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Dimensão Corpo, Alma e Espírito Edição 2008 Rogério SENA http://rs15.blogspot.com
Dimensão
Corpo,
Alma e
Espírito
Edição 2008
Rogério SENA
http://rs15.blogspot.com
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ÍNDICE

1-Introdução

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2-A Clara e clássica descrição das origens

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3-Quem mata a alma

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4-O deus dos espíritos dos profetas

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5-O Rei e a feiticeira

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6-As Almas debaixo do altar (Indisponível) 7-Os espíritos em prisão (Incompleto)

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8-Ímpios e justos mortos e vivos (Indisponível) 9-Ruach, nephesh, pneuma (Indisponível) 10-O Rico e Lázaro

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11-Ganchos dos incautos (Indisponível) 12-O ladrão no paraíso (Indisponível) 13-Contundência conclusiva (Indisponível) 14-Apelo Final

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Nota; A versão predominante do texto bíblico utilizado é a João Ferreira de Almeida Re- vista Atualizada, com acréscimo de outras versões quando necessário, sendo estas cita- das nos trechos referentes. (grifos e itálicos acrescentados)

Copyright 2010 Todos os direitos Reservados - RsMarcas - Rogério SENA

É Permitida a Reprodução Total ou Parcial Desde que Citada a Fonte e Contatado o Editor

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Introdução

Esse livro é fruto de um trabalho pessoal, comecei a escrevê-lo com 23 anos de idade, seu desenvolvimento tem intenção de esclarecer detalhes bá- sicos acerca da teologia da doutrina da mortalidade da alma, como a Bíblia a apresenta. Longe de querer encerrar todo o assunto, expus-me a iniciar algo que possa gerar uma continuidade no interesse da descoberta do que seja a verdade central do tema, essa é uma versão E-book, para acesso virtual, o conteúdo completo só está disponível na versão impressa, a qual ainda não foi publicada, o autor abre-se a comentários, sugestões e críticas a esse con- teúdo podendo serem enviadas ao e-mail: iasdrs@yahoo.com.br Faça uma leitura racional desse Material e seja sincero para com a men- sagem que vier a captar, que Deus encontre espaço para agir no coração e na mente de todos os que tiverem contato com o mesmo, esse é o desejo profundo do autor.

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A Clara e Clássica descrição das origens

“Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas nari- nas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente.” (Gn. 2:7) *

A palavra de Deus deve ser entendida como ela é, observe que foi usado o

verbo ser e não o verbo ter.

É crença firmada em muitas mentes que o homem tem uma alma vivente,

mas a palavra de Deus não aprova tal crença, pois afirma expressamente que o homem é, e não, tem, uma alma, Eu tenho um amigo chamado Marcos que é vendedor, Eu jamais poderia dizer que Marcos tenha um vendedor dentro dele, porque ele apenas é, ou seja, a pessoa dele em si, a sua vida, comportamento e atitudes o torna um vendedor, agora eu afirmo: Marcos tem uma venda, uma loja de vendas de algum produto, não faria nenhum sentido eu dizer que ele é uma venda, e sim que é um vendedor que possui uma venda na qual ele comercializa algum produto; ora, isso é muito simples, qualquer um entende a diferença entre ter e ser algo, entretanto as pessoas continuam crendo que o homem tem uma alma que se desprende, e vai pro céu ou pro inferno, ou ainda que vagueie por ai enquanto seu corpo está noutro lugar, isso é um absurdo do ponto de vista bíblico, uma negação da verdade, diria até uma abominável mentira, se duvida comprove por si mes- mo diante dos indícios das evidências que passarei a mostrar-vos. Como tudo no universo o homem é produto das mãos de Deus, o qual usou uma fórmula preparada, composta de dois agentes básicos: O seu fôle- go (de Deus) e o barro, que unidos deram origem ao ser humano, ou seja, à alma humana, então o homem é um conjunto complexo de dois itens que em fusão dão origem a um terceiro, que não existiria sem os dois primeiros, o fôlego existe sem o corpo e sem a alma, o corpo também existe sem o fôlego e sem a alma, pois é o barro, mas alma não há sem a presença combinada dos dois anteriores, porque a alma em si não é uma entidade independente, necessita ela de um corpo e de um espírito/fôlego para que seja real, vou de- talhar os componentes da fórmula comparando com outra coisa concreta pa- ra que fique mais fácil:

*Outras versões dizem: uma alma, e sim que é apenas.

tornou-se, foi feito, Etc., mas nenhuma dá a entender que o homem tenha

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Barro: digamos que represente a matéria física que chamamos de corpo;

Fôlego: representa a presença de Deus no corpo, a energia, chamada espírito que inclusive tem grafia semelhante a „respiração‟;

Alma; a personalidade, a pessoa, o caráter, a mente ou intelecto, a dispo- sição, a luz da vida;

Ilustrando

(Todos feitos para dar glória a Deus)

Lâmpada: representa o corpo;

Energia elétrica: como um tipo do espírito/fôlego;

Luz: resultado da união da lâmpada com a energia, que vem a iluminar

Interessante, quando uma mulher está para ter um filho, nós dizemos: ”vai dar a luz”, e é exatamente isso que ocorre, se a mulher gerasse só o corpo da criança na barriga não haveria possibilidade de vida, ou só o fôlego de Deus também não seria possível dar-se a luz ao bebê, E o exemplo da luz elétrica ilustra bem isso, agora imagine: quando alguém vai ao interruptor e desliga a lâmpada, a luz foi pra onde? Pro céu? Pro inferno? Ficou vaguean- do pelo nada? Ou simplesmente apagou-se? Acredito que todo mundo con- cordaria comigo e diria no momento que ela apagou-se, isso é lógico, deixou de existir, podendo voltar à existência novamente como a união da corrente elétrica com a lâmpada através de um toque humano no interruptor, como a existência da alma também só e possível pelo toque de Deus na união do corpo com o espírito/fôlego o que ocorre por ocasião do nascimento ou da ressurreição. O homem nunca teve existência eterna, pois foi criado e como ser criado é passível de ter fim assim como teve início, Só Deus é eterno, visto que nunca teve início e não é passível, portanto, de ter fim, sempre existiu e sempre existirá, Glórias ao eterno! Você nunca vai encontrar na bíblia apoio para provar que o homem é eter- no, ou que a sua alma não morre, pelo contrário, O Senhor nos fala através do profeta Ezequiel:

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Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá.(Ez. 18:4).

Deus disse a Adão no jardim do éden:

da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.” (Gn. 2:17)

Foi satanás, personificado na serpente que:

disse à mulher: É certo que não morrereis.(Gn. 3:4)

Lançando ai o fundamento de sua doutrina aborrecível, que vem sendo inculcada na mente das pessoas desde esse tempo, fazendo-as acreditar que somos eternos, que nosso corpo até morre, mas a alma vai pro inferno, ou pro purgatório, ou reencarna noutro corpo em outra geração, ou fica va- gueando aparecendo aos médiuns, pedindo penitências, ou ainda vai pro céu desfrutar do paraíso podendo ir a um ambiente intermediário como o „seio de Abraão‟ e coisas mais! Tudo isso contrário aos claros ensinamentos das es- crituras e baseados nada mais nada menos do que em uma das mais desafi- adoras afrontas já dirigidas ao Deus vivo, que constitui talvez a mais terrível, abominável e diabólica mentira já dita na terra, que é descrita no sussurro da serpente:

“ É certo que não morrereis.(Gn. 3:4)

Contradizendo descarada e inescrupulosamente a palavra de Deus que disse:

“ certamente morrerás.” (Gn. 2:17)

Cavilações

Satanás é o originador de todas essas aberrações doutrinárias que tem afundado o mundo na superstição, no misticismo, no representar falsamente o caráter e o proceder de Deus Pai, para enganar os homens, devorando as almas pelas quais cristo morreu, ele tem feito todo esforço para manter este engodo até o fim, e continuará com seus ardis usando o púlpito das igrejas populares, as novelas, filmes e desenhos da TV, as instituições de ensino, e

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hoje principalmente nas escolas públicas, aparecendo na forma de pessoas já falecidas, dublando fielmente suas personalidades, por que andou com as mesmas em vida e é lhe permitido assim proceder até onde a graça de Deus não o detém, pois se possível fora destruiria a todos de uma vez. De tanto se repetir um ensinamento, ele tende a ficar tipo que impregnado nas mentes, e mesmo diante de muitas evidências as pessoas recusam tudo que venha contra, e poucas se importam se estão realmente certos ou não, deixando-se levar pela maioria, e ao invés de reconhecer o erro, distorcem os versos Bíblicos, para que os mesmos concordem com suas opiniões e crenças formadas, amigo, isso é ajustar a Bíblia à fé, e não ter fé no que a bíblia diz! Mas é certo que há muitas pessoas sinceras que desejam servir a Deus a qualquer custo, certamente você é uma delas, que por mais que sa- tanás tente confundir suas mentes não conseguirá impedi-las de chegar ao pleno conhecimento da verdade que constatarão claramente no estudo com- pleto, profundo e minucioso do livro de Senhor.

Alguns usam diversos trechos Bíblicos, dos quais explanaremos alguns, para, segundo eles, provarem que a alma vive fora do corpo e/ou que deste seja independente, o que veremos que não faz o menor sentido, igualmente, a bíblia seria incoerente e contraditória, o que é impossível, pois é a palavra de Deus, única em propósito, ensino e finalidade, jamais errou nem errará, o problema está no coração dos homens (Mc. 7:21) que a adulteram para a sua própria ruína. (II Pe. 3:16)

Hb 4:12 cita:

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.”

A alma vem a dividir-se do espírito ou a separar-se do corpo tão somente por ocasião da morte, o que faz com que de uma forma ou de outra haja uma separação que culmina com o apagar-se da alma, e sobre a passagem su- pracitada temos a dizer o seguinte: No caminho de Deus muitas vezes so- mos tomados de súbito pelas advertências da palavra, que quando temida, faz o coração acelerar (I Sam 24:5) e a consciência acusar, se então nos humi- lharmos e nos arrependermos, abandonando o erro e corrigindo o mal feito, recebemos as promessas de misericórdia e a certeza do perdão que nos traz novamente a paz com Deus e o descanso da alma, mas se recusarmos se- guir aos apelos do Espírito Santo, a própria palavra se torna a espada que fere e separa da comunhão dos santos, quantos de nós já não ficamos inqui-

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etos ao ouvir trechos da Bíblia que condenam explicitamente práticas e cos- tumes que alimentamos tanto tempo e não tínhamos vontade de abandonar,

é como uma facada, pois dói e tem o objetivo de purificar-nos ensinando-nos

a andar em espírito, contudo, se voltarmos às costas, continuando na con-

descendência com o pecado, certamente um dia nossa alma perderá eter- namente o contato com o espírito como também com o corpo, numa destrui- ção inevitável e aniquilamento total da vida. Todos morrem e têm uma sepa- ração momentânea entre corpo, alma e espírito, mas para os que se acha- rem dignos pelo sangue do cordeiro por terem perseverando até o fim, há a esperança da ressurreição, por meio da qual não sofrerão o dano da segun- da morte (Apo 20:6). Então, quando em (Hb 4:12) fala da divisão entre alma e es- pírito, juntas e medulas, trata-se do poder que a palavra de Deus tem sobre a vida humana, pois ela é fiel quando diz que:

O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho.(Apo 21:7)

E também ao dizer que:

todos os que cometem perversidade serão como o restolho; o dia que vem os abrasará, diz o SENHOR dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem

ramo.(Ml 4:1)

Tão certo como a justiça conduz para a vida, assim o que segue o mal, para a sua morte o faz.(Pv. 11:19)

Ao nos formar um corpo e nos soprar seu espírito, o Senhor Deus conce- de-nos a oportunidade única de vivermos, e a liberdade de permitir termos moldada em nossa alma o seu caráter, sua vontade, seus desígnios, sua luz através de sua palavra, ou de seguirmos com o curso normal da vida, preo- cupando-nos apenas conosco mesmo de maneira egoísta e dando à nossa alma a forma que bem entendermos, que pelo fato de ser diferente da que o Pai planejou, vem a ser igual a que satanás deseja, sendo assim moldada conforme a aparência do mal e, como sem falta por escolha própria, destina- da ao lago de fogo.

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Quem mata a alma!

Jesus disse:

Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes,

aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.(Mat. 10:28)

Quem vive em constante comunhão com Deus está firme. Lendo a palavra em oração e testificando visivelmente do poder de um Deus vivo nas suas ações diárias diante de todos, Mostra que têm realmente sido o sal da terra,

a luz do mundo; sobre esses a morte tem efeito apenas no corpo físico, pois

a sua vida, ou seja, sua alma, que ai compõe a maneira de ser, caráter se-

melhante ao Pai, fica “guardada com Cristo em Deus” e na primeira ressur- reição há de se manifestar juntamente com Ele em glória (Cl. 3:3, 4), o inverso do ímpio, que escolheu voluntariamente afastar sua alma daquele que é po- deroso para salvá-la, habituando-se assim a viver aquém da esperança da salvação, e tende a ver perecer no inferno tanto seu corpo como a alma, e por livre escolha conduz-se a segunda morte, o lago de fogo:

E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para den- tro do lago de fogo.(Ap. 20:15)

Jesus disse que devemos temer aqueles que tem poder para lançar no Inferno tanto o corpo quanto a alma, ora, o corpo é barro, mas a alma nós optamos a quem submeter, caso a entreguemos a Deus, ninguém no univer- so poderá atentar contra ela (Rm. 8:39), Pois o mestre nos garante:

Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo ne- nhum o lançarei fora.(Jo. 6:37)

Por isso ao cristão cabe temer a todo aquele que usado pelo diabo venha usar de sedução para assolar-lhe a fé e sorrateiramente o induzir a outro caminho, que não seja o estreito (Mt. 7:14) solapando a crença em um Deus pessoal, ao fiel cumpre perseverar e opor-se as tentações, resistindo as mais severas agruras, para manter-se ligado ao céu, por que:

O SENHOR te guardará de todo mal; guardará a tua alma.(Sl. 121:7)

Acreditar que o corpo fica aqui e que a alma suba para o céu por ocasião da morte do justo é realmente infundado, só há margem para confuso racio-

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cínio na mente de que alimenta tal crença, porque, na Bíblia, jamais se afir- mou algo parecido, exceto em parábolas, uma das quais (a do rico e lázaro) analisaremos mais tarde.

Para a Glória de Deus

No quadro diagrama das fórmulas foi dito que alma, corpo e espírito fo- ram feitos para glorificar a Deus, ao engravidar do menino Jesus Maria com- pôs um cântico que começa da seguinte forma:

Então, disse Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador(Lc. 1:46, 47)

Primeiro: Sua alma, ou seja, sua pessoa, intelecto, o que ela era e enten- dia, engrandecia ao Senhor, isso é certo. Segundo: Seu espírito, ou seja, a presença de Deus nela, seu fôlego de vida colocado por Ele, a natureza do eterno em seu ser expressou alegria em Deus, isso também está correto

O apóstolo Paulo deixou-nos escrito que:

o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo.

“Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Co.6:13,19)

Ora, um santuário é um lugar de adoração,

Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso cor-

po.(1Co. 6:20 )

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.” (Rm.

12:1)

“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Co. 10:31)

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O Deus dos espíritos dos profetas (ap. 22:6)

Estudemos agora um pouco sobre corpo, alma e espírito no contexto do ministério profético bíblico, começando por Elizeu a partir de uma experiência sua vivida com Geazi seu servo no episódio da famosa cura de Naamã, o si- ro, que ao ser curado quis dá um presente ao profeta, que recusou abnega- damente; vou transcrever a parte da história que desejo comentar:

20 Geazi, o moço de Eliseu, homem de Deus, disse consigo: Eis que meu senhor im- pediu a este siro Naamã que da sua mão se lhe desse alguma coisa do que trazia; porém, tão certo como vive o SENHOR, hei de correr atrás dele e receberei dele alguma coisa.

21 Então, foi Geazi em alcance de Naamã; Naamã, vendo que corria atrás dele, saltou do carro a encontrá-lo e perguntou: Vai tudo bem?

22 Ele respondeu: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que, agora mes- mo, vieram a mim dois jovens, dentre os discípulos dos profetas da região monta- nhosa de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas vestes festivais.

23 Disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. Instou com ele e amarrou dois talen- tos de prata em dois sacos e duas vestes festivais; pô-los sobre dois dos seus mo- ços, os quais os levaram adiante dele.

24 Tendo ele chegado ao outeiro, tomou-os das suas mãos e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, que se foram.

25 Ele, porém, entrou e se pôs diante de seu senhor. Perguntou-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? Respondeu ele: Teu servo não foi a parte alguma.

26 Porém ele lhe disse: Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do seu carro, a encontrar-te? Era isto ocasião para tomares prata e para to- mares vestes, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas?

27 Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve. (2Re. 5:20-27)

Como vimos, Geazi movido pela cobiça foi atrás dos presentes de Naamã que Elizeu recusara receber, e ao retornar procedeu com a maior naturalida- de, mentindo descaradamente quando interrogado por seu senhor, que, intri- gantemente proferiu as interessantes palavras do Vs.26:

Porventura, não fui contigo em espírito quando aquele homem voltou do seu

carro, a encontrar-te?

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Sinceramente, você acredita realmente que o corpo de Elizeu ficou em ca- sa enquanto seu espírito acompanhou Geazi? Observe que em nenhum momento a passagem bíblica afirma isso, mas as pessoas pensam que foi assim. Amigo, o único ser onisciente no universo é Deus, nem Elizeu e nenhum

outro homem tem habilidade para teletransportar-se e saber todas as coisas

à sua volta, mas Elizeu era profeta e como tal tinha revelações e visões de

Deus, e se ele viu Naamã voltando do seu carro a encontrar-se com Geazi foi por visão do Senhor, pois era profeta e isso era perfeitamente admissível. Além disso, ele conhecia bem o seu moço, sabia de sua personalidade e ga- nância e a tendência que possuía, ao observar o comportamento dele com a saída de Naamã sem deixar nada, sentiu a propensão do que estava a acor- rer e “em espírito” obteve uma revelação Divina, o espírito é a ligação do ho-

mem com Deus, o fôlego dado por Ele, isto está absolutamente correto e to- talmente de acordo a verdade. Mais adiante em (2Re.6:8-23) encontramos a história da ação de Eliseu na guerra contra os siros, a bíblia nos diz que quando o rei da síria armava seu

acampamento para fazer guerra a Israel, o Senhor revelava o local do mes- mo ao profeta que o dizia ao rei de Israel frustrando assim o exército inimigo,

a visão de Deus era tão poderosa que no Vs. 12 diz-se que Eliseu, em Israel,

sabia o que o rei da Síria falava no seu quarto de dormir, isso é que é um poder invencível! Agora note, não era o espírito de Eliseu que vagava até a

Síria para ver o rei falando em seu quarto, não! Isso não tem apóio bíblico, mas era as revelações do senhor ao seu profeta, através das visões, comuns

a

um profeta, isso sim tem base bíblica, e é claramente notado.

Quando o profeta Elias estava para passar seu ministério a Eliseu ocorreu

o seguinte:

9 Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que eu te faça, antes que seja tomado de ti. Disse Eliseu: Peço-te que me toque por herança por- ção dobrada do teu espírito.

10 Tornou-lhe Elias: Dura coisa pediste. Todavia, se me vires quando for tomado de ti, assim se te fará; porém, se não me vires, não se fará.

11 Indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

12 O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, tomando as suas vestes, rasgou-as em duas partes. 13 ¶ Então, levantou o manto que Elias lhe deixara cair e, voltando-se, pôs-se à borda do Jordão.

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14 Tomou o manto que Elias lhe deixara cair, feriu as águas e disse: Onde está o SE- NHOR, Deus de Elias? Quando feriu ele as águas, elas se dividiram para um e ou- tro lado, e Eliseu passou.”(I R. 2:9-14)

A porção dobrada do teu espírito” não seria outra coisa senão a unção do-

brada de Deus. O espírita ou o fôlego é a parte que vem de Deus na consti- tuição do ser humano, a outra parte, o barro vem da terra que também vem indiretamente de Deus, o espírito de Elias não podia ter saído dele e entrado em Eliseu pois este já havia recebido seu próprio espírito na sua concepção no ventre materno, e a bíblia jamais afirma em nenhum lugar que o espírito de um homem possa ser transferido a outro, isso seria incoerência com ela mesma. Ainda que pudesse seria impossível do ponto de vista lógico, pois Elias não parece ter morrido na ocasião, sendo, diferentemente, assunto ao céu num carro com cavalos de fogo; se na verdade seu espírito o tivesse deixado certamente havia morrido, isso é o que acontece de acordo com as seguintes passagens:

“e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.”(Ec.12:7)

“Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.(Sl. 146:4)

Observe no primeiro verso a afirmação que o espírito “

volta a Deus, que o

deu.” e não para outro ser humano, e isso parece se dá também talvez até

com animais (Ec. 3:19-22), mas sem exceção entre os humanos.

O espírito que se diz ser de Elias (Vs9) na verdade era o Espírito Santo que

nele repousava e que caracterizou seu ministério com o comportamento, ca- ráter, natureza e estilo de vida peculiar a tal ponto de ser chamado o espírito de Elias, homem de Deus, que não só se refletiu em Eliseu, mas também em

João batista em o novo testamento (Mt. 3:4), o qual foi anunciado pelo anjo Gabriel que disse a Zacarias:

“E irá adiante do Senhor no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado.” (Lc. 1:17)

espírito e poder de Elias

não deve ser interpretado fora do seu contex-

to, significa expressamente o espírito e poder de Deus em Elias que viria a futuramente João Batista, qualquer pessoa concordará comigo nesse aspec-

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to, do contrário se colocaria na posição de admitir que tudo o que Elias reali- zou foi com o poder do seu próprio espírito, o que vem a ser um absurdo, e é negado pela boca dele mesmo:

Elias disse: Ó SENHOR, Deus de Abraão, de Isaque e de Israel, fique, hoje, sa-

bido que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que, segundo a tua palavra,

fiz todas estas coisas.” (1Re.18:36) (grifo acrescentado)

E ainda, o apóstolo Thiago dexou-nos escrito que:

“Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos

(Tg. 5:17)

Portanto, Elias não tinha poder algum inerente a si mesmo, a na ser o po- der a ele conferido pela unção vivificante do Espírito Santo. Na passagem correlata em (1Re.17:1) o que podemos entender do fato de Elias ter dito:” segundo a minha palavra?Bem, isso é para que você perceba e tenha uma noção de como Deus atende a oração de um justo, como citado em (Tg. 5:17) à pouco, e semelhante ao que Jesus disse:

“Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.”(Mt.18:18)

O Espírito Santo atuava tão poderosa e intensamente em Elias que a sua palavra era puramente um reflexo da de Deus para o rei Acabe, Conjeture- mos ainda que ele houvesse determinado algo contrário à palavra de Deus, e tal se cumprisse, mesmo assim esse sinal não seria pelo seu poder, mas pe- la a astúcia de satanás, que tem poder para isso, Nenhum humano tem po- der inerente a si, é sim, instrumento de poder, ao se submeter ao ser superi- or que o governa, tornando-se conduto dessa força:

“tudo posso naquele que me fortalece.”(Fl.4:13)

Pela oração, pois, podemos ligar o poder de Deus à necessidade, servindo de canal para que sejam realizados os propósitos do eterno, e conforme nos habilitemos em seu serviço, sua palavra passa ser a nossa. Elias não pôde ter passado seu próprio espírito para Eliseu,pois subiu ao céu em corpo, alma e espírito, recebendo um corpo celestial na ocasião, é claro(1Co.15:40), prova disso está em (Mt.17:1-3) que descreve a transfiguração de Jesus. A bíblia é perfeita, se Elias tivesse morrido não poderia ter apare-

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cido no monte com Moisés, pois veja o que diz Salomão acerca dos que já morreram:

não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol. (Ec. 9:5, 6)

Se acaso os personagens fossem Moisés e Davi, seria encontrado um erro nas páginas sagradas devido em outros trechos ela dizer que:

Davi

(At.2:29)

morreu e foi sepultado, e o seu túmulo permanece entre nós até hoje.

“Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais.”

(Jó7: 9, 10)

A respeito de Moisés, sabemos que o mesmo morreu (Dt. 34:5, 6) e o Senhor

tendo-o sepultado, guardou seu corpo:

o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo e disputava a respeito do cor-

po de Moisés, não se atreveu a proferir juízo infamatório contra ele; pelo contrário,

disse: O Senhor te repreenda!” (Jd.9)

A única maneira pela qual Moisés pôde estar presente no monte da trans-

figuração foi pela ressurreição, da qual ele se fazia representante, prefigu- rando a segunda vinda de Cristo quando:

o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e res-

soada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão pri- meiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sem-

pre com o Senhor.(1Ts.4:16, 17)

Na cena, ficou Elias como tipo dos justos que estiverem vivos sobre a ter- ra, e Moisés, como citado,dos que ressuscitarão no grande Dia do Senhor, ao vir o Filho do homem na glória do seu reino; isso por que a transfiguração de Jesus foi um cumprimento de uma promessa feita aos discípulos seis dias antes, e como tal era um retrato verdadeiro do ocorrerá no fim dos dias, o que é confirmado a seguir:

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Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.”(Jo.5:28, 29)

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados sere- mos todos, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transforma-

dos.”(1Co.15:51,52)

Elias como Eliseu eram revestidos do Espírito de Deus algumas vezes, segundo a necessidade; um dia Eliseu quando consultado a respeito do desfecho de uma guerra entre Israel e os moabitas disse:

“Ora, pois, trazei-me um tangedor. Quando o tangedor tocava, veio o poder de Deus sobre Eliseu.(2Re.3:15)

Em seguida foi descrito o que iria ocorrer e de fato aconteceu com preci- são. Certamente essa foi uma revelação Divina ao povo, transmitida por meio do seu profeta ungido, coisas semelhantes e mais surpreendentes se deram com Miquéias, Isaías, Daniel, Jeremias etc. Como também em o novo testa- mento, visões e sonhos foram recebidos por homens e mulheres eleitos e santos, entre os quais tomaremos o exemplo de João para estudá-lo a se- guir.

Achei-me em espírito

Eu, João, irmão vosso e companheiro na tribulação,

Achei-me em espírito, no dia

do Senhor, e ouvi, por detrás de mim, grande voz, como de trombeta

O poder de Deus veio sobre João como veio em Elias, Eliseu e Daniel, e ele teve ali a visão do apocalipse. Achar-se em espírito, significa o mesmo que receber uma visão, a qual é um dom de Deus aos seus escolhidos para esse mister, isso é muito profundo, além da compreensão humana, é como se ele estivesse sonhando, só que, acordado, não quer dizer que seu espírito estivesse a desprender-se do cor- po e viajasse até o local da visão, isso não; primeiro por que, assim João morreria (conforme (Ec.12:7)e(Sl. 146:4)) e ao fim da visão teria de ser ressuscita- do, o que ficaria difícil de entender e de ser verdadeiro, e ainda diante do fato

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que muitos profetas tiveram mais de mil visões; segundo, o espírito/fôlego do homem sozinho não tem a propriedade intelectual que o capacite a analisar, julgar ou mesmo ver algo, essa é uma das funções básicas e própria da al- ma, da pessoa em si, que tem percepção, consciência e desígnios.

O espírito é a centelha de vida colocada por Deus no barro que deu origem

a alma humana, não é uma entidade pensante que tenha existência inde- pendente do corpo a ponte de presenciar algo fora deste e ainda de escre- ver, João achou-se em espírito e viu tudo verdadeiramente em sua alma,

compreendendo com o cérebro feito com esse propósito. Achar-se em espírito pode ser precisamente o oposto de achar-se na car- ne:

Porque os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito.”(Rm.8:5)

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opos- tos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer.” (Gl. 5:16, 17)

Estar na carne é estar submetido aos sentimentos carnais: egoísmo, ava- reza, prostituição, indiferença como o evangelho, inveja, bebedices, e por ai segue (Gl.5:19-21) e estar em espírito é achar-se completamente desligado das futilidades dessa terra e totalmente absorvido nas coisas do alto(Cl.3:1, 2) per- severando em oração, jejum, inteira consagração e profundo estudo da pala- vra, que dão origem aos frutos do Espírito(Gl.5:22-24), um exemplo clássico desse procedimento encontramos no testemunho de Daniel quando seme- lhantemente a João, recebeu uma visão, esta, no rio Tigre, da qual deseja- mos ensejar o seguinte trecho:

Só eu, Daniel, tive aquela visão; os homens que estavam comigo nada viram; não

obstante, caiu sobre eles grande temor, e fugiram e se esconderam. Fiquei, pois, eu só

e

contemplei esta grande visão, e não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor

e

se desfigurou, e não retive força alguma.(Dn. 10:7-9)

É claro que para um profeta é bem mais natural “achar-se em espírito” do

que a maioria das pessoas com seus empregos, estudos, família e ocupa- ções, pois um profeta tipo Daniel, João, Isaías, Jeremias e outros, recebiam um chamado específico para essa função e não priorizavam mais nada, sen- do, desde o ventre materno escolhidos para esse ministério (Jr.1:5), para eles,

tanto andar, como achar-se em espírito era comum no que diz respeito a um

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contato muito mais próximo às revelações celestiais, mas Deus não deseja algo menor para nós, pessoas normais, mesmo que pudermos receber vi- sões como um profeta, devemos também andar em espírito, e ainda que en- volvidos em muitos empreendimentos e à procura do sustento diário, temos como prioridade buscar:

em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt.6:33)

A nós a escritura diz:

andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne.(Gl. 5:16)

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt.26:41)

Entrementes, se ainda porventura entrarmos em tentação, oremos com mais instância para não cair nela (Mt.6:13)

Então, para João o “achar-se em espíritonão quer dizer a subsistência de seu espírito desprendido do corpo e da alma, todavia, era um ofício do seu ministério profético, algo como: “estar em visão”, era o clímax da experiência profética em alto grau, era achar-se em plena ligação com o divino e con- templar um pouco do céu, privilégio ímpar para um pecador; inclusive na vi- são de (Dn. 10:7-9) Pudemos constatar que os homens que estavam com ele nada viram, pois não tinham o dom profético e não podiam discernir as coi- sas de Deus, porém notaram que estava ocorrendo algo extraordinário, pois temeram (Vs.7) e devem ter notado também o semblante de Daniel e como ele ficou ali presente o tempo todo em corpo, alma e espírito; de fato, em todo lugar e a todo tempo há seres celestiais à nossa volta; espíritos ministradores (Hb. 1:14) como também espíritos enganadores(1Tm.4:1) que estão diretamente e constantemente envolvidos com nossas escolhas, influenciando-nos em todos os aspectos da vida, com os quais estamos em luta:

porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes.(Ef. 6:12)

Ainda com este argumento temos registrado o restante da história de Eli- seu com o rei da síria, que quando descobriu quem era o responsável pelas

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vitórias de Israel tratou de mandar prende-lo, e sabendo que ele(Eliseu) es- tava em Dotã procedeu assim:

Então, enviou para lá cavalos, carros e fortes tropas; chegaram de noite e cercaram a cidade. Tendo-se levantado muito cedo o moço do homem de Deus e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então, o seu moço lhe disse: Ai! Meu senhor! Que faremos? Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles. Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.”(2Re.6:14-17)

O moço não via, contudo, mais eram os que estavam com Eliseu do que

os que estavam com os siros, e então comprovou depois da oração do ho- mem de Deus. Eu pergunto: era apenas o espírito de Eliseu que estava em visão? Ou ele como um todo, corpo, alma e espírito? Será que as tropas dos siros também viram os carros e cavalos de fogo? Creio que não, pois se os tivessem visto teriam recuado, não acha? Um grande conflito cósmico se desenrola à nossa volta do modo como vi- mos com Eliseu, agentes invisíveis estiveram e estão em ação ferrenha, e ao “achar-se em espírito” o profeta pôde perceber e até ver os acontecimentos espirituais ao seu redor, sejam presentes, passados ou futuros, não é isso desligar-se do corpo, mas receber a percepção de Deus, se nos fosse permi- tido, enxergaríamos como as coisas realmente são à nossa volta.

No corpo ou fora do corpo?

Do mesmo modo Paulo esteve em experiência similar a de João do apoca- lipse:

Conheço um homem em Cristo que, há catorze anos, foi arrebatado até ao terceiro céu (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) e sei que o tal homem (se no corpo ou fora do corpo, não sei, Deus o sabe) foi arrebatado ao paraíso e ouviu pala- vras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir.”(2Co.12:2-4)

A questão é:

Apenas o espírito de Paulo foi arrebatado ao terceiro céu?

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Digamos que sim, suponhamos que fosse; faria lógica com o restante das escrituras ou mesmo com as leis da física? Como então poderia ter ele guardado o registro de tudo que testemunhou na mente se o seu cérebro não estava presente? E como poderia ter ouvido o que quer que fosse se seu ouvido ficou aqui? Sim por que pelo que eu sai- ba tanto o cérebro o ouvido são órgãos sensitivos afixados no corpo e não no espírito humano, já o raciocínio é insígnia da alma a qual não existe sem um corpo que teria de estar presente para que a alma tivesse consciência. E por outro lado a audição é percepção sistêmica do organismo e necessita do corpo como da alma para ser interpretada.

O mistério da visão de Paulo é profundo e complexo, o mais lógico seria

que ele tivesse recebido um corpo celestial (1Co.15:40e53) que o habilitasse a entrar no terceiro céu e ouvir o que ouviu lá, admitir que ele estivesse lá ape- nas com seu espírito/fôlego estaria contrário à palavra de Deus que não pode errar(João 10:35), a qual deve ser entendida pelo seu contexto,“um pouco aqui, um pouco ali.”(Is.28:10)

As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus

E como Paulo o disse, Ele (Deus) sabe o que ocorreu de fato;

“ porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre

29:29)

(Dt.

E pelo que o Senhor nos tem revelado em sua palavra sabemos que Paulo

ao fim de sua vida disse:

Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”

(2Tm.4:8)

para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos.”(Fl.3:11)

Deus é espírito

Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em ver-

dade.(Jo. 4:24)

O eterno é inesquadrinhável, Não existe linguagem humana que o expli-

que, tentar compreender Deus seria como almejar colocar as constelações dentro de um copo descartável, não há a mínima possibilidade.

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Adorá-lo em espírito e em verdade na passagem bíblica significa que essa adoração não está limitada a um lugar ou a um espaço, mas que pode ser exercida no íntimo da alma; não o adoramos só na igreja, ou só em um culto público, mas em todo lugar, a toda hora, sete dias por semana, 24 horas por dia, 60 minutos por hora e 60 segundos por minuto, e de que forma? Em ora- ção:

Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt.6:6)

Obedecendo aos seus mandamentos, por que:

Aquele que diz: Eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade.”(1Jo.2:4)

Não em carne, como muitos o tem feito hoje em dia, excitando o sistema nervoso e atribuindo suas histerias ao Espírito santo, propagando a nulidade da lei e ao mesmo tempo querer participar da graça, para que:

a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.”(Rm.8:4)

Sendo espírito, Deus é invisível a nós, reles mortais, a natureza de Deus é diferente da nossa, apesar de termos sido feitos à sua imagem e semelhança (Gn. 1:26, 27) isso por que, o homem preferiu a natureza carnal fazendo-se ins- trumento de pecado e odioso ao Senhor; mas Jesus veio com o objetivo de restaurar a imagem do Pai novamente em seus filhos.

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O Rei e a Feiticeira

3 Já Samuel era morto, e todo o Israel o tinha chorado e o tinha sepultado em Ramá, que era a sua cidade; Saul havia desterrado os médiuns e os adivinhos.

4 Ajuntaram-se os filisteus e vieram acampar-se em Suném; ajuntou Saul a todo o Israel, e se acam- param em Gilboa.

5 Vendo Saul o acampamento dos filisteus, foi tomado de medo, e muito se estremeceu o seu cora- ção.

6 Consultou Saul ao SENHOR, porém o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. 7 ¶ Então, disse Saul aos seus servos: Apontai-me uma mulher que seja médium, para que me encon-

tre com ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: Há uma mulher em En-Dor que é mé- dium.

8 Saul disfarçou-se, vestiu outras roupas e se foi, e com ele, dois homens, e, de noite, chegaram à mulher; e lhe disse: Peço-te que me adivinhes pela necromancia e me faças subir aquele que eu te disser.

9 Respondeu-lhe a mulher: Bem sabes o que fez Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivi- nhos; por que, pois, me armas cilada à minha vida, para me matares?

10 Então, Saul lhe jurou pelo SENHOR, dizendo: Tão certo como vive o SENHOR, nenhum castigo te sobrevirá por isso.

11 Então, lhe disse a mulher: Quem te farei subir? Respondeu ele: Faze-me subir Samuel.

12 Vendo a mulher a Samuel, gritou em alta voz; e a mulher disse a Saul: Por que me enganaste? Pois tu mesmo és Saul.

13 Respondeu-lhe o rei: Não temas; que vês? Então, a mulher respondeu a Saul: Vejo um deus que sobe da terra.

14 Perguntou ele: Como é a sua figura? Respondeu ela: Vem subindo um ancião e está envolto nu- ma capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra e se prostrou.

15 ¶ Samuel disse a Saul: Por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então, disse Saul: Mui angusti- ado estou, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se desviou de mim e já não me res- ponde, nem pelo ministério dos profetas, nem por sonhos; por isso, te chamei para que me reve- les o que devo fazer.

16 Então, disse Samuel: Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o SENHOR te desamparou e se fez teu inimigo?

17 Porque o SENHOR fez para contigo como, por meu intermédio, ele te dissera; tirou o reino da tua mão e o deu ao teu companheiro Davi.

18 Como tu não deste ouvidos à voz do SENHOR e não executaste o que ele, no furor da sua ira, ordenou contra Amaleque, por isso, o SENHOR te fez, hoje, isto.

19 O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o SENHOR entregará nas mãos dos filisteus.

20 De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo por

causa das pala-

vras de Samuel; e faltavam-lhe as forças, porque não comera pão todo aquele dia e toda aquela

noite.(1Sm.28:3-20)

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Diferente do que muita gente pensa toda a história de Saul é um esboço do principio bíblico do livre arbítrio, ou seja, da liberdade de escolha outorga- da por Deus a todos os homens sem distinção. Desde seu chamado a vocação, Saul teve patenteado diante de si

(1Sm.12:14-25) a luz e as trevas, a vida e a morte, o bem e o mal (Dt.30:15-20), de um lado a misericórdia e a benignidade de um Deus perdoador, do outro a malignidade das armadilhas satânicas, das quais, a última o levou a ruína completa.

O (Vs6) nos diz que Saul “consultou ao Senhor”, porém a passagem correla-

ta de (1Cr.10:13, 14) diz que não;

Qual das duas estará correta?

São contraditórias?

Afinal, Saul consultou ou não ao Senhor?

Isso pode ser explicado da seguinte forma: em (1Cr.10:14) a palavra consul- tar abrange um sentido amplo, que envolvia primeiro: o pedido, segundo: a resposta, e terceiro: a atitude em relação a ela. Saul parece não ter ficado satisfeito com o silêncio de Deus, que direta- mente era uma forma do Senhor responder, e foi em busca de outra fonte, não permitindo assim, haver a concretização da consulta, quando podia ter se humilhado, confessado seus pecados, convocado o povo ao arrependi- mento e se submetido a uma reforma, com isso, certamente obteria êxito e o Senhor lhe seria favorável , entretanto continuou obstinado (1Sm.15:23) bus- cando o favor divino a despeito de não querer pôr em ordem a sua vida, pre- feriu o sacrifício de animais ao sacrifício do coração:

Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus.”(Sl.51:17)

E por fim desprezou o compromisso com este, almejando receber apenas

os benefícios e privilégios da realeza irresponsavelmente. Tudo o que ele fez, foi de livre escolha, consultou ao Senhor, mas foi como

se não consultasse, ao eximir-se de cumprir os elementos necessários para a resposta divina, preferindo fazer uso da necromancia, abominável a Deus

(Dt.18:11, 12)

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Alguns imortalistas pretendem admitir que tenha sido realmente Samuel que falou na cena, tentando provar com isso a existência da alma numa outra esfera de vida; Existe para tal raciocínio apoio bíblico?

O inimigo de nossas almas, satanás deleita-se em usar a bíblia fora do seu

contexto, ele próprio fez isso com Jesus (Mt.4:5-7)

Acompanhe as seguintes passagens na sua bíblia, para certificar-se que não sou, mas ela mesma que diz::

assim o homem se deita e não se levanta; enquanto existirem os céus, não acorda- rá, nem será despertado do seu sono.” (Jó. 14:12)

Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios.” (Sl. 146:4)

Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria

alguma.” (Ec.9:10)

Meu saudoso amigo e irmã querida:

a Escritura não pode falhar

(Jo. 10:35)

Se ela diz que o morto não sabe nada é porque não sabe mesmo; Você esteve dormindo esta noite? Sabe dizer o que estava acontecendo a sua volta enquanto dormia? É claro que não, só se estivesse fingindo que dormia!

A morte é um sono (Jo. 11:13) e o cemitério é o dormitório, como a própria

palavra grega o define.

Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consulta- rão os mortos?(Is. 8:19)

Que respondes ao profeta?

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Apresenta-se o perspicaz

Diante do testemunho do contexto bíblico, vê-se a impossibilidade de um morto contactar com os vivos; Então, se não o verdadeiro vidente (1Sm.9:19) de Israel, que Samuel era aquele que apareceu a Médium em En-Dor?

É certo que não podia ser o verdadeiro, por que:

Primeiro:

A despeito de qualquer coisa, como já dito não havia a possibilidade de ser

nem Samuel, nem morto algum, pois os tais:

não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua

memória jaz no esquecimento

do que se faz debaixo do sol.” (Ec. 9:5, 6)

( )

para sempre não têm eles parte em coisa alguma

Segundo:

Vê se não concorda comigo; Se fosse Samuel de fato, então deveria “descer do céu” e não “subir da ter- ra” (Vs13) não é mesmo? Todos nós somos cientes de que Samuel era justo e como tal receberá a sua herança no reino de céus, se você acredita que ao morrer, os justos re- ceberão recompensa imediata, então como explica o fato de Samuel emergir das regiões inferiores, e não celestiais? Teria ele, porventura, descido do céu e passado por baixo da terra? Faça- me o favor!

Terceiro:

A necromancia é condenada por Deus (Lv. 20:27)(Dt.18:11, 12) o próprio Saul

foi morto, entre outras coisas, também em conseqüência do pecado de con-

sultar uma necromante (1Cr.10:14).

É inconcebível aceitar que Samuel, profeta de Deus, santo homem esco-

lhido e puro, utilizasse tal meio para dar qualquer mensagem, ou que Deus o permitisse assim fazer, isso seria contra o que Ele mesmo ensinou e asseve- rou; uma comunicação com o verdadeiro Samuel teria sido indiretamente, uma comunicação de Deus, devido ser ele seu representante, e tacitamente é dito que:

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o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profe-

tas.” (1Sm.28:6)

Veja:

O Senhor não dava resposta por nenhum meio; Samuel era um dos meios que Ele usava para revelar sua vontade, portan- to constata-se a incoerência. Interessante notar a médium haver dito que era “Vejo um deus que sobe da terra.(Vs13) Como um deus? Há duas hipóteses consideráveis:

Uma que o mesmo vocábulo ai traduzido como deus em (Ex.21:6) e (22:8, 9) é transcrito como “juízes”, direto do original hebraico, sendo aceitável do ponto de vista que Samuel:

julgava a Israel

(1Sm.7:17)

Exercendo assim, função de juiz, observe que Saul dessa forma o reco- nheceu, além disso, esse vocábulo é usado em (Gn. 35:2) (Ex.12:12 e 20:13) e em algumas outras passagens com referência a deuses falsos. Veja que assim,

a médium ao ver “

uma dessas entidades pagãs, que eram precisamente, um demônio personi- ficado na pessoa de Samuel, como é próprio dele agir dessa forma, desde quando usou a serpente no jardim do éden (Ap.12:9) passando pela tentação

de Jesus no deserto (Mt.4:1-11).

um deus que sobe da terra.(Vs13) na verdade estava vendo

E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é

muito, pois, que os seus próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras.” (2Co.11:14)

Quanto mais em figura humana?

O Samuel que a médium feiticeira “fez subir” e que conversou com Saul

era o famigerado príncipe das trevas, o Inimigo de nossas almas,

dor de nossos irmãos

rio por que teria sido Saul rejeitado? Por que teria proibido Deus o contato tais instrumentos? Não é exatamente por serem as armadilhas de Satanás? Sim, toda a estrutura do mal e seus enganos são identificados na feitiçaria antiga e espiritismo moderno, os fundamentos de suas avassaladoras menti-

o acusa-

(Ap.12:10),

isso é comprovado nas escrituras, do contrá-

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ras, e as maiores demonstrações sobrenaturais do erro, arrojando milhões à perdição e ruína, como o fizeram com o insensato rei de Israel.

Deus é amor (1Jo.4:8)

é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e

grande em benignidade, e se arrepende do mal.” (Jl.2:13); satanás é o oposto de tu- do isso, e é seu intuito atribuir cada maldade sua ao nosso bondoso Pai, busca representar falsamente o caráter do Deus como vingativo, nervoso, castigador e inimigo dos homens (Vs16) quando na verdade a palavra mostra algo diferente:

Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo.3:16)

Nosso eterno Senhor, todo poderoso, não se faz inimigo de ninguém, as pessoas é que lhe voltam as costas voluntariamente, satanás é identificado claramente nas palavras do suposto Samuel, aquela voz não dava uma men- sagem de Deus, mas do diabo, isso é assegurado pelo (Vs.6), o qual afirma que:

o SENHOR não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profe-

tas.”(1Sm.28:6), e (1Cr.10:13, 14) diz que Saul consultou a necromante, e não ao SENHOR, que, por isso, o matou e transferiu o reino a Davi, filho de

Jessé.” (1Cr.10:13, 14)

Ao falar de maneira dura, a entidade procurou zombar do rei e amaldiçoá- lo de tal forma a destruir todas as suas esperanças, fazendo-o desprovido de forças, apresentou a Deus como sendo o responsável por sua miséria, e de- seja até hoje que muitos assim o pensem, quando ele mesmo havia incitado o monarca a contínua rebelião, levando-o a fazer escolhas que o afastariam cada vez mais do único que o poderia salvar. Esse é um típico e triste exemplo do pecado contra o Espírito Santo (Mt.3:29), Saul recusou ouvir a essa voz e obedecer durante tanto tempo, que ele terminou por apagar-se em sua consciência, e no lugar satanás colocou angústia e medo (Vs.20) fazendo sobrevir ao pobre homem tudo o que ele mais temia, e ainda para concluir e caracterizar seus propósitos, fez parecer que essa era a vontade de Deus, o que nunca foi verdade:

Porque não tenho prazer na morte de ninguém, diz o SENHOR Deus. Portanto, convertei-vos e vivei.” (Ez. 18:32)

Houvesse o arrependimento, é certo que a história não teria tido esse fim, Deus não rejeitou aquele que, antes Ele havia ungido por preferência, mas

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por que ele próprio se fez aborrecível, ele mesmo plantou e colheu, persistiu na maldade rejeitando a justiça, sorveu o amargo cálice da rebelião por inici- ativa individual, o Pai Eterno, que sonda mentes e corações e conhece o fim desde o começo, sabia como tudo ia acabar e tratou de eleger Davi em seu lugar, no entanto nunca interferiu nas decisões íntimas e particulares de Sa- ul, ele morreu pelo seu próprio pecado.

Questões intrigantes

Analisemos mais dois detalhes importantes:

Por que Saul foi enganado e aceitou a mensagem falsa como sendo do verdadeiro profeta? (Vs14)

E, porque a Bíblia no (Vs.15) usa a expressão: “ Se não era ele mesmo que estava falando?

Samuel disse

Bem, vamos por parte. Se você observar atentamente, vai perceber que pelo diálogo entre Saul e

a médium, transparece ao bom senso que este primeiro nada via, apenas re-

cebia as informações da mulher, e de tanta ânsia que estava, aceitava tudo

como sendo autêntico; tipo aquela pessoa que busca uma cura, não importa de onde venha, e que no fundo, só o que quer é isso mesmo sem nenhum

outro compromisso, quando deveria comprovar pela Bíblia, se aquele (a) que

a curou é genuinamente filho da luz; Ou como aquele que diz: “todos os ca-

minhos levam a Deus! se faz o bem como pode ser mal?” Cuidado! A vereda da justiça é estreita (Lc. 13:14) e exige esforço, atenta bem, por que nem tudo que reluz é ouro e:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.” (Mt.7:21)

Dar uma fruta a uma criança não parece mal aos olhos de ninguém, no en- tanto, se aquele que assim faz, não tem em seu íntimo a intenção de ganhar

a confiança para depois seqüestrá-la? Saul caiu na armadilha satânica e foi enganado a ponto de, mesmo sem ver, “entender que era Samuel, inclinar-se e prostrar-se” (Vs14) isso ocorreu por tentar angariar a benção eximindo-se do compromisso exigido, deu cre- dibilidade a quem não merecia, tornado-se presa fácil do maligno, que caço- ou dele como bem quis, ao o ver cegado pelo ódio e inveja. Segundo detalhe:

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Sabemos que a Bíblia não usa de linguagem lisonjeira, mas simplesmente descreve os fatos como aparentam ser; ao falar dos patriarcas, de Davi, de Salomão e outros servos de Deus, ela conta a história, porém não exclui as vergonhas e ignomínia, apesar de Jacó ter enganado, de Davi haver adulte- rado, de Salomão possuir muitas mulheres, isso não é descrito como sendo aceitável, apenas é relatado por que assim o era; Deus nunca aprovou e também não buscou esconder que seus escolhidos tinham defeitos, seus

exemplos foram deixados a todos:

correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” (2Tm.3:16, 17)

para o ensino, para a repreensão, para a

Em (Js. 10:13) é dito que: “

o sol se deteve

e a lua parou

Ora, pense comigo; Como assim o sol se deteve em no meio do céu? (Vs12) veja também (Mc.

Afinal, o sol para? O sol cai ou nasce? Na verdade toda pessoa instruída sabe que o sol nunca se moveu, exceto

1:32)

ao cair do sol

em sua órbita universal, é estático e imóvel, sempre esteve parado em rela- ção a terra, como pois a bíblia nos diz que o sol se deteve? E não se apres- sou a pôr-se ou cair? Estaria ela sustentando a obsoleta idéia que a terra é o centro do universo e tudo gira à sua volta? Não, nunca! Perceba que espontânea e naturalmente a história nos é contada, expres- sa como quem narra o que é evidente e aparente aos olhos humanos, nós também dizemos o mesmo embora isso não nos confunda, devido conhe- cermos a realidade do fato, e isso é natural.

Quando em 1Sm.29:15 lemos: “

Samuel disse

”,

podemos entender que

o texto está claramente relatando o sucedido, sem tentar provar ou validar literalmente que tenha sido ele mesmo que falou ou uma personificação, por esse estudo que fizemos diante dos argumentos bíblicos, são notórias as evidências de que aquele era um espírito enganador fazendo-se parecer o profeta falecido, isso é contundentemente compreendido pelo contexto inter- no e externo do caso e à luz de outras passagens das escrituras. Se fosse de fato o profeta Samuel, este teria de ter aparecido em Ramá, onde havia sido sepultado e não em Em-dor, e ali, Saul ter presenciado sua ressurreição, pedindo que ele saísse do túmulo para então manter contato com o mesmo em corpo, alma e espírito, como ocorreu na ressurreição de Lázaro(Jo.11) e não que “subisse da terra” o que constata o engodo da feiti- çaria.

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Espíritos em Prisão *

Vamos juntos escavar a verdade e nos debruçar no manancial da pala- vra de Deus; o Texto em questão é dos mais polêmicos e alvo das mais absurdas interpretações, reitero que o problema todo está na mente, ou

seja, na crença de quem insiste em ver as coisas sempre da sua forma; no juízo final os ímpios serão condenados nem tanto por crerem na mentira, mas:

porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.”

(2Ts.2:10)

As teorias pré-estabelecidas muitas vezes impedem que as portas da verdade se abram no coração de pessoas sinceras, que isso não ocorra com você, desfaça-se dos preconceitos a pergunte a Deus nesse momento o que Ele deseja lhe ensinar e como fazer pra aprender. O Mundo anda apressado, poucos são os param pra estudar a Bíblia e ver se as coisas que têm feito ou as idéias nas quais acreditam estão re- almente coerentes com a mesma, e a maioria se comporta como expec- tador ou passageiro, ficam somente a contemplar o testemunho de seus líderes, confiando que eles nunca estarão em erro e assim são levados por um motorista mal informado a lugares que não gostariam de estar e aon- de Deus nunca quis que estivessem. Um espírito enganador está a trabalhar nos ambientes menos suspeitos

e:

Por sua astúcia nos seus empreendimentos, fará prosperar o engano, no seu coração se engrandecerá e destruirá a muitos que vivem despreocupa-

damente

(Dn.8:25)

Bem aventurado o precavido que proceder igualmente aos bereanos (At.17:11), a decisão é individual e ninguém será tido por inocente no juí- zo se possuindo os meios de obter o total esclarecimento, omitir-se da responsabilidade.

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Espíritas, Católicos e a grande parte dos protestantes utilizam-se da su- posta premissa dessa passagem a fim de sustentarem os pilares de suas crenças. Católicos sugerem, baseados nela, a existência do purgatório, espíritas encontram apoio à sua teoria da reencarnação e os protestantes deliram na imortalidade da alma ela aparente consciência “post mortem” desses “espíritos em prisão” São as coisas de fato assim? Há realmente a intenção do escritor bíblico de transmitir essa mensagem? Está ele a tratar desse tema? Antes de tudo é necessário explicar duas coisas:

1º O único meio de salvação existente desde adão, é o sacrifício ex- piatório de cristo na cruz do calvário, alguns defendem que no Antigo Testamento as pessoas eram justificadas pela Lei, o que não é verdade, sempre foi por meio de Jesus e sua graça vivificante que no Velho Con- certo era tipificada pelos animais sacrificados que figuravam o

o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo.1:29)

Quem quer que tenha sido salvo no AT, o foi por que acreditou na re- denção que Deus enviaria no futuro, todos os animais mortos para a re- missão dos pecados, eram fiados no supremo ato de entrega que Deus faria através de Cristo, em um único momento e de uma vez por todas, visto ser o cordeiro perfeito não faria injustiça na expiação, sendo todo suficiente. Veja: (Jó 19:25) (Sl. 6:4) (Gn. 15:6)

*Conteúdo Incompleto

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O Rico e Lázaro

19 Ora, havia certo homem rico que se vestia de púrpura e de linho finíssimo e que, todos os dias, se regalava esplendidamente.

20 Havia também certo mendigo, chamado Lázaro, coberto de chagas, que jazia à por- ta daquele;

21 e desejava alimentar-se das migalhas que caíam da mesa do rico; e até os cães vi- nham lamber-lhe as úlceras.

22 Aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos para o seio de Abraão; mor- reu também o rico e foi sepultado.

23 No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lá- zaro no seu seio.

24 Então, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim! E manda a Lázaro que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou ator- mentado nesta chama.

25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente, os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu, em tor- mentos.

26 E, além de tudo, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que querem passar daqui para vós outros não podem, nem os de lá passar para nós.

27 Então, replicou: Pai, eu te imploro que o mandes à minha casa paterna,

28 porque tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de não virem tam- bém para este lugar de tormento.

29 Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos.

30 Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, ar- repender-se-ão.

31 Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.”(Lc.16:19)

Teria o rico ido realmente para o inferno? E Lázaro pro céu, ou seio de Abraão? A maioria das igrejas cristãs acredita que sim e baseiam-se nesse relato a fim de justificarem a existência de um inferno de tormento eterno, a mortalidade da alma e a consciência pós-morte; coisas que não fazem o me- nor sentido escriturístico, podem soar semelhante ao platonismo, a mitologia grega, ou a idolatria pagã, mas com a bíblia nunca! Nunca você encontrará tal ensinamento dessa premissa na palavra de Deus; deve estar presente sim na grande babilônia dentro do:

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cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prosti-

tuição.” (Ap.17:4)

Ai sim ele pode estar na bíblia, mas sendo como um dos componentes do:

vinho

(Ap.17:2)

de sua devassidão,

que se embebedaram os que habitam na terra.

O qual tem sido usado para os propósitos de satanás, aquele que:

deitou por terra a verdade; e o que fez prosperou.” (Dn. 8:12)

Devorando as almas de milhões que acreditam nesse erro, almas pelas quais Cristo morreu que têm sido levadas à perdição por meio dessa mentira, pregada por aqueles que, talvez inocentemente, obedecem:

a espíritos enganadores e a ensinos de demônios

(1Tm.4:1)

Mas certamente é possível eu estar falando a pessoas sinceras que dese- jem ir a fundo à mensagem de Deus para:

fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo.(Jo. 7:17)

É impressionante como as pessoas não lêem a bíblia, e ainda que a leiam,

não a estudam, e ainda que estudem, não a conhecem, pois a confundem com sofismas do paganismo, e como Jesus disse:

Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Deus.” (Mt.22:29)

Mas o que diz mesmo o texto citado?

A questão é a seguinte: é a história real ou fictícia? Tudo aconteceu de fato

ou é uma parábola? Calma! Não precisa estresse, vamos analisá-la das duas formas e em se- guida concluir o que viria a ser mais coerente e aceitável, sem levar em conta nossas opiniões pré-formadas, mas o sentido exato da coisa. Comecemos então supondo, ou acreditando firmemente, como a maioria das pessoas, que o relato foi como está escrito, ou seja, ocorreu de fato, pa- ra isso respondamos a algumas perguntas.

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Então como diz Lucas, o rico vestia-se bem, se regalava ou fazia festas, morreu e foi para o inferno, por outro lado, Lázaro era mendigo, cheio de fe- ridas, morreu e foi para o seio de Abraão.

Agora responda:

O que o rico fez de tão mal pra ir pro inferno? Teria sido pelo fato de vestir-

se de linho finíssimo?

Creio que não:

pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o li- nho finíssimo são os atos de justiça dos santos.” (Ap.19:8)

E isso não parece ser uma coisa má, muito pelo contrário, é símbolo de

santidade. Então teria sido por causa das festas que fazia? Ora se você é rico, está alegre, que mal há em fazer uma festa? Bem tal- vez ele tenha exagerado pois eram “todos os dias(Vs19); mas os filhos de Jó também faziam festas sucessivas e convidavam suas irmãs (Jó1:4) para come- rem e beberem, e que mal tinha? Vá lá que as festas do rico eram profanas, ai sim haveria razão que expli- casse sua ida para o inferno, mas a passagem não diz assim, diz apenas que: “se regalava esplendidamente.” Ou “todos os dias dava uma grande festa.”

(NTLH)

Então seu pecado foi porque ele não tratou melhor a Lázaro? Talvez sim, por não compartilhar de sua riqueza como o pobre, todavia note o seguinte:

Lázaro era como diz o (Vs20) “coberto de chagas”, o que seria provavelmente lepra, pústula ou doença do tipo, o que certamente não tinha cura nem tra- tamento na época, inclusive existia uma lei levítica que proibia o acesso de tais pessoas ao convívio do ambiente social, como exemplo leia:

As vestes do leproso, em quem está a praga, serão rasgadas, e os seus cabelos se- rão desgrenhados; cobrirá o bigode e clamará: Imundo! Imundo! Será imundo durante os dias em que a praga estiver nele; é imundo, habitará só; a sua habitação será fora

do arraial.” (Lv. 13:45, 46)

Ainda que as feridas de Lázaro não fossem lepra, ou não contagiosas, se- ria no mínimo horripilante vê-lo ali parado, pense no que você faria se todo dia um mendigo canceroso batesse à sua porta para pedir comida? Por certo daria, e quem sabe até o ajudasse a fazer um tratamento intensivo em um

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hospital privado, entretanto, considerando a época de Jesus, como foi dito, não havia meios medicinais de sanar sua enfermidade, exceto as curas ope- radas por Jesus, a única forma de tratamento era isolar tais pessoas, e isso para evitar um mal maior; olhando dessa ótica, o rico ainda foi tolerante para com o pobre Lázaro, devido ter permitido que ficasse ali à sua porta, e não o baniu como a lei sanitária o exigia. Como vimos, o rico não parecia ser tão mal para merecer o tormento no in- ferno, porém o inverso, pasmo ao dizer que ele demonstrou ser até razoa- velmente bom!, Talvez, quem sabe, Deus desejasse que ele fizesse um pou- co mais de esforço, do que o costume tradicional da lei mandava, e quebran- do os paradigmas de sua sociedade contemporânea, fosse mais generoso com aquele pobre desvalido, logo adiante, no decorrer desse capítulo vere- mos mais acuradamente a implicação dessa idéia, contudo agora, observe- mos o outro personagem: Lázaro, o mendigo coberto de chagas. Por que foi ele para o seio de Abraão? Ou seja, o que fez de tão bom para alcançar isso? Seria pelo fato de ser mendigo? Pode até parecer estranho, mas há motivos para crer que lázaro não era justo! Confira você mesmo:

Fui moço e já, agora, sou velho, porém jamais vi o justo desamparado, nem a sua descendência a mendigar o pão.(Sl. 37:25)

Lázaro recebeu os males durante sua vida terrena (Vs25), porém Jesus dis- se:

eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.” (Jo. 10:10)

Não sei, mas acredito que se lázaro vivesse hoje, muitos líderes de igrejas o reputariam como crente fraco, sem fé, que “não toma posse da benção de Deus”, frio e acomodado, pois não “determina sua vitória” prefere mendigar e não expulsa a doença de seu corpo! Digamos entrementes que Lázaro tenha sido um pobre honrado, quando posteriormente veio seguir a Jesus, aceitando-o e recebendo a salvação pela fé! Todavia por mais contrariante e incrível que pareça, o texto bíblico nos mostra um homem rico e aparentemente justo que foi pro inferno e outro po- bre e aparentemente infiel que foi para o seio de Abraão! Veja bem, faz sen- tido isso? Espere, antes de continuarmos tentemos descobrir o que seria o “seio de Abraão(Vs22).

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Seria o céu? Seria algum paraíso intermediário entre terra e céu? Isso é pouco provável, por que ao que parece estava mais próximo era do inferno, separado apenas por um “grande abismo”, dando até para ver as almas queimando no tormen- to.

Qual a referencia ao “seio de Abraão(Vs22) no restante da bíblia? Por que não aparece mais em nenhum outro lugar? Será que todo justo que morre vai pra lá? Para onde teria ido Abel, se, quando morreu, Abraão nem existia ainda?

E para onde teria ido Abraão? Pro seio dele mesmo?

Amigo, o patriarca Abraão está morto já há muito tempo (Gn. 25:8) e ainda se quer, recebeu a sua herança (Hb.11:30), como pode servir ele de refúgio para os justos que morrem? Aguarda sim, juntamente com todos os justos mortos a esperança da res- surreição como cita Jesus em (Mt.22:31) para viver na cidade que Deus lhe preparou (Hb.11:16) (Jô.14:1) e não no seu próprio seio! Promessa dada Tam- bém a todos que participam de sua fé e imitam o seu exemplo para um dia chegarem ao “seio do pai” (Jo. 1:18) o único que realmente pode acolher a to- dos.

Agora acompanhe comigo a seguinte análise:

Quem acredita na imortalidade da alma sugere que ao morrer, o corpo fica aqui, no cemitério, enquanto a alma entra de imediato no céu se for boa ou no inferno se for má, pensando assim rejeitam cegamente o que a bíblia diz, Pois como poderia o rico ter “levantado os olhos” (Vs23) e pedido que Lázaro molhasse a ponta do dedo para lhe refrescar a língua? Se tanto seus olhos como sua língua haviam sido sepultadas (Vs22) com todo o restante do seu corpo? Ora, se tinham olhos, dedos e língua, certamente também tinham ca- beça, corpo e membros, do contrário seriam mutantes. É ilógico e até bizarro supor que alguém esteja queimando no inferno enquanto sua matéria está no túmulo, estaria queimando o que então? Observe que tal crença não se coaduna com a verdade, visto que não ex-

pressa o menor sentido literário, e na parábola não pode ser, pois vai contra todas as regras de interpretação litúrgica.

A única forma de um morto receber o tormento da condenação, ou sendo

justo, entrar no paraíso é através da ressurreição, o que o habilitará para que em corpo, alma e espírito receba conforme o bem ou mal que tiver feito.

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Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo.

(2Co5:10)

Observe também que os mortos não podem ter contato algum com os vi- vos como sugeriu o rico (Vs30) a não ser por meio da ressurreição como Abra- ão disse (Vs 31) . Sendo assim, vamos estudar qual seja o sentido da estória tendo como base a instrução do pregador:

conferindo uma coisa com outra, para a respeito delas formar o meu juízo

7:27)

(Ec.

Já vimos que não há possibilidade de considerar o texto como literal, resta saber se fará sentido analisá-lo como simbólico. Para isso formulamos mais algumas perguntas:

De quem o rico seria símbolo?

Bem, considerando seus privilégios e condição abastada, é só comparar com alguém ou algum povo de alta deferência nos tempos bíblicos que des- frutava de semelhante prestígio, tanto de recursos como na prole, de alta vo- cação na promessa (Gn. 12:7) povo que é identificado no clamor do rico ao di-

zer: “Pai Abraão” (Vs24) e na resposta de Abraão ao dizer: “ Qual era então o povo que tinha por pai a Abraão?

Filho

(Vs25).

Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes:

Raça de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dig- nos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abra-

ão.”(Mt.3:7-9)

Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na mi-

nha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos;

cendência de Abraão e jamais fomos escravos de alguém; como dizes tu: Sereis li-

vres?

que a minha palavra não está em vós. ( )

Abraão. Disse-lhes Jesus: Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abra-

Responderam-lhe: Somos des-

Bem sei que sois descendência de Abraão; contudo, procurais matar-me, por-

Então, lhe responderam: Nosso pai é

ão.(Jo.8:31, 33, 37, 39)

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Muitas pessoas rodeavam Jesus, mas foi especificamente aos judeus fari- seus que o mestre dirigiu a parábola do rico e Lázaro (Lc. 16:14) que era a quin- ta de uma seqüência começada no início do capítulo 15 de Lucas.

Voltemos-nos a Lázaro, quem estaria ele representando? As evidências do texto nos mostram que, se o rico é um tipo de Israel, o mendigo, sendo humilde e carente dos bens da promessa, assemelhasse aos gentios, que eram os destituídos da salvação, raça considerada inferior aos chamados: “filhos de Abraão” (Jo. 8:39) estimados em pouca importância pelos judeus que os tratavam exatamente como a parábola o exemplifica;

Principalmente porque aos judeus foram confiados os oráculos de Deus. (Rm.

3:2)

Os Israelitas eram, por assim dizer, os depositários do conhecimento do Deus verdadeiro:

porque a salvação vem dos judeus.” (Jo. 4:22)

Uma grande dádiva requer grande responsabilidade, a de repartir, teste- munhar e evangelizar as outras gentes (gentios) com a graça do Deus vivo, esse era o propósito do Pai quando estabeleceu Israel, tentou fazer com que por meio da nação escolhida a pura adoração monoteísta ao único Senhor, fosse disseminada por todo o mundo. Que eles não se misturassem aos gentios para miscigenasse e imitar-lhes as más obras, como aconteceu:

Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e ferezeus, e heveus, e jebuseus, tomaram de suas filhas para si por mulheres e deram as suas próprias aos filhos deles; e rendiam culto a seus deuses. Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante o SENHOR e se esqueceram do SENHOR, seu Deus; e renderam culto aos baalins e ao poste-ídolo.(Jz.3:5-7) veja também (Nm.25)

Mas para que iluminassem a terra com a revelação do eterno, abrindo as portas:

Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para o servirem e para amarem o

nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus

Por que:

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“Assim diz o SENHOR Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congre- garei outros aos que já se acham reunidos. (Is. 56:6, 8)

Da mesma sorte, Jesus também assim ensinava:

que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” (Lc.24:47)

“ e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Sa- maria e até aos confins da terra.” (At.1:8)

Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;” (Mt.28:19)

Isso tudo começando pelas:

ovelhas perdidas da casa de Israel

(Mt:10:6)

Todavia, o demonstrado ao longo dos séculos foi o exclusivismo de um povo sobre o qual foi dada essa severa sentença:

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque fechais o reino dos céus diante dos homens; pois vós não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando!

(Mt.23:13)

Quem dera tivessem assimilado o que Moisés ensinou, não haveriam de ser culpados por tão grande mal, rejeitaram assim egoisticamente comparti- lhar das riquezas do céu que lhes foram confiadas, tal como o rico fez com o pobre Lázaro, embora suas tradições os justificassem; ele, aparentemente, não tinha qualquer obrigação para com este último, segundo seu costume

civil, entretanto, diante de Deus, foi achado em falta, por não responsabilizar- se e não ter feito maior esforço na intenção de erguê-lo do chão, tanto física

acaso, sou eu tutor de meu

irmão?

como espiritualmente, agiu igual a Caim ao dizer: “

(Gn. 4:9)

A lei levítica e a bíblia mesmo parece ser rígida no que tange a completa exclusão dos “incircuncisosgentios, tanto que a respeito dessa relação Jesus chegou ao ponto de afirmar que:

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Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.” (Mt.15:26)

Quando falava com uma mulher “Cananéia”, ou seja, gentia. Dizendo isso, o Senhor Jesus repetira o princípio expresso na lei, de que, a mesma, devia ser dada, primeiramente aos filhos da circuncisão, e onde os pagãos eram vistos como o (Vs26) diz: “cachorrinhos” que se alimentavam das migalhas, tal qual Lázaro. Porém, nos versos seguintes Jesus mostrou que a fé daquela mulher a incluía no seu reino, dava direito a ser também filha de Abraão” mesmo sendo pagã, não genealogicamente, mas por ter exercido fé semelhante a do patriarca; o mesmo se deu com o centurião romano, acerca do qual está escrito:

Em verdade vos afirmo que nem mesmo em Israel achei fé como esta.” (Mt.8:10)

Certamente, é um grande privilégio pertencer ao povo chamado: predileto de Deus, mas isso não é garantia de nada se o indivíduo vive na prática da iniqüidade, ninguém, por mais santo que aparente ser, ou que congregue na igreja perfeita, que tenha as doutrinas certas, poderá usar essas coisas como mérito à salvação, sendo esta, individual, intransferível visto que:

tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, ainda que Noé, Daniel e Jó estives- sem no meio dela, não salvariam nem a seu filho nem a sua filha; pela sua justiça sal- variam apenas a sua própria vida.” (Ez. 14:20)

Deus sonda e conhece os corações, esquadrinha os pensamentos e vê as intenções da alma, para retribuir a cada um conforme as suas obras, e não apenas por sua genealogia, prole ou parentesco com algum justo, a segu- rança daquele que é salvo está em quem o salvou, e conforme a parábola cita, o rico parece confiar-se mais em Abraão que em Deus, como se Abraão tivesse poder de salvá-lo e levá-lo ao céu, erro consumado, perdição inequí- voca. O radicalismo extremado é arma manejada nas mãos de satanás, para en- redar os insinceros em suas malhas, da mesma forma, pessoa alguma, por consagrada e fiel que seja, alcançará a salvação participando das crenças errôneas de muitos grupos que ensinam a mentira como se fosse verdade, ou pertencendo a uma congregação daqueles que:

não acolheram o amor da verdade para serem salvos.” (2Ts.2:10)

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Somente quem anda de acordo com a luz que possui, receberá luz maior, para que, com a sabedoria do alto, torne-se:

sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus.” (2Tm.3:15)

Saindo de babilônia e vindo para o aprisco do bom pastor, ao ouvir a voz

do mestre (Jo.10:16).

O abismo entre judeus e gentios era tal, que Paulo, o chamado “apóstolo dos gentios(Rm. 11:13), ao ser incumbido desse ministério, sob feroz rejeição e

opressão, testificou, tanto do lado fariseu, que havia sido(At.23:6)(Fl.3:5) , como entre os pagãos, e acerca da proclamação do evangelho a outros povos chamou de:

“ mistério de Cristo

o qual, em outras gerações, não foi dado a conhecer aos fi-

lhos dos homens, como, agora, foi revelado aos seus santos apóstolos e profetas, no

Espírito, a saber, que os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co- participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho;(Ef. 3:4-6)

O rico estando em tormentos, e o pobre Lázaro ao seio de Abraão, ilustram como o quadro haveria de se inverter, com a perda dos privilégios por parte dos judeus, e a ascensão dos gentios a Cristo, recebendo as dádivas repas- sadas daqueles que as desprezaram, e ficando em condição tão excepcional a ponto dos judeus, agora ao inverso, virem rogar suplicando por um por um pouco da graça do pão do céu (Jo.6:31, 32) que os aliviasse o sofrimento em que estavam, contudo é dito que o abismo de separação se tornou tão gran- de (Lc.16:26) que, traduzindo ao real significado, agora nem o judeu pode tor- nar-se cristão enquanto, como judeu, rejeitar a Cristo, nem o cristão pode tornar-se judeu sem para tal, não rejeitar a cristo, e ao mesmo tempo conti- nuar sendo cristão. Esse é o grande abismo da incredulidade dos que aborreceram a “pedra angular” (At.4:11) de sua sustentação, e no fim verão:

que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abra-

ão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados

para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.(Mt.8:11, 12)

Portanto, vos digo que o reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que lhe produza os respectivos frutos.”(Mt.21:43)

Todos os clamores do rico para que Abraão enviasse Lázaro “à minha (sua) casa paterna” para dar testemunho a seus irmãos “a fim de não virem também

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para este lugar de tormento.” foram em vão, por haverem rejeitado a palavra de Deus como um todo, Moisés e os profetas, eram se não, a bíblia contempo- rânea que tinham, da qual Jesus disse:

são elas mesmas que testificam de mim.” (Jo. 5:39)

E

se o povo de Israel a tivessem dado ouvidos certamente creria em Je-

sus, porém revelaram não pertencerem a Deus, pois:

Quem é de Deus ouve as palavras de Deus; por isso, não me dais ouvidos, porque não sois de Deus.” (Jo.8:47)

O rico tentou eximir-se pedindo um sinal sobrenatural para que seus ir- mãos pudessem crer, mas se rejeitavam a própria palavra sagrada que car- regavam, ficaria impossível reabilitar-se, é tanto verdade que algum tempo depois Jesus ressuscitou um morto, também chamado Lázaro, que claro, não era o mesmo, e ainda assim, ao invés de arrependerem-se, acreditando no testemunho deste, como prometia (Vs30) tornaram-se mais duros e:

resolveram matar também Lázaro

(Jo.12:10)

Esse é o resultado da rebelião, por isso era verdadeiro o testemunho de Abraão nas palavras de Jesus quando afirmou:

Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.” (Lc.16:31)

E ainda acerca da ressurreição desse outro Lázaro está escrito que Jesus

ao dirigir-se a tumba a fim de ressuscitá-lo orou ao pai, e depois:

tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!”(Jo.11:43)

Seria bastante estranho, Lázaro, está desfrutando da bem aventurança no paraíso e de repente ter que interromper seu deleite para retornar a esse mundo escuro e participar novamente da canseira dos mortais; pois é, se vo- cê crê na recompensa recebida após a morte fatalmente terá que admitir es- sa insensata possibilidade e contradizer os claros ensinos de Jesus. Lázaro não poderia estar no céu, pois se estivesse que necessidade have- ria de voltar? Nem no inferno, é claro, por ser justo; Então, estava aonde?

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Ora, estava no lugar de onde Jesus o chamou! Ou seja, no túmulo.

Se viesse dos infernos seria mais lógico que Jesus dissesse: sobe daí! Ou no céu, e haveria de dizer: desse depressa! Como disse a Zaqueu (Lc.19:5) quando este se encontrava no sicômoro, todavia, não foi assim que o evan- gelista João escreveu, mesmo no original grego Jesus apenas diz solene- mente:

Lázaro, vem para fora!”(Jo.11:43)

Dando a entender que ele não estava em nenhum outro lugar que não fos- se ali, dentro do túmulo, é claro que seu espírito/fôlego estava em Deus con- forme (Ec.12:7), e à ordem do Messias retornou para o corpo moribundo de Lá- zaro, trazendo sua alma mais uma vez a existência, o que fez com que ele despertasse do sono (Jo.11:11) levantando-se e saindo ainda enfaixado, isso para testemunho do poder de Deus no ministério de Cristo.

Então amigo, está comprovada a veracidade simbólica do texto bíblico es- tudado, e acertada a interpretação deste como feita desta forma, pois é a única maneira do mesmo ter e fazer algum sentido como pudemos verificar, de acordo com o bom senso e a verdade.

Agora perceba algo também interessante:

Quando eu entendi que as coisas eram desse modo, me fiz a pergunta:

Se não existe inferno perpétuo,e as almas realmente não subsistem além do corpo, então por que o Salvador falou dessa forma? Por que citou esses termos, e não outros, que não dessem margem a essa falsa crença?

Resposta:

Por que Ele sabia pra quem estava falando, note pelo contexto, que a pa- rábola foi dirigida aos fariseus (Lc. 16:14), os quais junto com os herodianos e saduceus formavam a mais forte influência do judaísmo, e entre os quais ha- via muitos que não criam na ressurreição(Mt.22:23), e pela história secular comprovamos que a literatura judaica era cheia de crendices, como a exem- plificada na parábola, e o mestre, valendo-se dos artifícios dos expectantes, usou a mentira em que acreditavam para ensinar uma verdade na qual não criam.

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A recompensa ou condenação posterior a morte são definidas pelo proce-

dimento que temos ante as oportunidades desfrutadas enquanto há vida, to- davia, a alegoria das cenas que Jesus usou, foram extraídas das crenças de- turpadas de seus ouvintes, e não é sábio apoiar-se na hipótese de que Jesus as tivesse defendendo. Era costume de o nosso Salvador ilustrar suas estórias com tanta maes- tria, que na maioria das vezes, faziam com que as pessoas aprendessem a lição ao colocarem-se no lugar do personagem, e elas, quase que inconsci-

entemente, proferiam sentença contra si mesmas, testificando do poder da verdade de Deus dita por seu filho, como exemplo podemos citar:

1-O bom samaritano (Lc.10:25-37)

Onde o intérprete da lei é forçado a admitir que o seu próximo poder ser também inclusive e principalmente um samaritano, ou seja, o indivíduo a quem menos se afeiçoa;

2-Os lavradores maus (Mt.21:33-46)

Aqui um grupo de judeus sentencia contra si mesmo que hão de:

perecer horrivelmente

() E entregar sua vinha:

a outros lavradores que lhe remetam os frutos nos seus devidos tempos.” (Vs41)

E

ao fim é dito que:

Os principais sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas parábolas, entenderam que era a respeito deles que Jesus falava” (Vs45)

Subtensão interna

Parábolas, metáforas, alegorias, simbologias e expressões figurativas são compreendidas à luz de argumentos literais e verídicos do novo e velho tes- tamento em conjunto, relacionando-os às idéias e ensinamentos que fazem referência, dentro do contexto abordado.

A lição mestra da estória do rico e Lázaro proferida por Jesus é esclarecer

a todos que nosso destino futuro fica estabelecido conforme o aproveitamen-

to dessa vida terrena, quem não dá crédito a Moisés e aos profetas, ou seja,

à bíblia sagrada, não é apto a aceitar a verdade mesmo em face de prodígios

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sobrenaturais, e não terá segunda oportunidade de graça e perdão no além, para onde vai (Ec. 9:10), pois:

O além e o abismo estão descobertos perante o SENHOR; quanto mais o coração dos filhos dos homens!” (Pv15:11)

O texto não está a considerar o estado do homem após a morte, ou doutri- nando acerca de quando se darão as recompensas, porém, procura distinguir

a relação entre esta vida e a vindoura:

Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos, e, en- tão, retribuirá a cada um conforme as suas obras.” (Mt.16:27)

Toda parábola tem a finalidade de transmitir uma mensagem fundamental, com sentido intrínseco, a não ser que se queira dar forma própria ao relato, entrementes, é errôneo insistir que um ou mais detalhes da mesma tenha explicação literal para com as verdades espirituais a que faz menção, salvo se a contextualização deixar claro que seu significado compõe integralmente

a intenção prioritária do início. Este princípio comprova também a seguinte básica afirmação:

Não é seguro basear-se na peculiaridade de uma metáfora para estabele- cer doutrinas, pois, à base do que se deduz pelo sentido completo e geral da bíblia o significado está subentendido, por que se percebe, analisando com mais atenção o livro de Lucas, que Jesus parece continuar, ou completar o que havia dito na estória anterior do mordomo infiel (Lc. 16:1-13), a qual foi con- tada especialmente aos discípulos (Vs1) e que aborda a problemática de for- ma inversa, devido o mordomo infiel ter feito os preparativos para o futuro, já

o rico e Lázaro, apresenta a mesma idéia, só que destacando a atitude de

outro rico, que por sua vez, não fez os preparativos necessários, iludido com

o pensamento de que, para ser salvo, bastava ser descendente de Abraão, a

escusa da comunhão individual. Este representou, prioritariamente, todos que fazem mau uso da luz que recebem no coração, e em segundo plano, o povo judeu, que como espelho do rico, estava a cometer o mesmo fatídico

erro, mesmo tendo recebido o evangelho pelo antigo concerto, não o guarda-

ram:

vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes.” (At.7:53)

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Apelo Final

Amigo, siga firme na trilha reta do horizonte íngreme que conduz ao salva- dor, assim como o Espírito Santo te mostra, toma tua cruz e segue a Jesus, e onde estiveres Ele estará também, caminhe na senda estreita dessa luz e aperte-se na porta para transpô-la, Jesus pode romper as barreiras, afastar os espinhos, despedaçar as rochas, abrir estrada nas águas, extinguir a vio- lência do fogo, repreender o vento e as ondas para te conduzir à salvo, incó- lume até o fim. Não olhe pra traz, negue-se a si mesmo, levante a cabeça e ande, não te- mas, segura a bandeira, ergue o estandarte de quem deu a vida por ti, segue os seus passos na via retilínea da abnegação e do sacrifício, a vitória será

daqueles que: “

mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”

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48 O Autor é um Leigo Pesquisador Sincero, dedicado à busca de uma melhor compreensão da

O Autor é um Leigo Pesquisador Sincero, dedicado à busca de uma melhor compreensão da ver- dade Bíblica, Egresso de outros Movimentos Religiosos, é Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia desde 2003, na qual atua como Professor de Escola Bíblica, Líder de Grupo, e Palestrante.

de Escola Bíblica, Líder de Grupo, e Palestrante. Acesse http://.rs15.blogspot.com RsMarcas - 2010 Corpo,

RsMarcas - 2010

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