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CURSOS DE CURTA

DURAÇÃO

CONTABILIDADE
BÁSICA
Quem é o professor?

João Rafael Alberton é...


• Graduado em Ciências Contábeis – UPF
• Contador de empresas privadas – CRC/RS 52.334
• Especialista em Engenharia de Produção - UPF
• Mestre em Ciências Contábeis – UNISINOS
• Professor de Contabilidade da - UPF
• Coordenador do Curso de Gestão Comercial – UPF
• Autor de inúmeros artigos em revistas nacionais
• Autor de livros de contabilidade para EAD
• Instrutor de cursos EAD da LEFISC –
www.lefisc.com.br
• www.professorjoaorafael.blobspot.com.br
• Meu canal do youtube:
https://www.youtube.com/channel/UC7Cw339K77u
DzwMZ2rkFZyQ?view_as=subscriber
• Meu canal no facebook:
https://www.facebook.com/mestrealberton/
Porque criar um curso sobre este tema?
A ideia de desenvolver um material sobre o tema deve-se a
necessidade percebida tanto por alunos que estão ingressando na vida
acadêmica quanto profissionais que desejam entender como é o mecanismo
que move a contabilidade. Também foi desenvolvido pensando em você, que
deseja entender de contabilidade para aplicar os conhecimentos em um
concurso público ou até mesmo para passar na prova do Exame de
Suficiência em Contabilidade.
Neste curso iremos trabalhar a Estática Patrimonial, nela estudaremos
o Balanço Patrimonial e seus componentes. Também veremos as equações
patrimoniais. Finalizando estudaremos as configurações do capital: nominal,
próprio e terceiros.
Após estudaremos o funcionamento do DÉBITO e do CRÉDITO e
aprenderemos também a efetuar a APURAÇÃO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO. Aqui também aprenderemos sobre o método das PARTIDAS
DOBRADAS que é o início de todo o processo contábil.
Seguindo abordaremos um exemplo prático com lançamentos
contábeis, apuração do CMV/CPF/CSP, zeramento das contas de resultado.
Também abordaremos neste exercício prático a elaboração do Balanço
Patrimonial e do Demonstrativo do Resultado do Exercício.
Na sequência aprenderemos a calcular o Imposto de Renda Pessoa
Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido em empresas tributadas
pelo Lucro Real. Também aprenderemos a distribuir o lucro entre as
PARTICIPAÇÕES e RESERVAS.
Após aprenderemos a calcular e a contabilizar os métodos de
depreciação mais utilizados pela contabilidade. Nesta parte também
aprenderemos a calcular 2 métodos, linear e soma dos dígitos, utilizando a
HP 12C.
Finalizando o curso apresentamos a estrutura do BALANÇO
PATRIMONIAL e do DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO
EXERCÍCIO. Este último pela Lei 6.404/76 e pela NBC TG26.
Pensei um curso bem prático para que você entenda a base da
contabilidade.
Venha comigo!
O presente curso é protegido por direitos autorais
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza
e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras
providências.
Não é permitido grupos de rateio e pirataria pois
violam a lei e prejudicam o professor que investiu tempo
na elaboração do curso.
Faça com que o trabalho do professor seja reconhecido
adquirindo o nosso curso de maneira correta.
Muito obrigado
Iniciaremos a abordagem da estática patrimonial falando da principal
demonstração contábil, BALANÇO PATRIMONIAL. Para iniciar falando
desta demonstração eu tenho que ir até a Lei 6.404/76 lá em seu artigo 176:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar,


com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes
demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação
do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial;

Vamos avançando e analisado um pouco quais são os componentes


desta importante demonstração contábil. Iniciamos falando do ATIVO.

1.1 – PARTES DO BALANÇO PATRIMONIAL:

O BP é dividido em duas partes, no lado esquerdo temos o ATIVO e


no lado direito o PASSIVO e o PATRIMÔNIO LÍQUIDO.

O lado esquerdo, do ATIVO é composto pelos BENS e pelos


DIREITOS. Já o lado direito é composto pelas OBRIGAÇÕES e pela sobra.
Mas calma, vamos passar uma a um todos estes componentes para que você
entenda perfeitamente do que se trata.

Iniciamos apresentando um formato simplificado de Balanço


Patrimonial com algumas contas que representam a sua composição,
percebam como é bem fácil de identifica-las:
Percebam que o lado esquerdo temos os BENS, representados
por dinheiro, máquinas, veículos, equipamentos, terremos. Bens
podem ser conceituados como sendo o que a empresa possui. Já os
DIREITOS estão representados pela conta CLIENTES, esta conta
representa que houve uma venda e que alguém (cliente) não pagou,
portanto a empresa tem o DIREITO de receber por esta venda.

Já o lado esquerdo temos as OBRIGAÇÕES, representadas


pelas dívidas que a empresa tem, neste caso a empresa deve para os
funcionários, para o governo, na forma de impostos e também deve
para algum banco, representado pela conta empréstimos. Fechando o
lado esquerdo temos a sobra que vamos entender o que esta conta
significa.

Vamos a um exemplo prático para que você consiga entender


logo mais as equações patrimoniais.

Imaginamos que em determinado momento a empresa apresente


o seguinte Balanço Patrimonial.
Agora ficou mais fácil de entender, percebam que a empresa
possui 1.260.000,00 de BENS + DIREITOS e deve 125.900,00. Isto
significa que sobra para empresa 1.134.100,00. Esta sobra
contabilmente falando tem um nome, chama-se Patrimônio Líquido.

Vocês devem ter percebido que qual a equação básica de um


balanço, veja:

ATIVO = PASSIVO + PL

Neste caso 1.260.000,00 = 125.900,00 + 1.134.100,00

1.2 – EQUAÇÕES PATRIMONIAIS:

Vamos iniciar falando das EQUAÇÕES PATRIMONIAIS, que


são:

ATIVO = PASSIVO + PL

PASSIVO = ATIVO – PL
PL = ATIVO – PASSIVO

a) Quanto o ATIVO for maior que o PASSIVO: revela a


existência de riqueza própria:

Exemplo:

Perceba que a soma dos BENS + DIREITOS é superior ao das


OBRIGAÇÕES. Isto é muito bom para a empresa.

b) Quando o ATIVO for maior que o PASSIVO e o PASSIVO


for igual a zero: revela a inexistência de dívidas.
Perceba que esta situação é fantástica porque tudo o que a empresa
possui é TUDO dela, não deve nada.

c) Quando o ATIVO for igual ao PASSIVO e o


PATRIMÔNIO LÍQUIDO for zero: revela a inexistência de
riqueza própria.

Isto não é legal, pois tudo o que a empresa possui de BENS +


DIREITO, ela deve tudo. Ou seja não tem nada de sobra.

d) Quando o PASSIVO for maior que o ATIVO: revela a


existência de PASSIVO A DESCOBERTO, ou também
chamado de Patrimônio Líquido negativo.
e) Quando o PASSIVO for maior que o ATIVO e o ATIVO for
igual a ZERO: revela a inexistência de ATIVO, apenas
dívidas.

Agora que já estamos entendidos em relação as EQUAÇÕES


PATRIMONIAIS vamos falar sobre as configurações do BALANÇO
PATRIMONIAL, mais especificamente CAPITAL NOMINAL e CAPITAL
PRÓPRIO.

1.3 – CAPITAL NOMINAL:

O Capital Nominal é o investimento inicial realizado pelos


proprietários da empresa. O Capital Nominal será alterado por investimentos
adicionais realizado pelos sócios. Ou ainda através de desinvestimentos
realizados pelos sócios.

Vamos a um exemplo para gravar. Imaginamos que a Empresa SÓ


LUCROS LTDA seja constituída pelos sócios João e Pedro no dia 02 de
Janeiro de 2018. Cada um se comprometeu, através do contrato social, a
colocar 100.000,00 cada. Sendo que:

João: 50.000,00 em dinheiro e 50.000,00 em veículos

Pedro: 50.000,00 em dinheiro e 50.000,00 em móveis.

No dia 02 de Janeiro de 2018 a contabilidade já deverá contabilizar a


promessa realizada através do contrato social:

DIA: 02/01/2018

D: ( - ) CAPITAL A INTEGRALIZAR JOÃO 100.000,00

C: CAPITAL SUBSCRITO JOÃO 100.000,00

Histórico: CONTRATO SOCIAL Nº xxxx de xxxx

DIA: 02/01/2018

D: ( - ) CAPITAL A INTEGRALIZAR PEDRO 100.000,00

C: CAPITAL SUBSCRITO PEDRO 100.000,00

Histórico: CONTRATO SOCIAL Nº xxxx de xxxx

Digamos que no dia 15 de Janeiro de 2018 os dois sócios resolvam


integralizar parte da promessa, sendo João 50.000,00 em dinheiro e Pedro
50.000,00 em imóveis.

O lançamento contábil ficaria assim:

DIA: 15/01/2018
D: CAIXA 50.000,00

C: ( - ) CAPITAL A INTEGRALIZAR JOÃO 50.000,00

Histórico: INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL CONFORME


CONTRATO SOCIAL Nº xxxx de xxxx

DIA: 15/01/2018

D: IMÓVEIS 50.000,00

C: ( - ) CAPITAL A INTEGRALIZAR PEDRO 50.000,00

Histórico: INTEGRALIZAÇÃO DE CAPITAL CONFORME


CONTRATO SOCIAL Nº xxxx de xxxx

Com estes dois eventos realizados, a promessa de integralização e a


efetiva integralização, teríamos o seguinte BALANÇO PATRIMONIAL:
Percebam que o Capital Social da empresa é de 100.000,00, investido
50.000,00 em dinheiro e 50.000,00 em imóveis. O total investido pelos
sócios corresponde ao CAPITAL NOMINAL.

1.4 – CAPITAL PRÓPRIO E CAPITAL DE TERCEIROS:

O CAPITAL PRÓPRIO corresponde ao valor que realmente


pertencem aos sócios. Se pegarmos o exemplo anterior o Capital Próprio
corresponde a 100.000,00, que é o valor que os dois sócios integralizaram.
Mas como sabemos que a empresa quando inicia a operação possui alguns
valores que não efetua a quitação no instante em que ocorre, nem todo valor
é dos sócios, veja o exemplo do BALANÇO PATRIMONIAL em dado
momento:

Perceba que a empresa efetuou várias operações que a levaram a ter


um ATIVO no valor de 1.029.000,00, mas agora também possui valores
registrados no PASSIVO, que correspondem as dívidas da empresa.

Do total do ATIVO, apenas parte é CAPITAL PRÓPRIO, neste caso


751.000,00, composto pelas integralizações de capital e mais o lucro do
período, que somou 651.000,00. Podemos afirmar que o total do
PATRIMÔNIO LÍQUIDO é patrimônio dos sócios ou o Capital Próprio.

Se o valor do Capital Próprio é o PL da empresa como se chama o


Passivo que é composto pelas dívidas? Pois é, para isto dá-se o nome de
CAPITAL DE TERCEIROS. No nosso exemplo o total do Capital de
Terceiros é de 278.000,00. O nome Capital de Terceiros é devido ao fato de
que, do total do ativo, este valor não pertence à empresa.
Temos duas formas de gravar o entendimento de DÉBITO e
CRÉDITO, e a primeira que vou apresentar a você é uma tabelinha, que vai
iniciar com duas contas, ATIVO e PASSIVO e no decorrer de nossas aulas
irá se transformar em cinco.

Veja esta tabelinha.

Pela tabelinha, toda vez que quisermos aumentar o saldo de uma conta
do ATIVO nós fizemos um...DÉBITO.

E toda vez que quisermos diminuir o saldo uma conta do ATIVO nós
fizemos um...- CRÉDITO.

Perfeito... continuando, toda vez que quisermos aumentar o saldo de


uma conta do PASSIVO, fizemos um...CRÉDITO.

E toda vez que quisermos diminuir o saldo de uma conta do PASSIVO,


fizemos um DÉBITO.

Está confuso?

Imagino... por isto vou dar alguns exemplos para você. Se quisermos
aumentar o saldo da conta Caixa, que representa o dinheiro o que temos que
fazer?
Conta caixa... dinheiro... isto é um bem da empresa que está no ativo,
estou aumentando o saldo de uma conta do ativo... faço um DÉBITO.

E se a empresa vendesse uma máquina, teríamos mais saldo na conta


máquina ou menos saldo?

Menos saldo!

Então faríamos um DÉBITO ou um CRÉDITO?

Com a tabelinha, menos máquina significa menos ativo, para diminuir


o saldo de uma conta do ativo façamos um CRÉDITO...

Agora antes de continuarmos vou explicar o que significa o Método


das Partidas Dobradas, que irá facilitar o entendimento sobre débito e
crédito.

Este método, divulgado em 1.494 pelo Frei italiano Luca Pacioli ainda
persiste até hoje, significa que para cada lançamento que nós fizermos a
débito deverá ter um ou mais lançamentos a crédito do mesmo valor. É a
aplicação deste método que faz com que o balanço patrimonial feche o lado
esquerdo que é o ATIVO do direito que é o PASSIVO.

Este método consiste na seguinte premissa: para cada lançamento a


DÉBITO deverá ter um ou mais lançamentos a CRÉDITO do mesmo valor
e vice versa.

Os lançamentos contábeis, por este princípios, são classificados em


lançamentos de 1ª fórmula, 2ª fórmula, 3ª fórmula e 4ª fórmula. Para gravar,
vou utilizar os números 11,12,21,22, veja:

1ª 11 UM DÉBITO PARA UM CRÉDITO

2ª 12 UM DÉBITO PARA UM OU MAIS CRÉDITOS


3ª 21 UM OU MAIS DÉBITOS PARA UM CRÉDITO

4ª 22 UM OU MAIS DÉBITOS PARA UM OU MAIS CRÉDITOS

Agora temos condições de continuar com os exemplos para você


gravar a tabelinha. Uma compra de um veículo em dinheiro por R$
20.000,00, digamos dia 01/04/xx com a Nota Fiscal número 100 da empresa
Veículos LTDA, como fazer o lançamento? O que lançar a débito e o que
lançar a crédito? E qual fórmula vamos utilizar?

Vamos lá, a entrada do veículo representa um aumento nos meus bens,


portando um aumento no meu ativo... então eu faço um DÉBITO de veículos,
certo? Aqui temos uma redução no meu dinheiro, então temos uma redução
do ativo e está redução pela tabelinha é representada por um CRÉDITO...

Então temos um CRÉDITO de caixa, veja:

Para um lançamento ficar completo, deverá ter a data, o lançamento a


débito, a crédito, valor e histórico, isto faz parte do Livro Diário na
contabilidade.

Mas o mais importante neste momento é saber o que lançar a débito e


o que lançar a crédito.

Entendi professor, mas tem como dar mais um exemplo?

Antes de continuarmos, este lançamento é de qual fórmula? 1ª, 2ª, 3ª


ou 4ª?
Um débito para um crédito é o número 11, então é de primeira
fórmula!

Vamos então para mais um exemplo, compra de um móvel a vista por


R$ 800,00 da Loja Vende Tudo LTDA, Nota Fiscal 1.100 no dia 02 de Abril.
E daí? O que faremos?

A compra de um móvel estará aumentando os meus bens, em


consequência o meu ativo, então faço um ... DÉBITO.

Se foi a vista significa que o dinheiro saiu do caixa, então temos aqui
uma redução de um bem, portanto para reduzir o saldo de um item do ativo
devemos fazer um CRÉDITO....

O lançamento fica assim:

Agora vamos a mais um exemplo envolvendo elementos do ATIVO e


do PASSIVO. O que aconteceria se, digamos, o exemplo da compra do
imóvel tivesse ocorrido a prazo e não à vista?

No DÉBITO não mudaria nada! E no CRÉDITO?

Deixa eu ver na tabelinha, se eu não pagar eu terei um aumento no


saldo das minhas obrigações que estão no passivo, portanto se eu quiser
aumentar o saldo do passivo farei um CRÉDITO...
Chegou o momento de gravar mais uma informação importante, tome
nota.

Portanto toda vez que aparecer uma compra a prazo você tem que
saber que ser refere a uma obrigação, e esta obrigação tem nome... chama-se
FORNECEDOR, no nosso exemplo FORNECEDOR LOJA VENDE TUDO
LTDA. Portanto o lançamento ficaria assim:

Agora, vamos a outro exemplo para ver ser você gravou os conceitos,
Digamos que houve uma venda de uma máquina por R$ 1.000,00 a prazo
para a empresa Compra Tudo LTDA, no dia 03 de Abril, cuja Nota Fiscal
1.280. Como fica o lançamento?

Vou começar pela máquina... temos aqui uma redução no saldo da


conta máquina, então temos uma redução no ativo, farei um CRÉDITO... e
em contrapartida temos uma venda a prazo... então um aumento no saldo de
um direito, que fica no ativo, portanto farei um DÉBITO.

E qual conta você utilizará para DÉBITAR?

Cliente Compra Tudo LTDA, porque a tabela afirma que tudo que for
A RECEBER é igual a CLIENTE...

Então o lançamento fica assim, veja:


Vamos a um exemplo para fixação:

Vamos aos lançamentos:


Vamos analisar lançamento por lançamento, iniciando pelo primeiro
lançamento efetuado no dia 04 de Abril.

Foi realizado um DÉBITO na conta móveis por estar aumentando o


saldo nesta conta que é de natureza devedora por pertencer ao ativo. E foi
efetuado um CRÉDITO na conta fornecedores por estarmos aumentando
uma obrigação.

No dia 05 de Abril aconteceu o seguinte lançamento:


Foi efetuado um DÉBITO na conta veículos por estar aumentando um
bem, que faz parte do ativo. Lembro que toda vez que quisermos aumentar o
saldo de uma conta do ativo, temos que fazer um DÉBITO.

Aqui temos duas formar de pagamento do veículo, parte à vista, com


redução no saldo da nossa conta no Banco do Brasil, neste caso temos uma
redução no saldo de uma conta do Ativo, portanto faremos um CRÉDITO.
Temos parte desta compra a prazo, ou seja, criamos uma obrigação para com
um terceiro. Olhando na nossa tabelinha veja como ficou fácil:

Aumentamos uma obrigação que está no passivo, portanto para


aumentar o saldo de uma conta do passivo faremos um crédito, por isso o
crédito em fornecedor.

O nosso terceiro lançamento inverteu um pouco, no segundo tínhamos


um débito para dois créditos, ou seja, lançamento de 2ª fórmula, agora temos
dois débitos para um crédito, lançamento de 3ª fórmula...

Lembrando o esquema para gravar com facilidade:

1ª 11 um débito para um crédito

2ª 12 um débito para um ou mais créditos

3ª 21 dois ou mais débitos para um crédito

4ª 22 dois ou mais débitos para um ou mais créditos


Neste lançamento temos uma venda de um bem, portanto uma redução
no saldo de uma conta do ativo, temos que creditar está conta do ativo para
diminuir o seu saldo, neste caso de máquinas, veja:

A contrapartida disto é como irá entrar ou não o dinheiro desta venda,


no exercício por parte em dinheiro, aumentando o saldo da conta caixa.
Olhando novamente para tabelinha de débito e crédito, toda vez que
quisermos aumentar o saldo de uma conta devedora, como é a conta caixa,
efetuamos um DÉBITO, por isto que debitamos caixa.

Mas como parte da venda não foi recebida, temos aqui um direito de
receber o restante, ou seja, R$ 4.800,00. Este direito é representado aqui pela
conta Cliente, como cliente é do ativo, toda vez que quisermos aumentar o
saldo de uma conta do ativo temos que fazer um DÉBITO, por isto o débito
em cliente.

No quarto lançamento professor, temos um lançamento de primeira


fórmula, um débito para um crédito e isto se deve ao fato de estarmos
pagando uma obrigação contraída. Ao pagarmos uma obrigação o dinheiro
sai do Banco do Brasil, por este motivo o CRÉDITO em Banco do Brasil,
para reduzir o saldo em sua conta. Ao reduzirmos uma obrigação temos um
DÉBITO, se olharmos a tabela de débito e crédito temos o seguinte, para
reduzir o saldo de uma obrigação, que está no passivo, faremos um DÉBITO,
veja:
No quinto e último lançamento temos novamente um lançamento de
1ª fórmula, um débito para um crédito. A diferença para o anterior é que
agora estamos recebendo um dívida e não pagando, veja:

Como estamos recebendo um valor, iremos DEBITAR o banco,


porque, novamente, se quisermos aumentar o saldo de uma conta de natureza
devedora devemos efetuar um DÉBITO.

A contrapartida é a redução de outra conta do ativo, neste caso um


direito, representado pelo cliente. Para reduzir o saldo de uma conta
devedora devemos fazer um... CRÉDITO.

Agora vamos ver sobre as contas REDUTORAS tanto do Ativo quanto


do Passivo. Se forem contas do ativo, continuam sendo contas de natureza
devedora, mas de saldo credor, um exemplo disto é a conta depreciação
acumulada, que tem por finalidade reduzir o valor do bem. Se for do passivo,
por exemplo a conta capital a integralizar, que tem a função de reduzir a
conta capital social. Esta conta capital a integralizar é uma conta de natureza
credora, mas de saldo devedor, representa o quanto os sócios ainda faltam
integralizar da promessa inicial. Conforme forem integralizando esta conta
diminui seu saldo devedor, mas não ficará com saldo credor, o máximo ficará
com saldo zero.

Eu só quis fazer um comentário sobre as contas redutoras para que


saibam que nem todas as contas do ativo possuem saldo devedor e nem todas
as contas do passivo possuem saldo credor.

Agora vamos dar uma passo a mais e ampliar a nossa tabelinha, vamos
tratar das receitas e despesas, e a nossa tabelinha ficará assim:

Agora temos a seguinte situação, toda vez que quisermos aumentar o


saldo de uma conta que representa uma receita, temos que efetuar um
CRÉDITO e toda vez que quisermos diminuir o saldo de uma conta de
receita devemos fazer um DÉBITO.

A venda ou revenda de mercadorias é a principal conta que representa


as receitas. Agora imaginem a seguinte situação, venda de mercadorias a
vista, como será feito o lançamento?

Pela tabela um CRÉDITO na conta venda de mercadorias por estarmos


aumentando o saldo de uma receita e um débito na conta caixa por estarmos
aumentando o saldo de uma conta do ativo.

Antes de seguir para as despesas, precisamos ter em mente que as


contas do ATIVO e do PASSIVO são chamadas contas PATRIMONIAIS,
por fazerem parte do BALANÇO PATRIMONIAL. Já as contas de receita e
despesa e logo mais a conta de custo, fazem parte das contas de
RESULTADO, por fazerem parte do resultado da empresa, veja a tabelinha
como fica com esta última informação:

Agora vamos para as contas de despesas. Para as contas de despesas


aumenta-se o saldo com um...Débito! E diminui-se com um...Crédito!

Agora imagino que você quer que eu dê alguns exemplos de contas


que representam as despesas, não é mesmo?

Pois bem, água... energia elétrica, manutenção, salários...

Não são poucas as contas que representam as despesas de uma


empresa. Mas agora vamos a um exemplo para você fixar, digamos que a
empresa recebeu a fatura de energia elétrica para pagamento no mês seguinte
da Rio Grande Energia, no valor de R$ 800,00, Nota Fiscal 8.000. Como
faremos este lançamento?

Vamos lá... se eu recebi uma fatura de energia elétrica eu estou


aumentando uma despesa, certo? Pela tabelinha, para aumentar uma despesa
efetuo um DÉBITO.
Como eu não paguei esta despesa ainda, estarei aumentando uma
obrigação, com isto farei um crédito no fornecedor Rio Grande Energia.

Agora vou passar para vocês o conceito e utilização do LIVRO


RAZÃO, que compõe todas as contas que possuem lançamentos, os famosos
RAZONETES.

Cada conta que possui lançamento possui um razonete, que é


apresentado em forma de T. Por exemplo, se você lançar a DÉBITO a conta
caixa no valor de R$ 1.000,00, terá o seguinte razonete:

Algo importante que você tem que gravar sobre os razonetes são que
eles não representam ATIVO ou PASSIVO, mas DÉBITO e CRÉDITO.

O lado esquerdo é o lado do DÉBITO e o lado direito é o lado do


CRÉDITO, veja:
Agora vou dar para vocês um exercício, que gostaria que fizessem e
somente após continuassem com a apostila, pode ser?

Primeiro: faça os razonetes do Balanço Patrimonial de Janeiro de 2016

Segundo: efetue os lançamentos de Fevereiro de 2016

Terceiro: atualize o saldo dos razonetes

Feito o terceiro passo, você para e traz para o próximo sábado que
iremos fazer juntos o quarto passo, que consiste no zeramento das contas de
resultado, ok?

Ok professor, vou me esforçar para chegar ao terceiro passo...hehe,


obrigado e até o próximo sábado.

O exercício que o professor passou para Caduceu fazer em casa é este,


composto de um pequeno Balanço Patrimonial de Janeiro de 2018 e mais 15
lançamentos de Fevereiro, veja:
Vamos lá, primeiramente vamos expor os razonetes das contas que
estavam no Balanço Patrimonial de Janeiro de 2018:

Lembrando que todas as contas do ativo, excedo alguma conta


redutora que aqui não há, são devedoras. As contas do passivo são credoras,
excedo a única conta redutora do passivo que é a conta Capital a Integralizar
por ser uma conta de saldo credor.

O próximo passo serão os lançamentos, vamos ao primeiro:


Temos aqui um lançamento a CRÉDITO de receita e dois débitos que
tem a mesma finalidade, aumentar o saldo das contas do ativo, uma
representada por um bem, Sicredi C.C., que é o dinheiro que temos no banco
e a outra representada por um direito, neste caso representado pelo Cliente
Casca.

No segundo lançamento temos:

Eu efetuei um lançamento a DÉBITO para reduzir o saldo de uma


obrigação e um lançamento a CRÉDITO para reduzir o saldo de uma conta
do ativo. O valor eu peguei no Balanço Patrimonial de Janeiro de 2018. O
mesmo ocorreu nos dois seguintes lançamentos, veja:

Dois DÉBITOS de fornecedores para reduzir o saldo de obrigações da


empresa e dois CRÉDITOS de caixa para reduzir o saldo de um bem, que
está no ativo.
O quinto lançamento também é similar aos últimos três, com o
pagamento do salários do mês anterior. A diferença agora é a forma de
pagamento, veja:

Como os últimos três, o motivo do DÉBITO é o mesmo, diminuir uma


obrigação e o CRÉDITO é motivado pela diminuição no saldo de uma conta
do ativo, neste caso representado pelo banco Sicredi.

No dia 5 de Fevereiro temos um o primeiro lançamento de uma


despesa, representada pela manutenção dos equipamentos, novamente com
pagamento do Sicredi, veja como fica:

O DÉBITO em manutenção de equipamentos deve-se ao fato de


estarmos aumentando nossas despesas e quando necessitamos aumentar as
nossas despesas faremos um DÉBITO. A contrapartida é um CRÉDITO em
Sicredi devido ao fato de estarmos reduzindo o saldo desta conta que
pertence ao ativo.

O mesmo ocorre com o próximo lançamento, vejam:


Percebam que o motivo do DÉBITO é o mesmo do lançamento
anterior, aumentar o saldo de uma despesa, aqui representada pela Limpeza
e Higienização. O CRÉDITO também possui a mesma motivação dos
últimos lançamentos, diminuir o saldo de uma conta do ativo, aqui
representada pelo banco Sicredi.

No próximo lançamento temos uma situação bem interessante, a


empresa recebeu a fatura de telefone para pagar somente em Março, então
temos o seguinte lançamento:

Um aumento no saldo das despesas, por isto o lançamento a DÉBITO


de telefone e também um aumento no saldo de uma obrigação, por isto o
lançamento a CRÉDITO do Fornecedor OI SA.

Os próximos três lançamentos são muito similares, com três despesas,


energia elétrica, água e aluguel e três obrigações. Por isto façamos DÉBITO
das despesas para aumenta-las e CRÉDITO das obrigações, também para
aumenta-las, porque ainda não há o pagamento. Veja os lançamentos:
Percebam que os três DÉBITOS possuem a mesma motivação,
aumentar o saldo das nossas despesas. E os três CRÉDITO também possuem
a mesma motivação, aumentar o saldo das nossas obrigações, porque não
ouve o pagamento, nem da energia elétrica, nem da água e nem do aluguel.

No dia 26 de Fevereiro a empresa comprou materiais de escritório,


mas não pagou, o lançamento será assim:

Percebam que o DÉBITO em material de escritório foi pelo fato de ser


uma despesa e estarmos aumentando o saldo de uma despesa por isto o
DÉBITO. Para o crédito, novamente temos aqui o aumento de uma obrigação
e toda vez que quisermos aumentar o saldo de uma obrigação, que pertence
ao passivo faremos um CRÉDITO.

No último lançamento também ocorre algo similar ao lançamento que


acabamos de fazer, um DÉBITO para aumentar o saldo de uma despesa,
neste caso salários e um crédito para aumentar uma obrigação, veja como
fica o lançamento:

Agora vou expor como ficou os saldos dos razonetes com a inclusão
destes 13 lançametos, mas antes vou colocar a conta CAIXA e explicar como
eu apurei os saldos:

A conta caixa iniciou com um saldo DEVEDOR de R$ 20.000,00, isto


significa que a empresa tinha este valor em caixa, lembro que as contas do
ativo são de natureza devedoras. Durante o mês de Fevereiro ocorreram 3
lançamentos a CRÉDITO, que foram respectivamente o pagamento dos
fornecedores, RGE, CORSAN e IMOBILIÁRIA ALUGA JÁ. Estes
lançamentos tiraram dinheiro do nosso caixa portanto toda vez que
quisermos reduzir o saldo de uma conta de natureza devedora devemos fazer
um DÉBITO. Foi o que ocorreu.

Portanto, se pegarmos os R$ 20.000,00 de saldo inicial e diminuirmos


as três saídas de caixa, teremos um saldo de R$ 6.500,00 no lado do
DÉBITO.

Porque no lado do DÉBITO?

Para explicar melhor o porquê o saldo ficou no lado do DÉBITO, vou


apresentar com uma balança de prato, veja:

Perceba que o lado mais pesado é o esquerdo, o lado do DÉBITO, e


ele é mais pesado ou maior em R$ 6.500,00. O saldo dos razonetes é sempre
o lado mais pesado.
Não sei se consegui me fazer entender, mas para garantir vou
apresentar mais uma explicação como esta, agora usando uma conta com o
saldo CREDOR.

Vou utilizar o Fornecedor RGE, veja:

Esta conta, que é uma obrigação, iniciou com um saldo CREDOR de


R$ 8.100,00, significando que tínhamos uma dívida para com o fornecedor
RGE neste valor. Durante o mês de Fevereiro, pagamos esta dívida,
representada pelo DÉBITO deste valor, mas também contraímos outra
dívida, representada pelo lançamento a CRÉDITO de R$ 8.000,00. No final
do período temos um saldo a pagar para este fornecedor no valor de R$
8.000,00.

A nossa balança agora é mais pesada no lado do CRÉDITO, veja com


fica:
O lado mais pesado é que vai o saldo dos razonetes.

Agora vou apresentar o saldo dos razonetes após os lançamentos


efetuados:
Este saldo pode ser exposto de outra forma, muito comum nos
software de contabilidade.

Veja, que desta forma sabemos se o lado do DÉBITO fechou com o


lado do CRÉDITO:

Temos aqui um total de R$ 694.690,00 de DÉBITO e de CRÉDITO.

O próximo passo seria a apuração do CMV, mas não vou trazer isto
agora para não confundir vocês, vou trazer apenas o zeramento das contas de
resultado.

Todas as contas de resultado deverão ser zeradas no final do período,


ou mês, ou trimestre ou ano. Neste caso temos mês. Então primeiramente
vamos separar os razonetes de resultado.
Temos as VENDAS DE MERCADORIAS como a nossa única
receita.

De despesa temos: LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO, TELEFONE,


ENERGIA ELÉTRICA, ÁGUA, ALUGUEL, MATERIAL DE
ESCRITÓRIO, SALÁRIOS, MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS.

Vou separá-los aqui para fazermos o zeramento de seus saldos:

Pois bem, agora para efetuar o zeramento das contas vamos utilizar a
conta APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO, ou simplesmente
ARE. Esta conta como o próprio nome já apresenta, tem a função de zerar as
contas de resultado e apurar se houve lucro ou prejuízo.

Como faço para zerar uma conta que tem saldo CREDOR, como é o
caso da conta VENDA DE MERCADORIAS?
Fazendo um DÉBITO!

E a contrapartida será sempre a conta ARE, veja como fica o


lançamento...

Perceba que a conta venda de mercadorias com este lançamento ficou


ZERADA e a conta ARE ficou com um saldo deste valor:

O saldo da conta VENDA DE MERCADORIAS foi zerada e o seu


saldo transferido para a conta ARE.

A contrapartida é sempre a conta ARE no zeramento das contas de


resultado.

Agora vamos efetuar o zeramento das contas que representam as


nossas despesas, temos 8 contas.

Então 8 contas é igual a 8 lançamento, certo?

Pode até ser, mas vamos fazer em um lançamento apenas, efetuando


CRÉDITOS nas contas de despesas, que tem saldo devedor e um DÉBITO
na conta ARE. Com isto as contas que representam as despesas estarão
zeradas e o saldo transferido para a conta de zeramento ARE. Veja:
Feito isto, vamos atualizar os saldos dos razonetes das contas de
resultado, veja:
Perceberam que todos aos razonetes de resultados estão zerados após
a apuração do resultado do exercício?

Sempre após o ARE os saldos das contas de resultado estarão zeradas,


pois esta é a finalidade do ARE.

Agora o próximo passo é o zeramento do próprio ARE, utilizaremos a


conta RESULTADO DO EXERCÍCIO para zerá-lo, veja:

Feito o lançamento, a conta ARE passa também a não ter mais saldo,
veja:

O saldo CREDOR da conta ARE passou para a conta RESULTADO


DO EXERCÍCIO. Por enquanto vamos deixar esta conta ir para o nosso
Balanço, mas no próximo exemplo já vamos deixa-la mais próxima da
realidade.
Feito isto o próximo passo é demonstrarmos o nosso resultado, para
isto utilizaremos o nosso DRE, que significa DEMONSTRATIVO DO
RESULTADO DO EXERCÍCIO. Se a função do ARE é apurar, a do DRE é
apresentar o que foi apurado. Utilizaremos a estrutura básica do DRE neste
primeiro momento. Alguns componentes importantes ainda não estarão nele,
porque não foi aprendido, como exemplo o CMV, custo das mercadorias
vendidas. Veja como fica:

Percebam que apenas estamos apresentando o nosso resultado, como


o próprio nome já afirma.

Após o DRE temos que pegar as nossas contas patrimoniais e elaborar


o nosso Balanço Patrimonial de Fevereiro. Vou colocar os razonetes que irão
compor o nosso novo balanço, veja:
Mas, que conta é esta: RESULTADO DO EXERCÍCIO?

É uma conta do nosso patrimônio líquido, todo o lucro da empresa vai


para lá, representa o dinheiro dos sócios. Se por ventura fosse prejuízo, ele
também iria para o patrimônio líquido, mas com seu saldo devedor, ele
estaria lá no patrimônio líquido negativo, ou seja, reduzindo o seu saldo.

Agora temos condições de montar o nosso Balanço Patrimonial de


Fevereiro
Perceba que apenas as contas PATRIMONIAIS vão para o balanço,
as contas de resultado não. As contas de resultado estão representadas no
balanço apenas por uma conta, que tanto pode ser lucro, como é o caso do
nosso exercício ou prejuízo.

Agora vamos calcular o CMV, então anote ai, primeiramente a nossa


tabelinha vai ganhar um último componente, o CUSTO. Este componente
recebe o mesmo tratamento das despesas. Com isto precisamos efetuar um
DÉBITO para aumentar o seu saldo e um crédito para diminuir o seu saldo.

A nossa tabelinha, agora completa irá ficar assim:


Agora que já sabemos que para aumentar o saldo de um custo temos
que efetuar um débito e para diminuí-lo um crédito, ou apresentar a equação
básica para o cálculo do CMV:

CMV = EI + CM – EF

Onde, CMV significa custo das mercadorias vendidas, CM significa


compra de mercadorias e EF significa o nosso estoque final.

Utilizamos esta equação quando formos trabalhar com o inventário


periódico do estoque. Esta forma como o próprio nome diz, realiza a
contagem do estoque e consequente apuração do custo de forma periódica.

Agora imaginamos que em determinado período tenhamos:

Estoque inicial: R$ 100.000,00

Compra de mercadorias: R$ 88.000,00

Estoque final: R$ 91.000,00

Aplicando a equação teremos:

CMV = EI + CM – EF

CMV = 100.000 + 88.000 – 91.000

CMV = 97.000

Portanto neste período hipotético teremos um CMV de 87.000,00.


Existem algumas formas de contabilizar este CMV, mas que no final não
alteram em nada o resultado. Vamos utilizar uma delas, veja:

Após calculado o CMV o primeiro passo é efetuar um lançamento para


reconhecer o custo na contabilidade, assim:
Com isto, aplicando a nossa tabelinha, para aumentarmos o saldo de
uma conta que representa o nosso custo, devemos efetuar um lançamento a
DÉBITO. A contrapartida do custo é a conta estoque, que é de onde sai o
valor do custo.

O segundo lançamento é para transferir o saldo da conta COMPRA


DE MERCADORIAS para ESTOQUE. A função da compra de mercadorias
é apurar o custo, feito isto, ela vai para estoque. Com isto o lançamento fica
assim:

Feito isto os saldos do razonete estoque, compra de mercadorias e


CMV ficam alterados e com isto seus saldos ficam corretamente expostos,
veja:
Veja que a conta estoque no nosso exemplo tinha um saldo inicial de
100.000,00 e recebeu mais um lançamento a DÉBITO de 88.00,00, isto
significa que estamos aumentando seu saldo, na dúvida dê uma olhada na
tabelinha. Este lançamento ocorreu devido a transferência do saldo das
compras de mercadorias. Também recebeu um lançamento a CRÉDITO de
97.000,00 referente a saída para o CMV. Portanto ficou com um saldo de
91.000,00 a DÉBITO, percebam que é o mesmo valor do estoque final do
nosso exemplo.

Já a conta compra de mercadorias tinha um saldo de 88.000,00 a


DÉBITO. Este saldo refere-se a compras ocorridas no decorrer do período.
Após o CMV o seu saldo foi transferido para a conta estoque de mercadorias
e seu saldo ficou zerado.

A conta CMV ficou com saldo após a sua apuração, mas permanecerá
apenas até o zeramento das contas contas de resultado.

Mas professor, como eu sei o valor do estoque final?

Numa empresa ou você tem o valor do estoque final controlado através


de um software ou contagem física, logicamente as empresas utilizam
software, uma vez que a grande parte delas precisa enviar o estoque através
do SPED Fiscal.

Porque eu não utilizo direto a conta estoque no lançamento durante o


período ao invés de compra de mercadorias?

Boa pergunta... agora pense comigo, uma empresa que tem algo em
torno de 10 lançamentos de compra, é fácil separar do estoque inicial,
correto? Mas se esta mesma empresa tiver 1.000 lançamentos....10.000
lançamentos....1000.000 lançamentos...

Neste caso sem chances..., por isto que esta conta é necessária, para
saber qual foi o valor das compras de mercadorias no final do período.

Outra pergunta professor. O saldo da conta compra de mercadorias


será sempre zerado após a apuração do CMV?

Sim, após a apuração do CMV seu saldo é transferido para estoque.

Outra professor. O saldo final do estoque em seu razonete terá que ser
igual ao estoque final dado no exercício?

Exatamente, terá que ser rigorosamente igual.


Neste tópico vou passar um Balanço Patrimonial de Janeiro de 2018,
diferente do primeiro e mais uns lançamentos. Vocês terão que fazer:

1 - Razonetes iniciais

2 – Lançamentos de Fevereiro de 2018

3 – Atualização dos razonetes

4 – Cálculo do CMV

5 – Zeramento das contas de resultado

6 – DRE

7 – Balanço Patrimonial

Aqui está o Balanço de Janeiro:


E aqui estão os eventos que serão a base para vocês fazerem os
lançamentos:
Primeiramente vamos alocar as contas do Balanço de Janeiro nos
razonetes, assim:

Feito isto vamos aos lançamentos de Fevereiro, iniciando pela venda


de mercadorias no dia 01 de Fevereiro, veja como fica:

DIA: 01/fev
D CLIENTE CASCA R$ 120.000,00
D SICREDI C.C. R$ 180.000,00
C VENDA DE MERCADORIAS R$ 300.000,00
Histórico: Venda de mercadorias, NF 760
Um lançamento a CRÉDITO de venda de mercadorias por representar
uma aumento no saldo de uma receita e dois lançamentos a DÉBITO, um
por representar um aumento nos direitos da empresa, Cliente Casca e outro
pelo aumento nos bens da empresa, banco Sicredi.

O próximos cinco lançamentos são muito similares. Ocorre o


pagamento de uma obrigação, veja que toda vez que quisermos reduzir o
saldo de uma obrigação devemos fazer um DÉBITO. É o que ocorre nestes
próximos cinco lançamentos, um DÉBITO em contas que representam
obrigações. O CRÉDITO é a forma como está saindo recursos da empresa,
nestes lançamentos há três formas diferentes, caixa, banco Caixa Econômica
Federal e Banco Sicredi. Veja como ficam os lançamento:
Percebe-se que todos os cinco lançamentos têm em comum o fato de
terem os DÉBITOS representados uma diminuição de uma obrigação e como
CRÉDITO a forma que esta obrigação está sendo paga, nos dois primeiros
através de dinheiro, representado pela conta caixa e nos três últimos através
de redução nas contas do banco, ou Caixa Econômica Federal no terceiro ou
Sicredi no quarto e quinto lançamentos.

No próximo lançamento temos um aumento de despesas, portanto um


DÉBITO. A despesa é propaganda e publicidade e o CRÉDITO é a maneira
que vamos pagá-la. Neste caso é com cheque do banco Sicredi, portanto
CRÉDITO Sicredi, veja:
Sempre lembrando que toda vez que quisermos aumentar o saldo de
uma conta de despesa devemos fazer um DÉBITO.

O próximo lançamento se refere a uma compra de mercadorias sendo


20% com pagamento via banco Sicredi e o restante a prazo, tendo o
fornecedor Guns N’Roses representando esta obrigação, então o lançamento
fica assim:

Percebe-se então que a conta COMPRA DE MERCADORIAS,


utilizada no inventário periódico é uma conta que na verdade representa o
nosso estoque, então um bem... então ativo... então DÉBITO... Esta conta irá
até a apuração do CMV após isto receberá a nomenclatura de estoque.

Os dois CRÉDITOS, como já comentei representam, o Sicredi por


representar uma redução de um bem... portanto uma redução do
ativo...portanto um CRÉDITO. Outro CRÉDITO de fornecedor representa
uma aumento das obrigações... portanto uma aumento no passivo... portanto
CRÉDITO.

Seguindo temos uma venda de mercadorias, com recebimento parte


em dinheiro, com depósito bancário e parte um direito a receber. O
lançamento fica assim:
Os próximos dois lançamentos são muito similares, recebimento da
fatura de telefone e da fatura de energia elétrica. Ambas para pagamento
apenas em março, portanto temos o seguinte lançamento:

Aqui temos dois DÉBITOS por estarmos aumentando o saldo de


nossas despesas e dois CRÉDITOS por estarmos aumento o saldo de nossas
obrigações.

Lembro que para aumentar o saldo de uma despesa temos que fazer
um DÉBITO e para aumentar o saldo de uma obrigação que está no passivo
devemos fazer um CRÉDITO. A nossa tabelinha é muito útil e serve para
nos guiar até que consigamos entender sem o seu precioso auxílio.
O próximo lançamento refere-se novamente a uma compra de
mercadorias, portanto DÉBITO. Esta compra não foi paga a vista, então
significa que estamos devendo para alguém, se estamos devendo significa
que estamos aumentando uma obrigação, portanto CRÉDITO do fornecedor,
veja como fica o lançamento:

Para os próximos dois lançamentos temos novamente duas despesas,


água e aluguel e duas obrigações, representadas pelos fornecedores Corsan
e Imobiliária Aluga Já. Neste caso novamente devemos DEBITAR as
despesas, porque estamos aumentando seu saldo e CREDITAR os
fornecedores por estarmos aumentando o saldo de nossas obrigações, veja:

Os dois lançamentos a seguir são similares, temos duas despesas, mas


uma despesa, seguro do prédio, com pagamento através do banco Sicredi e
outra despesa, salários, com pagamento para março. As duas despesas como
estamos aumentando seu saldo deverá ter um DÉBITO. Para o Sicredi como
está sendo diminuído seu saldo deverá haver um CRÉDITO e para a
obrigação de pagar o salário dos funcionários em março faremos um
CRÉDITO, devido ao aumento no saldo das obrigações. Veja:

Precisamos agora fazer o CMV, mas antes do CMV precisamos


atualizar o saldo dos razonetes, porque precisaremos deles.
Uma outra forma de expor os saldos dos razonetes, conforme já
aprendemos é através do balancete de verificação, que nos auxilia a conferir
se o total dos DÉBITOS fecha com o total dos CRÉDITOS, desta forma:
Nota-se que o total dos DÉBITOS é rigorosamente igual ao total dos
CRÉDITOS.

A próxima etapa é fazer o CMV, para isto precisamos da equação:

Aplicando a equação ao nosso exercício temos:

Já sabemos que o valor do nosso CMV é R$164.000,00, agora temos


que contabilizá-lo, primeiro fazendo um DÉBITO em CMV por estarmos
aumentando o saldo de uma conta de CUSTO. A contrapartida é o estoque
de mercadorias, onde está saindo o custo, veja como fica o primeiro
lançamento:

O segundo lançamento serve para transferir o saldo da conta


COMPRA DE MERCADORIAS para ESTOQUE. Para diminuir uma conta
de saldo DEVEDOR, como é o caso de Compras de Mercadorias, faremos
um CRÉDITO. Para aumentar o saldo da conta estoque que é de natureza
devedora, devemos fazer um DÉBITO. Veja como fica o lançamento:

Após a apuração e contabilização do CMV, algumas contas sofreram


alterações, veja:

Com isto o razonete de Compra de Mercadorias ficou zerado, devido


ao fato de seu saldo ser transferido para estoque.

O razonete de estoque que tinha um saldo inicial de R$ 19.000,00,


recebeu um lançamento de R$ 165.000,00 da compra de mercadorias e um
lançamento a crédito de R$164.000,00 do CMV.
Com isto podemos fazer o zeramento das contas de resultado, vou
colocar aqui os razonetes que representam ou uma despesa, ou receita ou
então custo, veja:

Vamos efetuar o zeramento das contas de resultado, vou iniciar pela


conta de receita, venda de mercadorias. Como venda de mercadorias tem
saldo credor para zerar temos que fazer um DEBITO e a contrapartida é a
conta ARE.

Com isto a conta venda de mercadorias estará zerada e o seu saldo


transferido para a conta ARE.
Agora posso zerar as contas de despesas e o custo. Como estas constas
tem saldo devedor vou fazer um crédito em cada uma para zerá-las e o seu
saldo transferido para a conta ARE, veja:

Feito isto as contas de resultado ficaram zeradas, veja o seus razonetes:


Veja que todas as contas de despesa e custo estão zeradas e o seu saldo
foi para a conta ARE que agora está com saldo credor de R$ 227.651,50,
significando lucro.

O próprio ARE deverá ser zerado para a conta RESULTADO DO


EXERCÍCIO.

O razonete do ARE e do RESULTADO DO EXERCÍCIO ficará


assim:

Com isto a conta ARE é zerada e transferida para a conta


RESULTADO DO EXERCÍCIO.

Agora vamos transferir o saldo RESULTADO DO EXERCÍCIO para


a conta LUCROS ACUMULADOS. Nesta conta Resultado do Exercício
poderíamos extrair o IRPJ e CSLL se empresa fosse do Lucro Real. Também
poderíamos extrair as participações e a destinação para as reservas.
Os razonetes ficam assim:

Com isto conseguimos fazer o nosso DRE básico, para expor como foi
o resultado do mês:

Percebe-se que o resultado operacional deverá ser igual ao ARE, pode-


se conferir com os razonetes.

Agora vamos separar as contas patrimoniais, que não foram zeradas e


que irão para o Balanço Patrimonial.
Agora podemos fazer o nosso Balanço Patrimonial com estas contas
apresentadas nos razonetes:
Com isto apuramos o nosso Balanço Patrimonial com um valor no
ATIVO e no PASSIVO de 545.656,50.
Neste tópico iremos calcular o Imposto de Renda Pessoa Jurídica e a
Contribuição Social sobre o Lucro Líquido pensando em uma empresa
tributada pelo Lucro Real. Também iremos tratar aqui da compensação de
prejuízos fiscais e da distribuição do lucro que sobrar.

Primeiramente vou expor um exemplo e sobre ele irei explicar na


prática como funcionam os conceitos abordados.

Imaginamos uma empresa com a seguinte situação:

LUCRO no primeiro trimestre de 2018: 250.000,00

Prejuízos fiscais: 200.000,00

Distribuição:

Participação:

Debenturistas: 10%

Empregados: 10%

Administradores: 10%

Partes Beneficiárias: 10%

Fundos de Pensão: 10%

Distribuição para reservas:

Reserva Legal: 5%
Reserva Estatutária: 12%

Reserva para Contingência: 15%

Reserva de Retenção de Lucros: 8%

Reserva de Capital: 60%

O primeiro cálculo que temos que fazer é do IMPOSTO DE RENDA


PESSOA JURÍDICA e da CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO
LÍQUIDO.

Mas, antes de continuarmos precisamos saber que a empresa poderá


abater até 30% do lucro em prejuízos fiscais passados. Não entendi
professor, como assim?

Veja bem, a empresa apresentou 250.000,00 de lucros, certo? Ela tem


a possibilidade de compensar prejuízos passados até o limite de 30% do seu
lucro, neste caso temos:

30% do lucro: 75.000,00

Prejuízos fiscais: 200.000,00

Percebam, mesmo a empresa tendo 200.000,00 de prejuízos fiscais


passados, ela só poderá abater 30% que o limite permitido por lei.

Pois bem, um detalha muito importante é o seguinte: PREJUÍZOS


FISCAIS SÓ SERVEM PARA REDUZIR A BASE DE CÁLCULO e não
para reduzir o lucro do período. Vamos seguir que vocês irão entender
melhor como funciona.

A empresa, mesmo tendo apresentado um lucro de 250.000,00 para


efeito de base de cálculo do IRPJ/CSLL possui 175.00,00 que é 30% a menos
de vido a compensação de prejuízos fiscais, então a base de cálculo e o valor
do IRPJ fica assim:

Ok professor eu entendi a base de cálculo do IRPJ e da CSLL mas


como é calculado o IRPJ e neste caso eu vi que tem um adicional, explica
melhor.

Bem fácil, a porcentagem de IPPJ aplicada sobre a base de cálculo é


de 15%, mais 10% o que ultrapassar 20.000,00 no mês. Neste caso, como
informado no início do exemplo é um TRIMESTRE, então o que ultrapassar
60.000,00 (3 x 20.000,00) terá um adicional de 10%.

Veja como fica:

Para a CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO não


há adicional, basta aplicar 9% sobre a base de cálculo:
Após calculado o IRPJ e a CSLL necessitamos efetuar os lançamentos
contábeis, veja:

Porque utilizar a nomenclatura PROVISÃO professor? Dá-se o nome


de provisão devido ao fato do valor ainda ter que passar pelo LALUR para
apurar o devido valor do IRPJ e CSLL.

Calculado o IRPJ e a CSLL chegou o momento de calcularmos as


participações, temos: DEBENTURES, EMPREGADOS,
ADMINISTRADORES, PARTES BENEFICIÁRIAS e FUNDOS DE
PENSÃO.

O cálculo deverá seguir a sequência apresentada, ou seja:

Debêntures

Empregados

Administradores
Partes Beneficiárias

Fundos de Pensão

Sequência para não errar

DEA PF

Agora que você já sabe a sequência, também sabe que a base de


cálculo de um reduz a base de cálculo do outro, vamos calcular:

Um detalhe muito importante é o seguinte, para encontrar o LUCRO


ANTES DAS PARTICIPAÇÕES, basta pegarmos o Lucro Antes do
IRPJ/CSLL e diminuirmos o IRPJ/CSLL. O valor de 75.000,00 referente a
prejuízos passados é usado apenas para o cálculo do IRPJ/CSLL.

Terminado o cálculo das PARTICIPAÇÕES, vamos efetuar o


lançamento, para tirar este valor do resultado do exercício e ai sim apurar o
LUCRO LÍQUIDO para após distribuí-lo entre as reservas.
Após o cálculo e contabilização das participações, veja como está o
saldo da conta RESULADO DO EXERCÍCIO:

Eu enumerei para que pudéssemos evidenciar o que ocorreu no


resultado do exercício:

1 – LUCRO ANTES DO IRPJ/CSLL

2 - IRPJ

3 - CSLL
4 – PARTICIPAÇÕES

5 – LUCRO LÍQUIDO

Agora chegou o momento de calcularmos as Reservas. Empresas SAs


e Grandes Empresas não podem constar Lucros Acumulados em seu Balanço
Patrimonial.

Antes de iniciar preciso comentar sobre a RESERVA LEGAL, que é


a única que tem seu percentual abordado na Lei 6.404/76. Veja.

LEI 6.404/76

Art. 193. Do lucro líquido do exercício, 5% (cinco por cento) serão


aplicados, antes de qualquer outra destinação, na constituição da reserva
legal, que não excederá de 20% (vinte por cento) do capital social.

§ 1º A companhia poderá deixar de constituir a reserva legal no


exercício em que o saldo dessa reserva, acrescido do montante das reservas
de capital de que trata o § 1º do artigo 182, exceder de 30% (trinta por
cento) do capital social.

§ 2º A reserva legal tem por fim assegurar a integridade do capital


social e somente poderá ser utilizada para compensar prejuízos ou aumentar
o capital.

Portanto, percebam que do lucro líquido 5% será aplicado na


constituição da RESERVA LEGAL, desde que:

NÃO EXCEDA 20% DO CAPITAL SOCIAL e

O SALDO DESSA ACRESCIDO DO MONTANTE DAS


RESERVAS DE CAPITAL NÃO EXCEDA 30%.
Deem uma lida na Lei 6.404/76 em seu Artigo 182 § 1º para identificar
o que consta nas reservas de capital.

Exemplo de limitador de 20% sobre o Capital Social. O Capital Social


compreende o Capital Subscrito menos o Capital a Integralizar.

Digamos que uma empresa apresente a situação apresentada, então a


RESERVA LEGAL não pode ultrapassar 320.000,00.

Agora vamos calcular e contabilizar as reservas:

Com o cálculo efetuado, podemos realizar os lançamentos contábeis


para reconhecer as receitas e zerarmos o RESULTADO DO EXERCÍCIO.

Com isso o nosso RESULTADO DO EXERCÍCIO fica com o saldo


zerado, veja:
Vou colocar novamente o significado de cada numeração para que
vocês entendam a origem dos lançamentos:

Eu enumerei para que pudéssemos evidenciar o que ocorreu no


resultado do exercício:

1 – LUCRO ANTES DO IRPJ/CSLL

2 - IRPJ

3 - CSLL

4 – PARTICIPAÇÕES

5 – RESERVAS
6 – LUCRO LÍQUIDO (zerado)

No próximo capítulo veremos de forma detalhada as duas principais


demonstrações contábeis, o BALANÇO PATRIMONIAL e o
DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO.
Este tópico é muito importante, trabalharemos nele algumas formas
importantes de depreciação.

Antes de seguirmos precisamos nivelar os conhecimentos sobre este


tema, DEPRECIAÇÃO é a perda de valor de um bem por uso, desgaste ou
obsolescência. Este valor deverá ser alocado em uma conta de resultado,
tendo como contrapartida a conta depreciação acumulada, que é uma conta
que tem por finalidade reduzir o valor do ativo. Portanto esta conta é de saldo
devedor, estando no ativo é REDUTORA DO ATIVO.

Vamos a um exemplo para ficar mais fácil o entendimento:

Digamos que a empresa adquira um NOTEBOOK:

Primeiramente precisamos entender o que cada item significa:

CUSTO DO BEM: quanto a empresa efetivamente pagou pelo notebook.

VR: Valor Residual, quando o notebook irá valer após 5 anos de uso.

BASE: Custo do Bem menos o Valor Residual. Este é o valor que será
depreciado.

ESTIMATIVA: tempo estimado para utilizar o bem.


A lei 11.638/07 aborda que a ESSÊNCIA deverá prevalecer sobre a
FORMA. Isto significa que o tempo efetivo de vida útil devera prevalece
sobre a legislação, mas aqui vou trazer os principais tempos utilizados pela
legislação:

CONSTRUÇÃO CIVIL: 25 ANOS

INFORMÁTICA: 5 ANOS

MÓVEIS: 10 ANOS

MÁQUINAS: 10 ANOS

VEÍCULOS: 5 ANOS

Então o nosso notebook será depreciado por um prazo de 5 anos.

Agora vou apresentar-lhes como podemos calcular e contabilizar esta


depreciação, iniciando pelo MÉTODO LINEAR:

MÉTODO LINEAR ou QUOTAS CONSTANTES

É o que substitui o custo do bem em função exclusivamente do tempo.


É um método usado universalmente em vista de sua grande simplicidade de
cálculo e de funcionamento.

As quotas de depreciação são lineares ao longo da vida útil do bem,


veja como é o cálculo.

A equação é a seguinte:
O valor de 1.000,00 é anual, para sabermos o valor mensal a ser
depreciado, basta dividirmos por 12. Neste caso temos 83,33 ao mês.

Na contabilização mensal temos o seguinte lançamento:

D: Depreciação Computadores (despesa) 83,33

C: ( - ) Depreciação acumulada computadores (AÑC) 83,33

Este lançamento deverá se seguir para os próximos 5 anos, até que o


valor de 5.000,00 fique totalmente depreciado e o bem valha 500,00 que é o
valor residual estimado.

SOMA DOS DÍGITOS

Somam-se os algarismos que vão desde a unidade até o algarismo que


representa o número de anos de vida útil do bem.

Neste caso, temos como exemplo o notebook, com uma vida útil
estimada de 5 anos, então temos:
Com isto conseguimos calcular o valor da DEPRECIAÇÃO da
seguinte forma:

Percebam que o valor da depreciação não é mais de forma linear, mas


decrescente, Isto deve-se em razão de que o bem quando adquirido tem maior
potencial de gerar benefícios econômicos futuros, portanto receberá um valor
maior de depreciação.

MÉTODO DE MATHESON ou EXPONENCIAL

Calculam-se as quotas de depreciação pela multiplicação de um


percentual fixo sobre o valor contábil que vai decrescendo ano a ano.

A fórmula para determinação da percentagem fixa é a seguinte:


5.500

O resultado será de 0,38096, ou seja, 38,096% ao ano para o cálculo


da depreciação.

Após podemos efetuar o seguinte cálculo:

Perceba que, semelhante a SOMA DOS DÍGITOS, o valor da


depreciação inicia maior e vai decrescendo com o passar do tempo.

Agora vou ensinar-lhes a calcular a DEPRECIAÇÃO LINEAR e a


SOMA DOS DÍGITOS na HP 12C.

Vamos a outro exemplo:


As teclas que vocês utilizarão são:

Agora vamos inserir os dados na HP 12C para que ela possa nos
auxiliar no cálculo da Depreciação Linear:

Se quisermos saber no 5º ano como está a situação do bem, faremos o


seguinte:
Percebam que é muito fácil encontrar os dados para a
depreciação linear na HP 12C. Agora vamos calcular a soma dos dígitos,
para isto necessitamos das seguintes teclas:

Novamente utilizaremos o exemplo para gravar melhor o conceito de


depreciação SOMA DOS DÍGITOS:
Na HP 12C o cálculo referente ao primeiro período será assim:

Se quisermos saber no 5º ano como está a situação do bem, faremos o


seguinte:

Agora vou abordar um tema bem interessante, estreitamente ligado as


depreciações vistas, trata-se da venda de um bem do ATIVO
IMOBILIZADO, ou melhor, como contabilizar uma venda considerando a
existência do valor do bem no balanço e também a existência da depreciação
acumulada.

Para explicar isto, vou me apropriar de um exemplo:

Imaginamos que um VEÍCULO fora comprado por 70.000,00. Após


um determinado período a depreciação acumulada associada a este veículo
estava em 40.000,00. Neste instante a empresa decidiu pela sua venda, por
35.000,00.

Necessitamos contabilizar esta venda de forma correta para não onerar


a empresa e nem o estado, então vamos seguir 5 passos:
PASSO 1: Contabilizar a venda propriamente dita:

D: CAIXA/BANCO/CLIENTE 35.000,00

C: VENDA DE IMOBILIZADO 35.000,00

Fazendo este lançamento, estamos informando a contabilidade que


houve uma venda de um bem pertencente ao ATIVO IMOBILIZADO, mas
se pararmos por aqui, estaremos cometendo vários erros, não baixando o
valor do bem no Balanço Patrimonial, não baixando a depreciação
acumulada e também estaríamos onerando a empresa, se esta fosse tributada
pelo Lucro Real, lançando 35.000,00 de venda no Demonstrativo de
Resultado do Exercício, quando na verdade o que deve ir ao DRE é o ganho
ou perda.

PASSO 2: Baixar o valor do bem no Balanço Patrimonial

D: Valor Contábil do Imobilizado Vendido 70.000,00

C: Veículo 70.000,00

Efetuando o segundo passo baixamos o valor do bem no Balanço


Patrimonial, para isto utilizaremos uma conta transitória.

PASSO 3: Baixar a depreciação acumulada.

D: ( - ) Depreciação Acumulada Veículo 40.000,00

C: Valor Contábil do Imobilizado Vendido 40.000,00

Este passo é para não deixar o valor do ativo errado, estamos ajustando
e tirando o valor da depreciação acumulada, já que o bem foi vendido.

PASSO 4: Zerar a conta transitória, usando como contrapartida a conta


Ganho/perda na venda do Ativo Imobilizado.
Para isto vamos juntos dar uma olhada no saldo desta conta,
analisando o livro razão:

Portanto o lançamento deverá ser:

D: Ganho/perda na venda do Ativo Imobilizado 30.000,00

C: Valor Contábil do Imobilizado Vendido 30.000,00

Com esse lançamento a conta transitória ficará zerada e abrimos uma


conta Ganho/perda na venda do Ativo Imobilizado.

PASSO 5: zerar a conta Venda do Ativo Imobilizado, usando a


contrapartida Ganho/perda na Venda do Ativo Imobilizado.

D: Venda do Imobilizado 35.000,00

C: Ganho/perda na venda do Ativo Imobilizado 35.000,00

Efetuando o quinto passo, podemos dizer que é a nossa condição ideal


para efetuarmos os lançamentos contábeis da venda, veja como ficaram os
razonetes envolvidos nos lançamentos, com saldo zerado após as operações:
Apenas dois razonetes permaneceram com saldos após os
lançamentos de venda do ativo imobilizado.
Portanto apenas 5.000,00 irá para o Demonstrativo de Resultado do
Exercício, alocado em OUTRAS RECEITAS/DESPESAS. Neste caso a
empresa, tributada pelo lucro real, pagará tributo apenas sobre o ganho e não
sobre o total vendido.

Agora chegou o momento de vermos as duas principais demonstrações


contábeis, o BALANÇO PATRIMONIAL e o DEMONSTRATIVO DE
RESULTADO DO EXERCÍCIO.
Vamos abordar agora as duas principais demonstrações contábeis, o
Balanço Patrimonial e o Demonstrativo do resultado do exercício.

BALANÇO PATRIMONIAL

O Balanço Patrimonial é um demonstrativo que, em dado momento,


apresenta de forma sintética e ordenada as contas patrimoniais agrupadas de
acordo com a natureza dos bens, direitos ou obrigações que representam.

É um resumo que apresenta dentro da ordenação os saldos finais das


contas do sistema patrimonial em uma determinada data.

A importância do Balanço Patrimonial está no fato de este dispor o


conjunto de investimentos e as fontes de financiamentos de uma entidade,
em um dado momento de forma sintética, possibilitando, aos usuários,
conhecer a situação patrimonial e a realização da análise de suas mutações e
configurações.

Se buscarmos na legislação, a obrigatoriedade do Balanço Patrimonial


está presente em várias leis e normas, a mais importante para a contabilidade
é a Lei 6.404/76. Em seu artigo 176 consta que:

Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com
base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações
financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da
companhia e as mutações ocorridas no exercício:

I - balanço patrimonial;
O balanço vem sofrendo modificações nos últimos anos, até chegar na
estrutura utilizada. Vou apresentar a estrutura do ATIVO:

Percebam que o Ativo é dividido em CIRCULANTE e NÃO


CIRCULANTE.

No Ativo Circulante, segundo a Lei 6.404/76 em seu artigo 179 – I,


contempla as seguintes contas.:

I - no ativo circulante: as disponibilidades, os direitos realizáveis no curso


do exercício social subseqüente e as aplicações de recursos em despesas do
exercício seguinte;

No Ativo Não Circulante, encontramos o ARPL, Investimento,


Imobilizado e Intangível.

ARLP: neste item, segundo o mesmo artigo, é composto de: II - no ativo


realizável a longo prazo: os direitos realizáveis após o término do exercício
seguinte, assim como os derivados de vendas, adiantamentos ou
empréstimos a sociedades coligadas ou controladas (artigo 243), diretores,
acionistas ou participantes no lucro da companhia, que não constituírem
negócios usuais na exploração do objeto da companhia;

INVESTIMENTOS: Também segundo o artigo exposto da Lei 6.404/76


é composto de: III - em investimentos: as participações permanentes em
outras sociedades e os direitos de qualquer natureza, não classificáveis no
ativo circulante, e que não se destinem à manutenção da atividade da
companhia ou da empresa;

IMOBILIZADO: neste item, também em consonância com a lei citada


encontramos: IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto
bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou
da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de
operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle
desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

INTANGÍVEL: a lei citada também explica o que podemos encontrar


neste item: VI – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens
incorpóreos destinados à manutenção da companhia ou exercidos com essa
finalidade, inclusive o fundo de comércio adquirido. (Incluído pela Lei nº
11.638,de 2007)

Para vocês não terem dúvidas sobre o que é curto (circulante) e longo
(não circulante) prazo, vou exemplificar:

A lei aborda que os direitos realizáveis no curso do exercício social


subsequente deverá ser classificado como CURTO PRAZO e o que for em
período maior em LONGO PRAZO.

Imaginamos a seguinte situação, no fechamento do Balanço


Patrimonial em 31/12/2017 a empresa possuía 2 direitos a receber um com
vencimento em Dezembro de 2018 e outro com vencimento em Janeiro de
2019. Quais dos dois será classificado em curto ou longo prazo? Veja a
apresentação gráfica a seguir:
Percebam que os direitos que vencerem até o final do exercício
subsequente (2018) será classificado no CURTO PRAZO e acima disto (a
partir de janeiro de 2019 no LONGO PRAZO).

Isto serve tanto para o ATIVO quanto para as obrigações do PASSIVO.

Vamos agora para o PASSIVO, que é dividido em Circulante e Não


Circulante. O que define se uma obrigação vai ou não no Circulante é a
mesma explicação de curto e longo prazo exposta. Salários a pagar por
exemplo é curto prazo porque o pagamento deverá ser feito no mês seguinte.
Entendi professor, mas um empréstimo paga pagamento em 5 anos, como
ficará registrado no Balanço Patrimonial de fechamento de 2017?

Vamos explicar em forma gráfica para que não fique dúvidas sobre esta
classificação:

Percebam que parte do empréstimo ficará no curto prazo e parte no longo


prazo. No Curto Prazo ficará os valores a pagar até final de 2018 e no Longo
Prazo de janeiro de 2019 até 2022.

No final de 2018 haverá uma recolocação ficando o ano de 2019 no curto


e o restante no longo prazo.

Seguindo, temos o PATRIMÔNIO LÍQUIDO, onde encontramos:

CAPITAL SOCIAL: Capital Subscrito menos o Capital a Integralizar.


RESERVAS DE CAPITAL

RESERVAS DE LUCROS

AÇÕES EM TESOURARIA

AJUSTE DE AVALIAÇÃO PATRIMONIAL

PREJUÍZOS ACUMULADOS

DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

O Demonstrativo do Resultado do Exercício será apresentado com


base na Lei 6.404/76 e na NBC TG26.

DRE LEI 6.404/76

Vou apresentando e explicando em partes, ao término apresentarei por


completo:

Vou explicar os componentes:


ROB: Receita Operacional Bruta, corresponde as vendas brutas de
mercadorias, produtos ou serviços.

DEDUÇÃO DAS VENDAS: aqui entra os impostos incidentes sobre a venda


(ICMS, PIS, COFINS, INSS sobre faturamento...), devoluções de venda,
abatimentos de venda, descontos incondicionais de venda...

ROL: Receita Operacional Líquida: ROB menos as deduções

CUSTOS: aqui entra os custos, que podem ter as seguintes aplicações:

INDÚSTRIA: CPV (custo dos produtos vendidos)

COMÉRCIO: CMV (custo das mercadorias vendidas)

SERVIÇOS: CSP (custo dos serviços prestados

LUCRO BRUTO: ROL menos os CUSTOS.

DESPESAS OPERACIONAIS: aqui entram as despesas administrativas,


com vendas e financeiras. Se por ventura tiver uma receita financeira
também é encontrada aqui, no resultado financeiro.
RESULTADO OPERACIONAL: LUCRO BRUTO menos as DESPESAS
OPERACIONAIS.

OUTRAS RECEITAS E DESPESAS: aqui são alocadas as receitas e


despesas que não fazem parte do objeto principal da empresa. Exemplo:
ganho ou perda na venda do ativo imobilizado, venda de sucata...

LAIR: Lucro Antes do Imposto de Renda corresponde ao LUCRO


OPERACIONAL mais ou menos OUTRAS RECEITAS E DESPESAS.

PROVISÃO IRPJ/CSLL: provisão para o Imposto de Renda Pessoa Jurídica


e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. O percentual de IPPJ é de 15%
mais adicional de 10%. A CSLL é de 9% e não é aplicado o adicional de
10%.

LUCRO ANTES DAS PARTICIPAÇÕES: lucro antes do IPPJ/CSLL


menos o IRPJ/CSLL.

PARTICIPAÇÕES: aqui entra as seguintes participações:

DEBENTURES

EMPREGADOS

ADMINISTRADORES

PARTES BENEFICIÁRIAS
FUNDOS DE PENSÃO

LUCRO OU PREJUÍZO DO EXERCÍCIO: lucro antes das participações


menos as participações.

Agora vou apresentar o DRE pela Lei 6.404/76 de forma completa, já


que você sabe as partes que o compõe.
DRE PELA NBC TG26

O DRE pela NBC TG26 traz algumas diferenças importantes se


comparado com o DRE pela 6.404/76, veja a estrutura:

Principais pontos de destaque:

1 – Inicia a apresentação pela RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA

2 – As receitas e despesas financeiras não estão junto com as


operacionais. Estas são alocadas após o resultado operacional.

3 – Outras receitas e despesas são alocadas juntamente com as


despesas operacionais.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao término do curso de CONTABILIDADE BÁSICA, o
nosso intuito foi capacitá-lo no entendimento básico sobre contabilidade.
Procuramos no decorrer do curso tratar os temas de forma prática, sempre
visando um rápido e duradouro aprendizado.

Tratamos sobre Estática Patrimonial e as equações patrimoniais.


Também abordamos as configurações do capital: nominal, próprio e
terceiros.
No ensinamento sobre DÉBITO e do CRÉDITO procuramos apresentar
de forma prática, também abordamos sobre as contas de resultado e a
consequente APURAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO.
Para fixar o conteúdo abordamos um exemplo prático com
lançamentos contábeis, apuração do CMV/CPF/CSP, zeramento das contas
de resultado. Aproveitamos e também fizemos juntos a elaboração do
Balanço Patrimonial e do Demonstrativo do Resultado do Exercício.
Não poderíamos esquecer de calcular o Imposto de Renda Pessoa
Jurídica e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido em empresas tributadas
pelo Lucro Real e também a distribuir o lucro entre as PARTICIPAÇÕES e
RESERVAS, quando há lucro, claro.
Também aprenderemos a calcular e a contabilizar os métodos de
depreciação mais utilizados pela contabilidade, Linear, Soma dos Dígitos e
Exponencial. Sendo os dois primeiros também calculados com o auxílio da
HP 12C.
Finalizamos o curso apresentamos a estrutura das duas principais
Demonstrações Contábeis BALANÇO PATRIMONIAL e do
DEMONSTRATIVO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO. Este último pela
Lei 6.404/76 e pela NBC TG26.
Espero que tenham gostado... até o próximo curso.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICAS

Equipe de professores da FEA/USP – CONTABILIDADE


INTRODUTÓRIA – Atlas – São Paulo – 2010.

PADOVESE, Clóvis Luís – MANUAL DE CONTABILIDADE BÁSICA:


Contabilidade Introdutória e Intermediária. Atlas – São Paulo – 2017.