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ROTEIRO PARA UMA INVESTIGAƒ„O DE ACIDENTE DE TRABALHO

DIRETRIZES E PRINC…PIOS
O acidente constitui um evento particular que inicia um ciclo indesejado em
segurança no trabalho: acaba momentaneamente o bem estar da prevenção e uma
sensação de derrota envolve a equipe do SESMT.
Chegou à hora de zerar a estatistica de acidentes e começar a pensar o que foi
esquecido ou negligenciado para que o evento ocorresse. Como em todos os eventos em
que há uma perda, de certa maneira todos se perguntam o que poderia ter feito
pessoalmente para ter evitado a situação que muitas vezes incapacita temporária ou
definitivamente um companheiro.

Inúmeros manuais e livros falam


sobre o acidente. Você já deve ter lido
diversos Relatórios e Recomendações. O
artigo abaixo é bastante abrangente, pois
introduz muito mais questões do que
respostas, em relação ao acidente de
trabalho. As diversas seções dos textos
nos ajudam a fazer uma reflexão sobre a
prevenção no dia a dia e nos levam às
perguntas essenciais que todos tentamos
evitar.

Tradução livre de uma publicação


do Canadian Centre for Occupational Health & Safety

1. que † um acidente e porque deve ser investigado?


2. Quem deve investigar o acidente?
3. O supervisor imediato do setor onde ocorreu o acidente deve fazer parte da
investiga‡ˆo? Porque?
4. Quais as etapas envolvidas na investiga‡ˆo de um acidente?
5. O que deve ser verificado como a causa de um acidente?
6. Como os fatos devem ser coletados?
7. O que eu devo saber quando realizar as an‰lises e conclusŠes
8. Como as recomenda‡Šes devem ser feitas
9. O que deve ser feito quando a investiga‡ˆo revela erro humano
10. Como devem ser compartilhadas as informa‡Šes da investiga‡ˆo

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DEFINIƒ‹ES

O termo incidente refere-se a um evento imprevisível que não causa lesão ou


dano naquele momento mas tinha o potencial da causá-lo. O acidente pode ser definido
como um evento não planejado que interrompe o cumprimento de uma atividade e pode
ou não incluir lesão ou dano patrimonial. Razões para investigar um acidente de
trabalho:

a) Encontrar a causa do acidente e prevenir acidentes similares no


futuro;
b) Para cumprir determinação legal;
c) Para determinar o custo do acidente;
d) Para determinar o nível de conformidade legal da empresa com as
NRs
e) Para processar reclamações trabalhistas

INVESTIGAƒ„O

Quando um acidente é investigado a ênfase deve se concentrar em achar a causa


primária (raiz). Quando a causa primária é determinada, geralmente encontram-se
diversos eventos que eram previsíveis e poderiam ter sido prevenidos se as ações
corretas tivessem sido adotadas. O objetivo principal é encontrar fatos que levaram a
precipitar o acidente e não culpa. Sempre pesquisar as causas mais profundas. Não
adianta simplesmente registrar as etapas que levaram ao evento.

De forma ideal, a investigação deve ser


conduzida por alguem experiente em causas de
acidentes, em técnicas de investigação e totalmente
inteirado dos processos de trabalho, procedimentos,
pessoas e o ambiente das relações industriais naquela
situação particular. Em alguns países existem
regulamentos que exigem uma investigação conjunta,
entre os representantes da gerencia e dos trabalhadores
da empresa. No Brasil, é o caso da NR-5 (CIPA):
5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando: 205.064-1 / I3
a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que determine aplicação
de medidas corretivas de emergência;
b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;
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c) houver solicita€•o expressa de uma das representa€‚es.

Na maioria dos casos, o supervisor deve ajudar na investigaۥo do evento.


Outros membros de uma equpe de investigaۥo de acidente, pode incluir:

a) Trabalhadores com conhecimento do trabalho;


b) Tecnico de Seguran€a;
c) CIPA;
d) Representante sindical;
e) Empregados com experiƒncia em investiga€•o;
f) Perito externo;
g) Representante do governo (Auditor Fiscal);

A vantagem do Supervisor na investiga€•o „ que ele provavelmente „ o mais


inteirado do trabalho e das pessoas envolvidas nessas condi€‚es. Posteriormente, o
supervisor pode tomar a€‚es corretivas. A desvantagem „ que o supervisor pode tentar
encobrir as deficiƒncias do pessoal subordinado. Essa situa€•o pode n•o ocorrer se o
acidente „ investigado por uma equipe e se o representante dos trabalhadores e os
membros revisarem a fundo o relat…rio da investiga€•o do acidente.

PORQUE OLHAR PARA A RAIZ DO PROBLEMA?

Um investigador que acredita que o acidente „ causado por condi€‚es inseguras


ir† provavelmente tentar descobrir as causas e condi€‚es. Por outro lado, aquele que
acredita que o acidente „ causado por atos inseguros, ir† tentar encontrar erros humanos
no evento. Entretanto, „ necess†rio examinar fatores subjacentes em uma cadeia de
eventos que acaba no acidente. Mesmo no mais simples acidente, raramente, se n•o
sempre, n•o h† somente uma simples causa. Por exemplo, se uma investiga€•o que
conclue que um acidente foi devido a um ato inseguro e n•o vai adiante, falhar† em
buscar respostas para algumas importantes perguntas:

a) O trabalhador estava distraŒdo? Em caso positivo, porque?


b) Os procedimentos de seguran‡a foram adotados? Se nˆo, porque nˆo?
c) Os equipamentos de seguran‡a estavam em ordem? Se nˆo, porque?
d) O trabalhado recebeu treinamento? Se nˆo, porque?

Uma investiga€•o que responde essas e outras quest‚es relacionadas


provavelmente ir† revelar as condi€‚es mais prop‡cias de corre€•o do que uma tentativa
de prevenir “ato inseguro”.

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ETAPAS ENVOLVIDAS NA INVESTIGAƒ„O DE UM


ACIDENTE

a) informar o acidente a uma pessoa designada dentro da


organiza‡ˆo
b) providenciar primeiros socorros e assistencia m†dica
a pessoas acidentadas e prevenir futras lesŠes
c) investigar
d) identificar as causas
e) elaborar um Relat•rio
f) desenvolver um plano para a‡Šes corretivas
g) implementar este plano
h) avaliar a efetividade das a‡Šes corretivas;
i) desenvolver mudan‡as para contŒnuas melhorias;

Um intervalo de tempo deve ser empregado entre o momento do acidente e o


início da investigação. Dessa forma, será possível observar as condições exatamente
como elas estavam ao tempo do acidente, prevenir a perda de evidencias e indícios e
identificar as testemunhas. Algumas ferramentas podem ser necessárias para a equipe de
investigação, incluindo câmeras e gravadores, para não se permitir perda de tempo.

MODELOS DE CAUSAS DE ACIDENTES

Vários modelos de causas de acidentes têm sido propostos,


desde a teoria do domino até á Arvore de Causas.

Essas causas podem ser agrupadas em cinco categorias:


tarefa, material ambiente, pessoal e gestão.

TAREFA

1. Foi utilizado procedimentos de seguran‡a?


2. Houve mudan‡as nas condi‡Šes que pudessem
tornar os procedimentos inseguros?
3. As ferramentas e materiais apropriadas estavam
disponŒveis?
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4. Os equipamentos de seguran‡a estavam funcionando de forma apropriada?


5. Os empregados foram obrigados a trabalhar de forma insegura?
6. Para a maioria das questŠes, acrescente: se nˆo, porque?”

MATERIAL

1. Algum equipamento falhou?


2. O que causou a falha?
3. Os equipamentos t•m um design ergonŽmico?
4. Haviam substancias perigosas envolvidas?
5. Havia uma substancia menos perigosa disponŒvel?
6. A mat†ria-prima estava fora dos padrŠes?
7. Os EPI estavam sendo utilizados?
8. O uso dos EPIS foi precedido de treinamento?
9. Para todas as perguntas, “se nˆo, por que?”

AMBIENTE DO TRABALHO

Quais as condi‡Šes do ambiente: ruido, calor, frio, ilumina‡ˆo, gases,


poeiras fumos?

PESSOAL

1. Os trabalhadores eram experientes no trabalho?


2. Eles estavam adequadamente treinados?
3. Eles podiam fisicamente fazer o trabalho?
4. Qual a situa‡ˆo de sa•de deles?
5. Eles estariam apresentando fadiga?
6. Eles estariam submetidos a stress (do trabalho ou pessoal?)

GEST„O

1. As normas de seguran‡a foram comunicadas e entendidas por todos os


trabalhadores?
2. Haviam procedimentos por escrito?
3. Havia adequada supervisˆo?
4. Os trabalhadores haviam sido treinados?
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5. Os riscos haviam sido previamente identificados?


6. Os equipamentos estavam em regular estado de manuten‡ˆo?
7. Haviam inspe‡Šes de seguran‡a regulares?

COLETA DE DADOS

As etapas de uma investiga‡ˆo de acidentes sˆo simples: os investigadores


re•nem e analisam informa‡Šes, desenham conclusŠes e fazem recomenda‡Šes.
Embora esses procedimentos sejam objetivos, cada etapa pode ser as suas falhas. •
necess‰rio uma mente aberta: no‡Šes preconceituosas pode resultar em algumas
dire‡Šes erradas quando se deixa alguns fatos relevantes encobertos.

Todas as possiveis causas devem ser consideradas. Elaborar id†ias e


anota‡Šes enquanto ocorrem † uma boa pr‰tica mas conclusŠes nˆo devem ser
tomadas antes que todas as informa‡Šes tenham sido colhidas. As tarefas imediatas
mais importantes - opera‡Šes de resgate, tratamento m†dico das lesŠes e preven‡ˆo
de lesŠes subsequentes – tem prioridade e nˆo devem sofrer interfer•ncias com
essas atividades. Quando essas situa‡Šes estiveram sob controle, os investigadores
entˆo come‡am seus trabalhos.

EVID’NCIAS

Antes de tentar reunir informa‡Šes, o local deve ser examinado por uma
r‰pida inspe‡ˆo geral e identifica‡ˆo de
todas as testemunhas. Em alguns paises, um
local de acidente nˆo pode ser perturbado
sem uma aprova‡ˆo posterior de autoridades
oficiais. As evidencias fŒsicas (indŒcios e
vestŒgios) sˆo as informa‡Šes disponŒveis
menos controversas. Estas evidencias sˆo
tambem sujeitas a uma r‰pida mudan‡a ou
desaparecimento; entretanto, deve ser a
primeira a ser registrada, al†m de:

a) Posi‡ˆo dos trabalhadores acidentados


b) Equipamentos que estavam sendo utilizadas
c) Materiais ou produtos quŒmicos em uso
d) Dispositivos de seguran‡a
e) Posi‡ˆo de conten‡Šes
f) Posi‡ˆo de controles das m‰quinas
g) Defeitos nos equipamentos
h) Limpeza e higiene da ‰rea
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i) Condi‡Šes ambientais, incluindo o hor‰rio em que ocorreu

O local deve ser fotografado antes de qualquer coisa ser movida, ambas a
‰rea em geral e os itens especŒficos. Um estudo posterior cuidadoso desses
materiais pode revelar condi‡Šes ou observa‡Šes que possam ter sido omitidos.
Desenhos da cena do acidente baseados em medidas podem tambem ajudar em
an‰lises subsequentes e poder auxiliar em relat•rios escritos. Equipamentos
danificados, carca‡as e amostras de material envolvidos podem ser removidos para
an‰lises posteriores por peritos. Mesmo tendo sido realizadas fotos, devem ser
preparadas anota‡Šes no local do acidente.

NR-05
COMISSÃO INTERNA DE
TITULO PREVENÇÃO DE ACIDENTES - CIPA
(107.000-2)
Estabelece parâmetros para o dimensionamento
RESUMO de equipe dos empregados corresponsável pela gestão
dos riscos nos ambientes de trabalho
Eleição e escolha de representantes dos empregados e do
empregador; registro na DRT; Relatórios de Reuniões
IMPOSIÇÕES regulares; elaboração do Mapa de Riscos, colaborar na
elaboração dos Programas (PCMSO, PPRA), promover
Campanhas (SIPAT)
Até 6.000 UFIR
INFRAÇÕES (calculadas para empresas de médio porte - 50/100
trabalhadores)

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M•TODO ARVORE DAS CAUSAS

ASPECTOS HIST“RICOS
O método ADC foi desenvolvido na França no início dos anos 70, a partir de
demandas concretas, oriundas da constatação de que a incidência dos acidentes do
trabalho, que vinha decrescendo nos 20
anos precedentes, começava
a apresentar indesejável estagnação
(22, 23).
Por outro lado, importantes
estudos vinham sendo desenvolvidos
na década de 60 com financiamento da
Comunidade Européia do Carvão e do
Aço, dentre os quais se destacam os de
FAVERGE (11) e de LEPLAT (19),
estudos estes que passaram a
incorporar a noção de sistema na
análise dos acidentes do trabalho:
O acidente começa então a ser considerado como manifestação aparente do mau
funcionamento de um sistema sócio-técnico aberto, organizado em função de
determinado fim - produção de bens ou serviços (11). Cabe ressaltar também a
incorporação da noção de multicausalidade na origem dos AT, que já vinha sendo
desenvolvida nos anos 50, em relação a estes fenômenos.
É de autoria de CUNY e KRAWSKY (9) a publicação de 1970 que apresenta os
fundamentos iniciais do método que será progressivamente desenvolvido por
pesquisadores do INRS nos anos subseqüentes e que tem, como ponto de partida,
segundo os próprios autores, os trabalhos de Faverge2 e de Herbst3.
Aspecto extremamente interessante diz respeito ao fato de CUNY e KRAWSKY
(9) terem desenvolvido os fundamentos iniciais do método, atualmente conhecido como
método INRS ou método ADC, a partir das descrições de 184 acidentes, feitas por
contramestres e pessoal do serviço de segurança de uma mesma usina siderúrgica,
ocorridos entre 1965 e 1968.
Em outras palavras, os autores tiveram à sua disposição registros de AT cuja
qualidade em termos de clareza, precisão e riqueza de detalhes propiciaram o início do
desenvolvimento de um método, atualmente conhecido internacionalmente,
principalmente a partir de sua inclusão, em 1983, na Enciclopédia da Organização
Internacional do Trabalho (34).
Três publicações merecem menção em relação ao método ADC, por tratar-se dos
estudos que deram continuidade à investigação de CUNY e KRAWSKY (9),
completando e aprofundando os enunciados iniciais. Trata-se de um estudo de
KRAWSKY, CUNY e MONTEAU, de 1972 (17), um segundo estudo, de MONTEAU
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(32) datado de 1974 (re-editado em 1977 pelo “Office des Publications Officielles des
Communaut„s Europeenes”) e, finalmente um texto de 1975 de MERIC, MONTEAU e
SZEKELY (23).
Do ponto de vista do contexto francƒs dos anos 70, trata-se de pa‡s que, tendo
apresentado per‡odo de decr„scimo de incidƒncia dos acidentes de trabalho em fun€•o
da ado€•o de medidas t„cnicas (seguran€a de m†quinas, melhoria de postos de trabalho,
etc) e de controle de ambientes e de condi€‚es de trabalho (por meio de todo um aparato
jur‡dico-institucional adequadamente preparado e estruturado), come€a a apresentar
estagna€•o da taxa de frequƒncia destes fenŠmenos.
Tal situa€•o, levando ‹ busca de novos instrumentos para
enfrentamento do problema representado pelos acidentes, acaba por dar nascimento ao
m„todo INRS (sigla da institui€•o que o desenvolveu), atualmente conhecido como
M„todo de Œrvore de Causas ou, simplesmente, m„todo ADC.

ASPECTOS TE“RICOS E METODOL“GICOS

O m„todo ADC parte de dois princ‡pios b†sicos: o de que o acidente do trabalho


„ um fenŠmeno multicausal e que ocorre no interior de um sistema s…cio-t„cnico aberto,
configurando sinal ou sintoma de disfuncionamento deste, de acordo com a an†lise de
FAVERGE (11).
De maneira simplificada pode-se dizer que o m„todo ADC comp‚e-se de um
conjunto de princ‡pios e de regras que permitem, a partir do acidente (e tamb„m do
quase-acidente, do incidente e do desgaste material), identificar progressivamente os
fatores envolvidos em sua gƒnese, inicialmente pr…ximos ao AT e sucessivamente ‹
montante do mesmo.
Como unidade ou categoria de an†lise o m„todo utiliza a atividade que, por sua
vez, „ formada por quatro componentes: indiv‡duo (em seus aspectos f‡sicos e
psicol…gicos); tarefa, representada pelo conjunto de a€‚es executadas pelo indiv‡duo
enquanto participante da produ€•o (de bens ou servi€os, direta ou indiretamente);
material, entendido como todos os meios t„cnicos para que o indiv‡duo possa executar
sua tarefa e meio de trabalho, isto „, o ambiente f‡sico e social no qual o indiv‡duo
executa sua tarefa (9, 17, 32).
Como conceito fundamental ao seu desenvolvimento, o m„todo utiliza o
conceito de variaۥo, o que significa que, em relaۥo ao desenrolar habitual da
atividade, ou seja, sem ocorrƒncia de acidente, alguma coisa se passou de forma n•o
habitual e a isto denomina-se varia€•o. Cabe ressaltar que a varia€•o „ identificada em
rela€•o ao trabalho real e n•o ao trabalho prescrito. (23, 32) Isto significa que, se na
investiga€•o de um acidente, depara-se com uma situa€•o na qual uma prescri€•o n•o „
cumprida sistematicamente, este fato n•o constitui uma varia€•o mas um fato habitual
ou um antecedente habitual ou permanente, conceito este desenvolvido por oposiۥo ao
de variaۥo.
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A compreens•o exata do conceito de varia€•o, estabelecido por compara€•o a


uma situa€•o permanente ou habitual, „ imprescind‡vel ‹ utiliza€•o do m„todo ADC.
Assim, precisa ficar claro que, se a atividade se desenvolve de forma habitual, sem
ocorrƒncia de nenhuma altera€•o - varia€•o - n•o haver† acidente. O contr†rio,
entretanto n•o „ verdadeiro, isto „, pode haver varia€•o em rela€•o ‹ atividade normal,
sem que sobrevenha um acidente (9, 17, 32). Por exemplo, a designaۥo de um
trabalhador para outro posto de trabalho que n•o o seu constitui uma varia€•o e,
entretanto, em grande parte das vezes em que isto ocorre, n•o sobrevƒm acidentes.
Outro aspecto que precisa ficar claro em relaۥo ao conceito de variaۥo diz respeito ao
n•o cumprimento sistem†tico de normas ou regras de seguran€a. Se uma norma ou regra
n•o „ jamais cumprida, isto constitui um fato habitual e, por si s…, n•o explica a
ocorrƒncia do acidente, para o que „ imprescind‡vel a existƒncia de pelo menos uma
variaۥo (32).
Como princ‡pios fundamentais, destacam-se:
1” ) ampliar, a partir do acidente (ou do quase-AT, ou incidente ou desgaste de
material) a investiga€•o das varia€‚es e dos fatos habituais que participaram da gƒnese
do mesmo, de maneira sistem†tica em rela€•o aos quatro componentes da atividade:
indiv‡duo (I), tarefa (T), material (M) e meio de trabalho (MT). Esta investiga€•o deve
retroceder at„ o ponto em que fatos remotos em rela€•o ao acidente ca‡ram no
esquecimento, ou quando os investigadores j†
obtiveram todas as respostas ‹s quest‚es sucessivamente formuladas. A aplica€•o deste
princ‡pio traz como conseq•ƒncia a amplia€•o do campo de investiga€•o do AT
permitindo tanto a explora€•o de fatores remotos em rela€•o ‹ sua ocorrƒncia como,
particularmente, a evidencia€•o de fatores organizacionais relacionados ‹ gƒnese do
mesmo. (9, 17, 32)
2”) ater-se, na investiga€•o mencionada acima, exclusivamente a fatos ocorridos, quer
se trate de varia€‚es ou de fatos habituais, descrevendo-os de forma clara e concisa, de
modo a impedir emiss•o de ju‡zo de valor, vedada em todas as fases de aplica€•o do
m„todo e interpreta€‚es, vedadas nas fases de coleta e organiza€•o de informa€‚es
(fatos) e de constru€•o da †rvore (17, 22, 32). A obediƒncia a estas diretrizes faz
desaparecer das descri€‚es de acidentes termos
como “negligƒncia”, “descuido”, “imprudƒncia”, etc., substitu‡dos pela descri€•o
factual.
Finalmente, os especialistas franceses (23) recomendam que se dƒ preferƒncia ao
emprego do m„todo em acidentes de pequena gravidade, dado as implica€‚es legais
existentes nos acidentes graves, que podem levar ‹ omiss•o de informa€‚es importantes
o que, como ser† abordado ‹ frente, n•o coincide com nossa experiƒncia no Brasil.

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ETAPAS DO M•TODO

O uso adequado e duradouro do M„todo ADC, segundo a experiƒncia francesa


(39), requer que a empresa adote-o como um dos instrumentos de sua pol‡tica de
preven€•o de acidentes. Apenas nesta situa€•o todas as etapas descritas a seguir ter•o
condi€‚es de serem desenvolvidas.

COLETA DE INFORMAƒ‹ES

A coleta de informa€‚es deve ser realizada no pr…prio local de ocorrƒncia do


acidente, de modo a viabilizar a observaۥo de aspectos gerais do ambiente de trabalho
(‘lay-out”, ilumina€•o, ru‡do, organiza€•o, limpeza, etc.); caracter‡sticas de m†quinas
(sistemas de acionamento, zona de operaۥo,
etc), de ferramentas, de mat„rias-primas,
etc.; caracter‡sticas do posto de trabalho;
forma de execuۥo da tarefa cujo
desenvolvimento culminou com o acidente.
Enfim a vistoria do local de
ocorrƒncia do acidente, com elabora€•o de
esquemas e realizaۥo de fotografias,
complementadas com entrevistas de trabalhadores dever† permitir a reconstitui€•o mais
fiel poss‡vel de como o acidente que est† sendo investigado ocorreu.
Em rela€•o a esta etapa podemos colocar as seguintes quest‚es:
QUEM?
ONDE?
QUANDO?
COMO?
POR QUE?
Assim, come€ando a respondƒ-las, podemos dizer que, para as condi€‚es de
utiliza€•o do m„todo previstas por seus autores, isto „, pelo pessoal das empresas, a
coleta de dados deve ser feita por profissional conhecedor da maneira habitual de
realizaۥo da atividade em cujo desenrolar sobreveio o AT.
Acidentado, colegas de trabalho, supervisores ou contra-mestres, quadros
hier†rquicos superiores etc., dever•o todos responder ‹s quest‚es formuladas ‹ partir da
les•o provocada pelo AT, objetivando identificar o maior n•mero poss‡vel de fatores
envolvidos na gƒnese do mesmo.
A coleta de informa€‚es deve contar com a participa€•o de profissionais
adequadamente treinados na utiliza€•o do m„todo. O treinamento adequado „
considerado indispens†vel (14, 16, 25, 32, 40, 41). A coleta de dados, como j† foi dito,
realizada no pr…prio local de ocorrƒncia do AT, dever† ser efetuada o mais cedo
poss‡vel ap…s a ocorrƒncia do AT.
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N•o existe question†rio formulado “a priori” para coleta de informa€‚es,


balizando-se a investiga€•o pela hist…ria do desenrolar da atividade, tendo os
componentes da atividade - indiv‡duo, tarefa, material e meio de trabalho como pontos
de referƒncia para a condu€•o da investiga€•o.
• da maior import‘ncia que apenas fatos - habituais ou varia€‚es - sejam
registrados nesta fase. • imprescind‡vel que se obtenha uma descri€•o clara, precisa,
desprovida de interpreta€‚es e de emiss•o de ju‡zos de valor.
A observ‘ncia desta exigƒncia requer, por um lado, certo dom‡nio na linguagem
falada e escrita e, por outro lado, treinamento apropriado ao uso do m„todo.
No momento da coleta de dados „ fundamental a participa€•o dos diferentes
atores, direta ou indiretamente envolvidos no AT, para que se obtenham todas as
informa€‚es poss‡veis sobre os fatos que efetivamente ocorreram.

ORGANIZAƒ„O DAS INFORMAƒ‹ES OU FATOS


Os fatos que constam da descriۥo do acidente devem ser organizados (listados)
levando-se em consideraۥo tratar-se de variaۥo ou fato habitual e segundo
componente da atividade a que perten€a: indiv‡duo (I), tarefa (T), material (M) ou meio
de trabalho (MT).
A decis•o de apresentar de modo pr†tico esta etapa, por meio da descri€•o de um
acidente do trabalho a partir do qual ser† constru‡da a ADC4, coloca j† dois aspectos
que merecem ser explicitados: por um lado o da complexidade do fenŠmeno em si e, por
outro lado, o da indica€•o do uso do m„todo, isto „, para casos ocorridos em condi€‚es
nas quais os problemas mais graves, relativos ‹ falta de seguran€a de m†quinas, ‹
concep€•o inadequada de postos de trabalho e ‹ existƒncia de modos operat…rios
perigosos, j† foram solucionados. Nestas circunst‘ncias, aspectos
organizacionais envolvidos na gƒnese dos AT e evidenciados com o uso do m„todo
ADC adquirem grande import‘ncia para a preven€•o destes fenŠmenos como poder† ser
constatado no exemplo apresentado a seguir.

Resumo do acidente:

Sr L, 28 anos, trabalhador n•o especializado.

A empresa funcionava excepcionalmente ‹ noite a fim de dar vaz•o a um


excedente de estoque de mat„ria-prima. Por esta raz•o o n•mero de trabalhadores era
reduzido pois, ap…s a jornada normal, apenas uma parte do efetivo continuava
trabalhando . O Sr. L., 28 anos, oper†rio n•o especializado, trabalhava h† v†rios anos
com o Sr. A. no triturador.
A tarefa dos dois consistia em abastecer o triturador com a mat„ria-prima,
recolher o produto triturado em sacos e estoc†-los por meio de “palette” transportado
manualmente para local ao lado do triturador.
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Normalmente o trabalho era realizado sob responsabilidade de um chefe de


equipe cuja presença havia sido julgada dispensável à noite e o controle do trabalho dos
Srs. A. e L. haviam sido confiados diretamente ao responsável por outro setor, o qual
deveria ser chamado apenas em caso de dificuldade.
Dado que o número de trabalhadores estava reduzido em relação à jornada
normal, uma empilhadeira utilizada para outra tarefa encontrava-se disponível. Por sua
própria iniciativa o Sr. L., que não possuía habilitação para operar a empilhadeira,
começou a utilizá-la pois a chave da mesma encontrava-se sobre o painel.
Segundo os Srs. A. e L., perto de meia-noite e meia, isto é, três horas e meia
após o término da jornada normal, estando ambos cansados, pensaram em utilizar a
empilhadeira para economizar seus esforços e ganhar tempo na estocagem dos sacos.
Quando o Sr. L. efetuava uma curva em marcha-ré para mudar a posição do
veículo, este tombou, prensando-o entre o solo e a coluna direita do teto de segurança,
causando-lhe traumatismos múltiplos.

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Adaptação de acidente do trabalho discutido durante Curso sobre o Método de


Árvore de Causas, ministrado por Michel Meric de 14 a 18 de abril de 1994 no Centro
de Formação do INRS - Paris

Analisando-se a organizaۥo dos fatos, evidencia-se que a cada um deles


corresponde uma frase composta de sujeito, verbo e, conforme o caso, complemento. A
empilhadeira (sujeito) tomba (verbo). O chefe da equipe (sujeito) „ (verbo) um
substituto provis…rio (complemento). As frases s•o formuladas de maneira clara,
objetiva, de preferƒncia com o verbo no presente do indicativo, sem emprego de
palavras que, por seu pr…prio sentido, impliquem em interpreta€•o ou emiss•o de ju‡zo
de valor. Nesse sentido, cabe referir
que o fato “os Srs. A. e L. querem ganhar tempo” foi registrado face ‹s circunst‘ncias
isto „, trabalho noturno ultrapassando em 3h30 a jornada normal e por haver sido
expresso pelos dois trabalhadores.
Outro aspecto importante diz respeito a n•o elaborar frases contendo dois (ou
mais) fatos distintos do tipo “banco tomba e prensa p„ direito”, pois os fatos
antecedentes ao tombamento do banco n•o s•o os mesmos da prensagem do p„.
No exemplo dado, os dois fatos constituem variaۥo do componente tarefa.
Entretanto, algumas vezes cometem-se falhas, agrupando-se fatos pertencentes a
componentes diferentes, configurando desrespeito ‹s regras do m„todo. Isto geralmente
ocasiona a perda de coerƒncia do esquema (†rvore), podendo invalidar o uso do
m„todo. Portanto, al„m do dom‡nio da linguagem, ainda mais fundamental „ o dom‡nio
dos princ‡pios e regras do m„todo.

CONSTRUƒ„O DA •RVORE

Organizados os fatos, para se construir a †rvore a partir da les•o sofrida pelo


acidentado, elaboram-se quest‚es como:
- o que foi necess†rio acontecer para que o Sr. L sofresse traumatismos
m•ltiplos? (recomenda-se evitar formula€•o do tipo “porque Y aconteceu?”, pois tende
a provocar resposta simplificada, n•o induzindo ao racioc‡nio).
No caso, a resposta „: foi necess†rio que o Sr. L tivesse sido prensado entre a
coluna da empilhadeira e o solo.
A indaga€•o seguinte „: este fato (ser
prensado...) „ suficiente para explicar as
les‚es sofridas pelo Sr. L.? No caso, a
resposta „ afirmativa, levando ‹ constru€•o do
esquema apresentado a seguir.
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A esta representação gráfica denomina-se encadeamento e significa que o


fato de ter sido prensado entre a coluna da empilhadeira e o solo constituiu condição
necessária e suficiente para produzir traumatismos múltiplos no Sr. L.
A questão que se coloca a seguir é: o que foi necessário acontecer para que o Sr.
L. fosse prensado entre a coluna da empilhadeira e o solo? A primeira resposta é: que a
empilhadeira tenha tombado. Em seguida: este fato (tombamento da empilhadeira) foi
suficiente para prensar o Sr. L. ou houve necessidade da presença de algum outro fato?
No caso, a resposta é que o tombamento foi necessário, mas não suficiente, pois uma
característica da empilhadeira, isto é, a coluna do teto teve participação.
À representação gráfica apresentada a seguir, dá-se o nome de conjunção e, no
caso, significa que o tombamento da empilhadeira, somado à existência e posição da
coluna, foram fatos necessários e suficientes para que o Sr. L. fosse prensado.

Neste ponto podemos refletir sobre a vantagem ou não de continuar o


questionamento acerca de uma característica do material (posição da coluna da
empilhadeira) ou nos determos neste ponto. A continuidade deste questionamento nos
levará a aspectos relativos à concepção da máquina (no caso, empilhadeira) que muitas
vezes se reveste de grande importância. No caso, optou-se por não continuar
investigando este fato habitual (também denominado antecedente-estado ou
permanente).

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Repetindo o mesmo tipo de questionamento podemos chegar à figura 1

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DIAGRAMA DE CAUSA E EFEITO

O que † e para que serve ?


O diagrama de Causa e Efeito é a representação gráfica das causas de um fenômeno.
É um instrumento muito usado para estudar:

1. Os fatores que determinam resultados que desejamos obter (processo,


desempenho, oportunidade);
2. As causas de problemas que precisamos evitar (defeitos, falhas, variabilidade).

Exemplos de diagramas de causa e efeito


Os dois exemplos a seguir ilustram os dois tipos de diagrama de causa e efeito.

O primeiro diagrama (Causa e Efeito: Desempenho Desejado) refere-se a algo


que desejamos, isto é, um bom restaurante. Os fatores que determinam um bom
restaurante são: instalações, comida, localização e atendimento. Para que a comida seja
boa, precisamos ter higiene, bom paladar e variedade. A higiene, por sua vez, depende
dos ingredientes (saudáveis, bem conservados) e do preparo (receita, cuidado, etc). O
diagrama é detalhado colocando as causas do efeito desejado, depois adicionando as

causas destas e assim por diante até que fique bem claro como obter o objetivo visado.

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O segundo diagrama (Diagrama Causa e Efeito: Problema) refere-se a um efeito


indesejado, o consumo excessivo de combustível por um automóvel.

Como fazer o diagrama de causa e efeito

1. Defina o problema a ser estudado e o que se deseja obter (o que deve acontecer
ou o que deve ser evitado).
2. Procure conhecer e entender o processo: observe, documente, fale com pessoas
envolvidas, leia.
3. Reuna um grupo para discutir o problema, apresente os fatos conhecidos,
incentive as pessoas a dar suas opiniões, faça um brainstorming.
4. Organize as informações obtidas, estabeleça as causas principais, secundárias,
terciárias, etc. (hierarquia das causas), elimine informações irrelevantes, monte o
diagrama, confira, discuta com os envolvidos.
5. Assinale os fatores mais importantes para obtenção do objetivo visado (fatores
chave, fatores de desempenho, fatores críticos).

Para organizar o diagrama de causa e efeito, você pode usar as seguintes


classificações de causas:

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Os M’s:

1. Mão de obra
2. Método
3. Material
4. Máquina
5. Meio ambiente
6. Medição
7. "Management" (gestão)

4Ps:

1. políticas
2. Procedimentos
3. Pessoal
4. Planta

Algumas regras b‰sicas:

1. defina o problema que você pretende investigar de forma precisa, isto é, evite
termos abstratos e idéias muito genéricas.
2. identifique as causas do problema sob investigação em reuniões ou em sessões
de brainstorm. Convide para a reunião todas as pessoas envolvidas no processo.
3. resuma sugestões em poucas palavras
4. concentre-se nas causas passíveis de serem sanadas. Afinal, se as causas de um
problema não podem ser removidas, o diagrama de causa e efeito será simples
exercício intelectual, sem qualquer aplicação prática.

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EQUIPAMENTOS DE PROTEƒ„O INDIVIDUAL

São dispositivos de uso pessoal, destinados a proteção da saúde e integridade física do


trabalhador. O uso dos EPI no Brasil é regulamentado pela Norma Regulamentadora
NR-6 da Portaria 3214 de 1978, do Ministério do Trabalho e Emprego. As instituições
de saúde devem adquirir e oferecer EPI novos e em condições de uso aos trabalhadores
sem nenhuma cobrança por seu uso. Igualmente, devem proporcionar capacitação para o
uso correto dos mesmos e, caso o trabalhador se recuse a utilizá-los poderá exigir a
assinatura de um documento no qual dará ciência e especificará detalhadamente os
riscos aos quais o trabalhador estará exposto (SKRABA, 2004). Os EPI deverão ser
cuidados, desconta minados e higienizados para prolongar sua vida útil, quando forem
descartáveis não deverão ser reaproveitados. Os EPI não podem provocar alergias ou
irritações, devem ser confortáveis e atóxicos.

EQUIPAMENTOS DE PROTEƒ„O INDIVIDUAL/EPI UTILIZADO EM


SERVIƒOS DE SA–DE E LABORT•ORIOS

JALECOS

Protegem a parte superior e inferior do corpo, isto é os braços, tronco, abdômen e parte
superior das pernas. Devem ser de mangas longas, usadas sempre fechados sobre as
vestimentas pessoais (não usá-lo diretamente sobre o corpo), confeccionados em tecido
de algodão (mistura poliéster-algodão é inflamável), impermeabilizados ou não, devem
ser descontaminados antes de serem lavados. Os jalecos descartáveis devem ser
resistentes e impermeáveis. Auxiliam na prevenção da contaminação de origem
biológica, química e radioativa, além da exposição direta a
sangue, fluídos corpóreos, borrifos, salpicos e derramamentos
de origens diversas (LIMA E SILVA, 1998).

AVENTAIS

Os aventais podem ser usados sobre ou sob os jalecos.


Quando usados nos trabalhos que envolvem produtos químicos
são confeccionados em Cloreto de Polivinila (PVC), em
Kevler® quando utilizados com altos níveis de calor, de
borracha onde há manipulação de grandes volumes de soluções
e durante lavagem e limpeza de vidrarias, equipamentos e
instalações (GUIMARÃES, 2005).

MACAC„O E TRAJE PRESS„O POSITIVA

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O macacão em peça única, confeccionado em tecido resistente e descartável, deve ser


usado em laboratórios de Nível de Biossegurança 3/NB-3 e Nível de Biossegurança
Animal 3/ NB-A3. No laboratório Nível de Biossegurança 4/ NB-4 e no Nível de
Biossegurança Animal 4/NB-A4 que utiliza Cabine de Segurança Biológica Classe II,
deve ser usado o traje de pressão positiva em PVC constituído de macacão em peça
única impermeável, com visor acoplado ao macacão, sistema de sustentação de vida,
cujo ar é filtrado, por filtro absoluto (HEPA) e, inclui ainda compressores de respiração
de ar, alarme e tanque de ar de emergência. (LIMA e SILVA, 2004)

Nos serviços de saúde e laboratórios também podem ser usados: uniformes de algodão
composto de calça e blusa, avental cirúrgico de algodão ou descartável, macacão de
algodão ou descartável e, outras vestimentas que protejam os trabalhadores e o
ambiente onde estes exercem suas atividades.

LUVAS

São utilizadas como barreira de proteção, prevenindo a contaminação das mãos do


trabalhador de serviços de saúde e de laboratório ao manipular material contaminado.
As luvas reduzem a possibilidade dos microorganismos presentes nas mãos do
trabalhador sejam transmitidas aos pacientes durante procedimentos invasivos ou
quando pele não intacta, tecidos e mucosas possam ser tocadas. Diminuem o risco de
que mãos contaminadas por
microorganismos de um paciente ou
fomite contaminem outros pacientes, o
trabalho executado, equipamentos e
instalações. A utilização de luvas não
exclui o ato da lavagem das mãos
(LIMA e SILVA, 1998).

LUVAS DE L•TEX

Protegem o trabalhador dos materiais potencialmente infectantes como: sangue,


secreções, excreções, culturas de microrganismos, animais de laboratório etc. são
divididas em estéreis as luvas cirúrgicas e não estéreis as luvas de procedimento,
descartáveis ou não.

LUVAS PARA O MANUSEIO DE PRODUTOS QU…MICOS

Podem ser confeccionadas em: borracha natural (Látex), Butíl, Neoprene®, Cloreto de
Polivinila (PVC), Acetato de Polivinila (PVA), Viton® (MC GILL, 2005). O tipo de
luva usado durante o processo de trabalho deverá corresponder à substância química a
ser manipulada, por exemplo, luvas de PVC para o manuseio de drogas citostáticas
(LIMA e SILVA, 1998).

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LUVAS DE PROTEƒ„O AO CALOR

Para os trabalhos com autoclaves, fornos e muflas recomendam-se o uso de luvas de lã


ou tecido resistente revestida de material isolante térmico. Para trabalhos que envolvem
o manuseio a altas temperaturas, por exemplo, acima de 350o C luvas Zetex®; abaixo
de 350º C luvas Kevlar® ; acima de 100º C luvas de couro curtido com sais de cromo
(MC GILL, 2005).

LUVAS DE PROTEƒ„O AO FRIO

Na manipulação de artefatos e componentes em baixa temperatura utilizam-se luvas de


algodão, lã, couro, náilon impermeabilizado, borracha revestida internamente com
fibras naturais ou sintéticas. Deve ter cano longo para maior proteção.

“CULOS DE SEGURANƒA

Protegem os olhos do trabalhador de borrifos, salpicos, gotas e impactos decorrentes da


manipulação de substâncias que causam risco químico (irritantes, corrosivas etc.), risco
biológico (sangue, material infectante etc.) e, risco físico (radiações UV e infravermelho
etc.). Podem ter vedação lateral, hastes ajustáveis, cinta de fixação. As lentes devem ser
confeccionadas em material transparente, resistente e que não provoque distorção,
podem ser de policarbonato, resina orgânica, cristal de vidro, além de receber
tratamento com substâncias anti-embaçantes, anti-risco e, resistentes aos produtos
químicos (SKRABA, 2004).

M•SCARAS FACIAIS OU PROTETORES FACIAIS

Utilizados como proteção da face e dos


olhos em relação aos riscos de impacto
de fragmentos sólidos, partículas
quentes ou frias, poeiras, líquidos e
vapores, assim como radiações não
ionizantes. Resguardam a face dos
respingos de substâncias de risco
químico como, por exemplo,
substâncias corrosivas, irritantes e
tóxicas; gotículas de culturas de
microorganismos ou outros materiais biológicos. Protegem contra estilhaços de metal e
vidro ou outro tipo de projeteis. São confeccionadas em materiais como: propionato,
acetato e policarbonato simples ou recobertos com substâncias metalizadas para
absorção de radiações. (SKRABA, 2004)

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EQUIPAMENTO DE PROTEƒ„O
RESPIRAT“RIA (RESPIRADORES OU
M•SCARAS)

São utilizados quando se manipula substâncias de


risco químico ou biológico, em emergências
(derramamentos e fugas de gases). Podem ser
descartáveis ou exigir manutenção. Os
respiradores mais utilizados são: de adução de ar
(fornecem ar ao usuário independente do ar
ambiente), purificador de ar (purificam o ar
ambiente antes de ser inalado pelo usuário);
respiradores semifaciais (máscaras descartáveis, respiradores com ou sem válvulas para
poeiras, fumos e névoas), respiradores semi faciais com manutenção (com cartucho
químico ou filtro mecânico), respiradores faciais de peça inteira (protegem o sistema
respiratório, os olhos e a face do usuário) (MC GILL, 2005). Em serviços de saúde e
laboratórios onde se manipula microrganismos de classe de risco biológico 3 como, por
exemplo, o M. tuberculosis recomenda-se o uso de respirador purificador de ar
semifacial N-95 (com eficiência mínima de filtração de 95% de partículas de até 0,3
µm) ou respiradores purificadores de ar motorizados com filtros de alta eficiência
(filtros HEPA). Na preparação de drogas citotóxicas, quando não há disponibilidade da
Cabine de Segurança Biológica/CSB, deve-se utilizar respirador para proteção contra
material particulado (pó ou névoa) do tipo que utiliza filtro mecânico P2 ou P3
(classificação brasileiro-européia) ou respirador purificador de ar semifacial N-95.
(BOLETIM, s/d) Existem máscaras de fuga utilizadas para evasão de ambientes onde
possa ocorrer fuga de contaminantes tóxicos, vapores e gases combinados ou não com
aerossóis.

PROTEƒ„O AURICULAR

Os protetores auriculares são do tipo concha ou de inserção. A sua utilização está


indicada em situações onde o ruído excessivo pode causar perda da audição do
trabalhador.Os controles dos níveis de ruído em laboratório são regidos pela NBR nº
10152/ABNT, que estabelece limite de 60 decibéis para uma condição de conforto
durante a jornada de trabalho. As normas estabelecidas pela OSHA nos EUA, o nível de
ruído é de 85 decibéis por uma jornada de trabalho de oito horas. (GUIMARÃES, 2005)

TOUCAS OU GORROS

Nos ambientes de serviços de saúde, laboratoriais e biotérios, os cabelos,


principalmente, os longos devem permanecer presos para evitar acidentes e

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contaminações por microorganismos, poeiras e ectoparasitos em suspensão. Os cabelos


dos trabalhadores, também podem contaminar ambientes limpos ou estéreis ou
contaminar pacientes e o produto do trabalho, por este motivo as toucas ou gorros
devem ser usados. Devem ser confeccionados em tecido que permita a aeração dos
cabelos e do couro cabeludo. Podem ser descartáveis ou reutilizáveis.

PROTETORES PARA OS MEMBROS INFERIORES

Os membros inferiores devem estar


protegidos por calçados fechados durante o
trabalho em serviços de saúde e
laboratórios. Evitam acidentes que
envolvem derramamento e salpicos de
substâncias de risco químicos e biológicos,
impactos, perfuro cortantes, queimaduras,
choques, calor, frio, eletricidade etc. Os
trabalhadores não devem expor os artelhos,
o uso de sandálias ou sapatos de tecido é proibido na área de trabalho. O calçado deverá
ser ajustado ao tipo de atividade desenvolvida como: botas de segurança em couro,
botas de PVC, botinas e outros calçados de cano curto ou longo, com biqueira de
reforço e solado antiderrapante. Sapatilhas ou pró-pés descartáveis ou reutilizáveis são,
geralmente, usadas em áreas estéreis tanto em hospitais, laboratórios, biotérios e na
indústria.

DISPOSITIVOS DE PIPETAGEM

São dispositivos de borracha (pêra de


borracha), pipetadores automáticos e
elétricos, etc. Evita o risco de acidente
através da ingestão de substâncias
contendo agentes de risco biológico,
químico ou radioativo, visto que a ação
de pipetar com a boca é um risco a
integridade física e a saúde do
trabalhador. (LIMA e SILVA, 1998)

DOSIMETRO PARA RADIAƒ„O IONIZANTE

É utilizado como proteção para os trabalhadores que


manipulam substâncias com radiações ionizantes. São
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usados como crachá, pulseira, anel ou gargantilha dependendo do tipo e emissão da


radiação. Deve ser enviado para o serviço de monitoramento da Comissão Nacional de
Energia Nuclear/CNEN para avaliação (LIMA e SILVA, 1998).

EQUIPAMENTOS DE PROTEƒ„O COLETIVA

Os Equipamentos de Proteção Coletiva EPC auxiliam na segurança do trabalhador dos


serviços de saúde e laboratórios, na proteção ambiental e também na proteção do
produto ou pesquisa desenvolvida. A correta seleção, uso e manutenção do equipamento
de segurança permitem ao trabalhador da área de saúde a contenção apropriada contra
os inúmeros riscos aos quais está envolvido no seu dia a dia.

AUTOCLAVES

Gera a esterilização de equipamentos


termorresistentes e insumos através de
calor úmido (vapor) e pressão. Sua
instalação é obrigatória no interior dos
laboratórios NB-3 e NB-4, sendo que no
laboratório NB-4 é obrigatório à
instalação de autoclave de porta dupla.
Nos laboratórios NB-2 e NB-1 e serviços
de saúde é obrigatório que a autoclave
esteja no edifício onde os mesmos estão
instalados. O monitoramento deve ser feito com registro de pressão e temperatura a cada
ciclo de esterilização, testes biológicos com o Bacillus stearothermophylus, fita
termorresistente em todos os materiais. (LIMA e SILVA, in press)

FORNO PASTEUR

Opera em superfícies que não são penetradas pelo calor


úmido. É um processo demorado pode ser usado em vidraria,
metal, etc. O monitoramento exige registro de temperatura nas
esterilizações, testes biológicos com o Bacillus
stearothermophylus, fita termorresistente em todos os
materiais. (LIMA e SILVA, in press)

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CHUVEIRO DE EMERG’NCIA

Chuveiro de aproximadamente 30cm de diâmetro, acionado por


alavancas de mão, cotovelo ou pé. A localização deve ser de fácil
acesso e ter um programa de manutenção constante. (LIMA e
SILVA, 1998)

LAVA OLHOS

Dispositivo formado por dois pequenos


chuveiros de média pressão acoplados a uma
bacia metálica. O angulo do jato de água deve
ser corretamente direcionamento para a lavagem
ocular. Pode ser acoplado ao chuveiro de
emergência ou ser do tipo frasco de lavagem
ocular (LIMA e SILVA, 1998).

MICROINCINERADORES

Dispositivo elétrico ou a gás utilizado para flambar alças microbiológicas ou


instrumento perfuro cortante no interior da Cabine de Segurança Biológica (LIMA e
SILVA, 1998).

CAIXAS OU CONTAINERS DE AƒO

Devem ter alças laterais e tampa,


confeccionados em aço inoxidável, auto
claváveis, à prova de vazamento, usados para
acondicionar e transportar material
contaminado por agentes de risco biológico
para esterilização em autoclave. (LIMA e
SILVA, in press)

CAIXA DESCART•VEL PARA


PERFUROCORTANTE

Usada para descartar os resíduos perfuro cortantes como:


seringas hipodérmicas, agulhas de sutura, bisturis, dentre
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outros. (Recomenda-se que seja auto clavada antes do descarte final). (LIMA e SILVA,
in press)

AGITADORES E MISTURADORES

Devem possuir sistema de isolamento que contenham


os aerossóis formados durante sua utilização. Utilizá-
los no interior da Cabine de Segurança Biológica caso
não possuam sistema de isolamento (LIMA e SILVA,
1998).

CENTRIFUGAS

Devem possuir sistema que permita a abertura somente


após o ciclo completo de centrifugação, copos de segurança e sistema de alarme quando
ocorra quebra de tubos. (LIMA e SILVA, in press)

SINALIZAƒ„O LABORATORIAL

É um conjunto de símbolos com formas e cores


diferenciados que indicam sinalização de: aviso,
interdição, obrigação, segurança e prevenção de incêndio.

CABINE DE SEGURANƒA QU…MICA

Cabine construída de forma aerodinâmica cujo fluxo de ar ambiental não causa


turbulências e correntes, assim reduzindo o
perigo de inalação e contaminação do operador e
do ambiente quando da manipulação de
substâncias químicas que liberam vapore e gases
tóxicos, irritantes, corrosivos etc. O duto de
exaustão deve ser projetado de maneira a
conduzir os vapores para parte externa da
instalação, preferencialmente, no telhado. Deve
ter filtro químico acoplado a saída do duto

(LIMA e SILVA, 1998).

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CABINES DE SEGURANƒA BIOL“GICA (CSB)

O princ‡pio fundamental „ a prote€•o do operador, do ambiente


e do experimento atrav„s de fluxo laminar de ar, filtrado por
filtro absoluto ou filtro HEPA. As Cabines de Seguran€a
Biol…gica est•o dividas em: Classe I, Classe II (divididas em A
ou A1, B1, B2 e B3 ou A2 -) e Classe III (SANTO

S, 2004).

Legisla‡ˆo e Jurisprud•ncia
A responsabilidade do empregador encontra-se definida na legislaۥo citada a
seguir, aclarada por sua vez pela jurisprudƒncia que segue a ela.
CONSTITUI’“O FEDERAL/1988 - Cap‡tulo II - Dos Direitos Sociais
“Art. 7” - S•o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, al„m de outros que visem a
melhoria de sua
condiۥo social:
I-
.............................................................................................................................................
...........................
XXII - redu€•o dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de sa•de, higiene e
seguran€a;
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a
indenizaۥo a que
este est† obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;”
C•DIGO CIVIL BRASILEIRO/1916
“Art. 159 - Aquele que, por a€•o ou omiss•o volunt†ria, negligƒncia, ou imprudƒncia,
violar direito, ou causar preju‡zo a outrem, fica obrigado a reparar o dano”.
A verificaۥo da culpa e a avaliaۥo da responsabilidade regula-se pelo disposto
nesse C…digo, nos artigos 1518 a 1532 e 1537 a 1553.154 a 201 da CLT, para que
sirvam de balizamento, de par‘metro t„cnico, ‹s pessoas/empresas que devem manter
aos ditames legais e que, tamb„m, devem observar o pactuado nas Conven€‚es/Acordos
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Coletivos de Trabalho de cada categoria e nas Conven€‚es Coletivas sobre Preven€•o


de Acidentes em Ind•strias de M†quinas Injetoras de Pl†stico; Ind•strias de Prensas
Mec‘nicas; Ind•strias de Prote€•o, Tratamento e Transforma€•o de Superf‡cies no
Estado de S•o Paulo.
Considerando-se que as vinte e
oito normas existentes tƒm uma inter-
rela€•o entre si, o prop…sito „ o de
indicar efetivamente essa ocorrƒncia,
demonstrando na pr†tica
prevencionista, que muito pouco
adianta atender uma Norma
Regulamentadora sem levar em
consideraۥo a outra.
Nosso intuito „ que os
interessados tenham uma noۥo de
todas as Normas Regulamentadoras e
que as empresas possam adequar-se ‹s
suas necessidades e peculiaridades.
As NRs poder•o ser obtidas, na
‡ntegra, pelo site www.mpas.gov.br, Departamento de Seguran€a e Sa•deno Trabalho,
al„m de publica€‚es de in•meros autores e de diversas editoras.

RESUMO NRs

NR1 - DISPOSI’–ES GERAIS

NR2 - INSPE’“O PR•VIA

NR3 - EMBARGO OU INTERDI’“O

NR4 - SERVI’OS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURAN’A E EM


MEDICINA DO TRABALHO – SESMT

NR5 - COMISS“O INTERNA DE PREVEN’“O DE ACIDENTES – CIPA

NR6 - EQUIPAMENTO DE PROTE’“O INDIVIDUAL – EPI

NR7 - PROGRAMA DE CONTROLE M•DICO DE SA˜DE OCUPACIONAL –


PCMSO

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NR8 – EDIFICA’–ES

NR9 - PROGRAMA DE PREVEN’“O DE RISCOS AMBIENTAIS – PPRA

NR10 - INSTALA’–ES E SERVI’OS EM ELETRICIDADE

NR11 - TRANSPORTE, MOVIMENTA’“O, ARMAZENAGEM E MANUSEIO DE


MATERIAIS

NR12 - MŒQUINAS E EQUIPAMENTOS

NR13 - CALDEIRAS E VASOS DE PRESS“O

NR14 – FORNOS

NR15 - ATIVIDADES E OPERA’–ES INSALUBRES

NR16 - ATIVIDADES E OPERA’–ES PERIGOSAS

NR17 – ERGONOMIA

NR18 - CONDI’–ES E MEIO AMBIENTE DO TRABALHO NA IND˜STRIA DA


CONSTRU’“O

NR19 – EXPLOSIVOS

NR20 - L™QUIDOS COMBUST™VEIS E INFLAMŒVEIS

NR21 - TRABALHO A C•U ABERTO

NR22 - TRABALHOS SUBTERRšNEOS

NR23 - PROTE’“O CONTRA INC›NDIOS

NR24 - CONDI’–ES SANITŒRIAS E DE CONFORTO NOS LOCAIS DE


TRABALHO

NR25 - RES™DUOS INDUSTRIAIS

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NR26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA

NR27 - REGISTRO PROFISSIONAL DO TÉCNICO DE SEGURANÇA DO


TRABALHO NO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO

NR28- FISCALIZAÇÃOE PENALIDADES

NORMAS REGULAMENTADORAS

Portaria Nº 3.214/78, SSST - Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, atualmente,


DSST - Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, do Ministério do Trabalho e
Emprego

NR1 - Disposi‡Šes Gerais


Determina que as normas regulamentadoras, relativas à segurança e medicina do
trabalho, obrigatoriamente, deverão ser cumpridas por todas as empresas privadas e
públicas, desde que possuam empregados celetistas.
Determina, também, que o Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho é o
órgão competente para coordenar, orientar, controlar e supervisionar todas as atividades
inerentes.
Dá competência às DRTs regionais, determina as responsabilidades do
empregador e a responsabilidade dos empregados.

NR2 - Inspe‡ˆo Pr†via


Determina que todo estabelecimento novo deverá solicitar aprovação de suas
instalações ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego, que emitirá o CAI -
Certificado de Aprovação de Instalações,por
meio de modelo pré-estabelecido.
NR3 - Embargo ou Interdi‡ˆo
A DRT poderá interditar/embargar o
estabelecimento, as máquinas, setor de serviços
se os mesmos demonstrarem grave e iminente
risco para o trabalhador, mediante laudo técnico,
e/ou exigir providênciasa serem adotadas para
prevenção de acidentes do trabalho e doenças
profissionais.
Caso haja interdição ou embargo em um

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determinado setor, os empregados receberão os salários como se estivessem


trabalhando.
NR4 - Servi‡os Especializados em Engenharia de Seguran‡a e em Medicina do
Trabalho - SESMT
A implantação do SESMT depende da gradação do risco da atividade principal
da empresa (Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE) e do número
total de empregados do estabelecimento (Quadro2).Dependendo desses elementos o
SESMT deverá ser composto por um Engenheiro de Segurança doTrabalho, um Médico
do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, Técnico
de Segurança do Trabalho, todos empregados da empresa.
Atualmente, esta Norma está sendo revista pela Comissão Tripartite Paritária
Permanente. A nova NR4 - Sistema Integrado de Prevenção de Riscos do Trabalho, pela
Portaria nº 10, de 6 de abril de 2000. As novidades são os serviços terceirizados, o
SEST próprio, o SEST coletivo e a obrigatoriedade de todoestabelecimento, mesmo
com um empregado, ser obrigado a participar do programa.

NR5 - Comissˆo Interna de Preven‡ˆo de Acidentes - CIPA


Todas as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista,
instituições beneficentes, cooperativas, clubes, desde que possuam empregados
celetistas, dependendo do grau de risco da empresa e do número mínimo de 20
empregados são obrigadas a manter a CIPA. Este dimensionamento depende da
Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE, que remete a outra listagem
de número de empregados.
Seu objetivo é a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho,
tornando compatível o trabalho com a preservação da saúde do trabalhador.
A CIPA é composta de um representante da empresa - Presidente (designado) e
representantes dos empregados, eleitos em escrutínio secreto, com mandato de um ano e
direito a uma reeleição e mais um ano de estabilidade.

NR6 - Equipamentos de Prote‡ˆo Individual - EPIs


As empresas são obrigadas a fornecer aos seus empregados equipamentos de
proteção individual, destinados a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.
Todo equipamento deve ter o CA - Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho
e Emprego e a empresa que importa EPIs também deverão ser registrados junto ao
Departamento de Segurança e Saúde do Trabalho, existindo para esse fim todo um
processo administrativo.

NR7 - Programa de Controle M†dico de Sa•de Ocupacional - PCMSO


Trata dos exames médicos obrigatórios para as empresas.

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São eles exame Admissional, exame periódico, de retorno ao trabalho, de


mudança de função, demissional e exames complementares, dependendo do grau de
risco da empresa, ou empresas que trabalhem com agentes químicos, ruídos, radiações
ionizantes, benzeno, etc., à critério do médico do trabalho independendo dos quadros na
própria NR7 , bem como, na NR15, existirão exames específicos para cada risco que o
trabalho possa gerar.

NR8 - Edifica‡Šes
Esta norma define os parâmetros para as edificações, observando-se a proteção
contra a chuva, insolação excessiva ou falta de insolação. Devem-se observar as
legislações pertinentes nos níveis federal, estadual e municipal.

NR9 - Programa de Preven‡ˆo de Riscos Ambientais - PPRA


Esta norma objetiva a preservação da saúde e integridade do trabalhador, através
da antecipação, avaliação e controle dos riscos ambientais existentes, ou que venham a
existir no ambiente de trabalho, tendo em vista a proteção ao MEIO AMBIENTE e
RECURSOS NATURAIS.
Levam-se em conta os Agentes FÍSICOS, QUÍMICOS e BIOLÓGICOS. Além
desses agentes, destacamos também, os Riscos Ergonômicos e os Riscos Mecânicos.
É importante manter esses dados no PPRA, a fim de as empresas não sofrerem
ações de natureza civil por danos causados ao trabalhador, mantendo-se atualizados os
Laudos Técnicos e o Perfil Profissiográfico Previdenciário.

NR10 - Instala‡Šes e Servi‡os de Eletricidade


Trata das condições mínimas para
garantir a segurança daqueles que trabalham em
instalações elétricas, em suas diversas etapas,
incluindo projeto, execução, operação,
manutenção, reforma e ampliação, incluindo
terceiros e usuários.
Esta Norma encontra-se sob consulta
pública para a sua revisão.

NR11 - Transporte, Movimenta‡ˆo,Armazenagem e Manuseio de Materiais


Destina-se a Operação de Elevadores, Guindastes, Transportadores Industriais e
Máquinas Transportadoras.

NR12 - M‰quinas e Equipamentos

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Determina as instalações e áreas de trabalho; distâncias mínimas entre as


máquinas e os equipamentos; dispositivos de acionamento, partida e parada das
máquinas e equipamentos.
Contém Anexos para o uso de Motosserras, Cilindros de Massa, etc.
No Estado de São Paulo, as empresas devem observar a Convenção Coletiva
para Melhoria das Condições de Trabalho em Prensas e Equipamentos Similares,
Injetoras de Plásticos e Tratamento Galvânico de Superfícies nas Indústrias
Metalúrgicas no Estado de São Paulo, assinada em 29.11.02, em vigência a partir de
28.01.03.

NR13 - Caldeiras e Vasos de Pressˆo.


É de competência do engenheiro especializado nas atividades referentes a
projeto de construção, acompanhamento de operação e manutenção, inspeção e
supervisão de inspeção de caldeiras e vasos de pressão.
Norma que exige treinamento específico para os seus operadores, contendo
várias classificações e categorias, nas especialidades, devido, principalmente, ao seu
elevado grau de risco.

NR14 - Fornos
Define os parâmetros para a instalação de fornos; cuidados com gases, chamas,
líquidos. Devem-se observar as legislações pertinentes nos níveis federal, estadual e
municipal.

NR15 - Atividades e Opera‡Šes Insalubres


Considerada atividade insalubre, a exemplo da NR16-Atividades Perigosas,
quando ocorre além dos limites de tolerância, isto é intensidade, natureza e tempo de
exposição ao agente, que não causará dano asaúde do trabalhador, durante a sua vida
laboral.
As atividades insalubres estão contidas nos anexos da Norma e são considerados
os agentes: Ruído contínuo ou permanente; Ruído de Impacto; Tolerância para
Exposição ao Calor; Radiações Ionizantes; Agentes Químicos e Poeiras Minerais.
Tanto a NR15 quanto a NR16 dependem de perícia, a cargo do médico ou do
engenheiro do trabalho, devidamente credenciado junto ao Ministério do Trabalho e
Emprego.

NR16 - Atividades e Opera‡Šes Perigosas


Também considerada quando ocorre além dos limites de tolerância.
São as atividades perigosas aquelas ligadas a Explosivos, Inflamáveis e Energia
Elétrica.

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NR17 - Ergonomia
Esta norma estabelece os parâmetros que permitam a adaptação das condições de
trabalho às características psicofisiológicas, máquinas, ambiente, comunicações dos
elementos do sistema, informações, processamento, tomada de decisões, organização e
conseqüências do trabalho.
Observe-se que as LER - Lesões por Esforços Repetitivos, hoje denominada
DORT - Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho constituem o principal grupo
de problemas à saúde, reconhecidos pela sua relação laboral. O termo DORT é muito
mais abrangente que o termo LER, constante hoje das relações de doenças profissionais
da Previdência.

NR18 - Condi‡Šes e Meio Ambiente de Trabalho na Ind•stria da Constru‡ˆo -


PCMAT
O PCMAT é o PPRA da Construção civil.
Resume-se no elenco de providências a serem executadas, em função do
cronograma de uma obra, levando-se em conta os riscos de acidentes e doenças do
trabalho e as suas respectivas medidas de segurança.

NR19 - Explosivos
Determina parâmetros para o depósito,
manuseio e armazenagem de explosivos.

NR20 - LŒquidos CombustŒveis e Inflam‰veis


Define os parâmetros para o
armazenamento de combustíveis e inflamáveis.

NR21 - Trabalho a c†u aberto


Define o tipo de proteção aos trabalhadores que trabalham sem abrigo, contra
intempéries (insolação, condições sanitárias, água, etc).

NR22 - Trabalhos subterr—neos


Destina-se aos trabalhos em minerações subterrâneas ou a céu aberto, garimpos,
beneficiamento de minerais e pesquisa mineral.
Nesses trabalhos é necessário ter um médico especialista em condições
hiperbáricas. Esta atividade possui várias outras legislações complementares.

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NR23 - Prote‡ˆo contra Inc•ndios


Todas as empresas devem possuir proteção contra incêndio; saídas para retirada
de pessoal em serviço e/ou público; pessoal treinado e equipamentos. As empresas
devem observar as normas do Corpo de Bombeiros sobre o assunto.

NR24 - Condi‡Šes Sanit‰rias e de Conforto nos Locais do Trabalho


Todo estabelecimento deve atender as denominações desta norma, que o próprio
nome contempla. E, cabe a CIPA e/ou ao SESMT, se houver, a observância desta
norma. Deve-se observar, também, nas Convenções Coletivas de Trabalho de sua
categoria se existe algum item sobre o assunto.

NR25 - ResŒduos Industriais


Trata da eliminação dos resíduos gasosos, sólidos, líquidos de alta toxidade,
periculosidade, risco biológico, radioativo, a exemplo do césio em Goiás. Remete às
disposições contidas na NR15 e legislações pertinentesnos níveis federal, estadual e
municipal.

NR26 - Sinaliza‡ˆo de Seguran‡a


Determina as cores na segurança do trabalho como forma de prevenção evitando
a distração, confusão e fadiga do trabalhador, bem como cuidados especiais quanto a
produtos e locais perigosos.

NR27 - Registro Profissional do T†cnico de Seguran‡a no Minist†rio do Trabalho e


Emprego
Todo técnico de segurança deve ser portador de certificado de conclusão do 2º
grau de Técnico de Segurança
e Saúde no Trabalho, com currículo do Ministério do Trabalho e Emprego,
devidamente registrado através das DRTs regionais.

NR28 - Fiscaliza‡ˆo e Penalidades


Toda norma regulamentadora possui uma gradação de multas, para cada item das
normas. Estas gradações são divididas por número de empregados, risco na segurança e
risco em medicina do trabalho.
O agente da fiscalização, baseado em critérios técnicos, autua o estabelecimento,
faz a notificação, concede prazo para a regularização e/ou defesa.
Quando constatar situações graves e/ou iminentes ao risco à saúde e à
integridade física do trabalhador propõe à autoridade regional a imediata interdição do
estabelecimento.

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ULTIMAS NRs

Norma Regulamentadora – NR 29
Seguran•a e Sa‚de no Trabalho Portuƒrio - Regular a prote•„o obrigat…ria contra acidentes e doen•as
profissionais, facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcan•ar as melhores condi•†es poss‡veis de
seguran•a e sa‚de aos trabalhadores portuƒrios.

Norma Regulamentadora – NR 30
Seguran•a e Sa‚de no Trabalho Aquaviƒrio - Regular a prote•„o obrigat…ria contra acidentes e doen•as
profissionais, facilitar os primeiros-socorros a acidentados e alcan•ar as melhores condi•†es poss‡veis de
seguran•a e sa‚de aos trabalhadores aquaviƒrio

Norma Regulamentadora – NR 31
Seguran•a e Sa‚de no Trabalho na Agricultura, Pecuƒria, Silvicultura, Explora•„o Florestal e Aqˆicultura.

Norma Regulamentadora – NR 32
Seguran•a e Sa‚de dos Profissionais da ‰rea de Sa‚de. A Seguran•a e Sa‚de no Trabalho em
Estabelecimentos de Sa‚de. Esta Norma Regulamentadora tem por finalidade estabelecer as diretrizes
bƒsicas para a implementa•„o de medidas de prote•„o Š seguran•a e Š sa‚de dos trabalhadores em
estabelecimentos de assist‹ncia Š sa‚de, bem como daqueles que exercem atividades de promo•„o e
assist‹ncia Š sa‚de em geral.

Norma Regulamentadora – NR 33
Estabelece as diretrizes para a promo•„o da seguran•a e sa‚de nos espa•os n„o projetados para ocupa•„o
humana cont‡nua, com limita•†es de ventila•„o, remo•„o de contaminantes e de entrada e sa‡da de pessoas

Norma Regulamentadora – NR 34
Condi•†es e meio ambiente de trabalho na industria da constru•„o e repara•„o naval
Estabelece os requisitos m‡nimos e as medidas de prote•„o Š seguran•a, Š sa‚de e ao meio ambiente de
trabalho nas atividades da ind‚stria de constru•„o e repara•„o naval.

Norma Regulamentadora – NR 35
Trabalho em altura
Estabelece os requisitos m‡nimos e as medidas de prote•„o para o trabalho em altura, envolvendo o
planejamento, a organiza•„o e a execu•„o, de forma a garantir a seguran•a e a sa‚de dosenvolvidos direta ou
indiretamente com esta atividade.

Norma Regulamentadora – NR 36
Seguran•a e sa‚de no trabalho em empresas de abate e processamento de carnes e derivados
Estabelece os requisitos m‡nimos para avalia•„o, controle e monitoramento dos riscos nas atividades
desenvolvidas na ind‚stria de abate e processamento de carne e derivados, enfatizando os aspectos
ergonŒmicos para a prote•„o dos trabalhadores.
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SINDICATOS TRABALHISTA

Os sindicatos trabalhistas são organizações coletivas cujo objetivo primário é


melhorar as condições financeiras e
não-financeiras de seus membros. Os
sindicatos podem ter efeitos positivos e
negativos dependendo da conjuntura
econômica e do ambiente legislativo
com o qual se defrontam. Nos anos 90,
a desestruturação do mercado de
trabalho caracterizado pela incerteza
quanto ao futuro do emprego e pela
insegurança na renda tende, cada vez
mais, a colocar os sindicatos na
defensiva, enfraquecendo suas práticas
reivindicativas de conflito e
negociação e estagnando os níveis de sindicalização no Brasil.
O tema "O papel defensivo dos sindicatos no Brasil nos anos 90" justifica-se
neste trabalho pelo fato dos sindicatos mudarem a sua postura de ofensiva, também
chamado de novo sindicalismo, na década de 80 (com realização de greves, negociações
morosas e intransigentes) para assumir um papel defensivo com discussões mais
abrangentes na década de 90.
O objetivo deste trabalho é analisar o papel defensivo do sindicalismo no Brasil
nos 90, enfocando uma avaliação do papel econômico dos sindicatos de trabalhadores,
mostrando a importância da CUT e apresentar os fatores preponderantes que levaram os
sindicatos a terem uma postura defensiva.
Este trabalho conclui que o aumento do desemprego estrutural, a aceitação de
verbas públicas e discussões envolvendo corte de encargos para manter empregos foram
fatores fundamentais para que os sindicatos assumissem uma postura defensiva.

Os sindicatos trabalhistas são organizações coletivas cujo objetivo primário é


melhorar as condições financeiras e não-financeiras de seus membros. Os sindicatos
podem ser classificados em dois tipos: um sindicato industrial representa a maioria ou
todos os trabalhadores de um setor econômico ou empresa quaisquer que sejam suas

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profissões, e um sindicato profissional que representa os trabalhadores de um único


grupo profissional.
Os sindicatos representam os trabalhadores e, assim, afetam primordialmente as
curvas de oferta para o mercado de trabalho de duas formas: acertando contratos de
negociações coletivas e limitando a oferta de mão-de-obra.
Os sindicatos podem ter efeitos positivos e negativos dependendo da conjuntura
econômica e do ambiente legislativo com o qual se defrontam.
De acordo com Standing (1992) e Freeman & Medoff (1984), os sindicatos
podem ter efeitos positivos no mercado de trabalho, tais como:
(a) Aumento da produtividade;
(b) Menor discriminação;
(c) Maior igualdade.
Mas para Ehrenberg & Smith (2000), os sindicatos podem ter efeitos
econômicos negativos, como: (a) Poder monopolista; (b) Oposição à reforma.
No final da década de 70, ressurgiu no território brasileiro o movimento sindical
(ou novo sindicalismo) depois do fechamento de suas atividades durante os anos de
chumbo (fase mais repressiva do regime militar).
Na década de 80, observou-se na economia brasileira uma estagnação das
atividades econômicas e altas taxas de inflação que comprometia o rendimento médio
dos trabalhadores e isso modificou a atuação sindical. Nesse período, utilizaram-se os
principais instrumentos agressivos de negociações:
(a) Greves por tempo indeterminado;
(b) Paralisações temporárias;
(c) Acordos demorados e intransigentes.

Assim, Mattoso (1995) identificou uma série de características que


determinaram o desempenho do sindicalismo brasileiro, nos anos 80:
(a) Sindicalização de funcionários públicos;
(b) Ampliação do direito de greve;
(c) Maior liberdade sindical;
(d) Verticalização da estrutura sindical segundo categoria profissional;
(e) Presença da Justiça do Trabalho;
(f) Descentralização das negociações coletivas;
(g) Fracionamento das organizações sindicais;
(h) Surgimento de novos sindicatos;
(i) Menor tendência corporativa;
(j) Atuação assistencialista.

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Conforme Mattoso (1995), nos anos 90, a desestruturação do mercado de


trabalho caracterizado pela incerteza quanto ao futuro do emprego e pela insegurança na
renda tende, cada vez mais, a colocar os sindicatos na defensiva, enfraquecendo suas
práticas reivindicativas de conflito e negociação e estagnando os níveis de
sindicalização no Brasil.
Além disso, em conformidade com os estudos de Antunes (1997), a ação
sindical brasileira nos anos 90, aproximou-se meramente nos limites da reivindicação
profissional, intensificando a fragmentação da força de trabalho em vez de procurar
novas formas de organização que articulem amplos e diferenciados setores que compõe
a classe trabalhadora.
Uma das instituições corporativistas que se destacam no sindicalismo brasileiro
é a Central Única dos Trabalhadores (CUT), criada em 1983, que pode ser considerada
um exemplo das ações sindicais brasileiras nos anos 80 (na fase do sindicalismo
ofensivo ou novo sindicalismo) e nos anos 90 (na fase do sindicalismo defensivo).
Durante os anos 90, ganha força a teoria de Claus Offe depois de seus estudos
sobre a fragmentação da classe trabalhadora e a baixa tendência à sindicalização da
nova classe operária.
Rodrigues (1992) enumera uma série de fatores econômicos que explicam o
novo papel (defensivo) do sindicalismo no Brasil nos anos 90:
a) Uso de novas tecnologias poupadoras de mão-de-obra;
b) Aumento da taxa de desemprego;
c) Fim da tendência de grandes concentrações de trabalhadores;
d) Terceirização do emprego.

Os trabalhadores poderiam procurar o


nível desejado de segurança no local de
trabalho mudando de emprego. Mas para
encontrar uma ocupação cujas condições os
satisfazem ocasiona uma alta rotatividade de
pessoal e toma-se ineficiente devido aos
custos tanto para os empregadores como
para a mão-de-obra. Esses custos podem ser
evitados por um sindicato capaz de
comunicar com eficiência as preferências dos trabalhadores.
De acordo com Standing (1992), os sindicatos têm importância como apoiadores
na melhora da eficiência e da produtividade em quatro pontos básicos:
a) Prática de rotação de tarefas;
b) Reorganização do trabalho;
c) Adaptação para mudanças tecnológicas;
d) Ampliação da linha de produtos.
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Outro aspecto positivo dos sindicatos é que eles buscam maior igualdade salarial
para os seus membros. Quando estes são do sexo feminino ou pertencem a minorias
étnicas, os sindicatos lutam contra a discriminação. Embora às vezes conveniente, a
compressão das diferenças salariais resultantes da atividade sindical poderá reduzir a
eficiência, dando aos trabalhadores indicações errôneas a respeito das habilidades que
são mais necessárias e das industrias e ocupações que tem maior produtividade.
Ehrenberg & Smith (2000) acreditam que os sindicatos podem ter efeitos
negativos, pois quando eles realizam acordos de negociações coletivas, os empregadores
contratam toda a mão-de-obra que os sindicatos controlam quais e quantos membros
aceita.
O poder monopolista de restringir os membros e de requerer que os
empregadores contratem apenas membros sindicalizados permite a central sindical
estabelecer o nível de oferta de mão-de-obra para o mercado colocando salários mais
altos e impondo uma barreira à entrada dos desempregados e dos trabalhadores não
sindicalizados.

Auxilio-doen‡a

Benefício concedido ao segurado impedido


de trabalhar por doença ou acidente por mais de 15
dias consecutivos. No caso dos trabalhadores com
carteira assinada, os primeiros 15 dias são pagos
pelo empregador, exceto o doméstico, e a
Previdência Social paga a partir do 16º dia de
afastamento do trabalho. Para os demais segurados
inclusive o doméstico, a Previdência paga o auxílio
desde o início da incapacidade e enquanto a mesma
perdurar. Em ambos os casos, deverá ter ocorrido o
requerimento do benefício.

Para concessão de auxílio-doença é necessária a comprovação da incapacidade


em exame realizado pela perícia médica da Previdência Social.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem de contribuir para a Previdência


Social por, no mínimo, 12 meses (carência). Esse prazo não será exigido em caso de
acidente de qualquer natureza (por acidente de trabalho ou fora do trabalho) ou de
doença profissional ou do trabalho.

Terá direito ao benefício sem a necessidade de cumprir o prazo mínimo de


contribuição e desde que tenha qualidade de segurado quando do início da
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incapacidade, o trabalhador acometido de tuberculose ativa, hanseníase, alienação


mental, neoplasia maligna, cegueira, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia
grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, doença de
Paget em estágio avançado (osteíte deformante), síndrome da imunodeficiência
adquirida (AIDS), contaminação por radiação (comprovada em laudo médico) ou
hepatopatia grave.

Não tem direito ao auxílio-doença quem, ao se filiar à Previdência Social, já


tiver doença ou lesão que geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade resulta
do agravamento da enfermidade.

O trabalhador que recebe auxílio-doença é obrigado a realizar exame médico


periódico e, se constatado que não poderá retornar para sua atividade habitual, deverá
participar do programa de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade,
prescrito e custeado pela Previdência Social, sob pena de ter o benefício suspenso.

Quando o trabalhador perder a qualidade de segurado, as contribuições


anteriores só serão consideradas para concessão do auxílio-doença se, após nova filiação
à Previdência Social, houver pelo menos quatro contribuições que, somadas às
anteriores, totalizem, no mínimo, a carência exigida (12 meses).
O auxílio-doença deixa de ser pago quando o segurado recupera a capacidade e
retorna ao trabalho ou quando o benefício se transforma em aposentadoria por invalidez.

A empresa poderá requerer o benefício de auxílio-doença para seu empregado ou


contribuinte individual que lhe preste serviço e, nesse caso, terá acesso às decisões
referentes ao benefício.

Nota: A Previdência Social processará de ofício o benefício, quando tiver


conhecimento, por meio de documentos que comprovem essa situação, de que o
segurado encontra-se incapacitado para o trabalho e impossibilitado de se comunicar
com o INSS. Nesse caso, será obrigatória a realização de exame médico-pericial pelo
INSS para comprovação da alegada incapacidade.

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Auxilio-acidente

Benefício pago ao trabalhador que sofre um acidente e fica com seqüelas que
reduzem sua capacidade de trabalho. É concedido para segurados que recebiam auxílio-
doença. Têm direito ao auxílio-acidente o trabalhador
empregado, o trabalhador avulso e o segurador especial.
O empregado doméstico, o contribuinte individual e o
facultativo não recebem o benefício

Para concessão do auxílio-acidente não é exigido


tempo mínimo de contribuição, mas o trabalhador deve
ter qualidade de segurado e comprovar a
impossibilidade de continuar desempenhando suas
atividades, por meio de exame da perícia médica da
Previdência Social.

O auxílio-acidente, por ter caráter de


indenização, pode ser acumulado com outros benefícios
pagos pela Previdência Social exceto aposentadoria. O benefício deixa de ser pago
quando o trabalhador se aposenta.

Pagamento

A partir do dia seguinte em que cessa o auxílio-doença.

Valor do benefŒcio

Corresponde a 50% do salário de benefício que deu origem ao auxílio-doença


corrigido até o mês anterior ao do início do auxílio-acidente.

Aposentadoria por invalidez

Benefício concedido aos trabalhadores que, por doença ou acidente, forem


considerados pela perícia médica da Previdência Social incapacitados para exercer suas
atividades ou outro tipo de serviço que lhes garanta o sustento.
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Não tem direito à aposentadoria por invalidez quem, ao se filiar à Previdência


Social, já tiver doença ou lesão que geraria o benefício, a não ser quando a incapacidade
resultar no agravamento da enfermidade.

Quem recebe aposentadoria por invalidez tem que passar por perícia médica de
dois em dois anos, se não, o benefício é suspenso. A aposentadoria deixa de ser paga
quando o segurado recupera a capacidade e volta ao trabalho.

Para ter direito ao benefício, o trabalhador tem que contribuir para a Previdência
Social por no mínimo 12 meses, no caso de doença. Se for acidente, esse prazo de
carência não é exigido, mas é preciso estar inscrito na Previdência Social.

ESTABILIDADE PROVIS“RIA

Estabilidade provisória é o período em que o empregado tem seu emprego


garantido, não podendo ser dispensado por vontade do empregador, salvo por justa
causa ou força maior.

A referida estabilidade encontra-se expressa em lei ou em acordos e convenções


coletivas de trabalho.

ESTABILIDADES PREVISTAS EM LEI

CIPA

De acordo com o artigo 10, inciso II, alínea "a" do Ato das Disposições
Constitucionais Transitórias da Constituição Federal/88, o empregado eleito para o
cargo de direção de comissões internas de prevenção de acidentes, desde o registro de
sua candidatura até um ano após o final de seu mandato, não pode ser dispensado
arbitrariamente ou sem justa causa.

"Art. 10 - Até que seja promulgada a Lei Complementar a que se refere o artigo 7º, I,
da Constituição:

I - ....

II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa:

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a) do empregado eleito para cargo de direção de comissões internas de prevenção de


acidentes, desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato;

...."

Quanto à controvérsia estabelecida em função da estabilidade provisória dos


membros da CIPA, o Órgão Especial do Tribunal Superior do Trabalho expediu a
Resolução nº 39/1994, que reconhece a referida estabilidade aos empregados eleitos
como suplentes.

Enunciados da Súmula nº 339 do TST:

CIPA. SUPLENTE. GARANTIA DE EMPREGO. CF/1988. (incorporadas as


Orientações Jurisprudenciais nos 25 e 329 da SDI-1) - Res. 129/2005 - DJ 20.04.2005

I - O suplente da CIPA goza da garantia de emprego prevista no art. 10, II, "a", do
ADCT a partir da promulgação da Constituição Federal de 1988. (ex-Súmula nº 339 -
Res. 39/1994, DJ 20.12.1994 e ex-OJ nº 25 - Inserida em 29.03.1996)

II - A estabilidade provisória do cipeiro não constitui vantagem pessoal, mas garantia


para as atividades dos membros da CIPA, que somente tem razão de ser quando em
atividade a empresa. Extinto o estabelecimento, não se verifica a despedida arbitrária,
sendo impossível a reintegração e indevida a indenização do período estabilitário. (ex-
OJ nº 329 - DJ 09.12.2003)

GESTANTE

O artigo 10, II, "b" do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição
Federal/88 confere à empregada gestante a estabilidade provisória, desde a confirmação
da gravidez até cinco meses após o parto.

"Art. 10 - Até que seja promulgada a Lei Complementar


a que se refere o artigo 7º, I da Constituição:

I - ...

II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa


causa:

a) ....

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b) da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o


parto."

De acordo com a jurisprudência dominante, entende-se que se a gestante estiver


em contrato de experiência, esta poderá ser desligada no último dia do contrato, sem que
o empregador fique obrigado a celebrar um contrato por prazo indeterminado ou efetuar
qualquer indenização em razão ao período de gestação. Sobre a matéria temos o
seguinte acórdão:

Da estabilidade provisória da gestante. O objetivo principal do contrato de experiência


é propiciar por um prazo determinado de tempo a adaptação, tanto pelo empregado, às
condições propostas pelo empregador, bem como da aptidão pelo empregado ao cargo
almejado. Findo o contrato de experiência, mesmo sendo alcançados pelo empregado
os objetivos e condições propostas pelo empregador, mesmo assim não está este
obrigado a celebrar um contrato por prazo indeterminado (AC. um da 2º T do TST - RR
2663/88.1 - Real. Min. José Francisco da Silva - S 09.05.91 - DJU 01.07.91
PP9305/6)"

DIRIGENTE SINDICAL

De acordo com o artigo 543, parágrafo 3º da CLT, e artigo 8º da Constituição


Federal, não pode ser dispensado do emprego o empregado sindicalizado ou associado,
a partir do momento do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação,
de entidade sindical ou associação profissional, até um ano após o final do seu mandato,
caso seja eleito, inclusive como suplente, salvo se cometer falta grave devidamente
apurada nos termos da legislação.

Súmula 369 do TST:

DIRIGENTE SINDICAL. ESTABILIDADE PROVISÓRIA. (conversão das Orientações


Jurisprudenciais nºs 34, 35, 86, 145 e 266 da SBDI-1) - Res. 129/2005 - DJ 20.04.2005

I - É indispensável a comunicação, pela entidade sindical, ao empregador, na forma do


§ 5º do art. 543 da CLT. (ex-OJ nº 34 - Inserida em 29.04.1994)

II - O art. 522 da CLT, que limita a sete o número de dirigentes sindicais, foi
recepcionado pela Constituição Federal de 1988. (ex-OJ nº 266 - Inserida em
27.09.2002)
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III- O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de


estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do
sindicato para o qual foi eleito dirigente. (ex-OJ nº 145 - Inserida em 27.11.1998)

IV - Havendo extinção da atividade empresarial no âmbito da base territorial do


sindicato, não há razão para subsistir a estabilidade. (ex-OJ nº 86 - Inserida em
28.04.1997)

V - O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o


período de aviso prévio, ainda que indenizado, não lhe assegura a estabilidade, visto
que inaplicável a regra do § 3º do art. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. (ex-
OJ nº 35 - Inserida em 14.03.1994)

DIRIGENTE DE COOPERATIVA

A Lei n” 5.764/71, art. 55, prevƒ que “os empregados de empresas que sejam
eleitos diretores de sociedades cooperativas por eles mesmos criadas gozar•o das
garantias asseguradas aos dirigentes sindicais pelo art. 543 da CLT” – ou seja, desde o
registro da candidatura at„ um ano ap…s o t„rmino de seu mandato.

EMPREGADO REABILITADO

Consoante determina o artigo 93, par†grafo 1” da Lei n” 8.213/91, a dispensa do


trabalhador reabilitado ou deficiente
habilitado s… pode ocorrer ap…s a contrata€•o
de substituto de condiۥo semelhante.

Artigo 93 - œ 1” da Lei n” 8.213/91:

"§ 1º - A dispensa de trabalhador reabilitado


ou deficiente habilitado ao final do contrato
por prazo determinado de mais de 90
(noventa) dias, e a imotivada, no contrato
por prazo indeterminado, só poderá ocorrer após a contratação de substituto de
condição semelhante."

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ACIDENTE DO TRABALHO

De acordo com o artigo 118 da Lei nº 8.213/91, o segurado que sofreu acidente
do trabalho tem garantida, pelo prazo de 12 meses, a manutenção de seu contrato de
trabalho na empresa, após a cessação do auxílio-doença acidentário, independente de
percepção de auxílio-acidente. Significa dizer que tem garantido o emprego o
empregado que recebeu alta médica, após o retorno do benefício previdenciário.

"Art. 118 - O segurado que sofreu acidente do trabalho tem garantida, pelo prazo
mínimo de doze meses, a manutenção do seu contrato de trabalho na empresa, após a
cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-
acidente."

A jurisprudência entende que o empregado contratado com contrato de


experiência que sofre acidente do trabalho neste período não goza de estabilidade.

Sobre a matéria temos o seguinte acórdão:

"CONTRATO DE EXPERIÊNCIA. ACIDENTE DE TRABALHO. ESTABILIDADE


PROVISÓRIA. O contrato de experiência é forma de contrato por tempo determinado,
encerrando-se quando do seu termo (art. 443, § 2º, "c", da CLT). Dessa forma,
inexistindo pactuação no sentido de transformá-lo em contrato por prazo
indeterminado ao seu término, o acidente de trabalho ocorrido durante o período de
experiência não confere ao obreiro o direito à estabilidade provisória prevista no art.
118, da Lei nº 8.213/91. (TRT 9ª R - TRT-PR-RO-9133/1999-PR-AC 00954/2000-4a.T-
Relator ROSEMARIE DIEDRICHS PIMPÃO - DJPr.)"

C•digo de •tica Profissional do T†cnico de Seguran‡a do


Trabalho

a) Do Objetivo:

I- O presente código de ética profissional tem por objetivo,


fixar a forma pela qual se deve conduzir os Técnicos de
Segurança do Trabalho, quando no exercício profissional;

b) Dos Deveres e Proibições:

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I- São deveres do Técnico de Segurança do Trabalho:

1. Considerar a profissão com alto título de honra, não praticar e nem permitir a prática
de atos que comprometam a sua dignidade;

2. Exercer a profissão com zelo, diligência e honestidade, evitar cometer injustiça com
quer que seja;

3. Inspecionar e analisar cuidadosamente, antes de emitir opinião sobre qualquer caso;

4. Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade, contribuir com seus
conhecimentos, capacidade e experiência, para melhor servir a comunidade;

5. Não se expressar publicamente sobre assuntos da natureza técnica, sem estar


devidamente capacitado;

6. Procurar sempre se atualizar na área prevencionista.

II- No desempenho de suas funções é vedado ao Técnico de Segurança do Trabalho:

1. Assinar documentos ou abonar declarações elaboradas por outrem, alheias a sua


orientação, supervisão ou fiscalização;

2. Facilitar por qualquer meio o exercício da profissão, aos não habilitados ou


impedidos;

3. Concorrer para a realização de atos contrários as Normas vigentes no país;

4. Solicitar ou receber qualquer importância que saiba, ou fique comprovado, aplicação


ilícita ou desonesta;

5. Violar sem justa causa, sigilo profissional e prejudicar culposa ou dolosamente,


interesse confiado o seu profissionalismo.

III- O Técnico de Segurança do Trabalho poderá publicar relatório, parecer ou trabalho


técnico profissional, assinado e sob sua responsabilidade, desde que não seja
difamatório ou subestimados em termos que possam provocar ou entreter debates sobre
serviços ao ser cargo.

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IV- Quando nomeado Perito ou Auditor, em juízo de suas funções, deverá o Técnico de
Segurança do Trabalho:

1. Abster-se de dar parecer ou emitir opiniões sem estar suficientemente embaçado


tecnicamente, informado e documentado;

2. Recusar sua indicação, desde que reconheça não se achar capacitado em face da
especialização para bem desempenhar o encargo;

3. Nunca emitir interpretações tendenciosas sobre a matéria, que constitui o objetivo da


perícia, mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do laudo;

4. Considerar com imparcialidade, o pensamento exposto em laudo pericial, submetido


a sua apreciação.

V- Dos honorários e/ ou honorários profissionais:

1. Obedecer Piso Salarial da Categoria Profissional.

VI- Dos deveres em relação aos colegas e a classe:

1. Em relação aos colegas deve seguir normas de conduta.

a) Evitar pronunciamento sobre serviço profissionais que saiba entregue a colega, em

anuência prévia desse;

b) Jamais se apropriar de trabalhos, iniciativas ou soluções encontradas por colegas,


apresentando-os como próprios;

c) Não emitir referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras;

2. Em relação à classe, deve ao Técnico de Segurança do Trabalho seguir a seguinte


norma de conduta:

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a) Zelar pelo prestigio da classe, acatar as resoluções votadas pelas entidades, inclusive,
quando as tabelas de serviços e horários profissionais;

b) Prestar seu concurso moral, intelectual e material a Entidades de classe;

c) Quando solicitado, auxiliar as Entidades de Classe e Ministério do Trabalho, na


Fiscalização, bem como, no cumprimento desse Código de Ética;

d) Jamais se utilizar de posição ocupada na direção de Entidades de Classe, em


beneficio próprio ou para proveito pessoal, diretamente ou através de interpôs - pessoa,
e ser comprovado, será desligado
automaticamente de suas funções,
mas respondendo pelo seu crime
em processo interposto pelo
Conselho de Técnicos de
Segurança do Trabalho.

VII- Das Infrações Disciplinares:

1. A transgressão do preceito
desse Código de Ética constitui
infração disciplinar, sancionada,
segundo a gravidade, com a aplicação dos seguintes penalidades em seqüência e por
escrito:

a) Advertência;

b) Suspensão.

2. O julgamento das questões transgredidas com o presente Código de Ética na integra,


serão julgadas pelo Conselho de Técnico de Segurança do Trabalho, nomeado para
tanto, cabendo de recurso dotado de efeito suspensivo, interposto no prazo de trinta dias.

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VIII- Das Atribuições Privadas do Técnico de Segurança do Trabalho:

1. Constitui, sem exceção, prerrogativas dos Técnicos de Segurança do Trabalho, todas


as atribuições descritas no presente Código de Ética e nas leis vigentes no país.

2. O Técnico de Segurança do Trabalho pode exercer as suas atividades na condição de:

a) Autônomo ou Liberal;

b) Empregado regido pelas Leis Trabalhista Brasileira;

c) Servidor Público;

d) Militar;

e) De sócio de qualquer tipo de sociedade;

f) Ou em qualquer outra situação jurídica definida pela legislação, desde que possa ferir
o presente Código de Ética, exercendo as funções de:

- Analista;

- Auditor;

- Consultor;

- Controlador;

- Articulista técnico;

- Organizador;

- Perito;

- Pesquisador;

- Professor;

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- Fiscal (concursado pelo Ministério do Trabalho ou Similar); Essas funções poderão ser
exercidas em cargos como os de:

- Chefe;

- Sub - Chefe;

- Diretor;

- Supervisor;

- Gerente;

- Sub - Gerente.

Expressando o seu trabalho através de:

- Aulas;

- Áudio - visuais e cartazes;

- Conferências;

- Reuniões;

- Conclaves;

- Simpósios;

- Cronogramas;

- Projetos;

- E todas as demais formas de expressão, de acordo com as circunstâncias.

3. Nas atividades compartilhadas com outras profissões correlatas ou não, deverão ficar
em e evidência, as reuniões unificadas, sem prejuízo algum para o interessado.

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IX- O presente Código de Ética Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho entra


em vigor na data de sua publicação, revogada as disposições em contrário.

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