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M T

A MATEMÁTICA A
.º ANO
CRISTINA VIEGAS
SÉRGIO VALENTE
MANUAL DO
PROFESSOR

Novo REVISÃO CIENTÍFICA


SIMULADOR Programa

VOL. DE EXAMES Metas


Curriculares
FACULDADE DE CIÊNCIAS
UNIVERSIDADE DO PORTO
Índice vol. 3

5 Trigonometria
6
Tema

Tema
e Funções Primitivas
Trigonométricas e Cálculo Integral

1. Fórmulas trigonométricas 1. Noção de primitiva


Fórmulas trigonométricas 6 Conceito de primitiva 66
Exercícios propostos 10 Propriedades fundamentais 67
Cálculo de primitivas 69
Síntese 79

2. Limites e derivadas de funções


trigonométricas
Limites de funções trigonométricas 12 2. Noção de integral
Derivadas de funções trigonométricas 14 Conceito de integral 80
Exercícios propostos 20 O teorema fundamental do cálculo integral
e a fórmula de Barrow 81
Relação de Chasles 87
Extensão do conceito de integral 89
3. Osciladores harmónicos e a segunda Síntese 95
lei de Newton 5 + 5 | Teste 2 96
As funções trigonométricas como modelos Exercícios propostos 98
de fenómenos periódicos 23
Osciladores harmónicos 28
Equações diferenciais envolvendo funções
trigonométricas. Lei de Hooke e a segunda lei
de Newton 33
Síntese 37
5 + 5 | Teste 1 38
Exercícios propostos 40

+Exercícios propostos 43
7
Tema

Números
Complexos
No final encontras:
Calculadoras gráficas
1. Introdução aos números complexos Casio fx-CG 20 182
Introdução histórica 104 Texas Instruments TI-84 Plus C SE /
O corpo dos números complexos 107 / CE-T 186
Texas Instruments TI-Nspire CX 191
Respostas
Exercícios propostos 196
2. Operar com números complexos
Conjugado de um número complexo 114
Módulo de um número complexo 117
Inverso de um número complexo 122
Divisão de números complexos 123 No volume 1 encontras:

3. Forma trigonométrica de um número complexo


Argumento de um número complexo
Exponencial complexa
Forma trigonométrica de um número complexo
Igualdade de números complexos na forma
126
127
128
Tema

1 Cálculo
Combinatório

2
trigonométrica 132
Argumento principal de um número complexo 133
Tema

Operações com números complexos na forma


trigonométrica 135
Probabilidades

4. Raízes de um número complexo


No volume 2 encontras:
Raízes de um número complexo 142

3
Equações do segundo grau 149
Síntese 152 Funções Reais
Tema

5 + 5 | Teste 3 156 de Variável


Exercícios propostos 158
Real
+Exercícios propostos 164

Funções

4 Exponenciais
Tema

e Funções
Logarítmicas
5 Trigonometria
Tema

e Funções
Trigonométricas
Este tema está organizado em:

1. Extensão
Fórmulas da trigonométricas
trigonometria a
ângulos retos e obtusos e
Exercícios Propostos
resolução de triângulos
2. 5Limites e derivadas
+ 5 | Teste 1 de funções
trigonométricas
Síntese
Exercícios Propostos
Exercícios Propostos
3. Osciladores harmónicos e a segunda
2. ???
lei de Newton
5 + 5 Teste 2
|
Síntese
Síntese
5 + 5 | Teste 1
Exercícios Propostos
Exercícios Propostos
+Exercícios Propostos
+Exercícios Propostos
1. Fórmulas trigonométricas
RECORDA
Fórmulas trigonométricas
p
_ p
_ p
_
6 4 3
_ _
1 √ 2 √ 3 SERÁ QUE…? cos (a - b)
sen _ ____ ____
2 2 2
_ _
a) Indica o valor de cos __ - __ __
√ √ p p p __
p __
p
( 2 3 ) , tendo em consideração que 2 - 3 = 6 .
3
____ 2
____ 1
_
cos
2 2 2
_
_
b) Determina o valor de cos __ - cos __ .
√ 3 p p
tg ____ 1 √3
3 2 3
Será que cos (a - b) = cos a - cos b ?
PROFESSOR
Gestão curricular
Todos os alunos devem conhecer esta Sejam a e b dois ângulos convexos, com a > b .
propriedade e saber aplicá-la. No entanto,
a respetiva demonstração é facultativa, Tem-se:
não sendo, portanto, exigível aos alunos.
cos (a - b) = cos a cos b + sen a sen b
NOTA
Designamos por a - b um ângulo
cuja soma com b é igual a a . Demonstração
Sejam a e b dois ângulos convexos, com a > b .

Resolução 
Exercícios de «Fórmulas
trigonométricas»


1 Na figura ao lado está representada a circun-


Tendo em conta que y
___
p __ ferência trigonométrica, bem como dois veto-
= - __
p p sen 
12 4 6 res, u ⃗ e v ⃗ , de norma 1, que fazem, com o sen 
determina cos ___ .
p  vᠬ
semieixo positivo Ox , os ângulos a e b .
12 uᠬ
As coordenadas de u⃗ são (cos a, sen a) . 
cos  O cos  x
As coordenadas de v ⃗ são (cos b, sen b) .
RECORDA Tem-se, assim, que:
Dados os vetores u⃗ (u1, u2) e v ⃗ (v1, v2)
num referencial o.n., então: u ⃗ · v ⃗ = (cos a, sen a) · (cos b, sen b) =
u ⃗ · v ⃗ = u1 v1 + u2 v2 = cos a cos b + sen a sen b
(u ⃗ · v ⃗ é o produto escalar de u ⃗ e v ⃗ )
Mas, por outro lado, tem-se que:
u ⃗ · v ⃗ = ‖u ⃗ ‖ * ‖v ⃗ ‖ * cos (u⃗^v)⃗ = 1 * 1 * cos (a - b) = cos (a - b)

PROFESSOR Logo, cos (a - b) = cos a cos b + sen a sen b .


Soluções
_ _
Nota: Prova-se que esta propriedade, que se demonstrou ser válida para medi-
√ 6 + √2
_______ das de amplitudes de ângulos convexos, é válida para quaisquer medidas de
1.
4 amplitudes.

6 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Assim, tem-se, para quaisquer números reais x e y :

Propriedade 1: cos(x - y) = cos x cos y + sen x sen y

Têm-se, ainda, as seguintes propriedades, também válidas para quaisquer números


reais x e y .

Propriedade 2: cos(x + y) = cos x cos y - sen x sen y

Demonstração RECORDA
cos(x + y) = cos(x - (- y)) = cos x cos (- y) + sen x sen(- y) = A função cosseno é uma função par e
a função seno é uma função ímpar.
= cos x cos y + sen x(- sen y) = cos x cos y - sen x sen y

Propriedade 3: sen(x + y) = sen x cos y + sen y cos x


Simulador
Geogebra: Seno e
Demonstração cosseno da soma

sen(x + y) = cos [__ - (x + y)] = cos [(__ - x) - y] =


p p
2 2

= cos (__ - x) cos y + sen(__ - x) sen y =


p p
2 2
= sen x cos y + cos x sen y = sen x cos y + sen y cos x

2
Propriedade 4: sen (x - y) = sen x cos y - sen y cos x
a) Demonstra a propriedade 4.
b) Demonstra a propriedade 6.
Propriedade 5: sen (2x) = 2 sen x cos x
3 Determina, sem recorrer à
Demonstração calculadora:
sen(2x) = sen(x + x) = sen x cos x + sen x cos x = 2 sen x cos x a) sen (2b) e cos (2b) , sabendo
que sen b = __1 e cos b < 0 .
4
Propriedade 6: cos (2x) = cos2 x - sen2 x b) sen a , sabendo que
1 e 0 < 2a < p .
cos (2a) = __
4
Exercícios resolvidos
__ 4 7p 7p
Determina sen ___ + cos ___ .
√ 6 12 12
1. Mostra que sen ___ + cos ___ = __ .
p p
12 12 2
Resolução
p p p
sen ___ + cos ___ = sen(__ - __) + cos(__ - __) =
p p p
12 12 3 4 3 4

= sen __ cos __ - sen __ cos __ + cos __ cos __ + sen __ sen __ =


p p p p p p p p
3 4 4 3 3 4 3 4
__ __ __ __ __ __ PROFESSOR
√ 3 √ 2 √ 2 1 1 √ 2 √ 3 √ 2
= __ * __ - __ * __ + __ * __ + __ * __ =
Soluções
_ __
2 2 2 2 2 2 2 2 √

__
__
6 √ __
__
6 ___
__
2√6 √ __
__
6
3. a) -
_ 8
____
15 __
e 7
8 √
b) _
3
8
= + = = √
4 4 4 2 4. _____
2
2
continua

Capítulo 1 | Fórmulas trigonométricas 7


continuação
5 Na figura está representado
um retângulo [ABQP] e um 2. Na figura está representada uma circunfe- D
arco de circunferência QR , rência de raio 2. Os segmentos de reta [CE]
B
com centro em B . e [DF] são dois diâmetros perpendicula-
P Q res dessa circunferência. x G
C E
C O
D Considera que um ponto B se desloca ao
4 longo do arco DE , sem coincidir com o
A
ponto E , e que um ponto A se desloca ao
3 x
A R longo do arco EF , de tal forma que [AB] F
B S
é sempre paralelo a [DF] . Nestas condi-
O ponto C desloca-se sobre o ções, o triângulo [ABC] é um triângulo
arco QR , nunca coincidindo
com o ponto R . O ponto D
isósceles. Seja G o ponto de interseção
desloca-se sobre o segmento de [AB] com [CE] .
[AP] , acompanhando o movi-
Para cada posição do ponto B , x designa a amplitude, em radianos,
mento do ponto C , de tal
modo que [CD] é sempre pa-
do ângulo EOB (x å ] 0, _] ).
p
ralelo a [AR] . Para cada posi- 2
ção do ponto C , seja x a am-
plitude, em radianos, do ângulo Mostra que a área do triângulo [ABC] é dada, em função de x , por
RBC . 4 sen x + 2 sen (2x) .
Tem-se ‾ AB = 3 e ‾BC = 4 .
Resolução
a) Mostra que a área do qua- ‾ ‾
BG OG
drilátero [ABCD] é dada, Tem-se sen x = ___ e cos x = ____ , pelo que ‾
BG = 2 sen x e ‾
OG = 2 cos x .
em função de x , por: 2 2
Vem, então:
A(x) = 12 sen x + 4 sen (2x) ‾
AB * ‾CG 2 ‾ BG * (‾
CO + ‾OG)
Área do triângulo [ABC] = ________ = __________________ =
b) Determina A(__) e interpre-
p 2 2
2
ta geometricamente o valor =‾BG * (‾
CO + ‾ OG) = 2 sen x (2 + 2 cos x) =
obtido. = 4 sen x + 2 * 2 sen x cos x = 4 sen x + 2 sen(2x)
__
√6
__
3. Resolve, em R , a equação sen x + cos x = - .
6 2
Resolve, em __ R , as equações. Resolução
1 √ 3 1
a) __ cos x - __ sen x = __
2 2 2 Para resolver esta equação, vamos utilizar um artifício, tendo em vista
__
b) sen x + √3 cos x = 2 transformar o primeiro membro no seno de uma soma.
__ __
√ 6 √ 6
sen x + cos x = - __ § sen x + 1 * cos x = - __ §
RECORDA
2 __ 2
__
p √
__6
sen x = sen a § x = a + 2kp › § sen x + tg ( ) cos x = - §
› x = p - a + 2kp, k å Z 4 2

sen __
PROFESSOR p __
4
______ √
__6
Soluções § sen x + cos x = - §
__
p 2
5. b) A _ = 12
p cos
(2) 4 __
√ 6
§ cos __ sen x + sen __ cos x = - __ cos __ §
Interpretação geométrica: quando p p p
4 4 2 4
x = __ , o ponto C coincide com o ponto Q
p
2 __
√ 3
§ sen(x + __) = - __ § sen(x + __) = sen(- __) §
e o ponto D coincide com o ponto P , pelo p p p
que o quadrilátero [ABCD] coincide 4 2 4 3
com o retângulo [ABQP] , cuja área é
§ x + __ = - __ + 2kp › x + __ = p + __ + 2kp, k å Z §
p p p p
3 * 4 = 12 . 4 3 4 3
6. a) x = 2kp › x = - ___ + 2kp, k å Z
2p 7p 13p
3 § x = - ___ + 2kp › x = ____ + 2kp, k å Z
12 12
b) x = __ + 2kp, k å Z
p
6
continua

8 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


continuação

4. Resolve, em [0, p] , a equação sen (2x) + sen x = 2 cos x + 1 .


Resolução
sen (2x) + sen x = 2 cos x + 1 §
§ 2 sen x cos x + sen x = 2 cos x + 1 §
§ sen x (2 cos x + 1) = 2 cos x + 1 §
§ sen x (2 cos x + 1) - (2 cos x + 1) = 0 §
§ (2 cos x + 1) (sen x - 1) = 0 §

§ 2 cos x + 1 = 0 › sen x - 1 = 0 §
1 › sen x = 1 §
§ cos x = - __
2
2p
§ cos x = cos ___ › x = __ + 2kp, k å Z §
p
3 2 RECORDA
2p 2p
§ x = ___ + 2kp › x = - ___ + 2kp › x = ___ + 2kp, k å Z
p cos x = cos a § x = a + 2kp ›
3 3 2 › x = - a + 2kp, k å Z

2p 2p
Para k = 0 , vem: x = ___ › x = - ___ › x = __ .
p
3 3 2
2p
A solução - ___ não pertence ao intervalo [0, p] .
3
Para qualquer outro valor de k , nenhuma das correspondentes soluções
pertence ao intervalo [0, p] .
2p
Portanto, as soluções da equação, no intervalo [0, p] , são __ e ___ .
p
2 3

sen (2x) __
5. Resolve, em ] 0, __ [ , a equação __________ = √3 .
p 7 Resolve, em [- p, p] , a
2 1 + cos (2x) equação cos (2x) - 3 sen x = 2 .

Resolução

sen (2x) __
__________ = √3 §
1 + cos (2x)
__
2 sen x cos x
§ ____________ = √3 §
1 + cos2 x - sen2 x
__
2 sen x cos x
§ ____________ = √3 § RECORDA
cos2 x + 1 - sen2 x
tg x = tg a § x = a + kp, k å Z
__
2 sen x cos x √
§ __________ = 3 § PROFESSOR
2 cos2 x
__ Soluções
sen x ⎧ ⎫
§ _____ = √3 § 7. Conjunto-solução: ⎨- ___, - __, - __⎬
5p p p
cos x ⎩ 6 2 6⎭
__
§ tg x = √3
Caderno de exercícios
__ Fórmulas trigonométricas
Em ] 0, __ [ , tem-se tg x = √3 § x = __ .
p p
2 3
Mais sugestões de trabalho

Portanto, a solução da equação, no intervalo ] 0, __ [ é __ .


p p Exercícios propostos n.os 8 a 22
2 3 (págs. 10 e 11).

Capítulo 1 | Fórmulas trigonométricas 9


Exercícios propostos
8 Tendo em conta que 105° = 45° + 60° , determi- 13
na o valor exato de sen 105° , cos 105° e tg 105° . a) Prova que a seguinte igualdade é verdadeira,
qualquer que seja o valor de x para o qual as
expressões envolvidas têm significado.
9 Determina sen (a + b) , sabendo que:
1 - cos (2x)
___________
2 1 = tg x
a) sen a = __ , cos b = - __ , a å 0, __ e
p sen (2x)
3 4 [ 2]
b) Utiliza a igualdade da alínea anterior para deter-
b å [__, p] ;
p
2 minar o valor exato de tg 15° .

5 3
b) tg a = - ___ , tg b = __ , a å [0, p] e b å [p, 2p] .
12 4 14

a) Tendo em conta que 15° = 45° - 30° , determina


10 Determina cos (2a) , sabendo que tg a = 3 . o valor exato de cos 15° .
1 + cos (2x)
b) Mostra que ___________ = cos2 x e que
2
11 Determina o valor de: 1 - cos (2x)
___________ = sen2 x .
2
a) sen 23° cos 37° + sen 37° cos 23°
c) Utiliza as igualdades da alínea anterior para

b) cos 20° cos 25° - sen 20° sen 25° determinar sen 7,5° e cos 7,5° . Apresenta os
valores pedidos arredondados às milésimas.
c) sen 15° cos 15°

p
15 Sabendo que a + b = __ , mostra que:
12 Prova que as seguintes igualdades são verda- 2
deiras, quaisquer que sejam os valores das variáveis (sen a + sen b) (cos a + cos b) = 1 + sen (2a)
para os quais as expressões envolvidas têm signifi-
cado: 16 Determina o valor de:
sen (x - y)
a) _ = tg x - tg y
3 4
cos x cos y a) cos arcsen (- __) + arccos __
( 5 5)
tg x + tg y sen (x + y)
b) _ = _ 4
b) sen __ - arctg __
tg x - tg y sen (x - y) p
(6 3)
c) sen (3x) = 3 sen x - 4 sen3 x
3
c) sen
(
2 arctg (- __))
d) cos (4x) = 8 cos4 x- 8 cos2 x+1 4

_ _
PROFESSOR 5√3 - 2
____ 13. b) tg 15° = 2 - √3 16. a) 1
9. a) _ _ _
_ _ √
Soluções

12 6 + √2
_______ 3 - 4√3
______
6 + √2
_______ 14. a) cos 15° = b)
8. sen 105° = b) _
16 4 10
4 65
_ _ c) sen 7,5° ) 0,131 _
24
√ 2 - √6 c) -
cos 105° = _______ cos 7,5° ) 0,991
10. - __
4 25
4_ 5

tg 105° = - 2 - 3 _ _

___ √
___ c) _1
3 2
11. a) b)
2 2 4

10 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


17 Resolve, em R , as seguintes equações: 21 Na figura seguinte está representada, em refe-

a) 2 sen2 x + sen (2x) = 0 rencial o.n. xOy , a circunferência trigonométrica.


1
b) cos2 x = _ sen (2x)
2 y

c) cos2 (2x) = cos x + sen2 (2x) B


C
d) sen x + cos x = 1 
_ D O A x
e) 3 sen x + √3 cos x = 3
_
f) 2 sen x - √12 cos x = - 2

Considera que um ponto B se desloca sobre a cir-


18 Resolve, em 0, 2p , a equação seguinte:
[ ] _ cunferência, no primeiro quadrante. Para cada posi-
√ 3
____
sen x cos x = ção do ponto B , seja [ABCD] o retângulo tal que
4
o vértice C também pertence à circunferência e os
p __
19 Resolve, em - __ p vértices A e D pertencem ao eixo Ox . Seja a a
] 2 , 2 [ , a equação seguinte:
amplitude do ângulo orientado cujo lado origem
[2 + 2 cos (2x)] tg x = 1 é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade
é a semirreta Ȯ B .
20 Na figura seguinte está representado um triân- a) Mostra que a área do retângulo [ABCD] é
gulo retângulo [ABD] . dada por sen (2a) .

b) Determina a área do retângulo, para a = ___ .


D p
12

22
?

C Resolução a) Mostra que, para quaisquer números reais x e y


8 Exercício 20 (resolução
 tais que as expressões envolvidas tenham signifi-
passo a passo)
 cado, tem-se:
A B
7
tg x + tg y
tg(x + y) = ___________
O ponto C pertence ao cateto [DB] . 1 - tg x tg y
Tem-se: b) Sejam a e b números reais.
•‾
AB = 7 •‾
AC = 8 ̂ = CAD
• BAC ̂ =a Determina tg b , sabendo que tg (a + b) = 1 e
_
Determina ‾
AD . tg a = √2 .

PROFESSOR c) x = ____ › x = ____, k å Z


2kp 2kp
f) x = __ + 2kp ›
p 20. ____
224
3 5 6 17
Soluções
d) x = 2kp › x = __ + 2kp, k å Z › x = ___ + 2kp, k å Z
p 3p
21. b) __1
17. a) x =kp › x = - __ + kp,
p 2 2 2 _
4 __
p
18. x = __ › x = __ › x = ___ ›
e) x = + 2kp › p p 7p
kåZ 6 22. b) 2√2 - 3
6 3 6
__
p
› x = ___
4p
b) x = __ + kp › › x = + 2kp, k å Z
p
2 2 3
› x = __ + kp, k å Z
p
19. x = __ › x = ___
p 5p
4
12 12

Capítulo 1 | Fórmulas trigonométricas 11


2. Limites e derivadas de funções
trigonométricas

Limites de funções trigonométricas


PROFESSOR
Propriedade
Gestão curricular
Tem-se, para qualquer x pertencente a [ 0, _ [ , sen x ≤ x ≤ tg x .
p
Todos os alunos devem conhecer esta
2
propriedade e saber aplicá-la. No entanto,
a respetiva demonstração é facultativa,
não sendo, portanto, exigível aos alunos.
Demonstração
Na figura está representada, em referencial o.n. y
xOy , a circunferência trigonométrica. A reta AC
é tangente à circunferência no ponto A . B C

A área do setor circular (a azul) está compreen- x B


NOTA
dida entre a área do triângulo [OAB] e a área O A x
A área de um setor circular é dada
do triângulo [OAC] .
por ___ , onde r é o raio e a é a
a r2
2
1 * sen x x * 12 1 * tg x
amplitude, em radianos, do ângulo Portanto, _______ ≤ _____ ≤ ______ , pelo que
ao centro correspondente. 2 2 2
sen x __
_____ x tg x
≤ ≤ ___ , de onde se conclui que
2 2 2
sen x ≤ x ≤ tg x .

Propriedade
Resolução
Exercícios de «Limites Tem-se o seguinte limite notável:
e derivadas de funções
sen x
trigonométricas» lim ____ = 1
x"0 x

Demonstração
+
Basta fazer a demonstração supondo que x " 0 , pois tem-se:
sen x y = - x sen (- y) - sen y sen y
lim - ____ = lim + _______ = lim + ______ = lim + ____
x"0 x y"0 -y y"0 -y y"0 y

Suponhamos, então, que x > 0 . Como estamos a admitir que x tende para
zero, podemos supor que x å [ 0, __ [ , pelo que, de acordo com a propriedade
p
2
anterior, tem-se sen x ≤ x ≤ tg x .
sen x x tg x x 1 §
Vem, então: sen x ≤ x ≤ tg x § ____ ≤ ____ ≤ ____ § 1 ≤ ____ ≤ _____
sen x sen x sen x sen x cos x
sen x sen x
§ 1 ≥ ____ ≥ cos x § cos x ≤ ____ ≤ 1
NOTA x x
sen x
*  Recorda o teorema das funções Como lim + cos x = 1 e como lim + 1 = 1 , vem*  lim + ____ = 1 .
enquadradas. x"0 x"0 x"0 x

12 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Exercícios resolvidos
23 Calcula os seguintes limites:
1. Calcula os seguintes limites:
3x - sen (2x)
tg x 2 a) lim __________
a) lim ___ b) lim x sen __ x"0 x
x"0 x x"-∞( x) 6 tg x - 4 sen x
cos x b) lim __________
c) lim _____ d) lim tg x x"0 2x
p p - 2x
-
__ x " (_____)
p sen x
c) lim _______
x"
2 2 ____
x " 0 1 - √1 - x
Resolução sen x
sen x
_____ d) lim ____
0
__ x"p p - x
tg x cos x sen x 1 sen x
a) lim ___ = lim _____ = lim _____ * __ = lim ______ =
0

x"0 x x"0 x x " 0 ( cos x x ) x " 0 x cos x


Calculadoras gráficas
sen x 1 1=1
= lim (____ * _____ = 1 * __ Casio fx-CG 20 ...... pág. 182
x"0 x cos x ) 1 TI-84 C SE / CE-T .... pág. 186
TI-Nspire CX .......... pág. 191
sen (2y)
2 ∞=* 0 lim _______ 2 sen (2y)
b) lim
(x sen __ ) = lim ________ = 2
x"-∞ x y = __ y " 0
1 y -
2y " 0 2y -

cos (__ + y)
0
__
p
cos x 2 - sen y 1 sen y 1
c) lim _____ lim __________ = lim ______ = __ lim _ = __
0
= y
x " __
p p - 2x y = x - __
p y"0 - 2y y " 0 - 2y 2 y"0 y 2
2 2

d) Tal como a figura ao lado pretende ilustrar, tem-se lim -


tg x = + ∞ .
x " (_____)
p
2 O x
2. Considera a função f definida em ] - 2p, + ∞ [ por:
⎧_______
sen ( x 2 )
⎪ 1 - cos x se - 2p < x < 0
f(x) = ⎨2 se x = 0
⎪________
2x
se x > 0
⎩ 2x - sen x

a) Mostra que f é contínua no ponto 0.

b) Determina uma equação para cada uma das assíntotas ao gráfico de f . 24 Seja f a função, de domí-
nio R , definida por:
c) Mostra que Ec å ] 0, p [ : f(c) = c .
⎧_________
4 - 4 cos x
Resolução ⎪ se x < 0
x(x + sen x)
f(x) = ⎨
a) Tem-se: ⎪1 se x = 0
⎩sen x + cos x se x > 0
sen ( x 2 ) sen ( x 2 ) (1 + cos x) sen ( x 2 ) (1 + cos x)
lim - ________ = lim - __________________ = lim - _______________ = a) Mostra que a função f é
x " 0 1 - cos x x " 0 (1 - cos x) (1 + cos x) x"0 1 - cos2 x
contínua no ponto 0.
sen ( x 2 ) (1 + cos x) sen (x 2)
= lim - ________________ = lim -[
(1 + cos x) * _______ = b) Determina os zeros da fun-
x"0 sen2 x x"0 sen2 x ] ção f que pertencem ao in-
sen y tervalo [- 3p, 2p] .
sen ( x 2 )
_______ lim + _
x y 1 =2
= 2 * lim - _______ = 2 2 * ____________ = 2 * __
2 y " 0

sen x
x " 0 ______ 2 y = x sen x _
_ sen x 1*1
lim - *
x2 x"0 ( x x )
2x
lim + ________ 2
= lim + _______ 2 =2
= ____ PROFESSOR
2x - sen x sen x 2 - 1
x"0 x"0
2 - ____ Soluções
x
23. a) 1 b) 1 c) 2 d) 1
Como lim - f(x) = lim + f(x) = f(0) , f é contínua no ponto 0.
24. b) - 2p, ___, ___
x"0 x"0 3p 7p
4 4
continua

Capítulo 2 | Limites e derivadas de funções trigonométricas 13


continuação

b) Como f é contínua em ] - 2p, + ∞ [ , só a reta de equação x = - 2p


poderá ser assíntota vertical ao seu gráfico.

NOTA Tem-se:
sen (x 2 ) sen
_______ (4 p2 )
*  Tem-se sen (4 p2 ) ) 0,978 , pelo lim = _______
+ = + ∞*
que sen (4 p2 ) > 0 . x " (- 2p)
+ 1 - cos x 0
Portanto, a reta de equação x = - 2p é assíntota vertical ao gráfico de f .
NOTA Tem-se:
** Aplica-se o teorema das funções lim 2x
________ 2
= lim _______ = lim ________2 2 =1
= ____
**
enquadradas para concluir que: x"+∞2x - sen x x " + ∞ sen
____ 1 sen x
x x " + ∞ 2 - __ 2-0
2-
lim _1 sen x = 0 x x
x " + ∞( x ) Portanto, a reta de equação y = 1 é assíntota horizontal ao gráfico de f .
c) Seja g a função definida por g(x) = f(x) - x .
Tem-se:
• a função g é contínua em [0, p] , pois é a diferença de duas funções
contínuas;
• g(0) = f(0) - 0 = 2 - 0 = 2 , pelo que g(0) > 0 ;
2p
• g(p) = f(p) - p = ________ - p = 1 - p , pelo que g(p) < 0 .
2p - sen p
Podemos, então, concluir, pelo teorema de Bolzano-Cauchy, que:
Mais sugestões de trabalho
Ec å ] 0, p [ : g(c) = 0
Exercícios propostos n.os 29 a 33
(pág. 20). Portanto, Ec å ] 0, p [ : f(c) - c = 0 , ou seja, Ec å ] 0, p [ : f(c) = c .

Derivadas de funções trigonométricas

Propriedade 1
sen' x = cos x

Demonstração

NOTA sen (x + h) - sen x sen x cos h + sen h cos x - sen x


sen' x = lim _____________ = lim _______________________ =
Embora de forma incorreta, escre- h"0 h h"0 h
ve-se, frequentemente, (f (x))' , onde
sen x cos h - sen x + sen h cos x sen x(cos h - 1) + sen h cos x
deveria estar f '(x) . Assim, poderás = lim _______________________ = lim ______________________ =
encontrar (sen x)' , no lugar de sen' x . h"0 h h"0 h
Estas considerações aplicam-se a sen x(cos h - 1) sen h cos x
várias situações. = lim [____________ + _________] =
h"0 h h
sen x(cos h - 1) sen h cos x
= lim ____________ + lim _________ =
h"0 h h"0 h
cos h - 1 sen h
= sen x * lim _______ + cos x * lim ____ =
h"0 h h"0 h
(cos h - 1) (cos h + 1)
= sen x * lim _________________ + cos x * 1 =
Simulador h"0 h(cos h + 1)
Geogebra: Derivada da
cos2 h - 1
= sen x * lim __________ + cos x =
função seno e derivada
da função cosseno
h " 0 h(cos h + 1)

14 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


sen2 h - sen h sen h
= sen x * lim - __________ + cos x = sen x * lim (_______ * ____) + cos x =
h " 0 [ h(cos h + 1) ] h " 0 cos h + 1 h
0
= sen x * __ * 1 + cos x = 0 + cos x = cos x
2

Propriedade 2
(sen u) ' = u ' cos u (u designa uma função) RECORDA
Se f e g são funções diferenciáveis,
(g ∞ f )'(a) = f '(a) * g'(f(a)) .
Demonstração

Resulta da propriedade 1 e da regra de derivação de uma função composta.

Propriedade 3
cos' x = - sen x

Demonstração
' '
cos' x = [sen (__ - x)] = (__ - x) cos (__ - x) =
p p p
2 2 2
= - 1 * sen x = - sen x

Propriedade 4
(cos u) ' = - u ' sen u (u designa uma função)

Demonstração

Resulta da propriedade 3 e da regra de derivação de uma função composta.

Propriedade 5
1
tg' x = ______
cos2 x

Demonstração
sen x ' sen' x cos x - sen x cos' x
tg' x = (_____) = _______________________ =
cos x cos2 x
cos x cos x - sen x (- sen x) ____________
cos2 x + sen2 x ______
= _______________________ = = 12
cos2 x cos2 x cos x

Propriedade 6
u'
(tg u) ' = _____ (u designa uma função)
cos2 u

Demonstração

Resulta da propriedade 5 e da regra de derivação de uma função composta.

Capítulo 2 | Limites e derivadas de funções trigonométricas 15


Exercícios resolvidos
1. Determina uma expressão da derivada de cada uma das funções que a
seguir se definem.
sen x
a) a(x) = x - _______
1 + cos x
x x
b) b(x) = 3 sen __ - sen3 __
(3) (3)
c) c(x) = 3 tg x + tg3 x

d) d(x) = (x - tg x) cos2 x

25 Determina uma expressão Resolução


cos x(1 + cos x) - sen x(- sen x)
da derivada de cada uma das a) a '(x) = 1 - _________________________
2
=
funções que a seguir se definem. (1 + cos x)
a) a(x) = 4 sen x - cos (3x) cos x + cos2 x + sen2 x
= 1 - _______________ =
b) b(x) = x sen x + cos x (1 + cos x)2
sen x
c) c(x) = _______ cos x + 1
= 1 - _________2 =
1 + cos x
(1 + cos x)
d) d(x) = sen2 x
1
= 1 - _______ =
e) e(x) = sen3 x cos x 1 + cos x
1
f) f(x) = ____ - ___
1 1 + cos x - 1
sen x tg x = __________ =
1 + cos x
1 + sen x + cos x
g) g(x) = ____________ cos x
cos x = _______
1 + cos x
cos (2px)
h) h(x) = ________ + x sen (2px) 1 x x x 1
b) b '(x) = 3 * __ cos __ - 3 sen2 __ __ __
2p
3 (3) ( 3 ) cos ( 3 ) * 3 =
x x x
= cos (__) - sen2 (__) cos(__) =
3 3 3
x x
= cos (__) 1 - sen2 (__) =
3 [ 3 ]
x x
= cos(_) cos2(_) =
3 3
x
= cos3 (__)
3

1 1
c) c '(x) = 3 * ______ + 3 tg2 x * ______ =
cos2 x cos2 x
PROFESSOR 3 (1 + t g2 x) =
= ______
Soluções cos2 x
3
25. a) 4 cos x + 3 sen (3x) = ______ 1 =
* ______
b) x cos x cos2 x cos2 x
c) _______
1 3
= ______
1 + cos x cos4 x
d) sen (2x)
e) 3 sen2 x cos2 x - sen4 x 1
d) d '(x) = 1 - ______ cos2 x + (x - tg x) 2 cos x(- sen x) =
1 - cos x ( cos2 x )
f) _______
sen2 x = cos2 x - 1 - 2x sen x cos x + 2 sen2 x =
1 + sen x
g) _______
cos2 x = sen2 x - x sen (2x)
h) 2px cos (2px)
continua

16 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


continuação
26 Na figura está representa-
2. Na figura
__ está representada uma semicircunferência de centro em O da, em referencial o.n. xOy ,

e raio 2 . a circunferência trigonométrica.
S y
A
Q P P
S

√2 x B
O x

R T
O
R Q
[RT] é o diâmetro da semicircunferência. O ponto S pertence à semicir-
cunferência. A reta OS é perpendicular à reta RT . Tem-se:
Admite que um ponto P se desloca ao longo do arco ST , nunca coinci- • o ponto Q tem coordenadas
(1, - 1) ;
dindo com o ponto S , nem com o ponto T . Para cada posição do
• o ponto R tem coordenadas
ponto P , considera a região colorida a verde (a corda [PQ] é paralela (0, - 1) .
ao diâmetro [RT]).
Considera que o ponto P se
Seja a a amplitude, em radianos, do ângulo TOP . desloca ao longo do arco AB ,
nunca coincidindo com o pon-
a) Mostra que a área da região colorida a verde é dada por: to A . Para cada posição do
ponto P , seja x a amplitude,
f(a) = a + sen (2a)
em radianos, do ângulo BOP
b) Determina o valor de a para o qual a área da região colorida a verde e seja f(x) a área do quadrilá-
tero [OPQR] .
é máxima.
a) Mostra que:
1 + sen x + cos x
Resolução f(x) = ____________
2
a) A área da região colorida a verde é a soma da área do triângulo [OPQ]
b) Determina o valor de x para
com a área do setor circular OQR . o qual a área do quadrilátero
Seja B a projeção ortogonal do ponto P sobre a reta RT e seja A o [OPQR] é máxima.
ponto de interseção da reta PQ com a reta OS . c) Determina f(0) e lim -
f(x) .
x " (_____)
p
2
S Interpreta geometricamente
Q A P os valores obtidos.


√2

 
R T
O B Resolução
Exercício 26 (resolução
passo a passo)
Tem-se:
‾ __
PB__ § ‾
• sen a = ___ PB = √2 sen a
√2
PROFESSOR
‾ __
• cos a = OB
___
__ § ‾ OB = √2 cos a Soluções
√2
26. b) ___
p
__ __

PQ * ‾
OA ______________
________ 2√2 cos a * √2 sen a 4
Área do triângulo [OPQ] = = = c) f(0) = 1
2 2
= 2 sen a cos a = sen (2a) Interpretação: f(0) é a área do
__ 2 quadrado [OBQR] .
a * (√2 )
_______ lim - f(x) = 1
Área do setor circular OQR = =a x " __
p
2 (2)

Área da região colorida a verde = a + sen (2a) Intepretação: lim -


f(x) é a área do
x " __
p
(2)
triângulo [AQR] .
continua

Capítulo 2 | Limites e derivadas de funções trigonométricas 17


continuação

b) Tem-se: f ' (a) = 1 + 2 cos (2a)

f ' (a) = 0 § 1 + 2 cos (2a) = 0 §


1
§ cos (2a) = - __
2
Como o ponto P se desloca ao longo do arco ST , nunca coincidindo
com o ponto S , nem com o ponto T , vem que a å ] 0, __ [ , pelo que
p
2
2a å ] 0, p [ .
1 , que
Ora, entre 0 e p , há apenas um número real cujo cosseno é - __
2
é p - __ 2p .
p , ou seja, ___
3 3
2p
Por isso, f '(a) = 0 § 2a = __ § a = __
p.
3 3
Tem-se:
NOTA
a 0 __
p __
p
Dado que, por exemplo, 3 2
f ' _ = 1 + 2 cos _ = 1 , conclui-se
p 2p f' + 0 -
(4) 4
que f '(x) > 0 para x å 0, _ .
p ⏤→
] 3[
f
⏤→ Máx.

É, portanto, para a = __ que a área da região colorida a verde é máxima.


p
3

3. Considera a função f , de domínio ] 0, 2p [ , definida por:


x 2 - (1 + sen x)2
____________
f(x) =
27 Seja f a função, de domínio 2
[0, p] , definida por: a) Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico
f(x) = x2 - cos (2x) e à existência de pontos de inflexão.
Estuda a função f quanto ao 3p
b) Seja A o ponto do gráfico de f de abcissa ___ .
sentido das concavidades do 2
seu gráfico e determina as ab-
Seja r a reta tangente ao gráfico de f no ponto A .
cissas dos pontos de inflexão.
Seja B o ponto de interseção da reta r com o eixo Oy .
Seja C o ponto de interseção da reta r com o eixo Ox .
Determina a área do triângulo [OBC] .
Resolução
1
a) Tem-se f ' (x) = __ [2x - 2(1 + sen x ) cos x ] =
PROFESSOR 2
Soluções = x - (1 + sen x ) cos x =
27. A concavidade do gráfico está vol- = x - cos x - sen x cos x =
tada para cima nos intervalos [0, __ ]
p 1 sen (2x)
3 = x - cos x - __
2
e ___ , p e está voltada para baixo
2p
[3 ] 1 * 2 cos (2x) = 1 + sen x - cos (2x) =
f "(x) = 1 + sen x - __
2
no intervalo __ , ___ . Existem dois
p 2p
[3 3 ] = 1 + sen x - ( cos2 x - sen2 x) = 1 + sen x - cos2 x + sen2 x =
pontos de inflexão: um com abcissa __
p
3 = 1 - cos2 x + sen2 x + sen x = 2 sen2 x + sen x
e outro com abcissa ___.
2p
3
continua

18 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


continuação

f "(x) = 0 § 2 sen2 x + sen x = 0 § sen x (2 sen x + 1) = 0 §


1
§ sen x = 0 › sen x = - __
2
Como x å ] 0, 2p [ , vem:
7p › x = ____
x = p › x = ___ 11p
6 6
Tem-se o seguinte quadro:

7p 11p NOTA
x 0 p ___ ____ 2p
6 6 Para obteres a variação de sinal de
f '' deves estudar o sinal de sen x e
f" + 0 - 0 + 0 - de 2 sen x + 1 .

f 8 P.I. { P.I. 8 P.I. {


Portanto, o gráfico de f tem a concavidade voltada para cima nos
7p 11p
intervalos ] 0, p] e [___, ____] e tem a concavidade voltada para baixo
6 6
7p
nos intervalos [p, ___] e ____11p
6 [ 6 , 2p [ .
7p e ____
Os pontos do gráfico de f cujas abcissas são p , ___ 11p são pon-
6 6
tos de inflexão.

b) Tem-se: 28 Seja f a função, de domí-


nio R , definida por:
3p 3p 3p 1 3p 3p
f ' (___) = ___ - cos ___ - __ sen (2 * ___) = ___ f(x) = 1 + sen (2x) cos x
2 2 2 2 2 2
Determina a equação reduzida
3p x + b .
Portanto, a equação reduzida da reta r é do tipo y = ___ da reta tangente ao gráfico da
2 função f no ponto de abcissa 0.
3p = ___
Como f (___ 9 p2 , tem-se A ___
3p ___
9 p2
2) 8 (2, 8 ).

Então:
9 p2 _____
___ 3p ___ 3p 9 p2
= * + b § b = - ___
8 2 2 8

Assim, a equação reduzida da reta r é y = ___ 9p .


3p x - ___ 2

2 8
9 p2
___
Portanto, tem-se B(0, - .
8 )

Vejamos qual é a abcissa do ponto C : PROFESSOR


3p x - ___
___ 9 p = 0 § x = ___
2 3p Soluções
2 8 4 28. y = 2x + 1

Vem, então: Caderno de exercícios


3p ___
___ 9 p2 Limites e derivadas de funções
* trigonométricas
4 8
Área do triângulo [OBC] = _______ =
2
Mais sugestões de trabalho
27 p3
= ____ Exercícios propostos n.os 34 a 41
64
(págs. 20 a 22).

Capítulo 2 | Limites e derivadas de funções trigonométricas 19


Exercícios propostos
29 Calcula os seguintes limites: 32 Seja f a função, de domínio R , definida por:

x
sen2 (__) ⎧______
2 cos x
se x 0 __
p
3 x ⎪
a) lim ________ b) lim _______
_______
f(x) = ⎨
p - 2x 2
,
x"0 x2 x " 0 √1 - cos x
+

k se x = __
p
⎩ 2
___ sen x
d) lim - _______
px
c) lim
x"1 [(1 - x ) tg 2 ] x"p 1 + cos x onde k designa um número real.
tg x - sen x 1 - 2 cos x 2p
e) lim ________ _________ a) Determina f ___
x3
f) lim (3).
sen(x - __)
x"0
x " __
p p
3
3
b) Determina os zeros da função f que pertencem
x
__ sen x
____ ao intervalo [p, 3p] .
g) lim
x " p+ (cos x tg 2 ) h) lim
3p tg x
x " ___
2 c) Determina o valor de k , sabendo que a função
f é contínua.
30 Seja f a função, de domínio ] 0, p[ , definida
2x - sen (2x)
por f(x) = __________ .
sen x 33 Seja f a função, domínio R , definida por:

a) Determina f __
p
(2) . sen (x - 1)
⎧________
⎪ se x < 1
b) Estuda a função f quanto à existência de assín- f(x) = ⎨ x 2 - 3x + 2

totas verticais ao seu gráfico. ⎩1 + 2 cos (px) se x ≥ 1

7
a) Determina f __
(4) .
31 Seja f a função, de domínio [0, p] \ __
p
{2} , b) Determina os zeros da função f que pertencem
sen x + sen (2x)
definida por f(x) = _____________ . ao intervalo [1, 6] .
cos x
a) Determina f __
p c) Averigua se a função f é contínua no ponto 1.
(3) .
b) Determina os zeros da função f .
34 Seja f a função, de domínio R , definida por
c) Seja a pertencente ao domínio da função f tal
que tg a = 2 . Determina f(a) . f(x) = 3x + sen (2x) .

d) Estuda a função f quanto à existência de assín- Utilizando a definição de derivada de uma função
totas verticais ao seu gráfico. num ponto, determina f ' (p) .

_
PROFESSOR 30. a) p d) Existe uma assíntota verti- 33. a) 1 + √2
cal, de equação x = __ .
p
b) __
4 , __
8 __
, , __
Soluções b) O gráfico de f tem uma assín- 10 14 __16
_ 2 ,
tota vertical, de equação x = p . 3 3 3 3 3
29. a) __1 32. a) _
3
b) √2 _
9 p c) A função f é contínua no
31. a) 2√3
c) _
2 d) + ∞ b) ___ e ___
3p 5p ponto 1.
p
b) 0, ___ e p
2p 2 2
_ 34. 5
e) __1 f) √3 3 _ c) 1
2 10 + 4√5
________
c)
g) + ∞ h) 0 5

20 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


35 Determina uma expressão da derivada de cada 38 Considera a função f , de domínio [- p, p] ,
uma das funções que a seguir se definem. definida por f(x) = x2 + 4 sen x .

a) a(x) = 2 sen x + cos (3x) a) Determina uma equação da reta tangente ao


gráfico de f no ponto de abcissa 0 .
b) b(x) = sen2 x + cos (2x)
b) Estuda a função f quanto ao sentido das conca-
cos x
c) c(x) = _______
1 + sen x vidades do seu gráfico e quanto à existência de
d) d(x) = sen (2x) cos (3x) pontos de inflexão.

e) e(x) = sen x cos3 x


39 Considera a função f , de domínio ] 0, p[ ,
f) f(x) = x sen x + cos x
+ sen x .
definida por f(x) = 1_______
1
g) g(x) = __ tg3 x - tg x + x sen x
3
sen x a) Estuda a função quanto à existência de assíntotas
h) h(x) = _______
2 cos2 x ao seu gráfico.

b) Estuda a função quanto à monotonia e existência


36 Seja f a função, de domínio R , definida por:
de extremos relativos.
2 sen2 (3x)
f(x) = __
c) Mostra que Ec å __, __ : f(c) = 2,3 .
p p
3 [4 3]
Seja P o ponto do gráfico de f de abcissa ___ .
p
36
d) De um trapézio [ABCD] , sabe-se que:
Determina a inclinação da reta tangente ao gráfico
de f no ponto P . • as bases [AB] e [CD] são paralelas ao eixo
Oy ;
37 Considera a função, de domínio R+ , definida • A e D são pontos do eixo Ox ;

por f(x) = x + sen __


p. • B e C são pontos do gráfico de f ;
x
6 • o ponto A tem abcissa __
p;
a) Determina o valor de f(1) + 14 f __ . 3
(7)
• o ponto C tem ordenada 3 e a sua abcissa é
b) Estuda a função f quanto à existência de assín-
superior à do ponto A .
totas não verticais ao seu gráfico.
c) Determina uma equação da reta tangente ao Determina o valor exato da área do trapézio
gráfico de f , no ponto de abcissa 2 . [ABCD] .

PROFESSOR g) tg4 x b) A concavidade do gráfico 39. a) Existem duas assínto-


1 + sen2 x está voltada para cima nos in- tas verticais, uma de equação
Soluções h) ________
x = 0 e outra de equação x = p .
tervalos [- p, __ ] e ___, p
2 cos3 x p 5p
35. a) 2 cos x - 3 sen (3x) [6 ]
6
36. __
p b) A função é decrescente no
b) - sen (2x) 4 e está voltada para baixo no
intervalo ] 0, __] e é crescente
p
c) - _______
1 37. a) 6 intervalo __ , ___ . Existem
p 5p 2
1 + sen x b) A reta de equação y = x é a [6 6 ]
no intervalo [ __, p [ .
p
d) 2 cos (2x) cos (3x) - única assíntota não vertical ao dois pontos de inflexão: um 2
- 3 sen (2x) sen (3x) gráfico de f . com abcissa __ e outro com
p A função tem um mínimo para
x = __ .
6 p
e) cos4 x - 3 sen2 x cos2 x c) y = x + 1 abcissa ___ .
5p 2 _
f) x cos x 6 (6 + √3 )p
38. a) y = 4x _________
d)
6

Capítulo 2 | Limites e derivadas de funções trigonométricas 21


40 Seja f a função, de domínio [0, p] , definida Para cada posição do ponto P , fica definida a
região colorida a azul [ABCP] .
por f(x) = cos x .
Seja x a amplitude, em radianos, do ângulo BAP
Sejam a e b números reais pertencentes ao inter-
x å ] 0, __] ).
p
valo [0, p] , tais que a + b = p . Seja r a reta tan- ( 2
gente ao gráfico de f no ponto de abcissa a .
a) Mostra que a área da região colorida a azul é
Seja s a reta tangente ao gráfico de f no ponto de
dada, em função de x , por:
abcissa b .
+ sen x - cos x
a(x) = 1____________
Justifica que as retas r e s são paralelas. 2
b) Determina a(b) , sabendo que b å 0, __
p
] e que
2]
41 Na figura está representado um quadrado 12 .
tg b = ___
5
[ABCD] de lado 1 e um arco de circunferência BD .
c) Determina a __
p
D G C
( 4 ) e interpreta geometricamente
o valor obtido.
P
H F
d) Mostra que o perímetro da região colorida a
1 azul é dado, em função de x , por:
_______________
p(x) = 3 + √3 - 2(sen x + cos x)

e) Determina p __
x p
A B ( 2 ) e interpreta geometricamente
E
o valor obtido.
Considera que um ponto P se move ao longo deste f) Determina o valor de x para o qual é mínimo
arco, sem coincidir com o ponto B . o perímetro da região colorida a azul.

f) __
PROFESSOR a azul é o triângulo [ABC] , cuja p
4
Soluções área é __1 .
2
41. b) __
10
__
p
e) p( ) = 4
13 2
c) a( ) = __1
__ Quando x = __ , o ponto P coin-
p p
4 2 2
cide com o ponto D , pelo que a
Quando x = __ , o ponto P per-
p
4 região colorida a azul é o qua-
tence ao segmento de reta drado [ABCD] , cujo perímetro
[AC] , pelo que a região colorida é 4.

22 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


3. Osciladores harmónicos
e a segunda lei de Newton

As funções trigonométricas como modelos


de fenómenos periódicos
Existem na natureza muitos fenómenos periódicos, como, por exemplo, as marés,
o movimentos dos astros, o tempo que decorre do nascer ao pôr do sol, etc.

Uma vez que as funções trigonométricas são funções periódicas, elas são utilizadas
muitas vezes para modelar matematicamente esses fenómenos.

Tendo em vista a modelação de fenómenos periódicos, vamos estudar com


algum detalhe funções cuja expressão analítica tem uma das seguintes formas:

a sen (bx + c) + d , a cos (bx + c) + d ou a tg (bx + c) + d , onde a , b , c e d


designam constantes reais, com a 0 0 e b 0 0 .

Propriedade 1 RECORDA
Uma função f diz-se periódica de
Qualquer função definida por uma expressão do tipo a sen (bx + c) + d , ou do período T se, para qualquer x per-
tipo a cos (bx + c) + d , com a 0 0 e b 0 0 , tem contradomínio [d - |a| , d + |a | ] tencente a Df :
2p
e é periódica, com período fundamental igual a ___ . • x + T å Df
|b| • f(x + T) = f(x)
Recorda, ainda, que T é o período
Demonstração fundamental (ou período positivo
mínimo) de uma função f se:
Seja f(x) = a sen (bx + c) + d , com a 0 0 e b 0 0 . •T>0;
Comecemos por provar que o contradomínio de f é [d - |a| , d + |a| ] . • f é periódica de período T ;
• qualquer número real positivo
Como bx + c pode tomar qualquer valor real, o contradomínio da função defi- inferior a T não é período da fun-
ção f .
nida por sen (bx + c) é igual ao contradomínio da função seno, ou seja, é o
intervalo [- 1, 1] . Então, o contradomínio da função definida por a sen (bx + c)
é o intervalo [- |a| , |a | ] , de onde vem que o contradomínio de f é o inter-
valo [d - | a| , d + |a| ] . Resolução
Exercícios de
2p
Provemos, agora, que f é periódica, com período fundamental igual a ___ . «Osciladores
|b| harmónicos e a segunda
lei de Newton»
Tem-se:
f é periódica de período T § Ax å R, f(x + T) = f(x) § NOTA
*  Repara que esta condição traduz
§ Ax å R, a sen [b(x + T) + c] + d = a sen (bx + c) + d § que bT é período da função seno,
dado que bx + c toma todos os va-
§ Ax å R, a sen (bx + bT + c) = a sen (bx + c) §
lores reais. Ora, o período funda-
§ Ax å R, sen (bx + c + bT) = sen (bx + c) § * mental da função seno é 2p .
Portanto, todo o período do seno tem
2kp
* bT = 2kp , com k å Z § T = ____
§ , com k å Z de ser da forma 2kp , com k å Z .
b
Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 23
Se b > 0 , o menor valor positivo de T é obtido quando k = 1 ;
Simulador Se b < 0 , o menor valor positivo de T é obtido quando k = - 1 .
Geogebra: Funções
2p
Em qualquer dos casos, o menor valor positivo possível para T é ___ .
trigonométricas
Geogebra: |b|
Transformações dos
2p
___
gráficos de funções Portanto, f é periódica, com período fundamental igual a .
trigonométricas |b|
De igual modo se provam estes resultados para as funções definidas por uma
expressão do tipo a cos (bx + c) + d .

Propriedade 2
RECORDA Qualquer função definida por uma expressão do tipo a tg (bx + c) + d , com
O período fundamental de uma fun- a 0 0 e b 0 0 , tem contradomínio R e é periódica, com período fundamental
igual a ___ .
p
ção também se designa por período
positivo mínimo. |b|

Demonstração
Seja f(x) = a tg (bx + c) + d , com a 0 0 e b 0 0 .
Comecemos por provar que o contradomínio de f é R .
Como bx + c pode tomar qualquer valor real do domínio da tangente, o contra-
domínio da função definida por tg (bx + c) é igual ao contradomínio da função
tangente, ou seja, é R . Então, o contradomínio da função definida por
a tg (bx + c) é R , de onde vem que o contradomínio de f também é R .

Provemos, agora, que f é periódica, com período fundamental igual a ___ .


p
|b|
Tem-se:
f é periódica de período T § Ax å Df , f(x + T) = f(x) §
§ Ax å Df , a tg [b(x + T) + c ] + d = a tg (bx + c) + d §
§ Ax å Df , a tg (bx + bT + c) = a tg (bx + c) §
NOTA
*  Repara que esta condição traduz § Ax å D , tg (bx + c + bT) = tg (bx + c) § *
f
que bT é período da função tangente, *
dado que bx + c toma todos os valo- § bT = kp , com k å Z §
res do domínio da tangente. Ora, o kp
período fundamental da função tan- § T = ___ , com k å Z
b
gente é p .
Portanto, todo o período da tangente Se b > 0 , o menor valor positivo de T é obtido quando k = 1 ;
tem de ser da forma kp , com k å Z .
se b < 0 , o menor valor positivo de T é obtido quando k = - 1 .

Em qualquer dos casos, o menor valor positivo possível para T é ___ .


p
|b|
Portanto, f é periódica, com período fundamental igual a ___ .
p
| |
b

24 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Exercícios resolvidos
42 Seja f a função, de domí-
1. Seja f a função definida por f(x) = 2 sen (px) + 3 . nio R , definida por:
a) Determina o período positivo mínimo (ou fundamental) da função f .
f(x) = 1 - 2 cos (___ + __)
px p
b) Determina o contradomínio da função f . 6 3

c) Determina uma expressão geral dos maximizantes da função f . a) Determina o período positi-
vo mínimo da função f .
d) Esboça o gráfico de f no intervalo [- 2,5; 5,5] .
b) Determina o contradomínio
Resolução da função f .
2p
a) O período positivo mínimo da função f é igual a ___ = 2 . c) Determina uma expressão
p geral dos zeros da função f .
b) O contradomínio da função f é [3 - 2, 3 + 2] , ou seja, é [1, 5] .
d) Determina uma expressão
c) Tem-se f(x) = 5 § 2 sen (px) + 3 = 5 § sen (px) = 1 § geral dos maximizantes da
função f .
§ px = __ + 2kp, k å Z § x = __
p 1 + 2k, k å Z
2 2 e) Determina uma expressão
geral dos minimizantes da
d) Dado que o gráfico da função f se pode obter do gráfico da função função f .
seno por meio da composta de uma contração horizontal, com uma
f) Esboça o gráfico da função f .
dilatação vertical e uma translação vertical, apresentamos o seguinte
gráfico da função f :

1 43 Determina uma expressão


-2,5 -1,5 -0,5 0,5 1,5 2,5 3,5 4,5 5,5 x analítica do tipo:
a cos (bx + c) + d
para a função f , de domínio
R , cujo gráfico é:
2. A função g , de domínio R , representada graficamente abaixo, admite y
uma expressão analítica do tipo a sen (bx + c) + d .
Determina uma expressão deste tipo que seja compatível com o gráfico
apresentado, nomeadamente no que respeita ao período fundamental, 1
O 1 x
contradomínio e pontos cujas coordenadas se podem identificar no gráfico.
y

1 PROFESSOR
O 1 x Soluções
42. a) 12 b) [- 1, 3]
c) x = 12k › x = - 4 + 12k, k å Z
d) x = 4 + 12k, k å Z
Resolução e) x = - 2 + 12k, k å Z
O período fundamental da função g é igual à diferença entre dois maxi- f)
y
mizantes consecutivos.
1 x
Portanto, o período fundamental da função g é 9 - 1 = 8 . 1

2p 2p p
Então, ___ = 8 , pelo que |b| = ___ = __ , de onde vem b = __ ou b = - __ .
p p
|b| 8 4 4 4
43. f(x) = 4 cos _ + _ - 1
px 2p
(6 3)
continua

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 25


continuação
RECORDA
p * 
||
* O contradomínio é [d - a , d + a ] || Consideremos, por exemplo, b = __ .
4
e, portanto, não depende do valor
de b . O contradomínio de g é [- 2, 4] , pelo que d - |a | = - 2 ‹ d + |a| = 4 ,
Cálculos auxiliares de onde vem**  d = 1 e |a| = 3 , pelo que a = - 3 › a = 3 .
**  ⎨
||
⎧d - a = - 2
§ Consideremos, por exemplo, a = 3 .
||
⎩d + a = 4
Vem g(x) = 3 sen (___ + c) + 1 .
px
§
⎰d = - 2 + |a| § 4
⎱- 2 + |a| + |a| = 4 Para determinar o valor de c , podemos utilizar o facto de o ponto de
⎧d = - 2 + a
§⎨ §
|| coordenadas (1, 4) pertencer ao gráfico de g , pelo que g(1) = 4***.
||
⎩2 a = 6 Tem-se:
g(1) = 4 § 3 sen (__ + c) + 1 = 4 § sen (___ + c) = 1 §
⎰d = 1 p p
§
⎱|a| = 3 ® 4 4
§ __ + c = __ + 2kp § c = __ + 2kp, k å Z
p p p
4 2 4
NOTA
Consideremos, por exemplo, c = __ .
p
*** Para determinar c convém que 4
escolhas um ponto que correspon-
da a um máximo ou a um mínimo da Uma expressão de g(x) compatível com os aspetos observados é
p(x + 1)
3 sen (___ + __) + 1 , ou seja, 3 sen ______ + 1 , como podes verificar
função porque outros pontos podem px p
conduzir a valores de c que não são 4 4 4
adequados aos gráficos apresenta- obtendo uma representação gráfica da função definida por esta expressão.
dos.
Considerando b = - __ ou a = - 3 ou c = __ + 2kp , com k å Z \ {0} ,
p p
r
4 4
P d(t) teriamos obtido outras expressões para g(x) que, como podes verificar,
são equivalentes a esta.
B A
3. Na figura ao lado está representada uma circunferência de diâmetro [AB]
e uma reta r , perpendicular a [AB] . Considera que um ponto P , partin-
do de A , percorre toda a circunferência.
Sabe-se que, t segundos após o início do movimento, a distância do
ponto P à reta r é dada por d(t) = 10 - 8 cos (__ t) .
44 Um barco está atracado num p
porto. A distância do casco do 3
barco ao fundo do mar varia
a) Qual é a distância do ponto A à reta r ?
com a maré. Admite que essa
distância, medida em metros, é b) Qual é o raio da circunferência?
dada, em função do tempo t ,
c) Quanto tempo demora o ponto P a descrever uma volta completa?
medido em horas e contado a
partir das zero horas de um Resolução
certo dia, por:
p(t + 4) a) É referido no enunciado que o ponto P parte de A , pelo que, no ins-
d(t) = 7 + 2 cos ______ , t ≥ 0 tante 0, o ponto P coincide com o ponto A .
6
a) Qual é a distância do casco
Tem-se d(0) = 10 - 8 cos 0 = 10 - 8 = 2 , pelo que a distância do ponto A
do barco ao fundo do mar
no instante inicial? à reta r é igual a 2.
b) Qual é a distância do casco b) O contradomínio da função d é [10 - | - 8 | , 10 + | - 8 | ] = [2, 18] .
do barco ao fundo do mar
Portanto, tem-se:
nos intantes de maré alta?
c) Nas primeiras 24 horas, em • a distância mínima do ponto P à reta r é igual a 2 (ocorre quando
que instantes ocorreu a maré o ponto P coincide com o ponto A);
baixa?
• a distância máxima do ponto P à reta r é igual a 18 (ocorre quando
PROFESSOR o ponto P coincide com o ponto B).
Soluções Logo, ‾
AB = 18 - 2 = 16 . Portanto, o raio da circunferência é igual a 8.
44. a) 6 m b) 9 m c) 2 h e 14 h
continua

26 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


continuação

c) O tempo que o ponto P demora a descrever uma volta completa cor-


responde ao período positivo mínimo da função d .
2p
Tem-se que o período positivo mínimo da função d é ___ , ou seja,
__
p
é igual a 6.
3
Portanto, o ponto P demora 6 segundos a descrever uma volta completa.

4. Esboça o gráfico da função definida por f(x) = 1 - tg ___ no intervalo


px
4
]- 6, 6[ .
Resolução
Comecemos por obter o domínio desta função.
x 1
Tem-se: ___ 0 __ + kp (k å Z) § __ 0 __
px p
+ k, k å Z § x 0 2 + 4k, k å Z
4 2 4 2
Portanto, o domínio de f é R \ {..., - 10, - 6, - 2, 2, 6, 10, ...} .
Uma vez que o período fundamental da função é igual a __ , ou seja,
p
__
p
4
é igual a 4, basta obter o gráfico, por exemplo, no intervalo ]- 2, 2[ .
45 Seja f a função definida
Neste intervalo, tem-se f(x) = 0 § tg ___ = 1 § x = 1 .
px
por:
4 __ p(x + 1)
Além disso, tem-se f(0) = 1 - tg 0 = 1 - 0 = 1 . f(x) = 3 + √3 tg _______
6
Tem-se, também: a) Determina o domínio de f .
-
b) Indica o contradomínio de f .
• lim - f(x) = lim - (1 - tg ___) = 1 - tg(__) = 1 - (+ ∞) = - ∞
px p
x"2 x"2 4 2 c) Determina o período positivo
+
mínimo de f .
• lim + f(x) = lim + (1 - tg ___) = 1 - tg (- __) = 1 - (- ∞) = + ∞
px p
x " (-2) x " (-2) 4 2 d) Determina f(0) .
Estes factos, bem como o facto de sabermos que o gráfico de f se pode e) Determina uma expressão ge-
obter do gráfico da tangente, permitem esboçar o gráfico de f , no inter- ral dos zeros de f .
valo ]- 2, 2[ . f) Determina lim - f(x) .
x"2
y
g) Determina lim + f(x) .
x"-4

h) Esboça o gráfico de f .

1 PROFESSOR
-2 O 1 2 x Soluções
45. a) {x å R : x 0 2 + 6k, k å Z}
b) R
c) 6
Portanto, um esboço do gráfico de f no intervalo ]- 6, 6[ é: d) 4
y e) x = - 3 + 6k, k å Z
f) + ∞
g) - ∞
h)
y
1

-6 -2 O 1 2 6 x

1
O 1 x

continua

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 27


continuação
46 Considera que um ponto P
se desloca numa reta numérica 5. Considera que um ponto P se desloca numa reta numérica, de tal forma
de tal forma que a sua abcissa, que a sua abcissa, t segundos após um certo instante inicial, é dada por
t segundos após um certo ins-
x(t) = 3 cos(8pt + __) .
p
tante inicial, é dada por: 3
x(t) = 2 cos(__)
pt
P
2
-3 -2 -1 x(t) 0 1 2 3
a) No instante inicial, qual é a
abcissa do ponto P ?
a) No instante inicial, qual é a abcissa do ponto P ?
b) Qual é a maior e qual é a
menor abcissa que o ponto P b) Qual é a maior e qual é a menor abcissa que o ponto P pode ter?
pode ter?
c) Num certo instante, o ponto P tem abcissa - 3. Quanto tempo depois
c) Três segundos após o instan- é que o ponto P volta a ter abcissa - 3?
te inicial, o ponto P tem uma
certa abcissa. Quanto tempo Resolução
depois é que o ponto P volta p 1 3
a) Tem-se x(0) = 3 cos __ = 3 * __ = __ = 1,5 .
a ter a mesma abcissa? 3 2 2
d) Durante o primeiro minuto, Portanto, no instante inicial, a abcissa do ponto P é 1,5.
quantas vezes é que a abcissa
b) O contradomínio da função x é [- 3, 3] .
do ponto P é igual a - 1?
Portanto, a menor abcissa que o ponto P pode ter é - 3 e a maior
PROFESSOR abcissa que o ponto P pode ter é 3.
Soluções c) O tempo que decorre entre duas passagens consecutivas pelo ponto de
46. a) 2 b) Maior: 2; menor: - 2 abcissa - 3 é o tempo de um percurso completo de ida e volta. Por isso,
c) 2 segundos d) 30 2p
esse tempo corresponde ao período da função, que é igual a ___ , ou
Mais sugestões de trabalho 8p
1 . Portanto, o ponto P demora __
seja, é igual a __ 1 de segundo a fazer
Exercícios propostos n.os 53 a 59 4 4
(págs. 40 e 41). um percurso completo de ida e volta.

Osciladores harmónicos
A situação que descrevemos no problema que acabámos de resolver enquadra-se
Simulador no conceito de oscilador harmónico. De facto, tem-se:
Geogebra: A mola
Geogebra: O pêndulo
Dá-se o nome de oscilador harmónico a um sistema constituído por um ponto
que se desloca numa reta numérica, num determinado intervalo de tempo I ,
de tal forma que a respetiva abcissa, como função de t å I , é dada por uma
expressão da forma:
x(t) = A cos (wt + f) , onde A > 0 , w > 0 e f å [0, 2p[

À constante A dá-se o nome de amplitude.


À constante w dá-se o nome de pulsação.
À constante f dá-se o nome de fase.
2p
Tem-se que a função x é periódica de período T = ___ .
w
Ao inverso do período dá-se o nome de frequência.
1.
A frequência é designada por f . Tem-se, portanto, f = __
T

28 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Exercícios resolvidos
1. Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo I = [0, 8]
(medido em segundos), de tal forma que a respetiva abcissa, como função
de t å I , é dada pela expressão:
x(t) = 5 cos(__ t + p)
p
2
a) Indica a abcissa do ponto P nos instantes 0 e 1.
b) Indica a amplitude, o período e a frequência deste oscilador harmónico.
c) Determina os valores de t para os quais a abcissa do ponto P é igual
a 2,5.
d) Determina em que instantes é que a distância do ponto P à origem
é máxima.
Resolução
a) Tem-se:

• x(0) = 5 cos(__ * 0 + p) = 5 cos p = - 5


p
2
3p
• x(1) = 5 cos(__ * 1 + p) = 5 cos ___ = 0
p
2 2
Portanto,
• no instante 0, a abcissa do ponto P é - 5;
• no instante 1, a abcissa do ponto P é 0.
2p
b) A amplitude é igual a 5, o período é igual a ___ , ou seja, é igual a 4,
__
p
1.
e a frequência é igual a __ 2
4
c) Tem-se, para t å [0, 8] :
p p 1§
x(t) = 2,5 § 5 cos(__ t + p) = 2,5 § cos(__ t + p) = __
2 2 2

§ cos (__ t + p) = cos __ §


p p
2 3
§ __ t + p = __ + 2kp › __ t + p = - __ + 2kp, k å Z §
p p p p
2 3 2 3
1
__ 1
__ 1
__ 1
__
§ t + 1 = + 2k › t + 1 = - + 2k, k å Z §
2 3 2 3
2 2
§ t + 2 = __ + 4k › t + 2 = - __ + 4k, k å Z §
3 3
8
4 + 4k › t = - __
§ t = - __ + 4k, k å Z
3 3
8 4.
Para k = 1 , tem-se t = __ › t = __
3 3
20
___ 16
Para k = 2 , tem-se t = › t = ___ .
3 3
Para outros valores de k , os correspondentes valores de t não perten-
cem ao intervalo [0, 8] .
Portanto, os valores de t para os quais a abcissa do ponto P é igual
8 ___
4 , __ 16 20
a 2,5 são __ , e ___ .
3 3 3 3

continua

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 29


continuação

d) Dado que t toma todos os valores do intervalo [0, 8] , __ t toma os


p
2
valores do intervalo [__ * 0, __ * 8] = [0, 4p] .
p p
2 2
Então, __ t + p toma todos os valores do intervalo [p, 5p] . Portanto,
p
2
o contradomínio da função definida por cos(__ t + p) é o intervalo
p
2
[- 1, 1] e o contradomínio da função x é [- 5, 5] . Assim, o ponto P
está à distância máxima da origem quando a sua abcissa for igual a - 5
ou quando a sua abcissa for igual a 5.
Tem-se, para t å [0, 8] :

x(t) = ¿ 5 § 5 cos (__ t + p) = ¿ 5 §


p
2
§ cos(__ t + p) = ¿ 1 § __ t + p = kp, k å Z §
p p
2 2
§ __ 1 t + 1 = k, k å Z § __1 t = k - 1, k å Z § __
1 t = k', k' å Z
2 2 2
§ t = 2k', k' å Z
Para k' = 0 , obtém-se t = 0 . Para k' = 1 , obtém-se t = 2 .
Para k' = 2 , obtém-se t = 4 . Para k' = 3 , obtém-se t = 6 .
Para k' = 4 , obtém-se t = 8 .
Para outros valores de k' , os correspondentes valores de t não per-
47 Um ponto P desloca-se tencem ao intervalo [0, 8] .
numa reta numérica no inter-
valo de tempo I = [0, 14] (me- Portanto, os valores de t para os quais o ponto P está à distância
dido em segundos). Uma expres- máxima da origem são 0, 2, 4, 6 e 8.
são analítica da função f que
dá a abcissa do ponto P , como
função de t å I , é do tipo 2. Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo
A cos (wt + f) , com A > 0 , I = [0, 6] (considera que o tempo é medido em segundos). Uma expressão
w > 0 e f å [0, 2p [ . analítica da função f que dá a abcissa do ponto P , como função de
O gráfico de f é: t å I , é do tipo A cos (wt + f) , com A > 0 , w > 0 e f å [0, 2p [ .
O gráfico de f é:
f
f
3
1
O 1 t 2

a) Determina uma expressão


analítica da função f . O 1 2 3 4 5 6 t

b) Indica a amplitude, a pulsa- -1


ção, o período e a fase deste
oscilador harmónico.
-2

PROFESSOR -3
Soluções
47. a) f(t) = 4 cos __ t + ___
p 2p
(3 3) a) Determina uma expressão analítica da função f .

b) Amplitude: 4 ; pulsação: __ ;
p b) Indica a amplitude, a pulsação, o período e a fase deste oscilador
3
período: 6 ; fase: ___
2p harmónico.
3
continua

30 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


continuação

Resolução
a) O contradomínio da função f é [- 3, 3] . Por isso, A = 3 .
O período positivo mínimo da função f pode ser obtido através da
diferença entre dois maximizantes consecutivos. Assim, o período posi-
tivo mínimo da função f é 3,5 - 1,5 = 2 .
2p
Portanto, w = ___ = p .
2
Determinemos agora o valor de f .
NOTA
Como o ponto de coordenadas (1,5; 3) pertence ao gráfico de f , tem- * Tal como referimos na página 26,
-se f(1,5) = 3* . convém que escolhas um ponto do
3p
Portanto, 3 cos (p * 1,5 + f) = 3 , pelo que cos(___ + f) = 1 .
gráfico que corresponda a um máxi-
2 mo ou a um mínimo da função.
Como f å [0, 2p[ , vem f = . __
p
2
Portanto, tem-se f(x) = 3 cos(px + __) .
p
2
b) Amplitude: 3
Pulsação: p
Período: 2
Fase: __
p
2

3. Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo 48 Um ponto P desloca-se


I = [0, 10] (considera que o tempo é medido em segundos). A abcissa do numa reta numérica, no inter-
ponto P , no instante t , é dada por: valo de tempo I = [0, 60] (me-
dido em segundos), de tal for-
x(t) = 4 sen(__ t + __)
p p
ma que a sua abcissa, no
2 6
instante t , é dada por:
a) Determina a abcissa do ponto P no instante 0. x(t) = sen (pt)
b) Determina os instantes em que a abcissa do ponto P é igual a - 4. a) Prova que se trata de um os-
cilador harmónico.
c) Prova que se trata de um oscilador harmónico.
b) Indica a amplitude, a pulsa-
d) Indica a amplitude, o período, a frequência e a fase deste oscilador ção, o período, a frequência
harmónico. e a fase deste oscilador har-
mónico.
Resolução
p p p 1
a) Tem-se: x(0) = 4 sen __ * 0 + __ = 4 sen __ = 4 * __ = 2
(2 6) 6 2
Portanto, no instante 0, a abcissa do ponto P é igual a 2.

b) Tem-se: x(t) = - 4 § 4 sen __ t + __ = - 4 §


p p
(2 6)
p 3p
§ sen(__ t + __) = - 1 § __ t + __ = ___ + 2kp, k å Z §
p p p
2 6 2 6 2
3
1 = __
1 t + __ 3 __
1 t = __
§ __ + 2k, k å Z § __ - 1 + 2k, k å Z §
2 6 2 2 2 6
8
1 t = __ 1 t = __
4 + 2k, k å Z § t = __ 8
§ __ + 2k, k å Z § __ + 4k, k å Z
2 6 2 3 3 PROFESSOR
Assim, no intervalo [0, 10] , os valores de t para os quais a abcissa do Soluções
8 20
ponto P é igual a - 4 são __ e ___ .
48. b) Amplitude: 1 ; pulsação: p ;
3 3 período: 2 ; frequência : ___1 ; fase: ___
3p
2 2
continua

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 31


continuação

3p p 5p
c) Tem-se: x(t) = 4 sen __ t + __ = 4 cos ___ + __ t + __ = 4 cos __ t + ___
p p p p
(2 .
6) (2 2 6) (2 3)
Portanto, x(t) é da forma A cos (wt + f) , onde A > 0 , w > 0 e
f å [0, 2p[ , pelo que o movimento do ponto P na reta numérica
é efetivamente um oscilador harmónico.
2p 1 5p
d) Amplitude: 4 Período: ___ = 4 Frequência: __ Fase: ___
__
p 4 3
2
4. Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo
I = [0, 3] (considera que o tempo é medido em segundos). A abcissa do
ponto P , no instante t , é dada por:
__
x(t) = sen (pt) - √3 cos (pt)
a) Prova que se trata de um oscilador harmónico.
b) Indica a amplitude, o período, a frequência e a fase deste oscilador
49 Um ponto P desloca-se harmónico.
numa reta numérica, no inter-
valo de tempo I = [0, 20] (me- c) Determina os instantes em que a velocidade de P é nula.
dido em segundos), de tal for- d) Determina o valor real de k tal que At å I, x"(t) = - kx(t) .
ma que a sua abcissa, no
instante t , é dada por: Resolução
__
x(t) = 3 sen(__) + √3 cos (__)
pt pt a) Tem-se:
4 4 __
sen (pt) - √3 cos (pt) = sen (pt) - tg (__) cos (pt) =
p
a) Prova que se trata de um os-
cilador harmónico.
3
sen (__) sen (__) cos (pt)
p p
b) Indica a amplitude, o perío-
3 3
do, a frequência e a fase des- = sen (pt) - ________ cos (pt) = sen (pt) - _____________ =
cos (__) cos (__)
te oscilador harmónico. p p
3 3
c) Determina os instantes em
que a aceleração de P é nula.
sen (pt) cos (__) - sen (__) cos (pt) sen (pt - __)
p p p
3 3 3
= ___________________________ = _________ =
1
__
cos(__)
p
3 2
3p 7p
= 2 sen(pt - __) = 2 cos(___ + pt - __) = 2 cos(pt + ___)
p p
3 2 3 6
Portanto, x(t) é da forma A cos (wt + f) , onde A > 0 , w > 0 e
f å [0, 2p[ , pelo que o movimento do ponto P na reta numérica
é efetivamente um oscilador harmónico.
1 7p
b) Amplitude: 2 Período: 2 Frequência: __ Fase: ___
2 6

c) Tem-se:

7p '
x ' (t) = 0 § 2 cos(pt + ___) = 0 §
[ 6 ]
7p 7p
PROFESSOR § - 2p sen(pt + ___) = 0 § sen(pt + ___) = 0 §
Soluções 6 6
_
49. b) Amplitude: √ 12 ; período: 8 ; 7p
___ 7
__
§ pt + = kp, k å Z § t + = k, k å Z §
6 6
frequência: ___1 ; fase: ___
5p
7
8 3
§ t = - __ + k, k å Z
__
10 ___
22 ___
34 ___ 46 ___
58 6
c) , , , ,
3 3 3 3 3
continua

32 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


continuação

5
Para k = 2 , tem-se t = __ .
6
11 .
Para k = 3 , tem-se t = ___
6
17
Para k = 4 , tem-se t = ___ .
6
Para outros valores de k , os correspondentes valores de t não perten-
cem ao intervalo [0, 3] .
Portanto, os valores de t para os quais a velocidade do ponto P é
5 11 17
nula são __ , ___ e ___ .
6 6 6
d) Tem-se: At å I, x "(t) = - kx(t) §

7p ' 7p
§ At å I, - 2p sen(pt + ___) = - k * 2 cos (pt + ___) §
[ 6 ] 6
7p 7p
§ At å I, - 2 p2 cos (pt + ___) = - 2k cos (pt + ___) Mais sugestões de trabalho
6 6
Portanto, k = p2 . Exercícios propostos n.os 60 e 61
(pág. 42).

Equações diferenciais envolvendo funções


trigonométricas. Lei de Hooke e a segunda
lei de Newton
Comecemos por recordar o conceito de equação diferencial.
Consideremos, por exemplo, a equação f " = - 4f .
Pelo facto de, na equação f " = - 4f , a incógnita representar uma função e a
equação envolver uma derivada dessa função, dizemos que esta equação é uma
equação diferencial (note-se que, neste caso, a derivada é de segunda ordem).
Dizemos que a função definida por f(x) = cos (2x) é uma solução desta equação,
pois é verdade que [cos (2x)] " = - 4 cos (2x) .
De facto, tem-se [cos (2x)] ' = - 2 sen (2x) , pelo que

[cos (2x)] " = [- 2 sen (2x)] ' = - 4 cos (2x)


Vejamos mais dois exemplos:

EXEMPLOS

1. A função f definida por f(x) = sen x é solução da equação diferencial


f "(x) + f '(x) + f(x) = cos x
De facto, tem-se: f '(x) = cos x f "(x) = - sen x
Portanto, f "(x) + f '(x) + f(x) = - sen x + cos x + sen x = cos x .

continua

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 33


continuação

2. A função f definida por f(x) = sen2 x é solução da equação diferencial


50 Mostra que a função f de-
f "(x) + 4f(x) = 2
finida por f(x) = cos x + sen x é
solução da equação diferencial De facto, tem-se f '(x) = 2 sen x cos x = sen (2x) , de onde vem
f '(x) + f(x) = 2 cos x
f "(x) = 2 cos (2x) = 2(cos2 x - sen2 x) = 2 cos2 x - 2 sen2 x ,
pelo que se tem:
f "(x) + 4f(x) = 2 cos2 x - 2 sen2 x + 4 sen2 x = 2 cos2 x + 2 sen2 x =
= 2( cos2 x + sen2 x) = 2 * 1 = 2

Como já vimos, existem muitas situações da realidade que podem ser traduzidas
PROFESSOR por meio de equações diferenciais. Vamos ver mais um exemplo especialmente
Gestão curricular importante.
O descritor 3.3 pode ser considerado fa-
cultativo, aconselhando-se a sua lecio- Consideremos um ponto material P de massa m colocado na extremidade de
nação numa perspetiva interdisciplinar uma mola cuja outra extremidade se encontra fixa. Como resultado da força exer-
com a disciplina de Física para os alu- cida pela mola, o ponto P desloca-se sobre uma reta numérica. Nesta reta, vamos
nos do Curso de Ciências e Tecnologias.
tomar para origem o ponto de equilíbrio (o ponto de equilíbrio corresponde à
posição do ponto P quando a mola não está comprimida nem estendida).

O P

Ponto de equilíbrio

Suponhamos agora que, num certo instante t , o ponto P está à esquerda do


NOTA ponto de equilíbrio, tal como ilustrado na figura seguinte.
Só vamos considerar o caso em que
a mola alonga no sentido positivo da d
reta numérica. O
P
x(t)

Na figura designou-se por x(t) a abcissa do ponto P no instante t e designa-se


por d a distância do ponto P ao ponto de equilíbrio.

Neste caso, em que o ponto P está à esquerda do ponto de equilíbrio, a abcissa


x(t) do ponto P é negativa, tendo-se, portanto, d = - x(t) .

Como o ponto P está à esquerda do ponto de equilíbrio, a força F exercida


pela mola sobre P tem sentido positivo. De acordo com a lei de Hooke, esta
NOTA força é proporcional à distância d a que P se encontra do ponto de equilíbrio.
*  Esta constante depende das uni- Tem-se, portanto, F = kd , onde k é a constante de proporcionalidade*.
dades consideradas.
Vem, então: F = kd = k(- x(t)) = - kx(t)

Por outro lado, de acordo com a segunda lei de Newton, esta força é igual ao
produto da massa m pela aceleração do ponto P .

Como sabemos, se x(t) é a abcissa do ponto P no instante t , então a acelera-


ção do ponto P nesse instante é dada por x "(t) .

34 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Portanto, o produto da massa m pela aceleração do ponto P é dado por mx"(t) .
Assim, a abcissa x(t) do ponto P no instante t satisfaz a equação diferencial:
NOTA
mx "(t) = - kx(t)* * Justificou-se a igualdade
mx "(t) = - kx(t)
k
Esta equação é equivalente a x"(t) = - __ x(t) .
para a situação em que o ponto P
m tem abcissa negativa.
k
Designando __ por a , vem:
m
x "(t) = - a x(t) 51 Justifica a igualdade
mx"(t) = - kx(t)
Vamos agora ver que qualquer função definida por uma expressão da forma para a situação em que o ponto
P tem abcissa positiva.
_
x(t) = A cos (√a t + b)

onde A e b são constantes reais, satisfaz a equação diferencial x"(t) = - ax(t) .


De facto, tem-se: _ __ _
x '(t) = [A cos(√a t + b)]' = -√a Asen (√a t + b)
de onde vem
__ __ __
x"(t) = [-√a A sen (√a t + b)]' = - aA cos (√a t + b) ,
pelo que, efetivamente, se tem x"(t) = - a x(t) .
É possível provar que qualquer solução da equação diferencial x"(t) = - a x(t) é
__
da forma x(t) = A cos (√a t + b) , com A > 0 e b å [ 0, 2p [ , escolhidos conve-
nientemente.
Concluímos, assim, que um sistema formado por uma mola e por um ponto
material na respetiva extremidade constitui um oscilador harmónico.

Exercício resolvido
Um ponto material P de massa 10 g, colocado na extremidade de uma
mola, desloca-se numa reta numérica, orientada da esquerda para a direita
e onde uma unidade corresponde a 1 cm. Admite que a origem desta reta
numérica coincide com o ponto de equilíbrio.
A força exercida pela mola é proporcional à distância a que o ponto P se
encontra do ponto de equilíbrio, sendo, neste caso, a constante de propor-
cionalidade igual a 40 (na unidade física correspondente às unidades de
massa, comprimento e tempo considerado). Num certo instante, inicia-se
a contagem do tempo (o tempo é medido em segundos).
Seja x(t) a abcissa do ponto P no instante t .
a) Traduz esta situação por uma equação diferencial, da forma:
x "(t) = - a x(t)
b) No instante 0, a mola está a estender-se, o ponto P encontra-se 3 cen-
tímetros à direita do ponto de equilíbrio e a sua velocidade, nesse ins-
tante, é 2 cm/s. Determina x(t) .
c) Indica a amplitude, o período, a frequência e a fase deste oscilador har-
mónico. Apresenta o valor da fase arredondado às centésimas.
continua

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 35


continuação
52 Um ponto material P de
massa 5 kg, colocado na extre- Resolução
40
a) Tem-se a = ___ = 4 , de onde vem x "(t) = - 4x(t) .
midade de uma mola, desloca-
-se numa reta numérica, orien- 10
tada da esquerda para a direita
e onde uma unidade corres- __
ponde a 1 m. Admite que a ori- b) Tem-se x(t) = A cos(√4 t + b) = A cos (2t + b) , com A > 0 e b å [0, 2p[ .
gem desta reta numérica coin-
cide com o ponto de equilíbrio.
Num certo instante, inicia-se a No instante 0:
contagem do tempo (o tempo é
medido em segundos). Seja • o ponto P encontra-se 3 centímetros à direita do ponto de equilí-
x(t) a abcissa do ponto P no brio, pelo que x(0) = 3 ;
instante t .
Sabe-se que x"(t) = - 9x(t) . • a mola está a estender-se e a velocidade do ponto P é 2 cm/s, pelo
a) De acordo com a lei de Hoo-
que x '(0) = 2 .
ke, a força exercida pela
mola sobre P é proporcio- Ora,
nal à distância a que o ponto
P se encontra do ponto de • x(0) = 3 § A cos b = 3
equilíbrio. Qual é, neste caso,
o valor da constante de pro- • dado que x '(t) = - 2 A sen (2t + b) , tem-se:
porcionalidade (relativamen-
te às unidades de medida con- x '(0) = 2 § - 2 A sen b = 2 §
sideradas)?
§ A sen b = - 1
b) No instante 0, a mola está a
estender-se, o ponto P encon- Vem, então:
tra-se 2 metros à esquerda
do ponto de equilíbrio e a ⎰A cos b = 3 2 2
⎱A sen b = - 1 ± A cos b + A sen b = 9 + 1 ±
2 2
sua velocidade, nesse instan-
te, é 3 m/s. Determina x(t) , ___
apresentando o valor da fase ± A2 [cos2 b + sen2 b] = 10 ± A2 * 1 = 10 ± A = √10 (pois A > 0)
arredondado às décimas.
Determinemos agora o valor de b .
3p
Como cos b > 0 e sen b < 0 , vem b å ] ___, 2p [ .
2
___
3
De √10 cos b = 3 , vem cos b = ___
___ .
√10
PROFESSOR
3p 3___
Como b å ] ___, 2p [ e cos b = ___
Soluções
, vem b ) 5,96 .
52. a)
_ 45 2 √10
b) √5 cos(3t + 3,6)
Portanto:
___
x(t) = √10 cos (2t + 5,96)

Caça aos
erros!
c) Tem-se:
Caderno de exercícios ___
Osciladores harmónicos Amplitude: A = √10
e a segunda lei de Newton
2p
Período: ___ = p
Mais sugestões de trabalho 2
Exercício proposto n.o 62 1
Frequência: __
(pág. 42). p
+Exercícios propostos
(págs. 43 a 63). Fase: 5,96

36 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Síntese
Tem-se, para quaisquer números reais x e y :
pp. 6 • sen (x + y) = sen x cos y + sen y cos x • sen (x - y) = sen x cos y - sen y cos x
Fórmulas trigonométricas
e7 • cos (x - y) = cos x cos y + sen x sen y • cos (x + y) = cos x cos y - sen x sen y
• sen (2x) = 2 sen x cos x • cos (2x) = cos2 x - sen2 x
sen x
p. 12
Limites de funções Tem-se o seguinte limite notável: lim ____ = 1
trigonométricas x"0 x

Tem-se que as funções seno e cosseno são diferenciáveis em R e que a função


tangente é diferenciável em todo o seu domínio. Têm-se também as seguintes
pp. 14 Derivadas de funções regras de derivação (u designa uma função):
• sen' x = cos x • cos' x = - sen x 1
• tg' x = ______
e 15 trigonométricas
cos2 x
• (sen u) ' = u ' cos u • (cos u) ' = - u ' sen u u′
• (tg u) ' = ______
cos2 u

Propriedades:
1. Qualquer função, de domínio R , definida por uma expressão do tipo
a sen (bx + c) + d , ou do tipo a cos (bx + c) + d , com a 0 0 e b 0 0 , tem con-
tradomínio [d - |a| , d + |a| ] e é periódica, com período fundamental igual
2p
pp. 23
Modelos periódicos a ___ .
e 24 |b|
2. Qualquer função, de domínio R \ {x å R : bx + c = __ + kp, k å Z} , definida
p
2
por uma expressão do tipo a tg (bx + c) + d , com a 0 0 e b 0 0 , tem con-
tradomínio R e é periódica, com período fundamental igual a ___ .
p
|b|
Dá-se o nome de oscilador harmónico a um sistema constituído por um ponto
que se desloca numa reta numérica, num determinado intervalo de tempo I ,
de tal forma que a respetiva abcissa, como função de t å I , é dada por uma
expressão da forma: x(t) = A cos (wt + f) , onde A > 0 , w > 0 e f å [0, 2p[ .
À constante A dá-se o nome de amplitude. À constante w dá-se o nome de
p. 28 Oscilador harmónico
pulsação. À constante f dá-se o nome de fase.
2p
Tem-se que a função x é periódica de período T = ___ .
w
Ao inverso do período dá-se o nome de frequência.
1.
A frequência é designada por f . Tem-se, portanto, f = __
T
Seja P um ponto material de massa m colocado na extremidade de uma mola
(cuja outra extremidade se encontra fixa).
Vamos considerar que, em resultado da força exercida pela mola, o ponto P
se desloca sobre uma reta numérica, na qual vamos tomar para origem o ponto
Sistema formado por de equilíbrio (ponto que corresponde à posição do ponto P quando a mola
uma mola e por um não está comprimida nem estendida).
p. 34
ponto material colocado De acordo com a lei de Hooke, a força exercida pela mola sobre P é propor-
na respetiva extremidade cional à distância a que P se encontra do ponto de equilíbrio. Designando por
k a constante de proporcionalidade, a abcissa x(t) do ponto P satisfaz a
equação diferencial mx"(t) = - kx(t) .
k
Esta equação é equivalente a x"(t) = - a x(t) onde a = __ . Qualquer solução
m __
da equação diferencial x "(t) = - a x (t) é da forma x(t) = A cos (√a t + b) .

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 37


Teste 1 Grupo I

5 Os cinco itens deste grupo são de escolha múltipla. Para cada um deles, escolhe
a única opção correta.

1 e que x å __
1. Indica o valor de sen (2x) , sabendo que sen x = __
__
3
3p
p ___
]2 , 2 [ .

5
2
__ 4√2
___
(A) (B)
3 9
__
2
__ 4√2
___
(C) - (D) -
3 9

2. Para um certo número real k , é contínua a função f , de domínio R , defi-


nida por:
⎧k − cos x se x ≤ 0

f(x) = ⎨_________
x + sen (3x)


se x > 0
x
Qual é o valor de k ?
(A) 3 (B) 4
(C) 5 (D) 6

3. Seja f a função definida por f(x) = 3 sen2 (4x) . Qual é o declive da reta
tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa ___ ?
p
48
(A) 6 (B) 8
(C) 10 (D) 12

4. Considera que um ponto P percorre uma circunferência, de tal modo que a


distância do ponto P a uma reta r , t segundos após um certo instante
inicial, é dada por:
3pt + 2p
d(t) = 3 + 2 sen ________
6
Considera as seguintes proposições:
I. A reta r é tangente à circunferência.
II. O comprimento da circunferência é 4p .
III. O ponto P demora 4 segundos a percorrer a circunferência.
Qual das opções seguintes é a correta?
(A) I e II são falsas. (B) I e III são verdadeiras.
(C) II é verdadeira e III é falsa. (D) II e III são verdadeiras.

PROFESSOR
Soluções
5. Um ponto desloca-se sobre uma reta numérica de tal modo que a sua abcissa,
1. (D)
t segundos após um certo instante inicial, é dada por x(t) = 5 cos (6pt + 2) .

2. (C) Qual é a frequência deste oscilador harmónico?


3. (A) (A) 2 (B) 3
4. (D) (C) 5 (D) 6
5. (B) Ajuda

38 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Grupo II
Na resposta a cada um dos cinco itens deste grupo, apresenta todos os cálculos
que efetuares, explica os raciocínios e justifica as conclusões.

1. Na figura está representada, em referencial o.n. y


xOy , a circunferência trigonométrica. Os pontos P
P e Q pertencem à circunferência. Q

O ponto P tem ordenada __ 2. x


O
3
2p
O ângulo POQ tem ___ radianos de amplitude.
3
Determina o valor exato da abcissa do ponto Q . PROFESSOR
Soluções
_ _
2. Seja f a função, de domínio ] 0, p [ , definida por f(x) = 1 + 3 cos2 x . √ 5 + 2√3
1. - ________
1 . Determina f(a) .
a) Seja a pertencente a ] 0, p [ tal que tg a = - __ 6
2 2. a) f(a) = __
17
b) Recorrendo à definição de derivada de uma função num ponto, determina 5
b) f ' _ = 0
p
f ' (_) .
p (2)
2
c) O gráfico da função f tem a con-
c) Estuda a função f quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico cavidade voltada para baixo nos
intervalos 0, __ e ___ , p e
e determina as coordenadas dos pontos de inflexão. p 3p
] 4] [ 4 [
13
d) A reta de equação y = ___ interseta o gráfico da função f em dois pontos. tem a concavidade voltada para
4 cima no intervalo __, ___ .
p 3p
[4 4 ]
Sejam P e Q esses dois pontos, sendo P o de menor abcissa.
Os pontos de abcissas __ e ___
p 3p
Determina a área do triângulo [OPQ] . 4 4
são pontos de inflexão do gráfico
da função f .
3. Seja g a função, de domínio ] - ∞, p [ , definida por:
d) ___ (u.a.)
13p
⎧1 + x2 ex se x ≤ 0 12

g(x) = ⎨_________
2 - cos x 3. a) A reta de equação y = 1 é
⎩ sen x

se 0 < x < p assíntota horizontal ao gráfico da
função g , quando x " - ∞ .
a) Estuda a função g quanto às assíntotas ao seu gráfico. As retas de equações x = 0 e x = p
são assíntotas verticais ao gráfico
b) Estuda a função g quanto à monotonia e quanto à existência de extre- da função g .
mos relativos, no intervalo ] 0, p [ . b) A função é decrescente no inter-
valo ] 0, __] e é crescente no inter-
p
2x + sen2 x
_______ 3
4. Determina lim . __
p
x " +∞ x + ln (x) valo [ , p [ .
3
A função atinge um mínimo relativo
5. A Marta tem doze livros. Dois são de aventuras, quatro são de ficção cientí- para x = __ .
p
3
fica e seis são policiais.
4. 2
a) A Marta vai de férias e quer levar metade dos livros. De quantas maneiras
5. a) 252
pode fazer a seleção, de modo a levar, pelo menos, três livros de ficção
b) __
1
científica? 15
b) Por fim, decidiu levar dois livros de cada género e vai arrumá-los numa
prateleira. Supondo que o faz ao acaso, qual é a probabilidade de os livros
ficarem arrumados por género?
Resolução

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 39


Exercícios propostos
53 Seja f a função, de domínio R , definida por: a) Contradomínio: [- 2, 6]
Período fundamental: 5
p(x + 2,5)
f(x) = 1 - 2 sen _________ Maximizante: 5
3
a) Determina uma expressão geral dos zeros da b) Contradomínio: [- 3, 7]
função f .
Período fundamental: 20
b) Determina o período fundamental da função f . Maximizante: 5

c) Determina o contradomínio da função f . c) Contradomínio: [1, 5]


Período fundamental: 100
d) Determina uma expressão geral dos maximizan-
tes da função f . Maximizante: 23

e) Determina uma expressão geral dos minimizan-


56 Seja f a função periódica, de domínio R , repre-
tes da função f .
sentada graficamente abaixo.
f) Esboça o gráfico de f . Resolução
Exercício 53 (resolução y
passo a passo)
f
54 Esboça o gráfico de cada uma das seguintes
funções definidas por: 1

a) a(x) = 1 + sen ___


px O 1 x
2
b) b(x) = 4 cos (__ x + __) + 2
p p
6 3

c) c(x) = 2 tg (__ x + __) + 1


p p
4 2
a) Indica o período fundamental da função f .
55 Em cada uma das alíneas seguintes está indi-
b) Indica o contradomínio da função f .
cado o contradomínio, o período fundamental e
um maximizante de uma função definida por uma c) Determina uma expressão analítica para a fun-
expressão analítica do tipo a sen (bx + c) + d , com ção f , do tipo a cos (bx + c) + d , com a > 0 ,
a > 0 , b > 0 e c å [ 0, 2p[ . Para cada uma delas, b > 0 e c å [ 0, 2p [ , que seja compatível com o
determina o valor de a , b , c e d . gráfico apresentado.

PROFESSOR 54. a) c)
55. a) 4 sen ___ x + __ + 2
2p p
y y
Soluções (5 10 )
1
53. a) x = 6k ›
b) 5 sen __ x + 2
O 1 x p
› x = - 2 + 6k, k å Z ( 10 )
1 1
b) 6 b)
c) 2 sen(___ x + ___) + 3
O x p p
c) [- 1, 3] y 50 25
d) x = 2 + 6k, k å Z 56. a) 12
1
e) x = - 1 + 6k, k å Z O 1 x b) [- 6, 4]
y
f)
c) 5 cos __ x + ___ - 1
1 x
p 7p
1 (6 6)

40 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


57 Seja f a função periódica, de domínio a) No dia 13 de fevereiro, o Sol nasce às sete e meia
da manhã. A que horas ocorre o pôr-do-sol?
R \ {x : x = 6k, k å Z} , representada graficamente Apresenta o resultado em horas e minutos
abaixo. (minutos arredondados às unidades).

b) Em alguns dias do ano, o tempo que decorre do


y
nascer ao pôr-do-sol é superior a 14,5 horas. Em
quantos dias é que tal acontece?
f
59 A profundidade da água do mar, à entrada de
um porto de abrigo, varia com a maré.
1
O 1 x Num certo dia, ocorreu uma maré baixa às 5 horas
da manhã, sendo a profundidade da água do mar,
a essa hora, de 4,3 metros.
Seis horas depois, ocorreu uma maré alta, sendo
então a profundidade da água do mar de 7,9 metros.

Tal como a figura sugere, tem-se: Admite que a profundidade da água do mar, à entra-
da desse porto de abrigo é bem modelada por uma
f(3) = 2 e f(1,5) = 4 função definida por uma expressão do tipo:
a cos (bt + c) + d , com a > 0 , b > 0 e c å [ 0, 2p [
Determina uma expressão analítica para a função f ,
do tipo a tg (bx + c) + d , com b > 0 e c å [0, p[ , A variável t designa o tempo, medido em horas,
que seja compatível com o gráfico apresentado. decorrido desde as 0 horas desse dia.

a) Determina os valores de a , b , c e d adequa-


dos ao modelo.
58 Em Lisboa, o tempo que decorre do nascer ao
pôr-do-sol, no dia de ordem n de cada ano, é dado, b) Eram sete horas da manhã desse dia quando um
em horas, aproximadamente por: barco, vindo da faina da pesca, chegou às proxi-
midades do porto. Para navegar com segurança,
f(n) = 12,2 + 2,64 sen (0,017n + 4,893) esse barco precisa que a profundidade da água
seja, no mínimo, de 6 metros. Quanto tempo preci-
Por exemplo, no dia 5 de fevereiro, trigésimo sexto sou de esperar para entrar no porto em segurança?
dia do ano, o tempo que decorre do nascer ao pôr- Apresenta o resultado em minutos, arredondado
-do-sol é f(36) ) 10,35 (horas). às unidades.

59. a) a = 1,8 ; b = __ ;
PROFESSOR 58. a) 18 h 7 min p
6
c = __ ; d = 6,1
Soluções b) 61 p
57. - 2tg (__ x + __) + 2
p p 6
6 2
b) 54 minutos

Capítulo 3 | Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton 41


_
60 Considera que um ponto P se desloca numa b3) - 2 sen (3pt) - √12 cos (3pt)
_
reta numérica, de tal forma que a sua abcissa, t se- b4) -√48 sen t + 4 cos t
gundos após um certo instante inicial, é dada por:
b5) 3 sen (8t) + 4 cos (8t) (apresenta o valor de f
2p
x(t) = 8 cos (__ t + __) , com t å [0, 60]
p arredondado às centésimas)
6 3
a) No instante inicial, qual é a abcissa do ponto P ?
62 Um ponto material P de massa 4 g, colocado na
b) Qual é a maior e qual é a menor abcissa que o
ponto P pode ter? extremidade de uma mola, desloca-se numa reta
numérica, orientada da esquerda para a direita e onde
c) Indica a amplitude, a pulsação, a fase, o período uma unidade corresponde a 1 cm. Admite que a ori-
e a frequência deste oscilador harmónico. gem desta reta numérica coincide com o ponto de
equilíbrio. A força exercida pela mola é proporcional
61 à distância a que o ponto P se encontra do ponto de
a) Prova que: equilíbrio, sendo, neste caso, a constante de propor-
_ cionalidade igual a 36 (na unidade física correspon-
M sen (Bt) + N cos (Bt) = √M2 + N2 cos (Bt + C) dente às unidades de massa, comprimento e tempo
onde C é tal que: consideradas).

_ N
cos C = ___________ M
e sen C = - ___________
_ Num certo instante, inicia-se a contagem do tempo
√M + N
2 2 √M + N2
2
(o tempo é medido em segundos).
Sugestão: Seja x(t) a abcissa do ponto P no instante t .
Tem em consideração que M sen (Bt) + N cos (Bt) =
_ a) Traduz esta situação por uma equação diferen-
√ M2 + N2
__________
= _ [M sen (Bt) + N cos (Bt)] cial, da forma x "(t) = - a x(t) .
√M + N
2 2

b) No instante 0, a mola está a contrair-se, o ponto P


b) Escreve cada uma das expressões seguintes na
encontra-se 4 centímetros à esquerda do ponto
forma A cos (wt + f) , onde A > 0 , w > 0 e
f  å [ 0, 2p [ , recorrendo à igualdade da alínea de equilíbrio e o módulo da sua velocidade, nes-
anterior. se instante, é 9 cm/s.

b1) 3 sen (2t) + 3 cos (2t) Determina x(t) .


b2) sen (pt) - cos (pt) Apresenta o valor da fase arredondado às décimas.

PROFESSOR _
61. b1) √18 sen 2t + __ = b4) 8 sen t + ___ =
p 5p
62. a) x " (t) = - 9x(t)
Soluções ( 4) ( 6)
60. a) - 4 _ b) x(t) = 5 cos (3t + 2,5)
= √18 cos 2t + ___ = 8 cos t + __
7p p
b) Maior abcissa: 8 ( 4) ( 3)
_
Menor abcissa: - 8
b2) √2 sen pt - __ =
p b5) 5 sen (8t + 0,93) =
c) Amplitude: 8 ( 4)
_ = 5 cos (8t + 5,64)
Pulsação: __
p
= √2 cos pt + ___
5p
6 ( 4)
Fase: ___
2p
b3) 4 sen 3pt + ___ =
3 4p
Período: 12 ( 3)
Frequência: __ 1
= 4 cos 3pt + ___
5p
12 ( 6)

42 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


5 Trigonometria
+Exercícios propostos
Funções
Itens de escolha múltipla
Fórmulas trigonométricas
e

Trigonométricas
63 Na figura estão representados a circunfe-
rência trigonométrica e o retângulo [OABC] .
O ponto A tem coordenadas (1, 0) . Seja a a
amplitude do ângulo orientado de sentido negativo,
cujo lado origem é a semirreta Ȯ A e cujo lado
extremidade é a semirreta Ȯ B (a å ] - __ , 0 [).
p
2
Qual das expressões seguintes dá o perímetro do
y

C

A

B
x
NOTA
Sempre que não é dito algo em
contrário, são considerados ângu-
los generalizados e as suas am-
plitudes são medidas em radianos.
Usaremos frequentemente a mes-
ma designação para nos referir-
mos a um ângulo e à sua ampli-
tude, quando desta simplificação
não resultar ambiguidade.

retângulo [OABC] em função de a ? Resolução


Exercícios de
(A) 2(1 - tg a) (B) 2(1 + tg a) «+ Exercícios
propostos»
(C) 2(cos a - sen a) (D) 2(cos a + sen a)
Simulador
Geogebra: Exercício 3
64 Na figura está representada a circunferência y Geogebra: Exercício 4
B
trigonométrica. Sabe-se que:
• os diâmetros [AC] e [BD] são perpendi- P

culares;
• o ponto P pertence ao arco BC ; C O A x
• [PQ] é um diâmetro da circunferência; R Q
• o ponto R pertence a [OD] e é tal que [RQ]
é paralelo a [AC] . D

Seja a a amplitude do ângulo orientado de sentido positivo, cujo lado origem é


a semirreta Ȯ A e cujo lado extremidade é a semirreta Ȯ P (a å ] __, p [) .
p
2
Qual das expressões seguintes dá a área do triângulo [PQR] em função de a ?
1
(A) __ sen (2a)
1
(B) __ sen(2a + __)
p
2 2 2
1 1 3p
(C) __ sen (2a + p) (D) __ sen(2a + ___)
2 2 2

x
65 Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = sen ___ x
___
( ) cos( ) .
10 10
Qual das expressões seguintes também define a função f ?
1 x x 1 x x
(A) __ sen(___) (B) 2 sen(___) (C) __ sen(__) (D) 2 sen(__)
2 20 20 2 5 5 PROFESSOR
Soluções
66 Seja f a função definida por f(x) = 1 - cos (50x) - sen (50x) 2 . Qual das 63. (A)
( )
expressões seguintes também define a função f ? 64. (C)

(A) sen (100x) (B) sen (25x) (C) 1 - cos (100x) (D) 1 - cos (25x) 65. (C)
66. (A)

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas 43


Limites e derivadas de funções trigonométricas

p -n
67 Qual é o limite da sucessão de termo geral u = tg __
n ( -e )? 2

(A) - ∞ (B) + ∞ (C) 0 (D) 1

log__1 (x + 2)
68 Qual é o valor de lim __________
2
?
+
x"0 sen x
(A) - ∞ (B) 0 (C) 1 (D) + ∞

69 Qual é o valor de lim sen ( ex )


_______ ?
x " -∞ e 2x + 5 ex
(A) 0 (B) 0,1 (C) 0,2 (D) 0,5

70 Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

sen
_____x sen
_____x
(A) lim =0 (B) lim =1
x " +∞ex x " +∞ ex
sen x sen x
(C) lim _____ = +∞ (D) Não existe lim _____ .
x " +∞ e x x " +∞ ex

71 Qual das afirmações seguintes é verdadeira?

sen x
_____ sen x
_____
(A) lim =0 (B) lim =1
x " +∞ e-x x " +∞ e-x
sen x
_____ sen x
_____
(C) lim = +∞ (D) Não existe lim .
x " +∞ e-x x " +∞ e-x

| | | |
72 Sejam a e b números reais tais que ab 0 0 e a 0 b .

sen (ax + a)
_________
Qual é o valor de lim ?
x " -1 bx + b
a b
(A) 0 (B) 1 (C) __ (D) __
b a

73 Seja k um número real diferente de 0 e seja f a função, de domínio R \ {0} ,


PROFESSOR
Soluções definida por:
67. (B) ⎧______
e 2x - 1
⎪ se x < 0
kx
68. (A) f(x) = ⎨
sen
⎪ _____x
69. (C) ⎩ 2x se x > 0
70. (A)
Qual é o valor de k para o qual existe lim f(x) ?
71. (D) x"0
1
(A) __ (B) 1 (C) 2 (D) 4
72. (C)
2
73. (D)

44 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


⎧ sen (a - x)
74 Seja g a função definida em R por g(x) = ⎨ ________ ⎪
se x 0 a , a å R
x-a ⎪

⎩k se x = a
Qual é o valor de k para o qual a função g é contínua em a ?

(A) 0 (B) -1 (C) 1 (D) a2

75 Seja f a função, de domínio R , definida por:

⎧ 3p
___
⎪ cos( - x)
2
f(x) = ⎨ ___________ se x 0 0
⎪ x
⎩a+2 se x = 0

Qual é o valor de a para o qual a função f é contínua?

(A) p - 2 (B) - 3 (C) - 1 (D) - p - 2

1 e seja r a reta tangente ao gráfico da função f no ponto


76 Seja f(x) = ____
sen x
de abcissa __ .
p
6
Qual é o declive da reta r ?
__ __
2√3 __ 2√3 __
(A) − ___ (B) − 2√3 (C) ___ (D) 2√3
3 3

77 Seja f a função definida em __


p x
___
] 0, 2 [ por f(x) = tg x .

f (x) - f (__)
p
4
Qual é o valor de lim _________ ?
x - __
x " __
p p
4
4

(A) 1 - __ (B) 1 - __ (C) 1 + __ (D) 1 + __


p p p p
4 2 4 2

f(x + h)
78 Se f(x) = sen (2x) , então lim ______ :
h"0 x
(A) é 0. (B) é 1. (C) é 2. (D) não existe. PROFESSOR
Soluções
74. (B)
79 Para qual das funções se tem Ax å __
p
] , p [ , h '(x) > 0 ?
2
75. (B)
76. (B)
(A) h(x) = sen x + cos x (B) h(x) = sen x - cos x
77. (B)
(C) h(x) = cos x - sen x (D) h(x) = - sen x - cos x 78. (C)
79. (D)

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 45
80 Seja f a função, de domínio __
p
] 0, 2 [ , definida por f(x) = ln (sen x) .
Qual das expressões seguintes é igual a f '(x) ?
1
(A) _____
1
(B) _____ (C) ln (cos x)
1
(D) ____
sen x cos x tg x

81 Seja f a função definida por f(x) = tg x . Qual dos pontos seguintes pertence
à reta tangente ao gráfico da função no ponto de abcissa __ ?
p
4

(A) A(0, 0)
1
(B) B (0, - __) (C) C (- __, - p)
p
(D) D (- __, 1 - p)
p
2 4 4

82 Considera a função f definida por f(x) = sen x . Qual das equações seguintes
define uma reta tangente ao gráfico de f ?
__
(A) y = 2 (B) y = 2x (C) y = √2 x (D) y = x

83 Quantos pontos de inflexão tem o gráfico da função f definida por


f(x) = sen (2x) no intervalo ] 0, 15p [ ?

(A) 29 (B) 30 (C) 31 (D) 32

2x + p
84 Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = sen _____
( ). 3
Qual é o período fundamental da função f ?
2p
(A) __ (B) ___
p
(C) 2p (D) 3p
3 3

2 - sen (50x) cos (50x)


85 Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = ___________________
__ .
√2
Qual é o contradomínio da função f ?
__ __
√ 2 ___3√2 __ __
(A) [ __ , (B) [4 - 2√2 , 6 - 3√2 ]
2 2 ]
__ __ __ __
5√3 ___
___ 8√3 3√2 ___
___ 5√2
(C) [ , (D) [ ,
8 8 ] 4 4 ]
PROFESSOR
Soluções
86 Seja g a função, de domínio __
p __p x __
__ p
80. (D)
[- 2 , 2 ] , definida por g(x) = sen( 2 + 2 ) .
81. (D)
Qual é o contradomínio da função g ?
__ __
82. (D) √ √
2
__ 2
__
83. (A)
(A) [- 1, 1] (B) [-
2
+ 1,
2
+ 1]
__ __ __
84. (D) √2 √
__ 2
__ √2
__
(C) [- , (D) [ , 1]
85. (D) 2 2 ] 2
86. (D)

46 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


87 Seja h a função, de domínio __ 2p
p ___
[ 4 , 3 ] , definida por h(x) = cos x .
2

O contradomínio da função h é:
1
(A) [0, _]
1
(B) [0, _]
1 1
(C) [_, _]
1
(D) [_, 1]
2 4 4 2 4

Osciladores harmónicos e a segunda lei de Newton

88 Seja x(t) = 2 cos pt + __


p
( 3 ) um oscilador harmónico.
A amplitude, a pulsação e a frequência desse oscilador são, respetivamente:
1
(A) 2 , 2 e __ .
1
(B) 2 , p e __ . (C) 4 , 2 e 2 . (D) 4 , p e 2 .
2 2

89 Seja x um oscilador harmónico. A amplitude, a fase e a frequência de x


1 , __
são, respetivamente, __
p 1.
e __
2 2 4
Qual das expressões seguintes é uma expressão de x(t) ?
1 pt + p
(A) cos(__ + __) (B) __ cos(_____)
pt p
2 2 2 2
1 t p pt + 2p
(C) __ cos(__ + __) (D) cos(______)
2 4 2 4

90 Qual é a frequência de um oscilador harmónico cuja pulsação é igual a p ?


1
(A) __ (B) 2
1
(C) __
2
(D) __
2 p p

Itens de construção
Fórmulas trigonométricas

91 Resolve, em R , as equações seguintes.


PROFESSOR
sen x
a) cos __ cos x - _____ = - 1
p Soluções
6 2
x
__ 87. (A)
b) cos x - sen + 2 = 0
2 88. (B)
c) sen (4x) = 2 sen (2x) 89. (B)
90. (A)
92 Determina cos (4x) , sabendo que sen (x + p) sen 3x + __
p 1
__ 91. a) x = __ p + 2kp, k å Z
5
( ) + sen (3x) cos x = .
2 3 6
b) x = p + 4kp, k å Z

c) x = ___, k å Z
kp
1 .
93 Seja f a função definida por f(x) = tg x + ___ 2
tg x
a) Determina o domínio de f . 92. __
7
9
2
b) Prova que Ax å Df , f(x) = _______ . 93. a)
sen (2x)
Df = R \ x å R: Ek å Z: x = ___
kp
| |
c) Determina o conjunto das soluções da condição f(x) < 4 que pertencem ao { ( 2 )}
intervalo [0, p] .
c) C.S. = ___, ___ ∂ ___, ____
p 5p 7p 11p
] 12 12 [ ] 12 12 [

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 47
94 Na figura estão representadas, em referencial o.n. xOy , a circunferência
trigonométrica e a reta de equação x = 1 .
y
1 Q

C O 1 x

P R

Considera que um ponto P se desloca sobre a circunferência, no terceiro qua-


drante.
Para cada posição do ponto P , seja:
3p
• a å ] p, ___ [ a amplitude do ângulo orientado de sentido positivo que tem por
2
lado origem o semieixo positivo Ox e por lado extremidade a semirreta Ȯ P ;
• Q o ponto de interseção da reta OP com a reta de equação x = 1 ;
• R o ponto da reta de equação x = 1 que tem ordenada igual à do ponto P ;
• f(a) a área do triângulo [PQR] .
2 tg a - 4 sen a + sen (2a)
a) Mostra que f(a) = __________________ .
4
3p 4
b) Para um certo x å ] p, ___ [ , tem-se tg (2x) = __ . Determina f(x) .
2 3

Limites e derivadas de funções trigonométricas

95 A figura representa um triângulo [ABC] , em que ‾


BA = ‾
BC . B

Seja a a amplitude, em radianos, do ângulo ABC . 

a) Mostra que o comprimento do lado [AC] pode ser dado


AB sen __ .
a
por 2 ‾ A C
2
b) Considera agora um polígono regular de n lados, inscrito numa circunferên-
PROFESSOR cia de raio 1. Usa o resultado da alínea anterior para provar que o perímetro
do polígono é dado por pn = 2n sen __ .
Soluções __ p
9 + 4√5
_____ n
94. b)
20 c) Determina e interpreta o valor de lim pn .
n " +∞
95. c) 2p
Este limite é o perímetro do círculo
de raio 1, que é o limite da sucessão 96 Determina:
dos perímetros dos polígonos regu-
sen (x + 2)
________ esen x - 1
lares inscritos numa circunferência
a) lim b) lim _______
de raio 1, quando o número de lados x " -2 x +x-2
2 x"0 x
tende para + ∞ .
tg x sen x - cos x
96. a) - __1 b) 1 __ c) lim ____ d) lim ___________
x"p p - x __
p 4x - p
3 x"
√2
d) __
4
c) - 1
4

48 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


97 Seja f a função, de domínio R \ {0} , definida por:
____
⎧ 1 - √1 - x
_______
⎪ 4x se x < 0
f(x) = ⎨ e - 1 , a00
1 - cos (ax)
⎪__________
⎩ se x > 0
x2
Determina os valores de a para os quais existe lim f(x) .
x"0

98 Na figura está representada, em referencial o.n. xOy , a circunferência tri-


1 , que interseta o eixo Ox
gonométrica, bem como a reta r , de equação x = __
2
no ponto R . Estão também representados os pontos A(0, 1) e B(- 1, 0) .
Considera que o ponto P se desloca ao longo do arco AB , nunca coincidindo
com o ponto B .
y r
A

P PROFESSOR
Q
 Soluções

R x
97. a = - __1 ou a = __1
B O 2 2
p
98. b) f __ = __1 ;
( 2) 2
quando x = __ , o ponto P coincide
p
2
com o ponto A e o quadrilátero
[OPQR] é um retângulo de largura
Para cada posição do ponto P , seja:
igual a __1 e altura igual a 1.
• Q o ponto da reta r cuja ordenada é igual à ordenada do ponto P ; 2
2p
• a a amplitude, em radianos, do ângulo orientado positivamente, cujo lado origem é c) ___
3
o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta OP ̇ a å[_, p[);
p 99. a) f é crescente em
( 2
• f(a) a área do quadrilátero [OPQR] . 2p
___ __
p __
p
] - p, - 3 ] , em [- 3 , 3 ] e em
2 sen a - sen (2a)
a) Mostra que f(a) = ________________ . 2p
___
4 [ 3 , p[ ;
_
p 2p p
b) Determina f ( ) e interpreta geometricamente o valor obtido. f é decrescente em - ___, - __
2 [ 3 3]
p 2p
c) Determina o valor de a para o qual a área do quadrilátero [OPQR] é e em __, ___ ;
[3 3 ]
máxima. __
2p
___ √
__ 3 2p ___
( 3)= 2 - 3 e
f -
__
99 Considera a função f , de domínio R , definida por f(x) = sen (2x) + x . p__ √
__3 p __
f
( 3) = 2 + 3
a) Estuda, quanto à monotonia e quanto existência de extremos relativos, a res- são máximos relativos e
__
trição da função f ao intervalo ] - p, p [ . p √ p
f - __ = - __ - __ e
3
f(x) ( 3)
b) Calcula lim ____ . 2
__
3
x→0 x 2p √3 2p
c) Mostra que, se a + b = p , também f (a) + f (b) = p . f ___ = - __ + ___
(3) 2 3
d) Seja h (x) = f (x) - x . Calcula o valor exato de h (q) , sabendo que cos (4q) = __
1 são mínimos relativos.
5 b) 3 __
e que q å [__, p] .
p
2 √
d) - __
2
5

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 49
100 Pretende-se ligar uma fábrica F a uma central de tratamento de resíduos C ,
por meio de uma conduta, conforme se apresenta na figura.

4 km
Muro
F B x A

2 km

• A conduta deve seguir ao longo de um muro, até um certo ponto B , e daí deve
seguir em linha reta até à central de tratamento.
• Designou-se por A o ponto do muro mais próximo da central de tratamento.
• A distância da fábrica ao ponto A é 4 km, e a distância deste ponto à central
é 2 km.
• Designou-se por x a amplitude do ângulo ABC .
O preço de colocação da conduta é:
• quinze mil euros por quilómetro, ao longo do muro;
• vinte e cinco mil euros por quilómetro, do muro à central de tratamento.
a) Determina o preço da colocação da conduta se cos (FB̂ C) = - __ .
6
7
1
__
b) Identifica a forma da conduta se x = arctg ( ) .
2
c) Mostra que o preço de colocação da conduta, em milhares de euros, é dado,
50 - 30 cos x 1 , __
em função de x , por C(x) = 60 + ___________ , x å arctg(__
p
.
sen x [ 2) 2 [
d) Determina o valor de cos x para o qual o preço de colocação da conduta
é mínimo.

[0, 2p] , definida por f (x) = e - sen x .


101 Considera a função f , de domínio sen x

Determina, por processos analíticos, o contradomínio de f .

102 Seja f a função definida por f(x) = sen x + 2x + 1 . Mostra, sem recorrer à
calculadora, que f tem um único zero e que esse zero pertence ao intervalo
__
p
]- 4 , 0[ .
PROFESSOR
Soluções
103 Seja f a função, de domínio R , definida por f (x) = sen x + x .
100. a) 107 149,52 euros
b) É o segmento de reta [FC] .
a) Determina f '(p) , recorrendo à definição de derivada de uma função num
d) cos x = __
3
5 ponto.
101. D 'f = [1, e - 1] b) Escreve a equação reduzida da reta tangente ao gráfico de f no ponto de
103. a) f '(p) = 0 abcissa x = 2p .
b) y = 2x - 2p

50 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


c) No referencial seguinte estão representadas parte y
do gráfico da função f e parte da reta r de r
A
equação y = x . O ponto A pertence à reta r e P
ao gráfico de f .
Q
Considera que um ponto P se desloca sobre o f
gráfico de f , entre O e A , não coincidindo
nunca com qualquer destes pontos.
O x
Para cada posição do ponto P , seja x a sua
abcissa e seja Q o ponto da reta r que tem
abcissa igual à de P .
Recorrendo à calculadora, determina o valor de x para o qual a área do
triângulo [OPQ] é máxima.
Apresenta o(s) gráfico(s) que utilizaste para responder ao problema, identifica
a(s) função(funções) representada(s) e assinala os pontos relevantes.
Apresenta o valor pedido arredondado às centésimas.

PROFESSOR
104 De uma função g , de domínio
[- p, p] , sabe-se que a sua derivada tem Soluções
domínio [- p, p] e é definida por g '(x) = x + 2 sen x . 103. c) ) 2,03
Seja g a função de domínio ] 0, p [ ,
g(x) - g(0) + g '(x) x * sen x
definida por g(x) = _ .
a) Determina o valor de lim _________________ . 2
x"0 x
y
b) Estuda a função g quanto ao sentido das concavidades do seu gráfico e 1
艐0,91 g
determina as abcissas dos pontos de inflexão.
O 1 艐2,03 x

105 Considera as funções f e h , de domínio R , definidas por f(x) = sen (2x) cos x 104. a) 3
b) O gráfico tem a concavidade
e h(x) = sen x .
2p 2p
voltada para cima em - ___, ___
a) Os gráficos de f e h intersetam-se numa infinidade de pontos. Determina [ 3 3]
uma expressão que represente as abcissas desses pontos. e tem a concavidade voltada para

2 2p
b) Supondo que h (a + __) = - __ e que a å [p, 2p] , determina o valor exato baixo em - p, - ___ e em
p
2 3 [ 3]
de f (a) . 2p
___, p .
[3 ]
c) Escreve uma equação da reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa __ .
p
p kp
4 105. a) x = kp › x = __ + ___ , k å Z
__ 4 2
8√5
___
b) f(a) = -
106 Seja f a função, de domínio __ 3p
p ___ 1 + cos x
_______ 27
] , [ , definida por f (x) = 1 + . __ __ __
2 2 cos x √ √2 p √2
c) y = - __ 2
x+ ___ + __
a) Estuda a função quanto à existência de assíntotas ao seu gráfico. 2 8 2
106. a) A função é contínua, as retas
b) Mostra que f tem um máximo e determina-o.
de equaçoes x = __ e x = ___ são as
p 3p
2 2
c) Determina a área do triângulo [ABC] , sendo A e B os pontos em que únicas assíntotas verticais.
o gráfico de f interseta o eixo Ox e C o ponto do gráfico de f com Não há assíntotas não verticais.
5p b) f(p) = 1 é máximo.
abcissa ___ . _
6 6p - 2√3 p
________
c) A =
9

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 51
107 Seja f a função, de domínio - 2p, + ∞ \ {0} , definida por:
[ [

⎧ ________
2x + sen x
se - 2p ≤ x < 0
⎪ x
f(x) = ⎨ 3x + ____
x
se 0 < x < 1
⎪ ln (x)
⎩ 1 - x e- x + 2x se x ≥ 1

a) Estuda a função f quanto à existência de assíntotas ao seu gráfico, por


processos analíticos, sem recorrer à calculadora, e escreve equações das assín-
totas que identificares.

b) Considera o gráfico da função f em referencial o.n. Existe um ponto no


3
gráfico de f , cuja abcissa pertence ao intervalo ] - __ p, - p [ , onde a reta
2
tangente ao gráfico é paralela à reta de equação 10y - x = 0 .

Determina as coordenadas desse ponto, recorrendo a uma calculadora gráfica.

Apresenta as coordenadas arredondadas às décimas.

Na tua resposta deves equacionar o problema, apresentar o(s) gráfico(s) que


sustenta(m) a tua resposta e identificar a(s) função(funções) cujo(s) gráfico(s)
apresentas.

108 O modelo matemático que descreve o


4,9 x 2
salto de um animal é y = x tg q - _______ ,
v 2 cos2 q
onde y é a altura em função do avanço x
na horizontal, q é o ângulo com a horizon-
tal e v é a velocidade inicial.

Determina a altura máxima atingida por


uma rã que salta com velocidade de 4,57 m/s
fazendo 30º com a horizontal.

Apresenta o resultado em metros, arredondado às milésimas.

Adaptado de Luís Madureira, Aplicando a Matemática

PROFESSOR
Soluções 109 Seja f(x) = x 2 + cos x + x uma função de domínio R .
107. a) x = 1 e y = 2x + 1
b) A(- 4,1; 1,8)
Por processos analíticos, prova que a função f ' tem apenas um extremo relativo
f'
y = 0,1
e que esse extremo pertence ao intervalo ] - __, 0 [ .
p
– 4,1 2
108. 0,266 m

52 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


110 Seja f a função, de domínio __
p
] - 2 , + ∞ [ , definida por:
⎧ tg x
⎪ ___ se - __ < x < 0
p
f(x) = ⎨ x

2
⎩ln (2 ex - x) se x ≥ 0
a) Estuda a existência de assíntotas verticais ao gráfico da função.
b) Calcula lim
x"+∞
[f(x) - x] e interpreta o resultado obtido em termos de assín-
totas ao gráfico da função f . PROFESSOR
Soluções
c) Escreve a equação reduzida da reta tangente ao gráfico da função f no pon-
110. a) A reta de equação x = - __ é
p
to de abcissa - __ .
p
a única assíntota vertical. 2
4
b) ln (2) ; a reta de equação
y = x + ln (2) é assíntota ao gráfico
111 Seja f a função, de domínio - 1, 1 , definida por f(x) = x - tg ___
px de f , em + ∞ .
] [ ( ).2 16 - 8p 8 - 2p
c) y = ______ x + _____
a) Investiga se existem assíntotas ao gráfico de f . p2 p

b) Estuda a função f quanto à monotonia, existência de extremos e sentido das 111. a) As retas de equações x = - 1
e x = 1 são as únicas assíntotas ver-
concavidades e pontos de inflexão do seu gráfico. ticais.
b) f é decrescente; o gráfico tem
a concavidade voltada para cima
112 Seja f a restrição ao conjunto 0, p \ __
p em ] - 1, 0] e tem a concavidade
] [ {2} da função h definida por
voltada para baixo em [ 0, 1 [ ; o
4
h(x) = ________ . ponto de coordenadas (0, 0) é ponto
e sen (2x) - 1 de inflexão.
a) Investiga se existem assíntotas ao gráfico de f . 112. a) As retas de equações x = 0 ,
x = __ e x = p são as únicas assín-
p
b) Estuda a função f quanto à monotonia e determina o seu contradomínio. 2
totas.

b) h __ = ____
p 4 é mínimo relativo
113 Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = sen x + cos x . (4) e - 1
3p
e h ___ = _____ 4
a) Mostra que 2p é período da função f . ( 4 ) e-1 - 1 é máximo rela-
tivo;
b) Estuda a restrição da função ao intervalo [0, 2p] quanto à monotonia e D 'h = - ∞, _____4 ∂ ____
4 , +∞ .
existência de extremos e conclui, justificando, qual é o contradomínio da ] e-1 - 1 ] [ e - 1 [

113. b) f é crescente em 0, __
função f . p
[ 4]
3p
c) Seja r a reta tangente ao gráfico de f no ponto de abcissa __ . Existe um
e em ___, 2p e é decrescente
5p
4 [4 ]
ponto, cuja abcissa pertence ao intervalo [- p, 0] , em que a reta tangente ao __
em __ , ___ ; f __ = √2 é má-
gráfico de f é perpendicular à reta r . Determina a abcissa desse ponto. p 5p p
[ 4 4 ] ( 4)
d) Mostra que o gráfico da função f tem uma infinidade de pontos de inflexão __
ximo absoluto e f ___ = - √2 é
5p
cujas abcissas são os zeros da função. (4)
mínimo absoluto da restrição de f
ao intervalo [0, 2p] .
sen x
114 Considera as funções f e g definidas por f(x) = ________ 5 Dado que 2p é período da função f ,
e g(x) = _______ . __ __
2 + cos x x o seu contradomínio é [-√2 , √2 ] .
sen(__)
2 c) - ___
7p
Por processos analíticos, determina, justificando, o contradomínio de cada uma 12
__ __
das funções. 114. D 'f = [-√3 , √3 ]
D 'g = ] - ∞, - 5] ∂ [ 5, + ∞ [

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 53
115 Um dos gráficos seguintes representa a função f definida por f(x) = cos2 x
e o outro representa a função g definida por g(x) = |cos x| .

A B

Os dois gráficos estão visualizados em «janelas» iguais.


Qual é qual?
Apresenta argumentos que justifiquem a tua escolha, sem recorrer à calculadora.

1
______
116 Seja h a função, de domínio __ 3p
p ___ 4 cos x
] 2 , 2 [ , definida por h(x) = e .

a) Prova que a função h tem um extremo e caracteriza-o.

b) Investiga se existem assíntotas ao gráfico da função h .

c) Determina o contradomínio da função h .


PROFESSOR
Soluções d) Determina o conjunto-solução da condição h(x) ≤ __
_. 1
√e
115. O gráfico A corresponde à fun-
ção g e o gráfico B corresponde à
função f .
117 Considera o trapézio [ABCD] .
- __
1
116. a) f(p) = e 4
é máximo (abso-
B C
luto).
b) Não existem assíntotas. h
- __1 
c) D ' = ] 0, e ]
4
A E D
p 2p 4p 3p
d) C.S. = __, ___ ∂ ___, ___
]2 3 ] [ 3 2 [
Sabe-se que ‾
AB = ‾
BC = ‾
CD = 10 m .
2
117. a) 129,61 m
Seja a a amplitude do ângulo ADC , com a å ] 0, __ [ , e seja A(a) a área do
p
p
b) a = _ 2
3 trapézio em função de a .
c) 100
Quando a tende para __ , o ponto D
p a) Determina a área do trapézio para a = 1 . Apresenta o resultado em m2,
2 arredondado às centésimas. Em cálculos intermédios conserva, no mínimo,
desloca-se para F e o ponto A des-
loca-se para G . Portanto, o trapézio quatro casas decimais.
tende para o quadrado [GBCF] , que
é um quadrado de área 100 porque b) Mostra que A(a) = 100 sen a + 50 sen (2a) e determina o valor de a para o
tem lado 10. qual a área do trapézio é máxima.
B C
c) Determina lim -
A(a) e interpreta geometricamente o valor obtido.
a " (__)
p
2

d) Mostra que existe uma amplitude a å ] __ , __ [ para a qual a área do trapézio


p p
6 5
A D correspondente é 100 m2.
G F

54 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


118 De uma função g , de domínio R , sabe-se que a sua derivada g ' também
tem domínio R e é definida por g '(x) = 2 - sen x .
g (x) - g (p)
a) Determina o valor de lim _________ .
x→p x-p
b) Estuda o gráfico de g quanto ao sentido das concavidades e existência de
pontos de inflexão, no intervalo [0, 2p] .
c) Indica, justificando, o valor lógico da afirmação:
Aa, b å R, a > b ⇒ g (a) > g (b)
d) O gráfico de g tem uma infinidade de pontos onde a reta tangente é paralela
4x PROFESSOR
à reta de equação y = ___ .
3 Soluções
Utiliza a calculadora para determinar a abcissa do que tem maior abcissa nega- 118. a) 2
tiva e explica como procedeste. Apresenta o resultado aproximado às décimas. b) No intervalo [0, 2p] , os zeros de
p 3p
g " são __ e ___ que correspondem
2 2
119 Seja f a função, de domínio - p, p , definida por f (x) = ln (cos x + 1) .
] [ a dois pontos de inflexão;
concavidade voltada para cima em
a) Averigua se o gráfico de f tem assíntotas.
___
p ___
,
3p
e concavidade voltada para
b) Determina o contradomínio de f . ]2 2 [
3p
baixo em 0, ___ e em __, 2p .
p
c) Mostra que o gráfico de f não tem pontos de inflexão. ] 2[ ]2 [
c) A afirmação traduz que g é
crescente em R , o que é verdade,
| |
120 Considera a função g definida por g (x) = cos x + cos x , x å 0, 2p .
[ ] pois Ax å R, g '(x) > 0
(recorda que sen x å [- 1, 1] ).
a) Justifica que g é contínua.
d) x ) -3,9
b) Em que intervalo g é positiva e crescente?
c) Resolve a equação g (x) = 0 .
d) Determina o contradomínio de g .
e) Esboça o gráfico de g .
119. a) As retas de equações x = - p
e x = p são assíntotas verticais.
121 Na figura estão representados a circunferência Não há assíntotas não verticais.
y
b) D 'f = ] - ∞, ln (2)]
trigonométrica e o triângulo [OPA] . O ponto P B
P A 120. a) É a soma de duas funções
pertence ao arco BC e o ponto A é o ponto de
contínuas.
abcissa 1 que tem ordenada igual à do ponto P . 

b) _, 2p
3p
Seja a a amplitude, em radianos, do ângulo orien- C O x ]2 ]
tado positivamente, cujo lado origem é o semieixo
c) x å _, _
positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta p 3p
[2 2 ]
Ȯ P (a å ] __, p [) .
p
2 d) D 'g = [0, 2]
e)
a) Mostra que a área do triângulo [OPA] é dada, em função de a , por
sen (2a)
sen a _______
____ - .
2 4
b) Determina a área do triângulo que tem a maior área possível.
__
c) Determina, sem recorrer à calculadora, o valor exato da área do triângulo 3√3
121. b) ___ (u.a.)
quando a reta OA tem declive 0,6. 8
c) 0,54

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 55
122 Determina o domínio e uma expressão dos zeros, caso existam, da função f
definida em R por:
sen x sen x cos x
PROFESSOR a) f(x) = ______ b) f(x) = ________ c) f(x) = ______
1 - tg x 1 - cos x 1 + tg x
Soluções
122. a) D = R \ x å R: (Ek å Z:
{ 123 Sejam g , h , r e s as funções definidas por g(x) = 2 sen x - __
p
p p
x = __ + kp › Ek å Z: x = __ + kp) ; ( )+3 , 5
4 2 } sen(3x + __)
p
zeros: kp, k å Z 3 x
h(x) = sen(2x + __) , r(x) = ___________ e s(x) = 1 - 2 sen(__) .
p
b) D = R \ {x å R : (Ek å Z: x = 2kp)} ; 3 2 2
zeros: p + 2kp, k å Z
Indica, para cada uma delas, o contradomínio e o período fundamental e explica
c) D = R \ x å R: (Ek å Z: como se pode obter o respetivo gráfico a partir do gráfico da função seno.
{
3p p
x = ___ + kp › Ek å Z: x = __ + kp) ;
4 2 }
124 Considera a função h definida em R por h(x) = a + b cos (cx) .
não existem zeros.
123. a) Indica valores para a , b e c de modo que a função h tenha contradomí-
Período
nio [1, 7] e período 2.
Fun-
D' funda- Transformações
ção
mental b) Seja a = 1 , b = 2 e c = 2 .
Translação de vetor
__
p
(5 )
, 0 , seguida de b1) Resolve a equação h(x) = 0 .
[1, 5] 11
g 2p dilatação vertical de
b2) Determina o maior e o menor zero de h ' no intervalo ___
coeficiente 2, seguida
de translação de vetor ] - 50π, 3 π [ .
(0, 3)
Translação de vetor
- __, 0 , seguida de
p 125 O número de pessoas na fila do Oceanário, num certo dia, pode ser dado,
( 3 )
h [- 1, 1] p
contração horizontal
aproximadamente, em dezenas, por:
de coeficiente _1
2
N(t) = a - b cos ___
pt
Translação de vetor
20
- __, 0 , seguida de
p
( 3 )
contração horizontal
sendo t o tempo, em minutos, a partir das 9 h 30 min (a, b å R+).
- __, __ ___
1 1 2p
de coeficiente _1 , se-
r
[ 2 2] 3
3
guida de contração ver-
a) Sabendo que às 10 h 30 min estavam 130 pessoas na fila e que o número míni-
tical de coeficiente _1 mo de pessoas na fila é 30, mostra que a = 8 e b = 5 .
2
Dilatação horizontal de
coeficiente 2, seguida
b) Determina a que horas a fila atinge pela primeira vez 105 pessoas.

s [- 1, 3] 4p
de dilatação vertical de
coeficiente 2, seguida
Apresenta a resposta com os minutos arredondados às unidades.
de reflexão de eixo Ox ,
seguida de translação
de vetor (0, 1)
126 A profundidade da água do mar à entrada de um porto de abrigo é dada,
124. a) Por exemplo, a = 4 , b = 3 e
c=p.
em metros, às t horas de certo dia, por h(t) = 9 - 2 cos(__) . Responde aos
pt
b1) x = ¿ __ + kp, k å Z
p 6
3 itens seguintes sem recorrer à calculadora.
b2) O menor é - ____ e o maior é __ .
99p 7p
2 2
a) Mostra que a primeira maré baixa desse dia ocorreu às zero horas.
125. a) a - b = 3 ‹ a - b cos (3p) = 13
b) 9 h 43 min b) Quanto tempo decorreu entre duas marés baixas?
126. b) 12 horas
c) Uma determinada embarcação só pode entrar neste porto se a profundidade
c) A embarcação pode ter entrado
no porto entre as 4 horas e as
da água for pelo menos 10 metros. Determina entre que horas deste dia é que
8 horas ou entre as 16 horas e as a embarcação pode ter entrado no porto.
20 horas.

56 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Osciladores harmómicos e a segunda lei de Newton

127 Uma roda gigante de um parque de diversões tem 10 metros de diâmetro.


Quando a roda começa a girar, a Marta está sentada na cadeira com o número 1,
que se encontra a 8 metros do solo. A roda demora 2 minutos a dar uma volta
completa.

4
5 3

6 2

7 1

8 12

9 11
10

A distância da cadeira da Marta ao solo, t minutos depois de se iniciar o movi-


mento, é dada por uma função definida por uma expressão do tipo a sen (bt + c) + d ,
com a > 0 , b > 0 e c å [ 0, 2p [ .

Determina valores para a , b , c e d de modo que a expressão a sen (bt + c) + d


modele a situação descrita.

128 Observa o gráfico seguinte que representa o nível que a água atinge num
porto entre as 0 horas de um dia e as 0 horas e 36 minutos do dia seguinte.

y
6
5
4
3
2
1

O 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 22 24 x

Obtém valores para a , b , c e d de modo que a função definida por PROFESSOR


f(x) = a sen (bx + c) + d seja compatível com o gráfico apresentado. Podes usar Soluções
valores aproximados.
127. Por exemplo: a = 5 , b = p ,
c = __ e d = 3 .
p
Sugestão: começa por considerar o referencial de eixos paralelos ao referencial da figura
2
com origem no ponto de coordenadas (8,8; 4) . 128. Por exemplo: a = 2 , b ) 0,5 ,
c = 4,4 e d = 4 .

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 57
129 Os gráficos seguintes representam funções que podem ser definidas por
expressões do tipo:
a cos (bx + c) + d , com a > 0 , b > 0 e c å [ 0, 2p [
Determina uma expressão deste tipo que seja adequada a cada uma das funções
representadas.
f g

1 1

p
p

h i
1

p 1

130 Admite que num certo dia de verão, na praia de Santa Cruz, a temperatura
do ar e a temperatura da água do mar, às t horas desse dia, são dadas, em graus
Celsius (°C), respetivamente por:
p(t - 8,3) p(t - 17,6)
A(t) = 20 + 8 sen _________ M(t) = 10 + 2 cos __________
12 12
a) Indica em que altura do dia, horas e minutos, a temperatura do ar atingiu
o valor máximo.
PROFESSOR
b) Determina durante quanto tempo a água do mar esteve, nesse dia, a uma
Soluções
temperatura superior a 11 °C.
129. f(x) = cos x + __ + 1
p
( 2)
c) Recorrendo às capacidades gráficas da tua calculadora, determina o instante
g(x) = 2 cos (x + p) + 1
em que foi máxima a diferença entre a temperatura do ar e a temperatura da
3p
h(x) = __1 cos 2x + ___ água, nesse dia, na praia de Santa Cruz. Apresenta o resultado em horas e
2 ( 2) minutos (minutos arredondados às unidades).
3p
j(x) = cos __x + ___ + 2 Explica como procedeste. Na tua explicação deves incluir o(s) gráfico(s)
(2 2 )
obtido(s) na calculadora e assinalar as coordenadas de algum(alguns) pon-
130. a) 14 h 18 min to(s) relevante(s) (apresenta essas coordenadas arredondadas às centésimas).
b) 8 horas
c) Ocorre às 13 h e 27 min (aproxima-
damente). 131 A posição, em relação à origem, de um corpo móvel sobre um eixo é dada por:

S(t) = m sen (kt) + n cos (kt)


onde m , n , k são constantes não nulas.
Mostra que a aceleração do movimento (S ") é diretamente proporcional a S .
S " (t)
131. ___ = - k2 Qual é a constante de proporcionalidade?
S(t)

58 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


132 Uma bola suspensa de uma mola oscila verticalmente.

f (t)

Admite que a distância (em cm) da bola ao solo, t segundos após um certo ins-
tante inicial, é dada por uma função da família:

f(t) = a + b e -0,1t cos(__) , t å [ 0, + ∞ [


pt
c
Na figura abaixo está parte da representação gráfica da função f .

f (t)
18
12

O t

A reta de equação y = 12 é assíntota horizontal ao gráfico da função f .

Sabe-se também que:


f(t) = 12 § t = 1,5 + 3k , k å N0

Determina valores para a , b e c .

133 No movimento de um ponto sobre um eixo, a abcissa d do ponto varia,


em função do tempo t , de acordo com a equação:
__
d(t) = cos t − √3 sen t , t å [ 0, 2p [

p
a) Mostra que d(t) = - 2 sen(t - __) .
6
b) Determina a maior distância a que o ponto está da origem.

c) Indica o contradomínio de d .

134 Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo


4p
I = [0, 4] (sendo o tempo medido em segundos). A expressão 4 cos (_ t) dá a
3 PROFESSOR
abcissa do ponto P , em função de t å I . Trata-se, portanto, de um oscilador Soluções
harmónico.
132. a = 12 , b = 6 e c = 3 .
a) Determina a abcissa do ponto P no instante em que termina o movimento. 133. b) 2
b) Quantas vezes é que o ponto P atinge a distância máxima à origem durante c) [- 2, 2]
o movimento? 134. a) - 2
b) Seis

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 59
135 Um ponto P desloca-se numa reta numérica no intervalo de tempo
I = [0, 8] (sendo o tempo medido em segundos). A expressão 4 cos(ω t + __) ,
p
3
com ω > 0 , dá a abcissa do ponto P , em função de t å I . Trata-se, portanto,
de um oscilador harmónico.
3
Sabe-se que a frequência do oscilador é __ .
4
a) Determina a abcissa do ponto P decorrido 1 segundo.

b) Determina o primeiro instante em que a velocidade é nula e explica o que


acontece nesse instante. Apresenta o resultado arredondado às centésimas.

136 Considera um oscilador harmónico tal que a abcissa de um ponto P que


se desloca numa reta numérica no intervalo de tempo I = [0, 4] (sendo o tempo
medido em segundos) é dada por x(t) . A representação gráfica de x no inter-
valo [0, 4] é a seguinte:

0,4

0,2

O 1 2 3 4 t

–0,2

–0,4

PROFESSOR a) Determina a amplitude A , o período T , a pulsação ω e a fase ϕ å [ 0, 2p [


Soluções deste oscilador.
__
135. a) 2√3
b) Escreve x(t) na forma A cos (ω t + ϕ) .
b) 0,44 s; o ponto P inverte, pela
primeira vez, o sentido em que se
c) Sem recorrer à calculadora, determina os instantes em que o ponto P passa
desloca.
na posição em que se encontra decorrido 1 minuto e 15 segundos, a partir do
136. a) Amplitude: 0,5; instante inicial.
período: 1;
pulsação: 2p ;
fase: ___ .
3p
2 137 Um ponto P move-se no eixo das abcissas de forma que a sua abcissa, no
b) x(t) = 0,5 cos 2pt + ___
3p
( 2) instante t (em segundos) é dada por x(t) = sen(__ t) + cos(__ t) .
p p
c) Os instantes são 0,25 s, 1,25 s, 3 3
2,25 s e 3,25 s.
__ a) Mostra que este sistema é um oscilador harmónico.
137. a) x(t) = √2 cos(__ + ___)
pt 7p
3 4
2
b) Determina o valor real de k tal que x "(t) = - kx(t) .
b) - k__
9

60 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


138 Um cubo encontra-se em movimento oscilatório provocado pela força elás-
tica de uma mola.

A figura esquematiza esta situação. Nesta figura, os pontos O e A são pontos


fixos. O ponto P representa o centro do cubo e desloca-se sobre a semirreta Ȯ A .

A P
O

Admite que não existe qualquer resistência ao movimento.

Sabe-se que a distância, em metros, do ponto P ao ponto O é dada por:


1 sen pt + __
d(t) = 1 + __
p
2 ( 6)
A variável t designa o tempo, medido em segundos, que decorre desde o instante
em que foi iniciada a contagem do tempo (t å [ 0, + ∞ [).

Resolve os itens seguintes sem recorrer à calculadora.

a) Determina o primeiro instante em que o ponto P esteve mais perto da origem.

b) Indica, justificando, o valor lógico da seguinte afirmação: «Durante o primeiro


segundo, o ponto P esteve sempre a afastar-se da origem.»

c) Determina b å R de modo que a função h definida por h(t) = d(t) + b seja


solução da equação diferencial f " = - p2 f .

PROFESSOR
139 Considera, num referencial ortonormado xOy , a circunferência de equa- Soluções
ção x2 + y2 =9. 138. a) t = __
4
3
Admite que um ponto P , partindo do ponto de coordenadas (0, 3) , se desloca b) A afirmação é falsa porque a fun-

sobre essa circunferência, em sentido anti-horário, percorrendo arcos iguais em ção é crescente em 0, __1 mas é
[ 3]
p 5p
intervalos de tempo iguais. Para cada posição do ponto P , seja θ å [ __ , ___ [ o decrescente em __1 , 1 . Portanto,
2 2 [3 ]
ângulo generalizado cujo lado origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado durante o primeiro segundo, o ponto
P só se afasta da origem no pri-
extremidade é a semirreta Ȯ P . meiro terço de segundo.
c) b = - 1
Admite que, em cada segundo, o ponto P percorre um arco de amplitude ___ .
p
12 139. a) 3 cos q __
a) Determina uma expressão que represente a abcissa do ponto P em função ___
7p 3√3
___
b) 3 cos = -
de θ . 6 2
___
pt __ p
c) q = + , t å [ 0, 24 [
b) Determina a abcissa do ponto P , 8 segundos depois de se iniciar o movimento. 12 2
pt p
c) Exprime θ em função de t , sendo t o tempo, dado em segundos, que d) x(t) = 3 cos ___ + __
( 12 2 )
decorre depois de o ponto P iniciar o seu movimento. e esta expressão é da forma
A cos (wt + f) com A > 0 , w > 0 e
d) Determina uma expressão x(t) que represente a abcissa do ponto P em
f å [ 0, 2p [ ;
função de t e verifica que x é um oscilador harmónico. Indica a amplitude, Amplitude: 3; pulsação: ___ ;
p
a pulsação, o período e a fase do oscilador. período: 24; fase: __ .
p 12
2

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 61
140 Um ponto material P está colo- 3m

cado na extremidade de uma mola, P


cuja outra extremidade se encontra O x (t)
fixa. Como resultado da força exercida
Ponto de equilíbrio
pela mola, o ponto P desloca-se sobre
uma reta numérica, orientada da esquerda para a direita e onde uma unidade
corresponde a 1 metro. Admite que a origem desta reta numérica coincide com
o ponto de fixação da mola, o qual se encontra 3 metros à esquerda do ponto de
equilíbrio.
Num certo instante, inicia-se a contagem do tempo (medido em segundos).
Seja x (t) a abcissa do ponto P no instante t .
Tem-se x (t) = 3 + 2 sen(__ t + __) .
p p
3 6
a) No instante em que se inicia a contagem do tempo, o ponto P está numa
certa posição. Durante os primeiros dez segundos do movimento, o ponto P
passa por essa posição mais do que uma vez. Determina os instantes, diferen-
tes do inicial, em que tal acontece.
b) Justifica, recorrendo ao teorema de Bolzano-Cauchy, que há pelo menos um
instante, entre os três e os quatro segundos após o ínicio da contagem do
tempo, em que a distância do ponto P ao ponto O é igual a 1,5 metros.
c) Se a origem da reta numérica coincidisse com o ponto de equilíbrio, como
seria a expressão que dá a abcissa do ponto P , em função do tempo t ,
medido em segundos e contado a partir do mesmo instante inicial? Apresenta
a tua resposta na forma A cos (wt + f) , com A > 0 , w > 0 e f å [0, 2p[ .
d) Tendo em conta o resultado da alínea anterior, indica a amplitude, a pulsação,
a fase, o período e a frequência deste oscilador harmónico.

«Os sete mais»

* 141 Na figura está representada uma planificação de uma pirâmide quadran-


gular regular cujas arestas laterais medem 4.
F


A B
E G
D C

PROFESSOR
Soluções
H
140. a) Nos instantes 2 s, 6 s e 8 s.
Seja a a amplitude em radianos do ângulo FBG (a å ] __, p [) .
p
c) d(t) = x(t) - 3 = 2 cos __ + ____
pt 5p
(3 2
3)
d) Amplitude: 2; pulsação: __; Mostra que a área total da pirâmide é dada, em função de a , por:
p
3
fase: ____ ; período: 6; frequência: __1 .
5p 32 - 32(sen a + cos a)
3 6

62 Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


________
1 + cos x
* x
142 Mostra que Ax å R, cos __
( )=¿ 2 √
________ .
2

* 143 Seja [ABC] um triângulo. Designemos os ângulos internos cujos vértices


são A e B por essas mesmas letras. Sabe-se que o triângulo [ABC] é escaleno,
que os ângulos A e B são agudos e que:
tg A se
____ n2 A
= _____
tg B sen2 B
Mostra que o triângulo [ABC] é retângulo.

a
* 144 Mostra que a sen (2x) + b cos (2x) = b , sabendo que tg x = __ .
b

* 145 Sem recorrer à calculadora, mostra que a função f definida por


x
__
f(x) = e 2 cos x
1 e indica se esse extremo é máximo ou
atinge um extremo relativo em arctg(__
2)
é mínimo.

* 146 A figura 1 representa um depósito de forma cilíndrica que contém um certo


volume de líquido e as figuras 2 e 3 representam as secções produzidas no depó-
sito por planos paralelos às bases.

A C

A C A x C x

B B B
Figura 1 Figura 2 Figura 3

Seja x a amplitude em radianos do arco ABC (x å ] 0, 2p] ).


a) Mostra que a área ocupada pelo líquido (em m2) nas secções produzidas no
depósito por planos paralelos às bases é dada, em função de x e do raio, r ,
do depósito, por:
r 2 (x - sen x)
a(x) = __________
__ 2
b) Admite que r = √2 . Usa a calculadora para determinar a altura que o líquido
atinge no depósito quando a(x) = 5 m2. Apresenta o resultado em metros,
aproximado às décimas. Em cálculos intermédios conserva pelo menos três
casas decimais.

* 147 Admitindo que a função arco-tangente é diferenciável, mostra que


1
Ax å R, arctg ' (x) = _____ e utiliza este resultado para mostrar que: PROFESSOR
1 + x2 Soluções
+ 1 = __
Ax å R , arctg x + arctg __
p 145. f atinge um máximo relativo
x 2
em arctg _1 .
in Caderno de Apoio, 12.º ano 2
146. b) 2,1 m

Tema 5 | Trigonometria e Funções Trigonométricas


Capítulo | 63
6
Tema

Primitivas e
Cálculo Integral
Este tema está organizado em:

1. Noção de primitiva
Síntese

2. Noção de integral
Síntese
5 + 5 | Teste 2
Exercícios Propostos
1. Noção de primitiva
PROFESSOR SERÁ QUE…? Função cuja derivada é ...
Gestão curricular
Este tema poderá ser considerado facul- Repara que, se f(x) = 3x 2 + 5 então f '(x) = 6x .
tativo, a título excecional, nos anos leti-
vos 2017/2018 e 2018/2019. De modo abreviado, dizemos que a derivada de 3x2 + 5 é 6x . De igual
No entanto, chama-se a atenção para modo, dizemos que a derivada de 1 + sen x é cos x .
a importância de trabalhar este tema
também nestes anos letivos de exce- Uma função cuja derivada é 2 e2x é a função definida por e2x + 3 .
ção, sempre que possível e ainda que o
tempo apenas permita fazê-lo de forma Será que consegues descobrir uma função cuja derivada seja 2x + 4 ?
parcial.

NOTA
Embora não seja correto, é frequente
escrever-se [f(x)]' no lugar de f '(x) .
Conceito de primitiva
Seja f a função, de domínio R , definida por 3x2 + 4 e seja F a função,
de domínio R , definida por x3 + 4x + 6 .

Tem-se que F '(x) = f(x) .


Resolução
Exercícios de «Noção de
Diz-se que a função F é uma primitiva da função f .
primitiva»

De um modo geral, tem-se:

Seja f uma função real definida num intervalo I .


Diz-se que uma função F é uma primitiva de f em I se F é diferenciável
em I e, para qualquer x å I , F '(x) = f(x) .
Diz-se que f é primitivável em I quando f admite uma primitiva nesse
intervalo.

Vejamos alguns exemplos:

EXEMPLOS

1. Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = cos x .


__
As funções, de domínio R , definidas por sen x , 1 + sen x e √2 + sen x
são exemplos de primitivas da função f pois, para qualquer x å R ,
_
sen ' x = cos x , (1 + sen x)' = cos x e (√2 + sen x)' = cos x .
Portanto, f é primitivável em R .

continua

66 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação

2. Seja g a função, de domínio R , definida por g(x) = ex .


As funções, de domínio R , definidas por ex e ex + 7 são exemplos de
primitivas da função g , pois (ex)' = ex e (ex + 7)' = ex .
Portanto, g é primitivável em R .
1.
3. Seja h a função, de domínio ] 0, + ∞[ , definida por h(x) = __
x
As funções, de domínio ] 0, + ∞[ , definidas por ln (x) e 2 + ln (x) são
1 e 2 + ln (x) ' = _
exemplos de primitivas da função h , pois ln ' (x) = _ 1
x
[ ] x. 1 Indica três primitivas da
função f , de domínio R , defi-
Portanto, h é primitivável em ] 0, + ∞[ . nida por f(x) = 3x 2.

Propriedades fundamentais
Propriedade 1
Seja f uma função primitivável num intervalo I .
Se F e G são duas primitivas de f nesse intervalo, então F - G é cons-
tante em I .

Demonstração RECORDA
Se uma função f é diferenciável
Tem-se, para qualquer x å I : num intervalo I e se Ax å I , f '(x) = 0
(F - G)'(x) = (F ' - G ')(x) = F '(x) - G '(x) = f(x) - f(x) = 0 então f é constante em I .

Portanto, para qualquer x å I , (F - G) ' (x) = 0 .

Logo, F - G é constante em I .

Propriedade 2
Seja f uma função primitivável num intervalo I .
Se F é uma primitiva de f nesse intervalo, então as primitivas de f , nesse
intervalo, são as funções definidas por F(x) + c, c å R .

Demonstração

Tendo em conta a propriedade 1, se G é uma primitiva de f , então G - F é cons-


tante em I , ou seja, existe um número real c tal que Ax å I, G(x) - F(x) = c ,
ou seja, Ax å I, G(x) = F(x) + c .

Provemos agora que, para qualquer c å R , a função definida por F(x) + c é


uma primitiva de f . De facto, tem-se:
Ax å I, [F(x) + c] ' = F '(x) + (c) ' = f(x) + 0 = f(x) PROFESSOR
Soluções
Em conclusão, podemos afirmar que as primitivas de f são as funções definidas 1. x3 ; x3 + 1 ; x3 + 2 (por exemplo)
por expressões da forma F(x) + c , com c å R .

Capítulo 1 | Noção de primitiva 67


Notação
Dada uma função f primitivável num intervalo I , e sendo F uma primitiva
NOTA de f em I , a expressão F(x) + c, c å R , pode ser representada por Pf ou por
* As expressões Pf e ∫ f(x) dx de- ∫ f(x) dx*.
signam uma família de funções (a
família das funções que são primiti- Por exemplo: ∫ 4 x3 dx = x4 + c, c å R
vas da função f ). A razão de ser da
notação ∫ f(x) dx será compreendi-
da mais à frente, quando for apre-
sentada a noção de integral. Propriedade 3
Seja f uma função primitivável num intervalo I .
Seja a å I e seja b å R .
Então, existe uma única primitiva F , de f , em I , tal que F(a) = b .

Demonstração
Tendo em conta a propriedade 2, se G é uma primitiva de f em I , então as
primitivas de f , nesse intervalo, são as funções F definidas por F(x) = G(x) + c,
c å R . Vem, então:
F(a) = b § G(a) + c = b § c = b - G(a)
Portanto, existe uma única primitiva F , de f , em I , tal que F(a) = b , que é a
função definida por F(x) = G(x) + b - G(a) .

EXEMPLO

Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = 2x + 5 .


Uma primitiva de f , em R , é a função definida por x2 + 5x , pois:
( x2 + 5x) ' = 2x + 5
2 Seja f a função, de domínio Assim, qualquer primitiva F , de f , é definida por uma expressão da forma
R , definida por f(x) = cos x .
x2 + 5x + c , com c å R .
Determina a primitiva F , da
Determinemos a primitiva F tal que F(1) = 9 . Tem-se:
função f , tal que:
F(1) = 9 § 12 + 5 * 1 + c = 9 § 1 + 5 + c = 9 § c = 3
a) F(p) = 2
Portanto, a primitiva F , de f , tal que F(1) = 9 é a função definida por
b) F(_) = - 1
p
3 F(x) = x2 + 5x + 3 .

Propriedade 4
Se f e g são funções primitiváveis num intervalo I , então f + g também é
uma função primitivável em I e a soma de uma primitiva de f com uma
primitiva de g é uma primitiva de f + g .

Demonstração
Seja F uma primitiva de f e seja G uma primitiva de g .
PROFESSOR
Soluções Então, para qualquer x å I , tem-se:
2. a) F(x) = sen x + _2 (F + G)' (x) = (F ' + G ') (x) = F '(x) + G '(x) = f(x) + g(x)
√3 o que prova que f + g é uma função primitivável em I , sendo F + G uma pri-
b) F(x) = sen x - ___ - 1
2 mitiva de f + g .

68 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Propriedade 5
Se f é uma função primitivável num intervalo I e k é uma constante real,
então kf é primitivável em I e o produto de k por uma primitiva de f é
uma primitiva de kf .

Demonstração NOTA
As propriedades 4 e 5, designadas
Seja F uma primitiva de f . Então, para qualquer x å I , tem-se: conjuntamente por «linearidade da
primitivação», são normalmente apre-
(kF)' (x) = kF '(x) = kf(x) sentadas como a seguir se indica:
• P(f + g) = Pf + Pg ou
o que prova que kf é uma função primitivável em I , sendo kF uma primitiva
∫ [f(x) + g(x)] dx =
de kf .
=∫ f(x) dx + ∫ g(x) dx
EXEMPLO • P(kf) = kPf ou
∫ [kf(x)] dx = k ∫ f(x) dx
Dado que (ex)' = ex e sen ' x = cos x , a aplicação das propriedades 4 e 5 e a
notação ∫ f(x) dx para uma primitiva de f , permite escrever:
∫ (2e x - 3 cos x) dx = 2∫ ex dx - 3∫ cos x dx = 2ex - 3 sen x + c, c å R

Cálculo de primitivas
Se atendermos às «regras de derivação», obtemos «regras de primitivação».

NOTA
Propriedade 1
Em vez de ∫ k dx = kx + c, c å R ,
Se k é uma constante real, então ∫ k dx = kx + c, c å R . pode escrever-se, com o mesmo
significado, P(k) = kx + c, c å R .

Demonstração

Como (kx) ' = k , vem que, efetivamente, se tem ∫ k dx = kx + c, c å R .

EXEMPLOS
P(k) = kx + c, c å R

• ∫ __ x
1 dx = __ Em particular, P(1) = x + c, c å R .
+ c, c å R • ∫ p dx = px + c, c å R
3 3
• ∫ 1 dx = x + c, c å R • ∫ (- 1) dx = - x + c, c å R

Propriedade 2
x a + 1 + c, c å R
P(xa) = ____
x a+ 1
Se a å R \ {- 1, 0} , então ∫ xa dx = ____ + c, c å R . a+1
a+1

Demonstração

Tem-se, para a å R \ {- 1, 0} :
xa + 1 '
____ 1
____
' 1
____ 1
____
( a + 1 ) = ( a + 1 x ) = a + 1 ( x ) ' = a + 1 (a + 1) x = x
a+1 a+1 a a

xa + 1
pelo que se tem ∫ xa dx = ____ + c, c å R .
a+1
Capítulo 1 | Noção de primitiva 69
3 Determina:
Sempre que, nos exemplos e nos exercícios (propostos ou resolvidos), o domínio
das funções envolvidas não seja um intervalo, subentende-se que estamos a cal-
a) ∫ (5x 3) dx
cular primitivas em intervalos do domínio.
1 dx
b) ∫ __
x6
7
__ EXEMPLOS
c) ∫ √x 5 dx

d) ∫ __1 dx x
• ∫ x 2 dx = __
3
5
__ + c, c å R
√x 3 3
__
e) ∫ (x 3√x ) dx x
• ∫ xp dx = ____
p+1
+ c, c å R
3
__ p+1
√x
f) ∫ __ dx
1 dx = ∫ -2
• ∫ __ x -2+1 x -1 1 + c, c å R
x x dx = _____ + c = ___ + c = - __
g) ∫ (10 x 4 - 3 x 2 + 6x - 5) dx x 2 -2 + 1 -1 x
7__ √
__ __
__
1+1
__ 3
__ __
h) ∫ __ 3
- x + 4√x dx
1
__ 2 2 __ √x 3
• ∫ √x dx = ∫ x dx =
2 x
___ x
___ 2
__ 2
___
(√x 3
4
) = + c = √x 3 + c = + c, c å R
1 + 1 __
__ 3 3 3
i) ∫ [x(1 + x 3)] dx 2 2
j) ∫ [(1 + x)2 (3 - 2x)] dx __ 1
__ 7
__
10
___
3
___
3 √
3
• ∫ (x √x ) dx = ∫ (x 2 x ) dx = ∫ x dx =
3 3 x
___ 3
____ x 10
2
+c= + c, c å R
k) ∫ x + 3 x - 4x + 5
____________
3 2
10
___ 10
dx
x5 3
1 14
19
___
5
___
x 3 - __ ___
x 5
5 √x 19
__ 3
• ∫ 5 __ dx = ∫ x 5
= ∫ x dx =
5 ___ +c= ____ + c, c å R
√x 19
___ 19
5

Exercício resolvido
Determina:
PROFESSOR
Soluções a) ∫ (8x 3 - 4x + 7) dx b) ∫ [(3 - 2x) (1 + x)2] dx

3. Sendo c å R : __
c) ∫ [√x (2 - x)] dx
x 4 + 2x - 3
d) ∫ ________ dx
4
a) ___ + c
5x x3
4
b) - ___1 +c Resolução
5 x5
7
___ a) ∫ (8x 3 - 4x + 7) dx = 8 ∫ x 3 dx - 4 ∫ x dx + ∫ 7 dx =
7√x12
____
c) +c
x4 x2
12
_ = 8 __ - 4 __ + 7x + c = 2 x 4 - 2 x 2 + 7x + c, c å R
5
5√x2
4 2
d) _____ + c
2
___ b) ∫ [(3 - 2x) (1 + x)2] dx = ∫ [(3 - 2x) (1 + 2x + x 2)] dx =

2 x9
_____
e) +c
9 = ∫ (3 + 6x + 3 x 2 - 2x - 4 x 2 - 2 x 3) dx =
3
_
f) 3√x + c x4 x3 x2
= ∫ (- 2 x 3 - x 2 + 4x + 3) dx = - 2 __ - __ + 4 __ + 3x + c =
g) 2x5 - x3 + 3x2 - 5x + c 4 3 2
___ ___
x4 x3
= - __ - __ + 2 x 2 + 3x + c, c å R
_ √4 √x3
4
h) 28 √x - _____
3 x
+ _____
8
+c
4 3 2 3
x2 + __
i) __ x5 + c __ 1
__ 3
__
3
__ 5
__
2 5 x 2 ___
c) ∫ [√x (2 - x)] dx = ∫ (2 x 2 - x 2 ) dx = 2 ___ x2
- +c=
x3 - __
x4 + c 3
__ 5
__
j) 3x + 2x2 - __ __ __
4√x 3 2√x 5 2 2
= ___ - ___ + c, c å R
3 2
k) - - 2 + 43 - ____
__
1 ____
3 ____ 5
+c 3 5
x 2x 3x 4x4
continua

70 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação

x 4 + 2x - 3
d) ∫ ________ dx = ∫ (x + 2 x -2 - 3 x -3) dx =
x3
x x -1 x -2 x 2 2 ___ 3
= __ + 2 ___ - 3 ___ + c = __ - __
2
+ + c, c å R
2 -1 -2 2 x 2 x2

Propriedade 3
ua + 1
Seja a å R \ {- 1, 0} e sejam u e u ' uma função e a sua derivada. P(u ' ua) = ____ + c, c å R
a+1
(u(x))a + 1
Então, ∫ [u '(x) (u(x)) ] dx = _______ + c, c å R .
a
a+1

Demonstração

Tem-se, para a å R \ {- 1, 0} :
(u(x))a + 1 ' _
_______ 1 a+1
' _1 a + 1 -1
[ a + 1 ] = a + 1 [(u(x)) ] = a + 1 * u '(x) * (a + 1) * (u(x)) =
a
= u '(x)(u(x))
(u(x))a + 1
Portanto, ∫ [u '(x) (u(x)) ] dx = _______ .
a
a+1

EXEMPLOS
NOTAS
( x2 + x - 5)4
• ∫ [(2x + 1) ( x2 + x - 5)3] dx =* ∫ [(x2 + x - 5)'(x2 + x - 5) ] dx = _________ + c, c å R
3
*  Tem em consideração que, se
4 u(x) = x2 + x - 5 , então 2x + 1 = u '(x) .
sen x
= ∫ [(sen x)' sen2 x] dx = _____ + c, c å R
3
• ∫ (cos x sen2 x) dx ** **  Tem em consideração que, se
3 u(x) = sen x , então cos x = u '(x) .
2
ln (x) ln (x)
• ∫ ____ dx ***
= ∫ __ 1 ln (x) dx = ∫ _____
[ln ' (x) ln (x)] dx = 2 + c, c å R
***  Tem em consideração que, se
x [x ] u(x) = ln (x) , então _
1 = u '(x) .
x

Exercício resolvido
Determina:
_____
a) ∫ (x3√x4 + 1 ) dx b) ∫ [5x2 (2 x3 + 5)7] dx

3x 3e x
c) ∫ ______
______ dx d) ∫ ______ dx
4
√4 x2 + 5 (ex + 1)
Resolução
_____ 1
__
a) ∫ (x3√x4 + 1 ) dx = ∫ [x3 (x4 + 1) 2 ] dx =
1
__ 1
__
1
= ∫ __ 1
__
[ 4 * 4 x ( x + 1)2] dx = 4 ∫ [4 x3 ( x4 + 1)2] dx =
3 4

3
__
______
(x4 + 1)2
1 _______ √( x4 + 1) 3
= __ + c = _______ + c, c å R
4 3
__ 6
2
b) ∫ [5x2 (2 x3 + 5) ] dx = ∫ __
7 5 7
[ 6 * 6x (2 x + 5) ] dx =
2 3

8
5 (2x3 + 5)
8
5 (2x3 + 5)
= __ ∫ [6x2 (2x3 + 5) ] dx = __5 ________ _________
7
* +c= + c, c å R
6 6 8 48
continua

Capítulo 1 | Noção de primitiva 71


continuação
4 Determina:
1
- __
3x
c) ∫ ______
______ dx = ∫ [3x (4x 2 + 5) 2]
a) ∫ [2x ( x 2 + 1)25 ] dx dx =
√4x 2 + 5
1
- __ 1
b) ∫ ( cos3 x sen x) dx 3 3 - __
________ = ∫ [__ * 8x (4x 2 + 5) 2 ] dx = __ ∫ [8x (4x 2 + 5) 2 ] dx =
c) ∫ [(2x + 7)√x 2 + 7x + 5 ] dx 8 8
1
__ ______
3 (4x + 5)
2 2 3 4x + 5
√ 2
d) ∫ [ x 2 (4x 3 + 7)9 ] dx = __ *________ + c = _______ + c, c å R
8 1
__ 4
e x
e) ∫ ______
3
dx 2
( ex + 1) 3e x
_____ d) ∫ ______ dx = ∫ [3ex ( ex + 1)-4] dx = 3 ∫ [ex ( ex + 1)-4] dx =
f) ∫ (e2x√3 + e2x ) dx ( e + 1)4
x

( ex + 1)-3 1
g) ∫ [(1 + cos x)2 sen x] dx = 3 _______ + c = - ( ex + 1)-3 + c = - ______ + c, c å R
-3 ( e + 1)3
x

Propriedade 4
P(ex) = ex + c, c å R
i) ∫ ex dx = ex + c, c å R
P(u ' eu) = eu + c, c å R
ii) ∫ [u '(x) eu(x)] dx = eu(x) + c, c å R (u designa uma função)

Demonstração
i) Este resultado decorre de se ter (ex) ' = ex .
ii) Este resultado é consequência de (ex) ' = ex e da regra de derivação de uma
função composta: [eu(x)]' = u '(x) e u(x)

EXEMPLOS

• ∫ (3x2 + ex) dx = x3 + ex + c, c å R
NOTA
* Se u(x) = sen x então cos x = u '(x) • ∫ (cos x esen x) dx =* ∫ [(sen x)' esen x] dx = esen x + c, c å R
e, portanto, cos x esen x = u '(x) eu(x) .

PROFESSOR Exercício resolvido


Soluções
Determina:
4. Sendo c å R :
26 a) ∫ e3x dx b) ∫ (x ex2 + 1) dx
(x2 + 1) __
a) _______ + c 7
26 c) ∫ __x dx d) ∫ √ex dx
e
b) - _____ + c
cos 4x

4 Resolução
__________
1∫ ⏞ u

2√(x2 + 7x + 5) a) ∫ e 3x dx = __ 1 e 3x + c, c å R
__
3
( 3 e ) dx =
3x
c) ___________ +c 3 3
⏟u'
3 ⏞ u
10
b) ∫ (x e x 2 + 1) dx = __1∫ 1 e x2 + 1 + c, c å R
x2 + 1 )dx = __
4 x3 + 7)
(________ ( 2x e
d) y = +c 2 ⏟ u'
2
120 ⏞
u
7
__
e) _______ + c
-
c) ∫ x dx = ∫ (7 e -x) dx = - 7 ∫ [ (-1) e ] dx = - 7 e -x + c, c å R
1 x

2(ex + 1)
2
e
_______
⏟ u'

√(3 + e2x) 3
⏞u

f) _______ + c __ x
__ x
__ x
__ __
3 d) ∫ √e x dx = ∫ e 2 dx = 2 ∫ _ 1 e 2 dx = 2 e 2 + c = 2√ex + c, c å R
[
3 2 ]
(1 + cos x)
g) _________ + c ⏟u'
3

72 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Propriedade 5
1 dx = ln x + c, c å R
i) ∫ __ | | P __
(x)
||
1 = ln x + c, c å R
x
u'
u '(x) P __ = ln |u| + c, c å R
ii) ∫ _____ dx = ln u(x) + c, c å R (u designa uma função)
| | (u)
u(x)

Demonstração 5 Determina:
i) Para x > 0 , tem-se: (ln |x| )' = [ln (x)] ' = __ 1
4
x a) ∫ (x 3 ex ) dx
- 1 = __
1 __
Para x < 0 , tem-se: (ln | x | ) ' = [ln (- x)] ' = ___ b) ∫ (√x + 4ex) dx
-x x
__
1 pelo que, efetivamente, se c) ∫ ___1 - √2 ex dx
Portanto, para qualquer x 0 0 , tem-se (ln |x| )' = __ ( 2x 5 )
x
1 dx = ln x + c, c å R .
tem ∫ __
x
| | d) ∫ [12 ex ( ex + 4)5 - 15 e -5x] dx
tgx
1 e da regra de derivação de uma função e
e) ∫ ______ 3
ii) é consequência de se ter [ln |x| ] ' = __ [ 2 + 24x (x + 7) ] dx
2
cos x
x __
composta. √
e __x
f) ∫ ____ - (3x + 1)2 dx
[√x ]

EXEMPLOS

• ∫ __1
( x + 2x) dx = ln |x| + x + c, c å R
2

NOTAS
(x 3 + 4x)'
3x 2 + 4 dx *= ∫ _______
• ∫ ______ dx = ln |x 3 + 4x | + c, c å R * Tem em consideração que
x 3 + 4x x 3 + 4x (x3 + 4x)' = 3x2 + 4 .

ex
• ∫ _____
(ex + 3)' ** Tem em consideração que
= ∫ _______
dx ** dx = ln | ex + 3 | + c = ln (ex + 3) + c, c å R (ex + 3)' = ex .
e +3
x
ex + 3
*** Tem em consideração que
sen x
• ∫ _________
(2 - cos x)'
= ∫ ___ dx = ln |2 - cos x | + c = ln (2 - cos x) + c, c å R
dx *** (2 - cos x)' = sen x .
2 - cos x 2 - cos x

Exercício resolvido
Determina:
2 - 5x 3 PROFESSOR
a) ∫ ______ dx b) ∫ tg x dx
x Soluções

1 dx x 4 + 9x 2 + 3x 5. Sendo c å R :
c) ∫ ________ d) ∫ __________ dx
x ln (x) x2 +9 a) __ + c
ex4
4
__
Resolução √x3
2___
b) + 4ex + c
2 - 5x
a) ∫ ______ dx = ∫ __
3 5x 3
2 ___ 2
__ 3
( - ) dx = ∫ - 5x dx =
2 _
x x x (x ) c) - ___
1 - √2 ex + c
8x4
1 dx - 5 ∫ x 2 dx = 2 ln |x | - ___
= 2 ∫ __ 5x 3
+ c, c å R 6
x 3 d) 2(ex + 4) + 3e-5x + c
4
sen x
b) ∫ tg x dx = ∫ _______ - sen x
dx = - ∫ _______ e) etg x + 3(x2 + 7) + c
dx = - ln |cos x| + c, c å R
cos x cos x _ 3
(3x + 1)
- _______ + c
√x
f) 2e
9
continua

Capítulo 1 | Noção de primitiva 73


continuação
6 Determina:
1
__
1 __
a) ∫ __ 1 1
________
( x + x 2 + e ) dx | |
dx = ∫ x dx = ln ln (x) + c, c å R
_____
x
c) ∫
x ln (x) ln (x)
4+
b) ∫ _____ x3
dx
x x 4 + 9 x 2 + 3x x 4 + 9 x 2 _____
d) ∫ __________ dx = ∫ ______ 3x
+ dx =
x
c) ∫ _____ dx x2 + 9 ( x2 + 9 x2 + 9)
x2 + 7
x 2 (x 2 + 9) 3x
sen (3x)
d) ∫ __________ dx = ∫ [________ + _____ *
2x
3 _____
dx = ∫ x 2 + __ dx =
1 + cos (3x) x2 + 9 x2 + 9] ( 2 x2 + 9)
x 2 + 3x - 1
e) ∫ ________ x3 3 x3 3
x+2
dx = __ + __ ln |x 2 + 9 | + c = __ + __ ln (x 2 + 9) + c, c å R
3 2 3 2

Propriedade 6
i) ∫ sen x dx = - cos x + c, c å R
P(sen x) = - cos x + c, c å R
P(cos x) = sen x + c, c å R ii) ∫ cos x dx = sen x + c, c å R

iii) ∫ [u ' (x) sen(u (x))] dx = - cos (u (x)) + c, c å R


P(u ' sen u) = - cos u + c, c å R
P(u ' cos u) = sen u + c, c å R
iv) ∫ [u ' (x) cos (u (x))] dx = sen (u (x)) + c, c å R

Demonstração
i) e ii) decorrem de (cos x) ' = - sen x e (sen x) ' = cos x .
iii) e iv) são consequência das igualdades referidas em i) e ii) e da regra de deri-
vação de uma função composta.

EXEMPLOS

• ∫ (cos x + sen x) dx = sen x - cos x + c, c å R

• ∫ [ 2x cos (x 2) ] dx = sen (x 2) + c, c å R
⏟ u' ⏟ u

Exercícios resolvidos
1. Determina:
PROFESSOR a) ∫ sen __ - 2x dx
p 1 + x cos x
b) ∫ __________ dx
Soluções
(3 ) x
c) ∫ cos3 x dx d) ∫ sen2 x dx
6. Sendo c å R :

a) ln | x | - __1 + ex + c Resolução
x
1∫
a) ∫ sen __ - 2x dx = - __
p
- 2sen __ - 2x
p
b) 4 ln |x | + __ x3 + c
( 3 ) 2 [ (3 )] dx =
3
ln (x2 + 7) 1 * - cos __
= - __
p 1
__ __
p
c) ________ + c ( 3 - 2x)] + c = 2 cos( 3 - 2x) + c, c å R
2 2 [
|
ln 1 + cos (3x)
d) - _____________ + c
| 1 + x cos x
b) ∫ __________ dx = ∫ __
1 + cos x dx = ln x + sen x + c, c å R
| |
3 x (x )
e) + x - 3 ln | x + 2 | + c
__
x 2

2 continua

74 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação

c) ∫ cos3 x dx = ∫ (cos x cos2 x) dx = ∫ [cos x (1 - sen2 x)] dx =

sen x
= ∫ (cos x - cos x sen2 x) dx = sen x - _____
3
+ c, c å R
3
1 - cos (2x) NOTA
d) ∫ sen2 x dx =* ∫ __________ dx = ∫ __
1 - __
1 cos (2x) dx =
2 [2 2 ] * sen2 x = ______ =
2 sen2 x
2
1 __1 x __1 n2 x + sen2 x
= ∫ __ __ ___________
[ 2 - 4 * 2 cos (2x)] dx = 2 - 4 sen (2x) + c, c å R
se
= =
2
1 - cos2 x + sen2 x
= ______________ =
2
2. Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = cos4 x . 1 - ( cos2 x - sen2 x)
_______________
= =
2
Seja F a primitiva de f tal que F(0) = 1 . 1 - cos (2x)
= __________
Determina F . 2

Resolução 7 Determina:
2
a) ∫ __
( x + 3 e + cos x) dx
x
Tem-se:

∫ cos4 x dx = ∫ (cos2 x cos2 x) dx = ∫ b) ∫ [ex cos (ex + 2)] dx


[cos2 x (1 - sen2 x)] dx =
x 2 + cos [ln (x)]
c) ∫ _____________ dx
= ∫ (cos2 x - sen2 x cos2 x) dx = x
d) ∫ [(x + 1) cos (x 2 + 2x)] dx
1 * 4 sen2 x cos2 x dx = __
= ∫ cos2 x - __
( 4 ) √x + x sen x
e) ∫ ___________ dx
x
=∫ cos2 x 1 * (2 sen x cos x)2 dx =
- __ f) ∫ [x 2 sen (4x 3 + 5)] dx
[ 4 ]
g) ∫ [e 2x (1 + sen (e2x))] dx
1 * sen2 (2x) dx **
= ∫ cos2 x - __ =
[ 4 ]
NOTA
1 - cos (2 * 2x)
1 + cos (2x) 1 _____________
= ∫ [___________ - __ * ] dx =
1 + cos (2x)
** Tem-se cos2 x = __________ .
2 4 2 2
A demonstração desta igualdade é
1 __
= ∫ __ 1 1 __
__ 1
[ 2 + 2 cos (2x) - 8 + 8 cos (4x)] dx = idêntica à demonstração de
1 - cos (2x)
3 __1 1 sen2 x = __________
= ∫ __ ___
[ 8 + 4 * 2 cos (2x) + 32 * 4 cos (4x)] dx = 2
que também aplicamos aqui e que
3x 1 1 sen (4x) + c = provámos acima.
= ___ + __ sen (2x) + ___
8 4 32
12x + 8 sen (2x) + sen (4x) PROFESSOR
= ___________________ + c, c å R Soluções
32
7. Sendo c å R :
Tem-se, então: a) 2 ln |x| + 3 ex + sen x + c
12 * 0 + 8 sen 0 + sen 0 b) sen (ex + 2) + c
F(0) = 1 § ____________________ + c = 1 § c = 1
32
c) __
2
x + sen ln (x) + c
[ ]
2
Portanto, a função F pedida é definida por: sen (x2 + 2x)
d) ____________ + c
12x + 8 sen (2x) + sen (4x) __ 2
F (x) = ___________________ + 1 = e) 2√x - cos x + c
32
12x + 8 sen (2x) + sen (4x) + 32 cos (4x3 + 5)
f) -__________ + c
= _______________________
32 12
e2x - cos (e2x)
g) ___________ + c
continua 2

Capítulo 1 | Noção de primitiva 75


continuação
8 Seja f a função, de domínio
R , definida por f(x) = sen3 x . 3. a) Determina constantes reais não nulas, A e B , tais que:
Seja F a primitiva de f tal que 1 B
A + ____
Ax å R \ {- 1, 0}, ______ = __
p
F(_) = 4 . x (x + 1) x x + 1
2
Determina F . b) Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = _____ .
+ 1
x2 + x
Determina a primitiva de f que se anula para x = 2 .
Resolução
Exercício 8 (resolução in Caderno de Apoio, 12.° ano
passo a passo)
Resolução
9 Seja f a função, de domínio a) Tem-se, para qualquer x å R \ {- 1, 0} :
]0, 2[ , definida por: 1
______ B § 1 = A (x + 1) + Bx §
A + ____
3 = __
f(x) = ________ x (x + 1) x x + 1
x 2 - 5x + 6
§ Ax + A + Bx = 1 §
Seja F a primitiva de f em
]0, 2[ tal que F (1) = 3 . § (A + B) x + A = 1
Determina F .
Sugestão: começa por fatorizar Para que esta igualdade seja válida para qualquer x å R \ {- 1, 0} , tem
x2 - 5x + 6 . que ser A + B = 0 e A = 1 , ou seja, A = 1 e B = - 1 .

+
b) Para x å R , tem-se:

1 dx = ∫ ______
F(x) = ∫ _____ 1 dx =
x2 + x x(x + 1)
1 ____
= ∫ __ 1
( x - x + 1 ) dx =

= ln (x) - ln (x + 1) + c =

x
= ln (____) + c, c å R
x+1

2 +c=0§
F (2) = 0 § ln (__
3)

3
2 § c = ln __
§ c = - ln (__ (2)
3)

Portanto,
x 3 3x
F (x) = ln (____) + ln (__) = ln (_____)
x+1 2 2x + 2

4. Sejam u e v funções deriváveis num intervalo I .


a) Mostra que, se P (u v ') é uma primitiva de u v ' , então u v - P (u v ')
PROFESSOR é uma primitiva de u 'v .
Soluções b) Determina ∫ (x e x) dx .
8. F(x) = _____ - cos x + 4
cos3 x
3 c) Determina ∫ ln (x) dx .

]0, 2[ | |
x-3
9. F(x) = 3 ln ____ + 3 - 3 ln 2 , em
x-2
in Caderno de Apoio, 12.° ano

continua

76 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação
10 Ao método de primitivação
Resolução baseado na propriedade
a) Mostrar que u v - P (u v ') é uma primitiva de u 'v equivale a mostrar P (u 'v) = u v - P (u v ')
que [u v - P (u v ')]' = u 'v . dá-se o nome de primitivação
por partes. Utiliza este método
Ora, [u v - P (u v ')]' = (u v)' - u v ' = u 'v + u v ' - u v ' = u 'v . para determinar:
a) ∫ (x cos x) dx
b) Tendo em consideração a alínea anterior, tem-se: P (u 'v) = u v - P (u v ') .
b) ∫ [x ln (x)] dx
Utilizemos esta propriedade para primitivar a função definida por x ex .
c) ∫ (x2 e-x) dx
Temos, à partida, duas escolhas possíveis: considerar u ' (x) = x e
v (x) = ex ou considerar u ' (x) = ex e v (x) = x .
Experimentemos a primeira hipótese: u ' (x) = x e v (x) = ex .
x2
Tem-se v ' (x) = ex e seja u (x) = __ uma primitiva de x .
2
x2 x
Então, ∫ (x ex) dx = __ x2 x
e - ∫ __
2 ( 2 e ) dx .
Ficámos, portanto, com uma expressão para primitivar mais complexa
do que a original.
Experimentemos agora a segunda hipótese: u ' (x) = ex e v (x) = x .
Tem-se v ' (x) = 1 e seja u (x) = ex .
Então, ∫ (x ex) dx = ex x - ∫ (1 ex) dx = ex x - ex + c, c å R .
⏟ vu' ⏟uv ⏟ v' u
c) Tem-se ∫ ln (x) dx = ∫ [1 * ln (x)] dx .

Façamos então u ' (x) = 1 e v (x) = ln (x) .


1 e seja u (x) = x .
Tem-se v ' (x) = __
x
Portanto,
1 dx = x ln (x) - ∫ 1 dx =
∫ [1 * ln (x)] dx = x ln (x) - ∫ (x * __)x
= x ln (x) - x + c, c å R

5. Um ponto material P desloca-se na reta numérica, estando, em cada


instante t ≥ 0 , submetido à aceleração a (t) = cos (5t) , na unidade de
aceleração correspondente às unidades de tempo e de espaço que foram
escolhidas.
a) Mostra que, se a velocidade inicial (ou seja, no instante t = 0 ) de P
for não nula, P atinge pontos arbitrariamente afastados da respetiva
posição inicial.
b) Esta propriedade (alínea a)) mantém-se quando a velocidade inicial PROFESSOR
de P é nula? Soluções
c) Calcula a velocidade e a posição inicial de P , sabendo que, nos instan- 10. Sendo c å R :
5p
tes t = ___ e t = 5p , o ponto P se encontra na origem do referencial. a) x sen x + cos x + c
2 x2 ln (x) x2
in Caderno de Apoio, 12.° ano b) _____ - __ +c
2 4
c) - e-x (x2 + 2x + 2) + c
continua

Capítulo 1 | Noção de primitiva 77


continuação
11 Um ponto material P des-
loca-se na reta numérica (na Resolução
qual 1 unidade corresponde a
a) Tem-se a (t) = v ' (t) , onde v (t) designa a velocidade de P no instante t .
1 metro), estando, em cada ins-
tante, submetido à aceleração Portanto, a função v é uma primitiva da função a , ou seja:
de 3 metros por segundo qua- 1∫
drado (o tempo é medido em v (t) = ∫ cos (5t) dt = __ 1
[5 cos (5t)] dt = __ sen (5t) + k (k å R)
5 5
segundos).
Calcula a posição que o ponto
Tem-se v (0) = k , pelo que, se a velocidade inicial de P for não nula,
P ocupa no instante t = 5 , sa- então k 0 0 .
bendo que, no instante t = 0 ,
Ora, v (t) = p ' (t) , onde p (t) designa a posição de P no instante t .
o ponto P se encontra na ori-
gem e que a sua velocidade, nes- Portanto, a função p é uma primitiva da função v , ou seja:
se instante, é de 4 metros por
1
p (t) = ∫ __ 1
___ ( )
segundo, no sentido positivo.
[ 5 sen (5t) + k] dt = - 25 cos (5t) + kt + c c å R
Sendo k 0 0 , tem-se que p (t) pode tomar valores arbitrariamente
grandes (em valor absoluto). Com efeito,

| | |
p (t) = kt + c - ___
25
||
1 cos (5t) ≥ kt + c - - ___
| 25 | | |
1 cos (5t) ≥ kt + c - _
1
| 25

Como lim
x " +∞
1
_
( |kt + c| - 25 ) = + ∞ , vem xlim
" +∞ | |
p (t) = + ∞ , pelo que
P atinge pontos arbitrariamente afastados da respetiva posição inicial.

b) Esta propriedade não se mantém quando a velocidade inicial de P é


nula, pois, como v (0) = k , tem-se v (0) = 0 § k = 0 .
1 cos (5t) + c , pelo que, para qualquer t ≥ 0 ,
Vem, então, p (t) = - ___
25
1 + c ≤ p (t) ≤ ___
se tem - ___ 1 +c.
25 25
1
c) Tem-se, como vimos, p (t) = kt - ___ cos (5t) + c .
25
5p
Como, nos instantes t = ___ e t = 5p , o ponto P se encontra na origem
2
5p
do referencial, tem-se p (___) = 0 e p (5p) = 0 .
2
5p 5p 1 25p 5p
• p ___ = 0 § ___ k - ___ cos ____ + c = 0 § ___ k + c = 0
(2) 2 25 ( 2 ) 2
1 1
• p (5p) = 0 § 5pk - ___ cos (25p) + c = 0 § 5pk + ___ + c = 0
25 25

5p
___ 5p
1 + c = 0 § ___ 1 §
k + c = 0 ‹ 5pk + ___ k = - c ‹ - c = 5pk + ___
PROFESSOR 2 25 2 25
Soluções
5p 5p 5p
1 § c = - ___ 5p 1 §
11. 57,5 § c = - ___ k ‹ ___ k = 5pk + ___ k ‹ ___ k = - ___
2 2 25 2 2 25
5p 2 § c = ___
1 ‹ k = - ___
2
Caderno de exercícios § c = - ___ k ‹ k = - ___
Noção de primitiva 2 125p 25 125p
2 t - ___
Portanto, p (t) = - _____ 1 , pelo que p (0) = 0 e
1 cos (5t) + ___
125p 25 25
Mais sugestões de trabalho
2 .
v (0) = - _____
Exercícios propostos n.os 20 e 21 125p
(págs. 98 e 99).

78 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Síntese
Seja f uma função real definida num intervalo I .
Diz-se que uma função F é uma primitiva de f em I se F é diferenciável
p. 66 Conceito de primitiva em I e, para qualquer x å I , F '(x) = f(x) .
Diz-se que f é primitivável em I quando f admite uma primitiva nesse
intervalo.

Seja f uma função primitivável num intervalo I .


Se F é uma primitiva de f nesse intervalo, então as primitivas de f , nesse
p. 67 Propriedade
intervalo, são as funções definidas por F(x) + c, c å R .
A expressão F(x) + c, c å R , pode ser representada por P f ou por ∫ f(x) dx .

• P(f + g) = Pf + Pg
pp. 68
e 69
Linearidade da primitivação
• P(kf) = kPf , k å R

No que se segue, c designa um número real e u designa uma função.

• P(k) = kx + c, k å R

xa + 1 + c, a å R \ - 1, 0
• P (xa) = ____ { }
a+1
ua + 1
• P (u ' u a) = ____ + c, a å R \ {- 1, 0}
a+1
• P (ex) = ex + c

• P (u ' eu) = eu + c
pp. 69
a 74
Regras de primitivação
1 = ln x + c, em ]- ∞, 0[ ou em ]0, + ∞[
• P (__
x)
| |
u ' = ln u + c
• P (__
u)
| |

• P (sen x) = - cos x + c

• P(cos x) = sen x + c

• P (u ' sen u) = - cos u + c

• P (u ' cos u) = sen u + c

Capítulo 1 | Noção de primitiva 79


6 Resolução
Exercícios de «Noção de
integral»

Simulador
Geogebra: Integral
Geogebra: Integral –
Primitivas e
Cálculo Integral
2. Noção de integral
SERÁ QUE…? Cálculo de uma área

Seja f a função, de domínio R , definida por f (x) = 2x + 1 .


a) Representa graficamente a função f , em referencial o.n. xOy .

b) Considera a região do plano delimitada pelas retas de equações x = 2 e


Polinomial de 3.° grau x = 4 , pelo eixo Ox e pelo gráfico da função f . Representa essa região.
Geogebra: A área
Será que consegues determinar a área da região que representaste?

Conceito de integral
y f Seja f a função, de domínio R , definida por f (x) = x 2 . Consideremos a região
do plano delimitada pelas retas de equações x = 1 e x = 2 , pelo eixo Ox e pelo
gráfico desta função. Esta região está representada na figura ao lado.
1

O 1 x À área desta região dá-se o nome de integral de f entre 1 e 2, e representa-se por


2 2
∫ f (x) dx ou por ∫ x 2 dx .
1 1

Calculadoras gráficas De um modo geral, tem-se:


Casio fx-CG 20 ...... pág. 182
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 186
TI-Nspire CX .......... pág. 191
Definição
Dado um referencial cartesiano ortonormado e uma função f contínua e não
NOTA negativa num intervalo [a, b] , dá-se o nome de integral de f entre a e b
* Em rigor, deve dizer-se medida da à área*, na unidade quadrada associada à unidade de comprimento desse refe-
área, em vez de área. No entanto, rencial, da região do plano delimitada pelas retas de equações x = a e x = b ,
para simplificar a linguagem, utili-
zaremos, ao longo de todo o capí-
pelo eixo Ox e pelo gráfico da função.
b
tulo, a designação área com o signi- O integral de f entre a e b representa-se por ∫ f (x) dx .
ficado de medida da área. a

EXEMPLOS
y f 5
1. O integral ∫ 3 dx é a área da região do plano delimitada pelas retas de
1
1
equações x = 1 e x = 5 , pelo eixo Ox e pelo gráfico da função definida
por f (x) = 3 , ou seja, é a área do retângulo representado na figura ao lado.
O 1 x
5
Portanto, ∫ 3 dx = 4 * 3 = 12 .
1

continua

80 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação

8 1
__
2. O integral ∫
2 ( 2 x - 1) dx é a área da região do plano delimitada pelas y
retas de equações x = 2 e x = 8 , pelo eixo Ox e pelo gráfico da função f
1 x - 1 , ou seja, é a área do triângulo representado na
definida por f (x) = __ 1
1
2
figura ao lado. O x

8 1
__ 6*3
_____
Portanto, ∫
2 ( 2 x - 1) dx = 2 = 9 . 12 Calcula:
4 6
a) ∫ x dx b) ∫ 2 dx
0 1
O problema complica-se se o gráfico da função f não for uma reta, ou seja, se
a região cuja área se pretende determinar for delimitada superiormente pelo
gráfico de uma função que não seja uma função afim. Nesse caso, como proceder?
Um dos primeiros matemáticos a debruçar-se sobre este problema foi Leibniz,
matemático alemão do século XVII, que se inspirou no método que Arquimedes
(matemático grego da Antiguidade) utilizou para determinar a área de um círculo.
O método de Arquimedes consiste em dividir o círculo em setores muito peque-
nos (infininitesimais), de tal modo que se admita que cada um deles possa ser
considerado um triângulo, e somar as áreas desses triângulos.
Consideremos então uma região delimitada pelas retas de equações x = a e
x = b , pelo eixo Ox e pelo gráfico de uma função f .
Tal como ilustrado na figura ao lado, Leibniz concebeu a divisão desta região y f
em regiões muito pequenas (infininitesimais), de tal forma que se admita que
cada uma delas possa ser considerada um retângulo, sendo a área a determinar
igual à soma das áreas desses retângulos.
A notação ∫ f (x) dx exprime precisamente a ideia de Leibniz.
De facto, sendo x um ponto do intervalo [a, b] , f (x) dx representa o produto
O a b x
de f (x) pelo comprimento dx do intervalo onde x se situa.
Leibniz considerava este intervalo infinitesimal, ou seja, de comprimento despre-
zável, e portanto considerava que o valor da função não variava nesse intervalo,
y f
tomando sempre o valor f (x) .
O símbolo ∫ era a forma geralmente utilizada, no tempo de Leibniz, para a
letra «s». Leibniz pretendeu assim abreviar a palavra latina «summa», ou seja, f (x)
«soma». Assim, ∫ f (x) dx foi a forma utilizada por Leibniz para representar a
soma das áreas dos referidos retângulos.
O a x b x

O teorema fundamental do cálculo integral


e a fórmula de Barrow
O nosso objetivo é encontrar um processo simples para efetuar o cálculo de
b
∫ f (x) dx , dados a , b e uma função f , contínua e não negativa.
a
b
Começamos por chamar a atenção para o seguinte: na expressão ∫ f (x) dx ,
a
podemos substituir a letra x por qualquer outra, isto é, tem-se:
b b b
∫ f (x) dx = ∫ f (t) dt = ∫ f (u) du = … PROFESSOR
a a a
Soluções
Dizemos, por isso, que a variável x é muda. 12. a) 8 b) 10

Capítulo 2 | Noção de integral 81


Vejamos agora uma propriedade bastante intuitiva, que será utilizada mais à
frente.

Propriedade 1 (monotonia do integral)


Sejam f e g funções contínuas e não negativas num intervalo [a, b] .
Se, para todo o x pertencente a [a, b] , se tem g (x) ≤ f (x) , então:
b b
∫ g (x) dx ≤ ∫ f (x) dx
a a

y f

Esta propriedade está ilustrada na figura ao lado. A área da região delimitada


g pelas retas de equações x = a e x = b , pelo eixo Ox e pelo gráfico de g é
inferior à área da região delimitada pelas mesmas retas e pelo gráfico de f .
O a b x A propriedade que vamos ver a seguir é a chave do nosso objetivo, sendo, por
isso, conhecida como teorema fundamental do cálculo integral.

Para melhor a compreendermos, comecemos por analisar um exemplo.


NOTA
* Vamos utilizar a letra t para de- Seja f a função, de domínio R , definida por f (t) = t + 1 .*
signar a variável independente por-
4
que, mais à frente, vamos utilizar a Pretendemos calcular ∫ f (t) dt , isto é, a área da região delimitada pelas retas de
letra x para designar um valor (ge- 2
nérico) desta variável. equações t = 2 e t = 4 , pelo eixo Ot e pelo gráfico da função f .

y f Esta região é o trapézio representado na figura ao lado.


3+5
A área deste trapézio é igual a ____ * 2 = 8 . Portanto, ∫ f(t) dt = 8 .
4

5
2 2
x
3 2 Seja agora x ≥ 2 . O que representará a expressão ∫ f(t) dt ?
1 2

O 2 4 t Naturalmente, designa a área da região delimitada pelo eixo Ot , pelas retas de


equações t = 2 e t = x , e pelo gráfico da função f .

Como é evidente, esta área depende do valor de x , ou seja, é função de x .


x
Designemo-la por F(x) . Tem-se, portanto, F(x) = ∫ f(t) dt .
2

Determinemos F(x) . Tem-se:


y f
3 + f(x) 3 + (x + 1)
F(x) = ______ * (x - 2) = ________ * (x - 2) =
2 2
f (x)
(x + 4) (x - 2) x 2 + 2x - 8 1 2
= __________ = ________ = __
3 x–2
1 x +x-4
2 2 2
O 2 x t
Determinemos agora F '(x) . Tem-se:

1 x 2 + x - 4 = x + 1 , ou seja, F '(x) = x + 1
F '(x) = (__
2 )

Mas x + 1 é a expressão que define f(x) !

Chegamos assim a este resultado espantoso: a função F , definida por


x
F(x) = ∫ f(t) dt , é uma primitiva da função f .
2

Será coincidência? A propriedade da página seguinte responde a esta questão.

82 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Propriedade 2 (teorema fundamental do cálculo integral)
Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo [a, b] , com a < b .
x
Seja Fa a função definida em [a, b] por Fa(x) = ∫ f(t) dt .
a
Então, Fa é a primitiva de f que se anula para x = a .

Demonstração

Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo [a, b] , com a < b , y
e seja Fa a função definida em [a, b] por:
f
x
Fa (x) = ∫ f(t) dt
a

Queremos provar que:

i) Fa é uma primitiva de f O a x b t

ii) Fa (a) = 0

Provar i) é provar que F 'a (x) = f(x) , ou seja, é provar que:


NOTA
Fa (x + h) - Fa (x)
lim ____________ = f(x)* *  Recorda que, sendo F uma fun-
hԜ"Ԝ0 h ção, define-se F '(x) como:
F(x + h) - F(x)
Seja x å [a, b[ e seja h > 0 tal que x + h ≤ b . lim ___________
h"0 h
x
Tem-se que Fa (x) = ∫ f(t) dt , ou seja, Fa (x) é a área da região entre o eixo Ot
a
e o gráfico de f , de a até x . y

x+h
De igual modo, tem-se que Fa (x + h) = ∫ f(t) dt , ou seja, Fa (x + h) é a área da f
a
região entre o eixo Ot e o gráfico de f , de a até x + h .

Assim, Fa (x + h) - Fa (x) é a área da região entre o eixo Ot e o gráfico de f , h

de x até x + h , ou seja: O a x x+h t

x+h
Fa (x + h) - Fa (x) = ∫ f(t) dt
x
y
Pelo teorema de Weierstrass, sabemos que, no intervalo [x, x + h] , a função f M(h)
m(h)
atinge um máximo e um mínimo absolutos. Designemos esse mínimo por m(h) f

e esse máximo por M(h) .

Tem-se, então, At å [x, x + h] , m(h) ≤ f(t) ≤ M(h) , pelo que, tendo em conta a h
propriedade 1 (monotonia do integral), se tem: O x x+h t
x+h x+h x+h
∫ m(h) dt ≤ ∫ f(t) dt ≤ ∫ M(h) dt
x x x

x+h y
Note-se agora que ∫ M(h) dt é a área de um retângulo cujas dimensões são M(h)
x
x+h
h e M(h) , pelo que ∫ M(h) dt = M(h) * h . f
x

x+h
De igual modo, tem-se ∫ m(h) dt = m(h) * h .
x h
x+h O x x+h t
Portanto, m(h) * h ≤ ∫ f(t) dt ≤ M(h) * h .
x

Capítulo 2 | Noção de integral 83


y Ora,
m(h) x+ h
f m(h) * h ≤ ∫ f(t) dt ≤ M(h) * h §
x

§ m(h) * h ≤ Fa (x + h) - Fa (x) ≤ M(h) * h §


h Fa (x + h) - Fa (x)
O x x+h t § m(h) ≤ ____________ ≤ M(h)
h

Atendendo a que a função f é contínua, pode-se provar que:

lim m(h) = lim M(h) = f(x)


hԜ"Ԝ0 hԜ"Ԝ0

Logo, tendo em consideração o teorema das funções enquadradas, vem:

Fa (x + h) - Fa (x)
lim + __________ = f(x)
hԜ"Ԝ0 h

Fa (x + h) - Fa(x)
De modo análogo, se prova que lim - ____________ = f(x) .
hԜ"Ԝ0 h

Fa (x + h) - Fa (x)
Concluímos, assim, que lim ____________ = f(x) , tal como se pretendia
hԜ"Ԝ0 h
demonstrar.

ii) Provemos agora que Fa (a) = 0 .


x a
y Como Fa (x) = ∫ f(t) dt , tem-se Fa (a) = ∫ f(t) dt .
a a

f a
Ora, ∫ f(t) dt é a área da região delimitada pelo eixo Ot , pelo gráfico da fun-
a
ção f e pelas retas de equações t = a e t = a , ou seja, é a área de um segmento
de reta, e um segmento de reta tem área igual a zero.
O a t a
Portanto, ∫ f(t) dt = 0 .
a

Exercícios resolvidos
1. Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = 3x 2 .
x
Seja F a função, de domínio [1, + ∞[ , definida por F(x) = ∫ f(t) dt .
1
Define a função F por meio de uma expressão algébrica.
Resolução
De acordo com o teorema fundamental do cálculo integral, F é a primi-
NOTA
tiva de f que se anula para x = 1 .
* Como acabámos de ver, o teorema
fundamental do cálculo integral ga- Como já sabemos, ∫ f(x) dx designa a família de primitivas de f .*
x
rante que a expressão ∫ f(t) dt (com
a
Tem-se ∫ f(x) dx = ∫ (3x 2) dx = x 3 + c , com c å R .
a fixo e x variável) define uma primi-
tiva da função f . É este facto que
Portanto, tem-se F(x) = x 3 + c (para um certo valor de c ).
justifica a utilização da notação Como F(1) = 0 , vem 13 + c = 0 § c = - 1 .
∫ f(x) dx para designar a família de
Portanto, F(x) = x 3 - 1 .
primitivas de f .
continua

84 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação

2. Determina a derivada de cada uma das funções definidas pelas seguintes


expressões:
x x2
a) a(x) = ∫ e t 2 dt (x > 0) b) b(x) = ∫ sen2 (t 3) dt
0 0

Resolução
NOTA
a) De acordo com o teorema fundamental do cálculo integral, tem-se: De um modo geral, tem-se:
x
x • [∫ f(t) dt] ' = f(x)
a '(x) = (∫ e t2 dt)' = e x2 a
0
u(x)
• [∫ f(t) dt] ' = f [u(x)] u '(x)
a
b) De acordo com o teorema fundamental do cálculo integral e com a
regra de derivação de uma função composta, tem-se:
x2
b '(x) = [∫ sen2 (t 3) dt] ' = sen2 [( x 2)3] * ( x 2) ' = sen2 (x 6) * 2x
0

Propriedade 3 (fórmula de Barrow) 13 Determina a derivada de


cada uma das funções defini-
Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo [a, b] , com a < b , das pelas seguintes expressões:
e seja F uma primitiva de f . x
a) ∫ et2+1 dt (x > 1)
b 1
Então, ∫ f(t) dt = F(b) - F(a) . 3x + 2
a b) ∫ ln (1 + t 3) dt (x > 0)
2

Demonstração

Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo [a, b] .

De acordo com o teorema fundamental do cálculo integral, a função Fa , definida


x
em [a, b] , por Fa (x) = ∫ f(t) dt é uma primitiva da função f .
a

Portanto, sendo F uma qualquer primitiva da função f , existe um número real c


tal que Ax å [a, b], F(x) = Fa (x) + c .

Tem-se, então:

F(b) - F(a) = Fa (b) + c - [Fa (a) + c] = Fa (b) + c - Fa (a) - c =

= Fa (b) - Fa (a) = Fa (b) - 0 =


b
= Fa (b) = ∫ f(t) dt
a

É de salientar que, sendo F uma primitiva de f , a expressão F(b) - F(a) é


habitualmente representada por [F(x)] ba .

Tem-se, portanto:
PROFESSOR
b b
∫ f(x) dx = [F(x)] a = F(b) - F(a) Soluções
a
13. a) ex2 + 1
3
sendo F uma qualquer primitiva de f . b) 3 ln [1 + (3x + 2) ]

Capítulo 2 | Noção de integral 85


Exercícios resolvidos
14 Calcula:
3
a) ∫ (3x 2 + 4x + 5) dx 1. Calcula o valor de cada um dos seguintes integrais:
1 e
ln (3)
4
a) ∫ ( x 2 + 3x) dx 1 dx
b) ∫ __
b) ∫ (2ex) dx 1 1 x
0
Resolução
4
x3 3 x2
a) ∫ ( x 2 + 3x) dx = __ + ___ =
4

1 [ ] 3 2 1
2
3*4
4 + _____3
3 * 12
1 + _____ 87 3
= (__ - __ = ___
3 2 ) (3 2 ) 2
e e
1 dx = [ln x ] = ln (e) - ln (1) = 1 - 0 = 1
b) ∫ __
1
| |
x 1

2. Determina a área da região do plano definida pela condição:


__
p
≤ x ≤ __ ‹ 0 ≤ y ≤ sen x
p
3 2
Resolução
y
Na figura ao lado está representada a região referida no enunciado.

O  —
 x A área desta região é:

3 2 __
p

[
__
p

] 1
= - cos __ - (- cos __) = __
p p
2
∫ __p2 sen x dx = - cos x
3
__
p
3
2 3 2

15 Determina a área da região


do plano definida pela condi-
ção:
1 ≤ x ≤ 2 ‹ 0 ≤ y ≤ x3 + 1
Propriedade 4 (linearidade do integral)
Sejam f e g funções contínuas e não negativas num intervalo [a, b] .
Então:
b b b
i) ∫ [f(x) + g(x)] dx = ∫ f(x) dx + ∫ g(x) dx
a a a
b b
ii) ∫ [kf(x)] dx = k ∫ f(x) dx (k å R)
a a

Demonstração

Vamos provar i). A demonstração de ii) é análoga.

Seja F uma primitiva de f e seja G uma primitiva de g .

Então, F + G é uma primitiva de f + g .

Vem:
b b
PROFESSOR ∫
a
[f(x) + g(x)] dx = ∫a (f + g)(x) dx = (F + G)(b) - (F + G)(a) =
Soluções
14. a) 52 b) 4 = F(b) + G(b) - F(a) - G(a) = F(b) - F(a) + G(b) - G(a) =
15. __
19 b b
4 = ∫ f(x) dx + ∫ g(x) dx
a a

86 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Exercício resolvido
Calculadoras gráficas
Determina a área da região do plano delimitada pelas parábolas de equações: Casio fx-CG 20 ...... pág. 182
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 187
x2 + 1 e y = - __
y = __ x2 + 2x + 4 TI-Nspire CX .......... pág. 192
2 2
Resolução
Uma das parábolas tem vértice no ponto de coordenadas (0, 1) e tem a
concavidade voltada para cima e a outra tem vértice no ponto de coorde- NOTAS
nadas (2, 6) e tem a concavidade voltada para baixo.* *  Recorda que as coordenadas do
vértice da parábola de equação
A observação da representação gráfica das duas parábolas, mostra que a
- ___, - ___
D ,
b
x2 y = ax2 + bx + c são
parábola de equação y = - __ + 2x + 4 está «acima» da parábola de equa- ( 2a 4a )
x2 2
ção y = __ + 1 entre os pontos de interseção das duas parábolas. onde D = b2 - 4ac .
2 As coordenadas do vértice também
As abcissas dos pontos de interseção das duas parábolas são as soluções podem ser obtidas localizando e de-
x2 + 1 = - __
x2 + 2x + 4 .** terminando o extremo da função
da equação __ definida por f(x) = ax2 + bx + c .
2 2
y
A região do plano delimitada pelas duas pa- ** __
x2 + 1 = - __
x2 + 2x + 4 §
2 2
rábolas é a região colorida na figura ao lado. § x2 - 2x - 3 = 0 §
____________
2 ¿ √ 4 - 4 * 1 * (- 3)
§ x = ______________ §
2
§x= ¿
____
2 4 § x = -1 › x = 3
−1 O 3 x 2

A sua área pode ser obtida pela diferença entre as áreas das regiões que se
apresentam em baixo.
y y

−1 O 3 x −1 O 3 x 16 Determina a área da região


do plano delimitada pela pará-
Portanto, a área pedida é: bola de equação y = 12 - x 2 e
pela reta de equação y = 2x + 9 .
x
- __ + 2x + 4) dx - ∫ __
3 2 x
3 2

-1 ( 2
+ 1) dx =
-1 ( 2

3
x3 32 Resolução
= ∫ ( - x 2 + 2x + 3) dx = [- __ + x 2 + 3x] = ___
3
Exercício 16 (resolução
-1 3 -1
3
passo a passo)

Relação de Chasles
Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo I e sejam a e b
dois pontos de I , tais que a < b . PROFESSOR
a b
Tem-se a seguinte convenção: ∫ f(x) dx = - ∫ f(x) dx . Soluções
b a
16. ___
3 7 32
Por exemplo, ∫ x 2 dx = - ∫ x 2 dx . 3
7 3

Capítulo 2 | Noção de integral 87


De acordo com esta convenção, tem-se a seguinte propriedade:

Propriedade (relação de Chasles)


Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo I .
Então, dados quaisquer pontos a , b e c de I , tem-se:
b c b
∫ f(x) dx = ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx
a a c

y Demonstração
f
A igualdade é verdadeira no caso em que a < c < b , tal como se ilustra na figura
b
ao lado ( ∫ f(x) dx é igual à soma da área da região colorida de verde com a
a
área da região colorida de amarelo).
O a c b x
Mostremos agora a igualdade para os seguintes casos: c < a < b e b < c < a
y (para os restantes casos, as demonstrações são análogas).
f
i) c < a < b ; neste caso, tem-se:
b b a b c
∫ f(x) dx = ∫ f(x) dx - ∫ f(x) dx = ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx =
a c c c a
c b
O c a b x
= ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx
a c

y ii) b < c < a ; neste caso, tem-se:


f
b a c a
∫ f(x) dx = - ∫ f(x) dx = - [∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx] =
a b b c
c a b c
= - ∫ f(x) dx - ∫ f(x) dx = ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx =
b c c a
c b
O
= ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx
b c a x a c

17 Calcula:
2p
a) ∫
0
|sen x| dx Exercício resolvido
5
b) ∫ |x - 2| dx 5
-1 Calcula o valor de ∫
-3
|- 3x2 + 6x| dx . y

18 Seja f a função definida Resolução


por:
⎧1 + cos x se x < 0 Tem-se:
y = |−3x2 + 6x|
f(x) = ⎨
⎩1 + ex se x ≥ 0 - 3 x 2 + 6x = 0 § x(- 3x + 6) = 0 §

Calcula ∫
1
f(x) dx .
§x=0›x=2 O 2 x
-p
Portanto, - 3x 2 + 6x ≥ 0 § x å [0, 2] .
RECORDA
⎰f(x) se f(x) ≥ 0 Assim,
f(x) =
⎱- f(x) se f(x) < 0 5

-3
|-3x2 + 6x| dx =
Calculadoras gráficas 0 2 5
Casio fx-CG 20 ...... pág. 183 =∫
-3
|- 3x2 + 6x| dx + ∫0 |- 3x2 + 6x| dx + ∫2 |- 3x2 + 6x| dx =
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 187
0 2 5
TI-Nspire CX .......... pág. 192 = ∫ (3x 2 - 6x) dx + ∫ (- 3x 2 + 6x) dx + ∫ (3x 2 - 6x) dx =
-3 02
PROFESSOR 0 2 5
Soluções = [x 3 - 3x 2] -3 + [- x 3 + 3x 2] 0 + [x 3 - 3x 2] 2 = 54 + 4 + 54 = 112
17. a) 4 b) 9 18. p + e

88 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Extensão do conceito de integral
Até agora, o conceito de integral tem sido limitado a funções não negativas.
Vamos estender este conceito a outo tipo de funções: primeiro, a funções não
positivas e, depois, a funções onde poderão ocorrer mudanças de sinal (um nú-
mero finito de vezes).

Definição (integral de uma função não positiva)


Dado um referencial cartesiano ortonormado e uma função f contínua num
intervalo [a, b] , tal que Ax å [a, b], f(x) ≤ 0 , dá-se o nome de integral de f
b
entre a e b (e representa-se por ∫ f(x) dx ) ao simétrico da área da região
a
do plano delimitada pelas retas de equações x = a e x = b , pelo eixo Ox e
pelo gráfico da função.

EXEMPLOS
y
f
1. Na figura ao lado está representada parte do gráfico da função f definida
por f(x) = cos x . 
O  x

p 2
Tem-se que ∫ __p f(x) dx é o simétrico da área da região colorida.
2

2. Na figura ao lado está representada a circunferência de centro na origem y

do referencial e raio 1.

O 1 x
Como se sabe, esta circunferência pode ser definida pela equação:

x2 + y2 = 1

Ora,
_____
x 2 + y 2 = 1 § y 2 = 1 - x 2 § y = ¿√1 - x 2
y

y = √1 – x2
Do ponto de vista gráfico, esta equivalência corresponde à decomposição
da circunferência em duas semicircunferências, sendo cada uma delas o O 1 x
gráfico de uma função. —
y = –√1 – x2
_____
Portanto, o gráfico da função definida por f(x) = -√1 - x 2 é uma semicir-
cunferência.
y
1 O 1 x
Assim, ∫ f(x) dx é o simétrico da área do semicírculo representado na
-1
p * 12
figura ao lado, pelo que ∫ f(x) dx = - _____ = - __ .
1 p
-1 2 2

Capítulo 2 | Noção de integral 89


Propriedade 1
Dada uma função f contínua num intervalo [a, b] , tal que Ax å [a, b], f(x) ≤ 0 ,
b b
tem-se ∫ f(x) dx = - ∫ [- f(x)] dx .
a a

y A justificação desta propriedade está ilustrada na figura ao lado.


–f
De facto, as regiões A e B são geometricamente iguais, uma vez que uma
B resulta da outra por meio de uma reflexão axial de eixo Ox .

O a b x Portanto, as regiões A e B têm a mesma área.


A
Vem, então:
f
b b
∫ f(x) dx = - área da região A = - área da região B = - ∫ [- f(x)] dx
a a

19 Tendo em conta a proprie-


dade 1 desta página, calcula Definição (integral de uma função onde pode ocorrer um número finito de
p
∫ __p cos x dx . mudanças de sinal)
2

Seja f uma função contínua num intervalo [a, b] .

Admitamos que existe uma sequência de números reais c0, c1, ... , ck + 1 com
a = c0 < c1 < … < ck < ck + 1 = b , tal que, em cada intervalo [cj , cj + 1] , a função f
não muda de sinal.
b
NOTA Define-se então ∫ f(x) dx*  como a soma:
a
* Pode-se provar que o valor do in- c1 c2 b
tegral não depende da sequência ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx + … + ∫ f(x) dx
c0, c1, … , ck + 1 considerada. a c1 ck

EXEMPLO

x 3 - 7 x 2 + 10x
Seja f a função, de domínio R , definida por f(x) = ___________ cujo gráfico
8
y f está representado ao lado.

Tem-se:
6 0 2 5 6
∫ f(x) dx = ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx + ∫ f(x) dx + ∫ f (x) dx
-1 -1 0 2 5
–1 5
O 2 6 x ou seja,
6
∫ f(x) dx = soma das áreas das regiões coloridas de amarelo -
-1
- soma das áreas das regiões coloridas de verde

Propriedade 2
A propriedade da monotonia do integral, o teorema fundamental do cálculo
integral, a fórmula de Barrow, a relação de Chasles e a linearidade do integral
mantêm-se válidas para este tipo de funções.
PROFESSOR
Soluções
19. - 1 Não iremos demonstrar esta propriedade.

90 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Exercícios resolvidos
4p
1. Calcula o valor de ∫ sen x dx e interpreta geometricamente o valor obtido.
0
Resolução
A observação do gráfico ao lado sugere que se considere o integral y
4p
∫ sen x dx como a soma de quatro integrais, correspondendo, cada um, 4
0
a um intervalo onde a função não muda de sinal: O  2 3 x

4p p 2p 3p 4p
∫ sen x dx = ∫ sen x dx + ∫ sen x dx + ∫ sen x dx + ∫ sen x dx
0 0 p 2p 3p

Associando os intervalos em que a função é não negativa e os intervalos


em que a função é não positiva, escrevemos:
4p p 2p
∫ sen x dx = 2 ∫ sen x dx - 2 ∫ (- sen x) dx =
0 0 p
p 2p
= 2 [- cos x] 0 - 2 [cos x] p =

= 2(- cos p + cos 0) - 2 [cos (2p) - cos p] =

= 2 * (1 + 1) - 2 [1 - (- 1)] = 2 * 2 - 2 * 2 = 0

Interpretação geométrica: a soma das áreas das regiões onde a função é


positiva (regiões coloridas de amarelo) é igual à soma das áreas das re-
giões onde a função é negativa (regiões coloridas de verde).
4p
Portanto, ∫ sen x dx = 0 .
0

2. Determina a área da região do plano formada pelos pontos P(x, y) tais


que 0 ≤ x ≤ p ‹ - sen3 x ≤ y ≤ sen3 x .
in Caderno de Apoio, 12.° ano
Resolução
Na figura ao lado está representada a região cuja área se pretende deter- y
minar. Como esta região é simétrica em relação ao eixo Ox , a área da y = sen3 x

região que se encontra acima deste eixo é igual à área da região que se
encontra abaixo dele.  x
O
p
Portanto, a área a determinar é igual a 2 ∫ sen3 x dx .
0 y = –sen3 x
Determinemos uma primitiva da função definida por y = sen3 x .
Tem-se:
∫ sen3 x dx = ∫ (sen x sen2 x) dx =

= ∫ [sen x(1 - cos2 x)] dx =


= ∫ (sen x - sen x cos2 x) dx =
= ∫ sen x dx + ∫ (- sen x cos2 x) dx =
cos3 x
= - cos x + ______ + c (c å R)
3
Portanto,
p
cos3 x 1 - -1 + _
1 = 2 * __ 8
4 = __
2 ∫ sen3 x dx = 2 [- cos x + ______] = 2 1 - _
p

0 3 0
[ 3 ( 3 ) ] 3 3
continua

Capítulo 2 | Noção de integral 91


continuação

y
C
3. Na figura ao lado está representado um quadrilátero num referencial de
D tal forma que A(0, 2) , B(3, 1) , C(5, 5) e D(0, 4) .
Determina a área do quadrilátero, utilizando integrais adequados.
A in Caderno de Apoio, 12.° ano
1 B
Resolução
O 1 x
Comecemos por determinar a equação reduzida da reta DC .

Tem-se DC = C - D = (5, 5) - (0, 4) = (5, 1) , pelo que o declive da reta
1.
DC é igual a __
5
Portanto, a equação reduzida da reta DC é y = __ 1x+4 .
5
Determinemos, agora, a equação reduzida da reta AB .

Tem-se AB = B - A = (3, 1) - (0, 2) = (3, - 1) , pelo que o declive da reta
1.
AB é igual a - __
3
Portanto, a equação reduzida da reta AB é y = - __ 1x+2 .
3
Determinemos, finalmente, a equação reduzida da reta BC .

Tem-se BC = C - B = (5, 5) - (3, 1) = (2, 4) , pelo que o declive da reta
BC é igual a 2.
NOTA Portanto, a equação reduzida da reta BC é da forma y = 2x + b .
y
C Como esta reta passa por B(3, 1) , vem 1 = 2 * 3 + b , ou seja, b = - 5 .
D Portanto, a equação reduzida da reta BC é y = 2x - 5 .

A Assim, a área do quadrilátero [ABCD] é igual a:


B 3 1
__ 3 1
__ 5 1
__ 5
O 3 x ∫
0 ( 5 x + 4) dx - ∫0 (- 3 x + 2) dx + ∫3 ( 5 x + 4) dx - ∫3 (2x - 5) dx =
=∫
3 8
___ 5 9
__
A que área deste quadrilátero tam- x + 2) dx + ∫ (- x + 9) dx =
bém pode ser determinada utilizan- 0 ( 15 3 5
do métodos elementares (por 3 5
4 x2 9 x2 18
42 + ___
exemplo, pela soma da área de um = [___ + 2x] + [- ___ + 9x] = ___ = 12
trapézio com a área de um triângulo). 15 0
10 3
5 5

4. Determina a área da região do plano delimitada pela parábola de equação


y = - x 2 - 2x + 3 e pelas tangentes a essa parábola nos pontos de interse-
ção com o eixo das abcissas.
in Caderno de Apoio, 12.° ano
Resolução
y
8
Comecemos por determinar as abcissas dos pontos de interseção da pará-
bola com o eixo Ox .
Tem-se: ____________
2 ¿ √4 - 4 * (- 1) * 3
- x 2 - 2x + 3 = 0 § x = ______________ § x = - 3 › x = 1
-2
Determinemos a equação reduzida da reta tangente à parábola no ponto
de abcissa - 3.
Tem-se (- x2 - 2x + 3)' = - 2x - 2 , pelo que o declive da reta é - 2 * (- 3) - 2 ,
–3 –1 O 1 x ou seja, é igual a 4.
continua

92 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


continuação

Tem-se, assim, que a equação reduzida da reta é da forma y = 4x + b . Como


a reta passa no ponto de coordenadas (- 3, 0) , tem-se 0 = 4 * (- 3) + b ,
de onde vem b = 12 .
Portanto, a equação reduzida da reta tangente à parábola, no ponto de
abcissa - 3, é y = 4x + 12 .

Determinemos, agora, a equação reduzida da reta tangente à parábola no


ponto de abcissa 1.
O declive da reta é - 2 * 1 - 2 , ou seja, é igual a - 4.
Tem-se, assim, que a equação reduzida da reta é da forma y = - 4x + b .
Como a reta passa no ponto de coordenadas (1, 0) , tem-se 0 = - 4 * 1 + b ,
de onde vem b = 4 .
Portanto, a equação reduzida da reta tangente à parábola, no ponto de
abcissa 1, é y = - 4x + 4 .
⎧y = 4x + 12

⎧x = - 1
Tem-se ⎨ §⎨ pelo que as retas intersetam-se no
⎩y = - 4x + 4 ⎩y = 8

ponto de coordenadas (- 1, 8) .

A área do triângulo de vértices (- 3, 0) , (- 1, 8) e (1, 0) é igual a


4*8
____ = 16 .
2
A área da região delimitada pela parábola e pelo eixo Ox é igual a:
1
x3 32
( - x 2 - 2x + 3) dx = [- __ - x 2 + 3x] = ___
1

-3 3 -3
3
32 16
Portanto, a área pedida é 16 - ___ = ___ .
3 3

5. Mostra que a primitiva nula em 0 de uma função par definida em 0 é uma


função ímpar.
in Caderno de Apoio, 12.° ano

Resolução
Seja f uma função par de domínio R .
De acordo com o teorema fundamental do cálculo integral, a primitiva y
x
nula em 0 da função f é a função F definida por F(x) = ∫ f(t) dt .
0

Tem-se, para qualquer x real:


-x 0
F(-x) = ∫ f(t) dt = - ∫ f(t) dt f
0 -x

Como a função f é par, o seu gráfico é simétrico relativamente ao eixo


das ordenadas, pelo que, para qualquer x real, se tem: –x O x t
0 x
∫ f(t) dt = ∫ f(t) dt
-x 0
A área colorida de verde é igual à
(ilustra-se esta igualdade na figura ao lado, para uma função f positiva e
área colorida de amarelo.
para x > 0).
continua

Capítulo 2 | Noção de integral 93


continuação

Portanto,
-x 0 x
F(- x) = ∫ f(t) dt = - ∫ f(t) dt = - ∫ f(t) dt = - F(x)
0 -x 0

Como, para qualquer x real, F(- x) = - F(x) , concluímos que F é uma


função ímpar.

Outro processo:
Seja F a primitiva nula em 0 de uma função f par, definida em R . Tem-se,
para qualquer x real:

[F(x) + F(- x)] ' = f(x) + (- x)' f(- x) = f(x) - f(- x) = f(x) - f(x) = 0
Portanto, existe um número real c tal que Ax å R, F(x) + F(- x) = c .

Para x = 0 , vem:
F(0) + F(-0) = F(0) + F(0) = 0 + 0 = 0

Portanto, Ax å R, F(x) + F(- x) = 0 , pelo que:


Ax å R, F(- x) = - F(x)

Concluímos, assim, que F é uma função ímpar.

6. Determina a derivada das funções definidas pelas seguintes expressões:


0 3
_
a) ∫ tg (√t ) dt
2x

cos x ____
x å [__, p] )
√1 - t 2 dt p
b) ∫
sen x ( 2
Adaptado de Caderno de Apoio, 12.° ano

Resolução
Caderno de exercícios
Noção de integral a) Tem-se:
0 _ 2x _ ___ ___
tg (√t ) dt] ' = [- ∫ tg (√t ) dt] ' = - tg (√2x ) (2x)' = - 2 tg (√2x )
3 3 3 3

[ 2x 0
Mais sugestões de trabalho
Exercícios propostos n.os 22 a 31 b) Tem-se:
(págs. 99 a 101). ____ ____ ____
cos x 0 cos x
∫ √1 - t 2 dt ' = ∫ √1 - t 2 dt + ∫ √1 - t 2 dt ' =
( sen x ) ( sen x 0 )
____
sen x cos x ____
= (- ∫ √1 - t 2 dt + ∫ √1 - t 2 dt ' =
0 0 )
_______ ________
= -√1 - sen2 x (sen x)' + √1 - cos2 x (cos x)' =
_____ _____
NOTAS __ = -√cos2 x cos x + √sen2 x (- sen x) =*
* Recorda que √a2 = a . || = - |cos x| cos x - |sen x| sen x **
=
** Como x å __, p , tem-se
p
[2 ] = - (- cos x) cos x - sen x sen x =
cos x < 0 e sen x > 0 , pelo que: = cos2 x - sen2 x = cos (2x)
|cos x| = - cos x e |sen x| = sen x
94 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral
Síntese
Dado um referencial cartesiano ortonormado e uma função f contínua e
não negativa num intervalo [a, b] , dá-se o nome de integral de f entre a
e b à medida da área, na unidade quadrada associada à unidade de compri-
p. 80 Conceito de integral mento desse referencial, da região do plano delimitada pelas retas de equa-
ções x = a e x = b , pelo eixo Ox e pelo gráfico da função.
b
O integral de f entre a e b representa-se por ∫ f(x) dx .
a

Sejam f e g funções contínuas e não negativas num intervalo [a, b] .


p. 82 Monotonia do integral Se, para todo o x pertencente a [a, b] , se tem g(x) ≤ f(x) , então:
b b
∫ g(x) dx ≤ ∫ f(x) dx
a a

Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo [a, b] , com
a<b.
Teorema fundamental x
p. 83
do cálculo integral Seja Fa a função definida em [a, b] por Fa (x) = ∫ f (t) dt .
a

Então, Fa é a primitiva de f que se anula para x = a .


b b
p. 85 Fórmula de Barrow ∫ f (x) dx = [F (x)] a = F (b) - F (a) , sendo F uma primitiva de f .
a

b b b
• ∫ [f (x) + g (x)] dx = ∫ f (x) dx + ∫ g (x) dx
p. 86 Linearidade do integral a a a
b b
• ∫ k f (x) dx = k ∫ f (x) dx (k å R)
a a
a b
p. 87 Convenção ∫ f (x) dx = - ∫ f (x) dx
b a

Seja f uma função contínua e não negativa num intervalo I .


p. 88 Relação de Chasles Então, dados quaisquer pontos a , b e c de I , tem-se:
b c b
∫ f (x) dx = ∫ f (x) dx + ∫ f (x) dx
a a c

Dado um referencial cartesiano e uma função f contínua num intervalo


Integral de uma função [a, b] , tal que Ax å [a, b] , f (x) ≤ 0 , dá-se o nome de integral de f entre
p. 89
não positiva a e b ao simétrico da área da região do plano delimitada pelas retas de
equações x = a e x = b , pelo eixo Ox e pelo gráfico da função.

Seja f uma função contínua num intervalo [a, b] .


Admitamos que existe uma sequência de números reais c0, c1, ... , ck +1 , com
a = c0 < c1 < … < ck < ck + 1 = b tal que, em cada intervalo [cj , cj + 1] , a função
Integral de uma função b
onde pode ocorrer um f não muda de sinal. Define-se então ∫ f (x) dx como a soma:
p. 90 a
número finito de mudanças c1 c2 b
de sinal
∫ f (x) dx + ∫ f (x) dx + … + ∫ f (x) dx
a c1 ck

Tem-se que a propriedade da monotonia do integral, o teorema fundamental


do cálculo integral, a fórmula de Barrow, a relação de Chasles e a linearidade
do integral mantêm-se válidas para este tipo de funções.

Capítulo 2 | Noção de integral 95


Teste 2
1 Grupo I

5 Os cinco itens deste grupo são de escolha múltipla. Para cada um deles, escolhe
a única opção correta.

1. Seja
Qual pdasa proposição
expressões «Um
( )
seguintes
2 x
tro.»R , por y = x + 1 e ?
em
quadrado
definedeuma
área primitiva
25 cm2 tem da 20
função
cm dedefinida,
períme-

5
3
(xà +proposição
1) x
A) (xdas
(Qual ) ex
2 + 1proposições (B) ______
seguintes é equivalente e p?
3
a) Mostra que esta equivalência é verdadeira utilizando uma tabela de ver-
(x2 + x) ex
(C)dade.
x3 + 1
(D) _____ ex
3
b) Utiliza est

2. Em qual das opções seguintes podem estar definidas duas primitivas da mesma
+
Quais em Ros
função,foram ?livros que a Filipa leu?
(A) (A) yApenas y = sen (x + 1do
= sen x eo Memorial ) Convento.
(B) y = ln (x) e y = ln (x + 1)
(B) (C) yO= Memorial
sen x e y = do
sen Convento
(2x) e Os (Maias.
D) y = ln (x) e y = ln (2x)

3. Qual das expressões seguintes dá a área da região delimitada pelas parábo-


las definidas por y = - x2 + 3x + 8 e y = x2 - x + 2 ?
3 3
(A) ∫ (2x 2 - 4x - 6) dx (B) ∫ (- 2x 2 + 4x + 6) dx
-1 -1
1 1
(C) ∫ (2x 2 - 4x - 6) dx (D) ∫ (- 2x 2 + 4x + 6) dx
-3 -3

4. Uma sala tem 2,5 metros de altura. Uma corda elástica está presa por uma
das suas extremidades ao teto dessa sala e tem uma esfera de plástico presa
à outra extremidade. A esfera é puxada e, em seguida, é largada, ficando em
movimento vertical, para cima e para baixo. Admite que, t segundos após
um certo instante inicial, a distância, em centímetros, do centro da esfera ao
chão da sala é dada por d(t) = 116 + 24 cos (2pt), t å [ 0, + ∞ [ .
Ao longo do seu movimento, para cima e para baixo, qual é a distância mí-
nima do centro da esfera ao teto da sala?
(A) 0,9 m (B) 1,1 m
(C) 1,3 m (D) 1,5 m

5. Lançam-se dois dados equilibrados, com as faces numeradas de 1 a 6.


PROFESSOR Qual é a probabilidade de sair um número superior a 4 em apenas um dos
Soluções dados?
1. (A)
1 7
2. (D) (A) __ (B) ___
3 18
3. (B)
4
(C) __
1
(D) __
4. (B) 9 2
5. (C) Ajuda

96 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


Grupo II
Na resposta a cada um dos cinco itens deste grupo, apresenta todos os cálculos
que efetuares, explica os raciocínios e justifica as conclusões.

1. Seja
Determina:
p a proposição «Um quadrado de área 25 cm2 tem 20 cm de períme-
3
tro.» (1 + 2x)
a) ∫ [e 1 + sen(2x) (cos2 x - sen2 x)] dx b) ∫ _______ dx, no intervalo ] 0, +∞ [
Qual das proposições seguintes é equivalente à x proposição p ?
a) Mostra que esta equivalência é verdadeira utilizando uma tabela de ver-
2. Umdade.
praticante de parapente paira sobre o mar. Quando se encontra 80 me-
tros acimaestdo mar, dispara um projétil verticalmente, de baixo para cima,
b) Utiliza
com uma velocidade de 30 m/s. O projétil sobe, atinge uma altura máxima e
depois cai verticalmente sobre o mar. Naturalmente, o projétil está perma-
nentemente sujeito à aceleração da gravidade (aproximadamente 10 m/s2).
Admite que, relativamente ao movimento do projétil, a resistência do ar é
desprezável.
Quais foram os livros que a Filipa leu?
Apenas
(A) Ao fim o Memorial
de quanto do Convento.
tempo, depois de ter sido disparado, é que o projétil atinge
O Memorial do Convento e Os Maias.
(B) o mar?

3. Determina a área da região do plano xOy definida pela condição:


x ≥ 0 ‹ x 3 ≤ y ≤ 2x - x 2

x _____
4. Seja F a função, de domínio R , definida por F(x) = ∫ √t 2 + 16 dt .
3
Calcula F(3) + F '(3) + F"(3) .

5. As substâncias radioativas vão-se desintegrando e perdendo massa, ao longo


do tempo. A massa m(t) de uma substância radioativa, num certo instante t ,
é dada por uma expressão do tipo m(t) = m0 ekt , em que m0 é a massa da
substância no instante inicial e k é uma constante que depende da substân- PROFESSOR
cia e das unidades usadas para medir tempo e massa (o tempo e a massa são, Soluções
naturalmente, medidos em unidades adequadas). 1. a) __1 e1 + sen (2x) + c, c å R
2
Chama-se semivida de uma substância radioativa ao tempo que a massa b) ln | x| + 6x + 6 x2 + ___ + c,
8x3
dessa substância demora a reduzir-se a metade da massa inicial. 3
cåR
O urânio-235 é uma substância radioativa que tem uma semivida de
270 mil anos. 2. 8 segundos

3. ___
5
a) Determina a massa de urânio-235 que permanece numa amostra de 12
4. ___
1 grama, após 100 mil anos. Apresenta a resposta em miligramas, arre- 28
5
dondada às unidades. Sempre que, em cálculos intermédios, procederes a
5. a) 774 mg
arredondamentos, conserva, no mínimo, seis casas decimais.
b) 897 mil anos
b) Quanto tempo demora uma amostra de 1 grama de urânio-235 a decom-
por-se, até ficar com 100 miligramas de massa? Apresenta a resposta em
milhares de anos, arredondada às unidades.
Resolução

Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral 97


Exercícios propostos
x2 ex - 1
20 Determina as seguintes primitivas, num inter- n) P ______
2 x
valo adequado.
o) P (ex+3 + 2)
a) P (x4 - 1)
p) P ____
1
1
b) P ___
___ 1-x
√9 x3
q) P tg (5x - 7)
2
c) P (x3 + 2)
cos x
r) P ________
________
x2 - x + 3
d) P _______
3
__ √2 sen x + 1
√x
____ tg x 3
s) P _____
e) P√x + 2 cos x
2

____
f) P(sen x cos x) t) P (x3√x4 + 1 )
____
g) P sen (8x) u) P (x√x2 - 1 )

h) P cos (5x) 3x - 4
v) P (e )

i) P _____
1
3x - 7 w) P (x ex2 + 1)
__
j) P (x - √x ) __ __
x) P (√x e2x√x )
2
k) P (x - ___)
1
2
2x ln x
y) P ____
6
x
l) P (x + 1)
z) P __________
_____ 1
m) P (ex + 2x - 3) cos2 x√tg x - 1

______
PROFESSOR f) _____ + c
sen2 x
m) e + x
x2 - 3x + c √(x2 - 1)
_______
3

2 u) +c
Soluções 3
cos (8x)
_______
g) - +c n) ex + __1 + c e3x - 4
20. Sendo c å R : 8 x v) ____ + c
3
sen (5x) o) ex + 3 + 2x + c ex2 + 1
a) __ h) _______ + c ____
5
x -x+c w) +c
5 2
p) - ln |1 - x | + c
5
__

b) - ___
2 __ + c |
ln 3x - 7 |
i) ________ + c
e2x√x
x) ___ + c
3√x 3
__
|
ln cos (5x - 7)
q) - _____________ + c
| 3
3
ln (x)
y) ____ + c
5
c) __ + x4 + 4x + c
x7
__
x2 2√x3
___ ________
j) - +c 3
7
__ __ __ 2 3 r) √2 sen x + 1 + c _____
3 3 3
3√x8 ___
___ 3√x5 ___ 9√x2 z) 2√tg x - 1 + c
d)
8
-
5
+ +c
2 k) __
x3 - x - ___
1 +c tg4 x
s) ____ + c
______ 3 4x 4
______
2√(x + 2)
3
7
e) _______ + c (x + 1)
l) ______ + c
√(x4 + 1)
_______
3

3 t) +c
7 6

98 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


21 Determina as seguintes primitivas, num inter- 22 Calcula os seguintes integrais.
valo adequado.
2 1
a) ∫ ______ dx
3
a) P [sen (2x) esen2 x]
1
(x + 1 )

4 ____
b) P [ex2 + 4x + 3 (x + 2)] b) ∫ (x√x 2 + 9 ) dx
0

x2
x sen (___)] dx
4 4
c) P [e5x + x (x2 + 1) ] c) ∫
[
1 2

1
e2x
d) P _____ d) ∫ cos2 (px) dx
3+e
2x 0

p
sen (2x) e) ∫ sen3 x dx
e) P ________
________ 0
√1 + cos2 x

ln (3)
f) ∫ e 2x dx
0
f) P [sen (px) + cos (2px)]

e-1 1 dx
g) ∫ ____
g) P [x cos (x2 + 4)] 0 x+1

__
p
cos3 x 2 cos
_______
h) P _____ h) ∫
0 3 + senx
dx
sen4 x

ln (2) e2x
x2 + 3x - 5 ______
i) P ________ i) ∫
-ln (2) - e2x + 9
dx
x+1

________
22. a) ___
5
PROFESSOR e) - 2√1 + cos2 x + c g) 1
72
Soluções sen (2px) - 2 cos (px) h) ln __4
f) _________________ + c b) ___
98 (3)
21. Sendo c å R : 2p 3 __
( 2 + 4)
_________ √
c) cos __1 - cos 8 __
sen x 7
a) esen2x + c g) +c i) ln
2 2 ( 2 )
ex2 + 4x + 3
b) ______ + c h) ____
1 - ______1 +c d) __1
2 5 sen x 3 sen3 x 2
___ (x2 + 1)
e5x ______
+ +c e) __
4
c)
5 10 i) __
2
| |
x2 + 2x - 7 ln x + 1 + c
3
ln (3 + e2x) f) 4
d) _________ + c
2

Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral 99


23 Determina as áreas das regiões delimitadas pe- 26 Considera a função f , de domínio R , defini-
x
las linhas definidas por: da por f(x) = ∫ e-t2 dt .
0
a) y = 0 e y = 25 - x2
a) Mostra que f é ímpar.
b) y = x2 e y=4
b) Mostra que f é limitada, começando por justi-
c) y = x2 e y=8- x2 ficar que, para t ≥ 1 , se tem e- t2 ≤ e- t .

d) y = 2x2 e y = 5x c) Estuda a monotonia de f e o sentido das conca-


vidades do gráfico de f .
e) y = x + 1 e y = 7 - x2
d) Determina a equação reduzida da reta tangente
f) y = 2x - x3 , y = x - x2 , x = 0 e x = 1
ao gráfico de f no ponto de abcissa 0.
__
x
g) y = __ e y = √x +
2 e) Mostra que Ax å R , f(x) ≤ x .
p p
h) y = cos x , y = x - __ e x = - __
2 2 f) Esboça o gráfico de f .

24 Seja f a função, de domínio 0, + ∞ , definida Adaptado de Caderno de Apoio, 12.° ano


[ [
x
por f(x) = ∫ [(t2 + 1) ln (2t + e)] dt .
0
Determina a equação reduzida da reta tangente ao 27 Um ponto material desloca-se na reta numé-
gráfico da função f no ponto de abcissa 0.
rica. Em cada instante t , a aceleração a que está
sujeito é dada, em m/s2, por a(t) = A − 6 t 2 , com
Resolução A å R+ . No instante t = 0 , o ponto está a 8 metros
Exercício 24 (resolução passo a passo)
da origem no sentido positivo e a velocidade nesse
25 Seja f a função, de domínio 1, + ∞ , definida instante é nula. Decorrido um segundo, o ponto
] [
x
et desloca-se à velocidade de 30 m/s.
por f(x) = ∫ _____ dt .
1 t - 2

a) Estuda a função f quanto à monotonia. a) Determina os instantes em que a velocidade é


nula.
b) Estuda a função f quanto ao sentido das conca-
vidades do seu gráfico e quanto à existência de b) Determina a distância percorrida pelo ponto
pontos de inflexão. quando decorreram 6 segundos.

PROFESSOR g) __
4 26. c) O gráfico de f tem a 27. a) t = 0 e t = 4
3 concavidade voltada para cima
Soluções 2+4 b) 328 m
p
h) _____ no intervalo ] - ∞, 0] e tem a
2 concavidade voltada para baixo
23. a) ____
500
24. y = x no intervalo [ 0, + ∞ [ .
3
___
32 O ponto de abcissa 0 é ponto de
b) 25. a) f é crescente em todo
3 inflexão do gráfico de f .
o seu domínio, isto é, em
___
64 d) y = x
c) ] 1, + ∞ [ .
3 f)
b) O gráfico de f tem a y
d) ____
125 concavidade voltada para baixo
24 em ] 1, 2] e tem a concavidade
O x
e) ____
125 voltada para cima em
6 [ 2, + ∞ [ . O gráfico de f tem
___
7 um ponto de inflexão, cuja
f) abcissa é 2.
12

100 Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral


28 Se C(x) é o custo de produção, em euros, 30 Determina a área da região delimitada pelos
de x unidades de um certo produto, a função defi- gráficos das funções definidas por:
nida por C '(x) designa-se, em economia e finan-
a) f(x) = sen x + 2 e g(x) = 1 − sen x ,
ças, por custo marginal (CMg(x)) . 11π
entre 0 e ____ .
6
b) f(x) = sen x + 2 e g(x) = cos x + 1 ,
entre 0 e 2π .

31 Sejam f e g as funções definidas por:

f(x) = x 3 - 6 x 2 + 8x e g(x) = x 2 - 4x

Determina a variação do custo de produção quando a) Estuda a função f de modo a poderes represen-
o número de unidades produzidas aumenta de tá-la graficamente.
1000 para 1100, sabendo que o custo marginal de
b) Representa, no mesmo referencial, as funções f
3500
produção é dado por CMg(x) = _____ . e g , no intervalo [0, 3] .
x2
Apresenta o resultado em euros, arredondado às 3
c) Calcula ∫ [f(x) - g(x)] dx .
milésimas. 0
d) Justifica que a área da região delimitada pelos
gráficos das funções f e g , entre 0 e 3, pode ser
29 Um líquido é colocado a ar- dada por:
2 2 3
refecer numa sala em que a tem- ∫ f(x) dx + ∫ [- g(x)] dx + ∫ [f(x) - g(x)] dx
0 0 2
peratura ambiente se mantém
constante. Admite que a tempera- e determina a área dessa região.
tura do líquido está a variar, no e) Compara os valores obtidos em c) e d).
instante t , à taxa − e −0,16t (ºC por
minuto).
Determina a temperatura do líquido 2 minutos de-
pois de ser colocado a arrefecer, sabendo que a tem-
peratura inicial era 95 ºC.
Apresenta o resultado arredondado às unidades.

PROFESSOR f é crescente em
para cima em [ 2, + ∞ [ ; o
c) ___
__ 45
Soluções 6 − 2√3 ponto de coordenadas (2, 0) é
_____ 4
28. 0,318 € ] − ∞ , 3 ] e em ponto de inflexão do gráfico.
d) ___
45
__ 4
b)
29. 93 °C 6 + 2√3
_____
[ 3 , + ∞[ y y
__
30. a) 3√3 + 2 + __
p
f f
2 e é decrescente em
__ __
b) 4 + p 3
6 − 2√3 _____
_____ 6 + 2√3 3
O 2
31. a) f(x) = 0 § [ 3 , 3 ]; O x x

§x=0›x=2›x=4; f"(x) = 6x − 12 ;
f '(x) = 3 x2 - 12x + 8 ; f"(x) = 0 § x = 2 ; g
g
o gráfico tem a concavidade
f '(x) = 0 § __ __ voltada para baixo em ] - ∞ , 2]
6 − 2√3
_____ 6 + 2√3
_____ e tem a concavidade voltada e) São iguais.
§x= ›x= ;
3 3

Tema 6 | Primitivas e Cálculo Integral 101


7
Tema

Números
Complexos
Este tema está organizado em:

1. Introdução aos números complexos


2. Operar com números complexos
3. Forma trigonométrica de um número
complexo
4. Raízes de um número complexo
Síntese
5 + 5 | Teste 3
Exercícios Propostos

+Exercícios Propostos
1. Introdução aos números
complexos

Introdução histórica
Um dos grandes objetivos da Matemática é a resolução de problemas que surgem
naturalmente, quer no dia a dia, quer na aplicação da Matemática a outras ciên-
cias, como a Física, a Química, a Biologia e a Economia. Uma vez que muitos
problemas podem ser traduzidos por meio de equações, a resolução de equações
mereceu, desde sempre, um lugar de destaque na história da Matemática.

Um tipo de equações que sempre atraiu a atenção dos matemáticos foi o das
equações polinomiais. Em particular, as equações do primeiro e do segundo grau
Girolamo Cardano (1501-1576) são trabalhadas desde as primeiras civilizações da história da humanidade.
A fórmula resolvente para as equações do segundo grau já é conhecida desde há
muito tempo.

Em meados do século xvi, em pleno Renascimento, alguns matemáticos italia-


nos, tais como Cardano, del Ferro, Tartaglia e Bombelli, debruçaram-se sobre o
problema de encontrar uma fórmula resolvente para as equações do terceiro
grau e descobriram uma fórmula para as equações do terceiro grau do tipo
x3 + px + q = 0 . Como, através de uma simples mudança de variável, se pode
reduzir qualquer equação do terceiro grau a uma deste tipo, estava encontrado
o caminho para a resolução de qualquer equação do terceiro grau.
A fórmula resolvente para uma equação do tipo x3 + px + q = 0 é a seguinte*
Tartaglia (1499-1557) (conhecida como fórmula de Cardano):
___________________
____________ ___________________
____________
NOTA

√ √ √ √
3 2 3 3 2 3
q q p q q p
*  Esta fórmula permite obter uma x = - __ + (__) + (__) + - __ - (__) + (__)
solução da equação x 3 + px + q = 0 2 2 3 2 2 3
2 3
q
__ __ p
se
(2 ) + (3 ) ≥ 0 . Vamos aplicar esta fórmula à equação x 3 - 9x - 28 = 0 para obtermos uma
solução.
1 Utilizando a fórmula de Car- Tem-se p = - 9 e q = - 28 .
dano, determina uma solução
____________
____________

2 3
da equação x 3 + 6x - 2 = 0 . q
__ p
__ √ 2 3
Portanto, ( ) + ( ) = - 14) + (- 3) = 13 .
(
Apresenta_ a tua__ resposta na 2 3
3 3
forma √a - √b , sendo a e b ______ 3 ______
3
números naturais, e confirma Vem, então, x = √14 + 13 + √14 - 13 = 3 + 1 = 4 .
que o resultado que obtiveste é,
efetivamente, solução da equa- É fácil confirmar que 4 é, efetivamente, solução da equação.
ção.
De facto, 43 - 9 * 4 - 28 = 64 - 36 - 28 = 0 .

PROFESSOR Uma das equações que os matemáticos italianos tentaram resolver através da fór-
Soluções mula de Cardano foi a equação x3 - 15x - 4 = 0 .
3
_ 3 __
1. √4 - √2 Tem-se p = - 15 e q = - 4 .

104 Tema 7 | Números Complexos


Portanto,
___________________
____________ ___________________
____________

√ √ √ √
3 2 3 3 2 3
q
__ q
__ p
__ q
__ q
__ p
__
- + ( ) +( ) + - - ( ) +( ) = Resolução
2 2 3 2 2 3 Exercícios de
«Introdução aos
3
_______
_____ 3 _______
_____ números complexos»
= √2 + √- 121 + √2 - √- 121
_____
Ora, √- 121 é uma expressão sem significado.

Sabemos que, ao aplicar a fórmula resolvente de uma equação do segundo grau,


o aparecimento de uma raiz quadrada de um número negativo permite concluir
que a equação é impossível em R .

Mas a equação x3 - 15x - 4 = 0 não é impossível, pois, como facilmente se veri-


fica, 4 é solução da equação.

Perante esta situação, os matemáticos italianos tinham duas opções: mandar


para o lixo a fórmula que permitia, em muitas situações, obter uma solução,
e que tinha sido tão difícil de alcançar, ou ousar trabalhar com expressões sem
significado como se fossem números.
3
_______
_____
Optando por esta última alternativa, eles concluíram que √2 + √- 121 é igual a
___
2 + √- 1 .

De facto, aplicando a fórmula do binómio de Newton, tem-se:


___ 3 ___ ___ 2 ___ 3 RECORDA
(2 + √- 1 ) = 23 + 3 * 22 * √- 1 + 3 * 2 * (√- 1 ) + (√- 1 ) = 3
(a + b) = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3
___ ___ 2 ___
= 8 + 12√- 1 + 6 * (- 1) + (√- 1 ) * √- 1 =
___ ___ ___
= 8 + 12√- 1 - 6 + (- 1) * √- 1 = 2 + 11√- 1 =
_________ _____
= 2 + √112 * (- 1) = 2 + √- 121

3
_______
_____ ___
De igual modo se conclui que √2 - √- 121 = 2 - √- 1 .

Assim, a aplicação da fórmula resolvente conduz a:


3
_______
_____ 3 ____________ ___ ___
√2 + √- 121 + √2 - √- 121 = 2 + √- 1 + 2 - √- 1 = 4

que é, efetivamente, solução da equação.

É portanto possível utilizar a fórmula resolvente (da equação do terceiro grau)


solução da equação x3 - 15x - 4 = 0 , desde que se trabalhe
para encontrar uma___
com a expressão √- 1 como se fosse um número.

Os matemáticos italianos chegaram, assim, a uma situação paradoxal: a fórmula


resolvente, por eles descoberta, podia conduzir a uma expressão sem significado,
mas isso não impedia que a sua aplicação permitisse obter uma solução.

Foi esta
___situação que motivou os matemáticos a darem significado à expres-
são √- 1 , a qual passou a ser designada por i (de imaginário).

Capítulo 1 | Introdução aos números complexos 105


Foi, assim, criado um novo número: o número i . Este novo número é tal que
i 2 = - 1 . Note-se que i não é um número real, pois o quadrado de um número real
nunca é negativo.
_____
Calculadoras gráficas A expressão 2 + √- 121 , que aparece na aplicação da fórmula resolvente da
Casio fx-CG 20 ...... pág. 183 equação do terceiro grau apresentada
_____ ___ na página anterior, pode ser escrita na forma
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 187
2 + 11i , pois √- 121 = 11√- 1 = 11i .
TI-Nspire CX .......... pág. 192

Surgiram, assim, com toda a naturalidade, expressões da forma a + bi , com a


e b reais, as quais passaram a ser encaradas como números, chamados números
complexos.

Os matemáticos italianos da época do Renascimento admitiram, assim, a exis-


tência de um novo conjunto numérico, o conjunto C dos números complexos,
com as seguintes caraterísticas:

• contém o conjunto dos números reais;

• estão definidas em C duas operações, adição e multiplicação, que são exten-


sões das correspondentes operações em R e que conservam as propriedades
associativa, comutativa e distributiva (da multiplicação relativamente à adi-
ção); 0 continua a ser o elemento neutro da adição e o elemento absorvente da
multiplicação; 1 continua a ser o elemento neutro da multiplicação;

• existe em C um elemento i tal que i * i = i 2 = - 1 .

Deste modo, vão existir, no novo conjunto numérico C , para além dos números
reais:

• os números da forma bi , com b real (resultado da multiplicação de b pelo


NOTA _ novo número i ); __
Escreve-se - 4i , - √5 i e 1 - 6i Exemplos: 7i , - 4i , -√5 i
onde, em rigor,
_ deveria escrever-se

(- 4)i , (- 5 )i e 1 + (- 6)i . • os números da forma a + bi , com a e b reais (resultado da adição de a
com bi ); __
Exemplos: 2 + 3i , 1 - 6i , 3 + √2 i

Note-se ainda que, de acordo com os pressupostos acima admitidos:

• um número real a pode ser escrito na forma a + 0i ;

• podemos escrever bi na forma 0 + bi ; em particular, tem-se i = 0 + 1i .


NOTA
* Se a = c ‹ b = d , é imediato que
a + bi = c + di .
Tem-se, para quaisquer números reais a , b , c e d :
Tem-se também: * a=c‹b=d
• a + bi = c + di §
a + bi = c + di ± a - c = (d - b)i ±
± (a - c)2 = - (d - b)2 ± • (a + bi) + (c + di) = a + c + bi + di = a + c + (b + d) i
±a-c=0‹d-b=0±
±a=c‹b=d • (a + bi) * (c + di) = ac + adi + bci + bd i 2 = ac - bd + (ad + bc) i

106 Tema 7 | Números Complexos


O corpo dos números complexos
Os números complexos como pares ordenados
de números reais.
Adição e multiplicação de números complexos
Vimos, na introdução histórica, como problemas relacionados com a aplicação da
fórmula resolvente das equações do terceiro grau motivaram o aparecimento de
um novo conjunto numérico, chamado conjunto dos números complexos.

Vamos agora construir esse conjunto de forma rigorosa. Para isso, comecemos por
notar que à expressão a + bi se pode associar o par ordenado (a, b) , que é um
elemento de R2 . Recordemos que R2 é o conjunto dos pares ordenados (x, y) ,
com x e y números reais.

Vamos definir em R2 duas operações, + e * , motivadas pelas seguintes igual-


dades, obtidas atrás:
• (a + bi) + (c + di) = a + c + (b + d) i
• (a + bi) * (c + di) = ac - bd + (ad + bc) i

Seja R2 o conjunto dos pares ordenados (x, y) , com x e y números reais.


Define-se em R2 uma operação de adição, + , e uma operação de multiplica-
ção, * , da seguinte forma:
• (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d)
• (a, b) * (c, d) = (ac - bd, ad + bc)
Ao conjunto R2 , munido destas duas operações, dá-se o nome de corpo dos
números complexos e representa-se por C .

Estas duas operações têm as seguintes propriedades:


• são comutativas;
• são associativas;
• a multiplicação é distributiva relativamente à adição;
• (0, 0) é elemento neutro da adição;
• (1, 0) é elemento neutro da multiplicação.

Vamos provar que a operação * é comutativa.


Tem-se, para quaisquer (a, b) e (c, d) pertencentes a R2 :
(a, b) * (c, d) = (ac - bd, ad + bc) = (ca - db, cb + da) = (c, d) * (a, b)

Vamos agora provar que a operação * é associativa.


Tem-se, para quaisquer (a, b) , (c, d) , (e, f ) pertencentes a R2 : 2 Prova que a operação + é
[(a, b) * (c, d)] * (e, f ) = (ac - bd, ad + bc) * (e, f ) = comutativa e associativa e que
= ((ac - bd) e - (ad + bc) f, (ac - bd) f + (ad + bc) e) = a operação * é distributiva,
relativamente à operação + .
= (ace - bde - adf - bcf, acf - bdf + ade + bce)

Capítulo 1 | Introdução aos números complexos 107


(a, b) * [(c, d) * (e, f )] = (a, b) * (ce - df, cf + de) =
= (a (ce - df ) - b (cf + de) , a (cf + de) + b (ce - df )) =
= (ace - adf - bcf - bde, acf + ade + bce - bdf ) =
= (ace - bde - adf - bcf, acf - bdf + ade + bce)
Portanto, [(a, b) * (c, d)] * (e, f ) = (a, b) * [(c, d) * (e, f )] .

Provemos que (1, 0) é elemento neutro da operação * .


Tem-se, para qualquer (a, b) pertencente a R2 :
(a, b) * (1, 0) = (a * 1 - b * 0, a * 0 + b * 1) = (a, b)
3 Prova que (0, 0) é elemento E, dado que a operação * é comutativa, também se tem (1, 0) * (a, b) = (a, b) .
neutro da operação + em R2 .
Na introdução histórica, referimos que, de acordo com os pressupostos então
admitidos, um número real a poderia ser escrito na forma a + 0i . Na constru-
ção que estamos a fazer, tal corresponde a identificar o número real a com o
par ordenado (a, 0) .
Confirmemos que esta identificação é coerente com a forma como se definiu
a adição e a multiplicação neste novo conjunto.
Tem-se, dados números reais a e b , quaisquer:
a + b → (a, 0) + (b, 0) = (a + b, 0) → a + b
ab → (a, 0) * (b, 0) = (ab - 0 * 0, a * 0 + 0 * b) = (ab, 0) → ab

Portanto, faz sentido identificar o número complexo (x, 0) com o número real x .
Escrevemos: (x, 0) = x .

Na introdução histórica também referimos que, de acordo com os pressupostos


então admitidos, o novo número, i , poderia ser escrito na forma 0 + 1i .
Na construção que estamos a fazer, tal corresponde a identificar i com o par
ordenado (0, 1) .
NOTA Confirmemos que, de acordo com a forma como se definiu a adição e a multipli-
*  Tal como em R , define-se zn , cação em C , se tem i2 = - 1*.
com z å C e n natural, da seguinte
forma:
De facto, i 2 = i * i = (0, 1) * (0, 1) = (0 * 0 - 1 * 1, 0 * 1 + 1 * 0) = (- 1, 0) = - 1 .
• z1 = z
Ao número complexo i dá-se o nome de unidade imaginária.
• z n = z * … * z , se n > 1
⏟ n fatores
Seja agora z = (a, b) um número complexo qualquer.
Prova-se que as regras das potên-
cias se mantêm válidas: Tem-se:
• zn * zm = zn+m z = (a, b) = (a, 0) + (0, b) = (a, 0) + (b, 0) * (0, 1) = a + bi
n
• z n * w n = (zw)

• __
zn = zn-m , n > m , z 0 0 Tem-se também:
zm
• ___ z n,w00
z n = __ a + bi = c + di § (a, b) = (c, d) § a = c ‹ b = d
w n (w)
m
• ( z n ) = z nm
Portanto, dado um número complexo z , existe um único número real a e um
único número real b , tais que z = a + bi . A a dá-se o nome de parte real de z
e representa-se por Re (z) e a b dá-se o nome de parte imaginária de z e repre-
senta-se por Im (z) .

108 Tema 7 | Números Complexos


Uma vez que os números reais são os complexos da forma (a, 0) , tem-se que um
número complexo é real se e só se Im (z) = 0 .

Dá-se o nome de imaginário a um número complexo não real, ou seja, um


número complexo é imaginário se e só se Im (z) 0 0 . Por exemplo, 2 + 3i e 5i
são exemplos de números imaginários.

Dá-se o nome de imaginário puro a um número imaginário tal que Re (z) = 0 .


Portanto, um número imaginário puro é um número da forma bi , com b 0 0 .

Tem-se ainda que:

• (a + bi) + (c + di) = (a, b) + (c, d) = (a + c, b + d) = a + c + (b + d)i

• (a + bi) * (c + di) = (a, b) * (c, d) = (ac - bd, ad + bc) = ac - bd + (ad + bc)i

• o simétrico de a + bi é - (a + bi) = - a + (- b)i = - a - bi

• (a + bi) - (c + di) = (a + bi) + (- c + (- d)i) = (a - c) + (b - d)i

Nota que, tendo em conta as propriedades associativa e comutativa da adição e


da multiplicação em C e a propriedade distributiva da multiplicação em rela-
ção à adição, podemos também escrever:

• (a + bi) + (c + di) = a + c + bi + di =

= a + c + (b + d) i

2
• (a + bi) * (c + di) = ac + adi + bci + bd i =

= ac + adi + bci + bd * (- 1) =

= ac - bd + (ad + bc) i

Concluímos, assim, que podemos adicionar e multiplicar números complexos


como se fossem polinómios em i e ter em consideração que i2 = - 1 .

Em resumo:

• i é a unidade imaginária, tendo-se i2 = - 1 .


NOTA
• Podemos representar o número complexo (a, b) por a + bi * . * Quando representamos um núme-
ro complexo na forma a + bi , com
• A a dá-se o nome de parte real de z e representa-se por Re (z) . a, b å R , dizemos que o estamos a
representar na forma algébrica.

• A b dá-se o nome de parte imaginária de z e representa-se por Im (z) .

• Tem-se:
Números reais
Números complexos Puros
{ Números imaginários
{ Não puros
continua

Capítulo 1 | Introdução aos números complexos 109


continuação

• Dado um número complexo z = a + bi , tem-se:


• z é real § z = a
• z é imaginário § z = a + bi (b 0 0)
• z é imaginário puro § z = bi (b 0 0)
ou seja,
• z é real § Im (z) = 0
• z é imaginário § Im (z) 0 0
• z é imaginário puro § Re (z) = 0 ‹ Im (z) 0 0
4 Indica:

a) Re (- 2 + 7i) b) Im (- 2 + 7i) • a + bi = c + di § a = c ‹ b = d (a, b, c, d å R)


c) Re (3 + i) d) Im (3 + i)
• Podemos adicionar e multiplicar números complexos como se fossem poli-
e) Re (- 6) f) Im (- 6) nómios em i , tendo em consideração que i2 = - 1 .
g) Re (5i) h) Im (5i)
• Define-se zn , com z å C e n å N , da seguinte forma:
z 1 = z e, se n > 1 , zn = 
z* … * z
5 De um certo número com- n fatores
plexo z sabe-se que Re (z) = - 7 • As regras das potências mantêm-se válidas em C .
e Im (z) = 8 .
Escreve z na forma a + bi .

6 Dos números complexos a


Exercícios resolvidos
seguir apresentados, indica 1. Preenche a tabela:
quais são os números reais,
quais são os números imaginá- z 3 + 4i 2-i - 5i -7
rios e, de entre estes, quais são
os imaginários puros. Re (z)

z1 = 2 + 3i z2 = 7i Im (z)

z3 = - 12i z4 = - 1 - 5i Resolução
z5 = - 6 z6 = 17i z 3 + 4i 2-i - 5i -7
z7 = - 9 - 5i z8 = 13 Re (z) 3 2 0 -7
Im (z) 4 -1 -5 0

Calculadoras gráficas
Casio fx-CG 20 ...... pág. 183
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 188
TI-Nspire CX .......... pág. 193 2. Seja z = 2x - 8 + (y + 2)i (x, y å R).
Determina x e y , de modo que z seja:
PROFESSOR
a) real;
Soluções
4. a) - 2 b) 7 c) 3 d) 1 b) imaginário puro.
e) - 6 f) 0 g) 0 h) 5 Resolução
5. - 7 + 8i
a) z é real § Im (z) = 0 § y + 2 = 0 § y = - 2
6. Números reais: z5 e z8
b) z é imaginário puro § Re (z) = 0 ‹ Im (z) 0 0 §
Números imaginários: z1 , z2 , z3 , z4 , z6
e z7 § 2x - 8 = 0 ‹ y 0 - 2 § x = 4 ‹ y 0 - 2
Números imaginários puros: z2 , z3 e z6
continua

110 Tema 7 | Números Complexos


continuação
7 Seja z = 2x + (3y - 5) i e seja
3. Seja z = 7 - 12i e w = x - 2y + (3x + 5y)i (x, y å R) w = y + xi (x, y å R).
Determina x e y de modo que z = w . Determina x e y de tal modo
Resolução que z = w .

⎧x - 2y = 7 ⎧x = 7 + 2y

z=w§⎨ §⎨ §
⎩3x + 5y = - 12 ⎩3(7 + 2y) + 5y = - 12

⎧x = 7 + 2y ⎧x = 7 + 2y ⎧x = 1
⎪ ⎪

§⎨ §⎨ §⎨
⎩21 + 6y + 5y = - 12

⎩11y = - 33 ⎩y = - 3

4. Determina:
3 4 51
De um modo geral, tem-se:
a) i b) i c) i i 4n + k = i k , com n, k å N
Resolução
3 2
a) i = i * i = (- 1) * i = - i 8 Determina:
76 103 265
4 3
b) i = i * i = (- i) * i = - i = - (- 1) = 1
2
2i + 3i -i
51 4 * 12 + 3 4 * 12 3 4 12
c) i =i =i * i = ( i ) * (- i) = 112 * (- i) = - i
Calculadoras gráficas
Casio fx-CG 20 ...... pág. 184
5. Determina: TI-84 C SE / CE-T .... pág. 188
3 TI-Nspire CX .......... pág. 193
(1 + 2i) + (4 + i) (3 - 5i)
Resolução
Atendendo às propriedades das operações de adição e multiplicação
em C , a fórmula do binómio de Newton também é válida para números
complexos. Assim:
3
(1 + 2i) + (4 + i) (3 - 5i) =
3 2 3 2
= 1 + 3 * 12 * (2i) + 3 * 1 * (2i) + (2i) + 12 - 20i + 3i - 5 i =
2 3
= 1 + 6i + 3 * 4 i + 8 i + 12 - 17i + 5 = 9 Determina:
= 1 + 6i - 12 - 8i + 12 - 17i + 5 = 6 - 19i (- 1 + 4i) (5 - 2i) - (2 - 3i)
2

Representação de um número complexo num


Eixo
referencial ortonormado imaginário

Uma vez que um número complexo é um par ordenado (a, b) , faz sentido repre-
b Afixo de
sentá-lo num plano munido de um referencial ortonormado. a + bi

Dado um plano munido de um referencial ortonormado direto e sendo a e b O a Eixo


números reais, ao ponto M de coordenadas (a, b) dá-se o nome de afixo do real

número complexo z = a + bi .
PROFESSOR
Neste contexto, esse plano é designado por plano complexo ou plano de
Soluções
Argand.
7. x = 1 e y = 2
Ao eixo das abcissas dá-se o nome de eixo real.
8. 2 - 4i
Ao eixo das ordenadas dá-se o nome de eixo imaginário.
9. 8 + 34i

Capítulo 1 | Introdução aos números complexos 111


NOTA Vejamos a que corresponde, do ponto de vista geométrico, a soma de dois núme-
Frequentemente vamos cometer o ros complexos.
abuso de usar a designação do nú-
mero complexo para identificar o Sejam z = x + yi e w = a + bi .
seu afixo, desde que desta simplifi-
cação não resulte ambiguidade. Tem-se, então: z = (x, y) e w = (a, b) , pelo que z + w = (x + a, y + b) .
Eixo
imaginário
X
Portanto:
Z
y Sendo Z o afixo de z e W o afixo de w , adicionar z com w corresponde
⎯→
a aplicar a Z a translação associada ao vetor OW .
b W
⟶ ⟶ ⎯→
O a x
Sendo X o afixo de z + w tem-se OX = OZ + OW .
Eixo
real

Exercícios resolvidos
1. Representa os seguintes números complexos no plano de Argand.
z1 = 2 + 3i z2 = - 3 + i z3 = - 6 - 2i z4 = 4 - 3i
z5 = 5 z6 = 2i z7 = - 7 z8 = - 3i
10 Na figura estão representa-
Resolução
dos, no plano de Argand, seis
números complexos. Im (z) z1
z6
z2 Im (z)
z2
z1
z7 z5
z6
O 1 Re (z)
z5
z3
O 1 Re (z) z8 z4
z4
z3

Representa estes seis números 2. Na figura estão representados, no plano de Argand, dois números com-
complexos na forma a + bi .
plexos, z1 e z2 .
Im (z)
z1
11 Na figura estão representa-
dos, no plano de Argand, cinco z2
números complexos.
O Re (z)
Im (z) z1
z2

w Seja w = z1 + z2 .
z3
u Representa o número complexo w .
O Re (z) Resolução
O afixo de w é a imagem do afixo de z1 pela translação associada ao
Um dos complexos z1 , z2 ou ⎯→
z3 é igual a u + w . Identifica-o. vetor OZ2 .

Im (z) w
z1
PROFESSOR z2
Soluções
10. z1 = 3 + 2i ; z2 = - 3 + 3i ; z3 = - 1 - 3i ; O Re (z)
z4 = 1 - 2i ; z5 = - 2 ; z6 = i .
11. z2
continua

112 Tema 7 | Números Complexos


continuação
12 Em cada uma das alíneas
3. Em cada uma das alíneas seguintes está definida uma condição em C . seguintes está definida uma
Para cada condição, representa, no plano de Argand, o conjunto dos condição em C . Para cada con-
números complexos que a verificam. dição, representa, no plano de
Argand, o conjunto dos núme-
a) Re (z) = 2 ros complexos que a verificam.
b) Im (z) > - 1 a) Im (z) = 2
b) - 2 ≤ Re (z) ≤ 4 ‹
Resolução
‹ 1 ≤ Im (z) ≤ 3
a) Os números complexos que verificam a condição Re (z) = 2 são os
números complexos cuja parte real é igual a 2, ou seja, são os números 13 Na figura está representado,
complexos da forma 2 + yi , com y å R . no plano de Argand, um qua-
drado que é a imagem geomé-
Assim, o conjunto dos números complexos que verificam a condição trica de um conjunto de núme-
Re (z) = 2 é o conjunto dos números complexos da forma (2, y) , com ros complexos. Escreve uma
condição em C que defina esse
yåR.
conjunto.
A representação geométrica deste conjunto de números complexos é a Im (z)
reta r representada na figura.

Im (z) r
O 1 Re (z)

O 2 Re (z)

Caderno de exercícios
Introdução aos números
complexos
PROFESSOR
b) Os números complexos que verificam a condição Im (z) > - 1 são os
Soluções
números complexos cuja parte imaginária é superior a - 1.
12. a)
Assim, o conjunto dos números complexos que verificam a condição Im (z)
Im (z) > - 1 é o conjunto dos números complexos (x, y) , em que x é
um número real qualquer e y é um número real maior do que - 1.
A representação geométrica deste conjunto de números complexos é
O 1 Re (z)
o semiplano aberto representado na figura.

Im (z) b)
Im (z)

O Re (z)
-1 O 1 Re (z)

13. 2 ≤ Re (z) ≤ 4 ‹ - 3 ≤ Im (z) ≤ - 1

Capítulo 1 | Introdução aos números complexos 113


2. Operar com números
complexos

Conjugado de um número complexo

Resolução Seja z = a + bi um número complexo. Dá-se o nome de conjugado de z ao


Exercícios de «Operar número complexo a - bi . O conjugado de z designa-se por ‾z .
com números
complexos»
EXEMPLOS

Calculadoras gráficas
Casio fx-CG 20 ...... pág. 184 •‾
2 + 3i = 2 - 3i •‾
4 - 5i = 4 + 5i •‾
3i = - 3i
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 188
‾ __ __
TI-Nspire CX .......... pág. 193 1 i = __
• - __ 1i •‾
3=3 •‾
-√2 = -√2
2 2

Im (z) Vejamos a que corresponde, do ponto de vista geométrico, a passagem de um


z número complexo ao seu conjugado.
b
Seja z = a + bi = (a, b) .
O a Re (z) Tem-se z‾ = a - bi = (a, - b) .

z
–b Portanto, o afixo de ‾z é a imagem do afixo de z pela reflexão de eixo real.

Propriedade 1
14 Indica o conjugado de cada
Sejam w e z números complexos.
um dos seguintes números
complexos: Tem-se:
a) 1 + 5i b) 2 - 3i z + w = ‾z + ‾
•‾ w (o conjugado da soma é a soma dos conjugados)
c) - 1 + i d) - 4 - 3i •‾ z * w = ‾z * ‾
w (o conjugado do produto é o produto dos conjugados)
e) 6 f) - 5i • z‾‾ = z (o conjugado do conjugado de z é o próprio z)

Demonstração

Sejam z = a + bi e w = c + di .

Tem-se:

z+w=‾
•‾ a + c + (b + d) i = a + c - (b + d) i =
= a + c - bi - di = a - bi + c - di = ‾z + ‾
w
PROFESSOR
Soluções z*w = ‾
•‾ ac - bd + (ad + bc) i = ac - bd - (ad + bc) i =
14. a) 1 - 5i b) 2 + 3i = ac - bd + (- ad - bc) i = (a - bi) * (c - di) = ‾z * ‾
w
c) - 1 - i d) - 4 + 3i

e) 6 f) 5i • z‾‾ = a + bi = ‾
a - bi = a + bi = z

114 Tema 7 | Números Complexos


Propriedade 2
Seja z um número complexo.
Tem-se: z + z‾ = 2 Re (z) e z - z‾ = 2i Im (z)

Demonstração
Seja z = a + bi .

Tem-se:

• z + z‾ = a + bi + ‾
a + bi = a + bi + a - bi = 2a = 2 Re (z)

• z - z‾ = a + bi - ‾
a + bi = a + bi - (a - bi) = 2bi = 2i Im (z)

Propriedade 3
Seja z um número complexo diferente de 0.
Tem-se:
• z é um número real se e só se z = z‾ .
• z é um número imaginário puro se e só se z = - z‾ .

Demonstração
Seja z = a + bi um número complexo diferente de 0.

Tem-se:

• z = z‾ § a + bi = a - bi § b = - b § b = 0 § z é real

• z = - z‾ § a + bi = - (a - bi) § a + bi = - a + bi § a = - a §
§ a = 0 § z é imaginário puro

Exercícios resolvidos
15 Determina o valor de:
1. Seja z = 3 - 2i e seja w = 3i z‾ + 2(zz‾ + z) .

(2 + i) (3 - i) + ‾
2
3i - 2i(5 + i)
Determina w .
Resolução

w = 3i(3 + 2i) + 2 [(3 - 2i) (3 + 2i) + (3 - 2i)] =


= 9i + 6 i 2 + 2(9 - 6i + 6i - 4 i 2 + 3 - 2i) =
= 9i - 6 + 2(9 + 4 + 3 - 2i) =
= 9i - 6 + 2(16 - 2i) =
= 9i - 6 + 32 - 4i = PROFESSOR
= 26 + 5i Soluções
15. 12 - 33i
continua

Capítulo 2 | Operar com números complexos 115


continuação

2. Seja P o afixo, no plano de Argand, de um número complexo z .


P é um ponto do primeiro quadrante.
Seja R o afixo de ‾z , seja O a origem do referencial e seja Q o afixo
do número complexo 8.
Sabendo que o quadrilátero [OPQR] é um losango de perímetro 20,
determina z .

Resolução

A figura abaixo esquematiza a situação. O ponto R é a imagem do


ponto P , pela reflexão de eixo real.
Im (z)
P
y

Q
O x 8 Re (z)

Como o quadrilátero [OPQR] é um losango de perímetro 20, tem-se



OP = 5 .
Seja z = x + yi .
8
Como x = __ = 4 , tem-se, pelo teorema de Pitágoras, 42 + y 2 = 52 , donde
2
vem y = 3 .
Portanto, z = 4 + 3i .

16 No plano complexo, seja A 3. Seja z um número complexo não nulo tal que:
um ponto do terceiro quadran-
te. O ponto A é o afixo de um ‾
3(z + 2i) + 3z‾ = - 6i
número complexo z . Seja B o
afixo de z‾ e seja O a origem Prova que z é um número imaginário puro.
do referencial. Sabe-se que o
triângulo [OAB] __ é equilátero
Resolução
e que tem área 4√3 . Tem-se:
Determina z .

3(z + 2i) + 3‾z = ‾
3(z + 2i) + ‾
3‾z =
‾*‾
=3 3 * ‾‾z =
z + 2i + ‾
= 3 (‾z + ‾
2i) + 3z =
= 3(‾z - 2i) + 3z =
= 3‾z - 6i + 3z =
= 3(z + ‾z) - 6i

PROFESSOR Uma vez que 3(z + ‾z) - 6i = - 6i , tem-se 3(z‾ + z) = 0 , donde vem z‾ + z = 0 ,
Soluções
__ ou seja, z = - z‾ , pelo que z é um número imaginário puro.
16.- 2√3 - 2i

116 Tema 7 | Números Complexos


Módulo de um número complexo
Recorda que o módulo de um número real a , que se representa por |a | , é a
medida da distância, na reta real, entre a origem e o ponto de abcissa a .
É então natural definir módulo de um número complexo da forma que a seguir
Im (z) z
se apresenta.
|z|

Seja z um número complexo. Dá-se o nome de módulo de z , e representa-se


por |z| , à medida da distância, no plano complexo, entre a origem do refe-
O Re (z)
rencial e o afixo de z .

EXEMPLOS
Im (z)
• Tem-se | 4 | = 4 , pois a distância do afixo de 4 à origem é igual a 4.
4
• Tem-se | - 3i| = 3 , pois a distância do afixo de - 3i à origem é igual a 3. 4
O Re (z)
3

–3i
Propriedade 1
_______
Seja z = a + bi um número complexo. Tem-se | z| = √a 2 + b .
2

Demonstração
17 Indica o valor de:
Se z = a + bi , então o afixo de z tem coordenadas (a, b) , pelo que a medida
____________ a) | - 7 | b) | i | c) | - 2i |
√ 2
da distância entre a origem e o afixo de z é (a - 0)2 + (b - 0) .
______
Portanto, | z| = √a 2 + b .
2

18 Determina:
EXEMPLO
_____ a) | - 5 - 12i |
__
|4 + 3i| = √42 + 32 = 5 |
b) 1 + √3 i |
c) | 2 - 5i |

Propriedade 2
Calculadoras gráficas
Seja z = a + bi um número complexo. Tem-se |z | = 0 § z = 0 . Casio fx-CG 20 ...... pág. 184
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 188
Demonstração TI-Nspire CX .......... pág. 193
_____
Tem-se: |z | = 0 § √a2 + b = 0 § a = 0 ‹ b = 0 § z = 0
2

Im (z) z
|z|
Propriedade 3
O Re (z)
Seja z = a + bi um número complexo. Tem-se | z| = | z‾ | . | –z | –z

Demonstração
_____ ________ PROFESSOR
Tem-se: | z| = | a + bi | = a + b = a2 + (- b) = |a - bi | = | ‾z |
√ √
2 2 2
Soluções
Nota: do ponto de vista geométrico, esta propriedade significa que um número 17. a) 7 b) 1 c) 2
____
complexo e o seu conjugado estão à mesma distância da origem. 18. a) 13 b) 2 c) √29

Capítulo 2 | Operar com números complexos 117


Propriedade 4
Seja z = a + bi um número complexo. Tem-se |z| = z z‾ .
2

Demonstração
Tem-se:
2 2
z ‾z = (a + bi) (a - bi) = a 2 - (bi) = a 2 - b i 2 =
_____ 2
= a 2 - b * (- 1) = a 2 + b = (√a 2 + b ) = |z|
2 2 2 2

Im (z) B
|z–w|
Propriedade 5
A
Seja A o afixo de um número complexo z e seja B o afixo de um número
complexo w . Tem-se ‾AB = |z - w | .
O Re (z)

Demonstração
Seja z = a + bi e seja w = c + di .
Tem-se:
• z - w = a + bi - (c + di) = a - c + (b - d) i
• A tem coordenadas (a, b) e B tem coordenadas (c, d) .
____________
Vem, então: AB = (a - c)2 + (b - d) = |z - w |
‾ √ 2

Im (z) 2 + 3i EXEMPLO

4
A distância, no plano de Argand, entre os afixos dos números complexos
________
O Re (z) 2 + 3i e 5 - i é |2 + 3i - (5 - i) | = |- 3 + 4i | = √(- 3) + 42 = 5 .
2

5–i

Propriedade 6
Sejam z e w números complexos.
Tem-se:
• |zw| = | z| |w| (o módulo do produto é igual ao produto dos módulos)
• | z + w | ≤ | z| + |w| (o módulo da soma é menor ou igual à soma dos módulos)

Demonstração
Tem-se:

|z w| w) = |z | |w|
2 2 2
= (zw)‾
(zw) = (zw) (‾z ‾
w) = (z ‾z) (w ‾

Portanto, |z w | = |z| |w | , de onde se conclui que:


2 2 2
______ ___ ____
|z w| = √|z| |w| = √|z| √|w| = |z| |w|
2 2 2 2

118 Tema 7 | Números Complexos


Provemos agora que |z + w | ≤ |z| + |w| .
Seja A o afixo de z , seja B o afixo de w e seja C o afixo de z + w . Im (z) C
→ A
O ponto C é a imagem do ponto A pela translação associada ao vetor OB .
OC ≤ ‾
Tem-se ‾ OA + ‾ OC ≤ ‾
AC , pelo que ‾ OB , ou seja, |z + w | ≤ |z| + |w | .
OA + ‾ B

Nota: A desigualdade | z + w | ≤ | z| + |w| é conhecida como desigualdade trian- O Re (z)

gular.

Exercícios resolvidos
1. Seja z = - 3 + 4i .
2
Determina ( |z | + 2z‾) .
Resolução
________ _____
Tem-se |z| = √(- 3)2 + 42 = √9 + 16 = 5 .
2
Portanto, ( |z| + 2‾z) = [5 + 2(- 3 - 4i)] = (- 1 - 8i)2 =
2

= (1 + 8i)2 = 1 + 16i + 64 i 2 = 1 + 16i - 64 = - 63 + 16i

2. Sejam z e w dois números complexos não nulos. No plano de Argand,


sejam A e B os afixos de z e w , respetivamente. Seja O a origem do 19 Seja z um número comple-
referencial. xo. Sabe-se que | z | = 5 , que
z + z‾ = 8 e que o afixo de z
Sabe-se que B pertence à mediatriz de [OA] . pertence ao quarto quadrante.
Determina z .
Prova que |z| = z ‾
2
w + w ‾z .
Resolução
Como B pertence à mediatriz de [OA] , tem-se ‾
OB = ‾
AB , ou seja,
|w| = |z - w| .
Tem-se:
|w| = |z - w| ± |w| = |z - w| ± w w
2 2
‾ = (z - w)‾
(z - w) ±
± ww
‾ = (z - w) (z‾ - w
‾) ± ww
‾ = z ‾z - z w
‾ - w ‾z + w w
‾±
‾ + w z‾ ± |z | = z w
2
± z z‾ = zw ‾ + w z‾

3. Seja z um número complexo tal que |z + 1 | + |z - 1 | = 20 .


2 2
20 Mostra que, para qualquer
Mostra que | z| = 3 . número complexo z , se tem:
(z + i) (‾z - i) = |z + i |
2

Resolução
Tem-se:

|z + 1| + | z - 1 | = (z + 1)‾
2 2
(z + 1) + (z - 1)‾
(z - 1) =
‾) + (z - 1) (z‾ - ‾
= (z + 1) (z‾ + 1 1) = (z + 1) (‾z + 1) + (z - 1) (z‾ - 1) =
= z z‾ + z + ‾z + 1 + z‾z - z - z‾ + 1 = 2 z ‾z + 2
PROFESSOR
Ora, 2 z ‾z + 2 = 20 ± 2 z ‾z = 18 ± z‾z = 9 ± |z| = 9 ± |z | = 3 .
2
Soluções
19. 4 - 3i
continua

Capítulo 2 | Operar com números complexos 119


continuação

4. Seja z um número complexo tal que |z| = 13 . No plano de Argand,


seja A o afixo de z e seja B o afixo de z‾ .
Sabendo que o ponto A está no primeiro quadrante e que o triângulo
[AOB] tem perímetro 36, determina z .

21 Seja z um número comple- Resolução


Im (z)
xo cujo afixo, no plano de A figura ao lado esquematiza a situação. y A
Argand, é um ponto A situado
no primeiro quadrante. Seja B 13
Sendo z = x + yi , tem-se: x
o afixo de z‾ .
2 O Re (z)
Sabe-se que |z | = 6 e que o x2 + y2 = 13 ‹ 2y + 13 + 13 = 36
triângulo [OAB] é equilátero.
Determina z . B
Tem-se:
x2 + y2 = 132 ‹ 2y + 13 + 13 = 36 §
§ x2 + y2 = 132 ‹ y = 5 § x = 12 ‹ y = 5

Portanto, z = 12 + 5i .

5. Em cada uma das alíneas seguintes está definida uma condição em C .


Para cada condição, representa, no plano de Argand, o conjunto dos
números complexos que a verificam.
a) | z | = 2

|
b) z - (3 + 2i) = 1|
c) | 2i + z | > 1 ‹ | z - 1 + i | < 3

| | |
d) z - (3 + 2i) = z - (1 - 2i) |
|
e) | z - 1 | = 2 ‹ | i - z | ≥ z - 2 - i |
Resolução
a) | z | = 2 se e só se a distância do afixo de z à origem do referencial é 2,
ou seja, se e só se o afixo de z pertence à circunferência de centro na
origem e raio 2.
Im (z)

O 1 Re (z)

| |
b) z - (3 + 2i) = 1 se e só se a distância do afixo de z ao afixo de 3 + 2i
é 1, ou seja, se e só se o afixo de z pertence à circunferência de centro
em A(3, 2) e raio 1.
Im (z)
A

PROFESSOR
O 1 Re (z)
Soluções
__
21. 3√3 + 3i
continua

120 Tema 7 | Números Complexos


continuação
22 Em cada uma das alíneas
c) | 2i + z | > 1 ‹ | z - 1 + i | < 3 § seguintes está definida uma
condição em C .
§ |z + 2i | > 1 ‹ |z - 1 + i| < 3 § Para cada uma delas, representa,
no plano de Argand, o conjunto
| | |
§ z - (- 2i) > 1 ‹ z - (1 - i) < 3 | de pontos correspondente.

Esta condição traduz que a distância do afixo de z ao afixo de - 2i é a) | z + 1 | = 4

maior do que 1 e a distância do afixo de z ao afixo de 1 - i é menor b) 1 ≤ | z | ≤ 3


do que 3, ou seja, o afixo de z pertence à interseção do exterior do c) | z + i | ≥ | z - 1 | ‹ Re (z) ≤ 3 ‹
círculo de centro em A(0, - 2) e raio 1 com o interior do círculo de ‹ Im (z) ≤ 2
centro em B(1, - 1) e raio 3.

Im (z)

O 1 Re (z)
B
A

| | | |
d) z - (3 + 2i) = z - (1 - 2i) se e só se a distância do afixo de z ao afixo
de 3 + 2i é igual à distância do afixo de z ao afixo de 1 - 2i . Esta
condição é equivalente a dizer que o afixo de z é equidistante dos
pontos A(3, 2) e B(1, - 2) , ou seja, o afixo de z pertence à mediatriz
PROFESSOR
do segmento [AB] .
Soluções
22. a)
Im (z) A
Im (z)

O 1 Re (z)

O 1 Re (z)
B

e) | z - 1 | = 2 ‹ | i - z | ≥ | z - 2 - i | §
b)

|
§ |z - 1 | = 2 ‹ |z - i | ≥ z - (2 + i) | Im (z)

Então, o afixo de z pertence à interseção da circunferência de centro


em C(1, 0) e raio 2 com o semiplano determinado pela mediatriz do 1 Re (z)

segmento cujos extremos são os pontos A(0, 1) e B(2, 1) e que con-


tém o ponto B , ou seja, o afixo de z pertence à semicircunferência
representada a vermelho na figura.
c)
Im (z)
Im (z)
A B

O C 1 Re (z)
1 Re (z)

Capítulo 2 | Operar com números complexos 121


Inverso de um número complexo
Recorda que o inverso de um número real a diferente de zero é o número real
a ' tal que a a ' = 1 .

É então natural definir o inverso de um número complexo diferente de zero da


forma que a seguir se apresenta.

Seja z um número complexo diferente de zero. Dá-se o nome de inverso de z


ao número complexo z ' tal que z z ' = 1 .

Para esta definição fazer sentido, é preciso garantir a existência, para cada
número complexo z diferente de zero, de um único número complexo z ' tal
que z z ' = 1 . Ora,
1 z
z z ' = 1 ± z‾ (z z ') = z‾ * 1 ± (z‾ z)z ' = ‾z ± |z| z ' = z‾ ± z ' = ___
2
2‾
| z|
e z ___ 1 z = z z ___
1 1
‾ 2 = |z | * ___2 = 1
2
2 ‾
|z| |z| |z|
Concluímos assim a seguinte propriedade:

Propriedade
Seja z um número complexo diferente de zero. O inverso de z existe e é
1 z.
único, sendo igual a ___ 2‾
23 Determina o inverso de |z|
cada um dos seguintes núme-
ros complexos:
1 . Tem-se, assim, __
Nota: O inverso de z representa-se por __ 1 = ___
1 z .
a) i z z |z| 2 ‾
b) 3i
EXEMPLO
c) - 2i
d) 2 + 3i 1 = _____
____ 1
1 (2 + i) = ___________ 1
__ 2 __
__ 1
________ 2 (2 + i) = (2 + i) = + i
e) 1 - i 2 - i |2 - i| 2 5 5 5
(√2 + (- 1) )
2 2

Calculadoras gráficas
Casio fx-CG 20 ...... pág. 184 Exercício resolvido
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 189
TI-Nspire CX .......... pág. 193
Seja z um número complexo cujo afixo, no plano de Argand, é um ponto A
do segundo quadrante que pertence à circunferência de centro na origem
do referencial e raio 1.
Seja B o afixo de __ 1 . Sabe-se que ‾
AB = 1 . Determina z .
PROFESSOR z
Soluções Resolução
23. a) - i b) - __1 i Como o afixo de z pertence à circunferência de centro na origem do
3
referencial e raio 1, tal significa que a distância do afixo de z à origem do
c) __1 i d) ___
2 - ___3
i
2 13 13 1 = ___
referencial é igual a 1, pelo que |z | = 1 . Portanto, __ 1 z=z.
‾ ‾
e) 1 + __1 i
__ z |z| 2
2 2
continua

122 Tema 7 | Números Complexos


continuação

Vem, então: 24 Seja A o afixo, no plano de



| |
AB = 1 § z - __
z
| ‾| |
1 = 1 § z - z = 1 § 2i Im (z) = 1 §
| Argand, de um número com-
plexo z . Sabe-se que o ponto
| | | | |
§ |2i | * Im (z) = 1 § 2 Im (z) = 1 § Im (z) = __ |
1
2
A pertence à bissetriz do pri-
meiro quadrante. Seja B o afi-
Como o afixo de z pertence ao segundo quadrante, tem-se Im (z) > 0 , 1.
xo de __
1 , de onde vem z = a + __
1 i , com a < 0 . z
pelo que Im (z) = __ Determina a área do triângulo
2 2
[AOB] .
Tem-se, então:
_____ __

|z| = 1 § a + 4 = 1 § a + 4 = 1 § a = - 23 (pois a < 0)
√ 2 1
__ 2 1
__ __
__
√ 3 __
Portanto, z = - __ + 1i .
2 2

Divisão de números complexos


O conceito de quociente de números complexos, que se apresenta a seguir, gene-
raliza o conceito de quociente de números reais.

Sejam z1 e z2 números complexos, com z2 diferente de zero. Dá-se o nome


de quociente de z1 por z2 ao número complexo w tal que z2 w = z1 .

Para esta definição fazer sentido, é preciso garantir a existência, para cada par
de números complexos z1 e z2 , com z2 diferente de zero, de um único número
complexo w tal que z2 w = z1 .
Ora,
1 z w = __
z2 w = z1 § __ 1 z § __
1 z w = z __
1 § 1w = z __
1 § w = z __
1
( 2 ) 1
( 2
) 1 1 1
z2 z2 z2 z2 z2 z2

Concluímos assim a seguinte propriedade:

Propriedade
Sejam z1 e z2 números complexos, com z2 diferente de zero. O quociente
1 .
de z1 por z2 existe e é único, sendo igual a z1 __
z2

z
Nota: O quociente de z1 por z2 representa-se por __1 .
z2
z__1 1 = z ____ z 1‾
z
1 z = _____ z1‾z
Tem-se: = z1 __ 1 2‾2
2
= _____2

| | | |
2
z2 z2 z2 z2 z2 ‾
z 2

Concluímos, assim, que a forma algébrica do quociente de z1 por z2 pode ser


obtida multiplicando ambos os termos da fração pelo conjugado do denominador.

EXEMPLO PROFESSOR
(4 + 2i) (1 - 3i) ___________ Soluções
4 + 2i = ___________
_____ = 4 - 12i + 2i + 6 = _______
10 - 10i = 1 - i
1 + 3i (1 + 3i) (1 - 3i) 1+9 10 24. __1
2

Capítulo 2 | Operar com números complexos 123


Exercícios resolvidos
1. Considera os números complexos:
z = - 12 + 2i e w = - 5 + 12i
25 Determina: z-w-3
Determina _______ + (z + 12) (‾
w + 13i) .
3 + 2i z + |w|
a) _____
2 + 5i Resolução
13 ________
b) ______ z-w-3
_______
5 - 12i
z + |w|
+ (z + 12) (w
‾ + 13i) = |w| = √(- 5)2 + 122 = 13
12i
c) _____
3 + 4i - 12 + 2i - (- 5 + 12i) - 3
= __________________ + (- 12 + 2i + 12) (- 5 - 12i + 13i) =
(7 + 8i) (2 - 5i) - 12 + 2i + 13
d) ___________
5 - 12i (- 10 - 10i) (1 - 2i)
- 10 - 10i
3 1 = ________ + 2i (- 5 + i) = _______________ - 10i - 2 =
e) _____ + _____ 1 + 2i (1 + 2i) (1 - 2i)
3 - 4i 3 + 4i
- 10 + 20i - 10i - 20
= _______________ - 10i - 2 = - 6 + 2i - 10i - 2 = - 8 - 8i
5

2. Representa, no plano de Argand, o conjunto dos afixos dos números com-


2z - i
plexos z tais que _____ é um número real.
2 + zi
in Caderno de Apoio, 12.° ano
26 Representa, no plano de
Argand, o conjunto dos afixos Resolução
dos números complexos z tais
z - 1 - i é um número
Seja z = x + yi .
que ______
z+1+i Tem-se:
imaginário puro.
2 (x + yi) - i _________
2z - i _________
_____ 2x + (2y - 1) i
2x + 2yi - i ___________
= = = =
2 + iz 2 + i (x + yi) 2 + ix + y i 2 2 - y + xi
Resolução
(2x + (2y - 1) i) (2 - y - xi)
Exercício 26 (resolução = ____________________ =
passo a passo) (2 - y + xi) (2 - y - xi)
2x (2 - y) - 2 x 2 i + (2y - 1) (2 - y) i - (2y - 1) x i 2
PROFESSOR = ____________________________________
2
=
Soluções
(2 - y) + x 2

25. a) ___ - ___


16 11 2x (2 - y) + (2y - 1) x + [(2y - 1) (2 - y) - 2 x 2] i
29 29
i
= ___________________________________
2
x 2 + (2 - y )
b) __ + __
5 12
i
13 13 2z - i
Portanto, _____ é um número real se e só se
c) ___ + ___ i
48 36 2 + iz
25 25 2
(2y - 1) (2 - y) - 2 x 2 = 0 ‹ x 2 + (2 - y) 0 0
d) ____ + ____ i
498 553
169 169
Ora, (2y - 1) (2 - y) - 2 x 2 = 0 § 4y - 2 y 2 - 2 + y - 2 x 2 = 0 §
e) ___ + ___ i
12 8
25 25
5
§ 2 x 2 + 2 y 2 - 5y = - 2 § x 2 + y 2 - __ y = - 1 §
26. 2
Im (z)
2
5 25 25 5 9
§ x 2 + y 2 - __ y + ___ = - 1 + ___ § x 2 + (y - __) = ___
√2 2 16 16 4 16
Re (z)
5 3
A esta condição corresponde a circunferência de centro (0, __) e raio __ .
4 4
continua

124 Tema 7 | Números Complexos


continuação

Por outro lado, tem-se:


2
x 2 + (2 - y) = 0 § x = 0 ‹ y = 2 § (x, y) = (0, 2)
2
Portanto, x 2 + (2 - y) 0 0 § (x, y) 0 (0, 2) .

Assim, o conjunto dos afixos dos números Im (z)


2z - i
complexos z tais que _____ é um número
2
2 + iz
5

real é o conjunto de pontos da circunferên- 1 4
5 3
cia de centro (0, __) e raio __ , à exceção
4 4 O Re (z)
do ponto (0, 2) .

Propriedade
Dados números complexos w e z , com z 0 0 , tem-se:

||
• __
z
|w| (o módulo do quociente é igual ao quociente dos módulos)
w = ___
|z|
‾w w
‾ (o conjugado do quociente é igual ao quociente dos conjugados)
• (__) = __
z z‾

Demonstração
Tem-se:

| |||
w * z = __
• | w | = __
z
w * z , pelo que __
z
|| z
|w| .
w = ___
|z| ||
‾w ‾w ‾w w.

‾ = (__ * z) = (__) * ‾z , pelo que (__) = __
•w
z z z z‾

Exercício resolvido
Representa, no plano de Argand, o conjunto dos afixos dos números com-

plexos z tais que ______


z+1+i |
z-1-i =1.
| in Caderno de Apoio, 12.° ano
Resolução
Para z 0 - 1 - i , tem-se:

| |
r Im (z)
z-1-i =1§ z-1-i = z+1+i §
______
z+1+i
| | | | Caderno de exercícios
Operar com números
| | |
§ z - (1 + i) = z - (- 1 - i) | O 1 Re (z)
complexos

A esta condição corresponde à reta r , me- Mais sugestões de trabalho


diatriz do segmento de reta cujos extremos
Exercícios propostos n.os 52 a 55
são os afixos de 1 + i e de - 1 - i . (pág. 158).

Capítulo 2 | Operar com números complexos 125


7 Números
Complexos
3. Forma trigonométrica
de um número complexo

Argumento de um número complexo


Seja z =

__
3
__ 1i .
+ __
Resolução 2 2
Exercícios de «Forma _____________
__ 2 ____

trigonométrica de um 2

número complexo» Tem-se |z| = ( __3
+
2 ) (2)
1 =
__
√3 + __
__
4 4
1 =1.

Como |z| = 1 , diz-se que z é unitário.

De um modo geral, tem-se:

Um número complexo diz-se unitário se o seu módulo for igual a 1.

Seja z um número complexo unitário. O seu afixo, no plano de Argand, está


à distância 1 da origem do referencial, ou seja, o afixo de z pertence à circunfe-
rência centrada na origem do referencial e raio 1 (circunferência trigonométrica).

Im (z) Portanto,
z
sen  z é um número complexo unitário §

 § o afixo de z pertence à circunferência trigonométrica §


1
O cos  Re (z)
§ Ea å R : o afixo de z tem coordenadas (cos a, sen a) §
§ Ea å R : z = (cos a, sen a) §
§ Ea å R : z = cos a + (sen a) i §
§ Ea å R : z = cos a + i sen a

NOTA Concluímos, assim, que:


* A expressão cos a + i sen a pode z é um número complexo unitário § Ea å R : z = cos a + i sen a*
ser abreviada escrevendo simples-
mente cis a . Tem-se a seguinte definição:

Seja z um número complexo unitário.


A um número real a tal que z = cos a + i sen a dá-se o nome de argumento de z .
Im (z)

z Note-se que a é um argumento de um número complexo unitário z se e só se


1
2  a for a medida da amplitude, em radianos, de um ângulo generalizado cujo lado

6 1 origem é o semieixo positivo Ox e cujo lado extremidade é a semirreta que tem
O √3 Re (z)
origem no ponto O e __que passa no afixo de z .
2
√3 1
Por exemplo, se z = __ + __ i , então os argumentos de z são os números reais
2 2
da forma __ + 2kp , com k å Z .
p
6

126 Tema 7 | Números Complexos


De um modo geral, tem-se:

27 Indica:
Propriedade
a) três argumentos (dois positi-
Dados dois argumentos de um mesmo número complexo unitário, eles dife- vos e um negativo) do núme-
rem de 2kp , para um certo número inteiro k . ro complexo i ;
b) três argumentos (um positi-
vo e dois negativos) do nú-
mero complexo - 1;
c) a expressão geral dos argu-
Exponencial complexa mentos do número comple-
__ __

__2 √ __2
xo + i.
O nosso objetivo será atribuir significado a uma expressão do tipo eia (expo- 2 2
nencial cujo expoente é um número imaginário puro).

Sabemos que, quaisquer que sejam x e y reais, se tem:


e x
ex * e y = ex + y e __
y =e
x-y
e
Vamos definir eia de tal forma que estas propriedades se mantenham válidas.
Comecemos por apresentar uma propriedade.

Propriedade
Dados números complexos unitários z1 = cos a + i sen a e z2 = cos b + i sen b ,
tem-se:
• z1 z2 = cos (a + b) + i sen (a + b)
z
• __1 = cos (a - b) + i sen (a - b)
z2

Demonstração

Tem-se:

z1 z2 = (cos a + i sen a) (cos b + i sen b) =

= cos a cos b + i cos a sen b + i sen a cos b + i 2 sen a sen b =

= cos a cos b - sen a sen b + i (sen a cos b + sen b cos a) =

= cos (a + b) + i sen (a + b)

z1
__ 1 = z * __
1 * z = z * __
1*z =
= z1 * __ ‾ ‾
z2 1 z2 2 2 1 1 2
z2
| |
z2 = (cos a + i sen a) (cos b - i sen b) =
= z1 * ‾
PROFESSOR
Soluções
= cos a cos b - i cos a sen b + i sen a cos b - i2 sen a sen b =
27. a) __ , ___ e - ___ (por exemplo)
p 5p 3p
2 2 2
= cos a cos b + sen a sen b + i (sen a cos b - sen b cos a) = b) p , - p e - 3p (por exemplo)
c) __ + 2kp, k å Z
p
= cos (a - b) + i sen (a - b) 4

Capítulo 3 | Forma trigonométrica de um número complexo 127


Vamos agora definir eia .

Seja a um número real.


NOTA
* eia = cis a Define-se eia da seguinte forma: eia = cos a + i sen a*.
A expressão eia designa-se por exponencial complexa de ia .

EXEMPLOS
NOTA
** Tem-se, portanto, e ip + 1 = 0 . • eip = cos p + i sen p = - 1 + 0i = - 1**
i __
p
Esta igualdade é considerada uma
• e 2 = cos __ + i sen __ = 0 + 1i = i
p p
das mais belas da Matemática, pois 2 2
relaciona cinco números fundamen- 3p
i ___
3p 3p
= cos ___ + i sen ___ = cos(p - __) + i sen(p - __) =
tais: 0 , 1 , e , p e i . 4 p p
•e
4 4 4 4
__ __
28 Determina na forma a + bi , __
p __
p √
__2 √ __2
= - cos + i sen = - + i
com a, b å R : 4 4 2 2
a) e2pi
3p
i ___
2
b) e
2p
Vamos ver agora que, de acordo com a definição de exponencial complexa de ia ,
i ___
c) e 3
se mantêm válidas as propriedades do produto e do quociente de exponenciais.

Propriedades
Tem-se:
e ia
29 Prova que e___
ia 1. e ia * e ib = e ia + ib 2. ___ = e ia - ib
= ei a - i b . eib
ib e

Demonstração 1
Tem-se:
ei a * ei b = (cos a + i sen a) (cos b + i sen b) =
= cos (a + b) + i sen (a + b) = ei (a + b) = e ia + ib

Simulador
Geogebra: Forma
trigonométrica de
números complexos Forma trigonométrica de um número
complexo
Calculadoras gráficas
Casio fx-CG 20 ...... pág. 184 __
TI-84 C SE / CE-T .... pág. 189 Consideremos o número complexo √3 + i . Im (z)
z = 2e
TI-Nspire CX .......... pág. 194 __ ____ __
PROFESSOR
| |
Tem-se √3 + i = √3 + 1 = √4 = 2 . 1
2

__ 2  e
__ —
Soluções √ 3 __ 6
28. a) 1 Podemos escrever √3 + i = 2( __ + 1 i) = O √3 1 √3 Re (z)
2 2 2
b) - i __ __
p
i
= 2(cos __ + i sen __) = 2 e 6 .
__
1 √
___
3 p p
c) - + i 6 6
2 2

128 Tema 7 | Números Complexos


De um modo geral, dado um complexo z 0 0 , podemos escrever z = |z | * ___ z .
|z| Im (z)
|z|
z

Como ___ z é um número complexo unitário pois ___


|z| ( | | |z| = 1 , existe a å R
z = ___
|z| |z| )
z = cos a + i sen a = eia . Portanto, z = z * ___
tal que ___ | | zz = |z| ei a , ou seja, qualquer O Re (z)
|z| ||
número complexo z 0 0 pode ser escrito na forma z = r w , sendo r å R+ e Im (z) z = | z | e i
|w| = 1 . Provemos que esta decomposição é única. De facto, se z = r w , com e i
r å R+ , e sendo w um complexo unitário, tem-se |z| = |rw | = |r| |w| = r * 1 = r .
z , resulta que w = ___ z = e ia . 
Portanto, z = |z| w e, dado que z = |z | * ___ O
|z| |z| 1 Re (z)

Concluímos, assim, que podemos escrever qualquer número complexo z 0 0 na


forma |z| eia em que:
• |z| é a medida da distância entre a origem e o afixo de z ;
• a é a medida da amplitude (em radianos) de um ângulo generalizado cujo
lado origem é o semieixo positivo das abcissas e cujo lado extremidade é a
semirreta que tem origem no ponto O e que passa no afixo de z .
Quando escrevemos um número complexo z na forma |z| e ia , diz-se que o
estamos a escrever na forma trigonométrica ou forma polar, e diz-se que a é
um argumento de z .

EXEMPLOS

• 3 = 3 e 0i
A distância do afixo do número complexo 3 à origem do referencial é igual Im (z)
a 3, pelo que o módulo deste complexo é 3. O referido afixo pertence à 3
O 1 Re (z)
parte positiva do eixo real, pelo que 0 é um argumento deste complexo.
i __
p
2
• 2i = 2 e
A distância do afixo do número complexo 2i à origem do referencial é Im (z)
2i 
igual a 2, pelo que o módulo deste complexo é 2. O referido afixo pertence —
2
à parte positiva do eixo imaginário, pelo que __ é um argumento deste
p
2 O 1 Re (z)
complexo.
• - 4 = 4 e ip
A distância do afixo do número complexo - 4 à origem do referencial é Im (z)
igual a 4, pelo que o módulo deste complexo é 4. O referido afixo pertence 
–4
à parte negativa do eixo real, pelo que p é um argumento deste complexo.
O 1 Re (z)
3p
i ___
2
• - 2i = 2 e
A distância do afixo do número complexo -2i à origem do referencial é Im (z) 3

igual a 2, pelo que o módulo deste complexo é 2. O referido afixo pertence 2
3p
à parte negativa do eixo imaginário, pelo que ___ é um argumento deste
O 1 Re (z)
2 –2i
complexo.
__ i ___
3p
• - 2 + 2i = √8 e 4 ________ __ –2+2i Im (z)
O módulo de -2 + 2i é √(- 2) + 22 = √8 . O afixo do número complexo
2
3
_ —
3p
- 2 + 2i pertence à bissetriz do segundo quadrante, pelo que ___ é um ar- √8 4
4 O 1 Re (z)
gumento deste complexo.

Capítulo 3 | Forma trigonométrica de um número complexo 129


30 Escreve na forma trigono- Reciprocamente, vejamos alguns exemplos de como obter na forma x + yi um
métrica: número complexo escrito na forma trigonométrica.
a) - 6i
EXEMPLOS
b) 7
__ __
c) 9i __ i __p __ __ √2 √2
4 __
p __
p
• √2 e = √2 (cos + i sen ) = √2 ( __ + __ i =1+i
d) - 12 4 4 2 2 )
__ __ __
e) -√2 - √2 i 5p
i ___ √ 3 1 __
5p 5p
• 4 e = 4 (cos ___ + i sen ___) = 4 (- __ + __
6
i) = - 2√3 + 2i
f) 5 - 5i 6 6 2 2

• 3 e ip = 3 (cos p + i sen p) = 3 (- 1 + 0i) = - 3

31 Escreve na forma a + bi : Neste último caso, também poderíamos ter raciocinado da seguinte forma:
como p é um argumento do complexo, o afixo está na parte negativa do
a) 10 e2pi
p eixo real. Como a distância deste afixo à origem é 3, trata-se do número - 3.
i __
2
b) 5 e
7p
___ i ___
6
c) √12 e
Propriedade
Seja z = a + bi um número complexo não nulo.
Tem-se que a é um argumento de z se e só se:
a b
cos a = _____
_____ ‹ sen a = _____
_____
√a + b
2 2
√a + b2
2

b
Nesse caso, se a 0 0 , tem-se tg a = __ .
a

Demonstração

Im (z)
Seja z = a + bi um número complexo e seja |z| e ia a forma trigonométrica de z .
z Tem-se:
b
| z| a + bi = |z| eia § a + bi = |z| (cos a + i sen a) §

§ a + bi = |z | cos a + i |z | sen a § a = |z | cos a ‹ b = |z | sen a §
O a Re (z)
a b
a b § cos a = ___ ‹ sen a = ___ §
cos a = ___ sen a = ___ |z| |z|
|z| |z|
a b
§ cos a = _____
_____ ‹ sen a = _____
_____
√a2 + b 2
√a2 + b2

Portanto, a é um argumento de z = a + bi se e só se:


a b
PROFESSOR cos a = _____
_____ ‹ sen a = _____
_____
√a 2 + b 2
√a 2 + b 2
Soluções
i ___
3p
2
30. a) 6 e b) 7 e i 0
i __
p Nesse caso, se a 0 0 , tem-se:
2
c) 9 e d) 12 e i p
i ___
5p ___ i ___
7p b
_____
_____
e) 2 e 4
f) √50 e 4 sen a √a 2 + b
2
b
tg a = _____ = _____ = __
31. a) 10 b) 5i _____ a