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Justiça determina novo bloqueio de bens e contas


bancárias de donos e administradores da Intecnial de
Erechim
Despacho proferido pelo Juízo da 1ª Vara do Trabalho de Erechim decreta indisponibilidade de bens
e valores em contas bancárias dos sócios Jandir Antônio Cantele, Augusto Ovídio Skrzypek, Thadeus
Keipek, Romaldo Skzypek, Antônio Roso, Derviso Pagnoncelli, Luiz Carlos Mandelli, Agostinho Dalla
Valle e Francisco Sérgio Turra; e dos administradores da empresa, Airton José Folador, Ari Osvaldo
Baldus e Gilmar Pereira Nunes.

A Juíza Deise Anne Longo acolheu o pedido liminar na Ação Civil Coletiva
(0020849-53.2017.5.04.0521) movida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim, que ingressou na
Justiça do Trabalho com pedido de desconsideração da personalidade jurídica e bloqueio dos bens
particulares dos acionistas e diretores, depois que a empresa cessou os pagamentos das parcelas de
um salário mínimo para os mais de 240 trabalhadores demitidos entre outubro de 2016 a abril de
2017, abrangidos por acordos coletivos.

Além da inadimplência com os acordos coletivos, cerca de 60 menores aprendizes do SENAI foram
desligados da empresa e se encontram sem a homologação e pagamento dos termos de rescisão de
contrato.
A Ação Civil Coletiva foi decidida pelos trabalhadores em assembleia realizada no inicio do mês de
agosto. “Os acordos coletivos firmados preveem o pagamento de um salário mínimo por mês para
cada trabalhador demitido, a empresa há meses não vem honrando com o compromisso firmado,
por este motivo a decisão dos trabalhadores juntamente com o sindicato foi de ingressar na justiça”,
informa o presidente do Sindicato, Fábio Adamczuk.

Nas ações na Justiça do Trabalho os demitidos foram divididos em quatro grupos. No dia 28 de
setembro de 2017 acontece a primeira audiência para três dos quatro grupos. Para o quarto grupo,
a primeira audiência está marcada para 25 de janeiro de 2018.

Esta é a segunda vez que a justiça decreta o bloqueio de bens e contas bancárias dos sócios e
administradores da Intecnial. No ano passado, medida semelhante havia sido tomada por causa da
dispensa sem negociação coletiva de aproximadamente 130 trabalhadores. Na época a justiça
determinou a recontratação dos trabalhadores e a empresa pagou os atrasados.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Eechim

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