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Parte I - A NATUREZA DA LUZ 1. Histórico 2. A velocidade da luz 3.
Parte I - A NATUREZA DA LUZ
1. Histórico
2. A velocidade da luz
3. Aspectos ondulatórios da luz
 O que é uma onda, ondas transversais e longitudinais
 A onda eletromagnética, velocidade, comprimento de onda
 O espectro eletromagnético
 Difração e interferência, a aproximação da ótica geométrica
4. Refração e reflexão
 Lei de Snell,
 Dispersão, reflexão interna total, miragens
 Princípio de Huygens & Lei de Snell
5. Polarização
6. Espalhamento
1
1. Histórico  Egito: espelhos de metal polidos  Grécia  estudos de Platão, Aristóteles,
1. Histórico
 Egito: espelhos de metal polidos
 Grécia
 estudos de Platão, Aristóteles, Demócrito e Pitágoras
 Euclides, 300 AC, enunciado da Lei da Reflexão,
estudos da refração, uso de vidros queimadores
 1000 DC- Alhazen
 Tratado sobre espelhos esféricos e parabolicos,
descrição do olho humano
 Final do século 13, tradução para o latim
 Século 13- Alquimistas produzem películas finas
que podem ser depositadas sobre o vidro para
produzir espelhos
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1. Histórico  Século 17  1608- patente do telescópio solicitada por um holândes 
1. Histórico
 Século 17
 1608- patente do telescópio solicitada por um
holândes
 Galileu faz observações astronômicas com seu
próprio instrumento (luneta refratora)
 Zacharias Jansen inventa o microscópio composto
 Kepler (1611) – reflexão interna total, lei de refração
para pequenos ângulos
 1621- Lei de Snell,
 1657 – Fermat – dedução da lei de refração usando o
princípio de tempo mínimo
 Francisco Grimaldi, e Robert Hook, relatos do
fenômeno de difração da luz
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1. Histórico 1672- Modelo corpuscular  “luz é constituída de um feixe de partículas” 
1. Histórico
1672- Modelo corpuscular
 “luz é constituída de um
feixe de partículas”
 Usando as leis da mecânica
– refração e reflexão
Newton (1642- 1727)
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1. Histórico  Descreve a decomposição da luz ao atravessar um prisma (dispersão)  1630
1. Histórico
 Descreve a decomposição da
luz ao atravessar um prisma
(dispersão)
 1630 – constrói telescópios
refletores para eliminar
aberração cromática
Newton (1642- 1727)
5
1. Histórico Modelo ondulatório  Deduz corretamente as leis de refração e refração  Descobre
1. Histórico
Modelo ondulatório
 Deduz corretamente as
leis de refração e
refração
 Descobre a dupla
refração na calcita
 Explica outros
fenômenos óticos;
difração e interferência
que não podiam ser
explicados pelo modelo
corpuscular
Christian Huygens
(1629-1695)
6
2. A natureza da luz Difração e interferência Thomas Young (1773-1829) 7
2. A natureza da luz
Difração e interferência
Thomas Young
(1773-1829)
7
2. A Velocidade da Luz  Primeira estimativa – 1676 Olaf Roemer  eclipse de
2. A Velocidade da Luz
 Primeira estimativa – 1676 Olaf
Roemer
 eclipse de Io, lua de Júpiter
 Período
de
revolução
de
Io;
42,5h
 Período de revolução de Jupíter
12 anos terrestres
 Revolução de180 o da Terra=15 o
de Jupíter
 c 2,1x10 8 m/s
8
1 c  2. A Velocidade da Luz   0 0  Método de
1
c 
2. A Velocidade da Luz
 
0
0
 Método de Fizeau
 Mais
preciso,
usando
uma
roda dentada
 C=3,1x10 8 m/s
 Teoria do eletromagnetismo
 Previsão
da
existência
de
ondas eletromagnéticas
 Propagação no vácuo, com
velocidade igual a velocidade
da luz no vácuo
 Hertz - 1887
oito anos após
a
morte de
Maxwell,
comprovação
da
James Clark Maxwell
existência
de
ondas
eletromagnéticas usando um
circuito oscilante
1831-1879
9
2. A velocidade da luz  Problemas  O que é o vácuo?  Como
2. A velocidade da luz
 Problemas
 O que é o vácuo?
 Como a luz pode se propagar no vácuo?
 Teoria do éter
 Fluido que preenche todo o espaço “vazio” no universo
 Propriedades mecânicas contraditórias
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2. A velocidade da luz Experiência de Michelson- Morley  A velocidade da luz não
2. A velocidade da luz
Experiência de Michelson-
Morley
 A velocidade da luz não
depende do movimento
do observador?!
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2. A velocidade da luz Mais problemas!! Efeito fotoelétrico e - e - luz Baseado
2. A velocidade da luz
Mais problemas!!
Efeito fotoelétrico
e
-
e
-
luz
Baseado no Trabalho de Planck(1900)
 Einstein, 1905- luz é composta por fótons,
transportando energia E=h
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Veleiro solar NASA study of a solar sail. The sail would be half a kilometre
Veleiro solar
NASA study of a solar sail. The sail would be half a kilometre wide.
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http://en.wikipedia.org/wiki/File:Solarsail_msfc.jpg
Veleiro solar A team from the NASA Marshall Space Flight Center (Marshall), along with a
Veleiro solar
A team from the NASA Marshall Space Flight Center (Marshall), along with a team from the NASA
Ames Research Center, developed a solar sail mission called NanoSail-D which was lost in a launch
failure aboard a Falcon 1 rocket on 3 August 2008.
The NanoSail-D structure was made of aluminum and plastic, with the spacecraft massing less than
10 pounds (4.5 kg). The sail has about 100 square feet (9.3 m2) of light-catching surface.
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http://en.wikipedia.org/wiki/File:Nano_Sail_D.jpg
2. A velocidade da luz  Qual é o modelo para a luz?  Mecânica
2. A velocidade da luz
 Qual é o modelo para a luz?
 Mecânica quântica- onda e partícula
 Experimentalmente verificamos ora a natureza
natureza ondulatória, ora a natureza corpuscular,
mas nunca as duas simultâneamente.
 Princípio da Relatividade
 A velocidade da luz é constante, independente do
referencial, c=3x10 8 m/s.
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33 AspectosAspectos OndulatóriosOndulatórios dada luzluz 16
33
AspectosAspectos OndulatóriosOndulatórios dada luzluz
16
Ondas 3. Aspectos ondulatórios da luz 17
Ondas
3. Aspectos ondulatórios da luz
17
Onda longitudinal Onda mecânica em uma mola Onda sonora 3. Aspectos ondulatórios da luz 18
Onda longitudinal
Onda mecânica em uma mola
Onda sonora
3. Aspectos ondulatórios da luz
18
Onda transversal Propagação de uma perturbação, sem transporte de matéria Na foto: a pequena bolinha
Onda transversal
Propagação de uma perturbação, sem
transporte de matéria
Na foto: a pequena bolinha presa à
mola, oscila apenas verticalmente,
enquanto a onda se propaga para a
direita.
Não há deslocamento na direção de
propagação da onda
3. Aspectos ondulatórios da luz
19
Princípio de Superposição 3. Aspectos ondulatórios da luz 20
Princípio de Superposição
3. Aspectos ondulatórios da luz
20
Frentes de onda circulares retas 3. Aspectos ondulatórios da luz 21
Frentes de onda
circulares
retas
3. Aspectos ondulatórios da luz
21
Frentes de onda e raios de luz esféricas Os raios de luz, indicados pelas setas,
Frentes de onda e raios de luz
esféricas
Os raios de luz, indicados pelas setas,
são perpendiculares à superfície da
frente de onda e indicam a direção de
propagação da onda.
planas
3. Aspectos ondulatórios da luz
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Onda senoidal Comprimento de onda v= f  Amplitude v Onda eletromagnética no vácuo v=c
Onda senoidal
Comprimento de
onda
v= f
Amplitude
v
Onda eletromagnética no vácuo
v=c
1
c 
 
0
0
3. Aspectos ondulatórios da luz
23
Onda eletromagnética 3. Aspectos ondulatórios da luz 24
Onda eletromagnética
3. Aspectos ondulatórios da luz
24
O espectro eletromagnético f = 8,35 x 10 14 Hz = 3,6 x 10 -7
O espectro eletromagnético
f = 8,35 x 10 14 Hz
= 3,6 x 10 -7 m
f = 3,85 x 10 14 Hz
= 7,8 x 10 -7 m
3. Aspectos ondulatórios da luz
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O espectro eletromagnético visível comp. de onda (em metros) tam. de um comp. de onda
O espectro eletromagnético
visível
comp. de onda
(em metros)
tam. de um
comp. de onda
longo
curto
célula
bola de baseball
vírus
proteína
molécula de água
bactéria
campo de
futebol
casa
nome comum
da onda
infravermelho
raios-x “duros”
ondas de rádio
ultravioleta
micro-ondas
raios-x “moles”
raios gama
fontes
rádio FM
forno
cavidade
radar
elementos
micro-ondas
lâmpadas
ALS
máq. de
rádio AM
rf
pessoas
radiativos
raios-x
freqüência
(Hz)
energia de
baixa
alta
um fóton
(eV)
Não tem limites definidos e nem lacunas.
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Algumas regiões conhecidas Espectro de Radiação Eletromagnética Região Comp. Onda (Angstroms) Comp. Onda
Algumas regiões conhecidas
Espectro de Radiação Eletromagnética
Região
Comp. Onda
(Angstroms)
Comp. Onda
(centímetros)
Freqüência
Energia
(Hz)
(eV)
Rádio
> 10 9
> 10
< 3 x 10 9
< 10 -5
Micro-ondas
10 9 - 10 6
10 - 0.01
3 x 10 9 - 3 x 10 12
10 -5 - 0.01
Infra-vermelho
10 6 - 7000
0.01 - 7 x 10 -5
3 x 10 12 - 4.3 x 10 14
0.01 - 2
Visível
7000 - 4000
7 x 10 -5 - 4 x 10 -5
4.3 x 10 14 - 7.5 x 10 14
2 - 3
Ultravioleta
4000 - 10
4 x 10 -5 - 10 -7
7.5 x 10 14 - 3 x 10 17
3 - 10 3
Raios-X
10 - 0.1
10 -7 - 10 -9
3 x 10 17 - 3 x 10 19
10 3 - 10 5
Raios Gama
< 0.1
< 10 -9
> 3 x 10 19
> 10 5
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Luz do sol 28
Luz do sol
28
Sensibilidade do olho humano adaptado à luz adaptado ao escuro comprimento de onda (nm) Diferente
Sensibilidade do olho humano
adaptado
à luz
adaptado
ao escuro
comprimento de onda (nm)
Diferente para ambientes iluminados e não-iluminados
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sensibilidade relativa
34.7 Reflexão e Refração Propagação retilínea (meio isotrópico) óptica geométrica furo objeto imagem 30
34.7 Reflexão e Refração
Propagação retilínea
(meio isotrópico)
óptica geométrica
furo
objeto
imagem
30
34.1 O Arco-íris de Maxwell James Clerk Maxwell: - raio luminoso = onda eletromagnética -
34.1 O Arco-íris de Maxwell
James Clerk Maxwell:
- raio luminoso = onda eletromagnética
- óptica (luz visível) = ramo do eletrom.
Meados do séc. XIX:
- espectro = UV-Vis + IR
1831-1879
Heinrich Hertz:
- gerou ondas de rádio
- velocidade = velocidade da luz visível
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Heinrich Hertz
Reflexão e Refração Na interface entre dois meios. raio raio incidente refletido raio raio incidente
Reflexão e Refração
Na interface entre dois meios.
raio
raio
incidente
refletido
raio
raio
incidente
refletido
Ar
Vidro
raio
refratado
raio
refratado
32
Reflexão e Refração 33
Reflexão e Refração
33
Lei da reflexão Raio refletido no plano de incidência 34
Lei da reflexão
Raio refletido no plano de incidência
34
Refração 35
Refração
35
Lei da refração Índices de refração (lei de Snell) 36
Lei da refração
Índices de refração
(lei de Snell)
36
Resultados básicos normal   1 n 1 n 2  2   1
Resultados básicos
normal
 1
n
1
n
2
 2
 1
n
1
n
2
normal
 2
 1
n
1
n
2
normal
 2
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Índice de refração Material ar diamante sílica fundida quartzo flint leve Índice de Refração *
Índice de refração
Material
ar
diamante
sílica fundida
quartzo
flint leve
Índice de Refração *
1,0003
2,419
1,458
1,418
1,655
*para 589,29 nm
38
Dispersão cromática Vidro crown acrílico Quartzo fundido Comp. de onda (nm) 39 Índice de refração,
Dispersão cromática
Vidro crown
acrílico
Quartzo fundido
Comp. de onda (nm)
39
Índice de refração, n
Lei de Snell e dispersão normal normal  1  1 n n 1 1
Lei de Snell e dispersão
normal
normal
 1
 1
n
n
1
1
n
n
2
2
40
Num prisma 41
Num prisma
41
Arco-íris 42
Arco-íris
42
34.8 Reflexão interna total 43
34.8 Reflexão interna total
43
Reflexão interna total quando 1 44
Reflexão interna total
quando
1
44
Fibras ópticas 45
Fibras ópticas
45
Exercícios e Problemas 5. Na figura abaixo, um raio luminoso penetra em uma placa de
Exercícios e Problemas
5. Na figura abaixo, um raio luminoso penetra em uma placa de
vidro no ponto A e sofre reflexão interna total no ponto B. Qual o
menor valor do índice de refração do vidro que é compatível com
esta situação?
45,0 o
Ar
A
vidro
B
46
Ondas de rádio 48
Ondas de rádio
48
Ondas de rádio 49
Ondas de rádio
49
Pressão da Radiação Eletromagnética 50
Pressão da Radiação Eletromagnética
50
Ondas luminosas e raios X 51
Ondas luminosas e raios X
51
laser 52
laser
52
Raios X 53
Raios X
53
Difração <<d  d Aproximação da ótica geométrica Aberturas grandes;  d>> Não se
Difração
<<d
 d
Aproximação da ótica geométrica
Aberturas grandes;  d>>
Não se considera a difração !
>>d
3. Aspectos ondulatórios da luz
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Interferência 3. Aspectos ondulatórios da luz 55
Interferência
3. Aspectos ondulatórios da luz
55
Referências  www.lightandmatter.com  http://educar.sc.usp.br/otica/ 
Referências
 www.lightandmatter.com
 http://educar.sc.usp.br/otica/
 http://www.glenbrook.k12.il.us/GBSSCI/PHYS/CLASS/
BBoard.html
 R. A . Serway, Física 3 para Cientistas e Engenheiros, 3ª.
Edição. Editora Livros Técnicos e Científicos, (1996).
Capítulo 35
 Sears e Zemansky- Física IV- Ótica e Física Moderna, 10ª.
Ed., Addison Wesley (2004). Capítulo 34
56