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FACULDADE ESTÁCIO DE SERGIPE/FASE

NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA

PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO


ESCOLAR-PNAE

Profª.: Jamille Oliveira Costa


ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

Todo alimento oferecido no ambiente escolar


durante o período letivo independentemente de
sua origem.

FNDE 2009; Gabriel 2010


A ESCOLA...

Lugar ideal para programas Importante na formação


de promoção de Saúde de hábitos saudáveis!

UNB 2007; WHO 2010


A ESCOLA...

Lanches
Exercícios
nutricionalmente
físicos
equilibrados

Ações de educação
alimentar e nutricional
PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR-
PNAE

Teve origem no início da década de 40, mas é na década de 50


que estruturou-se pela primeira vez um “Programa de Merenda
Escolar”, em âmbito nacional, sob responsabilidade pública.

Programa social mais antigo do país na área de SAN e um dos


maiores programas na área de alimentação escolar no mundo e
é o único com atendimento universalizado.

FNDE, 2010
PNAE

CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988


Assegurou o direito à alimentação escolar a todos os alunos do ensino
fundamental (EC59/2009) por meio de programa suplementar de
alimentação escolar a ser oferecido pelos governos federal, estaduais e
municipais.

Desde sua criação até 1993: execução centralizada

O órgão gerenciador:
 planejava os cardápios;
 adquiria os gêneros por licitação;
 contratava laboratórios para efetuar o controle de qualidade;
responsabilizava pela distribuição dos alimentos em todo o território
nacional.

FNDE, 2010
OBJETIVO do PNAE

Oferta da alimentação escolar e de ações de EAN


PNAE

Público beneficiado:
Alunos de toda a educação básica matriculados em escolas
públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas
com o poder público), por meio da transferência de recursos
financeiros (FNDE).
educação infantil;
ensino fundamental;
ensino médio e educação de jovens e adultos.

FNDE
PRINCÍPIOS DO PNAE
DIRETRIZES DO PNAE
PNAE

Realiza transferência Realiza transferência


FNDE financeira
financeira

Executam o PNAE Unidade Entidades Executam o PNAE


Entidades
privadas sem fins
Executora PNAE Executoras Estados, DF e
Municípios
(EUx) (EEs)
lucrativos

Conselho de
Alimentação TCU
Escolar- CAE
CGU
Controle Social
CAE
Conselho de Alimentação Escolar

 Deve acompanhar a execução do PNAE em todos os níveis,


desde o recebimento do recurso até a prestação de contas:

Atua nos princípios e diretrizes do PNAE;


Acompanhar e fiscalizar a aplicação dos
recursos destinados à alimentação escolar;
Zelar pela qualidade dos alimentos;
Emitir parecer conclusivo acerca da
aprovação ou não da execução do PNAE e
elaborar o Regimento Interno.

(Art. 26, 27,28 da Resolução/FNDE 38/2009)


CAE

Lei 11.947/2009
PNAE

FNDE: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação


Realiza transferência financeira às Entidades Executoras (EEx)
em contas correntes específicas abertas pelo próprio FNDE.

Entidades Executoras: estados, Distrito Federal e municípios


São responsáveis pela execução do Programa, inclusive pela
utilização dos recursos financeiros transferidos pelo FNDE, que
são complementares.

 Transferência financeira: 10 parcelas mensais;


 Cobertura para 200 dias letivos;

Valor = nº de alunos x nº dias x valor per capta


PNAE

Valor = nº de alunos x nº dias x valor per capta

30% deve ser investido na compra direta


de produtos da agricultura familiar

Lei nº 11.947, de 16/6/2009


PNAE

Em 2015 foram disponibilizados R$ 3,7 bilhões, para


beneficiar 41,5 milhões de estudantes da educação
básica e de jovens e adultos.

R$ 0,36 e 0,32 R$ 0,64 R$ 2,00 R$ 1,07 R$ 0,53 R$ 0,53


aluno/dia aluno/dia aluno/dia aluno/dia aluno/dia aluno/dia
EXECUÇÃO FINANCEIRA
INSERÇÃO DO NUTRICIONISTA NO PNAE
INSERÇÃO DO NUTRICIONISTA NO PNAE

• Lei n°8.913/1994 (criação dos CAEs)

Art.4°: a elaboração dos cardápios dos PAE, sob a


responsabilidade dos Estados e Municípios, através de
nutricionista capacitado, será desenvolvida em acordo com o
CAE, e respeitará os hábitos alimentares de cada localidade, sua
vocação agrícola e a preferência pelos produtos in natura.

• Resolução nº 32/2006/FNDE: nutricionista deverá assumir a


responsabilidade técnica.
INSERÇÃO DO NUTRICIONISTA NO PNAE

• Lei n°11.947/2009
Art.11. A responsabilidade técnica pela alimentação escolar nos
Estados, no Distrito Federal, nos Municípios e nas escolas
federais caberá ao nutricionista responsável.
INSERÇÃO DO NUTRICIONISTA NO PNAE

Resolução do CFN n◦465/2010 (pg. 103)


ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
- ARACAJU -

NOSSOS NÚMEROS-2014

Nº UNIDADES DE Nº REFEIÇÕES
ENSINO
Creche 4 ref/dia
Municipais 77
Pré- escola 1 ref/dia
Filantrópicas 23
Fundamental 1 ref/dia
PROGRAMAS E
ALUNOS EJA 1 ref/dia
Creche 1452 Projovem 1 ref/dia
Pré-escola 4750 Mais 3 ref/dia
Fundamental 18404 Educação
EJA 5267 TOTAL 43.421/dia
Projovem 800
Mais Educação 2072
TOTAL DE ALUNOS 34.921
MERENDA ESCOLAR SERGIPE
PAPEL DO NUTRICIONISTA NO PNAE

Programar, elaborar e
acompanha o cardápio

Relatório de Planejamento
gestão

Edital de
Teste de compras
aceitabilidade

Controle Social Gêneros da AG


(Participa/fomenta)

Controle Higiênico
Avaliação RT Sanitário
Nutricional

Projetos e Educação
Pesquisas Nutricional
PNAE- ATIVIDADES
AQUISIÇÃO DOS GÊNEROS ALIMENTÍCIOS DA
AGRICULTURA FAMILIAR
O QUE O NUTRICIONISTA RT DEVE FAZER PARA ELABORAR UM
CARDÁPIO COM PRODUTOS DA AGRICULTURA FAMILIAR?

• Mapear a produção da agricultura familiar local na


Secretaria de Agricultura, na EMATER local ou nas
organizações da agricultura familiar;

• Elaborar o cardápio respeitando a cultura alimentar da


região, a diversidade agrícola e as especificidades sazonais
da produção local;

• Informar ao setor responsável da Entidade Executora a


demanda, especificando os produtos e as respectivas
quantidades.
AQUISIÇÃO DOS GÊNEROS ALIMENTÍCIOS DA
AGRICULTURA FAMILIAR

CHAMADA PÚBLICA
Procedimentos administrativos voltado a seleção de propostas
específicas para aquisição de gêneros alimentícios provenientes
da Agricultura Familiar e/ou Empreendedores Familiares Rurais
ou suas organizações.

Dispensa licitações

“Os editais das Chamadas Públicas


deverão permanecer abertos para recebimento dos projetos
de venda por um período mínimo de 20 dias.”

Lei nº 11.947/2009
CARDÁPIOS
CARDÁPIOS

Promoção da Alimentação Saudável no PNAE


REGAS BÁSICAS

Proibição
Incentivo
Restrição da oferta
à oferta Restrição Restrição
da oferta de bebidas
de frutas da oferta da oferta
de de baixo
e de sódio de doces
alimentos valor
hortaliças industrializados nutricional
CARDÁPIOS

LEI Nº 3.814 -14 DE JANEIRO DE 2010.


DISPÕE SOBRE A ALIMENTAÇÃO OFERECIDA NAS CANTINAS E
LANCHONETES LOCALIZADAS NAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO PÚBLICAS E
PRIVADAS –ARACAJU

Art. 1º -Fica proibida a comercialização de alimentos de alto teor calórico


e/ou ricos em gordura trans nas cantinas e lanchonetes das instituições
públicas e privadas de ensino fundamental e médio:
I –Salgados de massas ou massas folheadas.
II –Frituras em geral.
III –Biscoitos recheados.
IV –Salgados ou pipocas industrializadas.
V –Refrigerantes e sucos artificiais.
VI –Doces de fabricação industrializada ou caseira.
VII –Balas, pirulitos, gomas de mascar e similares.
VIII –Qualquer alimento de grande potencial calórico e/ou rico em
gordura trans, bem como aqueles de baixo teor nutritivo.
CARDÁPIOS

LEI Nº 3.814 -14 DE JANEIRO DE 2010

Art. 2º -Os alimentos devem ser enquadrados em uma dieta saudável, rica em
nutrientes que corroborem para a saúde e bem-estar físico dos consumidores.
§1º -Frutas, sucos naturais, sanduíches naturais, queijos brancos (coalho, ricota e
minas), carnes brancas (peixes e aves) e demais alimentos que componham uma dieta
saudável.
§2º -As unidades escolares ficam obrigadas a observar necessidades especiais, tais
como: portadores de diabetes, intolerâncias alimentares, anemias e dislipidemias,
dentre outras.
Art. 3º -Deverá ser exposto nos locais de consumo uma placa ou cartaz...
Art. 5º -As instituições de ensino deverão debater com os alunos sobre a nova
determinação...
§2º -Os responsáveis pelas cantinas deverão observar quanto à realização de cursos de
manipulação de alimentos necessários sob a supervisão da Vigilância Sanitária, assim
como capacitar-se para produzir e oferecer alimentos mais saudáveis, nos termos
desta Lei.
Art. 6º -O descumprimento desta Lei acarretará em suspensão do funcionamento do
local e multa de R$ 3.000,00 (três mil reais).
CARDÁPIOS

Resolução 26/2013/FNDE
CARDÁPIOS

Resolução 26/2013/FNDE
CARDÁPIOS

Os cardápios deverão
oferecer, pelo menos, três
porções de frutas e hortaliças
por semana
(200g/aluno/semana) nas
refeições ofertadas.

As bebidas à base de frutas


não substituem a
obrigatoriedade da oferta de
frutas in natura.
CARDÁPIOS

Art. 16. Recomenda-se que, em média, a alimentação na escola


tenha, no máximo:
a)10% da energia total proveniente de açúcar simples adicionado
b)15 a 30% da energia total proveniente de gorduras totais
c)10% da energia total proveniente de gordura saturada
d)1% da energia total proveniente de gordura trans
CARDÁPIOS

Art. 16. Recomenda-se que, em média, a alimentação na escola


tenha, no máximo:
V – 400 mg de sódio per capita, em período parcial, quando
ofertada uma refeição;
VI –600 mg de sódio per capita, em período parcial, quando
ofertadas duas refeições;
VII –1.400 mg de sódio per capita, em período integral, quando
ofertadas três ou mais refeições.

A oferta de doces e/ou preparações doces fica limitada a


duas porções por semana, equivalente a 110 kcal/porção.
CARDÁPIOS

Art. 22 Proibições e restrições:


I –É proibida para as bebidas com baixo teor nutricional tais
como refrigerantes, refrescos artificiais, bebidas ou
concentrados à base de xarope de guaraná ou groselha, chás
prontos para consumo e outras bebidas similares.

II- É restrita para enlatados, embutidos, doces, alimentos


compostos (dois ou mais alimentos embalados separadamente
para consumo conjunto), preparações semiprontas (ou prontas)
para o consumo, ou alimentos concentrados (em pó ou
desidratados para reconstituição).
CARDÁPIOS

Art. 24

Do total dos recursos financeiros repassados pelo FNDE, no


âmbito do PNAE, no mínimo 30% deverá ser utilizado na
aquisição de gêneros alimentícios diretamente da Agricultura
Familiar e do Empreendedor Familiar Rural ou suas
organizações, priorizando os assentamentos da reforma agrária,
as comunidades tradicionais indígenas e comunidades
quilombolas, conforme o art.14, da Lei n°11.947/2009.
FÁCIL?
DESAFIOS?
CARDÁPIOS

 Dificuldade em exercer na prática todas as atividades técnicas;

 Nutricionista: condicionado na formação a olhar para a saúde


de forma estanque e não numa abordagem complexa e
multidimensional;

 Apesar do conhecimento das suas atribuições, o nutricionista


enfrenta barreiras na execução das mesmas, pois são muitas
vezes sobrecarregados por atividades
burocráticas/administrativas.

Mottal et al. 2003; Franco & Boog, 2007; Mello etal. 2012
CARDÁPIOS

Atividades complexas e que,


consequentemente, necessitam de
disponibilidade de materiais e de outros
profissionais de apoio, tais como a execução
da avaliação nutricional, testes de
aceitabilidade e atividades de EAN, são
negligenciadas em detrimento da urgência
do trabalho administrativo que o nutricionista
também exerce.

Mottal et al. 2003; Franco & Boog, 2007; Mello etal. 2012
AÇÕES DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

Serão ações de EAN, dentre outras, aquelas que:


 Promovam a oferta de alimentação adequada e saudável na
escola;

 Promovam a formação de atores;

 Articulem as políticas municipais, estaduais, distritais e federais


no campo da alimentação escolar;

 Dinamizam o currículo das escolas, tendo por eixo temático a


alimentação no ambiente escolar;
AÇÕES DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL

Serão ações de EAN, dentre outras, aquelas que:


 Promovam metodologias inovadoras para o trabalho pedagógico;

 Favoreçam o resgate dos hábitos alimentares regionais e


culturais;

 Estimulem e promovam a utilização de produtos orgânicos e/ou


agroecológicos e da sociobiodiversidade;

 Estimulem o desenvolvimento de tecnologias sociais, voltadas


para o campo da alimentação esco
AÇÕES DE EDUCAÇÃO NUTRICIONAL
MATERIAL DE APOIO