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DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE DE DESCARGA EM MEDIDORES DE VAZÃO

DEPRIMOGÊNITOS
1 ALVES, Josemara Fagundes; 1 ANDRADE, Isabelle Santos; 1 ANDRADE, Lívia Mayra.
1 BORGES, Luís Gustavo Ferreira; 1 SOARES, Vitor; 2GONÇALVES, João Carlos;

1Discente.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Campus Montes Claros;
2 Docente.
Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Campus Montes Claros
INTRODUÇÃO RESULTADOS E DISCUSSÃO
. Na Engenharia Química, de acordo com Gonçalves et Os dados da tabela 1 mostram que o Tubo de Venturi apresentou maior
al. (2017), são utilizados medidores de vazão que medem a queda de pressão em relação às placas de orifício, o que foi conforme
pressão em dois pontos submetidos aos efeitos de áreas esperado, pois o estrangulamento não surge de forma abrupta como nas
transversais diferentes, chamados medidores placas de orifício, em que a queda de pressão registrada foi menor. Dessa
deprimogênitos. Esses medidores são modelados com a forma, é possível verificar que o tubo Venturi provoca menor perda de
equação desenvolvida por Daniel Bernoulli, conforme a energia no fluido, o que aumenta seu custo inicial, ao contrário das placas
equação 1: de orifício. Conforme os valores do Número de Mach na tabela 1, verificou-
(1) se que o fluido utilizado é incompressível, pois M foi menor que 0,3 em
todas as vazões. A incompressibilidade do ar no experimento é explicada
A análise da compressibilidade do fluido pode ser pela pequena variação da temperatura ao longo da tubulação, o que indica
realizada a partir do número de Mach (M), como visto na que a transferência de calor pode ser desprezada, e como a massa específica
equação 2: é função da temperatura, ela não sofreu variação significativa. Foi possível
(2) observar que o coeficiente de descarga não é uma constante, e os valores
calculados estão dentro do intervalo esperado (0<Cd<1).
Aplicando a Equação de Bernoulli para um fluido
incompressível, é possível obter uma expressão para o
cálculo da vazão teórica (Qideal) do fluido, dada pela
equação 3:
(3) Figura 1A – Medidor de Vazão do tipo Venturi. Figura 1B - Medidor de Vazão do tipo Placa de Orifício.
Fonte: Fox et al. (2011)
A vazão volumétrica calculada pela equação 3 é para
um fluido ideal. A vazão real está associada ao coeficiente
de descarga Cd pela equação 4:
(4)

Portanto, Cd representa um fator de correção para a vazão


calculada teoricamente e a vazão experimental.
OBJETIVO
Analisar os medidores do tipo Tubo Venturi e Placa de
Orifício (Fig. 1A e Fig. 1B, respectivamente), para fins de
análise do coeficiente de descarga.

MATERIAL E MÉTODOS / METODOLOGIA


A. Materiais
Anemômetro de ventoinha; CONCLUSÃO
 Anemômetro de fio quente; Através do módulo experimental de calibração foi possível analisar a
 Manômetro de tubo em U; queda de pressão de um fluido através de uma tubulação com três variações
 Tubo Venturi; de área em um medidor tipo Venturi e dois do tipo Placa de Orifício. Os
 Placas de orifício; valores para o número de Mach indicam se tratar de um fluido
 Paquímetro digital. incompressível, sendo possível analisar o fluido através da equação de
Bernoulli, considerando a densidade constante. Além disso, os valores de
B. Métodos coeficiente de descarga encontrados estão dentro da faixa indicada,
•Conectou-se o manômetro tubo em U nas tomadas de garantindo a confiabilidade do cálculo.
pressão localizadas na tubulação para aferir as quedas de REFERÊNCIAS
pressões. BERTULANI, C. Dinâmica dos Fluidos. Disponível em:
<http://www.if.ufrj.br/~bertu/fis2/hidrodinamica/hidrodin.html> Acesso em: novembro/2017.
•Após ligar o soprador e ajustar a vazão via inversor de
frequência, com ajuda dos medidores de velocidade, mediu- FOX, R. W.; PRITCHARD, P. J.; MCDONALD, A. T. Introdução à mecânica dos fluidos. Rio de Janeiro:
LTC, 2011.
se as velocidades para cada frequência e registradas.
•O mesmo procedimento foi repetido para dez frequências GONÇALVES, J. C. Roteiro de Prática: Determinação do coeficiente de descarga em medidores de vazão
diferentes e três medidores de vazão do tipo Tubo de deprimogênitos. Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais – Campus Montes Claros,
2017 .
Venturi e duas placas de orifício. APOIO: