Você está na página 1de 2

CURSO DE PSICOLOGIA

Centro de Formação de Psicólogos

5ºRelatório de Estágio Supervisionado

Área: Processos educativos

Docente Supervisor: Profª Drª Elaine T. Dal Mas Dias

Discente Estagiário: Anderson Santos de Jesus R.A 914113947


Data: 28/09/2016

Descrição de atividade realizada:

Para o dia 28 de setembro foi proposto pela supervisão de estágio que os alunos
realizassem a leitura do texto da autora Rita Signor. Após, solicitou-se a discussão do texto em
sala que teve a duração de aproximadamente 2 horas. A atividade teve como objetivo
contribuir com informações para o desenvolvimento do assunto abordado. Ao final,
recomendou-se a elaboração escrita com as impressões pessoais e articulação do texto
estudado.
.

Impressões Pessoais:

Não Compareceu ao Estágio nesta data.

Articulação teórica

Há uma controvérsia nos estudos sobre TDAH que divide os pesquisadores deste
campo. Uns, tendo uma visão biológica sobre o transtorno acreditam ser uma disfunção de
origem neurológica que afeta a aprendizagem dos alunos, enquanto outros, apresentando uma
visão mais sócio histórica e pontuam que contexto social para ser identificado.
Signor (2013) e Caliman (2010), ao fazer uma análise histórico-crítica desse transtorno
percebem que tem sido hiperdiagnosticado. Além disso, discorrem que grande parte das
pesquisas já parte do princípio de que alunos considerados “desatentos” sofrem disfunções
cerebrais e devem ser medicados. Porém, Signor (2013) contrapõe essa hegemonia desse
discurso biologizante dizendo que uma disfunção cerebral deveria afetar as relações do
indivíduo em diversos contextos, algo que em sua prática clínica não percebe. Pelo contrário,
ela nota que alunos considerados inquietos e desatentos no contexto escolar costumam
apresentar outro comportamento durante as consultas, o que a levou a pensar que muitos
desses diagnósticos foram feitos sem fazer uma análise de aspectos psicossociais.
Com essas críticas o TDAH não existe enquanto entidade nosológica. Pelo contrário, é
um transtorno que existe, mas não deve ser utilizado como tem sido atualmente, uma vez que
para dar um sentido a problemáticas mais complexas, como dificuldades pedagógicas,
relacionais, culturais e até familiares que influenciam a aprendizagem dos alunos se faz
necessário uma analise profunda sob diversos ângulos possibilitando desta forma uma
precisão quanto aos contextos que possam contribuir para comportamentos atrelados ao
TDAH, assim evitando diagnósticos imprecisos contribuindo para o aumento indevido de
dados estatísticos sobre a patologia e a medicalização desnecessária.
Caliman (2010) inclusive aponta que essa psicopatologia é muito complexa para ser
considerada apenas de um único ponto de vista, como historicamente tem sido feito, o que
impediria evitar esse fenômeno que foi falado nesse texto.

Referências

CALIMAN, L. V. Notas sobre a História Oficial do Transtorno do Déficit de


Atenção/Hiperatividade TDAH. Psicologia: ciência e profissão, v. 30, n. 1, pp. 46-61, 2010.

SIGNOR, R. Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade: uma análise histórica e social.


RBLA, Belo Horizonte, v. 13, n. 14, pp. 1145-1166, 2013.