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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

FACULDADE DE TECNOLOGIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTRUTURAS E CONSTRUÇÃO CIVIL – PECC/UNB

DINÂMICA DAS ESTRUTURAS II

5° Lista

Aluno: Iarly Vanderlei da Silveira

Matricula: 16/0170516

Brasília, 12/09/2017
LISTA DE EXERCÍCIOS

Efetue o desenvolvimento completo para a análise de sistemas contínuos em vibrações livres


para duas vigas com diferentes condições de contorno, onde uma delas terá que ser diferente
daquelas cujas soluções foram apresentadas em classe, ou seja:

i) Obter as equações de movimento em vibrações livres; separação de variáveis;


solução das equações com condições de contorno; equações características
(transcendental), frequências naturais (as 5 primeiras) e os seus respectivos modos
de vibrações feito isto, organize uma tabela incluindo estas 5 frequências em ordem
crescente.
ii) Repetir para as duas vigas escolhidas o enunciado (i), envolvendo os casos:
a) Flexão;

b) Efeito de tração-compressão;

c) O cisalhamento e torção;

iii) Repetir o item (ii) para qualquer um dos esforços, mas considerando uma das vigas
sob uma base elástica.
Solução: Inspirado no capítulo 18 do Clough – Vibrações livres não amortecidas.

a) Caso 1: Flexão de vigas.

A primeira etapa da determinação da resposta dinâmica de uma estrutura característica divisível


consiste na determinação das formas e as frequências de seus modos de vibração sem
amortecimento. Afim de evitar complicações, limita-se aas vigas em estudo com características
uniformes no seu comprimento.

A equação do movimento em vibração livre de uma viga a flexão é dada por:

𝜕 4𝑣 𝜕 2𝑣 (1.1)
𝐸𝐼 4 + 𝑚
̅ 2 =0
𝜕𝑥 𝜕𝑡

Dividindo por EI e denotando com números e letras as derivadas em relação à x e à t:

̅̅̅
𝑚 (1.2)
𝑣4 + 𝑣 =0
𝐸𝐼 𝑡𝑡
Pelo método de separação de variáveis:

𝑣(𝑥, 𝑡) = 𝑋(𝑥). 𝑌(𝑡) (1.3)


Onde:

𝑣 4 (𝑥, 𝑡) = 𝑋 4 . 𝑌 (1.4)
𝑣𝑡𝑡 (𝑥, 𝑡) = 𝑋. 𝑌 2 (1.5)
Substituindo (1.4) e (1.5) em (1.2):
𝑚 𝑚 (6)
𝑋 4 . 𝑌 + . 𝑋. 𝑌 2 = 0 ∶= 𝑋 4 . 𝑌 = − . 𝑋. 𝑌 2 = 𝑎4
𝐸𝐼 𝐸𝐼
Separando os termos semelhantes:
𝑋4 𝑚 𝑌2 (7)
=− . = 𝑎4
𝑋 𝐸𝐼 𝑌
Como o primeiro termo da Eq: (1.7) depende apenas de X(x) e o segundo apenas de Y(t), a
equação pode ser satisfeita para x e t arbitrários relacionados com uma constante, ou seja:

𝑋 4 − 𝑎4 . 𝑋 = 0 (1.8)
𝐸𝐼 (1.9)
𝑌 2 + 𝑎4 . 𝑌. =0
𝑚
Sendo:
𝐸𝐼 (1.10)
𝜔2 = 𝑎4 .
𝑚

Assim, a Eq; (1.9) toma a forma:

𝑌 2 + 𝑌. 𝜔2 = 0 (1.11)
A Eq. (1.11) é reconhecida como a equação de vibrações livres de um sistema com um grau de
liberdade sem amortecimento cuja a solução é descrita na Eq. (1.12):

𝑌(𝑡) = 𝐴. sin(𝜔𝑡) + 𝐵. cos(𝜔𝑡) (1.12)


Onde as constantes A e B dependem das condições iniciais de velocidade e deslocamento, em
que:

𝑌̇(0)
𝐵 = 𝑌(0) 𝑒 𝐴 =
𝜔

Ao substituir os valores correspondentes das constantes na Eq. (1.12), tem-se:

𝑌̇(0) (1.13)
𝑌(𝑡) = . sin(𝜔𝑡) + 𝑌(0). cos(𝜔𝑡)
𝜔

Para resolver a Eq. (1.8) de maneira habitual, supõe-se que a solução é da forma:

𝑋(𝑥) = 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 (1.13)
Onde:

𝑋1 (𝑥) = 𝐶𝑠. 𝑒 𝑠𝑥 (1.13.1)


𝑋 2 (𝑥) = 𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 (1.13.2)
𝑋 3 (𝑥) = 𝐶𝑠 3 . 𝑒 𝑠𝑥 (1.13.3)
𝑋 4 (𝑥) = 𝐶𝑠 4 . 𝑒 𝑠𝑥 (1.13.4)
Ao substituir os valores correspondentes das Eq. (1.13.4) e (1.13) em (1.8):

𝐶𝑠 4 . 𝑒 𝑠𝑥 − 𝑐 4 . 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 = 0 (1.14)
𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 . (𝑠 4 − 𝑎4 ) = 0
A raízes dessa equação são:

𝑠 = ±𝑎, ±𝑖𝑎
A utilização desses quatro valores leva a solução geral da Eq. (1.8); tendo a seguinte forma:
𝑋(𝑥) = 𝐶1 . 𝑒 𝑖𝑎𝑥 + 𝐶2 . 𝑒 −𝑖𝑎𝑥 + 𝐶3 . 𝑒 𝑎𝑥 + 𝐶4 . 𝑒 −𝑎𝑥 (1.15)
Exprimindo as funções exponenciais sobre as formas trigonométricas e hiperbólicas, obtém-se:

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴3 . sinh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . cosh(𝑎𝑥) (1.16)

As quatro constantes 𝐴𝑛 definem a forma e a amplitude das vibrações, necessitando para o


cálculo a consideração das condições de contorno nas extremidades, definindo duas condições
para o deslocamento, rotação, momento e esforço cortante em cada extremidade. Pode-se
utilizar três das quatro constantes em função da quarta constante, e obtém-se uma equação, dita
equação das frequências que permitir calcular os paramentos de frequência a. A quarta
constante não pode ser explicitada em um cálculo de vibração livre, ela define a amplitude do
movimento que dependem das condições iniciais.

Considerando para o primeiro caso a flexão, o estudo de uma viga engastada-livre

Para este caso, as condições de contorno são dadas por:

𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0 𝑒 𝑋′(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑀(𝐿) = 𝐸𝐼. 𝑋"(L)=0 e V(L)=EI.X'''(𝐿) = 0
Para substituir as condições de contorno acima, precisa-se determinar as derivadas primeira,
segunda e terceira da Eq. (1.16), sendo:

𝑋 ′ (𝑥) = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝑥) − 𝐴2 . 𝑎. sin(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎. cosh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎. sinh(𝑎𝑥) (1.16.1)


𝑋 ′′ (𝑥) = −𝐴1 . 𝑎2 . sin(𝑎𝑥) − 𝐴2 . 𝑎2 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎2 . sinh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎2 . cosh(𝑎𝑥) (1.16.2)
𝑋 ′′′ (𝑥) = −𝐴1 . 𝑎3 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴2 . 𝑎3 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎3 . cosh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎3 . 𝑠𝑖𝑛h(𝑎𝑥) (1.16.3)
𝑋 ′′′′ (𝑥) = 𝐴1 . 𝑎4 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . 𝑎4 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎4 . sinh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎4 . cosh(𝑎𝑥) (1.16.4)

Para a primeira condição, 𝑋(0) = 0:


0 = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) + 𝐴3 . sinh(0) + 𝐴4 . cosh(0) (1.17)
𝐴2 + 𝐴4 = 0 ∶= 𝐴2 = −𝐴4

Para a segunda condição, 𝑋′(0) = 0

0 = 𝐴1 . 𝑎. cos(0) − 𝐴2 . 𝑎. sin(0) + 𝐴3 . 𝑎. cosh(0) + 𝐴4 . 𝑎. sinh(0) (1.18)


0 = 𝐴1 . 𝑎 + 𝐴3 . 𝑎 ∶= 𝐴1 = −𝐴3

Para a terceira condição, 𝑀(𝐿) = 𝐸𝐼. 𝑋"(L) = 0 ∶= 𝑋"(L) = 0

0 = −𝐴1 . 𝑎2 . sin(𝑎𝐿) − 𝐴2 . 𝑎2 . cos(𝑎𝐿) + 𝐴3 . 𝑎2 . sinh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . 𝑎2 . cosh(𝑎𝐿) (1.19)


0 = −𝐴1 . sin(𝑎𝐿) − 𝐴2 . cos(𝑎𝐿) + 𝐴3 . sinh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . cosh(𝑎𝐿)

Para a quarta condição, 𝑉(𝐿) = 𝐸𝐼. 𝑋 ′′′ (𝐿) = 0 ∶= 𝑋 ′′′ (𝐿) = 0

0 = −𝐴1 . 𝑎3 . cos(𝑎𝐿) + 𝐴2 . 𝑎3 . sin(𝑎𝐿) + 𝐴3 . 𝑎3 . cosh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . 𝑎3 . 𝑠𝑖𝑛h(𝑎𝐿) (1.20)


0 = −𝐴1 . cos(𝑎𝐿) + 𝐴2 . sin(𝑎𝐿) + 𝐴3 . cosh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . 𝑠𝑖𝑛h(𝑎𝐿)

Reagrupando todas as equações na forma matricial:

0 1 0 1 𝐴1 (1.21)
1 0 1 0 𝐴2
( −sin(𝑎𝐿) cos(𝑎𝐿) sinh(𝑎𝐿) cosh(𝑎𝐿)) . (𝐴3 ) = (0)
−cos(𝑎𝐿) sin(𝑎𝐿) cosh(𝑎𝐿) sinh(𝑎𝐿) 𝐴4

Ao utilizar as duas primeiras equações nas duas últimas, reduz o sistema na seguinte forma
matricial:

sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿) cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿) 𝐴 (1.22)


( ) . ( 1 ) = (0)
cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿) sinh(𝑎𝐿) − sin(𝑎𝐿) 𝐴2

Pela primeira equação,

sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿) (1.22.1)


𝐴2 = − 𝐴
[cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)] 1
Afim que os coeficientes sejam todos não nulos, o determinante da matriz quadrada deve se
anular, onde a equação para a frequência fica:

∆= 0 (1.23)
[sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿)]. [sinh(𝑎𝐿) − sin(𝑎𝐿)] − [cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)]. [cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)] = 0
[sinh2 (𝑎𝐿) − sin2 (𝑎𝐿)] − [cos2 (𝑎𝐿) + 2. cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) + cosh2 (𝑎𝐿)] = 0
Reagrupando:
−sin2(𝑎𝐿) − cos2 (𝑎𝐿) + sinh2 (𝑎𝐿) − cosh2 (𝑎𝐿) − 2. cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) = 0
Sabendo que:
sin2 (𝑎𝐿) + cos 2 (𝑎𝐿) = 1 (1.24)
sinh2 (𝑎𝐿) − cosh2 (𝑎𝐿) = −1 (1.25)
Substituindo (24) e (25) em (23), tem-se:
−1 − 1 − 2. cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) = 0
cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) = −1 (1.26)
1
cos(𝑎𝐿) = −
cosh(𝑎𝐿)

Plotando os parâmetros da equação 1.26 no Maple, obtém-se:

A partir do gráfico acima, obteve-se os 5 primeiros valores de 𝑎𝐿:


𝑎1 𝐿 = 1.87
𝑎2 𝐿 = 4.69
𝑎3 𝐿 = 7.85
𝑎4 𝐿 = 10.99
𝑎5 𝐿 = 14.07
Para a solução do problema, adotou-se os valores seguintes:

𝐸𝐼 𝐸𝐼
𝜔2 = 𝑎4 . ∶= 𝜔 = 𝑎2 √
𝑚 𝑚
E, considerando:

𝐸 = 33.0 𝐺𝑃𝑎 𝜌 = 25 𝑘𝑁/𝑚3 𝐿 = 4 𝑚 𝐴 = 0.2 ∗ 0.40 = 0.08 𝑚2

𝑏. ℎ3 0,43 𝜔
𝐼= = 0,20. = 1.067 ∗ 10−3 𝑚4 𝑓=
12 12 2𝜋

2𝑘𝑁
𝑚 = 𝜌 ∙ 𝐿 ∙ 𝐴 = 2500 ∗ 4 ∗ 0.08 = 8𝑘𝑁 =
𝑚
Substituindo os valores calculados acima para obter as frequências naturais, obtém-se:

1 1.87 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓1 = ( ) .√ = 4,061𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 4.69 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓2 = ( ) .√ = 29,03 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 7.85 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓3 = ( ) .√ = 81,32 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 10.99 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓4 = ( ) .√ = 159,4 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 14.07 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓5 = ( ) .√ = 261,28 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

Por fim, para determinar os modos de vibração da estrutura, substitui-se os valores das
constantes na Eq.(1.16), onde:

𝐴3 = −𝐴1
𝐴4 = −𝐴2
sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿)
𝐴2 = 𝐴
[cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)] 1

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴3 . sinh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . cosh(𝑎𝑥) (1.16)


𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . cos(𝑎𝑥) − 𝐴1 . sinh(𝑎𝑥) − 𝐴2 . cosh(𝑎𝑥)
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . [sin(𝑎𝑥) − sinh(𝑎𝑥)] + 𝐴2 . [cos(𝑎𝑥) − cosh(𝑎𝑥)]
sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿)
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . [sin(𝑎𝑥) − sinh(𝑎𝑥)] − . [cos(𝑎𝑥) − cosh(𝑎𝑥)]. 𝐴1
[cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)]
Para o primeiro modo corresponde a 𝑎1 𝐿 = 1.87

Para o primeiro modo corresponde a 𝑎2 𝐿 = 4.694


Para o terceiro modo corresponde a 𝑎3 𝐿 = 7.853

Para o quarto modo corresponde a 𝑎4 𝐿 = 10.995

Para o quinto modo corresponde a 𝑎5 𝐿 = 14.07


b) Efeito de tração-compressão:

Baseado na apostila da Disciplina de Dinâmica II - Vibrações livres de vigas esbeltas


contínuas: tração-compressão, flexão, cisalhamento e torção – ministrada pelo professor Dr.
Lineu Pedroso.
A equação do movimento em vibração livre de uma viga sob o efeito de tração-compressão é
dada por:

𝜕 2𝑣 𝜕 2𝑣 (2.1)
𝐸𝐴 2 − 𝑚
̅ 2 =0
𝜕𝑥 𝜕𝑡
Dividindo por EA e denotando com números e letras as derivadas em relação à x e à t:

̅̅̅̅
𝑚 (2.2)
𝑣2 + 𝑣 =0
𝐸𝐴 𝑡𝑡
Pelo método de separação de variáveis:

𝑣(𝑥, 𝑡) = 𝑋(𝑥). 𝑌(𝑡) (2.3)


Onde:

𝑣 2 (𝑥, 𝑡) = 𝑋 2 . 𝑌 (2.4)
𝑣𝑡𝑡 (𝑥, 𝑡) = 𝑋. 𝑌 2 (2.5)
Substituindo (4) e (5) em (2):
𝑚 𝑚 (2.6)
𝑋2. 𝑌 − . 𝑋. 𝑌 2 = 0 ∶= 𝑋 2 . 𝑌 = . 𝑋. 𝑌 2 = −𝑎2
𝐸𝐴 𝐸𝐴
Separando os termos semelhantes:
𝑋2 𝑚 𝑌2 (2.7)
= . = −𝑎2
𝑋 𝐸𝐴 𝑌
Como o primeiro termo da Eq: (2.7) depende apenas de X(x) e o segundo apenas de Y(t), a
equação pode ser satisfeita para x e t arbitrários relacionados com uma constante, ou seja:

𝑋 2 + 𝑎2 . 𝑋 = 0 (2.8)
𝐸𝐴 (2.9)
𝑌 2 + 𝑎2 . 𝑌. =0
𝑚
Sendo:

𝐸𝐴 (2.10)
𝜔2 = 𝑎2 .
𝑚

Assim, a Eq; (2.9) toma a forma:


𝑌 2 + 𝑌. 𝜔2 = 0 (2.11)
A Eq. (2.11) é reconhecida como a equação de vibrações livres de um sistema com um grau de
liberdade sem amortecimento cuja a solução é descrita na Eq. (2.12):

𝑌(𝑡) = 𝐴. sin(𝜔𝑡) + 𝐵. cos(𝜔𝑡) (2.12)


Onde as constantes A e B dependem das condições iniciais de velocidade e deslocamento, em
que:

𝑌̇(0)
𝐵 = 𝑌(0) 𝑒 𝐴 =
𝜔

Ao substituir os valores correspondentes das constantes na Eq. (212), tem-se:

𝑌̇(0) (2.13)
𝑌(𝑡) = . sin(𝜔𝑡) + 𝑌(0). cos(𝜔𝑡)
𝜔

Para resolver a Eq. (2.8) de maneira habitual, supõe-se que a solução é da forma:

𝑋(𝑥) = 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 (2.14)
Onde:

𝑋1 (𝑥) = 𝐶𝑠. 𝑒 𝑠𝑥 (2.15)


𝑋 2 (𝑥) = 𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 (2.16)
Ao substituir os valores correspondentes das Eq. (2.15) e (2.16) em (2.8):

𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 + 𝑎2 . 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 = 0 (2.17)
𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 . (𝑠 2 + 𝑎2 ) = 0
A raízes dessa equação são:

𝑠 = ±𝑖𝑎
A utilização desses quatro valores leva a solução geral da Eq. (2.8); tendo a seguinte forma:

𝑋(𝑥) = 𝐶1 . 𝑒 𝑖𝑎𝑥 + 𝐶2 . 𝑒 −𝑖𝑎𝑥 (2.18)


Exprimindo as funções exponenciais sobre as formas trigonométricas e hiperbólicas, obtém-se:

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . cos(𝑎𝑥) (2.19)


Considerando para o segundo caso, o efeito tração-compressão, uma viga engastada-livre

Para este caso, as condições de contorno são dadas por:

𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑁(𝐿) = 𝐸𝐴𝑋′(𝐿) = 0
Para substituir as condições de contorno acima, precisa-se determinar a derivada segunda da
Eq. (2.19), sendo:

𝑋 ′ (𝑥) = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝑥) − 𝐴2 . 𝑎. sin(𝑎𝑥) (2.20)

Aplicando a primeira condição de contorno:

𝑋(0) = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) ≔ 0 = 𝐴2 (2.21)

Para a segunda condição de contorno:

𝐸𝐼𝑋′(𝐿) = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝐿) − 0. 𝑎. sin(𝑎𝐿) (2.22)

0 = 𝐴1 . cos(𝑎𝐿)

Para uma solução não trivial:

(2𝑛 − 1)𝜋 (2𝑛 − 1)𝜋 (2.23)


𝑎𝐿 = ≔ 𝑎𝑛 =
2 2𝐿
E, a solução da função X(x) fica:

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) (2.24)

(2𝑛 − 1)𝜋 (2.25)


𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥)
2𝐿
Pode-se determinar os 5 primeiros valores de 𝑎𝐿 a partir da expressão (47) ou graficamente,
pelas duas formas, tem-se:

𝜋
𝑎1 𝐿 =
2
3𝜋
𝑎2 𝐿 =
2
5𝜋
𝑎3 𝐿 =
2
7𝜋
𝑎4 𝐿 =
2
9𝜋
𝑎5 𝐿 =
2

𝐸𝐴 𝐸𝐴
𝜔2 = 𝑎2 . ∶= 𝜔 = 𝑎√
𝑚 𝑚
E, considerando:

𝐸 = 33.0 𝐺𝑃𝑎 𝐿 = 4𝑚

𝐴 = 𝑏ℎ = 0,20𝑥0,4 = 0.08𝑚2 𝜔
𝑓=
2𝜋

𝑚 = 8 𝑘𝑁
Substituindo os valores calculados acima para obter as frequências naturais, obtém-se:

1 𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓1 = . √ = 71,80 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 3𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓2 = . √ = 215,42 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 5𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓3 = . √ = 359,04 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 7𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓4 = . √ = 502,65 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 9𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓5 = . √ = 646,26 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

Por fim, para determinar os modos de vibração da estrutura, utiliza-se a Eq. (2.25), onde:

Para o primeiro modo: 𝑛 = 1 Para o segundo modo: 𝑛 = 2


Para o terceiro modo: 𝑛 = 3 Para o quarto modo: 𝑛 = 4

Para o quinto modo: 𝑛 = 5


c) Para o efeito de cisalhamento e torção:

Baseado na apostila da Disciplina de Dinâmica II - Vibrações livres de vigas esbeltas


contínuas: tração-compressão, flexão, cisalhamento e torção – ministrada pelo professor Dr.
Lineu Pedroso.

A equação do movimento em vibração livre de uma viga sob o efeito de cisalhamento é dada
por:

𝜕 2 𝑣 ̅̅̅̅̅̅
𝑚 𝜕 2𝑣 (3.1)
+ =0
𝜕𝑥 2 𝐾𝐴𝐺 𝜕𝑡 2
Onde 𝐾 é a constante de cisalhamento da seção transversal da viga, A: área da seção transversal;
G: módulo de elasticidade transversal.

Chamando:
𝑚
̅ (3.2)
𝛽=
𝐾𝐴𝐺

Ao substituir na Eq. (3.1):


𝜕 2𝑣 𝜕 2𝑣 (3.3)
+ 𝛽. =0
𝜕𝑥 2 𝜕𝑡 2

Pelo método de separação de variáveis:

𝑣(𝑥, 𝑡) = 𝑋(𝑥). 𝑌(𝑡) (3.4)


Onde:

𝑣 2 (𝑥, 𝑡) = 𝑋 2 . 𝑌 (3.5)
𝑣𝑡𝑡 (𝑥, 𝑡) = 𝑋. 𝑌 2 (3.6)
Substituindo (3.4), (3.5) e (3.6) em (3.3):
𝑋 2 . 𝑌 + 𝛽. 𝑋. 𝑌 2 = 0 (3.7)
Dividindo ambos os lados por 𝑋. 𝑌
𝑋2 𝑌2 𝑋2 𝑌2
+ 𝛽. = 0 𝑜𝑢 = − 𝛽. = 𝑎2
𝑋 𝑌 𝑋 𝑌
As possíveis soluções são:
𝑋2 (3.8)
= 𝑎2
𝑋
𝑌2 (3.9)
𝛽. + 𝑎2 = 0
𝑌
Para o primeiro termo da Eq: (3.7) depende apenas de X(x) e o segundo apenas de Y(t), a
equação pode ser satisfeita para x e t arbitrários relacionados com uma constante, ou seja:

𝑋 2 − 𝑎2 . 𝑋 = 0 (3.10)
𝑎2 (3.11)
𝑌2 + .𝑌 = 0
𝛽
Sendo:

2
𝑎2 (3.12)
𝜔 =
𝛽

Assim, a Eq; (3.11) toma a forma:

𝑌 2 + 𝑌. 𝜔2 = 0 (3.13)
A Eq. (3.13) é reconhecida como a equação de vibrações livres de um sistema com um grau de
liberdade sem amortecimento cuja a solução já foi discutida nesse trabalho.

Para resolver a Eq. (3.10) de maneira habitual, supõe-se que a solução é da forma:

𝑋(𝑥) = 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 (3.14)
Onde:

𝑋1 (𝑥) = 𝐶𝑠. 𝑒 𝑠𝑥 (3.14.1)


𝑋 2 (𝑥) = 𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 (3.14.2)
Ao substituir os valores correspondentes das Eq. (3.10.2) e (3.10) em (3.4):

𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 − 𝑎2 . 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 = 0 (3.15)
𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 . (𝑠 2 − 𝑎2 ) = 0
A raízes dessa equação são:

𝑠 = ±𝑖𝑎
A partir dessas raízes, obtém-se a solução da equação dada por:

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . cos(𝑎𝑥) (3.16)


Considerando para o terceiro caso, o efeito cisalhamento, uma viga engastada-livre

As constantes podem ser determinadas a partir das condições de contorno, sendo:


𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑋′(𝐿) = 0
Calculando a primeira derivada:
𝑋 ′ (𝑥) = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝑥) − 𝐴2 . 𝑎. sin(𝑎𝑥) (3.17)

Aplicando a primeira condição de contorno:

𝑋(0) = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) ≔ 0 = 𝐴2 (3.18)

Para a segunda condição de contorno:

𝑋′(𝐿) = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝐿) − 0) (3.19)

0 = 𝐴1 . cos(𝑎𝐿)

Para uma solução não trivial:

cos(𝑎𝐿) = 0 (3.20)

(2𝑛 − 1)𝜋
𝑎𝐿 =
2
(2𝑛 − 1)𝜋
𝑎=
2𝐿
E, a solução da função X(x) fica:

(2𝑛 − 1)𝜋 (3.21)


𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥)
2𝐿
(3.22)
Pode –se determinar os 5 primeiros valores de 𝑎𝐿 a partir da expressão (3.21) ou graficamente,
pelas duas formas, tem-se:

𝜋
𝑎1 𝐿 =
2
3𝜋
𝑎2 𝐿 =
2
5𝜋
𝑎3 𝐿 =
2
7𝜋
𝑎4 𝐿 =
2
9𝜋
𝑎5 𝐿 =
2

𝑎2 𝐾𝐴𝐺 𝐾𝐴𝐺
𝜔2 = = 𝑎2 ∶= 𝜔 = 𝑎√
𝛽 𝑚
̅ 𝑚
̅
E, considerando:

𝐸 33.0
𝐸 = 33.0 𝐺𝑃𝑎 𝐺 = 2∙(1+𝑣) = 2∙(1+0.2) = 13.75 𝐺𝑃𝑎 𝐿 = 4𝑚

𝐴 = 𝑏ℎ = 0,20𝑥0,4 = 0.08𝑚2 𝜔
𝑓=
2𝜋
𝑏. ℎ3 0,43
𝐼= = 0,20. = 1.067 ∗ 10−3 𝑚4
12 12
10 ∗ (1 + 𝑣)
𝐾= = 0.85
12 + 11 ∗ 𝑣
𝑚 = 8 𝑘𝑁
Substituindo os valores calculados acima para obter as frequências naturais, obtém-se:

1 𝜋 0.85 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓1 = . √ = 42,72 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 3𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓2 = . √ = 128,2 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 5𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓3 = . √ = 213,66 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 7𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓4 = . √ = 299,12 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

1 9𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓5 = . √ = 384,6 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 2 ∙ 4 2 ∗ 1000

Por fim, para determinar os modos de vibração da estrutura, utiliza-se a Eq. (3.21), onde:

Para o primeiro modo: 𝑛 = 1 Para o segundo modo: 𝑛 = 2


Para o terceiro modo: 𝑛 = 3 Para o quarto modo: 𝑛 = 4

Para o quinto modo: 𝑛 = 5


Repetindo os casos estudados para uma viga engastada-engastada.

 Flexão

Para este caso, as condições de contorno são dadas por:

𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0 𝑒 𝑋′(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑋(𝐿)=0 e X'(L)=0
Para substituir as condições de contorno acima, utiliza-se as derivadas primeira, segunda e
terceira calculadas no caso 1, sendo:

𝑋 ′ (𝑥) = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝑥) − 𝐴2 . 𝑎. sin(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎. cosh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎. sinh(𝑎𝑥)


𝑋 ′′ (𝑥) = −𝐴1 . 𝑎2 . sin(𝑎𝑥) − 𝐴2 . 𝑎2 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎2 . sinh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎2 . cosh(𝑎𝑥)
𝑋 ′′′ (𝑥) = −𝐴1 . 𝑎3 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴2 . 𝑎3 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎3 . cosh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎3 . 𝑠𝑖𝑛h(𝑎𝑥)
𝑋 ′′′′ (𝑥) = 𝐴1 . 𝑎4 . sin(𝑎𝑥) + 𝐴2 . 𝑎4 . cos(𝑎𝑥) + 𝐴3 . 𝑎4 . sinh(𝑎𝑥) + 𝐴4 . 𝑎4 . cosh(𝑎𝑥)

Para a primeira condição, 𝑋(0) = 0:

0 = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) + 𝐴3 . sinh(0) + 𝐴4 . cosh(0) (1.17)


𝐴2 + 𝐴4 = 0 ∶= 𝐴2 = −𝐴4

Para a segunda condição, 𝑋′(0) = 0

0 = 𝐴1 . 𝑎. cos(0) − 𝐴2 . 𝑎. sin(0) + 𝐴3 . 𝑎. cosh(0) + 𝐴4 . 𝑎. sinh(0) (1.18)


0 = 𝐴1 . 𝑎 + 𝐴3 . 𝑎 ∶= 𝐴1 = −𝐴3

Para a terceira condição, 𝑋(𝐿) = 0

0 = 𝐴1 . sin(𝑎𝐿) + 𝐴2 . cos(𝑎𝐿) + 𝐴3 . sinh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . cosh(𝑎𝐿) (1.19)


Para a quarta condição, 𝑋′(𝐿) = 0

0 = 𝐴1 . 𝑎. cos(𝑎𝐿) − 𝐴2 . 𝑎. sin(𝑎𝐿) + 𝐴3 . 𝑎. cosh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . 𝑎. sinh(𝑎𝐿) (1.20)


0 = 𝐴1 . cos(𝑎𝐿) − 𝐴2 . sin(𝑎𝐿) + 𝐴3 . cosh(𝑎𝐿) + 𝐴4 . 𝑠𝑖𝑛h(𝑎𝐿)

Reagrupando todas as equações na forma matricial:

0 1 0 1 𝐴1 (1.21)
1 0 1 0 𝐴
( sin(𝑎𝐿) cos(𝑎𝐿) sinh(𝑎𝐿) cosh(𝑎𝐿)) . ( 2 ) = (0)
𝐴3
cos(𝑎𝐿) −sin(𝑎𝐿) cosh(𝑎𝐿) sinh(𝑎𝐿) 𝐴4

Ao utilizar as duas primeiras equações nas duas últimas, reduz o sistema na seguinte forma
matricial:

sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿) −cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿) 𝐴 (1.22)


( ) . ( 1 ) = (0)
−cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿) sinh(𝑎𝐿) − sin(𝑎𝐿) 𝐴2

Pela primeira equação,

sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿) (1.22.1)


𝐴2 = − 𝐴
[−cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)] 1

Afim que os coeficientes sejam todos não nulos, o determinante da matriz quadrada deve se
anular, onde a equação para a frequência fica:

∆= 0 (1.23)
[sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿)]. [sinh(𝑎𝐿) − sin(𝑎𝐿)] − [− cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)]. [−cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)] = 0
[sinh2 (𝑎𝐿) − sin2 (𝑎𝐿)] − [cos2 (𝑎𝐿) − 2. cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) + cosh2 (𝑎𝐿)] = 0
Reagrupando:
−sin2(𝑎𝐿) − cos2 (𝑎𝐿) + sinh2 (𝑎𝐿) − cosh2 (𝑎𝐿) + 2. cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) = 0
Sabendo que:
sin2 (𝑎𝐿) + cos 2 (𝑎𝐿) = 1 (1.24)
sinh2 (𝑎𝐿) − cosh2 (𝑎𝐿) = −1 (1.25)
Substituindo (1.24) e (1.25) em (1.23), tem-se:
−1 − 1 + 2. cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) = 0
cos(𝑎𝐿) . cosh(𝑎𝐿) = 1 (1.26)
1
cos(𝑎𝐿) =
cosh(𝑎𝐿)

Plotando os parâmetros da equação 1.26 no Maple, obtém-se:

A partir do gráfico acima, obteve-se os 5 primeiros valores de 𝑎𝐿:


𝑎1 𝐿 = 4.75
𝑎2 𝐿 = 7.81
𝑎3 𝐿 = 10.96
𝑎4 𝐿 = 14.1
𝑎5 𝐿 = 17.26
𝐸𝐼
As frequências naturas são dadas por: 𝜔 = 𝑎2 √ 𝑚

1 4.75 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓1 = ( ) .√ = 29,78 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 7.81 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓2 = ( ) .√ = 80,5 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 10.96 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓3 = ( ) .√ = 158,54 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 14.10 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓4 = ( ) .√ = 262,4 𝑟𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 17.26 2 33.0 ∗ 109 𝑥1.067 ∗ 10−3


𝑓5 = ( ) .√ = 393,18 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000
 Tração

Para este caso, as condições de contorno são dadas por:

𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑋(𝐿) = 0
Aplicando a primeira condição de contorno:

𝑋(0) = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) ≔ 0 = 𝐴2 (2.21)

Para a segunda condição de contorno:

𝑋(𝐿) = 𝐴1 . 𝑎. sin(aL) (2.22)

0 = 𝐴1 . sin(𝑎𝐿)

Para uma solução não trivial:

𝑛𝜋 (2.23)
𝑎𝐿 = 𝑛𝜋 ≔ 𝑎𝑛 =
𝐿
E, a solução da função X(x) fica:

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin(𝑎𝑥) (2.24)

𝑛𝜋 (2.25)
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥)
𝐿

𝑎1 𝐿 = 𝜋

𝑎2 𝐿 = 2𝜋

𝑎3 𝐿 = 3𝜋

𝑎4 𝐿 = 4𝜋

𝑎5 𝐿 = 5𝜋
Substituindo os valores calculados acima para obter as frequências naturais, obtém-se a partir
𝐸𝐴
de: 𝜔 = 𝑎√ 𝑚

1 𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓1 = . √ = 143,6𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 2𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓2 = . √ = 287,22 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 3𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓3 = . √ = 430,84 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 4𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓4 = . √ = 574,44 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 5𝜋 33.0 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓5 = . √ = 718,06 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

 Torção

As constantes podem ser determinadas a partir das condições de contorno, sendo:


𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑋(𝐿) = 0

Aplicando a primeira condição de contorno:

𝑋(0) = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) ≔ 0 = 𝐴2 (3.18)

Para a segunda condição de contorno:

𝑋(𝐿) = 𝐴1 . sin(𝑎𝐿) + 0. cos(𝑎𝐿) ≔ 0 (3.19)

0 = 𝐴1 . sin(𝑎𝐿)

Para uma solução não trivial:

sin(𝑎𝐿) = 0 (3.20)

𝑎𝐿 = 𝑛𝜋
𝑛𝜋
𝑎=
𝐿
E, a solução da função X(x) fica:

𝑛𝜋 (3.21)
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥)
𝐿
(3.22)

Os 5 primeiros valores de 𝑎𝐿 a partir da expressão (3.21) são:

𝑎1 𝐿 = 𝜋

𝑎2 𝐿 = 2𝜋

𝑎3 𝐿 = 3𝜋

𝑎4 𝐿 = 4𝜋

𝑎5 𝐿 = 5𝜋

Substituindo os valores calculados acima para obter as frequências naturais, obtém-se:

1 𝜋 0.85 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓1 = . √ = 85,46 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 2𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓2 = . √ = 170,92 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 3𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓3 = . √ = 256,4 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 4𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓4 = . √ = 341,86 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000

1 5𝜋 0.833 ∗ 13.75 ∗ 109 𝑥0.08


𝑓5 = . √ = 427,32 𝑟𝑎𝑑/𝑠
2𝜋 4 2 ∗ 1000
Comparando os resultados:

Viga Engastada-Livre

Flexão Tração-Compressão Cisalhamento


Eq. 𝑋(𝑥) = 𝐴1 . {[sin(𝑎𝑥) − sinh(𝑎𝑥)] (2𝑛 − 1)𝜋 (2𝑛 − 1)𝜋
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥) 𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥)
Caracteristica: sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿) 2𝐿 2𝐿
− . [cos(𝑎𝑥)
[cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)]
− cosh(𝑎𝑥)]}
Frequências
1 ∗ 2 𝐸𝐼 ∗ 1 1 (2𝑛 − 1)𝜋 𝐸𝐴 1 (2𝑛 − 1)𝜋 𝐾𝐴𝐺
(rad/s) 𝑓= .𝑎 √ . cos(𝑎𝐿) = − 𝑓= √ 𝑓= √
2𝜋 𝑚 cosh(𝑎𝐿) 2𝜋 2𝐿 𝑚 2𝜋 2𝐿 𝑚
̅

f1 4,061 71,80 42,72


f2 29,03 215,42 128,20
f3 81,32 359,04 213,66
f4 159,40 482,64 299,12
f5 261,28 646,26 384,60
𝟐𝟓𝒌𝑵
Parâmetros utilizados: Dados referentes a uma viga de concreto: 𝑬 = 𝟑𝟑𝑮𝑷𝒂; 𝝆 = ; 𝒗 = 𝟎, 𝟐; 𝒃 = 𝟐𝟎 𝒄𝒎; 𝒉 = 𝟒𝟎 𝒄𝒎; 𝑳 =
𝒎𝟑
𝒎
̅ =
𝟒𝒎; 𝒎 𝑳
Viga Engastada-Engastada

Frequências Flexão Tração-Compressão Cisalhamento


(rad/s)
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . {[sin(𝑎𝑥) − sinh(𝑎𝑥)] 𝑛𝜋 𝑛𝜋
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥) 𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ( 𝑥)
𝐿 𝐿
sin(𝑎𝐿) + sinh(𝑎𝐿)
+ . [cos(𝑎𝑥)
[cos(𝑎𝐿) + cosh(𝑎𝐿)]
− cosh(𝑎𝑥)]}

1 ∗ 2 𝐸𝐼 ∗ 1 1 𝜋 𝐸𝐴 1 𝜋 𝐾𝐴𝐺
𝑓= .𝑎 √ . cos(𝑎𝐿) = 𝑓= ∗ √ 𝑓= ∗ √
2𝜋 𝑚 cosh(𝑎𝐿) 2𝜋 𝐿 𝑚 2𝜋 𝐿 𝑚
̅

f1 29,78 143,60 85,46


f2 80,50 287,22 170,92
f3 158,54 430,84 256,40
f4 262,40 574,44 341,86
f5 393,18 718,06 427,32
iv) Para o caso da viga em uma base elástica, estudou-se o caso vinculado ao
cisalhamento:

𝜕 2𝑣 𝑘̅ 𝑚 𝜕 2𝑣
̅̅̅̅̅̅ (4.1)
+ 𝑣 + =0
𝜕𝑥 2 𝐾𝐴𝐺 𝐾𝐴𝐺 𝜕𝑡 2

Onde 𝐾 é a constante de cisalhamento da seção transversal da viga, A: área da seção transversal;


G: módulo de elasticidade transversal.

Chamando:
𝑘̅ (4.2)
𝛼=
𝐾𝐴𝐺
𝑚
̅ (4.3)
𝛽=
𝐾𝐴𝐺

Ao substituir na Eq. (4.1):


𝜕 2𝑣 𝜕 2𝑣 (4.4)
+ 𝛼. 𝑣 + 𝛽. =0
𝜕𝑥 2 𝜕𝑡 2

Pelo método de separação de variáveis:

𝑣(𝑥, 𝑡) = 𝑋(𝑥). 𝑌(𝑡) (4.5)


Onde:

𝑣 2 (𝑥, 𝑡) = 𝑋 2 . 𝑌 (4.6)
𝑣𝑡𝑡 (𝑥, 𝑡) = 𝑋. 𝑌 2 (4.7)
Substituindo (4.5), (4.6) e (4.7) em (4.1):
𝑋 2 . 𝑌 + 𝛼. 𝑋. 𝑌 + 𝛽. 𝑋. 𝑌 2 = 0 (4.8)
Dividindo ambos os lados por 𝑋. 𝑌
𝑋2 𝑌2 𝑋2 𝑌2
+ 𝛼 + 𝛽. = 0 𝑜𝑢 + 𝛼 = − 𝛽. = 𝑎2
𝑋 𝑌 𝑋 𝑌
As possíveis soluções são:
𝑋2 (4.8.1)
+ 𝛼 = 𝑎2
𝑋
𝑌2 (4.8.2)
𝛽. + 𝑎2 = 0
𝑌
Para o primeiro termo da Eq: (4.8) depende apenas de X(x) e o segundo apenas de Y(t), a
equação pode ser satisfeita para x e t arbitrários relacionados com uma constante, ou seja:

𝑋 2 + (𝛼 − 𝑎2 ). 𝑋 = 0 (4.9)
𝑎2 (4.10)
𝑌2 + .𝑌 = 0
𝛽
Sendo:

2
𝑎2 (4.11)
𝜔 =
𝛽

Assim, a Eq; (4.10) toma a forma:

𝑌 2 + 𝑌. 𝜔2 = 0 (4.12)
A Eq. (4.12) é reconhecida como a equação de vibrações livres de um sistema com um grau de
liberdade sem amortecimento cuja a solução já foi discutida nesse trabalho.

Para resolver a Eq. (4.9) de maneira habitual, supõe-se que a solução é da forma:

𝑋(𝑥) = 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 (4.13)
Onde:

𝑋1 (𝑥) = 𝐶𝑠. 𝑒 𝑠𝑥 (4.13.1)


𝑋 2 (𝑥) = 𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 (4.13.2)
Ao substituir os valores correspondentes das Eq. (40.2) e (40) em (34):

𝐶𝑠 2 . 𝑒 𝑠𝑥 + (𝛼 − 𝑎2 ). 𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 = 0 (4.14)
𝐶. 𝑒 𝑠𝑥 . (𝑠 2 + 𝛼 − 𝑎2 ) = 0
A raízes dessa equação são:

𝑠 = ±𝑖√(𝑎2 − 𝛼)
A partir dessas raízes, obtém-se a solução da equação dada por:

𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin (√(𝑎2 − 𝛼)𝑥) + 𝐴2 . cos (√(𝑎2 − 𝛼)𝑥) (4.15)


Considerando para o quarto caso, o efeito cisalhamento em uma base elástica:

As constantes podem ser determinadas a partir das condições de contorno, sendo:


𝐸𝑚 𝑥 = 0
𝑋(0) = 0
𝐸𝑚 𝑥 = 𝐿
𝑋′(𝐿) = 0
Calculando a primeira derivada:

𝑋 ′ (𝑥) = 𝐴1 . √(𝑎2 − 𝛼). cos (√(𝑎2 − 𝛼)𝑥) − 𝐴2 . √(𝑎2 − 𝛼). sin(√𝑎2 − 𝛼)𝑥) (4.16)

Aplicando a primeira condição de contorno:

𝑋(0) = 𝐴1 . sin(0) + 𝐴2 . cos(0) ≔ 0 = 𝐴2 (4.17)

Para a segunda condição de contorno:

𝑋′(𝐿) = 𝐴1 . √(𝑎2 − 𝛼). cos (√(𝑎2 − 𝛼)𝐿) − 0) (4.18)

0 = 𝐴1 . cos (√(𝑎2 − 𝛼)𝐿)

Para uma solução não trivial:

cos √(𝑎2 − 𝛼)𝐿 = 0 (4.19)

(2𝑛 − 1)𝜋
√(𝑎2 − 𝛼)𝐿 =
2
2 (4.20)
(2𝑛 − 1)𝜋
𝑎𝐿 = √( ) + 𝛼𝐿
2

E, a solução da função X(x) fica:


2 (4.21)
(2𝑛 − 1)𝜋 𝛼
𝑋(𝑥) = 𝐴1 . sin ((√( 2
) + ) 𝑥)
2𝐿 𝐿

Dados:
𝑘̅ 𝑚
̅
𝛼= 𝛽=
𝐾𝐴𝐺 𝐾𝐴𝐺

E, considerando:

𝐸 33.0
𝐸 = 33.0 𝐺𝑃𝑎 𝐺 = 2∙(1+𝑣) = 2∙(1+0.2) = 13.75 𝐺𝑃𝑎 𝐿 = 4𝑚

𝐴 = 𝑏ℎ = 0,20𝑥0,4 = 0.08𝑚2 𝜔
𝑓=
2𝜋
𝑏. ℎ3 0,43
𝐼= = 0,20. = 1.067 ∗ 10−3 𝑚4
12 12
10 ∗ (1 + 𝑣) 2
𝑎2
𝐾= = 0.85 𝜔 =
12 + 11 ∗ 𝑣 𝛽
𝑚 = 8 𝑘𝑁

O coeficiente de reação do solo é representado pela relação entre a pressão imposta


sobre o recalque provocado, ou seja:
𝜎
𝑘̅ =
𝜌
E adotando um solo arenoso fofo, tem-se que esse coeficiente gira em torno de 30 GPa.
As frequências naturais são dadas pela equação:

(2𝑛 − 1)𝜋 2 𝛼
1 √ ( ) +𝐿
2𝐿2
𝑓𝑛 = .
2𝜋 𝑚
̅
𝐾𝐴𝐺
𝑓1 = 308,38 𝑟𝑎𝑑/𝑠
𝑓2 = 309,86 𝑟𝑎𝑑/𝑠
𝑓3 = 312,79 𝑟𝑎𝑑/𝑠
𝑓4 = 317,14 𝑟𝑎𝑑/𝑠
𝑓5 = 322,85 𝑟𝑎𝑑/𝑠
Percebe-se que o fator determinante nas frequências em uma base elástica é o coeficiente de
rigidez do solo, que atenua as vibrações no solo, onde os modos de vibrações se apresentam: