4 e 5, podemos ob- servar, quanto à linguagem empregada, que:

A)

em sua estrutura poética, o padrão gramatical

da

língua é valorizado.

B)

em todos os textos aparece o registro oral, com

expressões populares, destoantes da gramáti- ca.

C)

os textos revelam, de maneira implícita, o pre- conceito dos autores, ao analisarem a fala do povo.

D)

revelam a valorização da língua popular, ade- quada às situações da vida cotidiana e neces- sária também ao texto poético.

E)

revelam que a valorização da língua popular deve ser restrita a uma classe menos favoreci-

da

economicamente. A Arte, a Ciência e o Direi-

to

devem manter o padrão formal da língua.

03.

Ao

analisar-se, no texto 5, o vocábulo embora,

pode-se concluir que:

I – a palavra é uma conjunção que estabelece uma relação de ruptura, necessária ao en- tendimento do poema.

II – embora é uma preposição e estabelece uma relação de continuidade com a idéia estabelecida anteriormente.

III – embora é uma conjunção e estabelece uma relação temporal com a idéia estabelecida anteriormente.

IV – a palavra embora poderia ser trocada por ainda que, sem prejuízo de sentido ao tex- to.

Assinale o verdadeiro:

A)

I e II estão corretas.

B)

I e III estão corretas.

C)

Somente I está correta.

D)

Somente IV está correta.

E)

I

e IV estão corretas.

04.

Analise as palavras:

 

I

– intolerância – (texto 2) – é polissílaba, acen- tuada por ser paroxítona terminada em di- tongo.

II

– constrói – (texto 6) – é trissílaba e acentua- da por ser ditongo oral aberto (oi).

III

– vêm – (texto1) é monossílabo tônico – a- centuado por terminar em em.

IV

– têm – (texto1) – monossílabo tônico – a- centuado por terminar em em.

A)

F,

F, F, F.

B)

V,

F, F, F.

C)

F,

V, V, V.

D)

V,

V, F, F.

E)

V,

V, V, V.

05.

Na frase: “Mas, em outros contextos, é comum uma flexibilização maior da norma.” (texto 2), o elemento grifado exerce a função sintática de:

A)

predicado nominal.

B)

predicativo do sujeito.

C)

sujeito simples.

D)

sujeito composto.

E)

objeto direto.

06.

Em relação à frase anterior, do texto 2, o termo em outros contextos, exerce a função sintática

de:

A)

adjunto adverbial.

B)

complemento nominal.

C)

aposto.

D)

adjunto adnominal.

E)

vocativo.

07.

Há, no texto 3, uma indeterminação quanto ao sujeito das orações. Isso evidencia que:

A)

são cidadãos que conhecem a norma culta, mas que só a utilizam em situações mais com- plexas, evidenciada pela frase “vão fazendo te- lhados”.

B)

são trabalhadores da construção civil e agricul- tores, localizados no interior de pequenas cida- des.

C)

representa uma pequena parcela da população, destinada ao trabalho braçal e que faz uso de gírias.

D)

são pessoas que preferem fugir da norma culta, por acharem que, em suas profissões, esse uso

é

desnecessário.

E)

representa uma significativa parcela de excluí- dos em relação ao padrão culto da língua, mas que conseguem expressar-se através de outros níveis de linguagem.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS 08. Sabemos que o texto possui elementos que

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08.

Sabemos que o texto possui elementos que servem para retomar expressões anteriores, e- vitando assim repetições desnecessárias que prejudicam o seu entendimento. Assinale a op- ção correta quanto à indicação do termo/idéia retomado(a) pelo pronome que em “Se a língua

B)

uma referência explícita sobre a questão do uso da língua adequado às diferentes situações e contexto em que se insere o falante.

C)

Uma referência implícita sobre a discriminação que ocorre com quem comete desvios da nor- ma culta nas salas de bate-papo e na poesia.

é

um sistema de signos que se articulam se-

D)

Uma abordagem excessivamente gramatical,

gundo leis definidas para permitir a comunica-

ao

tratar do que é “certo” ou “errado” no uso da

ção e o pensamento humanos, (terceiro pará- grafo do texto 1.)

E)

língua portuguesa, na média impressa.

Uma preocupação acadêmica, apenas, com o uso correto da língua portuguesa.

A)

língua.

B)

povo.

12.

Em relação ao texto 6, pode-se afirmar que:

C)

adora.

I – predomina a função poética da linguagem, com base no emprego da conotação.

D)

discutir.

 

E)

um.

II – a ênfase dada a registros da oralidade ca- racteriza o nível coloquial/informal da lin- guagem.

09.

Em relação ao texto 6, analisando-se o vocábu-

 

lo

do último verso pelaí, assinale as afirmações

III – expressões denotativas, como “entra no

verdadeiras.

 
 

I – É um recurso da oralidade e combina com outras expressões também orais do texto.

II – É um recurso da oralidade, resultado da fu- são da preposição por com o advérbio de lugar aí.

botequim, pede uma cerva gelada”, predo- minam no texto, para anular a subjetividade expressa pelo emprego da 1ª pessoa.

É (são) verdadeira(s) a(s) afirmação (ões):

A)

I.

B)

II.

III – Por ser um recurso da oralidade, ao fugir do padrão formal da língua, impede a mobi- lização das classes proposta na música.

IV – Está acentuado por incluir-se na regra das oxítonas terminadas em (i) seguidas ou não de s.

I,

II e III estão corretas.

C)

I

e II.

D)

II

e III.

 

E)

I,

II e III.

13.

Em

nossa

A)

língua caminha inelutavelmente

(texto 1), as pa-

lavras destacadas poderiam ser substituídas, sem alterar o sentido do contexto, por :

para a ruína e a dissolução

B)

I

e III estão corretas.

 

C)

I

e II estão corretas.

A)

inexplicavelmente – resolução.

 

D)

II

e IV estão corretas.

B)

involuntariamente – dispersão.

E)

II,

III e IV estão corretas.

C)

socialmente – anulação.

 

D)

fatalmente – desagregação.

10.

O

texto 2 afirma que a declaração feita pelo ex-

E)

obrigatoriamente – resolução.

presidente Fernando Henrique Cardoso apre- senta um lado positivo porque:

 

14.

Dadas as afirmações de que a construção:

 

1

– “ Há, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.” (tex- to 2), sem contrariar as regras de concor- dância verbal, a frase pode ser substituída por “Existem, evidentemente, situações que exigem uma adequação maior à norma culta.”

A)

revela a atualidade política de um ex- presidente, ao falar de uma questão gramatical.

 

B)

possibilitou uma discussão pública, na mídia, sobre uma questão restrita à academia – as di- ferentes variantes da língua portuguesa.

C)

a

convenção do PSDB, na qual FHC fez a de-

claração, foi bastante noticiada na imprensa.

 

– O adjetivo adequada foi empregado neste fragmento do texto 1: “ assim como há uma roupa adequada a cada ocasião, há uma forma de expressão lingüística, chamada registro ou nível de linguagem, adequada a cada situação de discurso.” Na segunda ocorrência, nota-se um desvio gramatical, pois, de acordo com a regra de concordân- cia nominal, deveria estar flexionado no masculino plural, visto que se refere aos substantivos registro e nível. 3 – Os substantivos quinta-feira e bate-papo seguem a mesma regra de flexão de núme-

2

D)

a

declaração feita pelo ex-presidente possui

pertinência política e conteúdo jornalístico atual.

 

E)

relevante apenas sob o ângulo jornalístico, todavia suscita uma discussão acadêmica.

é

11.

Ao ler os textos 1, 2, 3, 4, é possível perceber que há em comum entre eles:

A)

uma abordagem sociológica, pois se referem, nitidamente, à questão socioeconômica das classes média e alta.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS   ro, logo o plural correto, para ambos,

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ro, logo o plural correto, para ambos, é fle- xionar os dois termos: quintas-feiras e ba- tes-papos. Verificamos que está(ão) correta(s):

17.

No texto 1, a relação que se estabelece entre o segundo e o terceiro parágrafos é feita através de uma categoria gramatical. Assinale a opção em que se indica essa categoria gramatical e a relação que ela estabelece entre os parágrafos.

A)

apenas a afirmação 1.

 

B)

apenas a afirmação 2.

A)

Conjunção mas - relação de causa.

C)

apenas a afirmação 3.

B)

Advérbio mas - relação de intensidade.

D)

apenas as afirmações 1 e 2.

C)

Pronome relativo que - relação de lugar.

E)

todas as afirmações.

D)

Conjunção mas – relação de oposição.

 

E)

Advérbio mas – relação de adição.

15.

De acordo com o texto 1, analise as proposi- ções e julgue-as verdadeiras ou falsas.

 

18.

Em relação à frase “Houve um lado bom na polêmica declaração do ex-presidente ” (texto 2), podemos identificar, para o verbo que a estrutura:

 

I – O título é coerente com o desenvolvimento

 

do texto, que mostra uma analogia entre a língua que falamos e a roupa que usamos.

 
 

II – A analogia feita não esclarece, efetivamen- te, o título do texto, pois qualquer “lapsus linguae” que cometemos caracteriza um er- ro lingüístico, inadequado ao processo de comunicação.

A)

sujeito simples cujo núcleo é o substantivo lado.

B)

objeto direto e o núcleo é o substantivo decla- ração.

C)

oração sem sujeito e predicado verbal.

D)

sujeito indeterminado e predicado verbal.

III – O texto propõe que “ como cidadãos deve- mos lutar para acabar com a pobreza e a ignorância vocabular”, para isso acontecer, evidencia a profissão de consultor gramati- cal como solução para esses problemas.

IV – Aprender a falar corretamente o próprio i- dioma é a única condição, segundo o texto, para se atingir ascensão social.

V – O erro lingüístico ocorre, com maior fre- qüência, entre as pessoas de menor nível escolar e socioeconômico.

E)

sujeito simples e o núcleo é o substantivo de- claração.

19.

Sobre a questão do “preconceito lingüístico”, abordada no texto 2, fica evidente, segundo o autor, que:

A)

esse tipo de preconceito é resultado da “intole- rância em aceitar a diferença no uso da língua”.

B)

só os intelectuais, como o ex-presidente, come- tem esse tipo de preconceito.

A seqüência correta é:

C)

apenas a mídia está apta a discutir o preconceito lingüístico, pois possui um alcance maior entre as pessoas que o cometem.

A)

V,

F, F, F, V.

D)

a discussão sobre o preconceito lingüístico é, efetivamente, feita pela classe acadêmica.

B)

F,

V, F, F, V.

C)

F,

F, V, V, V.

E)

só as pessoas de menor nível escolar e socioe- conômico cometem esse tipo de preconceito.

D)

V,

V, F, F, V.

E)

V,

V, V, F, V.

 

20.

Observe o texto 7 e assinale a opção em que o emprego da palavra mala não corresponde ao

que ela apresenta nessa char-

mesmo sentido

16.

Observe a frase: “ Aquele que sabe que é negro

coro da gente” (texto 6), a seguir, indique a al- ternativa com a análise correta.

o

ge.

A)

A

frase possui 2 predicados, respectivamente,

A)

O deputado tem uma namorada que é uma verdadeira mala.

verbal e verbo-nominal.

B)

A

frase apresenta 2 conjunções, 2 pronomes e

B)

O mala do presidente do sindicato dos assesso- res parlamentares deixou o cargo.

1 preposição.

 

C)

Negro é, morfologicamente, substantivo e fun- ciona, sintaticamente, como sujeito simples.

C)

A política brasileira para o estrangeiro é uma verdadeira mala.

D)

O núcleo do sujeito da frase é o substantivo coro (registro coloquial de couro). No texto, es- se substantivo foi empregado no sentido de pe-

D)

Viajou por todo o Brasil com o deputado-mala.

E)

O deputado federal saiu com a mala cheia de dólares.

le; em outro contexto, pode referir-se

a canto,

 

grupo de cantores. Isso ocorre com palavras si- nônimas.

E)

Negro, na frase, é adjetivo e, sintaticamente, classifica-se como predicativo do sujeito.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOASMATEMÁTICA 21. Considere os principais conjuntos numéricos: N (conjunto dos números naturais), Z (conjunto dos

MATEMÁTICA

21. Considere os principais conjuntos numéricos:

N (conjunto dos números naturais), Z (conjunto dos números inteiros), Q (conjunto dos números racionais) e R (conjunto dos números reais). Fundamentado nas relações entre eles, não é correto afirmar:

A) N

B) R Q Z N;

C) R - Q = não racionais;

D) Q – N = Z;

E)

Z

R.

Q

R;

N

22. Em relação aos principais conjuntos numéricos é correto afirmar:

A) Todo número inteiro é natural, mas nem todo número natural é inteiro;

B) Todo número real é natural, mas nem todo nú- mero natural é real;

C) Todo número irracional é real;

D) Todo número racional é natural, mas nem todo número natural é racional;

E) Todo número racional é inteiro, mas nem todo número inteiro é racional.

23. O Professor Xis de matemática gasta três séti- mos do salário para pagar a prestação da casa. Com a metade do que sobra ele compra de li- vros e ainda fica com duzentos e setenta e seis reais. Qual o salário do professor Xis?

A)

R$ 669,00

 

B)

R$ 769,00

C)

R$ 869,00

D)

R$ 966,00

E)

R$ 1696,00

 

24.

O

conjunto

 

solução

da

equação

p

+

1

p

-

1

 

-

 

p

-

1

p

+

1

=

0,5

é dado por:

 
 

1

-

p

+

1

 

p

-

 

1

A)

S

=

1

S

5

1

.

 
 

=

-

B)

S

5

1

.

1

 

=

-

C)

5

2

,

5

1

.

D)

S

=

-

.

E)

e) S

=

5

,

5

1

2

 
   

5

,

5

.

ÁREA PARA CÁLCULOS

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS 25. O   valor   da expressão trigonométrica

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25.

O

 

valor

 

da

expressão

trigonométrica

 

E

=

sen

 

-

tg 45

o

- cos

 
 

tg 45

o

+

cos

 

sen

,

para

o

 

o

60

o

 
2
2
 

1,41 é

 

=

30

,

=

45

,

=

aproximadamente igual a:

e

A)

E

=

-

2

 

.

25

 

B)

 

E

=

1

.

 

35

 

C)

 

E

=

-

3

25

 

.

D)

E

=

3

.

 

25

E)

E

=

-

4

 

55

 

.

26.

O

 

conjunto

 

solução

da

equação

 

x

x

x

x

 

x

+ +

 

+

+

 

2

3

4

5

=

137

em R é denota-

 

1

2

3

4

5

 

+ +

 

+

+

 

x

x

x

x

x

 

do por:

 

A)

S

=

{- 20 }.

 

B)

S

=

{-

30 , 20 }.

 

C)

S

=

{-

20 , 0 }.

D)

S

=

{-

30 , 30 }.

E)

S

= {20 , 30 }.

O enunciado a seguir corresponde às questões 27, 28 e

29.

A figura a seguir é um quadrado ABCD, de lado a. Os vértices A e B, do referido quadrado, pertencem a uma circunferência de centro O e raio OB = ON = R. O lado CD, do quadrado citado, tangencia a circunferência no ponto N. Sabe-se ainda, que AM = MB = CN = ND. Nes- sas condições:

FIGURA 1

A

M B O N
M
B
O
N

C

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS 27. O raio da circunferência é:   5

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27.

O raio da circunferência é:

 

5a

A)

8

5a

B)

4

4a

C)

5

8a

D)

5

3a

E)

4

28.

O comprimento da circunferência e a área do circulo, são respectivamente:

 

5

25

a

a

2

A)

e

 

8

64

 
 

5

5

a

a

2

B)

e

 

8

64

 

5

a

25

a

2

C)

e

 

4

64

 
 

5

a

25

a

2

D)

e

 

4

64

 
 

5

a

5

a

2

E)

e

 

8

8

29.

A razão entre a área do círculo e o comprimen- to da circunferência é:

 

16

A)

5a

5

B)

16

5a

C)

16

5a

D)

4

4a

E)

5

30.

Constata-se que, uma torneira, pingando vinte e cinco gotas por minuto, durante trinta dias, oca- siona um desperdício de cem litros de água. Se numa residência, uma torneira esteve pingando quarenta gotas por minuto durante quarenta e cinco dias, quantos litros de água foram des- perdiçados?

A)

250 litros.

 

B)

240 litros.

C)

235 litros.

D)

263 litros.

E)

281 litros.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS 31. Seja a equação ( a 1 )

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31.

Seja a equação (

a

1)

x

2

a

2

x +

(

a +

1)

= 0, em

 

que a é um número diferente de 1. Os valores de a para que essa equação tenha raízes reais e iguais são:

A)

-2 e 2.

 

B)

- 2 e 2 . -2 2 e 2 0 e 2 .
-
2
e
2
.
-2
2
e 2
0 e
2
.

2 .

 

C)

D)

E)

N.D.A.

 

32.

Simplificando a expressão

 

E

=

p

1

+

1

2

+

2

p q

1

2

.

+

p

q

q - p

  pq

q

2

encontraremos para seu valor:

- p

2

q

+

p

,

A)

E = -1.

B)

E = 0,5.

C)

E = 1.

D)

E = 2.

E)

E = 3.

33.

O campo de futebol do CEFET-AL tem as di- mensões quarenta e dois metros por oitenta e quatro metros. Sabe-se que após a reforma su- gerida pela Coordenadoria de Educação Física ele terá as dimensões quarenta e cinco metros por noventa metros . Nessas condições, qual o valor do acréscimo na área do futuro campo, em decímetros quadrados?

A)

5220.

B)

5,22.

C)

52200.

D)

0,522.

E)

52,2.

34.

Um prêmio de R$ 4 600,00 foi repartido entre três funcionários de uma empresa em partes in- versamente proporcionais aos seus salários. O funcionário F 1 recebe cinco salários mínimos. O funcionário F 2 , oito salários mínimos, e o fun- cionário F 3 , quatro salários mínimos. Qual a parte do prêmio que coube a cada funcionário na ordem dada acima?

A)

R$ 1000,00, R$ 1600,00 e R$ 2000,00.

B)

R$ 1200,00, R$ 2000,00 e R$ 1600,00.

C)

R$ 1600,00, R$ 1000,00 e R$ 2000,00.

D)

R$ 2000,00, R$ 1600,00 e R$ 1000,00.

E)

R$ 160,00, R$ 120,00 e R$ 2000,00.

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS 35. Os vértices de um quadrado ABCD interno

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35.

Os vértices de um quadrado ABCD interno a uma circunferência estão sobre a mesma de centro O. Se o lado desse quadrado mede três centímetros, o diâmetro da circunferência me- de:

A)

D

=

3 3 3
3
3
3

3 cm.

 

B)

D

=

cm.

 

2

3 2 3 2
3
2
3
2
 

C)

D

=

cm.

 

D)

D

=

 

cm.

 

2

E)

D

=

3
3

cm.

 
 

2

36.

Sabendo que

2 x =

y

x

=

54

, podemos afirmar

   

y

 

que

R

=

R =

y

será:

 

x

A)

Um número primo.

 

B)

Um número racional.

C)

Um número inteiro.

D)

Um número irracional.

E)

Um número divisível por três.

 

37.

No dia do estudante um professor resolveu distribuir aos alunos de uma turma 140 sorve- tes. No momento da distribuição, faltaram sete deles, e, assim, os que estavam presentes re- ceberam um sorvete a mais cada um. Quantos alunos estiveram presentes?

A)

28.

B)

33.

C)

35.

D)

40.

E)

42.

38.

O apótema do hexágono regular inscrito num

circulo mede 3 3 dm. A área da região externa ao hexágono e interna ao

circulo mede 3 3 dm. A área da região externa ao hexágono e interna ao circulo é:

 

Considere:

 

=

22 e 3
22
e
3

7

 

1,73 .

 

A)

20,5 dm 2 .

 

B)

C)

D)

E)

18,54 dm 2 .

21,05 dm 2 .

22,73 dm 2 .

19,72 dm 2 .

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CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DE ALAGOAS 39. Num trapézio retângulo de bases (b) e

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39.

Num trapézio retângulo de bases (b) e (b + 4), sabe-se que o lado perpendicular às bases me- de (b + 1) e o lado oblíquo vale (b + 3). A área, em decímetros quadrados, da região delimita- da por esse trapézio é igual a:

A)

14.

B)

18.

C)

12.

D)

20.

E)

8

40.

As potências de base dez são úteis para repre- sentar números muito grandes. Veja os exem- plos:

A distancia da Terra à Lua que é de aproximadamen-

. Cometas são astros que giram em torno do Sol. O Cometa Halley se aproxima da Terra de setenta e seis anos em setenta e seis anos – seu período de rotação em torno do Sol- a uma velocidade de 200 000 km/h ou

. Um coração humano bate em média cento e vinte mil vezes por dia. Admitindo-se o ano como trezentos e ses- senta e cinco dias e desprezando a diferença no número de dias nos anos bissextos, o número de vezes que, des- de o nascimento, já bateu o coração de uma pessoa ao completar meio século é de aproximadamente:

te 400 000 km , pode ser indicada por 4 10 km

5

2

10

5

km/h

A) 2,19 x 10 9 vezes.

B) 2,19 x 10 7 .

C)

D)

E) 2,2 x 10 10 .

2,28 x 10 -9 . 2,2 x 10 -8 .

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