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Universidade de Cabo Verde

Departamento das Ciências Sociais Humanas e Artes


Curso: Psicologia 2º ano

Relatório: Analises Criticas

Docente: Francisca Freire

Discente: Josiane Mendes

Praia, 23 de junho de 17
Análise crítica do filme

Análise do filme “Garota Interrompida”

O filme “Garota Interrompida”, permitiu-me questionar e refletir acerca do trabalho feito pelos
profissionais na área da saúde mental e dos erros cometidos (que acredito existir) por esses
profissionais e aproveitar para me desenvolver atitudes e crenças para melhor me preparar para
futuras atividades profissionais.

Concordo e aprovo a atitude da enfermeira ao estimular a Suzanna a falar tudo que sente e
pensa para o seu terapeuta, o que facilita o diagnóstico e consequentemente o processo da
cura. Frisa-se ainda que todo o trabalho desenvolvido colaboração por parte dos terapeutas
enfermeiros entre outros, acredito ser, proveitoso e útil para a melhoria da saúde mental dos
pacientes/clientes.

Das partes negativas pode ver que há: negligencia por parte dos enfermeiros na distribuição dos
remédios, não observando assim se os pacientes estão ingerindo-os adequadamente.

Negligencia dos profissionais da área da proteção e da observação noturna que deveria ser feita
mais do que uma vez, que as meninas não tomavam remédios de dormir para fazerem
brincadeiras noturnas e o espaço não era seguro, visto que a paciente Lisa teve varias fugas.

O primeiro terapeuta da Suzanna era amigo do pai (pessoa próxima da família), pelo qual não
devia iniciar o processo da terapia desviando o processo para um outro terapeuta, como dita o
código da ética deontológica aplicada a psicologia.

O primeiro terapeuta deveria utilizar outros meios para convencer a Suzanna a ir ao hospital
psiquiatra (como levar ela a refletir sobre a sua atitude, sobre a preocupação que isso trazeria
para a família, o dano que causaria a si e como seria benéfico o apoio dos profissionais) e não
partindo da ideia de que ela esta a magoar todas pessoas ao seu redor, violando o principio da
beneficência/não maleficência, ao afirmar isto, pode despertar no individuo pensamentos
negativos como sentimento de culpa, tristeza entre outras, que de certa forma pode prejudica-
la a nível emocional.

A atitude do pai deixa muito a desejar, porque preocupavam mais com a aparência da menina
ao olhos dos outros do que propriamente um cuidado especifico, sobre o que sente e pensa a
menina.

Praia, 23 de junho de 17
Análise crítica da visita feita ao ICCA

O ICCA é uma instituição pública, bastante conhecida na ilha de Santiago, tendo a oportunidade
de ver alguns os sus trabalhos divulgados nas comunicações sociais; Porém, a visita a essa
instituição foi um privilégio de conhecer de perto e saciar a minha curiosidade acerca do
trabalho feito nessa instituição.

O ICCA era uma instituição desconhecida por mim. Acreditava que o número de crianças e
adolescentes era maior, visto que, não sabia da existência desta instituição apenas para o género
masculino em picos (São Salvador do Mundo) e em Assomada apenas para meninas. A existência
dessas crianças com paralisia cerebral (sendo três crianças) e com problemas visual (apenas 1
criança), surpreende-me, uma vez, que acreditava não existir crianças com Necessidades
Educativas Especiais (NEE) nessa instituição. Um caso desconhecido também por mim, é o
trabalho da reintegração das crianças/adolescentes para as suas famílias de origem e um
trabalho de preparação para reintegração tanto por parte crianças como por partes das famílias
a acolherem.

O espaço é um pouco apertado e restrito (poderia ser maior). Sugiro que usassem, o pátio (por
ser maior) como um espaço de lazer para as crianças/adolescentes, alem do mais, para
acomodar os visitantes e familiares. Em alternativa poderiam aproveitar para cobrir toda parte
dianteira do pátio, o que oferecia mais espaço para lazer ou atividade do género.

Seria mais proveitoso se existisse uma sala própria dos estudos que não seja as de refeições. Um
dos motivos, é que essa sala apresenta maior índice para distração das crianças, podendo
destacar o fato de as mesas serem redondas, criando sensação de estarem em um debate
motivando ainda mais a distração dos usuários.

Aparentemente, as crianças/adolescentes parecem estar bem tratadas, o espaço encontrava-se


limpo, e com luminosidade no nível aceitável, embora não foi-me concedido a oportunidade de
conhecer casa de banho, que julgo ser um dos aspetos mais importante na higienização das
crianças.

Um dos aspetos bom dessa instituição é que existe um trabalho de cooperação com outras
instituições, para colmatar possíveis problemas. Porque muitas vezes, acontece que os pais não
querem que os filhos sejam adotados por outras famílias, o que coloca o ICCA em impasse, nesse
aspeto possíveis parceria com outras instituições surgem como a chave de ouro para resolver
esses problemas.

Praia, 23 de junho de 17