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SOCIEDADE EDUCACIONAL DE SANTA CATARINA

CAMPUS MARQUÊS DE OLINDA


CURSO DE GRADUAÇÃO EM DIREITO
DISCIPLINA: DIREITO PENAL II
TURMA: 2AN
PROF: Me EDUARDO GRANZOTTO MELLO

COMENTÁRIO DE JURISPRUDÊNCIA

1. INTRODUÇÃO
O caso a ser analisado apresenta como circunstância atenuante o
desconhecimento da lei, no qual a motorista portadora de uma carteira nacional
de habilitação falsa é submetida ao judiciário no intuito de responder legalmente
sobre o porte de tal documento fraudulento, em que em sua defesa o ministério
público alega sua inocência em detrimento da fundamentação do art 65, inciso II
do código penal, que dispõe sobre o desconhecimento da lei, apesar da mesma
saber dos procedimentos legais para aquisição de tal documento e ter adquirido
o seu de forma indevida.

A materialidade, que não foi impugnada na via recursal, ficou devidamente


comprovada pelo Auto de Prisão em Flagrante nº 567/2014 - 17ª DP (fls. 06/09); Auto
de Apresentação e Apreensão Nº 778/2014 (fl. 19); Comunicação de Ocorrência
Policial nº 8.996/2014-0 (fls. 24/25); Relatório Final da Autoridade Policial (fls. 27/28);
Laudo de Exame Documentoscópico nº 16191/14 (fls. 44/45); e pela prova oral
produzida no curso da instrução
a) Nome do Tribunal:
Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

b) Data de Julgamento: 04/02/2016,


Publicado no DJE: 15/02/2016. Pág.: 187.

c) Nome das partes à disputa:


Apelante: SARA DE SOUZA DOS SANTOS
Apelado: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
d) Os fatos:
Sara de Souza dos Santos apresentou, no dia 15 de julho de 2014, nas dependências do
DETRAN/DF DVA 2 , em Taguatinga Norte/ DF, Carteira de Habilitação falsa,
documento este que constava seu nome, fotografia e caligrafia. Foi-lhe atribuída a
autoria do delito previsto no art. 304 c/c o art. 297, caput, ambos do Código Penal.
A acusada alega que adquiriu o documento mediante pagamento, para uma pessoa que a
abordou na saída da auto-escola, oferecendo o citado documento pelo valor de
R$500,00.

e) O processo: N. Processo : 20140710224196APR (0021907-53.2014.8.07.0007)


- Anexar o processo na íntegra??

f) Os argumentos das partes:


A Defesa alega que a ré agiu sem dolo, pois sendo humilde, foi induzida em erro pela
pessoa que a abordou e informou que, mediante pagamento, ficaria eximida de realizar
o exame.
Argumenta que, caso mantida a condenação, deve ser reconhecida a atenuante prevista
no artigo 65, inciso II, do Código Penal, relativo ao desconhecimento da lei, salientando
que a acusada possui bons antecedentes e sempre agiu de acordo com as normas da
lisura e da honestidade.
Requer, pois, a absolvição da recorrente com fundamento no art. 386, inciso III, do
Código de Processo Penal c/c art. 20, § 2º, do Código Penal, e a fixação da pena em
conformidade com o mínimo legal.

A promotoria (é isso mesmo???) ciência do acusado da origem ilícita da CNH restou


comprovada no seu próprio depoimento em que afirmou que tinha ciência dos procedimentos
necessários para a obtenção de CNH, tanto que se submeteu a eles e foi reprovado, e que
estava estava ciente de que ao realizar o pagamento solicitado a pessoa desconhecida,
estaria desobrigada de realizar os exames para a obtenção do referido documento.
A alegação de que o réu é uma pessoa humilde, de baixa instrução não afasta a consciência da
ilicitude.

g) O problema jurídico submetido ao Tribunal;

h) A conclusão do Tribunal
2. JURISPRUDÊNCIA
Uso de documento falso. Carteira nacional de habilitação. Erro de tipo. Ausência
de dolo. Inexistência. Atenuante. Desconhecimento da lei. Não incidência.
Desprovimento.
Foi inviável a absolvição pelo crime de uso de documento falso por ausência do
elemento subjetivo, quando a ré admite que, mesmo ciente de que a carteira
nacional de habilitação somente é obtida após aprovação em exames teóricos e
práticos no DETRAN, adquiriu o referido documento mediante simples
pagamento, e sem realização dos procedimentos administrativos exigidos.

2. CONTEÚDO E ESTRUTURA DO COMENTÁRIO DE JURISPRUDÊNCIA


2.1 Estrutura

INTRODUÇÃO
DESENVOLVIMENTO (COMENTÁRIO DE JURISPRUDÊNCIA)
CONCLUSÃO GERAL
REFERÊNCIAS

2.2 Conteúdo de cada ponto


2.2.1 INTRODUÇÃO
2.2.1.1 Objetivo da Introdução: contextualizar do caso a ser apresentado e analisado.
2.2.2.2 Elementos da Introdução:
a) Nome do Tribunal;
b) Data de julgamento e publicação;
c) Nome das partes à disputa: requerente/requerido;
d) Os fatos;
e) O processo;
f) Os argumentos das partes;
g) O problema jurídico submetido ao Tribunal;
h) A conclusão do Tribunal

2.2.2 COMENTÁRIO PROPRIAMENTE DITO (PROBLEMÁTIZAÇÃO)


2.2.2.1 Objetivo da problematização: analisar a problemática do caso escolhido desde o
ângulo da doutrina jurídico-penal, criminologia e demais ciências sociais.
2.2.2.2 Conteúdo do comentário: A análise do caso a partir dos aportes teóricos trazido
pela doutrina jurídico-penal, criminologia e demais ciências sociais referente ao tema da
decisão.