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7 é b AAs a hiya . < SS ay Pea. ae a) _ SEL = i) a aie de: Taz ee aN) Laas no e ry Me | SLU) ‘ Seas Ewa) FOC y Walaa ESTRELAS ama y Ena) TaN Pasi Co ae 74a aad ibaa) Ua S Pan bra oe cd CU oes Le E ESTA A PET ens) ea Lo a UCU E DINOSSAUROS MARCADOR Penguin Random House DK LONDON EDITORA DE ARTE DO PROJETO Katie Cavanagh (COORDENADORA EDITORIAL Georgina Patty EDITORDE ARTE EXECUTIVO se Grifiths| EDITOR EXECUTIVO ‘Stephanie Farrow DIRETOR DE EDIGAO Jonathan Metcalf DIRETOR DE ARI Phil Ormerod EDITOR Andiew Macintyre DESIGN DA CAPA Taura Brim TOR DA CAPA ‘Masa Whatley SSPONSAVEL PELO DESIGN DA CAPA Sophia MTT PRE-PRODUGAO ‘Adam Stoneham FRODUTOR Mandy i ILUSTRAGOES James Greham, Peter Liddiand Produside para a DK por ‘TALLTREE LTD EDITORES Fob Colson rela Hallinan avid John DESIGN & DIREGAO DE ARTE Ben Ruocoo EDITOR DE PROJETO Priyaneet Singh EDITOR DE ARTE ASSISTENTE. ‘Vit Vashisht DESIGNER DTP Jaypal Chauhan EDITOR EXECUTIVO ‘Kingstuk Ghoshal EDITOR DE ARTE EXECUTIVO Govind Maul RESPONSAVEL DE PRE-PRODUGAO ‘Balwant Singh DESIGN ORIGINAL STUDIO8 UM MUNDO DE IDELAS ‘www.dk.com EDIGAO ORIGINAL, is pubate n Gro Bain Dy ‘Bot Kets Lam A Benguin Rano oso Coma -EDIGAO PORTUGUESA {A poeta soe con a gra io Po@marcade pt sega, esa das Palmica, 68, rsa Baan ‘Todo duetoneerva pst ena pbs pe sn “roan alo pant Pe So tng ecw do deste Isai graseo 54 258-4 Devas oa 4128138 uae eutubto de 216 1 per Lao Pages Peace Let ET] COLABORADORES PENNY JOHNSON Penny Jonneon comepo ADAM HART-DAVIS, EDITOR CONSULTOR ar ivr elenticce ur produ apresenta snes eine in neg DOUGLAS PALMER Passcu cinco a JOHN FARNDON mod 14 unos —recentemont so (NEM don rs eee oval Soca Year by Yaar da DK. oraio da of Authors 1 Natasa Universidade de Com 00 Key Discoveries 0 Ph 10 INTRODUGAO REVOLUGAO OINicIo CIENTIFICA DA CIENCIA 1400-1700 600 a. C.-1400 d. 6. MO Sol estd no centro de tudo Nicolau Copérni 20 Os eclipses do Sol podem © previstos 4 A orbita de qualquer rales de Mile planeta é uma elipse 21 Agora conheca as quatro raizes de tudo 42 Um objeto em queda Empédor acelera uniformemente 2% Medir a circunferéncia da Terra Eratistene: 4 © globo torrestre 6um iman Wil 23 O ser humano esta " relacionado com os seres 48 Nao argumentando, inferiores mas experimentando % Abordar a elasticidade do ar Robert Bove 80 A luz é uma particula ou uma onda? 82 A primeira observacdo 24 Um objeto flutuante do um transito de Venus desloca 0 seu préprio emiah Hon volume em liquide Arquimedes 83 Os organismos desenvolvem-se seguindo 2% 0 Sol é como fogo, a Lua uma série de passos 6 como agua Zany Hen Jan Swammerdam 2% Aluz viaja em linha reta 54 Todas as coisas vivas sao para dentro dos nossos compostas por células, olhos Alhaze Ri ake => ‘As camadas rochosas formam-se umas sobre as outras Observacées microscépicas de animalculos Medir a velocidade da luz Uma espécie nunca nasce da semente de outra John Ra A gravidade afeta tudo no Universo EXPANDIR HORIZONTES 1700-1800 " B . 2 “ A natureza no avanca através de saltos Carl Linea O calor que desaparece na conversao da agua em vapor nao se perde joseph Black Ar inflamavel A medida que se aproximam do equador, 05 ventos sopram mais de leste George Had Uma forte corrente tem origem no golfo da Flor Ar desflogistado Joseph Priest Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma ‘A massa das plantas ver do ar Jan lngenboti Descobrir novos planetas William A diminuigo da velocidade da luz John Michol Por 0 fluido elétrico em movimento Alessandro Volta 9% Nenhum vestigio do inicio, nem perspetiva do fim James Huttor 102 A atracdo das montanhas Nevil Maskelyne 104 O mistério da natureza na estrutura ena fertilizagao das flores 105 Os elementos combinam-se sempre da mesma forma UM SECULO DE PROGRESSO 1800-1900 110 As experiéncias podem ser repetidas com grande facilidade quando 0 Sol brilha Thomas Young 112 Averiguar 0 peso relativo das derradeiras particulas 114 Os efeitos quimicos ‘produzidos pela eletricidade lump 15 116 119 120 mi 128 12 10 ‘Mapear as rochas de uma ago William Ela sabe a que tribo 08 ossos pertencem Mary Anning Aheranca das caracteristicas adquiridas Jean-Baptiste Todo o composto quimico tem duas parte jans Jakob Berzelius O conflite elétrice née se tringe ao flo condutor Hans Christian Orsted Um dia, caro senhor, O calor penetra todas as substancias do universo Joseph Fourie Producao artificial de substancias organicas a partir de substancias inorganicas Friedrich Wahler Os ventos nunca sopram em linha reta Sobre a luz colorida das estrelas bindrias Christian Doppler O glaciar foi o grande arado de Deus ‘Annatureza pode ser representada como um todo imenso 136 138 138 “0 1a 180 186 160 18 m ™ A luz desloca-se mais Ientamente na agua do que no ar Léon Foue: A forca viva pode ser convertida em calor Js A anilise ostatistica do movimento molecular Ludwig Bolteman: Néo era o plastico aquilo que eu queria inventar Leo Baekeland Chamei a este principio «selecdo natural» Charles Da: Prever o clima Robert FitzRoy Omne vivum ex vivo - toda a vida tem origem na vida Louis Paste Uma das cobras agarrou a propria cauda A proporio média de trés para um express: definitivamente Um elo evolutivo entra passaros e dinossauros as Henry Huxie Uma periodicidade aparente de propriedades Alluz ¢ 0 magnetismo a0 expressdes da mesma substancia 24 aS SAX - 188 Havia raios a sair do tubo a 188 Ver para dentro da Terra 238 Richard Dixon 190 A radiacéo é uma propriedade atémica 22 dos elementos 206 19 Um fluido vivo contagioso Martinus Beijerinc UMA MUDANGA 7 DE PARADIGMA 1900-1945 202 Os quanta sao pacotes discretos de energia, Max Planck: 206 Agora sei qual a aparéncia do étomo Emest Rutherfor 214 A gravidade 6 uma distorcao no continuo espaco-tempo Albert Ein 222 Os continentes flutuante: da Terra séo pecas gigantes, de um puzzle em constante mudanca Os cromossomas desempenham um papel na hereditariedade s Hunt Mord As particulas tem propriedades semelhantes a ondas Erwin Schroding A incerteza é inevitavel © Universo 6 grande. © esta a expandi O ralo do spago comecou Toda a particula de matéria possui uma contraparte de antimatéria Ha um limite superior além do qual um micleo estelar em colapso se torna instavel 249 A vida ¢ um processo de aquisicao de conhecimento 280 Faltam 95% do Universo 282 Uma maquina de computacao universal alan Turin 284 A natureza da ligagao quimica Linus Pauling 260 Existe uma energia impressionante contida no niicleo de um atomo Robert Oppenhet OS PILARES FUNDAMENTAIS 1945 ATE AO PRESENTE 210 Somos feitos de pé das estrelas Fed 2M Genes méveis 2M A ostranha teorla da luz eda materia Richard Feynmai 214 A vida nao 6 um milagre Jarold Urey ¢ Stanley Mi 28 Queremos sugerir uma estrutura para o sal do dcido desoxirribonucleico (ADN) on @ Francis Crick 284 Tudo o que pode acontecer acontece ° —e 286 Um jogo do galo perfeito 282 A unidade das forcas fundamentais 294 Somos a causa do acuecimento global 296 0 efeito borboleta ‘Um vacuo néo ¢ exatamente nada Peter Higgs esta em toda Os quarks surgem em trios Uma teoria de tudo? 314 Os buracos negros evaporam-se Stephen Haw 315 A Terra e todas as suas formas de vida compoem um organismo chamado Gaia James 316 Uma nuvem ¢ feita de vagas sobre vagas 317 Um modelo quantico de computacso 318 Os genes podem passar de uma espécie para outra 320 A bola de futebol 6 capaz de suportar bastante pressao 322 Introduzir genes em humanos para curar doencas m French Anders 324 Desenhar novas formas de vida no ecra de um computador Craig Ver 326 Uma nova lei da natureza 37 Mundos além do Sistema Solar Go 328 340 GLOSSARIO 344 INDICE REMISSIVO 352 AGRADECIMENTOS BIOGRAFIAS INTRODUGAO 13 " ios Observadores de estrelas René Descartes 14_INTRODUGKO O nascimento da ciéncia a moderna omo cil INTRODUGAO 15 sie Albert Einstein 18 INTRODUGAO Tales de Mileto Xenéfanes encentra canchas Aristitelos xcrove uma Aristaxco prwbumeclipge -«marinhasnasmontanhase série de livios sobre do Samos suger o Sol. o cual poo alcula que toda a Terra vatlos assuntos, queéeol onioa ‘im a Batalhe ‘esteve em tompos ‘Tout o centro do ‘de ali, ‘coberta por agua ‘Universo 585a.C c, 500a. 6 6, 3254.0 250a.C ¢, 530a.6 6, 450a, 6 6, 300.6 c. 2404.6 Pitégoras funda ume escola docs sues ‘Teofrastoescreve ——Arquimades descobre de matemética om que twdona Tera é _Investigagdes scbue as quo a coroa de um re CGrotona, ro atual Sul de fetode combinagtes _Plantase Causas do _nflo€ de auto puro, alia eterra, ar,fogoe — Crescimientodas Pancas, medinde o impulso ‘agua fordando adiseiplina da agua deslocada ‘da botanic festudo cienttfico do mundo | 2iu trabalho de facto cientifico 6 | explorou.as propriedadis dos fuidos. ‘temassuasraizesna Meso- | provavelmente Tales de Miloto.Sobro | Um novo contro de aprendizagem otémia. Na sequéncia da | ele, Platdo disse que passava tanto | desenvolveu-se em Alexandria, fun- \nvengfo da agricultura eda escrita, | tempo a sonhare a olhar para as es- | dada na foz do Nilo por Alexandre, o fas pessoas tinham tempo paraded: | trelas que uma ver teria cafdo num | Grande,em 331 a, C. Ali, Bratéstenes cat 20 estudo eos meios para trans- | poco. Em 885. C, utilizando possi | mediu o tamanho da Terra, Ctestbio mitir 05 resultados dessas esudos | velmante dadas dos primeiros babi- | construu relégios precisos @ Herko para a geragdo seguinte, A ciéncia | Iénios, Tales previu um eclipse-solar, | inventou a méquina a vapor. Ao {niclal fo! inspirada pela observagéo | demonstrandoa forgada abordagem | mesmo tempo, os bibliovecirios da do céu noturno. A partir do quarto | cientifica. Alexandria recolhiam os melhores milénioa C, os sacerdotes sumérios | A Grécia antigandoera um inico | livros que conseguiam encontrar estudaram ds estrelas, egistando o¢ | pais, assim uma série de cidades- | para construiramelhor biblioteca do resultados em tabuletas de barro. | estado. Mileto (hoje na Tarquia) fol | mundo, que foi incendiada quando Nao deixaram registo dos seus mé- | olocal de nascimento de varios flé- | romanos e cristaos tomaram a cide ‘odes, mas uma tabuleta datada de | sofos célebres. Muitos outros filéso- | de. 1800.a.C. demonstra conhecimento | fos grogos iniciais estudaram em das propriedades dos triéngulos re- | Atenas, Ali, Aristételes foi um ob- Ciéneia na Asia séngulos Sservador sagaz, mas nfo realizava | Aciéncia foresoau de modo indepen- experiéncias acreditave que, e pu- | dente na China. Os chineses inven- Grécia antiga dosse juntar um niimero suficiente | varam a polora—@0 fogo de artlici, ‘Osantigos gregos nao viam a ciéncia | de homens inteligentes, a verdade | foguetes @ armas -e fizeram foles ‘como um assunto separado da flso- | surgiria, Oengenheiro Arquimedes, | para trabalhar os metais. Inventaram. ‘Ha, mas 0 prime vulto que produ- | que viveu em Siracusa, na Sicilia, | 0 primeuo sismograio'e a primeira ‘partir das sombras do, Sol, 20 meiordia, no so de var Hiparco descobre a precessao da orbita dda Terra =compils 0 ‘imeitacataloga de estrles do mundo siden. Almagesto, de Ciéudio Peolomeu, tenes texto obrigatério ‘de astronom (Ocidento, aposar de ¢. 130. 6 Crestbia const64 asciepsidias ~relogios @e agua - cue permenooem duanze séculoe com 08 rligios mais precisos do mundo. 6. 120d. Na China, Zhang Heng (Omatemético indian Brahmagupta esho a primeitas regres para uso co numero zero. OINicio DA CIENCIA 19 © astrénomo persa ‘Abd al-Rabman ‘a-Suf atualza oAlmagesto = dh amultas estrolas (of nomes arabes usados atualmente 1021 Athazen, um dos ptimeitos cientistas experimental, conduz as primeimas nvestigagbes sobre ‘avvisdo © a ética, bseola, Em 1064, astrénomos chine- ss observaram uma supernova iden- tifcada, em 1781, como a Nebulesa do Caranguejo. ‘Alguma da tecnologia mais avan: ada do primeiro milénio a. C., in- undo a r0d8, fo! desenvoivida na ia, tendo sido enviadas missdes chineses para estudar as técnicas agrioolas indianas. Os mateméticos indianos desenvolveram o atualmen- te designado sistema numérico vara ber, que inclut os mimeros negat 0 2210, ¢ definitam as fungdes t cgonomeétricas de seno e cosseno, A Idade de Ouro do Islao Em meados do século vi, 0 Califado ‘Absasida transferiu a capital do seu império de Damasco para Begdade Guiado pelo principio do Alcor’ que diz «A tinta do um arudito 6 mais ‘sagrida do que o aangue de um mar ‘its, 0 califa Harun al Raed fundow Casa da Sabedoriana suanova ca- pital, pretendendo que esta fosse ‘uma biblioteca 6 um centro de inves- tigag4o. Bstudiosos recolheram livos das antigas cidadas-estado grogas 0 dia fndia etracuziram-nos para ora: ‘be. Foi assim que muitos dos textos antigos acabaram por chegar a0 Ocidente, onde eram praticamente esconhecidas na Idade Média. Em ‘meados do século x, a Biblioteca de Baydade cresceu ¢ tornou-se uma ‘uma digna sucessora da Biblioteca de Alexandria ‘Entre os que se inspiraram pela Casa da Sabedoria encontravam-se varios astrénomos, destacando-se ALSufl que prosseguiu o trabalho de Hiparco e Prolamen. A astronomia ‘nha uma utilizagao pratica para os némadias dralbes Como forma de na vegagfo, pois estes conduziam os seus camelos pelo deserto & noite. ‘Alhazen, nascido em Bassora e edu- ‘ado em Bagdade, foi um dos prime:- ros cientistas experimentais, sendo © seu livio sobre ética considerado semelhante, em termos de importa ia, a0 trabalho cle Newton. Os alqui- mistas érabes inventaram a destila (Soe outrastécnicasnovas, cunhan- Gopalavras com valelinos, saldedon ‘edlcoole. Omédico Rasie introduziu sabato, distinguiu pela primeiza vez avariola do sarampo eescreveu num dos cous muitos lives: «0 objetiva do médico € fazer o bem, até aos seus imimigos.» Al-Khwarizmi ¢ outros ‘mateméticos inventaram a élgebra e 0s algoritmos; © 0 engenheiro Al “Jazariinventou o sistema de biela e cambota ainda hoje usado em bick cletas e carros, Os cientistas euro- peus demorariam varios eéculos @ alcangar estes avangos. EM CONTEXTO RAMO Astronomia ANTES ©. 2000 a. C. Monumentos ‘europeus, como Stonehenge, podem ter sido usados para caloulat ecipexs ©1800 a. C. Na Babilénia antiga, os astionomos aprecentam a primelra dascricao matemética registara do ‘movimento dos oarpos calastes. 22 milénio a. C. Astzonomos babilénios desanvolvem ‘miétodos de previsdo do ‘eclipses, mas estas haseiam-so ‘om shsarvagdes da Lua, ¢ ndo ‘em ciclos mateméticos. DEPoIs 1G. 140 a. C.0 aatténemo gree Hiparco desenvaive um sistema ‘para prever eclipses, usando o ‘cle de Saros dos movimentos do Sol eda Lua OS ECLIPSES DO SOL PODEM SER PREVISTOS TALES DE MILETO (624-546 a. C.) ado cor af wvolvimento i ‘pelo seu pensamento ca eastrenomia © felto mais famoso ce Tales fo1 Alguns angument o historiador grego 18 do acontecimento, sto um eclipse salar, “co = (Jo dia tornou-se noite, esta mudanga no dia {oi prevista pot Tales de ‘Mfiloro (.) Independentemente do met ta co na Batalhia de Has, 9 g na atual Turquia. O eclipse pés fim nosh batalba,como também uma 16 08 Merios e 08 tena des: jahannes OINICIO DAGIENCIA 21 [iS oe i ce ee ee AGORA CONHEGA AS QUATRO RAIZES DE TUDO EMPEDOCLES (490-430 a. C) Empédocles via Fogo Agua ‘Veja tambem: Boyle 46-49 « John SeeEEE EEE MEDIRA _.. CIRCUNFERENCIA DA TERRA ERATOSTENES (276-194 a. C) EMCONTEXTO RAMO Geografia ANTES ‘Século vt a. C. Pitégoras, ‘9 matemético grogo, sugere ‘que a Terra pode ser esferica endo plana Século ma. ©. Aristarco de ‘Samos @ o primeito a colocar (9 Solno centre do Universo ‘conhecido 6 usa um metodo trigoncmeétrico para estimar os tamanhos relatives do Sole da Lua e as suas disténcias da Tera Final do século na. C. Exatéstenes introduz os ‘conceitas de paralsios © ‘meridianos nes seus mapas (equivalentes 8 latitude © & longitude modernae) DEPOIS Século xvi A verdadeira trounteréncia @o formato de Tetra foram descobertos pot meio do enorme esfaroo de cientistas franceses ‘espanhéis, ‘Veja também: Sparc SABE a EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES 850 a. C. Anaximandro de Mileto afirma que a vida animal ‘comegou nia agua e evoluiu a partir da. ©. 340 a. CA tecria das formas tle Plato argumenta que es ‘species sAo imutéveis, €.900 a. C. Epicure diz que ‘muttas outras espécies foram. ‘tiades no pessado, mas apenas ‘as mais ber-sucedias sobreyiver pars proctia DEPOIS 1977 Ibn Knaldun escreve no ‘Mugaddimah que os seres, ‘humanos evoluiram a partir dos acacos, 11809 Jean-Baptiste Lamarck prope uma teoria da evaiucdo das especies 1858 Altzod Russel Wallace © Charles Darvein sugerem uma teoria da evolugao através da selecdo natural INICIO DA CIENCIA 23 O SER HUMANO ESTA RELACIONADO COM OS SERES INFERIORES AL-TUSI (1201-1274) wascido em Bag feastrénomo eum dos primetros apee- por um sistema di > Universo ganhar novas fungbes mais depressa so mais varidveis, Em resultado cobtém uma vantagem sobre as outras criaturas ALTusi eae 99 vida na qual os ani oes 2s pants «5 TS laqui.s Als acd nnismos mudavam ao longo do tempo ce nessa madanpa via u jam gradual idovse alguns tava quecsorge- humanoe num escala evlutva ss da ccapacidac iano mundo animale, disse ale, acre rentando: «Os primeiros pasos da perfeigio humana comegam a par Voja também: S21 Lins. Bapti SE ES UM OBJETO FLUTUANTE DESLOCA 0 SEU PROPRIO VOLUME EM LiQUIDO ARQUIMEDES (287-212 a. C.) EM CONTEXTO fosse semelhante a padiu ao seu cie imedas, que inves- ia his- | oaro puro. O 16 RAMO pace teria de n So dos ANTES 3° milénio a. C. Arestos descobrem que danreter metals ‘@ misturé-os produz uma liga ‘ais forte do que os motais f originais. 600 a. C. Na Grécia antiga, as ‘moedas sto feitas do uma liga do ouro e prata chamada electrum, DEPOIS 1687 No sex Principios ‘Matematicas, ane Newton ‘descreve a sua teotia da ‘gravidade, explicando a cexisténcia de uma forga que ‘puxa tudo em direr80 a0 centro da Tenia —e vice-versa, 1738 0 matemétice salvo Daniel Bernoulli desenvalve a ‘30a tecria Cinética dos fuides, cexplicendo como estes exercem ‘uma preseso sobre outros ‘bjetos devico ao movimento aleatério das suas moléculas. A prata 6 menos dens: do que 0 ouro, : A agua deslocada cause ain impulsdo. & cota mas pode ser detetada OINicIO DA CIENCIA 25 ‘Veja também: Nicaiau Copeinic 39 « Isaac Neweon 6263 —— pensar sobre o problema A banheira | igual ao pesodo liquide por ele dos: festava chela até a borda e, quando 5, Arquimedes notou duas ses:o nivel da Agua cubis, fazen: ‘ransbottar uma parte, @ ele sentin- se sem peso, Gritando «Heurecals (descobri!), correu para casa comple tamente nu. Medir 0 volume .quitmedes percebeu que, se colo ccasse a coroa num balde cheio de qua, esta deslocaria elguma agua exatamente uma quantidade igual a0 seu préprio volume —@ ele pode- ia medir quanta agua tinha trans bordado. Isto indicarIhe-ia o volume da cotoa. A prata é menos densa do gue 0 ouro, portanto, uma coroa de prata clo mesmo peso seria maior do ue uma caroa de ouro e deslocaria mais 4gua. Assim, uma coroa adul- terada desiocaria mais agua do que uma de ouro puro ~ e mais do que um pedago dé ouro do mesmo peso, Na prética, efeito seria pequeno e dificil de medi, mas Arquimedes ‘cebera também que qualau objeto submersa num liquido softe ma impulsao (forga ascendente) Arquimedes lacado, ‘Arquimodes raaolveu provavel mente o problema pendurando a co ‘08 @ um paso gual em ouro puro nas pontas opostas de uma vara, a qual suspendeu depois pelo meio para que os dois pesos se equilibrassem. A seguir, mergulhow tudo numa ba- nhelra com agua, Se a coroa fesse de ‘ouro puro, esta € © pedaco de ouro sofreriam uma impulsao igual © a vara manter-se-a na horizontal. Mas 5 a cotoa contivesse prata, o seu me seria maior do que e value pega de ouro ~a coroa deslacaria mais dgua e a vara fcaria bastante inclinada, A ideia de Arquimedes tonou -80 conhecida como o «prinetpio d Arquimedess, que aflrma que aim pulsto de um objeto num fl igual a0 peso do fiuido que desloca. Esse principio expl como abjetos feitos da material den- wsoguem futuar na agua. Um navio de aco da uma tonelada lea afundarse até ter deslocado uma tonelada de agua, mas depois se afundaré mais. O seu casco fur: Nascide por volta de 287 a. C., morreu {4s mios do um soldado quando a sua ‘cidade natal, Siracusa, foi tomada ‘Pelos romanos, em 212 a. C. Tinha ‘nventado inimeras armas temiveis para manter os navios de guerra ‘omanos que atacavam Siracusa ‘distancia — uma catapulta, um Um sélido mais pesacio do que uum fluido ir, se colocado dentro deste, afundar-se totalmente, e o sélido, quando pesado dentro do fluido, sera mais leve cio que o seu verdadelro peso, devido ao peso do fluido deslocacio, “99 do e oco tem um volume maior e desloca mais dgua do que um pe- dago de ago do mesmo peso, por tanto, flutua sustentado por uma impulséo maior Vitruvio conta-nos que @ coma de Hierao tinba, de facto, alguma rata, ¢ 0 ourives foi devidamente panido, a Arquimedes calculou tambem Juma aproximagio do pi (0 récio centre a circunferéncia de um circulo e o seu didmetro) © escroveu as leis das alavancas das roldanas. 0 feito de que ‘Arquimedes mais se orgulhava era uma prova matematica de ‘que ocilindro mais pequeno onde ‘uma dada esfera pode caber tem ‘exatamente 1.5 vezes o volume da esfera. No taimulo de ‘Arquimedes esto talhados uma ‘esfera o um cilindro. Principal obra ‘©. 250 Sobre os Corpos Flutuantes EM CONTEXTO RAMO Fisica ANTES 140 a. C, Hiparco descobre ‘como prever ectipses, 150 d.C, Prolomeu aprofunda o trabalho de Hiparco e produz tabelas praticas para o calculo das pasipbes fururas dos corpos cclastes. DEPOIS ‘Século x1 Shen Kuo escreve Ensaios do Lago dos Sonos, no qual utiliza o quarto minguante eo quarto crescente da Lua para demonstrar que todos (6 corpos celestes (mas no fa Terra) so esféricos 1543 Nicolau Copernico publica ‘Das Revolugtes das Esferas CCetestes, no qual descreve um eistema heliooéntrico 1609 Johannes Kepler explica ‘omoviments dos plantas ‘enquanto corpos fatuantes, descrevend as elipece, 0 SOLE COMO FOGO, A LUA E COMO AGUA ZHANG HENG (78-139 d. 6.) Durante odia, a Terra é iluminada, com sombras, luz do Sol 4 Lua é iluminada © ‘sombras Lua de Hluminada uz do Sol Veja também: 1 Eclipses da Lua e dos (© contorno em forma de crescente INICIO DA CIENCIA 27 Zhang Heng Zhang Hong nasceu em 78 dC. na cidade de X'e, na atual provincia de Henan, na China da dinastia Han. Aos 17 anos, sai do casa para ostudar literatura @ formarse como eseriter. 4 perto {dos 20 anos, Zhang tinhs-se ‘omnado um matemétion hhabilideso fol chamado A corte do imperador Anti, ave, om 115, ‘onameou astrélogo-chefe. Zhang viveu numa época de répidos avangos da eiéncia, ‘Além do seu trabalho ‘fora armilar movida a égua (Gm modeto dos ebjetos celestes)e inventou o primeito sisinégrafo do mundo, o qual fol ridicularizado ate que, em 198 dC, registou com éxito ‘um terramoto a 400 quilémetros de distancia. Inventou também ‘o primeira conta-quilometzoa, ara medir as distancia ppercorridas em veiculos, e uma Dbissola néo magnética, que ‘apontava para sl, com a forma de uma carruagem. Zhang foi ‘um posta ilustre, cujos trabalhos nos dao uma perepetiva nitida da vide Cultural da sau tempo, Principais obras ©. 120.C. A Constituicto spiritual do Universo. ©.120a.C. 0 Mapa de Ling Xian RAMO Fisica ANTES ‘960 a. C. Arietételos argumenta ‘que a visao deriva de formas fisicas quo ontram no olho a partir de um objeto, 900 a. C. Fuclides efirma que o ‘hho emite feixes que e refeter. de volta no ath. Década de 980 Ih Sahl investiga a refzagéo da luz ‘ededuz as leis da ratragao. DEPOIS 11240 O bispo inglés Robert Grostateste usa a goomessia has suas experiéncias étices edescteve com preciso ‘anatureza da cor. 1604 A teoria de Johannes ‘Kepler solve a imagem da retina ‘bassia-se diretamente no ‘trabalho de Alhazen. Década de 1620 As ideias de ‘Alhazen influenciam Francis ‘Bacon, que defende um método ‘ientifin haseado na ‘experimentagio. A LUZ VIAJA EM LINHA RETA PARA DENTRO DOS NOSSOS OLHOS ALHAZEN (c, 965-1040) ‘A.luz do Sol reflete-si Aluzteflete-se nos objetos om linha reta Pera vermos, s6 precisames ic abrir 08 olhos fastrénomo @ matematico | belocer uma hipdtese e testé-Ja me: drabe Alhazen, que vive | todicamente através de experién. em Bagdade, no atual| cias. Tal como observou: «Aquele lraque, durante a Idade de Ouro da | que procure a verdade nio 6 o que iltzagao islamica, fol p wavel- | estuda os escritos dos antigos |...) ‘experi- | confiando, mas sim o que suspé ‘mental do mundo, Embora os antigos | da sua prépria fé neles e questiona o pensadores gregos e persas tenham | que dos explicado o mundo natural de diver- | se submete ao argumento eA demans- sesformas, chegaram assuas conclu- | tragdo. scom Compreender a visio , trabalhando numa | Alhazen @ recordado hoje em dia i#ncia ética. O8 cultura isidmica que vibrava de | comoo funda ccuriosidade investigagao, oto pr- | seus trabalhos mais important ‘usar aquilo que hoje desig- | ram estudos da estrurura do olho @ ‘namos por método cientifice: esta- | do processo da visio. Os estudiosos OINiclO DA CIENCIA 29 i ‘Veja também: Johannes Kepler 40-41 » Francis Bacon 45 « Christiaan Huygens 60-61 « Inaac Newton 62-69 Objecto A imagem esté de cabera para i baixoe de tas para a frente i Oniicio Raios de uz ppartem do Alhazen aprosentou a primeira ‘objeto Gescrigo clentifica de uma cémara checura, tum dispositive étice que prota uma ‘meager iavertida num ocr, gregos Euclides 0, mais tarde, | so emitidas a partir de cada ponto Ptolomeu acreditavam que a viedo | decada corpo caloric, shuminado por Gerivava de eraiosy emitidos pelo | qualquer luz, ao longo de todas 03 lho, que eram refletidos por aquilo | linhas retas que possam ser dese- para ondea pessoa estivessea clhar, | nhadas a partir desse pontor, Para Através da observacao das sombras | vermos s6 precisamos de abrir os eda teflexdo, Alhazen mostrou que | olhos e deixar a luz entrar. Os olhos ‘az 6 reflotida pelos abjetos e viaja | nfo precisam de emitirralos, mesmo ‘emlinha rota paradentro dosnossos | que 0 pudessem fazer clhos. A visdoera um fenmeno pas- | Alhazen também descobriu,atra- sivo endo ativo, pelo menos até atin- | vés das suas experiéncias com os gira retina. Ele notou que luz @ cor | olhos de toures, que a luz entra par 66 Se descobrir a verdade for 0 seu objetivo, o dever do homem que investiga 0s escritos de cientistas 6 tornarse inimigo de tudo o cue Ie. Alhazen 99 ‘um pequeno orifcio (a pupila) e é fo ‘cada por uma lente sobre uma super ficie sensivel (a retina) na parte de tds do olho, No entanto, embara te- tha teconhacido 0 olho como uma lente, nfo explicou como o alo ou 0 ‘cérebro formam a imagem. Experiéncias com a luz (Livro da Gtica, a obra monumental fm sete volumes de Alhezen, apre- sentou a sua teoria da luz e da visto. ermanecou como a maior auterida de no assunto até & publicagto de Principios, de Newton, 650 anos de- ois, Olivroaborda a interagao da luz comaslentese descreve ofenémeno da rfragio (mudanga de direcS0) da lixz700 anos antes dail da efiagao do cientista holandés Willebrord van Rojjen Snell. Examina também a re- fragao de luz pela atmosfera © des- creve as sombras, os arcos-irs © os eclipses, A Otica infiuenciou bastan to 08 clentistas ocidentais poste: Hotes, incluindo Francis Bacon, um dos ciontistas responsdveis pela re ccuperagao do método eientifico de ‘Athazen durante o Renascimento, na Europa. ddimensdo do rio-o qual tem aquase 1.6 quiémets de larcure 32 anos. Foi nesse periodo que -roalizou o seu trabalho mais ‘importante, Principais obras” 1011-1021 Livro da Orica ‘61030 Um Discurso sobre a Luz ©, 1030 Sobre a Luz da Lua 32_INTRODUGAO Nicolau Copénico publica Das Revoluyées cis Bacon publice ‘das Fsiras Celestes, ‘Novo Instrumento de ‘deesceverio um Johannes Kepler sugere Cléneia e Nova Atlantica, Universo ‘que Masts possui uma dascrovendo ométodo helioctntrice ‘rita eliptica clentifico, péoapa ve 1620 Evangelista Torzioellt venta ‘obarémetro, © esutnomo Wiliam Giber publica De Magneve, "um tratado sebre 0 rmaguotismo, e sugere que Terra 6 um iman. Galion observe as Imas de Jupiter © is: cexperiéncias com bolas ‘alebola pat encostas. Jetiials Hortaces Robeet Boyle public Novas cbse 0 transit ide Venus. -Mecinicas, Concernentes "Experiincias Fisioo- 4 Blastiidade do Are Seus ‘Betos invewigando ‘apressao do ar. ade de Ouro islamica re- ‘presentou um grande foes: ‘cimento das ciéncias @ das artes, que se iniciou na capital do Califado Abéssida, Bagdade, em meados do século vit © que duro cerca de 500 anos. Estabeleceu as ‘bases da experimentacdo¢ do méto- do cientfico modeino, No entanto, 20 ‘mesmo tempo, na Europa iriam pas: sar varias contenas de anos até 0 pensamento cientifico superar as restrigbes do dogma religioso. Pensamento Durante séculos, a visio da larela CCatolica sobre o Universo era hasea- da na idsia de Aristételes de que 6 ‘Texra s9 encontrava no centro da 6r bita de todos os corpos celestes. ‘Mas, por volta de 1532, ap6s anos a debster-se com a sua matemética complexa, 0 fisico polaco Nicolau Copémico conclu 0 seu modelo he- rege do Universo, que tinha Sol ‘como centzo, Ciente da heresia, ele {fo cauteloso,aflrmando que se trata- ‘va apenas de um modelo matematico | eesperou até estar a beira da morte ‘para o publicer. Mas © modelo de Copémico ganhou rapidamente mui- tos defensores. O astrélogo alemio Johannes Kepier aprofundou a veoria, ‘de Copérnico usando abservapses do sou mentor dinamarqués, Tycho Brahe, ¢ calculou que as érbitas de Marte e, por inferéncia, dos outros planetas eram elipses. Telescdpios melhotades permitiram que o poli- mata italiano Galileu Galilei dentif- ccasge quatioluas de Jupiter em 1610. © poder explicative da nova cosmo- Jogia tornavarse inegével. Galileu também demonstrou 0 poder da experimentagio cientifica investigando a fisica de objetos em ‘queda ¢ concebendo o pénculo como ‘medidor eftcaz do tempo, o qual foi uusado pelo holandés Christiaan Huygens para construir 0 primeio reldgiode péndulo, em 1657. Ofiléso- foinglés Francis Bacon escreveu dois, livtos, expondo as suas ideias para ‘um metodo clentifco, @ o8 funda _mentos teéricos da cxéncia modema, ‘asgentes ne experimentagio, obsar- vvacio e medig&o, desenveiveram-se. Novas descobertas saguiram-se fom catadupa. Robert Boylo usou uma Domba de ar para investigar as pro- priedades do ar, enquanto Huygens eo fisico ingiés Isaac Newton elabo- raram teotias opostas sobre modo como a Iu2 viaja, estabelecendo a ciéncia da ética. © astrénomo dina- ‘marquis Ole Remer reparou em dis- crepanciaa na tabela de eclipees das luas de Jipitere utlizou-as para cal- ccalar um valor aproximado da velo- REVOLUGAO CIENTIFICA 33 Jan Swammerdam Em Micrographia, Robert (Ole Romer usa as ua Hooke apresenta a de Japster pa anatomia das pulgas, mostrar quea haa das abelhas eda cortiga tapas, em Historie tem uma ‘a0 mundo. nsserorum Generals veloeidade fnita John Ray publica Historia Plantarum, uma eneiclopédia do relno vegetal Nicolau Steno esereve eobro03 sélides (622015 cristal) contidos dentro de solider. cidade da uz. 0 bispo Nicolau Steno, compatricta de Romer, era cético em rolapio a grande parte da sabodoria antiga ¢ desenvolvou as suas pid- pr las ideias sobre anatomia ¢ geolo- gia Institut os principios da estrati- raf (estudo das camadasrochosas) estabelecendo uma nova base cien- | tila para a geologia, ‘Micromundos ‘Ao longo do século xvu, o desenvolvi- mentoda tecnologia conduziu as des- cobertas cientificas em pequena ‘scala, No inicio da década te 1600, {abricantes de éculos holandeses da- ssenvolveram os primeiros microscé- pios e, mais tarde, no mesmo sécul, Robert Hooke construiu o seu @ fez bbelos desenbos das suas descobertas, revolando pela primeira vez a estru- tura intrincada de insetos minus- ccalos como as pulgas. O negociante Antonie van Christiaan Huygens anuncia, Tange Newton define ‘Leouwenhook cbserveos pelaprimeite vez.aua as suas lela do ‘organismos teoria ondulatéria da luz movimento vn) ‘unjcolulares, 9 esporma quo mais aide ei opor & Principios até bactérias, usando dela da hz enquanto Matemsticos de ricroseépicos simples. corpusculo de isaac Newton, Fosla Natural etecidas Antonie van Leeuwenhoek, talvex inspirado pelos desenhos de Hooke, fabricou contanas de micros: Ccopios e encontiou formas de vida diminutas em lugares onde nunca ninguém tinha pensado em procurar antes. como a dgua. Leeuwenhoek | escobrira formas de vida unicelule res, como os protistas eas bactérias, 4s quais chamou raniméleuloss. ‘Quando relatou as suas descobertas 4 British Royal Society, estes envie- ram tts padres para garantir que elo ‘via realmente tais coisas. O microe- ‘copista holandés Jan Swammerdam ‘mostrou que o ovo, a larva, a pupa & Cattulto sto fases de desenvolvimen- to de um inseto, e nfo animais die- tintos criados por Deus. Velhas iia, onginarias da epoca de Aristételes, foram completamente varridas por estas novas descobertas. Entretaito, 0 biélogo inglés John Ray compilou ‘um enorme enciclopédia de plantas, marcando a primoira tontativa séria de clacaificapaio sistemética Andlise matematica | Amanciandoa lumnizmo estas dos: cobertas estabeleceram as bases para dlecplinas centfeas moderas | somoaastonomia, aquimics, age Iogia, a fisea 8a hicogia. O moor {ato do século chagos com otatado Ge Neveton, Panchos Matamazices 0 Blbsofie Naural qus expuna ss ‘uaeleiedo movimento eda grade Ge. Durante mais de dois secuos, a Sica neweoniana permansce!ia como a melhor descigto do mando fico, untamente comes técnicas analticas do calcula, desenvlviias Indapendentemente por Newton © Gonted Wilhelm Letniz,forneceia uma feramanta podeoss pare fo Tos etd contiicosa SOL ESTA NO CENTRO DE TUDO NICOLAU COPERNICO (1473-1543) 36 NICOLAU COPERNICO cial. © pensamento do a Lea nae Ocidente foi moidado por ae i lume ideta de Universo que colocava : a Terra no centro de tudo. Este emo- Ares delo geocéntrico» parecia, a prina- Séculoma.C.Numtrabalho pio, estar entaizado na observacto chamade © Contador de Areia, | didria no senso comum ~nao sen~ -Arquimedes rolata as ideias times qualquer movimento no solo {de Anistarco de Samos, que que pisamos e, superficialmente, propunha que o Universo era também néo parece haver qualquer ‘muito maior do que se cevidéncia observacional de que o pla- acreditava e que o Sol estava nota est4 em movimento. Certa- ‘np seu centro. mente, a explicacao mais simples seria 0 Sol, a Lua, os planetas as esta cee take festielas ostarom todos a girar om “Alexandria usa a metematica . Sarg dciivec uct iodo volta da Terra a ritmos diferentes ameter Este sistema parece ter sido ampla- Fa Ge mente aceite na Antiguidade e consolidou-se na filosofia classica | auavés dos trabalhos de Platéo e Aristoteles, no século 1v aC No entanto, quando o¢ grogos antigos mediram 0 movimento dos pplanetas, tornousse claro que o siste- ma geocéntrico tinha problemes. As Grbitas dos planetas conhecidos — cinco luzes deambulantes no céu ~ seguiam percursos complexos. Metcirio 0 Venus eram sempre vis- tos de mani e ao entardecer, tra (gando aicos estreitos em volta do Sol. Enquanto isso, Marte, Jupiter e 66 Se Deus Todo-Poderoso me tivesse consultado antes de embarcar na Criacao, eu teria recomendado algo mais simples. ‘Afonso X Reide Castela 99 LL Saturho demoravam 780 dias, 12 ‘anos ¢ 30 anos, respetivamente, pare efetuar um circulo perante as cestrelas em fundo, com os seus mo- ‘vimontos a complicarem-se através de arcos wetigrados>, nos quais desaceleravam e invertiam tempo- rarlamente @ ditego do seu mov mento, ‘Sistema ptolemaico Para explicar estas complicagbes, a8 astiénomos gregos introduziram a fdeia de epiciclos - esub6rbitas: em ‘volta das quais os planetas guravam, A Torra paroco sor estacionaria, ‘com 0 Sol, a Lua, os planetas ‘96 estielas a girar em seu recor. No entanto, um modelo do Universo com a Terra no centro sé consegue desoiever 0 movimento dos planetas ge usar um sistema muito complicado. Coloca © Sol no centro prodiuz um modelo bem mais elegante com a Terra e os planetas em 6rbita em volta do Sole as estrelas a grande distancia, REVOLUGAO CIENTIFICA 37 ‘Veja também: Zang Hong 25.27 + Johannes Kepler 40-41 « Galleu Galil 42-43 « Wiliam Hetwohel 86-67 « Edwin ‘Hubble 296-41, ‘enquanto os ponios-pivé centrais das | Império Romano definhava, a lgteja | mais precisas das movimentos pla~ suborbitas eram transportadios em | Crista herdava muitas das suas | netatios, redor do Sol. Este sistema foi apro- | pressuposigdes. A ideia de que a fundado pelo grande astrénomo © | Terra era o centro de tudo e que o | Erudi¢&o érabe .geégrato greco-romano Prolomeu de | homem ora o apogeu da Criagdo de | Os itimos séculos do primeiro mi- Alexandria, no século 1, C. Deus, com dominio sobre a Terra, | Iénio corresponderam ao primeiro Contudo, mesmo no mundo clés- tonou-se um principio central do | grande forescimento da ciéncia éra- sico, havia divergéncias de opiniao- | cristianismo, dominando a Europa | be. A répida disseminagao do Islao ‘opensador grego AristarcodeSemos, até a0 século x pelo Médio Oriente e 0 Norte de por exemplo, usou medigdes trigono- | Tssondosignifica, noentanto,que | Africa, a partir do século vi, colocou métricas engenhosas para calcular | a astronomia tenha estagnado du- | os pensadores érabes em contacto as distancias telativas do Sol e da | rante um milénio e meio depeis de | coms textos cléssicos, incluindo os Lua, no séeulo ma. C. Descobriu que | Ptolomeu. A capacidade de prever | escritos astronémicos de Prolameus © Sol era imenso ¢ isso inspicouo a | com preciso o movimento dos pla- | outros. sugerir que 0 Solseriaum ponto-piv0 | netas nao era apenas uma questdo | _A pritica da wastronomia posicio- mais provavel para o movimento do | filoséfica e cientifica tinha também | nal» — 0 célculo da posigo dos cor- cosmos. ‘mativos supostamente préticas, gra- | pos celestes ~alcangouo seu apogeu Osistema ptclemaico, noentanto, | gas as superstigdes da astrologia, | em Espanha, que sa transformara acabou por vencer as teorias rivais, | Observadores de oetrelasde todas ae | num caldeitéo dinamico do pensa- © que teve implicagées profundas, | convicg8es tinham bons motives | manto islamico, judaico e cristo. No Nos séculos seguintes, enquanto o | para tentar cbter medigbes cada vez | final do século xu, 0 rei Afonso X de Castela patrocinou a compilaggo das ‘Tabuas Afonsinas, as quais mistura- vam obser vagées novas com séculos de egistos islamicos, de modo a tra- zet uma nova preciso ao sistema ptolemaico, disponibilizando os da- dos que setiam usados para o calculo ‘das posigbes planetarias até ao inicio do século xv Questionar Ptolomeu Pot ata altura, contuda, 0 modelo pislemeico estave a tornarse abeur Samente complcado, senda adilc- nados cada ver mais epicicios de mado a manter-se a previsto de corde com a cbeervagio Bm 1377 oflésofo frances Nicole Oresme, bis. pode Lisieux, bordou ditetamente sto problema no trabelho Livro tel et du Mande (Livro do Céu e da Terra). Demonetou a falta de pave abservacionais de que a Tera era CO modelo do Universe de Peolomeu tn 2 Tea mninalna cent comoSal SStstiea © argumentou ndo haver 2 Lua e oscinco planetas conhecides a fazer érbitas citcalares em toro dala ‘maotivos para se supor que esta nao Para que as drbitas concordassem com as observacdes, Prolomeu acrescentou. estivesse em movimento. No entan- srisisle mais pauenoe no mow do cada Diane to, apesar de desteuir a proves que 38 NICOLAU COPERNICO sustentavam o sistema ptolemaico, (Oresme conclu que ele préprio no acteditava nume Terra em movi- mento, ‘No inicio do século xv, asituagso tornara-se muito diferente, As forgas paralelas da Renascenga e da Re- forma Protestante levaram a que muitos dogmas religiosos antigos fossem postos em causa. Foi nesse contexto que Nicolau Copémico, um ‘cénego catélico polaco da provincia de Varmia, apresentou a primeia teoria helidcéntrica modema, mu- dando o centyo de Universe da Terra para o Sel, Copémico publicou pela primer ra ver as suas ideiae num pequano panileto conhecido como Commen tariolus, que citculou entre amigos por volta de 1514. A sua teoria era ‘essencialmente semelhante ao si tema proposto por Aristarco e, em ‘bora superasse muitas das falhas do modelo anterior, permanecia profun- damente ligada a cettos pilares do pensamento ptolemaico ~ como a ‘deta de que as étbitas dos corpos colestes estavam assentes em esfe- ras cristalinas que giravam num movimento circular perfeito. Como resultado, Copérnico teve de intro duzir 08 seus proprios cepicicios» para regular a velocidade dos movi- ‘mentos planetarios em determina 66 J& que o Sol permanece estactondrio, aquilo que parece ser um movimento do Sol decorre do movimento da Terra, Nicolau Copérnico 99 das partes das suae érbitas. Uma implicagao importante do seu mo- delo era o facto de aumentar bastan- teotamanho do Universo, Sea Tera ‘se movia em volta do Sol, isso devia notar-se através de efeitos de para- laxe causados pela mudangado nosso pontode vista: as estrelas deveriam parecer mudar de lugar no céu ao Tongo do ano. E como isso no acon- tece, elas devem estar realmente nuit longe (O modelo de Copérnico depressa provou ser bem mais preciso do que qualquer melhoramento do antigo sistema ptolemaico, e a noticia es- ppalhou-se pelos circulos intelectuais dda Europa, chegando até Roma, onde, ‘20 contrério da crenga popular, omo- lo foi inicialmente bem acalhido emalguns citculos catdlicos. O novo modelo causou agitagao suficiente para que 0 matematico Georg Joa- ‘chim Rheticus viajasse até Varmia f se tornasse pupilo e assistente de Copérnico a partir de 1539, Foi Esta ilustragao do século xvi, so sistema de Copérnico, mostra os planetas em orbitas ciclares em redox do Sol. Copdenico acreditava que ot planetas estavam ligados a esfras balostes Rheticus quem, em 1840, publicou o primeizo relato amplamente divul- gado do sistema de Copérnico, conhecido como Narratio Prima. Rheticus incitou 0 sacerdote enve- Ihecico a publicar 0 seu trabalho na {integra ~ algo em que Copéinico vir ‘nha pensando ha anos, mas com que 86 concordou em 1643, no seu leito de mote Ferramenta matematica Publicado postumamente, Das Revolupées das Bsteres Celestes nfo fot iniclalmente.recebido com desa- grado, embora qualquer sugesto de que a Terra estava em movimento contradissesse diretamente varias passagens das Escrituras, sendo, pportanto, considerada herética, tanto REVOLUGAO CIENTIFICA 39 TN ccbtice era ape 66 Como se estivesse sentado nivetso fisico, Contudo, em vida, o | num trono real, o Sol governa 2 Copérnico no apresenti a familia de planetas que taisteservas. Aposar das suas impli ram em sou redor \odelo Nicolau Copérnico Nicolau Copérnico Nascido na cidade polaca de Torun, em 1473, Nicolau Copérnico era o mais novo dos ‘quatro filhos de um mercador ‘abastado, O sou pai morreu ‘quando ole tinha dez anos eum tio acotheu-o © supervisionou a sua educacao nha Universidade de Cracovia Passou varios anos em Ilia, fonds ostudou medicina e ireito, regressando a Polonia ‘em 1503, onde ingressou no lero subordinado ao tio, que era agora o principe-bispo de modelo pi6ptio, no qual roundavam o Sel, mas 0 S : eae en maerser — _ Mogan matantton, Wades tema de etaeun aaa diversas obras importantes e os cEBERMLS eae desuclve ide nu dren da sada na k one presenta em Das Revolugdes era assombrosa na sua complexidade matematica ¢, ‘50 move om redor do Sol fembora multos reconhecessem elas, cist sua importancia, ndo fot ampiamente adotada pelos astrénomos para utilizagao, prética no dia a dia, Principais obras 1514 Commentariolue 1843 De Revolutionibus Orbitum Coolectium (Das Revolugdes das Eeforas Celectes) qe A ORBITA DE QUALQUER PLANETA E UMA ELIPSE JOHANNES KEPLER (1571-1630) EM CONTEXTO RAMO Astronomia ANTES 1504. C. Ptolomen de 0 ‘Alexandria publica Almagesio, _cativos, Semsec jum modelo do Univetsoarsente _idoia antig. no ptessupostodequeaTexa tes estavam festd no seu centro @ 0 So, a Tata, os planetas ¢ as estrelas giram ‘om ou redor, om Sxbitas rculares assentes em esferas ccolestas fas. c cometas mostiam qu A estes se deslocam por Guna thst Gotan’ entre os planetas, cosmologia centrada no Sol atravessal comega a ganhar seguidores através des ideias de Nicolau ‘Copénico. Supernova e cometas DEPOIS 1839 Jeremiah Horocks usa as Isto sugere que ‘deias de Kepler para prever € s compos celestes sis 6rbita eliptica or soc Sol explica melhor movimento observado observar um trénsito de Venus através da face do Sol. nao estao presos 1687 As leis do movimento © da grevitacao de Isaac Newton revelam os principios fisicos que {io origom a lois do Kepler que Marte que 0 Universo para além dos netas era imatavel. Em 1577, Brahe representou o movimento de tum co- | come dos um Je 1500, ele {meno local, mais pré ke a Lua, mas as observagd planetario. A primelra afrmava que elipse. A set inha unindo um p via, de facto, por ante o xbitas circulares no seu na Terra 1597, Brahe foi convidad a Praga, onde passou os seus tltimos | distancia do Sol: 0 quadrado do pe- anos como matemati fang planeta 6 smperador Redo I. Al, al 20 cubo da sua distén aria que se t As leis de Kepler Planeta REVOLUGAO CIENTIFICA 41 Johannes Kepler Nascido na cidade de Well der Stadt, perto de Estugarda, zo Sul da Alemanha, em 1871, Johannos Kepler testemunhott 0 Grande Cometa de 1577 finda crianga, 0 que marcou Co inicio do seu fascinio pelos ccéus. Enquanto estudava na Universidade de Tubingen, desenvolveu a sua reputacio ‘como matemético @ astrdlogo brilhante. Correspondia-se com diversos astrénomos de renome da época, incluindo ‘Tycho Brahe, e acabou por s ‘mudar para Praga, em 1600, para se tomar aluno de Brahe fe seu herdairo academico. ‘No seguimento da morte de Brabe, em 1601, Kepler assumiu ‘.posico de matematico imperial, ‘com uma comisedo real para cconcluir o trabalho de Brahe ‘nas entio chamadas Tabelas cconcluiu este trabalho ema Linz, na Austria, onde trabalhou de 1612 até a sua morte, em 1630. Prineipais obras 1598 Mysterium Cosmogrephicum (O Mistério Cosmmogrifico) 1609 Astronomia Nova 1619 Harmonices Mundi (A Harmonia do Mundo) 1627 Tabeles Rodolfinas EM CONTEXTO RAMO Fisica ANTES Século rv a. C. Aristételes desenvolve ideias sobre as forgas © 0 movimento, mas nto ‘as testa experimentalmente, 1020 0 estudioso persa Ibn ‘Sina (Avicena) escreve que os ‘bjetos em movimento possuerm ‘um sfmpeton mato, desacsierado apenas por fatores externios, ‘como @ resisténcia do ar 1586 O engenheio Jamengo ‘Simon Stevin larga duas bolas de chumbo com pesos diferentes dda torre de uma igreja, em Delft, para mostrar que elas caem mesma velocidade. DEPOIS 11687 Principles, de Issac Newton, ‘presenta ae leis do movimento, 1971 O astronauta americano Dave Scott demonstra as elas: ‘de Galilea sobre abjetos em queda, 20 mostrer que um. martelo e uma pena caem & mesma velocidade na Lua UM OBJETO EM QUEDA ACELERA UNIFORMEMENTE GALILEU GALILEI (1564-1642) faa Ula ee aa Sal ma foiga externa mantém as coi em movimento e que ae abjetos pesa- dos caem mais deprossa que os loves. 6 no século xv 6 que oa: matemético italiano Galil desaceleragio. Com 0 equipamento isponivel durante a década de 1630, alleu ndo podia medir diretarmente 2 velocidade ou aceleracdo de objetos fem queda. Ao fazer rabolar belas por uma rampa abaixo, ¢ acima no mostrou quea velocidade de um j9pé da rampa dependia da altura Galilei ‘insistiu em que as ideias tinham de | onde comegava, © néo do angulo de restadas. Galileu elaborou expe- | mnclinagdo da rampa, e que uma bola rHéncias pare testar como e por que | subiria sempre até & mesma altura de 30.09 objetos se movern e param, | onde tinha comegado, independente- ‘mente da inc darampa indicia ~ que 0s abje:os resistem a uma mudanga no movimento e preci- a rampa de cinco metros sam de tuma forga para comegarem a | comprimerto,forrada com um mater mover-ee, aoslerar ou desacelerar, Ao | liso para reduzir 0 arto, Para a crono- ‘cronometrar a queda de objetos, Geli- | metragem, usow um grande recipierte Jeu damonstrou que a velocidade de | de agua com um pequeno cano| ‘queda 6a mesma para todos os obje- | do. Recolhia a 4gua que caia durante tos e percebeu o papel do atrito na cigdoe: Gali ointervalode Gallleu demonstrou jus @ valocidate que ums bola largatias nos p negardo a base da rampa com a mesmia velocid Veja também: Nicolas nice 3498 Isaac New REVOLUGAO CIENTIFICA 43 66 Conte 0 que pode ser contado, mega o que pode ser medido @ tore mensurdvel o qu puder ser medido. Galileu Galilei 99 ‘mum vacuo, ideia desenva rie por Isaac Newton, Ha um gtavitecs etior numa Galileu Galilei ie ndo os ois efeitos anula abjetos a diferentes tos do do seu tamanho & bola di Uma v ‘mesma velocidad mas otamal a ter uma proporgio muito mator da forga des ‘censdente sobre a bola de praia do que sobre a bola de bowli bola d \deias. pele A bien: mentodor no Universo, dos Galiles nasceu em Pisa, mas mudow-se depois com a familia para Florenca. Em 1581, matriculou- se na Universidade de Pisa para ‘estudar medicina, mudando depois ‘para matematica ¢ flosofla natural Investigou muitas areas dda ciéncia 6 6 talvez mais famoso descoberta das quatzo pela st ‘maiores luas de Jupiter (ainda ‘chamadas luas galileanas). ‘As observacdes de Galileu levaram- “no @ apolar o modelo do Sistema Solar centrado no Sol, ae, na altura, ea contrario #08 fensinamentos da Igreja Catslica Em 1699, foi julgado e obrigado aisqquer outras for- todos 08 objetos em queda iréo ja pebpovpacl Vamos desacelera os Objetos de massas ciferentes parecem cair s velocidades diferentes os 08 objetos resistencia do ar Sem a resisténcia do ar todos os objetos mesma velocidade | s dowdizer oes o outras idetas. Foi condenado a priso domiciliéria, que durou o da sua vida, Durante a sua recluséo, escreveu um livre resumindo 0 eet trabalho sobre ‘cinematica (a ciéncia do movimento). Principais obras 1623 0 Ensaieta 1632 Didlogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo 1638 Discursos » Demonstragsoe [Matemmétioas sobre Dias Novas Cibncias RAMO Geologia ANTES Século via, C. 0 pensar .grego Tales Ge Mieco repara nas rochas magnéticas, ou magnetites, Séoulo 1d. C. Os adivinhos Cchineses fazem bussolas primitives com ponteiros de ferro que apontam para sul 1269 O estuioso francés Pierre de Maricourt apresenta as leis bésicas da atragio e repulsdo ‘magnéticas e a8 polos. DEPOIS 1824 O matemético francés Siméon Poisson modela as forgas num campo magnético. Década de 1940 0 fisico natte-americano Walter Maurice Elsasser atribul o campo ‘magnético da Terra a0 ferto que revolve no eeu niieleo excerior medida que o planeta gira 1958 A missdo especial Explorer 1 mostra que o campo ‘magnético terreste ge estende pelo estiaga, 0 GLOBO TERRESTRE E UM IMAN WILLIAM GILBERT (1544-1603) para manter as rotas através dos coceanos, mas ninguém sabia como las funcionavam. Alguns achavam que o ponteito da bi pela Estrela Polar, satiaito pelasr doAttico. Foto ert quem descobriu que f Te 66 Obtém-se raz6es mais fortes de experiéncias concretas e argumentos demonstrados do que de conjeturas provaveis © opinides de especuladores filos6fices, William Gilbert 99 tudo 0 que conse- issolas dos navios faziam, mostrando os mes ra verdadeito oqual difere que o planeta inteito é um iman com tum nticleo de ferro. Publicou entfo as suas ideias no livro De Magneto, em Johannes Kepler e Galileu, em espe- ram insplzados pela sue suges 20 de que a Terra néo esta fixe em ia das pessoas ainda peneava, mas que gita devido a fo dea REVOLUGAO CIENTIFIGA 45 SELENITE “labial ina EXPERIMENTANDO FRANCIS BACON (1561-1626) EM CONTEXTO RAMO Ciéncia experimental Rese ea Be SS Francis Bacon DEPOIS attevés da autoridade edo argumento Década de 1630 Galilos faz se um nilmeto suficente de experiéncias com sbjetos em imaligentes diseutisse algo, aalcanga cidir pela endo pela 1637 0 Albsofo francés René Descartes insiste mum ceticismo € investigagi rigorooos no seu Discurso do Métedo 1685 Isaac Newton usa um priema para invastigar a iz 1963 Em Conjeturas © tages, 0 filésofo austrfaco Poppat insiste om que uma ia pode ser tostada 9 proved falsa, mas no pode ser conchsivamente provada correta EMCONTEXTO ABORDARA = ELASTICIDADE DO AR ROBERT BOYLE (1627-1691) = te REVOLUGAG CIENTiFICA 47 7 5065 gelita Torrical Vivernos submers do um oceano do que através de ex; inquestionaveis se con: ‘Possuir peso. Evangelista Torricelli 99 See Barémetros Iélia, o mate Berti ealizou exp: 0 raz8o uma bomba de | cirio dentio da coluna. E -gh0 nao conseguia elevar a dqua | 0 espago no tubo, por a mais de dez metros de alt jogou num t no fundo Merciirio lemento ar, Pressio da col Tubo de merciriono tube (prato) Gasp as para des oj demonstrar que a ar mudava conforme a altitude. Um barémetre foi mentado cio, era um vacuo, Isto é explicado um dos lados © encheu-o ga s0b% mminada 8 3s inverteu o tubo, lado aberte dentrode uma bac © nivel de agua do tubo a coluna ficar com cetca d cos de altura. Em 1642, 0% attaneo Evangelista Torricelli, ou ando falar do trabalho de Berti no topo da montanha do que no jar dim do mosteiro. Como ha menos ar ho clmo de uma montana de que sobre o vale no seu sop, isto mostrou que era, de facto, o peso do ar que segquravao liquide nos tubos de mot- ju um sistema set twos trabslhos, a unidade moderna de rava 0 peso do mer que isso aqui ke, que fez uma bom: bombear parte do ar para fora de um recipiente. Von ‘As experiénclas de Blaise Pascal om do.ar varia com a aliude: Alien da sica, Pascal tambien conte clo mais famosa em 15 48 ROBERT BOYLE 66 Os homens esta acostumados a julgar as coisas pelos seus sentidos que, orque 0 ar é indivisivel, jem-lhe pouco valor e acharn-no pouco mais que nada. Robert Boyle 99 Antes de 0 at a de at. AD iexperiéncias idealiza: os, um cilindzo com um | estavam diretamente 1 atudo 0 que ja fora fet Resultados experimentais Boyle oxperiéncias tas sper experim: otto von Guerick: pomba deat. A Robert Boyle nasceu na Inlanda e efa0 14" filho do conde de Cork. ‘Tove aulas particulares antes de frequentar 0 Eton College, om Inglaterra, ¢ depois viajou pela Europa, O seu pal morreu em 1643, deixando‘he dinheito suficiente para sustentar 0 seu interesse pela ciéncie a tempo inteiro. Hoyle regressou a Ilanda durante Invisively, zeunindo-se em ‘Londres ¢ Oxford para discutir as suas ideias, Em 1663, este grupo tornou-se a Royal Society, ¢ Boyle foi um dos primeiros membros. consetheiras. Além do sou {nteresse pola cidncia, Boyle fez experitncias em alquimia eescreveu sobre veologia e a origem das diferentes racas, alguns anos, mas viveu em Oxford | humat ‘entre 1664 a 1668 para poder Gesenvolver o sou trabalho mais | Prineipais obras faciimente, ¢ depois mudou-se para | ——— Londres. 1660 Noves Experiéncias Fisico- ‘Boyle fazia parte de um grupo de homens que estudavam assuntos Clentificos cenominado «Universidade “Mecénicas, Concernentes & Elasticidad do Are Seus Bieitos 1661 0 Quimico Cético nivel do mercirio cala. Tambérn 1ea- lizou a experiéncia epoata, deaco- brindo que, quando @ presse dentro dorecetar se elevava, onivel demer- ccario subia, Isto confirmou as des- cobertas anteriores de Torricelli e Pascal. Boyle notou que era cada vez ‘mais dificl bombear 0 ar para forado recetor & medida que a quantidade de ar restante diminula e demons- ‘rou também que uma bexiga semi- snguflada no receter aumentava da volume conforme o er @ sua volta era retirado, Podia ser obtido um efeito semelhante na bexiga suspendendo- ‘a diante do fogo. Ele apresentou uas explicagtes possiveis para a selasticidades do ar, que causava es- tes efeitos: cada particula de ar podia set comprimida como uma mola e toda a massa de a: era semelhante a ‘um manto de la, ou oar era compos- to por particulas quesse moviam alea- toriamente. Era uma visto semelhante & dos cartesianos, embora Boyle néo concordasse com a ideia do éver, sugerindo que os «corpisculos> ‘moviam-se num espago vazio. A sua oxplicagdo é incrivelmente seme- Thante @ teoria cinética moderna, que descreve as propriedades da 66 Sea akura da coluna de mercirio é mais pequena no topo de uma montanha do que nno seu sopé, conclui-se que o peso do ar deve ser a tinica causa do fenémeno, Blaise Pascal 99 ‘Aaltura do merciirio cum barémetzo eai se levar ‘© barémetro para o topo de uma montanha Isto acontece porque ‘hd menos ar em cima de si a prossionar omercirio ara baixo matéria em sermos de particulas em movimento. Algumas das experiéncias de Boyle eram fisiologicas, investigando 0s ofsitos da redugdo da pressdo do aarem passaros erates eespeculando sobre como o ar entra @ sai dos pul- mées, Albi de Boyle ‘Alei de Boyle afrma que a pressdo de um gés multiplicada pelo seu vo- lume é uma constante, desde que @ quantidade de gés e a temperatura semantenham iguais. Por outras pe- lavias, se diminuir 0 volume de um as, a sua pressao aumenta. E esta pressfo aumentada que produz a slasticidade de ar Podemos sentir este efeito usando uma bemba de bicicleta, cobrindo @ ponta com 0 ded « empurzande 6 manipulo. Embora tena 0 seu nome, esta Je! fot inicialmente proposta néo por Boyle, mas pelos cientistas ingleses Richard Townsley o Henry Power, que realizaram uma série de expe- iencias com um barémetro da REVOLUGAO CIENTIFICA 49 O nivel de merciirio eai, a medida que oar 6 bombeado para fora do recetor num bardmeto, Isto significa que quanto ‘menor a quantidade do-ar no recetor menor 6asua pressdo Torricelli, publicando os seus tesu tados em 1863. Boyle viu um primet- ro esbogo do livto e discutin os resukados com Towmneley. Confimou- -os através do exporimentaglo.e pu- blicou wA hipétese do St. Towneleys «em 1852, como parte de uma respos- taaos criticos das suas experiéncias originais. © trabalho de Boyle com gases foi especialmente significativo de- vido & ua cuidadosa técnica expe- imental e também ao seu relato integral de todas as suas experién- cias © possiveis fontes de ero indo- pendentemente de estas produzivem ou néo os resultados esperados. Isto levou muitos a procurar ampliar © seu trabalho. Hoje, ale de Boyle fot combinada com leis descobertas por outros cientistas para formar a Lei dos Gases Ideaisy, que se apro- xima do comportamento dos gases verdadettos sob mudancas de tem- peratura, pressdo ou volume. As suas idcias acabariam também por levar a0 desenvolvimento da veoria cometica. a EM CONTEXTO. RAMO Fisica ANTES ‘Séoulo x1 Alhazen mostra que ‘aluz.se decioca em linha rota, 1630 René Descartes propos ‘8 descrigfo da luz como onda. 1660 Robert Hoske afttma que ‘luz 6 uma vibragdo do meio através do qual se propaga. DEPOIS 11803 Thomas Young descreve ‘as experiéncies que demonstram que a luz 2 ‘comporta como uma onda, 1864 James Clerk Maxwell prev a velocidade da luz e ‘conclui que esta é um tipo de onda eletromagética Década de 1900 Albert ‘Einstein e Max Planck mostram_ ‘que a luz 6 tanto uma particula como uma onda, Os quanta da radiacao eletromagnétice ‘dentificados por eles tornam-se ‘eonhecidas como ufotbess ALUZ E UMA PARTICULA OU UMA ONDA’ CHRISTIAAN HUYGENS (1629-1695) Huygens achava que fora presnchido Aluz provem de distirbios no ondas, N Christiaan Huygens anali- saram ambos a veWdadeira da luze chegaalrra conclisdes mui- todifers ravam erg aye qualas ean de ng tinha dexphicar a ‘problgma quetenfren- weorie teido Arcacliliiacangacx A reftagag » atva que 4s fa2 ‘Newton achava que ‘uma fonte de luz emite vende quantidade de 0s corpiisculos nao tém peso e visjam em linha rota. quando passa de uma substéncia para outra, sendo o motivo pelo qual ‘aslentes podem focsla, A diftagao é ‘a tadiagto da luz quando passa por lum espace muito estreito, ‘Antes das experiincias deNew era amplamente aceite que a luz ‘interagi feito earco-i REVOLUGAO CIENTIFICA 51 ‘Quando a luz branea a:iavoses pois, em 1803, T? | Omatematico easténome holandés Ghiistigan Huygens nascou em inci alguns dos relegion nate | Hala, em 1629. Estudou direto® _ procisos do seu tempo. cm | mutemética na universidade® Tesultado do so rabaiho oom | depois decou algum tempo as | pds. O seu trabalho | suas proprias pesauises, tstrondmico, realizado com | Inicatmente om matematica, mas depois tamper em Sion, trabalhando com telescdpios © a maior ua de Saturno, ea fazondo as svar propria lent Primetra desrigho corveta dos fuygens vitou «Ingle nied Satacno, varias vezes ¢conlioeu fease Newton om i660 Alm do sca | Principals obran trabalho com aus, Huygens festadou as forgas © 0 movimento, 1666 De Satural Luna Observatio mas néo acetiouaideiade Newton Nova (Das Novas Obeervagées das de iegdoa distancia» para descrover Luss de Saturna) ‘forgada cravidade. Oimenso 1600 Tratedo sobre a Lue EM CONTEXTO RAMO Astronomia ANTES 1643 Nicolau Copérnico ‘aptesenta 0 primeio argumento completo para um Universo ‘centrado no Sol (heliocéntrico), 1609 Johannes Kepler prope m sistema de 6rbitas lipticas ~ a primeira descrigao completa do movimento planetario. DEPOIS 1663 O mavemético escocts James Gregory elabora um meio {de modir a distancia exata da ‘Terra eo Sol usando observagies dos transits de Venus de 1631 21633 1769 0 exploradior bnitanico ‘capita James Cook observa fe registao trénsito de Venus no Tait no Pacifico Sul 2012 Astwinomos observam o.itimo transito de Venus do sécalo A PRIMEIRA OBSERVAGAO DE UM TRANSITO DE VENUS JEREMIAH HORROGKS (1618-1641) de Venus com 0 Sol ) ea expectativa de um espetaculo tao extraordi induziu-me a observar com maior atengo. Jeremiah Horrocks EMCONTEXTO RAMO. Biologia ANTES 320 a. C. Aristételes deciara {que as minhocas e os insetos suigem por getagao espomtanea 1851 O médico inglés William Harvey considera allarva de inset ‘um covo rastejante e a pupa como um segunda ovor com ‘pouco desenvolvimento interno, 1668 O italiano Francesco Redi presenta as primeiras provas ‘querefuam a gstacdo espenténes. DEPOIS 1859 Charles Darvin explica como carla estéclo da vida de lum ingeto esta adaptado a sua atividade & ao ambiente nesse estaclio. 1913.0 2cdlogo Antonio Berleso prope que a larva de um inseto eclode num estadio premataro de desenvolvimento embrionario. Década de 1930 0 entoriogista bnitinico Vincent Wigalesworth desoobre quo as hormenas ccontrolam os ciclos de vida REVOLUGAO CIENTIFICA 53 OS ORGANISMOS DESENVOLVEM-SE SEGUINDO UMA SERIE DE PASSOS JAN SWAMMERDAM (1637-1680) Bs Dao esse | See atincnes io {oer opeeccepet ier Sho tan Soremeria ibis elas weeps ofigns a teprodugac Seguindo amaioria das pessoas acreditava que ssofo gtego Aristétales, toa das criatu 08 gerazao esp: de materia nlo viva. A significara em tempos dos sous ou que os 66 ‘estédioe do ciclo de vida de um inse- to — fémea adul fa © pups inf), arlulto - so formas diferen da mesma criatura, Cada estado Na anatomia de um piotho encontraremos milagres sobre mulagres e veremos a sabedoria de Deus claramer manifestada em momentos de vida tem os seus érgos internos dos, bem: Jos orgaos de estadi Vistos sob esse novo aspeto, os inse- fe posteriores, na Clessificagdo dos insetos, baseada na gua reprodugo eno seu desenvol- vimento, antes de morrer de maléria 208 43 anos, = fe van Leeuwenhoek 66-57 + John Ray TODAS AS COISAS VIVAS SAO COMPOSTAS POR CELULAS ROBERT HOOKE (1635-1703) EMCONTEXTO RAMO Biologia ANTES {¢, 1600 0 primeiro microsedpio Compasio & desenolvido nos Paises Baixos, provevelmente pot Hans Lippershey ou Hans Zacharias Jansaen, 1844.0 pace italiano © ntista autodidata Guovann! Battista Odierna produz a primeira descrigto do tecida vivo, usando um miorescopio, DEPOIS 1674 Antonie van Leeuwenhoek So primoiroa ver organi unicelulares ao microsespio. primeizo autor 1682 Leeuwenhoek observa ‘o micleo no interioc das células sanguinees do salmao, 1931 A invengo do microscapio lettonico pelo fisico hingaro ‘Le6 Sailard permite a obtencdo de imagens de resolugo muito superior Hooke desenhou REVOLUGAO CIENTIFICA 55 See AS CAMADAS ROCHOSAS FORMAM-SE UMAS SOBRE AS OUTRAS NICOLAU STENO (1638-1686) EM CONTEXTO RAMO Geologia ANTES Final do séc. xv Leonardo da Vinci dasereve as suas obseryagdes da agao erosiva = depositaria do vento e da agua fom paisagens © materiais d= superficie. DEPOIS Década de 1780 James Hutton rmenciona os principios de Steno relativamente a um process geol6gico continuo @ cictico com otigem no pasado. Década de 1810 Georses Cuvier @ Alexandre Brongniart, ‘om Franca, ¢ William Smith, na Gté-Bretanha, aplicam os principio de estratigrafia de estratos que repousai iam Smith, naG Steno ao mapeamento principios de Ster wep Cuvier © Alex geoldgice fe original r i ranga, Tame 1878 O primaito Congresso 88 Internacional de Geologia, em Paris, estabeloce os procedimentos para a producao de uma eacala estratigréfica padronizada. SE « OBSERVAGOES | MICROSCOPICAS DE ANIMALCULOS ANTONIE VAN LEEUWENHOEK (1632-1723) pare aumentar a sua ampliagéo(p 64). EMCONTEXTO jentista inglés Robert RAMO Hooke fox pimeirodosonho das Biologia minisouls obs vivs qo taka ANTES - Hocke, cua outro microscopista da altura, procurar vida 2000 a. C. Cientistas chineses ‘constroem um miorescépio de agua, com lentes de vidro ‘@um tubo cheio de équa, mumano, células sanguineas e,omais para cbaervar coisas muito impressionante de tudo, as bactérias. hoek, por outro lar equenas, lentes para lugares o {1287 0 miseolo inglés Roger Gesconfiava da existéncia de formas | haver vida, especialmente nos liqu! seen ies do vida demasiado pequenas para | dos. Estuciou gotas de chuva, placa tae aa Se ©. 1600 0 microscopio & P possivel snventado nos Paises Baixos 600, scépi fot 068 Robert Hooke observe fabricantes de éculos holandeses, caus vata pation que colocaram duas lentes juntas ‘Micrographia. DEPOIS 1841 O anatomista Albert von Koliker descobre que 0 ‘espermatozaide e 0 dvulo 580 ‘células com um nicleo. 1981 0 fisico alemfo Erwin ‘Wilhelm Miller inventa 0 ‘microsoSpio de campo iénico ¢ ‘v8 os aromos pela primeira ver __REVOLUGAO CIENTIFICA 57 59 + Martinus Bele | comicroscépios podem se: votadoe para ngaresondanto I existem formas de vide visiveis. } ae Fitho de um fabricante de (© mundo fervilha com formas de vids ie microscopicas Leouwenhoek nasceu em Delft, ‘om 1632. Depols de trabalhar na Joja de linhos do tio, aos 20 anos estabelecen a sua propria loja jentéria, fezes, esperma, sangue @ | 1674,relatcater vistocriacurasminis- de tecidos @ all permaneceu is. Foi neseas subset ais finas do qu pelo resto da sua longa vida. 0, numa amostra de ( negécio de Leeuwenhoek ides Spirogyra, _Petmitiaehe ter tempo para manter 0 seu passatempo como microscopista, o qual assumi por volta de 1668, depois de ‘uma visita a Londres, onde pode ter visto uma edigio de Microgrephia de Robert Hooke. A partir de 1673, rolatou ax suas doscobertae om carta Royal Society, em Londres, ‘escrevendo-thes mais relatos do 0.Eramalgas pa Naaltura, era mais f produzir imagens nitidas com 1 scopios simples. Uma ampliagak open ito ‘tue qualquer outro centista 6a com um mictoscépio compost, histéra, A Royal Society foow ue a imagem ficava desfocada iniciaimente ctica sobre os euivenhotk fazia os seus propos relatos do amacior, mas Hooke sscépios de lonte fe anos a aperfeigoar a repetiu muitas das suas con | muitos milhares que via tinha mes- | experiéncias e confirmou as suas descobertas. Leeuwenhoek seguiu uma amp! iscula @ @ mesma c jezes. Os seus mictoscépios eram {ez mais de 500 microscopios, ‘muitos deles desenhados para : spositivos pequenos com lentes m ! as suas | dbservar objetos especifics. Primetras obras 1679 Carta 1, a primeira carta de Leeuwenhoek & Royal Society 1676 Carta 18, revelando a sua doscoberta das bactérias nada da inoomurn, mas entéo, em EM CONTEXTO RAMO Astronomia fisica ANTES 1610 Galilou Galilei descobe ‘as quatzo majores hues de apiter 1688 Giovanni Cassini publica as primeiras tabelas procisas ‘que preveem os eclipees das las de Jupiter DEPOIS 1729 James Bradley calcula a velocidade da luz em 301 000 kame, baseando-se ‘em variages na posiggo das estrelas 1809 Jean-Baptiste Delambre ‘usa o equivalente a 160 anos de bservagdes das luas de Jipiter para caloular a velocidad da luz fem 300 300 km/s 1849 Hippolyte Fizeau mede a velocidad da lur em labaratézio, ‘em vez de usar dadios MEDIR A VELOCIDADE DA LUZ OLE ROMER (1644-1710) ‘compativeis com as previsdes distancia entre a Terra e Jipiter muda a medida que os planetas orbitam o Sol Se a luz nao se propaga instantaneamente, isso explica as discrepancias es fathiech lo da longitude. REVOLUGAO CIENTIFICA 59 ‘Veja também: Galil Gali 42-43 + John Michell ®8-99 » Léon Fousaule 156-97 oo fom Paris. Néo era possivel manter lo | um telescépio imével a hordo de um barco para se observar os eclipses, ¢ ‘|e medigdo da longitude no mat perma- rneceu impossivel até John Harrison Construir os primeiros eronémetros néuticas ~ relogios que podiam mar ‘car as horas no mat ~ na década de 1730, ‘oe Velocidade finita { @ ou infinita? Romer estudou as observagdes de | Da posigso 1. na :bita de Tera. 6ectpse eclipees da ualo,registadas durante | previstoda lun deJtpiter, fo, pacoce ooorer noma um periode de dis anoa,ecemparau | ite port pongio 2 Rama ease que ssa ap peviates das tabelas ce | hose dv daca ona ds ona Gassini, Encontro uma diserepéncia | “* Petrov Para chegar & Terra na posicao de 11 minutos entre as cbservactes fettas quando a Terra estava mais seat arte de Jipiter © as feitas quando ele | atual é cle 299 792 km/s, povtanto, 0 | todas concordaram com oraciocinio estava mais distante, Esta discre- | célculo de Remer tinha um erzo de | de Romer. Cassini frsou que as dis. ‘ancia nio podia ser explicada por | aproximadamente 25%. No entanto, | crepancias nas observagoes das enhumadas iregularidades conhe- | fot uma excelente primeira aproxima- | outras luas ainda ndo estavam ex. cidas nas érbitas da Terra, Jépiter ou | gio e solucionou a questo previa- | plicadas. As descobertes de Romer Jo. Tinha de ser o tempo que a luz | mente sberta de ve saber s¢ a luz | 86 foram universalmente accites Jevava para percorrer 0 didmetio da | tinha uma velocidade finita, quando o astrénomo inglés James Grbita terrestre. Conhecendo esse | Em Inglaterra, Isaac Newton | Bradley produziu um nome man didmetro, Remer podia agora calcular | aceitou prontamente a hipétese de | exato para a velocidade da lu, ern ‘a velocidede da luz. Ele produziu um | Romer de que a luz néo viajava ins- | 1729, ao medir a paralane das este, resultado de 214 000 km/s. O valor | tartaneamente, No entanto, nem | las (p. 30) # on 66 Para percorrer uma distancia de cerca de 20 mil quil6metros, quase igual 20 diémotzo da Terra, aluz nao | precisa sequer de um segundo | Ge tempo. EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES Século tv a. C. Os cregee usam 0s termos wgénaro e sespécion para descrever arupos de coisas semelhantes, 1883 0 hoténico italiano Andes Cesalpino classifice as plantas com base nas sementes ‘nos frutes. 1623 © hotanico suigo Caspar Bauhin classifica mais de 6000 plantas na sua obra Pinax Theatr Botanic DEPOIS 1690 0 fscofo inglés John Locke argumenta que as espécies S80 construgées artificiais 1736 Carl Lineu publica Sistema dda Natureza, 0 primeito dos, ‘seus muitos trabalhos de classificagdo de plantas @ 1889 Charles Darwin propoe a.evolupdo das espécies através da solocao natural em A Origem das Especies. UMA ESPECIE NUNCA NASCE DA SEMENTE DE OUTRA JOHN RAY (1627-1705) As plantas geram sementes que o> Cconceite modernode espécie de planta ou animal baseia ‘39 na leprodupge, Uma es- pécie inclu todos os individuos qn podem, teal ou potencialmente, mbinar-se para produair descen- ise | com velocidede ineufciente, a (gravidade ir puxd-la pare a Terra (ee) Se disparada com velocidads ® 6 suflciente, rd orbitar a Tera (C) Para mim, sou apenas uma crianga a brinear na praia, enquanto os vastos oceanos da verdade repousam por descobrir & minha frente. 99 SE tas, Halley incentivou Newton a re- fazer 0 trabalho @, como resultado, "Newton produziu Sabre o Movimento dos Corpos em Oxbita, um breve ma- nnuscrito enviado a Royal Society em 1684. Neste trabalho, Newton mos- trava que o movimento eliptice des planetas, descrito por Kepler, era o resultado de uma forga que puxava tudo em diego ao Sol, sendo essa forga inversamente proporcional & distancia entre os corpos. Newton expandiu esse trabalho, incluinde sobre forgas e movi- ‘mento, escrovendo a obra Principios A experiéncia Idealizada por Newton sescrovia ura bala ‘Materéticos publicada em ts volu Gecanho disparada horizoncalmente de uma montana alta, ‘mes e contendo, entre cutras coisas, ‘Quanto maior a forga que dispara a bala, mais onge ela i a lei da atrapéo universal e as euas antes de cair no cho, Se for disparada com forga sufilenta, ‘Gelerdonohaiin Ox pinen {rd aterrar. Se for langada com velocidade suficionte, nao aterrara sequer, continuando 0 seu percurso em redor da Terra até voltar nova- mente a0 topoda montanha, Da mes- ma forma, um satélite langado em érbita a velocidade correta continua 4a contornar a Terra, O saiélite ¢ ntimiamente acelerado pela grav- dade da Terra, Desloce-se a uma ve jocidade constante, mas a sua diregao est4 continuamente armudar, fazendo-o circundar 9 planeta, em verde disparar em linha neta em di- remavi ¢ Terra inteica volando & montana foram escritas em latim e s6 em 1729 fo: publicada a primeita traduedo para rego ao espago. Neste caso, agrav+ 0 inglés, baseada na verceisa edigeo dace da Terra sé muda a ditego do | de Principios Mateméticos. ‘movimento do sauélite, eno. a sua | Hooke e Newton {ase tinham de- velocidade, ‘sentendide por causa das criticas de Hooke & teoria da luz de Newton Publicar as ideias Contudo, apés a publicagéo de Em 1684 Robert Hooke gabou-se aos Newton, qrande parte do trabalho de seus amigos Edmond Halley © Hooke sobre movimento planetacio Christopher Wren dizendo que tinha | passou para segundo plano. No en- descobert0¢s leis do movimento pla- | tanto, Hooke nao tinha sido 0 inieo ‘nettle. Hallay era amigo de Newton | a sugerir tal let ¢ também nfo de- © perguntowihe sobre o assunte, | monstrara que funcionava, Newton Newton disse que jé tinha zesolvido | mostrara que a sua lei da atragao © problema, mas perdera as suas no- | universal @ as leis do movimento 68 ISAAC NEWTON {As leis de Newton fo:neosiam as Halley, mostrado aqui na Tapoyai Bayeux apes a sua aparigbo de 1066 Usar as equacées Edmond Halley usou as equag Newton pare ta de um a visto em 16826 mostrou que a 0 mesmo cometa observado em e esto voliaria em. na 16anos en que se demons: trou que os cometas orbitam o Sal. ‘Ocometa Halley passa perto da T fa cada 75:76 anos © & 0 mesmo co- eta visto em 1065, antes da Batalha de Hastings, no Sul da Inglaterra. es foram tar ma sucesso para se d das uum novo planeta. Urano ianeta a partir do Sol © ‘cada como tal por Willi am 1781, Herschel descot ‘acaso, enquanto fazia obser bes adic Urano Gepreesapeceear ager geraimente | vendo onde poderiasetobservado no | sense o Estas previstos, no entanta As idelas de Nevion chee a gov | a afetar a 6: dade nao foram bem rece - 16, 08 aseréno todo 0 lado. A saga A disténc:ay da 6 un caloulado onde esse o 80 de como ou p Neptuno foi descoberto em 1846 a que razdo toma ideia vocuka». © proprio New fecusou-s# aespecular sobreanatu- €m relagao ao solo, pen: Iqquer exp! wei | ament® Problemas com a teoria ou ele... | Para um planeta com uma éxbita eli: ea da gravidade. Para ele, © ‘William Stukeley 0 da aproxmagao mais ctente tor mostada que a ideta de | proxima do Sol tem o nome ce perié Por que razéo aqquel sempre perpendic uma atragSo inverseme fe, Se houvesse apenas um planeta nal ao quadrado da dist a onbitar 0 Sal, o peril da sue 6rbi- ta manter-se-ia no mesmo lugar. No entanto, totlos os planétas co nosso As leis de Newton atualmente : 1 ‘Nascido no dia de Natal de 1642, Isaac Newton frequentou ‘a escola em Grantham, antes de estudar no Trinity College, em Cambridge, onde se formou em 1665. Durante a sua vida, Newton fi professor de matematica em Cambridge, mestre do Royal Mint, membro do Parlamento ppela Universidade do Cambridge e prosidente da Royal Society. Além da sua isputa com Hooke, Newton com 0 matematico alemio c Loibniz, sobre quem Sesenvolvimente do calcula, “Juntamente com o se trabalho cientifico, Newtor dedicou bastante tempoa vestigacées de alquimia © & interpretagao da Biblia. Cristo evoto mas pouco ortodoxo, consoguiu evitar ser ordenado ‘sacerdote, um requisite geralmente exigido para alguns dos cargos que exerceu obras 1684 Sobre o Movimento dos Corpos em Orbita 1687 Philosophias: Principla Mathematica ‘cipios Matamaticos de Filosofia Wa 1704 Gtica 72_INTRODUGAO George Hadley explica 0 © cknigo ingiés Stephen Hales publica Vagetable Statics, emonstrando a ressao da raiz 1127 1735 0 bottnico esas publica Siseama da [Natureza snieiando 0 sua lassificacao da flora e da ‘fauna camportamanto dos ventos alisios. 2: ‘breve trabalho que petmaneceu desconhs ‘duramte décedas 1735 Carl Lines, Gorges Louis Le ‘rimeito volume da ‘Histoue Naturelle 1749 1738 Danial Bernoulli publica postericemente eonde de Buffon pti: > A tose do doutoramento 0 Joesph Henry Cavendish produ hldrogénio, ou ar inflamavel. {222550 ‘agit ninco oom dod 1766 1754 1770 © diplomata ecient incksobxe amerieano Benjamin nklin publics Um grafico da Corrente do Golfo. o final do século xvu, Isaac ‘Newton estabeleceu as auas leis do movimento e da gra- vidade, tormando a ciénoia mais pre- coisa ematematica do que alguma vez fora, Cientistas de vérios campos iden- tificaram os principios intrinsecos que regem 0 Universo eos vérios ramosda, fnvestigago clontifica tomnaram-se cada vex mais especializados. Dinamica dos fluidos Na década de 1720, Stephen Hales, ‘um quimico inglés, realizou uma s rie de experiéncias com plantas, des Cobrindo a presedo da raiz - através Ga qual a seiva sobe pela planta -, @ fnventou uma bacia pneumética, um Aispositivo de laborarorio para reco- Ther gases, que posteriormente se via a provar itl para identifcar 0s componentes do ar. Daniel B ‘o mais brinante ce uma fami matemétices suiges, amulou o prin- cfpio de Bernoulli - que diz que a pressdo de um fuico cai quando este std em movimento, Isto permitivihe medir 8 presséo sanguinea, Este é rambém o principio qua permite a Em 1754, 0 quimico escocés Joseph Black, que forrularia depois 8 teoria do calor latante, produziu luma novével tese de doutoramento sobre @ decomposieao do carbonate de célcio ea geracio de war fxos, 02 Aiéxido de carbono. [sta deu origem a uma reagdo em cadela de mvesti- gages © descobertas quimicas, Em Inglaterra, o génio introvertico Henry Cavendish isolou 0 gas hidrogénio e demonstra que a agua ¢ feita de duas partes de hidrogénio e uma de oxigénic. O sacerdote dissidente Joseph Priestsy isciou 0 oxigénio & 10s gases. O holandés Jan Ingenhouse prosseguit a partir de ande Priestley parara © mostzou que a2 plaztas verdes emitem cxxigénio s0b a luz solar e diéxido de carbono no escuro. Entietanto, em Franga Antoine Lavoisier mostrava que mi tos elementos, incuindo 0 carbono o enxotte 0 fosforo, atdem quando combinedos com oxgénio para for mar aquilo @ que hoje chamamos éxides, refurando assim 9 teori de que os raceriais combustiveis can- tém uma substéncia chamada fogis to que os faz arder (inielizmonte, o8 fevoluciondrios franceses condena- ‘iam Laveisier& guilhotina) Em 1793, 0 quimico francés Joseph Proust descobrin que 0s el Trentos quimicos combinam-3o qua se sempre em proporgées defindas Este folum passo vital em diregao a Gescoberta das férmulas dos com: postos simples, EXPANDIR HORIZONTES 73 Josep Pleatleyfabrica oxigenio a0 aquecer oxido de marcirio, usando a! ‘solar e uma lupa James Hutton publica a chama-he ar aurepHo gravitecional sua teria sobre a idade dosttogistado. de uma montanba a Torra, ‘Thomas Malthus produ ‘oseu primeito ensaio| Sobre = populagao humana, gue isd depois. influonciar Chaves Darwin e Allied Russel Wallace Antoine Lavoisier, depois de aprender a técnica de Priestey, fabrica 0 mesmo gage déche 0 ome de waxygenes Jan Ingenhouse istian Sprengel ‘Alessandro Vota Gescobre que as plantas dasccove a gexualidade “invents a pila vordesemitem oxiginio das plantas no seu livia letrica. soba lizsolar 8a ‘sobre potinizacto, fotossintese Ciencias terrestres ‘No outro lado da balanca havie gren- des avangos na compreensao dos processos terrestres. Nas Américas, Benjamin Franklin, além de realizar ‘uma experiéncia perigosa para pro: var que 0 ralo é uma forma de elezt: cidade, demonstrou a existencia de cortentes maritimas de grande es ala ao investigar a corrente do Golfo. George Hadley, um advogado ‘inglés @ mateorologista amador, pu blicou um breve trabalho explicando = aga0 dos ventos alisios relative mente & rotaggo da Terra, enquanto Nevil Maskelyne pegava numa ideia de Newton e passava varios meses acampando ao ar livre, num cima hotroroso, para medir a atragdo gra vitacional de uma montanha esco- 98a. Ao fazé-lo, calculou a den- sidade da Terra. James Hutton comegen a intaressar-ae por geolo- gia depois de herdar uma quinta na Escécia, e percebeu que a Terra era muito mais antiga do que se pen- Compreendendo a vida Enquanto os cientistas descobriam a idade extrema da Terra, surgiam, ‘ngvas ideias sobre a origem ea evolu do da vida Georges-Louis Leclerc, Conde tle Busfon, um grandioso es: citer, naturalista e matemstico francés, deu os primeitos passos em ditegao @ teorla da evolugto, O ted: logo alemao Christian Sprengel pas: sou boa parte da sua vida a estudar f interagéo entre as plantas © 08 ‘nsetos, notando que as flores bisse: xuais produzem flores macho e f@ mea em alturag distintas para nao se pocerem autofertilizar. O paroco inglés Thomas Malthus voltou a sua atangao para a demografia e escre- vou An Essay on the Principle of Population, prevendo uma catas- ‘rofe resultante do aumento papu- lacional. O pessimisma de Malthus provou ser infundado (até sgore), mas a sua ideia de que um cresci ‘mento populacional descontrolado acaba por esgotar os recursos viria ainfluenciat profundamente Charles Darwin Nofinalde século,o fisico italiano Alessandro Volta abris as portas de ‘um novo mundo ae inventar a pilha elétrioa, @ qual virie @ acelerar os avangos nas décadas seguintes. Fol ‘taloprogresso aolongo do século xm que oflésofo inclés William Whewell propos a criapo de jima nova profis- sho distinta do flésofo: Precisamos bastante de um nome para descrever tum cultivador de ciéncia em geral. | Bstou inctinado a designévlo por cien- Vio, EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES ©8320. C, Aristoteles agrupa organismos semelhantes numa ‘escala cle complexicade creocente 1686 John Ray define uma ‘espécie biologica no seu Historia Plantarum DEPOIS 1817 0 zobiogo trancés Georges (Cuvier expande a hierarquia de [Lineu no seu estado de fésseis| ede animais vives. 1859 £m A Origem Das Espécies Chaves Darwin ‘explica como as especies ‘surgem e se telacionam na sua teoria da evolupo. 1866 O bidlogo alemao Emst Haeckel é pioneico no estudo dda evolugao das linhagens, ‘conhecido como filogenética 1950 Willi Hennig baseia um novo sistema de classificagso na cladistica, a qual procura elos evolutivos, A NATUREZA NAO AVANGA ATRAVES DE SALTOS CARL LINEU (1707-1778) Classificaco do mundo na- | ¢ descrigtes de e animais turel numa hierarquia data | Até ao século xvi, o9 cientistas de grupos de organismos | esforcavam- fun- | sistema mais coerente © co damental das cifneias biolégicas Esses agrupamentos ajudam a enten: dora diversidade da vida, parmitindo | biclégicas, definidas pela capac ‘208 cientistas a comparagéo ea iden- | das plantas ou dos animais de se re- tificacdo de milhdes de organismos | produzirem entre, sando esta ainda individuais. A taxonomia moderna ~ | a definigdo mais geralmente aceite. ‘iéncia da identificagao, denominagao | ———__ classificagéo dos caganismos ~ co ‘megou com o naturalista sueco C Lineu. Este foi o primeiro a compor uma hierarquia sistemdtica baseada ‘nosau axtonso.e pormenorizado esti do das caracteristicas fisicas de plan tase animais Fol também pionetrona forma, ainda atualmente em uso, de someagao dos diferentes organismos, ‘A mais influente das classifica {g0es inioiais foi a do fllésofo grago Aristételes, Na sua Historia dos ‘Animais, Aristételes agrupou ant mais semelhantes em gé ‘gados, distinguindo as espécies em cada grupo e classificando-as segun: douma scala naturae, ou sescada da sm 11 graus de comple xidade eresoente, em forma e propo sito, desde as plantas na base aos seres humans no topo ‘Ao longo dos séculos foi surgindo ‘uma multiplicidade caética denomes | classe das Mamifers Veja também Jan Sv Em 1795, Linew formu classificago num opiiscul ginas, quo, por volta de 1778, ac & classificagao cladistica agrupa os o:ganismos com um antepassaco comum A classificacdo de Lineu com 12 edigoes, d dei do género numa h exist mineral. Os reinos erarn em fils @ depois em classes, o:dens, familias, génetos 2 espe estabilizou também 0 nom pécies, usando uma design em latim, nome para o te rellese a Criagao de Deus, sm da vida refleve @ evolucao cronelégica géner0 € ooutto para espécie dentro desse género, O ADN 6 usade para mape Lineu fa opr relacdes evolutivas Ordem divina — — —=—— —— Para Lineu, a classificaglo revelav toss, mas segundo a ordem divina. O sou trabalho era frsto d as Unicas parti herdadas do seu ttimo antepasse ‘comum endo existentes em an pela Suécia e peloresto da Buropa em ssados mais distantes, O processo d busca sequels tema de classificacio preparou o ca- | espécies recolocadas que vi goes & medica que no- reancia evchitiv Nascido em 1707 na regio ruralda_| esa vasta colagao, Linew Suécia, Carl Lineu estudou medicina | expandiu o seu Sistema da ebotdnica nas universidades de | Natureza, ao longo de 12 edie, lund e Uppsala e formou-seem | nuim projeto em varios volumes ‘medicina na Holanda, em 1735 ‘com mais de mil paginas © ‘ano, publicou.um | englobando mais de 6000 ‘optisculo de 12 paginas intitulado | especies de plantas » 4000 Sistema da Natursza, que descrevia | aspécies de animals, Quando lum sistema de classificagao para cs | morreu, em 1778, Lineu era um otganismos vivos. Depois de viajar dos mais aclamadios clemtistas, | pela Europa, Lineu regressou a da Europs Suécia em 1738 para exercer ‘medicina,antes de ser nomeado —-—~Principals obras. professor de medicina 9 boténica nq | ——— 11753 Species Plantarum (Espécios Universidade de Uppsala, Os seus unos, dos quais 0 mais notavel de Plantas) ‘era Daniel Solander,viajaram pelo 1778 Systema Naturae (Sistema da ‘mundo recolhendo plantas.Com | Natureza), 12."edigao LEE 8 TE O CALOR QUE DESAPARECE NA CONVERSAO DA AGUA EM VAPOR NAO SE PERDE JOSEPH BLACK (1728-1799) EM CONTEXTO RAMO ‘Quimica e fisica ANTES 1661 Robert Boyle & pioneito no isolamento dos gases. Década de 1750 Josep: Blacie pes materiais antes e depois de uma reagao quit! primeira quimica quan temperatura ‘Agua ferve, a temperatura deixa de subir calor adicional para transformar o liquido em vapor. atente di a poder escaldante to: 1798 0 fisico britanico Benjamin Thompson sugere aor 6 produaido movimento de particulas 1845 James Joule estuda & conversée do movimento en ‘meds o equivalente quo uma determinada quantidade de trabalho ___ EXPANDIR HORIZONTES 77 Veja também: #0 joule 138 osteja a ent 38 atuais, para | ‘a derreter significa que ogelo an- | ca as bebidas. 20 | calor, eeste cal 5 alos que as ipuido. Esta calo © parec a na qual fut Bla tiladares, embora néo os tenha con jeguido ejudar a poupar dint 46m oexplicou a um colega cha queestavaatentar sondidot). Mais precisam: o calor latente da e Esta descob cléncia da termodinaemi oestuco | macloJa o-quecondensavao vapat 481784, Black mostrou que, a0 2.0 cllindse, | quando giz (arbonsto de ae ec maane, | elle) @aquecidoparase ams transformar em cal viva (6xido zdeWett dg edleio), néo absorve nenhum principio ardente do fogo, tal ‘como se acreditava, mas perde ‘peso, Black percebeu que esta Derda devia ser um gés, que ‘io era produzide nenhum liquide ou sdlido,« deine 0 ee ear Mos, pore era ‘um ar (gas) que se tinna fixado nogiz, Também mostrou que movimento para tealizar trabalhos | mente, tem homem neo Black é mostrado aqui ‘= visita. engenero Ja ublicasse os resultados, os Sous alunesdevlgaeam as S005 AR INFLAMAVEL HENRY CAVENDISH (1731-1810) EM CONTEXTO 5 ae Sieaiinewearanee Essas bothas podem ser Quimica culuido, produz bolhas TIVBRYORE, ANTES 1661 Robert Boyle define o que um elemento, estabslecendo base da quimica moderna. 1784 Joseph Black Wdentifica ‘Queima rapidamente lum gis, o disco de carbon, quando incendiado. ‘0 qual d& 0 nome vat fixo DEPOIS 1772-1778 Joseph Priestiy © (Coparadamente) o sueco Cart E tis propds-se a calcular 0 peso Scheele isolam o oxigéni, escrito aquilo «i de uma amostra de gas, medindo a ‘seguidos por Antoine Lavoisier, signamos por didxid petda de peso da mistura de zinca @ ‘que batiza o gas, Priestley bona (CO,) corm 4cido durante a reagao e recalhendo também descobte 0 6xido apenas. | todo 0 gas produzide numa bexiga € nitro, o éxido nitroso @ 0 ccarum gas, também demonstrou que | pesando-o primeiro cheia de gas, ¢ loreto de hidrogénio, relia hhavia diversos tipos de am, ou gases. | depois vazia. Sabendo o volume, ele ‘expetiéncias com a inalagéo de Doze anos depois, um cientista n- | podia calcular a sua densidade. Des ‘oxigénioe fabrica gua gasosa, _gléschamato Henry Cavendish elaton | cabriu que ar infamavelera 11 vezes 42700 Hamphry Davy sugere que _@ Royal Society, em Londres, que os | menos denso do que © ar camum Gesioiias paar a metas sco foe amano germ | | Adesoobera dew ga de baixa ee ener eiB® selupio dcidas Elechamouoseunove | nduticos, mais leves do que oar Em 1844 0 oxido nitroso ¢ pela (9s var inflamavely davido a sua pron- | Franga, em 1783, 0 inventor Jacques primeira vez usado como ta combus trério do ar co- | Charles langou 0 primeizo baléo de anestésion pelo centista ‘mum, ou «ar fix jamos-ihe 0 nos de duas semanas ‘ameticano Horace Wells. le hidrogénio (H.), Est pois de os ios Montgolier te segundo gs ser centificado e opr miro elemento gasoso a ser isolado. | ar quente tripulat EXPANDIR HORIZONTES 79 mpédocies 21 « Raber fn Priestley 62-83 vy 114 pine Lavesie: B4 (RNS | —_© Pe s2mem0e Cavendish ain- | resultados que o seu amigo, 0 enge- darn limtad pla nog chases | nets secobs amos Wt, to 66 sernahanta ooo bo ogetod ea | 17S Pe sstas experiéncias, parece entanto, foi preciso nas suas expe- que este ar, tal como outras —riancias @ nos seus re jaa ciéncia, Cavendish cal a composigao do ar como substéncias inflamaveis, nao | que 423 medidas de a sendo «uma parte ar dasflogistado pode arder sem o auxilio quase suficientes joxigénio], misturada com quatro do ar comum. de ar comu tes de ar flogistado |nitrogé: Henry Cavendish 99 a Cavendish também misturou amos as modidas do sou gas com volume ar, em ga stars, conseguiu de- Cendiou as misturas tirndo as tam- | monstrar que o nico material novo pas @ introduzindo pedagos de papel acesos. Dasoobri que oom nove pa tes de ar e uma parte ocotria uma chamallenta @c entando as propo hoje, compdem 99% da atmosfera tenestze. « © primeiro bali de hidrogénio. inspicedo om Cavendish, fl sau rogénio 100% puro no inoendiava hesitanto om rolagao ey ee ee eda quimicado 2 ‘século xvii, Henry Cavendish “nasceu em 1731 em Nice, Franga. Ambos os seus avés eram dugues | mediu a densidade da Terra ou, ‘eele era bastante rico, Depois | como se dizia, xpesou o mundow. ‘dos seus estudos na Universidade _-Morreu em 1610. Em 1874, a de Cambridge, viveue trabalhou | Universidade de Cambridge ‘sozinho em sua casa, em Londres. | Homem de poucas palavras | etimido com as mulheres, dizse ‘que pedia as suas refeicée "Gavan requenicu an rine | Expertiociet mire Ar Provocado “da Royal Society durante corca de” | 4784 Expertincias com Ar 40 anos e também auxiliou Humphry | (Transagées Filoséficas da Royal Davyna Royal institution. Fez | Society de Londres) A MEDIDA QUE SE APROXIMAM DO EQUADOR, OS VENTOS SOP MAIS DE LESTE GEORGE HADLEY (1685-1768) 0 equadr a EMcoNTEXTO enn aocent Sai ee ieee rumadieySonor= a Neo ANTES sa ques 2616 Gates Gat nation slot fair oom ce Conordevacom ofa a otapio da Tera pote prtanta o ena {ected ab fain com qu oo Yr pes pee | ae Maca to sopteaver em depo eo mest aque Sol aomoverse pare Haley pa vindos denote dul enaodelesta, 0 at gia jantamente com a este atiavés dos ous, faz com {que at suba e seja substituldo pot ventos de lesto, ferra, car que se desloca de 30° Nem 0 equador teria o seu prénrio ‘cinético em diego a lest, DEPOIS Noentanto,asuperticioda Tora move 1793 John Dalton publica ssa no equador do que Observagées ¢ Ensaios s elevadas,portanto, “Meteoroligicos, que sustentam dade de superficie torna-se a teoria de Hadley. ior do que @ velocidad do ar ¢ 08 11896 Gustave Carica expande ventos parocem vir de uma ditegéo Fespeiraptsi tpn cada vez mais oriental, medida que ua cea se aproximam do equac compostan que desvia © vento A ideia de Hadley representava ama maior compreensio os padrbes 1856 0 meteorciogista norte- nto, ms continha eros. A cheve -amiericano William Ferrel ‘identifica uma oétula de circulagdo nas latitudes intermédias (20-80°). onde ar, puxado por um centro de baixas presses, cra os ventos : de caste pravalecentes Coriolis 128 « Robert FitzRoy 160-55 idanga da dirego do vento 1 de 0 momento cinético do EXPANDIR HORIZONTES 81 Sconce Raa UMA FORTE CORRENTE TEM ORIGEM NO GOLFO DA FLORIDA BENJAMIN FRANKLIN (1706-1790) EM CONTEXTO RAMO Oceanografia ANTES feoeste predaminantase faz parte dour ‘¢, 2000 a. C, Marinheitos polingsios usam as correntes ‘oeanicas para se desiocar entre as ilhas do Pacifico, 1613 Juan Ponce de Léon ¢0 ‘primeito a descrover os fortes movimentos da corrante do Golfo, no cceano Atlantico, DEPOIS 1847 Matthew Maury, publica o ‘seu miapa de veritos © correntes (através do ectucio de diatios de bordo e de mapas dos arquives vais). 1881 0 principe Alberto Ido Ménaco percabe que a corrente do Golfo é uma rotagéo cixcular (continua) que se divide em duas uma para norte, em diregdo as Thas Britanicas, ¢a outra para sul, para Espanhae Africa, face das bolhas de superticiee, portan 2, tay, foxico a6 ae também ele 1942 0 ooeandgrafo noruecués i Harald Sverdrup desonvolve ‘uma tooria da eireulago Veja também: > Gasp = ‘venice geval P ente do G RAMO ‘Quimica ANTES 11784 Joseph Black isco primero 988, odibeido de carhono, 11766 Henry Cavendish prepara ohidrogenio, 1772 Cail Sched isola um texceivo as, 0 oxigénio, dots anos antes do Priestiey, mas s6 publica as ‘suas descobertas em 1777, DEPOIS 1779 Em Patis, Priestley demanstra o seu método & Antoine Lavoisier, que faz 0 novo gése publica os seus resultados em maio de 1775 1779 Lavoisier 44 a0 gis 0 nome de soxygonen 1783 A empresa Schweppes, de Genera, comega afabricar a ua gasosa que Priestley inventou. 1877 O quimico suigo Raoul Pictet produz axigénio liquido, o qual seré usado em combustivel para foguetes, na indiistria ena medicina DESFLOGISTADO JOSEPH PRIESTLEY (1733-1804) ladescoberta soph Black do osaguims a vela apagavese a inumetios acama da sxido de car- | char entrava na cam visivel e revelando a linha diviséria es dois tipos de ar. Ele também vamente 0 oxigenio notow que oat fxo fluia por cima dos or de Leeds, Priestlay | lados dé ava pert jescia para 0 chao, ia | porqueera mais densodo que oar sco sms. Quando Priestley exp oar fixo em agua fa, sins cana. dé. ge sabia que a cameda d 1s cubas de fermantat jescobriu que oxigénio nao queima, portanta, nao poda contor elemento de foge flogisto. © oxigénio ¢ independento do var fixos(didxido Mas Lavoisier mostra outros gases @ m: 2, a combustio é um process de combinagao com o oxigenio. O flogisto néo existe. EXPANDIR HORIZONTES 83 ‘Veja também: joseph Back 75-77 « Henry Caven Lavoisier 84 + Joba Dalton 112.22 « Humphay Davy 114 mabshidaretescaneecievescer, | ‘o que conduziu postariormente lou coura pela agua com gis, 6 6 Libertar oxigénio No dia 1 de agosto de 1774, Priestiey ‘sou pela primeira vez o seu novo gs — atualmente conhecide como oxigénio (0) -apanirde éxido de mercirionum asco de vidro selado, aquecendo-o ‘com aluzdo Soleumalupa. Mais descobrix que este novo gis manti notével entre todos os tipos de ar que produzi (..) um que € cinco ou seis vezes melhor do que 0 ar comum para respirar rleatlay: a Joseph Priestley Seve ‘os rates vivos por muito mais tempo bosentan. areata que 0 ar comum, era agradavel. —_— = staan = cao ee oe mais estimulante do que Intensamente religioso e politico San meseee ee Sta, es ame cots sale Ja oan Ian ees sue een ee Gores parka pdizen ee gob | aus renatoe om 177. Eee, | ESSE ee ee Ue aluzdoSol-aprimeira pista doproces- em Paris, Antoine Lavoisier ouviu fala basa irrersisigaeinte cl asa ante | . ap soars a ono eons ontop te | Seas ietnemicrares thurs no enanta ponsavese que demonstagso daca por Bosstuy «| Santo ibotette do conde pabunkseerivoelieisasdews | pettamonte rk 200 aes | een a ogénio. As suas experiéncias com a | tempo para dasenvalver as sis Ccombusto © @ respiragao provaram | esuisas. Mais tarde fo odin | que a combust ¢ ur proces de | _ dasentandeuea como conte Priestley dewlhe o | combinagdo com o oxigénio, ¢ ndo | 7 8#SUas ideias poiticas talvez Stunihetiocs agi toque | Smumdemasido alee : : em 1780 mudou-se para Prioetioy isola divereosouttosga- | go, o axignio absorvido do aroage | SRuyeumuaaes Ram 00 por esta altura, mas depois part: | cam a gliooaee iberracircclo de car: | Lumar Saclety ure grepe ern viagem pela Europa e 96 publicou | bono, éguae enargia. Ele deu onome | informal, mas afiuente, de 0s seus resultados no final do ano se desoxygénev aonovogas,cumnrodutcr | ivres-pensadores, engenheiros guinte, O quimico suaos Carl Scheele industriais tinha prepazado o oxigénio dois anos O apoio de Priestley & antes de Priestley, mas 96 publicou os Revolugdo Francesa tornou-o impopular. Em 1791, a sua casa Isto levou muitos cientistasaaban- | forgando-o a mmudarse para nar o flogista, mas Priestey, ape de ser um grande experimentador, | Unidos. Rstabeleceu-se na manteve-se agarzado & antiga teoria | Pensilvénia, ande morreu em 1804, para explicar as suas desccbertas pou © aparelho de Priestley, pare 0° bertae fiasco, di EMCONTEXTO RAMO. Quimica ANTES 1667 0 aiquimista alemao Johann Joachim Becher propoe que ¢ através de um elemento 1703.0 quimico alemao Georg ‘Stahl dét-he o nome de flogisto 1772.0 quimico sueco Cat! Wilhelm Scheele descobre © war de fogos (mais tarde ‘denominado oxigé publica as suas descobertas em 1777, 3774 Joseph Priestley ieola © ear desflogistados (mais tarde designado por oxigénio) e fala @ Lavoisier sobre as suas descobertas. DEPOIS 1783 Lavoisie: confirma as suas ideias sobre combusto com experiéncias com hidrogénio, oxigénio © agua 11789 No seu Tratado Blomentar de Quimica, Lavoisier identifica 33 elementos, LAE aT NA NATUREZA NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA ANTOINE LAVOISIER (1743-1794) Jero a um vasto oratério de quimica, no {ual todos os tipos de gle deoampncigo Antoine Lavoisier EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES Década de 1640.0 quimico flamengo Jan Baptista van Helment deduz que uma érvore plantada num vaso ganha peso absorvendo a 4gua da terra 1699 O naturalista ingles John ‘Woodard mostra que a agua 20 mesmo tempo absorvida © ‘excretacla pelas plantas, portanto, ‘seu crescimento precis 1754 0 naturalista suico Chaves Bonnet nota que as folhas das plantas produzem bolhas de ar Aebaim de aqua quando huminedlas DEPOIS 1796 O horAnico sulgo Jean Sénébier mostra que so as partes verdes da planta que itbertam oxigénio e absorvem Aiéxido de carnono. 1882 O cientista aleméo Théodore Engelmann indica ce cloropiastos ‘como as partes produtoras de oxigénio nas células das plantas EXPANDIR HORIZONTES 85 mente o ido para Inglaterra, ‘As bolhas nas potamogetonacoas Sabemos hoje 1m o seu alimento atiavés da fo convertem a energia 3m glicose através da reaga brin que este reacendeu uma lasca i te potas pl ‘odidxido de ca bertam oxigénio. Assim, ntas fornecem (0, vital ss sabia que as plantas ga DESCOBRIR NOVOS PLANETAS WILLIAM HERSCHEL (1738-1822) EM CONTEXTO Novos telescépios petmitem um mapeat mais pormenotizad 30 cet Melhores obeervacdes on um neve planeta tar o Sol - Urano RAMO Astronomia ANTES Inicio da década de 1600 E inventado o telescOpio tefrator fasgente em lentes, mas os talescépioe de eapelhos 26 sto desenvolvidos na década de 11660, por Isaac Newton ¢ outros. 17740 chservador francés Chatles Messier publica a sua inyestigagao sobre os astros, inspiranclo Herschel a comegar a trabalhar nas suas proprias pesquisas, DEPOIS 1846 Mudancas inexplicaveis na étbita de Urano levam 0 matemético francés Urbain Le Vertier a prever a existéncia ee Usano era, sugerindo que era poxada pela gravidade de outro planeta Usando as leis de Newton, foi possivel calcular orocurar 0 novo planeta, n espelhos, em ver de len: posigo de um oitavo planeta ~ aluz, evitandomuites ‘Neptuno iados com as 1930 0 asténomo americana Areal Chto Ten i (que se tratava de um con iniclalmente reconhecidlo como es uum none planeta, mas agora ‘encarado como 0 membro mais bbrlhante dos pequenos corpos ‘gelados da Cintuta de Kuiper ‘vam o cu, identifeando redade estrelas e nebulosas, que jam nuvens amorfas de gas ou do bastante - especialmente devide | densas bolas de liz ‘Veja também: Oic Romer 55.59 Isa EXPANDIR HORIZONTES 87 * Nevil Maskolyne 102-03 « Geotfrey Marcy 327 pio do 12 metros, com incipal de 1.2 metros de lente fooal de 12 metros, Auxiliado pela sua itma Caroline, Herschel inspecionou sistemat mente o céu,registando curiosidades como @ quantidade inesperada de estrelas duplas e triplas. Até tentou compilar um mapa da Via Lactea be- seado no numero de estrelas que cor tou em diferentes dizegdes, ‘A 13 de maigo de 1781, Herschel estava a observar a constelagio de Gémeos quandonotou um disco verde desmaiado, que suspeitou ser um co- William Herschel meta, Voltou a observé-lo algumas noites depois @ descobriu quo sa mo- ‘vera, confirmando que nao 9e tzatava de uma estiela. Ao olhar para a desco- berta de Herschel, Nevil Mask peteebeu que o novo objeto se movia ‘com demasiada lentiddo para ser um cometa eque podria, defacto, serum laneta numa érbita distante. O sueco-russo Anders Johan Lexell eo alemso Johann Elect Bode caleular separadamente add de Herschel, confrn Janeta, situaco mais ou me veres & distancia de Saturno. Bode sugeriu dar-lhe 0 nome do pai mital giico de Saturno,o antigo deus grego do céu, Urano. Gescrevendo a érbita de Urano, talcomo ‘esta deveria set, eegu: is de Newton, Contudo, es suas obeervacbes do planeta depressa mostraram discre pincias substanciais em relago as pre vvisdesda sua tabela, As reqularidades dda sua Gubita sugeniam a atzacdo gtavi tacionalde um atavo planeta, mals dis ‘Nascido em Hanéver, na Alemanha, Frederick William Herschel emigrou para a Gri-Bretanha aos 19 anos, para seguir uma carreira musical. (Os seus estudos de harmonia ¢ matemitica levaram a um interesse ‘por ética @ astronomia, e passou a construir os seus préprios telessépios. 'No seguimento da sua descoberta de Urano, Herschel @escobriu duas novas luas de ‘Satumo @ as duas maiores iuas de Urano. Também provou que 0 Sistema Solar esta om movimento ‘em relagdo ao resto da galaxis Enquanto oatudava o Sel, em 1800, Herschel descobriu uma nova forma vante, Em 1845, dois astrénomas — 0 francés Uibain Le Verrier e 0 bxitdnico John Couch Adams ~usaram indepen \dentemente os dacos ce Bouvand para calcular em que lugar do ofa procurar 0 citavo planeta. Os telescépios foram. spontados para a érea prevista e, 2 23 de setembro de 1848, Neptuno foi des- cobertoa apenas um grau de diferenca do local ende Le Verrir tinha previsto quees vacenfirmou steotia de Bouvard eforneceu uma pro- va poderosa da universalidade das lis de Newton 66 Procure pelo cometa ou a nebuilosa e descobri que era uum cometa, pois tinha mudado de lugar. William Herschel 99 | de radiacio. Realizou uma | experiéneia usando um prisma | eum termémetro para medir a | temperatura das diferentes cores da luz solar e descobriu que a temperatura continuava a subir na regido para além da luz vermelha ‘visival, Herechal conchui crue (9 Sol emitia uma forma invisivel de luz, que designou por «raios calorificos», aos quais damos hoje ‘onome de raios infravermelhos. Principais obras ” 3781 Relato de Um Comota 1786 Catslogo de 1000 Novas ‘Nebulosas e Conjuntos de Estrelas existéncia de buracos negros. 1915 Albert Einstein mostra ‘quea gravidade ¢ uma distorca0 do continue expago-tempo, ‘motivo pelo qual os fotbes de luz ‘sem massa so afetados pela gravidade. 1916 Karl Schwarzschild propse ‘horizonte de eventos, elém do {gual nenhum dado sobre um_ ‘buraco negro pode ser recebio, 1974 Stephen Hawking prevé {que 0s efeitos quénticos no orizonte de eventos emitem rediacao infravermetha. A DIMINUICAO DA VELOCIDADE DA LUZ JOHN MICHELL (1724-1793) Newton mostra que a atragdo gravitacional de um objeto ¢ proporeional a sua massa. Einstein explica agiavidade como uma istorcao do espaco-tempo, significando que a luz sem massa ¢ afetada pela gravidade uma carta de 1789 a Henry Cavendish, na Royal Sooiety, © polimata briténico John Michell expt as suas ideias sobre 0 cefeito da gravidade. A carta foiredesco- Dpertana década de 1970 e percabeu-se (que continha uma dascrigto notavel dos Dburacos negres. A lei da gravidede de [Newron afirma que a atraco gravita ional de um objeto aumentacom asua ‘massa, Michell considerou o que pode Tia acontecer & luz 92 esta for afetada pela gravidade. Escreveu: 1Se 0 semi démetiode uma esfora damesma den- sade que 0 Sol excedasse 0 Sol numa Sealuz é afetada pele cravidace, um objeto suficientemente grande terd um campo gravitacional 14o forte que nenhuma luz conseguiré escapar dele. propargso de 500 para 1, um corpo em ‘queda de uma altura infinita na sua ci regaoadquirira, nasua supettici, uma vvelocidade mator do que daluze, con ‘sequentemente, supando-s0 quealuzé ‘atzaida pela mesma forga (_) toda a luz ‘mitida por esse corpo seta forgaca a regressar ao mesmo.» Bm 1796, 0 mate miético francés Pierre-Simon Laplace apresentou uma ideia semelhente, no seu Expsigdo do Sistema do Mundo. No entanto, a ideia de um buraco negro permaneceria ariormecida até ao trabalho de 1915 de Albert Einscein, sobre a relatividadie geral, ue descre- EXPANDIR HORIZONTES 89 Os buracos negros nao so assim to negios Stephen Hawking no engquanto se aproxtimassa do h para spesar 0 mundo - uma | deticada balanga de torgdo -, mas John Michell era um verdadeiro | morteu em 1793, antes de a poder polimata, Tornou-se professorde | usar. Deixoura ao seu amigo & geclogia na Universidade de > Cambridge om 1760, mas também. ensinou aritmética, geometria, | um valor pr6ximo do que é teologia,filosofia, hebraico © rego. Em 1767, retirou'se © Da teoria a realidade tornouse sacerdate, q : concentrando-se na cigncia sees Sates |__ Mehra gee namagannar | Proptiedades das estrelas, Principal obra - “ investigou terramotos ¢ 0 eee onfcrme iam aumen magmetismo e inventow um nove | 1767 Uma Investigaglo sobre a método de medigio da densidade | Provavel Paralaxe ea Magnitude da Terra. Construiu um dispositive | das Estrolas Fixas POR 0 FLUXO ELETRICO VIMENTO ALESSANDRO VOLTA (1745-1827) 92 _ALESSANDRO VOLTA ANTES 1784 Benjamin Franklin prova que um rain 6 feito de eletricidade natural através da sua famosa experiéncia com um papagaio, 1767 Joseph Priestiey publica ‘um telato abrangente sobre a cletricidade estética, 41780 Luigi Galvani conduz as suas experiéncias de seletricidade animals, usando pemas de ris, DEPOIS 1800 Os quimicoe inglesos ‘William Nicholson e Anthony Carlisle usam uma pilha voltaica para dividir a agua nos seus dois elementos componentes — oxigénio e hidrogénio. 1807 Humphry Davy isola os ‘lamentor potassio @ sécio usando eletricidade, 1820 Hans Christian Grsted revela o elo entre o magnetismo ea eletricidade. Luigi Galvant tém um espasmo quan as a dois pedagos diferentes de metal a lingua toca produz sensagao curiosa, = forga elétrica vir dos ¢ Essa forca pode ser multiplicada A descoberta de Volta EXPANDIR HORIZONTES 93 ‘Vola também: Henry Cavendish 76-79 + Baniamin Franklin 61 Joseph Priestley 8282 « Humphry Davy 114 » Hans Christian Orsted 120 « Michel Faraday 121 posto por um disco de resina esfre- | zinco, cartéo molhado em agua sal- | designada em sua honta), mas foi o gado com pelo de gato pata ganhar | geda,cobre, zinco, eassim por diante, | suficiente para prociuzir uma peque- uma carga de eletricidade estética, | até formar uma coluna, ou empilla- | na faisce, quando as duas pontas Sempre que um disco metdlico era | mento. Por outras palavras, criou | foram ligadas por um pedaco de fo, colocato por cimadaresina, acarga uma «pilhay. O objetivo do earto | e também para Ihe dar um ligeito eta transferida, elettificando o disco | molhado e salgado era transpartar a | choque elétrico, metalic. eletricidade sem deixar que os me- ‘Volta declarou que a cletricidade taisentrassemem contactounscom | A noticia espalha-se animal de Galvani estava sentre as | 0s outros. Volta fez sua descoberta em 1799 ea verdades demonstradass, mas de- Oesultado foi literalmente eletri noticia espalhou-se rapidamente, Ele pressa comecou a ter dividas, | zante. A pilha rudimentar de Volta | demonstrou o efeito a Napoledo em ‘Chegou @ concluséo de que a eletn- | produziu provavelmente apenas al- | 1801, mas, ainda mais importante, ‘cidade que causava o espasmo na | guns volts (unidade elétrica assim | em mazyo de 1800, relatara os resul- pera da 18 pendurada no gancho vvinha do contacto com os dois me= ‘ai llreson Ct ofc Pubs ny to suns idee em 1702 0 1700 © pe Macan intesron aalafoeiecis oo oa Sees, a poco ae ei heated Ge Volta continham um jungao de dois metais diferentes nfo Ce cae ol Ywotuzla muta eeredade,ebors nusveterteatananie suvesse a suficiente para que ele on adicional no topo: Mais ‘vesse ums sensago curios na lin= ee Geo aureeecee gua, Entéo, teve a brilhante ideia de ‘ram desnocesadrios para ‘multiplicar oefeitofazendo uma série produzir corente etrica de jungdes semelhantes ligadas por gua salgada, Pegou num disco de cobre, colocowlhe um disco de zinca fem cima @ acrescentou um pedaco de cartéo encharcado em agua sal- dgada, depois outro disco de cobra, de SE Diao de pelo. Disco de zinco Cada metal tem um Elemento doterminado poder, que varia Individual de metal para metal, de —" colocaro fiuido elétrico em — movimento. 94 ALESSANDRO VOLTA Rect Na EXPANDIR HORIZONTES 95 [SQUUEEENNENNNRIINNY | Reclasuifcar os metais ppartida para © estudo da eletricidade , desse 66 moto, oo a um noweramo da fisica como fazer avangar rapidamen A llinguagem da experiéncia | te 0 desenvolvimento da tecnologia émais determinante do que | modema, a pilha de Volta levou a qualquer argumento: 0s factos | uma nova classifcage quimica dos podem dastruiro nosso | metais, a que ele experimentara raciocinio (argumento légice), | uma variedade de pares de 1 mas nao o contrario. nasua Alessandro Volta sonavam muito melhe do que outios,Prata © zinco formavam ma 9 9 ‘combinagao excelente, assim como | Alessandro Volta _ cobree estanho, masseeletentasse | ———————————— [prata com prata ou estanho com es- | Nascido em 1745 em Como, no ano, do excreta qualquer ciewici- | Norte de Alia, Alessandro Giuseppe Antonio Anastasio dade; os metais tinham de ser por toda a Gré-Bretanha faziam pi- | diferentes. Volta mostrou que Jhas elétricas e investigavam as pro- | tais podiam ser organizados nama piiedades da eletricidade, Antes de | sequéncia de modo que cada um se 1800, os cientistas eram forgados a | tornasse positive quando em contac: ‘rabalhar com a cletricidade estética, | to com o que estava imodiatame: algo dificil ¢ pouco compensado. | abaixo. Desde entdo, esta série ele- A invengao de Volta petmitiu-lhes | troquimica tem tido um valor inesti- ne decibel com antl doen | mae pape En 1776, desobru metano na ibd iia atmosfera junto ao lago tiais —liquidos, séidos e gases ~rea bene plan ae giam a uma corrente elétrica, Quem estava certo? Soe Entre os primeuos a trabalhar |histéria® | método de ignicgo com uma com a descoberta de Volta estav 8 comegou a investiger 0 | fajeca elétrica dentro de um William Nicholson, Anthony Carlisle | contacto de metais diferentes ape- | _reciplente de vidro selado, William Cruickshank, que, em maio | nas porque duvidou da hipstese de | __‘Bm 1779, Valta foi nomeado dde 1800, fzeram a sua propria wpilha | Galvani, No entanto, Galvani néo | professor de fisica da de 36 meias-coroas com os pedagos | estava completamente errado - os | Universidade de Pavia, cargo ccottespondentes de zinco @ cartfo» | nossos nerves funcionam, de facto, | que manteve durante 40 anos. epassaram a corente atravésde fios | através do envio de impulsos elétri- | Perto do final da gua vida, fol 3 3 a pioneiro na pistola de operacio do platinaeté um tubo cheiode équa. | cos pelo corpo - eo préprio Volta | Ponsize;ne pisola de oper Asbolhasde gas que surgiram foram | néodesenvolveu a sua teoriade for | Sigtaee percent BO. ‘dentificadas como duas partes de | ma inteiramente corzeta. Ele acredi- | Guilémetros, de Como ats Milo, hidrogénio e uma de oxigénio. Henry | tava que a eletricidade se originava | _¢ disparava uma pistola. Isto fo. Cavendish tinha mostrado que a for- | apenas pelo contactode dois metais | _opprecursor do telégrafo, que mula da dgua é H,O, mas esta foi a | diferentes, mas usa eletricidade para comunicar, primeira vez que alguém dividiu a | trou mais tarde que algo nao pode | Atunidade de potencial elétrico, 4gua nos seus elementos componen- | vir do nada. Quando a eletricidade | Welt, temo seu nome, tes, esté a ser gerada, alguma outta col Apilha de Volta fot cantepassado | sa tem de estar a ser consumida. | PHineipatobra, do todas as baterias modernas, usa- | Davy sugeriu que se estaria a de | 1769 pe Vj AetractivaIgnia das em tudo, desde aparelhos de au- | senrolar uma reacao quimica, eisto | Bleetriet ac Pheenoments Inde digdo @ camides ¢ avides. Sem | conduziu-o a importantes desco- | Pendentibus (Sobre a Forga baterias, muitos dos nossos disposi- | bertas adicionals sobre a eletrici- | _Atrativa do Fogo Blétrice) tivos atuais néo funcionariam dade. = NENHUM VESTIGIO DO INICIO NEM PERSPETIVA JAMES HUTTON (1726-1797) 98 JAMES HUTTON EM CONTEXTO As paisagens sto continuamente desnudadas 08 destrogos depositados no mar. tame mito es soci Dee sabre ada Tem Ants a ee a crt a Scxinatvasbassvanseercrengs eaveeai poten sieseunaad Sees coors mocniee eobgia tntogs exec or is Pore oo eros i a Estimativas biblicas No mundo judaico-cristdo, as ideias sobre a dace da Terra baseavam-se nas descrigdes do Antigo Testa: mento, No entanto, como estes tex tos opresentavam apenas um breve resumo da historia de Criagao, eram sujeitos a bastantes interpretacdes, peinoipalmente relacionadas com as ‘complexas cronologias genealégicas que se seguiram ao surcimento de Adéo « Eva (O mais conhecido desses calculos biblicos 60 de James Ussher, o primaz protestante da Irlanda. Em 1654, ‘Ussher indicou come data da criagao da Terraa véspera do domingodia 23. de outubro de 4004 aC. Esta data tornov-o0 literalmente sagrada na cul- ‘ura crista, quando foi impresea em ‘muitas Biblias como parte da crono- logia do Antigo Testamanto. No entanto, este processo nao leva a perda de superficie terrestre porque os novos continentes sto formades a partir de materiais derivados de continentes anteriores através dos mesmos ‘processos infinitos. 66 ‘Todos os anos, a partir da ctiago do mundo, resultam num total de 5698 anos. Teéfilo de Antioquia 99 ey Uma abordagem clentffica Durante o século xd. C,, estudioscs da Persia comegaram a considerar a questo da idade da Terra de modo mais empirico, Al-Biruni, um pione- ona ciéncia experimental, argumen: tou que se os fésseis marinhos eram encontrados em terra seca, entdo cesea terra 96 podia ter estado sub: mersa pelo mar, Ele concluiu que a ‘Terra deve ter evoluido durante lo ‘gos periocos de tempo. Outro estu- dioso persa, Avicena, sugeriu que as camadas rochosas tinham sido de- positadas umas eobre as outras. ‘Em 1687, Isaac Newton sugoria uma abordagem cientifica da ques ‘to. Afirmou que um corpe volumoso como a Terra demoraria corca de 60 milanosa artefecer ge fosse compos- ‘to por ferro derretido, Newton obteve ‘esse calculo extrapolando a partir do ‘tempo de arrefecimento de um «globo de ferro incandescente com 2,5 cen- timetros de diametio exposto ao an Newton tinha aberto a porta para o esatio cientifica aos entendimentos anteriores sobre a formagéo da Terra ‘Seguindo o exemplo de Newton, o naturalista francés Georges-Louis Lecierc, conde de Bufion, experimen ‘tou com uma grande bola de ferro incandescente e mostiou que, se a ‘Tarra fosse fetta de ferro derretido, ela demoraria 74 832 anos a arrefecer Em privado, Buifon achava que a Veja também: isaac Newion 6269 « 7 = Cha 100 JAMES HUTTON chamado Uuniformitarianismo, Este sustentava que as leis da natureza foram sempre as mesmas e, portanto, as pistas do passado encontram-se xo presente, No entanto, embora as ideas de Hutton sobre a antiguidade doplaneta soassem verdadeiras para os gedlogos, ainda néohhavia nenhum ‘método satistatério para se detorm'- nara idade da Terra ‘Uma abordagem experimental Desde o final do século xvur que os cientistas reconhecem que a crosta ste contém camadas sucessi- vvas de estratos sedimentares, Oma peamento qoalégice desses astratos Tevelou que sao cumulativamente bastante espessos e que muitos de- Jes contém restos féeseis de organis: mos que viveram nos seus respetivos ambientes depositérios Por volta da década do 1850, a coluna geolégica de estratos (também conhecida como coluna estratigratica) tinha sido mais ou menos dividida em cer ca de oito sistemas identificados do cestratos ¢ féssels, cada um represen tando um periodo geolbgico. Os gedlogos ficaram impressio: nados com a espessura geral dos 66 A mente pareceu ficar atordoada ao olhar para tao Jonge no abismo do tempo. John Playfair 99 estratos, astimada entre 25 © 112 quilémetzos de largura. Tinham ob- servado que os processes de eroséio. ‘ediapdsito de materiais rochosos, que ‘compéem esses estratos, eram muito Jentos ~ estimados em alguns cents ‘metros por século. Em 1868, Charles Darwin dou uma contribuigao um tanto equivocada para © debate, ao estimar que teriam demorado 300 milhdes de anos para que a erosio atravessaase as rochas dos periodos ‘Terclério e Cretéceo do Weald, no Sul de Inglaterra, Em 1860, John Phillips, um gedlogo da Universidade de Oxford, estimou que a Terra teria cor ca de 96 milhdes de anos, ‘Mas, em 1862, tais célculos geo- Jégicos foram escarmecicos pelo emi- nente fisico escocés William ‘Thomson (Lorde Kelvin) como nic ‘sendo cientifioos, Kelvin ara um em: pirico puro e argumentava que podia Usar a fisica para deverminar a dade precisa da Terra, a qual ele achava estar restringida pela idade do Sol. 0 fentendimanto das rochas terrestres, (0s seus pontos de fusto e condutivi- dade, tinha progredido enormemente queo mundo tes de shorem 1897.0 ano desde « época de Buffon. Kelvin me- dita temperatura inicial da Terra em 3900’ Ce aplicoua observagdode que temperatura aumentaa medida que descomosa partir da superficie—em corca de 0.5'C por cada 15 metros. A partir dagui, Kelvin calculou que de- morara 98 milhdes de anos para que a Terra arrefecesse até ao seu presen: te estado, valor que reduziu depois para 40 mithdes de anos, Um «relégio» radioativo O prestigio de Kelvin era tal que a sua medigo foi aceite pela maioria dos cientistas. No entanto, os gedlo- gos sentiam que 40 milhbes de anos no era simplesmente tempo suf- ciente para os graus de procassos geolégicos, depésitos acumulados € historia observados. Mas no tina qualquer método ciantifice através do qual contradizer Kelvin. ‘Na década de 1890, a descoberta de elementos radioatives de ocorzén- cia natural em alguns minerais @ ro- cchas da Terra forneceu a chave que resolveria o impasse entre Kelvin @ (08 gaélogos. jé que o ritmo de dete- tHoragdio dos étomos ¢ um cronémetro fAavel. Em 1903, Ernest Rutherford, previu as taxas de deterioragao ra- ioativa @ sugeriu que a redioativi dade talvez pudesse ser usada como lm «relégio» para datar os minerais as 1ochas que os continham, Em 1906, Rutherford obteve as pi ‘melras datas radiometricas da forma- (G40 de urn mineral em Glastonbury, no Connecticut: 497-500 milhges de anos, Ele alertou que se tratava de datas minimas, Em 1907, o radiocrus- nico americano Bertram Boliwood ‘aperfeigoou a técnica de Rutherford para produzir as primeiras datas dhométricas de minorais em rochas ‘com um contexto geclogico conhecl do, Estas incluiam uma rocha ce 2200 milhées de anos do Sri Lanka, cuja ‘dade aumentou grandemente as e3- timatives anteriores, Ent 1946, 0 g26- ‘Uma inconformidade & ums supor o dis estratosrochosoa de eras tra uma inconformidade angulat, 8 as por James Hutton na cost igcordancia angular sabrepesta por camadas mais noves, Discordincia angular Estrato rochoeo inclinado, mais antigo EXPANDIR HORIZONTES 101 logo britanico Arthur Holmes tinha | diométrica média de 4560 milhdes feito elgumas medigbes por isétopos | de anos das rochias magméticas de de rochas contendo chumbo da | granitoe basako na crosta da Terra, Groneléndia, as quais fornaceram | ele conctuin que a semelhanga das uma idace de 2015 milhdae de anos iede ‘Esta foi uma das primeiras idades mi- 986, fez nimas flavels para a Terra. Holmes icionais que aumentaram a festimou depois a idade do urdnio, da. sua confianga na precisdo da data de qualochumboderivava, obtendouma | 4550:milhdes de anos, Este continua data de 4460 milhoes de anos, masele | a ser onimeto at jos cientistas ‘achou que essa devia ser a dade da | atuais. = nnuvem gasosa a partirda qual a Terra se tarie formado, —— as Finalmente, em 1983, 0 geoqui- mico americano Clair Patterson ob- 6 & teve a primeira idade radiométrica geralmente aceite para a formagao A hist6ria passada do nosso da Terza de 4550 milhaes de ans. ‘Nao hé minerais ou rochas conheci- | globo tem de ser explicada dos que datem da origem da Terra, pelo que podemos ver ‘mas muitos meteoritas 880 conside- ‘acontecer agora, radios como tendo origem no mesmo James Hutton evento no Sistema Solar. Patterson calculou a data radiométrica dos mi- * ® nerais de chumho no meteorito de Canyon Diablo em 4510 milhées de anos. Comperando-accma ace ro | ‘séenicas agrarias usadasem East Anglia, Inglaterra, onde ‘sua exposigio ao solo © ds rochas da qual derivavam levou ‘um interesse pela geologia, 0 {qua o levou a fazar expedigdes ‘do.campo por toda aInglatorra Jonga descrigéo em 17880 um — livro bastante mais extenso em 1798. Morreu em 1797, A ATRAGAO DAS MONTANHAS NEVIL MASKELYNE (1732-1811) EM CONTEXTO RAMO A massa gravitacional eepatt eatcrpeit te eee eve aerate 3a denaidade ralativad ANTES a 1687 Isaac Newton publica Principtos, no qual sugere experiéncias para o céleulo da densidade da Terra, 11692 Numa ventativa de explicar 0 campo magnético da Tetta, Edmond Halley sugere que o planeta 6 compasto por tués esferas conoéntricas ocas, 11738 Pierre Bouguer tenta, sem sucesso, uma experiéncia de Newton em Chimborazo, um ‘vuledo do Equador. Medir o desvio Jeulo da DEPOIS 1798 Henry Cavendish usa um método diferente para calcular a densidade da Terra, a qual tdescobre ser de 5448 kg/m 1854 George Airy calcula a densidade da Terra usando péndulos numa mina, __EXPANDIR HORIZONTES 103 também: = 66 (..) adensidade média da Ter a 6, pelo menos, o dobro da densidade da sua superticie (.) ‘ioe sem avs . densidlade das partes sou uma avaliagdo do formato da | sreeriores da Tetra 6 Muto gee eae maior do que perto da Mabenbe Bo cas superficie a Tecra bicie ses Nevil Maskelyne © Schichalion, mas 99 volume eda flor de Mas: Nasco on 1792, om Londres, | aanta rasa probama NewilMasklyne ntressou-e por_| da medio da lngitde m0 Srctonomia nt esol Depoia de ve| mar um grande posira 98 formar pela Universidade de | epoca. O seu método envolvia Cambilige «ser ocanado pada, | moins cutalonas da tornou-se membro da Royal Society distancia entre a Lua « uma tm1768 ofolanenomo eeiGe | datermiada even, Dorn os tea wun more, | como a conmuta de abelas Bm 76a Royal Seca oviow | publcndas. Mantnyan iba Ge ants lana | ‘no Atlantico, para observar 0 | Principais obras tinea de varus Ariedites | feitas conforme o planeta passava | 1764 Observagdes Astronémicas Strento do Solpernitiamaue | Feltasne the de Santa Helene os astrOnomos ealculassem a | 1778 Felato de Ohservagdes Feitas GietEncia entra a TerraeoSol, no Monte Schiehalion para Ele passou também muito tempo _-Descobrira Sua Atrag&o EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES 1694 0 hotanice alemso Rudolph Camerarius mostra que fs flores contém ag partes reprodutoras das plantas, 1783 Cari Lineu publica Espécies de Plantas, formulando lum sistema de classificagSo ‘conduzito pela estrutura da flor Década de 1760 Jose! Goxtlieb Kolreuter, um botfinico aleréo, ova que S80 necessérios gros de polen para ferslizar uma for DEPOIS 1831 0 botanico eacoots Rober Brown descreve como os g1aos de péien germinam no estima (parte fominina da planta) de uma flor, 1962 Charles Darwin publica Ferilizagdo de Orquideas, um. ‘estado pormencrizadio do relacionamento entre as flores 09 insetos polinizadores eee O MISTERIO DA NATUREZA NA ESTRUTURA E FERTILIZAGAO DAS FLORES CHRISTIAN SPRENGEL (1750-1816) Beneficio mutuo EXPANDIR HORIZONTES 105 OS ELEMENTOS COMBINAM-SE SEMPRE DA MESMA FORMA JOSEPH PROUST (1754-1836) EM CONTEXTO RAMO Quimica ANTES 1, 400 a. C. 0 pensador grogo ‘Deméenito afima que o mundo 4 composto por mintsculas porticulas indivisiveis os atornos, 179 0 quimico inglés Robert Dossie argumenta que as substncias se combinam quando esto na proporeto Correta, ideia que designa por eproporgaio de saturapaon. 1787 Antoine Lavoisier ¢ Claude Louis Bertholietelaboram o sistema modemo de classificagio dos compostos quimicos. DEPOIS 1808 John Dalton mostra que ‘5 elementos so compostos por ‘étomos de massas especificas, {que se combinam pate formar ‘compostos. 1811 0 quimico italiano isperoabeu que: Amedeo Avogadro faz uma esi dlistinggo entre étomos e as moléculas formadas por estes pata fabricar as compostos, um | © ferro, tal como muitos outros jonteas |“ metais, esta sujeito A lei da eee ureza, que preside a todas ‘bes verdadeiras, ou seja, une-se com duas proporgdes constantes de oxigénio. ferente, com daram mas, em 1811, Jons Jakob B ie et verdade Isto eoria atém 108 INTRODUGAD [Nos penhascos de Lyme Oastiéncrme Wiliam Regis, Mary Anning (Christian Doppler Herachel descobee a tencontra o primeira Michael Faraday explica por que razto as radiacio sequeleto de um escebte o principio por egtrelas bindrias <0 infravermetha ictiossauro ‘vis do motor elétrico colors 1800 1811 1821 1842 1803 1820 1837 1845 John Dalton aprosonta a Hans Christian Orted Louis Agassiz cxpiorador alemio ‘eis de pesos atémicos, ——cesccbto que. quando se cescroyo uma idade ‘Alexander ven liga uma corrente © do gelo Humboldt introduz a ‘Ponteiro de uma Soias ecologia Trisgola prosamas ‘estromer invengio da pilha elétrica, | para separar as vériae cores da lua | usando a ideia de que a luz é uma em 1799, abriu novas éreas | solar e investigar as suas tempera- | ontla com um espactro de diferentes de investigaco cientifica. | turas: descobriu que oseuterméme- | frequéncias, apresentando ofenéme- ‘NaDinamarea, Hans Christian Orsted | tro mostrava uma temperatura mais | no hoje conhecide como efeito da descobriu acidentalmente uma liga- | alta para além da zona vermelha do | Doppler. Entretanto, em Paris, os f- (edo entre a eletricidade e o magne- | espectio visivel. Herschel tinha tro- | sicos franceses Hippolyte Fizeau tismo Na Royal Institution de Londres, | pegado na radiago infravermelha, | Léon Foucault medizam a velocidada ‘Michael Faraday imaginowas formas | sendo a radiacéo ulizavioleta desco- | daluz ¢ mostraram que esta se des dos campos magnéticos e inventou | berta no ano seguinte - provando | loca mais devager na équa do que primeiro motor eléttico do mundo. | que o espectio continba mais do que | pelo ar Na Esotcia, James Clark Maxwell | a luz visivel. De uma forma aciden aproveitou as ideins de Faraday ede- | talmente semelhante, Wilhelm cifrou a matemética complexa do | Réntgen descobriu os ralos X, mais eletiomagnetismo. tarde, no seu laboratério na Alema- | Dalton sugeriu, ndo sem algume he- nha. Ofisico briténico Thomas Young | sitago, que os pesos atémicas po- Ver 0 invisivel elaborou uma experiéncia inteligen- | diam ser um conceito til para os Foram descobertas formas invisiveis | ve com fondas duplas para determi- | quimicos © procurou estimar al- de ondas eletromagnéticas antes de | nar se.aluz érealmente uma onda ou | guns. Quinze anos depois, o quimi- ‘estas sorom compreendidas ou de | uma parvicula. A sua descoberta da | co sueco Jons Jakob Berzelius as leis que as governam serem | interferéncia de tipo onda pareceu | desenvolveu uma lista bastante decifredas. Trabelhando em Bath, na | acabar com a discussao, Em Praga, | mais completa dos pesos atomicos, Gra-Bretanha, 0 astronomo alemao | 0 fisico austriaco Christian Doppler | O seu aluno, o quimico alemao William Herschel usou um prisma | explicou a cor das estrelas binarias, | Friedrich Wohler, tranéformou sal UM SECULO DE PROGRESSO 108 Chates Darwin August Kelle osciove a sua teoria — cssrieve s eatrutura Dimitri Mandiloen da evolugii ex. quimica cs apresenta a tabela ‘A Origem das molécula de periddiea os Espécies. benzeno, lements 1859 1865 1869 1859 Louis Pasteur refute a geracdo espontanea davida \Whthelm Rontgen soscobte 08 ralow 1895 1866 1873 1898 Gregor Mendel publica James Clezk Maxwell Marie Curie isola 0 Sseutiabalno sone publcaassuaslelsdo _polénie radioativo, genética das eletromagnetismo cervithas, inorgénico num composto organico, desmentindo assim a ideia da que a quimica da vida operava segundo regras separades. Em Paris, Louis Pasteur mostrou também quea vida no pode ser gerada espontanea- mente. A inspiragéo para novas ideias surgia de varios lados. A es- wutura da molécula do benzeno ccorren ao quimico alem&o August Kekulé ao adormecer, enquanto 0 quimico russo Dmitri Mendeleev ‘usou um baralho de cartas para de- cifrar 0 problema da tabela periédica dos elementos. Marie (Sklodowska) | Curie solou o polénio e oradio e tor nou'se a Unica pessoa a ganhar 0 Prémio Nobel tanto da Quimica como da Fisica. Pistas do passado Oséculo xn foi testemunha de uma revolugao na compreensio da vida Na costa sul de Inglaterra, Mary Anning documentou uma série de fosseis de criaturas extintas, que retirara dos penhascos. Pouco de- pois, Richard Owen cunhou o termo dinossauror para descrever 06 «i ¢gartos terriveiss que um dia vaguea- ram pelo planeta, O gedlogo suigo Louis Agassiz sugeriu que grande parte da Terra asteve em tempos coberta de gelo, desenvolvendo de- pois a ideia de que a Terra passou. por condigdes muito diferentes a0 longo da sua histéria, Alexander von Humboldt usou percegées interdis- ciplinares para descobrirligagdes na natureza e estabeleceu o estudo da ‘scologia, Em Franca, Jean-Baptiste Lamarck descreveu uma teoria da ‘evolugdo, acreditando erradamente quea transmissio de caracteristicas adquiridas era a sua forya motriz Entéo, na década de 1850, os natu- ralistas briténicos Alfred Russel ‘Wallace e Charles Darwin chegaram ‘ambos a idela da evolugdo por sele- (gdonatural TH. Huxley demonstrou que os passaros podem ter evoluido dos dinossauras e as provas de apoio @ evolugdo acumulatam-se. Entre- ‘tanto, um frade agostinho de lingua lem, chamado Gregor Mendel, de- cifrou as leis bésicas da genética 20 estudar milhares de plantas de ervi- ha. O trabalho de Mendel seria negti- @ 0 potassio sto I fevela tragos importantes da estrutura do dtomo a periodicidade ser feitas conduzir experiénci UM SEGULO DE PROGRESSO 177 Veja também: Robert Boyle 46-49 + John Dalton 112-13 + Humphry Davy 114 + Marie Curie 180-95 « 208-12 » Linus Pauling 264-69 test Rutherford aimero atémico simbolo A tabela periédica de Mendeleev fola procursora da tabela moderna, mostiada aqui. Ele detxou espagos na sua tabels, onde o elemento cottespondente ainda ndotinha sido doscoberte, e ueou-os para prover as roprisdadis dos elementos om falta [Bee “i "e “e en Ye Ge“ en nome do elemento peso atémico, os elementos seme- Ihantes ocarriam a cada aito lugares. Newlands publicou as suas desco- bertas em 1864. No jornal Chemical News, New- lands esoreveu: (Elomentos perten- ccentes ao mesmo grupo surgem na mesma linha horizontal, Do mesmo ‘modo, o8 nlimeros de elementos se: melhantes diferem em sete ou mil tuplos de sete(..) Proponho chamar & cesta relacdo peculiar Lei das Oita vas.» Os padrdes na sua tabola fa- ziam sentide até ao calcio, mas depois tornavam-se desordenados. AI de matgo de 1865, Newlands foi ridicularizado pela Chemical Society, que disse que mais valia listar os elementos por ordem alfabstica € recusou-se a publicar o seu trabalho. A importaneia do feito de Newlands, ‘56 seria reconhecida mais de 20 anos. depois. Entrezanto, o mineralogista frances Alexandre-mile Béguyer de Chancourtois também vira of pa- ides, publicando as suas ideias em 1862, mas poucas pessoas notaram. Charada de cartas Por volta da mesma altura, Dmitri Mendeleev debatia-se com mesmo problema, enquanto escrovia 0 sou livro Principio de Quimica, em $40 Petetsburgo. Em 1863, existiam 56 elementos conhecidos e eram des- ‘cobertos elementos novos @ razio de lum por ano. Mendeleev estava con- vencido de que tinha de existir um ppadirdo, Num esforco para solucionar enigma, fez um baralho de 86 car- tas, cada uma com o nome e as principais propriedades de um ele- mento Diz-20 que Mendeleey fez a eua descoberta quando estava prestes a embarcar numa viagam de inverno, fem 1868. Antes de partir, colocou as cartas na mesa e comegou a pensar no mistério, como se astivesse a jo- gar um jogo de paciéncia, Quando 0 sou cocheiro se apreximou da porta para leva: a bagaggm, Mendeleev dispensou-, dizendo que estava ocupado. Foi mudlando as cartas de ‘um lugar para 0 outro, até conseguir oxganizar finalmente os 56 elementos como queria, com os grupos seme- 178 DMITRI MENDELEEV Thantes dispostos verticalmente. No ano seguinte, Mentieleev leu um es- tudo perante a Sociedade Quimica Russa, declarando que. «Se organiza- dos segundo 0 sau peso atémico, os elementos exibem uma periodicidade aparente de propriedades.» Explicou tentfio que os elementos com proprie- dades quimicas semelhantes tém pesos atémicos quase do mesmo valor (como 0 potassio, 0 irfdio @ o ésmic) ou que aumentam com regularidade (como o potéssio, orubidio eo césic). Explicou ainda que a organizagao clos elementos em grupos por ordem dos seus pesos atémicos correspon- de A sua valencia ~0 nimero de liga- (9025 que os atomos podem formar com outros atoms. 66 E fungdo da ciéncia descobrir a existéncia de um reino geral de ordem na natureza e encontrar as causas que governam essa orclem. Dmitri Mendeleev 99 Prever novos elementos No seu estudo, Mendeleev fez uma pprovisdo ousada: cDevemos esperar ‘a descobarta de muitos elementos ‘ainda desconhecidos - por exempio, dois elementos andloges ao aluminio © ao silicio, cujos pesos atémico es- taro entte 05¢ 75.» A omganizagao de Mendeleev i cluia avangos cruciais sobre as Oita- vvas de Newlands, Por baixo do boro e do aluminio, Newlands colocara 0 cerémio, o que fazia pouco sentido. ‘Mendeleev pensou que tinha de exis tirum elemento ainda néo descober- to @ provi que iria ser encontrado um com um paso atémico de cerca de 68. Formaria um éxido (um com- posto formado por um elemento com © oxigénio) com a férmula quimica de M,0,, onde «Ms 6 0 simbolo do novo elemento, Esta formula signifi cava que dois atomos do novo ela- mento se combinariam com trés 4comos de oxigénio para formar 0 oxido. Previu mais dois elementos ‘para proencher outros espagos! um ‘com umn peso etémico de cerca de 45, formandoo éxido M,0,,.€0 outro com ‘um peso atémico de 72, formando 0 6xido MO,, Os ctiticos estevam céticos, mas Mendeleev fizera afirmacdes muito ‘especificas @ uma mansira eficaz de ‘sustentar uma teoria cientifica 6 far er previsdes que sejam provadas verdadeiras. Neste caso, 0 elemento 0s seis metals alealinos slo ‘odes metals macioae altamente reatives. A camada exterior daste podago de sido Paro teagiu com o oxigénio no ar, otiginando uma camada de éxido de sod. lio (peso atémico de 79, formando 0 éxido Ga,0,) fol descoberto em 1875; cescéndio (peso atémico de 46, 0,0), em 1879; eo germfnio (peso atémicode73, GeO, em 1886. Estas descobertas estabeleceram a repu- ragdo de Mendeleev. Erros na tabela ‘Mas Mendeleev cometeu alguns o- ros, No seu estudo de 1869, afirmou ue 0 peso atémico do telirlo tinha de estar incorreto: deveria situar-se entre 123.6 126, porque. pesoatémi- (00 do iodo # 127, © 0 iodo devia, se- gundo as suas propriedades, seguir laramente teliriona tabela, Estava ‘que ocotrem naturatmante (istados no grupo 18 da tabela) 5800 hélo,o néon, odrgon, o cripton, o xénon e o radon. Possuem uma reatvdade quimica muito baixa, porque ceda um deles tem uma étbita de ‘valencia completa ~ uma ottita de elotes a rodear o micieo co atomo. O ‘helio $0 tem uma orbita contendo dole eletrOes, enquanto 0s outros elementos ©) Xe UM SECULO DE PROGRESSO 178 cerrado 0 peso atémico relative do | atémicodo elementov @ 6 este niime- telirio é na verdade, de 1276; supe- 0 que determina @ posig&0 do ele nor ao do iodo, Uma anomalia same- | mento na tabela periédica, O facto Thante ocorre entre 0 potdssio (peso | de os pesos atbmicos terem resultado atémico de 39) e 0 argon (p.a 40), | numa aproximagao precisa deu-se conde o Argon precede claramente o | porque, para og elemantos mais le- ppotéssio ne tabela mes Mendeleev | ves, opeso etémicoé quase (mas nfo nndo tinha nogdo desses problemas | exatamente) o dobro do mimeto ats- ‘em 1869, porque o argon s6 foi des- | mico. coberto em 1894. O argon é um dos gases nobres, questo incolores, ino- Usa a tabela doros e quase néo reagem com autios | A tabela periédica dos elementos elementos. Dificeis de detetar, ne- | pode parecer apenas um sistema de hum dos gases nebres era conhe- | cetalogagdo— uma forma simples de ido na altura, portanto, nao havia | ordenar os elementos -, mas tem ‘espaco para eles na tabela de Men- | uma impo:téncia muito maior, tanto elev, No entanto, quando 0 érgon | na quimica como na fisica. Permits surgiu, passou a haver varios 0: aos quimicos prever as proptiedacies ‘espacos para preencher 8, por volta | de um elemento e tentar variagdes de 1998, o quimico escocés William | nos processos; por exemplo, se uma Ramsay tinha isolado o hélio, onéon, | reago especifica nfo funciona com © cripton e o xenon. Em 1902, Men- | 0 crémio, talvez funcione com mo- elev incorporou os gases nobresna | libdénio, o elemento que esta logo sua tabela, como o Grupo 18, e essa | abaixo do crémio na tabela, Fiissia com o filho de 15 anos até Séo Petersburgo, para que versdo da tabela forma a base data | A tabela foi também crucial na | Sle obflvease uma formasto bela periédica que usamos atual- | procura pela estrutura do étomo. Por | superior. monte, {quo razao as propriedades dos ele- "Em 1862, Mendeleev A anomalia dos pesos aibmicos | mentos serepetiam nestes paciSes? | easou-se com Feozva Nikitichna jerrados® foi resolvida em 1913 palo | Por que razfio eram os elementos do Leshcheva, mas, em 1876, ficou fisico briténico Henry Moseley, que | Grupo 18 t&o pouco reatives, enquan- | Sbsecado por Anna Ivanova, ‘wsou raios X pera determiner 0 nl- | to0sel a Popova e casou com ela antes aios X pera determin tooselementosnos grupos de ambos | Ba . — ‘mero de protdes no micieo ce cada | os lados eram os mais reativos de Srimalra mulher, tomo de um dado elemento. Isto | todos? Tais questdes conduziram 'Na década de 1290, 1paseou a ser designado por unimero | diretamente & imagem da estrutura Mendeleev organizou novos do atom, aceite desde endo, padres para a produedo de RRS endeleev seve, a4 certo ponto, _ vedea. Investigou a quimica do sorte om ter recebido 0 crédito pela Bettélec © ajudou a estabelever 6 oy sua tabela. Néo 26 publicou as suas |S Primera refinaria russa de ‘deiasdepolsde Béguyere Newiands, Peuneo- ES ae cnmo tmbim 9 qulmioo sido | Wl - Devemos esperar a desooberta | Corner Moyer, que comparcu oposo | faeen pert un Piste Nobel de elementos andlogos 20 atémico com volume atémico para mas Sua candidatura foi aluminio ¢ ao silicio—cujos | mostrar a relagdo periédica entre os _vetada, provavelmente por pesos atémicos estarao entre elementos, se antecipou a ele, publi causa da sua bigamia. 65e 75, cando o seu trabalho em 1870, Tal | 9 @lemento radioative 101, Dmitri Mendeleev como acontece frequentemente na | sua yeaenaqess ciéncla, a época estava pronta para @® tina determina decccbertaovaras | |e pessoas chegaram independente- rmentea mesma concluséo,;gnerando 1890 Prineipias de Quimica |g patho uns dos outros. E 0 MAGNETISMO SAO EXPRESSOES DA MESMA SUBSTANGIA JAMES CLERK MAXWELL (1831-1879) 182 JAMES CLERK MAXWELL ‘mostrar que a juz é uma onda. 1820 Hans Christian Qrsted demonstra uma ligagéo entre acclotricidade o magnetismo. 1831 Michael Faraday mostra que um campo magnétice em ‘mutago produz um campo eletrico, DEPOIS: 1900 Max Planck eugere que, emalgumas ciscunsténcias, luz pode ser tratada como se fesse composta por pequenos spacotes de ondass, ou quanta, 1905 Albert Binstein mostra que 0s quant de luz, hoje conhecicios como fotdes, so reais. ‘Década de 1940 Richard Feynman e outros desenvolvem ‘aeletrodinamica quantica (EDO) para explicar 0 ‘comportamento da hu. Um campo magnético pocie muciar a polarizagao ce luz Isto sugere que a luz pode ser ‘uma onde eletromagnética, Presumindo-se que a luz é uma onda eleizomagnética, 6 possivel formular ‘equagdes para descrever matematicamente ‘o comportamento da luz 4 descoberta dic ondas de rédio de comprimento Tongo (também parte do espectra eletromagnético) confirma as equagbes. 5s sérles de equagtes dite renciais que descravem 0 comportamento dos cam poseletromagnéticos, desenvolvidas palo fisico escocés James Clerk ‘Maxwell ao longo das décadas de 1860 © 1870, sio merecidamente con- sideradas um dos maiores feitos da historia da fisica, Uma descoberta verdadeizamente traneformadora; no s6 revolucionaram a forma como os cientistas viam a eletricidade, o magnetismo e a luz, como também estabeleceram as regras basicas para um estilo intetramente novo de ica matemética. Isto teve conse- ‘quéncias importantissimas no sécu- | Faraday. Hoje em dia, Fataday 6 tal- lox oferecendo hoje esperanca para | vez conhecido sobretudo pela invengio tums unificagao da nossa comproen- do motor elétrico © pela descoberca, sfodo Universo numa (Teoriade Tudo» | da indugao eletromagnética, mas foi abrangente. uma descoberta menos celebrada que fomeceu o ponte de partida a O efeito de Faraday Maxwell. Acescoberta do fisico dinamarqués | Durante duas décadas, Faraday Hans Christian Orsted. em 1820, de | tentara, entre outras coisas, encon- uma ligagdo entre a eletricidade © 0 | trar uma ligagdo entre a luz @ 0 ole magnetisme abriu caminho pare um | womagnetismo, Enlao, em 1845, século de tentativas para se desco- | elaborou uma experiéncia engenho- brires ligagdes e interconextes entre | sa, que resolveu a questo de uma fenémenos aparentemente nao rela- vez por todas. A experiéncia envolvia cionados. Também inspirou uma | pasar um feixe de luz polarizada (na descoberta importante de Michael | qual as ondas oscilam’numa tinica UM SEGULO DE PROGRESSO 183 Veja também: Alessandro Volis 90-95 « Hans Christian Orated 120 « Michael Fasday 121 » Max Planck 202.05 « Albert Binstain 214-21 « Richard Feynman 272-74 « Sheldon Glashow 292-93 66 A teoria especial da relatividade deve a sua origem ‘s equagies do campo eletromagnético de Maxwell. Albert Einstein 99 aa diregdo, algo facilmente criado quan- do ge reflete um raio de luz numa superficie refletora lisa) atravas de ‘um campo magnético potente e tes- tat 0 angulo de polarizagdo no outro Jado com uma lente ocular especial. Faraday descobriu que, girando a orientagaodo campo magnético, con- seguia afetar 0 angulo de polarizagao da luz, Baseado nessa descoberta, Faraday aigumentou, pela primeiia ‘vee, que as ondas de uz eram algum pode ondulagdo nas inhas de forca segundo as quais ele interpretava 0 fenémeno eletromagnético. Teorias de mo Contudo, embora Faraday fosse um cexperimentalista brilhante, foi neces- sitio © génio de Maxwell para dar a esta idoia intuitiva uma base teérica solide. Maxwell abordou o problema Acconfiguragio das limalhas do ferro om volta de um iman parecia Ssugerir as linha de forga descritas par Faraday, Na toaliade, elas mostram a tego da forga experimentada por ume ‘carga num dadlo ponto num eampo lottomagnitico, conforme representado nas equagbes de Maxvval pela dizego opasta, descobrinds 0 elo entre a eletricidade, o magnetis- mo ea luz, quase por acidente Apaincipal preocupagto de Max: vell era explicar como é que funcio- navam a8 forgas eletromagnéticas envolvidas em fenémenos como a indugdo de Faraday ~ onde um iman fem movimento induz uma cotrente elétrica, Faraday tinha inventado a ‘dela engenhosa de slinhas de forge, (que se espalhavam em anéis concen- twieos om valta de correntes elétricas em movimento ou que emargiam & regressavam aos polos ce imanes. Quando os condutores elétricos se moviem em relagioa estas linhas, as correntes flufam dentro deles. Tanto adensidale das linhas de forga como a valocidade do movimento relative anfluenciavam a forga da corrente Porém, embora as linhas de forga fossem iteis para a compreenso do fonémeno, nlo tinham uma existéncia fisica ~ os campos eiétricos © mag- nnéticos fazem sentir a sua presenga ‘em todos os pontos do espago dentro do seu intervalo de influéncia, endo ‘apenas quando sio tragadas deter- minadas linhas. Os cientistas que tentaram descrever a fisica do ele- ‘womagnetismo tendiam a pertencer a uma destas duas oscolas: os que viam o elettomagnetismo como um tipo de vagdo a distanciay, seme: Thante ao modelo da gravidade de Newton, e os que acreditavam que © eletromagnetismo se propagava em ondas pelo espago. Em geral, os apciantes da sage & distancian vi- nham da Europa continental e se~ guiam as teorias do pioneiro do esnudo da eletricidade André Marie Ampare (p. 120), enquanto os que acreditavam nas ondas eram ven- dencialmente britanicos, Uma forma clara de distinguir as duas teorias Désicas ere que a agdo & distancia ocotteria instantaneamente, en- ‘quanto as ondas levariam inevitavel- mente algum tempo para se propa- garem no espago. 184 JAMES GLERK MAXWELL Os modelos de Maxwell Maxwell comecou a desenvolver a sua teoria do elatromagnetismo em dois estucos publicados em 1855 & 1856, os quais foram tentativas de ‘modolar goometricamente as linhas de forga de Faraday, em termos do ‘fuxo num (hiporético) uido incom- ppressivel. Obteve um sucesso relative em estudos subsequentes, tentou ‘uma abordagem alternativa, mode- Jando o campo como uma série de ppatticulas @ vértices giratérios. Por analogia, Maxwell consequiu de- ‘monstraralei do circuito de Ampé que relaciona a corrente elétrica que atiavessa um circuito condutor com © campo magnético em seu redor. ‘Maxwell também mostrou que, nes- te modelo, as mudangas no campo eletromagnético se propagariam a uma velocidadle fnita (se elevadal, ‘Maxwell derivou um valor aproxi- mado para a velocidade de propaga- Gao do corca de 310 700 km/s, Este valor era to préximo da velocidade da luz, conforme medido em numo- rosas experiéncias, que ele percebeu imediatamente que a intuigao de Faraday sobre a natureza daluz devia estar correta, No ultimo estudo da série, Maxwell descreveu como 0 66 ‘Numa longa visio da histéria da humanidade (..) restam ppoucas diividas de que o acontecimento mais significativo do século xx seré a descoberta das leis da eletrodinamica de Maxwell. Richard Feynman 99 <— Campo ‘magnético ca Comprimento da onda a ‘magnetismo podia afetat a oriente- ‘¢do de uma onda eletromagnética, onforme visto no efeito de Faraday, Desenvolver Satisfaito por os furndamentos da sua teoria estarem corretoe, Maxwell co- ‘megou, em 1864, a estabelecer uma base matamatica slida Em Teoria Dinamica do Campo Bletremagnética ‘Maxwell descreveu a luz como um par de ondas transversais, uma elé tice e outra magnética, orlentadas porpendicularmente entre si 6 sin- ‘cronizadas em fase de modo tal que ‘as mudiangas no campo elétrico re- forgam o campo magnético e vice- -versa (a orientagdo da onda elétrica 6 aquola que normalmente determi naa polatizapao global da onda), Na ‘iktima parce do seu artigo apresentou uma série de 20 equacées, que da- vam uma descrigéo matemética ‘completa do fenémeno eletromagné- tico em termos de potenciais eléti cos @ magnéticos — por outras pelavias, 2 quantidade de energia Os componentes elétricos fe magnéticos de uma ona cletromagnética desiocam-se pelo espaga oseilando em gules retas em rlacBo unis aos outros e em fase, de mado que ambos os elomentos alcangam a suas ‘smplisudes méxaimas ao mesmo tempo @ se reforgam constantemente por indugae, Campo eléttico ea Dirego da propagagao “x ppotencial slétrica ou magnética que lum ponto de carga experimentaria rium ponto especifico do campo ale- uomagnético Maxwell mostrou depois como as ondas elstromagnéticas, que se des- locavam 4 velocidade da uz, surgiam naturalmente das equagtes, resol- vendo aparentemente o debate sobre ‘a natureza do elotromagnetismo de uma vez por todas, Resumiu o seu trabalho sobre 0 assunto am Tratado sobre Eletrici- dade ¢ Magnetismo, em 1873, mas, por mais convincente que a teoria fosse, esta permanecia por provat quando Maxwell morrou, j& que 0 ‘comprimento de onda curto ea ele- vada frequéncia das ondas de luz tomavam as suas propriedades im- possiveis de medit. No ontanto, oito anos depois, em 1887.0 fisicoalemtio Heinrich Hertz forneceu a ultima pega do puzzle (e fez uma descober- ta tecnolégica enorme) 20 conseguit produzir uma forma de onda eletro- ‘magnética muito difereme com bai- (GRRE | 122128 ce demos 0 nome do 66 As equagées ce Maxwell tiveram maior impacto na xas frequéncias ¢ de comprimentos de onda longos, mas com a mesma velocidade global de propagacdo—a forma de eletromagnetismo conhec dda hoje como ondas de radio, Heaviside dé sua contribuicéo Por altura da descoberta de Hertz tinha havido um outro dasenvolv: ‘mento importante que produzis final mente as equagdes de Maxwell tal como as conhecemos ho'e. Em 1884, um engenboiro slétric, ‘matemiético e fisico briténico, che- mado Oliver Heaviside — um génio autodidate que j@ tinha patenteado © cabo coaxial para a transmissao eficiente de sinais elétticos -, elabo- rou ume forma de transformar os po- tenciais das equacdes de Maxwell fem vetores. Estes eram valores que descreviam tanto o valor como a d reco da fora experimentada por uma carga num dado ponto de um campo eletromaynético. Ao descre- ver a direcdo das cargas em todo 0 ‘em vez de apenas a sua! em pontos individuais, Heaviside reduziu uma duzia das equagoes or! ginais a apenas quatio, toonando-as muito mais titeis para aplicagées pré- tieas. A contribuigdo de Heaviside ‘esté, em geral, esquecida hoje, mas aa seu conjunto de quatro equag: UM SECULO DE PROGRESSO 185 Maxwel Embora o trabalho de Maxwell tenha esclarecido muitas questoes relativamente & natureza da eletricl- dade, do magnetismo e da lua, tam- bem serviu para realgar alguns mistérios notaveis. Talver o mais significative de todos seja a natureza do meio através do qual as ondas es womagnéticas se desiocavam — por que, certamente, as ondas de luz, como todas as cutras, exigiam esse meio? A busca para medir este de- nominado eéter luminosor vitia a ominar a fisica no final do século 20%, levandlo ao desenvolvimento de algumas experiencias engenhosas, © fracasso continuado da sua dete- ‘¢40 oriou uma crise na fisica, que virig a praparar o caminho para as lugdes patalelas do século 2: a eoria quantica @ 4 relatividade. a soa obscura Giferonciais, fomecem, na vali uma descrigSo concisa da estrat vB=0 2B VxE=-F « VX B= ny + wey HAVIA RAIOS A SAIR DO TUBO WILHELM RONTGEN (1845-1923) EM CONTEXTO Ecrdis fluorescentes RAMO- 76s de um tubo Fisica 0 selado, os ralos catédicos ‘226m riba ANTES 7 5 1838 Michael Faraday passa ma cottente elétrica através dour tubo de video em vacuo parcial, produzindo um arco eletrico reluzeme. 1869 Johann Hittorf observa ‘os raios catodicos. DEPOIS 1896 Primeiza utilizagao clinica dos taioa X num diagnéatico, produzindo uma imagem de uma fratura 6esea Algum tipo de raio desconhecide deve t= passado pelo cartao, para 1896 Primaiza utilizacéo clinica — doa aioa X no uotamento do pale 1897.11. Thomson descobne dade. Um a aque os eies extédlons eo, atic na ealidade, fess de eltbes, roluzane asalat nite Os ries X so produzidos elétrodos) fol observado pela Guindbumistecedeion cco dt ea 1868 Roi Fein un co ros X pata ada: a deverinas a estrtura de ADN ia ver em 1238, Faraday. Este pass: UM SECULO DE PROGRESSO 187 ‘Voja também: Mich: do cétodo, ou el o colega de Hittorf, Eugen Gold- | meiro observado quand stain, mas, em 1697, 0 fis han J.J. Thomson most de feixas de al tes | ter ao aios X», mas pode Descobrir os raios X @ passou os dois meses seguintes Durante assuas experiéncias, Hittorf | investigar as propriedades desses faioa Réntgen em muitos paises. Hoe Wilhelm Réntgen nasceu na Alemanha, mas viveu na Holanda parte da sua infancia. Estudou engenharia mecinica em Zurique, antes de se tornar palestrante de fisica na Universidade de Estrasburgo, em 1874, @ professor dois anos depois. Ocupot cargos superiores: fem virins universidades durante a gua carreira. Rontgen estudou muitas dreas diferentes da fisica, Incluindo os gases, a transforéncia do calor ¢ a luz. No extanto, 6 mais conhecide pela sua Investigapéo dos raios X, recebendo, em 1901, 0 Premio ‘Nobel da Fisica pelo seu trabalho. Rocusou-se a limiter as utilizagées potenciais dos raios X rogistando patentes, dizendo ‘que as suas descobertas ertenciam a humanidade, ¢ doou 6 dinheiro do seu Prémio Nobel. Ao contrétio de muitos ‘dos seus contempordneos, Rénigen ‘usava escudos protetores de ‘chumbo no seu trabalho com a Tadiagao. Morreu de um cancro o relacionado, aos 77 anos. ice X poder tnibtin wr asados para formar de obje- Principais obras alee: 7 1095 Sobre Uma Nova Espécie A primeira imagem de raios X ‘i oe de Raios me por Minty cere = o8 &to- 4997 Observacdes Adicionais pane Sobre as Propriedades dos nica que 8 Pr 0 Raios X EM CONTEXTO RAMO Geologia ANTES 31798 Henry Cavendish pu 0 sous célculos sobre a densicade da Terra. O valor & maior do que a densidade das rochas da superficie, mostrarcdo que a Terra devo conter ‘materiais mais densos, 1880 0 godlogo britanico John ine inventa o sismégr 1887 A Royal Society britAnica fnancia 20 observatérios de sismos em redor do mundo, DEPOIS 1909 O sismblogo croata 1926 Harold Jeffreys declara que o niicleo da Terra ¢ liquid. 1936 Inge Lehmann quo.a Terra tem u exterior a eee VER PARA DENTRO DA TERRA RICHARD DIXON OLDHAM (1858-1936) femores causados pelos ce ondas sismicas As ondas P nao sao dototadas a dererminadas pottanto, as rechas Jontio da Terra devem estar a desviar os peroursas O micleo da Terra sor propriedades diferentes as das camada: UM SECULO DE PROGRESSO 189 -03 « Allied Wegener 22223 Vela também: Jazes Hutton 96-101 « Nevil Maskaiyne epressa do que as ondas $ e podem Foco do terramoto Este modelo ce viajar através de sélidos, liquidos ou um sismo mostra gases. As ondas S $6 se podem deslo- ondas sismicasa car através de materiais séidos. Teresi a Tecra eas coona do sombra» das ondas primarias(P) ce secundarias (3) Zonas de sombras Mais tarde, Oldham estudou os regis- tos sfsmicas de muitos terramotos por todo 0 mundo e notou que havia uma szona de sombres da onda P, que se estendia parcialmente em volta da ‘Tarra a partir da localizagao do terra- moto. Praticamente nenltuma onda P do sismo era detetada nessa zone. Cldhamn sabia que a velocidade a que as ondas sismicas se desiocam dentro "e da Terra depende da densidade das = rochas, Conciuia que as propriedades ag ok Zoe ar oases de ¢ as mudangas resultantes na ve- Jeeidade eas gefeage (@8 exces |< $$ aia sseguuiam caminhes curvos} A zonade | interior da Terra tem propriedades | detetadas algumas ondas P all. Em sombra ¢, portanto, causada por uma muito diferentes das do seu manto. | 1936, a sisméloga dinamarquesa sibitamudanga nas propriedadesdas Em 1926. 0 geofisico americano | Inge Lehmann intarpretou eseas on- rochas, no interior da Terra Harold Jeffreys usou esta prova des | das P como reflexos de um nticleo Hoje sabemos que existe uma _ondas S para sugerir queo niicleoda | interior sélido. Este 6 © modelo da zona de sombra bastante maior para Terraé liquido, jf queas ondas Sno | Terra que usamos hoje: um nticleo as ondas S, que ge estends ao longo | conseguem atravessar liquidos. A | interior sélido rodeado por liquide e dda maior parte do hemisfério oposto | zona desombra da onda P nao ¢ com- | depois 0 manto com as rochas da a0 foco do terramoto. Isto indica que | pletamente rsombreadan, jé que séo | crosta por cima. a 1 Za, nd | Unido, publicando as suas ideias ‘Nascido em Dublin, em 1868, lho sobre o nicleo terrestre em 1906. 6 & do umsuperintendente do _-—=‘Recebeua Medalha Lyell da Geological Survey of India (GS, Geological Society de Londres e “Richard Dixon Oldham estudou fol feito membro da Royal Society. Oviandumis,zogitants ‘na Royal School of Mines, antes ae a o movimento nao sentido de sismos distantes, permite-nos Se ‘O principal trabalho doGSI «1899 Relato do Grande Terramoto ver para dentro da Terra e ‘envolviao mapeamento do estrato de 12 de Junho de 1897 deverminar a sua natureza, rochoso, mas também compilava 1900 Sobre a Propagacao dos Richard Dixon Oldham Serene | eae cera ‘sismos na india, sendo poresse Distancia See peers 99 Oigham é mais conheciso, | Terra tal como Revelada pelos Sa ae A RADIAGAO E UMA PROPRIEDADE DOS ELEMENTOS MARIE CURIE (1867-1934 192 MARIE CURIE EM CONTEXTO RAMO Fisica ANTES 11895 Wilhelm Rentgen ‘investiga as propriedades cos taios X, 1896 Henri Becquerel descobre que os sais de urénio ‘emitem ume tadiagao penetrants: 1897 JJ. Thomson descobe CG eletiao a0 explorar as propriedades dos raios catédicos. DEPOIS 1904 Thomson propoe ‘omodelo spudim de ameixasn do atome 1911 Emest Rutherford Emest ‘Mazeden propfem o «modelo nuclear» do atomo, 1982 0 fisico britanico James Chadwick descobre ‘oneutro, Jal como muitas grandes des- bersas cier i ho oi descoberta por at Em 1896, o fisico francés Henr: Becquerel estava a investigar a fos forescéncia, que ocerre quando a luz atinge um ia que depois, emite uma luz de cor diferent Becquerel queria saber se os mine- rais fosforescentes também omitiam raios X, os quais tinham sido desco- elm Rontgen um ano antes, Pera 0 descobrir, colocou um 8 jaca fo- ‘ografica embrulhada em papel prato grosso © expés ambos a luz do Sol. A experiéncia funcionoa ~ a place sscureceu; o mineral parec tudoraios X. Becquerel trou que 08 m mento da placa. Od ve nublado, portanto, ndo foi possi repetir a experiéncia, Ele deixou 0 mesmo sem a luz do Sol, Percebeu que o mineral dev: ergia, sendo esta o 1€ ado da desintegragao dos atomos que ele estava nha deterado @ ja ter uma fonte de urdnio no mine! a user, Becquer radioatividade, Maria Salomea Skiodowska nasceu com Vareévia, om 1867. Na altura, a Polénia estava sob o dominio rasso eas mulheres nao tinham acess 8 uma educapéo superior. Ela trabalhou ‘para ajudar a financiar os estudos ‘de medicina da irmé em Paris ¢, em 11801, mudou-se para a, para estudar ‘matemética, fica e quimica. Em ‘Franga, casou com o seu colega. Pierre Curie, em 1895. Quando a sua filha nasceu, em 1987, ela comecou a lecionar para ajudar a sustentar a familia, mas continiow a pesquisar ‘com Pierre num barracto adaptado. ‘Apés a morte de Pierre, ela aceitou a ‘cdtedra que ele ocupava na 66 Neste ponto, era preciso encontrar um novo termo para definir esta nova propriedade da matéria, manifestada pelos elementos urénio © tério. ‘Propus a palavra «radioatividaden Marie Curie Deca) Raios produzidos por étomos No seguimento de descoberta de Becquerel, a sua aluna de doutora- mento polaca, Marie Curie, decidiu investigar estes novos traioss ‘Usanclo um eletrémetro ~ um dispo- sitivo de medigao das correntes elé ‘ricas -, ela descobriu que o ar em volta de urna amostca de um mineral ccontendo urénio estava a transportar eletricidade. O nivel de atividade elé sente, e nao da massa ‘otal do mineral (que incluia outros Universidade de Paris, eando a ‘primeira mulher a assumir esso ‘cargo. Foi também a primeira ‘mulher a receber um Prémio Nobel a primeira pessoa a ganhar um segundo Nobel. Durante a Primeira Guerra Mundial, ajudou a estabslecer centros radiolégicos. ‘Morreu em 1934, de anemia, ‘provavelmente causada pela sua ‘prolongeda exposigio & radiacto, Principals obras” 11898 Zmiss0es de raios por ‘compostos de uranio e trio 1935 Radioatividade ‘Veja tambéen: Wilhelm Ronigen 186-87 » Ernest Ruthoriora 20 +9. Robert Oppenheimer UM SEGULO DE PROGRESSO 193 6 elementos, além do urainio). tss0 Jevowa a acreditar que a radioativi- ide vinha dos préprios étomos de aisquer reagSes Curie depressa descobriu que (guns mineraisque continham uranio cram mais adioativos de que o proprio uréio e perguntou-se se esses mine rais conteriam outra substéncia — mais ativa do que o urdnio, Em 1886, tinha identificado tério como outro elemento racioativo. Apressou-se a apresentar as suas dascobertas num artige a Académie dee Sciences, mas aa descoberta das propriedades racing tivas do t6rio ja tinha sido publicada. Adupla cientifica Curie # seu marido Pierre trabalha- 1am juntos para descobrir os elementos radioativos adicionais responsdveis pela elevada atividade dos minerais ‘cos em urénio, pecheblenda e cal- colite. No final de 1898, tinham anun- ciado a descoberta de dois novos slementos, que desigmaram por polé- nio (em honra do pais natal dela, a Polénia) e rédio. Tentaram prover as suas descobertas obtendo amostras ppuras dos dois elementos, mas sé em 1902 conseguiram obter 01 gramaa de cloreto de rédio @ partir de uma tonelada de pecheblenda. Durante este periodo, os Curie pu- blicaram dezenas de artigos, incluindo um que descrevia a sua descoberta de que 0 rédio podia ajudar a destruir tu mores. Eles nio patentearam estas descobertas, mas, en 1802, foram Ga lasdoacios oom o Nobel da Fisica unt ‘mente com Becequerel, Marie continuo ‘eeu trabalho clentiico apée.a morte do marido, em 1906, e conseguiu isolar uumaamostza de réctio puro, em 1910 Em 1911, recebeu o Prémio Nobel da (Quimica, tomanio-sea primeira pessoa a ganhar ou partilhar dois prémios. Os minerais de uranio emitem radiag&o cus escurece placas fotogréficas, mesmo na auséncia de luz A quantidade de radiagao clos minerais de urdnio depende apenas da quantidade de uranio presen. Aradiagéo deve, portanto, Onovo modelo do dtomo A descoberta da radiagio pelos Curie abriu caminho para quecs dais isicos neozelandeses Ernest Rutherford & Ernest Marsden formulaseem 0 9eu novo modelo do atomo, em 1911, mas soem 1932 é que o fisico inglés James CChadviok descobriu as neutrBea € 0 processo da raciagtiopéde ser comple: tamente explicada, Os neutrdes @ 0s protées, que tém carga positiva, 880 particulas subatémicas que compoem oniicleo de um atomo, o qual também possui eletiées de carga negativa & sua volta. Os protées 2 os neuties contribuer com praticamente toda a massa do étomo, Os Stomos de um elemento especifico tém sempre 0 ‘mesmo nimero de protbes, mas po- dom ter um mimero diferente de neu- tudes. Atomos com um nimero de neutides diferente so designados por Jsctopos do elemento. Par exemplo, um ‘tomo de urdnio tem sempre 92 pro- ‘eso sou niclso, mas pode tor entre 140° 146 neuudes. Estes isdtopos sto enominacies sequncio o niimero total de protdes @ neutibes, portanto, 0 is6- topo de uréinio mais comum, com 148, neuttGes, € escrito como uranio-238 (ie. 92+ 146) ‘Mauitos elementos pesados, como © urdnio, tém nicleos instavels, 0 ‘Marte e Pierre Curie nfo tinham um laboratério especifco. Grande parte do seu trabalho fo felta num arracao onde Cchovia, ao lado da Escola de Fision © (Quimica da Universidade de Pars. 194 MARIE CURIE Desintegragao alfa Desintegragao gama QPu BU & & B ine Particula alia Desintegragao beta Particula beta” (posite Bo) Eletrdo neutrino ‘A desintegragdo radioativa pode aconteve: de ts formas O plurénto-240 rogramave. esarwolver a bomba ccobrir uma particula num lugar e es- tado especifices. Oseu cologa alomao ‘Werner Heisenberg; mostrou que ha ‘via uma incerteza inerente aos valores de lugar e momento, ¢ que fol inicial- ‘mente considerado um problema de medio, mas que depois se verificou ‘set fundamental para a estrutura do Universo. Uma imagom estranha es- tavaa emergir, a de um espago-tempo relativo distorcido, com particulas da matéria espalhadas por todo ele sob ‘a forma do ondas de probabilidade Dividir o atomo noozelandas Ernest Rutherford mastrou, pela primeira vez, que um. tomo € composto principalmente por espaco, com um pequeno niicleo dongo e eletrdes om érbita om sou recor, Explicou determinadas formas de radioatividade como sendo a dive sao desse nicleo. O quimico Linus Pauling pegou nessa nova imagem do tomo © usou as ideias da fisica quantica para explicar como os éto- mos se ligavam uns aos outros. No processo, mostrou que a disciplina da quimioa era, na realidade, uma subdivisdo da fisica. Por volta da dé- cada de 1930, os fisicos trabalhavam fem formas de libertar essa energia do interior do dtomo e, nos BUA, J Robert Oppenheimer liderava 0 Projeto Manhattan, que virla a pro- zr ag primetras armas nucleares. © Universo expande-se Até a década de 1920, pensava-se que as nebulosas eram nuvens de 985 ou poeira no interior da nossa prOpria geldxia, a Via Léctea, a qual englobava todo o Universo conhect- do, Entéo, o astrénomo americano Edwin Hubble descobru que essas nebulosas eram, na verdade, galdxias distantes. De tepente, 0 Universo fi- cou tremendamente maior do que se pensava. Hubble descobriu ainda que 0 Universo se estava a expandir fem todas as diregdes, O sacerdote © fisico helga Georges Lemattre propos que o Universo se tinha expandido a partir de um «tomo primitivor. Isto vitia a torar-se a teoria do Big Bang. Um outro enigma foi descoberto quando 0 astiénomo Fritz Zwicky cunhou o termo umatéria negra para explicar por que razAo 0 conjunto da galéxia Coma parecia conter 400 ve- zesmais massa (conforme observado pela sua gravidade) do que a que ele conseguia explicar a partir das es- tuelas observaveis. Nao 96 a matéria lo era exatamente o que se pensava ‘como grance parte dela nem sequer era diretamente detetavel. Era ébvio que existiam ainda grandes falhas no entendimento cientifico. = 202 OS QUANTA == SAO PACOTES . DISCRETOS DE ENERGIA MAX PLANCK (1858-1947) UMA MUDANGA DE PARADIGMA 203 iq Boltzmann 139 « Albert Binstein 2142 rwin Schrodinger 226-43 sa trata a radiagio como se esta fosse emitida staves de um intervale continue Mas, presumindo um intervalo continuo, obtém-se resultados sem sentido para « distribuicao da radiagdo de corpos negios. O problema 6 resolvido watando-se a radiacdo como se esta fosse ‘produaida em quanta discretos 6 fio, Todos 0 objotos absorven © cemitem radiagao elatromagnética. $e a sua temperatura sobe, 0 compr ‘mento de onda da radiagao queemite diminui, enquanto a sua frequéncia ‘aumenta. Por exemplo, um pedago de ‘carvao a temperatura ambiente emi- te anorgia abaixo da frequéncia da Juz visivel, no espectro do infrever- ‘metho, Nao conseguinnos ver aer so, portanto,o carvao parece preto. No entanto, quando acendemos 0 carvio, ele emite uma radiagao de frequéncia mais elevada, roluzindo ‘om vermelho-escuro a medida que as emissies entram no espectro vr sivel, depois num branea quente @ finalmente um azulbrilhante, Objetos ‘extromamente quentes, como as es trelas, ittadiam uma luz ultravioleta de comprimento de onda mais curto e taios X. os quais, novamente, nSo consequimos ver. Mas, além de pro: duzir radiago, um corpo também a reflete,e 6 essa luz refletida que daa ‘cor aos objetos, mesmo quando estes io brilham. Em 1860, o fisico alemao Gustav Kirchhoff pensou num conceito idea- lizado, a que chamou worpo negro perfeitov. Esta 6 uma superficie ted- fea, que, quando em equiliario tér- mico (sem aguecer ou arrefecer), absorve cada frequéncie de radiacao eletromagnética que recai sobre ela, no refletindo nenhuma radiagao. 0 ‘espectzo de rediagio térmica emitida pot esse corpo ¢ «puro, jé que ndo é misturado com nenhuma reflexao ~ seré apenas o resultado da prdpria ‘temperatura do corpo. Kirchhoff acre ditava que tal «tadiagdo de corpo negros é fundamental na natureza-0 Sol, por exemplo, aproxima-se de set uum objeto de corpo negro, cujo peotro emitico 6 quase inteiramente Co resultado da sua prépria tempera: ura. O estudo da distribuicdo da luz de um corpo negro mostrania que a cemissio de radiagao dependia ape- nas da temperatura de um corpo, © nio da sua forma fisica ou da com- posigdo quimica. A hipotese de Kirchhoff deu 0 mote para um novo programa experimental destinado a ‘encontrar uma estrurura teérica qua descrevesse a radiagdo dos corpos negros, Entropia e corpos negros Planck chegou a esta nova teoria quantica através do insucesso da fi sica classica em explioar os resulta- dos experimentais da distribuigoda radiagao dos coxpos negios. Boa par te do trabalho de Planck focou-se na segunda let da termedinémica, que tinha identificado como tum vabsolu- tov. Esta lei afizma que os sistemas isolados se desiocam com o tempo em direga0.aum estadode equilibrio termodinamico (tadas as partes do sistema tam a masma temperatura) 66 ‘Uma nova verdade cientifica nndo triunfa convencendo os seus opositores e fazendo-os ver a luz, mas sim porque (.) uma nova geragao cresce familiarizada com ela. Max Planck 99 204 MAX PLANCK Planck tentou explicar 0 padr8o ica do um corpone- gro desvendando a entropia dosiste- ‘A entropia @ uma medida de desorcem, embora seja mais rigoro- samente definida como uma conta: gem de mimero de modes pelos quais um sistema s@ pode organizai (Quanto mais alta fora entropia de um sistema, mais formas o sistema tor de se organizar e produzi: o mesmo padrao geral. Por exempio, imagi uma sala onde todas as moléculas ar comegam agiomeradas num canto do teto. Ha mais modos de as mole cules se organizarem para quo exista ‘mais ou menos a mesma quantidad: dolas em cada centimetio cubico da sala do que aqueles para que todas fiquem no canto do toto, Com opassar do tempo, elas distribuem-se igual mente pela sala, & medida que a en- tropia do sistema aumenta. Uma pedra angular da segunda lel da ter modinémica é que. entropie 86 sistema aumenta sempre ou perme- nece constante. Pla sprommapae ‘que este principio deveria ser evider te om qualquer modelo teérico de corpo negro, A lei de Wien-Planck Na década de 1890, experiéncias em Betlim aproximaram-se do corpo ns- 10 0 de Kirchhoff usando a ‘chamada sradiagdo de cavidaden, Um bburaco pequeno numa caixa martida boa aproximago de um corponegro, 44 que qualquer radiagdo que entre nna caixa fica presa lé dentio © as emissées do corpo sao puramente um resultado da sua temperat Os resultados exper comodaram Wilhelm {gadde Pianck,j& que as emissbas do encaixavam de modo nenhum com as suas equagées para a radia, Algo estava errado. Em 1899, n-Planck — que melhor descrigao do diag térmica de um corpo negro Catastrofe ultravioleta Um ano depois, surgiu outro desafio, quando os fisicos britanicos Lorde Rayleigh e Sir James Jeans mostra- ram como a fisica classica cama distribuiplo absurda da energia a emissdo de corpos negros. A lei de Rayleigh-Jeans previa dida que a frequancia da radiagao aumentava, a energia que ela emitia fe ultravioletas era t& te incongruente com as des ‘emitida uma dose mortal de radiagdo ultravioleta sempre que se acendesse com a lei de RayleighJeans mais preocupado com a lei de Wien: “Planck, a qual, mesmo na sua forma Nenhum objeto do mundo real (um corpo negro perteito, mas 0 So 0 veludo i jo encaixava com os dados: revia Com preciso oespectro de las curtas (elevada frequencia) da emisséo térmica dos objetos, mas no as emissdes de ondas longas xa frecuencia), Foi neste ponto que Planck rompeu com o seu con: sorvadorismo e recorteu a abordagem sa de Ludwig Boltzmann jar @ uma nova expressao lei de radiago, Boltemann ti- nha formulado uma nova forma de ‘encarar a entropia ao considera: um 66 A ciéncia nao pode desvendar o dertadeito mistério da natureza, Isso acontece porque, em tiltima andlise, nés proprios somos parte do mistérlo que estamos a tentar resolver Max Planck 99 a pretapdo de Boltzmann davarlhe uma que alterativa. Um prato part ge, mas no so refaa, ainda c hala nenhuma lei absoluta imped lanck usou ago est ica de Boltzmann da tropia faginasse a radi sendo produzi individuais, ole jada energia paderia set distribuida e Para. fazer, Planck div 10 oles ola toral por uma quanti “e padagos finitos de energy Max Planck UMA MUDANGA DE PARADIGMA 205 da Radliagao de Planck tals. A introduzir 0s quanta de ener gia, reduzia o nlimero de estac cenergia disponiveis no sistema e, a faxé-lo (embora esse nfo foase 0 seu objetivo), Planck rasalveu a eatastro: fe ultrav fotoelétrico, rs I ‘os quanta exam uma propriedad [Nascido em Kiel, no Norte da ‘Alemanba, em 1858, Planck foi um ‘bom aluno, formando-se cedo, aos 17 anos, Bsoolhew oatudar fisiea ra Universidade de Munique, onde rapidamente se tornou um pioneiro da fisica quimtica. Recebeu 0 Prémio Nobel da Fisica om 1918 pela ‘sua deecoberta da energia quantica, ‘embora nunca conseguisse descrever ‘eatisfatoriamente o fenémeno como ‘uma realidade fisica ‘A vida pessoal de Planck foi pojada de tragédia. A sua primeira ‘mulher morreu em 1909 ¢ 0 seu filo ‘mais velho fo! morte durante a Primeira Guerra Mundial. Ambas A catastrofe ultravioleta crs Rayleigh-Jo ic passot Gebater-se com Embora nunca ti historiador James Fran realidade fisica que c Mas shor © © piot depois de Max Planck, o mundo da as suas filhas gemeas morreram no parto. Durante a Segunda Guerra Mundial, uma bomba dos Allados destrsht a sua casa om sim @ todos os seus papéis, ©, no final da guerra, 0 sou filho sobrevivente envaivet-se no plano para assassinar Hitler ¢ foi executado, Planck morret pouco depois da guerra Principais obras 1900 Entropia e Temperatura do Calor Irradianto 1901 Sobre a Lei da Distribuigio de Energia no Espectro Normal AGORA SEI QUAL A | APARENCIA DO ERNEST RUTHERFORD (1871-1937) 208 ERNEST RUTHERFORD EM CONTEXTO RAMO Fisica ANTES ¢-400 a. C. 0 fldsoio grago Demécrito imagina os étomos ‘como biocos s6lidos e indestrativels da matéria 1806 A tooria atémica da ‘matérie de John Dalton une (9s processes quimicos cam arealidade tisica @ permite-he ccalcular os pesos atémicos. 1896 A radiaoao nuclear é oscoberts por Henri Beoquers) e utilizada para revelar a ‘estrutura interna do étomo. DEPOIS 1938 Otto Hahn, Frite Sttassman e Lise Meitner dividem o niiclea do étomo. 2014 Disparat particulas cada ‘vez mais energéticas contra 0 niicleo continua a revelar uma ‘sétie de novas particulas © ‘antiparticulas subatémicas. Particulas alfa disparad: contra os dtomos Ais vores atravessam-nios ditetamente, {as vezes sio desviadas © as vezes ricocheteiam, sscoberta, na vitagem para 0 séoulo xx, de que 0 ‘componente base da maté- ria ~ 0 étomo ~ podia ser fragmenta- do em partculas mais pequenas foi ‘momento decisivo para a fisica Essa descoberta surpreendante re- volucionou as ideias sobre a consti tuigao da matéria e as forgas que @ sustentam e ao Universo. Revelou vel substémico - um mundo que exigia uma fisica nova para descre- ver as suas interagées ~, e uma série de pequenas particulas que preen- chiam esse dominio infinite mente pequeno, Astoorias atémioas tm umalonga hhistéria. O fildsofo grego Demécit desenvolven a ideia dos primeiros pensadores de que tudo € composto por étomos. A palavra grega séto- moss, atribuida a Dembcrito, significa indivisivals @ refere-se As unidades bbasicas da matéria, Deméorito acha- va que os materials deviam refletir (0 Atomos dos quais so feitos — po tanto, os étomos de ferro 80 sélidos e fortes, enquanto os da agua 880 suaves @ escorregadios Na viragem para o século xx, 0 inglés John Dalton ria atomica ba- Alésofo naturalist propos uma rival Isto significa que um tomo deve ter um nuicleo conital pequeno edenso. seaca na sua dei das proporgées mil tiplas», que explicava como os elementos (substéncias simples & no combinadas) se combinam sem- pre em proporgdes simples e de ni meros inteiros. Dalton viu que isto significava que uma reac entre duas substancias do que a fusao de pequenos compo- nentes individuais, repetida intime- ras voz0s. Esta foi a primeira teoria stémica moderna. Uma ciéncia estével Bra detetavel um clima de autocon- | gratulagao na fisica no final do século 20x. Cartas fistoos eminentes fizeram ddeclaragées pomposas, dando a en- tender que o assunto estava pratica: e terminado ~ que as desco- Dertas principais tinham sido feitas fe que o programa do futuro seria aperfeigoar a preciséo das quantida- des conhecidas «até A sexta casa docimals, No entanto, muitos fisicos de investigapéo da altura sabiam que nao era bem assim. Era ja ébvio que fendmenos que desaflavam as expli- bes. Em 1896, Henri Becquerel, se- inde a descoberta de Wilhelm Babe-se que os eletré tem 6rbitas especificas ‘em volta do micleo Portanto, 0 tomo & cor por um niicleo macico @ pequeno com eletrées ‘a orbité-lo om camacias UMA MUDANGA DE PARADIGMA 209 Veja também: Joi D) ng A descoberta do eletriio No ano seguint b 210 ERNEST RUTHERFORD _ 7 © modelo do «pudim en de ameixas» envolvia um el 1 do eltrdo por Thomson formava esponts 3 oPtmioNeba da isc & : ‘em 1908, Mas Thomson ora ce tal ‘eios de sondar 0 interior do aroma forma teérico que considerou neces Toda a ciéncia ou ¢ fisica, | ver o que havia ld dentro. ‘sério um novo modelo radical do dtorno ou € colecionar selos. ovar ce forma adequada & Ernest Rutherford Radioatividade sua cescoberta. A sua resposta, pro smbora a radioatividade tivease sido zida em 1904, foto modelo do «pu 9 9 {nicialmente encontrada por Beoque- dim de ameixasy, Os étomos no ie, foi Rutherford quem os trés tipos 28 daquilo a que hoje chama ‘possuem uma carga elétrica global, comoamassadetenon <2 cs pequena, Thomson pressupés que mos radiag&o nuclear. Estes slo as tama esfere maior com carga positive | diferente da estruture interna da ticulas vals positivas, pesadas continha a maior parte da massa do | date bésica de todos os elementos. | © de movimento lento, as particulas éiomo @ que os eletdes estavam in- | Nos Laboratérios de Fisica da | cbetan negativas e vel crustados nela como as ameixas na | Universidade de Manchester, Ernest | go « massa de um pudim de Natal. Sem | Rutherford elaborou e mente energética (p. 194) Rutherford provas que sugerissem experiéncia para testar 0 classificou estas formas diferentes fazia sentido admitir que os spudim de ameixas» de Thomson. | de radiagéo segundo o seu poder de de carga, comoas ameixas num pu- | Esteneozelandés carismatico eraum | penetragao, pattindo das par 208; ea radi: man sem carga, mas al dim, eram arbitrriemente dist 080, com um | alfa menos penetrantes,q dos pelo étomo sentido apurado para os pormenores | queadas por papel fino, que deviam ser procurados. Ruther- | gama, que exigem uma espessura A revolugao Rutherford ford tinha tecetndo o Nobel da Fisica, | de chumbo para ser detidos. Foi 0 Contudo, as partes de carga positiva | om 1008, pela mua teoria da desinte- | primero a usar particulas alfa para do étomo recusavam-se terminan- | gragao atémica, exploraroreinoatimico Foi também vemente arevelar-se ea caga al ‘A teotia propunha que as radia- | o primeiso a desctever 0 conceito de i2ago do membro perdido do par | gBes emanadas dos elementos ra- | semivida radioativa e a descobrit arémico iniciou-se, Besa busca re- | dicativos eram o resultado da ruture | que as «parriculas alfa» eram micleos ju numa descober dos seus étomos. Com 0 quimico | dehélio—aromos destituidos de ele- Frederick Soddy, Rutherford toes. Ciiado na zona ruralda Nova | rendeu o Nobel de Fisica, ern Zelindia, Emest Rutherford 1908, Rutherford era também umn | abana nocampe quando | gutotalnton , dutnto anon | chegouscarta de J.J.Thomeon, | vida, efi os ds principale | informando-o sobre uma bolsade —_laborat6rios de investigagao em feswudo para. Universidade de fisica. Em 1907, assumiu a eagle Ee 1nsced eisenao™ | hestin oe neces TatreTne wmbro de invetigagaa doe {de Manchester, onde descabriu 0 Taboratérios Cavendish, onde __micleo atémico. Em 1919 regressou conduziu experiéncies,juntamente Cavendish, como diretor. com Thomson, que levarama& = do eletréo, Em 1898, as Principais ob 27 anos, Rutherford assumiu 0 ‘cargo de professor na Universidade ‘McGill, em Montreal, no Canad. Foilé que realizou o seu trabalho sobre a radioatividade que Ihe peor 1909.4 Natureza da Particula a de Substanclas Radioativas UMA MUDANGA DE PARADIGMA 211 Particulas espalhadas Feixes de — aa Tela circular de cintdagao Geiger e Marsden sispareram particulas ala a pattit de uma fon:e radioativa contra ume folha de Fonte das furoinerivelmente fina, A tala de ciatilagio podia particulas ser cicada para detetar particulas que Heocheteassem de qualquer Angula A experiéncia da folha de cigas e de carga positiva atravessa- ‘ouro am diustamente a folha. A maioria Em 1000, Rutherford decisis sondar | das particular seria apenas lige: aestrutura da matéria usando parti- | mente desviada pela interago com culas alfa. Noano anterior, juntamen- | 0s étomos do ouro, espalhando-se em te como alamo Hans Geiger, tinha | Angulos rasos. esenvoivido elas de cintilagéor de | Geiger e Mareden passaram lon- sulfureto de zinco, que possiblita- | gas horas sentados no laboratério ‘vars contagem das colisdes indivi- | duaisde particulas alfa como breves | lampejos reluzentes ou cintilagbes. ‘Com a ajuda do estudante universi- 6 ® trio Emest Marsden, Geiger usaria estas teas para determinar se a ma téria era infinitamente divisivel ou se Foto: pes setclr ate he ‘os tomosccontinham osblocoscons- | incrivel que me sucedeu na tituintes fundamentais. vida. Foi quase téo incrivel Dispararam um feixe de part{- | Como se disparasse um projétil cculas alfa a partir de uma fomte de | de 40 cm contra um lengo de rio contra uma foha de ouroextie- | papel ¢ ele ricocheteasse © me rmamente fina, com coroa de apanas acortasse. ‘mil étomos de espessura. Se, como} Exmest Rutherford. estipulava 0 modelo do pudim de ameixas, os étomos de ouro fossem 9 9 ‘compostos por uma nuvem difusa de carga positiva com pontos de carga necatva enti patinse ne | escurecido, espreitando pelos mi- ‘croscépios e contando os minisculos lampejos de luz nas telas de cin: tilagao. Entao, agindo por instinto, Rutherford instruiu-os @ posicionat telas que pucessem captar qualquer desvio em angulos agudos, assim como as cintilagées ja esperadas de ngulos rasos. Com asnovas telasno lugar, eles descobriram que algumas das particulas alfa estavam a ser des- viadas em mais do 90" e outras asta vama ricochetear na fotha, voltando para tas. Rutherford descreveu 0 resultado como se disparasse um projétil de 40 cm contra um lenpo de papel e ele ricocheteasse, O étomo nuclear Travar particulas alfa pesadas ou desvié-las em angulos agudos $6 se- Ha possivel se a carga positiva @ 4 ‘massa do étomo estivessem concon- tradas num pequeno volume. Diante desses resultados, Rutherford pu- bblicou em 1911 a sua concegao da estrutura do tomo, O «modelo de Rutherford» ¢ um sistema solar am ‘miniatura, com eletides a orbitar um niicleo pequeno, denso e de carga ppositiva, A principal inovaglio do mo- eto era o nicleo infinitesimamente equeno, que forgava a desconforta- vel conclusio de que o étomo ndo é nada sdlido. A mavéria, auma escala atémica, € principalmente composta 1porum espago governado por energia orga, Essa foi uma rutura definitive fem telago as teorias atémicas do sséculo anterior. Embera o.tomo upudim de amei- xaso de Thomson tivesse sido um sucesso instanténeo, o modelo de Rutherford fot amplamente ignorado pela comunidad cientifica. As suas falhas eram demasiario Gbvias. Era bem sabico que cargas elétricas ace- Jetadas emitom energia sob a forma de radiagao eletromagnética. Dessa forma, conformeos eletrées giram em volta do niicleo ~ experimentando 212 ERNEST RUTHERFORD ‘uma aveleragéo circular que os man- ‘tem nas suas érbitas -, eles deveriam emitir continuamente radiagdo le- ‘twomagnética.Perdendo energia per ‘manentemente enquanto otbitam, 08 lettées entrariam numa espiralinexo- | ravel em ditegdo ao niicleo, Segundo © modelo de Rutherford, os atomos | deviam ser instaveis, mas claramen- te nfo oséo, Um étomo quantico O fisico dinamarqués Niels Bohr sal ‘you o modelo do étomo ce Rutherford de definhar na obscuridade ao aplicar fdeias novas sobre a quantizago & matéria, A revolugdo quéntica nha comegado em 1800, quando Max Planck propds a quantizagéo da ra- iagdo, mas campo estava ainda a dar os primeizos passos em 1913 — sofia preciso esperar até a iécada de 1920 para se ter um enquadramento matemético formalizado da mecént- ca quéntica. Na altura em que Bohr trabalhava neste problema, a teoria quantica consistia essencialmente em nada mais do que 0 conceito de Einstein de que a luz surge em mi- niisculos quanta (pacotes discretos de energia), aos quais hoje chama- mos fotdes. Bohr procurou explicar 0 padido preciso de absorcao e emis- sho de luz dos atomos. Sugeriu que cada eletrdo esta confinado a érbitas fas om wcamadas» atémicas € que os niveis de energia das érbitas S80 tquantizados> — ou seja, s6 podem assumir determinados valores espe- cificos. Neste modielocrbital, a energia de qualquer eletrdo individual esta inti- mamente relacionada com a sus p1o- ximidadeao niicleo do étomo. Quanto mals préximo um eletrao esta do nu- cleo, menos energia tem, mas pode serexcitado a niveis maiores de energia absorvendo radiagao eletromacneti- cade um determinado comprimento do onda, Ao absorver a luz, um ele- tudo salta para ums érbita mais wele- vada» ou exterior. Ao atingir esse estado mais elevado, o eletrio cai prontamente de volta a érbita de energia mais baixa, libertando um quantum de energia que 6 exatamen- te igual & diferenca de energia entre as duas érbttas, 66 Se a sua experiéncia precisa de estatisticas, deveria ter feito uma experiéncia melhor Emest Rutherford 99 — as Bohr nao deu nenhuma explicago relativamente ao que isso significava ‘ou qual seria 0 seu aspeto — afirmou simplesmente que cait da érbita para dentro do nucleo era impossivel para «5 elotrées. © modelo do atomo do Bohr era puramente teérico Noentan- to, concordava com a experiéncia e resclvia muitos problemas relacione- dos de um modo elegante. A forma ‘como os eleties tinham de preancher érbites varias segundo uma ardem rigoroea, afastando-se cada vez mais onniicieo, encaixava com asequéncia © modelo do pudim de ameixas do Senn oan eto eyeliee wba eum sabe tem Blotanancs pe e a iierion fone Grbita om vole de um micleo pequens @ Senso. Boku aperfeigoou o modelo de Rutherford actescontando érbitas (guantizadas para os eletsdes, Esta € a ilustragdo de um étomo de carbone ‘Modelo do pudim de ameixas @:* @Fctréo PB Prod @ Neutrao e 6 proses + Yoniee e@ Modelo de Rutherford ‘Modelo de Bohr UMA MUDANGA DE PARADIGMA 213 de propriedadas dos elementos vista | James Chadwick descobriu 0 noutsio ao bombardear beri. na tabela periécica A medida que o | Com particulas alfa de polinio racioative. As particulas alfa ‘empurraram os neutréos para fora do beriio. Depoic. os reutrdos Slossicjaram proteas ce uma eamada de parsfinss estes proves numero atomic aumenta, Ainda ‘mais convincente era o moclo comoos niveis tedricos ce energia das érbitas se encaixavam perfeitamente nas sé ries eepectraisy ~ as frequéncias de Juzabsorvide e emitida por ciferentes ees a 5 étomos. Tinha sido encontrado um Foe elo, ha muito procurado, de casar 0 e eletromagnetismo com a matérie. e Entrando no micleo @ ‘Assim que este desenho do tomo — nuclear foi aosite, o passo sequinte fa perguntar 0 que havia dentro do ncleo. Em experiénlaselaedas em 1819, Rutherford deooobxiu que os sets eines de paticlan lin polars Geran nicieos Ge hidrogenio a partir de mits elementos cistintos© hr | 1920, como forma de compensar o | sente nenhuma repulsto ao passar drogénio era ha muito reconhecido | efeito repulsivo dos muitos pontos de | pela matéria. Contudo, com uma como omnis simple todos ose | carga postive eopremigosriam nied | masealigeltamente maior do quo a mentos eencaradocoma bioco bese | miniscule. Tal como as cargas sete- | de um prot8o, pode faclmente em de todos os outros elementos, portan- | pelem umas ds outras, assim ele teo- _purrar os proses para fora do niicleo, sejfutcoel rege Goeisieaes as | abaya via ier sacaaton | lige ue om ae wba es ee hidogénioere de facto,asuaprépria | que, de elgum modo, dissipasse a | feto por uma radiagao eltromagne= particula fundamental, o proto. carga ou unisse firmemente os protées _tica extremamente energética. O avango seguinte na estrutura | agitades Havia também massa extra atémica foi a descoberta do neutrio | em elementos mais pesados doqueo Nuvens de eletrées por James Chadwick, em 1992, na | hidroginio, que poderia ser exploada | A dascoberta do neutro complato a Gal, mais uma ver, houve a partic | porumaterceraparticulaneuta mas | imagem do dtomo como um nicleo Sago de Ruthesfor. Este tha pos | iguslmente macigaeelbavémica. | raciga, como eetber em dba em {ulado @ existencia do neutrdo em | Noentanto,o neuro provou ser | eeuredor Novas descobattayna isi iti do dettar ef! preciso quase | quanscavtia a aperegoa a nossa UM cri Sc uscas para oencor | viedo dos clotden em Sita em vata {tar Chadwick trabalbeve noe aber | de um rico, Os modelos taoderace 66 ratios Cavendish, sob acuperviseo | do roma eprecetam maven ca o- de Rutherford e,orientado pelo seu | ues, representando apenas aquelas Tonto, eoludou unt nowa po deta | latins ud Stam pron ot ‘As dificuldades deseparecem | diasao que tinha sido descoberta | tarmos um eletdo de acordo com & se for assumido que @ radiag&0 pelos tisicos alemaes Walther Bothe | sua funcao de onda quantica (p. 256) écomposta por particulas Herbert Becker quando bomber: | A imagem ficou ainda mais com- ‘camara de ionizagto. Camara de Barilio _} pacts 1 pecueFincnn nies Polénio de massa le carga 0, dearamobetiocom pariculas alla | plicada pela descoberta de que os ou neutides. ‘Chadwick duplicou os resultados _ neutrdes @ os protOes néo so parti James Chadwick dos alemdes e percebeu que essara- culas fundamentais, endo compos- dtngde pentane ecao aeutto is | tos poe Goublnacdos do partculae 9g Rutherdond procuzava Una particule | rpenores chamades quarks, A ques neutre, comoc neutito,é mutiomais | ties rlatvas A verdadeita estrutura penetrantedo que uma particula car- | do étomo ainda esto a ser ativemen- reais, como 0 protdo, jd que nfo | teinvestigadas. A GRAVIDADE E UMA DISTORGAO NO CONTINUO ESPACO-TEMPO ALBERT EINSTEIN (1879-1955) EA ees 216 ALBERT EINSTEIN EM CONTEXTO RAMO Fisica ANTES Século xvu A fisica nowtoniana fornece uma descricao da gravidade e co movimento, que ainda ¢ adequada para a maioria dos calenlos do dia a dia, 1900 Max Planck argumenta, ‘pela primeira vez, que a luz pode ‘ser composta por pacotes individuais, ou quanta, do energia, DEPOIS 1917 Einstein usa a relatividade getal para produzir um modelo do Universo, Assumindo que o Universo ¢ estatico, ele introcuz um fator designado por sconstante cosmolégica» para ‘evitar 0 seu colapso tesrico 1971 A dilatagto do tempo ecorrente da teletividade geral ‘demonstrada colocando relogios atomicos a voar em ‘volta do mundo em avibes a jato. Se velocidade da luz 5 imutavel E as leis da fisica parccem cer as mesmas para todos os observadores. Entéo mio pode haver tempo ou espago absolutes. Observacores om movimento relative de uns para os outros vivenciam o espaco 0 tempo de forma diferente jddade especial mostra que simultaneidade absoluta ano de 1905, 0 jornal Sco alemao Annalon dor Physik publicou quatro art {gos de um Unico autor ~ ‘Juntos, esses artigos viriam a astabe- leoar a base da fisica moderna. Einstein resolveu alguns dos pro blemas fundamentais que tinhem surgido na compreensdo ciontifica do mundo fisieo, por volta do nal do s¢culo sax. Um dos artigos de 1905 ‘ransformou a compreenséo da natu jaluze da energia. Um segundo era uma de que um feito fisico hé muito observado, cha- | un ‘madlomovimento browniano,poderia | mento da gravidade, do esp smonstrar a existéncia dos: terceiro mostrava a presenga de um derra fe velociace Quantizar a luz para o Universo e considerava os es- | © primairo dos artigos de 1905 de inhos efeitos dai relacionacios, co- | Einstein abordava um problema de 2 latividadie expectal, enquanto o quarto mudou para sem- na sido descoberto re @ nossa compreenséo da nature- | pelo tisico alemao Heinrich Hertz, om za da matéria, mostrando que era | 1887. Envolve elétrodos metélices, intercambidvel com a energia. Uma que produzem um fluxo de eletrict década mais tarde, Einstein deu con- | dade(oa sea, emitem eletrbes) quanda tinuidade as implicagtes dastes Gl- | tluminedo por determinados comp: tumos artigos com uma teoria da mentos de ondes de radiag tempo. neces come ito fotoel UMA MUDANGA DE PARADIGMA 217 ‘Veja também: Chnistiaen Huygens 60-51 « Isaac Newton 62-68 « James Clerk Maxwell 160-85 « Max Planck 202-0 Erwin Sohusdinget 226-23 » Edwin Hubble 296-41 » Georges Lemaltre 242-45 camente, ur ukzavilta. O principio. Fotos de luz portids da omiseto 6 relattvamente Teh dedacrcva ian wrmcrodie nos aenegiaonocida pela eda Gabsorvida pelos elt mais eas. (elas theca di supaiticss tet pertindothesiberarens G enigma era que os teams mane- | 56380 eleado See eras cieneeaies | eee (Suk alates quits darcinidbe | feasts’ or Coenen Cotesia | cnet oe independentemente da nzenst | cncacetue Eston dade da fonte de luz. eolage Esse era um problema para o | fenémeno pode ser ‘entendimento classico da luz, que | {isiar como quanta fsoumia, cima de wud, queainten- | neem todo govemnuva a quantidede de prongicitoccadepectim ffyeliar | ds tes pao nose Nbenanin oarsgp debs == on Sees proveltava idea de uz quantize: | CORrmano de onda de», desemelvida recentemente por | S042 24060 Max ance Einstrn mostou que 68 flee ee ethic en erie Golua individuaislequilo aque hoje | da interagdo entre um eletto eum | desde o cule wn, a meemo tempo Chamamos fotdes) eto a energia | Unios ot. enlaonfo importaquan- | que as equagdes de James Cietk transporteda por cada quantum 26 | tosftbes bombardelam esupericie | Maxwell tinham demonstiado qu & doponce do sou compra (eaeeje qulo tensa efor iz) | hu vse era epenes ima manila. onda ~ quanto mais curto compri- | ~ se nenhum deles transportar ener- tagéo de um espectio mais alaryado ‘mento da onda, mais elevada aener- | gia suficiente, os eletrOes nao se véo | de ondas elotiomagnéticas, onde to- gia. Se o efeito fotoslétrico depende | libertar. das tinham de se desiocar através do ‘A ideia de Einstein fol rejeitada | Universo a uma tinica velocidad. sete: principais sguras da epoca, | Dadoquealz eraentendia como incluindo Planck, mas a sua teoria | umaonda wansvarcal, assumia-se qua 6 6 demonstrou ser correta em experién- esta se propagava através de um meio, SEonctauaa postasssumbany | Glmee tales ages ae Robert Millikan, em 1919, gam na superficie de um lago, As pro- O grande objetivo de toda a ee eeaeatencane aes ciéncia é cobrir o maior ‘conhecida como wéter luminosoy, da- ndmero de factos empiricos rlam origem &s propriedades observa- por dedugao légica a partir do | tarceiroe quarto artigos de 1905, que | das das ondas eletromagnéticas @ menor niimero de hipéteses CU | também envolviam uma importante | como néo se podiam alterar de um axiomas reconceptualizagéo da verdadeirana- | gar para cuto, poporcionariam um Albert Einstein tureza da luz, Desde 0 final do século | padro absolut de tepousa. 22x, 08 fisioos enfrentavam uma crise | Uma consequencia esperada do 9 9 znas sues tentativas pare entender a | éter fixo era que a velocidad da luz velocidade dauz. O seu vale aproxi- | de objetos distantes devia varar, de mado vinha sendo conhecido e cal- | pendendo do movimento relativo da io com cada ver maior preciso fonte e do observador Por exemplo, 218 ALBERT EINSTEIN dade da luz de uma ¢ stante deveria variar signif capazes de se desl vacua do espago com pr semelhantes a particulas ao mesmo fempo que mantémn as sv A massa e a energia so apenas manifestacies para os mar @ existéncia dessa subs- a misteriosa, mas a prova per ie ma para outro. $6 manecia evasive. Por mais prec onto telativo interessava, © que fosse 0 equipa relativo entre gio, a luz parecia sempre moverse & 8 do referdncia di mesma velocidad. Em 1887, os fisi- | uma se aproximava da velocidade americanos Albert imples—q jas velocicades welativistasy). coisas Edward Moriey olaboraram uma ex de ur periéncia engenhosa para medi com onto de mad: sua te esttenhas comegavam a acontecer, 0 fator de Lorentz ‘contraram provas da sua existéncia. CO resultado negative da experiéncia da Michalson-Morley abalou a ¢ jes nao sujeitos | outras publicagde aS como a aceleracdo. trabalho de um punha tagdo | de outros cientista eos, j4 que Eins tados | Einstein foi ajudad sdeare+ | do primeizo po: asitacao prévia dan " da luz ~ conceptualmente, os quanta © teroeiro artigo de 1908 de | de luz sao Einstein, Sobre a Eletodinémica de salugdo nao con. actise do éter. Talver ante entre estos tenha mintisculos pacotes re Albert Einstein ‘Nascido na cidade de Ulm, no Sul da | Continuou a explorar as implicagSes | Aer cen! yor mmiteee = | Oo meicaeeasene “uma educagao ao nivel do secundario contribuindo para inovagdes na ‘um tanto conturbada, acabando por | teoria quantica. Em 1933, temendo ‘studarnoPoitéenice do Zurmqe'pare | a asconalo do Partige Neck Se tomar professor dematematicn. inetein pofeis nicremosear& | Sen conseguir encontrar trabalho Alemanha depts dene vagorn ‘hoa pctesoo abet sapesps |'es seusesetie teem oe ‘no BeoitrioSuigo de Patentes ect estabelecer na Univvsdane Gs a Sen te me ee ocean nunca ter perdido a sua capacidade 190 Sobre « Produgio 0a ees ue autasnrnar acest | fom ce vie reacts a demon | Ped ears Senate een | ste Supine ce compo UMA MUDANGA DE PARADIGMA 219 Na experiéncia idealizada de Einstein, para um observador estacionario no ponto M, ois rains lampejam simultaneamente em Ae sido tisico holandés Hendrik Lorentz ccujo sfator de Lorentz: se encontrava no centto da descricfo de Einstein sobre a fisica perto da velocidadie da Juz. £ definida matematicamente do seguinte modo: 1 V1—v?/c? Lorentz desenvolven esta equa- ‘pao para descrever as alteragSea nas medigies de tempo e comprimento para ejustar as equagdes do eletro- magnetismo de Maxviellao principio da relatividade. Fo. crucial para Ennstein, 1a que Ihe forneceu um ter ‘mo para transformar os resultados vvistos por um observadlor, mostrando ‘como pareceriam a outro observaciot ‘em movimento relativamente co pti- meiro observador. No termo citado acima, ov é a velocidade de um ob- servacior comparada com 0 outro ec @avvelocidade daluz. Namaioria das situagSes, v seré bastante paqueno B Noentanto, pata um abservacar na ponta Mi, num comboio movendo-ee alsa velocidade para longe de A © em diregso.eB, raio em B coctm antes dotaic em A, arto da velocidade da luz M ‘comparado com ¢, portanto v7 seré ‘proximo de zero @ 0 fator de Lorente préximo de 1, signifieanda que no faz. qualquer diferenga nos célculos. ‘O trabalho de Lorentz fra receb- do friamente, em grande parte por que no podia sar incorporado nas tworlas-padao do ter Binstein abor dou 0 problema por outra direcéo, ‘mostrando que ofator de Lorentz sur- sgia.como consequéncia inevitével do principio da relatividade especial © revendo 0 verdadeiro significado dos intervalos de tempo e distancia me- didos. Um resultado importante des ‘ta conjetura foi a percegao de que os eventos que pareciam simultaneos para um observador num sistema de referéncia nao o eram para alguém rum sistema de referéncia diferente (um fenémeno canhecide como a re- latividade da simultaneidade). Einstein também mostrou como, @ ppattir do ponto de vista de um obser- vador distante, 0 comprimento dos ‘objetos em movimento na sua diregao de deslocamento se comprimia a me- dida que astes se aproximavam da velooldade da luz, de acordo com uma ‘equagao simples governada pelofator de Lorentz. Ainda mais estranho, 0 proprio tempo patece passar mais devagar quando medido a partir do sistema de referéncia do observador. ‘ustrar a relatividade Einstein iustrou a relatividade espe- lal pedindo-nos que considerasse mos dois sistemas de referéncia em movimento telativo de um para 0 outro: um comboio em movimento © um talude ao geu lado, Dois valos que lampejam nos pontos A eB parecem cotter simultaneamente para um observador de pé no talude, num onto intermédio M entre eles. Um ‘observacior no comboio esté na posi- 0 Mi, num sistema de refecéncia diferente, Quanda os raios ocarrem, ‘MM pode estar a passar mesmo por ‘M. Masna altura om que luz alcanca © observadlor no comboio, este jé se deslocou em diregao ao ponto B distanciando-se do ponto A. Como Einstein disse, o cbservador esta a viajar & fente do feixe de hiz que ‘vem de A», O cbservador no comboio ‘conclu que o raio que atingiuo pon- to B ocorreu antes do que caiu no ponte A. Einstein insiste entao: «A. menos que nos digam aque corpo de referéncia a afizmagao de tempo se refere, @ afirmagao do momento de lum acontecimento nao tem signifi- ceado.n Tanto 0 tempo come a posigéo ‘s&0 conceitas relativos ‘Equivaléncia de massa- -energia [Nas ts breves paginas do timo dos artigos de 1905 de Einstein, A Inércia de Um Carpo Dependa do Seu Conteiico em Energia? empliava-se uma \dela mencionad no artigo ante- Hor ~ que a massa de um corpo ¢ a medidada sua energia, Aqui, Einstoin demonstiou que se um corpo irradia luma determinada quantidade de ener- ia (E) sob a forma deredingio elatro- 220 ALBERT EINSTEIN ‘magnética, a sua massa vai diminuir numa quantidade equivalente « E/ Esta equagio & facilmente rescrita ara mostrar que a energia de uma particula estaciondria dentro de um sistema de referencia especifico & dada pela equapa0 F= me" Este prin Cfpio de vequivaléncia massa-energian vitia a tomarse a pedra angular da cifncia do século xx, cor aplicagbes ‘que vao da cosmoiogia &fsica nuclea, Campos de gravitacso Embora os artigos de Einstein, na: quele annus mirabilis, tenham pare- Annossa experiéneia da [gravidade é ocuivalento a de Jescarmos dentro de um sisteme de reforéncia em constante eleracao. ‘A aceleragao pode sor ‘explicada por uma distoreao do espago-tempo Se objetos com massa istorcem 0 espago-tempo, ‘sso explica a sua atragao ‘ravitacional. ido demasiado cbscuros para causar grande impacto fora do mundo rare- feito da fsica, eles impulsionaram-no para a fama dentyo daquela comunt- dade. Ao longo dos anos seguintes, ‘muitos cientistas chegaram 4 con- ‘clusto de que a relatividade especial oferecia uma melhor descriggo do Universo do que a desacreditada teo- 1a do étere elaboraram experiéncias que demonstratam os efeitos relat- vistas em ago. Entretanto, Einstein jdestava a avangar em diregdoaum nove desaifo, alargando os principios que tinha agora estabelecido de modo a considerar situagGes ino {inerciaisy ~as que envolver acelerar 40 € desaceleragao. No inicio de 1907, Finstein depara- -se coma ideia de que uma situagtio de «qqueda livres, sob a influencia da gravidade, ¢ igual a uma situagao {nercial~0 principio da equivaléncia. Em 1911, percebeu que um sistema do referencia estacionario influencie- Trajetoria real da luz | Do acordo com a relatividade (eral. a masea ora uma spore ‘Sravitacionaly no espago-tempo. A idela pode ser visualizada através da representacio do por um campo gravitacional 6 equivalente a um submetido a uma aceletapao constante, Einstein ilus- trou esta ideia imaginancio uma pes- soa de pé num elevador selado no ‘espago vazio. O elevador esta a ser acelerado numa diregao por um fo- quete. A pessoa sente uma forca a ‘empurtar para cima, a partir do chéo, e empurra de volta, contra o cho, ‘com uma forga igual e oposta, segun- doa terceira lei de Newton, Einstein petcebeu que a pessoa no elevador se sentiria como se estivesce em pé, Jimével, num campo gravitacional Num elevador submetido a uma acelerago constante, um feixe de luz Gisperado num angulo perpendicular aceleracaio seria desviado ram trajeto curvo, e Einstein considerou que 0 mesmo ocorreria num campo gravita- ional, Seria este efeito da gravidadie rnaluz—conheeide como ofeito de lente avitacional ~que viria a demonstr, pela primeira ver, a relatividade geral Locatzagtio HE sparense da eszela Y <—dbrservador ‘como um plano objeto mac: ‘como 0 Sal faz com que luz seja desv alterando a Posiglo apatente das estielas distantes para um cbervador — um feito chamado slente gravitacionals E DIGMA 221 As fotografias de Arthur Eddington tooria completa ca relatividace geral. Lente gravitacional fom elas aparentom da natureza 7 e Jo mundo era se te s Adotai ra Gu 1 : e as de lingua inglesa tinker | v dor do Sal) A expedi po, au rn do eclipse sok mi 2, resse de A Einstein. P ano seguir nesenca | Eddington, u e a u P am mot Royal Asti y pal ¢ pete wet EM CONTEXTO RAMO Ciencia da Terra ANTES 1888 Antonio Snider Pellegrini faz um mepa com as Américas ‘unidas & Europa e a Aftica para explicara existéncia do fosscis Idlnticos em ladas opastos do oceane Atlantico. 1872 0 gedgrafo francés Elisée Reclus propée que omovimento dos continentes causou & formagao dos oceanos @ das cadeias montanhosas, 1888 Eduard Suess sugere que 8 continentes meridionais estiveram um dia ligades por Pontes de terra DEPOIS 1944 O gesgralo bntanico Arthur Holmes prope as correntes do ‘conveogo no manto terrestre ‘come omecanismo que faz ‘mover a crosta a superficie, 1960 0 geélogo americano Harry Hess propde que 0 ‘afastamento dolleito marinho ‘emputta os continentes, a OS CONTINENTES FLUTUANTES DA TERRA SAO PEGAS GIGANTES DE UM EM CONSTANTE MUDANGA ALFRED WEGENER (1880-1930) “8S Altre varias I 12, ometeorok do provas | Inante ao litoral oeste d ecria de deriva | Africa Istolevou os cientistas a espe: ‘continental, que sugaria que os con- | cular queessasmassas de terra teriam aceitaramasua América do Su encaixa n= oeidental de ‘como duas pegas imensas dem puzzle entes da Terra estiveram unidos, | estado unidas, des: ao longo de | de um planeta sélido e imuravel ntistas s6 | Em 1868, um gadgraio baseado em depois de des- | Paris Antonio SniderPellegrini, mos ta a causa do deslocamento de | tzoa que tinham sido encontrados, em massas de tert. ambos oslados de Auantico eseis de fos mapas | plant a, Francis | Carbonifero, 360-2 Formacées rochosas somelhante: sfo encontradas América do Sul eem Attica semplhantes do animais e plant: ncontrad oom Atti npos. ter terrestre UMA MUDANGA DE PARADIGMA 223 Veja também: Fancis De antes. Fez mapas que mostravam | Rift, em Af ccano podem, um dia, tor encaixad atribuiu a sua separagao ao Dilivio biblico, Quando fésseis de fetos Glossopteris foram encontrados na América do Sul, na india #em Attica, Eduard Suess argumentou que estos devem ter evoluido numa nica gran: do massa terrestre. Sugeriu qua os ccontinentes mericioneis teriam esta do ligacis por pontes de verra sobre 0 ‘mar, formando um supercontinente a0 qual chamou Goad de organismos semelhantes separecos por oveanas e também cadeias mon- ‘tanhosas e depésitos glaciares pared dos, Em vez das deias iniciais de que partes de um supercontinente se te am afundado nas ondas, achou que ‘esta se poceria ter dividido, Ente 1912 1929, expanciu essa teoria.O supe continente - Pangeia - unia a (loncwana de Suess com os continen: tes setentrionais da Ar Ne eda Eurasia. Wegener datou a frag: mentagdo desta masea torrestre no final da Bra Mesozoica, ha 150 milhdes de anos, ¢ apontou o Grande Vale da Alfred Wegener ie ca, como prova de uma 40 continental em curs. Em busca de um mecanismo ‘Avteoria de Wegener fi cicada por geo fiseas pornos tes se deslocam. No entanto, na d de 1960, novas técnicas geofisicas re velaram um tesouro de dados noves. Betucos sobre 0 campo magnétice pas- ‘sad da Terra indicaram g nentes antigos ap posicionament ve 08 cont solomarinhomisn Descabuse quo isso sul -oenicos,& medida que arocha deste ica irompe pelas ferdas da crosa da ‘Terra ese vai espalhancio para longe dos ‘olleas conforms incrrpem nomastochas Em 1960, Harry Hess percebeu que fastamentodosclomarinho fornecia sanismo paras der teotdnicas. A crosta terrestre & com: a por placas gigantes que se des otrentes de convecro do mato, por xo, novas fochas A supert- Nascido em Borlim, Alfred Lothar Wegener obteve um doutoramento fem astronomia pela Universidade de Berlim, em 1904, mas depressa s= Interessou mais por cidncias da Terra, Entze 1906 « 1920, fox quatro viagens & Gronelandia como parte ‘dos seus estusos meteorologicos ploneiros das massas de ar do Arico. Usou bales meteorolégicos para sequir a citculagao do are recolheu amostras do interior pprofundo do gelo, em busca de pprovas de climas passados, Entre estas expedicdes, ‘Wegener desenvolveu a sua teoria da deriva continental, em 1912, ppublicando-a om livro em 1915. 1 = Lou woicar comooscantiner= ciferente em ago 208 aos. mapesmento por sonar do fo po revelousinais de fxmagSes do ‘Agassiz 128-2 + Chaties Darwin sendo a formagto ea 4 da crosta oceadinica que conduzem ac deslocamento dos continentes. Esta teoria ndo sé vingou Wegener como é da geologia moderna. m Pangeia, 200 milhées de anos atrés 6 milhdes de anos atrés Produziu edig6es revistas © ampliadas em 1920, 1922 © 1929, ‘mas sentiu-se frustrado pola faita de reconhecimento do seu trabalho. Em 1930, Wegener liderou uma ‘quarta expedigfo & Groneléndia, esperando recelher provas que ‘suportassem a teoria da deriva. ‘Al de novembro, dia em que ‘completava 60 anos, partiu através ‘do gelo em busca do abastocimentos ‘necessarios, mas morreu antas de ‘chegat a0 acampamento principal Principal obra 1918 4 Origem dos Continentes @ Oceanos: ee OS CROMOSSOMAS DESEMPENHAM UM PAPEL NA HEREDITARIEDADE THOMAS HUNT MORGAN (1866-1945) EMCONTEXTO (Quai seus cromossomas sque igualam RAMO bs co surgimento de caracteristicas herdadas ANTES 1868 Grogor Mendel descreve cs leis da hereditariedade, ‘conciuindo que as caracteristicas hordadas sfo controladas pr particulas finitas, designad Posteriocinente por genes. 1900 0 boténice holandés Hugo de Vries teafma as eis de Mencia, 1902 Theocior Boveri e Walter Sutton conciuem independentemente que os cromossomas esto envolvides na hereditariedade, sugete que os genes ‘olam estas caracteristica ocorrem nos cromossomas. do sexo do organismo, portant DEPOIS 1913 Alfred Sturtevant, aluno de ‘Morgan, elabora o primeiro amapan genético da mosea-da-fruta 1930 Barbara McClintock descobre que os genes podem mudar ds pasigfo nos cromoesomas. 1983 O modelo de dupla hélice do ADN de James Watson & Francis Crick explica como a informagao genética ¢ passada, durante a reprodugao. ymabém: Gregor Mensa Watson © Francia Crick 270-83 « Mi = Barbara Mo el Syvenen 31849 UMA MUDANGA DE PARADIGMA 225 ck 271 masde um crganismotinham deestar presentes, num conjunto complato, para que o embrigo se desenvolvesse Mais tarde, nease mesmo ano, Walter espelhassem as uparticulas da here ditariedade: teéricas propostas por Gregor Mendel, em 1866. ‘Mendel fizera experiéncias no cn zamento de ervilhas e, em 1886, suge- ru que as suas caracteristicas herdadas eram determinadas por particulas §- nitas. Quatro décadas depois, para testaraligagao entre os cromossomas ‘a teoria de Mendel, Morgan iniciou uma investigag4o que combinaria experiéncias de repradugio c croscopia moderna, na que fc nhecido como «A Sala das Moscas» na Universidade de Columbia {cluiu, wabalhando com ga- De ervilhas & mosca-da-fruta A mosca-da-fruta (Drosophila) 6 um ue pode ser cruzado em pequenos rascos de vidro e produzir a gerac! seguint uma grande prele - s. Isto tornava a da hereditariedade. A equipa de Morgan isolou e cruzou moscas com caracteristicas especificas © depois analisou as propor 3 nas proles—exatamente come Mendel fizera com as suas ervilhas, Morgan coutoborou finalmente os resultados de Mendel, depois de ver ‘um macho de olhos brancos, e doshabatuais clhos vermelnos, Ocruza ‘mento de um macho de olhos bxancos ‘com tama f&moa do olhos vermelios produzia apenas proles de olhos ver jelhos, oquesugeria que o vermelho era um trago dominante ¢ 0 b recessivo. Quando essas proles er cruzadas, um em cada quatro ti alhos brancos e era sempre macho. (Osgene brancos tinha de estar ligado a0 sexo. Quando surgiram outros (908 ligadias ao sexo, Mergan concluiu ‘que todos esses tracos tinham de ser herdados em conjunto e que os genes responsdveis por eles tinham de ser passados atravas do cromossoma que det um par de cromossomas X, enquanto ‘os machos tinham um Xe um ¥. Du rante a reprodugo, a prole herda o X mee um X ou um ¥ dopa. O wene noo) transportado pelo X, O ero. mossoma Y néo tem um gar pondente. Um estudo adicional levou Mor- gan a ideia de que os genes espec sno estavam apenaslocalizados ‘cromossomas especificos, mas 18 ocupavam posigdes espocificas neles. Isto originou a ideia de que os nes de um organismo. w Primera geragdo (Ft) Segunda geragio (F2) © cruzamento de moscas-da-fruta, ao longa de duas geragges, masta moo 0s brancas passou apenas para alguns mackos. Thomas Hunt Morgan Nascido no Kentucky, nos EUA, ‘Thomas Hunt Morgan formow-se ‘em zoclogia antes de estudar o desenvolvimento dos embri5 Ao transferirse para a Universidade de Columbia, em Nova Torque, em 1904, comegou ppor s8 concentrar no mecanismo dia hereditariedade, Inicialmenta cético quanto as conclusées de Mandel, e até mesmo de Darwin, dedicou o8 seus esforgae & reprodugio da mosca-dafruta para testar as suas ideias sobre genética. O seu sucesso com fas moscas levaria muitos Investigadores a usé-las em experiéncias genéticas. ‘As observagdes ce Morgan sobte mutagSes estaveis herdadas pela mosca-da-fruta acabaram por lové-lo a perceber que Darwin estava certo e, em 1915, publicou um trabalho explicando ‘como a horoditariedade funcionava segundo as lois de ‘Mendel. Morgan continuou a ‘sua investigacao no California Institute of Technology (Caltech) @, em 1993, foi agraciado com um Prémio Nobel em Genética. Principais obras 1910 Horeditariedade Limitada ‘palo Sexo em Drosophila 1915 O Mecanismo da Hereditariedade Mendeliana 1926 4 Teoria do Gene AS PARTICULAS ERWIN SCHRODINGER (1887-1961) 228 ERWIN SCHRODINGER EM CONTEXTO RAMO Fisica ANTES 1900 Uma crise na compreensto da luz inspira Max Planck a encontrar uma solueao terica que trate a luz como ‘pacoles quantizados de eneraia. 1908 Albert Einstein demonstra ‘a realidad da luz quantizada de Planck através da sua explicagde do efeite fovoelétrice 1913 0 modelo do tomo de ‘Niele Bohr utiliza a ideia de que 0s elettOes alternando entre niveis de energia, no interior de t : ¥ feixe de pat ‘um étomo, emitem ou abeorvern quanta de luz (otses) individuais. DEPOIS Década de 1930 0 uabalho de Schrodinger, juntamonte ‘com o de Paul Dirac e Werner Heisenberg, compe a hase da fisica de particulas moderna Atomos tipo onda? UMA MUDANGA DE PARADIGMA 229 ferne: Heleenborg 224-26 « Paul Dirao 246-47 « Veja também: Thomas Young 110-11 « Albers Richard Feynman 272-79 » Hugh Bveret. 1284-85 Se disparar eletrdes, umn a um, através de duas fendas contra uma tela, estes formam um padrao de interferéncia 2a tole. Isto significa que se comportam ‘como ondas. ‘Uma fungdo em onda fornece lum meio de se ealcular a probabilidade dle detegao de um eletio num determinado pponto no espago-tempo. ‘uma nova reviravelta em 1924, vinda | particula pela sua velociciade, De | apoiantes influentes, incluindo do um aluno de doutoramento fran- | Broglie mostrou que um fotéo de luz | Einstein, A hipotese era também 1e- 8s, Louis de Broglie, cuja sugestao | tinha um momento de h dividido pelo | lativamente facil de testar. Por volta levou a revolugao quantica para uma | seucomprimentode onda. No entan- | de 1927, cientistas em dois laborato- nova edramitica face, De Brogliendo | to, dado que estava a lidar com par: | rios diferentes tinham conduzido sodemonstrou, atravesde umaequa- | ticulas, cuja energia e a massa | experléncias para mostrar que os ceo simples, como as particulas po- podiam serafetadlas pelo movimento | cletrGes difratavam e interfertam uns diam ser igualmente onas no mundo | em velocidades proximas a da uz, De | com outros, exatamente como os fo- subatémico, como mostrou também | Broglie incorporou o fator de Lorentz | tes de luz. A hipdvese de De Broglie que qualquer objeto, de qualquer | (p.218)na sua equagéo Isto produziu | fora provada, massa, podia comportar-se como | uma versio mais sofisticada, que uma ondaaté determinado ponto. Ou | considerave os efeitosda relatvidace. | Importancia creacente sefa, se as ondas de luz tinham pro- | A seta ce De Broglie era radical | Entretanto, varios fisicos tedricos es- priedades semelhantes a particulas, | ¢ ousada, mas depressa ganhou | tavam suficientemente intrigados endo as particulas de matéria—come pela hipétese de De Broglie para a os eletrbes ~ tém de possui proprie- investigar mais a fundo. Em parti- dades ca tipo onda, cular, queriam saber como ¢ que as Panck tinha caloulado @ energia ® 6 propriedades de tais ondas de materia de um foto de luz com a simples ppodiam dar origem ao padirao de ni- equayao £ = hy, onde £ é a energia Duas concegSes veis de energia especiices entre as dos quanta eletromagnétices, v é@ | @Parentemente incompativeis | cibitais dos eletrdes do dtomo de hi comprimento de onda da radiagao podem, separadamente, drogénio proposto pelo modelo do envolvida eh 6 uma constants, hoje | Tepresentar um aspeto da —_ tomo de Bohr. O proprio De Broglie, conhecida como a constante de verdade, tinha sugerido que o padréo surgia Planck. De Broglie mostrou que um Louis de Broglie porque. circunferéncia de cada orb fotdo de luz também tem momento tal tinha de acomodar um niimero cinético, algo geralmente associado imteizo de comprimentos de onda da apenas a patticulas com massaeque onda de matéria. Como o nivel de resulta da multiplicagae da masea da energia do eletr8o depende da sua distancia para o miicieo de carga po- sitiva do étomo, isto significava que apenas determinadas distancias ¢ determinados niveis de snergia se- vam estveis, No entanto, a solugdo de De Broglie assentava no tratamen- toda onda de materia como uma onda ‘unidimensional prosa numa érbita em recor do nicleo — uma descrigao com- plewa teria de descrever a onda emtrés dimensoes. A equago de onda Em 1925, ts fisicus alemfes, Werner Heisenberg, Max Born e Pascual Jordan, tentaram explicar os saltos {quAnticos que ocorriam no modelo dio atomo de Bohr através de um me todo chamado mecénice matricial, ‘no qualas propriedadesde um atorno ‘eram tratedas como um sistema ma- temético que podia mudar ao longo do tempo. Contuco, o método nao conseguia explicar o que acontecia defacto dentro do atomo ea sua lin- guager metematica obscura no 0 tornou muito popular. ‘Umano depois, um fisico austria cco que trabelhava em Zurique, Erwin Schrédinger, encontrou uma aberda- gem melhor. Levou a dualidade onda patticula de De Broglie mais alem, | comecandoa pensar secxistiria uma equagdo matemética do movimento daondia que pudesse dascrever omo- vimento de uma particula subatémi- a, Para formular a sua equagéo de onda, ele comegou com as leis que governam a eneigia #0 momento na ‘mecdnica comum edapois modificou- -as para incluir a constante de Planck ealei de De Broglie, que ligava omo- ‘mento de uma particula ao seu com- primento de onda, ‘Quando aplicou @ equagao resul- ante ao atomo de hidrogénio, esta provi oxatamente os niveis de ener- ‘gia especificos do étomo que tinh sido cbservados em experiéncias. A ‘equagao foi um sucesso. Mas uma ‘questo estranha permanecia ainda, ‘Uma ilustracio clissica ds dualidede ado de onda-particula envoive odisparo de eletrOes interferéncia ‘com uma varmay auaves de uma berreira ‘com duas fendas. Sos elettdes puxerem aacumular-se.com o tempo, forma-se um padrio de interferincia, exatamente como ‘aconteceria com a8 ondas de luz Heo — 90 %e, ce oe % , ie j@ que ninguém, nem mesmo | co, Wolfgang Pauli. Para descrever Schrodinger, sabia exatamonte oque | por que razdo 0s eletibes no interior ‘aecquago de onda descrevia defacto. | de um étomo no caiam automatice- ‘Schrodinger tentou interpretar isto | mente todosno estado mais baixo de como a densidade da carga elétrica, | energia possivel, Pauli desenvolveu mas néo foi inteiramente bem- | oprincipioda exchisdo. Raciocinanda -sucedido. Foi Max Born quem aca- | que o estado quantico geral de uma bbou por sugerir aquilo que realmente | particula poderia ser definido por um era—umaamplitude de probabilidade | determinado nimero de proprieda- (Ou soja, exprimia a probabilidade de | des, cada uma com um niimero fixo ‘uma medigao encontrar 0 eletréo na- | de valores finitos possiveis, 0 seu quele lugar especifico. Ao contrario | principio afirmava que era impossivel da mectnica matricial, aequagao de | duas particulas dentro do mesmo onda de Schrodinger, ou sfungao de | sistema terem simultaneamente 0 condar, foi acolhida pelos fisicos, em- | mesmo estado quantico. bora tivesse exposta uma série de | Para explicar o padrdo aparento questies mais abrancentes sobre a | das oxbitais dos eletwbes na talvelape- sua corteta interpretagso. riodica, Pauli calculoy que os eleti0es, deviam ser descritos por quatro mi O principio da exclusdo de — smorosquant.cos distintos Tiés deles Pauli 0s niimeros quénticos principal, de ‘Outra pega importante do puzzle fol | momento angular € magnético — de- ‘encaixaca am 1925 por outro austria- | finem olocal preciso do eletréo dentro das camadas e subcamadas orbitals ispontveis, com os valores do sltimo par limitados pelo valor do mimero principal O quarto mimero, com dk ‘valores possiveis, era necessario para cexplicar por que azo podem existir i eletibes em cada subosbt niveis de energia ligetran rentes, Juntos, os nimezos exp! vam perleitamente a existéncia de corbitais atémicas que aceitam 2, 6,10 eletrdes, respetivamente je, o quarto niimero quanti cconhecito como spin; é 0 momento ‘oinérica mtrinsecs de uma parvicula (criado pela sua rotagao a medida «que otbita) e tem valores positives ou negativos que 80 nimetos inteiros 3s. Alguns anos Poul demonstraria que ce valores do spin divider todas as particulas em dois grupos principats ~ termites, como os eletides (com spins semi- inteitos), que cbedecem @ um con: unto de tegras conhecidas por tisticas de Fermt-Dirac (pp. 246. +47), @ bosbes, como os fotdes (com ‘um spin zero ou inteiro), que obede- cem a regras diferentes, conhecidas por estatisticas de Bose-Einstein. So 08 fermides obedecem ao principio de exclusto, o que ter implicagdes importantes para a compreensao de tudo, desde o colapsn de estrelas até 4s particulas elementares que com: poem o Universo © sucesso de Schrédinger CCombinada com o principio de exctu- sfo de Pauli, a equagéo de or Schrodinger permitia um en mento novo e mais profundo das or bitais, as camadas e subcamadas dentro de um atomo. Em vez de as imaginar como 6rbitas clissicas~ ca minhos bem definidos nos quais os eletrdes citcundam os n a ‘equago de onda mostia que, nares: lidade, elas séo nuvens de probebll dade - regides em formato de donut lébulo, nas quais um eletrao espe- UMA MUDANGA DE PARADIGMA 231 fico com determi quanticos ser4 provavelm contrado (p. 288). (Outro grande sucesso da abord gem de Schrodinger foi o facto de oferecer uma explicagéo para a de- sintegragéo alfa adioativa—na qual ‘uma particula alfa intelramente for ‘mada (composta por dois protoes @ dois neutrdes) escapa de um miicleo dos nuumeros atémico. Segundo a fisica classic, para permanecer intacto, © niicieo tinha de estar rodeado por um pogo de potencial ingreme para impedir que as particulas esca: passem dele (um pogo de potencial ums regio no espago onde a ener gia pe arredores,o que si suficientemente in desintegra ial ¢ inferior & dos seus Entio, termnitentes vistas na desintegracdo alfa poderiam ocorrer permitinedo ao tempo que o nlicleo resta sobrovivesse intacto? As equagSos de onda ultrapassaram o problema, porque permitiam que a energia da particula alfa dentro do nicleo va Acquagao de Schrédinger ss 545 forma mais geral, mostra 0 tempo. Exige 0 5108 complexes. Erwin Schrédinger ‘Nascido em Viena, Austria, em 1887, Erwin Schrédinger estudou fisica na Universidade de Viena, obtendo ali um posto do assistente antes de eervir na Primelra Guerra Mundial Depois da guerra, mudou-se primeiro para a Alemanha e depois para a Universidade de Zurique, na Suiga, onde realizou ‘0 seu trabalho mais importante, ‘mergulhando no campo emergent da fisica quantica. Em 1927, rogrossou & Alomanhé sucedendo a Max Planck na ‘Universidade Humboldt de Bertin. Schrddinger era um opositor declarado dos nazis ¢ deixou a ‘Alsmanha para aceitar um cargo ‘na Universidade de Oxford, em 1934. Foi lé que soube ter sido ‘premiado com o Nobel da Fisica, fem 1903, jntamente com Patil Dirac, ‘pola equagio de onda quéntica. Em 1936, regressou a Austria, ‘mas teve de fugir novamente, ra sequéncia da anexacio alem& do pais. Estabeloootse na Idanda polo resto da sua carreira, antes ‘de se aposentar, regressando & ‘Austria ne década de 1950. Principais obras 1920 Métrica das Cores, Jornal de Fisica 1926 Quantizagio Como um Problema de Valor Préprio 232 ERWIN SCHRODINGER asse, Na maior parte di sua enetgia seria batxa o suficiente nte, su passat a barrel conhecido hoje por efeito de tine! As previsies de probabilidade da equagao de onda combinavam com isivel da desinte- ‘gragao radioativa © princfpio da incerteza Osrande detate que motiou 0 desen- volviment vantica, em meados do século xx (e que continua nor resolver ainda hoje), girava em tor 30 do vordadairo significado da fun- ‘edo de onda na realidade. Ecoando 0 debate Planck/Binstein, duas do das antes, De Broglie via as suas equacdes @ as de Schrédinger como meres ferramentas mateméticas para descrever 0 movimento: para De Broglie, o eleto ainda era essencial ‘mente uma particula ~ s6 que tinha ‘uma propriedade de: cao. No entanto, para Schrodinger, a equagdo de onda era muito mais fundan tal -dascrevia como as propriedacies do eletréo estavam fisicamente wes: palhadas» pelo espago. A oposiggo & abordagem de Scuddinger ingpirc ‘Worner Heisenberg a deservalver 0: 66 Deus sabe que nao simpatizo com a teoria probabilistica Odiei-a desde o primeiro momento em que 0 nosso amigo Max Born a deu luz. Erwin Schrédinger 99 mente fosse detarm ula, mais dificil de sno em grande escala (sui tfoulas definidas por uma fungo de | icolapsos da fungéo de onda e o sur onda quéntica existien de um resultado definido, geral de incerteza Esta é talvec a interpretagao mais erze aceite (embora nio un de direraos 0. Assim, as das ondas de luz ma experiénoia que revele os aspe- de da luz ou dos el te das 5 mas é impossivel ragistas © resultados | dades das particulas indi dfinicos, em vez de uma multiplici- | 0 mesmo instrumento. possivel elaborar jstribuigao em onda. Na escala da fsica cldssica e da v bilidades sobrepost Emboraa interpretagao de Cope- conciliar a incerteza | nhaga parega razcdvel ao lidar com arcalidacie tom onome | sistemas de pequena escala, como de problema da medigo, tendo j | as particulas, a sug implicacao de sido apresentadas d que nada esté daterminado até ser gens ao mesmo, medido incomodava muitos fisicos. Einstein fez. famoso comentario di- 8 dados! UMA MUDANGA DE PARADIGMA 233 experiéncia idealizada para ilustrar | 1956 pelo fisico americano Hugh | Einstein A teoria deDe Broglie-Bohm, ‘que encarava como senco uma si- | Everett II. Este resoiveu o paradoxo | desenvolvida a pattirda reacéo inicial tuagéo ridicula, sugerindo que, durante qualquer | de De Broglio & equagéo de onda, & ‘evento quantico, o Universo divide- | uma tentativa de explicagio estrita- O gato de Schrédinger ‘se em historias alteretivas, mutua- | mente causal, em vez de probabilisti- Levada até a sua concluséo légica, a | mente inobservaveis para cada um | ca, ¢ postula a existincia de uma interpetagio de Copenhagaresultava | dos desfechos possiveis. Por outras | cidem ovula simplicadas do Universo. zum paradoxo aparentemente absur- | palavras, o gato de Schrodinger es- | Aabordagem tansacional envaiveon- o. Schrédinget imaginou um gato | taria ao mesmo tempo vivo e morto. | das que se deslocam no tempo, tanto fechadonumacaixaquecontinhaum | A abordagom das «Histérias | para. frente como pare tras. fiasco de veneno ligado @ uma fonte | Consistentes' abocda o problema de | Talvez a mais intrigante possibi- radioativa Seaonte-sedesintegrare | uma{orma hem menos radical, usan | lidade de todas, contudo, 6 uma que emitirume particula deradiagto,um | do fermalas matemdticas complexas | seaproximadotecgion Trabalhando ‘mecanismoiriberarum marteloque | para generalizar @ interpretagdo de | na década de 1690, o matemético «quebva frasco de veneno. De acordo | Copenhaga Istoevite as questéesiem | hingaroJohn von Neumann concluia ‘coma interpretagdo de Copenhaga, a | torno do colapso da fungéodeondae, | que o problema da medigSo inferia fonte radioativa permanoce na sua | em vezdisso,permitequesejamatri | que todo 0 Universo esta sujeito a forma de fungo de onda (como uma | buidas probabilidades aos virios ce- | uma equagtio de onda englobante, \obteposigéou de dois destechos pos- | nérios ou shist6riass, tanto a uma | conhecida como a fungao de onda siveis) até sex cbeervada, Mas,seesse | escala quéntica como cléssica. A | universal, a qual esté constantemen €ocaz0, cmesmo tem de ser ditodo | abordagem aceita que uma estas | tea entrar em calapso conforme me- gato historias vai acabar por corresponder | dimos os seus diferentes aspetos. a realidade, mas no permite a previ- | Eugene Wigner, um colega e conter Novas interpretacées sho de qual serd esse desfecho~ pelo | ranec de Von Neumann, pegou na A insatisfacdo com aparentes pare- | contrério, descreve simplesmente | teoria e expandiuva pera sugenir que doxos, como o gato de Schrodinger, | como a fisica quantica pode dat ori- | ndoera simplesmente a interagéo com incitou os cientistas a desenvolver | gem ao Universo que vemos sem o | sistamas em larga ascala (como na diversas interpretagies alternativas | colapso da fungao de onda. interpretagdo de Copenhaga) que da mecdnica quantica, Uma das | — Aabordagemde-conjunto, vesta- | causava 0 colapso da fungéo de mais conhecidas é a xInterpretagao | tistica, é uma interpretagSo matamé- | onda ~era a presanga da prépria cons de Muitos Mundos», epresentada em | tica minimalista e ora a preferida de | ciéncia inteligente. « Um gato dentro de uma caixaselada—_-Sa.afonte se desintegrar, berta ‘Temos ce mediro permanece vivo enduante a fente fo venene eo gato morte sistema para descobrit raiontiva na eaiea nao se desintagrar sea forte oe dlecintagrow. Ate iA, ‘A experitncia idealizada de Schrodinger cia uns ssuacso temes de pensar no aqua seg Una era eat Sa nterpretagto de gato tanto morto como Copenhaga, um gato esta vivo e motto a0 mesmo tempo. vivo. RAMO Fisica ANTES 1913 Niels Bohr usa o conceit do luz quantizada para explicar os niveis de energia espectfions aspociados aos eletrbes dentro dos tomo, 1924 Louis de Broglie propie que, tal como a luz pode exibir proprisdades semelhantes = particulas, também, em menor fesvala, as particulas podem, as vezes, agir como ondas, DEPOIS 1927 Heisenberg e Bohr aprogontam a altamente ‘mfluente intenpretago de Copenhaga sobre o modo como fs eventos ao nivel quéntico ‘afetam o mundo em larga escala macroscépico) 1929 Heisenberg e Woifgang Pauli trabalham no dosenvolvimento da teoria quantica dos campos, cules bases foram estabelecidas por Paul Dirac. A INCERTEZA E INEVITAVEL WERNER HEISENBERG (1901-1976) Panorama classic ane SS Panorama quantico > Ocfelto de tunel quantico «on ; Barreira de Heisenberg eres @ge| Hum hipteeos nloren UMA bape DE PARADIGMA 235 instein 214-21 « Erwin Schrodinger 226-33 « Paul Feynman 272-73 « Hugh Beret I 284-85 ‘sto significs que ndo podemos; fay pelos ‘medir com precisao nem squalidades d ‘ipo « posigdo da particula nem seu momento Esta incerteza é uma propriedade inerente = ‘Nascido na cidade de Wirzburg, ‘ao Universo. no Sul da Alemanha, em 1901, ‘Wormer Heisenberg estudou ~_matematioae fisica nas . universidades de Munique © de propriedades fossem determina- | a verdade é bem mais estranha ~a | | Gaetngeni onde teve Max Born dos simultaneamente com absoluta | incerteza é, afinal, um trago inerente | | Como professor e onde coneden piecisto. Por exemplo, quanto maior | aos sistemas quanticos. ‘seu futuro colaborador, Niels iso com que se medir a po: ‘Um modo titil de pensar na ques | | Batu pela primatta yea. particula, menor serd a | to é considerar as ondas de matéria om que se podera det associadas s particulas: neste caso, ar 0 seu momento e vice-versa. | 0 momento da particula afeta a sua Heisenberg descobria que para estas | ehergia geral e, consequentemente, duas propriedades, em particular, a | o seu comprimento de onda — mas, ralagSo podia ser escrita como: ‘quanto maior a precisdo com que de- AxAp 2/2 jo da particula, menos onde 0 Ax é 2 incerteza da posigao, | informagSo teremos sobre a sua fun- Apéaincerteza do momento e.ohé | o&0 de onda e, portanta, so ‘uma versdomodificada da constante | Comprimento de anda: Por 0 de Planck (p. 202). ‘medir 0 comprimento de onda com precisdo exige que consideremos uma Um Universo incerto regio de espago mais ampla, o que (© principio da incerteza é descrito | sacrifca a iniormagao sobre a locali- | gipoder, no eno seguinte, como uma consequéncia das medi- | zagéo exata ca partivula. Tais deies | No entanto, preferiuflcar na (900s de escala quantica ~ por exem- podem parecer estranhamente con- | Alemanha e liderou o programa plo, diz-se qu m 40 | linlasAsquevivenciamosnomurco | de energia nuclear do pais om grande escala, maselas tim, ain- durante a Segunda Guerra a aplicagdo ce uma fora que signifl- da assim, sido provacas por varias | Mundial es que uma piordefinigdo da sua energia | experiéncias, formando uma das ba cnescec moment Esaempoate, | ses imperanee de lsice nosere | | Salas She injoiaimente apresentada pelo piprio | O principio da incerteza explica fen Heisenberg, levou varios cientistas, | menos estranhos da vida real como 0 incluindo Binstei, adedicar tempoa Shenae suiimepe | unabeoets neenoqueaea cr | ana air onde : ua mesmoqueasua ene | Tygria Qudntica cisada posiraoe domomento através | gia sugira que nao deveria ser capaz | | 3988 Fisies @Fllosofa de algum tipo de «truques. Contud, | de o fazer. w - "1827 Rointorpretagdo Quantum Snel quéntico, no qual uma particu- | ieétles daa Relapse a cence Gineméticas e Mecénicas 0 UNIVERSO E GRANDE... E ESTA A IR-SE EDWIN HUBBLE (1889-1953) 238 EDWIN HUBBLE EMCONTEXTO RAMO. Cosmologia ANTES 1843 Nicolau Copérnico conclu que a Tarra nfo é 0 centro do Universo Século xvu A visto alterada das estielas, ocasionada pela Gxbita da Tetra em volta do Sol, dé origem ao método de paralaxe para medicao das distancias estelases. Século xxx Avangos nos telescOpios abrern camino para ‘estudo da luz das estrelas para @ asconsao da astrofisica. DEPOIS 1927 Georges Lemattre propde ‘que a origem do Universo pode ser estabelecida num tinico >ponto de origem, Década de 1990 Os astrbnomos descobrem que a expansto do Universo est4 a acelorar, conduzida por uma forga conhecida por energia Edwin Hubble Neeece nas escolas de pensamento os que is, toda a sua 1880 @ os que a Lactea era apenas ume galaxia en indmeras outras. Edwin Hubble v iyerso € muito maior do que se po dia imaginar A chave pata o debate era a na spiraiss. Hoje, mo usado para Jar de poe gas, mas, na altura deste debate, esve nome era usedo para qualquer nuvem de luz amorfa, incluindo abjetos que 66 Ha uma relacdo simples entre a luminosidade das varidveis @ os seus periodos. Henrietta Leavitt 99 Nascido em Marshfield, no Missoutl, ‘em 1889, Edwin Powell Hubble ‘inha uma natureza profundamente competitiva, que, na sua juventude, o impoliu a ser um atleta talentoso, ‘Apesar do seu interesse por astronomia, seguiu a vontade do pal e estudou direito, mas, aos 25 anos, apés a morte do pai, resolve seguir | a sua primeira paixao, Os sous estudos foram interrompidos pelo servico ‘militar na Primoira Guerra Mundial, ‘mas, depois de regressar aos Estados ‘Unidos, conseguiu um emprogo no Observatério Mount Wilson, onde realizou o seu trabalho mais importante, publicando 0 seu estudo uu mais t cor uo dos objetos cataloga sas comecaram a revelar c ntivas, Ao mesmo spirals dis po, 0 desenwalvi trossopia (estudo da i mattéria e a energia in Je serem gal dramatico dastales o século xx a ios como neboulo- exit radiada) sugeria que estas espirais exam, na veidade, compestas por incontéveis estrelas individuais fundindo- A distribuigé temtséen era in lhanto mas muito mais dist estas net lesso plano. Como 5, sugerita ante - 20 contré- jotos que se aglomera- vam no plano da Via La adotaram uma ao Immanuel iversos-ilhas: — ps a Via Lactea, apenas onde a distribuig&o do mate: "al na nossa galéxia claras daqrilo que h por esparo intergaldctico. Os que con: tinuavam @ acrodita: era mais limitado em mentaram que as esp extenséo argu- ris poctiam ser sobre cnebulosas extragaldcticasy fem 1924-1925 # a sua prova da ‘expansio cdemica om. 1929. Em anos posteriores, oz campanha para que ‘ astronomia fosse reconhecida pelo Comité do Prémio Nobel. As regras 86 foram mudadas depois da sua morte, em 1953, nunca tendo, portanto, recebido Principais obras 0 prémio. 1028 Varidvois Cafeia Nebulosas Espirais 1929 Uma Relacdo Entre Distancia 2 Velocidade Radial Extragalécticas sm Nebulosas UMA MUDANGA DE PARADIGMA 239 ‘Veja também: Nicolau Copérnins 24-29 « Christian Doppler 127 « Gaorges Lemaltre 242-45 ‘Uma varlével Cefeida uma estela cuja luminosidade pademos conhecar com certaza, o que significa que podemos calcular a que distancia esta Se a variével Cefeida festiver a milhées de anos-luz de distancia, vem de estar ‘numa galaxia muito para além da nossa. A luz proveniento Ge outras galaxias pode apresentar um deslocamento| ara o azul (vom na nossa ditego), ou para ‘0 vermelho (atasta-se de nés) ‘Alluz de todas as galéxias distantes apresenta um [deslocamento para o vermelho, ‘© quanto mais distante ‘est, maior 6 esse doslocamento . nctonadias ‘Com as estrelas varlaveis Cefeidas foram cruciats para que os astrénomos rmedissem a disténcia entre a Terra © ‘galaxias longinguas, de formagie, otbitanda em redor da Via Léctea Estrelas com pulsaco Asrespostas este antigo enigma sur iram em varias etapas, mas talvez a ‘mais importante tenha sido o astabe- locimento de um meio preciso para se medira distancia das estieles. Ogran- de avanco surgi com o trabalho de Henrietta Swan Leavitt, uma das as- trénomas da equipa feminina da | rando-as, em diversas places, ela ndo | publicar os seus primeiros resultados Universidade de Harvard queestavaa | so viu quea sualuz variava num cicio | em 1908, Leavitt notou, de passagem, analisar as propredades da hizestelar. | regular, como também conseguiu cal- | que algumas estrelas pareciam apre- Leavitt icou intrigada como com- | cular 0 periodo do ciclo. sentar uma rolagdo entre o seu perio- portamento das estrelas varidveis. | Ao concentyar-se nessas mivens | doce variablidade e asua magninide Tratava-se de estrelas cujo brilho pa- | de estrelas pequenas, pélidase isola: | abscluta, mas foram necessétios mais recia flutuar, ou pulsar, j6 que se ex- | das, Leavitt péde presumir com segu- | quatro anos para que ela descobrisse pandiame contraiam periodicamente | ranga que as estrelas dentro delas | querelagao era essa. Acabou por des- & medica quese aproximavam do fim | estavam todas mais ou menos mes- | cobrir que, para um detecminado tipo das suas vidas. Ela comegou a estu- | ma disténcia da Terra. Embora néo | de estrela variavel, conhecida como dar placas fotografioas das Nuvensde | pudesse saber adistanciacmsimos- | varidvel Ceieida, as eetrelas com Magalhées, duas pequenas faixasde | ma, isto ea ainda assim suficiente | maior luminosidade possuem perio: lus Visiveis nos ous meridionais que | para assumir que as diferengas na | dos de variabilidade mais longos. pareciam xagrupamentom: issladesda | «magnitude eparente» uminosidade | Aleido.periedode huminoardaden Via Lécton edescobrix quecadauma | observaca) das estelas eram umain- | de Leavitt provaria sex a chave que das nuvens continha uma quantidade | dicagéo de diferencas na sua magn | revelariaa ascala do Universo ~se con- imensa de estrelas variéveis. Compe- | turieabscluta: (iaminosidade real). Ao | seguissemos calcular a magnitude 240 EDWIN HUBBLE 0 Grande Debate sningto UMA MUDANGA DE PARADIGMA 241 efetto de Dopple (uma mudanga no comprimento de onda da uz devido t arrvinenta sets ativan tates sere rn ere | usa nebuleaaeestavama citar. sm 1042, hon Gia do nea vesceiades mussels. | aaa. dao ~ demasiado rpido para que « ane Gavidadeda ViaLactoa asretvecse, | sooetlamoveroa enterott ‘Medir 0 Universo dlaganclaroo do na. Por volta de 1922-23, Edwin Hubble e mn - chegam Milton Humason, do Observatdrio ee Mount Wilson na aliémia,esavam | ee prestes a eoabat com o mistéro de Nene ener tima vez por todas. Usando © novo pees oe Tetaopas Hone ie (emit confine asondas ce do mundo, na altura), propuseram-se | aglomeram no extern a identificar as varidveis Cefeidas que ‘cub doeapocteo ds tas; brihavam no intetior das nebulosas Se cs espiris e, desta vez, conseguiram ——. encontrar Cefeidas em muitas das | avermelhada. Hubble Seca al aaa | Recess Hibblemarcou entfoosseuspoc | tei etna are donde vateiidade e desse 10d, 06 asascistantes ‘suas magnitudes absolutas. A partir ene ea, Uma comaparageo spies coma nee ae taagulnade pests ound are oii alt Tames cite | i Sere Imes de, gerlnentay milhtes de anoetuz Isto provou condlsivarents aque os nebuloae eopizais eran rel ‘hentegigataoos sistas esreares [xsapacciesbasents pas i oa ‘Via Lactea e de tamanho equivalente. | corretamente caesar cc galaxias | galaxia é singularmente impopular, ‘nsksociee erin aaians oi | eariria. Corson ote rpeioa | mca peated ero mete eo fama de vermoso Universo nao fosseo | a expans osomica gral ~ por oo MM estas Hubble passou depois a os- | tras palavras, 0 préprio espaco esté a tote a nedo gan ow cntdnci do | expire occ 66 tities emrpcocearmi | le Conese malay emcee Geeta eee aca | dung meacemmoarae caso se aproximesse Ou se afastasse de nds tos par Sipher,encontrando aqui um | entre elas se expandixé. A taxa de Equipado com os seus cinco | yelacgo extraordindria. Ao marcer as | expanséo de espago depressa ee tor sentidos, o homem explora 0 | qistncias de mais de 40 galéxias ace | nou conkecida como a Constante de Universo a sua volta € d4.0 | aos seus desiocamentos parao verme- | Hubbies. Foi concusivamente med nome de ciéncia @ aventura. | tho, ele mostrou um padrio vagamente | da, em 2001, pelo telescépio espacial Edwin Hubble linear: quanto mais distante estd uma | com o nome de Hubble. aseado parcialmente ‘conceites dé Turing es UMA MAQUINA_ DE COMPUTAGAO UNIVERSAL ALAN TURING (1912-1954) ‘ma méquina Turing reduzida algoritmo, algoritmo solucionavel, 3d Michie 206-81 * Yuri Mania 317 UMA MUDANGA DE PARADIGMA 253 tos O seu trabalho era inicialmenta teécico — um exercicio de logica. Ele estava interessado em reduzir uma tarefa numérica a sua forma mais sim ples, mais basica e automatic, Améquina-a Para ajudar a visualizer 4 situacao, ‘Turing concebeu uma méqquine hipo- ética A emécquins-a» aay de autora tico) era uma longa fita de papel divi em quadradoe, com um mima- 10, etra.ou simbolo em cada quadrado uma cabeva de leiture/impressio. Com instrugbes sob a forma de uma tabsla de regras, acabega io simolo do quadrado que vé ¢altere-o, apagan- do ¢ imprimindo outro, ou deixa-g in tacto, segundo asregras. Depois passa para o quadrado a esquerda ou a dire! tae repete o procedimento, De cada vez, hé uma configurago geral diferen: teda maquina, com uma nova sequén- cia de simbolos Todo o processo pode ser compa rado ao algoritmo de classifi numérica acima. Este algoritmo 6 construldo para uma tarefa especif cca, Do mesmo modo, Turing idealiza- vauma sériede méquinas, cada uma com um coniunto de instrugdee ou regras para uma fungao especifica. Bleacrescentou: «S6 temos de enca- ‘Uma maquina de Turing 6 um mocolo ma A cabega I um nimero na fia infinitamente ¢0 para a eequetda ou para adi contidas na tabela de ag mudangas.e ingore esses dados da novo rat as regras como podendo st radas e trocadas por outras © te algo muito parecido com uma méqui- ‘computagao universal.» Conhecida como a Maquina de ‘Turing Universal (MTU), tem um arma- ‘enamento infinite (meméria) econtém instrugtes e dados. O MTU poderia, portanto, simular qualquer maquina ‘Turing. Aquilo a que Turing chamot smudar as regras seria hoje designada por programagéo. Deste modo, Turing lapresentou pela primeira vez.o concai vo de computador programével, adap: ‘ayela muitastarelas, com insergao dea adios, processamento de informagao fornecimento do resultados, w 66 Um computador mereceria ser considerado inteligente se conseguisse enganar um ser humane, fazendo-o acreditar que era humano 99 reti- smétioo da um compu! segundo ae reqras ‘Turing apresentou um tal so paraamatemética— “na escola. Formow-se com _distinggo no Kings College, em Cambridge, em 1934, e trabalhos na teoria das probabilidades ‘De 1936 2 1938 estudou na | por stos homossexuais legals na altura) e dois anos depois _ A NATUREZA DA LIGACAO LINUS PAULING (1901-1994) 256 LINUS PAULING EM CONTEXTO RAMO ‘Quimica ANTES 1800 Alessanciro Volta lista os ‘metais por ordem dacrescente de eletropositividade. 1852 0 quimico britnico ‘Edward Frankland afirma que ‘0s étomos tém um poder de Amecanica quantica fornece uma nova forma de escrever o comportamento os eletrées onal a cata ce 1920 Ny eseismecimes esecing tone el tecroveu tna sre do argos do ‘erence explo mocinen Fcc poe eee ee Ses aubaien, Pole toka et 256 nocanca qute na arpa com ofsco sane Arnld Sommer fold oes Minn, Nila PORT oc Copentaga erwin Schrodinger om Bisque na deco ue us. fa ivetoet ogee no nari esreaiee pectoes que ame Ganicn quanto Ino ve a ot mentan eta para oe Hibridizacao de orbitais ‘Aoregressar aos EUA, Pauling publ- cou cerca de 60 artigos e, em 1929, estabeleceu um conjunto de cinco regras para a interpretagao dos pa- dies de diftagao dos raids X de cris- tais complicados, conhecidas atual- | mente como regras de Pauling. Ao ‘mesmo tempo, voltou a sua atencao para as ligagdes entre étomos em smoléculas covalentes moléculas nas uais os Atomos se ligam através da partilha de dois eletrSes entre am- bos), principalmente de compostos organicos—aqueles baseados nocar- bono, Pode ser modificada para explicar a estrutura das ‘moléculas, Orbitas de eletroes 2-96. Orbital s Otbital pe y # Orbital p Os eletrdes orbitam umn nacleo atémico de varias maneitas — em onbitais em volta do centro (s) ou em Isilos ao longo de um eixo (). ‘Um atomo de catbono tem seis letras no total. Os pioneizos euro- peusda mecénica quantica designa- ram os dis primeiros por veletrDesis estes tém uma orbital estérica em volta do nicloa de catbono — como um aldo insulado em volta de uma bola de golfe no centio. No exterior da or bital 1 existe uma outra contendo dois weletes 25. A orbital 2s 6 como ‘outro baléo maior, por fora do primet- 10.Por fim, ha as corbitais-ps, que vém. «grandes lébulos a eair de lados opos- tos do nicleo. A onbitalp, fica no eixo dos x, a p, no elxo dos y @ a orbital p, noeixo dds 2. Os dois itimos eletrées do tomo de carbono ocupam duas dessas orbitais ~ talvez, um nap, € umnap,, ‘A nova imagem da mecanica ‘quantica dos eletides tratava as suas ‘xbitas como muvens» de densidades de probabilidade. Jé nao era exata- mente correte pensar nos eletres ‘como pontos a desipcar-se em vola das suas orbitas, em vez disso, a sua existéncia estava espalhada pelas ‘rbitas. Bsta nova imagem no local da realidade abria as portas a algu- mas novas ideias radicais para as UMA MUDANGA DE PARADIGMA 257 ‘Vela também: August Kekulé 160-65 » Max Planck 202-06 « Erwin Schtedingar 226-38 » Harry Kroto 320-21 ligagoes quimicas. As ligagées po- | ETE | tetcaédricas A estrutura de cristal diam er do po signs fron, Go Ginmanteencotavese oie se Gals oe cibiais 0 sobrpaniam Fein ecco onion lrcameste, ov loner sp mais 66 Vides pea citalograta de oe X Sacanocitisn nasi sets em i944 0 diamante catona pars Sao patel unas as otras oon isa cas tn dncatone Em 1935 senti que tinha uma Pauling tevea ideia de que numa Fo cecenalakmonta | estéliged a outros queto através de ‘molécula, ao contrério de num ato- ligagdes sigma nos cantos de um te- ‘mo puro, as otbitais atémicas de | COmpletada naturezada | sacra, ata estrutra explica a du- catbono podiam combinar-se, ou Sepa 1eza do diamante tubridizar-ses, para format ligagoes ioe Pend Outta forma posstvel para os éto- ‘mais fortes com outros atmos. Ele ‘mos de carbono se ligarem a outros, mostrou que as otbitais sep podiam 9 9 4tomos ¢ uma orbital-s misturar-se hibridizarse para formar quatro hi- ‘com ciues orbitais-p para formar trés bridos sp", os quais seriam todos hibridos sp*. Estes projetam-se para equivalentese projetarse-ien apr | IE fora do micleo num plano, com Angu- tirdo niicleo em direc&o aos cantos Jos de 120° entre i, Isto ¢ consisten- de um tetraedio, com éngulos de | retode carbono (CCi,)secomportam | te com a geomettia de moléculas mterligagaa de 109.5" Cada arbital | da mesma forma, ‘como o etileno, que possui uma es- sp’ pode formar uma ligagao sigma | A medida que as estruturas dos | trutura de ligagao dupla H,C=CH, com outro étome. Isto é consistente | vérios compostas de cazbono exam | Aqui, é formada uma ligago sigma como facto de que todos os étomos | estudadas, os quatro atomos vizi- | entte as atomes de catbono por um de hidrogénio no metano (CH,)to- | nhos mais proximos eram frequente- | dos hibrides sp*e uma ligagao pipela dos 06 dtomos de cloro no tetraclo- | mente encontredos em disposigSes | quarta orbital nao hibridizada Metano Etileno Diamante H H H Quatro eletroes no éiomo —Trés eletroes nos stomos de carbons de catbono hibridizam-se —_hibridizam-se para formar trés orbitals sp. AS para formar quatro atbitais _orbitais no hibridizadas restantes formam uma feunda liga pi ente os atomos de catbona Dibxido de carbono a4 gtetrdes no = ‘somo de eatbona ligagao pi fomam vas cxitala | Gada Atome de carhono nun sp,onde cada ume | diamante eta ligao através de hibrs y liga um stomo de | spa quato outzos Stomos para omar cigénio. Asduas | Ocanta de um etree, Oveaultalo exbtaisrestantes | Guna ree nfntasustentada por unam-se aocxigénio | tigaqses covlentes de catbonorcarbono, visumaligapao pi. | sequais eto extromamentolorta. 258 LINUS PAULING Por ultimo, uma orbital-s pode misturar-se com uma otbitakp para formar dois hibridos sp, cujoslébulos se projetam para fora, em linha dire- ta, num Angulo de 180°. Isto é consis: tente com a estrutura do didxido do catbono (CO,), no qual cada hiirido ‘sp forma ums ligagao sigma com 0 oxigénio, sendo uma segunda liga- ao pi formada pelas duas orbitais ado hibridizadas restantes, ‘Uma nova estrutura de benzeno A estrutura do benzeno, C,H, preo- cupara August Kelulé quando este propés inicialmente tratarse de um anel, mais de 60 anos antes, Ele aca- ‘bou por sugerir que os atomos de carbono tém de estar ligados através de Iigagies alvernadas simples e du- plas e que a moiécula oscilava entre fas duas estruturas equivalentes (p. 164) ‘A solugo alternativa de Pauling eraclogante Ele disse que os étomos de carhono eram todos hibridizados ‘sp’, de mocio que as ligagdes entre eles os étomos de hidrogeénio ficam todas no mesmo plano xy e formam ‘um Angulo de 120” entre si. Cada éto- ‘mo de carbono tem um eletrdo res tante numa orbital p,. Estes eletrdes combinam:se para formar uma liga- (cdo entte os seis atomos ce cartono. Esta ¢ uma ligagéo pt e nela os ele- ‘es permanecem acima ¢ abaixo do anel e distantes dos nicleos de ccatbono (ver & direita) Ligacéo iénica Ometanoe oetileno sto gases tem ‘peratura ambiente. Obenzeno emui- tos outros compostos orgénicos a bbase de carbono sfo liquidos. Tém moléculas pequenas e leves que s2 ‘poxlem deslocat facilmenteno estado ‘gasos0 ou liquido, Sais como o carbo ato de cdlcio ec nitratode potdssio, ‘por outro lado, s80 quase invariavel- ‘mente sélidos, 86 derretendo a tem- Ligagao sonica Tao de sédio ode det og Nat No cloreto de sédio, us cletsd0 ne tomo de socio entra num étomo de cloeto para former dois ies Ccartegados estdvels, Os ies mantém-se unides por atragio eletostética,formando uma rede estavel Anel de benzeno 7 4 oe # Orbitais hibridizadas sp* 6 orbitais ps ligagao pi ‘Num anel de benzeno, 02 stcmos de carbon esto ligados uns acs outros e a um dtemo de hidrogénio através de orbitals sp’ hbridizedas, Os anéis esto ligados uns aos cuts através de lngagoas pi nao localizadas formadas a part dos seis orbitals pe. peraturas elovadas.B, contuto, uma | metal prateado, arde energicamente unidade de cloreto de sédio (NaC!) | no gas esverdeadio cloro para produ- tem um peso molecular de 62, en- | ziro brancoe sélido cioreto de sédio. quanto 0 benzeno tem um peso mo- | O tomo de sédio tem uma orbital leoular de 78. A diferenga no seu | completa ¢ estavel de eletrdes em ‘comportamento nfo ¢explicada pelo | redor do micieo, mais um eletrao ex- ‘sou peso, mas pola sua estrutura. Q | tra fora dele. O atomo de cloro tem bbenzeno mantém-so unide em molé- | um eletréo.a menos para formar uma culas simples através de ligagdes | orbital completa. Quando reagem, Ccovalentes entre os tomas; ou seja, um eletr&0 6 transfetido do atomo de ‘cada ligagao contém um par de ele- | sOdio para o étomo de cloro, adqui- tudes partilhado por dois étomos es- | rindo ambos orbitais completas ecificos. estdveis de eletides, mas agora o sé- O cloreto de sbi tem proprieda- | dio tornou-se um ido da sédic Na” e dos bastante diferentes. Osédio,um | 0 claro tornou-se o io de cloreto Ol UMA MUDANGA DE PARADIGMA 259 22222 © covslente, mas algures nam | J moio-termo, Este trabalho levou-o a esenvoiver 0 conceito de eletrone- 66 gatvidde oun eer pont ecoava é lista de metais por ordem dectescente de eletropositividede Néo ha nenhuma érea do | apresentada por Alessendro Vota mundo que nao deva s fem 1800, Pauling descobriu que & investigada pelos cientistas. | ligacdo covalente formada entre éto Haveré sempre perguntas | mos de dois elementos diferentes ainda nao tespondidas. Em _| (ex. C-O) & mais forte do que se po- geral, essas so as perguntas | deria esperar a partir da média das que ainda ndo foram feitas. | forgas das ligagdes C-C e 0-0. Ble Linus Pauling chou que tinha de haver algum fator létrico que fortaleceese a ligagao € dispds-se acalcular valores pata esse 9 i. fator. A escala é hoje conhecicia por escala de Pauling, ‘A cletronegatividade de um ele eas s.onco ectrvamence de um | Oregon. em 1926, ganhou uma Ibolsa para estudar 0 assunto na composto especifice) 6 uma medida | | Boma, sab a tutata de elgune (ver acima). Nao tém eletrdes extra | da forea com que um tomo do ele- | doe maiotes eepecialistas do para formarligacdes covalentes, mas | mento atrai eletides para si. O ele- | mundo, Regrensou para se. 08 bes esto agora carregados:odto- | mento mais eletronegativo € o for a ‘mo de sédio perdeu um eletrio de | o menos eletronegativa (ou o mais carga negative, tendo agora umacar- | eletropositive) dos elementos bem ga geral positiva; 0 atomo de cloro | conhecidos & 0 césio, No composto ‘ganhou um eletrdo e tem uma carga | de fluoreto de oésio, cada atomo de egativa. Os ies s40 mantidos jun- | for paxa um eletrio para longe de tos pola atragéo eletrostatica de mais um étomo de césio, resultando num, ‘com menos ~umalligaglo forte. | composto iénico Cs'F- ( cloteto de sédio foi o primeiro | Num composto covalente como a ‘compostoa ser analisado pela crista- Agua (H,O) nao hé i6es, mas o oxigé: Jografiade raios X. Descobriu-se que, | nio é bastante mais eletronegativo narealidade, néoexisteumamelécula | do que o hidrogénioe o resultado 6a de NeCl. A estrutura contém uma in- | molécula da 4gua ser polar, com uma Snidade do sées alternados de sédioe | pequena carga negativa no étomode clateto. Cada ido de sicio est rodea- | oxigénioe uma pequena carga posi do por seis iSes de cloreto e cada clo- | tiva nos atomos de hidrogénio. As reto esté rodeado por seis de sédio. | cargas fazem com que as moléculas Muitos outros sais tém estruturasse- | da agua se mantenham firmemente melhamtes:tedes infinitasde um tipo | unidas. Isto explica por que razdo a de io, com ies diferentes a preen- | agua tem tanta tensso de superficie cherem todos os buraces. ‘@ um ponte de fervura tao alto Pauling propés originalmente uma tividade cescala de eletronegatividade em 1932, Pauling explicou a ligagéo iénica em | tendo-a ela e outros desenvolvido ain- compostos como o cloreto de sddio, | da mais nos anos seguintes, Pelo seu Stee pamsona sna ctewium |qelnbedocotecdanssaeencs | $904 Naturaa de tgseso ‘em compostos onde a ligagdo nfo 6 | ligagio quimica ganhou o Prémio nem puramente iénica nem pura- | Nobel da Quimica em 1964. = EXISTE UMA ENERGIA IMPRESSIONANTE CONTIDA NO NUCLEO DE J. ROBERT OPPENHEIMER (1904-1967) 262 J. ROBERT OPPENHEIMER EM CONTEXTO A divisao do micleo cio um domo de urénio RAMO- liberta trés neutroes re aes {S08 mem eco near hei rand Scat gee Ce eee 1082 erect de Seca wa a os eo Sc snr gia va coe 1989 Le6 Szilérd percebe que ‘um inio evento de fissio de ‘urAnio-296 liberta tes neutrBas ‘esugere a possibilidade de uma A roagdo om cadeia pode A reagéo em cadela pode ser rege ou face ser controlada por neuts5e2 descontrolada, liverianio abscrventos (reator de fissao energia suficiente para causar DEPOIS, nuclear juma exploséo (bombs nuclear) 1964 A contral nuclear soviética de Obninsk entra em funcionamento a primeita central nuclear a gerar letricidade para a rode de distribuigSo nacional de um pats E m 1938, o mundo estava a | da por um impulso implacével para mbicioso, }é que tinha de ser com- ‘ada eraatémica. Um ho: | vestar onde tudo aconteces ¢ essa | putado umn leque estonteante de po em daria o primeito passo | compulsdo levou 0 recén lidades para cada eletrao numa para liderar o impulso cientifico que | homem de Hat O trabalho de Oppenheimer abririaas portas dessa nova era. Para | centro da fisicateérica em ascensdo, | na Alemanha provou ser crucial para tobert Oppenheimer, essadeciséo | Em 1926, na Universidade de | océlculoda energia na quimica mo acabaria por destrutlo. Foi o admi- | Géttingen, na Alemanha, produziua | deme, masa grande descoberta, que nistrador do maior projeto cientifico | aproximago de Born-Oppenheimer | levariaa bomba atémica, que 0 mundo alguma vez vita ~ 0 | com Max Born, a qual fel usad: Projeto Manhattan masacabou por | expli forme disse Oppen- searrepender profundamentedasus | haimer, cpor que razfo es moléculas | Fisao e buracogs negros pPatticipagéo nele, sto moléculasy. Este método expan- dia a mecanica quantica para além ica comegou Motivacdo paraocentro | os dtomos individuais paradascre- em meados de dezenbio de 1938 ‘A diversificada vida profissional de | ver a energia dos compostos quimi- | quando os quimicos alemaes Otto Oppenheimer tinha sido caracterize- | cos. Era um exeicicio matematico | Hahne Fritz Strassmana sdividiram UMA MUDANGA DE PARADIGMA 263 Voje também: Miiorio Curie 190.06 » Hines: Ruthorious 206413 » Alby instein 214-21 66 Sabiamos que o mundo néo voltaria a ser 6 mesmo. Algumas pessoas riram. Algumas choraram. A maioria ficou em siléncio. Lembreime de uma frase das escrituras hindus: ‘Agora tornei-me a ‘Morte, o destruidor dos mundos. — GT ‘odtomos no seu laboratério de Betlim. Tinham estado a disparar noutzdes ‘contra o uranio, mas, em vez de ctia- rem elementos mais pesados através da abeorcao de neutrdes, ou slemen- tos maisleves através da emissAo de um ou mais nucletes (nro:bes ou noutrées), descobriram que havia uuma libertagao do elemento mais Jeve, 0 bario, 0 qual tinha 100 vezes ‘menos nuciedes do que o niicleo do urdnio. Nenhum processo nuclear compreendido na altura podia expli- cara perda de 100 mucletes: Perpleyo, Hahn enviou uma carta aos colegas Lise Mettner e Orto Frisch, em Copenhaga. Num més, Mettner @ Frisch tinham deciftado omecanismo bbisico da fseio nuclear, reconhevendo que o urdnio era dividido em brio e Gipton, os nuckedes em falta eam cot vertidos em energia e podia segui-ss ‘uma roagfo om cadaia. Em 1939, 0 f= sco dinamarqués Niels Bohr levou a noth para os BUA. O seu relato, un tamente coma publicapio do artigo de ‘MeitnerFrisch nojomal Nature, deixou ‘a comunidade cientifica da Costa Leste em palvorosa, Conversas entre Bohr e John Archibaid Wheeler, em Princeton, depois da Conferéncia ‘Anual de Fisica Teérica lavaram 8 t20- Hada fsedo nuclear de Eohr Wheeler. Todos os atomos do mesmo ele~ mento tm micleos com o mesmo rilmero de protées, mas oniimero de neuttbes pode vatiar, compondo dife- rentes isétapos do mesmo elemento. No caso do urdinio, existem dois is- topos que ocorrem naturalmente. O uranio-238 (0-238) constitui 99,3 por ccentodo uranio natural eo seu nilcleo contém 92 protdes ¢ 146 neutrdas. Os restantes 07 por cento so compostos pot uranio-235 (U-235), cujo nicleo Ccontém 92 protes e 143 neutrdes. A teoria Bohs-Wheeler incorporava Gescoberta de que neutroes de baixa energia podiam causar a fissio no U-238, levando & divisto do atomo e libertando energia no process ‘Quando as noticias chegaram & Costa Oeste, Oppenheimer, agora em Berkeley, ficou encantado Deu uma série de palestras e seminarios sobre essa teoria recentee viu rapikdamente © potencial de construcao de uma arma de poder impressionante ~ na @ reves @ vi e l a” Este nautrio individual dé ‘A fissdo nuclear dio wrénio-235 (0.295) iniclada quando um neutsB0 tinge ‘urknio divide-so para formar um ‘tomo de bario (Ba), um d:omo de cripto ‘podem. enifio, ontimust s oausee ure fissdo em mals étoms, provocende ume reagdo em cadeia. Sempre que um Stemo se divide, ¢ibertada energa e— @ = © mig. e aT | \ (ie) emais rbs neutrbes Os tbs neutrdes t 264 J. ROBERT OPPENHEIMER ous dela, uma forma boa, honesta e | mundo @ camino da guerra, Anci- | Speen Contudo, enquanto oslaboratériosdas | viuquoos meutsées secundarioss, que luniversidacles da Costa Leste corriam | emergiam da primeita fssdo, pode ‘metas expetiéncias de isso, Oppen- | de fssao, tesultanco numa reagio em | Fizemos uma coisa, uma arma hater concentravaasua investiganéo | cadeia progressiva de fssGo nuclear. | terrivel, que alterou abrupta e Savam Sob sue picoia gravidade | cas vids de que o mundo se enc mundo. E, ao faz6-lo, para formar buracos negtos. ‘inhava para a des levantamos novamente a © nascimento da ideia EUA mostraram que a teagéo em ca-| — @ boa para a humanidade A deia de uma arma muciesréanda- | dela or de facto possvelinctando | J. Robert Oppenhelmer cescreveu sobre extrair a energia in- | Edward Teller, a abordar Albe: temna dos étomos» parafazer sbemibas | Einstein com uma carta Einstein pas ‘Sot Free, ainovagdo estava progiana- | 11 de outubro de 1939 ¢, epenac complexas, fornecendo os alicerce: das primeiras formas de vida. romia tinham analisada as atm: ‘nos cutis planetas sem vida do Siste mas Solar Nai 1920, obioqut mico Aleksandr Oparine ogeneticista J. B.S. Haldane sugeriram indenen- dentomente que se as condigSes na Te ibtica (anterior a vida) se esoemehhavam as dagses planetas, en- 0 0s elementos quimicos simples poderiam ter reagido uns com os o3- tos, numa sopa prim ‘mar moléculas mais complexas, a par tirdas quais a vida pode'ter evaluido. ial, para for ‘Veja também: Jon Jakob Berralus 119 « Fuedr Darwin 142-49 « Fred Hoyle 270 ‘nical da Terra, nam ciclo continuo de reagoes guimices, Vapor (formago Ge nuvens) Agua ferver (ocoans terrestres) NS barunretecta(contendo Fonte de Fonte de calor ——* Recriar a atmosfera inicial da Terra Bm 1963, Urey e Miller vealizaram @ primeira experiéncia prolongada para testar a teoria de Oparin-Haldane, Numa série de frascos de vidro inter ligados fechados eisolados da atmos feta foi colocad agua e uma misture de gases supostamente presentes na atmostera primitiva da Tena - hidro- ‘génio, metanoeamoniaco, A agua ora “aquecica de modo a formar-se vapor, {que percorria 0 cireuito fechado dos frascos. Num desses frascos havia um par do elétiodas, entre os quai pas- savam continuamente faiscas para representar 05 raios ~ um dos causa ores hipotéticos das reagdes primor- diais, As faiscas forneciam energia ssuficiente para separa: algumas das ‘moléculas e, dessa forma, gerar for ‘mas altamente reativas que iiam zeagir com outras moiéculas, No espago de um dia, a mistura ficou corde-rosa @, duas semanas de- pois, Urey © Miller descobriram que ‘pelo menos dez por canto do carbono (do metano) apareciam agora na forma do outros compostos organicos. Dois por cento do carbono tinham formado ‘aminodcidos, os componentes funda ‘mentais das proteinas em todas as, “Aparelhos de laboratéria ropcocaziram 0 ofetto dos ios na atmostera primtiva 2h Wohler 124-25 « Charles Gases (atmosfera terrestze) Faisca (aio) Coluna de condensagéo ‘moléculas organicas) ——_energia coisas vives, Urey incentivou Miller a enviar um artigo sobre a experiéncia a0 jomal Science, que 0 publicon ‘como «Produgao de aminodcidos sob 18 possiveis condigdes da Tetra pri- ‘itivan. O mundo podia agora imag | nar como 0 npequeno charco aqueci- | do» de Darwin pode ter gerado as primeizas formas de vida. ‘Numa entrevista, Miller disse que so simples ato de crar faiscas numa experiencia pré-bi6tios basica produz aminoacidos», Posteriormente, @ usando equipamentos melhores do que os disponiveis em 1953, os cien- LUstas descobriramn que é experiéncia original tinha produzido, pelo menos, 25 aminodcidos - mais do que os en- contradios na natureza, Como. atmos- fera inicial da Teeta continha, quasa de certeza, didxido de carbono, nitro- génio, sulfureto de hidrogénio © dié- ‘xido de erate liertacios dos vulodes, pode ter sido criada na altura uma ‘mistuta muito mais riea em compos- tos cigdnicos ~ fol, de facto, criada em experiéncias ‘subsequentes. ‘Meteoritos contendo duzias de ami- noacidos, alguns encontrados na ‘Teraeoutzes ndo, também inctaram ‘a busoa por sinais de vida em piane- tas para além do Sistema Solar. OS PILARES FUNDAMENTAIS 275 66 O meu estudo [do Universo] deixa-me poucas dividas de que a vida ocorreu noutros planetas. Duvido que a raga humana seja a forma de vida mais inteligente. Harold Urey 99 QUEREMOS SUGERIR UMA ESTRUTURA PARA 0 SAL DO ACIDO DESOXIRRIBONUCLEICO CADN) JAMES WATSON (n. 1928) FRANCIS CRICK (1916-2004) 278 JAMES WATSON E FRANCIS CRICK rm abril do 1053 a eepostaa | Cavendish, na Universidade de EM CONTEXTO | Je rs tena Camistion tpelices pal snide = Tecatios cesxpacinner | om, erotic a ‘ves sugar baguano arg pr | "0 AEN om 9 tome da moda na eso sanahieda ne jnelourfon | stn 6a carpets Gass oot ANTES Nature, O artigo expicava como as | tura persia estar to provocedora. 3869 Fiedich Mieecher snstrugbos genétices so mantis | mente proxima que, nonitoda Glentifeapelaprimeives | dentodoseqanismos come stopas. | cada do 1660, aquipes da Europa, Be | acco a gaarto sngunn Decca, | EUAcantni sevieaea commerce pean ee amen ee | anor erence ee | vou conse co cavcnes | Sas mene aan oe goss se cao SaeeeSADC| SECT ne | Sencrectrnan rears | ceararancesraemn i AN 1944 Experiéncias mostram que ‘Watson, um bidlogo americano de 29 | mente codificada, e se replicasse de Set | ws spacers secret: | meme cattents ceentooe de : seach pete imise | sexucnuaee ee DEPOIS © passado em ADN ‘1963 Frederick Sanger desevove ET A mciscula do ADN nao foi desoober étodos de sequenciamento ta.em 1953, como geralmente se pen- para identificar as bases 10 ADN. 6 6 sa, nem foram Crick e Watson os See sas primsitos a descobrir a sua compo 'ADN 6 decitrado rds beses do Eto belo que tem de ser | 80. ADN tom uma historia de ‘ADN para cada aminoscido verdade. nee eel a somes Watson. Walther Flemming relatou que apa- 2010 Craig Venter ea sua equipa ® 9 reciam no interior das células uns ‘mplantam ADN de fabrico corpos semelhantes a um «X (pos artificial numa bectéra viva, teriormente designados por cromos- a | 7.25) quando estas se preparavam ‘James Watson (a diteita) nasceu | Guerra Mundial. Em 1947 fo1 fm 108, em Ghiago,EUA Coma | estudar bloga pre Canbrige, ‘dade precoce de 16 anos, ingressou | onde comegou a trabalhar com zna Universidade de Chicago, Depois James Watson. Mais tarde, Crick 40 doutoramento em genética, ‘mudou-se para Cambridge, Inglaterra para colaborar com mncis Crick. Mais tarde, regressou | dirogdo, Mais taide, Crick voltou. | aos EUA para trabalharno Cold “se pare a investigasdo sobre o | Spring Harbor Laboratory, em Nova oérebro e desenvolveu uma teoria Toraue. A partirde 1988, trabalhou da consciéncia. no Projetodo Genoma Humano, mas = saiu depois de um desacordo sobre | Principais obras - ee Francis Crick nascouem 1916 | 4969 Eeeruture Molecular dor porto de Northampton, em ‘Acidos Nuclelcos: Uma Boerotura Inglaterra. Desenvolvauminas ‘para o Acido Desorirriponuclelco stissubmarinos durante aSegunda 1968 4 Dupe Hlice OS PILARES FUNDAMENTAIS 279 ‘Veja também: Charles Darwin 142-49 + Greaoe «Linus Pauling 254-69 « Craig Venter 324-25 1166-71 « Thomas Hunt Morgan 224-25 » Barbara McClintock 271 ‘OADN taneporta informagao genética fe tem de ser capaz de se replicar ‘Uma hélice dupla poderis transportar a informacao genética e forever igualmente| um modo de se replicar parage dividir. Em 1900 foram redlos- Cobertas as experiéncias de Gregor Mendel sole a hereditariedade das ervilnas ~ Mendel tinhe sido 0 pri- ‘meio a sugerir a existéncia de uni: dades de heteditariedade que visham ‘em pares (as quais seriam mais tarde designadias por genes). Mais ou me- nos na mesma altura em que Mende! ‘estava a ser redasoaberto, experién- cias scbre reprodurao realizadas inde- pendentemente pelo médico america nno Walter Sutton epelo bislogo alemao ‘Theodor Boveri revelaram que con- juntos de cromossomas (as estrutura ‘em forma de haste que contém os genes) sdo passados de uma célula em divisdo para cada uma das suas célules filhas. A teoria de Sutton- “Boveri resultante props que os c1o- mossomas so 08 portadores do ma: tatial ganético. Codifiea 2 in‘ormacao genética numa série de bases, a0 Jongo da sua estrututa, Imagens de raio X da estrutura mostram que octa possui a forma de uma hélice. Em breve, mais cientistas inves- tigavam esses misterioses corposem forma da X. Em 1918, 0 bidlogo an ricano Thomas Hunt Morgan mos- ‘rou que os eromoasomas eram, de facto, os portadores da informagao herediténia. O passo seguinte era olhar para as moléculas constinuintes dos cromossomas - moléculas que ‘alvez fossem candidates a genes. Novos pares de genes Na década de 1920 foram descober 10s dois tipos de moléoulas candida tas: umas proteinas chamadas histonas e 8 deidoe nucleicas, qua tinham sido quimicamente descritos ‘como aucleinasi, em 1869, pelo bié~ Jogo sufgo Friedrich Miescher. 0 bic- quimico russo-americano Phoebus Levene e outros idemtificaram gra- dualmente os principais componen- tesdo ADN, de modo cada vez mais smenorizado, como sendo unida- jes nucteetidicas, cacia uma compos por um acuicar desoxirribose, um fosfato e uma das quatro subunida- des chamadas bases. No final da dé- cada de 1940, a formula basica do ADN enquanto polimero gigante tomou-se clara - uma molécula {mensa composta por unidades repe- tidas, ou monémeros, Em 1982, ex- periéncias com bactérias tinham mostrado que o proprio ADN, e ni 0s seus candidatos rivais, as prote!- incorporagéo fisica da informagao genétic Ferramentas de pesquisa caprichosas Os investigadores rivais usavam vé- as ferramentas de investigagéo avangadas, incluindo a cristalografia de diftagao de raios X, na qual os raios X eram passados através dos cristais de uma substancia, A geo- metria tinica de um cristal, em ter mos do seu contetdo atémico, ‘ovocava a difragao, ou curva, dos 66 uma das generalizagdes mais notérias da bioquimica (.) que os vinte aminodcidos @ as quatio bases sejam, com pequenas reservas, os mesmos pata toda a natureza Francis Crick 99 280 JAMES WATSON E FRANCIS CRICK feixes de raios X A medida que estes co atravessavam, Os padrées de di fragio resultantes de pontos, linhas | Laberatér € bortdes eram capturados em foto rafias. Trabalhando para ts a pat- ti: desses padzdes, era possivel decifrar os pormenores estruturais dentro do cristal. Nao era uma tar fa fécil. A cristalografia de raios X tem sido comparada a estudar-se os inumeros padroes de luz langados ppor um lustrede cristal no tetoe nas paredas deuma sala amplae usé-los pare calcular as formas © as posi- (goes de cada pedaco de vidio no lustre, Pauling na lideranca A equipa de investigagtio briténica do Cavendish estava desojo sa de dertotar os investigadotes ame- Hloanas, liderados por Linus Pauling. Em 1951, Pauling e os seus colegas Robert Corey © tinham alcangedo uma descoberta na biologia molecular quando ps ram constamente que muitas molé: culas biolégicas — incluindo a hhamogiobina, a substancia que trans- porta axigéniono sangue—tém um ping eels sae molecular par shélice alfa A cescoberta ce Pauling batera 0 Laboratorio Cavendish na reta final e parecia que ele tinha a estrutura pre- cisado ADN ao seualcance. Entao, no {inicio de 1959, Pauling propés quo a estrutura do ADN tinha a forma de uma helice tripla. Por esta altura James Watson estava a trabalhar no Laboratério Cavendish. Tinha apenas 25 anos, o entusiaemo da fuventade, duas licenciaturas em zoologia eestu- dara os ganes eos dcidos nucleiene de idfages ~ os virus que infetam asbactérias Crick, de37 anos, eraum biotisico com interesse pelo cérebro e pela neurocinia. Tinha estuda teinas, os dcidos nucleicos e outras cléculas gigantes em coisas vives. Observara também a eg imei co que Pauling &ideia da hé alfae, posteriormente, analisou as as suposicbes oquivocadas © 0s es- “Tanto Watson como Crick tinham também experiancia com a oristalo- 5X, ainda que: \r sobre duas questdes iz nas partes de um sistema vivo? Imagens cruciais de cristais ‘Watson Crick sabiam do sucesso de Pauling com o modelo da hélioe alfa as, no qual a molécula se o longo de um tinico percur ca-rolhas, repetindo a sua srutura principal a cada 3,6 voltas, les sabiam também que as investi- Esta fotografie de dltragdo eos oj obtida por Rosalind ‘ADN A estrutura em terminada a past OS PILARES FUNDAMENTAIS 281 apoiat 0 modelo da hélice tripla de Pauling para o ADN. Isto levou-os a ‘questionar ee © modelo evasive no serla nem uma hélice unica nem pla. Os dois praticamente nao reali zaram experiéncias. Em ver disso, recolheram dados de outros, incluin- doos resultados de experiéncias qui mica que formeciam informacdes sobre os Angulos das ligagBes, ou los, ente os varios évomos e subgru- pos componentes do ADN. Também juntaram os seus conhecimentas $0 Ire a cristalografia de raios X e abor- ddaram o¢ investigadores que tives ‘sem obtido as melhores imagens do ADN e de outras moléculas seme Thantes, Uma dessas imagens foi a foto S12, que se tornou crucial para que eles fizessem a sua descoberta, ‘A foto 61 era uma imagem por Giffagda de raios X do ADN que pa- recia um «X visto através das fendas de uma persiana ~ dit nossos olhos, mas, na altura, uma das imagens de raios X do ADN mais ni- tidas e informativas, Bxiste algum debate sobre a identidade do ots fo que tirou esta fotogratia histérica Ela veio do laboratério de uma biofi- sica briténica chamada Rosalind Franklin, uma especialista em cris- talografia de raios X, ¢ do seu aluno de doutoramento, Raymend Gosling, xno King's College, em Londres. Cada um deles recebeu o crédito pela ima- gem, em varias a 66 Descobrimos 0 segredo da vida. Francis Crick 99 ssdbro os sous modelos tdricos sectrutura do ADN foram erucials descoberta de Watson ¢ Crick da hstioe dupla, mas ela Modelos de papelao Maurice Wilkins também wabalhava no King’s College talvez quebrando © protocolo cientifico, Wilkins mos: tyou a James Watson as imagens ti radas por Franiklin e Gosling sem a autorizapdo ou conhecimento destes. (© americano reconheceu imediate- ‘mente a sua importéncia e informou Crick das implicagdes, Subitamente, o seu trabalho estava no caminho A partir daqui, a sequéncia dos acontecimentes @ pouco relatos posteriores di contraditérios, Frank to, em rascunhos, as suas considers ges sobre aestrutura eo formata do DN. Estes foram também incorpo. a medida 8 propost rivada do modelo d Pauling e apolada por Wilkins, cen: ta rma de padrao heli coidal repetido para a molécul gigante ‘Uma das consiceragSesde Pranikin eta se a wespinha dorsal» estrutural, uma cadeia de subunidades de fosfato le apticar desoxirribose, estara no cen: fo com as bases projetadas para fora, ‘uo contrétio, Max Perutz, que gana a o Nebel da Quimica em 1982 pelo su wabalho sobre a estrutura da he moglobina eoutras proteinas, deuuma ajuda, Perutz também teve acesso aos relatérios néo publicacios de Franiklin ce passou-os.a Watson e Crick, sempre 8 procura de mais contactos. Estes prosseguiram com a ideia de que as fespinhas darsais do ADN flcavam do lado de fora com as bases @ apontar para dentio,ligando-se talvez em pa- res, Recortaram e misturaram formas de papeldo que represemavam esses subunidades moleculares: fos! agiioares na espinha dorsal eos quatzo tipos de base ~ adenina, timing, gus nina e citosina 1952, Watson e Crick tinham conhecide Erwin Chargaff, que ela borara aquela que ficou conhecida como a primeira regra de Chargaff. Esta afirmava que as quantidades de guanina e citosina so iguais no DN, assim como as quantidades de adenina e timina. As experiéncias tinham moctrado que, ocasionalmen- te, as quatro quantidades exam quase iguais, outras veres néo, Rstas wll mas descobertas passaram a servis tas como erros de metodologia, e ruais das quatro bases aceites como a regra passaram a geval Fazer as pecas encaixar Ao dividir as quantidades de bases ‘em dois conjuntos de pares, Chasgaff tinha langado luz sobrea estrutura do ADN, Watson e Crick comegavam agora a pensar na adenina como uni camente eer guanina a citosina, Ao juntarem os pedazos de papelao no sou ps 282 OS PILARES FUNDAMENTAIS 283 nueleico a partir de uma metade da hélice dupla; depois, cransportando a sua informagio genética como a sequéncia de bases, ela deixatia 0 niicleo da célula para se envolver na produgao da proteina Segundo, quando toda a extensfio a nélice dupla estivesse desunida, ‘cada parte atuaria como um modelo ypara se construir um nova parcsiro ‘complementar —resultando em duas extensbes de ADN idénticas & origi naleuma &outra, Deste modo, ame- ida que as células se dividiam em duas, 0 ADN era copiado para cres- ‘cimento e reparagao durante toda a vida do organismo—e, enquanto es- perma e dvulos, as células sexuais transportavam a sua quota-parte de genes para fazer um évulofertilizado, iniciando, assim, a préxima geragéo. uSegredo da vida» A.28 de fevereiro de 1953, entusias- ‘mados pela sua descoberta, Watson Crick foram almogar ao The Eagle, uma das estalagens mais antigas do Cambridge, onde os colegas do Cavendish e de outros laboratérios se fencontravam frequentemente Dizem (que Crick espantou os presentes a0 anunciar que ele @ Watson tinham descoberto vo segredo da vida» ~ ou assim Watson recorcou depois no seu livro A Dupla Hlice, embora Crick. tenha negado que isso aconteceu 66 Nunca sonhei que, durante a minha vida, o meu proprio genoma seria seqquenciado. James Watson 99 er nn HRS WM ao ADO Vem lle Gun norigee Cactvan | Ga Te e Se car aettercs | paccgreecnaeetiae Telativas 4 estrutura molecular dos pop ogeene: SS pear es ae Se fcsos muckicos eau impor | sisi remember Tease: Seren aet aS po ie ad pe teri See ee teee weer coe ‘© por escrever os relatdrios que ajuda- separa amon as eee eet cae sid Sa pei au peo 0 Prémio Nobel, em 1962. Alguns dis- eee er i See a sees tissimo trabalho, Watson e Crick pare retrenrin See oe eT ree nee oe egret See ee a aaa Seen aa ar aeiaee ae ae ae tases Ger péem proteinas especificas € outras a ease anv See sees eae wat eeemcnrcmetae oe acme ae prea rear : Raccuakcpr cn gee eat oe eee, seepes oe eas pane aun oe iaentiorroneruamtioe . | inns a Saks Here peat oem ‘para a engenharia genética ea terapia eam Saou on a fostato-agdcar TUDO 0 QUE PODE ACONTECER ACONTECE HUGH EVERETT Ill (1930-1982) EM CONTEXTO BAMO na sua borda cairé virada "0 vada queda da carta Fisica e cosmologia para cima os para baixo sm como resulta ose aes cndo possive 1600 0 niésoo italiano Giordano Bruno é queimado na fogueira por acteditar numa tnfnidado do mundoe noe teens tial a nature 1 con den ioe eeo bears Were of destochos é consistente 16 mundos paralelos ‘Heisenberg procuram resolver com a observacao 2x 2x2x2), ‘o paredowo de medigio da dualidade onda-particula, snvocando 0 colapso da fung8o de onda, DEPOIS Década de 1980 Um princinio ‘conhecico por decoeréncia tenta fornecer um mecaniamo através do qual a interpretacao de ugh Everett IITé uma figu ‘muitos mundos possa funcionar. de culto pare os entusiastas Década de 2000 0 cosimélogo SS seco Max Tegmark descreve ‘uma infinidade de universos. Década de 2000 Na tocria da ‘computagdo quéntica, a poténcia computacional 6 pela falha const breposi otiunda de sobreposigses ndo mecainica quan (edo de onda de pertencentes ao nosso Univers. explicari nivel mais fun- | mas eno de muitas possibi jamental da matéria, a mecéinica | dades desapare ssirn que € obser OS PILARES FUNDAMENTAIS 285 Setuodinger 2 «Multiverse» 6 uma instalagao ‘om mil lampadas LED na National Oso vado, O proprio ato de se me sistema qui Ico parece edesvis-lc for ial estamos farniliarizado: ‘estes 860 a sua previséo log: do cara ou coroa, @ A mistificagao de Copenhaga Na década de 1920, Niels Bohr nat oprobloma da: Hugh Everett II rejeitou tudo o que Bverett disse sustenta que o ato azer uma een ema Sbeervgtonumsistemaqutniico lez | Resco eniWaahiaguen,D.@. | ints de elena exerensee com que fungéo de enda vcslapse> | ugh Everett folum Tapaz presoce. | Tas, hoje em dia, ann 6 sfecho. Embora esta Ags 12 anos ascreveu a Einstein | considerada a interpretaco mais antenha como uma inter- | perguntando-lhe o que sustentava aceite da teoria quaintica tarde piotagto aceite, muitos tedricos Universo. Enquanto estudava | demais para Everett, um aleoSlico, fchaniena insatisiatona, JA que nao | matemties em Princeton, mudou | que morreu com apenas 51 anoa evela nada sobre o mecanismo de -— para fisica. AIMM—a sua | Ateu, pediu que as suas cinzas resposta ao enigma no centroda | fossem deitadas no lixo mecanica quantica ~foi o tema do seu doutoramento em 1957,0que | Principals obras levou a ser ridicularizado por propor universos miltiplos. Uma | 1986 Mecanica de Onda sem como John Bell - . nal viagem a Copenhage, em 1959, | Probabilidedes Dus funao ds onda conforme | para diseutira ideia com Niels | 1956.A Teoria da Fungo de Onda pela equagio de S fale caunvtssties Boe Universal 0 € tudo, ou ndo esta correta.» UM JOGO DO PERFEITO DONALD MICHIE (1923-2007) 288 DONALD MICHIE vo 1961, 08 computedo: | I EM CONTEXTO ‘eram principalmente proces anu sadores centais do tamanho & 6 na de uma sala, Os minicomputadores 36 ae chegariam em 1965, eos microchirs. | As maquuinas podem pensar? ANTES tal como os conhecemos hoje, esta- ‘A resposta breve é: «Sim; ha 1950 Alan Turing sugere um vam aindaavériesanosde distncia.| “T>STn 38 ane conseguem, “teste para medira inteligéncia | Com um hardware tao imenso @ es- | ¢ ‘ fazer 0 que, quando executado alizado, o cient dor das miquinas(o testede Turing) pci 3tista e investiga ee : britnico Donald Michie dedi sar Peer cetetereene sear | tiers tteos simples pare um pe- | 4®et0namos pot pensamento. sepeartea ae tiga Soa ‘queno projeto sobre aprandizagem de Donald Michio ae : méquinas e inteligéncia artificial — § 9 SereveKOUM CUS SE | cas de féstoros © missangas de 1986 O termo sinteligéncia vvidro. Ele escolheu também uma ta artificials ¢ cunhado pelo refs facil -ojogodo gabe. Ocsii<10 | americano John McCarthy, foi 0 Matchbox Educable Noughts ‘10600 tesnaogH Anbirioet ‘And Crosses Engine (MENACE), —_| com que 304 permutagBes fosse um Bun Brame coeus ain ‘A principal versdodo MENACE de | niimero funcional adequado. ‘computader comtedesnouionals, | Michio englobeva 204 caixas de f6s- | Em cada eaixa do fésforos havia faprende com a experiéncia | {2105 colades umas as outras numa | missangas de nove tipos diferentes, ae disposigao em gavetas, Um cédigo | seperadas por cores. Cada cor corres ‘DEPOIS ‘numérico em oada caixa era inserido | pondia ao MENACE colocar o seu O 1968 MacHlackwoprmetprqam num gréfico. O grafico mostrava de- | num quadrado entre nove. Por exem: de xatirez a alcangar um bom | senhosda grelha de jogo de 3x3, com | plo, uma missanga verde significava ‘nivel de habilidade, ¢criado pelo | varias disposicbes de Ose Xs,ccrres- | 0 O no quadrado inferior esqtuerdo, ‘americana Richard Greenblatt. | pondendo as possiveis permutagSes | uma vermelha designava oO no que 14907 G dennemoiaintiel de de layout & medida que o jogo avan- | drado central, etc. jada OSES cava, Na realidade, exisiem 19 683 Gerotado pelo computadorDeep Combinagdes possives, masalgumas | A mecanica do jogo Bete saa ota arest | Guamapaaeanst pected ee eae seee enemy eg | Saranac sae pele eon Se areca ee eres ey Sel Gaaemsras aces repatcomman | iat mae oh hes eecrceet | | Leer erie eerie Soa experiéncia, ie ie eminem eee Re ee erase Se eel ankes aan oun conan aeicemocnities a 80 Em seguida, 0 agversazio posicio- aE tae on en segue | | Sora niseimereaecion oe es (Os animais aprender pela ‘expeniéncia de tentativa e erro | semomento. Maisuma.vez,a caixade OS PILARES FUNDAMENTAIS 289 Veja também: Alan Tuning 252-53 Cada uma das 304 caixs Gi f6sforoe no MENACE. epcesentava um estado Estado possivel do jogo. AS do jogo rmissangas dentzo das calxas reprosentavam cada movimento possivel para fesse estar. A missanga ‘a parte inferior do ae oterminava 0 movimento. ‘A medida que o jogo prosseguia, as missangas aia refoigadas e as perdedoras acho ‘eas, permitindo ue ‘omovimento a ane a partir da experiéncia. fSsforos era aberta, o tabuleiro sacudi- do e inclinado e a cor da missanga, determinava a posigéo do segundo © do MENACE. O adiversario colocava 0 seu segundo X. E assim por diante, registando a sequéncia de missangas do MENACE e os seus movimentos, Ganhar, perder ou empatar Bumresultado acabava por suigir. Se o MENACE ganhasse, recebia um reforgo ou uma tecompensas. AS mis- sangas retiradas mostrevam a se- quéncia de movimentos vencedores, Cacia uma destas missangas ere co- Jocada de velta na sua caixa, identifi- cada pelo cédigo numérico « 0 tabuleitoligeiramente aberto, O tabu- Jairo tecebia também trés missangas extra de ebérus» da mesma cor. Num jogo futuro, se a mesma permutago de Os e Xs ooortesse na greiha, esta ccaixa de féeforos entrava novamento ‘em jogo ~ 6 possufs mais missangas das que anteriormente levaramauma vitéria. Aumentavam assim as proba- bilidedes de escolha daquela missan- ‘ga.©, portanto, o mesmo movimento e outra posstvel vitor ‘Seo MENACE percesse, ra spuni- or, no recebendo de vata as missan- ‘gas retiradas, que tepresentavam @ sequéncia de movimentos perdedores. ‘Mas isto continuava a sar pasitivo. Em jogos futures, eo a mesma permutagao deXse Os surgisse, as missangas que designavam os mesmnos movimentos dda vez anterior cram om menor nime- ro ou ausentes, diminuindo assim a probabilidade de outra perda. Para um empate, cada missanga desso jogo era substituida na sua caixa corespondente, juntamente ‘com uma pecuena recompensa, uma missanga de bénus da mesma cor. Isto aumentava a probabilidade de aquela missanga ser escolhida se a © Colossus, © primoico computador ‘letronico programavel de mundo, fot ‘construido em 1943 para docifiar digas ‘om Bletchley Park, Inglaterra, Michie lueinow @ equipa para user o computador mesma petmutagao surgisse outra ‘vez, mas nao tanto como na vitoria, ‘com trés missangas de bénus, objetivo de Michie era que 0 MENACE ‘aprendesse com a expe- ‘éncian. Para certas permutagdes de Os ¢ Xs, quando uma determinada sequéncia de movimentos fosse bem-sucedida, deverla tornar-se mais provavel, enquanto os movi- ‘mentos que levavam a perdas se tor- nariam menos provaveis. Ele deveria progradir por tentativa @ erro, adaptar-se com a experiéncia e, com ‘mais jogos, ter cada vez mais éxito, Varidveis de controlo ‘Michie considerou os problemas po- tenciais. E se a missanga escolhida de um tabuleizo decretasse que oO do MENACE devia ser colocadio num ‘quadrado jé ccupado por um O ou por um X? Michie respondeu a isto as- segurando que cada caixa de ‘6afo- 108 contivesse apenas missangas ccortesponcentes aos quadrados va~ ios pare a sua permutagao especifi- ca. Assim, a caixa para a permutagao do O no alto & esquerda e do X em bbaixo & dirata nfo continha missan- ‘gas para colocar 0 0 seguinte nesses quadrados. Michie considerava que 290 DONALD MICHIE = colocer missonges para todas cs | TT | Homem vs. MENACE nove posites possiveis do O ex Entéo, quais foram os resultados? cada caixa iia ecomplicar desneces- | Michie foi 0 primsito adversério do scvemente option it gn 66 MENACE a rnd 220090 © cava que o MENACE néo aprendia MENACE comepou hesitante, mas apenas aganharouaempatar,tinha | O conhecimento especializado | depress pessou a empatar com mals também de aprender as regras.é me- 6 innuitivo; ndo esta ftequéncia © depois conseguis alg dide que ia avangando, Tais condi- | necessariamente acessivel ao | mas vitrias. Para contrapar, Michia tes de partida podiam levar a um proprio especialista comegou a desviar-se das opces se- ou dois desastresiniciais, que deeru- Donald Michie gras © a empregar estretégias inco- bariam todo sistema Isto demons: mune. O MENACE demozou algum tou um principio: a aprendizagem de » 9 smpo pata se adaptar, mas depois méquinas corre bem quando comega comegou também a lidar com a situe- simples @ e vai gradualmente acres (io, vakando aaleangar mais empates contando sofisticagéo, 2s icios A coreaalture, rune Michie frisou também que, quan- serie de dezogos, Michie perdeu tt, do.0 MENACE perdia, 0 seu ultimo | Michie simulouistocomquantida- | © MENACE forneceu um exer ‘movimento'era 100 por cento.omovi- | des diferentesce missangas para cada | plo simples de aprendizagem de mé- ‘mento fatal. © movimento anterior | movimento. Assim, para a segunda | quinas e de como a alteracaa das ‘contribufa para a perda, como se en- jogada do MENACE (terceira do jogo), | varidveis poderia afetar o desfecho, raldssemosaméquina,masmencs cada caixa que podia ser chamada a | A descrigao do MENACE feita por geralmente, ainda deixava espago _jogar — aquelas com pemutagdes de | Michie era,narealidade, parte de um para a possibilidade deescapar éder- um O e um X j4 na grade ~ tinha tés | relato mais longo, que comparou ce- rota. Andando para trés, em direao | missangas cle cada tipo, Para o tarcel- | pois o seu desempenha corn aapren- 10 infcio do jogo, cada movimento | removimentodo MENACE havia duas | dizagem animal de tentativa ¢ e110, anterior contribula menos paraader- | missangas de cada tipo, e pare o seu | conforme Michie explicou: rota final ~ isto ¢, A medida que os | quarto movimento (sétimo do jogo), | «Essencialmente,o animal faz mo- movimentos seacumulam, a probabi- | apenas uma, Uma escola fatal na | vimentoa mais ou menos aloatérios © lidade de que cada um seja o ultimo | quartajogada resultariana.liminago | escolhe, no sentido de que os repete aumenta, Portanto, a medida que o | da nica missanga especificando | depois, aqusles que produziram 0 1e nimero de jogadas aumenta, tomna-se | aquela posipo na grelha. Sem aquela | sultado ‘desejado’. Esta descricao mais importante livarmo-nos dases- | missanga, a mesma situagéo no po- | parece feita sob medica para omode- clas que provata: dderia voter a ocorer Jo da caixa de f6sforos, De facto, 0 | Nascido em 1923, em Rangum, na | Inteligéncia e Percogso de | Binnania (Myanmar), Michie ganhou | Maquinas. Michie trabalhou na | uma bolsa de estudo para Oxford, série de robée de investigacao ‘em 1942, mas, em vez disso, colaborou | ensinaveis e visualmente ‘com 0 esforgo de guerra juntande-se | capacitados FREDDY. Alsm disso, a alizou uma aéria de projatos prestigiantes de inteligéncia lartificial e fundou o Turing Instizute, em Glasgow. Michie continuou a investigar ativamente, enquanto ‘octogenario. Morreu num acidente | de automével, quando viajava ara Londres, am 2007. Principal obra ‘em 1967, e tornou-se 0 primeiro | presidente do Departamento de 1961 Tentativa e Eizo OS PILARES FUNDAMENTAIS 291 um estado 0 Kathleen Spracklen % @ A UNIDADE DAS FORGAS FUNDAMENTAIS SHELDON GLASHOW (n. 1932) A iieva de forgas da natureza, | Paxticulas mensageiras ou forgas fu s, | Na descrigdo da mec ata pelo menos da Grécia | dos campos, uma f antiga. Os fisicos recenheoem atual rmagnetismo e a es, as interacoes e forte, que unem as particules ep a forga as, Esta desco- | emitir um foto. A fo portante no | esta simetria mudando os quarks (a ntrar uma que compiem os proves explicasse a orta foi um paseo it caminho para si ‘Teoria de Tudos, ch relagio entre as qua 1984 A tocria do Yang-Mills ‘estabelove a base matemética = ara a unificapdo das quatro tegragao — Gimmue wine DEPOIS proto dentro do niicleo, emitinds AGM deccobertoumquarto —— clexsbes ou positides no proce tipo de quark o quark «charms, iashow,aluno de dou que tevela uina nova estrutiia © toramento de Harvard, recebeu a ‘ubjacente da matetia tarofa ambiciosa do unificar as too 1983 Os bostes W eZ es fraca eeessomag ers en bene ce ics amy no 0 conseguit descobertosiio Super Sincrtae AS Gescreveu fs BANS | A desintegragio das particulas GePlothesdo CERN, na Sige Portadoras de forga que medeiam a | Gu tsa inveragao através da forga fraca. obko-prota fem nolo. Se OS PILARES FUNDAMENTAIS 293 Avuma temperatura de cerca de 10° K, separou-se das outras Entio, que tipo de bosti pode estar ‘do? Glashowr imaginot crue {orga tinica. Esto foi os mintsculos © as particulas | tica atuam em esferas iferentes. A forca eletromagnét dese até o lin vistvel (a fore las ndo se deslocam para longe. Ele propés dais bosdes carrega: W+e W-, eum terceire hosao7 (0. Os transportadores de for 2 foram detetados pelo acelerad las do CERN, em 1983, Unificagao Na década de 1960, 0 amer Abdus Salam, dois fisios a trabalhar independensemente incorporaram o fundamentais se nar numa esuperfor la prova deuma Teoria de spo de Higgs (pp. 298 de Glashov. O modelo de Wei Salam resulante, ou teoriael ugar na fisica devido a sua falta de previsées testiveis © de Particulas 1091 0 Encanto da Fisica SOMOS A CAUSA DO AQUECIMENTO GLO CHARLES KEELING (1928-2005) cto de que os niveis dio didxido de carbono(CO,) uubir, mas podem também es: cimento desas 1824 Joseph Fourier sugere: ‘que a etmosfera da Tezra torna planeta mais quente anteriores tinham presumido que a tragdo de CO, na atmostera ficava sempre em volta do x 300 partes 1869 O fisico iandés John ‘Tyndall prova que o diéxico de ‘carbone (CO), 0 vapor da agua 2.0 czono ret o calor na, atmosfera terrestre 1903 0 quimico sueco Svante Auhenius sugere que 0 CO, A sua concentragao no a esta a aumentar, cle com o consumo de ppm). Em 1968, 0 geoquimico ame- ricano Charles Keeling comegou a medir a concentragao de CO,, usar nento sensivel que fisseis, libertad pela queima do Foram as suas combustiveis fsseis pode estar Jescobertas que alertaram o mun causa oacquscimento ermentiico. 2 implactvel subida do CO, © eas debater meant no final da década de 1970, para o Callendlarrelata que e temperatura Btooparatna et en ‘ait esté a subir 08°C entre 1290 o 1936. DEPOIS Keoling med rioshugares: 1988 0 Paine! Intergovernamental Big Sur, na California, na peninsula sobre as Alteraghes Climaticas Olympia, no estado de Washington e {PCC Intergovernmental Panel \s forestas de on Climate Change) ¢instituido Arizona, Também registou Pata avaliar a investigacso 10 Polo Sul e de avido, Em 1967, fun clentifica¢ orienta a politica Gou uma estagio meteorolégica a lobal, 2000 metios acima do nivel do m ‘alto do Mauna L OS PILARES FUNDAMENTAIS 295 3 Jan Ingenhous2 85 « J joseph Four 23 = Rat Roy 150-5 Concentragao de diéxido de carbono 390 380 379 360 380 340 330 320 310 11960 1970 1980 1900 Kealing media regularmente o nivel de digxito de cationo n descobriu trés coisas, Primeito, havia uma’ tia local. A concentragao ats ponto minimoa meio da tarde, quan- do as plantas estavam mais atvas @ absorver 0 CO,. Em segundo, havia uma variagao Global anual. O hemis: fério norte tinha mais terrivorio para 0 crescimento das plantas e o nivel de (CO, subia le atingia us mo em outubro, quando as plan: Charles Keeling © grafico de Keeling maicaa subida dos nivale de and apée ano. A 2000 201 ‘tas setentrionais morriam outra vez antes do inverno. Em terceiro, ¢ cru clalmente, a concentragéo estava ine- xoravelmentea aumentar Nucleosde gelo polar continham bolhas de ar. jue mostravam que durante a maior parte do tempo, desde 9000 a. C, @ Ccancentragao de CO, variou entre 276 © 285 ppm por volume. Em 1958, Keeling media 315 ppm; em maio de 2013, a concentragio média ultapas- 0u, pela primeira vez, 08 400 ppm. O ‘aumento entie 1958 ¢ 2013 foi de 85 ppm, significando que a cancentracso {nha aumentado 27 por cento em 55 "Nascido em Scranton, na Pensilvania, Charles Kealing era um pianista talentogo além de ciontista. Em 11964, como investigador doutorado ‘em geoquimica no California Institute of Technology (Caltech), desenvolveu um instrumento novo 0.CO, 6 um gs de efeito de es- tufa, que ajuda a reter 0 calor do Sol portanto, o aumento da concentra: de CO, tende a levar ao aqueci- jobal. Keeling descobriu 0 te: «No Polo Sul, a concentra 40 aumentou a um ritmo de 1,3 ppm por ano (..) a taxa de aumento observada é quase igual @ que se seres humanos sao, pelo m parte da 66 inevitavel que a procura por energia aumente (..) 4 medida «que uma populagao cada vez maior luta para melhorar 0 seu padrdo de vida Charles Keeling ‘vida, Em 1988, ingressou no Seripps Institution of Oceanography, em La Jolla, na Califérnia, onde ‘trabalhou durante 43 anos. Em 2002, Keeling recebeu a ‘Medalhia Nacional de Ciéncia, 0 ‘mais elevado prémio da América, por todo o geu trabalho cientific, Depois da sua morte, o seu lho ‘Ralph assumiu o seu trabalho de ‘monitorizagéo da atmosfera. Principal obra - 1997 Alteragdes Climéticas ¢ Diéstido de Carbone: Uma EM CONTEXTO RAMO Meteorologia ANTES 1687 As txés leis do movimiento de Newton sustentam que o Universo é previsivel Década de 1880 Henri Poincar’ ‘mostra que 0 movimento de ts ‘9u mais corpos interagindo Gravitacionalmente ¢ geralmente ‘ca6tico e imprevisivel DEPOIS Década de 1970 A tocria do ‘caos ¢ usada pata modelar Co fluxo de tnstto, acifragem digital, afungao e no design de cartos © aeronaves. 1979 Beno Mandelbrot descobre conjunto de Mandelbrot, que ‘mostra como podem ser criados ppadkGes comploxos através do regras muito simples. Década de 1990 A soria do cave é considerada um subconjunto da cisncia da ‘complexidade, a qual procura cexplicar fenémenos nat ‘complexos, 0 EFEITO BORBOLETA EDWARD LORENZ (1917-2008) oa parte da historia da clancia | encaixam facilmente neste esquema, foi dedicada ao desenvolvi- | Com umadescricdo das condigses ini sistemas, Certos fenémenos na natu- | podem ser calcul reza, como 0 movimento planetario, | futuras. No entant velocidad e assim Pe Jas conti uma joga wésgem0s todos of dados dias bolas eos muitas diferencas mintisculas na ‘Mas, por mais precisos que ssejam os nossos dacias, 6 impossivel replicar uma jogada de snooker -Essas pequenas incertezas impedem-nos de saber como 6 que um sistema ‘vai mudar. Previsées precisas de \oticos =30 s. OS PILARES FUNDAMENTAIS 297 ‘Voja também: isaac Newton 62-69 + Benclt Mandelibnor 316 de muitos procassos, como rebenta- | computador fomeceu resultados imen- cfodasondas na praia, ofumoa subir | samente diferentes em cada uma das deuma vela ou o¢ padrées meteorold- | vezes. Verificando novamente 08 ni ‘ons, ¢ cadtico @ imprevisivel. A teo- | meros, ele descobriu que o programa tia do caos procura explicar tas | tinh arredondedo os nimeros de seis fondmenos imprevisiveis casas decimais para tés. Esta altara- (0 miniscula no estado inicial teve © problema dos trés corpos um =notme impactono resultado final (Os primettos passos d o | Esta dependéncia sensivel das cond- ds teoria do caos foram dadios na déca- | gées iniciais foi denominada wefaito a de 1880, quando Henri Poincaré puma pecue- teabalhou no «problema dos trés cor | na mudanga num sisters vial pos», Poincaré mostiou que, para tum | como uma colher de cha de moléculas planeta com um satélte em éibita de | de ar deslocadas pelo bate uma estrela ~ um sistema Terra-Lua- | de urna bat Sol-, ndoexiste uma sclucéo pareums | amplificada éxbita estivel. No 65 era a interagéo | desfechos imprevistveis, como um tor ia vide mento, reprodugao ida por genes que pass role. Mas, em 1985, mdos Michael Syvanen propés que, em vez simplesmente passados de serer os flhos, 0s genes também se Yo passacos horizantalmente, entre ‘espécies, independentemente da re rodugéo, zontal de genas (THG) desempenha m papel Ito aoontece porque os genes podem deslocar: 8 células bacterianas. pe inofensiva se tornava per nisturando as suas oSulas vivas com os restos mortais de uma bactaria vi rulenta, meta pelo calor. Atuibuiu o8 seus resultados a um «principio qui: ov transformador, que tinha passacio das oAlulas mortas para as vivas. quarto de século antes de a estrutut do ADN ser desvendada por James Watson Francis Cack, Griffith tinha encontrado a primeira ptova de que 0 ‘Veja também: Cinaios Daswin 12-49 » Thomas Willam French Anderson 322-23 OS PILARES FUNDAMENTAIS 319 Morgan 224-26 + James Francis Crick 276-88 66 O fluxo de genes entre espécies diferentes representa uma forma de variacdo genética, cujas implicagées néo foram inteiramente investigadas Michael Syvanen 99 PEM ADN podia passar horizontalmente centie oélulascia mesma geragSo, assim como verticalmente entre geragoes, Em 1948, Joshua Lederberg © Edward Taturm demonstearam que a hactérias trocam material g como parte do seu comportam natural. Em 1959, uma equip liderada por Tomoichito Akiba e KunitaroOchia ‘mostrou queeste tipode wansferéncia de ADN explica como a resistancia aos antibisticos se pode espalhar tao rapidamente pelas bactérias. ‘Transformar microbios Asbactérias poasuem pequencs anéis meéveis de ADN, chamados plasm{- eos, que passam de uma célula para outra quando em contacta direto ~ @ levando 05 seus genes com eles. ‘Algumas bacténias pessuem genes que fas tornam reistentas & ago de deta sinados tipos de antibisticos. Os ge- nes sao coplados sempre queo ADNse replicae podem espalharseatravés de «uma populagao de bactéries, a medida que 0 ADN é transferido, Este tipo de ‘wansferéncia horizontal de genes tam- >bém pode acontecer através dos virus, 1 como Norton Zinder, umn aluno de Ledetierg, descobriu. Os virus sao ain- damais pequenosdo que as bactérias podem invedir oBlulas vivas —incluin do as bactérias, Poder inter (08 genas hogpedeitos e, quando se deelocama dle um hogpedairo para outro, podam levar esses genes com eles, Genes para o desenvolvimento A partir de meacios da década de 1980, ‘Syvanen colocoua THG num contexto mais alargado. Notou semelhangasna forma como 0 desenvolvimento dos contolado 0 nivel celular ~ mesmo entre espé- ies de parentesco afastado - atribuiu-o aos genes que se deslocam entre arganismos diferentes ao longo da historia evalutiva. Argumentou que © controle genético do desenvaivim ‘to animal tinha evoluico para ser se ‘melhante.em grupos diferentes porque isso maximizava as hipéteses de a troca de genes funcioner. ‘Amedida que as sequéncias de ge- nomas so completadas para mais 66+ rganismos mais comple x08, em plantas ou animais, A arvore da vida de D ‘tepassados em vez de um timo ante- ‘passado universal comum. Com impl ‘cages potenciais para ataxonomia, 2 doengas © 9 contrclo de pastes e a en (genharia genética, a impertancia com- plota da THG ainda esta por revelar. a Plasmideos de ADN, 6 974 neste nictografice, so indapendentes dos omossomas de ma otis, mas postu roplicar os genes e ser usados para {tous genes noves em orgenismes da transferéncia horizontal de genes (THG) ¢ 0 seu papel ‘na adaptagdo e na evolugao. SS aS A BOLA DE FUTEBOL E CAPAZ DE SUPORTAR BASTANTE PRESSAO HARRY KROTO (n. 1939) aoe 0 forte © resistente « RAMO ‘Quimica ANTES 1966 0 quimico beitanico : David Jones preve a cragao aoiiipies sntieaynee aay de moléculas de carbone ements 1970 Cientisas no Japao ena Gra Bretanha preveer indepencientemer existéncia da molécula de 0-60 (Cx, DEPOIS 1988 0 Ox 6 encontra na fuligem de velas. 1993 O fisico aloméo Weligang Kratschmer eo fisico americana Don Huffman desenvolvem um io para sintetizat «fulerenosy 1999 Os fisicos austriacos ‘Matus Amdt © Anton Zellinger clemonstam que ao Cm tom propriedades do tipo onda, 2010 0 espectio do Ca 6 visto na posira césmica 6500 anosuz da Terra, ‘Veja também: August Kak OS PILARES FUNDAMENTAIS 321 160-65 « Linus Pauling 254-59 ligado a trés outros de tal modo que todas as faces do poliedo so penté- gonos ou hexagonos. © Cy é mais parecido com uma bola de raguebi tem um anel adicional de étomos de ccarbono em volta do seu equador ‘Tanto 0 Cr como o Cas lembraram a Kroto as capulas geodésicas faz nistas desenhadas pelo arquitsto americano Buckminster Fullet, ¢ a5- ssim deu aos compostos o nome de buckminsterfulereno, mas estes sao também conhecidos por buckyballs ou fulerenos. Propriedades dos buckyballs A equipa descobriu que © composto Ge era estével e podia ser aquacido a temperaturas elevacias sem se decom- por. Transformava-se num gisa cerca {de 650° C. Bra inodoro e insolivel era ‘gua, mas ligetramente sotivel em sot vvontes organicos. O buckyball 6 tam- bém um dos maiores objetos jé encontrados que apresenta as proprie- dades tantode uma particula como de ‘uma onda, Em 1999, investigadores austriacos enviaram maléculas de Cro através de fendas estreitas © obsarva- ram o padtio de interferéncia do com- portamento de tipo onda, (© Gre sélido & Ho suave como a (afte, mas quando altamente com- rimido transforma-se num tipo de diamante superduro. A bola de fute- bol, 20 que parece. 6 capaz de supor- tar bastante pressio, 0 Cw puro é um semicondutor de eletricidade, o que significa que a sua condutividade esta entre ade um isolante © a de um condutor. Mas quando the s40 adicionados atomos de metaisalcalinos, como o sédio ou © potassio, torna-se um condutor ¢ ‘até mesmo um supetcondutor a ba xas temperaturas, conduzindo a ele- ticidade sem qualquer resisténcia, (OC também passa por uma gran de variedade de reagtes quimicas, esa tando num grancle nimero de predutos (Gubstancias quimicas), jas propried- des ainda esto a eer investigadas. © mundo novo do nano Embarao Gn tena sco a primeira des- tas moléculas a ser investigada, a sua descoberta conduziu a umramonovoda ‘quimica-estudodos fuleeenos. Foran {ertos nanotubos ~fulerenos cilindrioos de apenas alguns nanémetros de lar- ‘gura, mas com até varios milimatios ‘Comprimento, S40 bons conduteres de calor e eletriciade, quimicamenta inativos © muito fortes, o que os torna bastante dteis para a engenharia. Existem muitos outros quo esto a ser investigados para tudo, desde propriedades elétricas a tratamentos meédicos para o canero e o VIH.O mais recente desenvolvimento dos fuleronos 6. grafeno, uma folha plana | de domes de carbono como uma tini- cacamada de grafite Bsta substancia ‘tom propriedades notaveis. w Cada étome de carbone dle uma molécula Cun tem ligagées 0 és outras, ‘A molécula tem 32 facea na total: 12 entégonos e 20 hexdigonos, anresentando ‘uma forma parooida a uma bola de futebol Harold Walter Krotoschiner nascou em Cambridgeshire, Inglaterra, em 1939, Fascinado pelo conjunto de brinquedos de construgso Meccano, escolheu tudar quimice, tomnando-ee professor na Universidade de Sussex, om 1976, Interessava-se por estudar © espago em busca de compostos com ligagées ‘miiltiplas de carhoono-catbono, tais como H-C=C-C=C-C=N, e encontrou provas usando a espectroscopia (estudo da interagdo entra matéria e ‘a energla itradiada), Quando ‘soube do trabalho de ‘espectroscopia laser de Richard Smalley e Robert Curl, na Universidade de Rice, juntow-ee cles no Texas e juntos descobriram 0 Cw, Kroto trabatha, desde 2004, em nanotecnoiogia na Universidade Estadual da Florida. Em 1995 criow a Vega Science Trust para fazer filmes de cigneia para educagio e formacao. Estes estao disponiveis gratuitamente na Internet, em wwww.vega.org.uk. Principais obras 1981 Os Espectros de Motéculas Interestelares 1085 60: Buckminsterfalereno (O'Brian, Curl e EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES 4984 0 invostigador americano Richard Muligan usa um virus ome feeamenta pare intodurir cgnos em olslanencias de atc. 1988 William French Anderson @ Michael Blaase mostram que festa técnica pode ser usada pata corrigit cShulas defeituosas 1989 Anderson realiza o primetto teste de seguranca na terapia de genes humana, injetando um ‘mateader inofensive num homer de 62 anos. Realiza o primeira teste cltnico ts anos depois. DEPOIS 1993 Investigadores do Reino Unido descrever os resultados de experiéncias hem-suoedidas ‘com animals proporcionadores de terapia genética para a fibrose cistica 2012 Inicia-se o primetto teste ‘multidose de terapia genética para a fbrose cistica em seres ‘humanos, INTRODUZIR GENES EM SERES HUMANOS PARA CURAR DOENGAS WILLIAM FRENCH ANDERSON (n. 1936) genes. Um 6 a unidacde molecular da here jedade de um organismo vivo. No genes falham fequet herdades ¢ causadas por genes defeituosos opiae Os genes funcionais podem ser isolados 2 =r de células normais através de tam 0 ADN. 15 que surgem deste as genéticas dependem vido. Um gene atua controlando produgdo de uma proteina ~ uma das muitas que desempenham uma ngbes Nos or os vivos ~, mas essa produgso uuver um erro. Por exemplo, pO produzir @ proteina sangut- faz o sangue coaguler, cau doenga da hemofiia enzimes que falha se seum gene coagulante falha, Os genes podem ser transforidos entre células ‘através de vetores: virus ou aneis de ADN chemados plasm vencionals e, dura bastante temp ra possivel amenizar os sintomas nat a vida do p fortavel possivel OS PILARES FUNDAMENTAIS 323 ‘Veja também: Gregor Mendel 166-71 + Thomas Hunt Morgan 22425 « Craig Venter 324-25 « lan Wilmut 226 compe, 6. As células saudaveis s80 normalmenta pelo virus, Introduzir novos genes (Os genes podem ser intreduzides nas partes doentes do corpo atraves de lum vetor — uma particula que etrans- porta» o gone até a sua fonte. Os cien: tistas investigaram varies entidades possiveis que pudessem agit como Jum votor ~ incluindo oa virus, mais 66 A terapia genética 6 ética, porque pode ser sustentada elo principio moral fundamental da beneficéncia: aliviar o sofrimento humano. ‘William Anderson 99 Ey 1, Células contendo o gene defeituoso sfo retiradas do injetadas no corpo, onde tabalham Bee 5. As células s8o alteradas geneticamente | como vimunodeficiéncia combinada 2.Umvirusé | ligada a0 X». Os portadores dessa é modificado de | doenga sdo to suscetiveis a infeptes modo a néo.se | que paciem ter de passar a vida inte oder reproduzit. | ra num ambiente estéril, ou xbothan. ‘Aeeqquipa de Anderson retirou al- \ gumas células das duas meninas, se | tatou-as com o virus transportador EBB | doaene e depois yeonlocon-an de val inverido no | Y@as meninas. O tatamento fol re- 2 vius, petido varias vezes ao longo de dois nose funcionou. Contudo, os sous efeitos cram apenas tamporarios, j& que as novas oélulas produzidas pelo corpo continuavam a herdar o gene defeituoso. Este continua a ser 0 pro ‘jerna central para os investigadores da terapia genética atual, " Perspetivas futuras ‘Tom sco fetas descoberta ntéveis rotratamentode outtasdoongas Em 1963, cietistas a trabaihar nos EUA identicatam o gene que Gausa a txose cistica, Nesta eng as oh las defeizaosas produzers um mca viscose que entepe os pulmoes © 0 Sstemadigestive Cinoo anos depois | da identificagao do gene defeituoso responsive, sinha sid desenvolvida uma teenioa para transporte de ge. nos saulaveis usando lipossomas — tum tipo de gotiula oleosa ~ cemo veto. Os resultados do primett ts- te clinica sata em 2014 ‘inca tam ser ulteapassados de- safios coneiderveis para se expand a teria genética, A throcecitica @ causada por um dfezo num inioo gene. No entanto, muitas dosncas com uma componette genética ~ como a doenga de Alzheimer, as | doengas do oorarso-e a diaberes ~ sao causedas pea intracto de mur tos genes diferentes Tate doongas so muite mais cifices de tratar 6a bbusoa por erapias gondticas sogures bem-sioedidas prose, virus @ msturedo com as ceulas do corpo. Os clontistas usam os virus come um vetr pata nsoduit jones sausiveis nas cabins do pacientes habitualmente associados a causada doenga do que & sua cura. Os virus invadem naturalmente as céules vi- vas como parte do seu ciclo de inf fo, mas seré que poderiam talvez tansporar os genes terapbuticos? Ne década de 1980, uma equipa de cientistas amerioanos, incluindo Wiliam French Andetson, consegui ‘com sucesso usar virus para introdu- zr genes em tecides de cultura (pro- duzidos em laboratéiol Esta vécnica fol testada em animais que sofriam cde uma defciéncia imanolégica ge- nética, O objetivo era levar 0 gene terapéutico até A medula éssea dos animais, a qual produzizia depois lobulos vermelhos saudaveis curen- doa deficiéncia. O teste nfo foi mu to eficaz, embora 0 procedimento ‘vesse funcionado melhor quando 0 | avo foram ox gisbuloe brancos Em 1990, Anderson realizou o primeto taste alinico, tratando duas ‘meninas quo sofriam da mesma de- | fciéncia imunolégica, conhecida EM CONTEXTO RAMO Biologia ANTES 1866 Gregor Menciel mostra que (98 tragos hercados nas ervilhas ‘soguem determinados padides, 1902 0 bislogo e mécico ‘americano Welker Sutton sugere ‘que cromossomas s80 03 portadores da hereditariedade 1910-11 Thomas Hunt Morgan Prova a tooria de Sutton em ‘expericias com a moece-da-fruta, 1953 Francis Crick e James ‘Watson revelam como o ADN transpora as instrughes gensticas 1995 0 genoma (conjunto completo de genes) de uma bacteria ¢ 0 primeito a ser ‘seqquenciado. 2000 O genoma humano & sequenciado pela primeira vez. 2007 Craig Venter eromossoma artifical, DEPOIS 2010 Venter anuncia a primeira sintese de uma forma de vida LS TTT DESENHAR NOVAS . FORMAS DE VIDA NO ECRA DE UM COMPUTADOR CRAIG VENTER (n. 1946) As eélulas vivas #3: codificadas ns numa sequencia precisa © ADN pode ser criado artificialmente ta sequéncia pode ser decifrada OS PILARES FUNDAMENTAIS 325 sn 204-26 * Barbara McClintock 271 « jam Fronch Anderson 322-23, Se Vida gerada em computador no conseguira manter O genoa atsdo ser vivomais simples Pata criat vida, os cientistas teriam | ~ como o Mycoplasma -; € compasto 6 A oar me sogutacide in | prsngtecta ecertene emit ganismo existente, Em 1990 esta: | res de muciestidos, Estes nuclostidos Estamosa criar um novo _| vam disponiveis novas tecnologias | precisam de serligados atiicialmeme ‘ema de valores para a vida. | para se decfrar isto usando uma | entie «i segundo uma ordem especifi- Craig Venter Série de métodos complexos, e 0 | ca, mas fazé-4o para um gonoma intel- 0 fol lan- | zo@uma tarefa monstruosa.O proces 99 ccado para se sequenciat a estrutura | so 6 automatizado com a ajuda de ‘a humana completa, ou ge- | tecnologia informatica, em méquinas que conseguem agora descodificat © RR | 6 x irssiroorganismo—umabac- | mapa genético de vida, identifica f téria foi saquenciado em 1995 Trés | tores genéticosem doengase até servir tes quimicos construtores do ADN | anos depois, frustrade com o ritmo | para criar noves formas de vide. = foi identificada como 0 cédigo gené- | lento do Projeto do Genoma Humano, ‘co que controla ofuncionamentoda | Venter saiu para formar uma empre- Célula, Crier vida significaria oriar | sa privada, a Colera Genomics, para 'ADN ~e estabelacer com preciso | sequenciar mais rapidamente o ge exata 4 sequéncia de componentes | noma hamano e langar os dadlos no -onstrutores, chamados nucleétidos. | dominio pablico. Em 2007, a sua Cada nuclestido tem apenas um de | equipa anunciou que tinha feito um, quatro tipos de base, mas combi- | cromossoma artificial ~ uma cadeia rnam-2e de modos incontavois, completa de ADN - baseado no de uma bactéria do género Mycoplasma, Em 2010, a sua equipa inseriu um cromossoma artificial noutra bacté- fem cada ot e nia, cujo material genético tinha sido Ides de anos de evo! removido, criando, de facto, uma quéncia aleaténa env: nova forma de vida. (© Mycoplasma 6 uma bacté: ‘sem paredo calular Bs mais poquena Nascido em Salt Lake City, no Utah, | Institute of Genomic Research. UA, Craig Venter fol um aluno TInventou um modo de sequenciar ‘mediocte na escola. Recrutado para | genomas inteizos, focando- sservir na Guerra do Vietname, ‘primelzo na bactéria Haemophilus trabalhou num hospital de campanha | influenzae. Voltando-se para o fe sentiu-se atraldo pela ciéncia (genoma humano, mortou @ empresa Biomédica, Depots de estudarna | Celera ajudou a construir Universidade da California, em San | méquinas de sequenciemento Diego, ingressou no US National _avanigadas. Em 2006 fundow ‘Institute of Health (NIH), em 1984. | instituigo sem fins lucrativos J. Na década de 1990 ajudou a (Craig Venter Institute para investigar deeenvolvar a tecnologia que ‘a criagio de formas de vida artifcais. conseguia localizar genes na es ‘etrutura genética humana, tornande- Prineipais obras “be um pioneizo no campo crescente da investigacao do genoma Em | 2001 A Sequéncia do Genoma 992 deixou o NIH para montar a | Humano organizagéo sem fins lucrativos 2007 Uma Vida Descodiftcada EM CONTEXTO RAMO. Biologia ANTES 11953 James Watson ¢ Francis (Crick demonstram que o ADN tem uma estrutura de hélice dupla que transparta 0 oédigo {genético e node repicarse 1958 F.C. Stewart clona ‘Genouras a partir de tecidos ‘maduros (diferenciados). 1984 O bidioge dinamarqués ‘Stoen Wiledsen deservelve ‘uma forma de fundis células ‘embrionarias com células de ovulos as quais foi retirado ‘o material gonetico. DEPOIS ‘2001 Nasco, nos EUA, através dda clonagem reprodutiva, 0 primeito animal ameagado, um >isonte indiano chamado Noah. ‘Morre de disenteria dois dias depois. 2008 A clonagem terapéutica de tecidos moetra ser efloaz nna cura da doenga de Parkinson em ratos. UMA NOVA LEI DA NATUREZA TAN WILMUT (n. 1944) Iuarfotrealzadaem 1968 parF.C Sew, que cuitwouum ps de omouraa parti umatinioachulamadura. A canagem de eniimais provouse mais dif onagem 6 a producéo de um caxganisene novo, geneticarente idéroo apartirde um out isto ‘cone na natureza quando, por exer, ummorenguaro procuznorespésea pro ie herca os seus genes asseuuadamente. ‘Masa clonagem artificial ¢ caprchors. 4 (queram torias as ois tm o potencial para se deserwciver como indivhuce com ‘letos eas odulas mactras podem ter c ficuadeem faato A primeita donagem bem-suoedida de um aganismo mtios- 66 A pressio para a clonagem humana é intensa; mas néo tomos de presumir que alguma vez se ird tornar uma aracteristica habitual ou importante da vida humana Tan Wilmut 99 Clonar animais [Nos animais. os Gvulos fttilizaios © a8 ccéulasce um joven embniBoestzoenize as poucas oétulas txipotentas —c&tulas ‘que pociom crescerparafemar um corpo completo, Nackiadla de 1980, os cients tasconsaquiam produit cones separan do oélulas embrionérias jovens, mas era dificil, Bm ver disso, an Wilmut ea sua cequipa introduziram o nicleo de cStulas do corpo em éulosfertlizaios ane quais tinha sido retired o material genético ~ votipotentes: tomando-os,assin Usando oftulas do bere de ovethas ‘como fonte cos nicios, @ equipa into duziu os emibres resultantes em ove- las para que se desenvolvessem. No Ja, chamada Dolly, nasceu ¢ sobrev vou atéa idade adulta, A investigagéo 0p pablico sobre @ ce 02 procedimento u 66:71 + Thomas Hunt Morgan 224-25 « EM CONTEXTO RAMO. Astronomia ANTES Década de 1960 Os astiinomos ‘esperam detetar novos planetas _aavés da mericfo das esclagies: no parcurso das estrelas, mas ‘ais movimentos permanecem além do alcanoe até dos telescépios atuais mais potentes 1992 0 astronomo polaco Aleksander Wolszezan descobre ce primelnos planetas extassolares ‘confirmados a orbiter um pulsar (um nticleo estalar esgotado). DEPOIS 2009-2013 O satélite Kepler, da NASA, desoobte mais de 3000 candidates a exoplanetas, 20 procurar por gotas minisculas ne huminosidade das ostielas, quando os planetas passam diante delas. Com base nos dados do Kepler, os astrénomos, preveem que possam existir v6 41 mil mithdes de mandos semelhantos & Terra a orbitar ‘estzelas somelhantes ao Sol na galéxia da Via Lactoa OS PILARES FUNDAMENTAIS 327 MUNDOS ALEM DO SISTEMA SOLAR GEOFFREY MARCY (n. 1954) ‘mutoqoattinanceane | Cagador de planetas B= arf NS, tse sacle da California, Berkeley, ddetém juntamen sua equinac de planatas Jo noaso Sol mas. até poco ‘tempo, a tecnologia limit capacdade de os detetar ‘aoerem encontrados foram pa pimeiros descobertos por um observadr huma: "70 dos primeiros 100, ‘Taig planetas distantes slo cema- 38 para serem vistos di retamente, mas podem ser revelados indiretamente. 0 efeitoda gravidedle de sinais de rédio variem ligeiramente & medida quo os sous planetas as puxar uum planeta na sua estela hospedeira juz variagoes na velocidade radial esta ~a velocidade a que esta proxima ou afasta da Terra ~ que po- dides.a partir das alteragies a sua frequéncia de luz. Resta saber planeta comném vida. de St foram confirmados mais de mil outros planctagexrassolaresou sexnplan 0 método da velocidade radial apoia-se na tagao de eves efeitos de Doppler (p. 127) ne jubncia de luz de uma estrela, & mst nputvada em relagHo AS Béevo pera pe Sa att * be erica tas oe se afasta da Terra Exoplanet Sp ann peters wma BIOGRAFIAS iéncla foi transforma : nto da sociedade medema. Arualmente, muitos Pr uras especiicas. Existe telras entre as disciplina et sdlugées para os prob Ja fisica © o8 fisicos explicam a natureza das igumas das figuras que reforparam a nossa compreenséo de mur PITAGORAS XENOFANES ‘ARIABATA 6, 870-495 a. 6. 6.510-475 a. 6. 416-550 d. 6. sabe, a0 certo, sobre a vida Coton fot um 6 do mateméatico grego Pitagoras, 0 a giego. O seu gran | centio de aprendizagem no impsério 3865 tefletia 0 co- | Gup dia, 0 stico @ as quiriu através de | twonomo hindu Anabata escre 1s Suas extensas viagens. Iden. 1a apenas 23 anos, 0 ‘4s dos processos | Arabhatiya contém seccd ra. Xendfanes diam ser reduzidas a nme ds-se a descobrit essas Entre as suas iniimeras co te, fomeceu a primeira prova do ted a que tem hoje o sau nom \do da hipotenu reténgulo, ¢ igual & soma | durante sécu! dos quadrados dos catetos. também: Empédocies 21 « Veja também: Arcuime: Zhang Heng 26-27 da Terra equeas bit cram elipees, mas parece nao BIOGRAFIAS 331 BRAHMAGUPTA ge franciscano Paulo de Tarento. Na | ciente mantém a sensagao do mem: altura era prética comum um autor | bro mesmo depois de este tor sido 598-670 adotar © nome de um predecessor | amputadio. Fez também olhos artif itustre Giais de ouro, prata, porcelana e vi © matematico ¢ astxénomo indiano | Veja também: John Dalton 11213 | dro, Paré examinava os érgdos inter- Brahmagupta introduziu 0 conceito ‘nos de pessoas que tinham morrido de zero no sistema numérico, def de forma violenta e escreveu os pri- nindo-o como o resultado de subtra- / IBN-SINA ‘meitos relatorios médicodogais, mar: 0 de um nimero por si mesmo. | $80-1037 Cando o inicio da patologia forense Especttoou também aa regis art. tmoderna, O tabalho de Paré vou ‘éccas para ee lidar com numeros | Também conhecido como Avicne, | » smeauta anoaermonte baie sox rgatives. Escreveua sua oa pin: | 0 msdioo porsa Abu Alt eb useazn | cirurgoee, tence dls cnuriae ser, Gipal em 628, nquanto viva eta | Ibn-Sina fol uma criencaproaigis | soel de quatro Tels hancenes Las balhava em Bhinmal, a capital da | que deooroao Alcott inisto os 10 | Quvres CAs Obras), um hove dese dinastia Gurjare Pratihara, Com o | anes, Escreveu amplamonte oobre | Ihando as uss veenioas fl ution nome de Brahma-sphute-stddtenta | temas como matematica,logica as. | do em 1675 (© Traado Coren de Brahma). otee | toncmia, ica, aiquiria e misice, | Veja tamb6en Rober Hooke 64 balho no contin wimbolo inate | produsindo duas granies ob. réticoe, mas inclila ma descrip | Kitab alahila (© Livro da Cur) ut Completa da férmalaquadréticn, um | imenva enciiopedie de ciencias;e | WILLIAM HARVEY melo deresciverequagées quadilt- | Al-Ganun f af Tibb (0 Ganone de | 1518-1687 cas, O eabalho fo radu pare © | Medicina, que fo seco como ma, diabo, em Bogdedo, no abcd se- | ral universe a8 oo século x. | Orsdio ingles Villam Harvey pro Tints, etve grande mfuencia nos | Ibn-Sinanao deseraveu apenas cares | duaia a primeta descriste viovca Grentistasdrabosposteies, | mécicas, mas também formas Ge | dacitcuagto do sanaee’norcenie ofa temabém: Alhozon 20.29 | ianutongto da ealde sublinhande | qucesia fa rapiaarant pascortn a tmporancfa do exercicio. da mos | num sistema, Dombeade pelo ste: sagem, da detae do sono. Vvou du- | glo. Anereement, pentaverse ae JABIR IBN-HAYYAN ‘ante m porodo de tibuléncia ro | existiam dois eistamae sanguineos, 0.722-0,818 tice e vin frequentemente os seus | ab veies transportavam o-sangue estadoeinterromides pela necess- | rox, cheio de mutrentes, do gad, Oalguimist pers JabirionHayyan, | dade de ge menterne souada, | enguantoasareenastonsrertnc, também conhocidoppelonome tins. | Vela também: Louis Pastcur | osangueomcatate sander a vies zac de Gabor, fot um cletista ex | 19659 dos puimeos, Harvey demonstou 6 perimental prético que descreveu funo sanguineo em fadmeras expe” métodos pormenerizadee relative, Héncias © estudou os batimentos fentoutres coisas ofabrcode cas AMBROISE PARE cardiacos de diversos animais © teste de metais e a destilacao fra- | 6, 1510-1590 Opunha-se, contudo, & flosofia me- ‘clonada. Quase 3000 livres diferentes canica de Descartes e acteditava foram atribuidios a Jabir, mas muitos | Ambroise Paré passou 30 anosatra- | que o sangue tinha a sua propria foram provavelmente escritos no sé- | balhar como cirurgiao milter no Exér- | forgade vida. Inicialmente recusada, culo seguinte @ sua morte. Poucos | cito francés, desenvolvendo durante | a teoria da circulagéo de Harvey era trabalhos de Jabir eram conhecidos | esse tempo muitas técnicas novas, | j4, por altura da sua morte, ampla- na Europa medieval, mas, no século | incluindo o usode ligacuras para atar | mente aceite, Os capilares mais pe- 2, Surgit uma obra a ele atribuide | as artérias depois da amputago de | quenos, ligando as artérias © as cchamada Summa Perfectionis Magis- | um membro. Estudou anatomia, de- | veias, foram descobertos com os terii(A Soma da Perfeicao). Tomouse | senvolveu membros artifciaise pro- | novos microscdpios, no final do sé- © livro mais conhecido sobre algui- | duziu uma das primeias descrigdes | culo xv ‘mia na Europa, ainda que tivesse | médicas da doenga conhecida como | Veja também: Robert Hooke 54 + ‘sido provavelmente ascrita pelo mon- | emembro-fantasmay, na qual 0 pa- | Antonie van Leeuwenhoek 56-57 332 BIOGRAFIAS MARIN MERSENNE 1588-1648 (© monge francés Marin Mersenne 6 hoje recordado sobretudo polo cou trabalho com nimeros primos, mos- trando que se o niimero2™1 4 primo, entio o.n também tem de ser primo. ‘Também realizou extensos estucos ‘em diversos campos ciemtificos, in- cluindo a harmonia, onde decifrou as Jais que governam a frequéncia das vibragdes de uma corda esticada, ‘Mersenne viveu em Paris, onde cole- bborou com René Descartes, e carras- ppontdeu-se extensamente com Galileu, Ccujos trabalhos traduaiu para o fran- 8s, Defendie fervorosamente a experigncia como chavo para o en- tendimento cientifico, reforgando a necessidade de dados precisose cri- ticando muitos dos seus contempo- réneos pela sua falta de rigor. Em 1635 fundou a Académie Parisionne, uma associacéo cientifica privada ‘oom mais de 100 membros espalhe- dos pela Europa, a qual se tomaria maistardea Academia Francesa das Ciencias Veja também: Caijlou Galilei 42 43 1596-1650 O fildsofo francés René Descartes fol uma figura-chave na Revolugao Cientifica do século xv1, viajandoex- tensivamente pela Europa e traba- Jhando com muitas das figuras proe- minentes do seu tempo. Ajudou os cientistas europeus a ultrapassar f- nalmente a abordagem no empirica de Anistételes, aoaplicar um ceticis mo meticuloso a0 conhacimento pre- ‘sumido. Descartes produziu um mé- todo de investigagao cientifica em quatro fases, baseado na matemati- ca: nfo aceite nada como verdade, a menos que seja autoevidente;divida os problemas nas suas partes mais simples: resolva os problemas avan- ¢gando dos mais simples para cs mais complexos;6, poriltime, verique os seus resultados. Desenvolveu tam- ém o sistema cartesiano de coords nadas — com os eixoe x, y @7~ para representar pontos no espage, usan- do numeros. Isto permitiu que as formas fossem expressas como nii- eros © o8 nimeros como formas, fundando o campo matemético da ‘geometria analitica Veja também: Caillou Galilei 42- “43 + Francis Bacon 45 HENNIG BRAND 6,1630-0. 1710 Pouco se sabe do inicio de vida do quimico alemao Hennig Brand, Sabe- os que lutou na Guerra dos Trinta ‘Anos ¢ que, ao deixar o exéroito, de: dicou-se & alquimia, em busca da evasiva pada flosofal que transfor maria um metal basico em ouro. Em 1669, Brand produziu um mat bbranco, com textura de cera, aoaque- coer residuos de urina fervida. Che- ‘mou @ ease material fésforo» («con- tor de luz»), porque brilhava no escuro. O fésforo é altamente reativo endo se encontra enquanto elemen- to livre na Terra, tendo sido nessa altura isolado pela primeira vez. Brand manteve o seu método em se- gredo, mas 0 fésforo foi descoberto independentemente por Robert Boyle, em 1680. Veja também: Fobart Boyle 45-49 GOTTFRIED LEIBNIZ 1846-1716 Oalemo Goutiried Leibniz estudou direito na Universidade de Leipzig, Durante os seus estucios, interessou- -s0 cada ver mais pela ciéncia, ame ida que descobria as ideas de Descartes, Bacon e Galileu, o que marcou oinicio de uma busca inces sante para recother todo o conheci- ‘mento humano, Mais tarde, estudou ‘matemética em Paris com Christiaan Huygens e foi ali que comegou a desenvolver o céleulo~um meio ma- sematico pata calcular taxas de variagao, que seria crucial para 0 desenvolvimento da ciéncia. Desen- volveu 0 calculo ao mesma tempo ue Isaac Newton, com quam se cor- respondeu e depois se zangou, Leib: ‘iz promoveu ativamenteo estudo da ciéncia, corespondendo-se com mais de 600 cientistas por toda a Europa e estabelecendo academias em Berlim, Dresden, Viena e S30, Potersburgo, Voja também: Christiaan Huygens 50-51 « Isaac Newton 62-69 DENIS PAPIN 1647-1712 Ainda jovem, 0 médico ¢ inventor inglés nascido em Franga Denis Papin foi assistente tanto de Chris- tiaan Huygens como de Robert Boyle nas suas experiéncias com oar € a pressao e, em 1679, inventou @ pa- nela de pressdo. Observando como vapor na panela tendia a exguer a tampa, Papin teve a ideia de usar 0 vapor para conduzir um pistéo num cilindro, produzindo o primeito de- senho para um motor a vapor. préprio Papin nunca construiu um motor a vapor, mas, em 1709, cons- traiu una roda de pés que demons- tava a praticabiligade do uso de pas, em vez de remos, nos navios @ vapor. Veja também: Foie: Boyle 45-49 * Christiaan Huygens 60-61 « Joseph Black 78-77 ‘STEPHEN HALES 1671-1761 O ciérigo inglés Stephen Hales reali zou uma série de experiéncias pio- noiras sobre fisiologia botanica Mediu o vapor de agua emitido pelas folhas das plantas, num proceso chamado transpiragao, oque 0 levou a descoberta de que a transpiragao conduz um fluxo ascendente conti- ‘uo de faido das raizes, oqual trans porta og nutrientes dissolvides por toda a planta. A selva desioca-se de uma érea de alta pressao, nas raizes, para reas de menor presséo, onde 0 vapor de qua est a transpirat. Hales ppublicou o8 seus resultados em 1727, nolivro Vegetable Staticks (Hstdticas Vegetais), Alem disso, realizou ex: tensas experiéncias com animais, especialmente ces, medindo a ten- 80 arterial pela primeira vez. Hales inventou também a calha pneuméti- a, um aparelho usado para recolher 0s gases expelides durante as rea ges quimicas. ‘Veja também: Joseph Priestley 82- 83 « Jan Ingenhousz 85 DANIEL BERNOULLI 1700-1782 Daniel Bernoulli foi talvez 0 mais ta- Jentoso numa netavel familia sulga dematematicos—o seu tio Jakob € 0 pai Johann fizeram um trabalho im- portante no desenvolvimento do cal: ‘culo, Em 1738, publicou Hydrodyna- ‘ica, onde analisava as propriedades dos fisides. Formulou o principio de Bernoulli, segundo o qual e presséo de um fluido diminui a medida que asuavelocidade aumenta Este prin- cipio 6 crucial para se compreender como as asas de um avid produzem sustentagao, Ele percebeu que um fuido em movimento tem de trocar parte da sua pressao por energia cinética, de modoa nao violar o prin- cipio da conservagao de energia. Alem de matemética ¢ fisica, Ber- noulli estudoa astronomia, biclogia © oceanogratia ‘Veja também: Joseph Black 76-77 # Honry Cavendish 78.79 » Joseph Priestley 82-83 « James Joule 198 « [Ludwig Boltzmann 139 GEORGES-LOUIS LECLERC, CONDE DE BUFFON 1707-1788 De 1749 até ao fim da sua vida, oars: toorata enaturalista francés condede Buffon trabalhou incansavelmentena ‘sua obra monumental Histoire Natu- rll (Historia Natural). O seu objetivo cera recolher todo o conhecimento nos ‘campos da histéria natural e da geo- logia. A enciclopédia estendia-se Dor 44 volumes quanco foi finalmente con- lutda pelos sous assistentes, 16 anoe depois da sua morte. Buffon constrar uma histéria geolégica da Tecra, su- cgerindo que esta era muito mais an- ‘ga do queanteriormente presumido, Mapeou a extingao das espécies & sugeriu um antepassado comum para hhumanos e macacos, antecedendo = Charles Dazwin 142-49 GILBERT WHITE 1720-1733 © pastor britanico Gilbert White foi lum péroco solteiro que viveu uma vida tranquila na pequena aldeia de Selborne, no Hampehire. seu livo de 1789, The Natural History and Antiquities of Selborne (A Historia ‘Natural e Antiguidades de Selborne) era uma compilagao de cartas escri- BIOGRAFIAS 333 tas aos seus amigos, ¢, nessas car- tas, White expunha um registo das suas obsetvagdes sistematicas da natureza e desenvolvia ideias sobre 0s intertelacionamentos entre os seres vivos, Foi, de facto, 0 primeira ecologista White recenheceu que to- das as coisas vivas desempenham uum papel naquilo que hoje designa- mos por ecossistema, frisando sobre ‘as minhocas que estas uparecem ser grandes promotoras da vegeeago, a que prosseguitia mal sem elasy, Os métodos de White, incluindo tirar registos nos mesmos lugares ao lon- go de muitos anos, influenciaram bastante os bidlogos posteriores ‘Veja também: Aiscinciex von Hum bold 190-06 » James Lovelock 315 NICEPHORE NIEPCE 1765-1833 A fotografia mais antiga existent foi tireda, em 1625, pelo inventor francés Nicéphore Miépce aos edificios em redor da sua propriedade rural, em Saint-Loup-de-Varennes. Niépoe fa- ia expetiéncias ha varios anos para encontrar uma técnica de fixagao da imagem projetada no fundo de uma camara obscura, Em 1816 produziu uma imagem em negativo, usando papel forrado com cloreto de prata, mas a imagem desaparecou quando exposta a luz. Entdo, por volta de 1822, arranjou um processo, ao qual chamou heliografia, que usava uma placa de vidro ou metal caberta de hbetume. O betume endurecia ao ser lexposto a luz e, quando a placa era Javadia com éleo de alfazema, porma- neclam apenas as partes endurecidas Foram precisas oito horas co expos (edo para fixar as imagens. Perto do im da sua vida, Niepce colabarou 1m Louis Daguerre para melhorar 0 processo ‘Veja também: AJhaz=ii 28-29 334 BIOGRAFIAS ‘ANDRE-MARIE AMPERE 1775-1836 ‘Ac saber da descoberta acidental de Hane Christian Orsted sobre a ligage centrea eletricidade eo magnetismo, ‘em 1820, 0 fisico frances André- Marie Ampére diepte-se a formular uma teoria matematica € fisica que explicasss © seu relacionamento No yprocesso, formou a lel de Ampare, que estabelece a relagao matomética entre um campo magnético e a co rente elétrica quo o produz. Ampére pPublicow os seus resultacos em 1827, e.0seu livio Théorie mathématiques des phénomenes électro-dynam: ques, uniquement déduite de Fexpé- rience (Teoria Matomética dos Fendmenos Bletrodindmicos, Rett rados Exclusivamente da Expe- _néncia), deu nome a este novo campo lentifico ~ eletrodinémica, A uni- dade-padrao da cotrente elétrica, 0 ampere (oa amp), tem esse nome om ‘sua honra. Veja também: Hane Chistian Orsted 120 + Michael Faraday 121 LOUIS DAGUERRE 1787-1851 (Oprimeiro processo fotogtfico prt (00 fol inventado pelo pintor e fisico francés Louis Daguerre. Desde 1826, Daguerre colaborou com Nicéphore [Niépoe no seu proceso heliografico, ‘oqual exigia pelo menos oito horas de lexposigéo. Apés a morte de Niépoe, fem 1833, Daguerte desenvolveu um processo no qual uma imagem muma placa de prata iodada era revelada através da exposigao vapores do mercirio e fixada por meio de uma solugdo salina. Isto reduzia 0 tempo de exposigdo para 20 minutos, ternan- dopela primeira voz pratico fotoarafar pessoas, Daguerre escreveu uma das- ctigéo completa do seu processo, de- signaclo por daguerredtipo, em 1839, ‘qual Ihe rendeu uma fortuna, Veja também: Aliazen 28-29 ‘AUGUSTIN FRESNEL 1788-1827 © engenheito e fisico francés Au- gustin Fresnel é conhecido sobret- do como o inventor da lente Fresnel ‘quo permite quea luz de um farolseja vista a grandes distancias. Estudou © comportamento da luz, aperfei- ‘goando as experiéncias da duplaf da de Thomas Young, com quem se cortespondia, Fresnel realizau ini- eros trabalhos teéricos importantes sobre 6tica, produzindo um conjunto de equardes que descrevem como a Juz 6 refratada ou refletida a0 passar de um meio para outro. A importén- cia de boa parte do seu trabalho s6 foi reconhecida depois da sua morte. Voja também: Alnazen 22-29 + istiaan Huygens 50-51 « Thomas Young 11041 CHARLES BABBAGE 1791-1871 © matemético britanico Charles Babbage concebeu o primeizo com- putador digital. Horrorizado com 0 nnimero de erros:nas tabelas matemé- tioas, Babbage desenhou uma macrus= 1a para calcular automaticamente as tabelas e, em 1823, contratou 0 enge- neiro Joseph Clement para a cons- ‘rut © seu Motor da Diferenga» seria um mecanismo elegante de rodas dentadas de bronze, mas Babbage {icou-se pelo protétipo quando se Ihe acabou 0 dinheiro e a energia, Em 1991, cientistas do Musou da Ciéncia de Londres construfram um Motor da Diferenga, soguindoas especificagtes de Babbage e usandoapenas atecno- logia que estaria dispontvel na altura, @ este funcionou, embora tivesse a tendéncia para emperrar apos alguns minutos. Eabbage também sonhou com um «Mater Analitico» a var, «que recebesse instrugbes em cartes perfurados, recolhesse dacos num ‘armazémn, realizasee céleulos numa sfébrica» e depois imprimisse os re sultados. Este poderia ter sido um verdadeiro computador, no sentido ‘moderna. A sua protegida Ada Love- lace (filha do poeta Lorde Byron) es- ‘creveu programas para ele @ ¢ consi» derada a primeira programadora informatica do mundo, No entanto, 0 picjeto do Motor Analitico nunca pas: ‘sou do papel. ‘Veja também: Alan Turing 252-59 ‘SADI CARNOT 1796-1832 Nicolas-Léonard-Sadi Camot foi um Oficial do Exército francés, que se jetizou em Paris com mela pensao, fem 1819, para se dedicar a ciéncia (Querendo que a Franca alcangasse a Gr&-Bretanha na Revolucdo Indus- trial, Camot propés-se a desenhar e Construlr motores a vapor. As suas investigagdes conduciram 4 sua tni- ca publicaggo, em 1824, Réflexions ‘sur Ja Pulssance Motrice du Feu et sur les Machines Propres a Déve- lopper Cette Puissance (Reflexdos sobre a Poténcia Motriz do Fogo e sobre as Maquinas Adequadas para Dosenvolver Essa Poténcia), onde fe za notar que a eflciéncia de um mo- tora vapor dependia principalmente da diferenca de temperatura entreas partes mais quentes e mais frias do motor. Este trabalho pioneito sobre termodinémica seria posteriormente desenvolvido por Rudolf Clausius, na Alemanha, e William Thoms Lorde Kelvin, em Inglaterra, mas foi Jargamente ignorado dorante a vida cde Camot, Morreu em relativa cbscu- ridade, durante uma epidemia de ccclera, com apenas 36 anos. Veja também: Joseph Fourler 122 = James Joule 138 JEAN-DANIEL COLLADON 1802-1893 fisico suigo Jean-Daniel Colladon demonstrou que a luz podia sor apri- sionada dentro de um tubo pela 1e- flexao total interna, permitindo-lhe viajar por um caminho curvo ~ um pprinofpio central por tras da fbra éti- ca modea, Em experiéncias reali- zadas no lago Genebra, Colladon de- mongtrou que 0 som visja quatro vezes mais depressa na égua do que oar. Ele transmitiu som através da agua a uma distancia de 50 km e propds a utilizagao desse método como meio de comunicagao através do canal da Mancha. Realizou ‘bém um trabalho importante no cam- po da hidréulica, estudando a com: pressibilidade da agua Veja também: Léon Foucault 136-37 JUSTUS VON LIEBIG 1803-1873 Filho de um fabricante de quimicos em Darmstadt, na Alemanha, Justus von Liebig realizou as suas primeizas experiéncias quimicas ainda em cerianga, nolaboratério do pal. Em ad! 10, vornou-se um carismético profes- sor de quimica, culos métodos de ensino em laboratério foram extre- ‘mamente inftuentes. Von Liebig des- cobriu a importéncia dos nitrates para o crescimento das plantas e de- senvelvou os primeiros fertilizantea Industriais. Também se interessou pela quimica dos alimentos e desen- volveu um process de fabrico para pproduzir extratos de carne. Aempre- sa que fundou, a Liebig Extract of ‘Meat Company, viria mais tarde a produzir os famosos cubos de caldo de carne da mar CLAUDE BERNARD 1813-1878 O fisiciogista francés Claucle Bernard {oi um pioneiro na medicina experi mental. Foi o primeiro cientista a cestudar a regulacéo intema do corpo 0 seu trabalho conduziria ao con- ceito moderno da homecstase - 0 mecanismo através do qual 0 corpo mantém um ambiente interno esté vel, enquanto o ambiente externo muda. Bernard estudou os papeisdo pancreas € do figado na digesto e descreveu comoos elomentos qui cos se decompdem em substincias ‘ais simples para voltarem a recons: truirse novamente nas moiéculas complexas necessérias para compor 08 tecidos orginicos. A sua maior obra fot Introdugao ao Estudo da Medicina Experimental, publicada om 1865, ‘Veja também: Louis Pasteur 155- 59 WILLIAM THOMSON 1824-1907 Nascido em Belfast, o fisico William ‘Thomson tornou-se professor de flo- sofia natural, na Universidade de Glasgow, aos 22 anos. Em 1892 foi dignificado, tornando-se baro ‘Kelvin, o nome do rio que pasta pela Univarsidatie de Glasgow. Kelvin via ‘amudanga fisica fundementalmente ‘como uma mudanga ra energia e 0 seu trabalho produziu uma sintese de muitas areas da fisica, Desen- BIOGRAFIAS 335 volveu a segunda lei da termodinami ‘cae estabeleceu o valor corteto para ‘ero abeolutos, a temperatura & qual todo o movimento molecular cossa, 0m-27318°C. Aescala de Kelvin, que ‘comeca em 0 no zaro absoluta, tam 0 seu nome. Inventou 0 galvanémetio de espelho para receber sinais de te- legralo fracos e presidiu & colocagao do cabo transatiintico, em 1866. Tam- bém inventou uma bissola nautica aperfeicoada e uma méquina de pre- vvisdo de marés. Lorde Kelvin gostou sempre de controvérsias, rejeitandoa tworia da evolupdo de Darwin e fazen- ddo muitas deciaragées ousadas — in ccuindo a previsio de que menhum avilo teré sucesso préticos,feita um ano antes do primeizo voo dos irmfios ‘Wright, em 1903, No entanto, uma ci- 40 genoralizadamente atribuida a Loide Kelvin de que «4 néo hé nada de novoa ser descoberto na fisicas & quase certamente apécrifa Veja também: Jaros Joule 198 « Ludwig Boltzmann 139 « Ernest Rutherford 206-213 JOHANNES VAN DER WAALS 1837-1823, O fisico holandés Johannes van der Waals dou uma contribuicdo signifi cativa para o campoda termodinémi- ca com a sua tese de doutoramento de 1873, na qual mostrou que existe ‘continuidade entre um estado iquido .@ um gasoso ao nivel molecular, Van der Waals ndo mostrou apenas que estes dois estados da matéria so fun- dem, como também que devem set ‘considerados como tendo essencial- mente a mesma natuseza, Postulou @ existéncia de forcas entre maléculas, hhoje chamadas forgas de Van det Waals, que explicam algumas pro: priedades dos slementas quimicos, ‘como a sua solubilidade, 336 BIOGRAFIAS ‘Veja também: James Joule 138 Ludwig Bokamann 139 « August Kekulé 160-85 « Linus Pauling 254- “39 EDOUARD BRANLY Professor de fisica no Instituto Cato- 1ico de Paris, Edouard Branly fol um pioneiro da telegrafia som fos. Em 1800 inventou um recetor rio conhe- ‘cldo como coesor de Branly, O reoetor era um tubo com dots elétroros den- ‘to, um pouco afastados, e limalhas Ge metal no espago entre 0s elétrodos. ‘Quando era aplicado um sinal de radio 20 recetor, a resisténcia das limalhas iminuia, pormitindo que uma cor rente elétrica fuisse entre os elétro- dos. A invengao de Branly foi usada ‘em experiéncias posteriores de comu- nicaglo rédio pelo italiano Guglielmo ‘Marconi e amplamente usada em te- Jegrafla até 1910, quando foram desen- volvidos deteteres mais sensiveis ‘também: Alessandio Volta * Michael Faraday 121 Filho de um sacerdote, o russo Ivan Pavlov abandonou os planos de seguir os pasos dossau pai s foi estudar qui- mica @ fisiologia na Universicade de ‘So Petersburao. Na década de 1890, Paviov estudava a salivagao nos ces ‘quando notou que os seus cies sali- \vayam sempre que le entiave na sala mesmo quando nao trazia comida. Pavlov potcobou que isso tinhade sor lum comportamento aprendido e ini- ‘ciou 30 anos de experiéncias daquilo ‘que designau por resposta condicio- nada», Numa experiéncia, tocava uma ‘campainha sempre que alimentava os ‘Aes, Descobriu que depois de um periodo de aprendizagem (condicio- | mentee produgdo de alimentos. Palo namento), os ces salivavam s6 de ouvirem a campainha. No seu taba- Io, Paviov estabeloceuas bases para, astuda cientifica do compertamento, ‘embora 0s fisiologistas de hoje const cderem as suas explicagdes demasiado simplistas. Veja também: Konrad Lorenz 249 1852-1907 quimico francés Henri Moissan recabau 0 Prémio Nobel da Quimica, ‘em 1906, pelo seu trabalho de isola mento do elemento for, alcangado pola eletrélise de uma sohugaa do h Grogenofluoreto de potéssio. Quando Moissan arrefeceu a solugao a 60°C, hidrogénio puro surgiu no elétrodo negativo @ fiior puro no positive. ‘Moissan também desenvolveu uma fornalha de arco elétrico que alcan- ‘cava tomperaturas de 3500" C, usada ‘has suas tentativas de sintetizar dia ‘antes artifciais. Nao o conseguiu, ‘mas asua teoria de ques diamantes podiam ser feitos submetendo o car- bono a altas pressies e altas tempe- ravuras foi posteriormente provada Veja também: Humphry Davy 114 + Leo Baekeland 140-41 FRITZ HABER 1868-1934 O legado ciantifice do quimica ale- milo Fritz Haber & misto. Dolatio po- sitivo, Haber e sou colega Carl Bosch desenvolveram um proceso para sintetizar amoniaco (NH.) apar- Ur de hicrogénio e de nitrogenio at- mostético, O amonfaco é um compo- nente essencial dos fertilizantes, @ 0 proceso Haber-Bosch permitiu a produgao industrial de fertilizantes artificiais, aumentando significativa- Jado negativo, Haber desenvolveu 0 ‘loro e outros gases mortais para uti- lizago nas trincheiras de querra © supervisionou pessoalmente 0 seu uso nos campos de batalha, durante ‘aPrimeira Guerra Mundial. A sua mu: Iher, Clara, também quimica, suict ou-se em 1916, em oposigao a0 en- volvimento do merido no uso de gas de cloro em Ypres. Veja também: Friedrich Wohler 124-25 + August Kekulé 160-65 C.T.R, WILSON 1889-1959 Chhatles Thomsion Rees Wilson foi um metoorologista escocés com um in- teresse particular pelo estudo das nuvens. Para auxiliat as sous estidos, desenvolveu um métedo de expand ar humido numa camara fechada pata produzir o estado de supersatu- raglo necesadrio a formacae da mu vvens, Wilson descobriu que as nu- vvens se formavam com muito maior facilidade na cAmara na presenca de particulas de posira Na auséncia de pO, as nuvens 96 se formavam quan- doa saturacéo do ar ultrapassava um ponte eritice olovado. Wilson acrodi- tava que as nuvens se formavam ‘com i6es (moléculas carregadas) no ar, Pare testar a sua tooria, passou radiagio através da cimara para ver sea formagdo de ides resultante cau: sava a formagao de nuvens. Des- cobriu que a radiagdo deixava um rasto de vapor de agua condensad. ‘A.cémara de nuvens de Wilson pro- vvou ser crucial para o estudo da fisi- ca muclear @ rendewlhe o Nobel de Fisica, em 1927, Em 1932, 0 positrdo foi detetado pela primeira vez atra- ves do uso de uma c&mara do nu- Veja também: Pu! Dirac 246-47 « Charles Keeling 294-95 EUGENE BLOCH 1878-1944 0 fisico francés Eugene Bloch reall zou estutios em especttoscopia & produziu provas que suportavam a interpretagdo de Alber: Einstein do feito fotoelétrico usando a ideia da Juz quantizada. Durante a Primeira Guerra Mundial, Bloch trabalhou em comunicages militares, desenvol- vendo os primeiros amplificadores eletiénicos para recetores de radio. Em 1940 foi vitima das leis antisse- rmitas do governo de Vichy € foi dis- pensado do seu posto de professor de fisica na Universidade de Paris: Fugiu para o Sul da Franca desocu- pada, mas foi capturado pela Gestapo, em 1944, e deportado para Auschwitz, onde foi motto. ‘Veja também: Albert Einstein 214- a MAX BORN 1882-1970 Na década de 1920, 0 fisico alemao ‘Max Bor, enquanto professor de fis ca experimental na Universidade de Gottingen, colaborou com Werner “Heisenberg e Pascual Jordan para for ‘mulara mecanica matricial, um meio rmatemético de lidar com amecdnica quantica. Quando Erwin Schiédinger formulou a sua equagéo da fungso de onda para descrever a mesma coisa, Bom foioprimeiroa sugerir que ame” temética de Schrécinger tinha signi- ficado no mundo real - ela descrevia aprobabilidade de se encontrar uma particula num ponto espectifico do continuo espago-tempo. Em 1933, Foi contemplado com 0 Prémio Nobel da Fisica, em 1964, peloseu trabalho ‘em mecanica quantica, Veja também: Frwin Schrodinger 226-330 » Werner Heisenberg 234-95 * Poul Dirac 246-47 » J, Robert Oppenheimer 260-66 NIELS BOHR 1885-1962 Como um dos primeiros tedricos principais da fisica quantica, a pri- ‘meira grande contribuigéi do dina- ‘marques Niels Bohr para a revoluc8o ‘quaintica foi aperfeigoar 0 modelo do étomo de Emest Rutherford. Em 1913, Bohr acresoontou a ideia de que os eletiSes ocupam érbitas quantizadas especificas em volta dos niicleos. Em 1927, Bohr colaborou com Werner Heisenberg para formular uma expli- cagao do fenémeno quantico, que ‘veio a ser conhecida como interpre- tagao de Copenhaga. Um conceito central desta interpretagao eta 0 principio da complementaridade de Bohr, que declara que um fendmeno fisico, como o comportamento de um {oto ou de um oletra0, pods exprimir- se de modo diferente, dependendo dda abordagem experimental utiliza: {a para o observar. Veja também: Emest Rutheriord 206-13 « Erwin Schiidinger 226-23 * Werner Heisenberg 234-35 » Paul Dirac 248-47 GEORGE EMIL PALADE 1912-2008 Obisiogo celular romenc George Emil Palade formou-se em medicina pela Born @ a sua familia deixaram a | Universidade de Bucareste, em 1940. Alemanha quando os nazis afasta- | Emigrou pare os Bstados Unidos no im ram os judeus dos cargos académi- | da Segunda Guerra Mundial erealizou cos, Estabeleceu-se em Inglaterra e © seu trabalho mais importante no tornou-se cidado britanico em 1939, | Instituto Rockefeller, em Nova lorque. BIOGRAFIAS 337 Palade desenvolveu novas téonicas para a preparagao de tecidos, que lhe permitiram examinar a estrutura das células'sob um microscépio eletnico, ‘este trabalho impuisionou bastante ‘acompreensto da organizacao celular, O seu feito mais importante foi a des- ‘coberta, em 1950, dos ribossomas ~ ‘corpas dentio das oélulas que se pen- sava antes serem fragmentos do ‘mitocéndrias, mas que so, narealida- de, og locais primérios da sintese de proteinas, ligando os aminoacidos ‘numa sequéncia especifica Veja também: James Watson © Francis Crick 276-83 « Lynn Margulis, 300-01 DAVID BOHM 1917-1982 0 fisico tedrico americano David Bohm apresentou uma interpretagao pouco ortodoxa da mecénica quén- toa. Postulou a existéncia de uma ‘ordem implicitao no Universo, uma ordem mais fundamental da realida- de do que os fenémenos que viven- ciamos camo sendo o tempo, oespago © a consciéncia. Escreveu: «E possi- vvelum tipo completamente diferente de conexio basica de elementos, a partir do qual as nossas nogées ha- Dituais de espaco e tempo, juntamen- te com as de particulas materiais existentes separadamente, sto dis sociadas como formas derivadas de ‘uma ordem mais profunda» Bohm ‘trabalhou com Albert Einstein na Universidacie de Princeton até ao int cio da década de 1950, quando as suas ideias politicas marxistas o le- varam a deixar os EUA — primeiro para o Brasil e depois para Londres, onde foi professor de fisica no Birk beck College, a partir de 1961 Veja também: Erwin Schrodinger 226-33 « Hugh Everett Ill 284-85 « Gabriele Veneziano 308-13 FREDERICK SANGER 1918-2013 © bioquimico britanico Frederick Sanger ¢ um dos quatro cientistas que ganharam dois prémios Nobel, ambos em quimica. Recebeu o pri- ‘meio em 1958, pela determinagao da sequéncie de aminoacids que com- ‘poem a proteina da insulina. O tra- balho de Sanger sobre a insulina forneceu a chave paraa compreenséo do modo comoo ADN codifica a pro- updo de protefnas, ao mostrar que cada protefna tem a sua propria se- cquéncia de aminodeidos, O segundo sprémio de Sanger foi atribuido em 1960 pelo seu trabalho subsequente de sequenciagao do ADN. A equipa de Sanger sequenciou o ADN muto- condrial humano ~ um conjunto de 37 genes encontrados nas mitocén- Grias que'sao apenas herdacas da mile. O Instituto Sanger, hoje um dos centzos mundiais lideres na investi- ‘gagodo genoma, foi fundado em sua homenagem perto da sua casa, no Cambridgechie, Inglaterra. Veja também: James Watson Francis Crick 276-83 « Craig Venter A25 MARVIN MINSKY 11827 O matemético e cientista cognitive ‘americano Marvin Minsky fei um dos, pploneiros da inteligéncia artificial © Cofundader, em 1958, do laberatorio Al no Massachusetts Institute of ‘Technology (MIT), onde passou ores- to da sua carreira. © seu trabalho focou-se na getagéo de redes neuro- nie artificiais — soérebros:artiiciais ‘que se podem desenvolvere eprender com a experiencia Na década de 1970, Minsky e o seu colega Seymour Papert desenvolveram a tecria da in teligéncia «Society of Minds, que in- vestigavao modo comoa inteligéncia pode emergir de um sistema com- posto exclusivamente de pegas no inteligentes. Minsky define a inte- ligéneia artificial como ea ciéncia de fazer ag maquinas fazerem coisas que exigiriam inteligéncia se fossem feitas por homens, Foi consultor no filme 2001: Odisseia no Espago e es- peculou sobre a possibilidade da existéncia de inteligéncia extrater ‘Veja também: Alsn Tuning 25 « Donald Michie 286-91 MARTIN KARPLUS 1.1930 A ciéncia modema utiliza, cada vez ‘mais, computadores para modelar re- sultacios. Em 1974, 0 quimico vabrico austro-americano Martin Karplus ¢ 0 seu colega istaalo-amaricano Arieh ‘Warshel produziram um modelo infor. mation da molécula complena da tetina ue muda de forma quando exposta aluzeé crucial para o funcionamento do olho, Karplus @ Warshel usaram tanto a fisica cléssica como a mec- nica quéntica para modelar o compar tamento dos eletrbes na molécula da retina, © sou modelo melhorou bi tante a sofisticagao e a preciso da ‘modelagem computacional de siste- mas quimioos complexos. Karplus Warshel partilharam 0 Prémio Nobel da Quimica de 2013 com o quimico briténico Michael Levitt pelos seus progressos neste campo Veja também: Aucjus Kelculé 160- 65 «Linus Pauling 254-59 Bm 1969, © matemético britanico Roger Penzose colaborou com 0 fisica Stephen Hawking para mostrar como amatéria rum buraco negro colapsa numa singularidade Penrose definiu posteriormente a base matemética ‘que descrave o8 efeitos da gravidade no espago-tempo em redor de um buraco negro. Penrose voltou @ sua atengo para um vasto leque de as- suntos. propondo uma teoria da consciéncia baseada nos efeitos da mec&nica quéntica que operam.a um nivel subatémioo no oérebro e, mais recentemente, uma teoria de cosmo- Jogia ciclica, na quala morte térmica (estado final} de um Universo setorna © Big Bang de outro, num ciclo inf- ito. Veja também: Georges Lemattre 242-45 » Subrabmanyan Chandra sekhat 248 + Stephen Hawking 314 FRANGOIS ENGLERT n. 1932 Em 2019, 0 fisico belga Frangois Englert partilhou o Prémio Nobel da Fisica com Peter Higgs por propor, indepondentemente, aquele que 6 hoje conhecido como o campo de Higgs, 0 qual d4 a massa as parti- culas fandamentais. Trabalhando com Robert Brout, um colega belga, Englert sugeriu primeito, em 1964, ‘que o espago «wazior poderia conter ‘um campo que confere massa a ma- tétia. O Prémio Nobel fi concedido como resultado da devegao, em 2012, no CERN, a Organizacao Europeia para a Pesquisa Nuclear, do boséo de Higgs~a particula associada com ocampode Higgs, que confirmou fas pravisbes de Englert, Brout © Higgs. Brout tinha morrido em 2011, perdendo o Prémio Nobel, dado ‘que este nao ¢ concedido postuma- mente, Veja também: Sheldon Giashow 292-98 » Peter Higgs 298-09 + Murray Gall-Mann 302:07 BIOGRAFIAS 339 ‘STEPHEN JAY GOULD 1941-2002 © paleontéiogo americano Stephen Jay Gould especializou-se na érea da investigagSo relacionada com a evo- lugdo dos caractis terrestres das Indias Ocidentais, mas escreveu am- plamente sobre varios aspetos da evo- lugao e da ciéncia. Em 1972, Gould e ‘seu colega Niles Eldredge propuse- rama teorla do vequilibrio pontuado, {que propunha que em vez de ser um pprocesso constante e gradual, como Darwin tina imaginado, a evolugdo denovas espécies oco:ria em répidos {impulsos ao longo de periodos curtos de alguns milénios, os quais eram ‘seguidos por lngos periodos de esta- bilidade. Pare apoiar essa alegacao ccitaram provas dos registos fees, nas quais os padres de evalugao de varios organismos sustentam essa teria. Em 1982, Gould cunhou o ter- ‘mo sexaptagao» para esorever 0 ‘medio como um trago especifice pode ‘ser passado adiante por uma ra28o = depois, posteriormente, ser direciona: do para uma fungio muito diferente. (Q seu trabalho ampliou a compreen- so dos mecanismos através dos quais se dé a selacio natural Veja também: Charles Danwin 142-49 = Lynn Margulis 300-01 » ‘Michael Syvanen 218-19 (© zoblogo britanico Richard Dawkins 6 mais conhecio pelos seus livros populates, incluinde O Gene Egoista (2976). A sua contzibuigéo mais signi- ficativa para o seu campo de estudlo 6 0 conceito de sfenézipo alangadon, (© genotino de um crganismo ¢ a ‘soma das instrupdes contidasno seu cédigo genético. O seu fenétipo ¢ 0 | que resulta da expresso desse cédi- go. Enquanto os genes individuais podem simplesmente codificar a in tese de substéncias diferentes no corpo de um organismo, o fenétino deve set considetado como tudoo que resulta dessa aintese. Por exemplo, 0 monte de uma termiteira pode ser ‘considerado como parte do fenétipo alargedo de uma termite, Dawkins encata 0 fonétipo alargado como 0 ‘aio através do quel os genes max: mizam as suas hipézeses de sobrevi- véncia para a pr6xima geragao. Veja também: Charles Darwin 142-49 « Lynn Margulis 300-01 « ‘Michael Syvanen 31819 JOCELYN BELL BURNELL 1943 Em 1967, enquanto trabalhava como assistente da invastigacao na Unt- versidade de Cambridge, a astréno- ‘ma briténica Jocelyn Bell estava a ‘monitorizar quasares (nicleos galic- ticos distantes) quando descobriu ‘uma série estranha de impulsos re- gulates de radio, vindos do espago, Acequipa com a qual ela trabalhava designou a brincar esses impulsos por LGM (Little Green Men —homen- zinhos verdes), referindo-se a possi- blidade remota de estes sarom uma tentativa de comunicagdo extrater- reste. Mais tarde, concluiram que as fontes dos impulsos eram estreias de neutrdesa gitar veloemente, as quais| foram designadas por pulsares, Dois, os calogas seniores de Bell recabe- ram o Premio Nobel da Fisica, em 1074, pela descoberta das puleares, mas Bell foi excluida por ser apenas ‘uma alunana altura, Muitos astiéno- mos proeminentes, incluindo Fred Hoyle, contestaram publicamente a omissio do seu nome ‘Veja também: Evin Hubble 26- 41 = Fred Hoyle 270 MICHAEL TURNER in, 1949 A investigago do cosmélogo ameri= ‘cano Michael Turner foca-ge ne com- reenso do que aconteceu imediata- mente apés o Big Bang. Turner acredita que a estrutura do Universo rua, incluindo a existéncia de galé xias a assimetria entre matéria @ antimatéria, pode sor explicada por futuagtesda mecdnica quéntica que ‘ocorreram durante a répida explosdo de expansio, denominada inflagao ‘obsmica, que ocorteu instantes apés Big Bang. Em 1998, Turner cunhou otermo venergia escuran para dascre- vver @ energia hipotética que permeia todo 0 espago ¢ explica a observaao de que o Universo se est a expandir ‘om todas as diregdes a um ritmo ace- lerado. ‘Veja também: coin Hubble 236- “AL + Georges Lemattre 242-45 « Fritz Zwicky 250-51, Poucos cientistas vivos causaram tanto impacto na vide quotidiana como o cientista informatico britani- co Tim Berners-Lee, que inventou a World Wide Web. Em 1989, Bernars- -Lee estava a tabalhar no CERN, a Organizagao Europeia de Investi- gacao Nuclear, quando teve a ideia de estabelecer uma rede de docu- mentos que pudessam ser partilha- dos pelo mundo através da Internet. Um ano depois, escreveu o primeito cliente e servidor da rade e, em 1991. CERN construiu o primeito sitio de Internet. Atualmente, Berners-Lee faz campenha pelo acesso aberto & Internet, livre do controle governa- mental. Veja também: Alen Ticing 252-59 GLOSSARIO Aceleragio— A taxa demudanga da volocidade. A acelerago é causada por uma forga que resulta numa mu- danga na ditegao e/ou velocidade de ‘um objeto. Acido — Quimico que, quando dis- solvido em Agua, liberta ibes de hi- Grogenio e torna o papel tornassal vvermelho, ADN ~ Acido desoxirribonuctoico. Uma molécula grande com a forma de uma hétice dupla, que transporta a informagto genética num exemoe- Alcalino - Uma base que se disso! ve em aqua e neutraliza dcidos, Algoritmo — Em mstemétioa e pro- gramagio de computadores, um pro- cedimento logico para se fazer um calculo. Aminodcidos - Quimicos organicos com moléculas que contém grupos amina (NH,) € grupos carboxil (COOH), As proteinas sao compostas por aminodcidos. Cada proteina con- tm uma sequéncia especifica de aminoacides, Antiparticula ~ Uma particula se- melhante a uma particula normal, fexceto pelo facto de ter uma carga elétrica oposta, Cada particula tem ‘uma antiparticula equivalente Atomo ~ A menor parte de um ele mento com as proprisdades quimi- cas desse elemento, Pensava-se ue 0 dtomo era a menor parte da matéria, mas, atualmente, s80 co- nhecidas muitas particulas sube- rémicas, ATP — Adenosina trifoefata. Um qu mico que armazene e trensporta energie através das células, ‘Base -Elementocquimico quoreage com uum éoido para produzir agua e um sal Big Bang ~ Teoria de que o Universo comepoua partir da explosio de uma singularidade, Bosao de Higgs — Particula subaté- mica associada ao campo de Higgs, couja interagao com a matéria The dé asua massa Bosdes ~ Particulas subatémicas que transportam forgas entre outres, particulas, Brana —Na teoria das cordas, um cbie~ ‘toque tem entre zero e nove dimensies, Buraco negro — Objeto no espago to denso que a luz néo consegue ‘escapar do seu campo gravitacional. (Campo ~ A distribuipdo de uma for {ga através do esparo-tempo, na qual ‘pode ser atribuico um valor para essa forgaa cada ponto, Um campo grav tacionalé um exemplo de um campo ‘no qual ¢ forea sentida num determ- nado ponto 6 inversamente propor- clonal ao quadtado da distancia para a fonte da gravidade. Carga de cor ~ Propriedade dos quarks através da qual estes sa0 afe- tados pela forca nuciear forte. Carga elétrica—Proprisdade das par ticulas substémicas que faz com que se atraiam ou repilam umas as outras. Célula ~ A mais pequena unidade do um organismo que consegue so- breviver por si s6. Organismos tais Como bactérias protistas séo uni- colulares. Cladistica — Sistoma de classifica. fo da vida, que agrupa as espécies de acordo.com os seus antepassados comuns mais préximos, Corpo negro ~ Objezo tedrico que absorve toda a radiagto que recai sobre ele. Um corpo negro irradia energia conforme a sua temperatura, pottanto, pode ndo parecer negro. Corrente aletrBes ou Iétrica — Um fluxo de Cromossoma ~ Estrutura composta por ADN e proteina que contém a informacdo genética de uma célula. Deriva continental -O movimento lento dos continentes em redor do ‘lobo ao longo de milhdes de anos. Dosintegragao beta ~ Uma forma de desintegracéo radicative na qual ‘um nucleo atémico emite particulas beta (elotrées ou postzrBed) Desintegracdo gama-Umia forma de desintogragao radicativa na qual um miicleo atémico emite radiagéo gama de elevada energia e compri- mento de onda curto Desintegracdo radioativa — Processo pelo qual niicloos atémicos instéveis emitem particulas ou radia- 40 eletromagnética, Desvio para o vermelho 0 e=ticar dda az emivica por galixias que se afas- 1am da Terra vido ao efeto de Dopplez Istofaz.com que als vsivelse desioque ‘para o extreme vermelho do expect GLOSSARIO 341 Difragdo - 4 curvature das ondas em volta de obstéculos ea dispersio das mesmas apés passarem por aberturas pequenas Ecologia — Esvudo cientifico das re- lagbes entre organismos vivos© 0 seu ambiente. Efeito de Dopplor ~ Mudanca na frequéncia de ume onda vivenciada por um observador em movimento relativo para com a fonte da onda Efeito fotoelétrico ~ A cmissiode eletrOes da superficie de determina- das substancias quando atingidas pela luz Elemento ~ Substancia que ndo pode ser cdecomposta noutras subs- tAnciae por meio de reagdes quimi- Eletrodinamica quantica (EDQ) = Teoria que explica a interagao de particulas subatémicas em termos da traca de fonses, Eletréo—Perticula subarémicacom carga elétrica negativa Eletrélise ~ Alteragao quimica ‘numa substAncia causada pela pas- sagem de uma corrente elétrica atra- ves dela. Endossimbiose ~ Rolacionamento de beneficio mituo entre organismos rnoqual um organismo vive dentrodo corpo ou nas células do outro orga- Energia ~ Capacidade de trabalho de um objeto ou sistema. A energia pode existt sob muitas formas, como fa enezgia cinética (movimento) e a energia potencial (par exemplo, a eneria armazenada numa mola) Pode mudar de uma forma para cutr, mag nunca ser eriada ou destruida, Energia escura-—Forga pouco com- ppreendida que etua em dizego opos- ta gravidade, causando a expanséo do Universo. Cerca de trés quartos da ‘massa-energia do Universo so ener- gia escura Entrelagamento ~ Na fisica quan- tea, a ligagio entre particulas de ‘modo que uma mudanga nunca afeta a outra independentemente da sua disthncia no espago, Entropia - Media da desordem de uum sistema, A entropia 6 0 mimero de modos especifices pelos quais um determinado sistema pode ser orga- nizado, ‘Espago-tempo ~ As ts dimonssos do espago combinadas com uma di- mensio do tempo para formar um continue nico, Espécie ~ Grupo de oranismos se- melhantes que se poder reproduzit entre si para produzir descendentes erceis Etologia-Estudo cientifico do com- portamento animal. Evolugdo -Processe através do qual asespécies mudam com o passar do tempo Exoplaneta ~ Planeta que otbita Juma estrela que nao ¢ 0 nosso Sol, Fermiao ~ Particula subatémica, ‘como um eletrao ou um quark, asso- ciada a massa, Forga - Impulsio ou tragdo, que move ou muda a forma de um obje to. Forga eletromagnética- lms das ‘quatro forgas fundamentais da netu- reza, Envolve a transferéncia de fo- ‘Bes entre partioulas. Forca nuclear forte ~ Um das quatro forgas fundamentais que agrupa os quarks para formar neu- tubes e protdes, Forca nuclear fraca — Uma das quatto forcas fundamentais que atua dentro de um niicleo atémice e é res- ponsével pela desintegragao beta, Fotéo — Particula da luz que transfe- 1 a forga eletromagnética de um lu- gat para out. Fotossintese— Processo através do quales plantas usam a energia do Sol para produzir alimento a partir da gua e do diéxico de carbono, Fractal~Padrio geométrico no qual formas semelhantes podem ser vis- tasem escalas diferentes, Gases de efeito de estufa Gases, como 0 disxido de carbono eometa- no, que abscrvem a eneigia refetida pela superficie da Terra, impedindo ue esta escape para o espace, Gene Unidade bisica da heredita- riedade nos organiamos vivos. CContém instrugies codificadas para a formagao de elementos quimicos como as proteinas, Geocentrismo — Modelo do Uni- ‘verso com a Terra no seu cento. Gravidade - Forga ce atragao entre objetos com massa, Os fotdes sem massa também sio afetados pela gravidade, a qual é descrita pela re- latividade geral como uma distorcao do espago-tempo Heliocentrismo ~ Mosielo do Uni= ‘verso com 0 Sol no seu centro. Hidrocarboneto — Elemento.uim co cuas moléculas contém uma das ‘varias combinagdes possiveis de ato- ‘mos de hidrogénio e carbono 342 GLOSSARIO Horizonte de eventos ~ Fionteira ‘que odeia um buraco negro dentroda quala atragéo gravitacional do buraco nnegta é tho forte que a liz néio conse- ‘que escapar. Nenhuma informacao ‘sebre 0 buraco negro consegue atta: vvessar 0 seu horizonte de eventos, To ~ Atomo ou grupo de étomos que perdeu ou ganhou um ou mais ele tres pata se tornar eletricamente cartegado. Leptées - Fermides que sto afeta dos pelas quatio forgas fundamen- tain, exceto a forga nuclear forte Ligacao covalente — Ligagao entre dois dtomos na qual estes partilham | lentes, Ligagao iénica—Ligagto entre dois ‘tomos na qual estes trocam um elo- trdo para se tornarem ides. A carga elétrica oposta dos ides faz com que se atraiam um ao outro, Ligagao pi — Ligagao covalente na qual 05 ldbulos das orbitais ou dois (ou mais eletides se sobrepdem late- ralmente, em vez de diretamente, entre os étomos envalvidos. Ligagdo sigma ~ Ligagao covalente formada quando as otbitais dos ele- tudes se encontram frontalmente en- tre os atomos. £ uma ligagao rolativamente forte Luz polarizada ~ Luz ne qual todas ‘as ondas oscilam em apenas um pla- ‘Magnetismo — forea de atracao ou de repulséo exercida por {manes. 0 magnetismo ¢ produzido por campos magnéticos ou pela propriedade do ‘momento magnético das particulas. ‘Massa — Propriedade de um objeto, que é uma medida da forga necessé- Ha para o acelerar Matéria escura ~ Matéria invisivel ue 86 pode ser datetada pelo seu feito gravitacional na materia visi- vel. A materia escura mantém as galaxias unidas ‘Neutrao ~ Particula subatémica ele- tricamente neutra que compée parte do micleo de um étomo. O neuttdo é composto por um quark up e dois quarks down, ‘Mecénica classica — Tabém co- | Neutrine ~ Particula eubatémica nhecida como mecéinica newtonie- na. Conjunto de leis que descrevern ‘© movimento dos corpos sob a aco de forgas. A mecanica clissica forne- ce resultados precisos para objetos macroscépicos que nto se desiocam porto da volocidiade da luz Mecanica quantica ~ Ramo da i sica que estuda as interagbes das particulas subatémicas em tormos de pacotes discretos, ou quanta, de energia MitocOndrias ~ Eetruturas dentro da cdlula que Ihe fornecem energia. ‘Modelo-padrao ~ Enquatiramento ‘e6rico da tisica de particulas no qual coxistem 12 fermides bésicos ~ seis quarks e seis leptoes ‘Molécula ~ & mais pequena unida- de de um composto com as suas pro- priedades quimicas, composta por dois ou mais atomos, ‘Momento ~ Madida da forga neces- séria para parar um objeto em movi- mento. E igual ao produto da massa do objeto pela sua velocidad ‘Momento cinético~ Uma medidada rotagdo de um ebjeto, considerando a ‘sua massa, forma ovelocidade de spi, ‘Morte térmica Um possivel esta: do final do Universo no qual nl exis- tem diferengas de temperatura no espace € nenhum trabalho pode ser realizado, ‘Multiverso ~ Conjunto hipotético de luniversos no qual ocorte todo tipo da ‘eventos possiveis, letricamente neutra com uma mas ‘sa muito pequena. Os neutrinos po- dem atravessar a matéria sem ser detetados. Niicleo— Perte central de um ator, englabando protées eneutrSes. Oni- leo contém quase toda @ massa de um étomo. Namero atémico ~ 0 mimero de protBesno nicleo de um étome. Cada, elemento tem um nimero atémico diferente, Onda ~ Oscilagéo que vieja polo os- ago, transferindo energia de um lugar para outro, ‘Otica - Estudo da visio e do com- portamento da luz Paralaxe — © movimento aparente de cbjetos a disténcias diferentes em relago uns aos outros quando um observadiar se move, Particula ~Minisculo fragmento de ‘matéria que pode ter velocidade, po- sigdo, massa e carga. Particula alfa~ Uma particul com- posta por dois neutiSes e dois protdes, emitida durante uma forma de desin- tegtagao radioativa chamada desin- tegragdo alfa. Uma particula alfa é igual ao micleo de um étomno de heli. Pin) -Oxéciventrea citcunferencia de um citculo e 0 seu diametzo, B aproximedamente igual a 22/7 ou 314189. Polimero - Substancia cujas molé- culas assumem a forma de longas GLOSSARIO 343 correntes de subuntdades chamadas ‘monémeros Positrao ~ A contreparte antiparti cula de um eletréo, com a mesma massa, mas ums carga létrica posi- tiva, Presso — Forga continua contra um objeto, A pressao dos gases & causa- da pelo movimento das suas molé: culas. Principio da exclusao de Pauli Nafisica quantica, o principio de que dois fermides (particulas com massa) no podem ter omesmo estado quén- eo, no mesmo ponto, no espago- tempo, Principio da incerteza Propriedade da mecanica quantica que significa que quanto mais pre- cisamente sfo medidas determina- das caracteristicas, tal como 0 ‘momento, menos se sabe sobre ou~ tras caracteristicas, como a posigo, | e vice-versa. Proto — Particula no nticleo de um ‘tomo com carga positiva. Um protao ccontém dois quarks up e um quark down, (Quark ~ Particula subatémica que compoe os protées # os neutroes, ‘Quimica organica~A quimica dos ‘compostos que contém catbono, Radiagdo ~ Onda eletromagnética ou um feixe de particulas emitidas ‘por uma fonte radioativa. Radiagao eletromagnética — Forma ce energia que se desioce pelo ‘espace. Possui um campo elétrico © um campo magnético, que oscilam ‘entre si em ngulos retos. A luz & uma forma de radiagao eletromagné- tea, Refrag&io ~ Curvatura das ondas ele tromagnéticas quando se desiocam de um meio para outro, Relatividade especial ~O resulto- dade se considerar que tantoa velo- cidade da kuz como as leis da fisica 980 as mesmas para todos os obser- vadores, A relatividede especial eli mina a possibilidade de um tempo ou espaga absolutos. Relatividade geral —Descrica01=0- nea do espaco-tempo na qual Einstein considera quadras de refo- rencia de aceleragao. A relatividade geral fornece uma descrigo da gra- vidade como sendo a distorgao do espago-tempo pela matéria, Muitas ides suas previsdes foram demonstra: das empiricamente. Respiragéo ~ Proceso pelo qual os organismos canta oxigénioe 0 utilizam para decompor os alimen- tos em energia e diéxido de carbo- Sal —Composto formato pela reagao. de um Acido com ums base. Selecio natural — Proceso atraves do qual as caracterfsticas que au- mentam as hipoteses de reprodugao de um organismo so passadas adiante, Singularidade ~ Ponto no espago- tempo com comprimento zero. Sistema caético ~ Sistema cujo ‘comportamento muda radicalmente 0 longo do tempo em respostaa pe- quenes mudangas na sua condicao Sobreposigéo — Na fisica quéntice, o principio de que, até ser medide, ‘uma particula, tal como um eletrao, existe ao mesmo tempoem todos 03 | seus estaclos possiveis, Spin - Uma caracteristica das par ticulas subatémicas andloga ao mo- onto cinético. ‘Tabela periédica — Tabela conten- do todos os elementos, dispostos segundo oseu niimero atémico. Tecténica de placas - fsiudo da deriva continental e do modo como 0 lato ocadinico se afasta, ‘Teoria das cordas—Enquacamento teético da fisica no qual particulas semelhantes a pontos edo substitu das por cordas unidimensionais. ‘Teoria eletrofraca — Teoria que ex plica as forgas eletromagnetica © a nuclear fraca como sendo uma forga veletsofrace,, ‘Termodinamica ~ Ramo da fisica que estuda o calor @ a sua relagdo com a enetgia e o trabalho. ‘Transpiragae ~ 0 proceso pelo qual as plantas emitem vapor de 4gua na superficie das suas folhas. Uniformitarianismo ~ Presunyao de que as mesmas leis da fisica atuam em todos os momentos em todos os lugares do Universo. ‘Valencia — Numero de ligagdes qul> micas que um dtorna pode constrult ‘com outros dtomos. Velocidade ~ Medica da rapide e da dizecao de um objeto Vitalismo ~ Doutrina segundo a qual a matéria viva fundamental mente diferente da matéria nao viva. O vitalismo afirma que vida depen- de de uma venergia,vitalv especial Atualmente, 6 reeitado pela ciéncia convencional Zero absoluto~ A temperatura mais bbaixa possivel: 0K ou -273,16' C. | ito indicum as naan | Andavson, Wiliam French 92-23, | Bateson, Wiom 168,170,171 ‘Andromeda, nebulosa do 20 Bastin Caspa 60 ‘Aig, Mary 16,108, 100,118.17 Beauler, Francis 152, 159 sntbistiog, eatinia aoe 98, 219, Boe, Johann Joachim 94 ntmatéra 235, 24-47, 289,907 Becler, Herbert 2:2 snparticlas 298, 24 904 307,914 Becrysre, Hens 192,208.09, 210 ‘aguecimento global 195, 232-96 ‘Béguyar de Chancourois, A177, 178 sr 18,21, 79,6283, 04,112-13,229, | overink, marcas 196-07 tasintncin do 42.65, 8 Bell Jocelyn, 248,39 Abel, George 260 velocidad da ut no 105,196,157 Bell Sonn 265 ‘biogonsce 155-50 ‘Abate 330 ‘benzene 108, 199-6, 258 acolrago 42-43, 65-87, 218,220 ‘Arisiaco de Samos 18, 22. 36,37, 38 Berl, Antonio 63 soelraiores de particule 12,268, 289,290, | Aristéeles 12, 18,21, 28,3, 54,96,42.45, | Berard, Cauda 338 209,206, 20, 90405, 08,207, 311 48,5360, 64-65, 74, 192.166 Berner Lae, Tim 39 ‘Adams Jobe Couch 8? ‘Amdt, Marke 220 Benmoul, Dani 24, 46,72, 190,958 fadenosina tesa. (ATP) 900 ‘Arquimedes 18,2425, 86 Berthobet, Gade Luis 105, ‘ADN 75.171, 172,209, 274,300, 901,518, | Azrheniur, Svante 294 Baru, Gaspao 47 310, $22, 928-25 sxrmostra 14 15,79, 123,274-70,294, 318 | Bereabus, ons Job 105,108, 199,124 125, stratura do 16 169,186, 187,224 268, castle 216, 21 1682 21, 2768S, 324.325 somos 56,106 138 ‘othe, Hans 20,278 Agaes, Lous 108, 109, 128-29, divide ds 201, 206, 280:55 Big Bang 16,20, 241, 242, 243. 244-45 260, ‘qua 821,95 esrumua des 16,179,192 199,201, 206-9, | 290, 299, 205, 310-14 ‘compose da72, 79, 92,95, 114,163,250 | 208, 220-01 inks, enusia 108, 227 deslocapao da 18, 2-25, Igagee das 10, 124, 182.85, 201, 258-59 ema 134 fervara ¢congelamenta 7677 rodelo rciesr doe 102, Bic, Jey Bape 122 vleidade a ue ne 108,136,137 exgarizap doe 125 Black, Joesph 72, 76-79. 78, 2, 22 ‘Ary, George 102 Acoma 98 Binese, Michael, 222 ‘Alb, Temoichlo 38,319 ‘Avogadro, Amadeo 105,122,112 Bet, Eugene 337 Arbnuni 98 Bode, Jobans Elst? ‘Alberto. principe do Ménaco &t Bohm, Dave 23,337 alos 171 Bohr. Mik 13,176, 212,28, 29, 220,282, iganames 19, 252.253 234,205, 266,260, 204, 285,087 ‘Aion 12,13, 19, 28-29, 49, 45,50 Botwood, Bec 100 ‘Alper Ralph 244, 215 ‘Boltzmann, Lacing 199, 202, 204-05 atteragoes clmaticas 108, 109,128, 129,196, bomb atémice 201,262, 25435 23455 Bade, Water 248,251 ombes de ar 47-4849, alquimla 14,19, 48,70 ‘Babnage, Chates 234 Bonne. Chris 85 AVSuf, Abd abRahman 18 Bacon. Fancis 12,28, 29,2, 48,222 Borpiand, Amb 129,195 ‘ALTU, Nena Din 22 Bacon, Roget 56 Born, Max 230,282,234 248, 262.264 387 ambien Dbaccas 33,57, 158, 196,197,278, 278,900, | Bos, Satyenia Nath 231, ‘anos aoiconservagdo do 195, 204-95,916 | 301, 916,219,924 225, tes 231, 272. 282-9, 296-99, 208206, evlugo do 118,133,147, 149,315 Bada, Jaley 27 306.907, 311,312 ainofeidas 165,160,275, 278.289, Boskcland Lao 140-41 te gauge 272, 282,295,308 S07 Armpare,André-Mane 120,121,189, 164, | Bakewell Rober 115, bovinies 18,29 61,168.71 am alot, Chnstophorus Buy 126, 127 Bothe, Walther 213 sn bance estlas 267,248 Bans, Josep 92, 4-55 Bouguet, Para 102 ‘Apaximandko de Moto 23 basi 263 Bowrar, Alene? Anaximenss 21 batmetro 247-49, 192.164 Boveri. Teco 20425, 271, 278 neon, Cal 246, 247 ‘bates 278,779, 281,282, 28.228 Boyle abet 14,21, 2, 48-49, 76, 78,178 Bradlo, James £8 Bragg. it Lavmence 278 Brahe, Tycho 32, 99,401, 68 Brahmagupta 16,392 branes 210,312,319 Brand, Hennig 998 ‘Brandt, Georges 314 ‘ranly, Edouard 336 Brognlart, Aland 55,128 rout, Rober 799,209, 335 ‘Brown, Rober: 48,104 198 ‘Brune, Giodane 288 uckoybals 321 Buckland, Witla 129 Bulfon, Georges Lous Letee, cna 6072 "73 9250, 100, 393 ‘poteconnogese 1688-9, 201, 248,251, 264, 269,919, 914 Cc clea iment: 194-95, caindi gregeran,reforma do 99 alendar Guy 28 ioe 18 76-7, 78, 12-28, 198 cameche strc 21219, 298 290-0268 ‘tana obeours 29 Camwcaivs. Rca 104 campos de fore 28,298 cncxo 185,198, 195,21 Cannizeme, Sail 162, 176 oe, teria do 298-07, 316 — ‘composts de 189.58, 258-58, 257 iodo te 72, 76,77. 78, 2, 83, 85257, 258,268, 204-05, cbeno-14 194-195 cribone-Scaoone-70 320-21 carga de cor 272,907,933 Coit, Antony 82,95 Cot, Se 122,158,594 (Caa0n, Rach! 192,134,135, (Caan. Govan 68, 68 ‘ating, ale 16-87, 209,908 Cavendish, Hany 72,76, 789, 82, £860.92, 102,188 celeldes, extras vardves 239-40, 241 tule 54.56 170,922, 923 ‘ivndo ds 224, 278-78, 300,501 eucauiene 20,901 procaiticas 300, semuass 171,289 imblose das 20001 CCeatpine, Andrea 60 (Chadwick Jame 192, 103,218,904 (Chamberland, Chaviae 197 CChandasokbex, Subrahmaayan 20, 248, a4 Chagall, Ervin 281 Chale, Jacques 78 (Charpencie,foan do 128 CChitelet, rate 138 Chatto, Bua 200 Chow, Gootiey 310 China antiga 1819, 25.29 el ce Sasee 20 clincn da Tera 79,102 120-29, 202-23 claietca 74,75 CGopayron, mie 122 Claus, Rad 198 CComenta, Frederic 134 clonagem 15,289,208, cloropasts 85,300,301 Cockroft, tn 282,305 CClladon, Jean-Daniel 395 combunio 14, 72.7882 69,84 combunvei fansis 115, 286 295, ccomerae 12,12, 40-11, 68, 88,27 ccamponamenta, inate eaprendido 201.249 compontos 72,105,112, 114.119, 16265 Ccompenagio, cocina 15 252-50 289, 220-01, 317 ondansagbe 21,78, 7,.78, conauraes oes 221 congervaglo da energie 138 constame cosmoliica 216,243 (Cook, Caprio James 52 (Coponhoga, sarcoma do 232.33, 234, 236,265 CCeperice, Nice 1428, 32, 34-30, 40,52 24.236 (Cory, Rober 290 Cris, Gaspand-Gustave de 80,128 compos em queda 12.92, 408,866 eros 202, 20-05 ‘Cotes, Cal 168,70 de convecgto 222,228 cndnicas 81 89,128 ‘bemica patra 320, ceamicce, rica 204 Coulson, Chai 256 (Coupar Archibald 124, 162 168 ‘cvalents,Lgaptes 110,256, 257,258,250, (tic, Francis 24,268,271, 276-89, 216, 24,208 cctpton 283 Cro les 128 cromaatomas 1, 168, 170-71, 200, 224-28, ‘27,278, 282, 19, 305 were 28, 225 sconsmnetos 59 (Crookes, ila 186 (Criciehan, Willan 95 Ciesto 18,19 (Cuno, Mane (Sttadousea) 109, 190-05, 209, 210 (Gane, Plame 102, 12,209,210 Curia, Haber D240 ‘Cuvier, Qocrges 65, 74,116, 116,129, 145 D Daguote, Lous 334 Daton, Joan 14-16 21,60, 106, 108, 192-13, 162,176,708, Darven, Chases 26, 2, 6260, 73,74, 200, 104 109,118, 129,195, 142-49, 152.168, 172,225,240, 274,00, 315.219 Daron raemse L145 etapto radiomduioa 98, 10001, 104-05, Davy, Humphry 78, 79,92, 96, 114,19, 176 Dawns, Richard 268, 339 De Bary, Anton 300 De Brogte, Louis 202, 228.600, 232,253,234 m De Foreet, Lae 252 Dela Bache. Hany 196,117, De ster, len 221, 243 De Vins, Hugo 168,170 204 decoertrcin 294,238, Delain Jaan Baise 68 Damsenta 21 106.112 208 ‘desva continental 200, 222-23 Descartes, Rant 12, 13.45 40,50, 892 ‘desocamento ‘tao azul 127 239.927 ara o vermelno 127,240, 41,242, 327 desintogagto 4 tadioaiva 194, 21, 283, 247,202 beta 194, 202 aman 257 Dicks, Robert 245 ‘bleagao 80, 51,197, 229,202 266, 279,290 imenetes exes 269, 311,512,319 ainossauos 18,108, 16-17, 172.73, Dae, Paul 201,228, 221,23, 246-47 248, 250,272 Dobeceier Johann 176 Dobzhensky, Theodosius 14 Donne, ated 137 Dopriss, Cristian 108,26, 327 Doppies elo de 108, 241,227 tua eleroquimicn 119 cecipeea 18,20 28,27, 92, 8-60, 21 ecologia 108,108, 112,192.05, 18 consistemas 194.916 aiington. Arts 221,270 alson, Thomas 23 azo bcbolta 26.97 estta eetaygsaos do 294-05, 915 Sinai, Aber 60. 6468 68-80, 220,111 190,182,200, 202 206 212, 246-21. 224 231, 222,295, 22-43, 24,262, 288, 204, 310,317 Floredge, Mies 144,389 lasefioagte dea 178-79 ‘umbinaglo dos 72,105, 162-69, ‘owes 16,114,178, 268,270 ‘woriaamica dos 15 105, 12-18, 162 leticidade16, 73, $0-96, 108,114,118, 1-21, 198 162-65, 166, 12,108, 222, we enumnt@2.0, 114 ezocinamicn 184, 218 sletcteo 114,118 etomagnetismo 16, 108,108,202, 482-06, 201,218 219,268, 272,273,280, 290, 906, 307,910 ebrrocegatiicude 259 fetes 111,18, 164 187,192 200, 208, 200-10, 211-12, 216-17, 28, 29, 30 23 230, 294, 246, 256,259, 252,308, 207 337 eteropostavade 256,259 Eseser Wer Maurice 44 on, Chale 1245 Empédocies 19,18, 21 ‘endassimbooe 268,250, 500,901 ‘engia escura 258, 245,250,281 ‘Engelmann, Théedove 65 ‘Englert, Pranovs 298, 299, 338 Epewe 23 epigentticn 258 equvelincin massa-eneroi 200, 219-20, 244,262, 70,904 Evatgatena 18, 19,22 rosto $8 epegavempo 1688, 869,200,201, 214 especies 8, 0-61, 72, 7475.118 evolugdo das 23,60, 75.118, 142-49, 7273 vaneordncia de genes ene ae 288, 260, cespoctoscanin 238 aust 33, §5,96-101, 115,116,118 | fetulas $5, 18, 28,27, 8,240, 89,127 | 221, 20641, 247, 248, 250-61. 270, 227 ror 13,46, 4850, 1,196,105, 217,218,219, zz | ene 257 258 login 249 sides 28, 29 evapexagio 77 ve, Hugh, 225,268,269, 294.86, x17 ‘eluglo 23, 60,73, 74, 75,109,118, 198, 142-49, 168, 172-73, 204 268,274 20, 5,18, 206, 225 seoplanutae 15, 127, 927 exon 116,145,149 F Faraday, Michael 18, 62,108, 114,120,121, 182-89, 164, 108 Fatou, Pie S16 Favicot, Bic 4 Perm, Enrico 20, 246 285,292 termites 231, 246-47, 208,307, 911,912 Perel, lia €0, 126 ferlizngbo 73, 104,148, 169,171,226, 289, 5 eynan, Richard 182,248, 268, 69, 272.73. 210 fos cision 22, 223 flogenetica 74 ‘to nucleat 196, 252 269,284,265, PeRoy, Robert 150-58 Piavas, Hipply 6,108, 27,137 Fomming. Wales, 170,278 fogeto 18.14.72, 79.62. 83,84 fides 28-25, 72,939 fogo 18 21,84 fogueres 65,220 Foiger Tmmothy 81 foxga ucla fart 269,202,298 200, 206,207, nucle tach 259,292, 280,198,907, 310 orga «2, 45,643,307 ‘Mecdanenta 251,288,273, 29269. 206 10,913 ‘ese 18, 74 98,10, 108, 109,115 116-7, 118,145, 17273, 222-29, 270, 918 foraltcceefto 208, 1617 tetdoe 60, 89,110, 162,217, 28,228, 21, 245,247, 272.73, 262, 29,29, 304,907, a7 Aercenteaee 72, 72.69, 8,200,201 Fuca. Un 108,128 196-97 Fourier Josoph 132-28, 294 ower, Raph 247, 288 Fracastero.Cuclamo 157 freceate 38 Frankiand, Bdward 162,256 ean, Berin 72,73, 88,92 Fein, Bebra 124 Franiin, Rosalind 186, 260, 284,280 Froeool, Augustin 394 frogia 2,65 Fredann, Alexander 249 Fesech, Ono 253 ‘lamas 329, $21 fungio de anda 230-8, 294 286,285,217 furnoden 158 fustonsclee 194,270, Feschol, Garg 115 G Gaia hiptesee 182,301,315, Geiger Hens 211 galas 89, 127,201, 28-4, 242, 246, 280-62 aclomeredes da 201, 25051 Galen 14 Gali, Galen 12,13, 32, 95,29, 42-43, 44 45,4828, 64.65, 80 (ato enn 64 Galvani, tag 82, 88 95.114. a4 INDICE 347 Golan, Maray 269,298, 302.07 (gems, sles 104,195,210, Garon George 248 gases 14 48.274, 275, ‘wolamonto dos 72. 78,7879, 823 tori cnttica dos 46,49, 72.133 obees 178,179 Ganson, Pirro 52 Gay Lussse, Jom Lous 182 ‘émeos idénices 188 (genes 170,171,228, 225,248,271, 278-83, 18-18 transeréncia hononta do (TH) 28, 09, 918418 gensticn 60, 109,138,149, 160-71, 20625, 249,206, Z71, 27889, 90, 31819, 205, engennacia 283,319 racombinagao 269,271 tarapi 15, 269.9228 sonoma humano 15 288-60, 271, 278,253, 224, 05 semqseociaa do 15,273, 278 283, $9,328, 25 ‘escent 12,14, 92.96.40, 41 eoatate 2 ‘oolagi 15,3, 44, 55,73, 96-401, 188-09, 223 (gerapo espandnen 63,103, 188,167,168 ‘permos 157,169,108 (Gibson Reginald 140 uber. Watarn 14, 92, 44,120 lacingio 12829 Gash, Sheldon 68,272, 200-08 lubes 290,306, 307 Goldstein, Bugen 187 Gata Corrente do 72, 73.81 sgome-aca 142,142 Gonivana 223 Gosing, Raymond 261 ‘Gould Jon 145 GGouis, Stephen Jay 144,390 ‘gradients do terporatura 122.23 (ravidede 14. 24,38, 41.43, 62-89, 73, £049, 302, 10,183, 200, 21421, 249,269,270, 273, 29.293, 06,310,311, 313,318 ‘wehnica de oops (GOL) 310,313 raviacional ante 20, 221 Gricin anoga 12.13, 18 20-22 28-25 60, 122.202 Greenbwig, scat 272 CGreenbit, Rca 268 Gregory, Jams 52 nite, Frederick 918-19 ‘Grosses, Rober: 28 ‘Gueicke, Oo von 48,4748 Gath, Alan 242 Haber, ots 996 Hadley. George 72, 73,80, 128 Image 304,905, 307,310 Hassel, Eat 74,192,905 Hahn, Ono 208 200-69 Haldane J.B. 774,275 Hsin, Stephan 72.993 “Haley, Edmend 12 67,68, 9,102,102 Han, Moo-Yesang 272 nrc, Jd Harvey, Willem 14,53 157 382 awling. Stephen 8,08, 269, 14 Huwhana B, Waternooee £16,117 Heaviside, Over 105 Heieonnerg, Wine 15,200,208, 228,230 222, 204-95 245,272, 786,285 ‘lla 280,281, 282 upl 296, 271, 278,27, 261, 28269, 25 aio 79,270,202 heiconntriemo 14,18 $2, 98-99, 40, 4,43, mo Fleinbel, Heomann wors 198,270 ersat, Ja Bap Yon 65, 16667 Hg, Wl 74,75 Hine, Joseph 120,121,152 huceitariedade 168-71, 200, 224-25 248, ‘2,208, 78,32. 328 Heo 18 Harman, Rober 245 Horadot 20,132 Herectel Wiliam 68 86-87, 108 Hora, Hownnch 194-5, 216 Herasprung. Eta 240, Hoes, Hany 222 Hews, Anthony 248 tooatbonetos 41, 168-5, 286-58 hidtogSnio 72, 76. 78-75, 82, 162-63. 213, 228,200, 238, 270,292,508 Higgs Pot 289,298 298-08 hogs bos de 13.29, 286-49, 308 505, 308,307 uber, Davis 282 Hiparo 19, 20,28 Hiroume 255 | ristooas 279 hte consiewnsas 233 Hime Johann 105-67 Homes, Achat 101,222 Hooke, Robert, 38,45, 4,50, 8458.57. 67-68,69 Hocker, Joseph 144, 274 horizons de events 68, 68,314 Hovroces, Jeremiah 22 40,62 Hoyle Fred 244.268, 270 Hub, Bain 127,200,201, 296-01, 242 249,250, -Huttmen, Don 220 Huggins, Waiam 127, 270, Humason, Mion 21 Humboldt, Alewande von 108,108, 30:95, ution, Jaan 65,70, 06-401, 146 Huey, T H 100, 149, 169,17273 Huygens, Cinstinin 92, 60-62, 10,155, Byatt, John 140,14 I, J {Ba Klean 29 nSani2e en Sina 2,115,991 dads do geo 108,108,123 |mprncng 249 ‘noett. palpi da 200,202 234-96.272 fda ancga 18 snfog8o 157,186,159, 19897, 928 ‘ntevormetio 67, 88, 69,108, 203,25 Ingenhouse, Jan 72,72, 8 snestoe 862.73 204 sntsigtnen asics 268, 286-01 snverfeénia 111 sncurrotagge de muitos murdos (MA) 223, 288,294,265, see 119,268, 259 iénie,igngho 118, 258 sstmeroe 125,164 ssetopas 198-95 283,264, 275 Ivanov, Date 186,197 Jaber bn Hayyan (Gebee) 112,934 Sabionks, Eve 118 “nossan, Hans Zachara 54 Seane, Sit Semss 204, 208 “ethoys, Hala 188,188 Sonee, David 20 ‘dnaeon, Clave 120,111 ‘ordan, Pascual 200,236, 26 Josie, James 75,198 Julia, Gaston 316 ‘Rapier 32, 38,3843, 68-69,127, 196, Surseion, pido 116517, 172 ature, Theodor 311 Ken, Inmarivl 120.238 Karplus, Martin 338 ecting, Chains 258, 204-08 Fokus, Augus: 15, 105.18, 128, 160-68, 256, 268 Keton, Lorde 92,100,108, 398 Kopi: Johennes 28, 26,92, 5,20, 0-42, 4,82 64,07 ico. Margaret 318 inch, Gosay 203,204 an, Oscar 311 Koch, Rober 156,169, 180,97 Koike, bar. von 56 Koteuter, Joaet Gore 108,162 Korea Watner 119 Kistecmer, Walgang 320 ict, Henry 320-21 Lo Lamarck, Jean-Baptiste 25,108, 118,144 15, 147 Lamb, Maron 118 ‘Laplace Preze-Simon 68, 122 {HG Large Hacron Coder (Grende Coir da Hace) 208-69, 298-99, Lavon, Antoine 1, 72, 72,7, €2, £9.84 105,122,128, ue Veter, Urtain 64 88, 87 ‘esvit, Henne 228, 239-40 Lodrberg, Joshua 318, 318 Leeuwentiook Antonia van 3,54 6-87, 188 Uahmans. tage 138,180 Lehman, Johann 118 atone, Gotied 33, 69,992 Lemalize, Gorges Henri Leonside da Viel 85, 118 lepibes 306, 307 Levene, Phoebus 278, 278 9242-45 Lew, Gilbert 119,258 Lexa Andere Johan 87 big, Juetus von 128-25, 165, 938 Ligoges| 1257, 258 sigma 257,258, asa Cindeman. Raymond 135 ‘ings, Cas 60, 72, 76-76, 104,116 Lippesshey, Hans 54 ‘cle, John 60 Jngttade 58.58, 103 ‘onensz, Henan 218,229 ‘Leena, Eaves 208-97 Lorene, Kontsd 20, 240 veloc, James 192,301, 318 Yun 25-2742 64, 65,108 Yap 28-23, 80-89, 111, 127, 18085, 200,221, 246,272,314 uldade partiete ona 15,108, 111,200, ‘22, 22829, 290, 234, 294.206, nas de 3,501, 108, 110-13, 127,198, ea 228-29, 241 quanto 0 202, 216-17, 218, 228, 234 ‘elocidade da 16, 23,60, §1, 58-55, 88-6, 108, 19697, 200,216, 217-10, 211 {yl Charles 85, 128 128, 108-47, 148 MacArthur, Robert 195 | Mecarty, Joan 238 MeCintoce Barn 24,268,278 gulies Nuvens e229 ‘agnensmo 14 32, 4.68, 92,102,106 120-21, 182-85, 202, 209 Maks, Thomas 72,147,148 ‘Mandelbrot. Beno 296, 916 ‘Manibavan, Prlet 201, 280-85, 279,275 ‘Mani, Yur 258,917 raaqumna da computagao univers (UTM. ‘Universal Computing Machine) 16,201, are Mary, Gactt 927 aigls ye 288,269, 200-03, 315, Mansur, Piete de 44 Maraden, Emest 192,199,211 massa, conserva da 64 ravine 208, 216, 246-47, 200 907 ‘esoue 15,201, 285,260, 281 axles de 229-50, 204 295, ratioisl, meosnice 290,224, 248 Mausy, Mawtiow 61, 153 Maxowol, James Clerk 60, 108, 109,120,330, 138, 180-86, 217.247 290 Mave. Adal 186 Mayec, Mica! 527 Mayr Est 148 Matines, Lise 208,269, MANAGE 266-1, Mendel. Gregor 16, 109,118, 49, 186-71, 224,205,271, 270, 324 Mondeleoy, Dt 21,109,112, 114,102, Meccsria 26, £2 66,221 ‘Mereahkowey, Konstantin 300 Merenne, Main 332 Messier, Chaos 8 ‘ota 96, 114,176,178 ealinos 126,119, 176,178 smetamedtoee 59 seein 257,258 enone 101,278 moseoriogia sequerimerto lobe 25485 padidea doe vents 6,128 rovisdo meteorlégic 150.5 smeseorléricas, estagtes 155 smftedo cenfien 12-13, 22. 45 Moyer. Loar 178,178 Michal, Joba 88-09, 334 DMicnolon, Alber 126,218 Michie Donal 266-91 rmicplasma 225 riceabilegi 158, 196-67 ‘miershice 158-60, 200, 901,015,919 rietofpicn, vida 14, 39,5657, 158 rmiroaDopios 38, £4,687, 167,168,170 197 268,300 Miescher,Frciich 278 278 Milankovse, Min 128 er, Sani 156,189,259, 274-78, Milian, Robert Ardrevns 110,217 Mil, Hebert 290 Mine Job 128 Minkovinia, Hermann 224 Mins Marva 238 smitootnenes 200,20 dole pdi0 268,304, $00,207 Monorovieie, Anda Mostan, Hen: 398 smoliciae 1.106, 113, 199,162, 286.267, 259, 200-21 ‘momenta cinético 90 293,21 Monti, oe 78 com popriodadies de tipo ond 228-3, Morgan, Tomas Hane 168, 200,224.28, 271 22 246.72 7004 osintegrarso das 292 Morley, Edvard 218 {sca de 228, 259,203, 902-13 ore térmica 245,338 subastmicas 111,112,183, 206, 208,228 ‘Moseley, Hecxy 176,172 chia, Kunta0 318,319 220,234,288, 284,252, 304 305,207 210. ovores elbices 15, 108,12, 182 (diema, Govenni Baza $4 314.217 ‘movimento, Ine do 14, 33,4245, 6689,72 | Oicham, Richard Doxen 198-89 ransportdcas de orgs 298-99, 507 (ole, Brin Weim 56 nds vervanie 72 Mutigan, Rickard 322 de elo 182,205,251 Pesca, Baie 49,47 48 etomagnésicas £0,108, 120, 136,162.88, | plssaos,evlugio dos 108, 172-78 200,217,282 Pastau, Louis 103, 156-59.197 smo esmelogta) 188-89 Patterson Cla 98, 101, sonatas 127 Paul, Wollgang 230-31, 234,268 par, Aland 274 276 Pauling, Linus £62, 164,201, 254-60, 278, Oppenheio, 3 Rober 291, 280-68 280,28 ae 95-67 avi, van 249, 338 ‘Nagasdqu! 265 saémicas 212,231, 256.58 panies 22,61, 102,126,197 Nigel, Car von 188 lice 32 40-1, 52 64 87 Penson, Roger 338 Nar, Yoho 272 Oresme Nol, bispodeLisiewe 37-38 | Perzias, Amo 245 aponubes 161, 321 | crsan, Chin 172 ‘rier Fein 67 iata, Guo 140 | croton, qumicn 162-88 256-50 enue, Max 281 navogapto,pevishes metstclgicasde 185 | exganivos 30,501 etos atémione 18,108, 11243, 162 176:79, sebuloess 239-41, 260 (rs, oan 274 2 ebulonna/gelixes expat 298-41, 282 | Orsted, Hane Christan 16, 108,120,121, | Pails cha 98, 100 eedear, John 156, 168, 159 182,292 Pre, Raoul 82 Nepuuno 68, 26. 87 (Osxom, John 172 pias 13, 16,79, 00.95, 108, 119,120 eumana, John von 233.252 (ion 15,19, 28-29, 92 Phagoras 13,18, 22,590 eutenes 194,306, 307 (Owen, Richard 109,116, 117 anol, Max 60, 182, 200 202-06, 212,216 eutrees 192,189,194, 212 213,251, 262-63, | éxito nitoso 78 217, 28, 229, 250,282, 236,304 304, 205 conighnio 14, 72, 73, 76,78, 79, 82,88, 84,85, | lanotae 68, 85-67, 275,318, seuelas de 248,261, 282 105,163,901. 335 ‘exzamlats 15,127,927 rosso dis cegenragdo des 248 onan 258 ‘movimenta dos 13, 20, 28-27, 2, He, 62 Newlands, Jon 176-7, 178 58-6, 64, 67-69, 295 Newton, aac 13, 14 24, 29,9, 98, 40.41 plasmids 318,319,320 22,4, S051, 50, 6260, 72.86, 87,89, 68, plsecoe 125, 140-81 02, 30,118, 125,16, 197,138, 183,216 Ptdo 18,23, 36, 45,60 28 lyfe. John 99 Nichola, War 2,95 Nigpce, Nicpaoro 333 lute 194,265, Podelscy, Bos 227 Nishiim Kazuhiko 307 ace, John K 318 Poincar, Hen 298,207 sstrogerio 78 dete clon 159-54 Poisson, Siméon 44 sciess Palade, Goorge Bm 897 Polchinse. Joseph 69,314 oder 194, 260465 paiwoneogie 15,1167, 118, 172.73 polimeros Oi radiago 28, 210, 202 Pangea 225, polinizapto 73,108 nucleores, fens 262, 298,290,906, 07, | Papin, Denis 332 ‘palémio 108,198,213 mo brane metodo de 9,298, 200 Popper. Kel 13.45 cleiooe, idoe 270,280,282 Paso, Amovoisa 33 posi 246, 247, 262.308 a Parker Artanser 140, 142 Power, Hoary 42 skdmioo 201,208, 21013, 29,280,231, | Pakerine 14 ress atmesteice $2"a6-49 112,162,155, 285, 28085, 292,304, 306,310, panics 154 cob 170,224, 288, 300,301 alfa 12,104,210, 21,213,231, Pest. Joseph 72, 72, 75.78, 79, 62-88, ileoainose esti 244 beta 194.210 85,32 ruedidee 325 mega 304.307 miso, demo 201, 249,244 rime amico 179,212 pastiolas proratnas 279, 20,262, 282" 350 INDICE preisas 3,57 preter 193, 194,212, 213,231,253, 262, 209, 904,306, 207 Proust, Joseph 72, 208, 112 Prclemeu de Alexandta 14,19, 25,29, 96.97 33,40 pulses 248,327 Q quanta $0, 200,202.05 aque, ‘computagso 269, 284, 317 cromodindmice 273,910, 211 ‘Geuodindnica (EDO), 182, 201,246, 247, 268,272, 273,210 fungi de onda 213,232 ‘mectinica 123, 162,154,202, 208,212 226-26, 247,258, 282, 269, 272, 273, 2a, 202,298, 314,17 quince oncolagamonto 314,317 tvnelamento 202, 94, 236 quarks 29,255, 802-07, 311 (quae relza/numor 1, 18,21 quits 29,317 (aslo, Dior 227 cqumics,gapbes 119,124, 162-63, 201, «quimicos inorganic 108, 124,125 ‘edo 108, 190-96 202-06, 209-08, 216-17, 229,285,242. 24, 246 261,269, 270.292, a4 ceacromagnétca 0,194 211-19, 219,247 sérmion 202-05, 314 Faciagte Cégmica da Pando de Micro-cndae (Cosmic Mierrave Backeround aclation ~ CMB) 242 244,248 ako 108,198, £95, 200,282 redtoattdade 201,210 racictlasopos 24, 205, raieielipagos 73, 8 ios X 108,108, 186-67, 162,200,206 248 m0 cristlografa de 187, 258,259, 270-40, 2, 22 Romsey, Wien 178 Renkine, Wem 198 ay, John 33, 60-61, 74 Rayleigh, Lord 204,208, Reclus. Else 222 Rech, Francesco $2,186, 157-58 reflosa0 61, 110,137 rettao 28, 23. £0, 5,86, 110,138,188 en Ka 140 relavidad 15, 68, 864%, 185, 00.216, 21721, 2423, 246,247, 269,218 especial 20, 200, 21719, 221, 46 ero 220-2, 242-9, 247, 289,919 rebogioe 18,19, 2282, 88, 89,216,221 roprosugio 63, 6081, 73, 74.75, 104, 118, 1. 15669, 263,18 hereitaredade 168-71, 226,225,271 ‘ex 73, 188,170,271 sespagd0 83,85, 315 ‘hetcus. Gooey Joachim 38 Richa, Leis Py 318 Fier, Jehan Will 120 ches 39,65, 0-01, 100, 115,128-29, 180 Rasen, Wilber wan 25 Rem, Ole 22-9, 68-60, 127, 198 ‘argon, Wahotn £08,109, 186-87, 102 een, Nathan 317 Foren, Fark 256 Fores, Cao 30,319 Robin, Yer 251 otnrtore, Emest 12. 12,98, 100,282,283, 194,201, 206-13, 284 08 sans 108,119,126, 25059,274 Salam, Abe 203 298 sanded 315. Samuel, Arthur 238 Sanger, Facer 278, 938 sangue cuculagdo do 14,361 sts 67,155,527 SSenue 96.63, 67 Scheele, Cathal 78,82, £9. 4 Setrocinger, Ervin 20001, 202 226-93 224,248, 247, 250,24, 285 Schuckar, Sigmund 121 Sehwrarsctld, Kae 8, 89 Sehunnger Julian 246,272,273, Soot, Dave 42,66 sectrentriss,rochas 8,100 sel marta 60,109, 116,19, 142-49, 168, 172,249 somi-vidaradiceive 108 ‘Sénebit, Joan 95 ‘Shapley, Haron 240 ‘Shen Kuo 28,27 ‘Shor, Pater 317 simbose 300-01, 315 smetia, quebe espontinea de 208 ‘Smen,Felvard 140 snes einbticns 124, 125, 140-41, 269, ped ‘Suphe, Vest 240, 261,242 ‘Smaley, Flchard 320,323, Sut, Ads 201 Smit, Wiliam $6,125,118 Smal Lee 310,13 Snider Potegrns,Antonlo 222 sobceposindes 233, 284,285,317 Soddy, Frederick 210 sé, cotta de 25858 Sol 26-27, 84,68, 68:49, 220 come chet de corpo negro 200,204 Qstdncle da Tors 90 22,62, 102 ectpeca do 18,20, 221, ‘movimento planetsio 014,32, 3-4, 43 cs saga d fusko do 19, 270,22 supertoren 0 298 suparovas e 13,19, 40-4, 248,251, 270 204 Setander Daniel 75 Sommerfeld, Amold 266 Spalding, Douglas 269 Spallenaac,Lazeao 156,156, 269 ‘spin 231, 248, 204, 210.211, 317 Sprongal, Chistian 73, 104 Sah, Coorg 24 ‘Stanly, Wendel 195 ‘Staite, Pal 13 ‘Sunno, Niclas 2, 65,118 ‘Stavn, Simon 42 Suan, F.C $28 Svessmnn, Pts 206, 282.69 Suintevant Alfed 224 ‘Sone, Buard 222.228 Seton, Wale 226, 271,278,504 Svercrup,Harala gt” Swammets Jan 2, 69 Syvaven, Michael 268, 259, 31849, Sard, Lo 66, 262.254 INDICE 351 T tabela penton 16 90,108 112, 162, 176-79 ‘TAC tomograta computadonzas) 18 Tol oR 13,18 20,21, 44 Tansley, Arthur 12, 138.316 ‘atu Bewars 318, 319 vaxonomia 20,6061, 74,116 310 seosinica das places 186, 23 ‘Tegmark, Mas 234 tereotpioe 15, 86, 9687, 28,241, 244, 245, 208 ‘Tel Batrard 264 tempostadies 153, 154.255 tempo, dlatagaa do 26,219, 20,228 Teotast 18 60,182 srémica 2063, 228 tien 24, 6,49, 72,199 dae corsa 269, 293, 310,311,912 919, dns euperoordae $10.32 ‘etcctacn 258, 269,272, 279,202,288, 200 bletoiaeaunifosda 200, qudsticn 85, 185,202, 203, 212,216,218, 228, 2647, 284, 2B, crutntica doe eames 234,247,272, 313 Fecria ce Dido 182,289, 292,293, 308-13 two 212419 termodindmien 16,77 122,138, 20006 tata (elemento) 8,21 “Tara pianeta 26-27, 92,9609, 40,84 96,57 stmeetora da 15,79, 123, 27475, 234 campo magaéeicn da 1d. 4,223, onside da73, 73,68, 1 dena continent] da 22225, ida da 75, 98-101, ele de 188,109 rotagto da 44,73, 125 ‘Tromeon JJ 76,112, 185,187,192, 200, ‘20-10-211, 204 Thomson, Wham ver Kalin ‘Tapes Neca 240 mia Tombevgh, Gye 36 Tomonaga, Sin To 248,273, en 182 Tome, Bvangelia 9248, 47 48 49,162 Tovey, Richard 43 1 cxxpom, proba dos 207 ‘Tung Alan 18 202,282-89, 286,200 | valoda, atvdade 09, 223 we ok, Ne 313 ‘Tyndale 284 Walace, Alted Rossel 23,73 209, 148 taming, Eugentus 122, 134 jteraton,Jonn 120 catansole 204 206,216 Watson, Jemes 226, 28, 271, 76:63, 318 uz 108,208,206 324, 208, ucifrmitarniems 0, 46 Wr ames 77 70, 0,20 Unwesso Wegener Aled 200, 223-28 tung do onda 233, bets, Sever 255,298 fe tlaividede 216,220,221 Wels, Hersce 72 fepansio do 15, 127, 2002 Whos, John Archibald 203 242-45, 250,251 Whewed, Wat 73 sara do 245 ier, 333 eet 18,238 Ween, Wael 208 aera ura 201,260.51 Wigner, Eugene 298 srélupla/parilo 280, 24 ide, Kenneth A274 ‘niger do 249-48, 246 ‘Waters, Maurine 281, 260, sae cde 210,912,219 ‘Waladoan, Steen 328 Alo 162-02, 164,208, 262, 269, 294205 gh rancis Ct reno, 86, 87 an 29, 328 hey, Hold 156, 159,258, 278-75 on, CTR 396 ashen James 98 Wilson, @.N, 108 wheuce 13,46, 47-9, 206, 218,206.09 Vidroa, Robert 245 valincie 118 24,162, 162-0, 256 sean, Baeed 31,312 \an der Wiese Johannes 335 ‘Woes, Ca 300 ‘vapor metres a 18,7 ohier Fearon 108, 126-28 Vonetieno, Gebeiie 908-13 Wolszsen Venta, Craig 258-3, 278, 30825 Woodward, Jonn 85 yoo 72,60, 128,155. 184 Mrgdleswert, Vinson 53 nisin 72,00, 125 a do 90,125, Say Xx, Y,Z— a Lena 201,238, 239,240, 251,927 vida 159,268, 274-75. 15 Kencsanes 13, 18.980 fecios do desonvotraanca da 22,50 | Yang, Chen Nar 2 rentetion 268-69, 269, 328-525, Young, Thomas6U, 108-1109, 182.228 Vireo Rude 00 atin argon 320 viswa 196.97, 280, 918,21, 302,929 hang He 19, 26-29 vis 19, 2-28 i” Vata, Aictstndeo 15,72, 9-98, 114.12, oo 120,121,256, 259 01, 28, 25081, 27° voltaic, pba 98,114, 118,20 vohume 24-25, AGRADECIMENTOS joy eT To xd param | xm Deb Hor The Raya Astonoee Fran Mary Jepaon, Set | Sedat of Canada igen ca fei i <1 Wikipedi 1 Dreaming com Para Singh eT Sau pla asasrancs Getty Image SL coms Retzagbes. 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