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Civil IV

Contratos em espécie

COMPRA E VENDA
Conceito: pelo o contrato de compra e venda, o vendedor se obriga a transferir ao comprador o domínio de certa
coisa mediante recebimento do preço.
- Art 481 CC ao art 532 CC.
Vínculo obrigacional: No Brasil para a perfeição da compra e venda, há a necessidade de duas fases, a de vinculação
e da execução propriamente dita.
Exemplo: comprar a coxinha e ela cai no chão antes de pegar. A lanchonete te entregará outra, pois só foi feita a
primeira fase ( vinculação) pagamento e escolha, não teve ainda a segunda fase ( execução) a entrega.
2 fase – execução: entrega = móvel e registro = imóvel, aqui que haverá a transferência dos riscos.
Exemplo: a pessoa compra um imóvel e não registrou, e o vendedor vende para terceiro, então não reconhece ele
como dono, mas pode exigir do vendedor perdas e danos por causa da vinculação.
Regra para a execução da compra e venda é a Translativo de domínio: sendo 4 prerrogativa
1. Uso
2. Gozo
3. Dispor
4. Reivindicar
- Em regra, o contrato de compra e venda não é solene. Salvo para bens imóveis com valor maior que 30 salários
mínimos.
- É um contrato sempre consensual: o que cria vínculo obrigacional independente da tradição.
- Comutativo (em regra), pois não se sujeita a incidência do risco, mas pode ser aleatório (exceção). Pressupõe
expressa previsão ainda que verbal. Art 483 CC.
- Sendo oneroso, pois haverá sempre a figura preço (requisito essencial). Caso as partes não estabelece o preço, o
art 488 CC “(...) entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas vendas habituais do vendedor.”.
Parágrafo único –“ na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço prevalecerá o termo médio”
- Sacrifício patrimonial, em regra, o comprador sacrifica primeiro. Art 491 CC “o vendendo não é obrigado a entregar
a coisa antes de receber o preço”
Obs: lembrar do art 476 CC
- Bilateral, pois nela há sinalagmático (reciprocidade obrigacional).
Elementos da compra e venda:
1. Acidentais: depende
a) Facultativos: pode existir ou não a compra e venda.
b) Expressos: uma condição. Exemplo: pegar produtos e pagar só aquilo o que for consumido. Isso não é
consignação.
c) Efeitos: modulador de efeitos.
2. Essenciais: fundamental
a) Validade:
b) Tipos:
- consentimento: é a vontade imaculada de se vincular a uma relação jurídica contratual. Gera
anulabilidade. Art 496 CC - parágrafo único “(...) pressupõe consentimento dos ascendentes (...)”.
Exemplo: contrato tenda sobre consentimento sobre projeto, vício de erro.
- coisa: objeto da compra e venda, sendo qualquer bem móvel ou imóvel, material ou imaterial,
presente ou futuro, singular ou coletivo que esteja no comércio.
Material = contrato de cessão/ceder, e pressupõe contrato escrito.
Coletivo = art 503 CC
Tem que ser passível de alienação (comércio). Exemplo: venda do carro alienação fiduciária ou reserva
de domínio.
Litigiosa pode ser objeto de compra e venda, só que se sujeita a incidência de um risco – a evicção.
Alheia pode ser objeto, deste que o alienante tenha legitimidade para a alienação, caso ele não tiver,
será penalizado no civil e penal - art 171,§2, I CP. Exemplo: automic
- preço: representação econômica da coisa. Relação de preço e coisa pode ser relativa, não
necessariamente absoluta.
Em regra, tem que ser em moeda nacional. Não pode ser fixado salário mínimo – art 7 IV, CF.
Pode ser pagos em títulos de crédito, exemplo: cheque – “pro soluto” (mera entrega do título pode
configurar o preço).
Elementos do preço: a) tem que ser preço certo, aquele que é determinado (aquele que não oscila,
preço certo) ou determinável (é o que oscila, segundo os termos do contrato).
b) preço justo: aquele que corresponde relativamente a coisa. Exemplo: 70% liquidação não será
injusto pois é eventual é pra todos.
c) preço tem que ser verdadeiro: aquele que existe fáticas e juridicamente.
Riscos e despesas: despesas da tradição são do vendedor e do registro são do comprado, sendo uma regra
dispositivas. Os riscos antes da tradição/registro é do vendedor.
Exemplo: cláusula no contrato, somente se excepcionar a regra devem estar expressamente previsto.
Nulidades: hipóteses próprias (aplicam-se apenas a ela) que decorrem da função exercida pelo contratante. Esta
função vai tornar o contratante incapaz de comprar. Art 497 CC. Exemplo: leiloeiros
Venda por condomínio de coisa indivisível: art 504 CC- exemplo: apto subdivisões A= 60% B= 25% e C=15%, eles
têm que oferecer uns para outros, para depois oferecer a terceiro. É contado 180 dias após registro ou se houver
contrato preliminar.
Exemplo: caso B queira vender pra terceiro e C tenha maior benfeitoria, este terá preferência sobre A, mesmo
tendo menor quinhão. Caso não tem acordo, terá uma solução de condômino
Venda “ad corpus e ad mensuram”: características de imóveis (mais comum antigamente em área rural).
Ad corpus: É aquela onde a extensão territorial não é preponderante pra a conclusão e manutenção do contrato.
Art 500 §3 CC
Compra-se pelo o que ele é, e não pelo seu tamanho.
Venda ad mensuram: ocorre quando o contratante leva em consideração, tanto para conclusão e manutenção do
contrato, a extensão territorial.
Ações edilicias - pode complementar, abatimento no preço, subscrição se for possível ou redibicao do contrato ,
todas eles podem acompanhar de p+d.
Cláusulas especiais: São aquelas que retiram o contrato de compra e venda do seu curso normal. Momentânea
altera o curso. Só valem se forem expressa não sendo implícitas, pois são exceções e são facultativas, e em alguns
casos, elas tem que ser escritas.
a) Retrovenda: é a possibilidade de ré compra do objeto, sendo o preço mantido, mesmo tendo sido
valorizado ou não.(exceção) – é obrigado- nesse tempo o proprietário pode vender novamente o imóvel -
art 505 CC - Não se remete a correção monetária e juros, mas o que não é proibido é permitido.
b) Venda a contento: é aquela que vigora sob condição suspensiva que consiste na manifestação de satisfação
do comprador presumidamente, tacitamente ou expressamente. É diferente do art 49 (cláusula de
arrependimento)
Obs: a venda (somente ela própria) tem que ser expressa.
c) Preempção (preferência): art 513 cc – preferência contratual- aqui não tem direito de compra, somente se
for dado na compra ou a venda. Prazo: 2 anos se a coisa for imóvel e 180 dias móvel.
Obs: art 29 e 33 (prestar atenção) – locatários - exemplo: Ualana (lavadora) Almeida ( locatário) Maia (comprador)
d) Venda sobre documento:
e) Reserva de domínio:é a cláusula pela qual o vendedor de coisa móvel reserva para si a propriedade de
determinado bem alienado, como garantia do recebimento integral do preço. Exemplo: carro com reserva
de domínio da Chevettes (disposição posse indireta (jurídica)). A responsabilidade aqui é ‘invertida’. A coisa
deve ser cuidado pelo dono, caso não o faça o credor terá duas prerrogativas: - retomar o bem ou
considerar vencidas as parcelas vincendas e expropriar outros bens do devedor.
f) Alienação fiduciária: (não considera cláusula especial), o devedor transfere ao credor a propriedade
resolúvel de coisa móvel ou imóvel, até que o preço do contrato seja integralmente pago. Aqui não se pode
pegar o bem de volta, é obrigatoriamente terá que vender. É não é possível considerar parcelas vincendas.
Reserva Alienação
- Coisa móveis - Coisa móveis e imóveis
- o credor tem 2 prerrogativa - só tem uma (retomar o bem)
- no caso de retomada, o bem pode ficar com o - no caso de retomada, o bem não pode ficar com o
credor credor

TROCA E PERMUTA
- art 533 CC aplica-se a troca na mesma disposição da venda.”
Conceito: Por este, os contratantes substituem uma coisa por outra.
- prestação de serviço não entra aqui! A troca sempre serão coisas.
Objeto: coisa
- troca = móvel (forma livre)
- permuta = imóvel (contrato escrito)
Valores iguais ou semelhantes: com relação absoluta (iguais) é relativo (semelhantes)
Valores podem ser desiguais:
Exemplos:
➔ Carro vale 100 mil por outro carro como 4 mil, neste caso quando há uma proporção desigual é muito
grande, então será considerado/interpretação como doação com encargo.
➔ Carro vale x valor + 90 mil, ou seja, será compra e venda com parte do pagamento com coisa, não é
interpretado como troca.
– concessionária que pega o carro, ela enxerga o objeto como dinheiro, depende do “animus” das partes.
➔ Carro vale 100 mil e troca por outro que vale 95 mil.
Troca contorna: É aquela que tem por objeto bens de valores desiguais, é uma das partes faz uma recomposição
em dinheiro.
Contrato de locação
Conceito: Por este contrato, o locador cede ao locatário, uso e gozo de coisa móvel ou imóvel infugivel
onerosamente e temporariamente. Resumindo, cessão onerosa de posse.
- Não é translativo de domínio, ou seja, jamais irá transferir. Exemplo: usufrutuário (quem tem posse, mas não é
dono) lei 8245 art 13 “prévio e escrito”.
Base legal: móvel – art 565 CC e CDC todo
Imóvel – rurais: lei n 4504/64 – agrícola e pecuária e urbana: lei n 8245/91 – comércio, indústria e residência (lei do
inquilinato)
Obs: o que define o tipo do imóvel e a função que tem
Nu proprietário; tem o domínio, mas não tem posse
Usufrutuário: é aquele que usa, goza e reivindica – se houver restringirá do gozo, tem que ter previa previsão no
contrato.
Lei 8245/91 (lei do inquilinato)
- incidência: Essa norma incidirá sobre a locação de qualquer prédio edificado ou não, onde nele se exerça uma
atividade de caráter eminentemente urbano.
Art 1 da lei – todas as locações de imóvel urbano que ainda se regula pelo CC e leis especiais.
- Tipos de locação urbana:
a) residencial – é destinada à moradia familiar ou não (pois a vezes quem divide o imóvel não é parentesco) art 4
b) não residencial – não é destinada à moradia, função (normalmente) comercial. Exemplo: igreja
c) para temporada – art 48 – 90 dias improrrogáveis, não pode prorrogar automaticamente
- aluguel: contraprestação paga pelo locatário para usufruir da posse. É livre, não há nenhuma predeterminação no
valor. Não pode ser fixado em moeda estrangeira ou salário mínimo. Tem reajuste livre, e prevalece aquele previsto
no contrato. Exemplo: índice fixado pelo governo federal aplicando o índice Inpc – prevalece somente o locador e
não há periodicidade mínima na lei. Lei posterior não pode aferir o contrato vigente, pois a lei não pode ferir coisa
julgado e ato jurídico perfeito, tem que ser feito um aditivo.
Diante na ausência de cláusula de reajuste do contrato, será 03 anos de vigência do contrato. Caso não haja acordo
entre as partes, deverá fazer
Contrato bilateral, ou seja, obrigações recíprocas – art 22 e 23
-Benfeitorias: norma dispositiva, ou seja, admite previsão em contrário no contrato. Art 473 – caso uma das partes
retomar o bem. +art 4 da lei de inquilinato
Obs: art 22 III – resistir o imóvel, dinda a locação, (...)
Acessão - ocorre em decorrência de plantação ou modificações em imóveis alheio, e este bem possui valor menor
do que foi edificado ou plantado.
- Denuncia: resilição unilateral, pode ser por motivada (cheia) ou imotivado (vazia). Art 9
- Infrações penais: art 43 – cobrança antecipada de aluguéis
- Garantias locatícia: são expedientes facultativas ao locador para se cautelar de possível inadimplemento do
locatário. No mês subsequente. Inacumulaveis – não pode caução com fiador.Extende até a devolução do imóvel –
independente da previsão do contrato.
Sendo 4 tipos:
a) Fiança: Art 818 CC “pelo contrato de fiança, uma pessoa garante satisfazer ao credor uma obrigação
assumida pro devedor, caso este não a cumpra.” é um contrato típico e pessoal, portanto o fiador
responde com todos os seus bens só é válida por escrito (forma). A interpretação no contrato é
restritiva. Em regra, será gratuito que admite renúncia/exoneração. É uma garantia subsidiária, por
causa do benefício de ordem (ordem na cobrança) e tendo mais de um fiador a responsabilidade será
solidária, admitindo renúncia por um ou ambos (solidária).
Obs: art 40, IV, X lei 8245 e art 9 (‘denúncia cheia’)
Obs: lei 8009/90– art 3 VII
b) Caução: é uma garantia em bens móveis ou imóveis, que pode ser oferecida pelo locatário ou por um
terceiro. Não é pessoal, é sim real (patrimônio). Se for em dinheiro poderá ser no máximo 3x do
aluguel, e para outros bens não há limite no valor. Pode ser em títulos de crédito.
c) Seguro fiança:
d) Cessão fiduciária de quotas de fundo de investimento: por esta modalidade, o devedor (locatário)
faculta ao credor (locador) o resgate de numerário investido em determinada instituição financeira.
art 37
Exemplo: galpão da Inês com a franiminas junto com Sul América
- Denúncia vazia na locação residencial: nos contratos no prazo igual ou superior a 30 meses que se indeterminam,
em razão da permanência do locatário no bem por mais de 30 dias após seu término, sem oposição do locador
caberá denúncia vazia para ambos após a indeterminação. Art 46
30 meses (denúncia cheia)—> 30 dias (término) —> indeterminado (vazia pra ambos/ 30 dias de antecedência).
Nos contratos menores a 30 meses que se indeterminam em razão da permanência do locatário no bem sem
oposição do locador, caberá denúncia vazia pelo locatário, mas pelo locador somente após de 05 anos de vigência
da relação contratual.
20 meses —> denúncia vazia locatário —-> 05 anos locador
Em contratos já é indeterminado deste o início, a denúncia vazia pelo locatário a qualquer tempo, e para o locador
só com a vigência de 05 anos.
- Denúncia vazia na locação para temporada: art 50
- Cláusula de vigência: é aquela que faculta ao locatário a permanência no bem, caso ele seja alienado para um
terceiro no decorre do contrato. Requisitos: só vale para contratos escritos e tem que ser registrado, com prazo
determinado.
Contrato de doação
Conceito: pelo contrato de doação, o doador transfere ao donatário bens ou direitos por atos de liberalidade.
Base legal: a partir do art 538 cc.
Translativo de domínio, ou seja, tem (deve) transferir —> necessária migração patrimonial.
Requisito objetivo da doação: aumento/diminuição patrimonial.
Requisito subjetivo: “animus donandi” – intenção de doar , sendo diferente de mera intolerância – não quer dizer
que foi uma doação (não implica em contrato).
Exemplo: empréstimo de sapato para a cunhada.
Solene (regra): tem que ser escrita, exceção art 541 parágrafo único.
Gratuito (regra), mas pode ser oneroso. —> ônus (encargo)
Encargo: é um ônus imposto pelo doador que modula os efeitos do contrato. Sendo facultativo, pode existir ou
não. É apenas imposto pelo doador. Poderá ser exigido pelo doador, salvo se for de interesse geral (mp – art 553
– caso forem em seu próprio benefício) exemplo: se passar no vestibular te darei um carro (condição).
Pode ser em dinheiro, pois as vezes o encargo é muito baixo comparado ao benefício. Pode ser uma abstenção,
e/ou temporal (lapso de tempo). Caso descumpridor poderá ser revogado a doação.
- Vide art 552 cc (evicção)
Aceitação: sendo 4 tipos
• Expressa – inequívoca, verbal ou escrita
• Tácita – decorrente da prática de um ato condizente com a aceitação
• Presumida – decorre do silêncio art 539 cc – relativa ou iuris tantum (admite prova em contrário)
• Ficta – art 543 cc – doação pura
Liberalidade: livre vontade de agraciar outrem (não espera nada em troca). Não condiz com compulsoriedade.
Exemplo: dona fulana promete doar pra fundação —> em tese, poderá ser exigida a promessa (contrato
preliminar/ dispensa a forma), mas há liberalidade – poderá exigir p+d.
Cláusulas limitativas: art 1911 cc – tem que ser expressão (pois é exceção), doção e testamento.
Tipos:
a) Pura ou simples – sem encargo
b) Condicional – a que vigora na dependência de um evento futuro é incerto (se)
c) Modal – onde o doador estabelece a finalidade do uso ou impõe uma abstenção. (Afim de/ para que)
d) A termo – depende de evento futuro certo. (Quando).
e) Subvenção periódica – o doador habitualmente agracia o donatário (mesada), normalmente em dinheiro
ou subsistência.
f) Remuneratória – demonstrar gratidão. Não quer dizer que pode ser exigida.
g) Contemplativa – objetiva evidenciar a admiração do doador pelo donatário. Exemplo: presente para o
artista
h) Art 546 cc – sendo duas doações: 1) casamento futuro com certa é determinada pessoa – dote. 2) prole
eventual – filhos que o casal poderá vir a ter. Caso não venha acontecer, a doação cessa o efeito, não a
prazo. O donatário inexiste
Obs: mas o doador ainda tem que estar vivo no nascimento da prole. Caso a prole morre no nascimento,
o patrimônio irá pra os pais, mas o avô pode entrar com cláusula de reversão caso não queira isso.
- cláusula de reversão - é aquela que estabelece que os bens doados retorne ao patrimônio do doador
caso ele sobreviva ao donatário. Somente pode beneficiar o próprio doador. (Cabe em todos tipos de
doação)
Entidade futura- tendo prazo pra ser constituída, em até 2 anos contados na doação.
Vícios da doação: terá hipóteses próprias
- anulabilidade: art 550 cc, convalida pelo tempo. Aqui não se fale em regime, então de vale todos até mesmo
união estável. É até 2 anos depois da dissolvida a sociedade.
- nulidade: a) inoficiosa – art 549 cc – é aquela onde o doador dispõe de bens além do limite da parte disponível.
200 —> 100 (1/2) só pode doar metade da, ou seja, só a disponível, portanto a inoficiosa age quando excede a
parte disponível e entra na legítima.
Obs: art 2002 cc (regra) art 2005 cc (exceção) doação da parte disponível.
b) universal - é onde o doador dispõe de todos os seus bens sem reserva de parte ou renda para sua subsistência.
Art 548 cc
Obs: uso – fruição sem extração de frutos e gozo- fruição com extração de frutos (na locação, o locador pode
proibir o gozo) exceção/expresso.
Revogação da doação:
a) Inexecução do cargo: 01 ano contato da ciência do fato pelo doador. Art 555 cc
Obs: art 561 cc
b) Ingratidão: art 557 cc – homicídio doloso, lesão, injúria gravemente ou calúnia, recurso de alimentos. (01
ano)
Contrato de mandato
Conceito: por este contrato, o mandante outorga ao mandatário poderes para praticar atos ou administrar
interesses, em nome é por conta do outorgante.
Base legal: a parti do art 653 cc
Representação: é uma forma. Ocorre quando o ato é praticado por aquele que não é titular do direito. Poder ser
legal (lei), juiz (judicial), ou partes (convencional/ mandato).
- presentação: personificação do titular do direito (empresarial)
Cabimento: o mandato é cabível em qualquer situação onde não haja proibição legal e baobás pratique por
intermédio dele, atos físicos, somente para atos jurídicos. Ex: casamento
Meio: diligência, empenho (é o dever) – não é obrigado a produzir os resultados (um fim) – pode ter p+d.
Exemplo: um advogado que perde uma audiência
Não solene: admite-se forma verbal —> normalmente ele vai pressupor prova escrita e não a forma escrita. A
prova escrita é a procuração (instrumento). – há mandato sem procuração, mas não há procuração sem mandato.
cláusula mandato: é aquela que outorga poderes em contratos que não necessariamente é propriamente de
mandato. Exemplo: pode ter no cartão de crédito ou doação —> no âmbito do cdc a cláusula mandato é nula – art
51 VIII cdc (1° argumento contra encargos do cartão)
Prol dos interesses do mandante: é um segundo argumento contra encargos do cartão – pode invalidar atos se
não for em prol.
Bilateral: vai gerar reciprocidade de ações (ou sinalagmático)
Obrigações do mandatário:
a) Prestação de contas: tem que prestar contas do que faz. Esse é o terceiro argumento contra encargos
do cartão
b) Limites dos poderes: eles têm que ser respeitados. Se o mandatário trabalha dentro dos limites, o
responsável por estes atos é o mandante, mas se ele passa dos limites, o mandatário passa a ter
responsabilidade pessoal, praticando atos “ultra vires”
Obs: o mandante pode ratificar/validar os atos “ultra vires” ficando o mandatário livre de obrigações.
c) Indenizar os danos decorrentes de sua desídia: o mandatário que tem que indenizar
Obs: desídia = displicente, relaxado
d) Prol dos inscrevesses do mandante
Obrigações do mandantes:
a) Fixar poderes: os limites até onde o mandatário pode ir
b) Remunerar o mandatário: em regra é contrato gratuito – tem que remunerar quando por oneroso, sendo
exceção.
- convenção: as partes escolhem
- presunção: quando for por profissão – ex: advogado
c) Indenizar danos sofridos pelo mandatário: no gratuito, porque no oneroso já está no preço.
d) Ratificar os atos do mandatário: desde que estes não sejam atos “ultra vires” porque esses ele não é
obrigado a ratificar.
Aceitação:
1) Expressa: é a que não tem dúvidas
2) Tácita: que é o início da prática dos atos
- art 656 cc, não pode o presumido
Responsabilidade subjetiva: a do mandatário só responde mediante comprovação de culpa
Poderes:
➔ Gerais: todo mandato tem poderes gerais, não tem o contrato de mandato. Tem finalidade
Obs: é um contrato preparatório, prepara uma situação para outra situação.
São aqueles implícitos em todo mandato e dizem respeito a administração ordinária dos atos. Exemplo:
tirar certidões
➔ Especiais: são aqueles que exorbitam os gerais sendo eles sempre expressos, por serem exceções.
Exemplo: receber e dar quitação – art 661 §1 – hipotecar
O advogado ter poderes especiais para confessar.
Procuração: é a prova escrita da existência do contrato – art 653 cc
➔ Particular: é aquela elaborado pelas partes e que é utilizada para prática de atos que dispensam
formalidade pública – ela não demanda nenhuma forma, mas tem requisitos. Art 654 §1
Obs: firma reconhecida – a firmação da autenticado de assinatura, mas é facultativo o pedido/exigência (pode
ser regida por terceiros)
➔ Publica: é aquela lavrada em qualquer cartório de notas e normalmente é utilizada para a prática de atos
que exige formalidade pública. Exemplo: casamento venda de imóveis. Atos que pressupõe maior
credibilidade pela fé- pública do documento.
➔ “Ad judicia”: é aquela outorgada ao advogado para a prática de atos judiciais. Chamado de mandatário
judiciais – só para advogados – art 692 cc.
Respeita mais as normas do processo civil e penal.
Obs: art 44 cpp, só é válida para queixa tem que ser com poderes especiais
➔ “Ad negocia”: é aquela outorgada pra prática de atos negociais no geral
Procuração em causa própria: art 685 cc – outorga poderes para se beneficiar para seu próprio interesse.
➔ Exceção: art 117 cc – é anulável em tese, mas em tal caso não será, podendo fazer contrato consigo
mesmo
(Desenho)
Substabelecimento: é a terceirização do mandato – é o instrumento pelo qual o mandatário transfere para
terceiros os poderes recebidos pelo mandante. Exemplo: o poder que o advogado passa para o estagiário que
eram do cliente
Base legal: art 667 §§§ 2,3,4 cc
a) Total ou parcial: ou Issa total ou passa parcial os poderes para um terceiro
b) Com ou sem reversa de iguais poderes:
Exemplo: o estagiário sempre com reserva de iguais poderes.
Com —> o substabelecente passa o substabelecimento, mas pode continuar praticando os mesmos atos
Sem —> o substabelecente transfere os poderes e não pode praticar os mesmos atos – praticamente uma
“renúncia”
Extinção do mandato:
a) Revogação ou renúncia: tem caso que é irrevogável como o em causa própria ou por convenção (se
revogar o mandante pode incorrer em perdas e danos) – quem revoga é o mandante e quem renúncia é o
mandatário.
Obs: art 688 cc – caso de renúncia que não deveria ocorrer – pode ter p+d
b) Morte: extingue com a morte de uma das partes. —> exceção: art 691 cc – para ultimar atos já iniciados
c) Perda da capacidade: a perda da capacidade dos atos da vida civil por qualquer das partes.
d) Fluência do prazo ou conclusão do ato: se tiver prazo, pela fluência destes, ou conclusão dos atos que
foram acordados.
Contrato de depósito
Conceito: por este, o depositante entrega ao depositário coisa móvel para guarda até que ela seja reclamada.
Exemplo: qualquer estacionamento, até o flanelinha deste que não haja coação
Base legal: Art 627 cc.
- Regra geral, não tem posse. Mas pode ter, tendo autorização expressa. Exemplo: caso precisa mover no
estacionamento (tem uso restrito). Caso ele use além, pôde-se pedir perdas e danos caso ocorra alguma coisa.
Contrato real: só cria vínculo com tradição. Após a tradição cria se vínculo obrigacional tendo dever de custódia
(evitar que a coisa sofra danos).
Teoria da remuneração indireta: por esta, nos preços de produtos ou serviços oferecidos pelo depositário estão
embutidos os custos do depósito. —> atrai o cdc, art 3 §2 (serviço fornecida no mercado de consumo, mediante
remuneração)
Não solene: forma livre, contudo tem que ter prova escrita. Exemplo: flanelinha fala que vai olhar só verbalmente
Em regra, contrato gratuito: art 628 cc —> caso for oneroso, pressupõe uma retribuição, caso ela não for paga ou
não indenização tem direito de retenção. Art 644 cc
Exemplo: dog no petshop destrui as coisas no Pet
Exemplo: comanda – art 39 V cdc
Tipos:
a) Regular: o que tem por objeto coisa móvel infugivel (maioria das vezes é por convenção)
b) Irregular: tem por objeto coisa móvel fungível (não é mesma coisa depositada que será restituído) –
regras do contrato mútuo.
c) Voluntário: decorre da vontade
d) Necessário: não decorre da vontade, sendo que decorre da lei (legal) ou miserável (calamidade) art
647 cc. Exemplo: art 469 cc.
Bilateral: gera reciprocidade de relações
a) Obrigações do depositário: custodiar, indenizar os danos sofridos, abster de utilizar a coisa, restituir
salvo hipótese de direito de retenção.
b) Obrigações do depositante: remunerar o depositário (oneroso), indenizar (caso cause dano), recobrar
(depositante – art 635 cc) Obs: art 365 ou 368.
Depositário infiel: art 652 cc – o que não restituir a coisa
Obs: mediante ec 45 cf/88 —> não pode prisão.
Extinção: pela fluência do prazo, se houver. Retornada da coisa pelo depositante. Perecimento da coisa sem culpa
do depositário. Abandono da coisa pelo depositante. Por força maior ou caso fortuito.
Impessoalidade: em relação ao depositante – art 640 cc
No âmbito do cdc a cláusula (art 51 cdc), que limita a responsabilidade ou que não abrange
acessórios/objetos/pertences (art 424 cc – renuncia restritiva) —> Obs: o problema aqui é a prova. Inversão do
ônus da prova tem que ter verossimilhança.
Exemplo: “somente” no caso do veículo ser conduzida por nossos manobristas a responsabilidade será extensiva
a de colisão (cabe terceiro e não dá pra restringir)
Renuncia restritiva: é nula dentro do art 424 cc (contrato de adesão) - não pode renunciar direitos
antecipadamente – exemplo: caso de não se responsabilizar por objetos dentro do carro – a prova tem que ser de
quem alega, a não ser que seja no âmbito do CDC, inverte ônus da prova, tem que ter verossimilhança.
Responsabilidade só do manobrista se causado por terceiro não identificado, poderá se responsabilizar trabalho
com culpa de terceiro – art 14 §3 CDC
Contrato de comodato
Espécie de gênero empréstimo
Conceito: por este, o comodante sede ao comandatário gratuitamente e temporariamente o uso e gozo de coisa
móvel ou imóvel infungivel. (Cessão gratuita de posse). Sempre gratuito é temporário
Base legal: art 579 cc
Real
➔ Quando o contato preliminar reais aqui não há possibilidade. Pois já vira o principal
Bilateral: mas quem assume a obrigação é o comendatário, já o comandante (art 581 cc) única coisa a ser
respeitada é o prazo do contrato, sendo o convencional (determina – x anos/ termo inicial e termo final) e o
presumido (enquanto faz algo/ uso outorgado/finalidade)
➔ Obrigações do comendatário art 582 cc – conservar, respeitar a finalidade do uso, restituir a coisa. –
aluguel punição, assim continuando gratuito
Não solene: admite a forma verbal.
Benfeitorias: não são indenizáveis, inclusive as necessárias art 584 cc.
Regra geral: contrato pessoal, por causa do elemento fidúcia (confiança) não permite a figurando subcomadato.
Comodato modal: comodato com encargo (condições para o uso)
Art 583 cc – risco da coisas.
Contrato de mútuo
Conceito: por este, o mutuante entrega ao mutuário coisa móvel em empréstimo, e este bem deve ser restituído
por outro da mesma espécie, qualidade e quantidade.
Coisa móvel: sempre é imóvel jamais.
Fungível ou consumíveis- art 85 e 86 cc
— Mútuo feneraticio: troca por dinheiro
Base legal: art 586 cc
Translativo de domínio: “rés perit domino” – corre/parecer para o mutuário
Comodato Mútuo
Sempre gratuito Gratuito, mas
Infungivel pode ser
Rés perit domino oneroso
para comandante Fungível ou
Não cede o domínio consumível
Rés perit
domino para o
mutuário
Cede o domínio

Livre disposição da coisa: a parti da cessão da entrega/tradição (mutuário)


Não formal: independe de qualquer forma
Real: só cria vínculo com a tradição
Unilateral: pois só gera obrigações para o mutuário – restituir a coisa (caso for gratuito) e remunerar o mutuante
(caso for oneroso)
Mútuo oneroso:
➔ Convenção -
➔ Presunção – art 591 cc – destinando-se o mútuo a fins econômicos (...) – dinheiro dando incidência dos
juros
➔ Juros: retribuição (remuneratórios) ou punição (moratórias diferente de cláusula penal) no contrato de
mútuo
Diferença de cláusula penal- cheia de uma vez só sobre a totalidade do débito - de moratório –“pro rata” no
tempo (proporcional nos dias)
➔ Limite de juros: não há limite para instituições financeiras. Não se aplica a lei de usura - decreto 22626/33
art 1° -
Obs : art 192 §3 cf/88
Mutuante não financeiros – art 591 cc –
Anatocismo – capacitação de juros fora da periodicidade legal – art 406 cc
Art 6 V, cdc – revisão de contrato bancário
Art 39 V, cdc – exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva
Art 51 IV, cdc – obrigações consideradas iníquas, abusivas
Art 161 §1 ctn – o crédito não integralmente pago (...)
Contrato de prestação de serviço
Conceito: o prestador cede ao tomador capacidade laboraria lícita para o exercício de determinada atividade.
Base legal: 593 ss
Objeto: toda atividade material ou imaterial (não deixa resultado físico), deste que seja lícita
Remuneração: salário/honorários preferencialmente devem ser pagos em dinheiro, após a execução, pode ser em
outros bens diferente de dinheiro, serviços, “ in natura” (bens destinados a subsistência) art 599
Residual: pega a sobra – incidência direta
Especial/ clt ( art 3): supletiva ou suplementar
Clt —> pessoa natural, pessoalidade, remuneração, subordinação e não eventualidade
Especial —> cdc –
Obrigação de meio: prestador não é obrigado a garantir resultado. No cdc a obrigação é de resultado, mas pode
ser de meio (profissional liberal – obrigação de meio)
Não formal: verbal ou escrito
Bilateral: recíproco
No CDC: art 3 §2 – mediante remuneração de forma direta ou indireta – exemplo: ônibus das freiras. – não pode
ser por intermédio de tributo – exemplo: detran/ sus – Art 40
Extinção: art 607 cc – com a morte de qualquer um das partes – destinado a pessoas físicas (não cabe pessoa
jurídica), tempo máximo de 04 anos, renovação é permitida – art 598 cc
-conclusao da obra/resilição/inadimplente/força maior.
Contrato Estimatorio (consignação)
Base legal: art 534 a 537 cc

Contrato de empreitada
Tipos:
1- Lavor (regra) é aquela onde se compromete apenas com a execução, os materiais são fornecidos pelo
comitente. Art 610 cc - lei ou vontade das partes
2- Mista é aquela que o empreitado fornecer a mão de obra e os materiais. Sendo exceção, tendo que
ser expressa. Art 618 cc
Exemplo: Victor — investidor —> Empreitada mista – 5 anos e lavor/compra – 1 ano redibitório
Alneir — consumidor —> 8 anos – 90 dias do surgimento
Oneroso – havendo figura de preço, sendo dois tipos:
a) a preço fixo ou global – ocorre quando o empreiteiro é remunerado independentemente das fases de
exceção da obra
b) Escalonado – é aquela onde o empreiteiro recebe de acordo com as fases de exceção da obra.
Uma vez aceito o preço não poderá ser mais alterado, salvo ajuste entre as partes ou hipóteses legais. Art 625 II
cc, art 619 parágrafo único.
Responsabilidade – subjetiva em regra. Mediante apuração de culpa, mas pode ser objetiva quando houver
incidência do cdc. (Bystander – art 17 cdc c/c art 14 – consumidor por equiparação, toda vítima de um acidente
de consumo, mesmo que ele não tenha figurado na relação jurídica originária).
Não formal – pode ser feito de qualquer maneira, podendo ser formal e/ou escrito
Execução continuada – “repus sic standibus” – imprevisão
Bilateral –
Obrigação do comitentes:
a) remunerar o empreiteiro
b) fornecer os materiais na empreitada de lavor
c) apresentar ao empreiteiro
d) responder pelos danos decorrentes da empreitada sofridos por terceiros deste que não sejam falhas de
execução.
Obrigação empreiteiro:
a) excetuarem a obra de acordo com plano é projeto
b) o empreiteiro é obrigado a fornecer os materiais (mista)
c) é obrigado a indenizar os danos decorrentes de falha da execução
d) obrigado a recompor ao comitente as perdas culposas de material na empreitada de lavor.
e) se responsabilizar pelos atos decorrentes de subcontratação
Empreitadas de obras públicas: sujeita a licitação lei 8666/93 – contrato administrativo (particular com Adm
pública) – cláusula exorbitantes que são as que extrapolam as regras gerais do direito privado. Possibilidade de
alteração pelo poder público em razão de oportunidade e conveniência.
Extinção:
a) Execução da obra
b) Morte de uma das partes, deste que seja personalismo ou pessoal
c) Distrato – contrato que põe fim a outro contrato (resilição bilateral)
d) Resilição unilateral
e) Resolução
f) Desapropriação – é a desapropriação pelo poder pública mediante indenização
g) Falência – de ambas as partes
Contrato de transporte
Conceito: por este, o transportador se compromete a se deslocar de um lugar para outro, pessoas ou coisas,
mediante remuneração.
Base legal: a partir do Art 730 em diante. (Gerais). Normas específicas/especiais – cdc, código aeronáutico.
Normas e regulamentos do poder público que delegou (delegação) o transporte – concessão, autorização e
permissão.
Tratados internacionais – pacto de Varsóvia
CDC —> não incide quando o produto é por tributo, art 3 CTN. Já quando remunerado por tarifa (preço instituído
pelo poder público) o cdc incide.
Objeto: deslocamento com ajuste específico. Exemplo: Pet contratado para banho e tosa, ele não se
responsabiliza pro transporte caso aconteça algo, mas se eles cobram já é contrato secundário, e responderão por
prestação de serviço.
Sempre está implícita ou inclusa a cláusula de incolumidade – é a qual (implícita) em todo contrato de transporte
que imponha o transportador o dever de garantir a integridade física e/ou moral da coisa ou da pessoa
transportada.
Obrigação de resultado: independentemente do tipo de transporte — sendo de pessoas ou coisas – tendo que ser
concluído, art 741 cc.
Contrato oneroso: pode ser relação direta ou indireta – art 736 parágrafo único – “vantagens indiretas” sempre
serão econômicas
De adesão: art 738 – a pessoa tem que sujeita-se – não pode danificar, dificultar ou impedir o livre ocorrer.
Obs: art 739 cc, poder recordar passageiros por higiene ou condição de saúde
Responsabilidade: ela varia com cada tipo de transporte, então no transporte de pessoas –
sendo objetiva (nexo causal, conduta, dano) em relação a pessoas: Tanto na relação de passageiro até mesmo a
suas bagagens, sendo nula a cláusula de não indenizar. É possível a limitação da responsabilidade em relação às
bagagens – art 734 parágrafo único “deste que seja feita declaração de valor”.
Obs: art 34 – se alguém da empresa assinar é aceito.
Há hipóteses de excludentes:
a) força maior (art 393 cc)
b) caso fortuito externo – ação humana imprevisível, necessária que não tem nexo com a atividade do
transportador.
c) Culpa exclusiva da vítima – exemplo: torcedor em cima do ônibus em movimento
d) Culpa de terceiro, deste que, não seja acidente – art 735 cc
Obs: art 14 §3º cdc – exclui a responsabilidade – pela teoria do diálogo das fontes.
Em relação a coisa – subjetiva: conduta, nexo, dano, culpa e dolo. Tendo excludentes:
a) Força maior
b) Caso fortuito
c) Culpa da vítima
d) Culpa de terceiro – sem restrições – precisando que terceiro seja identificado.
- conhecimento de transporte – documento emitido pelo transportador que está limitado ao o que constar no
conhecimento – art 744 cc. c/c 750.
LEMBRAR no contrato de compra e venda!!!!
➔ Venda sobre documento é aquela que permite a transferência do domínio de determinada coisa,
independentemente de sua tradição, bastante para tanto a entrega de um documento que a represente.
Contra ordem: o transportador saberá que mudou p locar da entrega através deste, que é uma determinação
expedida pelo remetente no sentido de que a coisa retorne a sua origem, ou seja, entregue em outro destino. Art
748 cc.
— para o remetente ficar livre de qualquer responsabilidade de que ele remeteu, faz-se a cláusula f.o.b – a partir
do despache/coisa. (Não será cobrado na prova).

Contrato de leasing
Conceito: arrendamento mercantil, por este, o arrendador cede ao rendàtarío a posse direta de coisa móvel ou
imóvel, que ao término do contrato, pode ser adquirida ou deve ser devolvida. (Locação com opção de compra ao
final).
Híbrido: de três contratos típicos, sendo: compra (potencialidade translativa), locação (cessão apenas de posse) e
mútuo (outorga de crédito).
Base legal: lei nº 6099/64 – para coisa móveis; lei nº 9514/97 – para imóvel
Vrg – valor residual garantido. Característica deste contrato. Isto é uma verba paga pelo arrendatário, caso ele
opte pela aquisição do bem.
Obs: renda é preço do leasing pela posse da coisa.
- Exemplo: carro vale 100 mil, e para que você possa tê-lo irá pagar 48x de mil reais, após alguns meses o carro
valerá uns 70 mil, nessa diferença de valor entre 70 e 48 mil é o vrg. Aqui o juros nas parcelas não seria pago.
Geralmente essa diferença (vrg) já está incluso nas taxas – parcela + juros + taxas + vrg
- só é devido em casa de compra
➔ Assim, VRG é a diferença entre o que se pegou a título de arrendamento, e o preço da coisa ao término
do contrato.
Na lei não há porcentagem limitando, mas pode ser que o contrato estabeleça, depende de cada contrato.
Tipos:
a) Financeiro – é aquele onde o arrendatário indica um bem ao arrendador que o adquire,
disponibilizando a posse onerosa da coisa que ao término do contrato pode ser adquirido ou deve ser
devolvido.
b) Operacional – por esta modalidade, o arrendador que normalmente é o produtor da coisa,
disponibiliza a coisa onerosa ao arrendatário com ao término do contrato pode ser adquirido ou
devolver. Exemplo: avião -
c) De retorno (Back) – ocorre quando o arrendador adquire um bem que já era do arrendatário, mas
este, continua com a posse da coisa podendo ao término do contrato, recomprara ou devendo
entregá-la em definitivo. Exemplo: podrão tem a posse do carro, e pega o valor deste (“como
empréstimo/penhora fosse”) mas o domínio é do leasing (“recebe como aluguel fosse”), e no final o
podrão pode retomar seu bem.
Res perit domino – neste contrato corre para o arrendatário.
Prazo: de no mínimo 24 meses. Pra dar tempo do arrendador de faturar.
Formal: por escrito.
Não admite – antecipação de parcelas (regra).
Não pode ser penhorada – pelos credores do arrendatário, pois este só tem a posse.