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Caderno de Teoria Geral do Processo 2010

Professor Lester Camargo - lester.camargo@unisul.br

02/03/2010

Sugestão de livro obrigatório: Como se faz um processo. Custa R$20,00.

Livraria Criativa 30522858 – Edson

Obter em mãos: Código de Processo Civil e Constituição Brasileira.

O Objetivo dessa disciplina é saber interpretar as leis.

Primeira avaliação escrita (dissertativa) terá peso 5,0, em que 20% (1,0) corresponderá
sobre leitura obrigatória, nessa avaliação cairá sobre 2 artigos em que o professor irá
fornecer. Por exemplo, irá dar um caso, e a pergunta: explique ou julgue de forma
fundamentada e detalhada.

A segunda avaliação corresponderá ao projeto de prática jurídica tendo peso de 5,0,


em que gerará a Sentença.

A terceira avaliação será escrita (dissertativa) com peso 10,0, em que 4 pontos será
sobre a leitura obrigatória (livro COMO SE FAZ UM PROCESSO).

Quem realizar o ENADE, se inscrever na coordenação, poderá acrescentar até 2,0


pontos na terceira avaliação (se acertar as 20 ganha 2 pontos, exemplo).

Até dia 06/MAIO os alunos deverão assistir duas audiências de instrução e julgamento,
podem ser cíveis ou trabalhistas. Haverá um modelo de relatório para cada uma
(professor vai fornecer via email). O professor não está interessado na história do
processo. E sim, o rito da audiência.

As audiências são públicas pelo fato do princípio da publicidade, isto é, qualquer


pessoa pode assistir toda e qualquer audiência. Salvo audiências de família.

Bibliografias para a disciplina de TGP (Processo civil, penal e trabalhista):


CINTRA, Araújo e outros. Teoria Geral do Processo. São Paulo: Malheiros, 2002.

CORREIA, Marcus Orione Gonçalves. Teoria Geral do Processo. São Paulo: Saraiva, 2004.

NOGUEIRA, Gustavo. Processo civil: teoria geral do processo. t I, Rio de Janeiro: Lumen Juris,
2006. Este é o mais didático. O problema é que trabalha só civil.

TEORIA GERAL DO PROCESSO

1. Direito Material e Direito Processual

Direito material - são as regras ditam a nossa convivência em sociedade, o que posso
ou não fazer.

Por meio do direito processual é que se realiza o direito material.

Direito serve para regular as vidas em sociedade, dirimir os conflitos. Direito é um mal
necessário.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Direito Material é o conjunto de regras, princípios e normas, que regulamentam a


vida em sociedade, ditando direitos e obrigações a serem observados.

Processo (direito processual) é um instrumento de realização/concretização do


direito material. Ele não tem um fim em si só, posto que só existe em função do direito
material.

O código civil e penal é direito material. E código processo civil e processo penal é
direito processual.

Quando falar sobre provas e ações sobre tal fato, estamos falando do direito
processual para que se cumpra o direito material.

Todas as resoluções, leis, decretos, medidas administrativas a própria constituição


brasileira é direito material

O Art 5, inc 69 LXIX fala do mandado de segurança em que é processual.

2. A Disciplina de TGP

Nossa disciplina procura fornecer as bases para que saibamos todo sistema de
processo. Teremos grande base sobre os princípios processuais.

Norma é gênero. Dentro dela temos duas espécies: regras e princípios. Princípio é
abstrato, generalizado. A regra é específica. As regras devem observar os princípios.
Qualquer regra que vai de encontra a constituição, por exemplo, é inconstitucional.

Art 93, IX CF – é princípio

Art 458, II

O art. 5 da CF diz que todos são iguais perante a lei. Isso é princípio, pois está
generalizando. Em TGP focalizará mais os princípios. Nessa disciplina estudaremos 3
temas: processo civil (mais focado)(CPC – 1973), processo penal (CPP – 1941) e
processo trabalhista (CLT 1943, em que é processual e também material depende do
artigo).

3. Sistema Jurídico Brasileiro


4. Jurisdição
5. Acesso à Justiça
6. Efetividade x Segurança Jurídica

Para Próxima Aula:

1) Realizar uma REDAÇÃO sobre a questão de alguém poder se candidatar a um


cargo político obtendo a ficha criminal suja, algum processo contra si. Se o
aluno é a favor ou não. Mostrar as vantagens e as desvantagens. Pode ser
digitado para entregar.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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2) Responder as perguntas relacionadas ao texto que o professor vai mandar no


email (não precisa entregar ao professor):
a) O autor acredita que a redução dos prazos e recursos processuais seja uma
solução para os males do processo?

Não, o autor em seu texto relata que a demora resulta da conjugação de


múltiplos fatores, entre os quais não parece que a lei, com todas imperfeições que
tem, ocupe o lugar de máximo relevo. Não esquecendo a escassez de órgãos
judiciais, a baixa relação entre o número deles e a população em constante
aumento – que na primeira instância nem a veloz sucessão de concursos públicos
consegue preencher. Além do insuficiente preparo de muitos juízes, bem como o
do pessoal de apoio. Deste modo, se uma justiça lenta demais é decerto uma
justiça má, daí não se pode seguir que uma justiça muito rápida seja
necessariamente uma justiça boa. Então, o que todos devemos querer é que a
prestação jurisdicional venha a ser melhor do que é. Pois, se para torná-la melhor é
preciso acelerá-la, deve-se assim, não a qualquer preço.

 Há sempre uma parte interessada que o processo seja o mais célere


possível, sendo a que tem razão no fato, e a outra parte quer o contrário. O
autor acredita que realmente tem que haver mudanças no processo, porém
não a qualquer prazo, não querendo acelerá-la de qualquer forma. Um dos
fatos, por exemplo, é o recurso de defesa que duram 15 dias. Se tirar
recursos de processo reduziríamos a segurança jurídica. CADA UM VÊ AS
COISAS AOS OLHOS DA SUA PROFISSÃO.

b) O autor acredita na existência “de uma fórmula mágica que resolveria os


problemas do processo”?

Não, Alguns fatos foram chamados, com ênfase, “a solução”, em que pouco se
conseguiu solucionar. A verdade é que simplesmente não existe fórmula de
validade universal – acredita o autor do texto – para resolver por inteiro a equação.
Temos de combinar estratégias e táticas, pondo de lado o receio de parecermos
incoerentes se, para enfermidades de diferente diagnóstico, experimentarmos
remédios também diferenciados.

c) Que alternativas já foram implementadas na tentativa de tornar um processo


mais célere/rápido?

Inicialmente, no campo civil, por sinal, não é pouco o que se vem fazendo na
tentativa de tornar um processo mais rápido, mediante reformas parciais do
diploma em vigor, por uma sequência de leis editadas a partir de 1992: simplificou-
se o procedimento da citação e da prova pericial, extinguiu-se a inútil liquidação
por cálculo do contador, aboliram-se formalidades supérfluas em procedimentos
especiais, deu-se ao agravo disciplina menos burocrática, generalizou-se
possibilidade da antecipação da tutela sob determinadas condições. Há algum
tempo surgiu a Lei 9.307 tratando-se sobre a arbitragem, tendo enfatizado-a como
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“a solução”, em que procurou revigorar, como louvável diligência, porém até hoje
não se vislumbrou na realidade do foro sinais muito eloqüentes do esperado
desafogo da justiça, pois pouco tem conseguido solucionar. Outra tentativa para
melhorar o processo judicial, deixando-o mais veloz, foi que em vez da citação por
oficial de justiça, pôs-se como regra geral a citação pelo correio. A questão de fazer
um processo através da oralidade, para que o juiz conheça as pessoas, não apenas
através dos documentos.

 Oralidade – deveria haver mais audiências dentro de um processo. Porém


essa questão não deu muito certo em outros países, assim como na França.
Para se promover uma audiência necessita-se de vários fatores, um deles a
questão as testemunhas, que não vai à audiência em tal dia. É necessário o
juiz está de frente com as partes, para que assim ocorra a oralidade, e
assim, conhecer a melhor a verdade real do fato. Essa questão é bem
melhor do que se chegassem tudo por escrito à mesa do juiz, em que este
não conseguirá visualizar a feição da testemunhas, que com isso muitas das
vezes, dá para se perceber se a testemunha está mentindo ou não. A
oralidade é importante, mas não significa que irá mudar por completo a
rapidez de um processo.
 Arbitragem é um terceiro decidir pelas partes. Em 96 com a lei 9307
permitiu que um terceiro, que for de confiança das partes, resolvesse a
causa, não necessitando apenas do estado, que por ele estar quebrado
demorará muito tempo. Deste modo, o autor diz em linhas gerais, que não
existe algo que seja a solução para que o processo seja mais célere.

09/03/2010

4. Jurisdição

As três funções do Estado: Legislativo, Executivo e Judiciário.

Jurisdição nada mais é do que o dizer direito – Juris Dictio. Compete ao Estado em dizer
o direito, somente a Ele. Porém o estado está quebrado, e então, permitiu que
terceiros fizesse isso, por exemplo a lei 9307/96.

O estado vai se manifestar através do processo.

Estado – Poder Judiciário – Jurisdição Processo  Juiz  Prestar Jurisdição

Prestar Jurisdição gera 3 resultados: Procedente, procedente em parte, improcedente.

A tutela (cautela, cuidado) só ocorre em procedente. O estado só faz isso quando ele
julga favorável ao jurisdicionario (consumidor da justiça). Então, se além de prestar
jurisdição foi procedente, o estado forneceu a tutela jurisdicional, caso contrário, não.

5. Acesso à Justiça

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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O conceito de acesso à justiça é a facilitação ao poder judiciário.

Curiosidade: sempre que compramos fora de um estabelecimento, e também pela


internet ou telefone, quando o produto vem até nós, e não nós que vamos procurar,
tem-se a oportunidade de em até 7 dias devolver o produto se ficar insatisfeito. Isso
está tipificado em lei, e as empresas têm que aceitar, mesmo que não tenha nenhum
defeito.

Quando se comprar um celular, por exemplo, e já passou da data de garantia, depois de


uns 7 meses aparece um problema, aquilo que se chama de oculto, tem-se o prazo de
30 e até 90 dias para entrar judicialmente. Art. 18 e 26 da Lei do consumidor 8078/90.
Pois são problemas que já possuíam (ocultos) no momento da compra. Isso é direito
material.

Assim, a sociedade conhecendo os seus direitos teria bem mais acesso à justiça, pois
no momento têm a falta de conhecimento das leis atuais.

Além disso, o que impede de as pessoas não terem o acesso a justiça, além da falta de
conhecimento de seus direitos, é o fator mais importante: o dinheiro. E por quê? É esse
o valor para pagar o representante (Advogado) diante o judiciário. Um recurso em SC é
cerca de 230 reais, independente de qualquer ação, o princípio da isonomia. Noutros
Estados, quando maior o valor da ação maior é o valor do recurso.

A gratuidade

Mauro Cappellet – a gratuidade ao poder judiciário foi chamada de a 1ª ONDA


RENOVATÓRIA DO PROCESSO – lei 1060/50. O Estado tem que fornecer um advogado,
se o cidadão não tiver condições de pagar um profissional da área.

Desde 1988 foi criado a defensoria pública, porém não se conhece nenhum
defensor público, assim, mais de 20 anos que o Estado de SC não tem a respectiva
defensoria. Então, hoje em dia, o advogado se inscreve e aí é convidado e às vezes
nomeado pelo juiz para defender judicialmente a sociedade que não possui renda para
pagar um advogado. É uma das formas do Estado promover o acesso a justiça. Um
problema é que o Estado demora muito para repassar o dinheiro ao referido advogado.
Mesmo assim, SC não é um dos estados piores, pelo contrário, é um dos melhores em
relação a isto, há outros estados bem piores nessa questão do acesso à justiça por essa
forma. Numa pequena comarca (uma cidade pequena) pode-se ter apenas um
promotor, porém não pode ter apenas um defensor público, no mínimo Dois, pois se
for apenas um haverá conflito de interesses no caso de uma separação, por exemplo.

O estado tem que dar educação às pessoas para que conheçam o direito e dar
condições a elas para que tenham acesso à justiça gratuitamente, também.

O art. 133 da CF relata que “O advogado é indispensável à administração da


justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos
limites da lei”. Porém, hoje existe o juizado Especial que em ação de até 20 salários
mínimos não necessita, não é obrigatório um advogado.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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A própria pessoa que sofreu danos pode mover uma petição, desde que tenha
capacidade para tal, porém não pode mover recursos, a não ser que tenha a função de
Advogado.

Então, acesso à justiça é uma expressão aberta, polissêmica, dentre esses, um


significado jurídico, em que todos devem ter acesso ao judiciário.

O ministério público tem a legitimidade para mover uma ação contra uma
empresa em que esteja vindo a prejudicar a sociedade, seja para com a saúde da
população pela poluição do meio ambiente, seja com um tipo de falcatrua que venha a
prejudicar as pessoas consumidoras. Chama-se assim de A 2ª ONDA RENOVATORIA – lei
7347/85, aquilo que, então, venha a prejudicar a população em geral, sendo assim um
acesso à justiça também.

Existe a AÇÃO POPULAR que se trata, por exemplo, de um cidadão querer


mover a referida ação contra um vereador por este ter asfaltado uma rua, aonde existe
apenas a casa dele, sendo assim, interesse somente particular dele, assim, o cidadão
não estará requerendo ação para seu próprio interesse e sim para o Estado, em que
tem intenção de defender direitos em favor do Estado, para que então, saiba onde está
sendo investido a dinheiro público, que possa ser investigado esse representante da
sociedade e quem sabe até cassado por atos ocultos ilícitos praticados.

3ª ONDA RENOVATÓRIA – como conseguir a efetividade no mundo dos fatos.


Efetividade (realização concreta do direito) vem quase sempre junto com celeridade –
prazo razoável do processo.

Hoje, consegue-se comprar remédios facilmente, mesmo não obtendo renda


para a tal.

Para se ter justiça é preciso se ter primeiro razão. Que tenha um representante
o advogado e alguém que julgue: o juiz. Por último, um devedor que possa pagar. E que
tudo isso ocorra dentro de um prazo razoável.

O mundo dos fatos não pode estar dissociado do mundo jurídico.

O primeiro juiz da causa é o advogado, quando o cliente lhe procura já deve perguntar
“o que ele pretende para a referida causa?” Se quer dinheiro, a razão, pois terá
incomodações.

Se tirarmos recursos para acelerar o processo esse fato estará de acordo com a 3ª
onda, indo ao encontro da mesma. Qualquer reformar que venha com intuito de
diminuir recursos vai ao encontro da 3ª onda, falando tecnicamente.

Internet = A terceira onda renovatória relaciona-se à reforma interna do


processo, que percorre, nas palavras de Cappelletti, “do acesso à
representação em juízo a uma concepção mais ampla de acesso à justiça”.
Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior
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Essa terceira onda tem por finalidade modernizar os instrumentos processuais,


dando maior efetividade ao processo, deixando de lado o formalismo
exacerbado dos atos processuais. Ademais, busca adaptar o processo ao tipo
de litígio (princípio da adaptação legislativa objetiva e teleológica).

16/03/2010

Procedimento ordinário – inicia-se por escrito.

Procedimento Sumário – inicia por escrito, e o parecer já diz o dia para uma audiência.
Art. 275 do CPP. Isto é, inicia-se, deste modo, pela oralidade.

Procedimento Sumaríssimo – Juizado Especial, a lei 9.099. Menor potencial ofensivo,


menos importância, valores de ação baixos. O diferenciaria uma ação começar por
procedimento ordinário ou sumário, é que as causas mais complexas que dependem
de maiores provas, crimes mais graves são pelo procedimento ordinário, caso
contrário, crime de menor potencial ofensivo, etc, são resolvidos pelo procedimento
sumário.

Quanto mais ordinário mais seguro é o processo, quanto mais sumário menos seguro.
Bom é o equilíbrio entre os dois. Pois ordinário oferece segurança e o sumário rapidez.

Continuação de Acesso a Justiça

Acesso a justiça é um termo técnico jurídico. Artigo 5º, inc. XXXVI + LXXVIII CF. As três
ondas ondulatórias (muito importante para a prova, estudar).

3. EFETIVIDADE X SEGURANÇA JURÍDICA

Efetividade é um processo de realizar um mundo real. Efetividade e celeridade estão


embutidas dentro do caso de acesso à justiça.

O grande imbróglio/problema é equilibrar efetividade com celeridade com Segurança


jurídica.

Em segurança jurídica teremos que compreender vários fatores como ampla defesa,
contraditório, duplo grau de jurisdição e uniformidade nas decisões judiciais.

Crime de falta testemunha: do Código Penal artigo 342.

Ampla defesa – é o direito que a parte tem em se defender no processo. A ampla


defesa representa garantia constitucional prevista no art. 5.º, inciso LV, da Constituição
Federal. Sua concepção possui fundamento legal no direito ao contraditório, segundo o
qual ninguém pode ser condenado sem ser ouvido.

Contraditório – sempre que uma pessoa fala, a outra tem o direito de falar também,
ocorrendo o equilíbrio entre as partes.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Duplo grau de jurisdição – tem o primeiro e o segundo grau. A pessoa tem o direito de
ser julgado em ambos.

Uniformidade nas decisões judiciais – o STJ STF procura uniformizar a interpretação,


para que o tribunal interprete da mesma forma.

CONCEITOS BÁSICOS DE TGP

A) Processo – é a forma de realização do direito material. É um instrumento de


pacificação social. Uma forma de concretizar o direito material.
B) Procedimento – Dentro de um processo existem vários procedimentos, como o
ordinário, sumário, sumaríssimo. Através do procedimento que vamos enxergar
o processo. Que o procedimento é feito através do conjunto de atos
processuais (ação  petição inicial  citação  audiência  sentença). O
procedimento que mais tem atos processuais é ordinário, e o que tem menos é
sumário, pois é mais rápido, assim como o procedimento sumaríssimo, que é
em casos de juizado especial.
C) LIDE - Lide é um conflito de interesses frente a uma pretensão resistida e levada
ao judiciário.
D) Pretensão é um pedido. O pedido será do direito material.
E) Decisões judiciais – art. 162 do CPC.
Despachos – mero andamento do processo, decisão de menor importância.
Não trás prejuízo para ninguém. Junta-se um documento, marca audiência.
 Decisões interlocutórias – a parte entra com um processo e pede uma prisão
cautelar de imediato do acusado, o juiz defere (trás prejuízo para o réu) caso
contrário para a outra parte. Então, trás prejuízo para uma das partes.
Sentença – defini o processo, põe fim no processo em instância de primeiro
grau. A favor ou desfavor a alguma parte.
 Acórdão – neste precisa-se de mais de um juiz, é uma decisão de colegiado,
sempre 3 ou 5, sempre número ímpar, de juiz para se decidir tal processo.

 Julgado – é qualquer decisão judicial que num determinado caso abriu um


precedente judicial.
 Precedente judicial – uma situação nova, uma brecha, uma hipótese que
pode ser seguida pelos demais juízes. Cria-se u m fato jurídico novo.
 Jurisprudência (dominante/majoritária) – é um conjunto reiterado de
decisões judiciais a cerca de um mesmo fato e um mesmo sentido.
 Súmula – é um resumo, uma síntese de um entendimento judicial
majoritário. Qualquer tribunal pode fazer. Ex.: 302 do STJ. Sendo
confeccionada uma dessa, os juízes devem seguí-la, porém não é obrigado.
 Súmula Vinculante – A vinculante é de competência exclusiva do STF. E
apenas sobre as questões constitucionais. Se entender que tem relação com
a constituição, o STF fará a súmula vinculante, e todos juízes DEVEM seguí-
la.
Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior
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O juiz pode ir de encontro a todos, porém somente a súmula vinculante que


não poderá, atualmente. Caso não cumprir com as súmulas vinculantes poderá sofrer
sanções administrativas se o supremo tribunal federal receber uma reclamação sobre o
juiz. A súmula vinculante 11 fala sobre o uso de algemas.

TIPOS DE PROCESSOS

“Chiovenda” dividiu em três: processo de conhecimento, processo de execução e


processo cautelar. (Vai cair na prova sobre isso)

Tutela diferenciada são os procedimentos diferentes dentro do processo.

Processo de conhecimento – o juiz vai buscar a famosa verdade, descobrir quem tem
razão. O juiz não vai realizar atos concretos, dar o direito para alguém, ele vai tentar
descobrir quem foi o culpado, qual é a verdade.

Um acidente de trânsito é um fato, um acontecimento. Assim, a parte que transformar


o fato em um direito, mostrar ao juiz que a outra parte é que foi culpada no referido
tipo de acidente de trânsito. Provado que a parte tem o direito, vai querer transformar
esse direito em fato. Transitado em julgado significa que não há mais recurso. Assim, a
parte quer receber o dinheiro, o dano que lhe foi causado a pessoa quer receber,
acionando, desta forma, o processo de execução. Que anteriormente, lembrando, foi
provado que teve o direito através do processo de conhecimento.

Processo de execução – Existem alguns documentos que não necessita do processo do


conhecimento, como um cheque, para se descobrir a verdade, já se tem o documento
em mãos. Já passa do mundo jurídico para a execução. Se já tem o direito provado vai
para o processo de execução, caso não tenha vai para o processo de conhecimento.

Processo de conhecimento é um fato que se transformar em um direito. Já o processo


de execução é um direito que quer se transformar em fato.

Processo cautelar –

== Perguntas para a próxima aula ==

1. Qual a diferença entre processo Cautelar e a tutela antecipada?

A primeira Diferença consiste no fato de a Medida cautelar ser um processo, de


certo modo, autônomo, enquanto a Antecipação de tutela é requerida no próprio
processo concebido como principal.

Processo Cautelar é a ação que visa garantir a efetividade e os resultados úteis e


práticos daquele processo; é o instrumento de que dispõe a parte para
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salvaguardar o cumprimento de ulterior decisão que lhe seja favorável. Os arts. 796
a 812 do Código de Processo Civil disciplinam a chamada Teoria Geral do Processo
Cautelar, merecendo destaque o art. 798, que autoriza o ajuizamento de Medidas
Cautelares Inominadas, que são as Cautelares genéricas, que não tem um “nome
específico”. A Antecipação de Tutela, como o próprio nome sugere, é o instituto
através do qual a parte que o requer visa antecipar os efeitos práticos da sentença
de mérito, antes desta ser prolatada. Seu deferimento pressupõe esteja presente o
conteúdo probatório a que se refere o art. 273, do Código de Processo Civil.

2. Qual a teoria aplica no direito processual quando ocorre uma alteração


legislativa? Em outras palavras: Continua valendo a regra antiga ou se aplica de
imediato a regra nova? Tem três teorias para o assunto, direito intertemporal.
1) Teorias:
a) Unidade processual: uma lei nova não se aplica a um processo que ja
nasceu. Essa lei só vai se aplicar aos processos novos. Qualque outra regra que
surgir não vai ter influencia sobre o processo que está em andamento. O
processo é uno e indivisível e não pode sofrer nenhuma alteração por lei
posterior ao seu nascimento (propositura da ação). Não é aplicada no direito
processual brasileiro.

b) Fases processuais: um mesmo processo pode ser dividido em vários


momentos, chamado de fases. (Fase postulatória, instrutória, decisória,
recursal). Cada fase é dividida por atos. O grande problema é que não foi feito
um consenso de onde termina uma fase e começa outra;não há limitação; uma
fase se mistura com a outra. Uma lei nova não poderia ser aplicada a uma fase
que ja estivesse em andamento. Uma lei nova, que diz respeito a réplica, sendo
que a fase postularia ja começou, não poderia ser alterada, tendo em vista que
a fase postularória ja está em andamento. Diferente de que, se o processo
tivesse na parte da réplica (fase postularória), e uma lei nova alteraria o ato da
audiência de instrução (fase instrutória). Por ser uma fase que o processo ainda
não chegou, ele alteraria, e quando chegasse nessa fase, usaria-se a lei nova.
Conceito: por essa teoria, o processo é dividido em diferentes etapas (fases), e
uma vez inicidada uma dessas fases, a lei nova somente se aplicaria as fases
seguintes (posteriores). OBS: O defeito dessa teoria, é que não há um consenso
onde realmente começa e termina cada uma das fases processuais.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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c) Isolamento dos atos processuais: diz que uma vez praticado um ato (se
ja começou esse ato), esse ato não pode sofrer uma influência de uma nova lei.
Respeita-se o ato processual ja praticado, mas os atos processuais seguintes
podem sofrer a influência da nova lei.
Jurisprudência: Se a lei não entrou em vigor até a publicação, ela não se aplica.
Por esta teoria, o processo é dividido em inúmeros atos processuais, e que,
individualmente (isoladamente) considerados, uma vez praticados, não podem
sofrer a aplicação de lei nova. Todavia, por este entedimento, um ato que ainda
não foi praticado, mesmo pertencente a uma mesma fase processual, sofrerá
aplicação da lei nova.

23/03/2010

TIPOS DE PROCESSO

1. Conhecimento – Certeza jurídica – Trânsito em julgado (Coisa Julgada). Art. 467


do CPC – “Denomina-se coisa julgada material a eficácia, que torna imutável e
indiscutível a sentença, não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário”.

O processo do conhecimento é Busca da certeza jurídica.

Livro I – art. 565 CPC

No processo de conhecimento, em linhas gerais, busca descobrir quem é que


tem razão no processo. BUSCA a certeza jurídica, quem tem razão no processo.

A sentença se dá na comarca de tubarão, primeira instância, em que gera uma


certidão de trânsito em julgado. Assim há possibilidades de recurso ao tribunal de
justiça, que no final do procedimento gerará o acórdão, em Florianópolis, que aí
sim será o trânsito em julgado. Cabendo ainda, outro recurso, ao STF, por exemplo,
em Brasília.

Se houve trânsito em julgado quer dizer que a parte que ganhou é quem tem a
razão, já se chegou numa determinada certeza de conclusão do processo.

Processo de conhecimento – autor x Réu

Processo de execução – Exequente x Executado

Situação – Quando um amigo aluga um imóvel, e pede que outro seja fiador e,
num certo dia, o locatário não paga mais, aí nem o pai dele teu condições, aí
moverá uma ação contra o fiador para que ele pague. E ainda mais, se o locatário
fica no imóvel, o locador terá que mover uma ação de despejo também. Assim, o
fiador não paga a dívida, o locador moverá um processo de execução, em que num
certo dia, o seu próprio imóvel será penhorado para um leilão, tudo por causa que
o seu amigo locatário não pagou os aluguéis. O Fiador irá alegar sobre a Lei

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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8009/90 (Dispõe sobre a impenhorabilidade do bem de família). Porém é quebrado


pelo art. 3º, inc. VII – em que o imóvel pode ser penhorado por obrigação
decorrente de fiança concedida em contrato de locação. Isto é, se o fiador não
pagar a divida de seu amigo perderá o seu imóvel. Uma defesa é a questão do
excesso de execução, se o processo é de 100 mil reais, e for penhorado 150 mil,
está é uma defesa de último caso.

Bruno = Visa uma declaração de certeza jurídica, o reconhecimento ou não,


de uma pretensão. É um processo que se discute pra ver quem tem a razão.
Busca a certeza jurídica, o reconhecimento ou não de uma pretensão. Através
de sua instauração, o órgão jurisdicional é chamado a julgar, declarando qual
das partes tem razão. O objetivo do processo de conhecimento é a pretensão
ao provimento declaratório de sentença denominado sentença de mérito. Essa
sentença concluirá pela procedência, quando acolher a vontade do autor, ou
pela improcedência, quando rejeitar a vontade do autor.

2. Execução

Livro II – art. 566 a 795 CPC

Já no processo de execução busca a satisfação e a concretização do fato (definitiva).

 O processo de execução é a fase que visa a realização de um direito


material já reconhecimento judicialmente, quer por meio de uma decisão
judicial transitado em julgado (processo de conhecimento), quer por meio
de um documento que a lei atribui tamanha certeza jurídica, que dispensa
um processo de conhecimento (tipos executivos extrajudiciais).

Através do art 585 do CPC já se pode ir direto para o processo de execução não
precisando passar pelo processo de conhecimento. Como o documento “cheque”, “not
promissória” dispensa o processo de conhecimento.

Titulo judicial – documento do juíz (decisão transitado em julgado) art. 475 L CPC

Titulo extrajudicial – documentos do art. 585 do CPC Art. 745 CPC

É preferível já ir direto para ação de execução, pois só no processo de


conhecimento demorará mais tempo para se conseguir a sentença e tendo o
documento, como exemplo um cheque, será mais rápido. Porém é preferível o titulo
judicial que é a decisão transitado em julgado, é a decisão dada pelo juiz, que tem bem
mais validade do que um titulo extrajudicial que são os documentos do art. 585 do CPC
(cheque por exemplo). Para transitar em julgado leva-se 15 dias após a sentença do juiz
(pode até ser de primeira instância), desde que a outra parte (o advogado de defesa)
não entre com recurso (que é por seu direito) no prazo estabelecido. Caso ele entre,
daí o processo ainda não foi transitado em julgado, e demorará mais um pouco. O
titulo extrajudicial é complicado, porque ele pode voltar a um processo de

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conhecimento, devido as lacunas levantadas com o referido documento. Então, bem


melhor será um processo de execução com o documento do juiz, a sentença em
transito julgado (que como já visto é que a parte que ganhou é que tem razão no fato).

Bruno = Visa buscar a satisfação da pretensão (sanção). Visa a realização


de um direito material ja reconhecido judicialmente, por meio de um processo
de reconhecim.ento, ou ainda, por meio de um documento (título executivo
extrajudicial), que a lei atribui tamanha força probatória, que se dispensa um
processo de conhecimento. Tais documentos estão catalogados no art. 585,II,
do CPC. Neste processo, já se sabe quem tem é o direito da pretensão, e o
que se deseja, é apenas a execução para o credor possa obter de tal direito.
Visa tornar efetiva a sanção mediante a prática dos atos próprios da execução
forçada.

3. Cautelar

Pode-se cautelar, assegurar uma futura execução.

Livro III – art. 796 a 889 CPC.

Só haverá cautelar serve quando há um risco sob pena de o direito não existir. Urgência
+ Probabilidade.

Requisitos para de acessar a cautelar:

 “Fumus Boni Iures” – F.B.I. – Verossimilhança art. 814 CPC


 “Periculum in Mora”- P.I.M. –Urgência art 813 CPC

Antes de mover qualquer ação principal pode-se mover uma ação cautelar. Em suma,
esse processo cautelar serve para mudar o processo de conhecimento e de execução.
Pode-se ter apenas o processo de conhecimento, processo de execução (desde que
seja a titula extrajudicial), agora, processo cautelar, apenas, não.

No processo cautelar se discute se a pessoa tem urgência e/ou probabilidade no


referido fato.

A Cautelar é um julgamento provisório. O processo de conhecimento é bem mais


seguro.

Processo em geral é o meio que serve para realizar o direito material.

 Processo cautelar é o processo que visa assegurar o resultado útil, no


plano dos fatos, de outro processo (conhecimento ou execução).

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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É um instrumento (processo de conhecimento e de execução) do instrumento


(processo cautelar - O que nunca vai faltar neste processo é a questão do tempo,
urgência).

Tutela Antecipada – é o art. 273 e o 461 do CPC. Satisfaz.

Tutela de urgência é a cautelar e a tutela antecipada.

A situação concreta é que vai dizer qual das duas deve-se ser concedida pelo juiz. A
mais difícil de o juiz conceder é a antecipada. Dependendo das provas é que o juiz
concederá uma dessas de urgência.

A condição física de uma pessoa é uma urgência, isto é urgência jurídica e não urgência
de vida.

 Tutela Antecipada é um meio dentro do processo de conhecimento a


antecipação dos efeitos práticos (reais) de uma decisão final de mérito. É
uma execução provisória.

Bruno = É uma medida de segurança para resguardar o que é seu de direito.


“Asseguração”. É um instrumendo usado para alcançar uma pretensão
antecipadamente, limitando – assegurar o resultado prático no qual o autor se
julga merecedor de tal direito, mas sem afetar a sentença do processo
principal. Não atende antecipadamente aquilo que foi pedido pelo autor, mas
resguarda o direito para que este tenha eficácia no provimento final. A tutela
cautelar vem para garantir que a parte vencida não tente burlar a sentença,
como por exemplo, em um processo de execução os efeitos da tutela cautelar
não antecipam a sentença fazendo com que o devedor pague imediatamente
ao credor, mas resguarda que o devedor não pode desfazer-se de seus bens,
afastando assim qualquer perigo do devedor dilapidar os seus bens, podemos
dizer que é uma tutela Preventiva. Ex.: Recebo um sorvete, e para nao
derreter, eu boto ele num isopor, e levo comigo por todo o processo, sem
comer. La no final do processo, se eu sou merecedor do sorvete, eu posso
comê-lo. A tutela Cautelar só assegura o meu direito, que no caso é o de não
derreter o sorvete.

4. Sincretismo Processual

Próxima Aula...

Perguntas para próxima aula

1) O que acontece caso a sentença final contrarie a tutela antecipada


anteriormente concedida?

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Tutela antecipada nada mais é do que a concessão, no início, daquilo que somente
iria ser dado à parte ao final, na sentença que julgasse a causa. Daí resulta que,
sobrevindo a sentença perde sentido a discussão sobre a tutela antecipada, concedida
ou negada, seja porque a decisão interlocutória restará revogada (se contrária a
decisão final), ou porque será substituída (se no mesmo sentido da sentença).

 Para quem pede tutela de urgência a responsabilidade civil é objetiva –


independente de culpa - se acontecer alguma coisa com o objeto
assegurado e no final do processo viu-se que a pessoa que estava com o
objeto assegurado perdeu, terá que entregar em perfeitas condições a
outra. Se perder tudo aquilo que conseguiu no inicio através da tutela
antecipada, vai ter que devolver tudo com juros, devido que a sentença foi
julgada improcedente e o juiz também já determina que o AUTOR pagará ao
réu tudo, indenizar – art. 811 CPC. Só há uma exceção para a questão de
alimentos. Aí após a sentença terá uma espécie de liquidação (mini
processo), calcular-se-á qual será o valor da indenização, e executará.
 A subjetiva é aquela que se não agir com culpa não irá pagar, ex.: um carro
veio na contra-mão e bateu em mim, não me preocuparei, pois ele foi
errado, é um problema da outra parte, que terá que pagar.

2) Lei de arbitragem 9307/96 – o procedimento utilizado na lei de arbitragem


equivale a qual tipo de processo judicial (conhecimento, execução, cautelar)?
Com relação ao princípio da ampla defesa, reza o art. 21, § 2º, da Lei da Arbitragem, que o
procedimento arbitral deverá organizar sua atividade instrutória de acordo com os princípios
do contraditório e da igualdade de tratamento dispensado às partes. Percebe-se, então, que a
Lei disciplina o assunto de acordo com os mandamentos constitucionais, os mesmos que
baseiam a atividade jurisdicional estatal, restando, desta forma, insubsistente os argumentos
aduzidos por aqueles contrários à Lei.

A arbitragem equivale a um processo de conhecimento. Não se pode


executar. Não cabe recurso. O Judiciário não é tipo um 2 o grau, um recurso da
lei de arbitragem. É uma espécie de justiça terceirizada, privada. O Estado
abriu mão do seu monopólio do julgamento. É uma exceção ao monopólio da
jurisdição, a fim de acelerar os processos.
 Art. 13 dessa lei fala que pode ser árbitro qualquer pessoa capaz e
que tenha a confiança das partes; Não se discuti qualquer tipo de
direito, e sim aquele que diz respeito às partes. Essa lei se
assemelha ao processo de conhecimento. Ao encerrar o processo de
conhecimento, não há o processo de execução (pois é um processo
violento, o oficial de justiça entra na casa da pessoa e pega o bem, e
se a pessoa resistir ela vai presa). Então, encerrado o processo de
conhecimento, leva-se ao judiciário o processo de execução. O prazo
máximo pelas partes é de 6 meses.

30/03/2010

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Na prova irá cair uma questão sobre os tipos de processo, se há Urgência.

O processo de conhecimento e de execução é chamado de processo principal.

Por exemplo, estamos num processo discutindo a posse de um carro, aí se uma das
partes ameaçou que poderia vender para outro e tal, algo do gênero, começa-se com o
processo cautelar para que ocorra a asseguração, em que o carro ficará na garagem
judiciária ou a própria satisfação da outra parte, em que dependendo das
circunstâncias o juiz determina que seja aplicada a tutela antecipada, em que o carro
ficará com a outra parte envolvida.

Tutela Jurisdicional:

Ordinária (comum) – Processo de conhecimento e Processo de excecução

Urgência Periculum in mora – Processo cautelar – art. 807 CPC - (quando há


asseguração tanto a prova quanto bem, dinheiro) e Tutela Antecipada – Art. 273, $4
CPC - (conseguir de imediato, uma satisfação). Ambas são provisórias.

Através da tutela antecipada eu ganho alimentos da outra parte, enquanto arrola o


processo, aí quando, por acaso, eu ganhar na Lotomania ou qualquer outra maneira de
ganhar dinheiro e até alimentos, essa questão provisória que eu estava ganhando
alimentos se encerrará pelo juiz, e o processo continua, até chegar a sentença e ver
qual foi o resultado.

Exemplo do Sorvete: Pense que o direito material, aquilo que se busca no processo,
que seria o sorvete, e ao longo do caminho até a sorveteria que é o processo, há
suspeita que a sorveteria está quebrada/falindo. Então, há possibilidades de UrgÊncia,
o juiz determina que uma bola de sorvete ficará dentro de uma caixa de isopor com ar
condicionado, é aí que garante que ao final do processo terá a bola de sorvete
(processo cautelar – asseguração do objeto), e também o juiz poderá determinar que a
parte poderá solicitar que fique com a bola de sorvete na casquinha pelo caminho
(tutela antecipada – satisfação imediata), em que poderá chegar ao fim do processo
sem o referido sorvete.

Agora, se não há situação de URGÊNCIA para saber se é processo de conhecimento ou


de execução, sabe-se que é de execução quando se tem um documento que a lei diz
que substitua o processo de conhecimento ou uma sentença do processo de
conhecimento, e Caso não tenha nem processo cautelar nem processo de execução
SOBROU o processo de conhecimento, que é o que geralmente se começa num
processo.

Para haver o processo cautelar é porque está arrolando um outro processo, porém não
vai junto com os autos, é outro processo, que vai anexado, porém não dentro, é um
procedimento mais completo, diferentemente da tutela antecipada que dentro do
próprio processo (conhecimento ou execução) ocorre uma situação de urgência e se
faz uma petição que é colocada dentro do próprio processo, mais uma vez enfatizando
que o processo cautelar não vai dentro do processo, é outro auto.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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1. Sincretismo Processual

Uma das características é que no final do processo de conhecimento não precisará


perguntar ao AUTOR se ele quer que se execute, porque é claro que sim, se ele esperou
tanto tempo no processo de conhecimento é porque quer que se executa que consiga
ganhar o que deseja, receber. Então essa característica aplica-se na questão de que não
terá mais esse tipo de pergunta, isto é, terminou o processo de conhecimento já
começa o de execução. Sincretismo é junção de todos os processos, junta-se todos os
processos num único momento/fase. É uma mudança que acontecerá no novo CPC que
virá.

CONCLUINDO, Hoje eu preciso assegurar um direito, é uma questão de urgência,


preciso fazer um processo cautelar (na prática é uma petição inicial e o juiz terá uma
decisão, e terá um recurso, pode ser que tenha uma audiência, e uma sentença) aí
continua com o processo de conhecimento e ao final a sentença, e começará a
execução (para forçar o réu a pagar, quando tenha perdido).

MEIOS DE SOLUÇÃO DOS CONFLITOS

1. AUTONOMIA – as partes é que vão chegar a uma solução/decisão. Pode até ter
interferência de terceiros, mas são as partes que vão decidir.

1.1 Autotutela – as partes chegam a uma solução pelo uso da força. Vence o mais
forte. Hoje em dia, um exemplo que ocorre é quando a árvore do vizinho os
galhos passam para o meu terreno, aí eu posso cortar a referida tarde, sem
pedir decisão judicial. A greve é uma questão de Autotutela. Legítima Defesa é
outro exemplo de autotutela, o agente entra na minha casa para cometer um
crime e eu me defendo através da legitima defesa.

1.2 Autocomposição – as partes chegam a uma solução, porém não é imposta por
uma delas, sem o uso da força. Essa solução é consensual. Entre as partes ou
por um mediador ou conciliador. Pelos tipos de decisão abaixo:

Transação – art. 269, III CPC - é um acordo. A pessoa pede 100 reais e a outra da uma
“choradinha” para 70 reais, por exemplo. então, há um acordo entre as duas partes,
cada uma concede uma parte. “Às vezes é melhor um mau acordo do que uma má
sentença”.

Renúncia – desistência – art. 269, V CPC - eu renuncio ao meu direito, alguém bateu
em mim, e eu digo que pode ir, pois sei que a pessoa não tem condições financeiras. O
autor renuncia.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Renunciar e desistir (art. 267, VIII) de um processo. Quando o autor desiste é desiste da
ação do processo. E se for renunciar ele renuncia ao direito material. A diferença é que
se renunciar é porque está abrindo mão do direito, da indenização, isto é, nunca mais
vou ter direito a essa ação. E se desistir da ação processual, ele poderá outro dia, pensa
melhor, e mover a ação novamente. Então, é preferível que o réu renuncie o processo.
Coisa julgada material é o fim do processo de conhecimento.

 O termo RENÚNCIA se refere ao conteúdo discutido dentro de uma ação


processual. É o chamado direito material, quer seja de natureza civil,
trabalhista, penal, tributária, ambiental, etc. Uma vez renunciado a esse
direito forma-se a coisa julgada material que impossibilita a rediscussão
desse direito em uma nova ação judicial. (art. 269 CPC)
 Já o termo DESISTÊNCIA refere-se na forma, por meio da qual o autor
postulou (pedir) o seu direito material perante o judiciário. Somente após
a análise positiva desta formalidade é que o juiz poderá analisar o
conteúdo (direito material). Se equivocada a ação utilizada (a forma –
conhecimento ou execução), o juiz extinguirá o processo, mas isso não
impossibilitará que seja proposta uma nova ação (com a correção da
formalidade). (Art. 267 CPC) Ex.: Dois colegas se agridem em sala de aula,
um ofende o outro, e aí o professor incomodado com isso, move uma ação
sobre isso, sobre a questão de que um envolvido ficou com dano, assim, o
juiz não vai analisar o mérito (art. 267), pois o professor não tem relação
como fato e, sim, somente uma das partes envolvidas.

Submissão – reconhecimento jurídico do pedido – art. 269, II CPC - submissão da


outra parte em relação ao fato. O réu reconhece o direito do autor.

2. Heteronomia – a solução vai ser ditada/tomada por terceiro imparcial (juiz de


direito ou que não é do Estado).

2.1 Arbitragem (Lei 9307/96) – Depende sempre do contrato/acordo das partes.

Bruno= A arbitragem equivale a um processo de conhecimento. Não se


pode executar. Não cabe recurso. O Judiciário não é tipo um 2 o grau, um
recurso da lei de arbitragem. É uma espécie de justiça terceirizada, privada.
O Estado abriu mão do seu monopólio do julgamento. É uma exceção ao
monopólio da jurisdição, a fim de acelerar os processos.

Curiosidade = o noivo abandonado no altar tem direito de dano moral e o juiz


decidirá o valor do dano moral através da equidade, analisará se a pessoa era
popular, etc.

Processo –

É a disciplina em que estudamos. Basicamente tudo.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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06/04/2010

1. ESPÉCIES DE COGNIÇÃO – existe em qualquer tipo de processo. É a forma que o


juiz vai atuar no processo. As duas formas abaixo convivem juntas.

Uma parte entra com indenização de danos morais por Calunia, e a pessoa quer
que o autor seja preso, o juiz da vara civil irá dizer que isso não é questão da área
civil e sim penal.

1.1 Horizontal (está relacionada à extensão/quantidade do conteúdo que pode ser


alegado); cognição mais voltada para as partes= Total e Parcial

Total: um exemplo é a execução de título extrajudicial (art. 745, V CPC)

Parcial: um exemplo é a execução de título judicial (art. 475 L do CPC)

1.2 Vertical (está relacionada com a profundidade, por meio da qual o juiz analisa
as alegações e as provas produzidas pelas partes); cognição mais voltada para o
juiz = Exauriente e Sumária

Exauriente: demorando, exaustivo, o juiz com toda calma irá examinar as causas. Típico
do processo de conhecimento e execução. Dentro do processo de conhecimento há
três procedimentos: ordinário, sumário, sumaríssimo. Se tivermos esse processo, será
usado o procedimento ordinário por ser exaurante.

Sumária: mais rápido, isto é, o juiz precisa decidir rapidamente. Característico das
tutelas antecipada e cautelar (tutela de urgência)

Art. 797 CPC.

Prazo próprio é aquele que se não cumprir gera uma conseqüência, e o impróprio é
justamente o contrário.

2. DIREITO INTERTEMPORAL
2.1 Teorias
a) Unidade processual
b) Fases processuais
c) Isolamento dos atos processuais.

Algumas considerações para a prova: Sanção vai de multa até a perda de direito de se
manifestar nos autos. Num processo tem a parte que quer mais rapidez ao processo e
a outra quer que demore, que atrase, onde para isso, utiliza-se de meio ilícitos para
isso, por exemplo, indica o endereço de uma testemunha errado, aonde o oficial de
justiça não localiza essa testemunha, entre outras maneiras. A tutela antecipada
precisa-se mais provas, muitas provas do que a cautelar, pois a tutela antecipada já

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satisfaz no momento, já dar o patrimônio da outra parte para outrem, sendo que a
cautelar você vai assegurar, guardar para o fim do processo.

Direito processual serve para fazer funcionar o direito material. Tem-se que respeitar o
direito de propriedade, caso contrário, haverá uma ação de despejo.

1ª onda acesso a justiça de um modo mais leigo.

2ª onda renovatória temos que defender os direitos que não são apenas de uma
pessoa, defender os direitos de sociedade. Direitos transindividual.

3ª onda renovatória, que hoje está atual, fala em efetividade, celeridade, devemos ter
um processo justo, célere.

Segurança jurídica e efetividade, dois valores antagônicos. Audiência, etc tem haver
com segurança... O juiz já pode pular alguns procedimentos e efetuar a sentença que
tem haver com celeridade.

Liminar não é execução, nem tampouco conhecimento, é de urgência (tutela


antecipada ou cautelar)

20/04/2010

DIREITO INTERTEMPORAL

1. Introdução

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Processo já se encerrou e vem uma lei nova, não se aplica ela. Agora se o
processo ainda não iniciou, e vem uma lei nova, aplica-se ela.

 Questão controversa no campo do direito processual é a aplicação de leis


novas em processos que estão em curso. Para responder esse problema
surgiram três teorias.

2. Teorias
2.1 Unidade Processual
 A primeira, unidade processual, entende o processo como um todo
indivisível e, portanto, uma vez iniciado não poderia sofrer modificações
em virtude de leis novas.

Pela teoria da unidade processual, se for criada uma lei no meio do processo, de
maneira alguma poderá ser colocada em vigor para aquela referido processo, somente
para outros que ainda não iniciaram. Exemplo, se criou uma lei que exclui a fase
instrutória, para o processo pendente não será aplicado, somente para outro que for
inciado.

Unidade processual: uma lei nova não se aplica a um processo que ja nasceu. Essa lei
só vai se aplicar aos processos novos. Qualquer outra regra que surgir não vai ter
influencia sobre o processo que está em andamento. O processo é uno e indivisível e
não pode sofrer nenhuma alteração por lei posterior ao seu nascimento (propositura
da ação). Não é aplicada no direito processual brasileiro.

2.2 Fases processuais


 Já pela segunda teoria, Fases processuais, processo é divido em diversas
fases que, uma vez iniciadas, não estão sujeitas a alterações legislativas.
Assim, somente as fases ainda não iniciadas é que poderiam sofrer
alterações por lei nova.

Se vier uma nova lei alterando uma determinada fase processual, só poderá ser
alterada, se no referido processo, a fase não tenha se iniciado. Ex.: Se estamos na fase
postulatória, no ato da contestação, e vem uma lei alterando atos processuais
posteriores, como saneamento e/ou audiência, será alterado, pois não começou ainda
esse ato processual da referida fase processual, então através dessa teoria, isto é
permitido.

Fases processuais: um mesmo processo pode ser dividido em vários momentos,


chamado de fases. (Fase postulatória, instrutória, decisória, recursal). Cada fase é
dividida por atos. O grande problema é que não foi feito um consenso de onde termina

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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uma fase e começa outra;não há limitação; uma fase se mistura com a outra. Uma lei
nova não poderia ser aplicada a uma fase que ja estivesse em andamento. Uma lei
nova, que diz respeito a réplica, sendo que a fase postularia ja começou, não poderia
ser alterada, tendo em vista que a fase postularória ja está em andamento. Diferente
de que, se o processo tivesse na parte da réplica (fase postularória), e uma lei nova
alteraria o ato da audiência de instrução (fase instrutória). Por ser uma fase que o
processo ainda não chegou, ele alteraria, e quando chegasse nessa fase, usaria-se a lei
nova. Conceito: por essa teoria, o processo é dividido em diferentes etapas (fases), e
uma vez inicidada uma dessas fases, a lei nova somente se aplicaria as fases seguintes
(posteriores). OBS: O defeito dessa teoria, é que não há um consenso onde realmente
começa e termina cada uma das fases processuais.

2.3 Isolamento dos atos processuais


 E por último, a terceira teoria, isolamento dos atos processuais, teoria
mais aplicada no Brasil, que divide os atos processuais (petição, citação,
sentença, etc) que uma vez realizados não permite mais a sua alteração
por lei nova, mas os que não se realizaram ainda sofrem aplicação
imediata da lei nova.

Isolamento dos atos processuais: diz que uma vez praticado um ato (se ja começou
esse ato), esse ato não pode sofrer uma influência de uma nova lei. Respeita-se o ato
processual ja praticado, mas os atos processuais seguintes podem sofrer a influência da
nova lei.

Há um porém: se houve uma sentença, após a intimação, e terá o tempo de 15 dias


para o ato de recurso, e surge uma lei nesse meio tempo, que o recurso será de 5 dias,
então, neste caso, não irá ser aplicado, pois o direito processual adquirido, e continuará
com 15 dias, até porque já estaria no 6º diae a referida Lei nova servirá apenas para os
próximos processos. Lembrando que este também fere o princípio do devido processo
legal. Que a pessoa tem direito ao duplo grau de jurisdição.

Jurisprudência: Se a lei não entrou em vigor até a publicação, ela não se aplica. Por esta
teoria, o processo é dividido em inúmeros atos processuais, e que, individualmente
(isoladamente) considerados, uma vez praticados, não podem sofrer a aplicação de lei
nova. Todavia, por este entedimento, um ato que ainda não foi praticado, mesmo
pertencente a uma mesma fase processual, sofrerá aplicação da lei nova.

FASES DO PROCESSO: Cada um dos abaixo é chamado de ato processual:

Fase Postulatória: Petição inicial CitaçãoContestação

Fase Saneamento: Saneamento e/ou audiência

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Fase instrutória: Prova pericial Audiência de instrução e julgamentoAlegações


finais

Fase decisória: Sentençaintimação

Fase recursal: recurso.

1(Petição Inicial-citação-contest.-réplica)---------2(audiência preliminar-


audência de instrução de julgamento-alegações finais)--------
3(Sentença)--------4(publicação-recurso-julgamento).

1) Fase Postulatória
2) Fase instrutória’
3) Fase Decisória
4) Fase Recursal

PRINCÍPIOS PROCESSUAIS

Autor: Cássio Scapinella Bueno, hoje em dia, é um dos melhores autores sobre
processo civil.

Art. 285-A CPC.

1. Introdução

Regra da proporcionalidade – quando estiver falando de princípios constitucionais,


em que não existe uma hierarquia entre eles próprios, sabe-se que regra é
específica, tendo duas regras que se opõe, a mais velha é revogada pela mais nova,
a mais geral é revogada pela mais específica. Aí é importante entender as
características dos princípios, para saber responder o que fazer com os princípios
constitucionais, por exemplo, saber qual dos dois tem mais validade. Um princípio,
em determinadas situações, não é mais importante que outro, tem-se relevância
maior na situação, pode-se que em outra situação o outro princípio terá mais
relevância. Um princípio não revoga o outro, um prepondera sobre o outro,
diferentemente das regras que revogam uma as outras. Em determinado momento,
vale mais o contraditório do que a efetividade, em outro vale mais a efetividade do
que o contraditório, exemplificando.

OBS: NEHUM PRINCÍPIO É ABSOLUTO. UM PRINCÍPIO PODE FERIR O


OUTRO. Princípio não revoga nenhum princípio. Princípio apenas
prepondera (se sobrepõe) outro princípio a um caso específico.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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2. Características dos Princípios


a) Universalidade
b) Generalidade
c) Permanência
d) Caráter ético

3. Princípios processuais constitucionais

3.1 Devido processo legal –art. 5º, inc. LIV CF) - se for ferir um princípio
constitucional estará ferindo, além de qualquer outro, este princípio.

 É um princípio síntese, princípio que resume um modelo constitucional de um


processo, e que abrange todos os demais princípios, entre eles: contraditório, ampla
defesa, fundamentação, presunção da inocência, entre outros.

Bruno = (art. 5o, LIV da CF). É uma junção de todos os demais princípios. É o
“princípio Síntese”. É o modelo mínimo de atuação do Estado Democrático de
Direito. Reúne no seu conceito todos os demais princípios, dentre eles:
princípio da isonomia (igualdade), do contraditório, da ampla defesa e do duplo
grau de jurisdição (direito de recorrer).

3.2 Contraditório – resume-se em duas palavras: ciência + resistência. O termo


ciência é obrigatório, já o termo resistência é facultativo. A parte ré, tomou ciência,
porém não contestou (pois é facultativa). Esse silêncio, pode lhe prejudicar na
sentença, pois se julgar procedente ao autor, no final o réu não pode alegar que feriu-
se o princípio do contraditório, pois esse princípio ele dá a ciência ao réu, e não lhe
obriga a oferecer a resistência.

3.3 Ampla defesa

Perguntas:

1) O deferimento de um pedido liminar, antes da citação do réu respeita o


princípio do contraditório?
R.: Plena explicação do professor: De um lado tem segurança jurídica, mas de
outro lado temos celeridade efetividade. O primeiro entendimento é que fere o
princípio do contraditório, só que às vezes em razão da proporcionalidade, faz-
se a devido fato ao deferir o pedido (entendimento mais certo, porque fere o
contraditório quando se decide antes de lhe ser concedido). Em outro

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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entendimento, não fere o princípio do contraditório, pois ele fica adiado, ele
ocorre, porém depois. Parece mais simples de entender, mas não é o melhor
entendimento. Ao invés da decisão ser depois, ela foi adiantada antes do
princípio do contraditório. Poder deferir a liminar, até pode.
 Há dois entendimentos: 1) É possível, mas isso fere o princípio do
contraditório, porém não impede que ponderado os valores em discussão por
meio da regra da proporcionalidade o juiz prefira um determinado princípio
em detrimento do contraditório. 2) Não fere o contraditório, posto que a
parte contrária sempre será ouvida em um momento posterior. Em outras
palavras, existe apenas um adiamento do princípio do contraditório.

Nelson Nery Junior – tem um livro chamado princípios processuais


constitucionais – pesquisar para aprimoramento dos conhecimentos.

Recurso da sucumbência – se a decisão do juiz prejudicou a parte, tem o direito


de se defender.

2) O princípio do duplo grau de jurisdição tem previsão constitucional?

Há três entendimentos: expresso, implicitamente, não está presente. O duplo grau


de jurisdição é um princípio constitucional implicitamente. O professor entende
que o expresso e o implicitamente estão presentes na constituição, porém o
terceiro ponto seria meio forçado.

3) Cite uma vantagem e uma desvantagem do duplo grau de jurisdição.

A maior vantagem seria a segurança jurídica. Porém se tem segurança jurídica irá
trazer a demora processual. Por que a decisão do segundo grau seria melhor que a
do primeiro? Geralmente, 80%, o juiz de segundo grau é de carreira, no mínimo 15
anos de magistratura, tem experiência, é de carreira, diferentemente do de
primeiro grau, que é recém-formado. Porém, será que por ser experiente é melhor
do que a do primeiro grau? Esse princípio evita a arbitrariedade, servindo como
vantagem. Segundo Maquiavel: se queres conhecer a pessoa dê poder a ela.

Vantagem: Segurança jurídica, maior experiência dos juízes de segundo grau e


evitar arbitrariedade (decisões sem justificativas/fundamentação). Desvantagem:
perda da celeridade (processo torna lento/devagar), não há nenhuma garantia de
qualidade que a decisão da segunda será melhor que a primeiro (princípio da
oralidade).

Respostas (primeira prova):

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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1)a) acertei.

b) ele propõe a ação equivocada e pretende desistir do direito. Neste caso, a parte
propõe um pedido de desistência, desistindo da ação equivocada que não impediria
ela de propor outra ação de processo. Caso este que não poderia ser a renúncia, pois aí
não poderia propor outra ação.

c) Neste caso, processualmente falando, o vendedor não cumpriu devidamente com o


contrato, pois deu um carro com defeito, então, pode-se suspender o pagamento, pois
não está lhe satisfazendo com o referido produto. A cognição horizontal (aquilo que se
pode alegar ou não, a extensão do processo) total, em virtude de que se trata de um
processo extrajudicial. Se for classificar a vertical também, seria a exaurente.

d) acertei

2)a) acertei

27/04/2010

Petição Inicial  Decisão limitar  Citação e Cumprimento da decisão (Efetivação)  Oferecimento de defesa.

Continuação = Princípios Processuais constitucionais


 Devido Processo Legal (art. 5, LIV, CF) – é um princípio de fundação, fundamento de
todos os demais. Todos os outros princípios estão contidos nesse princípio. É um
princípio extremamente aberto.

 Contraditório (art. 5º, LV, CF) – manifestação nos autos – As duas palavras que
resumem o contraditório são: Ciência e Resistência. A parte é citada, tomando ciência
e preenche a citação, no prazo x que lhe foi estabelecida. Oferecer a defesa é a sua
possibilidade de se defender. Não há nenhum vício/ferimento a ordem processual o
não oferecimento de defesa, é diferente se a parte não é citada. No contraditório,
ouve-se muita as expressões: citação, intimação, notificação, tendo plena ligação com o
princípio do contraditório. A partir do art. 241 do CPC é que encontraremos essa
questão.

 Ampla Defesa (art. 5º, LV, CF) – ligado a questão das provas – ampla possibilidade
de se defender. Não é só uma questão de defesa do réu, o autor também tem direito
de defender os seus direitos, seja no inquérito policial, no processo. Expressão
bastante usual: cerceamento da defesa – ferir a ampla defesa.

Art. 407 CPC, parágrafo único. Para cada caso pode-se ter 3 testemunhas. O juiz
indefere mais testemunhas, na audiência, quando houver mais que 4.

Pesquisar jurisprudência sobre essa questão.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Art. 330, I CPC –

Existem 4 tipos de provas: prova oral (da parte e das testemunhas), prova documental
(fotografias, gravações), prova pericial (um engenheiro, agrônomo, pessoas expert em
determinada área), prova de inspeção judicial (aqui o juiz vai até o local do fato para
averiguação). Qualquer uma dessas pode gerar um cerceamento de defesa.

a-requerimento é quando a parte pede. Ex-oficio é quando o juiz profere a decisão


mesmo sem pedido das partes.

O princípio da ampla defesa está sempre ligado a questão probatória (provas).

 Este princípio se define pela ampla oportunidade na produção de


argumentos e provas por ambas as partes (autor e réu). Em havendo
restrição a esse direito configura-se o cerceamento de defesa que poderá
gerar a nulidade/invalidade de uma decisão judicial.

Petição dada pelo professor: a citação... Princípio do contraditório; direito de produção


de todo tipo de provas... princípio da ampla defesa.

 Duplo grau de Jurisdição –

 Duplo grau de jurisdição é a possibilidade de reexame das decisões


judiciais por um órgão judicial diferente, mas não necessariamente de
uma hierarquia superior. O art. 41 da lei 9.099/95 respeita o duplo grau de
jurisdição, não sendo um segundo órgão, mas uma turma recursal de
primeiro grau.
 Art. 535 CPC (a título de curiosidade) – possibilidade de fazer recurso para
o próprio juiz.

Perguntas para próxima aula:

1) Existe duplo grau de jurisdição na lei 9.099/95?

Art. 41 da lei 9.099/95 – Existe um recurso, na prática, para o próprio juizado,


sendo esse recurso julgado por 3 juízes togados (magistrado) em exercício no
primeiro grau de jurisdição. O recurso será julgado por uma TURMA RECURSAL, que
são juízes também de primeiro grau, no juizado especial (a referida lei). Basta que
seja um órgão difeferente, não necessariamente um órgão superior (como se fosse
o segundo grau que é composto por juízes desembargadores, que tem um pouco
mais de experiência).

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Assim, se o juiz que for julgar o recurso for este próprio juiz que julgou de primeira
instância fere o duplo grau de jurisdição.

No início que foi criado o juizado especial não se aceitava limitar (tutela de
urgência).

2) Há algum julgamento por algum órgão judiciário e que não exista a


necessidade de fundamentação da decisão?

Os jurados tiveram que dizer ao juiz que o casal nardoni era culpado? Não. O juiz
deverá fundamentar o porquê da pena. Os jurados não têm conhecimento técnico
jurídico para poder fundamentar. Deste jeito, são pessoas que não necessitam de
fundamentação de sua decisão.

3) O art. 6º, inc. VIII da lei 8078/90 (CDC) fere o princípio da igualdade
constitucional?

O CDC prevê a inversão do ônus da prova. O referido artigo da Questão TEM QUE
ser visto com o art. 333 CPC (será usado na sentença do trabalho dos alunos). O
que o autor e o réu tem que alegar. No CPC o autor é que tem que provar na
maioria das vezes, já o réu não. No CPC, deve-se ter uma igualdade entre o autor e
o réu. Digamos que seja o autor uma pessoa física, e o réu uma grande empresa
expert em seu produto, assim o CPC diz que o réu é que tem que provar o porquê
que o produto estragou, se realmente foi mau uso do autor, etc. O juiz deve levar
em conta a capacidade econômica das partes. Desde modo arrolado, fere o
princípio de igualdade constitucional.

04/05/2010

5. Fundamentação (art. 93, IX, CF) – exige que todas as decisões judiciais sejam
fundamentadas.

Art. 458 do CPC exige que a sentença tenha três partes na sua estrutura: I –
relatório (narrar o que se passou no processo, sem emitir juízo), II – fundamentação
(por que o autor tem razão e por que o réu não tem razão ou controvérsia), III –
Dispositivo – “Decisum” - é a conclusão (começa com “isto posto, julgo
procedente/improcedente...), tem que ser claro para facilitar o processo de
execução.

Se o juiz não fizer seu fundamento, pode-se pedir para que ele complemente a sua
decisão para que aí se possa interpor recurso ao tribunal, através do art. 535 CPC,
chamado de embargo de declaração, ao tribunal de desembargadores ou turma
recursal.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Exceção de suspeição – isso ocorre quando o juiz é parente de alguma parte envolvida
no processo, como exemplo sendo primo do advogado, assim como o juiz tem uma
“queda”, algum tipo de relacionamento com o réu/autor. Desta forma, por algum
motivo de foro íntimo o juiz se abstém de julgar o processo, ou seja, o juiz se escusa do
julgamento.

6. Isonomia – também chamado de “paridade de armas” – tentar colocar as


partes em bases de igualdade.

O art. 188 CPC é inconstitucional por ferir o princípio da igualdade. O art. 475 CPC,
é um dispositivo interessante, em que toda sentença contrária a fazenda pública,
vai haver revisão do tribunal, caso não, não haverá trânsito em julgado. Ferindo
assim também o princípio da igualdade.

O processo das pessoas idosas tem uma celeridade maior através do estatuto do
idoso, sendo esse instalado para que se cumpra o princípio da isonomia.

7. Colegialidade – Estaria dentro/inserido do princípio do duplo grau de


jurisdição. Com esse princípio as decisões dos tribunais têm que serem
tomadas por um colegiado (mais de um juiz, sempre em número ímpar). A
Estrutura de nossos tribunais são por câmaras (1ª câmara com 3
desembargadores e a 2ª Câmara com outros 3 também) e depois por grupo de
câmaras cível com 6 desembargadores).

Art. 557 CPC - o relator em seu gabinete recebe o processo e analisará.


Deslumbramos que respeita o princípio da efetividade, porém fere em primeiro
momento o da colegialidade. Ao invés de ir para câmara, o relator (Desembargador
A) julga sozinho, sem necessidade de um julgamento no tribunal, chamada decisão
monocrática. Respeita, assim, o duplo grau de jurisdição. A parte poderá interpor
recurso, um agravo no prazo de 5 dias, aí o relator não pode nem dizer que não vai
o recurso para o colegiado, pois tendo esse recurso é feito para a câmara,
colegiado. Só pelo relator não tem sustentação oral.

Esse princípio não se encontra na CF expressamente, e sim implicitamente.

8. Juiz Natural (art. 5º, XXXVII e LIII) – por meio do juiz natural é que se determina as
competências. Não se pode criar um tribunal após o fato sob pena de ferir outros
princípios.

 Por este princípio deve existir sempre uma normatização prévia dos órgãos judiciais a
fim de determinar as competências para o julgamento das lides.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Do art. 109 ao 114 está quase tudo sobre as competências (crimes cometidos pelo
governador, presidente, quem será o órgão competente para julgar).

8.1 Imparcialidade – por esse princípio o juiz não pode ter interesse na causa, é
diferente de ele ser neutro, seria um juiz despido de qualquer noção do mundo
(religiões, etc). o juiz tem que ser imparcial, que não se tem interesse no
julgamento.

Art. 95, I, II, III CF – prevê que o juiz tem a inamovibilidade, e garantia da
vitaliciedade e irredutibilidade. Obtendo assim uma independência funcional, para
que o juiz tenha imparcialidade.

A pergunta que o juiz faz para a testemunha antes de pegar o depoimento pergunta
se a pessoa é parente, amigo, se tem alguma relação com a parte envolvida, para
que se tenha desde jeito a imparcialidade.

9. Publicidade (art. 5º, LX e 93, IX e X).

10. Assistência jurídica, integral e gratuita (art. 5º, LXXIV)

Perguntas para semana que vem:

1) O princípio da publicidade possui alguma exceção legal?

Obvio que sim. O art. 155 CPC. Em virtude de determinadas situações, como
trata-se os casos de família, por tratar de questões particulares, o juiz pode
determinar que se torne em segredo de justiça.

2) Diferença entre o princípio do dispositivo e do inquisitivo?

O inquisitivo dá mais liberdade ao juiz, o juiz tem que ser mais atuante. Os dois
princípios convivem juntos tanto no processo civil, trabalhista e penal, mas na
prática se dá mais valor/primazia. no processo penal ao inquisitivo, e ao processo
civil ao dispositivo. O dispositivo é aquele que o juiz atua, a-requerimento, - art. 273
- somente conforme as partes desejarem, e o ex-oficio - é que o juiz tem poder de
atuar sem as partes requererem, inquisitivo.

Art. 333 CPC – dispositivo – o ônus da prova. É a regra de julgamento do juiz, é com
base neste artigo que se sentencia o processo. É a máxima expressa do princípio do
dispositivo. O autor provou seu fato, julgo procedente. Não provou, julgo
improcedente.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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O juiz inquisitivo é um mais interessado em descobrir a verdade, por isso mais


ligado ao processo penal, por buscar a verdade real, enquanto o processo civil
busca a verdade formal.

3) O que significa uma sentença extra petita?

Sentença citra/infra petita (nem a quem, abaixo do que foi pedido), ultra petita
(além do que foi pedido), extra petita (Fora do que foi pedido). Art. 128, 460.

Defeso ao juiz (proibido ao juiz). Natureza diversa (extra petita).

Na extra petita, o juiz deve dar exatamente o que a parte pediu, por isso tem que
ter uma petição inicial bem elaborada.

O juiz deve se manifestar sobre todos os pedidos da parte, não necessariamente


sobre todos os argumentos. Se ele não se manifestar é nulidade, podendo a parte
entrar contra o juiz com embargo declatório.

11/05/2010

9. Publicidade (art. 5º, LX e 93, IX e X).

O judiciário não tem nada a esconder, portanto, todos os processos são de público
conhecimento, todas as pessoas têm acesso.

10. Vedação das provas ilícitas (art. 5º, LVI)

Existe diferença entre prova ilícita e prova obtida por meio ilícito? Sim. Pode-se usar
fotografia, gravação num processo. A questão é como se conseguiu a prova. Um
exemplo de prova ilícita é ter conseguido através de tortura, bater um monte para que
a pessoa fale que matou tal pessoa. Outro exemplo, é gravar a aula do professor sem
avisá-lo, sem ele permitir, daí ele xinga alguém, e usa-se a gravação como prova, desde
modo, não se usou por meio lícito, somente seria se ele tivesse permitido. Assim, os
meios para se conseguirem as provas têm que serem autorizadas judicialmente.

Lei 9296/96.

11. Duração Razoável do Processo (art. 5º, inc. LXXIII)

Celeridade, um aspecto da 3ª onda renovatória. A partir desse inciso, último


acrescentado a CF, em 2004 (EC 45/2004), é que tem a tendência de mudar as regras
do CPC atual, para que venha atender ao referido princípio.

Art. 518 do CPC – exemplo de duração razoável do processo.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Petição Inicial Contestação  Audiência  Sentença  Apelação (aonde o juiz pode


dizer que “não conheço”).

12. Assistência jurídica, integral e gratuita (art. 5º, LXXIV)

Por esse princípio o Estado concede um advogado com Isenção as custas e honorários
advocatícios, ou um defensor público (advogado concursado) que já possui seu salário
mensal do Estado, sendo ambos os profissionais servindo ao cidadão gratuitamente
(voltando a 1ª onda renovatória) por meio do Estado.

PRINCÍPIOS DO PROCESSO CIVIL

1. Dispositivo
 O juiz fica, especialmente no que se refere a questão probatória, limitado
a iniciativa das partes (a-requerimento). É o princípio que na prática
prevalece no processo civil.

2. Inquisitivo
 O princípio do inquisitivo o juiz tem a ampla liberdade de determinar
provas sem o pedido das partes (de ofício). Prevalece no processo penal.

Não pode-se ligar apenas a questão das provas, outras questões também
devem ser levadas em conta.
Art. 131 CPC, art. 342 CPC (interrogatório), art. 440 CPC, art. 417 CPC.

3. Demanda – tem haver com o limite que se vai julgar, até que ponto (até o que
fora pedido). A forma do juiz conduzir o processo depende do que a parte está
pedindo.

Está relacionado ao pedido da pretensão, o que a parte quer pra o processo. O juiz
está limitado/ligado/restrito o que a parte (autor) pede, mesmo que ele esteja
convencido que ela tem direito a mais.

Se julgar mais, será ultra petita. Mesmo que o juiz esteja convencido que a parte
tenha direito a mais do que pediu, ele deverá conceder apenas o que a parte pediu.

 O juiz na sua decisão não pode julgar nem além (ultra-petita), nem aquém
(citra-petita), nem fora (extra-petita) do que fora pedido.

4. Oralidade

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Perguntas para próxima aula:

1) Qual a diferença entre o princípio da imediatidade e concentração?


R.: Conforme conceituação logo a seguir de ambos princípios.

2) O princípio da identidade física do juiz prevalece no processo civil e penal?


R.: O juiz que acompanha a audiência de instrução e julgamento deve ser o
mesmo juiz que sentencia. Art. 132 CPC.

Se o juiz sai de férias, o processo deve esperar por este juiz para a sentença, o juiz
substituto não pode sentenciar. Há uma interpretação que diz que se o período for
longo, a juíza saiu por período de maternidade, tem-se como exceção e o juiz
substituto irá tomar o lugar desta.

Esse princípio não tem sido aplicado no processo penal. Que não é o ideal, o juiz
que preside a audiência, o depoimento, é quem deve sentenciar o processo.

3) Quais a conseqüências em caso de ferimento ao ferimento da lealdade


processual?

Art. 16, 17 (o que seria atitude de deslealdade processual, também chamado de


boa fé processual), 18 CPC.

Agir com boa fé, lealdade é não alterar os fatos.

O art. 538, § único CPC – possibilidade de o juiz aplicar uma multa. Esse artigo é um
excelente exemplo de deslealdade processual. O art. 557, §2º é praticamente o
mesmo texto que o 538. Essa multa reverte em favor da parte contrário que está
sendo prejudicada pela demora processual.

18/05/2010

4. Oralidade

Tem-se o princípio da escritura, digamos assim, e o da ORALIDADE. O primeiro diz


que vale mais as alegações escritas e o outro, este que estamos comentando, que vale
mais as alegações orais. No processo civil vimos que é muito mais escrito do que oral.

Com esse princípio o juiz terá uma melhor noção do processo, tendo assim, uma
melhor qualidade na sua decisão por estar junto com as partes.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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 As alegações das partes e as provas para terem maior valor devem ser
produzidas oralmente. Sendo feitas no momento da AUDIÊNCIA. Traz-se o
juiz pra junto das partes para que se tenha uma melhor decisão judicial.

No juizado especial, de início, já promove uma audiência procurando mais


celeridade (deixando um pouco de lado a segurança jurídica), além da propriamente
dita oralidade.

No processo civil no máximo que carrega de oralidade é uma audiência. Já no


tribunal do júri, no processo penal, carrega muito a oralidade.

4.1 Imediatidade –
Art. 446, II CPC

O indeferimento de uma pergunta pode cercear a defesa.

Bruno = Compete ao juiz em especial proceder a direta e pessoalmente à


colheita das provas.

 O juiz colhe direto e pessoalmente a produção da prova. Ele acompanha e


dirige todo o procedimento probatório.

4.2 Concentração
Art. 455 CPC.
Unir todos os atos no menos número possível.
Audiência é uma e indivisível.

 Por esse princípio a produção da prova oral, em especial, deve se dar no


menor tempo possível, preferencialmente em uma única audiência, para
ainda no mesmo ato, ou logo em seguida ser proferida a sentença.

No dia da Audiência uma das três testemunhas não vieram, o oficial de justiça não
conseguiu localizá-la, o ideal é que o juiz promova uma nova audiência com as três
juntas, para que possa agir de igualdade com as três nas perguntas, etc. Porém, com o
fato de obter celeridade, o fato de quem pode ser que na próxima audiência uma
dessas duas não podem a audiência, ele jah ouve as duas e marca outra audiência para
ouvir a que faltou, o ruim é que o advogado já irá dizer pra ela o que ele irá perguntar,
etc.

Bruno = Todas as provas orais se realizam numa única audiência (sem


intervalos, para não quebrar o raciocínio). Pode ser marcado outra audiência,
mas é uma exceção. Outro objetivo, é que o juiz profira sua sentença dentro de
um menor tempo possível, e se possível, que profira sua sentença dentro da
própria audiência.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Sempre se ouve as testemunhas do autor primeiro, e, por conseguinte as do réu.


Hoje sempre busca mais a celeridade do que a segurança jurídica.

4.3 Identidade Física do Juiz

Bruno = o mesmo o juiz que presidiu a audiência, é o juiz que deve sentenciar
(proferir a sentença).  vide art. 132 do CPC. / Se aplicado este princípio, a
decisão do juiz que não presidiu a audiência é nula. É um princípio não muito
observado, pois há muitas exceções. Segundo entendimento jurisprudencial,
este princípio não possui aplicação no processo geral.

5. Livre Convencimento do juiz

Chamado de princípio da persuasão racional. Art. 131 CPC (traz um conceito preciso
do assunto).

Não existe uma prova que valha mais que a outra. O juiz tem que argumentá-las.

Exemplo típico: a parte confessou um crime. Tem prova mais valorosa que esta?
Confessar é admitir um fato contrário ao seu interesse.

O juiz não está obrigado a seguir o parecer de um perito.

Uma sentença, necessariamente, na argumentação deve enfrentar o depoimento das


partes.

6. Lealdade Processual

 É o agir com honestidade, Lealdade. É um conceito muito mais próximo


de justiça.

Bruno = as partes não podem mitigar de má fé. Não podem alterar os


fatos, não podem mentir, omitir, etc. Se usar ma fé, o juiz pune o
advogado através da multa. Outras formas de punir, como por exemplo:
conceder tutela antecipada ao autor, pelo fato de o réu ter usado de má
fé (art. 273,II); se a parte usar de má fé, terá que pagar 1% do valor da
causa como multa, se reiterar outro manifesto protelatório (má fé), a
parte para poder recorrer terá que pagar 10% do valor da causa mais o
depósito, se não, não terá o direito de recorrer.
Art. 461-A (outra forma de puder conceder tutela antecipada.)

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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A estrutura de uma sentença está no art. 458 do CPC. Nele que se tem a base para
confecção de uma sentença.

O réu age de má fé para atrasar o processo. O juiz para punir o réu por essa atitude,
adianta, ainda que provisoriamente, o direito do autor. É um castigo bem melhor do
que aplicar a multa. Apreensão de um carro, etc.

7. Irrecorribilidade em separado das decisões interlocutórias

25/05/2010

Aula especial de revisão de alguns conteúdos e dúvidas de alunos.

Sobre o livro COMO SE FAZ UM PROCESSO

Pag. 12 - Parte em que se pergunta: por que o interesse das pessoas nos julgamentos?

Quereis que respondamos cruelmente? Porque as pessoas estão habeas de diversão. O


autor compara o processo a um jogo de futebol.

Pag. 18 (último parágrafo) – Aspecto danoso/ruim do processo. Em relação às brigas


que ocorrem nos processos em que envolvem as pessoas de um mesmo grupo familiar.

Pag. 21 (no início) – diferença dos processos. No processo civil não existe a pena, há o
ilícito. O processo penal castiga os delinqüentes.

Pag. 33 –

O cuidado que o direito tem em relação de ser punível um pequeno crime se terá
posteriormente com a punição de grandes crimes.

O direito penal tem as duas funções de re-socializar as pessoas e puna-las por suas
práticas ilícitas.

Pag. 24 – a difícil tarefa de julgar

O que na verdade o autor que dizer sobre a expressão “não julgueis”. Ele quer dizer
que julgar é difícil, e o juiz tem que fazer isso com cautela, cuidado.

Pag. 26 e 27 - Resultados possíveis de um processo penal – quando julga condenando


ou absolvendo o réu.

O processo causa um dano sempre que absolve alguém. Pois, desta forma, o processo
não deveria ter existido. O custa monetário de manter uma pessoa presa não se

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compara com a questão da liberdade da pessoa humana, pois o fator do abalo


psicológico vale mais.

Liquidação é um mini processo em que vai se apurar o valor a ser pago por aquele que
teve a culpa no fato.

Na dúvida no processo penal o réu será absolvido por falta de provas, já no processo
civil não, pois será condenado pela probabilidade, julgador tem alguma noção do fato.

A coisa julgada em algumas partes vale do processo penal para o processo civil.

Não há necessidade de um processo de conhecimento para o processo civil, tendo em


vista que o agente já fora culpado no processo penal.

Pag. 29 – é narrado a diferença entre cognição e execução

Quando se julga culpado o réu, ainda não se encerrou o processo, pois apenas finalizou
o de conhecimento iniciando o processo de execução.

Pag. 39, 40 (acredito que é oito paginas antes) –

Pag. 34, 35 (dois últimos parágrafos) –

Pag. 37 (terceiro parágrafo) – tem que ser uma pessoa razoável, obter controle para
saber julgar. A expressão “Não julgueis” não é questão de não fazer isso, e sim saber
como fazer, se colocar no lugar de outra pessoa. O juiz não sabe como é difícil estar no
lugar do réu. É neste aspecto que o juiz deveria ter um bom tempo de experiência
como advogado, uns 10 anos, para saber como é difícil, ver os clientes brigando,
colocando culpa nesses por não ter ganhado a causa, sendo inocente pelo fato de não
conhecer como funciona a justiça.

Capítulo IV – pag. 40 (ultimo parágrafo) - Prova semestre passado: Qual diferença de


julgamento dos juízes técnico e juízes populares.

O juiz técnico, juiz de direito, por se tornar tão comum tal situação, perde o instinto, a
sensibilidade de julgar, vira rotina tais julgamentos.

O cérebro humano é assim, aprende coisas novas, já as mesmas coisas já são de rotina.
Ex.: ir para casa dirigindo seu veículo, daqui a pouco se vê que já está em casa, porque
já conhece as ruas destinadas a melhor chegar em casa.

O principal objetivo de trazer juízes técnicos aos populares é fazer com que outras
pessoas (da sociedade) participem do fato.

Pag. 63, 64 – a figura do juiz da equidade e juiz de direito. Equidade é a justiça do caso
singular. O juiz deve julgar tendo como base ambas as questões.
Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior
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Pag. 72 – sobre o ministério público

Capítulo IX - o que significa contumácia do demandado? Revelia. Quando a pessoa é


citada e não se manifesta.

Capitulo XI – pag. 92 (ultimo parágrafo) - A importância dos debates, alegações finais


antes do julgamento, o desfecho.

Pag. 122 (ultimo parágrafo) –

01/06/2010

PRINCÍPIOS DO PROCESSO CIVIL

7.
 Recorribilidade das decisões interlocutórias

Recurso
PI  Contestação  Decisão interlocutória  audiências  sentença 
Recurso apelação (ord.)

Cabe recurso de cada decisão interlocutória, e cada vez que interponho recurso
pára o processo.
Tem decisões interlocutórias que sabem em 1 mês, 6 meses, 1 ano. Se tiver
alguma outra prova, testemunha e tiver outra decisão interlocutória poderá
haver recurso. E o processo ficará suspenso até o julgamento. Tendo uma
vantagem da segurança jurídica e desvantagem pela celeridade.

 São cabíveis recursos contra as decisões interlocutórias e estes têm o


poder de suspender o andamento do processo. Assim, a sentença do juiz
de primeiro grau somente pode ser proferida após o julgamento pelo
tribunal de todos os recursos interpostos contra as decisões
interlocutórias. Não é adotado no direito processual brasileiro.

 Irrecorribilidade das decisões interlocutórias


Ocorre no processo trabalhista.
Não cabe recurso da decisões interlocutórias. Assim, se for querer recorrer terá
que ser depois da sentença no recurso apelação (ord.) que também servirá para
as deciões interlocutórias. Ex.: o juiz indeferir uma prova, ferindo o princípio da
ampla defesa. Assim, se foi julgado na sentença improcedente aí dentro do
recurso através do item preliminar processual o recurso referente a tal decisão
do juiz dentro do processo. E depois recurso sobre a sentença. Caso que só fará

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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isso se for improcedente, caso for procedente, foi a favor da parte, é claro que
não irá interpor recurso. Neste, há a celeridade, porém pode ser que não tenha
a segurança jurídica.

 Não é possível a interposição de recurso logo após ter sido proferido uma
decisão interlocutória, mas por não haver preclusão, poderá a parte
prejudicada quando da interposição de recurso contra a sentença,
requerer a revisão de todas as decisões interlocutórias tomadas ao longo
do processo. Adotado no processo trabalhista e possivelmente adotado no
novo processo civil (CPC).

 IRRECORRIBILIDADE EM SEPARADO DAS DECISÕES INTERLOCUTÓRIAS


Princípio adotado hoje no direito civil.
Neste haverá o recurso, porém não irá travar o processo em cada momento que
o juiz interpor uma decisão interlocutória. Normalmente, até sair a sentença,
digamos, cerca de 2 anos, irá sair a resposta do recurso da decisão do meio do
processo, cerca de 4 meses, havendo assim tempo para o juiz mudar ou não o
se parecer. Concluindo, haverá o recurso e a expressão EM SEPARADO diz que o
processo irá correr normalmente.

 É possível o recurso das decisões interlocutórias, mas este recurso, via de


regra, não suspende o andamento do processo. A não interposição do
recurso logo após a decisão interlocutória (10 dias que é o prazo)
importará na perda do direito de recorrer desta decisão. Atualmente é
aplicado no processo civil.
Art. 527, III c/c 558 CPC – Exceção deste princípio

Pergunta de prova: Tem um instituto processual chamado de preclusão “IN


ALBIS” (é a perda do direito de praticar determinado ato processual, como
exemplo, recurso, contestação) no terceiro princípio acima, se a parte não fizer
o recurso, querendo deixar para fazer no final igual o segundo perderá o direito.
A cada decisão interlocutória tem um prazo para recorrer, caso não o fizer
perderá o direito: preclusão.

8. Instrumentalidade – DINAMARCO (leitura complementar).

Este autor falava que tem os escopos do processo. A própria conceituação do


processo é o da instrumentalidade.

Temos que entender que o processo não é somente um monte de formalidade.


Instrumentalidade é diferente disso, que vem para combater o formalismo.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


Caderno de Teoria Geral do Processo 2010
Professor Lester Camargo - lester.camargo@unisul.br

Exemplo prático: art. 273, §7º CPC. Se o juiz recebe um pedido de antecipação de
tutela e percebe que não é, aí ele pode deferir como cautelar, através dos
respectivos pressupostos da cautelar. Se a pessoa pede menos, não tem como
ganhar mais, através do princípio processual civil da DEMANDA, pois o juiz está
limitado ao que a parte pede. Assim, a instrumentalidade, é um princípio maior que
a demanda, em que fica evidente a mudança no resultado obtido em relação ao
pedido da parte.

 Este princípio significa que o juiz deve utilizar o processo como um meio
de realização do direito material, afastando sempre que possível o
formalismo excessivo.

Na prova não será perguntado o conceito e sim será dado um caso e teremos que
analisar que tipo de princípio é o referido.

9. Sucumbência

O vencido arca com as custas e com os honorários do processo (as custas do oficial de
justiça). O réu além das custas da condenação, também as custas judiciais.

PEDIDO – 100 REAIS

SENTENÇA PROCEDENTE –

Réu sucumbente terá que arcar com 100% das custas + honorários advocatícios - em
caso de procedência entre 10 a 20% do valor da condenação. (que inclusive tem
direito de uma ação de execução dos honorários). Art. 20 CPC.

Pode considerar qualquer tipo de valor, abaixo de 150 mil (do exemplo da nossa
sentença).

Só pode falar de valor se houve dano moral, entoa na fundamentação tem que
fundamentar o porquê houve o dano moral.

SENTENÇA IMPROCEDENTE –

A parte sucumbente é o AUTOR. Arcará com 100% das custas + honorários advocatícios
– através do trabalho do advogado do réu, o juiz colocará de 10 a 20% do valor da
causa.

Sendo improcedente o valor dos honorários é o valor da causa, e de 10 a 20% deste


valor.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Colocar jurisprudência por exemplo: um pai pagou 50 mil para a família d eum filho
que este morreu. Então não tem nem como pagar 150 mil reais porque o pai
abandonou um filho, não se compara com a morte do filho.

SENTENÇA PARCIAL PROCEDENTE –

Sucumbentes recíproca = o réu e o autor.

Parcial procedência em que condenou o réu a pagar 80%, e o autor 20%. Aí o réu irá
pagar 80% das custas e o autor os outros 20%.

Quanto aos honorários: o advogado do autor irá ganhar (art. 20 CPC – de 10 a 20%),
digamos 20%, do 80 mil, então será 16 mil para este. E para o advogado do réu será
20% do 20mil, segundo 4mil. Dica, irá somar 16 mais 4 e dará 20%. A quantidade de
porcentagem é o juiz que decidirá ao ver como foi o trabalho dos advogados.

Sumula não vinculante 326 – pede-se o valor ou UM VALOR COMPATÍVEL COM A DOR
SOFRIDA.

Esse julgamento é posto na parte do DISPOSITIVO DA SENTENÇA. ART. 458, III


(DISPOSITIVO). É relatar somente a decisão, chegar ao resultado do processo, não deve
se explicar o porquê, pois já foi explicado antes na fundamentação.

É bom sempre usar o mesmo verbo, de preferência o passado.

Pegar os trechos que há contradição, é necessário na análise da sentença. Ex.: o filho


não sabia nem o nome da meio-irmã, e disse que tentava aproximar dela.

De início, é bom pegar e dizer o que é dano moral.

A responsabilidade civil tem 4 hipóteses: ação ou omissão, dano, nexo de causalidade,


por fim, culpa (de alguma forma foi negligente). Dá para discutir cada um desses, se
descaracterizar um desses, está se encaminhando para improcedência.

Sobre as testemunhas –

PRINCÍPIOS DO PROCESSO PENAL

1. Presunção da inocência – art. 5º, LVII, CF –

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


Caderno de Teoria Geral do Processo 2010
Professor Lester Camargo - lester.camargo@unisul.br

Ninguém será considerado culpado, se não depois de todo os tramites do processo,


sentença.

Esse princípio é ferido quando há uma prisão cautelar (preventiva, temporária)


segundo Fernando da Costa Tourinho Finko.

Súmula 9 do STJ – o STJ entendeu que pode prender de forma cautelar.

De acordo com a sumula do STJ é possível uma prisão cautelar? Sim.

Duas observações importantes: esse princípio já está presente a bastante tempo na


constituição.

1 – O ônus da prova é sempre da acusação. Significa que o promotor é que tem que
provar que o réu é culpado. Se não for provado, o jugalmento será em absolvição.

2 – o réu, o acusado não é obrigado a colaborar com a produção da prova. Aquele


conhecido texto “ninguém é obrigado a produzir prova contra si”.

2. Indubio pro réu

Na dúvida a favor do réu. Muitos autores entendem como sinônimos de FAVOR REI.

Enquanto que o indubio pro réu é mais o entendimento do juiz, que na dúvida ele tem
que resolver a favor do réu. Testemunhas dizendo que o réu foi culpado e outras não.
Aquele velho raciocínio que mais vale apena soltar um criminoso do que prender um
inocente. ESTE É SUBJETIVO DO JUIZ na sua consciência julga pela absolvição por falta
de provas, por exemplo.

3. Favor Rei

Este seria mais regras expressas que são apenas em favor do réu e que não existe em
favor do autor. ESTE É OBJETIVO, está na regra dizendo tal coisa.

Ex.: que favorecem o réu – 1) EMBARGOS INFRIGENTES (ART. 609, § ÚNICO CPP). Esse
recurso só se dá em favor do réu. De 3 desembargadores, somente um julgou a favor
do réu, aí poderá interpor o recurso supracitado. Salvo se for condenado absolvição
por unanimidade, 3 desembargadores.

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior


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Pensando ao contrário, que a maioria, dois absolveram o réu, não pode o promotor
pegar o referido recurso e interpor o recurso para levar adiante o processo.

2)Outra situação – art. 621 CPP – ação de revisão criminal – uma ação posterior
para anular uma anterior. Somente o réu que tem legitimidade recursal para
propor. É o seguinte: transitou em julgado ao final do processo, até o supremo
decidiu sobre isso, não existe mais recurso. Aí depois de todo processo, por
exemplo, outra pessoa vai preso e confessa tudo, todos os crimes que cometeu,
inclusive o da pessoa que está presa (em tese, em inocência), aí o seu advogado
pode entrar com o referido recurso. Caso contrário, o promotor não poderá
fazer isso, pois é só a favor do réu, o juiz alegará sobre o referido princípio
FAVOR REI. O advogado tem interesse, depois de muito tempo, em provar a
inocência pelo fato de que poderá entrar com dano moral, que gera uma boa
grana.

Organograma do judiciário.
Jurisdição especial abrange justiça eleitoral, militar, justiça do trabalho art 114,
Justiça federal 109, e o da justiça comum e o que sobrar, se não se enquadrar
em nenhum dos outros é justiça comum, competência residual, as instâncias 1
e 2 e posterior instâncias excepcionais.

Supremo art. 102 e STJ 105,


Supremo tribunal federal função e a guardião da constituição federal, apartir
uma competência de interpretar, este é a ultima palavra, a formas de
competência, competência originaria são AS ACOES QUE já nasceu NO
SUPREMO discutir a constitucionalidade da lei, exemplo ADIN’s, e competência
recursal,

Exemplo. Utiliza-se do esgotamento das vias ordinárias para depois chegar até
ao supremo relacionado com as ações inconstitucionais.

O STJ é o guardião da lei federal, é o que vai dar a ultima palavra sobre lei
federal. Exemplo o cc é uma lei federal e esta devera passar pelas instancias e
chegar até STJ que é o responsável.

O art 125 a questão de foro priveligiado exemplo os Ministro.

Os recursos especiais estão realcionados com ações ao STJ.

Pré-questionamento já tenho que questionar a pretensão de direito desde o


inicio.
Repercusão geral de importância geral não somente entre as partes,
relacionado com a economia e política,
Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior
Caderno de Teoria Geral do Processo 2010
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Exemplo direito de propriedade já chegou ao supremo o direito de propriedade


de um bode, hoje não chega mais, agora eu sou fiador venho a perder a minha
única propriedade, e essa decisões vale por outras pessoas.

Capacidade Postulatória

So tem capacidade postulatória os advogados, aquele que passou no exame de


ordem, exceções, lei de juizado especial (9.099/95 e 10259/01), até 20 salarios
mínimos, justiça trabalhista, CLT permite sem advogado, e o habbeas corpus
não necessitam de advogados

Ministério Público.
Art 38 CPC modelo de procuração é uma base de procuração.
O tem duas formas de atuação, atua como parte ( no processo penal, digmos
como autor no civil tem casos também que PE autor da ação, no MP defende os
direitos coletivos, intransindividuais, e atua também com fiscal da lei. Art 81 do
CPC.
NE o MP não fizer parte na fiscal da lei cabe a nulidade do processo, nas duas
formas de atuar o MP pode recorrer da ação.

Condições da ação.
Teoria eclética defendida por um autor chamado Enrico Tullio Liebmann.
É o direito de obter do judiciário uma decisão de mérito, entretanto para se ter
esse direito, e necessário que estejam presente as condições da ação.
Legitimidade para agir, interesse de agir e Possibilidade jurídica do pedido
Legitimidade para agir – o casou se separa os dois tem suas rendas, tem um
filho, assim o filho fica com a guarda da mãe, quem é o titular do direito
material e a da criança, a titulariada do direito material e a criança esta e o
dono do direito, assim isto no processo é chamado de legitimidade do processo.
Existe no pólo passivo e ativo
Art 5 LXX da CF.

Interesse de agir duas palavras necessidade e adequação, art . 267 inc vi do


CPC,

Possibilidade jurídica do pedido. Não exita uma proibição na contra meu pedido
do direito material. Jus postilandi

Mário Luiz de Oliveira Rosa Júnior