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Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Projeto
Avança Maracangalha

Junho – 2019
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Ficha Técnica

Coordenação geral:
Mila Levindo de Faria Peixoto

Coordenação técnica:
Joice de Jesus Moraes

Assistente Social:
Marina Oliveira de Andrade

Estagiárias:
Aline Cidreira Cezário de Santana (Estagiária de Serviço Social)
Anne Suellen de Almeida Rodrigues (Estagiária de Engenharia Civil)

Turismo:
Klessio Jorge Lessa Ferreira

Colaboradores:
Renata Vilas Boas (Arquiteta)
Giovana Rocha de Oliveira Barbosa (Estagiária de Arquitetura)
Hevelyn Adriane Silvestre dos Santos (Estagiário de Arquitetura)
Matheus Pereira e Silva (Estagiário de Arquitetura)
Vanessa Carvalho Melo (Estagiária de Arquitetura)
Yve Beatriz Sousa Menezes (Estagiário de Arquitetura)

Prefeito: Breno Konrad Meira Moreira


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO 9

2. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA 12

3. HISTÓRICO 12

4. ARTESANATO E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS 14

4.1. Artesanato com taboa 14

4.2. Filarmônica / Escola de Música 15

4.3. Capoeira 18

5. EDUCAÇÃO 19

5.1. Creche São Jorge 19

5.2. Escola Municipal Professor Edgar Santos 19

6. ESPORTE 21

7. CRUZEIRO 22

8. CAPELA NOSSA SENHORA DA GUIA E PRAÇA PAULO JOSÉ ROSA


22

9. PRAÇA DORIVAL CAYMMI 24

10. LARGO DO MERCADO, MERCADO E PRAÇA 27

11. ARMAZÉM BRASILEIRO 29

12. CINE MARACANGALHA 30

13. CASA GARDÊNIA AZUL 30

14. USINA CINCO RIOS 31

15. REPRESA 35

16. SOBRADO E CAPELA DO ENGENHO LAGOA 36

17. CEMITÉRIO 41

18. LINHA FÉRREA E ESTAÇÃO DE CINCO RIOS 43

19. INFRAESTRUTURA LOCAL 44


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19.1. Sistema de Transporte 44

19.2. Sistema Judiciário e Segurança Pública 45

19.3. Posto Policial 45

19.4. Posto de Saúde 46

20. SANEAMENTO BÁSICO 47

20.1. ESGOTAMENTO SANITÁRIO 47

20.2. ABASTECIMENTO DE ÁGUA 48

20.3. COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS 49

21. PAVIMENTAÇÃO E ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS RESIDÊNCIAS


49

22. POVOADOS 50

22.1. Povoado de Pinheiro 50

22.2. Povoado de Quibaca 52

22.3. Povoado de Sapucaia 55


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1. INTRODUÇÃO

O Distrito de Maracangalha, chamado antigamente de Cinco Rios, está localizado no


município de São Sebastião do Passé no estado da Bahia, com distância de
aproximadamente 57 km da capital baiana.
A história de um povo se entrelaça com a trajetória da cana de açúcar, se estabelece
com a força transformadora de uma usina e se imortaliza na canção que a levou para
os quatro cantos do mundo. Em 2007 ocupa local de destaque na mídia brasileira com
a notícia da queda de um avião na localidade denominada Sapucaia, trazendo
dinheiro, medo e insegurança para os moradores.
Era um povoado de boias-frias, escondido, isolado de estradas, perdido entre
engenhos de cana de açúcar no recôncavo baiano. Os moradores rejeitavam o termo
Maracangalha, preferiam que o vilarejo fosse chamado de Cinco Rios, mesmo não
sendo banhado por rio algum, mas era o nome da fábrica, em torno da qual, vivia a
pequena comunidade.
A antiga Vila pertenceu ao município de Santo Amaro e São Francisco do Conde com
o nome de Maracangalha. Passou a pertencer ao Município de São Sebastião do
Passé com o nome de Vila Cinco Rios por causa da usina instalada no local. O Distrito
Cinco Rios foi criado pelo Decreto estadual nº 7.953 de 12 de janeiro de 1932, com
sede no Povoado de Maracangalha. O distrito recebe o nome de Maracangalha no
dia 21 de outubro de 2002, através do projeto Lei 014/02 que atendia a solicitação da
OSCIP - Espaço Maracangalha.
O nome Maracangalha, surge da corruptela de “amarrar a cangalha”. Cangalha é uma
espécie de canga colocada sobre o lombo de um burro ou jumento para dar suporte a
dois cestos pendurados nas laterais, que serviam para o transporte de pequenas
mercadorias, gêneros alimentícios e produtos de feira. Este nome era rejeitado devido
à associação ao burro e ao jumento, porém a partir da canção de Dorival Caymmi
intitulada “Eu vou para Maracangalha”, se estabeleceu um orgulho e um sentimento
de pertencimento que fez a popularidade do nome e do local se restabelecer.
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Figura 01 - Capa do LP com a música de Dorival Caymmi.

Fonte: https://ar.pinterest.com/pin/59250551317923890/?lp=true. Acesso em 14/04/2019.

Figura 02 - Marco de entrada da vila

Fonte: Google maps. Imagem de 2010. Acesso em 04/04/2019.

O Distrito é composto da vila principal, que cresceu ao redor da usina de cana de


açúcar, e dos povoados chamados Quibaca, Pinheiro e Sapucaia. Em 2019 a
população do distrito de Maracangalha é de aproximadamente 2.580 habitantes.
(IBGE, 2017). Quibaca, Pinheiro e Sapucaia contam com aproximadamente 300
domicílios.
O acesso ao distrito se dá através do cruzamento das rodovias BR-324/BR-110,
entrando na altura do km 51 e seguindo 3 km no sentido de São Sebastião do
Passé/Candeias. Segue em um desvio a direita a 500 metros após a ponte sobre o
Rio Joanes e após 3 km de estrada de asfalto, chega-se à vila de Maracangalha.
A via local encontra-se em estado precário, dificultando bastante a chegada à vila. Os
acessos aos subdistritos de Quibaca, Pinheiro e Sapucaia também são através de
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estradas de asfalto, com grande dificuldade de rodagem devido aos inúmeros buracos
e pavimentação danificada, sendo intensificada com a ocorrência de chuvas.
Figura 03 - Localização do Distrito Cinco Rios, atual Distrito de Maracangalha.

Fonte: Google earth acesso em 20/01/2018

Figura 04 - Localização do Distrito em relação à cidade sede do município de São Sebastião do


Passé

Fonte: Google earth acesso em 20/01/2018

Figura 05 – Vista aérea da Vila de Maracangalha

Fonte: Google earth. Imagens de 2014. Acesso em 10/04/2019

Figura 06 - Via de acesso à vila, trecho da ponte sobre o Rio Joanes


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Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

O local, devido a sua fama pela referência da música, já é um destino turístico


procurado. Aliado a isso, a própria história e cultura do povo são atrativos importantes
para consolidar o destino no roteiro nacional.

2. LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

3. HISTÓRICO
De acordo com o IPAC - Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia - órgão
da Secretaria Estadual de Cultura, “o engenho Maracangalha já existia desde 1757
localizado na Freguesia de Nossa Senhora do Monte Recôncavo, que depois passa a
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São Francisco do Conde até ser transformado em Usina Maracangalha, com produção
de 80 toneladas, conforme registro de 1898.”
Em meados do século XX houve a fusão de equipamentos das usinas da região, que
passaram a ter o nome de Cinco Rios, mas hoje se encontra desativada e com seu
prédio em ruínas. Seu apogeu e queda espelham a prosperidade e decadência dos
engenhos, se misturado com a própria história do ciclo açucareiro no país.
Por incrível que pareça, Caymmi jamais botou os pés em Maracangalha, palavra que
antes nunca tinha ouvido falar. Por trás da letra da canção há uma história, curiosa e
pouco louvável. Segundo Caymmi ele tinha um amigo, chamado Zezinho, que era
casado mas tinha uma união extraconjugal em Itapagipe, no subúrbio ferroviário da
Bahia, onde mantinha uma segunda mulher e filhos. O mesmo, para enganar sua
esposa, a cada mês inventava um telegrama para si mesmo, no qual registrava que a
empresa onde trabalhava o mandava comprar açúcar diretamente na Usina Cinco
Rios. Ele dizia para a esposa: “Eu vou pra Maracangalha comprar açúcar”. A história
nada nobre acabou inspirando Caymmi na composição da letra da canção.
Em março de 2007 na fazenda Nossa Senhora das Candeias, no povoado de
Sapucaia em Maracangalha, caiu um avião bimotor da Bahia Táxi Aéreo que
transportava malotes de banco, espalhando na região R$ 5,6 milhões de reais. Os
quatro ocupantes da aeronave morreram no acidente. O episódio causou muitos
transtornos para a comunidade local, pois atrás do dinheiro foram à polícia e ladrões.
As casas foram reviradas e danificadas, as pessoas ameaçadas e aterrorizadas. Os
moradores ainda hoje não gostam de falar sobre o assunto, pois relatam que o avião
caindo naquela localidade só fez atrapalhar a vida deles.

Quadro 01 – Linha do Tempo


1912 Fazenda Maracangalha virou Usina Maracangalha e
depois Usina Cinco Rios.
1924 6 de julho - Besouro foi esfaqueado em Maracangalha,
morrendo dois dias depois no hospital em Santo Amaro.
1933 Construída Igreja Nossa Senhora da Guia, sendo dia 19
de janeiro o dia comemorativo.
1943 A inauguração da estação de Maracangalha.

1957 Dorival Caymmi lançou o disco Eu vou pra Maracangalha,


trazendo fama para o lugar.
1978 Usina Cinco Rios foi fechada.
1995 11 de fevereiro - inauguração da Praça Dorival Caymmi.

Fonte: adaptado de http://velhosmestres.com/br/destaques-19_ acesso em 13/04/2019


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4. ARTESANATO E MANIFESTAÇÕES CULTURAIS

4.1. Artesanato com taboa


A localidade de Maracangalha é conhecida pelo artesanato com a taboa, planta
aquática de fibra resistente usada na fabricação de papel, cartões, cestas, bolsas,
itens decorativos e artesanato. A planta era vista por muito tempo como uma praga e
era cortada e queimada, sem utilidade. Hoje, a partir da criatividade das artesãs locais,
a mesma tem um destino diferenciado.
Um projeto denominado Taboart, fruto da criação de uma cooperativa local, começou
a ser desenvolvido em 2008 a partir de um plano elaborado pelo SEBRAE - Bahia em
parceria com a Coelba, com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social. Na
época foram realizadas assessorias técnicas, consultorias na área de
desenvolvimento de produtos, embalagem e padronização, além de capacitações em
associativismo e na extração, secagem e trançado da taboa, matéria prima que cresce
às margens da represa.

Figura 07 - Produtos do Projeto Taboarte

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Apesar da boa qualidade técnica da produção existe uma dificuldade na gestão e


organização da cooperativa, o que diminui bastante a capacidade de comercialização
dos produtos e a subsistência dos cooperados.
Atualmente os produtos são comercializados na sede dos correios do distrito, pois
uma participante da cooperativa trabalha no local.
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A produção da taboa está diretamente ligada à lagoa que existe no local, porém esta
apresenta intensa proliferação de baronesas, explicitando a presença de material
orgânico lançado diretamente nestas águas e sem o devido tratamento sanitário
prévio. Desta forma fazem-se necessários projetos de proteção ambiental e
saneamento básico, para garantir que esta matéria prima não se esgote.

4.2. Filarmônica / Escola de Música


A instituição surgiu nos anos 20 quando um grupo de industriais resolveu montar uma
filarmônica, aproveitando o potencial dos moradores do distrito, que trabalhavam na
usina local. Os instrumentos foram adquiridos na França no ano de 1927 e, com a
ajuda do maestro Belmiro Góes foram iniciadas as primeiras lições.
A escola foi fundada pela maestrina Sonia Oliver com o apoio do maestro Fred Dantas
e Emilton Rosa, na época cônsul do Japão na Bahia, que cedeu a residência, onde
ainda hoje é a sede do projeto. Porém é necessária à regularização da posse do
terreno pois, apesar da doação, a propriedade ainda é parte integral da fazenda e
precisa ser desmembrada para que a área da filarmônica seja independente e
transferida legalmente para instituição. A ausência de escritura e propriedade legal do
terreno impossibilita que a instituição consiga ajuda e apoio financeiro nacional e
internacional.
O local onde está localizada a sede encontra-se com a estrutura comprometida, com
rachaduras das paredes, e com risco de desabamento. Tal fato ocorre devido a casa
estar em terreno de solo massapé. É necessária a demolição da edificação e a nova
construção precisa ser realizada com fundação adequada ao tipo de solo. Pretende-
se construir no local uma nova sede com sala de música, sala para guardar
instrumentos, sala de estúdio, área para eventos, sanitários e refeitório.

Figura 08 - Escola de música – sede atual

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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Em 2014, a instituição foi selecionada para receber apoio financeiro do programa


Criança Esperança, uma parceria Rede Globo e UNESCO. A mesma também já
contou com outros apoiadores que auxiliaram na compra de material didático e
instrumentos, que hoje somam 38 instrumentos de metal e 30 flautas doces. Um dos
projetos foi o “Eu canto Maracangalha”, apoiado pela Petrobrás em 2014 e 2015. Esse
projeto fez parte da política de responsabilidade social, inserido no programa de
integração Petrobrás-comunidade e incluído na categoria dos direitos das crianças e
adolescentes, chegando a ter 95 alunos com idades entre 05 e 29 anos, em 2016.
Figura 09 - Banners dos programas da Petrobrás e do Criança Esperança

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Em 2016 a Lira recebeu convite do maestro Fred Dantas para se apresentar na


abertura do carnaval de Salvador, contando com 28 integrantes, que se apresentaram
ao lado de 150 músicos de filarmônicas de toda a Bahia. Nela, os alunos recebem
aula de música e conhecem vários instrumentos como flauta transversal, clarinete e
percussão. Através de edital, a Lira conseguiu apoio da Bahiagás para o projeto
“Crescendo a Lira”, por um período de quatro meses, com finalidade de dar aula de
conserto de instrumentos e compra de equipamentos.
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Figura 10 - Escola de música em pleno funcionamento

Fonte: www.http://lirademaracangalha.blogspot.com. Imagem de 2014. Acesso em 14/04/2019.

Figura 11 - Biblioteca e depósito dos instrumentos

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Em 2019 a escola tem 50 alunos e a edificação da sede apresenta problemas


estruturais como grandes rachaduras nas paredes e pisos, colocando em risco a
integridade física dos usuários.
Figura 12 - Rachaduras na parte interna da edificação

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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Figura 13 - Rachaduras na parte externa da edificação

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Atualmente, a Lira de Maracangalha conta apenas com o apoio da Prefeitura


Municipal de São Sebastião do Passé, que mantém a sede, através do convênio com
a Secretaria Municipal de Educação.

4.3. Capoeira
A capoeira, praticada no recôncavo baiano no final do século XIX e início do século
XX, trazia consigo aspectos próprios e tinha em seus traços lúdicos, a inserção de
instrumentos de cordas. Maracangalha tem em sua história a presença do mestre
Besouro Mangangá, capoeirista famoso, do início do século XX, que se tornou o maior
símbolo da capoeira baiana.
Sua história inspirou literatura de cordel na obra produzida pelo autor Vistor Alvim
Itahim Garcia em 2006 e intitulada Histórias e Bravuras de Besouro O Valente
Capoeira. Sua vida foi retratada em uma adaptação cinematográfica, dirigida por João
Daniel Tikhomiroff, que estreou no Brasil no dia 30 de outubro de 2009.

Figura 14 - Literatura de cordel. Autor Vistor Alvim Itahim Garcia. 2006

Fonte: http://velhosmestres.com/br/besouro
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Hoje, no distrito, não existem grupos praticantes, mas existe uma vontade de se
restabelecer a prática da capoeira, sendo necessário o incentivo das crianças para
aprender a prática da capoeira e resgatar as origens desta importante cultura.
Sendo um grande agente transformador de crianças e jovens, muitas vezes sendo o
instrumento que os possibilita conhecer o mundo, mantendo-os distantes da
marginalidade.

5. EDUCAÇÃO

A rede de educação no distrito de Maracangalha conta com duas instituições de


ensino, sendo: Creche São Jorge e Escola Municipal Professor Edgar Santos.

5.1. Creche São Jorge


A creche pública está localizada na Rua do Cruzeiro, s/n e tem aproximadamente
630m2 de área total. Em 2018 possuía 71 alunos da rede municipal no ensino infantil,
ensino regular e creche (0 a 3 anos), e em 2019 tem 86 alunos matriculados. Apesar
de ser uma edificação nova e apresentar boa aparência nas instalações, ainda precisa
ser adequada às normas de acessibilidade.
Figura 15 - Vista externa da creche São Jorge

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

5.2. Escola Municipal Professor Edgar Santos


Com um total de aproximadamente 370 alunos matriculados no ano de 2017, 181
alunos em 2019, e cerca de 850 m2 de área total, a Escola Municipal Professor Edgar
Santos funciona nos turnos matutino, vespertino e noturno, abrangendo a educação
de 1° e 2° grau do ensino médio. A escola está localizada na Rua do Cruzeiro, s/n.
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O edifício encontra-se em péssimo estado de conservação, sendo necessária uma


requalificação da sua estrutura física. Porém, apesar das condições físicas precárias,
os professores costumam desenvolver atividades culturais que movimentam o distrito
através da exibição dos trabalhos acadêmicos para a comunidade.
O conforto e adequação do espaço para os fins específicos, assim como o melhor
planejamento dos espaços e os equipamentos necessários são de extrema
importância para que o espaço cumpra sua função junto à comunidade, colaborando
para a formação das crianças e jovens do distrito. O terreno da escola tem área não
edificada que, tratada adequadamente, pode ser aproveitada para a prática de
educação física, pois a quadra de esportes coberta está inacabada e isolada.

Figura 16 - Escola Municipal Professor Edgar Santos

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 17 - Área interna da Escola Municipal Professor Edgar Santos

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


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6. ESPORTE
A localidade possui dois campos desportivos descobertos, sendo um campo de
pequeno porte localizado na entrada e outro de maior porte localizado na Rua do
Pasto Novo, próximo ao cemitério.
O campo localizado na Rua do Pasto Novo, com aproximadamente 6.000 m 2 possui
uma arquibancada que está em péssimo estado de conservação, assim como o
alambrado ao seu redor.
Figura 18 – Campo descoberto, de areia localizado Rua do Pasto Novo

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Além dos dois campos descobertos existe também uma quadra coberta com
aproximadamente 500 m2 localizada em um terreno que antes era utilizado pela escola
para a prática de educação física. A obra de construção da quadra, atualmente,
paralisada e inacabada impossibilita seu uso.
Figura 19 – Quadra coberta inacabada

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


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7. CRUZEIRO
Figura 20 – Cruzeiro

Fonte: Google Earth. Imagem de 2017. Acesso em 14/04/2019

8. CAPELA NOSSA SENHORA DA GUIA E PRAÇA PAULO JOSÉ ROSA


A capela foi erguida em 1933 em homenagem a Nossa Senhora da Guia, reúne
devotos em torno da imagem da protetora da vila, conforme relato no livro de
Valdelono Neves Paiva intitulado “Maracangalha: torrão de açúcar, talhão de
massapê”:
No alto da pequena colina, a Capela de Nossa
Senhora da Guia, construção nova, de beleza
simples mas agradável, parecia assegurar a paz e
a tranquilidade aos moradores dali. A capela ainda
não tinha sido inaugurada, mas ali estava erguida
como símbolo da fé do senhor Álvaro Marthins
Catharino, que havia prometido à santa uma igreja,
caso a usina, então desativada, voltasse a
funcionar, o que aconteceria naquele ano de 1933.

Seus festejos acontecem no mês de janeiro com lavagem da escadaria e procissão.


A estrutura da capela apresenta rachaduras visíveis, indicando problemas
principalmente na área do coro e do anexo construído recentemente.
Figura 21 - Antiga fachada da capela

Fonte: http://www.bangue.com.br/portal/galeria-de-fotos
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Figura 22 - Fachada da capela em 2019

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé. 2019

Figura 23 - Altar Mor em 2019

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Ao lado da capela, está localizada a Praça Paulo José Rosa, apelidada pelos
moradores de “praçinha” que foi inaugurada em 11 de novembro de 2002. O nome é
uma homenagem a um antigo e querido morador que foi um cidadão exemplar e que
muito contribuiu para o desenvolvimento econômico do distrito.
A praça não é muito movimentada durante os dias de semana, mas aos finais de
semana torna-se ponto de encontro da população. O seu estado de conservação é
bom, possui uma rampa de acesso, mas sem nenhum equipamento urbano e com a
iluminação precária.
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Figura 24 - Detalhes da Praça Paulo Rosa

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 25 - Vistas da Praça Paulo Rosa

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


9. PRAÇA DORIVAL CAYMMI

A Praça Dorival Caymmi foi constituída em forma de violão e tem este nome em
homenagem ao cantor e compositor que, por meio da sua canção intitulada Eu vou
para Maracangalha (“Eu vou pra Maracangalha, eu vou, eu vou com chapéu de palha
eu vou...”), apresentou ao mundo esta pequena vila do Recôncavo Baiano. A praça
foi inaugurada em 11 de fevereiro de 1995 com 2.396 m2 de extensão.
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Figura 26 - Praça Dorival Caymmi

Fonte: Google maps_imagem de 2010

O espaço está sendo mantido limpo e conservado, mas precisa de revitalização,


incluindo um projeto de paisagismo, abrangendo instalação de equipamentos públicos
como lixeiras e implantação de espécies vegetais adaptadas ao clima local. A
revitalização deverá adequar o local aos princípios da norma ABNT NBR 9050 de
acessibilidade, possibilitando o acesso inclusivo de todas as pessoas.
Um problema observado é a presença de animais soltos ou mesmos levados pelos
donos e amarrados dentro da área da praça. Esses animais, como cavalos, bodes,
galinhas, destroem os jardins ingerindo as plantas e a grama, sujando o local e
impossibilitando que os moradores usem a praça. A iluminação pública é precária,
necessita de um projeto de iluminação, incluindo novos postes e a substituição por
tecnologia com eficiência energética.
Figura 27 - Iluminação precária e lixeira improvisada

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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É necessária a instalação de pontos de água para a irrigação da praça, sendo que


esta água pode ser proveniente de poços artesianos, pois estes atualmente estão sem
uso devido à inadequação desta água para consumo da população.
Figura 28 - Placa em homenagem a música e a Anália, fixada na Praça Dorival Caymmi em 2014
pelo Colégio Estadual de Candeias

Fonte: Google Earth, imagem de 2017. Acesso em 15_1_2019.

Figura 29 - Detalhes da Praça Dorival Caymmi

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé. 2018


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10. LARGO DO MERCADO, MERCADO E PRAÇA

Provavelmente fundado na mesma época da construção da usina e da vila em 1912,


o mercado de Maracangalha costumava abrigar a efervescência do comércio local,
algo como um centro de abastecimento que se estendia aos arredores da construção.
O local também era utilizado para as feiras culturais da época, onde a comunidade
comercializada o artesanato e realizava os festejos de São João das famílias, uma
cultura que se perdeu ao longo dos tempos.
A edificação do mercado de Maracangalha fica situada em um largo onde ainda hoje
acontecem os eventos de grande porte e as manifestações culturais do distrito. O
conjunto do largo e mercado é um dos pontos importantes da cidade, porém não
oferece nenhuma estrutura de apoio para os eventos.
Atualmente, durante o mês de junho, a festa de São Pedro é um evento de grande
porte e atrai uma multidão que não comporta no local e que acaba por se espalhar por
toda a cidade.
De acordo com as condições atuais do edifício é necessário um projeto de
revitalização, até mesmo pra que o espaço possa ser um mercado cultural passível
de visitação e interesse turístico. A cobertura do mercado necessita ser trocada, pois
a estrutura de madeira está com colônias de cupim, e as telhas, na sua maioria, estão
danificadas causando infiltração.
Hoje o mercado funciona com pequenos pontos de venda de bebida instalados de
forma precária, inclusive com construção irregular de coberturas fixas nestes boxes.
A ausência de pontos de venda de produtos e artesanatos locais faz com que o
mercado não seja atrativo aos turistas. A fachada da edificação, assim como os
sanitários, precisam ser reformados e adequados às normas de acessibilidade.
Figura 30 - Fachada da frente e vista do fundo mercado

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


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Figura 31 - Entrada dos sanitários

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 32 - Cobertura com estrutura de madeira e telhas cerâmicas

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 33 - Espaço interno do mercado

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

No largo do mercado também existe uma área verde com grama precária e uma árvore
de grande porte. Esta área está situada em frente a casas e é um local importante
para o convívio das pessoas da comunidade, por esta razão demanda de uma
urbanização contemplando equipamentos urbanos como bancos, lixeiras e
jardineiras.
Figura 34 - Praça do largo

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

11. ARMAZÉM BRASILEIRO

Fundado na década de 1930 por Paulo José Rosa, o estabelecimento era responsável
por fornecer mantimentos para vila. Foi comprado mais tarde por um trio de amigos e
em 1948 passou a ter um único dono, Renério de Oliveira Lima, passando a se chamar
Armazém Brasileiro.
O estabelecimento funciona de segunda a domingo das 8:00h ás 18:00h,
comercializando produtos de mercearia, bebidas e artesanato. O equipamento não
está adequado às normas da lei 9050 de acessibilidade, o que dificulta o acesso de
pessoas com mobilidade reduzida.

Figura 35 - Fachada do Armazém Brasileiro

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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12. CINE MARACANGALHA

Fundado em 1932, na época do cinema mudo, foi um dos primeiros cinemas do interior
baiano. Tinha acompanhamento musical ao som do bandolim da ilustre musicista filha
da terra, Eremita rosa.
O espaço em que antes abrigava o cine deu lugar a Associação dos Moradores e
Amigos de Maracangalha (AMAM).

Figura 36 - Fachada da AMAM, antigo Cine Maracangalha

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

13. CASA GARDÊNIA AZUL

Em meados da década de 30, o estabelecimento Gardênia Azul proporcionava


diversão e entretenimento a comunidade, o bar tinha por dono Sr. Aluísio P. Lima
(Belo), grande personalidade da época. Hoje a edificação é de propriedade privada e
está sem uso, mas ainda guarda alguns elementos que fizeram parte da história do
lugar e da comunidade.

Figura 37 - Fachada atual da casa

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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Figura 38 - Acervo da Casa

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

14. USINA CINCO RIOS

Nos séculos XVI e XVII, a região do Recôncavo Baiano foi palco do ciclo da cana de
açúcar no Brasil. Em 1757 o engenho Maracangalha já existia na Freguesia de Nossa
Senhora do Monte Recôncavo, região do atual município de São Sebastiao do Passé.
O pequeno povoado de Maracangalha encontrava-se isolado de estradas, perdido
entre engenhos de cana de açúcar no recôncavo baiano. Em meados do século XX,
com a fusão dos equipamentos dos engenhos Sincoris, Sapucaia, Cassarangongo,
Paramirim e Maracangalha, foi fundada, em 1912, a Usina Cinco Rios, se tornando
uma das mais tradicionais do Recôncavo Baiano.
A Usina chegou a produzir mais de 300 mil sacas de açúcar por ano e a absorver a
mão de obra de mais de 1.000 trabalhadores. Em 1972 teve a maior safra de sua
história.
A partir da sua instalação, a vila operária formou-se ao redor. A atividade da Usina foi
responsável por 75 anos de movimentação e prosperidade da Vila e as casas
construídas pelos proprietários da fábrica, na sua maioria em tijolinho maciço,
acomodavam os trabalhadores e sua estrutura encontra-se em bom estado de
conservação até os dias atuais. O comércio desenvolveu-se e o povoado cresceu em
função da usina.
A Usina Cinco Rios foi uma das mais bem instaladas usinas baianas de açúcar, tendo
maquinário de última geração e força motriz de máquinas a vapor, inovando ao utilizar
o bagaço da cana como combustível e energia elétrica. Ao longo de seis
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administrações, a fábrica fechou e reabriu várias vezes. Em 1987, encerrou suas


atividades definitivamente, desempregando mais de 1.000 trabalhadores.
Seu apogeu e queda espelham a prosperidade e decadência dos engenhos e a própria
história do ciclo açucareiro no país. Hoje, a instalação física da Usina encontra-se em
total abandono e deteriorando rapidamente com o avanço da vegetação na sua
estrutura. Por sua importância histórica, na configuração e desenvolvimento da Vila e
do próprio distrito de Maracangalha, a Usina Cinco Rios foi tombada pelo IPAC -
Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, em âmbito de proteção estadual
e está inscrita no livro de tombamento de bens imóveis desde 09/08/2011.
A Usina é o terceiro monumento industrial vinculado à produção açucareira baiana a
ser tombado pelo Estado, junto com Engenho de Baixo, no município de Aratuípe,
tombado em 2002, e o de Caiba em São Francisco do Conde, tombado em 2004.
A possibilidade de uma ação pra a criação de um circuito turístico-cultural da Cana de
Açúcar, além de grande atrativo, possibilitaria melhoria efetiva nas condições de vida
e renda de dezenas de comunidades baianas. Nos tempos atuais, mesmo 32 anos
após o encerramento das suas atividades, a Usina se constitui um ícone insubstituível
diante de sua relevante importância histórica, tornando-se um elemento de grande
interesse turístico e importância primordial para a manutenção do sentimento de
pertencimento e orgulho dos habitantes do distrito de Maracangalha.
Porém, com o passar do tempo, torna-se cada vez mais urgente uma intervenção no
local no sentido de preservar este patrimônio e evitar a sua descaracterização e
desmoronamento. Uma intervenção deverá ser pensada de forma que nenhum
elemento novo utilizado crie maior impacto do que o próprio edifício existente.

Figura 39 - Usina Cinco Rios no ano de 2014

Fonte: <marioangelobarreto.blogspot>Disponibilizado em 02/05/2014.


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Figura 40 - Usina Cinco Rios

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 41 - Usina Cinco Rios

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 42 - Usina Cinco Rios

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Figura 43 - Usina Cinco Rios

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 44 - Usina Cinco Rios

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 45 - Tombamento da Usina pelo IPAC

Fonte: <patrimonio.ipac.ba.gov.br/municipio/sao-sebastiao-do-passe>.
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Figura 46 - Registro de tombamento pelo IPAC

Fonte: <patrimonio. ipac.ba.gov.br/bem/usina-cinco-rios>.


15. REPRESA

Na região existe a área de uma represa, que apresenta um grande potencial para se
tornar uma importante área de lazer e turismo para o distrito. O acesso ao local se dá
através de uma trilha tomada pela vegetação e com presença de animais de
propriedade dos moradores do entorno.
As margens da represa existem construções irregulares e vários trechos desmatados
e aterrados, interferindo no escoamento das águas pluviais e configurando um risco
nas estações chuvosas. Além disso, devido à falta de preservação do local afeta
consideravelmente o desenvolvimento da taboa, planta aquática usada na produção
do artesanato característico da região.
Em relação à poluição do solo, encontram-se indícios decorrentes de dejetos e
esgotos a céu aberto lançados em terrenos vizinhos. Outro problema é a poluição
sonora, principalmente aos finais de semana, que por falta de regras e fiscalização, a
população utiliza equipamentos sonoros em altos volumes.
Figura 47 - Represa

Fonte: https://www.google.com.br/maps/place/Maracangalha.
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Figura 47 - Imagens da região da represa no ano de 2018

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

16. SOBRADO E CAPELA DO ENGENHO LAGOA

Localizado no distrito de Maracangalha, a casa do Engenho Lagoa e a capela anexa


foram tombados em 1942 pelo IPAC no livro de tombo das belas artes nº 313 T. A
construção deste conjunto, um dos mais requintados do Recôncavo Baiano, deve
datar do final do século XVIII, ainda que não se saiba com precisão, essa data é
indicada pela simetria de sua composição. Nos dias atuais o conjunto arquitetônico
esta em excelente estado de manutenção, guardando uma coleção original de
mobiliários e artefatos da época.

No fundo do sobrado existe uma pequena construção que serve de residência para o
administrador da fazenda e do local avistam‐se as ruínas do Engenho Pouco Ponto.
Segundo o Guia dos Bens Tombado, o sobrado e a capela estão estabelecidos sobre
uma ascensão onde antigamente eram ocupadas por canaviais. A residência é
desenvolvida em dois níveis e possui pinturas em forro no salão e em dois quartos.
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Figura 49 - Casarão do Engenho Lagoa

Fonte: <http://canalrural.ruralbr.com.br> Disponibilizado em fev 2012.

Figura 50 – Vista da sala do Casarão – mobiliário da época preservado e pintura no teto

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 51 – Pátio atrás do casarão, com área de lazer e locomotiva

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


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A Capela se situa à esquerda do sobrado, é dedicada ao Espírito Santo e exibe uma


única nave cercada por galerias com aberturas para a parte exterior, composta de
sacristia, duas escadas pequenas na galeria esquerda que dão acesso ao púlpito e a
ao coro. Com cobertura de duas águas, seu fechamento é realizado a partir da porta
central ladeada por duas janelas supostas por mais duas ao nível do coro, além de
óculo.

Figura 52 – Cobertura da capela

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.

Figura 53 – Capela - vistas internas coro e altar

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


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Figura 54 - Engenho Lagoa e Capela

Fonte: <http://www.infopatrimonio.org/?p=23592#!/map=38329&loc=-12.528423331761962, -
38.46905708312988,13> Disponibilizado em julho de 2017.

Figura 55 - Interior da Capela

Fonte:<http://www.infopatrimonio.org/?p=23592#!/map=38329&loc=-12.528423331761962,-
38.46905708312988,13> Disponibilizado em julho de 2017.
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Figura 56 - Tombamento pelo IPAC

Fonte: <patrimonio.ipac.ba.gov.br/municipio/sao-sebastiao-do-passe>

Figura 57 - Registro de tombamento pelo IPAC

Fonte: http://patrimonio.ipac.ba.gov.br/bem/sobrado-do-engenho-lagoa-e-respectiva-capela/.

Figura 58 - Guia dos bens tombados

Fonte: Guia dos bens tombados: Bahia/ coordenação e pesquisa Prof. Alcídio Mafra de Souza;
prefácio de Esther de Figueiredo Ferraz – Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1983.
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Figura 59 - Guia dos bens tombados

Fonte: Guia dos bens tombados: Bahia/ coordenação e pesquisa Prof. Alcídio Mafra de
Souza; prefácio de Esther de Figueiredo Ferraz – Rio de Janeiro: Expressão e Cultura, 1983.

17. CEMITÉRIO
Impulsionado pelo surgimento e crescimento da vila, o cemitério local teve origem na
década de 1950, ocupando uma área de aproximadamente 1.800m². O cemitério
pertence e é mantido pelo setor público.
O estado de conservação do local é ruim, inclusive com recente (no ano de 2018)
desmoronamento do muro que o circunda. O muro foi reconstruído, porém não
recebeu acabamento de pintura, deixando-o com o aspecto de inacabado.
Atualmente não apresenta uma condição adequada para a mobilidade das pessoas
no espaço interno, necessita pavimentar os caminhos para permitir o fluxo através dos
túmulos.
O espaço do cemitério não oferece nenhuma estrutura para funcionamento da área
administrativa, depósito de materiais ou local para cerimônias e acolhimento dos
parentes e amigos durante o sepultamento. Fora do muro tem um pedaço de terreno
que faz parte do terreno do cemitério e que poderia ser aproveitado para a instalação
de uma edificação para este fim.

Figura 60- Cemitério

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2018.


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Figura 61 - Cemitério

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 62 - Vista externa do muro do cemitério e terreno vazio fora do muro

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Neste cemitério encontra-se enterrada Maria Amália da Cruz, passista, personalidade


da cidade, que ficou conhecida por referenciar-se a musa inspiradora do compositor
Dorival Caymmi na música “Eu vou pra Maracangalha, eu vou...”. Amália, que era
moradora da cidade, frequentava o meio artístico e devido a seu nome ser parecido
com Anália, personagem da música de Dorival Caymmi, acabou sendo relacionada a
tal personagem. Faleceu em 15 de fevereiro de 1992. O local do túmulo de Amália
não está mais identificado, porém o administrador do distrito Sr. Renato, confirma a
história apontando o local onde seria o túmulo.

Figura 63 – Foto de Maria Amália da Cruz, "ANÁLIA" e foto da lápide colocada em 2014 no túmulo de
Amália mas que atualmente não se encontra mais no local.

Fonte: http://projetomaracangalha.blogspot.com/p/analia-de-maracangalha.html. Acesso em junho


de 2019
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18. LINHA FÉRREA E ESTAÇÃO DE CINCO RIOS


Foi com a criação das usinas de açúcar que começou o processo de concentração da
propriedade na região, provocando o abandono das antigas sedes dos engenhos
incorporados. As Usinas Passagem e São Carlos, que mais tarde se fundiram,
incorporaram os engenhos Passagem, Velho Botelho, Subaé, Cazumba. A Usina
Cinco Rios incorporou os engenhos Cinco Rios, Sapucaia, Cassarangongo e
Paramirim.
Atualmente ainda existe uma linha férrea que passa por Maracangalha e que funciona
apenas para transporte de carga.
Esta linha, no século XIX, no auge da economia da cana de açúcar, foi um importante
canal de transporte para os produtos dos engenhos e usinas da região. À época existia
também a estação de Cinco Rios, aberta em 1900, como ponta da linha, no que viria
a ser o ramal de Água Comprida (atual Simões Filho) até Buranhem, a então Estação
Ferroviária Centro Oeste da Bahia. Atualmente, no local, não se tem mais nenhum
vestígio da edificação da estação Cinco Rios, que foi demolida em 2005.

Figura 64- Viação Férrea Federal do Leste Brasileiro – Linha Sul em 1950

Fonte: http://www.estacoesferroviarias.com.br/ba_lbras/fotos/linhasul_mapa.jpg. Acesso em


14/04/2019

Figura 65 - Estação Cinco Rios em 1950

Fonte: IBGE - A Estação de Cinco Rios, ano 1950.


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Figura 66 - Marco do local onde existiu a espação Cinco Rios

Fonte:http://www.estacoesferroviarias.com.br/ba_monte%20azul/cincorios.htm. Foto Ralph M.


Giesbrecht em 21/05/2006.
19. INFRAESTRUTURA LOCAL

19.1. Sistema de Transporte


Na área rural não tem empresa de ônibus circulando, entretanto algumas empresas
de cooperativas de transportes fazem este percurso. Esse transporte alternativo é
explorado por cooperativas e particulares que trafegam, na maioria das vezes, em
péssimas condições de manutenção e sem fiscalização por parte de agência
reguladora de transporte. O local não tem uma rodoviária ou local para embarque e
desembarque, tendo apenas um ponto de apoio localizado próximo ao mercado.
De Salvador – LC Transporte, ônibus com saída as 6:50h do Terminal da Bairro Reis
sentido São Sebastião do Passé. Frequência diária e a duração da viagem é de
aproximadamente 1h:30min até a sede de São Sebastião do Passé. Partindo da sede,
um micro ônibus sai para o distrito de Maracangalha a cada 1 hora.
De São Sebastião do Passé – existe um micro ônibus sem identificação da empresa
que faz a linha com saída de hora em hora, partindo da rodoviária da cidade.
Frequência diária, duração da viagem é de aproximadamente 30 min.
De Candeias – Cooperativa Coopmac, micro ônibus (Vans) com saída de hora em
hora, partindo da rodoviária de Candeias para o distrito de Maracangalha. Frequência
diária, duração da viagem é de aproximadamente 25 min.
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19.2. Sistema Judiciário e Segurança Pública


Existe no distrito um Cartório de Registro Civil - Funções Notariais Maracangalha, que
funciona de segunda a sexta das 8h às 16h, oferecendo serviços como: emissão de
certidão de nascimento, certidão de óbito, autenticação, abertura e reconhecimento
de firma e procuração pública. O cartório é mantido pelo tribunal de Justiça da Bahia.
O cartório conta com duas funcionarias da própria comunidade, sendo que uma
atende a comunidade de Quibaca e a outra atende a comunidade de Maracangalha.

Figura 67 – Fachada do Cartório de Maracangalha

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

19.3. Posto Policial


Atualmente, o Posto Policial encontra-se desativado e o policiamento é feito pelos
agentes da sede do município, a qual é subordinada a companhia de Candeias.

Figura 68 – Fachada do Posto Policial

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

19.4. Posto de Saúde


No distrito existe um posto de saúde mantida pela prefeitura de São Sebastião do
Passé. Fica localizado no centro de Maracangalha próximo ao Mercado Municipal e o
horário de funcionamento é das 8h ás 16h. As especialidades oferecidas são: clinica
geral e odontologia.
A equipe é formada por enfermeiro, técnico em enfermagem, administrativo e 6
agentes de saúde, um médico que atendia uma vez por semana mas a partir de maio
de 2019, o atendimento passou a ser de segunda a sexta. Em casos necessários, o
paciente é deslocado para a cidade de São Sebastião do Passé que fica a 15 km e
conta com uma rede de saúde maior e melhor estruturada.
Figura 69 – Fachada e placa do Posto de saúde

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 70 – Escada do fundo e passeio lateral do Posto

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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Figura 71 – Área do fundo do Posto de saúde

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

20. SANEAMENTO BÁSICO

20.1. ESGOTAMENTO SANITÁRIO


Os esgotos das residências são lançados na rede de drenagem e algumas edificações
adotaram a fossa rudimentar como alternativa. Alguns imóveis, lançam seus esgotos,
sem nenhum tratamento, na represa ou em terrenos vazios, ficando muitas vezes
expostos a céu aberto. Esta condição causa problemas relacionados à saúde dos
habitantes, a exposição aos maus odores destes dejetos e o retorno de material para
as residências através de alagamentos decorrentes de chuvas.

Figura 72 – Esgoto acumulado do quintal e construção irregular sobre o esgoto

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 73 – Esgoto lançado diretamente em terreno desocupado


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

20.2. ABASTECIMENTO DE ÁGUA


Todas as residências têm água encanada. Em frente à Praça Pedro Rosa está
localizada uma estrutura de apoio ao reservatório de água, onde anteriormente eram
dois reservatórios, porém um deles se estragou e não foi substituído. O reservatório
que permanece comporta aproximadamente 15.000 l (quinze mil litros), e a laje
estrutural sob o tanque apresenta fissuras/rachaduras, infiltrações, além de
aparentemente estar fletido. Foi relatada pelos moradores a falta de água em períodos
regulares de até cinco dias, quando então os moradores recorrem a fontes de água
supostamente limpas da região.

Figura 74 - Caixa d’água e estrutura danificada

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Segundo informações de habitantes locais existem dois tempos diferentes da água, o


tempo em que a represa está baixa e quando está cheia. Quando está cheia, as
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residências próximas a represa ficam alagadas e só voltam ao estado normal, após a


baixa da água. Na rua onde as residências próximas a represa estão assentadas, foi
feita uma pavimentação em paralelepípedo pela prefeitura, o que demonstra o
consentimento da ocupação do local por estas edificações.

20.3. COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS


A coleta de resíduos domiciliares ocorre às terças e quintas-feiras e é realizada porta
a porta em carroça puxada por equino que recolhe o material e deposita em terreno
localizado em frente à Usina Cinco Rios. A partir disso, uma caçamba basculante da
prefeitura de São Sebastião do Passé fica responsável pela coleta no terreno
determinado e pelo descarte final. Não há nenhum programa de coleta seletiva ou
reciclagem de descarte.

21. PAVIMENTAÇÃO E ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS RESIDÊNCIAS


As ruas de circulação interna da cidade são pavimentadas em paralelepípedo e
encontra-se em estado bom de conservação. Os acessos de entrada da vila e de
ligação dos subdistritos são em asfalto e estão precisando de recuperação.
As edificações residenciais, na sua maioria, são edificações padronizadas,
decorrentes da vila operária, e são construídas com materiais de construção
resistentes e encontrando-se em estado aceitável de conservação, sem riscos visíveis
de desabamento. A exceção de uma casa na entrada da cidade que não apresenta
condições de habitação e de algumas ocupações as margens da represa,
configurando assentamento em local inadequado e ilegal.

A maioria das ruas tem leve declividade, com exceção da rua que liga a Praça Dorival
Caymmi com a Rua do Cruzeiro, que possui uma inclinação maior. Desta mesma rua,
até a rua do cruzeiro, após a Escola Edgar Santos, existem poucas bocas de lobo
para drenagem pluvial.
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Figura 75 - Vista das casas

Fonte: Google maps. Imagem de 2010. Acesso em 14/04/2019

Figura 76 - Residência em estado de vulnerabilidade.

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé

22. POVOADOS

22.1. Povoado de Pinheiro


A localidade de Pinheiro em São Sebastião do Passé está situada ás margens da BA
512, e possui aproximadamente 65 domicílios, sendo identificado como uma
localidade de médio porte. Essa estimativa baseia-se na contagem da população.
Existe situação tributária regularizada através do Imposto Predial e Território Urbano
(IPTU).
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Baseado no conceito de Assentamentos Precários da Secretaria de Desenvolvimento


Urbano do Estado da Bahia, esta localidade caracteriza-se como um loteamento
irregular conforme o conceito de “Lotes que não podem ser regularizados por não
atenderem às legislações de parcelamento e uso do solo, apesar de o morador ser
proprietário, não tem garantida a propriedade do imóvel”. Segundo informações das
pessoas da localidade, em sua maioria, a aquisição dos terrenos se dá através de
recibos de compra e venda.

Pode-se classificar o terreno como plano, possuindo uma pequena parcela de


domicílios rústicos que, segundo a Fundação João Pinheiro, são aqueles construídos
com materiais precários, apresentando condições de insalubridade e trazendo riscos
à saúde.

Segundo os habitantes desta área, e a partir das informações que forneceram sobre
a situação de moradia nesta localidade, as principais dificuldades ressaltadas por eles
são: a falta de iluminação pública e pavimentação da área já que em tempos de chuva
o acesso é afetado. É prioridade para a população a oferta de cursos para jovens e
adultos pois, para terem acesso a esse tipo de serviço, eles se deslocam para sede
ou municípios vizinhos. Na lista das reivindicações está prioritariamente a
pavimentação da área além da criação de espaço com opções de lazer.

Figura 77 – Coleta de dados

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

O abastecimento de água se dá através de poço artesiano. Nesta localidade não há


rede de drenagem e o esgotamento sanitário é realizado através de fossa rudimentar
ou lançamento em terrenos vizinhos.
A coleta de resíduos sólidos é realizada duas vezes por semana, serviço este
considerado satisfatório pela comunidade.

Há existência de comércios informais no que tange bares e armazéns. Os


entrevistados expressam que 90% da população encontram-se desempregada.
Relatam a inexistência de obras públicas em andamento e/ ou recentemente
realizadas.
Figura 78 – Vias da localidade

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 79 – Vias da localidade

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

22.2. Povoado de Quibaca


A localidade foi identificada como loteamento irregular de grande porte, com
estimativa de 200 domicílios. A estimativa foi baseada em resultado de contagem da
população no momento da visita. Segundo a Política de Habitação (2005), são lotes
que não podem ser regularizados por não atenderem às legislações de parcelamento
e uso do solo. Apesar de o morador ter propriedade do imóvel, alguns loteamentos
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

formais, por subverterem o plano aprovado, transformam-se em irregulares. O acesso


a esse tipo de moradia acontece através da compra e venda entre agentes privados,
sem escritura do registro imobiliário.
Porém existem imóveis com a situação tributária regularizada através do Imposto
Predial e Território Urbano (IPTU).
A condição de saneamento básico é precária, pois o esgotamento sanitário é
inexistente. Existe rede elétrica e iluminação pública, mesmo que necessitando de
reformulação. O abastecimento de água é parcial para a maioria da população.
Acontece a coleta de resíduos sólidos duas vezes por semana, sendo suficiente para
os moradores. O local não possui pavimentação.
Dispõe de transporte legalizado que funciona de segunda-feira a sábado, através de
duas vans e um micro ônibus para atender toda a comunidade, sendo os roteiros
Maracangalha - São Sebastião do Passé e Maracangalha - Candeias. O ponto de
transporte está localizado em frente à entrada da localidade, na sede de
Maracangalha.
A topografia do local foi identificada como plana mas existem trechos com situação de
riscos de alagamentos, deslizamento de terra e inundações. A tipologia habitacional
predominante são as residências que apresentam alvenaria com revestimentos no
interior e fachada.

Possui domicílios rústicos que segundo a Fundação João Pinheiro são aqueles
construídos com materiais precários, apresentando condições de insalubridade e
trazendo riscos à saúde. Há existência de domicílio improvisado que são aqueles
estabelecidos sem áreas adequadas à habitação, como é o caso existente do Sr.
Ailton Amorim dos Santos que seu domicílio é construído com madeiras e lonas, o
deixando totalmente em estado de vulnerabilidade e, em época de chuvas fortes, se
estabelece temporariamente em residências cedidas pela vizinhança.
Existem alguns comércios informais no que tange bares e mercearias. Os
entrevistados expressam que 95% da população encontram-se desempregada.
Relatam a inexistência de obras públicas em andamento ou realizadas recentemente.
Os entrevistados destacam como prioridades necessárias para referido local: A
melhoria nas estradas através da pavimentação, ofertas de emprego e implantação
de sistema de saneamento básico.
Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

Figura 80 – Coleta de dados

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 81 – Ruas da localidade – povoado de Quibaca

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.

Figura 82 – Ruas da localidade – povoado de Quibaca

Fonte: Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé, 2019.


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22.3. Povoado de Sapucaia

Sapucaia é um pequeno povoado. Não foi feita visita de diagnóstico devido ao


pequeno porte da localidade.

23.1 Metodologia
Como forma de coleta de dados primários foram realizadas visitas técnicas, oficinas
participativas e entrevistas com moradores, conforme listagem abaixo e detalhados
em anexo deste documento:

Distrito: Maracangalha Oficina participativa

Oficinas de Diagnóstico Participativo PMSB


18/05/2018
(Plano Municipal de Saneamento Básico)

Local: Escola Municipal Professor Edgar Santos

Participantes:

PMSB_setor Planos Municipais: Mila Peixoto; Joice Moraes; Marina Andrade;


Renata Vilas Boas; Amanda Rios, Luzineide Lomba e Denise Santana

EMBASA: Anselmo

Comunidade: 18 pessoas

Visita técnica para


Distrito: Maracangalha
coleta de dados
Visita técnica
Março/2019
(Plano Municipal de Habitação e Interesse Social)

Local: Posto de saúde de Maracangalha

Participantes: Joice Moraes; Marina Andrade; Renata Vilas Boas; Aline Cidreira

PMSB_setor Planos Municipais:


Prefeitura Municipal de São Sebastião do Passé – BA

PMSB_Agentes de saúde: Marilene Vitor; Marilúcia Batista; Barbara Cerqueira;


Ângela Aparecida; Marcia

Subdistrito: Pinheiro - Distrito: Maracangalha Visita Técnica

Visita técnica com registro fotográfico e com


08/04/2019
questionários aplicados com a população.

Local: vias locais

Equipe técnica:

PMSB_setor Planos Municipais: Marina Andrade (Assistente Social), Aline


Cidreira (Estagiária de Serviço Social) e Anne Suellen (Estagiária de Engenharia).

Subdistrito: Quibaca - Distrito: Maracangalha Visita Técnica

Visita técnica com registro fotográfico e com


08/04/2019
questionários aplicados com a população.

Local: vias locais

Equipe técnica:

PMSB_setor Planos Municipais: Marina Andrade (Assistente Social), Aline


Cidreira (Estagiária de Serviço Social) e Anne Suellen (Estagiária de Engenharia).
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REFERÊNCIAS

PAIVA, Valdelino Neve. Maracangalha: torrão de açúcar, talhão de massapê, 1996.

Disponível em: < http://www.bahiaja.com.br/cultura/noticia/2011/08/16/ipac-tomba-6-


monumentos-arquitetonicos-na-capital-da-bahia-e-interior,39686,0.html. Acessado
em 10 de novembro de 2018.

Disponível em: <


https://www.google.com.br/search?q=usina+de+cinco+rios+patrimonio+tombado&oq
=usina+de+cinco+rios+patrimonio+tombado&aqs=chrome..69i57.17374j0j7&sourceid
=chrome&ie=UTF-8

Disponível em: < http://atarde.uol.com.br/bahia/salvador/noticias/1265308-ipac-


tomba-seis-edificacoes-historicas-da-bahia. Acessado em 30 de março de 2019.

Disponível em: < https://www.google.com.br/maps/place/Maracangalha _imagem de


2017. Acesso em 01 de Abril de 2019.

Disponível em: < https://www.google.com.br/maps/place/Maracangalha _imagem de


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