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RESSONÂNCIA MAGNÉTICA – PRINCÍPIOS FÍSICOS

 Não tem radiação ionizante (são radiação não ionizante, ondas de radiofrequência)
 Não tem problema fazer RM toda semana, entretanto temos várias contraindicações
 É um imã gigante que atrai metais pesados
 A RM é um campo magnético constante (não tem como desligar)

Formação da imagem:
 A formação da imagem ocorre através de um pulso de radiofrequência que promove a vibração de todos os spins do nosso
corpo e quando associados ao campo magnético, esses spins se alinham ao campo.
 A frequência da RM foi ajustada para captar os spins de hidrogênio, pois os hidrogênios são abundantes no organismo,
tudo tem hidrogênio.
 Cada RF capta uma frequência diferente de spins, onde tem maior quantidade de liquido fica com hiperssinal e área com
pouca quantidade de liquido fica com hipossinal, e é com essas diferenças de comportamento de tecidos que vamos
conseguir formar a imagem, sendo assim, onde tem agua fica branco, onde tem pouca agua fica cinza e onde não tem fica
preto, existindo os tons de cinza. Então, a diferença de contraste na imagem vai depende da quantidade de hidrogênio do
tecido, variando do branco ao preto dependendo da ponderação utilizada (ponderação T1 e T2)
Ponderação: T1 = líquidos com hipossinal (escuro), com TR e TE baixo;
T2 = líquidos com hiperssinal (claro) com TR e TE alto;
 É possível adquirir essa diferença de sinal (hipo ou hiper) manipulando a RF, intensificando ou diminuindo, e alterando a
forma de captação do sinal. A manipulação ocorre através do TR (repetição) e TE (eco)
 Sempre fazemos sequências T1 e T2 para o médico ver como a alteração se comporta perante as diferentes ponderações.
 Quando se aplica contraste em uma imagem, queremos ver ele claro (hiperssinal), então ele é aplicado em sequências T1
porque se ele for aplicado em T2 não irá fazer diferença nenhuma, porque onde tem liquido já está claro, não sendo possível
observar o que é liquido e o que é contraste, e no T1 a alteração vai estar realçada

Equipamento de ressonância
Os componentes de um sistema de RM são:
 Magneto com núcleo capaz de aceitar o corpo do humano - é um aparelho bem grande que muitas vezes causa
claustrofobia ao paciente e algumas vezes é necessário a sedação
 Maca acoplada ao magneto onde o paciente será levado ao magneto
 Subsistema transceptor de RF que irá transmitir e receber energia da RF - esse subsistema emite a RF, só que a
partir da vibração gerada pelo movimento dos spins, ele também é capaz de capta o sinal da RF, que é transformado em
sinal elétrico, formando a imagem que chega ao computador
 Um conjunto de 3 bobinas de gradiente - responsáveis por produzir campos magnéticos que causarão variações lineares
em sequência, nas direções X, Y e Z sobre o campo magnético principal (campo estático) para poder formar a imagem
sagital, axial e coronal. As bobinas captam os sinais em vários sentidos e sempre vamos trabalhar associando duas dessas
bobinas.
 Subsistema de computação para processar a energia de RF recebidas em imagens - a imagem formada é emitida para
um subsistema de computação e por isso, é possível visualizar a imagem

- Quanto mais pixels, mais detalhes na imagem e é assim que é formada a imagem de RM, porém, essa imagem além de
pixels tem voxer porque ela é uma imagem 3D, ela tem volume, posso determinar a profundidade dela (espessura).

Problemas/falhas que podem ocorrem:


 Se na hora que coloco o paciente dentro do aparelho, eu não escuto o barulho, o que pode ter quebrado? Não está emitindo
RF.
 Se na hora que entro na sala, eu não sinto o campo magnético? Quebrou o magneto.
 Se eu faço uma imagem axial e sai bonita, mas a coronal não, então significa que alguma bobina de gradiente pifou
 Para o ima ser constante, precisamos de um cuidado especial com a refrigeração, para isso temos um sistema de
refrigeração para manter o gás hélio que fica em volta do aparelho o tempo todo. De repente, o que mantem a pressão do
gás hélio é a pressão de agua gelada, se pifar o gerador, a agua esquenta (40ºC por exemplo), podendo formar placas de
gelo fazendo com o que o imã perca sua função, pode-se tentar retirar essa placa de gelo, mas se isso falhar, todo o gás
do aparelho escapa.

MAGNETO: o magneto é dotado de grande abertura para o paciente (bore), produz um campo magnético estático representado
pelas linhas de fluxo (força) passando através da abertura
 Existe uma válvula de segurança protegida por vidro que faz com que todo o gás hélio vaze, chamado de quencher (zera
o aparelho). Em que situações dou quencher no aparelho? O local estar pegando fogo e pode explodir; em caso de
acidente, se o paciente permanecer vivo, podemos dar quencher no aparelho para tentar salvar o paciente
 Existe um botão de emergência que corta a energia, em situações que precisa desligar o aparelho? Por exemplo, curto de
energia, então é necessário desligar o aparelho para ele não explodir, aí eu corto a energia ficando isolado de energia
elétrica e o curto não chega pela fiação
 Podem existir também situações que em que é necessário diminuir o campo magnético, mas eu não quero perder o
aparelho, então deixo vazar um pouco de gás hélio

TRANSCEPTOR DE RÁDIO FREQUENCIA: os sistemas de RM coletam os dados das imagens de um paciente através da detecção
da oscilação de um campo magnético induzido nele por um pulso de energia eletromagnética de RG transmitido por uma antena
(normalmente chamada de bobina) localizada dentro do túnel do magneto. A antena do transceptor em azul claro (também chamada
de bobina de corpo). É conectada ao transmissor de RF e receptor via cabos.
 As bobinas especificas amplificam o sinal (é uma antena que aumenta qualidade do sinal).
 A região de estudo precisa estar no centro do campo magnético.
 Normalmente, o exame é realizado com a bobina bore e com as bobinas especificas (aumenta a qualidade da imagem).
As situações em que as duas não são utilizadas simultaneamente, incluem o fato de não tê-las, muitas vezes é possível
fazer adaptações, quando não é possível, utiliza apenas a bobina bore. Quando o paciente é muito obeso e a bobina não
serve, utiliza-se também apenas a bobina bore.

BOBINAS DE GRADIENTE: as bobinas de gradiente provocam variações no campo magnético estático. Cada bobina X, Y ou Z é
energizada por vez numa determinada sequência no tempo, por exemplo:
 X = ajuda na seleção e posicionamento e espessura dos cortes (mais fino, mais grosso)
 Y = seleciona a matriz de aquisição na direção das frequências
 Z = seleciona a matriz de aquisição na direção das fases
- Quando colocamos o paciente no aparelho, fazemos primeiro o localizador para saber se o paciente está posicionado
corretamente. O localizador é um sinal enviado pelas bobinas nos cortes axial, coronal e axial do crânio do paciente, por exemplo,
para podermos programar. A combinação dessas três bobinas é que vão formar a imagem e precisamos sempre de dois cortes para
formar o plano axial, sagital ou coronal.
- Os spins estão alinhados sempre em uma mesma direção, no entanto, quando eu emito a RF cada um deles quer retornar
à posição inicial, que é disperso no organismo, e a imagem é formada quando os spins captam a energia da RF e libera quando
retorna a sua posição inicial, essa energia liberada é captada pelo aparelho e forma a imagem, e essas bobinas vão emitir o sinal
da posição dele.
- A frequência e a fase são inversamente proporcionais
- Axial = superior e inferior; sagital = direito e esquerdo; coronal = anterior e posterior
- DESENHO NO CADERNO. Quando vejo de frente, tenho uma imagem coronal, então vejo superior, inferior, direito e
esquerdo. Quando vejo de lado, tenho uma imagem sagital, então vejo superior, inferior, anterior e posterior. Quando vejo em fatias,
tenho uma imagem axial, então vejo direito, esquerdo, anterior e posterior. Por isso sempre temos duas combinações, frequência e
fase. No aparelho consigo determinar qual vai ser a frequência e qual vai ser a fase, a direção que está a fase é sempre a direção
que pode me dar artefato, ou seja, a fase é colocada em uma direção diferente do artefato, se a fase é AP, a frequência é SI.
- A fase e a frequência são opostas e o artefato está sempre na direção da fase, então tenho que deixar a fase na direção
que não me dá artefato. Eu preciso deixar minha fase na mesma direção do fluxo sanguíneo, por exemplo.

REVISANDO: o paciente entrou no aparelho, colocou a bobina, levou para o centro do campo magnético, precisamos saber se
escolhemos a bobina especifica para o exame e se a região de estudo foi para o centro do campo magnético. Aí vamos programar
o exame, começa o barulho que indica que a RF está sendo emitida, então temos um transceptor de RF que vai enviar e receber a
RF. A bobina especifica vai melhorar e aumentar a qualidade do sinal, ela serve como uma antena que aumenta a qualidade do
sinal (amplifica a qualidade) para termos uma melhor qualidade da região de estudo, a hora que esse sinal é recebido pelo
transceptor esse sinal é modulado, decodificado e transformado em um sinal elétrico para formar uma imagem digital que é a imagem
que aparece no computador. A RM sempre vai ter uma imagem digital.
Não é um computador comum, é especifico com software especifico para amplificar esse sinal e poder ter uma imagem de
qualidade. Um dos maiores problemas hoje da RM, é a informática, porque eles não conseguem desenvolver um software especifico
para passar essa qualidade de sinal.

Processamento de imagens
O processamento de imagens recebe o sinal amplificado e modulado e decodifica o sinal em componentes digitais, que
são finalmente usados para criar uma imagem digital. Este processo de conversão é considerado uma das tarefas mais complicadas
que o sistema de ressonância magnética tem a desempenhar.

Radiofrequência
 A energia de RF é uma parte integrante de um sistema de RM
 A energia do campo elétrico produzida por esta energia de RF excita as moléculas de água no corpo causando a ocorrência
de fricção. Como resultado, um grande campo elétrico pode causar sérios aquecimento da região anatômica em estudo.
- É o barulho alto que se escuta durante o exame. A potência do equipamento de RM é medida em telas, um aparelho de
boa qualidade tem em média 1,5T
- Excitação das moléculas de agua do nosso corpo porque precisamos do sinal de hidrogênio, então ela vibra, chamamos
de excitação, provocando uma ficção

Fenômenos da RM
 Excitação
 Aplicação de um pulso de RF, provocando um aumento da população do nível de maior energia – spin down
 O sinal de RM é induzido pelo movimento de precessão, numa bobina localizada no plano transverso
- Movimento de precessão é quando o spin gira em torno do próprio eixo. Ele se alinhou, recebeu RF, tentou voltar a posição
inicial, liberou energia e ficou sofrendo precessão, e essa é a parte física. A precessão ocorre por causa do resto de energia que ele
ainda tem, então ele fica girando em torno do próprio eixo. A Nutação é quando ele faz o movimento para voltar a posição inicial, ou
seja, ao mesmo tempo que ele gira ao redor do próprio eixo. FOTO
- A energia liberada pelo spin é captada, transformada em sinal elétrico para formar a imagem

Processos de relaxação
 A relaxação é o processo pelo qual os prótons liberam a energia que eles absorveram do pulso de RF, retornando a sua
configuração inicial.
 Dois tempos de relaxação: T1 e T2, os dois tempos são característicos do tecido envolvido (matéria cinzenta, fluido cérebro-
espinhal, etc)
- Quanto mais agua, mais hidrogênio, maior a captação do sinal
- Alguns tecidos não têm tempo suficiente de emitir o sinal e outros tem tempo suficiente e é isso que vai fazer diferença
na imagem.
- Na sequência T1, eu delimito o tempo que cada tecido tem para enviar o sinal, então, em uma sequência T1 o TR e TE
são baixos, o liquido tem muito hidrogênio então ele precisaria de muito tempo para enviar todo o sinal dele, mas o meu tempo é
baixo, então ele não tem tempo suficiente para mostrar toda a energia que ele tem, por isso aparece com hipossinal. No T2 o TR e
TE são elevados, então, aquele tecido que tem muito hidrogênio tem tempo suficiente para enviar todo sinal, fazendo com que o
liquido fique com hiperssinal (claro), nessa sequência, dei tempo suficiente para ele liberar toda aquela energia, normalmente, essa
sequência é mais demorada porque se eu aumento o tempo de repetição e de eco, eu dou mais tempo para os meus tecidos
enviarem o sinal.

Processos de relaxação T1
 Tempo requerido para que a componente Z de M retorne a 63% do seu valor original após um pulso de excitação
- Dei um tempo curto, ele chegou a 63% e já perdeu energia formando a imagem. Com 63% a imagem T1 é formada e com
37% a imagem T2 é formada.
- Z (posição original) de M (posição dentro do campo)
 TR e TE baixo – liquido com hipossinal (escuro)

Processos de relaxação T2
 Tempo requerido para que Mxy decaia a 37% do seu valor inicial via processos irreversíveis
- Antes de entrar no campo magnético, cada spin estava para um lado. Depois que entro no campo magnético, todos eles
se alinharam, aí dou um pulso de RF e eles tentam retornar à posição original, ele absorve a energia e tenta voltar a posição original
liberando energia que é transformada em sinal elétrico e é captada pelo aparelho formando a imagem.
 TR e TE alto – liquido com hiperssinal (claro)
 FOTO – GRAFICO: magnetização longitudinal e magnetização transversal:
- A sequência T1 é chamada de magnetização longitudinal porque ele consegue captar quando o spin está em 63% da
posição original. A magnetização transversal é referente a T2 porque ele capta quando ele está a 37% da posição original
e isso vai ser influenciado diretamente pelo TR e TE. A sequência T1 é influenciada principalmente pelo TR, que é o tempo
da aplicação de um pulso até o próximo pulso – é o tempo que o pulso se repete, entre um pulso e outro, esse tempo é
curto entre uma repetição e outra com isso os spins não consegue liberar toda a energia e a imagem fica toda com
hipossinal, e a sequência T2 é influenciada principalmente pelo TE, que é o tempo que demora para atingir seu pico máximo,
então, o spin consegue atingir quase seu pico máximo tendo uma maior diferenciação dos tecidos.

- Pergunta sobre TR e TE, como influencia na formação da imagem?


- Como forma a imagem de ressonância? Pergunta de prova

Parâmetros (hipo ou hiper) de contraste na imagem de RM


 T1 = principal característica é tudo com hipossinal; captação do sinal não é boa, não tem tempo suficiente para alguns
tecidos; vejo o contraste com hiperssinal
 T2 = principal característica é tudo com hiperssinal; consigo uma diferenciação das imagens muito maior, porque dou muito
mais tempo para eles liberarem a energia que eles têm.
 Densidade de prótons (DP) = TR alto, TE baixo - liquido com hiperssinal, é utilizado para estudar as cartilagens (ex: punho,
joelho)
 Fluxo = fluxo do sangue (ex: vasos do crânio) = angio ressonância
SEGURANÇA NO AMBIENTE DE RESSONÂNCIA MAGNÉTICA

 A força magnética exercida sobre um objeto aumenta exponencialmente conforme ele se aproxima do imã.
 O metal pode causar queimadura no paciente. E o objeto é atraído pelo magneto pelo local que tem mais metal nele.
 Alumínio, titânio (metal nobre) = não atrai
 Na RM não existe atendimento dentro da sala, porque vai precisar utilizar esteto, por exemplo.

1. Questionário de segurança = questionário de rotina, precisa ser feito tanto com o paciente e o acompanhante
2. Orientar o paciente de todo o procedimento durante a RM (que vai fazer barulho e que pode aquecer); assegurar que o
paciente esteja bem posicionado sem estar encostado no magneto
A radiofrequência pode provocar queimaduras no paciente, sendo assim, os braços e as pernas não devem ficar
cruzados (se não tiver de calça – agua é transmissor de energia elétrica e pode causar queimadura) ou em contato com os cabos
da bobina, com a borda da máquina e com a própria pele

Situações que requerem cuidados e contra - indicações


 Marca-passo cardíaco: é um dispositivo eletrônico composto de gerador (pilha) e eletrodo. Quando o paciente entra na sala
de RM, a bateria do aparelho vai descarregar.
Existe um marca-passo compatível com RM, mas só no exterior e existe um compatível com RM mas os eletrodos
não são compatíveis – CONTRA INDICAÇÃO ABSOLUTA
 Desfibrilador cardíaco automático: vai começar a dar choque no paciente sem você mandar, por causa da RF - CONTRA
INDICAÇÃO ABSOLUTA. Precisa retirar para poder entrar na sala.
 Clipes de aneurisma cerebral: os clipes colocados até 2005 é contra - indicação absoluta, de 2005 a 2011 vai depender do
fabricante porque nessa época foi introduzido no mercado os clipes de titânio, ou seja, algumas pessoas têm de titânio e
outras não, precisa de um certificado do fabricante ou uma carta do neurologista falando que os clipes são compatíveis
com RM e os clipes colocado a partir de 2011 todos são compatíveis com RM (de titânio) - CONTRA INDICAÇÃO
RELATIVA
 Neuroestimulador (cerebral, espinhal): ele é utilizado em pacientes com dores crônicas que estimula o canal medular para
aliviar as dores e em pacientes com esclerose múltiplas que perde a sensibilidade de algumas partes do corpo, ou seja, é
utilizado em situações de perda de movimento ou dores crônicas - CONTRA INDICAÇÃO ABSOLUTA
 Clamp carotídeo (tipo popen - blaylock): é um clipe colocado em pessoas que tem insuficiência de carótida para melhorar
o fluxo -
 Clipes hemostáticos de marcas especificas: colocados dentro dos vasos para auxiliar o fluxo, existe as marcas especificas
que tem contra – indicação absoluta - CONTRA INDICAÇÃO ABSOLUTA
 Aparelho auditivo: o paciente precisa retirar para fazer o exame, entretanto, existem alguns implantes que são fixos (não
removível) se tornando contra – indicação absoluta - CONTRA INDICAÇÃO RELATIVA
 Fixadores ortopédicos externos: paciente precisa retirar antes do exame - CONTRA INDICAÇÃO RELATIVA
 Piercing – risco de queimadura: paciente precisa remover antes do exame, se o paciente não quiser retirar informar a ele
que pode esquentar e causar queimaduras no local e, ele vai ter que assinar um termo de que ele está ciente e se recusou
a retirar (se for de ouro, não tem esse risco) - CONTRA INDICAÇÃO RELATIVA
 Patch transdérmico – risco de queimadura: são adesivos de nicotina, anticoncepcional. O risco é que ele aquece e causa
queimadura no local, o ideal é que ele sempre tire antes do exame
 Filtro de veia cava – esperar 8 meses: eles colocam esse filtro em pacientes que tem problema circulatório, o ideal é esperar
8 semanas para que não tenha risco de a vibração descolocar, após esse período ele já vai ter cicatrizad. Em aparelho de
3T eles não fazem exame nesses pacientes com filtro de veia cava
 Stents – sem contra - indicação: em pacientes que tem infarto, AVC, ele parece uma molinha pequena e através do
cateterismo ele é introduzido no vaso, mesmo que o paciente tenha acabado de colocar o stents ele não tem contra –
indicação
 Eletrodos – mesmo os indicados podem causar queimaduras: existem vários tipos e todos eles são contra – indicação,
inclusive os específicos para RM, então, quando você compra um eletrodo para RM vai vim escrito que ele é compatível,
mas eles também têm risco de queimadura. O ideal quando você for fazer um exame de RM que utilize esses eletrodos o
paciente esteja acordado, bem orientado que pode aquecer e queimar e para ele avisar imediatamente. Os que não são
compatíveis com RM, precisa retirar
 Pós-operatório em geral: não tem contra - indicação, porém, quando o paciente relatar que foi colocado algum pino, alguma
coisa de metal, o ideal é aguardar 8 semanas. O pino por mais que ele seja de titânio, ele pode vibrar por causa da RF,
então se ele não estiver bem fixado, vai vibrar e vai piorar a cirurgia dificultando a cicatrização.
Pode acontecer também de aparecer artefatos de metal na imagem mesmo que ele não tenha colocado nada de
metal, porque a agulha de sutura, muitas vezes deixa resíduo metálico, assim como um paciente que se ralou no asfalto e
fica algumas pedrinhas (resíduos) no paciente
 Paciente com gesso ou tala de imobilização – retirar antes do exame: normalmente as talas hoje em dia são de acrílico ou
plástico, então não tem contra – indicação, a não ser que a tala seja de metal. Se a tala estiver na região de estudo,
precisamos ver se é possível posicionar na bobina e se vai atrapalhar o exame, se não for, é necessário tirar antes do
exame.
Só retirar o gesso, se o paciente conseguir colocar novamente (vale o bom senso rsrsrs).
 Ferimento com arma de fogo (bala): precisamos saber se a bala esta alojada em um local fixo ou se tem risco de ser
removida, então, sempre fazemos um R-X para saber se está fixa ou não.
 Prótese valvar – sem contra – indicação, inclusive as metálicas: existem vários tipos e nenhuma é contra – indicada, o ideal
é que o paciente aguarde 8 semanas após a colocação
 Acessos venosos centrais (ex: cateter e port – o – catch) – sem contra – indicação: principalmente que faz quimioterapia e
vai ficar com acessos ruins, eles colocam esses acessos direto na veia cava, a única coisa que precisamos sempre observar
é se não tem nada de metal em contato com o paciente (as vezes é necessário trocar por um dispositivo plástico ou colocar
uma proteção para não ficar em contato com a pele)
 Sutura em geral – sem contra – indicação: as vezes fica um artefato metálico, principalmente quando é na região do exame
 Tatuagem – sem contra – indicação: ela pode ter resíduo de chumbo e pode causar um artefato na região de estudo.
Existem relatos que no aparelho de 3T o paciente teve queimadura no local e em tatuagens recentes pode provocar borrões.
Nos aparelhos de 3T, eles recomendam que seja colocada compressas frias no local para evitar a queimadura (em
pacientes sedados)
 Maquiagem definitiva – sem contra – indicação
 Válvula de DVP – sem contraindicação: colocados principalmente em pacientes com hidrocefalia ou aumento da pressão
intracraniana, por exemplo, um tumor. No aparelho de 3T não é recomendado que o exame seja realizado, principalmente
se tiver material metálico
 Válvula de DVP programável – não realizar o exame no 3T: recomenda que o exame não seja realizado e se o paciente
necessitar do exame, que ele volte no médico para reajustar após o exame.
 Prótese peniana – sem contra – indicação
 Expansor de mama – contra - indicação relativa: é um saco plástico de silicone que serve para ser colocado na área onde
se pretende “esticar” (expandir) a pele. No aparelho de 1,5 T pode tentar realizar o exame, porque o expansor tem um
dispositivo metálico
 DIU e diafragma contraceptivo – sem contra – indicação: o DIU de cobre colocado pelo SUS pode sair do lugar, então,
recomenda que o paciente volte ao médico para ver se o DIU saiu do lugar e até lá utilizar outros métodos contraceptivos.
O DIU mirena não tem contra indicações
CONTRASTE PARAGMÉTICO

O gadolínio (Gd) é um íon metálico paragmético que reduz o tempo de relaxamento de T1 e T2. Devido à toxicidade de sua
forma iónica, ele é usado como um quelato, reduzindo a chance de toxicidade.
 Ele precisa estar na concentração de 1mmol/mL, então, utiliza-se 0,2 ml por Kg, em algumas situações essa dose pode vir
a dobrar ou triplicar, como por exemplo, em uma angio RM.
 Hoje, a chance de o paciente apresentar uma reação alérgica ao Gd é de 1/1.000.000
 Totalmente contra indicado para pacientes com insuficiência renal crônica (que faz hemodiálise) ou alergia prévia ao Gd
 Só se aplica contraste em sequência T1, porque em sequência T2 iria ficar tudo branco e não iriamos saber o que é liquido
e o que é lesão. Na T1, a alteração ficara com um hiperssinal

Ele funciona alterando o campo magnético local do tecido que está sendo examinado. Tecidos normais e anormais não
irão reagir da mesma maneira a essa pequena alteração e criarão sinais diferentes. Estes sinais variantes são transferidos para as
imagens, permitindo que visualizemos vários tipos de anomalias nos tecidos e processos de doenças melhor do que veríamos sem
o contraste.
 O Gd causa um artefato que facilita a visualização da alteração
 Pode ser aplicado em qualquer veia, que leva o sangue para o coração, do coração ele será distribuído para todo o corpo
pela artéria, terminando a artéria ele vai fazer um retorno venoso, se o paciente tiver um tumor, esse tumor (não apresenta
irrigação normal), o Gd vai chegar nesse tumor e pode ocorrer uma impregnação anômala, porque em um tumor podemos
ver a impregnação do contraste de várias formas diferentes, por exemplo:
- Necrose e isquemia: contraste não impregna
- Local com pus: em volta tem impregnação porque tem tecido inflamatório e dentro não impregna, ou seja, a parte de
dentro precisa ser removida (tecido morto)
- Pode ocorrer uma impregnação homogênea: tudo impregnou, característica de benignidade
- Ou uma impregnação heterogênea: uma parte realçou e outra não, característica de malignidade
 Então, são todas essas características que vai ajudar a identificar a gravidade da situação, portanto, o contraste vai ajudar
o clínico a tomar uma decisão juntamente com o laudo do radiologista

Em alguns casos um meio de contraste especifico para RM é injetado para melhorar a qualidade da imagem e melhorar a
segurança do diagnóstico. A dose utilizada é de 0,2 ml por Kg, porém em angio RM essa dose normalmente é dobrada e as vezes
triplicada.
 O ideal é que o paciente seja pesado antes de fazer o exame: pela quantidade do contraste e pela RF do aparelho
 Não é em todo exame que se aplica contraste. Entretanto, ele sempre deve ser aplicado em exame de crânio, abdômen e
pescoço, em angio RM depende do tipo de angio que o médico solicitou. Em punho e ante pé o contraste nem sempre vai
ser aplicado, mas o certo é sempre aplicar, em punho porque é muito comum termos lesões causadas por uma deficiência
de fluxos, algumas síndromes comprimem pequenos vasos que deixam de irrigar alguns ossos do carpo, podendo não
irrigar corretamente o osso e isso as vezes gera no paciente dor e dificuldade de fazer alguns movimentos, são lesões
ocultas porque em alguns exames aparecem normal e em ante pé é devido a neuroma de Morton (tumor benigno que
normalmente aparece entre o 2º e 3º dedo), é comum em mulheres que usam muito salto, que fazem dança e em bailarinas.

Os meios de contraste paragméticos são largamente utilizados e eram considerados seguros, mesmo em pacientes com
função renal comprometida. Estes contrastes são rapidamente eliminados em pacientes com função renal normal, entretanto, em
pacientes com insuficiência renal a meia vida é prolongada (34-52 horas)
 Normalmente, em duas horas ele já foi eliminado (95%)
 Em alguns exames que pacientes com insuficiência cardíaca a impregnação não fica homogênea
 Angio de abdômen: normalmente a dose do contraste é triplicada, mas é importante hidratar esses pacientes por causa da
dose ingerida
Fibrose nefrogênica sistêmica (FNS)
A FNS é uma doença rara e afeta principalmente a pele de paciente com IR, relatos recentes têm demonstrado forte
correlação entre o desenvolvimento da FNS e a exposição aos quelatos de Gd utilizados em exames de RM, principalmente o
gadodiamide.
 Essa é a doença que pode ser causada pelo uso de contraste em pacientes com insuficiência renal, porque esse contraste
depois de algum tempo circulando no organismo se torna toxico e começa a impregnar em órgãos e tecidos.
 A FNS é o acumulo de gadolineo que causa várias lesões na pele e órgãos
 Precisar tomar cuidado com dose em excesso de Gd em pacientes, por isso, não realizar com muita frequência exames de
angio RM
 Recomendação: não aplicar o contraste em pacientes renal crônico, se necessário, hidratar (250 ml de soro antes e após
o exame) e marcar hemodiálise para o mesmo dia, até no máximo 2 horas após o exame

Doentes com FNS descrevem inchaço e endurecimento da pele, geralmente limitado as extremidades, mas as vezes
envolvendo o tronco. Em muitos casos, o espessamento da pele inibe a flexão e extensão das articulações, resultando em
contraturas, gravemente afetados, os pacientes podem ser incapazes de andar ou estender totalmente as juntas de seus braços,
mãos, pernas e pés.
As alterações cutâneas podem começar como manchar avermelhadas ou escuras, pápulas ou placas
Os doentes podem sentir ardor, prurido, dor acentuada ou grave em áreas de envolvimento. Radiografia pode revelar
calcificação dos tecidos moles. Em alguns casos foram descritos episódios de hipertensão de causa desconhecida antes do início
das lesões na pele

 Paciente com IR crônica só vai fazer uso do gadolineo se ele tiver um exame de ureia e creatinina com taxa de filtração
acima de 60. A pessoa que tem IR não elimina o Gd dentro de duas horas, então, o contraste pode ficar circulando dentro
do organismo por 48 horas. Enquanto o Gd está no formato de quelato ele não faz mal nenhum, só que depois de ficar no
organismo por muito tempo, essa molécula vai sofrendo ações no organismo, se torna toxica e se deposita nos tecidos e
onde ele adere nos tecidos, ele pode causar fibrose.
 A primeira coisa que esses pacientes começam a relatar é o inchaço na pele e vermelhidão, a pele começa a ficar com
um aspecto diferente, além disso, o paciente começa a apresentar uma rigidez de tecido nas articulações e extremidades
(membros superior e inferior) e essa rigidez começa a limitar o movimento do paciente então fica difícil dele caminhar e se
movimentar. Se esse mesmo efeito ocorrer dentro dos órgãos, vai atrapalhar o funcionamento, piorando função renal,
hepática e cardíaca.
 Normalmente, o paciente que tem IR ele já apresenta bastante inchaço porque é difícil ele fazer a filtração de todas as
substancias que ingerem, mesmo com a hemodiálise 3x por semana, então é comum ele apresentar edemas
 Junto com essa rigidez e inchaço, normalmente, aparecem manchas avermelhadas ou amarronzadas em forma de placas,
alguns pacientes relatam sentir dor na região da lesão, a maioria relata dificuldade para se movimentar na região que tinha
as placas e articulações. A radiografia indica a calcificação de tecido mole (tecido mole não é para ter calcificação – é Gd
depositado que deixou o tecido fibroso). Alguns pacientes relataram hipertensão juntamente com as placas e as lesões de
pele, alguns estudos falam que a hipertensão foi porque essas lesões causaram lesões nos rins e adrenais e afetaram a
pressão do paciente, outros estudos falam que o paciente pode ter uma fibrose afetando a área cardíaca, influenciando na
pressão do paciente ou então, não se sabe se o paciente já era hipertenso e acabou tendo uma agravamento e o
medicamento não fazendo a ação esperada, então a hipertensão assim como a dor não é via de regra na fibrose
nefrogênica.
 Essa condição, apesar de ser rara, o paciente pode evoluir a óbito e isso pode acontecer em poucos dias ou poucas
semanas, normalmente, nessas 48 horas que o paciente fica sem excretar o contraste ele já começa a manifestar sintomas,
começa a aparecer lesões cutâneas e a probabilidade de lesões sistêmicas é grande

Organograma de atendimento do paciente:


Você recebe o pedido de exame, neste exame o pedido pode estar solicitando o exame com contraste, sem contraste e
não estar especificado, e quem define se vai aplicar o contraste ou não é o serviço de radiologia, ou seja, o profissional que está
realizando o exame junto com o médico radiologista, porém, se ele especifica no exame que ele quer sem contraste você não pode
fazer o contraste porque senão, você não tem nada que te proteja caso esse paciente tenha uma reação alérgica ou desenvolva
uma FNS, porque o clinico vai falar que solicitou sem contrate e o profissional aplicou por conta e risco, agora, mas, se ele solicitar
com contraste ou se não estiver especificado, quem vai decidir é o profissional e o médico radiologista.
- Considerando um exame de crânio que é sempre feito com contraste em um paciente com IR: ele relatou na hora da
anamnese que ele tem IR e que faz hemodiálise, então, primeiro ponto, se optar pela realização do contraste, ele precisa fazer
hemodiálise em até duas horas depois do exame, depois, é necessário verificar se o paciente tem dosagem de ureia e creatinina ou
pelo menos a creatinina, para que seja calculado a taxa de filtração, se estiver maior que 60, pode realizar o exame, se tiver entre
30 e 60, analisa o fator risco e benefício, analisa se vale a pena realmente fazer o contraste e se dá para fazer a hemodiálise em
até duas horas, e se estiver menor que 30, não aplica contraste, a não ser que o clinico precise desse diagnostico exato para fazer
um procedimento, sempre analisando risco benefício do paciente. Se o paciente não tiver o exame de creatinina e ureia, entrar em
contato com o médico para solicitar o exame, e se estiver em uma clínica de imagem, não aplicar o contraste.

 PERGUNTA PROVA: conta uma historinha de paciente com insuficiência renal, que apresenta esses sintomas, se ele
relação com contraste, o que pode ser? Provavelmente ele pode ter desenvolvido a doença, explicar o porquê, porque o
paciente demorou para excretar, o quelato se tornou toxico, aderiu a tecido e começou a apresentar os sintomas
PROTOCOLO DE CRÂNIO
Posicionamento
 O posicionamento vai depender principalmente da bobina que está sendo utilizada.
 O laser sempre vai ser zerado no centro da região que estudo que deve estar no centro da bobina que vai amplificar o sinal
da região, no crânio, utiliza-se os olhos como região central.
 O importante é que o paciente esteja o mais alinhado possível.
 O paciente na maioria das vezes vai estar na posição anatômica (pernas juntas, braços ao longo do corpo, palma da mão
virada para cima e olhar para o horizonte)
 Normalmente, o paciente entra em decúbito dorsal (supine), só entra em decúbito ventral em mama e mão
 O objetivo é sempre colocar a região de estudo no centro do campo magnético, no caso, o crânio
 Luz de posicionamento: sempre vai ter duas luzes, a sagital e axial. Estruturas centralizadas a linha sagital é sempre no
meio da estrutura, mas se for joelho ou ombro (estruturas lateralizadas), a linha sagital precisa estar o mais próximo possível
do centro da estrutura. A luz axial, normalmente no centro da bobina, mas as vezes podemos colocar no centro da estrutura,
no crânio, a luz axial coloca-se na linha inter-pupilar (altura dos olhos)

No crânio:
 Paciente em decúbito dorsal (supine)
 Head first (cabeça entrando primeiro em direção ao centro do campo magnético)
 O objetivo é colocar a região de estudo (crânio) no centro do campo magnético
 Luz de posicionamento sagital acompanhando a linha média sagital
 Luz de posicionamento axial acompanhando o centro da bobina

Programação
 A programação vai depender da anatomia da estrutura que está sendo estudada. Então primeira coisa que precisa lembrar
é: o que é axial, coronal e sagital, precisamos olhar uma imagem e saber olhar se é uma imagem AX, SAG ou COR.
 A gente sempre tem as três imagens, no localizador temos as três imagens nos três planos de cortes, então vai aparecer
uma imagem axial, sagital e coronal, se eu vou programar o axial (divide em superior e inferior), não se risca ele, risca
apenas o SAG e COR dividindo em SUP e INF, a imagem final que vamos ter é a imagem axial. Uma programação sagital
(divide em direita e esquerda), mexe nos planos axial e coronal dividindo em direita e esquerda, não risca o plano sagital.
(DESENHOS CADERNO)
 No crânio, temos duas estruturas que sempre vamos utilizar como referência: corpo caloso e fissura sagital

 PROGRAMAÇÃO AXIAL (S/I): no plano sagital é trançado uma linha paralela ao corpo caloso varrendo todo o crânio, no
plano coronal é trançado uma linha perpendicular a fissura sagital varrendo todo o crânio
 PROGRAMAÇÃO SAGITAL (D/E): tanto no plano axial e no plano no coronal é traçado uma linha paralela a fissura mediana
varrendo todo o crânio
 PROGRAMAÇÃO CORONAL (A/P): no plano sagital é traçado uma linha paralela ao arqueduto cerebral varrendo todo o
crânio e no plano axial é traçado uma linha perpendicular à fissura sagital varrendo todo o crânio

AVE (acidente vascular encefálico):


 Sequência chamada de difusão: não tem muita qualidade anatômica, a qualidade dela é fisiológica, ela avalia o grau de
dispersão das moléculas de agua do encéfalo, em uma região que tem uma isquemia ela avalia a dispersão de agua (não
tem), aparecendo com um hiperssinal onde teve o AVC, então, essa sequência difusa é utilizada para dar um diagnóstico
rápido e preciso de AVC ou AVE seja ele isquêmico ou hemorrágico. Ao contrário da tomografia que demora até 12 horas
para aparecer um AVC, na ressonância aparece imediatamente.

EM (esclerose múltipla):
 O diagnóstico da EM, normalmente, é realizado através de um SAG FLAIR (ideal) ou um SAG T2, observa-se alterações
de desmielinização em cima do corpo caloso, chamado de dedo de Dalson, que é um dos fatores para fechar o diagnóstico
da EM, de acordo com a região e a quantidade de foco de desmielização o médico consegue ter um indicio de que é
esclerose múltipla.

Coronal T2 de hipocampo (giro hipocampal alterado):


 É o que normalmente causa a epilepsia, pode ser uma atrofia ou uma anormalidade do giro hipocampal. Isso acontece,
porque, as vezes o bebe tem imaturidade do hipocampo, ou seja, o hipocampo não se desenvolve na mesma velocidade
do organismo, então por causa dessa irregularidade ele tem a crise convulsiva. Normalmente, quando é só uma imaturidade
do hipocampo, o bebe vai tomar um remédio só para controlar as crises e vai ficar tudo bem, e na adolescência, pode
passar. Agora se for uma má formação ou uma atrofia, ele vai ter que tomar remédio para o resto da vida.

Hipófise:
 A hipófise é responsável pela secreção de prolactina, então, se a paciente tem uma hiperprolactinemia, ela começa a ter
secreção na mama, normalmente, uma das causas da hiperprolactinemia é tumor de hipófise, chamado de micro (menos
que 10mm) ou macroadenoma (maior que 10mm), normalmente benigno, no entanto, causa vários transtorno, como
alteração do ciclo menstrual, secreção na mama, dor de cabeça e dificuldade de engravidar, e o macroadenoma as vezes
cresce tanto que comprime o quiasma optico e o paciente começa a ter alteração de visão, normalmente, o primeiro sintoma
que o paciente começa a ter quando é macroadenoma é a diplopia (visão dupla).
 Se for um microadenoma, em um exame de crânio normal, não vai ser possível observar. Então, quando o paciente chega
com os sintomas indicativos que ele pode ter alguma alteração na hipófise, fazemos exame especifico de hipófise, angulado
tudo pela hipófise com cortes finos (de 1,0-1,5 mm).

 PROGRAMAÇÃO SAGITAL é parecida com o crânio, a diferença é que são cortes finos e centralizados na região da
hipófise: paralelo a linha media sagital com cortes finos em cima da hipófise ou da sela turca, nos dois planos (axial e
coronal)
 PROGRAMAÇÃO CORONAL: existem dois métodos – angulado pelo arqueduto cerebral com cortes finos na região da
hipófise ou então angulado pela haste hipofisaria no plano sagital e no plano axial angulado paralelo a sela turca varrendo
toda a região da hipófise
 NÃO FAZ AXIAL!!!!!

A hipófise tem um detalhe importante no diagnostico:


 Coronal dinâmico: é uma sequência que se aplica o contraste e adquire as imagens simultaneamente (junto).
 A hipófise recebe o contraste muito rápido, por ser hipervascularizada, ou seja, quando você aplica o contraste, ele aparece
muito rápido na imagem, porém, o microadenoma demora um pouco mais, então, quando se aplica o contraste, ela se
enche de contraste e o tumor que está lá dentro não, fazendo com que na primeira imagem a hipófise fique com hiperssinal
e o tumor com hipossinal, e o contraste continua está circulando, ai na próxima sequência que você adquire (segunda
imagem), na mesma posição, você vai ver a hipófise e o tumor contrastado, com hiperssinal, na hora que você repete a
terceira imagem, a hipófise vai estar sem contraste (hipossinal) e o tumor vai estar realçado com um hiperssinal. Então, o
coronal dinâmico é várias vezes a mesma sequência na mesma posição só que onde você pega desde o contraste
chegando até saindo, normalmente, repete-se de 3 a 5x os mesmos cortes.
 Ou seja: primeira imagem = hipófise hiperssinal e tumor hipossinal; segunda imagem = hipófise e tumor com hiperssinal; e
terceira imagem = hipófise com hipossinal e tumor com hiperssinal
 Prova: perguntar as características exclusivas da hipófise que são cortes finos somente na região da hipófise e o coronal
dinâmico que são cortes finos realizado em uma sequência que é repetida várias vezes os mesmos cortes em cima da
hipófise para poder identificar microadenoma, porque conseguimos ver o contraste entrando e saindo da hipófise.

Prova: difusão essencial para diagnostico de AVC isquêmico ou hemorrágico; sagital T2 ou FLAIR essencial para diagnostico de
EM para poder ver a desmielinização no corpo caloso chamado de dedo de dalson e o hipocampo importante para diagnostico de
epilepsia. E programação de crânio e hipófise.
PROTOCOLOS DE COLUNA

A programação de cervical, torácica e lombar é praticamente igual, o que vai mudar é onde você vai zerar o aparelho na hora de
fazer o exame.

COLUNA CERVICAL

Posicionamento da cervical
 Paciente em decúbito dorsal – em todas as colunas
 Head first – em todas as colunas
 O objetivo é colocar a região de estudo (cervical) no centro do campo magnético
 Luz de posicionamento sagital acompanhando a linha média sagital
 Luz de posicionamento axial acompanhando o centro da bobina (centro do adaptador cervical ou colar cervical)
* É importante orientar o paciente para que ele não engula durante o exame para evitar artefatos de movimento

- Na lombar conta de baixo para cima, na torácica posiciona e zera igual a cervical porque primeiro você vai fazer o localizador da
cervical para contar as vertebras cervicais para saber qual é a primeira torácica
- Na cervical, por causa da cifose natural, ela fica anatomicamente mais anterior do que o resto da coluna, então a gente coloca o
colar para amplificar o sinal em toda a região da cervical.
- Orientação ao paciente: não ficar engolindo durante o exame porque a cervical está muito próxima do esôfago, pelo menos durante
o barulho, para não ficar tremendo o esôfago e não tremer o exame.

Programação
 PROGRAMAÇÃO SAGITAL: no plano coronal é traçado uma linha paralela ao canal medular varrendo toda a vertebra
 PROGRAMAÇÃO AXIAL: no plano sagital é necessário cortar desde a primeira vertebra cervical (atlas) até a transição C7
– T1 angulando pela direção dos discos intervertebrais
 EM EXAME DE ROTINA, NÃO FAZ SEQUENCIA CORONAL NA C. CERVICAL!!!

 Regra universal: sempre vai fazer o primeiro corte sagital da esquerda para a direita, essa técnica existe porque na hora
que o médico vai laudar, ele sabe qual é o local na lesão, em qualquer parte do corpo. No coronal, o corte é sempre póstero-
posterior, o primeiro corte é atrás e o ultimo na frente. No axial, sempre superior-inferior, ou seja, o primeiro corte em cima
e o ultimo embaixo. Só temos uma única exceção, no crânio, o coronal e axial é ao contrário, o coronal é antero-posterior
e o axial inferior-superior, para poder acompanhar a inervação e a vascularização.
 O exame de cervical não precisa ser feito necessariamente para avaliar a coluna e sim para avaliar o canal medular
 Podemos visualizar placas de EM no canal medular seguido de um processo inflamatório que pode causar paraplegia
temporária no paciente
COLUNA TORACICA
C.C = C1 a C7; C.T = T1 a T12; C. L = L1 a L5;

Posicionamento
 Como no plano sagital não se tem referência para contagem das vértebras, a contagem mais confiável é a partir do atlas,
por isso deve ser feito um localizador de vértebras cervicais. Conta-se as cervicais para saber qual é a primeira torácica.
Basear-se na coluna lombar é arriscado devido às vértebras de transição.
 Posicionamento igual ao da cervical para fazer a contagem da vertebra
 Nunca fazer a contagem pela lombar por causa do perigo de VT

- Tanto na coluna cervical tanto na torácica, o laser vai ser zerado no mesmo lugar (cervical) e por isso, na coluna toracica precisamos
usar um adaptador cervical.
- É zerado na cervical para poder contar as vertebras, não se pode começar a contar da lombar porque podem existir vertebras de
transição (VT) na lombar.
- Quando estamos fazendo um exame de lombar e o médico está laudando esse exame, ele consegue perceber a presença de uma
VT, mas quando você faz apenas um localizador, sem muita qualidade, o médico não consegue identificar a presença dessa
vertebra, então, ao invés de começar a contar a última torácica ele vai começar a contar a primeira lombar, e não vai contar a
primeira torácica porque a contagem vai terminar na T2. Então sempre vou contar de cima para baixo, porque se tiver uma VT ela
vai estar lá embaixo e não vai interferir no exame.
- Se eu não começar a contagem pela cervical eu não vou programar o exame certo (T1 a T12), podendo deixar de estudar alguma
vertebra prejudicando o paciente.

Programação

- A única diferença que nós temos da torácica para a cervical é que a coluna torácica é muito mais extensa, enquanto na cervical é
composta por 7V pequenas e em um único bloco pegamos todas as vertebras, na torácica não, além delas serem bem maiores
ainda temos 12V, então, divide-se em três blocos, cada bloco vai pegar mais ou menos 4V.
- Porque é importante um coronal de torácica? Porque vários pacientes têm escoliose (S na coluna), então, o coronal possibilita o
médico visualizar se tem essa escoliose e se é acentuada para direita ou para esquerda, até mesmo para recomendar uma
fisioterapia

 PROGRAMAÇÃO CORONAL: os cortes no plano sagital, é angulado pelo canal medular cortando perpendicularmente,
desde a musculatura até o final da vertebra
 PROGRAMAÇÃO SAGITAL: no plano coronal, cortes paralelos ao canal medular.
 PROGRAMAÇÃO AXIAL: no plano sagital, divide em três blocos orientados de acordo com as angulações dos discos
intervertebrais.
O primeiro bloco pega mais ou menos de T1 a T5, o segundo bloco pega da T5 a T10 e o terceiro bloco da T10 a
T12, sempre angulados pela média dos discos intervertebrais.
COLUNA LOMBAR

- A principal diferença é que a gente zera o laser na altura do umbigo ou na crista ilíaca.

Posicionamento
 Paciente em decúbito dorsal
 Head first
 O objetivo é colocar a região de estudo (lombar) no centro do campo magnético
 Luz de posicionamento sagital acompanhando a linha média sagital
 Luz de posicionamento axial acompanhando a linha média da crista ilíaca (umbigo)

Programação
Na cervical era 7V com um bloco único, na torácica era 12V com três bloco e na lombar são 5V com dois blocos são que elas são
grandes e por causa da própria lordose natural, então não é possível fazer um bloco só.

 PROGRAMAÇAO CORONAL: os cortes são orientados pelo plano sagital, cortando perpendicular a musculatura posterior
da coluna até o final da vertebra angulado pelo canal medular
 PROGRAMAÇÃO SAGITAL: os cortes são orientados pelo plano sagital, cortando paralelo ao canal medular varrendo toda
a vertebra.
 PROGRAMAÇÃO AXIAL: no plano sagital, divide em 2 blocos orientados de acordo com as angulações dos discos.
O primeiro bloco angulado pelos primeiros discos, pegando mais ou menos L1 a L3 e segundo bloco orientado
pelos últimos discos, pegando L4 e L5

 Utiliza-se o coronal de lombar para duas coisas: por causa da escoliose que afeta a coluna lombar e por causa da VT, que
é no coronal que conseguimos ver se ela está fundida com o sacro ou não.
 Como olho e sei que é uma metástase e não um câncer primário? Porque tem em vários lugares, tumor inicial vai crescendo
em um lugar só, a gente chama de metástase a partir do momento que ele se desprende e vai para outros lugares. Toda
vez que você ver vários focos, é uma metástase. Quando o clinico pega um exame assim, se for mulher ele vai solicitar
uma mamografia e se for homem vai analisar a próstata, porque são lugares característico de tumor primário que dá
metástase na coluna.
PROTOCOLO DE JOELHO
Posicionamento

 Paciente em decúbito dorsal


 Feet first
 Feito com bobina especifica
 Objetivo é colocar a região em estudo (joelho) no centro do campo magnético
 Luz de posicionamento sagital, quanto mais centralizado melhor – joelho é um exame lateralizado
 Luz de posicionamento axial acompanhando o centro da bobina

*Para centralizar o joelho no centro da bobina, é necessário colocar no centro da bobina o final da patela que é o local onde localizado
o meio da articulação

Temos três tipos de bobinas: a bobina de joelho fechada, uma de tornozelo que também dá para fazer joelho e uma bobina
flexível (sinal péssimo). A flexível só é utilizada se o paciente estiver com alguma imobilização que impossibilita posicionar na bobina
de joelho ou se por exemplo, o paciente é tão obeso que a bobina não fecha, só que o exame fica muito ruim, então ela não é
indicada para joelho. Para exame de joelho a bobina indicada é a bobina de joelho!!!

Programação
- As estruturas importantes do joelho são: a patela e a articulação do fêmur com a tíbia
- Temos 4 meniscos: o medial anterior e posterior, e o lateral anterior e posterior

 PROGRAMAÇÃO AXIAL: cortes paralelos aos côndilos femurais, começando acima da patela e terminando na inserção
do tendão patelar (final da articulação)
 PROGRAMAÇÃO CORONAL: Basear-se no axial. Os cortes devem ser paralelos aos côndilos femurais, pegando toda a
extensão da tíbia e do fêmur.
 PROGRAMAÇÃO SAGITAL: cortes perpendiculares à linha média dos côndilos femurais varrendo toda a articulação

LCA:
 Quando o paciente tem uma suspeita de lesão de ligamento cruzado anterior, é necessário fazer um estudo utilizando um
coronal de LCA, porque as vezes o paciente não rompeu o ligamento, teve apenas um estiramento, e as vezes no exame
de rotina o médico não consegue visualizar, e como essa sequência faz cortes finos pegando toda a extensão do ligamento,
o médico consegue analisar o ligamento inteiro e verificar se tem alguma lesão
 Coronal de LCA: são cortes finos angulados pelo ligamento. Se ele tiver rompido, é possível ver a origem ou a inserção
para fazer uma angulação média por ele.
PROTOCOLO DE OMBRO

Posicionamento

 Paciente em decúbito dorsal


 Head first
 Posicionamento ruim, pois, o paciente fica sempre off center
 Colocar o ombro o mais centralizado melhor
 O objetivo é colocar a região de estudo (ombro) no centro do campo magnético
 Luz de posicionamento axial acompanhando o centro da bobina
 Paciente deve ser muito bem orientado quanto à respiração
 Palma da mão virada para cima
 Planos de cortes são oblíquos, incluindo os axiais

- A principal estrutura de referência é cabeça do úmero


- O posicionamento é ruim porque o ombro é largo e o paciente acaba ficando torto na mesa, porque ele não cabe reto dentro do
aparelho. Uma coisa que a gente precisa sempre lembrar, é que o paciente precisa ficar com a palma da mão sempre para cima
(posição anatômica), porque quando ele vira a mão, a articulação sai do lugar, ou seja, para conseguir fazer o estudo do ombro
certinho o paciente precisar ficar com a palma da mão virada para cima
- O exame é um pouco demorado, então o paciente começa a reclamar de dor e acaba movimentando. Outro problema é a respiração
do paciente, quando ele respira fundo, o ombro sai do lugar, então, precisamos pedir para o paciente respirar tranquilamente.
- Os planos de cortes sempre serão angulados pela articulação
- Temos vários tipos de bobina de ombro: a bobina em forma de argola e em forma de C são ruins porque escapam bastante,
principalmente, se o paciente tiver o ombro ou a mama muito grande, a ideal é aquela em que o ombro se encaixa perfeitamente na
bobina, parecendo uma ombreira

Programação

 PROGRAMAÇÃO AXIAL: o primeiro corte sempre é realizado antes da articulação acrômio-clavicular e o último sempre
após o final da articulação escápulo-umeral.
 PROGRAMAÇÃO CORONAL: angulado perpendicularmente à articulação, deve-se cortar toda a cabeça do úmero e os
tendões nela inseridos.
 PROGRAMAÇÃO SAGITAL: angulado paralelamente à articulação, deve-se cortar toda a cabeça do úmero até o final da
articulação.

OBS: imagem sagital parece uma montanha; imagem coronal parece a parte de um quadrado; imagem axial tem a casquinha de
sorvete
- OMBRO NÃO CAI PROGRAMAÇÃO, PODE CAIR PERGUNTA DE POSICIONAMENTO E DE BOBINA
PROTOCOLO DE TORNOZELO

Posicionamento

 Paciente em decúbito dorsal


 Feet first
 Feito com bobina especifica
 Objetivo é colocar a região em estudo (tornozelo) no centro do campo magnético
 Quanto mais centralizado melhor
 Luz de posicionamento axial acompanhando o centro da bobina

 Essa bobina (parece uma chaminé) é especifica de tornozelo, mas também dá para fazer o joelho
 Estuda o calcâneo e os ossos que se articulam com ele, do meio do pé para frente, é ante pé

Programação

- Imagem coronal: vê apenas três ossos juntos


- Imagem axial: vê mais de três ossos

 PROGRAMAÇÃO SAGITAL: Utilizar o plano coronal para programar os cortes perpendicular à articulação tálus-tibial
varrendo toda a articulação
 PROGRAMAÇÃO AXIAL: Utilizar o plano coronal para programar cortes paralelo a articulação, iniciando antes da
articulação tálus-tibial e terminando no final do calcâneo.
 PROGRAMAÇÃO CORONAL: Utilizar o plano sagital para programar cortes perpendicular à articulação tálus-tibial ou a
articulação tálus-calcâneo

Temos vários ligamentos que passam do lado do nosso pé: ligamentos tibiais e fibulares que possibilitam o movimento do
pé para a lateral. É muito comum em torção de tornozelo romper esses ligamentos, então, as vezes precisamos fazer cortes oblíquos
pelos ligamentos, normalmente, os serviços que fazem esses cortes oblíquos pelos ligamentos eles angulam sempre reto na
programação coronal, e os serviços que não fazem esses cortes, angulam mais perpendicular para pegar a área.