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Modelagem para Simulação no SPICE de


Transistores de Nanotubos de Carbono
Leonardo Bruno de Sá†, Omar Paranaiba Vilela Neto*, Antonio Mesquita† e Marco Aurélio Pacheco*

Departamento de Engenharia Elétrica – UFRJ, *Departamento de Engenharia Elétrica – PUC-Rio
lbruno@openlink.com.br, omar@ele.puc-rio.br

Resumo—Os transistores de nanotubos de carbono têm sido semelhante aos transistores CMOS com maior capacidade
largamente estudados nos últimos anos. Tais dispositivos são escalar e maior velocidade.
tratados como possíveis sucessores da tecnologia CMOS A teoria de transistores de nanotubo de carbono é recente
convencional. Transistores de efeito de campo com nanotubos
e se encontra ainda em seus estágios iniciais de
de carbono já foram desenvolvidos e alguns testes realizados.
Este trabalho apresenta a criação de um modelo de simulação desenvolvimento. Não obstante, alguns protótipos de
do dos transistores de nanotubos de carbono no Spice. A dispositivos e até mesmo alguns pequenos circuitos já foram
criação de modelos de simulação dos transistores de nanotubos implementados fisicamente [2]-[4]. Portanto, a avaliação de
de carbono possibilita uma maior avaliação do limite de tais dispositivos de alto desempenho em circuitos digitais é
desempenho de tais dispositivos. O modelo criado possibilitou a essencial para o desenvolvimento da topologia dos
simulação de um dispositivo lógico no HSpice.
dispositivos e circuitos e entendimento dos obstáculos para a
Palavras Chaves—Nanotecnologia, Nanotubos de Carbono, construção dos processadores com freqüência de centenas de
Transistores, CNFET. GHz. A simulação e avaliação dos CNFETs ainda é um
grande desafio para os projetistas de circuitos,
principalmente porque a maioria dos modelos de simulação
I. INTRODUÇÃO desenvolvidos envolve a solução numérica de sistemas de

E m meados da década de 60, Gordon Moore previu que a equações não-lineares recursivas que não podem ser
capacidade de processamento de um microprocessador diretamente resolvidos em simuladores como o SPICE.
cresceria exponencialmente. Desde então, a conhecida lei de Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um modelo
Moore tem governado o desenvolvimento e o desempenho de simulação compatível com o SPICE, baseado no
dos microprocessadores. Isto só foi possível graças à potencial de superfície e no desempenho balístico dos
miniaturização dos componentes básicos dos processadores: CNFETs. Diversas aproximações são necessárias para o
os transistores. Porém, recentes estudos mostram que os desenvolvimento de um modelo compacto e compatível com
limites dos processos de fabricação da eletrônica os simuladores de circuitos. O modelo SPICE foi validado
convencional serão atingidos nos próximos anos, ameaçando comparando seu resultado simulado com o modelo físico
o contínuo desenvolvimento previsto por Moore [1]. original e em seguida foi usado na simulação de um inversor
Portanto, para continuar o avanço do desempenho dos analógico.
microprocessadores, outras tecnologias, na escala O restante deste artigo está dividido da seguinte maneira:
nanométrica, estão sendo estudadas. Estes novos o capítulo 2 introduz a tecnologia CNFET e destaca a
dispositivos nanoeletrônicos incluem computação quântica, importância dos simuladores. O capítulo 3 descreve a teoria
autômatos celulares com pontos quânticos, nanotubos de balística. O capítulo 4 apresenta o modelo desenvolvido e
carbono, transistores moleculares, diodos de tunelamento faz uma rápida descrição dos modelos numéricos. O capítulo
ressonante, single-electron transistor, spin transistor e 5 apresenta alguns estudos de casos e o capítulo 6 conclui o
sistemas biológicos. trabalho.
Atualmente ainda não é possível prever quais das diversas
vertentes serão usadas para substituir a tecnologia CMOS II. TRANSISTORES DE NANOTUBO DE CARBONO
convencional. Alguns pesquisadores prevêem que os futuros Os nanotubos de carbono são folhas de grafite enroladas
circuitos de computadores serão desenvolvidos utilizando em forma de tubo. Inúmeras pesquisas relacionadas com as
uma combinação de diferentes dispositivos. A exploração propriedades elétricas destes elementos têm sido realizadas
das características destes dispositivos permitirá uma grande desde sua descoberta no início da década de 90.
flexibilidade de desenvolvimento, mas ao mesmo tempo A estrutura dos nanotubos de carbono pode ser definida
criará novas dificuldades uma vez que a interface entre estas matematicamente através do vetor quiral:
estruturas não é trivial. Ch = na1 + ma 2 (1)
Dentre os dispositivos citados anteriormente, os Onde Ch, a1 e a2 são vetores e m e n números inteiros.
transistores de efeito de campo com nanotubos de carbono, Este vetor define através dos índices m e n a quiralidade,
CNFETs (Carbon Nanotube Field-Effect Transistors) são os ou seja, a direção na qual a folha de grafite é enrolada. O
que têm demonstrado maior capacidade para substituir os diâmetro do nanotubo está relacionado ao vetor quiral pela
transistores CMOS convencionais. Esta expectativa é gerada equação:
principalmente pelo fato dos CNFETs operarem de forma
2

m 2 + nm + n 2 VG
dt = a (2)
π
Onde a é a constante de rede da folha de grafite. CG
Considerando que o comprimento da ligação entre carbonos CD
o
C-C é igual a 1,42 A , o valor de a será dado por: EF1 VD
o
VS Qtopo=-q(N1+N2)
a = 1, 42 × 3 A (3) EF2
Dependendo da escolha de n e m , os nanotubos de topo da
CS Uscf barreira
carbono podem ser metálicos ou semicondutores.
A condição que define um nanotubo como metálico é Figura 2 - Modelo de circuito para um CNFET balístico.
dada por:
2n + m
=p (4) No equilíbrio, quando não há nenhuma tensão aplicada
3
aos terminais do dispositivo, a densidade eletrônica no topo
Onde p é um número inteiro.
da barreira é dada por:
Os nanotubos semicondutores são particularmente ∞
importantes para a fabricação de transistores de efeito de
campo de alto desempenho. Nestes dispositivos o canal entre
N0 = ∫ D( E ) f ( E − E
−∞
F )dE (5)

fonte e dreno é o próprio nanotubo como é mostrado na Onde f ( E − EF ) é a função de Fermi no equilíbrio.
Figura 1.
Quando uma polarização é aplicada aos terminais de porta
e dreno, o potencial no topo da barreira torna-se U scf e os
estados no topo da barreira são preenchidos por dois níveis
de Fermi distintos. Os estados de velocidade positiva são
preenchidos pelos portadores da fonte segundo:

1
N1 =
2 ∫ D( E − U
−∞
scf ) f ( E − EF 1 ) dE (6a)

Os estados de velocidade negativa são preenchidos pelos


portadores do dreno conforme:
Figura 1 – Esquemático de um CNFET [5]. ∞
1
A espessura do óxido de porta, o diâmetro e o
N2 =
2 ∫ D( E − U
−∞
scf ) f ( E − EF 2 ) dE (6b)

comprimento do nanotubo são parâmetros relevantes para


Onde EF 1 = EF e EF 2 = EF − qVD .
determinar o comportamento do dispositivo.
O foco principal deste trabalho é a modelagem dos Para encontrar o potencial autoconsistente U scf no topo
CNFETs em regime balístico para uso em simuladores da barreira é necessário resolver a equação de Poisson para
elétricos. os três capacitores da Figura 2, levando em consideração a
carga induzida pela aplicação dos potenciais na porta e no
III. TEORIA BALÍSTICA dreno.
A operação de transistores em regime balístico tem sido Aplicando o princípio da superposição é possível ignorar
amplamente explorada na literatura [6]-[9]. A teoria da a presença das cargas induzidas e calcular o potencial de
condução balística é aplicável a diferentes tipos de materiais Laplace no topo da barreira devido apenas à polarização de
semicondutores inclusive aos CNFETs, bastando utilizar porta e dreno:
uma distribuição de estados apropriada [10]. Com isto, é U L = − q(α GVG + α DVD ) (7)
possível desenvolver modelos físicos para transistores, Onde os parâmetros α G e α D determinam como a porta e o
envolvendo a solução iterativa de equações não-lineares. O
dreno controlam a solução da equação de Laplace. Estes
modelo físico 2D descrito em [11], que servirá de ponto de
parâmetros são dados por:
partida para este trabalho, consiste de três capacitores que
CG
representam os efeitos dos terminais do dispositivo no αG =
potencial autoconsistente no topo da barreira de potencial, CG + CD + CS
(8)
como é mostrado na Figura 2. CD
αD =
Com o terminal de fonte aterrado, a carga móvel no topo CG + CD + CS
da barreira de potencial, Qtopo , é determinada pela A segunda parte da solução consiste em aterrar os três
densidade de estados, D ( E ) , pelos níveis de Fermi da fonte terminais e calcular o potencial devido apenas às cargas
induzidas:
e dreno, EF 1 e EF 2 , e pelo potencial autoconsistente, U scf ,
q2
no topo da barreira de potencial. UP = ( N1 + N 2 − N 0 ) (9)
CG + CD + CS
3

Finalmente, a solução completa da equação de Poisson


dreno
para o potencial autoconsistente é obtida adicionando as
duas parcelas:
U scf = U L + U P (10) Cgd Rd
Como conseqüência, a corrente de dreno será dada por:

porta
I ds = ∫ J ( E )[ f ( E + U scf − EF 1 ) − f ( E + U scf − EF 2 )]dE (11)
Ids
−∞

Onde J ( E ) é a “corrente de densidade de estados” [11].


Conforme o conjunto de equações descrito nesta seção,
para que se obtenha a corrente de dreno I ds de um transistor Cgs Rs
balístico, é necessário inicialmente calcular o potencial
U scf , resolvendo iterativamente as equações (6) e (10). Este
fonte
procedimento não é suportado por simuladores de circuitos
Figura 3 – Macromodelo proposto de um CNFET no SPICE.
eletrônicos convencionais, dificultando a simulação conjunta
de transistores em regime balístico com outros dispositivos
eletrônicos.

IV. MODELO DO SPICE PARA CNFETS


Experimentos recentes têm demonstrado que os CNFETs
podem ser modelados como MOSFETs operando em regime
balístico segundo uma característica unidimensional (1D),
onde praticamente não ocorre espalhamento [10]-[12]. O
espalhamento pode ocorrer quando um elétron colide com
algum defeito, por exemplo, uma impureza, na estrutura do
cristal pelo qual ele está circulando. Porém, elétrons
caminhando em um nanotubo de carbono não são facilmente Figura 4 - U scf × Vgs para Vds variando em 50mV.
espalhados porque a razão entre o comprimento e o diâmetro
de um nanotubo é elevada, caracterizando um sistema
essencialmente unidimensional (1D). Para realizar uma aproximação polinomial eficiente de
O macromodelo utilizado para representar o CNFET no U scf , a curva da Figura 3 foi dividida em 5 regiões
SPICE é mostrado na Figura 3. As resistências de contato definidas pelos seguintes limites:
são representadas por Rs e Rd . Reg1 : Vgs ≤ 0, 25V
Como mencionado na seção anterior, o modelo físico Reg 2 : 0, 25V ≤ Vgs ≤ 0,50V e Vds ≤ 0,15V
prevê a obtenção de U scf através da solução iterativa de (6)
Reg 3 : 0, 25V ≤ Vgs ≤ 0,50V e Vds ≥ 0,15V (12)
e (10). Neste trabalho a solução de (10) será representada
por um conjunto de aproximações polinomiais. Reg 4 : Vgs ≥ 0,55V e Vds ≤ 0,55V
A Figura 4 ilustra a curva U scf × Vgs do modelo físico de Reg 5 : Vgs ≥ 0,50V e Vds ≥ 0,55V
um CNFET para 30 valores de Vds . Os valores dos Cada região foi aproximada por uma função polinomial
parâmetros E F 1 , α G e α D que permitem obter um ajuste f (Vgs ,Vds ) . Como exemplo, a equação abaixo mostra o
preciso das curvas I-V em toda a faixa de operação do resultado da aproximação para a segunda região Reg2:
dispositivo [11] são fornecidos na Tabela I juntamente com U scf = a1Vds 2Vgs + a2VdsVgs + a3Vgs + a4Vds + a5 10−4
( ) (13)
o valor da tensão de alimentação, Vdd , e diâmetro do
Onde a1 = 95,139; a2 = 8,507; a3 = −8730, 421;
nanotubo, dt .
a4 = −358,874; a5 = −2, 217.
Esta equação pode ser representada no SPICE de várias
Tabela I - Parâmetros utilizados na Figura 2.
formas, uma delas é através de uma fonte de tensão
dt [nm] 1,400 controlada por tensão, como é mostrado na Figura 5. Nesta
EF 1 [eV] -0,320 figura ni representa o i-ésimo nó do circuito.
αG 0,880 Utilizando o mesmo método de aproximação polinomial
αD 0,035 para as demais regiões, tem-se como resultado cinco fontes
controladas que deverão ser associadas em série. Neste caso,
Vdd [V] 1,500
para que cada fonte controlada seja acionada apenas na sua
4

n1 dreno n3 porta n5 segundo mostra a Figura 7.

+ +
n1
+
Vds Vgs Uscf=f(Vds,Vgs)
-

n2
- - +
n4 n6 Uscf1. Ew1
fonte fonte -
Sintaxe SPICE padrão: n2
E1 n5 n6 VCVS poly(2) n1 n2 n3 n4 a5 a4 a3 0 a2 0 0 a1

Figura 5 – Representação da equação (13) no SPICE.


.
respectiva região de operação são inseridas no modelo .
fontes controladas unitárias definidas como: Uscf
1, se Vgs ,Vds ∈ Regi
.
Ewi = 
( (14)
) n5
0, caso contrario
Onde i ∈ {1, 2,3, 4,5} .
+
O próximo passo é realizar o produto dos potenciais de Uscf5 . Ew5
cada região pelas suas respectivas janelas. A Figura 6 mostra -
o circuito que representa o produto U scfi ⋅ Ewi .

n6
n1
Figura 7 – Representação no SPICE do somatório dos
produtos U scfi ⋅ Ewi .

+ A corrente de dreno I ds é facilmente obtida de U scf . Na


Uscfi Figura 8 as correntes de dreno obtidas pelo modelo físico e
- n5
pelo macromodelo proposto são comparadas.

n2
+
n3 Uscfi . Ewi
-

n6
+
Ewi
-

n4
Figura 8 – Comparação entre a corrente de dreno I ds do
modelo físico e do modelo do SPICE proposto.
Sintaxe SPICE padrão:
As capacitâncias como função das tensões Vgs e Vds
E1 n5 n6 VCVS poly(2) n1 n2 n3 n4 0 0 0 0 1
foram aproximadas por funções exponenciais. Como a
sintaxe padrão do SPICE permite que capacitores sejam
Figura 6 – Representação no SPICE do produto U scfi ⋅ Ewi .
descritos a partir de seus modelos comportamentais, a
sintaxe neste caso é a equação resultante da aproximação
Finalmente, é realizado o somatório dos produtos de cada exponencial:
região: c1 n1 n2 c=’equation’
5
Onde n1 e n2 são os nós de conexão do capacitor.
U scf = ∑U
i =1
scf i ⋅ Ewi (15)
V. ESTUDO DE CASO
A maneira mais simples de realizar o somatório de fontes
de tensão no SPICE é através da associação em série O desempenho do CNFET modelado foi testado através
5

da simulação de um amplificador inversor, como mostra a


Figura 9. Os parâmetros para o CNTFET são os mesmos da
Tabela 1, as resistências de contato Rs e Rd da Figura 3
valem 1kΩ, o valor da resistência R é de 100kΩ e o
comprimento do nanotubo L é de 300nm.
Vdd

R
Vout Figura 12 – Análise de transiente do inversor.

Vin CNFET VI. CONCLUSÕES


Este trabalho apresenta uma nova técnica de modelagem
para transistores de nanotubo de carbono em regime
balístico. A metodologia permite que os modelos de
Figura 9 – Circuito inversor com CNFET. CNFETs sejam incluídos em simuladores de circuitos
convencionais como o SPICE. Um amplificador inversor foi
Três tipos de análise distintos dc, ac e transiente foram usado como exemplo para avaliar a convergência do modelo
realizados com o objetivo de levantar características e analisar as características elétricas do CNFET. A criação
elétricas do dispositivo modelado, tais como: faixa dinâmica de modelos de simulação, que possam ser inseridos nos
de operação, resposta em freqüência e linearidade. A Figura simuladores convencionais, permite a investigação destas
10 mostra a transferência dc do amplificador. A faixa de novas tecnologias juntamente com os circuitos tradicionais.
operação se estende de 300 a 600mV, com ganho de Como trabalhos futuros os autores visam a modelagem de
aproximadamente 4. transistores com nanotubos de diversos diâmetros, além de
outras simulações.

REFERENCES

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Roadmap for Semiconductors: Emerging Research Devices”, 2004
Update.
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[12] S. Wind, J. Appenzeller, R. Martel, V. Derycke, and Ph. Avouris,
“Vertical Scaling of Carbon Nanotube Field-Effect Transistors Using
Figura 11 – Resposta em freqüência do amplificador Top Gate Electrodes,” Appl. Phys. Lett., vol. 80, pp. 3817-3819,
2002.
inversor.

A Figura 12 mostra a análise de transiente do inversor. A


freqüência do sinal senoidal de entrada é de 1GHz. O ganho
de tensão foi de 3.69 e a distorção harmônica foi de 8.8%.