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ANTROPOLOGIA

O que é a Antropologia?

Antropologia é a ciência que estuda a diversidade cultural humana, onde ou


quando ela esteja, tendo em vista que povoamos toda a face da Terra há milhões de
anos.

Assim, o saber antropológico traça, em detalhes, os fatores que compõem as


relações entre os indivíduos com o seu meio, levando em conta toda a especificidade
cultural. Isso porque, o seu foco é, de fato, o conceito “Cultura”.

O Método Antropológico

A antropologia tem como objeto privilegiado de estudo costumes, crenças,


hábitos, universo psíquico, mitos, rituais, processo histórico, linguagem, leis, relações de
parentesco. Todos esses são aspectos subjetivos dos diferentes povos do planeta.

O método antropológico consiste, basicamente, na prática da etnografia


(descrição do trabalho de campo) e etnologia (síntese dos conteúdos descritos em
campo). Deste modo, por meio da análise crítica, é possível interpretar os fenômenos
descritos.

Além disso, utiliza metodologias e conhecimentos comuns em pesquisas de


outras áreas do conhecimento, tal como linguística, arqueologia, história, dentre outras.

Curiosidades

• A palavra "antropologia" é de origem grega, formada pelos termos “anthropos”


(homem, ser humano) e “logos” (conhecimento).
• Podemos encontrar relatos de valor antropológico desde a antiguidade clássica,
nos escritos de autores gregos e romanos principalmente.
• Até o século XVIII, o saber antropológico era constituído a partir dos textos de
cronistas, viajantes, soldados, missionários e comerciantes.

História da Antropologia

A Antropologia é uma ciência que se encarrega do estudo da diversidade cultural


encontrada entre os seres humanos e estuda a relação entre indivíduos, e a relação de
indivíduos com os seus meios envolventes, tendo como foco o conceito de cultura.
A antropologia foi reconhecida recentemente (em termos históricos) como uma
ciência autônoma. Todavia, antes disso, era identificada como um ramo da história natural
e narrava a evolução do homem de acordo com o conceito civilizacional.
Além disso, podemos dizer que este saber foi um instrumento de dominação
(principalmente europeia, à época), uma vez que legitimava a dominação das metrópoles
colonialistas sobre os povos conquistados.
Esse fenômeno, chamamos de "Etnocentrismo Eurocêntrico", pois tinha a
civilização europeia como medida para todos os aspectos civilizados. Destarte, foi assim
que surgiu a classificação “primitivo, bárbaro e civilizado” para determinar os estágios
evolutivos das civilizações.
Resumo
Em termos historiográficos, podemos supor o nascimento da antropologia
propriamente dita com o advento das "Regras do Método Sociológico", em 1895, de Émile
Durkheim, o qual define o “Fato Social” e os métodos para sua apreensão.
Curioso notar que foi com o surgimento da sociologia que tivemos definido o
campo antropológico. Ao definir o campo de atuação sociológico, Durkheim delineia
também, por exclusão metodológica, o que seriam os objetos de pesquisa da
antropologia.
Ou seja, enquanto na sociologia se estudaria o “Fato Social” como um atributo da
grande coletividade, outros métodos teriam de surgir para estudar o homem numa
posição mais subjetiva e menos coletiva.
Foi assim que Marcel Mauss, sobrinho de Durkheim, buscou nas representações
primitivas, "Algumas formas primitivas de classificação", obra publicada em 1901 em
conjunto com seu tio.
Todavia, será em 1903, com a obra “Esboço de uma teoria geral da magia”, que
teremos, quiçá pela primeira vez, o fazer etnológico e o surgimento do conceito de “Fato
Social Total” com viés mais cultural.
Outro marco antropológico que vale citar, são as ações de Bronislaw Malinowski
(1884-1942) nas Ilhas Tobriand. Ao valorizar o trabalho de campo e a descrição
minuciosa, ele rompe o ciclo de trabalhos de gabinete, prática então usual na
antropologia, e torna-se um marco para os trabalhos etnográficos, fundando o
Funcionalismo.
Igualmente, nos Estados Unidos, Franz Boas irá enfatizar ainda mais a
importância do trabalho de campo e a formação histórica de cada povo, bem como as
possibilidades de difusão de traços culturais pelo Mundo.
Em 1940, teremos uma nova guinada, quando Claude Lévi-Strauss cria a
Antropologia Estrutural, onde afirma haver regras estruturantes das culturas na mente
humana.
Alguns anos depois, outro antropólogo, Clifford Geertz, irá fundar, por meio de
textos escritos essencialmente sob a forma de ensaio, uma das vertentes da antropologia
contemporânea: a Antropologia Hermenêutica ou Interpretativa. Nesse olhar, o importante
é determinar o que as pessoas de uma determinada cultura pensam sobre o que fazem.

As Escolas Antropológicas

A antropologia, ciência encarregada de estudar o homem, possui diversas


escolas. São elas:

• Evolucionismo Social;
• Escola Antropológica Francesa;
• Funcionalismo;
• Culturalismos Norte-Americano;
• Estruturalismo;
• Antropologia Interpretativa;
• Antropologia Pós-Moderna.

Evolucionismo Social

O Evolucionismo Social foi a escola do século XIX responsável pela


sistematização do conhecimento acerca dos “povos primitivos”, o qual foi organizado em
trabalhos de gabinete, sem a observação "in locu".

De modo geral, argumentavam em favor do evolucionismo nas sociedades


humanas, onde evoluiriam das “primitivas” para as “civilizadas”. Seus principais
representantes foram:

• Herbert Spencer e sua obra “Princípios de Biologia” (1864)


• Tylor e sua obra “A Cultura Primitiva” (1871).

Escola Antropológica (ou Sociológica) Francesa

Essa escola surgiu no final do século XIX e focou seus estudos nas
representações coletivas e na metodologia científica.
O maior escritor dessa escola foi, sem dúvidas, Émile Durkheim, o qual criou um
marco metodológico com “Regras do método sociológico”, publicada em 1895.

Funcionalismo

O Funcionalismo surge no início do Século XX e estabelece um modelo de


etnografia com seus trabalhos de trabalho de campo (Observação participante).

O principal representante foi Bronislaw Malinowski e sua obra “Argonautas do


Pacífico Ocidental”, publicada em 1922.

Culturalismo Norte-Americano

O Culturalismo Norte-americano surge na década de 1930 e estabeleceu o


método comparativo e a formação de padrões culturais, a partir dos quais é possível
apreender as leis no desenvolvimento das culturas.

O principal representante foi Franz Boas com destaque para as obras: “Os
objetivos da etnologia” (1888) e “Raça, Língua e Cultura” (1940).

Estruturalismo

O Estruturalismo irá florescer nos anos de 1940, ao buscar as regras


estruturantes das culturas presentes na mente humana.

Teve como grande representante, Claude Lévi-Strauss com sua obra


“Pensamento selvagem”, publicada em 1962.

Antropologia Interpretativa

A Antropologia Hermenêutica ou Interpretativa dos anos 60 irá estabelecer a


cultura como uma hierarquia de significados, a partir da leitura que os “nativos” fazem de
sua própria cultura. Seu maior representante é Clifford Geertz e seu livro “A interpretação
das culturas”, publicado em 1973.

Antropologia Pós-Moderna

A Antropologia Pós-Moderna ou Crítica surge nos anos de 1980 e está


preocupada com a reinterpretação textual das etnografias clássicas e contemporâneas.

James Clifford é um dos mais proeminentes escritores desta escola. Sua obra de
maior destaque é “Writing culture - The poetics and politics of ethnography”, publicada em
1986.

Etnocentrismo
Etnocentrismo é um conceito antropológico usado para definir atitudes nas quais
consideramos nossos hábitos e condutas como superiores aos de outrem.
Isso acontece em todas as sociedades, devido aos preconceitos produzidos pela
própria dinâmica cultural e que nos leva a adotar os padrões culturais que nos são
familiares.
Como ele ocorre?
O etnocentrismo ocorre por que nossa compreensão do que seria a existência,
dificultando nossa capacidade de perceber a diferença como algo "normal".
Evidentemente, esse tipo de fenômeno está relacionado aos choques culturais,
mas podem ser vistos cotidianamente em nossa própria cultura.
De fato, o etnocentrismo afeta todas as pessoas, em todas as culturas do globo,
em maior ou menor grau.
Isso porque é muito "normal" julgarmos "etnocêntricamente" assuntos
relacionados à política, à sexualidade, ao feminismo, à questão racial, às drogas, etc.
Este fenômeno possui dimensões intelectuais (racionais) e afetivas (psicológicas)
que estão na gênese de quase todas as atitudes e comportamentos preconceituosos,
radicais e xenófobos.
Na melhor das hipóteses, o etnocêntrico irá considerar sua cultura como natural
em relação às outras, tidas por ele como "anormais" e "absurdas".
Assim, o pensamento etnocêntrico torna-se um perigo quando inculca ideias de
superioridade racial e cultural. Isso porque ele coloca um grupo étnico no centro de tudo,
limitando ou impedindo qualquer outra possibilidade de existência.
O que sabemos do "outro" não passa de uma representação determinada pelas
ideologias que imperam em determinados períodos.
A partir disso, o etnocentrismo é matéria de reforço para figurações negativas do
"outro" enquanto forma de manutenção do status quo.

Curiosidade

Etnocentrismo é um substantivo masculino de raiz grega, formado pelo prefixo


"ethnos" que significa nação, tribo, raça ou povo, mais o sufixo "centrismo", que sugere
centro.
Exemplos do Etnocentrismo na História
Foi assim, por exemplo, durante os Descobrimentos, quando a cristandade
declarou sua missão sagrada de levar a fé pela ação dos missionários e conquistadores.
Posteriormente, o Iluminismo irá afirmar o triunfo da razão e será a medida de
todo progresso que justificou o colonialismo ocidental.
Junto à isso, desenvolve-se uma outra definição mais específica do
etnocentrismo, a saber, o "Eurocentrismo", pelo qual o europeu foi considerado o modelo
de "homem civilizado".
Nos anos seguintes, até o início do século XIX, evidências pseudocientíficas irão
embasar vários dados que permitirão o estabelecimento de uma linha evolutiva da cultura
em estágios: selvagens, bárbaros e civilizados.
De modo similar, o racismo científico irá constituir uma ideologia de superioridade
da raça branca. Nesse momento, ser branco e europeu era considerado o máximo da
evolução cultural e social no planeta.

Etnocentrismo e Relativismo Cultural

O Relativismo Cultural é uma linha de pensamento da Antropologia que busca


relativizar as culturas, instituindo uma teoria geral da relatividade cultural.
Esse conceito está apoiado numa metodologia capaz de analisar os vários
sistemas culturais, sem o determinismo da visão etnocêntrica.
O significado de um ato para o Relativismo Cultural, não é tomado de forma
absoluta, mas considerado em seu próprio contexto.
A partir dessa perspectiva, compreendemos que o "outro" também possui seus
valores, os quais devem ser considerados segundo o sistema cultural em que estão
inseridos.

Cultura Material e Imaterial

A Cultura Material e Imaterial representam os dois tipos de patrimônio cultural, e


que juntos constituem a cultura de determinado grupo.

A cultura material está associada aos elementos materiais e, portanto, é formada


por elementos palpáveis e concretos, por exemplo, obras de arte e igrejas.

Já a cultura imaterial está relacionada com os elementos espirituais ou


abstratos, por exemplo, os saberes e os modos de fazer.

Ambas possuem aspectos simbólicos, posto que carregam a herança cultural de


determinado povo, ao mesmo tempo que promovem sua identidade.

Cultura Material

Associada aos elementos concretos de uma sociedade está a cultura material


ou o patrimônio cultural material. Esses elementos foram sendo criados ao longo do
tempo e, portanto, representam a história de determinado povo.

Diversas edificações, objetos artísticos e cotidianos, fazem parte da cultura


material, os quais são classificados de duas maneiras:

• Bens móveis: podem ser transportados e reúnem os acervos e coleções.


• Bens imóveis: são estruturas fixas e representam os centros históricos, sítios
arqueológicos, etc.

Em 1972 ocorreu em Paris, França, a “Convenção para a Proteção do Patrimônio


Mundial, Cultural e Natural”. O evento alertou para a importância do tema, bem como da
salvaguarda do patrimônio mundial. Veja o seguinte trecho da convenção que define o
conceito de patrimônio cultural material:

ARTIGO 1.º

Para fins da presente Convenção serão considerados como patrimônio cultural:

Os monumentos. – Obras arquitetônicas, de escultura ou de pintura monumentais,


elementos de estruturas de carácter arqueológico, inscrições, grutas e grupos de
elementos com valor universal excepcional do ponto de vista da história, da arte ou da
ciência;

Os conjuntos. – Grupos de construções isoladas ou reunidos que, em virtude da


sua arquitectura, unidade ou integração na paisagem têm valor universal excepcional do
ponto de vista da história, da arte ou da ciência;

Os locais de interesse. – Obras do homem, ou obras conjugadas do homem e da


natureza, e as zonas, incluindo os locais de interesse arqueológico, com um valor
universal excepcional do ponto de vista histórico, estético, etnológico ou antropológico.

Exemplos de Bens Materiais

• Vestimentas
• Museus
• Teatros
• Igrejas
• Praças
• Universidades
• Monumentos
• Obras de Arte
• Utensílios

Cultura Imaterial

Associada aos hábitos, comportamentos e costumes de determinado grupo social


está a cultura imaterial ou patrimônio cultural imaterial.

Este representa os elementos intangíveis de uma cultura. Sendo assim, ele é


formado por elementos abstratos que estão intimamente relacionados com as tradições,
práticas, comportamentos, técnicas e crenças de determinado grupo social. Diferente do
patrimônio material, este tipo de cultura é transmitida de geração em geração.

Vale notar que a cultura imaterial está em constante transformação, uma vez que
seus elementos são recriados coletivamente. Isso faz com que o patrimônio intangível
seja muito vulnerável.

Por esse motivo, muitos programas e projetos vêm sendo desenvolvidos no Brasil
e no mundo com o intuito de levantar e registrar essas práticas.

Em outubro de 2003, na cidade de Paris, França, ocorreu a “Convenção para a


Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial”. Esse evento representou um grande
avanço para o entendimento e importância desse conceito:

“Entende-se por “património cultural imaterial” as práticas, representações,


expressões, conhecimentos e competências – bem como os instrumentos, objectos,
artefactos e espaços culturais que lhes estão associados – que as comunidades, grupos
e, eventualmente, indivíduos reconhecem como fazendo parte do seu património cultural.
Este património cultural imaterial, transmitido de geração em geração, é constantemente
recriado pelas comunidades e grupos em função do seu meio envolvente, da sua
interacção com a natureza e da sua história, e confere-lhes um sentido de identidade e de
continuidade, contribuindo assim para promover o respeito da diversidade cultural e a
criatividade humana.” (Artigo 2.º: Definições)
Exemplos de Bens Imateriais

• Danças
• Músicas
• Literatura
• Linguagem
• Culinária
• Rituais
• Festas
• Feiras
• Lendas

Cultura Material e Imaterial Brasileira

Nosso país possui uma imensa diversidade cultural. Ou seja, cada região do país
apresenta diversas características culturais e históricas próprias. Isso faz com que o Brasil
abrigue muitos elementos pertencentes ao patrimônio cultural material e imaterial.

Entenda mais sobre o tema:

• Identidade Cultural
• Diversidade Cultural
• Cultura Brasileira

Exemplos de Cultura Material

Universidade Federal do Paraná (Curitiba). Fundada em 1902, é a mais antiga do


país

• Museu Histórico Nacional (Rio de Janeiro)


• Conjunto Arquitetônico de Paraty (Rio de Janeiro)
• Pelourinho (Salvador, Bahia)
• Teatro Municipal Casa da Ópera (Ouro Preto, Minas Gerais)
• Universidade Federal do Paraná (Curitiba)

Exemplos de Cultura Imaterial

O Frevo é uma dança típica do carnaval pernambucano que surgiu no século XIX

• Roda de Capoeira
• Círio de Nazaré
• Carnaval
• Samba
• Samba de Roda
• Frevo

Identidade Cultural

A Identidade Cultural é um conceito das áreas da sociologia e antropologia, que


indica a cultura em que o indivíduo está inserido. Ou seja, a que ele compartilha com
outros membros do grupo, seja tradições, crenças, preferências, dentre outros.

Além disso, determinados fatores de identidade são decisivos para que um grupo
faça parte de tal cultura, por exemplo, a história, o local, a raça, a etnia, o idioma e a
crença religiosa.

O conceito de diversidade cultural está intimamente ligado ao de identidade. Ele


aponta para a variedade de culturas existentes no mundo, as quais foram surgindo pela
interação desenvolvida entre os seres e o meio ambiente.

Resumo

Antes de mais nada, vale lembrar que a identidade cultural é um conceito muito
abordado nas últimas décadas, no entanto, ela sempre existiu. Ou seja, desde os
primórdios os homens se organizavam em grupos sociais, os quais compartilhavam
informações e identificações com seus membros.

A interação social entre os seres humanos fez surgir as diversas culturas, ou seja,
o conjunto de costumes e tradições de um povo os quais são transmitidas de geração em
geração.

O sentimento de pertencimento surge então, a partir das experiências que os


seres humanos desenvolvem durante sua vida social, no entanto, e como já foi
mencionado acima, o local e a história de tais civilizações são essenciais para
compreender esse conceito.

Assim, fica claro que existem várias identidades culturais no mundo, sobretudo no
Brasil. Porém, ela pode ser vista de maneira mais macro ou micro, por exemplo, ter um
sentimento associado à identidade brasileira, e ainda, um sentimento de identidade com a
região (cidade) do Brasil em que viveu a maior parte da vida.
Muitos elementos simbólicos são eleitos e estão associados com a identidade de
diversas nações, por exemplo, o futebol com o Brasil, o Tango com a Argentina, as
Danças na África, dentre outros.

Entretanto, é muito importante deixar claro que um brasileiro pode não se


identificar com os aspectos mais relevantes e os elementos culturais associados à sua
Nação, como acontece com diversos brasileiros que não gostam de futebol ou do
Carnaval.

Portanto, vale lembrar que o conceito de identidade cultural é muito complexo e


depende de vários fatores e experiências de vida. Ela está intimamente relacionada com o
sentimento de pertencimento e identificações dos indivíduos de determinada cultura.

Identidade Cultural Brasileira

No Brasil, desde a época dos descobrimentos no século XVI, os principais povos


que constituíram a cultura brasileira foram os portugueses, os africanos e os índios.

Portanto, a cultura brasileira é o resultado da miscigenação de diversos grupos


étnicos, e, além dos três principais, a população brasileira é formada por imigrantes.

Visto que o Brasil apresenta dimensões continentais, cada região do país


desenvolveu sua cultura e, de modo geral, a Nação foi se aproximado em diversos
aspectos, os quais foram primordiais para identificar algo em comum entre nós brasileiros,
por exemplo, a paixão pelo futebol.

O idioma é um fator muito importante de aproximação e identificação entre os


seres de determinado local. A língua influencia muito na construção da identidade cultural
de um povo, uma vez que através dela nomeamos tudo o que está a nossa volta e ainda
desenvolvemos a comunicação social.

Identidade Social

Além da identidade cultural, há outro conceito utilizado na área da sociologia


denominado de identidade social.

Este, designa o sentimento de pertencimento à determinado grupo social e vai


sendo construindo através das interações sociais que os indivíduos desenvolvem durante
a vida.

Interessante notar que pertencemos a diversos grupos sociais por exemplo, a


família, o trabalho, a religião, dentre outros.
Identidade Cultural na Pós Modernidade

Stuart Hall (1932-2014) foi um antropólogo e sociólogo jamaicano que viveu na


Inglaterra. Ele é um dos grandes teóricos da cultura e, sobre a identidade cultural,
escreveu diversos artigos. No entanto, sua obra que merece destaque é “A Identidade
Cultural na Pós Modernidade”.

Lembre-se que a pós-modernidade ou pós-modernismo é um período que tem


início após a segunda guerra mundial. Para Stuart Hall, a crise de identidade surge na
pós-modernidade sendo formada por indivíduos que não possuem uma identidade fixa.