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4 definições absurdas (e possíveis) do universo…

Salvo no Dropbox • 20 de nov de 2016 16:15

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4 DEFINIÇÕES ABSURDAS (E
POSSÍVEIS) DO UNIVERSO

NEIL DEGRASSE EM 'COSMOS' (FOTO: DIVULGAÇÃO )

D urante décadas, a teoria do big bang reinou


absoluta como a explicação dominante
sobre as origens do nosso universo, há 13,8 bilhões
de anos – e permanece sendo o modelo mais aceito
pela comunidade de cosmólogos. Recentemente, a
descoberta de ondas gravitacionais corroborou
ainda mais com sua validação. No entanto, apesar
de ser valiosíssima para nossa compreensão atual
do cosmos, a teoria deixa algumas lacunas: o que
havia antes da mega-explosão? Onde ela ocorreu?

Como a física teórica é um campo que está


constantemente se reinventando, novas
evidências aliadas a complexos modelos
matemáticos acabam dando origem a diversas
interpretações alternativas. Mesmo que muitas
pareçam maluquice, elas são estritamente
baseadas em dados empíricos e totalmente
plausíveis do ponto de vista da ciência. Confira
abaixo quatro destas teorias que parecem ter
saído diretamente da ficção científica:

O universo é um holograma Imagine um


holograma padrão, com aquelas figuras impressas
em uma superfície bidimensional que aparentam
estar em 3D. Agora, imagine que os pontos que
compõem a imagem sejam infinitamente
pequenos – ela se torna cada vez mais nítida. Nos
anos 90, os físicos Leonard Susskind e Gerard ‘t
Hooft demonstraram matematicamente que
nosso universo pode ser justamente isso, um
holograma, composto por grãos de informação
bilhões de vezes menores do que prótons.
Quando tentaram combinar através de cálculos as
descrições quânticas do espaço-tempo com
aquelas da Relatividade de Einstein, os cientistas
descobriram que estes grãos funcionam como os
pontos de uma superfície 2D. De acordo com as
leis da física, eles devem sofrer perturbações
eventualmente, “borrando” a projeção.
Pesquisadores desenvolveram um Holômetro, um
arranjo de alta precisão de espelhos e lasers que
deve descobrir em um ano se nossa realidade é
granulada em sua menor escala.

O universo é uma simulação


computacional Sim, nós podemos estar
vivendo em uma Matrix de verdade sem nem
sequer desconfiar. Platão já havia levantado
filosoficamente a possibilidade de que o mundo
em que vivemos seja uma ilusão, e desde então a
ideia não foi deixada de lado. Os matemáticos se
perguntam: por que 2 + 2 tem sempre de ser 4, não
importa a circunstância? Talvez porque
simplesmente isso faça parte do código com o qual
o universo foi programado.

Em 2012, físicos da Universidade de Washington


afirmaram que existe uma forma de descobrir se
vivemos mesmo em uma simulação digital. Eles
argumentaram que modelos computacionais são
baseados em grades 3D, e a própria estrutura às
vezes causa anomalia nos dados. Se o universo for
uma grande grade, os raios cósmicos, que são
partículas altamente energéticas, devem
apresentar anomalias semelhantes – uma espécie
de falha na Matrix. Ano passado, um engenheiro
do MIT escreveu um artigo ainda mais intrigante,
no qual afirma que como o espaço-tempo é
composto por bits quânticos, então o universo
deve ser um gigante computador quântico. Se isso
for verdade, então quem ou o que escreveu o
código?

VIVEMOS DENTRO DE UM COMPUTADOR? (FOTO: NASA)

O universo é um buraco negro Buracos


negros são regiões tão densas do espaço-tempo
que nada pode escapar de sua força gravitacional,
nem mesmo a luz. Eles são formados a partir do
colapso de objetos muito massivos, como grandes
estrelas. Em 2010, um físico da Universidade de
Indiana escreveu um artigo em que comprova que
o cosmos pode ter se originado em um buraco
negro, a partir da explosão de uma estrela da 4ª
dimensão, e toda a matéria que vemos (e que não
vemos) é proveniente desta supernova. O big bang
seria justamente a explosão desta estrela.

Segundo o pesquisador, é possível testar esta


teoria pois apenas um buraco negro que tenha
rotação permite que a matéria não colapse
completamente. Nós poderíamos detectar esta
rotação através de medições do movimento das
galáxias, que seria levemente influenciado para
uma direção específica. O mais interessante é
pensar na quantidade de universos paralelos que
podem estar flutuando no espaço como buracos
negros.

O universo é uma bolha A descoberta das


ondas gravitacionais reforçou a hipótese da
inflação cósmica, que diz que logo após a grande
explosão que deu origem ao universo, o espaço-
tempo se expandiu de forma exponencial, só
depois se estabilizando em uma taxa mais regular
de expansão. Para alguns teóricos, se esta inflação
for confirmada, então nós devemos viver em um
oceano borbulhante de múltiplos universos, onde
cada um deles seria análogo a uma bolha.

Alguns modelos dizem que, antes do big bang, o


espaço-tempo continha um “vácuo falso”, ou um
instável campo de alta energia desprovido de
matéria e radiação. Para se tornar estável, o vácuo
teria começado a borbulhar como uma água
fervente, dando origem a um multiverso sem fim.
A nossa melhor chance de comprovar esta teoria
seria investigar possíveis efeitos de um impacto
com um universo vizinho, e é isso que
pesquisadores da Universidade da Califórnia estão
fazendo. Pesquisas envolvendo a radiação cósmica
de fundo (resquício do big bang) revelaram uma
improvável “mancha fria” que pode indicar uma
dessas colisões.

Via Smithsonian

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