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ADOBE PREMIERE

Emanuel da Cruz

Ponte da Barca, outubro 2019


Emanuel Oliveira da Cruz
Formação Adobe Premiere

Adobe Premiere.

Línguas
Formação ADOBE PREMIERE | Emanuel da Cruz
Ramos

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ..............................................................................................................5
1.1 NOMENCLATURAS ...................................................................................................... 5
1.2 TIMECODE................................................................................................................... 6
1.3 KEYFRAME ............................................................................................................................. 7

2 PRÉ-REQUISITOS MÍNIMOS.............................................................................. 8

3 INICIAR O PROGRAMA ...................................................................................... 8


3.1 CONFIGURAÇÕES DA ÁREA DE TRABALHO (WORKSPACES) ....................................... 8

4 VISÃO GERAL DO PROGRAMA ADOBE PREMIERE ............................................ 10


4.1 INICIAR UM PROJETO ........................................................................................................ 10
4.1.1 CRIAR UMA SEQUÊNCIA ............................................................................................... 12
4.2 IMPORTAR UM ARQUIVO .................................................................................................. 12
4.3 CAPTURAR UM VÍDEO ....................................................................................................... 13
4.4 JANELA PROJECT................................................................................................................. 15
4.4.1 VISUALIZAR OS ARQUIVOS .......................................................................................... 16
4.4.2 ORGANIZAR OS ARQUIVOS .......................................................................................... 17
4.5 JANELAS SOURCE E PROGRAM ......................................................................................... 18
4.5.2 CONTROLES DE PLAYBACK ......................................................................................... 19
4.5.2.1 CONTROLES DO SOURCE........................................................................................... 19
4.5.2.2 CONTROLES DO PROGRAM ....................................................................................... 19
4.6 TIMELINE ............................................................................................................................. 20
4.6.1 EXPLORAR A JANELA TIMELINE ................................................................................. 20
4.6.2 EXPANDIR AS FAIXAS (TRACKS) ................................................................................. 21
4.7 PALETAS DE FERRAMENTAS ............................................................................................ 22
4.8 EFEITOS E TRANSIÇÕES DE VIDEO.................................................................................. 22
4.8.1 APLICAR EFEITOS ......................................................................................................... 25
4.9 TRABALHAR COM O ÁUDIO .............................................................................................. 27
4.9.1 GRAVAR UM ARQUIVO DE ÁUDIO ............................................................................... 27
4.9.2 AJUSTE DE VOLUME E GANHO (GAIN) ....................................................................... 28
4.9.3 MIXANDO FAIXAS DE ÁUDIO E CLIPS ......................................................................... 29
4.9.4 AUDIO MIXER ................................................................................................................ 29
4.9.5 AUDIO DATA .................................................................................................................. 30

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4.9.6 TRANSIÇÕES DE ÁUDIO................................................................................................ 31


4.9.7 APLICAR EFEITOS NO ÁUDIO ...................................................................................... 32
4.10 GERADOR DE CARACTERES - TEXTOS .......................................................................... 32
4.10.1 CRIAR UM NOVO TÍTULO ........................................................................................... 33
4.10.2 SOBRE A MARGEM DE SEGURANÇA ......................................................................... 34
4.11 EXPORTAÇAO DE VIDEO ................................................................................................. 35
4.11.1 SOBRE A COMPRESSÃO DE ARQUIVO ...................................................................... 36
4.11.2 ENTENDER O TAMANHO DO ARQUIVO COMPRIMIDO........................................... 36

5 FONTES DE PESQUISA ............................................................................................ 37

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1 INTRODUÇÃO

O intuito deste tutorial é ajudar os alunos que estão a começar a utilizar


o programa de edição não‐linear Adobe Premiere. Aqui encontrará algumas
informações básicas a respeito do programa, tais como seus parâmetros, áreas de
trabalho, janelas, ferramentas e dicas de configuração para um melhor
desempenho do programa.

É importante ressalçar que a melhor maneira de se aperfeiçoar é usar cada vez


mais o programa e testar todas as possibilidades que ele nos proporciona.

Claro que também da necessidade de desenvolver um olhar crítico e apurado a


respeito da construção de um produto audiovisual. O que torna um editor de
vídeo bom no que faz não é simplesmente o manuseamento que ele tem com
as ferramentas do software, mas sim o uso que ele dá a essas ferramentas, como
ele procura usar o programa para criar um produto audiovisual bom, bem
trabalhado e com conteúdos mais envolventes.

1.1 NOMENCLATURAS

Antes de abrirem o programa, é necessário familiarizar-se com alguns


nomes muito utilizados dentro do software e por outros editores:

Chamamos de MEDIA o arquivo que captura (digitalizado) de um suporte


analógico para o suporte digital do programa, ou qualquer outro arquivo já de
origem digital (vídeos da internet, DVD, etc.).

O CLIP é a representação criada pelo programa para a MEDIA capturada (ou


importada) para dentro do software. O CLIP, é um arquivo de referência, quando
cortamos e alteramos qualquer vídeo na TIMELINE, na verdade estamos a
alterar um “atalho” do MEDIA, de maneira que sua integridade original seja
preservada para outros projetos.

O PROJETO, é um documento criado pelo programa para armazenar todos os


arquivos utilizados, TIMELINES e qualquer outra informação necessário do seu

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trabalho, essa janela é muito importante dentro do software e ela comanda


todas as configurações do trabalho.

A SEQUÊNCIA, é um conjunto pistas criadas dentro do TIMELINE usadas para


editar e criar composições com os CLIPS de vídeo.

Uma BIN (pasta) é igual à pasta de qualquer plataforma de computador, ela pode
ser criada para o ajudar a organizar melhor os arquivos dentro do PROJETO.

O FRAME, é o nome que damos a cada quadro que compõe um vídeo (é a


sucessão de quadros por segundo que dá a ilusão/sensação de que a imagem está
em movimento), a posição de cada quadro dentro da linha do tempo do vídeo, ou
seja TIMELINE, é medida em FRAMES.

1.2 TIMECODE

O TIMECODE, é um código numérico de 8 dígitos que permite a


localização exata dos pontos de áudio e vídeo tanto na TIMELINE de um
programa de edição, quanto durante a gravação de um vídeo por qualquer
câmara de filmagem. É uma marcação precisa de cada frame de imagem.

O FRAME RATE é a unidade de medida (quantidade de quadros) que o programa


usa para registrar, processar ou exibir uma imagem, quadro‐a‐quadro, sua
abreviação é o FPS. Os padrões mais conhecidos de FRAME RATE são 3:

 24 FPS – Adotado pelo cinema


 25FPS – Adotado pela TV dentro dos padrões dos sistemas de transmissão
PAL, PAL‐M e SECAM
 29.97 ‐ Adotado pela TV dentro dos padrões do sistema de transmissão
NTSC
 30 FPS – Adotado pela TV dentro dos padrões do sistema de transmissão
em HD

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Dentro do sistema de transmissão NTSC, a velocidade do FRAME RATE exata não


é um número inteiro, mas sim um valor fracturado (29.97 fps). Por causa
desta condição do sistema, o tempo total de uma gravação (número final do
TIMECODE) resulta numa contagem que necessita de alguns décimos numéricos
para arredondar o tempo final, já que a menor unidade numérica no vídeo é
FRAME, e ele não pode ser fracionado, o que gera mais FRAMES do que o
necessário na soma total.

Para resolver esse problema, foi criado um sistema de compensação para ajustar
os quadros chamado DROP FRAME: Durante a reprodução do vídeo, o visor
numérico do TIMECODE salta 2 frames quando o marcador chega a 29 frames (ou
seja, antes de completar todo o ciclo de tempo). Então, durante a reprodução,
cada vez que o contador de tempo chegar ao 00:00:00:29, ele automaticamente
mostrará de seguida o número 00:00:01:00, mas não se preocupe com os
quadros não‐contabilizados, pois eles não são excluídos, apenas a sua numeração
é ajustada.

Já os arquivos NON DROP FRAME (30 fps) não sofrem esse tipo de ajuste, pois
gravam em exatos 30 frames por segundo.

CUIDADO: A configuração de quadros por segundo usados no programa de edição, deve ser
o mesmo que o padrão utilizado para a gravação do material, pois assim evitamos
problemas de incompatibilidade dentro do projeto.

1.3 KEYFRAME

Os KEYFRAMES são pontos (ou “NÓS”) que, quando adicionados ao clip


no TIMELINE (seja na faixa de vídeo ou de áudio), indicam o início e o fim de
uma transição, efeitos, opacidade/volume ou animação, ou seja, controlam as
propriedades de transformação baseando‐se nos frames do clip.

Quando usamos o KEYFRAME para ajustar mudanças no clip, geralmente usamos


no mínimo 2 pontos: Um para marcar o inicio do movimento, e outro para marcar

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como deve ser o final desse movimento. Quanto mais pontos forem adicionados,
maior será a movimentação.

Voltarão a ter informações a respeito dos KEYFRAMES, a forma d e


visualização, utilização e configurações no decorrer do texto.

2 PRÉ‐REQUISITOS MÍNIMOS

Para que não tenha nenhum problema em trabalhar com o programa,


preste atenção nos pré‐requisitos mínimos que você deve ter no seu computador
para instalar o programa Adobe Premiere CS (do 1 ao 4):

Processador Intel Pentium 4 (processador de 2GHz para DV e de 3,4 GHz para


HDV), Intel Centrino, Intel Xeon (processadores de núcleo duplo de 2,8 GHz para
HD) ou Intel Core™ Duo (ou compatível); processador compatível com SSE2 para
sistemas AMD 1GB de RAM para DV; 2 GB de RAM para HDV e HD 10GB de
espaço disponível em disco Porta IEEE 1394 compatível com OHCI para captura,
exportação para fita e transmissão de DV e HDV para dispositivo DV.

O programa Adobe Premiere suporta arquivos nos seguintes formatos: .MOV,


.AVI, .WMV, .AIF, .MP3, .WAV, .TIF, .JPEG, .BMP, .PNG e .PSD.

3 INICIAR O PROGRAMA

A área de trabalho do Adobe Premiere é organizada em: janelas, menus de


configuração e paletas. Essa área pode ser moldada ao seu estilo de trabalho.

O programa é iniciado da mesma forma que os outros softwares dentro da


plataforma Windows:

MENU INICIAR > ADOBE PREMIERE PRO

3.1 CONFIGURAÇÕES DA ÁREA DE TRABALHO (WORKSPACES)

Quando inicia o programa pela primeira vez, aparecerá a caixa de


diálogo: Select Initial Workspace, dentro dessa caixa pode optar por qual

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tipo de área de trabalho (workspace) quer utilizar o programa. Essa caixa inicial
aparece uma única vez e durante a primeira vez que se inicia o aplicativo.

Se durante o dia‐a‐dia de trabalho quiser alterar sua área de trabalho, o


Adobe Premiere tem outros tipos de Área de trabalho (workspaces) específicos
para alguns tipos de trabalho: como o áudio e efeitos; para selecionar uma dessas
áreas, clique em:

WINDOWS > WORKSPACE > e escolha a opção desejada

Para salvar as alterações da área de trabalho (assim você a torna personalizada):

WINDOWS > WORKSPACE > SAVE WORKSPACE

Uma vez salva, você pode regressar para essa configuração sempre que
quiser, pois ela ficará visível dentro das opções de workspace disponíveis na
barra de superior do programa.

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4 VISÃO GERAL DO PROGRAMA ADOBE PREMIERE

A área de trabalho do Premiere é parecida com as áreas dos outros


programas da Adobe: menu de comando no topo das janelas, janelas para a
edição, caixas de ferramentas e de paletas que podem ser alteradas na sua
localidade dentro do software.

4.1 INICIAR UM PROJETO

Depois da carregado o programa, aparecerá à caixa de diálogo: Welcome to


Adobe Premiere Pro. Aqui você pode optar por abrir um novo projeto ou abrir um
projeto já salvo:

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Se optar por abrir um novo projeto, aparecerá uma janela para configurar os
ajustes. Pode optar por um grupo de configurações pré‐estabelecidas de
projeto (projetos específicos para DV, Quicktime ou vídeo para Windows), ou pode
optar por escolher uma configuração personalizável (custom), e dentro dessa
opção criar ajustes específicos selecionando o Preset.

O ideal é que os projetos estejam dentro das especificações da placa de captura


da sua máquina (veja as recomendações do fabricante), se a placa não lhe
fornecer essas informações, você pode escolher outros ajustes para o projeto.

Depois de criado uma configuração, salve‐a para criar um pré‐ajuste que pode ser
utilizado em outros projetos.

Durante o trabalho, existe a possibilidade de abrir a janela de configuração


sempre que quiser, basta clicar em:

PROJECT > PROJECT SETTINGS

CUIDADO: Essas alterações durante a edição podem ocasionar mudanças no clip de vídeo.
Sempre preste atenção aos ajustes do projeto antes começar a editar.

É importante que as configurações da captura, projeto e ajustes de cada clip seja um padrão
para evitar alterações não desejadas na hora de exportar o material editar.

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4.1.1 CRIAR UMA SEQUÊNCIA

Pode começar uma sequência :

FILE > NEW > SEQUENCE

Quando a sequência é criada, ela carrega as configurações que você já especificou


previamente no projeto.

CUIDADO: Preste atenção nas configurações da sequência na hora que a estiver a criar.
Porque uma vez que a sequência foi criada, alguns aspectos de configuração ficam
impedidos para alterações. Esse é um mecanismo de prevenção que o programa tem para
evitar problemas do decorrer do trabalho.

4.2 IMPORTAR UM ARQUIVO

A fonte do material utilizado nos projetos podem ser infinitas, a captura


do vídeo pode vir de uma câmara utilizando a porta FireWire/i.Link IEEE 1394,
como pode vir de outras fontes, como por exemplo, um ficheiro de imagens
estáticas do Photoshop, áudio de CDs, etc.

Para importar um clip, selecione:

FILE > IMPORT

O Programa abrirá uma caixa para que escolha o arquivo que deseja importar,
e em seguida clique em OPEN.

Se deseja importar mais que um arquivo de uma vez, faça o mesmo procedimento
inicial, localize os clips e pressione CTRL para selecionar os arquivos de maneira
individual, ou pressione SHIFT para selecionar um conjunto de arquivos, e em
seguida clique em OPEN.

CUIDADO: Se for trabalhar com imagens estáticas, certifique‐se de utilizar as imagens no


mesmo padrão do projeto do Premiere para evitar que ela fique distorcida. Se a imagem
tiver transparência (canal alpha), pode utilizá‐lo para criar a transparência no Premiere
também, que veremos adiante.

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Se desejar importar uma pasta de arquivos ou mais que um tipo de medias ao


mesmo tempo, quando aparecer a caixa IMPORT, selecione o botão IMPORT
FOLDER na parte inferior direita da caixa.

4.3 CAPTURAR UM VÍDEO

O programa Premiere trabalha com dois tipos de captura direta de vídeo:


DV (digital vídeo) e analógico.

Para capturar na forma DV:

1. Conecte um terminal do cabo FireWire (IEEE 1394) na porta de saída da


sua câmera ou deck de captura, e depois conecte o outro terminal na porta
FireWire do seu computador.
2. Abra o programa Premiere e selecione a pré‐configuração de sua escolha.
Clique em OK.
3. Se desejar configurar o local onde o programa deve salvar os arquivos, o
tipo de controle que deve ser usado para a operação do processo de
captura (por exemplo, você pode controlar a reprodução do vídeo a partir
dos controles do dispositivo externo, seja ele uma câmara ou um deck de
captura; ou pode utilizar os controles do próprio programa). Para isso,
vá até:

FILE > CAPTURE > EDIT > PREFERENCES > SCRATCH


DISKS/DEVICE CONTROL

Aqui tem a opção de escolher quais ajustes melhor combinam com seu
dispositivo de captura (se quiser mais informações, consulte o manual da
câmara ou do deck), clique em OK.

O SCRATCH DISKS serve para que você indique onde quer armazenar os
arquivos conforme forem capturados, e o DEVICE CONTROL serve para
indicar as configurações do dispositivo.

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4. Para capturar clique em:

FILE > CAPTURE

Se estiver utilizando o controle do dispositivo dentro do programa, você


pode controlar o avanço do vídeo e a captura pela janela CAPTURE.

Se não estiver utilizando o controle do dispositivo dentro do programa,


você terá que usar os controles da câmara ou do deck de captura para
controlar o avanço do vídeo e a janela CAPTURE para gravar.

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Os clips que foram capturados serão automaticamente direcionados para a


janela PROJECT que estará aberta desde o começo.

Para entender como funciona a janela de captura, veja a figura abaixo:

A. Janela de Preview (para que você


veja como o material está sendo gravado
em sua máquina)
B. Movimento Lento (utilizando essa
ferramenta você pode capturar de
maneira mais precisa os trechos do
vídeo)
C. Movimento lento ao contrário
(mesmo que o item B)
D. Rodar
E. Parar
F. Avançar por Frame
G. Voltar por frame
H. Capturar apenas o vídeo
I. Capturar apenas o áudio
J. Shuttle Slider
K. Rebobinar
L. Avanço Rápido
M. Pausar
N. Capturar
O. Set IN (Ponto inicial de captura)
P. Set OUT (Ponto final de captura)

4.4 JANELA PROJECT

Todos os arquivos importados para o projeto sejam eles: vídeos, imagens


estáticas, áudios e sequências, ficam listados dentro da janela PROJECT.

Todos os projetos têm apenas uma janela PROJECT, ela é à base do projeto aberto
dentro do programa, e se essa janela for fechada, você estará fechando o projeto
todo.

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Essa janela também é passível de personalização, e ela ajuda a criar um padrão de


classificação para os clips que melhor se adaptem ao seu jeito de trabalhar.

4.4.1 VISUALIZAR OS ARQUIVOS

Pode visualizar e adicionar informações aos clips de vídeo e áudio sem


ter que arrastá‐los para o SOURCE, quando um clip é selecionado na janela
PROJECT.

O visualizador na parte superior na janela mostra uma miniatura do arquivo,


assim como o nome do clip, tipo de media, e outras informações como: duração,
taxa de dados, etc. Se o arquivo for um clip de vídeo, ele também exibirá o ícone
PLAY ( ) para uma pré‐visualização.

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Essa janela também pode ser expandida, o que ajuda a inserir novas informações
a cada clip, caso queira.

4.4.2 ORGANIZAR OS ARQUIVOS

Na parte inferior da janela podemos encontrar mais de uma opção para


organizar os arquivos de trabalho. Por padrão do programa, a visualização inicial
sempre será em lista ( ), e a exibição dos clips em ordem alfabética.

Se quiser ordenar os clips de forma diferente, clique na opção desejada, como por
exemplo: se quiser ordenar os clips por título, clique em TÍTULO na barra que
existe entre o visualizador e a lista de arquivos; Se quiser inverter a ordem, clique
em TÍTULO novamente; etc.

Para organizar os clips de maneira livre dentro da janela, selecione a opção de


visualização por ícones ( ) e arraste os ícones para onde quiser.

Se quiser organizar os clips em grupos, utilize as pastas. Se você mantiver a pasta


selecionada na hora de importar um arquivo, ele será adicionado
automaticamente à pasta escolhida.

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4.5 JANELAS SOURCE E PROGRAM

Essas janelas são usadas na visualização dos clips individualmente, ter


uma pré‐visualização das informações na TIMELINE, preparar um clip para a
inclusão na TIMELINE, ajustar as marcações nos clips de vídeo, além de ajudar a
cortar o clip.

A janela PROGRAM funciona como uma pré‐visualização das informações já


editadas na TIMELINE.

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4.5.2 CONTROLES DE PLAYBACK

Os controles de playback são os mesmos, independente das janelas. Você


pode aceder os controles de uma janela CLIP, SOURCE ou PROGRAM.

4.5.2.1 CONTROLES DO SOURCE

Para utilizar esses controles, basta arrastar um clip da janela PROJECT até
a janela SOURCE, pode usar esses controles para visualizar marcações, ajustar
pontos e selecionar áudio ou vídeo de um determinado clip para ser
inserido na TIMELINE utilizando o Target Track.

4.5.2.2 CONTROLES DO PROGRAM

Os controles do PROGRAM podem ser usados para remover clips inteiros


ou em partes da TIMELINE, ajustar marcadores, adicionar transições e pré‐
visualizar a TIMELINE.

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4.6 TIMELINE

Depois de capturado/importado um arquivo para dentro do projeto, a


janela TIMELINE é utilizada para cortar e reorganizar os clips de áudio e vídeo de
maneira sequencial.

Dentro da TIMELINE pode mudar a ordem, duração, tamanho, textura, aplicar


efeitos e movimento ao clip. Depois de pronto, é arquivo modificado dentro da
TIMELINE que será exportado para fora do projeto, originando um novo arquivo
fechado.

4.6.1 EXPLORE A JANELA TIMELINE

A TIMELINE (tradução direta para linha do tempo), possibilita a


visualização de todos os clips de maneira linear e em “blocos”, ela é composta por
várias Faixas (tracks), tanto para a edição do vídeo (parte superior), como para a
edição do áudio (parte inferior).

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4.6.2 EXPANDIR AS FAIXAS (TRACKS)

Cada faixa na TIMELINE trabalha com a possibilidade de exibir mais


controles para a edição dos clips.

O ícone Keyframe ( ) serve para ajustar os efeitos de cada faixa de maneira


precisa (ele pode ser ajustado de frame em frame), ele habilita a visualização de
linhas em cima do clip no TIMELINE, essa opção estiver habilitada na pista de
vídeo, pode modificar sua OPACIDADE; se ela estiver habilitada na pista de
áudio, podemos modificar seu VOLUME.

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4.7 PALETAS DE FERRAMENTAS

Dentro da caixa ferramentas podemos encontrar ferramentas para


seleção, edição e visualização dos clips, elas agem principalmente dentro do
TIMELINE.

A. Ferramenta de seleção de clips


B. Ripple Edit (TRIM)
C. Rate Stretch (diminui o clip pela
velocidade)
D. Slip (muda simultaneamente os pontos IN e
OUT do clip)
E. Caneta (adiciona keyframes)
F. Mão (movimenta a área de visualização)
G. Track Select (seleciona toda a pista)
H. Rolling Edit (movimenta o ponto de edição
entre os clips)
I. Razor (Ferramenta de corte)
J. Slide (movimento o clip para a esquerda ou
direita)
K. Ferramenta de Zoom

As paletas são flutuantes e podem ser arrastadas e inseridas em qualquer parte


do layout do programa, conforme fique mais confortável para sua utilização, elas
ajudam a monitorizar , modificar e melhorar a sua área de trabalho.

4.8 EFEITOS E TRANSIÇÕES DE VIDEO

O EFEITO de vídeo sempre pode ser útil na hora de ajustar, ou corrigir


uma imperfeição na imagem. A partir deles podemos mexer na posição, escala,
movimento, opacidade, volume e cores do vídeo.

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Os efeitos podem ser combinados entre si e todos eles se encontram no Painel de


Efeitos (tanto os de áudio, quanto os de vídeo).

Não existe um efeito padrão para cada ocasião, na verdade cada editor tem uma
série de efeitos favoritos com os quais gosta de trabalhar, a melhor maneira de
saber qual efeito se aplica melhor a cada caso é testar e ver como fica.

Alguns efeitos trabalham com tipos de renderização diferenciadas, variando


entre 8 bits até 32 bits por canal de cores. Pode configurar o seu computador
para que trabalhe com um melhor desempenho no processamento da imagem.
Para isso, quando estiver a começar um projeto configure o tipo de Render
Vídeo através do:

FILE > NEW > SEQUENCE > VIDEO RENDERING > MAXIMUM BIT DEPTH

Se quiser personalizar a área de trabalho de uma maneira específica para


trabalhar com os efeitos, selecione:

WINDOWS > WORKSPACE >EFFECTS

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Já a TRANSIÇÃO, é usada quando queremos suavizar a passagem de um clip de


vídeo para o outro. Ela tem o intuito de mascarar o corte, ou tentar torná‐lo o
mais invisível possível. Para aplicar uma transição, basta arrastá‐la até uma das
extremidades do clip e depois ajustar seus parâmetros no painel de controle.
Para adicionar uma transição ou modificá‐la:

1. Pode arrastar o efeito no painel até a janela da TIMELINE, ou ainda pode


usar o menu de comando para o mesmo;
2. Para mudar os parâmetros da transição, clique na transição já aplicada na
janela TIMELINE até que ela apareça no painel de controle;

As transições são todas organizadas em pastas por tipo, dentro do Painel de


efeitos. Pode personalizar as pastas num novo grupo apenas com os efeitos
que mais gosta. Para isso:

1. Para adicionar uma nova pasta, clique no botão Nova Pasta (New Bin) na
parte inferior da janela PROJECT; Cada vez que você clicar nesse botão,
uma nova pasta será criada.
2. Para apagar uma ou mais pastas, selecione as pastas desejadas e clique no
ícone delete, também na parte inferior na janela.
3. Para criar subpastas, basta selecionar uma pasta e clicar no botão Nova
Pasta novamente.

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4. Para colocar algum item dentro da pasta, basta arrastá‐lo para dentro, se a
pastas estiver fechada, ela v a i automaticamente abrir-se e mostrar o
seu conteúdo.
5. Se quiser abrir uma pasta numa janela especifica, basta clicar 2 (duas)
vezes em cima da mesma, seu conteúdo aparecerá numa janela flutuante.

CUIDADO: Quando um efeito é aplicado à imagem, ele muda suas propriedades, o que pode
alterar sua qualidade inicial (estabelecida no momento da captura). Se a sua intenção é
apenas acertar alguns detalhes, evite carregar nos efeitos, procure usar todos os recursos
possíveis na captação, assim os riscos de ter uma imagem comprometida diminuem.

4.8.1 APLICAr EFEITOS

Para aplicar um ou mais efeitos sobre um clip de vídeo, basta arrastá‐lo


para cima do pedaço desejado que se encontra no TIMELINE. Cada efeito pode
ser aplicado mais de uma vez e pode ter suas configurações alteradas sempre que
achar necessário.

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Para visualizar e ajustar os parâmetros de cada efeito, você pode usar o Painel de
controle dos Efeitos.

A. Nome da Sequência
B. Nome do Clip
C. Botão Mostrar/Esconder a
visualização da Timeline
D. Visualização da Timeline
E. Menu de controles do Painel de
Efeitos
F. Indicador do tempo real (de cada
efeito)

Uma vez no painel de controle do efeito, se clicar no triângulo ao lado do nome, as


propriedades do efeito aparecerão em gráfico. Para fazer ajustes mais precisos,
podemos usar os KEYFRAMES e redesenhar a forma do gráfico.

A área do KEYFRAME se resumo ao espaço de visualização de um clip de vídeo,


entre os pontos de entrada (IN) e o de saída (OUT), esse é o espaço que temos
para ajustar os valores do efeito em determinado frame de vídeo, ele trabalha
dentro da linha do tempo do vídeo e podemos adicionar quantas marcações
forem necessários.

A. Tempo real
B. Controles de ZOOM
C. Tocar apenas o áudio desse clip
D. Playback do áudio em loop
E. Valores do efeito

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CUIDADO: Para habilitar um efeito no clip de vídeo, você deve arrastá‐la até o centro do
clip, enquanto que para aplicar uma transição entre uma parte e outra, você deve arrastá‐la
até uma das extremidades do clip (mesmo procedimento adotado com o áudio)

4.9 TRABALHAR COM O ÁUDIO

Depois de importar/capturar um arquivo de áudio para dentro do projeto,


você pode visualizar o WAVEFORM do áudio na janela SOURCE, ajustar o controle
de volume e pan/balanço e usar o " Mixer" de áudio para fazer qualquer
alteração/edição no áudio.

Na janela TIMELINE, pode adicionar quantas pistas de áudio achar


importante. Para isso, selecione:

SEQUENCE > ADD TRACKS

Ou clique com o botão direito na parte do TIMELINE correspondente ao áudio e


selecione a opção ADD TRACKS.

CUIDADO: Durante a edição do áudio, evite trabalhar com o volume muito alto para que
não aconteça os “audio peaks”, senão seu áudio poderá soar “estourando” (ou rachado) nos
monitores de som.

4.9.1 GRAVAR UM ARQUIVO DE ÁUDIO

Você pode gravar um arquivo de áudio diretamente do Premiere, a


gravação será salva como um clip de áudio dentro do PROJECT.

Antes de começar a gravação, certifique‐se de que o computador tenha um


dispositivo de gravação som habilitado no programa, como um microfone, por
exemplo.

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A ferramenta utilizada para gravar e monitorar o áudio que está entrando no


programa é o Mixer de Áudio (Audio Mixer).

A. Vá ao ponto IN (inicial)
B. Vá ao ponto OUT (saída)
C. Play/Pause
D. Play dentro dos pontos IN e OUT
E. Loop
F. Gravar

4.9.2 AJUSTE DE VOLUME E GANHO (GAIN)

Ganho (Gain) se refere ao volume da entrada do áudio no programa. O


Volume se refere ao volume de Saída do áudio para uma sequência ou pistas.
Ambos podem ser ajustados conforme a necessidade do projeto.

CUIDADO: Se o volume do áudio capturado está muito baixo, e subir o volume durante a
edição, isso também aumentará o volume do ruído que foi capturado junto, e isso pode
atrapalhar o seu projeto.

Se tiver dificuldades em configurar os padrões de captura de áudio, e quer evitar


problemas, utilize a configuração padrão do programa.

Pode ajustar os comandos de Ganho do áudio através do MIXER DE ÁUDIO ou


do painel da TIMELINE com o uso de KEYFRAMES para marcar os pontos de
mudança.

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4.9.3 MIXAR FAIXAS DE ÁUDIO E CLIPS

A mixagem de som consiste na junção de várias pistas de áudio em uma


sequência. A sequência de pistas de áudio pode conter vários clips, assim como a
sequência de vídeo.

Você pode modificar um áudio adicionando um efeito em seu clip ou em sua pista
como um todo. Para isso, podemos usar os efeitos de áudio ou o áudio mixer.

4.9.4 AUDIO MIXER

Dentro do mixer de áudio, você pode ajustar as configurações de áudio ao


mesmo tempo em que o escuta. Cada trilha corresponde a uma pista de áudio do
TIMELINE. Você consegue identificar as pistas através do nome que vai na parte
superior da janela, esses nomes podem ser alterados, basta clicar 2 (duas) vezes
sobre o campo do nome.

A. Efeitos e área de transferência


B. Área de controles
C. Controles de Playback

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O mixer de áudio também pode ser usado pra capturar sons diretamente numa
sequência do projeto.

A. Controle de Pan/Balanço;
B. Canal de entrada (da onde vem o áudio);
C. Canais de Mudo/ Solo/Botão de
habilitação para gravar;
D. Medidor de volume e fusões;
E. Direcionamento da saída do áudio;
F. Indicador de CLIPPING (se o áudio
rachar);
G. Medidor master de volume e fusões.

É padrão que o Mixer de áudio mostre todas as trilhas de áudio e o control master
de fusão, além do monitor para medir o volume de saída dos canais.

Para abrir o painel do Medidor Master de Áudio, clique em:

WINDOW > AUDIO MASTER METERS

4.9.5 AUDIO DATA

Também pode visualizar, editar o volume ou adicionar efeitos das


pistas de áudio através do Painel do TIMELINE. Através deste painel, também
pode visualizar o WAVEFORM do som, quanto maior o tamanho das ondas
que aparecerem, maior o volume do áudio.

Para visualizar o WAVEFORM, clique no triângulo que aparece próximo ao nome


da trilha e expanda a pista de áudio.

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4.9.5.1 VISUALIZAR O CLIP DE ÁUDIO

pode visualizar os gráficos de volume, pan ou deixar o arquivo mudo de


várias maneiras dentro do programa:

1. Para essa visualização, clique no triângulo que aparece do lado esquerdo


do nome na pista de áudio, aparecerá o ícone ( ) abaixo da linha
principal de comandos. Ao clicar nesse botão, estará habilitado o
WAVEFORM.
2. Para visualizar o clip de áudio na janela MONITOR, dê dois cliques rápidos
no clip que está na TIMELINE.
3. Para visualizar o clip de áudio na janela SOURCE quando o clip ainda
estiver na janela PROJECT, dê dois cliques no clip ou o arraste até a janela.
Se o clip contiver áudio e vídeo, você pode optar por visualizar apenas o

áudio clicando do ícone ( ) e selecionando o áudio waveform.

4.9.6 TRANSIÇÕES DE ÁUDIO

As transições de áudio são muito parecidas com as transições de vídeo,


principalmente o Crossfade, Fade IN e Fade OUT.

Dentro do painel de efeitos, podemos encontrar 3 (três) tipos de crossfade:


Constant Gain; Constant Power e Exponential Fade.

1. Para adicionar uma transição a sequência(independente de qual seja) ,


basta arrastá‐la até o meio de dois clips de áudio.
2. Para configurar a duração de cada transição, selecione:
EDIT > PREFERENCES > GENERAL

Dentro da caixa de preferências pode aplicar o valor que achar


necessário de duração para cada transição.

3. Para adicionar o Fade IN ao clip de áudio, arraste o efeito até o começo do


clip (Ponto IN).
4. Para adicionar o Fade OUT ao clip de áudio, arraste o efeito até o final do
clip (Ponto OUT).

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4.9.7 APLICAR EFEITOS NO ÁUDIO

Para aplicar um efeito de áudio no clip:

1. Arraste o efeito de sua escolha até o clip no TIMELINE, então ajuste os


parâmetros da maneira que achar conveniente pelos Controles de Efeito
no TIMELINE

CUIDADO: Preste atenção no modo de arrastar um efeito ou transição para o clip no


TIMELINE. Para habilitar a transição, você deve arrastá‐la até uma das extremidades do
clip, enquanto o efeito deve ser arrastado para o centro do clip.

4.10 GERADOR DE CARACTERES ‐ TEXTOS

Para trabalhar com textos dentro do projeto, existe a necessidade de abrir


mais uma janela, essa janela ela é flutuante e não interfere no layout principal
estabelecido anteriormente.

A. Ferramentas do Titulo
B. Painel do Título Principal
C. Propriedades do título
D. Ação do Título
E. Estilo de Título

A janela do texto não tem relação direta com o projeto como a janela PROJECT, ou
seja, se quiser fechar a janela, ela não fechará o projeto.

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Pode abrir mais que uma janela de texto e editar o texto sempre que for
necessário.

Para utilizar o texto dentro de outro projeto v deve exportar o arquivo


selecionando:

FILE > EXPORT > TITLE especifique um nome e uma localização e então
clique em SAVE

E para importar o arquivo para outro projeto:

FILE > IMPORT selecione o título e clique em OPEN

4.10.1 CRIAR UM NOVO TÍTULO

Pode criar um título/texto a partir do zero ou copiá‐lo de um arquivo já


existente. Para criar um novo título/texto, selecione:

FILE > NEW > TITLE > NEW TITLE

E então escolha o estilo do título, depois especifique um nome para o título e


clique em OK.

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Use as ferramentas da janela para personalizar as letras e para salvar o título,


basta fechá‐lo ou salvar o projeto.

NOTA: Cada título novo será adicionado à janela PROJECT automaticamente e ficará salvo
como parte do projeto como um todo.

4.10.2 SOBRE A MARGEM DE SEGURANÇA

As margens de segurança são muito importantes para delimitar os


espaços limites que pode usar durante a criação de um novo título. Elas são
muito usadas na produção de vídeos para a Televisão, pois elas garantem que as
informações de texto que você acha importante cheguem sem nenhum corte ou
fora da formatação.

Há dois tipos de margem de segurança: A Safe Action (área de ação) destinada


para a imagem; e a Safe Title (área do título), usada para o texto como um todo.

Para habilitar as margens, basta selecioná‐las no Menu do painel de Títulos.

A. Safe Title
B. Safe Action

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4.11 EXPORTAÇÃO DE VIDEO

Ao final de uma edição, precisará executar alguns procedimentos para


transformar o seu projeto de trabalho num novo produto audiovisual. Para
isso, teremos que exportar o projeto, o programa pega todas as informações que
você acrescentou, tirou ou manipulou dentro projeto e os mixa criando um
novo vídeo, áudio ou imagem estática a partir das suas escolhas e parâmetros
estabelecidos. Para isso:

1. Se o clip estiver na janela TIMELINE, selecione a sequência que


deseja exporta (ela pode ser apenas uma parte do projeto, ou ele
todo);
2. Se o clip estiver na janela PROJECT, selecione o clip que deseja
exportar;

Em seguida clique em:

FILE > EXPORT > MOVIE

Dentro da caixa de configurações do export (Settings), você pode especificar os


parâmetros que quiser para o vídeo final. Desde o formato, opções de cores, canal
alpha, parâmetros de compressão de áudio e vídeo, e o local aonde o arquivo
deve ser salvo.

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4.11.1 SOBRE A COMPRESSÃO DE ARQUIVO

A compressão é muito importante quando tratamos de reduzir o tamanho


de um arquivo para melhor transportá‐lo para outros programas.

Ela consiste na inserção de informações de um CODEC (é um dispositivo que


codifica o arquivo para que outro programa possa decodificá‐lo na hora de
reproduzi‐lo) que torna o novo media legível para outros programas.

Para exportar um projeto, o programa pede que selecionemos um tipo de


compressão, para que ele defina os parâmetros que melhor codifique o arquivo.

Cada programa de edição trabalha com tipo de compactação que melhor se


adapte a sua plataforma. Programas como ADOBE PREMIERE procuram usar
CODECs compatíveis com a plataforma Windows; enquanto programas como
FINAL CUT e AVID procuram usar CODECs compatíveis com a plataforma
Mac/Apple.

Antes de optar com um tipo de compressão, procure conhecer melhor a sua


plataforma de trabalho e qual a plataforma que irá reproduzir o arquivo
exportado.

4.11.2 ENTENDO O TAMANHO DO ARQUIVO COMPRIMIDO

Quando capturamos um arquivo de forma digital, precisamos prestar


atenção em seu tamanho (quantidade de bits ou bytes), pois ele é quem
determinará a qualidade do arquivo que vamos trabalhar. Quanto menor for o
tamanho do arquivo, maior a possibilidade de que a imagem tenha pouca
qualidade para edição.

Um arquivo sem nenhuma compactação tem cerca de 1Mb (megabyte) por frame
de vídeo. Por exemplo, um vídeo sem compressão no sistema de cores NTSC tem
aproximadamente 30 f/s (frames por segundo), se trabalharmos com 1 (um)
minuto de vídeo, teremos aproximadamente 1Gb (gigabyte) de espaço em disco
sendo utilizado para esse arquivo.

Já o formato de compressão DV format consegue compactar 5 (cinco) minutos


nesse mesmo espaço de disco de 1Gb usando uma taxa de transferência de dados

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de mais ou menos 3.6MB por segundo. Esse é um dos formatos mais usados no
momento.

Para um melhor custo/beneficio na hora de escolher uma compressão, selecione


o formato que melhor se adapte ao tipo de arquivo que deseja criar. Pois o
formato de compressão de um vídeo para internet, não é mesmo utilizado para
exportar um arquivo que será transmitido em HD (high definition). Cada
compressão tem os seus parâmetros e também podem ser personalizados.

5 FONTES DE PESQUISA

CODEC. Wikipédia. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codec


FRAME RATE.
Wikipédia. Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Frame_rate
KEYFRAME. Wikipédia. Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Key_frame
SMTPE TIME CODE. Wikipédia. Disponível em:
http://en.wikipedia.org/wiki/SMPTE_time_code
USING ADOBE PREMIERE PRO CS4. Adobe. Disponível em:
http://www.adobe.com/

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