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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE – UFCG

CENTRO DE TECNOLOGIA E RECURSOS NATURAIS


UNIDADE ACADÊMICA DE ENGENHARIA CIVIL

AULA 05
FLEXÃO

PROFESSOR: M. Sc. Valter Ferreira


VIGAS - DEFINIÇÃO
• Elementos delgados que suportam carregamentos aplicados
perpendicularmente a seu eixo longitudinal;
• Classificadas conforme o modo como são apoiadas.
CONVENÇÃO

RELAÇÕES ENTRE CARGA,


ESFORÇO CORTANTE E
MOMENTO FLETOR
FLEXÃO – DEFINIÇÃO
• DIZEMOS QUE UM ELEMENTO ESTRUTURAL ESTÁ SUBMETIDO À FLEXÃO
QUANDO ESTE SE ENCONTRA SOB A AÇÃO DO ESFORÇO INTERNO
SOLICITANTE “MOMENTO FLETOR”.
FLEXÃO – CLASSIFICAÇÃO
• PODEMOS CLASSIFICAR A FLEXÃO EM:
- quando está atuando apenas o momento Fletor, num
a) PURA
plano de simetria da seção.
- quando, além do momento Fletor, está presente o
b) SIMPLES
esforço cortante.
- quando, além do momento Fletor, estão atuando o
c) COMPOSTA
esforço normal e/ou momento torsor.

- quando o momento Fletor atua num plano oblíquo aos


d) OBLÍQUA
eixos de simetria da seção.
e) ASSIMÉTRICA - quando a seção não apresenta eixo de simetria.
FLEXÃO PURA
• UMA BARRA SUBMETIDA A UM MOMENTO FLETOR IRÁ ENCURVAR-SE
(FLETIR). VAMOS PERCEBER QUE HAVERÁ ENCURTAMENTO EM UMA FACE
E ALONGAMENTO NA OUTRA FACE.
• PODEMOS AFIRMAR QUE NO PONTO DE ENCURTAMENTO, A ÁREA ESTÁ
SOB A AÇÃO DE TENSÃO DE COMPRESSÃO E A OUTRA FACE ESTÁ SOB A
AÇÃO DE TENSÃO DE TRAÇÃO.
• NÃO EXISTE Ƭxy OU Ƭxz
FLEXÃO - HIPÓTESES
• NUMA RELAÇÃO ENTRE MOMENTO FLETOR ATUANDO NUMA BARRA E AS
TENSÕES NORMAIS DESENVOLVIDAS NUMA SEÇÃO TRANSVERSAL,
ASSUMIREMOS AS SEGUINTES HIPÓTESES:
1. AS SEÇÕES TRANSVERSAIS, INICIALMENTE PLANAS, PERMANECEM
PLANAS APÓS A FLEXÃO.
2. O MATERIAL É HOMOGÊNEO, ISOTRÓPICO E OBEDECE À LEI DE
HOOKE.
3. O MÓDULO DE ELASTICIDADE É IGUAL SEJA À TRAÇÃO OU SEJA À
COMPRESSÃO.
4. A BARRA É INICIALMENTE RETA E DE SEÇÃO CONSTANTE.
5. O PLANO EM QUE ATUA O MOMENTO FLETOR CONTÉM UM DOS
EIXOS PRINCIPAIS DA SEÇÃO TRANSVERSAL DA BARRA
TENSÃO DE FLEXÃO
• SEGUINDO A HIPÓTESE 4. TEM-SE INDICADO NA FIGURA ABAIXO OS EIXO
ORIENTADOS E DUAS SEÇÕES VIZInHAS (ac e bd), DISTANTE dx uma da
outra.
4. A BARRA É INICIALMENTE RETA E DE SEÇÃO CONSTANTE.
TENSÃO DE FLEXÃO
• APÓS A APLICAÇÃO DO MOMENTO “Mz”, A BARRA FICA EM FORMA DE
ARCO (HIPÓTESE 2 e 3) DENTRO DO REGIME ELÁSTICO;
• PELA HIPÓTESE 1. AS SEÇÕES SE DEFORMAM MANTENDO-SE PLANAS.
APROXIMANDO OS PONTOS “a e b” E AFASTAM OS PONTOS “c e d”;
• AS DEFORMAÇÕES ESPECÍFICAS (ɛ) SÃO POSITIVAS PARA “CD” E
NEGATIVAS PARA “AB”, DEVENDO EXISTIR ENTÃO L.N.
TENSÃO DE FLEXÃO
• TRAÇANDO POR F UMA LINHA PARALELA A “AC” , ENCONTRAREMOS OS
PONTOS B’ E D’.
• CONSIDEREMOS UMA FIBRA GENÉRICA “GH” DISTANTE “Y” DA
SUPERFÍCIE NEUTRA. OS PONTOS “H” E “I” SE CONFUNDEM NA FIGURA A,
MAS COM A DEFORMAÇÃO DA BARRA, ESTES PONTOS SE DISTANCIAM
CONFORME A FIGURA B. ASSIM, A FIBRA “GH” PASSA A TER UM
COMPRIMENTO FINAL “GI”, SOFRENDO UM ALONGAMENTO “HI”.
TENSÃO DE FLEXÃO
• PELA LEI DE HOOKE:


hi hi
x = = =  ab' = ef = gh = cd '
L gh ef
• OS ÂNGULOS “ecf” E “hfi” SÃO CONGRUENTES E DE VALOR dθ.

y  d y x  E
x = x = x = x =    y
  d  E  
TENSÃO DE FLEXÃO
• NA EQUAÇÃO ABAIXO VEMOS QUE A TENSÃO NORMAL É DIRETAMENTE
PROPORCIONAL À DISTÂNCIA DA FIBRA (Y) À SUPERFÍCIE NEUTRA, O QUE
NOS DÁ A DISTRIBUIÇÃO DE TENSÕES, AO LONGO DA SEÇÃO
TRANSVERSAL, JÁ QUE O TERMO E/ É UMA CONSTANTE NÃO NULA PARA
A BARRA.
• AS TENSÕES MÁXIMAS E MÍNIMAS OCORREM NAS FIBRAS EXTREMAS DA
SEÇÃO TRANSVERSAL

 E E x
x =    y ou =
   y
TENSÃO DE FLEXÃO
• DESEJA-SE DETERMINAR UMA RELAÇÃO ENTRE TENSÃO NORMAL E
MOMENTO FLETOR, QUE NÃO É FORNECIDA PELA EQUAÇÃO ANTERIOR.
• PARA TANTO, VERIFICAREMOS O EQUILÍBRIO DA SEÇÃO MOSTRADA NA
FIGURA. NESTA SEÇÃO, NO PONTO DE COORDENADAS (Z,Y), ATUA UMA
FORÇA ELEMENTAR DADA POR:

dF =  x  dA
EQUILÍBRIO DA SEÇÃO

 Fx = 0  dF = 0   x  dA = 0
S S

E E E

S
 y  dA = 0 
  y  dA = 0 
S

0

 y  dA = 0 A SUPERFÍCIE NEUTRA, ORIGEM DAS ORDENADAS”y”


S PASSA PELO CENTRO DE GRAVIDADE DA SEÇÃO
TENSÃO DE FLEXÃO
EQUILÍBRIO DA SEÇÃO

 Fy = 0;
 Fz = 0;
 Mx = 0;
 My = 0   dMy   z  dF = 0
S S

E
 z  x  dA = 0   z 
S S

 y dA = 0

 z  y  dA = 0
S
O PRODUTO DA INERCIA SENDO NULO IMPLICA EM QUE OS EIXOS
“Z” E “Y” SÃO EIXOS PRINCIPAIS DE INÉRCIA.
TENSÃO DE FLEXÃO
EQUILÍBRIO DA SEÇÃO

 Mz = 0  Mz = Mr
Mz =  dMz
S

Mz =  y  dF  Mz =  y  x  dA
S S

E E
Mz =  y  
2
 y  dA  Mz = y  dA
S
  S

ʃy².da É O MOMENTO DE INÉRCIA DA SEÇÃO COM RELAÇÃO AO EIXO “Z”.


TENSÃO DE FLEXÃO
EQUILÍBRIO DA SEÇÃO
FICAMOS:

E 1 Mz
Mz =  Iz ou =
  EI z
COMO:
E x
=
 y
RESULTA:
x Mz  y
Mz =
y
 Iz x = FÓRMULA DE FLEXÃO
Iz
MÓDULO RESISTENTE
• UMA SEÇÃO QUALQUER, COM UM EIXO DE SIMETRIA VERTICAL,
SUBMETIDA A UM MOMENTO FLETOR POSITIVO. SEJAM C1 E C2 AS
ORDENADAS DAS FIBRAS MAIS AFASTADAS DO CENTRO DE GRAVIDADE.
OS ÍNDICES 1 E 2 REPRESENTAM AS FIBRAS NO TOPO E NA BASE DA
SEÇÃO, RESPECTIVAMENTE.

M z  C1
( X ) mín = − (compressiva)
Iz
M z  C2
( X ) máx = + (trativa)
Iz
MÓDULO RESISTENTE
• DESIGNANDO “MÓDULO RESISTENTE” PELA LETRA W E DEFININDO-O
COMO A RELAÇÃO ENTRE O MOMENTO DE INÉRCIA E A ORDENADA DA
FIBRA MAIS AFASTADA TEMOS.

Iz Mz
Wz1 =  ( x ) mín = −
C1 Wz1
Iz Mz
Wz 2 =  ( x ) máx = +
C2 Wz 2

• PARA SEÇÕES SIMÉTRICAS EM RELAÇÃO AO


EIXO “Z”. TEM-SE: (C1=C2=C➔Wz1=Wz2=Wz

Wz =
Iz
c
( )x max = −( x )min =
Mz
Wz
MÓDULO RESISTENTE
• PARA SEÇÕES RETANGULARES COM BASE “b” E ALTURA “h”:

bh 3
bh 2

IZ = WZ =
12 6
• PARA SEÇÕES CIRCULARES, COM DIÂMETRO “d”:

 d 4
 d 3
IZ = WZ =
64 32
Momento fletor

Mz  y ( X ) mín = −
M z  C1
(compressiva)
x = Iz
M z  C2
Iz ( X ) máx = +
Iz
(trativa)

bh 3
bh 2

IZ = WZ =
12 6
 d 4
 d 3
IZ = WZ =
64 32
EXERCÍCIOS 01:
• UMA BARRA DE AÇO TEM UMA SEÇÃO RETANGULAR DE 20 X 60 mm E FICA
SUBMETIDA À AÇÃO DE UM CONJUGADO DE MOMENTO “M”. DETERMINE
O VALOR DO MOMENTO “M” QUE PROVOCA ESCOAMENTO NO MATERIAL
DA BARRA.
• ADOTAR σe=250MPa.
EXERCÍCIOS 02:
• A viga simplesmente apoiada ilustrada abaixo tem área de seção
transversal também mostrada. Determine a tensão de flexão máxima
absoluta na viga e represente a distribuição de tensão na seção
transversal.

𝑏⋅ℎ3
𝐼𝑍 = + A x d2
12
EXERCÍCIOS 03:
• PARA O PERFIL MOSTRADO, DETERMINAR O MAIOR MOMENTO M
QUE PODE SER APLICADO, SEM QUE AS SEGUINTES TENSÕES
ADMISSÍVEIS SEJAM EXCEDIDAS: σadm = +40MPa E σadm = -100MPa
EXERCÍCIOS 04:
• UMA PEÇA DE MÁQUINA DE FERRO FUNDIDO FICA SUBMETIDA À AÇÃO DE
MOMENTO DE 3KN.m. SABENDO QUE E=165GPa E DESPREZANDO O EFEITO
DA CURVATURA NAS ARESTAS DO PERFIL, DETERMINE AS TENSÕES
MÁXIMAS DE COMPRESSÃO E DE TRAÇÃO. DETERMINE O RAIO DE
CURVATURA DA PEÇA FLETIDA.