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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO – UFMA

CURSO DE BACHARELADO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

POLÍMEROS E MATERIAIS
COMPÓSITOS E
NANOESTRUTURADOS Aula 5 - 12/04/2019

MATÉRIA: CIÊNCIA E TECNOLOGIA DOS MATERIAIS


PROFESSOR: LUIS VENANCIO
13-Mar Introdução a Ciência e Tecnologia dos Materiais

PROGRAMA DA DISCIPLINA 15-Mar


20-Mar
22-Mar
Estrutura dos Materiais: Arranjos atômicos e Iônicos
Estrutura dos Materiais: Arranjos atômicos e Iônicos
Fundamentos de Cristalografia
27-Mar Exercícios
29-Mar Exercícios
1. Introdução a Ciência e Tecnologia dos 03-Apr Avaliação 1
Materiais. 05-Apr Imperfeições em Sólidos Cristalinos
10-Apr Diagramas de Fases
2. Estrutura dos materiais: arranjos 12-Apr Polímeros, Materiais Compósitos e Nanoestruturados
17-Apr Exercícios
atômicos e iônicos. 24-Apr Exercícios
26-Apr Exercícios
3. Fundamentos de cristalografia. 03-May Exercícios
08-May Avaliação 2
4. Imperfeições em sólidos cristalinos. 10-May Propriedades dos Materiais
15-May Fratura, Fadiga e Fluência
5. Diagrama de fases 17-May Metalurgia do Pó
22-May Cerâmicas
6. Polímeros, materiais compósitos e 24-May Seleção de Materiais
nano estruturados. 29-May Seleção de Materiais
31-May Seleção de Materiais
7. Propriedades dos materiais. 05-Jun Seleção de Materiais
07-Jun Seleção de Materiais
8. Seleção de materiais. 26-Jun Avaliação 3
28-Jun Revisão
03-Jul Revisão
05-Jul Reposição
10-Jul Revisão
12-Jul Final
CONSIDERAÇÕES INICIAIS
• Parte das atribuições do engenheiro é a otimização do custo de
produção de um determinado produto.
• Nesta otimização, diversos materiais e processos competem entre si e
o volume de produção desejado desempenha um papel fundamental
nas escolhas.
• Com o custo da energia cada vez mais alto, o uso parcimonioso deste
recurso, deixou de ser apenas uma preocupação ambiental para se
tornar um fator crucial nas decisões estratégicas
INTRODUÇÃO
• Celuloide criada em 1868 por Hyatt e a baquelite em 1909 por
Baekeland foram os primeiros.
• Hoje existem mais de 30 famílias distintas de plásticos.
• A densidade ≈ 1,4 e a resistência varia de 7 a 550 Mpa.
• Custo baixo por moldagem ou conformação.
• Alguns combinam transparência com alta resistência.
• A maioria é baseada em resinas sintéticas com C como elemento
central.
FABRICAÇÃO DOS PLÁSTICOS – PRODUÇÃO
DAS RESINAS

Pressão,
Compostos Molécula
temperatura e Polimerização
insaturados longa
catalizadores
TIPOS DE POLIMERIZAÇÃO
• Polimerização pode ser aditiva
• Polimerização condensada
• Co-polimerização
PROPRIEDADES
• Termoplásticos são caracterizados pelas longas moléculas
entrelaçadas.
• Dentro das moléculas, ligações químicas.
• Entre moléculas, ligações secundárias que são soltas pelo calor.
• Termofixos ou termoestáveis possuem longas moléculas com ligações
químicas.
• Mais fortes, mais duros, melhor resistência ao calor e menor custo.
• A resina plástica é misturada a outros componentes para fazer
volume ou acrescentar características.
FABRICAÇÃO DOS PLÁSTICOS – DAR FORMA E
NOS TERMOFIXOS, POLIMERIZAR
• MOLDAGEM POR COMPRESSÃO
• MOLDAGEM POR TRANSFERÊNCIA
• MOLDAGEM POR INJEÇÃO
• FUNDIÇÃO
• EXTRUSÃO
• LAMINAÇÃO
• CONFORMAÇÃO DE CHAPAS
• USINAGEM
MOLDAGEM POR COMPRESSÃO
• Em geral, utilizam-se prensas de 14 a 55 Mpa.
• Utilizada para a maioria das peças termofixas e algumas
termoplásticas de grande porte.
• Em geral é preparado um tablete comprimido a frio, aquecido e
colocado no molde afim de acelerar o processo.
MOLDAGEM POR TRANSFERÊNCIA
• O material aquecido é forçado através de um canal de descida,
distribuição e orifício de entrada.
• Permite obter seções finas e encaixes.
MOLDAGEM POR INJEÇÃO
• Meio mais utilizado para termoplásticos.
• Utiliza pressões de 34 a 340 Mpa.
• Suporta alta produção automatizada.
FUNDIÇÃO
• Método de baixa produtividade.
• Usado em ornamentos, joias, matrizes, êmbolos e gabaritos.
• Termofixos são estufados para completar a polimerização.
EXTRUSÃO
• Processo de baixo custo e alta produtividade.
• Utilizado frequentemente de forma contínua com termoplásticos para
a produção de tubos, conexões, filmes e chapas.
• Termofixos também são extrudados lentamente para permitir a
polimerização.
LAMINAÇÃO
• Laminados de alta pressão em formas, produzem materiais de
acabamento tipo fórmica.
• Moldagem de plásticos reforçados com fibras ou mantas.
CONFORMAÇÃO DE CHAPAS
• Chapas finas são conformadas por termo- compressão, utilizando
prensas, a vácuo em matrizes ou por sopro contra matrizes.
USINAGEM
• São maus condutores de calor, termoplásticos amolecem.
• Alguns contem cargas abrasivas.
• São usada ferramentas com ângulo de corte obtuso.
EVOLUÇÃO

Figura copiada do material do Prof. Arlindo Silva do Instituto Superior Técnico da Universidade de Portugal
COMPÓSITOS OU MATERIAIS COMPÓSITOS
• Dois ou mais materiais (ou fases).
• Propriedades buscadas: rigidez, resistência mecânica,
peso, desempenho em altas temperaturas, resistência
a corrosão, dureza ou condutividade.
FUNÇÃO DOS COMPONENTES - REFORÇO

• Dureza
• Resistência a tração
• Tenacidade
• Rigidez
• Carga
FUNÇÃO DOS COMPONENTES - MATRIZ
• Manutenção das fibras na orientação apropriada
• Proteção contra abrasão e efeitos ambientais
• Transferência e distribuição das tensões
MATERIAIS COMPÓSITOS
Conhecendo vários tipos de materiais compósitos e a dependência de suas
características em relação à:
1. Quantidades relativas
2. Geometria e distribuição
3. Propriedades das fases constituintes
4. Adesão interfacial

É possível projetar materiais possuindo combinações de propriedades


melhores do que as encontradas em ligas metálicas, cerâmicas e polímeros
isoladamente.
Matriz

Carbono e
Cerâmica Polimérica Metálica
Grafite

Termoplástica Termofixa
FIBRAS UTILIZADAS COMO REFORÇO
• Vidro-E
• Vidro-S
• Carbono (Grafita)
• Para-aramida (Kevlar®)
• Vantagens: baixo custo e alta resistência a tração.
• Desvantagens: baixo módulo de elasticidade e baixa
resistência à fadiga.
FIBRAS DE CARBONO
VANTAGENS:
• Baixa massa específica
• Alto módulo de elasticidade (200 a 700GPa)
• Maior resistência à umidade e a muito ácidos e solventes

DESVANTAGENS:
• Alto custo
APLICAÇÕES:
• Indústria de equipamentos esportivos automobilística e aeroespacial.
FIBRA DE POLI (ARAMIDA)
VANTAGENS:
• Baixa massa específica
• Alta tenacidade
• Ductibilidade
• Alta resistência mecânica
DESVANTAGENS:
• Baixa resistência a compressão
APLICAÇÕES:
• Cordas, proteção balística, carcaça de mísseis, substituição do amianto em
freios.
EXEMPLOS DE MATERIAIS COMPÓSITOS
• Concreto armado: compósito de agregado grosso (brita) e agregado
fino (areia) em cimento com reforço em aço.
• Madeira: fibras de celulose fortes e flexíveis em uma matriz rígida de
lignina.
• Fibras de vidro com resina
• Fibras de carbono em
• Compósitos estruturais
• Osso: mineral cerâmico de hidroxiapatita forte e quebradiço imerso
em polímero – colágeno – tipo de proteína.
MATERIAIS COMPÓSITOS NA INDÚSTRIA
AEROESPACIAL
Os materiais compósitos possuem vantagens e desvantagens para emprego na
aviação. Destacamos, em especial, a grande vantagem de redução de peso que
podem proporcionar, que pode chegar a diminuir em mais de 25% o peso estrutural
de uma aeronave. Acrescentaríamos a isso o fato de os materiais compósitos não
serem sujeitos à corrosão (um cuidado especial deve ser tomado na interface entre
a fibra de carbono e os metais, pois tende a ocorrer aí um tipo de oxidação
chamado de oxidação galvânica. Por isso, frequentemente, se usa sempre uma
camada leve de fibra de vidro em toda interface entre carbono e metal).
Além disso, os materiais compostos são significativamente mais resistentes à fadiga
que os metais. Também sua conformação é muito maior e simples, o que permite a
construção de formas aerodinamicamente mais eficientes e complexas.
MATERIAIS COMPÓSITOS NA INDÚSTRIA
AEROESPACIAL
• Entretanto, a resistência a altas temperaturas das matrizes típicas é
precária, e num caso extremo de incêndio em voo, a aeronave, ou
seus componentes em materiais compósitos, literalmente derreteria.
• Outra dificuldade reside nas juntas, conexões e encaixes, onde o uso
de parafusos ou arrebites é precário. Medidas especiais para
solucionar o problema implicam em um aumento no peso do
componente. A fixação de uma asa que seja estruturalmente feita em
materiais compósitos pode ser muito complexa.
MATERIAIS COMPÓSITOS
• Reparos e a manutenção de componentes podem ser muito mais difíceis, complexos e caros. A
menos que uma estrutura seja toda construída em partes (o que implicaria em inúmeras
conexões e juntas, e consequentemente, um aumento no peso final), na maioria das vezes a única
forma de se reparar um dano em uma componente é através da substituição de todo o
componente.
• Se uma asa é feita inteira em peça única e sofre um dano em seu bordo de ataque por causa de
uma colisão com um pássaro, por exemplo, é até possível fazer um reparo local, mas as técnicas
envolvidas em tal reparo serão significativamente complexas. Impactos em geral tendem a
provocar delaminações internas que só podem ser detectadas com métodos sofisticados de
ultrassom.
• Os materiais compósitos vieram para ficar. Seu emprego em grande escala na grande indústria
ainda está amadurecendo. O avanço tecnológico promete materiais cada dia mais sofisticados.
Materiais inteligentes onde sensores embutidos entre as fibras são usados para detectar e
restaurar rachaduras estão em desenvolvimento.
• Por outro lado, a extensão e a viabilidade da aplicação em cada projeto deve ser definida através
de um estudo comparativo entre as diversas soluções. Aquelas que oferecerem os melhores
compromissos entre desempenho, segurança e custo serão as melhores opções.
Baker, Alan; Composite Materials for Aircraft Structures. Second Edition. Reston, Virginia, 2004; Callister, William D. Cencia e Engenharia de Materiais. Seventh Edition. John Wiley & Sons Inc. New York, USA, 2007.
• Video TV Cultura https://www.youtube.com/watch?v=myr_nMOFOiw
• Material Programa de Nanotecnologia Programa de Nanotecologia
2012.pdf
• Apresentação Fontinha – Portugal Materiais
Nanoestruturados_FONTINHA.pdf