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1 – Manual do Simples Federal ©

SIMPLES FEDERAL - ASPECTOS TRIBUTÁRIOS 


Autor: Júlio César Zanluca

Distribuição: Portal Tributário® www.PORTALTRIBUTARIO.com.br

Nota: O Simples Federal foi substituído, a partir de 01.07.2007, pelo regime do


Simples Nacional, em decorrência da Lei Complementar 123/2006.

Dica: para localizar rapidamente uma palavra, tecle CTRL + L

SUMÁRIO: (clique no link para acessar o título respectivo)

Introdução
Siglas Utilizadas
MÓDULO 1: O QUE É O SIMPLES?
Tributos Alcançados pelo Simples
Tributos não Alcançados pelo Simples
Empresas Enquadradas
Receita Bruta - Conceito
Regime de Caixa para Apuração da Receita Bruta
MÓDULO 2: OPÇÃO PELO SIMPLES
Vedações à Opção
Formalização da Opção
MÓDULO 3: VALOR A RECOLHER
Tabela a partir de 01.01.2006
Tabela válida até 31.12.2005
Alíquota do Simples – Empresa de Serviços
Alíquota do Simples – Empresa Industrial
Empresa Exclusivamente Exportadora
Empresa Transportadora de Cargas
Exemplo de Cálculo de Recolhimento
Ano de Início de Atividades – Excesso de Receita Bruta
Revendedoras de Veículos Usados
Convênio Estadual ou Municipal
Excesso de Receita Bruta - ME
Excesso de Receita Bruta - EPP
Exclusão Automática por Excesso de Receita
Tributação dos Valores Diferidos
Reserva de Reavaliação
Forma e Prazos de Recolhimento
MÓDULO 4: TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DAS OUTRAS RECEITAS
MÓDULO 5: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS E EFEITOS DA EXCLUSÃO

INTRODUÇÃO

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Este manual, em formato de curso, vem sendo desenvolvido desde o ano de 2000, visando
apresentar as bases da sistemática de tributação federal simplificada, conhecida como
“SIMPLES FEDERAL”.

O Simples Federal será substituído, a partir de 01.07.2006, pelo regime do Simples


Nacional, em decorrência da Lei Complementar 123/2006.

Como a legislação é muito dinâmica, recomenda-se ao leitor que mantenha sua obra
atualizada, baixando periodicamente a versão atualizada da mesma no seu computador.

SOBRE O AUTOR E A OBRA

Júlio César Zanluca é Contador e mora em Curitiba – PR. Catarinense, foi auditor e
consultor de várias empresas no Paraná e Santa Catarina. Atualmente, o autor é
coordenador de conteúdo do site Portal Tributário, tendo escrito várias outras obras, como
100 Idéias Práticas de Economia Tributária, manuais do IRPJ, PIS e COFINS,
Planejamento Tributário, Cooperativas, Contabilidade de Custos e Gestão Tributária (esta
última, em co-autoria com Paulo Henrique Teixeira).

Direitos autorais REGISTRADOS. A cópia, reprodução, distribuição ou comercialização


por qualquer meio somente será permitida mediante autorização POR ESCRITO do
detentor de direitos autorais. Permitida a reprodução de apenas 1 (uma) cópia para uso
exclusivo e pessoal do adquirente.

 Observar que todos os exemplos são meramente ilustrativos. Em situações reais,


verificar a adequação dos cálculos à efetiva realidade fiscal do contribuinte e legislação
vigente à época.

LEGISLAÇÃO

A maioria dos dispositivos legais citados está lincada para páginas da internet. Caso desejar
pesquisar, especificamente, determinada legislação ou ato legal, acesse o site
www.normaslegais.com.br (a pesquisa é gratuita e não exige cadastramento).

SIGLAS UTILIZADAS

ADI: Ato Declaratório Interpretativo


CLT: Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43)
COFINS: Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Lei
Complementar 70/1991)
CPMF: Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (Lei 9.311/1996)
CSL ou CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (Lei 7.689/1988)
EPP: Empresa de Pequeno Porte
FCPJ: Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica
ICMS: Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (Lei
Complementar 87/1996)
GPS: Guia da Previdência Social
IN: Instrução Normativa
INSS: Instituto Nacional de Seguridade Social
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IR: Imposto de Renda


IRF: Imposto de Renda na Fonte
IRPF: Imposto de Renda – Pessoa Física
IRPJ: Imposto de Renda – Pessoa Jurídica
ISS: Imposto sobre Serviços (Lei Complementar 116/2003)
LALUR: Livro de Apuração do Lucro Real
LC: Lei Complementar
ME: Microempresa
OS: Ordem de Serviço
PIS: Programa de Integração Social (Lei Complementar 7/70)
RF: Região Fiscal
RIPI: Regulamento do Imposto sobre Produtos Industrializados (Decreto 4.544/2002)
RIR/99: Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 3.000/1999)
RPS: Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/1999)
SRF: Secretaria da Receita Federal
SRRF: Superintendência Regional da Receita Federal
TJLP: Taxa de Juros a Longo Prazo

MÓDULO 1: O QUE É O SIMPLES?

O SIMPLES é uma forma simplificada e englobada de recolhimento de tributos e


contribuições, tendo como base de apuração a receita bruta.

A partir de 1997, com a Lei 9.317/1996, foi introduzido um tratamento diferenciado,


simplificado e favorecido às microempresas e às empresas de pequeno porte.

Assim, as pessoas jurídicas que se enquadram na condição de microempresa ou empresa de


pequeno porte poderão optar pela inscrição no "Sistema Integrado de Pagamento de
Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte – SIMPLES".

TRIBUTOS ALCANÇADOS PELO SIMPLES

O valor do recolhimento unificado pelo SIMPLES substitui os seguintes tributos e


contribuições:

a) Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (substituição parcial).


b) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido – CSLL.
c) Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do
Servidor Público – PIS/PASEP.
d) Contribuição para Financiamento da Seguridade Social – COFINS.
e) Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI.
f) Contribuições para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica, de que tratam a Lei
Complementar 84/96 (contribuição patronal sobre autônomos, e pró-labore), os artigos 22 e
22A da Lei 8.212/91 (contribuição patronal – incluindo SAT - sobre remunerações de
empregados e contratação de cooperativas de serviços) e o art. 25 da Lei 8.870/1994
(produção rural) (redação dada pela Lei nº 10.256, de 9.10.2001).
g) as contribuições destinadas ao SESC, SESI, SENAI, SENAC, SEBRAE, Salário-
Educação e contribuição sindical patronal.

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Desta forma, a empresa recolherá a título de Previdência Social em sua GPS, apenas o valor
descontado de seus empregados e dos contribuintes individuais, estando, portanto, excluído
da obrigação de recolher a contribuição patronal de 20% sobre a folha de pagamento, 20%
sobre a remuneração paga ou creditada aos empresários e autônomos, seguro acidente de
trabalho e terceiros (SENAI, SESC, SEBRAE etc.).

CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - INSS

A empresa optante pelo SIMPLES é obrigada a arrecadar, mediante desconto, e a recolher


as contribuições previdenciárias devidas ao INSS:

I - pelo segurado empregado, podendo deduzir, no ato do recolhimento, os valores pagos a


título de salário-família e salário-maternidade;
II – a partir de abril de 2003, pelo contribuinte individual;
III - no caso de contratação de contribuinte individual transportador rodoviário autônomo,
a contribuição destinada ao SEST e ao SENAT, devida pelo segurado;
IV - pelo produtor rural pessoa física ou pelo segurado especial, incidentes sobre o valor
bruto da comercialização de produto rural, na condição de sub-rogada;
V - pela associação desportiva incidente sobre a receita bruta decorrente de contrato de
patrocínio, de licenciamento de uso de marcas e símbolos, de publicidade, de propaganda e
de transmissão de espetáculos desportivos, quando for a patrocinadora.

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL – RECOLHE OU NÃO RECOLHE?

Há longa data, os sindicatos patronais, percebendo a queda na arrecadação em decorrência


da isenção dada às empresas optantes pelo Simples, decidiram exigir destas referida
contribuição.

De acordo com a Instrução Normativa SRF 355/2003, art. 5, § 7º, as microempresas e


empresas de pequeno porte inscritas no SIMPLES FEDERAL estão dispensadas da
Contribuição Patronal Sindical. Esta norma continua em vigor, com a publicação da IN
SRF 608/2005, que substituiu a IN SRF 355/2003.

Contudo, existe controvérsia, pois há quem entenda que a Secretaria da Receita Federal não
teria competência para fazer tal isenção.

O entendimento deste autor é que a instrução basta como garantia de que a contribuição não
poderá ser exigida no futuro e nem retroativamente. A base legal para a isenção, está no
parágrafo 4º do artigo 3º da Lei 9.317/1996, que criou o Simples.

No que diz respeito à contribuição sindical dos empregados, o recolhimento é normal.

CESSÃO DE MÃO DE OBRA OU EMPREITADA

Quando contratante de serviços mediante cessão de mão-de-obra ou empreitada, a empresa


optante pelo SIMPLES é obrigada também a efetuar a retenção de 11% da nota fiscal, da
fatura ou do recibo de prestação de serviços e recolher à Previdência Social a importância
retida, em documento de arrecadação identificado com a denominação social e o CNPJ da
empresa contratada.

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Base: artigos 274 e 275 da IN INSS 100/2003. A partir de 01.08.2005, art. 142 da IN SRP
3/2005.

CONSTRUÇÃO CIVIL

A obra de construção civil destinada a uso próprio, executada por empresa optante pelo
SIMPLES com mão-de-obra própria, é considerada estabelecimento não-abrangido pela
substituição de contribuições sociais, ficando a responsável pela obra sujeita ao pagamento
das contribuições sociais a cargo da empresa e das destinadas a outras entidades e fundos,
em documentos de arrecadação identificados com a matrícula da obra no Cadastro
Específico do INSS (CEI).

Bases: Lei 9.317/1996 e art. 486 da IN SRP 3/2005. A partir de 01.08.2005, art. 486 da IN
SRP 3/2005.

INCLUSÃO DO ICMS E ISS

O SIMPLES poderá incluir o ICMS e o ISS, desde que a unidade Federada ou o Município
em que esteja estabelecida a empresa venha a ele aderir mediante convênio.

TRIBUTOS NÃO ALCANÇADOS PELO SIMPLES

O pagamento do imposto unificado não exclui a incidência dos seguintes impostos ou


contribuições, devidos na qualidade de contribuinte ou responsável, em relação aos quais
será observada a legislação aplicável às demais pessoas jurídicas:

a) Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro ou Relativas a Títulos ou Valores


Mobiliários – IOF.
b) Imposto sobre Importação de Produtos Estrangeiros – II.
c) Imposto sobre Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais ou Nacionalizados –
IE.
d) Imposto de Renda, relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica e
aos rendimentos ou ganhos líquidos auferidos em aplicações de renda fixa ou variável, bem
assim relativo aos ganhos de capital obtidos na alienação de ativos (o IR Fonte será
considerado de tributação exclusiva).
e) Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural – ITR.
f) Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira – CPMF.
g) Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS.
h) Contribuição para a Seguridade Social, relativa à parcela descontada do empregado.

EMPRESAS ENQUADRADAS NO SIMPLES


MICROEMPRESA
A PARTIR DE 01.01.2006
A partir de 01.01.2006, considera-se microempresa (sigla ME), a pessoa jurídica que tenha
auferido, no ano-calendário imediatamente anterior, receita bruta igual ou inferior a R$
240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais).
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Base: artigo 33 da Lei 11.196/2005.


ATÉ 31.12.2005
Até 31.12.2005, considerava-se ME a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-calendário
imediatamente anterior, receita bruta igual ou inferior a R$ 120.000,00.
EMPRESA DE PEQUENO PORTE (EPP)
A PARTIR DE 01.01.2006
A partir de 01.01.2006, considera-se empresa de pequeno porte (sigla EPP), a pessoa
jurídica que tenha auferido, no ano-calendário imediatamente anterior, receita bruta
superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) e igual ou inferior a R$
2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais).
Base: artigo 33 da Lei 11.196/2005.
ATÉ 31.12.2005
Até 31.12.2005, considerava-se EPP a pessoa jurídica que tenha auferido, no ano-
calendário imediatamente anterior, receita bruta igual ou inferior a R$ 1.200.000,00 a partir
da vigência da Lei 9.732/98. Anteriormente à esta Lei, o limite era de R$ 720.000,00.
LIMITES PROPORCIONAIS
No caso de início de atividades no próprio ano-calendário, os limites serão proporcionais ao
número de meses em que a pessoa jurídica houver exercido atividade, desconsideradas as
frações de meses.
A partir de 01.01.2006, na hipótese de início de atividade no ano-calendário imediatamente
anterior ao da opção, os valores proporcionais serão, respectivamente, de R$ 20.000,00
(vinte mil reais) para ME e R$ 200.000,00 (duzentos mil reais) para EPP, multiplicados
pelo número de meses de funcionamento naquele período, desconsideradas as frações de
meses.
Até 31.12.2005, para as pessoas jurídicas que iniciarem suas atividades no mês de
dezembro do ano-calendário será considerado como limite proporcional o valor equivalente
a R$ 10.000,00 e 100.000,00, respectivamente, para a microempresa e para a empresa de
pequeno porte.
Exemplo 1:

Empresa constituída em 30/01/2006. Receita bruta de janeiro a dezembro: R$ 198.000.


Enquadramento: R$ 198.000 dividido por 11 (número de meses de janeiro a dezembro,
desconsiderando-se a fração do mês de janeiro) x 12 meses = R$ 216.000.

Esta empresa está na categoria de ME, para o ano subsequente.

Nota: para o ano em curso, considera-se a empresa como ME.

Exemplo 2:

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Empresa constituída em 05/05/2004. Receita bruta de maio a dezembro: R$ 70.000.


Enquadramento: R$ 70.000 dividido por 7 (número de meses de junho a dezembro,
desconsiderando-se a fração do mês de maio) x 12 meses = R$ 120.000.

Esta empresa está na categoria de ME, para o ano subsequente.

Nota: para o ano em curso, considera-se a empresa como ME.

RECEITA BRUTA - CONCEITO

Para efeitos da sistemática de tributação pelo SIMPLES, a receita bruta compreende:

1. o produto da venda de mercadorias e/ou produtos e


2. o preço dos serviços prestados.

DEDUÇÕES DA RECEITA BRUTA

São deduzidos da receita bruta:

1. os descontos concedidos incondicionalmente (valores destacados em nota fiscal, que são


dados como desconto comercial, e que não dependem de qualquer outra condição para sua
aplicação);
2. as vendas canceladas (como, por exemplo, as devoluções de vendas).

VEDAÇÃO DE OUTRAS EXCLUSÕES

É vedado proceder-se a qualquer outra exclusão em virtude da alíquota incidente ou de


tratamento tributário diferenciado (substituição tributária, diferimento, crédito presumido,
redução de base de cálculo, isenção) aplicáveis às pessoas jurídicas não optantes pelo
regime tributário das microempresas e das empresas de pequeno porte.
A vedação de excluir-se a substituição tributária do ICMS é uma arbitrariedade da
legislação, já que impõe ônus excessivo para o contribuinte. Vários estados têm exigência
de substituição tributária para determinados produtos. Como a legislação do ICMS é
diferente em cada estado, podem ocorrer injustiças, causando danos à concorrência. Uma
EPP, por exemplo, se tiver que reter ICMS na venda para outro estado, estará sendo
onerada pelo Simples Federal – enquanto que uma outra empresa – não optante pelo
Simples, não terá tributação sobre este valor.
A substituição tributária de qualquer tributo não se trata de uma “receita”, e sim, mera
obrigação de reter. No Brasil, temos estes absurdos tributários, tributando-se tributos.
Obviamente, isto é inconstitucional e injusto.
Neste sentido, já houve reconhecimento, em solução de consulta à Receita Federal, para
admitir a exclusão da receita de ICMS – Substituição Tributária, da base de cálculo do
Simples Federal, adiante reproduzido:
SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 216 de 27 de setembro de 2006
SUPERINTENDÊNCIA REGIONAL DA RECEITA FEDERAL 6ª REGIÃO FISCAL

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ASSUNTO: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das


Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples
EMENTA: Substituição tributária. ICMS retido. Receita bruta. Exclusão. Os valores
referentes ao ICMS recolhido em razão do instituto da substituição tributária não integram
a receita bruta da empresa optante pelo Simples, na condição de responsável substituto.

RENDIMENTOS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS – NÃO INCLUSÃO

A incidência do Imposto de Renda na Fonte relativa aos rendimentos e ganhos líquidos


auferidos em aplicações de renda fixa ou variável será definitiva, isto é, esses rendimentos
não serão incluídos na base de cálculo (receita bruta) do valor devido mensalmente na
modalidade Simples.

Observe-se que o Imposto de Renda retido não poderá ser compensado com aquele devido
a título de Simples.

EXCLUSÃO OBRIGATÓRIA

A pessoa jurídica obrigatoriamente excluída do Simples durante o ano-calendário deverá


oferecer à tributação as receitas auferidas e ainda não recebidas, no mês anterior àquele em
que operarem os efeitos da exclusão do Simples.

EXEMPLOS DE APURAÇÃO DE RECEITA BRUTA:

Exemplo 1:

Descrição Valor R$
1. Revenda de mercadorias 100.000,00
2. Vendas de serviços 50.000,00
3. Devoluções na Venda de mercadorias -5.000,00
4. Rendimentos de Aplicações Financeiras Não é incluído
Total da Receita Bruta (1 + 2 - 3) 145.000,00

Exemplo 2:

Descrição Valor R$
1. Vendas de produtos fabricados 110.000,00
2. Vendas de serviços 20.000,00
3. Cancelamento de notas fiscais de serviços -10.000,00
Total da Receita Bruta (1 + 2 - 3) 120.000,00

Exemplo 3:

Descrição Valor R$
1. Vendas de produtos + serviços 90.000,00
2. Descontos incondicionais nas Notas Fiscais - 20.000,00
3. Descontos financeiros nas Duplicatas Não são dedutíveis na Receita Bruta
Total da Receita Bruta (1 - 2) 70.000,00
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REGIME DE CAIXA PARA APURAÇÃO DA RECEITA BRUTA

Até o advento da IN SRF 104/98 (26.08.1998), a receita bruta era considerada pelo regime
de competência. A partir do ato normativo passou-se a admitir também o regime de caixa,
ou seja, somente após o recebimento da respectiva fatura/nota fiscal/duplicata, é que se
computará o valor, para fins de composição da receita bruta.

A tributação somente por ocasião do recebimento da receita está sujeita às seguintes


condições:

1. emissão da nota fiscal por ocasião da entrega do bem ou da conclusão do serviço;


2. caso seja mantida escrituração somente do Livro Caixa, neste deverá ser indicada, em
registro individual, a nota fiscal a que corresponder a cada recebimento;
3. caso seja mantida escrituração contábil, os recebimentos das receitas deverão ser
controlados em conta específica, na qual, em cada lançamento, deverá ser indicada a nota
fiscal a que corresponder o recebimento.

Importante: o critério escolhido (regime de caixa ou de competência) deverá ser mantido


por todo o ano-calendário.

ALTERAÇÃO DO REGIME DE CAIXA PARA O DE COMPETÊNCIA

A pessoa jurídica optante pelo Simples que adotar o critério de reconhecimento de suas
receitas à medida do recebimento e, por opção ou obrigatoriedade, passar a adotar o critério
de reconhecimento de suas receitas segundo o regime de competência, deverá reconhecer
no mês de dezembro do ano-calendário anterior àquele em que ocorrer a mudança de
regime as receitas auferidas e ainda não recebidas.

Exemplo:

Pessoa jurídica optante pelo Simples Federal tem saldo de contas de clientes a receber, em
31.12.2005, no montante de R$ 70.000,00. Em 2006, altera sua opção, passando a adotar o
lucro presumido.

Então, na base de cálculo do Simples Federal de dezembro/2005, deverá ser adicionado R$


70.000,00.

EXERCÍCIOS DO MÓDULO 1:

a) Assinale os tributos alcançados pelo recolhimento unificado do SIMPLES:

1. ( ) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido


2. ( ) IOF
3. ( ) PIS
4. ( ) IPI
5. ( ) Imposto de Renda na Fonte
6. ( ) FGTS

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b) Considera-se Microempresa (ME) a partir de 01.01.2006:

1. ( ) Cuja receita, no ano-calendário, é igual ou inferior a R$ 240.000,00


2. ( ) Cuja receita, no ano-calendário anterior, é igual ou inferior a R$ 2.400.000,00
3. ( ) Cuja receita, no ano-calendário anterior, é igual ou inferior a R$ 240.000,00

c) Considera-se Empresa de Pequeno Porte (EPP) a partir de 01.01.2006:

1. ( ) Cuja receita, no ano-calendário anterior, é igual ou inferior a R$ 240.000,00


2. ( ) Cuja receita, no ano-calendário anterior, é igual ou inferior a R$ 2.400.000,00
3. ( ) Cuja receita, no ano-calendário, é igual ou inferior a R$ 2.400.000,00

d) No caso de início de atividades, no ano de 2006, os limites da receita bruta mensal serão
equivalentes a:

1. ( ) R$ 200.000,00 para a ME e R$ 20.000,00 para a EPP


2. ( ) R$ 20.000,00 para a ME e R$ 200.000,00 para a EPP

e) Uma empresa constituída em 02.02.2004, obteve receita bruta, no ano de 2.004, de R$


950.000,00. Para fins de enquadramento, no ano 2.005, ela será considerada:

1. ( ) EPP
2. ( ) ME
3. ( ) Nenhuma das anteriores

f) Calcule a Receita Bruta:


Faturamento de Serviços R$ 150.000,00, Faturamento de Produtos R$ 20.000,00,
Descontos Incondicionais R$ 25.000,00, Devoluções de Vendas de Produtos R$ 3.000,00,
Descontos Financeiros concedidos R$ 1.000,00.

g) O regime de caixa para apuração da receita bruta corresponde a:

1. ( ) incluir a receita já por ocasião do faturamento


2. ( ) incluir a receita por ocasião de cada recebimento de duplicata/fatura/nota fiscal
3. ( ) não incluir as vendas canceladas e descontos incondicionais

h) Os descontos financeiros nas duplicatas emitidas são excluídos na apuração da receita


bruta?

1. ( ) Sim
2. ( ) Não

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 1:

a) 1, 3 e 4
b) 3
c) 2
d) 2
e) Será enquadrada como EPP em 2005, pois sua receita bruta proporcional no ano
correspondeu a:
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R$ 950.000 dividido por 10 meses (março a dezembro/2004, já que se desconsidera,


para fins de cálculo, a fração de mês de fevereiro) igual a R$ 95.000,00.
f) Cálculo:
Faturamento de Serviços R$ 150.000,00
Faturamento de Produtos R$ 20.000,00
Descontos Incondicionais - R$ 25.000,00
Devoluções de Vendas de Produtos - R$ 3.000,00
Descontos Financeiros Concedidos Não entram no cálculo da receita bruta
Receita Bruta R$ 142.000,00
g) 2
h) 2 (somente os descontos incondicionais é que são excluídos da receita bruta)

MÓDULO 2: - OPÇÃO PELO SIMPLES

VEDAÇÕES À OPÇÃO PELO SIMPLES

Não poderá optar pelo SIMPLES, a pessoa jurídica:

I – na condição de microempresa, que tenha auferido, no ano-calendário imediatamente


anterior, receita bruta superior a R$ 240.000,00 (duzentos e quarenta mil reais) – limite este
fixado a partir de 2006, pela Lei 11.196/2005;

Nota: até 31.12.2005, o limite era de R$ 120.000,00.

II – na condição de empresa de pequeno porte, que tenha auferido, no ano-calendário


imediatamente anterior, receita bruta superior a R$ 2.400.000,00 (dois milhões e
quatrocentos mil reais) - limite este fixado a partir de 2006, pela Lei 11.196/2005;

Nota: até 31.12.2005, o limite era R$ 1.200.000,00, a partir da vigência da Lei


9.732/98 (14.12.1998), e anteriormente R$ 720.000,00.

III – constituída sob a forma de sociedade por ações (S/A);

IV – cuja atividade seja banco comercial, banco de investimentos, banco de


desenvolvimento, caixa econômica, sociedade de crédito, financiamento e investimento,
sociedade de crédito imobiliário, sociedade corretora de títulos, valores mobiliários e
câmbio, distribuidora de títulos e valores mobiliários, empresa de arrendamento mercantil,
cooperativa de crédito, empresa de seguros privados e de capitalização e entidade de
previdência privada aberta;

V – que se dedique à compra e à venda, ao loteamento, à incorporação ou à construção de


imóveis; a execução de obra de construção civil, própria ou de terceiros, como a
construção, demolição, reforma, ampliação de edificação ou outras benfeitorias agregadas
ao solo ou subsolo (as chamadas "empreiteira de obras de construção civil").

VI – que tenha sócio estrangeiro, residente no exterior;

VII – constituída sob qualquer forma, de cujo capital participe entidade da administração
pública, direta ou indireta, federal, estadual ou municipal;
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VIII – que seja filial, sucursal, agência ou representação, no país, de pessoa jurídica com
sede no exterior;

IX – cujo titular ou sócio participe com mais de 10% do capital de outra empresa, desde
que a receita bruta global ultrapasse o limite fixado para as Empresas de Pequeno Porte.

Nota:

A partir de 11.2.2003 (data de publicação da MP 107/2003), a vedação não se


aplica na hipótese de participação no capital de cooperativa de crédito, conforme
art. 23 da Lei 10.684/2003.

X – de cujo capital participe, como sócio, outra pessoa jurídica;

XI – cuja receita decorrente da venda de bens importados por terceiros seja superior a 50%
da receita bruta total;

NOTA: impedimento revogado a partir de 13.03.2000 pela MP 1991-15, portanto


as empresas enquadradas neste item poderão optar pelo SIMPLES.

XII – que realize operações relativas a:


a) importação de produtos estrangeiros, exceto se para o ativo imobilizado;
NOTA: impedimento revogado a partir de 13.03.2000 pela MP 1991-15, portanto
as empresas enquadradas neste item poderão optar pelo SIMPLES.
b) locação ou administração de imóveis;
c) armazenamento e depósito de produtos de terceiros;
d) propaganda e publicidade, excluídos os veículos de comunicação;
e) factoring;
f) prestação de serviço de vigilância, limpeza, conservação e locação de mão-de-obra;

XIII – que preste serviços profissionais de corretor, representante comercial, despachante,


ator, empresário, diretor ou produtor de espetáculos, cantor, músico, dançarino, médico,
dentista, enfermeiro, veterinário, engenheiro, arquiteto, físico, químico, economista,
contador, auditor, consultor, estatístico, administrador, programador, analista de sistema,
advogado, psicólogo, professor, jornalista, publicitário, fisicultor, ou assemelhados, e de
qualquer outra profissão cujo exercício dependa de habilitação profissional legalmente
exigida;

Notas:

1) Incluem-se na vedação deste item:


a) clínicas médicas, fonoaudiológicas e psicológicas (ADN COSIT
2/2000);
b) as empresas que prestem serviços de montagem e manutenção de
equipamentos industriais (ADN COSIT 4/2000);
c) tradução pública e intérprete comercial (Parecer COSIT 30/98);
d) serviços de prótese dentária;
e) serviços médicos hospitalares ou assemelhados.

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13 – Manual do Simples Federal ©

2) Conforme a Lei 10.034/2000, excetuam-se da restrição de que trata este item as


pessoas jurídicas que se dedicam às atividades de creches, pré-escolas e
estabelecimentos de ensino fundamental.

3) Conforme art. 24 da Lei 10.684/2003, com vigência a partir de 31.05.2003,


excetuam-se da restrição de que trata este item as pessoas jurídicas que se dedicam
às atividades de:
I – creches e pré-escolas;
II – estabelecimentos de ensino fundamental;
III – centros de formação de condutores de veículos
automotores de transporte terrestre de passageiros e de
carga;
IV – agências lotéricas;
V – agências terceirizadas de correios.
4) Podem optar pelo SIMPLES, as empresas que se dediquem às seguintes
atividades:
I – serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus e
outros veículos pesados;
II – serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos
automotores;
III – serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e
bicicletas;
IV – serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e
de informática;
V – serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos.

Base: art. 4º, da Lei 10.964, de 28.10.2004, com redação dada pelo art. 15 da Lei
11.051/2004.

5) Segundo o ADI SRF 6/2005, o exercício da atividade de prestação de serviços de


jardinagem permite a opção pelo Simples, desde que não se tipifique como obra de
construção civil, não caracterize locação de mão-de-obra, não configure execução
de projetos e serviços de paisagismo, nem se enquadre em qualquer das demais
vedações legais à referida opção.

XIV – que participe do capital de outra pessoa jurídica, ressalvados os investimentos


provenientes de incentivos fiscais efetuados antes da vigência da Lei 7.256/84
(27.11.1984), quando se tratar de microempresa, ou antes da vigência da Lei 9.317/96
(05.11.1996), quando se tratar de empresa de pequeno porte;

Nota: a partir de 11.2.2003 (data de publicação da MP 107/2003), a vedação não se


aplica na hipótese de participação no capital de cooperativa de crédito, conforme art.
23 da Lei 10.684/2003.

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14 – Manual do Simples Federal ©

XV – que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do


Seguro Social – INSS, cuja exigibilidade não esteja suspensa;

XVI – cujo titular, ou sócio que participe de seu capital com mais de 10%, esteja inscrito
em Dívida Ativa da União ou do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, cuja
exigibilidade não esteja suspensa;

XVII – que seja resultante de cisão ou qualquer outra forma de desmembramento da pessoa
jurídica, salvo em relação aos eventos ocorridos antes da vigência da Lei 9.317/96;

Nota: o Ato Declaratório Interpretativo da Secretaria da Receita Federal 28/2004


dispõe que não pode optar pelo SIMPLES a pessoa jurídica que seja resultante de
cisão ou de qualquer outra forma de desmembramento, salvo em relação aos eventos
ocorridos anteriormente a 1º de janeiro de 1997. Ressalte-se que o mesmo se aplica
às pessoas jurídicas remanescentes da cisão, ressalvada a hipótese de esta já ser
optante pelo SIMPLES.

XVIII – cujo titular, ou sócio com participação em seu capital superior a 10%, adquira bens
ou realize gastos em valor incompatível com os rendimentos por ele declarados;

XIX - a partir de 13.03.2000, a empresa que exerça atividade de industrialização, por conta
próprio ou por encomenda, dos produtos classificados nos capítulos 22 (bebidas) e 24
(fumo) da Tabela do IPI, sujeitos ao regime de pagamento do IPI por unidade de produto de
que trata a Lei 7798/89.

FORMALIZAÇÃO DA OPÇÃO PELO SIMPLES

A opção pelo Simples dar-se-á mediante a inscrição da pessoa jurídica enquadrada na


condição de microempresa ou de empresa de pequeno porte no Cadastro Nacional da
Pessoa Jurídica (CNPJ).

A pessoa jurídica em início de atividade poderá formalizar sua opção para adesão ao
Simples imediatamente, mediante utilização da própria Ficha Cadastral da Pessoa Jurídica
(FCPJ).

A partir da edição da IN SRF 34/2001, a empresa formalizará sua opção para adesão ao
Simples, mediante alteração cadastral FCPJ efetivada até o último dia útil do mês de
janeiro do ano-calendário (art. 16, parágrafo 1 da IN SRF 34/2001).

No período da vigência da IN 09/99 (a partir de 1999 até 30.03.2001), em virtude do


disposto no art. 10 da IN 09/99, a pessoa jurídica, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa
Jurídica – CNPJ, poderia formalizar sua opção para adesão ao SIMPLES mediante
alteração cadastral efetivada até o último dia útil do mês de fevereiro do ano-calendário,
com efeito retroativo a primeiro de janeiro.

Caso a opção seja manifestada após janeiro (ou fevereiro, para os optantes até 28.02.2001),
esta somente produzirá efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário seguinte.

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15 – Manual do Simples Federal ©

As empresas já inscritas no CNPJ até 31.12.1996, formalizavam, em 1997, sua opção para
adesão ao SIMPLES mediante apresentação de "Termo de Opção pelo SIMPLES",
conforme modelo instituído pela IN SRF 74/96 e 75/96, adquirido nas papelarias, surtindo
efeitos a partir de 1998. Excepcionalmente, em 1997, a opção para 1998 pode ter tido
efeitos retroativos a 01.01.1997. Caso a empresa não pretendesse optar pelo sistema
simplificado em 1997, porém, apenas a partir de 1998, anularia a opção retroativa
entregando a declaração relativa ao ano-base de 1997 por outro sistema de sua escolha.

EFEITOS A OPÇÃO

A opção pelo SIMPLES produzirá efeitos:

1. a partir de 1º de janeiro do próprio ano-calendário da opção, se formalizada até o


último dia útil do mês de janeiro;
2. a partir do primeiro dia do ano-calendário subsequente, se formalizada após janeiro;
3. a partir de 1º de janeiro do próprio ano-calendário da opção, se formalizada até o
último dia útil do mês de fevereiro, em relação ás opções efetuadas até 28.02.2001;
4. a partir do primeiro dia do ano-calendário subsequente, se formalizada após
fevereiro, em relação ás opções efetuadas até 28.02.2001;
5. a partir do início de atividades, quando formalizada na constituição da empresa.

Em qualquer caso, a opção é definitiva para o ano-calendário a que se refere.

INDEFERIMENTO DA OPÇÃO PELO SIMPLES

O indeferimento da opção pelo SIMPLES, mediante despacho decisório de autoridade da


Secretaria da Receita Federal, submeter-se-á ao rito processual do Decreto no 70.235, de 6
de março de 1972.

Base: art. 19 da Lei 10.833/2003.

CRECHES, PRÉ-ESCOLAS E ESCOLAS DE ENSINO FUNDAMENTAL - OPÇÃO A


PARTIR DO ANO 2000

A Instrução Normativa 115/2000 estabeleceu regras específicas sobre a opção pelo Simples
e pagamento pelas creches, pré-escolas e escolas de ensino fundamental, a partir do ano
2.000:

1. A opção efetuada no ano-calendário de 2.000 ou até o último dia útil do mês de


janeiro/2001, submeterá a pessoa jurídica á sistemática do Simples a partir do primeiro dia
do ano-calendário de 2.001.

2. No caso de início de atividade, no ano-calendário de 2.000, a partir de 25/10/2000, a


opção formalizada na FCPJ submete a pessoa jurídica ao Simples no próprio ano-calendário
de 2.000.

3. Os percentuais de recolhimento ao Simples ficam acrescidos de 50%. Assim, por


exemplo, se a alíquota normal é de 5,4%, será recolhido: 5,4% + 50% x 5,4% = 8,1%. A

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mesma regra vale para recolhimentos do ISS e/ou ICMS, no caso de existir convênio entre
o Município/Estado e a União, e o recolhimento do IPI.

Posteriormente, tais percentuais foram fixados pela Instrução Normativa SRF 34/2001, em
seus artigos 8, 12 e 13.

VEDAÇÃO A CONSOLIDAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE ICMS EM UNIDADE


FEDERADA CONVENIADA

Não poderá pagar o ICMS, na forma do SIMPLES, ainda que a Unidade Federada onde
esteja estabelecida seja conveniada, a pessoa jurídica que possua estabelecimento em mais
de uma Unidade Federada ou que exerça, ainda que parcialmente, atividade de transporte
interestadual ou intermunicipal. A restrição não impede a opção pelo SIMPLES em relação
aos impostos e contribuições da União.

VEDAÇÃO A CONSOLIDAÇÃO DO RECOLHIMENTO DE ISS EM MUNICÍPIO


CONVENIADO

Não poderá pagar o ISS, na forma do SIMPLES, ainda que o Município onde esteja
estabelecida seja conveniado, a pessoa jurídica que possua estabelecimento em mais de um
Município. A restrição não impede a opção pelo SIMPLES em relação aos impostos e
contribuições da União e ao ICMS.

AGÊNCIAS DE VIAGENS - PERMISSÃO PELA OPÇÃO A PARTIR DE 31.12.2002

Poderão optar pelo Simples, a partir de 31.12.2002, as pessoas jurídicas que se dediquem
exclusivamente à atividade de agência de viagem, conforme art. 26 da Lei 10.637/2002.

PROVEDOR DE INTERNET

Pode optar pelo Simples a pessoa jurídica que preste serviços de provedor de acesso à
internet, uma vez que essa atividade não demanda, diretamente, conhecimentos de analista
de sistemas ou programador, desde que não incorra em nenhuma das hipóteses de vedação
previstas na legislação.

Base: ADI SRF 4/2005.

FARMÁCIA DE MANIPULAÇÃO

O exercício da atividade de farmácia de manipulação não constitui impedimento a que a


pessoa jurídica faça opção pelo Simples, uma vez que não se trata de prestação de serviços,
mas sim de atividade comercial.

Base: ADI SRF 7/2006.

EXERCÍCIOS DO MÓDULO 2:

a) Assinale as empresas que não poderão optar pelo Simples:

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1. ( ) S/A
2. ( ) Clínica de Médicos
3. ( ) Varejista de Armarinhos
4. ( ) Que tenha débito inscrito em Dívida Ativa da União, sem exigibilidade suspensa
5. ( ) Que tenha sócio pessoa jurídica
6. ( ) Que realize industrialização por encomenda para fábrica de móveis

b) A opção pelo Simples das empresas novas, a partir de 1997, é efetivada mediante:

1. ( ) o preenchimento da Declaração do Imposto de Renda


2. ( ) arquivamento contratual, registrado na Junta Comercial
3. ( ) Quando do preenchimento da FCPJ
4. ( ) O pagamento do DARF Simples

c) A opção pelo Simples, das empresas já existentes, é efetivada mediante:

1. ( ) Alteração contratual, registrada na Junta Comercial


2. ( ) Alteração cadastral da FCPJ
3. ( ) Preenchimento da Declaração Simplificada Anual

d) A opção pelo Simples, das empresas já existentes, deverá ser providenciada até:

1. ( ) Último dia útil de fevereiro, do ano-calendário anterior


2. ( ) Último dia útil de fevereiro, do ano-calendário de opção
3. ( ) Até a entrega da Declaração Simplificada Anual

e) O pagamento consolidado do ICMS, nos Estados onde há convênio com a União


Federal, é vedado quando:

1. ( ) A empresa possua filiais em outros estados


2. ( ) A empresa tenha matriz e filiais no mesmo estado

f) O pagamento consolidado do ISS, nos Municípios onde há convênio com a União, é


vedado quando:

1. ( ) A empresa tenha matriz e filiais no mesmo município


2. ( ) A empresa tenha filiais em outros municípios

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 2:

a) 1, 2, 4 e 5
b) 3
c) 2
d) 2
e) 1
f) 2

MÓDULO 3: VALOR A RECOLHER

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Com base na Receita Acumulada, aplicam-se os seguintes percentuais de recolhimento


devidos ao SIMPLES:

TABELA DO SIMPLES A PARTIR DE 01.01.2006

Receita Acumulada/ano R$ TIPO Percentual Percentual Percentual


EMPRESA Empresa Empresa Empresa
Comercial Industrial Serviços *
(IPI)
Microempresa (ME)
até 60.000,00 ME 3,0% 3,5% 4,5%
de 60.000,01 até 90.000,00 ME 4,0% 4,5% 6,0%
de 90.000,01 até 120.000,00 ME 5,0% 5,5% 7,5%
de 120.000,01 até 240.000,00 ME 5,4% 5,9% 8,1%
Empresa de Pequeno Porte (EPP)
até 240.000,00 EPP 5,4% 5,9% 8,1%
de 240.000,01 até 360.000,00 EPP 5,8% 6,3% 8,7%
de 360.000,01 até 480.000,00 EPP 6,2% 6,7% 9,3%
de 480.000,01 até 600.000,00 EPP 6,6% 7,1% 9,9%
de 600.000,01 até 720.000,00 EPP 7,0% 7,5% 10,5%
de 720.000,01 até 840.000,00 EPP 7,4% 7,9% 11,1%
de 840.000,01 até 960.000,00 EPP 7,8% 8,3% 11,7%
de 960.000,01 até 1.080.000,00 EPP 8,2% 8,7% 12,3%
de 1.080.000,01 até 1.200.000,00 EPP 8,6% 9,1% 12,9%
De 1.200.000,01 até 1.320.000,00 EPP 9,0% 9,5% 13,5%
De 1.320.000,01 até 1.440.000,00 EPP 9,4% 9,9% 14,1%
De 1.440.000,01 até 1.560.000,00 EPP 9,8% 10,3% 14,7%
De 1.560.000,01 até 1.680.000,00 EPP 10,2% 10,7% 15,3%
De 1.680.000,01 até 1.800.000,00 EPP 10,6% 11,1% 15,9%
De 1.800.000,01 até 1.920.000,00 EPP 11,0% 11,5% 16,5%
De 1.920.000,01 até 2.040.000,00 EPP 11,4% 11,9% 17,1%
De 2.040.000,01 até 2.160.000,00 EPP 11,8% 12,3% 17,7%
De 2.160.000,01 até 2.280.000,00 EPP 12,2% 12,7% 18,3%
De 2.280.000,01 até 2.400.000,00 EPP 12,6% 13,1% 18,9%
Acima de 2.400.000,00 EPP 15,12% 15,72% 22,68%

* Percentuais válidos para empresa de serviços não contribuinte do IPI.

TABELA VÁLIDA ATÉ 31.12.2005


Receita Acumulada/ano R$ TIPO Percentual Percentual Percentual
EMPRESA Empresa Empresa Empresa
Comercial Industrial (IPI) Serviços*
até 60.000,00 ME 3,0% 3,5% 4,5%
de 60.000,01 até 90.000,00 ME 4,0% 4,5% 6,0%
de 90.000,01 até 120.000,00 ME 5,0% 5,5% 7,5%
até 240.000,00 EPP 5,4% 5,9% 8,1%
de 240.000,01 até 360.000,00 EPP 5,8% 6,3% 8,7%
de 360.000,01 até 480.000,00 EPP 6,2% 6,7% 9,3%
de 480.000,01 até 600.000,00 EPP 6,6% 7,1% 9,9%
de 600.000,01 até 720.000,00 EPP 7,0% 7,5% 10,5%
de 720.000,01 até 840.000,00 EPP 7,4% 7,9% 11,1%
de 840.000,01 até 960.000,00 EPP 7,8% 8,3% 11,7%
de 960.000,01 até 1.080.000,00 EPP 8,2% 8,7% 12,3%
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de 1.080.000,01 até 1.200.000,00 EPP 8,6% 9,1% 12,9%

* Percentuais válidos para empresa de serviços não contribuinte do IPI.

NOTAS IMPORTANTES À TABELA DO SIMPLES

1. Se a empresa é EPP, o percentual inicial é de 5,4%, não se aplicando os percentuais


estabelecidos para as ME.
2. O percentual a ser aplicado em cada mês sobre a receita bruta será o correspondente
à receita bruta acumulada, dentro do ano-calendário, até o próprio mês.
3. Caso a empresa seja contribuinte do IPI, os percentuais serão acrescidos de 0,5%.
Para as empresas industriais, o referido percentual já está somado na tabela, na
coluna “percentual empresa industrial (IPI)”.
4. No caso de empresa de serviços contribuinte do IPI, os percentuais referidos na
tabela serão acrescidos de 0,75 (setenta e cinco centésimos) ponto percentual, salvo
em relação ao excesso de receita bruta acumulada no ano, quando então este
percentual acrescido será de 0,9%.

CRECHES – PRÉ-ESCOLAS – ESTABELECIMENTOS DE ENSINO FUNDAMENTAL


– CENTROS DE FORMAÇÃO DE CONDUTORES – AGÊNCIAS LOTÉRICAS –
AGÊNCIAS DE CORREIOS – ALÍQUOTA MAJORADA EM 50%

Por força da Lei 10.034/2000 e art. 24 da Lei 10.684/2003, ficam acrescidos de 50% os
percentuais do SIMPLES em relação á:

I – creches e pré-escolas (vigência da majoração até 30.04.2003);


II – estabelecimentos de ensino fundamental;
III – centros de formação de condutores de veículos automotores de transporte terrestre de
passageiros e de carga;
IV – agências lotéricas;
V – agências terceirizadas de correios (vigência da majoração até 30.11.2003).

Na tabela anterior, inclui-se tal alíquota majorada, bastando aplicar sobre a receita o
respectivo percentual (última coluna).

No que diz respeito às CRECHES E PRÉ-ESCOLAS, por força do art. 24 da Lei


10.684/2003, a partir de MAIO/2003, tais atividades recolhem o Simples Federal pela
alíquota normal (sem acréscimo de 50%).

Já para as AGÊNCIAS TERCEIRIZADAS DE CORREIOS, a vigência da majoração é


restrita para o período de 31.05.2003 a 30.11.2003, sendo que a partir de 01.12.2003 essas
empresas voltam a contribuir com os percentuais normais sem o aumento das alíquotas.

ATIVIDADE SIMULTÂNEA DE CRECHE, PRÉ-ESCOLA E ENSINO


FUNDAMENTAL

As atividades de creche/pré-escola e de ensino fundamental estão sujeitas a alíquotas


distintas.

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20 – Manual do Simples Federal ©

A pessoa jurídica que exerce essas atividades simultaneamente deve apurar em separado
os tributos e contribuições decorrentes do exercício de cada uma delas, utilizando a
alíquota prevista para cada uma.

O recolhimento dos tributos e contribuições referentes às duas atividades deverá


ser realizado num único Darf.

Base: Solução de Consulta 274/2004, SRRF 6ª RF.

ATIVIDADES MISTAS

A majoração dos percentuais para as empresas optantes do SIMPLES - pessoas jurídicas


com atividade mista e as exclusivamente prestadoras de serviços, ocorrerá quando a receita
bruta da prestação de serviços acumulada no período, atingir o percentual de 30% da receita
bruta total. Veja tópico seguinte.

EMPRESAS PREPONDERANTEMENTE DE SERVIÇOS – ALÍQUOTA


MAJORADA EM 50%

Por força do artigo 24 da Lei 10.684/2003, ficam acrescidos de 50% os percentuais do


SIMPLES em relação às pessoas jurídicas que aufiram receita bruta decorrente da prestação
de serviços em montante igual ou superior a 30% (trinta por cento) da receita bruta total.

Exemplo:

Receita bruta de R$ 1.000.000,00, oriunda de:

Atividade comercial R$ 600.000,00


Atividade de serviços: R$ 400.000,00

Portanto, a alíquota do Simples Federal, desta empresa, deverá ser majorada em 50%, tendo
em vista que a receita bruta da prestação de serviços é superior a trinta por cento da receita
bruta total.

Na tabela anterior, inclui-se tal alíquota majorada, bastando aplicar sobre a receita o
respectivo percentual (última coluna).

INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA

Em consulta administrativa de um contribuinte à SRF, obteve-se o entendimento que a


industrialização por encomenda, caracterizada de acordo com o Regulamento do IPI, não é
prestação de serviços, para fins de alíquota majorada do Simples Federal.

Eis o teor da decisão citada:

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 219, DE 09 DE JULHO DE 2004 - 10ª RF


DOU DE 25.08.2004

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21 – Manual do Simples Federal ©

ASSUNTO: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das


Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte - Simples

EMENTA: PERCENTUAIS INCIDENTES SOBRE A RECEITA BRUTA MENSAL.


PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA.
Para efeito de determinação do percentual incidente sobre a receita bruta mensal, pelas
pessoas jurídicas inscritas no Simples que aufiram receita bruta decorrente da
prestação de serviços em montante igual ou superior a 30% (trinta por cento) da receita
bruta total, não constituem receitas da prestação de serviços as decorrentes da
industrialização de produtos em que a matéria-prima, ou o produto intermediário ou o
material de embalagem tenham sido fornecidos por quem encomendou a
industrialização.

Para esse mesmo fim, consideram-se como prestação de serviços as operações realizadas
por encomenda, nos termos do art. 5º, inciso V, e do art. 7º, inciso II, do Regulamento do
IPI, ou seja, o preparo de produto, por encomenda direta do consumidor ou usuário, na
residência do preparador ou em oficina, desde que, em qualquer caso, seja
preponderante o trabalho profissional; para esse fim, oficina é o estabelecimento que
empregar, no máximo, cinco operários e, caso utilize força motriz, não dispuser de
potência superior a cinco quilowatts e trabalho preponderante é o que contribuir no
preparo do produto, para formação de seu valor, a título de mão-de-obra, no mínimo com
sessenta por cento.

A pessoa jurídica contribuinte do IPI optante pelo Simples deverá acrescer 0,5% (meio
ponto percentual) às alíquotas incidentes sobre a receita bruta; nos meses em que a receita
bruta decorrente da prestação de serviços resultar em montante igual ou superior a 30%
(trinta por cento) da receita bruta total, o acréscimo será de 0,75% (setenta e cinco
centésimos por cento).

DISPOSITIVOS LEGAIS: Art. 2º da Lei nº 10034, de 2000, c/ a redação do art. 24 da Lei


nº 10684, de 2003, alterado pelo art. 82 da Lei nº 10833, de 2003; art. 5º, parágrafo 2º,
da Lei nº 9317, de 1996; art. 5º, V, e art. 7º, II, do Decreto nº 4544, de 2002, e AD(N)
Cosit nº 18, de 2000.
VERA LÚCIA RIBEIRO CONDE
Chefe

DATA DE VIGÊNCIA DA MAJORAÇÃO

CRECHES E PRÉ-ESCOLAS

A majoração de alíquota de 50% para CRECHES e PRÉ-ESCOLAS vigora de 25.10.2000


(data da publicação da Lei 10.034/2000) até 30.04.2003 (conforme art. 24 da Lei
10.684/2003 e art. 1 da IN SRF 391/2004).

CENTROS DE FORMAÇÃO DE CONDUTORES – AGÊNCIAS LOTÉRICAS E


OUTRAS EMPRESAS PRESTADORAS DE SERVIÇOS

A data de início de vigência da majoração de alíquota, para as demais empresas prestadoras


de serviços, será 01.01.2004.
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22 – Manual do Simples Federal ©

Nota: No caso de estabelecimentos de ensino fundamental, de centros de formação de


condutores de veículos automotores de transporte terrestre de passageiros e de carga e de
agências lotéricas, a alíquota do Simples Federal será majorada em 50%,
independentemente de auferir receitas de serviços superior a 30% da receita bruta anual.

AGÊNCIAS TERCEIRIZADAS DE CORREIOS

Para as AGÊNCIAS TERCEIRIZADAS DE CORREIOS, a vigência da majoração é


restrita para o período de 31.05.2003 a 30.11.2003, sendo que a partir de 01.12.2003 essas
empresas voltam a contribuir com os percentuais normais, sem o aumento das alíquotas.

ALÍQUOTA DO SIMPLES – EMPRESA INDUSTRIAL

Conforme orientações em "perguntas e respostas" do site da SRF, relativamente à alíquota


do Simples para empresas optantes que são contribuintes do IPI, mesmo que fabriquem
produtos com alíquota 0 (zero), deverá ser acrescido o percentual, a título de IPI, de:

• 0,5% (meio por cento), quando exclusivamente industrial, e de


• 0,75% quando tiver atividades mistas industriais e de serviços (estas na proporção igual
ou superior a 30% da receita bruta).

Abaixo, o teor da pergunta, e a respectiva resposta, no site da SRF:

A receita bruta proveniente da venda de produtos não-tributáveis, isentos ou cuja alíquota


foi reduzida a zero, sujeitar-se-á à incidência do percentual adicional de 0,5% (meio por
cento) relativo ao IPI?

A pessoa jurídica que vende apenas produtos não-tributáveis (NT) ficará dispensada do
acréscimo de 0,5% (meio por cento), pelo fato de não ser contribuinte do IPI. Portanto, a
totalidade da receita bruta auferida estará fora do campo de incidência do imposto.
De outra parte, em relação aos produtos isentos e com alíquota reduzida a zero, caberá o
acréscimo de 0,5% (meio por cento), por se tratar de contribuinte do IPI. Assim, se além
de produtos NT a pessoa jurídica também produzir produtos isentos ou com alíquota
reduzida a zero ou positiva, estará sujeita ao acréscimo de 0,5% (meio por cento) sobre
todo o faturamento, caso faça opção pelo Simples.
NOTA:
Contribuinte que exerça a atividade de industrialização, por conta própria ou por
encomenda, de bebidas, cigarros e demais produtos classificados nos Capítulos 22 e 24 da
Tabela de Incidência do IPI (TIPI), sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei no
7.798, de 1989, não podem optar pelo Simples desde 1o/01/2001, mantidas as opções
exercidas até 31 de dezembro de 2000 (alteração da Lei no 9.317, de 1996, art.9o, XIX pela
MP no 1.990-29, de 2000, art.14, atual MP no 2.189-35, de 2001, art.14, e IN SRF no 355,
de 2003, arts. 20, XVIII e 24, VI).

EMPRESA EXCLUSIVAMENTE EXPORTADORA

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23 – Manual do Simples Federal ©

A Constituição Federal, em seu art. 153, § 3o, inciso III, dispõe que o IPI não incidirá sobre
produtos industrializados destinados ao exterior. Trata-se de imunidade específica e
objetiva.

Portanto, a empresa que atue exclusivamente na exportação de produtos industrializados


para o exterior estará fora do campo de incidência do IPI, sendo incabível o acréscimo de
0,5% (meio por cento) à alíquota do Simples.

A sistemática do Simples não exclui o imposto de exportação, se for devido.

Base: Perguntas e Respostas/Simples Federal - SRF.

EMPRESA TRANSPORTADORA DE CARGAS

Pelo entendimento da SRF, no processo de consulta 265/2004, adiante reproduzido, há o


adicional de 50% às empresas transportadoras de cargas, optantes pelo Simples:

Órgão: Superintendência Regional da Receita Federal - SRRF / 9ª Região Fiscal

Assunto: Simples
Ementa: Simples. Transporte de cargas. Alíquotas diferenciadas. A pessoa jurídica optante
pelo Simples e dedicada ao transporte de cargas está sujeita às alíquotas diferenciadas
estabelecidas pelo art. 24 da Lei nº 10.684/2003.
DISPOSITIVOS LEGAIS: Lei nº 10.034, de 2000, art. 2º; Lei nº 10.684, de 2003, art. 24;
Constituição Federal, art. 155, II; Lei Complementar nº 87, de 1996, art. 2º, II; Lei
Complementar nº 116, de 2003, lista anexa, item 16; Lei nº 9.249, de 1995, art. 15, II, "a";
RIR, art. 47.
MARCO ANTÔNIO FERREIRA POSSETTI – CHEFE
Data da Decisão: 4.10.2004

EXEMPLOS DE CÁLCULO DE RECOLHIMENTO


Exemplo 1:
EPP de atividade comercial, não contribuinte do IPI, e cujo Estado e/ou Município não
tenham convênio com o Simples Federal:

Receita Bruta Receita Bruta


Mês % Incidência Valor devido R$
Mensal R$ Acumulada R$

jan/06 150.000,00 150.000,00 5,40% 8.100,00

fev/06 165.000,00 315.000,00 5,80% 9.570,00

mar/06 170.000,00 485.000,00 6,60% 11.220,00

abr/06 180.000,00 665.000,00 7,00% 12.600,00

mai/06 178.000,00 843.000,00 7,80% 13.884,00

jun/06 181.000,00 1.024.000,00 8,20% 14.842,00

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jul/06 195.000,00 1.219.000,00 9,00% 17.550,00

ago/06 189.000,00 1.408.000,00 9,40% 17.766,00

set/06 195.000,00 1.603.000,00 10,20% 19.890,00

out/06 200.000,00 1.803.000,00 11,00% 22.000,00

nov/06 230.000,00 2.033.000,00 11,40% 26.220,00

dez/06 250.000,00 2.283.000,00 12,60% 31.500,00

Exemplo 2:
EPP de atividade comercial, não contribuinte do IPI, e cujo Estado e/ou Município não
tenham convênio com o Simples Federal:

Mês Receita Bruta Receita Bruta % Incidência Valor devido R$


Mensal R$ Acumulada R$

Jan/2005 12.000,00 12.000,00 5,40% 648,00

Fev/2005 20.000,00 32.000,00 5,40% 1.080,00

Mar/2005 20.000,00 52.000,00 5,40% 1.080,00

Abr/2005 25.000,00 77.000,00 5,40% 1.350,00

Mai/2005 22.000,00 99.000,00 5,40% 1.188,00

Jun/2005 26.000,00 125.000,00 5,40% 1.404,00

Jul/2005 30.000,00 155.000,00 5,40% 1.620,00

Ago/2005 40.000,00 195.000,00 5,40% 2.160,00

Set/2005 50.000,00 245.000,00 5,80% 2.900,00

Out/2005 80.000,00 325.000,00 5,80% 4.640,00

Nov/2005 120.000,00 445.000,00 6,20% 7.440,00

Dez/2005 200.000,00 645.000,00 7,00% 14.000,00

Importante  O percentual mais elevado, aplicável quando a receita bruta acumulada


muda de faixa, incide sobre toda a receita bruta do mês e não apenas sobre aquela parcela
que excedeu o limite da faixa anterior.

ANO DE INÍCIO DE ATIVIDADES – EXCESSO DE RECEITA BRUTA

No ano do início de atividades, se o valor acumulado da receita for superior a R$


200.000,00 multiplicados pelo número de meses de funcionamento, a pessoa jurídica estará

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obrigada ao pagamento da totalidade ou diferença dos respectivos impostos e contribuições


desde o primeiro mês do início de atividade pelo regime de tributação normal (lucro real,
presumido ou arbitrado).

Atenção! Até 31.12.2005, o limite de receita mensal era de R$ 100.000,00.

O recolhimento dos tributos será acrescido, apenas, de juros de mora, quando efetuado
antes do início de procedimento de ofício.

Observe-se que se o excesso de receita ocorrer no decurso do ano calendário seguinte do


início das atividades, não se aplicará a regra anterior. Neste caso, a empresa sujeita-se
apenas ao recolhimento, no mês em que verificado o excesso, dos percentuais previstos
para as empresas de pequeno porte, por faixa de receita bruta . Para maiores detalhes acesse
o título EXCESSO DE RECEITA BRUTA NO ANO - EMPRESAS DE PEQUENO
PORTE.

Base: art. 13, b, e art. 15, III, da Lei 9.317/1996.

REVENDEDORA DE VEÍCULOS USADOS

A Instrução Normativa SRF 152/98, que veio dispor sobre a determinação da base de
cálculo dos tributos e contribuições incidentes sobre as operações de revendas de veículos
usados, refere-se somente às pessoas jurídicas tributadas com base no Lucro Real,
Presumido ou Arbitrado, ficando claro que as determinações contidas na referida Instrução
Normativa não se aplicam às empresas enquadradas no SIMPLES.

Portanto, o Simples devido no mês deve ser calculado sobre a receita bruta da venda de
veículos.

Nesse sentido houve manifestação das Superintendências Regionais da Receita Federal, por
meio das Decisões 124/99 (DOU de 1/07/1999), da 6ª Região Fiscal, e 136/99 (DOU de
16/07/1999), da 8ª Região Fiscal.

CONVÊNIO ESTADUAL OU MUNICIPAL PARA RECOLHIMENTO


CONSOLIDADO DO ICMS E ISS NO SIMPLES

Se a Unidade Federada e/ou o Município da localização da ME ou da EPP houver (em)


aderido ao SIMPLES, o cálculo unificado de recolhimentos será feito com a utilização dos
percentuais previstos nos convênios firmados.

O Convênio firmado entrará em vigor a partir do terceiro mês subsequente ao da publicação


de seu extrato no Diário Oficial da União.

A Receita Federal divulga os municípios que aderiram ao Simples, através de sua página
http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/SIMPLES/MunicipiosConveniados.htm

Os percentuais máximos acrescidos a tabela, a título de pagamento do ICMS, observado o


disposto no respectivo convênio, serão:

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a) em relação a microempresa contribuinte exclusivamente do ICMS: de até 1 (um) ponto


percentual;
b) em relação a microempresa contribuinte do ICMS e do ISS: de até 0,5 (meio) ponto
percentual.
c) em relação a empresa de pequeno porte contribuinte exclusivamente do ICMS: de até 2,5
(dois e meio) pontos percentuais;
d) em relação a empresa de pequeno porte contribuinte do ICMS e do ISS: de até 2 (dois)
pontos percentuais.

Já a título de pagamento do ISS, observado o disposto no respectivo convênio, os


percentuais máximos acrescidos á tabela do Simples serão:

a) em relação à microempresa contribuinte exclusivamente do ISS: de até 1 (um) ponto


percentual;
b) em relação à microempresa contribuinte do ISS e do ICMS: de até 0,5 (meio) ponto
percentual.
c) em relação à empresa de pequeno porte contribuinte exclusivamente do ISS: de até 2,5
(dois e meio) pontos percentuais;
d) em relação à empresa de pequeno porte contribuinte do ISS e do ICMS: de até 0,5 (meio)
ponto percentual.

No caso de convênio com Unidade Federada ou município, em que seja considerada como
empresa de pequeno porte pessoa jurídica com receita bruta superior a R$ 720.000,00
(setecentos e vinte mil reais), os percentuais a que se referem:

I – se for exclusivamente contribuinte do ICMS ou do ISS, ficam acrescidos de um ponto


percentual (1%);
II – se for contribuinte simultâneo do ICMS e do ISS ficam acrescidos de meio ponto
percentual (0,5%).

EXCESSO DE RECEITA BRUTA NO ANO - MICROEMPRESAS

A microempresa, optante pelo SIMPLES, que, no decurso do ano-calendário, exceder o


limite de receita bruta acumulada de R$ 240.000,00, sujeitar-se-á, a partir, inclusive, do
mês em que verificado o excesso, aos percentuais previstos para as empresas de pequeno
porte, por faixa de receita bruta.

Atenção! Até 31.12.2005, o limite era R$ 120.000,00.

Neste caso a microempresa estará, no ano-calendário subseqüente, automaticamente


excluída do SIMPLES nessa condição, podendo, entretanto, inscrever-se no mesmo, na
condição de empresa de pequeno porte, desde que não haja ultrapassado o limite de receita
bruta de R$ 2.400.000,00.

Atenção! Até 31.12.2005 o limite era R$ 1.200.000,00.

Exemplo:

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Determinada ME teve, até setembro/2005, receita bruta acumulada de R$ 110.000,00. No


mês seguinte, a pessoa jurídica auferiu receita de R$ 25.000,00. Nesse caso, a tributação
deverá ser feita da seguinte forma, considerando-se que a pessoa jurídica não seja
contribuinte do IPI e a inexistência de convênios celebrados com os Estados ou Municípios:

R$ 10.000,00 à alíquota de 5%
R$ 15.000,00 à alíquota de 5,4%

NOTA: mesmo no mês em que a empresa exceder o limite do porte de microempresas o


pagamento deverá ser feito por intermédio de um único Darf.

EXCESSO DE RECEITA BRUTA NO ANO - EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

A Partir de 01.01.2006

A partir de 01.01.2006, se for excedido o limite da receita bruta de R$ 2.400.000,00 no ano,


então o percentual aplicável a partir do mês que for verificado o excesso será de:

15,12% para empresas comerciais


15,72% para empresas industriais e contribuintes do IPI
22,68% para empresas prestadoras de serviços (não contribuintes do IPI)
23,58% para empresas prestadoras de serviços (quando contribuintes do IPI)

Até 31.12.2005

Até 31.12.2005, se fosse excedido o limite da receita bruta de R$ 1.200.000 no ano, então o
percentual aplicável a partir do mês que for verificado o excesso será de:

10,32% para empresas comerciais


10,92% para empresas industriais e contribuintes do IPI
15,48% para empresas prestadoras de serviços (a partir de 31.05.2003),
quando não contribuintes do IPI
16,38% para empresas prestadoras de serviços (a partir de 31.05.2003),
quando contribuintes do IPI

Os percentuais citados são válidos se a Unidade Federada e o Município de sua localização


não tenham aderido ao SIMPLES.

Notas:

1. Observar que para as empresas prestadoras de serviços, por força da Lei


10.684/2003 este percentual é válido a partir de 01.01.2004, salvo em relação ás
creches e pré-escolas enquadradas anteriormente no Simples pela Lei 10.034/2000. O
percentual anterior vigente para empresas de serviços (exceto creches e pré-escolas)
era de 10,32%. Leia o título “Empresas Preponderantemente de Serviços – Alíquota
Majorada de 50%”. Sobre a vigência da alíquota majorada para empresas de serviços,
leia os comentários em “Data de Vigência da Majoração”.
2. Observar que, se no ano de início de atividades, ocorrer excesso de receita bruta,
deverão ser recolhidos os tributos devidos com as normas gerais de incidência. Para
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28 – Manual do Simples Federal ©

maiores detalhes, acesse o tópico “ANO DE INÍCIO DE ATIVIDADES – EXCESSO


DE RECEITA BRUTA”.
3. Para empresas de serviços que forem contribuintes do IPI, o percentual de 15,48%
será acrescido de 0,9% (nove décimos por cento).

O percentual máximo atribuído nos convênios que hajam sido firmados, acrescido de 20%
(vinte por cento) se a Unidade Federada e o Município de sua localização tenham aderido
ao SIMPLES.

Exemplo:

Até determinado período do ano-calendário 2005, a receita bruta acumulada foi de R$


1.100.000,00. No mês seguinte, a pessoa jurídica auferiu receita de R$ 150.000,00. Nesse
caso, a tributação deverá ser feita da seguinte forma, considerando-se que a pessoa jurídica
não seja contribuinte do IPI e a inexistência de convênios celebrados com os Estados ou
Municípios (IN SRF no 34/01, art. 9o):
R$ 100.000,00 à alíquota de 8,60%
R$ 50.000,00 à alíquota de 10,32% (8,60% da alíquota normal, acrescido de 20%).

EXCLUSÃO AUTOMÁTICA POR EXCESSO DE RECEITA BRUTA

A PARTIR DE 01.01.2006

A partir de 01.01.2006, a ME ou EPP estará, no ano-calendário subseqüente ao qual sua


receita bruta for superior a R$ 2.400.000,00 (ou R$ 200.000,00 mensais), automaticamente
excluída do SIMPLES, podendo retornar ao sistema no ano-calendário subseqüente àquele
em que a receita bruta anual tenha ficado dentro do limite, desde que atendidas as demais
exigências previstas em lei, com a alteração do porte da empresa no cadastro CNPJ,
mediante preenchimento da FCPJ.

Conforme artigo 47 da IN SRF 608/2006, pode permanecer no Simples no ano-calendário


de 2006, sem necessidade de efetuar alteração cadastral, desde que não incorra em
nenhuma das hipóteses de vedação previstas na legislação:

I - a microempresa, nessa condição, que tenha obtido receita bruta superior a R$ 120.000,00
(cento e vinte mil reais) no ano-calendário de 2005, mas igual ou inferior a R$ 240.000,00
(duzentos e quarenta mil reais) nesse mesmo ano-calendário;

II - a empresa de pequeno porte que tenha obtido receita bruta superior a R$ 1.200.000,00
(um milhão e duzentos mil reais) no ano-calendário de 2005, mas igual ou inferior a R$
2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais) nesse mesmo ano-calendário.

ATÉ 31.12.2005

Até 2005, a ME ou EPP estará, no ano-calendário subseqüente ao qual sua receita bruta for
superior a R$ 1.200.000,00 (ou R$ 100.000,00 mensais), automaticamente excluída do
SIMPLES, podendo retornar ao sistema no ano-calendário subseqüente àquele em que a
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29 – Manual do Simples Federal ©

receita bruta anual tenha ficado dentro do limite, desde que atendidas as demais exigências
previstas em lei, com a alteração do porte da empresa no cadastro CNPJ, mediante
preenchimento da FCPJ.

TRIBUTAÇÃO DOS VALORES DIFERIDOS

Os valores dos impostos e contribuições, cuja tributação tenha sido diferida, deverão ser
pagos em até 30 dias da opção pelo Simples, contados:

I - da data da opção, na hipótese de opção até o último dia útil do mês de janeiro do ano-
calendário.
II - da data de início dos efeitos da opção, para os demais casos.

RESERVA DE REAVALIAÇÃO – ATIVOS INCORPORADOS NA SUBSCRIÇÃO


DE CAPITAL SOCIAL

Aplica-se a tributação integral dos valores contabilizados como reserva de reavaliação de


que trata o art. 36 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977:
Art. 36 - A contrapartida do aumento do valor de bens do ativo incorporados ao
patrimônio de outra pessoa jurídica, na subscrição em bens de capital social, ou de
valores mobiliários emitidos por companhia, não será computada na determinação do
lucro real enquanto mantida em conta de reserva de reavaliação.
Parágrafo único - O valor da reserva deverá ser computado na determinação do
lucro real:
a) na alienação ou liquidação da participação societária ou dos valores mobiliários,
pelo montante realizado;
b) quando a reserva for utilizada para aumento do capital social, pela importância
capitalizada; ou
c) em cada período-base, em montante igual à parte dos lucros, dividendos, juros ou
participações recebidos pelo contribuinte, que corresponder à participação ou aos valores
mobiliários adquiridos com o aumento do valor dos bens do ativo.

FORMA E PRAZOS DE RECOLHIMENTO

A partir de 01.01.2006

A partir de 01.01.2006, por força do artigo 75 da Lei 11.196/2005, o pagamento unificado


de impostos e contribuições devidos pela microempresa e pela empresa de pequeno porte
inscritas no Simples será feito de forma centralizada até o 20o (vigésimo) dia do mês
subseqüente àquele em que houver sido auferida a receita bruta.

Nota: a vigência é para receitas a partir de janeiro/2006 - portanto, o Simples Federal


devido de dezembro/2005 vencerá normalmente em 10.01.2006. O primeiro pagamento
com novo prazo só ocorrerá sobre as receitas de 01/2006 (vencimento em 20.02.2006).

Até 31.12.2005

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O pagamento unificado e englobado de impostos e contribuições, devidos pelas


microempresas e empresas de pequeno porte, inscritas no SIMPLES, será feito de forma
centralizada, até o décimo dia do mês subseqüente àquele em que houver sido auferida ou
recebida a receita bruta, mediante utilização do DARF-SIMPLES, não podendo ser objeto
de parcelamento.

Quando o dia 10 é dia não útil, o vencimento automaticamente é transferido para o primeiro
dia útil posterior.

Pagamento Fora do Prazo

Em caso de pagamento fora do prazo, o valor total devido no regime do SIMPLES ficará
sujeito a multa e juros de mora de acordo com as normas previstas para o Imposto de
Renda, inclusive se o valor a recolher englobar o ICMS e/ou o ISS.

Demais Tributos e Contribuições

Os recolhimentos dos demais tributos e contribuições não alcançadas pelo SIMPLES


devem ser efetuados nos prazos e condições estabelecidos em legislação específica.

Retificação de DARF-Simples

A Instrução Normativa SRF 672/2006 dispôs sobre a retificação de erros no preenchimento


de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf) e de Documento de
Arrecadação do Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das
Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte (Darf-Simples).

EXERCÍCIO DO MÓDULO 3:

Calcule o valor a recolher do Simples, em cada mês, com base nos dados da tabela, de uma
empresa EPP não contribuinte do IPI:

Mês/Ano Receita Bruta R$ Receita Bruta Valor a Recolher R$


Acumulada
Jan/2005 15.000,00 15.000,00
Fev/2005 175.000,00 190.000,00
Mar/2005 190.000,00 380.000,00
Abr/2005 210.000,00 600.000,00

RESPOSTA DO EXERCÍCIO DO MÓDULO 3:

Mês/Ano Receita Bruta R$ Receita Bruta Valor a Recolher R$


Acumulada
Jan/2005 15.000,00 15.000,00 5,4% = 810,00
Fev/2005 175.000,00 190.000,00 5,4% = 9.450,00
Mar/2005 190.000,00 380.000,00 6,2% = 11.780,00
Abr/2005 210.000,00 600.000,00 6,6% = 13.860,00

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31 – Manual do Simples Federal ©

MÓDULO 4: TRATAMENTO TRIBUTÁRIO DAS OUTRAS


RECEITAS

GANHO DE CAPITAL

As empresas SIMPLES deverão apurar o ganho de capital, nos casos de venda de bens e
direitos do permanente (imobilizado, ações, etc.).

O ganho de capital na venda de bens do ativo permanente, obtido pelas microempresas e


empresas de pequeno porte, será tributado pela alíquota de 15% a título de imposto de
renda.

Considera-se um ganho de capital o valor de venda de um bem ou direito, diminuído do


respectivo custo contábil.

Assim, no caso de uma empresa vender um equipamento por R$ 10.000,00, e seu custo
contábil é de R$ 8.000,00, considera-se que houve um ganho de capital de R$ 2.000,00.

Tal ganho incidirá sobre a diferença positiva entre o valor da alienação e o custo de
aquisição do bem ou direito diminuído, quando for o caso, da depreciação, amortização ou
exaustão acumulada, ainda que não mantenha escrituração contábil.

A pessoa jurídica optante pelo Simples que não mantiver escrituração contábil deverá
comprovar, mediante documentação hábil e idônea, o valor e data de aquisição do bem ou
direito e demonstrar o cálculo da depreciação, amortização ou exaustão acumulada.

Base: ADI SRF 005/2004.

TRIBUTAÇÃO OPCIONAL DOS ESTOQUES DE AÇÕES EM 31.12.2001

O artigo 1o da MP 16/2001, posteriormente convertida na Lei nº 10.426/2002 permite à


pessoa física e à pessoa jurídica isenta ou sujeita ao SIMPLES Federal efetuar o pagamento
do Imposto de Renda sobre ganhos líquidos em operações na bolsa, sem alienar a ação, á
alíquota de 10%, correspondente ao estoque de ações existentes em 31.12.2001.

O imposto deverá ser pago de forma definitiva, até 31.01.2002, e abrange a totalidade das
ações de uma mesma companhia, pertencentes ao optante. A opção é de forma definitiva,
excluindo qualquer direito de restituição ou compensação.

Mesmo optando pela tributação de 10%, posteriormente, a pessoa física ou jurídica deverá
apurar o novo ganho de capital (item I, parágrafo 2 do artigo 1 da MP), com base no preço
médio ponderado.

O preço médio ponderado foi fixado pelos anexos I e II da IN SRF 119/2002.

Exemplo:

Custo das ações da Cia. Z, registrados em 31.12.2001: R$ 5.000,00


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32 – Manual do Simples Federal ©

Custo médio das ações da Cia. Z, conforme IN SRF 119/2002: R$ 6.000,00


Ganho de capital tributável opcionalmente: R$ 6.000,00 – R$ 5.000,00 = R$ 1.000,00
IR Opcional: 10% x R$ 1.000,00 = R$ 100,00

Venda das ações em 15.02.2002, pelo valor de R$ 6.500,00


Novo custo a ser considerado, tendo em vista a opção: R$ 6.000,00
Ganho de capital na venda: R$ 6.500,00 – R$ 6.000,00 = R$ 500,00
IR complementar sobre Ganho de Capital: R$ 500,00 x 15% = R$ 75,00.

CORREÇÃO MONETÁRIA DO CUSTO DE AQUISIÇÃO DE BENS OU DIREITOS

Para os fins de apuração do ganho de capital, observar os seguintes procedimentos (Lei


9.249/95, art. 17):

I – tratando-se de bens e direitos cuja aquisição tenha ocorrido até o final de 1995, o custo
de aquisição poderá ser atualizado monetariamente até 31 de dezembro desse ano,
tomando-se por base o valor da UFIR vigente em 1° de janeiro de 1996 – R$ 0,8287, não se
lhe aplicando qualquer atualização monetária a partir dessa data;
II – tratando-se de bens e direitos adquiridos após 31 de dezembro de 1995, ao custo de
aquisição dos bens e direitos não será atribuída qualquer atualização monetária.

Exemplo:

Descrição Valor R$
1. Valor da Venda de um Imóvel Adquirido em 1994 15.000,00
2. Valor Original Contábil da Aquisição 10.000,00
2A) + Valor da Correção Monetária até 1995 4.019,62
2B) = Valor Contábil do Imóvel Vendido (2 + 2A) 14.019,62
= Ganho de Capital Apurado (1 - 2B) 980,38

Se o Ganho de Capital Apurado for negativo, não ocorrerá tributação.

Se houver um ou mais ganhos de capital no período de apuração, não se somam os


resultados negativos e positivos. Somente os resultados positivos serão tributados, sem se
compensar os negativos.

Exemplo:

Descrição Valor R$
1. Ganho de Capital na Venda de um Veículo 4.000,00
2. Perda de capital na Venda de Ações -1.000,00
3. Perda de capital na Venda de um Terreno -5.000,00
4. Ganho de Capital para Fins de Base de Cálculo do Simples 4.000,00

PAGAMENTO DO IMPOSTO DE RENDA SOBRE GANHO DE CAPITAL

O Imposto de Renda incidente sobre os ganhos de capital deverá ser pago, à alíquota de
15%, até o último dia útil do mês subsequente ao de ocorrência, utilizando-se o DARF
comum (preto) e o código 6297.
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33 – Manual do Simples Federal ©

O recolhimento deverá ser efetuado até o último dia útil do mês subseqüente ao da
percepção dos ganhos. Exemplo: ganho de capital ocorrido em maio/2005. O pagamento
deverá ser efetuado até o último dia útil de junho/2005.

Nota: não incide a Contribuição Social sobre o Lucro na operação.

TRIBUTAÇÃO DOS VALORES DIFERIDOS NA PARTE B DO LALUR

Os valores, cuja tributação tenha sido diferida, controlados na parte B do Livro de


Apuração do Lucro Real (LALUR), deverão ser oferecidos à tributação em até 30 dias
contados:

I - da data da opção, na hipótese da mesma ser efetuada com vigência no próprio ano-
calendário;
II - da data de início dos efeitos da opção, para os demais casos.

Nota. O disposto não se aplica ao lucro inflacionário realizado de conformidade com o


disposto no art. 31 da Lei 8.541/1992:
Art. 31. À opção da pessoa jurídica, o lucro inflacionário acumulado e o saldo credor da
diferença de correção monetária complementar IPC/BTNF (Lei n° 8.200, de 28 de junho
de 1991, art. 3°) existente em 31 de dezembro de 1992, corrigidos monetariamente,
poderão ser considerados realizados mensalmente e tributados da seguinte forma:
I - 1/120 à alíquota de vinte por cento; ou
II - 1/60 à alíquota de dezoito por cento; ou
III - 1/36 à alíquota de quinze por cento; ou
IV - 1/12 à alíquota de dez por cento, ou
V - em cota única à alíquota de cinco por cento.

JUROS, DESCONTOS OBTIDOS E RECEITAS DE APLICAÇÕES FINANCEIRAS

Os demais rendimentos (tais como juros cobrados de clientes, descontos obtidos, etc.) que
não integram a receita bruta e o ganho de capital e que não sofrem incidência na fonte
(rendimento de aplicações financeiras) ou tributação em separado (ganho líquido em
operações de renda variável), não estarão sujeitos à tributação.

Já a incidência do imposto de renda na fonte relativa aos rendimentos e ganhos líquidos


auferidos em aplicações de renda fixa ou variável, será definitiva, não se compensando ou
havendo direito a restituição dos respectivos valores (salvo se o recolhimento for indevido).

EXERCÍCIOS DO MÓDULO 4:

a) Calcule o Ganho de Capital ocorrido na seguinte transação:

Valor de Venda: R$ 20.000,00


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Valor de Aquisição do Bem: R$ 25.000,00


Valor da Depreciação Acumulada: R$ 18.000,00
Valor da Correção Monetária até 1995: R$ 1.500,00

b) Faça o cálculo de Ganho de Capital, com os mesmos dados do exercício anterior,


considerando agora que a empresa nunca teve tributação pelo Lucro Real.

c) Calcule o IRPJ devido por uma empresa optante pelo Simples que apurou as seguintes
operações:

1. Ganho de Capital na Venda de um caminhão 3.000,00


2. Perda de capital na Venda de móveis e utensílios -900,00
3. Ganho de Capital na Venda de um imóvel 12.000,00
4. Juros e descontos obtidos 500,00

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 4:

a) R$ 11.500,00. Confira os cálculos:

1. Valor de Venda do Bem 20.000,00


2. Valor de Aquisição do Bem 25.000,00
3. Valor da correção monetária até 1995 1.500,00
4. Valor da Depreciação Acumulada (18.000,00)
5. Valor Contábil do Bem (2 + 3 - 4) 8.500,00
Ganho de Capital (1 - 5) 11.500,00

b) Houve prejuízo (perda) de capital. Portanto, não haverá IRPJ a recolher. Confira os
cálculos:

1. Valor de Venda do Bem 20.000,00


2. Valor de Aquisição do Bem 25.000,00
3. Valor da correção monetária até 1995 1.500,00
4. Valor da Depreciação Acumulada Não entra no cômputo
5. Valor Contábil do Bem (2 + 3 - 4) 26.500,00
Ganho (Perda) de Capital (1 - 5) (6.500,00)

c) Cálculo:

1. Ganho de Capital na Venda de um caminhão 3.000,00


2. Perda de capital na Venda de móveis e utensílios Não entra no cômputo dos
Ganhos de Capital
3. Ganho de Capital na Venda de um imóvel 12.000,00
4. Juros e Descontos obtidos Não entra no cômputo dos
Ganhos de Capital
5. Soma dos Ganhos de Capital (1 + 3) 15.000,00
6. IRPJ Devido (15.000,00 x 15%) 2.250,00

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MÓDULO 5: OBRIGAÇÕES ACESSÓRIAS E EFEITOS DA


EXCLUSÃO

ESCRITURAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO

A microempresa e a empresa de pequeno porte ficam dispensadas de escrituração comercial


desde que mantenham, em boa ordem e guarda e enquanto não decorrido o prazo
decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes:

a) livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a sua movimentação financeira,
inclusive bancária;
b) livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes
no término de cada ano-calendário;
c) todos os documentos e demais papéis que servirem de base para a escrituração dos livros
citados anteriormente.

O disposto não dispensa o cumprimento, por parte da microempresa e da empresa de


pequeno porte, das obrigações acessórias previstas na legislação previdenciária e
trabalhista.

A dispensa de escrituração não impede que as pessoas jurídicas mantenham escrituração


comercial, sendo esta até recomendável. Isto porque, no caso de eventual
desenquadramento ou obrigatória exclusão do sistema, tais pessoas jurídicas deverão
sujeitar-se às regras previstas para o lucro real, ou, quando seja permitido, opcionalmente,
pelo lucro presumido.

Outro aspecto a ressaltar é que a dispensa de escrituração comercial é relativa à legislação


fiscal. O Novo Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002), artigo 1179, bem como a Nova
Lei das Falências (Lei 11.101/2005), artigo 51, exigem das pessoas jurídicas a escrituração
comercial, mesmo que simplificados.

Ora, a elaboração do Livro Caixa exigido pela legislação do Simples, compreendendo não
só as transações realizadas em espécie (dinheiro), mas também as bancárias (cheques,
aplicações, depósitos e cobranças) corresponde a aproximadamente 90% das
movimentações contábeis de uma empresa.

Então, observa-se que a escrituração completa das operações não se trata de um luxo, mas
de uma coerência, já que a contabilidade possui valor probante em qualquer esfera
(trabalhista, fiscal, comercial, lei falimentar, etc.).

EXEMPLO DE ESCRITURAÇÃO DE LIVRO CAIXA

MÊS E ANO: Março/2006 FL.nº 1

DATA HISTÓRICO ENTRADAS SAÍDAS

01.03.2006 Saldo anterior 5.195,00

05.03.2006 Cobrança duplicata número 987/01 - José A. Lara - Bradesco S/A 299,50

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05.03.2006 Débito de tarifas de cobranças - Banco Bradesco S/A


5,90

05.03.2006 Pg. NF 678 - Material Nova Ltda


105,00

06.03.2006 Cobrança duplicata n. 969/01 - Tadeu S. Lima Ltda - Bradesco S/A 1.750,00

06.03.2006 Pg. GPS ref. 02/2006 399,40

06.03.2006 Pg. Salários mês 02/2006


4.295,90

07.03.2006 Pg. FGTS mês 02/2006


375,59

10.03.2006 Pg. DARF Simples mês 02/2006


525,01

10.03.2006 Débito de conta de luz - Banco Bradesco S/A


491,05

12.03.2006 Débito de CPMF – Banco Bradesco S/A


12,99

12.03.2006 Venda á Vista - NF 1355 915,90

12.03.2006 Pg. NF 986 - Casa Silva S/A


15,50

TOTAIS DESTA FOLHA 8.160,40 6.226,34

SALDO ATUAL 1.934,06

TOTAL GERAL 8.160,40 8.160,40

Nota: o saldo representará a soma dos seguintes valores:


1) Numerário em poder da empresa (dinheiro e cheques).
2) Saldos em contas bancárias.
3) Aplicações Financeiras (tipo FIF).

PLACA INDICATIVA

As empresas optantes pelo SIMPLES deverão manter em seus estabelecimentos, em local


visível ao público, placa indicativa que esclareça esta condição. Esta placa deve ter
dimensões de, no mínimo 297 mm de largura por 210 mm de altura e conterá,
obrigatoriamente, o termo “SIMPLES” e a indicação “CNPJ nº........” na qual constará o
número de inscrição completo do respectivo estabelecimento.

A placa indicativa pode ser confeccionada pelo contribuinte, usando papel e caneta, desde
que preenchida em letra de forma legível e sem rasuras, com observância das
determinações legais.
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37 – Manual do Simples Federal ©

O descumprimento dessa obrigatoriedade sujeitará a pessoa jurídica à multa de 2% (dois


por cento) do total dos impostos e contribuições devidos de conformidade com o Simples,
no próprio mês em que for constatada a irregularidade, devendo ser aplicada, mensalmente,
enquanto perdurar a infração.

ENTREGA DA DECLARAÇÃO SIMPLIFICADA

Também devem apresentar anualmente declaração simplificada, a qual deve ser entregue
até o último dia útil do mês de maio do ano-calendário subsequente ao da ocorrência dos
fatos geradores.

OUTRAS OBRIGAÇÕES

Apresentação de declaração anual simplificada, até o último dia útil do mês de maio do
ano-calendário subseqüente ao da ocorrência do fato gerador.

Comunicação da exclusão do Simples, quando por opção a pessoa jurídica desejar sair do
sistema ou quando obrigatoriamente tiver que fazê-lo, nas hipóteses previstas no inciso II
do art. 13 da Lei 9.317/1996.

Efetivação da alteração cadastral sempre que houver mudança em sua condição de


enquadramento no Simples.

Selagem, para as empresas que produzem produtos cuja selagem é obrigatória.

Obrigações previstas na legislação previdenciária e trabalhista.

NOTAS FISCAIS DE PRODUTOS

Nas notas fiscais emitidas pelos contribuintes do IPI optantes pelo SIMPLES não será
mencionada a classificação fiscal dos produtos e nem destacado o imposto, devendo
constar, sem prejuízo de outros elementos no Regulamento do IPI, a declaração:
“OPTANTE PELO SIMPLES”.

EXCLUSÃO DO SIMPLES

A exclusão do SIMPLES será feita mediante comunicação pela pessoa jurídica ou de ofício.

A exclusão mediante comunicação da pessoa jurídica dar-se-á:

I – por opção;
II – obrigatoriamente, quando:
a) incorrer em qualquer das situações excludentes;
b) ultrapassado, no ano-calendário de início de atividades, o limite de receita bruta
correspondente a R$ 200.000,00 multiplicados pelo número de meses de funcionamento
nesse período.

Nota: até 31.12.2005, o limite era de R$ 100.000,00 mensais.

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A exclusão deve ser formalizada mediante alteração cadastral, firmada por seu
representante legal e apresentada à unidade da Secretaria da Receita Federal de sua
jurisdição.

PRAZOS DE COMUNICAÇÃO DE ALTERAÇÃO CADASTRAL

A alteração cadastral, quando obrigatória nos casos acima referidos, deve ser efetuada:

1. até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente àquele em que
tiver ocorrido o excesso de receita bruta;

2. até o último dia útil do mês de janeiro do ano-calendário subsequente àquele em que a
microempresa tiver excedido o limite de receita bruta de R$ 240.000,00, para efeito de
passar a se enquadrar na condição de empresa de pequeno porte (prazo válido a partir da
vigência da IN SRF 34/2001 das comunicações ocorridas a partir de 30.03.2001).

Nota: até 2005, o limite para ME era R$ 120.000,00

3. até o último dia útil do mês de fevereiro do ano-calendário subsequente àquele em que a
microempresa tiver excedido o limite de receita bruta de R$ 120.000,00, para efeito de
passar a se enquadrar na condição de empresa de pequeno porte (prazo válido na vigência
da IN SRF 09/99 das comunicações ocorridas até 28.02.2001).

4. até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que tiver ocorrido o fato que dê
ensejo à exclusão, nas demais hipóteses, ou de excesso de receita bruta no ano inicial de
atividade.

MUDANÇA DE ENQUADRAMENTO

A ME que ultrapassar, no ano-calendário imediatamente anterior, o limite de receita bruta


correspondente a R$ 240.000,00, estará excluída do Simples nessa condição, podendo
mediante alteração cadastral, com a apresentação da FCPJ - código do evento 222,
inscrever-se na condição de EPP.

Nota: até 2005, o limite para ME era R$ 120.000,00

A alteração de enquadramento deverá ser efetuada até o último dia útil do mês de janeiro do
ano calendário subsequente àquele que se deu o excesso de receita bruta.

Empresa de Pequeno Porte para Microempresa

A empresa de pequeno porte inscrita no Simples que auferir no ano-calendário


imediatamente anterior receita bruta de até R$ 240.000,00 poderá, mediante alteração
cadastral, com a apresentação da FCPJ - código do evento 222, comunicar o seu
enquadramento na condição de micro-empresa.

Nota: até 2005, o limite era de R$ 120.000,00.

A pessoa jurídica enquanto não efetuar a alteração permanecerá na condição de EPP.

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39 – Manual do Simples Federal ©

No entanto, se realizar a alteração cadastral, será enquadrada na condição de ME a partir do


mês subsequente à alteração, exceto no caso da alteração ocorrer no dia 1º até o último dia
útil do mês de janeiro do ano-calendário imediatamente seguinte ao ano-calendário em que
a receita ficou dentro do limite de microempresa, será enquadrada na condição de ME a
partir do dia 1º de janeiro do ano corrente.

EXCLUSÃO DE OFÍCIO

A exclusão dar-se-á de ofício quando a pessoa jurídica incorrer em quaisquer das seguintes
hipóteses:

I – exclusão obrigatória quando não realizada por comunicação da pessoa jurídica;


II – embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa não justificada de exibição de
livros e documentos a que estiver obrigada, bem assim pelo não fornecimento de
informações sobre bens, movimentação financeira, negócio ou atividade, próprios ou de
terceiros, quando intimada, e demais hipóteses que autorizam a requisição de auxílio da
força pública, nos termos do art. 200 da Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966 (CTN);
III – resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa de acesso ao estabelecimento, ao
domicílio fiscal ou a qualquer outro local onde se desenvolvam as atividades da pessoa
jurídica ou se encontrem bens de sua posse ou propriedade;
IV – constituição da pessoa jurídica por interpostas pessoas que não sejam os verdadeiros
sócios ou acionista, ou o titular, no caso de firma individual;
V – prática reiterada de infração à legislação tributária;
VI – comercialização de mercadorias objeto de contrabando ou descaminho;
VII – incidência em crimes contra a ordem tributária, com decisão definitiva.

A partir da vigência da Lei 9.732/98, a exclusão de ofício dar-se-á mediante ato


declaratório da autoridade fiscal da Secretaria da Receita Federal que jurisdicione o
contribuinte, assegurado o contraditório e a ampla defesa, observada a legislação relativa ao
processo tributário administrativo.

DATA DE INÍCIO DOS EFEITOS DA EXCLUSÃO

A exclusão do SIMPLES, em qualquer das hipóteses acima, surte eleito:

a) a partir do ano-calendário subsequente, na hipótese de exclusão por opção facultativa;

b) a partir do ano-calendário subsequente àquele em que tiver sido ultrapassado o limite de


receita bruta;

c) a partir do mês subsequente àquele em que ocorrida a situação excludente, nas demais
hipóteses, ainda que a exclusão seja de ofício;

d) a partir do início de atividade da pessoa jurídica, sujeitando-a ao pagamento da


totalidade ou diferença dos respectivos impostos e contribuições, devidos de conformidade
com as normas gerais de incidência, acrescidos apenas de juros de mora quando efetuado
antes do início de procedimento de oficio, na hipótese de excesso de receita bruta no ano
inicial de atividades;

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e) a partir do mês de ocorrência de qualquer dos fatos de exclusão obrigatória de oficio,


incluindo-se o próprio mês da ocorrência.

NOTAS:
A partir de 22.11.2005, por força do artigo 33 da Lei 11.196/2005, a exclusão terá efeitos:
1. a partir do mês subseqüente ao que for incorrida a situação excludente, nas hipóteses de
que tratam os incisos III a XIV e XVII a XIX do art. 9 da Lei 9.317/96;
2. a partir do ano-calendário subseqüente ao da ciência do ato declaratório de exclusão, nos
casos dos incisos XV e XVI do art. 9 da Lei 9.317/96.
Pela nova redação dada ao art. 15 da Lei nº 9.317/96 pelo art. 32 da MP 252, no período de
16.06.2005 a 12.10.2005 a exclusão da pessoa jurídica optante pelo Simples, por
constatação de débitos inscritos em Dívida Ativa da União e da Previdência Social, deverá
ser precedida de Ato Declaratório de Exclusão que produzirá efeitos a partir do ano-
calendário subseqüente ao da ciência da exclusão. Será permitida a permanência da pessoa
jurídica como optante pelo SIMPLES mediante a comprovação, junto à unidade da Receita
Federal com jurisdição sobre o seu domicílio fiscal, da quitação do débito inscrito no prazo
de até 30 dias contados a partir da ciência do ato declaratório de exclusão. Este dispositivo
foi revigorado, com vigência a partir de 22.11.2005, pelo artigo 33 da Lei 11.196/2005.
Por força do art. 73 da Medida Provisória 2158-35, no período de 28.07.2001 até
22.11.2005 (data em que o artigo foi revogado pela Lei 11.196/2005) a exclusão terá efeitos
a partir do mês subsequente ao que incorrida a situação excludente, nas hipóteses de que
tratam os incisos III a XIX do art. 9 da Lei 9.317/96.
REGRAS ESPECIAIS - OFICINAS DE SERVIÇOS
Podem optar pelo SIMPLES, as empresas que se dediquem às seguintes atividades:
I – serviços de manutenção e reparação de automóveis, caminhões, ônibus e outros
veículos pesados;
II – serviços de instalação, manutenção e reparação de acessórios para veículos
automotores;
III – serviços de manutenção e reparação de motocicletas, motonetas e bicicletas;
IV – serviços de instalação, manutenção e reparação de máquinas de escritório e de
informática;
V – serviços de manutenção e reparação de aparelhos eletrodomésticos.

Base: art. 4º, da Lei 10.964, de 28.10.2004, com redação dada pelo art. 15 da Lei
11.051/2004.

ENQUADRAMENTO RETROATIVO À DATA DA OPÇÃO PELO SIMPLES


Fica assegurada a permanência no SIMPLES, com efeitos retroativos à data de opção da
empresa, das empresas listadas no item anterior que tenham feito a opção pelo sistema em
data anterior à publicação da Lei 10.964 (29.10.2004), desde que não se enquadrem nas
demais hipóteses de vedação previstas na legislação.

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41 – Manual do Simples Federal ©

EMPRESAS EXCLUÍDAS PODEM SOLICITAR RETORNO AO SIMPLES COM


DATA RETROATIVA
As oficinas de serviços que tenham sido excluídas do SIMPLES exclusivamente em
decorrência do disposto no inciso XIII do art. 9o da Lei no 9.317/1996, poderão solicitar o
retorno ao sistema, com efeitos retroativos à data de opção desta, nos termos, prazos e
condições estabelecidos pela Secretaria da Receita Federal – SRF, desde que não se
enquadrem nas demais hipóteses de vedação previstas na legislação.

DEFESA CONTRA ATO DE EXCLUSÃO

O contribuinte que for excluído do Simples Federal por Ato Declaratório Executivo de
Exclusão - ADE, poderá fazer a Solicitação de Revisão da Exclusão do Simples - SRS.
O SRS constitui uma análise sumária, visando a correção de possíveis erros de fato ou de
situações que não demandem apreciação pela Delegacia Regional de Julgamento - DRJ,
desde que demonstrem de forma inequívoca a inconsistência do Ato Declaratório Executivo
de Exclusão - ADE.
A apreciação da SRS não constitui primeira instância de julgamento, cabendo, no caso de
improcedência, impugnação à DRJ jurisdicionante.
Os contribuintes que não contestarem o ADE, seja através de SRS ou de processo
administrativo, serão automaticamente excluídos do Simples.
Caso o contribuinte queira contestar matéria de direito, deverá impugnar o ADE
diretamente à respectiva DRJ, através de processo administrativo.
QUEM PODE REQUERER
O titular de firma individual, o dirigente da sociedade, sócio gerente, representante legal ou
procurador legalmente habilitado.
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA
1) Formulário de Solicitação de Revisão da Exclusão do SIMPLES – SRS, devidamente
preenchida em 02 vias, assinadas pelo representante legal (titular de firma individual, o
dirigente da sociedade, sócio gerente) ou procurador legalmente habilitado;
Se o requerimento for assinado por procurador, apresentar:
Cópia, autenticada ou acompanhada do original, de procuração particular com firma
reconhecida ou de procuração pública. Deverá ser apresentado documento original e cópia
simples deste, que comprove a assinatura do outorgado.
2) Cópia simples do ADE;
3) Cópia simples, do CPF e documento de identidade do representante legal para
conferência de assinatura;
4) Cópia do contrato social ou registro da pessoa jurídica no órgão competente;
5) Apresentar o original e a cópia simples dos documentos comprobatórios da
inconsistência do ADE, nas hipóteses de:
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42 – Manual do Simples Federal ©

a) Evidente erro no preenchimento de declaração de pessoa jurídica (DIPJ/PJ Simplificada),


correspondente ao exercício que ensejou a incidência da exclusão;
b) Apresentação de declaração de pessoa jurídica (DIPJ/PJ Simplificada) retificadora, onde
tiver sido corrigido o valor da receita bruta;
c) Evidente erro no registro da CNAE-Fiscal existente no Cadastro CNPJ;
d) Comprovação de que a pessoa jurídica não auferiu receitas decorrentes de atividade
econômica vedada, ao longo do período de vigência da opção;
e) Comprovação de que a natureza jurídica da pessoa jurídica não pertence a nenhuma das
naturezas jurídicas vedadas, ao longo do período de vigência da opção;
f) Evidente erro no registro da natureza jurídica constante do cadastro CNPJ;
g) Evidente erro no registro da existência de sócio pessoa jurídica no capital da pessoa
jurídica;
h) Comprovação de que não existe sócio pessoa jurídica no capital da pessoa jurídica, ao
longo do período de vigência da opção;
i) Comprovação de que a pessoa jurídica não possui sócio estrangeiro residente no exterior;
j) Comprovação de que a pessoa jurídica não é filial, sucursal, agência ou representante, no
Brasil, de pessoa jurídica com sede no exterior, ou evidente erro de registro nesse sentido
constante no cadastro CNPJ;
k) Comprovação de que o sócio ou a pessoa jurídica não possuem débitos do INSS ou da
PGFN, inscritos em dívida ativa e cuja exigibilidade não esteja suspensa;
l) Comprovação de que a pessoa jurídica não foi resultante de qualquer forma de
desmembramento ocorrida a partir do dia 05/11/1996 (data de início da vigência da MP
1.526/96, posteriormente convertida na Lei nº. 9.317, de 05/12/96, publicada no Diário
Oficial da União no dia 06/12/96);
m) Comprovação de que o sócio ou titular não participa com mais de 10% no capital de
outras pessoas jurídicas, cujas receitas brutas tomadas em conjunto ultrapassem o limite de
R$ 1.200.000,00, exceto participação em cooperativas de crédito;
n) Comprovação de que a pessoa jurídica não participa do capital de outra pessoa jurídica,
exceto participação em cooperativas de crédito;
o) Comprovação de que a pessoa jurídica não industrializa os produtos classificados nos
capítulos 22 e 24 da TIPI sujeitos ao regime de tributação de que trata a Lei 7.798/89.
Além das hipóteses elencadas, poderá o contribuinte argüir e comprovar alguma outra que
evidencie a inconsistência do ADE.
LOCAL PARA APRESENTAÇÃO
O contribuinte que desejar a revisão do Ato Declaratório Executivo de Exclusão - ADE,
deverá solicitá-la por meio do Formulário de Solicitação de Revisão da Exclusão do
SIMPLES - SRS, apresentando-o à unidade de atendimento (CAC ou ARF) do seu
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43 – Manual do Simples Federal ©

domicílio fiscal, no prazo de 30 dias contados a partir da ciência do ADE, não havendo
restrição à apresentação de impugnação mediante formalização de processo administrativo.

APURAÇÃO DE ESTOQUES

A pessoa jurídica que for excluída do SIMPLES por qualquer razão deverá apurar os
estoques de produtos, matérias-primas, produtos intermediários e materiais de embalagem
existentes no último dia do último mês em que houver apurado o IPI ou ICMS (este se
integrado através de convênio) de conformidade com o sistema e determinar, a partir da
respectiva documentação de aquisição, o montante dos créditos que passarão a ser passíveis
de aproveitamento nos períodos de apuração subsequentes. O convênio pode estabelecer
outra forma de determinação dos créditos relativos ao ICMS, passíveis de aproveitamento.

EFEITOS FISCAIS SUBSEQUENTES Á EXCLUSÃO

A pessoa jurídica excluída do SIMPLES sujeita-se, a partir do período em que se


processarem os efeitos da exclusão, às normas de tributação aplicáveis às demais pessoas
jurídicas.

PARCELAMENTO DE DÉBITOS

O ingresso no Simples depende da regularização dos débitos da pessoa jurídica, de seu


titular ou sócios, para com a Fazenda Nacional e o INSS.

A opção fica condicionada à prévia regularização de todos os débitos do contribuinte junto


à Secretaria da Receita Federal (SRF) e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

A regularização dos débitos poderá ser efetuada mediante parcelamento, a ser requerido
junto à Secretaria da Receita Federal (SRF), à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao
INSS, conforme o caso.

Na hipótese de pessoa jurídica que esteja iniciando suas atividades, o pedido de


parcelamento será preenchido, quando for o caso, apenas em relação ao seu titular ou sócio.

Para fins de controle e regularização dos débitos junto ao INSS, a Secretaria da Receita
Federal comunicará a esse órgão todas as inscrições no Simples, ficando o contribuinte
sujeito ao cancelamento de sua opção, na hipótese da não-regularização desses débitos no
prazo de até 60 dias contados da data da opção.

RENDIMENTOS DISTRIBUÍDOS AOS SÓCIOS OU TITULAR

Estão isentos do imposto, na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário, os valores


pagos ao titular ou sócio da microempresa ou da empresa de pequeno porte, salvo os que
corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços prestados.

LUCRO DISTRIBUÍDO

A empresa poderá distribuir lucro sem incidência de Imposto de Renda na Fonte, devendo,
porém, registrar o pagamento como saída de caixa, sob a rubrica de "lucros distribuídos".
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44 – Manual do Simples Federal ©

Na declaração de rendimentos da Pessoa Física beneficiária estes lucros também serão


considerados isentos.

O limite desta retirada isenta é o montante da receita bruta do período, e, obviamente, deve
ser suportado pelo saldo de caixa existente.

Desta forma, é interessante, sob a ótica de planejamento tributário, que as retiradas dos
sócios da empresa optante pelo Simples sejam prioritariamente efetuadas como lucros, dada
sua característica de isenção.

ESCRITURAÇÃO, NO LIVRO CAIXA, DA RETIRADA DOS LUCROS

Quanto ao aspecto de escrituração, conforme as "Perguntas e Respostas DIPJ", divulgadas


no site da Receita Federal, não há necessidade que haja balanço/balancete comprovando a
existência de lucros acumulados. Leia adiante a íntegra da orientação:

Como se dá a tributação dos rendimentos distribuídos pelas ME e EPP optantes pelo


Simples aos seus sócios ou ao titular?

A opção pelo Simples não obriga a pessoa jurídica a manter escrituração


comercial completa. Assim, os valores efetivamente pagos e devidamente
escriturados em Livro Caixa (saldo do Livro Caixa no final de cada período, após
a dedução do valor de Simples devido e até o limite da receita bruta) são isentos de
imposto de renda na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário.

Os valores decorrentes de pró-labore, aluguéis ou serviços prestados serão


tributados na fonte segundo a tabela progressiva e na declaração de ajuste do
beneficiário.

Os valores efetivamente pagos, contidos no saldo do livro caixa, que extrapolarem


o montante da receita bruta do período, excluídas aquelas com tributação
definitiva (ganhos de capital) e aquelas de tributação exclusiva na fonte
(aplicações financeiras), deverão ser tributados na fonte e na declaração de ajuste
do beneficiário.

Normativo:

Lei nº 9.317, de 1996, art. 25; e IN SRF nº 608, de 2006, art. 38.

Entende-se que, no caso de existência de escrituração contábil, a distribuição de lucros não


terá tributação (conforme art. 10 da Lei 9.249/1995), desde que, obviamente, tais lucros
estejam suportados por balanços ou balancetes, apurados contabilmente.

INCENTIVOS FISCAIS, CRÉDITO DE IPI E ICMS

A inscrição no Simples importa em vedação à utilização ou à destinação de qualquer valor


a título de incentivo fiscal, bem como à tomada de créditos de IPI e ICMS (se houver

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45 – Manual do Simples Federal ©

adesão do Estado ao Simples Federal) relativo a entradas, não sendo possível a


transferência de créditos destes impostos.

EXERCÍCIOS DO MÓDULO 5:

a) Assinale com V as sentenças verdadeiras e F as falsas:

1. ( ) As ME e EPP estão desobrigadas de todas as normas tributárias


2. ( ) O registro de inventário deverá ser escriturado a cada final do ano (31 de dezembro)
3. ( ) A declaração simplificada deverá ser entregue até o mês de junho
4. ( ) A placa indicativa deverá conter o CNPJ e as medidas de, no mínimo 297 mm de
largura por 210 mm de altura
5. ( ) Estão isentos do imposto, na fonte e na declaração de ajuste do beneficiário, os
valores pagos ao titular ou sócio da microempresa ou da empresa de pequeno porte, salvo
os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços prestados
6. ( ) A inscrição no Simples permite a utilização de incentivos fiscais

b) Empresa optante pelo Simples tem saldo de caixa de R$ 50.000,00. Poderá distribuir
respectivo valor aos sócios, a título de lucros, sem tributação do IRF?

( ) Sim ( ) Não

c) Optante pelo Simples faz sua exclusão facultativamente, em 10.10.2000. A partir de que
data esta exclusão fará efeito?

d) Optante pelo Simples realiza alteração contratual em 02.01.2001, passando a ter um


sócio pessoa jurídica. Quando deverá fazer, obrigatoriamente, sua exclusão do Simples
e a partir de que data os efeitos desta exclusão passarão a vigorar?

e) Determinada empresa tem os seguintes valores registrados na Parte B do LALUR:


R$ 25.000,00 a título de Depreciação Acelerada Incentivada
R$ 4.000,00 de saldo do Lucro Inflacionário a Realizar, cuja opção de realização foi
feita de acordo com o art. 31 da Lei 8541/92.

Qual o valor que deverá oferecer á tributação, se optar pelo Simples Federal?

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS DO MÓDULO 5:

a) 1. F; 2.V; 3.F (maio de cada ano); 4. V; 5. V ; 6. F

b) Sim. A empresa poderá distribuir lucro até o limite suportado pelo caixa, sem
incidência de Imposto de Renda na Fonte, devendo, porém, registrar o pagamento como
saída de caixa sob a rubrica de "lucros distribuídos". Na declaração de rendimentos da
Pessoa Física beneficiária estes lucros também serão considerados isentos.

c) A partir de 01.01.2001.

d) Deverá comunicar sua exclusão até o último dia útil de fevereiro/2001. A exclusão já
produzirá efeitos a partir de 01.02.2001.

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e) R$ 25.000,00 da Depreciação Acelerada Incentivada. Os R$ 4.000,00 não serão objeto


de oferecimento á tributação, já que a empresa optou pela sua realização mensal de
acordo com o artigo 31 da Lei 8541/92.

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