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05/05/2019 Sistema operativo – Wikipédia, a enciclopédia livre

Sistema operativo
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Sistema operativo (português europeu) ou operacional (português brasileiro) (em inglês: Operating System - OS) é um
programa ou um conjunto de programas cuja função é gerenciar os recursos do sistema (definir qual programa recebe
atenção do processador, gerenciar memória, criar um sistema de arquivos, etc.), fornecendo uma interface entre o
computador e o usuário. Embora possa ser executado imediatamente após a máquina ser ligada, a maioria dos
computadores pessoais de hoje o executa através de outro programa armazenado em uma memória não-volátil ROM
chamado BIOS num processo chamado "bootstrapping", conceito em inglês usado para designar processos auto-
sustentáveis, ou seja, capazes de prosseguirem sem ajuda externa. Após executar testes e iniciar os componentes da
máquina (monitores, discos, etc), o BIOS procura pelo sistema operacional em alguma unidade de armazenamento,
geralmente o Disco Rígido, e a partir daí, o sistema operacional "toma" o controle da máquina. O sistema operacional
reveza sua execução com a de outros programas, como se estivesse vigiando, controlando e orquestrando todo o
processo computacional.

Segundo Tanenbaum,[1], pela perspectiva do usuário ou programador, existem dois modos distintos de conceituar um
sistema operacional:

numa visão de cima para baixo (top-down): é uma abstração do hardware, fazendo o papel de intermediário entre
os programas (software) e os componentes físicos do computador (hardware); ou
numa visão de baixo para cima (bottom-up): é um gerenciador de recursos, i.e., que controla as aplicações
(processos) a executar, como, quando e com quais recursos (memória, disco, periféricos).
Um sistema operacional é projetado para ocultar as particularidades de hardware (ditas "de baixo nível") e, com sua
atuação, criar uma máquina abstrata que fornece às aplicações serviços compreensíveis ao usuário (ditas "de alto
nível")[2].

Índice
História
Visão geral
Sistemas operacionais modernos
Estrutura em camada
Funcionamento
Gerenciamento de processos
Gerenciamento de memória
Swapping
Gerenciamento de recursos
Entrada e saída de dados
Sistema de arquivos
Tipos de sistemas
Sistema Mono-programado
Sistema em Lote
Sistema multi-processadores
Sistema Multi-programado para Tempo Real
Interface de uso
Interface de terminal
Interface textual
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operativo 1/10
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Interface gráfica
Interface de voz
Classificações
Em relação ao seu projeto (arquitetura)
Quanto ao gerenciamento de processos
Quanto à quantidade de usuários concorrentes
Exemplos de sistemas operacionais
Para desktop/servidores
Para dispositivos móveis (tablets e smartphones)
Referências
Referências bibliográficas
Ver também

História
Na segunda geração (aproximadamente 1945-1955), os computadores eram tão
grandes que ocupavam salas imensas, ou mesmo andares inteiros. Foram
basicamente construídos com válvulas e painéis, e os sistemas operacionais "não
existiam". Os programadores, que também eram os operadores, controlavam o
computador por meio de chaves, fios e luzes de aviso.

Nomes como Howard Aiken (Harvard), John von Neumann (Instituto de


Estudos Avançados de Princeton), John Adam Presper Eckert Jr e William
Mauchley (Universidade da Pennsylvania) e Konrad Zuse (Alemanha)
formaram, com suas contribuições, a base humana para o sucesso na construção
dos computadores primitivos. Na geração seguinte (aproximadamente 1955-
1965), foram criados os sistemas em lote (batch systems), que permitiram Sistema operacional em linha de
melhor uso dos recursos computacionais. A base do sistema operacional era um comando.
programa monitor, usado para enfileirar tarefas (jobs). O usuário foi afastado do
computador; cada programa era escrito em cartões perfurados, que por sua vez eram carregados, juntamente com o
respectivo compilador (normalmente Fortran ou Cobol), por um operador, que por sua vez usava uma linguagem de
controle chamada JCL (job control language).

No início da computação os primeiros sistemas operacionais eram únicos, pois cada mainframe vendido necessitava de
um sistema operacional específico. Esse problema era resultado de arquiteturas diferentes e da linguagem que cada
máquina utilizava. Após essa fase, iniciou-se a pesquisa de sistemas operacionais que automatizassem a troca de tarefas
(jobs), pois os sistemas eram monousuários e tinham cartões perfurados como entrada (eliminando, assim, o trabalho
de pessoas que eram contratadas apenas para trocar os cartões perfurados).

Diz-se que Alan Turing era um mestre nos primeiros Manchester Mark I, e ele já estava derivando a concepção
primitiva de um sistema operacional a partir dos princípios da máquina de Turing universal.[3]

Um dos primeiros sistemas operacionais de propósito geral foi o CTSS, desenvolvido no MIT. Após o CTSS, o MIT, os
laboratórios Bell da AT&T e a General Electric desenvolveram o Multics, cujo objetivo era suportar centenas de
usuários. Apesar do fracasso comercial, o Multics serviu como base para o estudo e desenvolvimento de sistemas
operacionais. Um dos desenvolvedores do Multics, que trabalhava para a Bell, Ken Thompson, começou a reescrever o
Multics num conceito menos ambicioso, criando o Unics (em 1969), que mais tarde passou a chamar-se Unix. Os
sistemas operacionais eram geralmente programandos em assembly, até mesmo o Unix em seu início. Então, Dennis
Ritchie (também da Bell) criou a linguagem C a partir da linguagem B, que havia sido criada por Thompson.
Finalmente, Thompson e Ritchie reescreveram o Unix em C. O Unix criou um ecossistema de versões, onde destacam-
se: System V e derivados (HP-UX, AIX); família BSD (FreeBSD, NetBSD, OpenBSD, etc.), Linux e até o Mac OS X (que

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deriva do Mach e FreeBSD). O BSD foi lançado em 1977, sendo ele um sistema operacional fortemente baseado no Unix,
focado principalmente para a execução em máquinas específicas de alto desempenho, como o famoso computador VAX,
o qual foi uma referência de hardware na época.

Durante a década de 70, o Unix foi distribuído gratuitamente (incluindo seu código fonte) para universidades e órgãos
governamentais norte-americanos, o que conferiu muita popularidade a este sistema. Sua interface era totalmente em
modo texto, sem interface gráfica. Quando começaram a aparecer os computadores pessoais, houve a necessidade de
um sistema operacional de utilização mais fácil. Em 1980, William (Bill) Gates e seu colega de faculdade, Paul Allen,
fundadores da Microsoft, compram o sistema QDOS ("Quick and Dirty Operating System") de Tim Paterson por
$50.000, batizam-no de MS-DOS (Microsoft Disk Operating System). O DOS original, de desenvolvimento da IBM, foi
o sistema operativo que a IBM apresentou aquando do lançamento do primeiro PC, vendeu muitas cópias, como o
sistema operativo nos computadores pessoais desenvolvidos pela IBM. IBM convidou a Microsoft para uma parceria
para o desenvolvimento da versão 2 do IBM OS/2, um sistema operacional. Após o fim da breve parceria a IBM seguiu
sozinha com o desenvolvimento do OS/2 a que deu o nome de OS/2 Warp, concorrendo directamente com o MS
Windows95.

No começo da década de 1990, um estudante de computação finlandês postou um comentário numa lista de discussão
da Usenet dizendo que estava desenvolvendo um núcleo de sistema operacional e perguntou se alguém gostaria de
auxiliá-lo na tarefa. Este estudante chamava-se Linus Torvalds e o primeiro passo em direção ao tão conhecido Linux foi
dado naquele momento.

Visão geral
Existem vários sistemas operativos; entre eles, os mais utilizados no dia a dia, normalmente utilizados em
computadores domésticos, são o Windows, Linux e macOS.

Um computador com o sistema operativo instalado poderá não dar acesso a


todo o seu conteúdo dependendo do utilizador. Com um sistema operativo,
podemos estabelecer permissões a vários utilizadores que trabalham com este.
Existem dois tipos de contas que podem ser criadas num sistema operativo, as
contas de Administrador e as contas limitadas.

A conta Administrador é uma conta que oferece todo o acesso à máquina, desde
a gestão de pastas, ficheiros e software de trabalho ou entretenimento ao
controle de todo o seu Hardware instalado.

A conta Limitada é uma conta que não tem permissões para aceder a algumas
pastas ou instalar software que seja instalado na raiz do sistema ou então que
tenha ligação com algum Hardware que altere o seu funcionamento normal ou
personalizado pelo Administrador. Para que este tipo de conta possa ter acesso
a outros conteúdos do disco ou de software, o administrador poderá O OS/360 foi colocado na
personalizar a conta oferecendo permissões a algumas funções do sistema como estrutura principal de todos os
também poderá retirar acessos a certas áreas do sistema. computadores IBM no início de
1964, incluindo os computadores
O sistema operativo funciona com a iniciação de processos que este irá precisar que ajudaram a NASA a colocar
para funcionar corretamente. Esses processos poderão ser ficheiros que o homem na lua.
necessitam de ser frequentemente atualizados, ou ficheiros que processam
dados úteis para o sistema.

Poderemos ter acesso a vários processos do sistema operativo a partir do gestor de tarefas, onde se encontram todos os
processos que estão em funcionamento desde o arranque do sistema operativo até a sua utilização atual. Pode-se
também visualizar a utilização da memória por cada processo, no caso de o sistema operativo começar a mostrar erros

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ou falhas de acesso a programas tornando-se lento, pode-se verificar no gestor de tarefas qual dos processos estará
bloqueado ou com elevado número de processamento que está a afectar o funcionamento normal da memória.

Sistemas operacionais modernos


Um sistema computacional moderno consiste em um ou mais processadores, memória principal, discos, impressoras,
teclado, mouse, monitor, interfaces de rede e outros dispositivos de entrada e saída. Enfim, é um sistema complexo. Se
cada programador de aplicações tivesse de entender como tudo isso funciona em detalhes, nenhum código chegaria a
ser escrito. Além disso, gerenciar todos esses componentes e usá-los de maneira otimizada é um trabalho extremamente
difícil. Por isso, os computadores têm um dispositivo de software denominado sistema operacional, cujo trabalho é
fornecer aos programas do usuário um modelo de computador melhor, mais simples e mais limpo e lidar com o
gerenciamento de todos os recursos mencionados.[4]

Um dos conceitos mais fundamentais dos Sistemas Operacionais Modernos é a distinção entre o programa e a atividade
[5]
de executá-lo. O programa é apenas um conjunto estático de diretrizes e sua execução é uma atividade dinâmica .

Outra das diferenças que podemos observar entre um sistema operacional e aplicações convencionais é a forma com que
suas rotinas são processadas em função do tempo. Um sistema operacional não é executado de forma estruturada. Suas
rotinas são executadas concorrentemente em função de eventos assíncronos. Em outras palavras, eventos que podem
ocorrer a qualquer momento.[6]

Estrutura em camada
A Estruturação em camadas é um modelo de Sistema Operacional que o divide em várias camadas sobrepostas. Cada
camada proporciona um conjunto de funções que pode ser usado por outras camadas.

Uma das maiores vantagens desse modelo de camadas é isolar o sistema operacional, facilitando sua alteração e
depuração, além de criar uma hierarquia de níveis de modos, protegendo as camadas mais internas.

O empilhamento de várias camadas de software faz com que cada pedido de uma aplicação demore mais tempo para
chegar até o dispositivo periférico ou recurso a ser acessado, prejudicando o desempenho do sistema.

Funcionamento
Um sistema operacional possui as seguintes funções:

1. gerenciamento de processos;
2. gerenciamento de memória;
3. gerenciamento de recursos;
4. entrada e saída de dados;
5. sistema de arquivos.

Gerenciamento de processos
O sistema operacional multitarefa é preparado para dar ao usuário a ilusão que o número de processos em execução
simultânea no computador é maior que o número de processadores instalados. Cada processo recebe uma fatia do
tempo e a alternância entre vários processos é tão rápida que o usuário pensa que sua execução é simultânea.

São utilizados algoritmos de escalonamento para determinar qual processo será executado em determinado momento e
por quanto tempo.

Os processos podem comunicar-se, isto é conhecido como IPC (Inter-Process Communication). Os mecanismos
geralmente utilizados são:

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pipes;
named pipes;
memória compartilhada;
soquetes (sockets);
trocas de mensagens.
O sistema operacional, normalmente, deve possibilitar o multiprocessamento (SMP ou NUMA). Neste caso, processos
diferentes e threads podem ser executados em diferentes processadores. Para essa tarefa, ele deve ser reentrante e
interrompível, o que significa que pode ser interrompido no meio da execução de uma tarefa.

Gerenciamento de memória
O sistema operacional tem acesso completo à memória do sistema e deve permitir que os processos dos usuários
tenham acesso seguro à memória quando o requisitam.

Vários sistemas operacionais usam memória virtual, que possui 3 funções básicas:

1. Assegurar que cada processo tenha seu próprio espaço de endereçamento,


começando em zero, para evitar ou resolver o problema de relocação (Tanenbaum,
1999);
2. Prover proteção da memória para impedir que um processo utilize um endereço de
memória que não lhe pertença;
3. Possibilitar que uma aplicação utilize mais memória do que a fisicamente existente.
O primeiro servidor para
WWW rodou em um
Swapping NeXTSTEP baseado no
BSD.
Dentro de gerenciamento de memória, pode não ser possível manter todos os processos
em memória, muitas vezes por não existir memória suficiente para alocar aquele
processo. Para solucionar esse problema existe um mecanismo chamado swapping, onde a gerência de memória reserva
uma área do disco para o seu uso em determinadas situações, e um processo é completamente copiado da memória para
o disco; este processo é retirado da fila do processador e mais tarde será novamente copiado para a memória; Então, o
processo ficará ativo na fila novamente. O resultado desse revezamento no disco é que o sistema operacional consegue
executar mais processos do que caberia em um mesmo instante na memória. Swapping impõe aos programas um
grande custo em termos de tempo de execução, pois é necessário copiar todo o processo para o disco e mais tarde copiar
novamente todo o processo para a memória. Em sistemas onde o usuário interage com o programa durante sua
execução, o mecanismo de swapping é utilizado em último caso, quando não se é possível manter todos os processos na
memória, visto que a queda no desempenho do sistema é imediatamente sentida pelo usuário.[7]

Gerenciamento de recursos
Uma das tarefas com extrema importância atribuída ao sistema operacional é o gerenciamento de recursos, que tem a
função de definir políticas para gerenciar o uso dos recursos de hardware pelos aplicativos, resolvendo disputas e
conflitos. Vários programas de entrada de dados competem pela vez na CPU (Unidade Central de Processamento) e
demandam memória, espaço em disco e largura. O sistema operacional tem a função de cuidar de cada aplicativo e para
que os mesmos tenham recursos necessários para o melhor funcionamento e gerencia a capacidade limitada do sistema
para que possa atender todas as necessidades de aplicativos e usuários.

Entrada e saída de dados


Sistemas operacionais controlam e gerenciam a entrada e saída (E/S) de dispositivos por três razões. Primeiro, porque a
maioria do hardware do dispositivo utiliza uma interface de baixo nível, a interface do software é complexa. Em
segundo lugar, porque um dispositivo é um recurso compartilhado, um sistema operacional fornece acesso de acordo

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com as políticas que tornam a partilha justa e segura. Em terceiro lugar, um sistema operacional define uma interface
de alto nível que esconde detalhes e permite que um programador possa usar um conjunto coerente e uniforme das
operações ao interagir com os dispositivos.[8]

O subsistema de E/S pode ser divididos em três peças conceituais:

1. Uma interface abstrata que consiste funções de E/S de alto nível que os processos possam usar para executar I /
O;
2. Um conjunto de dispositivos físicos;
3. Software de driver de dispositivo que conecta os dois.

Sistema de arquivos
A memória principal do computador é volátil, e seu tamanho é limitado pelo custo do hardware. Assim, os usuários
necessitam de algum método para armazenar e recuperar informações de modo permanente.

Um arquivo é um conjunto de bytes, normalmente armazenado em um dispositivo periférico não volátil (p.ex., disco),
que pode ser lido e gravado por um ou mais processos.

Tipos de sistemas

Sistema Mono-programado
Também chamados como sistema mono-tarefa, o sistema operacional mono-programado possui apenas um
processador, realiza alocação de memória para somente um processo e um usuário por vez. Apresenta também uma
CPU ociosa durante E/S e sua implementação é feita de forma simples.

Sistema em Lote
O sistema em lote é também um sistema mono-processado e utiliza a linguagem de Controle de Tarefas (JLC).
Caracteriza-se por ter programas armazenados em disco ou fita, que uma vez iniciados, exigem pouca ou nenhuma
interação do usuário, processando de forma sequencial e contínua até o fim do job, quando então é devolvido o
resultado final do processamento.

Exemplos de JLC:

// $JOB
// $FORTRAN

Programa escrito em FORTRAN

// $LOAD
// $RUN

Dados de entrada do programa

// $END

Sistema multi-processadores
Os sistemas multi-processadores – dois ou mais processadores trabalhando juntos – podem ser divididos em duas
partes:

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Sistemas fortemente acoplados;


Sistemas fracamente acoplados.
Dentro de sistemas fortemente acoplados – memória única compartilhada por dois ou mais processadores, tendo um
mesmo sistema operacional gerenciando todos os processadores –, encontramos mais duas divisões:

Sistemas simétricos – onde os processadores têm a mesma função;


Sistemas assimétricos – onde um processador (mestre) pode executar serviços do sistema operacional.
Dentro de sistemas fracamente acoplados – mais de dois sistemas operacionais que são ligados por canal de
comunicação, tendo hardware e sistemas operacionais independentes – temos:

Sistemas operacionais de rede – cada sistema, também chamado host ou nó, possui seus próprios recursos de
hardware, como processadores, memória e dispositivos de entrada e saída. Os nós são totalmente independentes
dos terminais, sendo interconectados por uma rede de comunicação de dados, formando uma rede de
computadores. Os sistemas operacionais de rede são utilizados tanto em redes locais (Local Area Network - LAN),
como em redes distribuídas (Wide Area Network - WAN). A ligação entre os diversos nós é feita por uma interface
de rede que permite o acesso aos demais componentes da rede. Não existe um limite máximo para o número de
nós que podem fazer parte de uma rede de computadores. Cada nó é totalmente independente dos demais,
possuindo seu próprio sistema operacional e espaço de endereçamento. Os sistemas operacionais podem ser
heterogêneos. Na Internet, cada host pode estar processando um sistema operacional diferente, mas todos estão
se comunicando através do mesmo protocolo de rede, no caso, os protocolos da família TCP/IP (Transmission
Control Protocol/Internet Protocol).[6]
Sistemas operacionais distribuídos – computadores independentes que parecem um único computador aos olhos
do usuário; Trata-se de um conjunto de processos que são executados de forma concorrente, cada um dos quais
acessando um subconjunto de recursos do sistema. E essa comunicação é feita em forma de envio de
mensagens.

Sistema Multi-programado para Tempo Real


Os sistemas multi-programado para tempo real além de serem sistemas multi-programados, possuem um tempo de
resposta rígido e por isso são muito utilizados no controle de processos. Têm menos time-slice e mais prioridade,
ademais, seus processos são ativados por sensores. A aplicação deste tipo de sistema está em máquinas de usinas,
refinarias, tráfego aéreo, etc.

Interface de uso
Os sistemas operacionais fornecem abstração de hardware para que seus recursos possam ser usados de maneira
correta e padronizada, mas para ser possível operar um computador, é necessário fornecer também uma interface para
que o usuário possa desfrutar dos recursos do sistema. Atualmente as principais interfaces de uso são as seguintes:

Interface de terminal
A interface de terminal, também chamada de interface de linha de comando ou "CLI" (Command Line Interface)
funciona exclusivamente com o teclado. Os comandos são digitados a partir de um prompt e são interpretados por um
interpretador de comandos, conhecidos também por shells, bastante comuns em sistemas padrão POSIX. Um exemplo
de interpretador de comandos seria o Bash.

Usada geralmente por usuários avançados e em atividades específicas, como gerenciamento remoto, utiliza poucos
recursos de hardware em comparação a interface gráfica.

Interface textual
Assim como a interface de terminal, a interface textual também é baseada em texto, porém também tem à disposição
um ambiente de trabalho composto por menus, janelas e botões. Esse tipo de interface tinha um uso difundido em
aplicações baseadas no MS-DOS, que, inclusive, nas versões mais recentes contava com um gerenciador de programas e
arquivos baseados nesse tipo de interface (o DOS Shell). Atualmente essa interface é muito rara, praticamente restrita a

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sistemas implementados na década de 1980 e início da década de 1990. Esse


ambiente ainda prescinde do uso mouse, embora seja possível usá-lo através
do uso da biblioteca ncurses no desenvolvimento dos softwares.

Interface gráfica
Nesse tipo de interface, também chamada GUI (Graphic User Interface)
Aplicativo com interface textual,
além de menus, janelas e botões também existem figuras, tanto vetoriais
rodando no sistema operacional
quanto fotografias. O usuário interage com esse tipo de interface usando o FreeDOS
mouse, podendo também usar o teclado e teclas de atalho, ou então usando
toques e gestos em touchscreens. A interface gráfica permite atuar com
algumas aplicações que seriam impossíveis através da linha de comando puramente, como edição de imagem e vídeo.
Acrescentar facilidade de uso e agilidade é o objetivo da interface gráfica, tendo a desvantagem de consumir muito mais
memória que interfaces de linha de comando. Ao contrário das interfaces textuais e de terminal, as interfaces gráficas
dependem de um servidor gráfico para funcionar e se comunicar com o sistema, e no caso dos sistemas para desktops e
laptops, inclui um gerenciador de janelas em muitos casos, para que seja possível usar mais de um aplicativo na mesma
tela. Em sistemas padrão POSIX é comum existir mais de um ambiente gráfico para o mesmo sistema, podendo ser
escolhido a critério do usuário.

Interface de voz
Interfaces de voz, ou VUI (Voice User Interface), são aquelas em que o usuário interage com o sistema por meio de
comandos sonoros. Sendo de desenvolvimento relativamente recente, tem sua aplicação em dispositivos adaptados para
cegos e recentemente têm aparecido também para uso geral em smartphones, tablets e desktops.

Classificações

Em relação ao seu projeto (arquitetura)


Núcleo monolítico ou monobloco: o núcleo consiste em um único
processo executando numa memória protegida (espaço de núcleo)
executando as principais funções. Ex.: MAC OS X, OS/2,
Windows, Linux, FreeBSD.
Micronúcleo ou modelo cliente-servidor: o núcleo consiste de
funções mínimas (comunicação e gerenciamento de processos), e
outras funções, como sistemas de arquivos e gerenciamento de
memória, são executadas no espaço do usuário como serviços; as
aplicações (programas) são os clientes. Ex.: GNU Hurd, Mach.
Sistema em camadas: funções do núcleo irão executar em
camadas distintas, de acordo com seu nível de privilégio. Ex.:
Multics. Um exemplo da linha de comando
Monitor de máquinas virtuais: fornece uma abstração do hardware
para vários sistemas operacionais. Ex.: VM/370, VMware, Xen.

Quanto ao gerenciamento de processos


Monotarefa: pode-se executar apenas um processo de cada vez Ex.: MS-DOS.
Multitarefa: além do próprio SO, vários processos de utilizador (tarefas) estão carregados em memória, sendo que
um pode estar ocupando o processador e outros ficam enfileirados, aguardando a sua vez. O compartilhamento de
tempo no processador é feito de modo que o usuário tenha a impressão que vários processos estão sendo
executados simultaneamente. Cada processo recebe um tempo para ser executado. Ao final desse tempo, outro
processo é executado. Essa alternância de processos chama-se concorrência.
Multitarefa cooperativa: Executa dois ou mais programas em simultâneo mas o programa que está em primeiro
plano tem controlo sobre o processador. Neste caso se este programa falhar bloqueia o computador e tem que ser
reiniciado. Exemplo de SO: Windows 3.x e versões anteriores ao Mac OS 8.
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Multitarefa preemptiva: É o processador que controla a execução dos programas, desta forma permite ao sistema
operativo recuperar o controlo caso um programa bloqueie. O utilizador perde os trabalhos do programa que
falhou mas os restantes programas continuam a trabalhar. Exemplo de SO: Unix; Linux; Windows 95 e superiores;
MAC OS 8 e superiores; etc.
Elemento de lista com marcas: Ex: OS/2, Windows, Linux, FreeBSD e o Mac OS X. Cabe destacar que processos
só podem estar executando simultaneamente caso o sistema seja multiprocessado, já que, em que cada instante
de tempo, apenas um processo está em execução em um processador ou núcleo de processamento (core).
Multiprocessamento: o SO distribui as tarefas entre dois ou mais processadores. Se os processadores estivem na
mesma máquina física, o sistema é chamado de Sistema Multiprocessado Fortemente Acoplado. Caso esteja em
máquinas diferentes, trata-se de um Sistema Multiprocessado Fracamente Acoplado.

Quanto à quantidade de usuários concorrentes


Monousuário: apenas um usuário por vez (apesar de poder suportar recursos como troca de usuário). Ex.:
Windows. Esse também pode ser acessado por terminais e conexão remota.
Multiusuário: vários usuários usam o computador ao mesmo tempo, seja por diversos terminais, seja por conexão
remota como o SSH. Ex.: Linux, Unix.

Exemplos de sistemas operacionais

Para desktop/servidores
FreeDOS OS/2 †
BeOS †
Gentoo OpenSuSE
CentOS
Haiku PCLinuxOS
CP/M †
Inferno Plan 9
DaVinci OS
Linux Mint ReactOS
Debian
macOS Slackware
Arch Linux
Mac OS Classic † Solaris
Manjaro Linux
Mageia Unix System V
Sabayon Linux
MenuetOS Ubuntu
SolusOS
MINIX Microsoft Windows
DragonflyBSD
MS-DOS † Elementary OS
eComStation
NetBSD
Fedora https://pt.wikipedia.org/wiki/FreeBSD
NeXTStep †
FreeBSD
OpenBSD

Para dispositivos móveis (tablets e smartphones)


iOS WebOS
Android
Maemo Windows Mobile †
Bada
MeeGo Windows Phone†
Blackberry OS
Tizen Symbian OS †
Firefox OS †
Ubuntu Touch RedHat
† - descontinuado

Referências
C&lpg=PP1&pg=PP1#v=onepage&q). [S.l.]: Springer.
1. Tanenbaum, Andrew S. (2006). Operating systems: pp. 4–7. ISBN 0-387-95113-X
design and implementation. USA: Prentice Hall.
4. Tanenbaum, Andrew S. (2009). Sistemas operacionais
6 páginas
modernos. São Paulo: Pearson Education do Brasil
2. Comer, Douglas (2012). Operating system design: the Ltda
XINU approach, Linksys version. New York: CRC
5. J. GLENN BROOKSHEAR,CIENCIA DA
Press. 2 páginas
COMPUTAÇAO: UMA VISAO ABRANGENTE,
3. Hansen, Per Brinch, ed. (2001). Classic Operating Bookman, 2005
Systems (http://books.google.com/?id=-PDPBvIPYBk

https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operativo 9/10
05/05/2019 Sistema operativo – Wikipédia, a enciclopédia livre

6. F. B. Machado; L. P. Maia, Arquitetura de Sistemas Didáticos - No 11 - Editora Sagra Luzzatto - UFRGS)


Operacionais, LTC, 2007 8. Comer, Douglas (2012). Operating system design: the
7. (Sistemas Operacionais - Rômulo Silva de Oliveria, Xinu approach. New York: CRC Press. 239 páginas
Alexandre Carissimi e Simão Toscani - Série Livros

Referências bibliográficas
BACH, Maurice J. The design of the Unix operating system. Upper Saddle River: Prentice Hall. 1990.
BOVET Daniel P.; CESATI, Marco. Understanding de Linux kernel. 3.ed. Sebastopol: O'Reilly. 2005.
MCKUSICK, Marshall K.; NEVILLE-NEIL, George V. The design and implementation of the FreeBSD operating
system. Upper Saddle River: Addison-Wesley. 2004.
RUSSINOVITCH, Mark E.; SOLOMON, David A. Microsoft Windows internals. 4.ed. Redmond: Microsoft Press.
2005.
SILBERSCHATZ, Avi; GALVIN, Peter B.; GAGNE, Greg. Operating system concepts. 7.ed. Hoboken: Wiley.
2005.
STALLINGS, William. Operating systems: internals and design principles. 5.ed. Upper Saddle River: Pearson
Prentice Hall. 2004.
TANENBAUM, Andrew. Sistemas operacionais modernos. Rio de Janeiro: LTC. 1999.

Ver também
Sistema operacional móvel
Pseudossistema operacional
Sistema distribuído
Lista de sistemas operativos
Inter-Process Communication
Sistemas operacionais on-line
Sistema operacional em disco
Root no Android
Sistema Operacional de Tempo-Real

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