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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

CAMPUS JATAÍ – UNIDADE RIACHUELO


CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS / INGLÊS

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR


SUPERVISIONADO I

TALLES HENRIQUE ALVES DE LIMA

JATAÍ
2010
TALLES HENRIQUE ALVES DE LIMA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO CURRICULAR


SUPERVISIONADO I

Relatório de Estágio apresentado ao Curso


de Licenciatura em Letras, Habilitação em
Língua Inglesa/5°período, como parte da
exigência da disciplina Estágio Curricular
Supervisionado I.

Prof. Orientadora: Divina Nice Martins


Cintra

JATAÍ
2010

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
CAMPUS JATAÍ – UNIDADE RIACHUELO
CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS / INGLÊS

Jataí, 30 de junho de 2010.


De Talles Henrique Alves de Lima
À Coordenação de Estágio Supervisionado do Curso de Letras
Assunto: Apresentação de Relatório

Em atendimento às determinações constantes do Plano de Estágio


Supervisionado, submeto à apreciação de V. Sª o relatório das atividades observadas e
desenvolvidas no Estágio de Licenciatura em Letras no período compreendido entre 10
de Março e 23 de Junho de 2010, na Escola Estadual José Manoel Vilela, nesta cidade.

Atenciosamente,

___________________________________________________
Talles Henrique Alves de Lima
ESTAGIÁRIO

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AGRADECIMENTOS

A DEUS pelo dom da vida, pela fé e perseverança para vencer os obstáculos da vida.
Aos meus pais, especialmente a minha mãe, pela orientação, dedicação e incentivo
nessa fase do meu curso de graduação e durante toda minha vida.
Aos meus irmãos, que mesmo com pouca idade, me lembram sempre da grandiosidade
e importância da profissão que escolhi seguir.
A minha madrinha Mariângela pelo incentivo e conselhos com relação à minha vida
num sentido geral.
A professora Fernanda e toda equipe da Escola Estadual José Manuel Vilela, pelo
acolhimento carinhoso e pelo profissionalismo.
Aos professores e colegas da minha universidade que colaboraram com as diversas
discussões sobre a prática docente.
A professora Divina Nice, Coordenadora de Estágio do curso de Letras e
professora/orientadora desta disciplina, pela atenção e disposição sempre que precisei
de seus esclarecimentos.
Aos meus alunos de estágio, pelo respeito e carinho que tiveram e tem por mim sempre
que me encontram.
A todos aqueles que já foram meus alunos em outras ocasiões, pela importância que
tiveram nas minhas experiências didáticas e na certeza de que estou no caminho certo.
Enfim, sou grato a todos que contribuíram de forma direta ou indireta para realização
deste trabalho.

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“A educação é o único meio
realmente efetivo para a construção
de uma sociedade
mais justa e democrática,
que respeite as características
individuais de cada pessoa,
inserindo-o em seu grupo social com
respeito à sua unicidade, mas,
como parte integrante
e participativa de um todo.”

John Dewey

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO................................................................................................................ 7
1 - DADOS DE IDENTIFICAÇÃO..................................................................................9
2 - DIAGNÓSTICO DA REALIDADE ESCOLAR.......................................................10
2.1 – PERFIL/CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA......................................................11
2.2 - PERFIL DOS ALUNOS.........................................................................................13
3 - PROJETO DE ESTÁGIO..........................................................................................14
4 - RELATOS DA PRÁTICA DOCENTE.....................................................................15
CONSIDERAÇÕES FINAIS..................................................................................... ....20
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS ...........................................................................21
ANEXOS.........................................................................................................................22
ANEXO I – CARTA DE APRESENTAÇÃO DO ESTÁGIARIO.................................22
ANEXO II – FICHA DE CONTROLE DE FREQUENCIA..........................................23
ANEXO III – FICHA DE REGISTRO DE ATIVIDADES............................................24
ANEXO IV - PLANO DE ATIVIDADES SEMESTRAIS DO ESTÁGIO...................25
ANEXO V – RELATÓRIO DE ATIVIDADES SEMESTRAIS DO ESTÁGIO...........26
ANEXO VI – TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO.......................................27

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INTRODUÇÃO

O Estágio de Licenciatura é uma exigência da Lei de Diretrizes e Bases da


Educação Nacional (nº. 9394/96). O estágio é necessário à formação profissional a fim
de adequar essa formação às expectativas do mercado de trabalho onde o licenciado irá
atuar.
O Estágio Supervisionado visa fortalecer a relação teoria e prática baseado no
princípio metodológico de que o desenvolvimento de competências profissionais
implica em utilizar conhecimentos adquiridos, quer na vida acadêmica quer na vida
profissional e pessoal. Sendo assim, o estágio constitui-se em importante instrumento de
conhecimento e de integração do aluno na realidade social, econômica e do trabalho em
sua área profissional.
O presente trabalho tem por objetivo relatar as atividades desenvolvidas durante
o Estágio Supervisionado I do Curso de Licenciatura em Letras/5° período da disciplina
Estágio Curricular Supervisionado I em Língua Inglesa, supervisionado pela professora
Divina Nice Cintra Martins, como cumprimento da exigência acima mencionada. O
estágio foi realizado na Escola Estadual José Manoel Vilela, localizado na Rua José
Manoel Vilela, n° 205 – Setor Central em Jataí / GO, no período de 10 de Março a 23 de
Junho de 2010.
Os dados relativos ao estágio serão apresentados seguindo a seguinte estrutura:
Introdução; Dados de Identificação; Diagnóstico da Realidade Escolar; Perfil/
Caracterização da Escola; Perfil dos Alunos; Projeto de Estágio; Considerações Finais;
Bibliografia e Anexos, contendo Carta de Apresentação do Estagiário; Controle de
Freqüência Semestral do Estagiário Supervisionado I, Ficha de Registro das Atividades
de Estágio I, Plano de Atividades do Estágio, Relatório de atividades e o Termo de
Compromisso do Estagiário.
Como professor de Língua Inglesa, constantemente ouço, de um ou de outro
aluno, que “inglês é coisa de outro mundo”; “é uma disciplina difícil de ser
entendida”; “pra que eu quero aprender isso?”; “esta matéria não serve para nada”,
“esta aula não é nada atrativa”, além de outras afirmações. Para mudar a didática do
ensino de Inglês na escola tornando-o dinâmico, rico, e vivo, é preciso mudar antes o
conceito que se tem dessa disciplina. É preciso reconhecer a importância de se aprender
uma língua estrangeira, principalmente nos dias de hoje, onde o mercado de trabalho é

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exigente e competitivo. É preciso também contextualizar o ensino de língua inglesa para
que a disciplina passe a ter sentido para os alunos e desperte o interesse por sua
aprendizagem. Não é possível preparar alunos capazes de entender textos ou que
consigam se expressar ao longo da vida em língua inglesa apenas ensinando regras de
uso da língua distante da realidade, ou que se mostrem sem significado para eles,
esperando que saibam como utilizá-los no futuro. Por isso, faz-se necessário pensar em
tornar o ensino de Inglês uma das formas de preparar os alunos para a participação ativa
dentro da sociedade.
O desafio para nós estudantes de licenciatura em Língua Inglesa é mudar a
forma de pensar e de ensinar este idioma. E o estágio me possibilitou um repensar da
educação de uma língua estrangeira.

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1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

Nome da Escola: Escola Estadual José Manoel Vilela


Endereço: Rua José Manoel Vilela, 205 – Setor Central – Jataí / GO
Telefone: 64 36314802
Diretora Geral: Dinorá Resende de Carvalho Ferreira
Vice Diretora e Coordenadora Geral: Renilda Assis
Coordenadora Pedagógica: Maria Amélia Vieira da Silva
Disciplina Observada: Língua Estrangeira (Inglês)
Professora Regente: Fernanda Franco Tiraboschi1
Duração Estágio: 10/03 a 23/06/2010
Séries Observadas: 6º, 7º, 8º e 9º anos do Ensino de Jovens e Adultos (EJA)
Estagiário: Talles Henrique Alves de Lima
Nº. de Matrícula: 081905
Professora Orientadora: Divina Nice Martins Cintra
Carga Horária Semanal: 4 horas
Carga Horária Total: 64 horas

1
Graduada em Letras Licenciatura em Língua Inglesa pela Universidade Federal de Goiás – campus Jataí
– em 2009, especializanda pela mesma universidade e professora da rede estadual de ensino desde Janeiro
de 2010.

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2. DIAGNÓSTICO DA REALIDADE ESCOLAR

A Escola Estadual José Manoel Vilela prega uma política de inclusão social.
Para a escola, “incluir” significa dar a todos os alunos, independente de sua classe
social, etnia, crença, sexo, ou de “capacidades físicas e cognitivas” uma educação de
qualidade. O objetivo consiste em não deixar ninguém fora da vida escolar e garantir
que todos sejam aceitos em situação de igualdade, reconhecendo que cada um tem
muito a contribuir com o grupo. Por isto, a Escola acolhe a todos os alunos que os
procuram; inclusive alunos portadores de necessidades especiais (cadeirantes e alunos
com problemas de audição). A preocupação da escola é de garantir um trabalho
significativo e que ofereça oportunidades de aprendizagem para todos. Neste sentido,
assumem a responsabilidade por construir, avaliar e adequar o currículo de maneira que
este seja coerente com as concepções de: sociedade a ser construída, de sujeito
cognoscente, de aprendizagem e de estratégias de ensino. A escola tem o dever de se
adequar para receber a todos os alunos. Para isto, precisam somar todos os esforços
possíveis. De professores, interpretes (que auxiliam na educação dos alunos com
problemas de audição) e colaboradores, para juntos conseguir alcançar a maioria dos
objetivos e para que cada aluno tenha possibilidade de se desenvolver cognitivamente,
psicologicamente, socialmente e afetivamente.

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2.1 PERFIL / CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA

A escola funciona durante os três períodos (matutino, vespertino e noturno),


porém o programa educacional é diferente. Nos turnos matutino e vespertino funciona a
Escola de Tempo Integral para a educação básica (de 1º a 5º ano), sistema implatado
pelo governo estadual nesta escola em 2007. No período noturno (que será o nosso foco
neste trabalho) funciona a Educação para Jovens e Adultos2, doravante EJA, nas séries
de 6º a 9º ano. Por se tratar em sua maioria por adultos, não existe uma participação
efetiva da família dos alunos na escola e no processo de ensino e aprendizagem dos
alunos.
Em termos físicos, pode-se caracterizar a Escola José Manoel Vilela como
pouco espaço físico, um prédio antigo e precário. A escola conta com aproximadamente
10 salas de aula, uma sala destinada a Secretaria e Coordenadoria que funcionam juntas,
sala dos professores (onde também funciona o almoxarifado), banheiros destinados aos
alunos, cantina, quadra poliesportiva e um laboratório de informática com 12
computadores em funcionamento. A escola não possui biblioteca própria, dessa forma
os alunos não contam com nenhum espaço especifico para pesquisas e leitura. As salas
onde estagiei, localizam-se próximas ao pátio. Isso favorece a dispersão dos alunos nas
aulas, pois as janelas e portas oferecem uma visão ampla do pátio, além disso, o som e a
movimentação produzida fora da sala atrapalham as aulas. A maioria das cadeiras é
separada (mesa e cadeira) tendo poucas que são cadeiras com apoio para escrever, e
todas são dispostas em fila. O tipo de cadeira utilizada traz prejuízos em dois aspectos:
ocupa muito espaço e atrapalha a realização de atividades em grupos
A escola possui aproximadamente 280 alunos3 (com 200 alunos matriculados na
Escola de Tempo Integral e 80 alunos matriculados no EJA). A média de alunos é de 30
por turma no período integral e 20 no período noturno. O ensino Integral conta com
aproximadamente 6 professores regentes (todos graduados), 6 apoios pedagógicos
(professores graduados e colaboradores), e 4 interpretes da Língua Brasileira de Sinais
(LIBRAS) que participam de forma ativa na educação dos alunos portadores de

2
O Ensino para Jovens e Adultos (EJA) é uma forma de ensino da rede pública no Brasil, com o objetivo
de desenvolver o ensino fundamental e médio com qualidade, para as pessoas que não possuem idade
escolar e oportunidade. Os alunos do EJA são geralmente trabalhadores/as, empregados/as e
desempregados/as que não tiveram acesso à cultura letrada, ou desistiram dos estudos enquanto crianças.
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Número estimado pela vice-diretora, Renilda Assis, em entrevista informal realizada em 10 de maio de
2010.

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necessidades especiais. O período noturno (EJA) conta com aproximadamente 9
professores, quase todos graduados em suas áreas e/ou trabalhando em áreas diferentes
de sua formação, além de 4 interpretes de LIBRAS.
Todos os professores e funcionários administrativos participam frequentemente
de um programa de formação continuada obrigatório oferecido pela Sub-Secretaria de
Educação do Estado de Goiás. Os professores utilizam o projeto político pedagógico da
escola na elaboração dos planos de ensinos e realizam conselhos de classe
bimestralmente para debater problemas e questões pertinentes ao processo de ensino e
aprendizagem de seus alunos.
A escola visa por um sistema de avaliação contínua, considerando o processo
ensino e aprendizagem como uma via de mão dupla. A avaliação parte tanto por parte
do professores aos alunos, como também dos alunos aos professores, e dos alunos ao
conteúdo ensinado. Existe também um programa de recuperação, visando atender
aqueles alunos que ao longo do ano letivo não atingiram média suficiente para serem
aprovados nas disciplinas.
Os principais problemas encontrados em termos de disciplinas é justamente a
indisciplina por parte dos alunos, mas tudo em um nível aceitável. Num aspecto geral, a
escola oferece condições para uma aprendizagem efetiva e ainda cria o clima propicio
para tal.

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2.2 PERFIL DOS ALUNOS

As turmas observadas durante a realização deste estágio foram as turmas de 6º a


9º ano, com uma média de 20 alunos por turma. Os alunos são em sua maioria adultos,
com uma média de 22-25 anos e trabalhadores, que atendem ao período noturno
justamente por trabalharem durante o dia. Todas as turmas são mescladas com alunos
do sexo masculino e feminino, e não existem separações por classe social (uma vez que
todos são de classe médio-baixa) ou etnia. Em cada turma existe pelo menos um aluno
portador de necessidade especial e não observei nenhum problema quanto a isso.
As turmas de 6º, 8º e 9º ano são as turmas onde presenciei maior desinteresse no
conteúdo ensinado por parte dos alunos; e maior índice de indisciplina também.
Enquanto a professora dava aula, os alunos conversavam, gritavam, usavam o celular e
na maioria das vezes ignorava a presença da professora frente à sala.
A turma que mais me chamou atenção foi o 7º ano. Essa turma é caracterizada
por alunos mais velhos, em sua maioria entre os 35-40 anos. O rendimento dessa turma
é notável quando comparamos com as outras turmas observadas. Os alunos prestam
atenção as aulas, realizam as atividades propostas pela professora todas as vezes que
eram solicitados e ajudavam uns aos outros, numa espécie de estudo em grupo. Assistir
as aulas dessa turma era um prazer, e confesso que não esperava encontrar uma turma
com clima tão favorável à aprendizagem durante o meu estágio.

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3. PROJETO DE ESTÁGIO

Este relatório tem como objetivo descrever as atividades realizadas durante o


Estágio Curricular Supervisionado I, realizado na Escola Estadual José Manoel Vilela,
localizado em Jataí / GO. As atividades foram exercidas durante o período de 10 de
Março de 2010 a 23 de Junho de 2010, nas turmas de 6º a 9º ano, do turno noturno, sob
a regência da professora Fernanda Franco Tiraboschi.
O período de estágio é um momento de estudos práticos que tem a finalidade de
colocar o aluno em contato com situações que o aproximem da realidade de sua
formação. O estagiário poderá usufruir da teoria aplicando-a e melhorando-a. Desta
forma, o estágio adquire fundamental importância, porque além de ser instrumento
básico e obrigatório em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB 9394/96) que estabelece a regulamentação para o estágio
supervisionado possibilita ao aluno, vivenciar as práticas referentes à sua área de
atuação.
Nesta fase do curso de graduação, 5º período de Licenciatura em Letras,
habilitação em Língua Inglesa, o estágio será compreendido na etapa de observação das
aulas de Língua Inglesa. Essa etapa será o eixo central para o desenvolvimento e
enriquecimento do estagiário, aperfeiçoando-o para o crescimento pessoal, profissional
e cultural.

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4. RELATOS DA PRÁTICA DOCENTE

A observação da prática docente foi realizada no período de 10 de Março a 23 de


Junho, mas meu contato com a escola foi feito uma semana antes. Na minha primeira
visita à escola, fui recebido pela secretária Luciana, que me apresentou à coordenadora
Maria Amélia. Conversamos sobre os horários das aulas de Língua Inglesa, e apresentei
a Carta de Apresentação e Autorização do Estágio (Anexo I). Neste mesmo dia me
apresentei também a professora Fernanda, regente das aulas de Língua Inglesa.
Meu primeiro contato com a turma foi no dia 10 de Março. Nessa aula, a
professora regente me apresentou aos alunos como estagiário e os informou que eu
estaria presente durante todo o semestre. Eu cumprimentei os alunos e sentei-me no
fundo da sala e prossegui minha observação. A principio, os alunos ficaram
desconfiados e ficavam me encarando, meio envergonhados, mas não hesitaram em
conversar com os colegas, e logo a minha presença ali passava despercebida. Com o
passar do tempo os alunos me viam ali como um monitor da turma; diversas vezes me
procuravam e pediam ajuda com os exercícios propostos pela professora, e alguns ainda
me pediram ajuda para estudar na véspera de testes avaliativos.
Nas duas primeiras aulas que observei, a professora havia proposto um trabalho
de pesquisa cujo tema principal era a cultura de alguns paises falantes de língua inglesa,
a professora dividiu os alunos em grupos e cada grupo ficou responsável por um país.
Os paises escolhidos pela professora foram: Estados Unidos, Inglaterra, Nova Zelândia,
África do Sul e Canadá. Para realização dessa tarefa, num primeiro momento, os alunos
foram ao laboratório de informática da escola onde tiveram oportunidade de fazer suas
pesquisas na internet. Os alunos pesquisaram informações gerais sobre cada um dos
países, tais como cultura, aspectos geográficos, históricos, culinárias, esportes e
costumes; num segundo momento eles confeccionaram cartazes com ilustrações e
pequenos textos, e depois apresentaram em sala de aula para todos os colegas. Passado
esse momento, a professora propôs um debate onde os alunos traçaram um paralelo
entre nosso país e os países que estudaram. Com base neste trabalho, posso levantar
dois pontos interessantes: 1) o acesso de novas tecnologias relacionado ao ensino de
línguas e 2) a importância de se estudar a cultura dos países que falam a língua alvo.
No que tange o primeiro ponto, de novas tecnologias relacionadas ao ensino,
neste caso, ensino de línguas podemos tecer várias considerações. Uma delas é que o

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uso das novas tecnologias em função da Educação tem incomodado (entenda de maneira
positiva) muitos profissionais. Acreditava-se que o professor seria substituído pelos
livros, pela biblioteca, pela Internet, mas, segundo Paiva (2001), essas ferramentas
seriam apenas ferramentas para uma ‘melhor educação’. Para Cruz (2008), essas
tecnologias são fundamentais para quem vive em uma sociedade complexa. Com o
avanço das novas tecnologias, não podemos ficar alheios a todas essas mudanças, saber
utilizá-las não é um fim em si próprio, antes, é uma abertura para aprendizagem ativa.
Cruz (2008) ainda pondera que “ter computadores nas escolas não vai colaborar com as
mudanças nem mudar paradigmas, precisa-se conhecer as tecnologias para sabermos
como utilizá-las e saber como tornarmos as nossas aulas mais instigantes e
interessantes”. Partindo desse pressuposto, enalteço aqui a aula prepara pela professora,
que aproveitou dos recursos fornecidos pela escola, propondo uma atividade que prende
a atenção dos alunos, de uma aula interessante e utilizando do computador como
ferramenta de aprendizagem aos alunos.
No que se refere a questão cultural abordada na sala de aula de língua
estrangeira, encontramos seu respaldo e importância nos Parâmetros Curriculares
Nacionais de Língua Estrangeira:

É extremamente educativo expor o aluno à diversidade


cultural [...] Trata-se de algo extremamente enriquecedor
para o aluno, que constrói uma compreensão mais real do
que é a complexidade cultural de um país e também uma
percepção crítica das tradicionais visões pasteurizadas e
unilaterais de uma cultura (por exemplo, as visões
tradicionais de que os ingleses tomam chá às cinco horas
da tarde ou de que são todos extremamente polidos).
BRASIL, 1998, p.48

Além de tratar a questão da pluralidade cultural, apresentadas pelos PCNs, essa


atividade ainda serve como ferramenta para ressaltar a importância da Língua Inglesa e
sua hegemonia no contexto social em que vivemos. Além da motivação educacional
implícita nessa percepção histórico-social da língua inglesa, essa atividade serviu como
meio de focalizar as questões de natureza sociopolítica, que de acordo com os PCNs
“devem ser consideradas no processo de ensino e aprendizagem de uma língua
estrangeira”. (Brasil, 1998, p.49)
Após a realização dessa atividade, aqueles alunos que ainda não entendiam o
porquê de se estudar língua inglesa encontraram resposta para sua indagação e
perceberam a importância dessa língua considerada franca, que hoje se faz presente em

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todos os meios de comunicação, no comercio, nas ciências, nas áreas de informática,
entre outras.
Ao longo do período de realização deste trabalho, as aulas podiam ser
consideradas como tradicionais. A professora dispunha apenas de quadro branco e livro
didático para realizar seu trabalho. Várias aulas se repetiram dessa forma: a professora
chegava à sala, passava o conteúdo no quadro4, propunha a realização de algum
exercício e fazia a correção com os alunos. Neste ponto foi onde tive oportunidade de
participar do fluxo das aulas como monitor. Sempre que a professora passava alguma
atividade de fixação de conteúdo aos alunos, ela solicitava que eu ajudasse a turma com
quaisquer dificuldades que tivessem. A principio os alunos alegavam que não
precisavam de ajuda, mas logo perderam da timidez e sentiram liberdade para pedir
ajuda. Foi uma experiência incrível, pois dessa forma botei em prática minhas
habilidades como educador. Ao invés de dar a resposta correta ao aluno, meu papel era
de levar o aluno a pensar o conteúdo e chegar a resposta correta. Algumas vezes era
preciso também fazer o aluno identificar o seu próprio erro e entender o porquê tal
exercício estava errado.
Percebi ainda nas aulas que observei que a professora em nenhum momento
realizava exercícios visando a oralidade, ou a produção oral dos seus alunos. Os focos
da aula eram basicamente em leitura, quase como se fossem aulas de ‘inglês
instrumental’. O nome designado para o que chamamos popularmente de Inglês
Instrumental, é "English for Specific Purposes” (E.S.P), que em português quer dizer:
Inglês com Objetivos Específicos. Neves (1998) aponta que uma característica desta
abordagem é que a língua não é ensinada com um fim em si mesma, mas como um meio
para se alcançar uma finalidade específica, neste caso a compreensão textual seria a
finalidade da língua estrangeira ao aluno.
Tal postura tomada pela professora regente das turmas observadas, dialoga com
a justificativa social para a inclusão do ensino de língua estrangeira na educação básica.
Conforme afirma os PCNs (Brasil, 1998) o uso de uma língua estrangeira parece estar,
em geral, mais vinculado à leitura de literatura técnica ou de lazer. É importante
ressaltar também que os únicos exames formais em Língua Estrangeira (vestibular e
admissão a cursos de pós-graduação) requerem o domínio da habilidade de leitura. Para
os PCNs de Língua Estrangeira:

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Ao longo do período observado, a professora trabalhou com os seguintes conteúdos: Simple Present,
Possessive Adjectives, Simple Past, Present Continuous e Substantivos Plurais.

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a leitura atende, por um lado, às necessidades da
educação formal, e, por outro, é a habilidade que o
aluno pode usar em seu contexto social imediato. Além
disso, a aprendizagem de leitura em Língua Estrangeira
pode ajudar o desenvolvimento integral do letramento
do aluno. A leitura tem função primordial na escola e
aprender a ler em outra língua pode colaborar no
desempenho do aluno como leitor em sua língua
materna. (BRASIL, 1998, p.20)

Tive ainda a oportunidade de participar de dois processos avaliativos aplicados


as turmas observadas. A professora regente das turmas acreditava que a avaliação fazia
parte do processo de ensino e aprendizagem, e não se caracterizava exclusivamente por
testes de proficiência de algum dos conteúdos ensinados por ela. A professora dividia a
avaliação da turma principalmente entre testes e participação dos alunos em sala de
aula. Ao fim de cada bimestre, um teste escrito, individual e sem consulta a nenhum
tipo de material didático era aplicado aos alunos. Mas a nota não se restringia somente a
isso, a professora levava em conta os trabalhos que os alunos realizavam (seja eles
tarefa de casa ou de outras naturezas), porém o que ela considerava mais importância
era o trabalho realizado em sala de aula, principalmente a participação dos alunos ao
longo das aulas.
Ao fim do segundo bimestre (em meados do mês de junho), tive acesso aos
testes que os alunos fizeram para avaliar se haviam aprendido o conteúdo proposto. Meu
foco de observação foi sobre os erros que os alunos cometeram nas avaliações. De
acordo com Ellis (1998), identificar e analisar os erros dos alunos é de fundamental
importância ao processo de ensino e aprendizagem. O autor ainda afirma que tais erros
se caracterizam como tentativas dos alunos de aprender e usar a língua alvo de forma
mais simples. Esses erros podem ser de três naturezas: 1) erros de omissão, quando os
alunos omitem palavras, artigos, conectivos e etc.; 2) erros de generalização, que
acontecem quando os alunos aplicam uma regra da língua especifica para um contexto,
em diversos contextos, e por ultimo, 3) erros de transferência, que acontecem quando os
alunos tentam se basear nas estruturas de sua língua materna para formar estruturas na
língua estrangeira.
O que mais encontrei nas provas observadas são justamente erros de
transferência. Na tentativa de formar estruturas em língua inglesa, os alunos se
baseavam nos seus conhecimentos de língua materna e acabavam criando estruturas
consideradas como incorretas na língua inglesa. Os principais problemas relacionavam-
se a ordem das palavras e a “criação” de palavras novas. Os alunos pegaram palavras

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em português, acrescentavam o sufixo –tion e acreditavam que essa palavra se tornava
parte do léxico inglês.
Além da observação de sala de aula, participei de outras atividades no âmbito
escolar. Participei de uma confraternização que a escola faz uma vez no semestre
visando basicamente o lazer dos alunos. Neste dia, a escola levou os alunos a um clube
da cidade onde eles tinham acesso a praticas esportivas, brincadeiras diversas e acesso
livre ao parque aquático. Em conversa informal com a coordenadora pedagógica, fui
informado que essa atividade acontecia porque a escola se preocupava com o bem-estar
social dos seus alunos, entre outros aspectos. Este dia especifico, num clima informal,
os alunos conversaram bastante comigo, me perguntaram como era a vida na
universidade, se eu gostava da dar aula, e porque eu havia escolhido um curso com
habilitação em Língua Inglesa. Pude perceber que muitos ali estavam concluindo os
estudos básicos, mas não tinham pretensão alguma de ingressar na faculdade. Muitas
vezes por acreditarem que o vestibular é “um bicho de sete cabeças” como me disse
uma aluna, outra me disse que não tem capacidade para enfrentar uma universidade,
mas o que mais me chamou atenção foi uma aluna com aproximadamente 40 anos que
me disse que não tinha vontade de cursar um curso superior porque acreditava já estar
velha demais para estudar.
Além dos vários problemas enfrentados pela rede publica de ensino no país, me
parece de fundamental importância mostrar de forma efetiva aos alunos que é somente
pela educação que poderão crescer na vida. Como Dewey afirma na citação que abre
este trabalho, “a educação é o único meio realmente efetivo para a construção de uma
sociedade mais justa e democrática”.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estágio foi um período em que busquei vincular aspectos teóricos com


aspectos práticos. Foi um momento em que a teoria e a prática se mesclaram para que
fosse possível apresentar um bom resultado. E, sobretudo perceber a necessidade em
assumir uma postura não só crítica, mas também reflexiva da nossa prática educativa
diante da realidade e a partir dela, para que possamos buscar uma educação de
qualidade.
Ao término do estágio exigido pela disciplina Estágio Curricular Supervisionado
I, ficou a certeza da importância de conhecer a realidade de uma instituição escolar. A
interação com os profissionais foi extremamente enriquecedora, atuei em uma área com
a qual nunca tive contato antes e durante este tempo, conforme minhas expectativas
pude vivenciar a rotina do cotidiano escolar e realização de diversas atividades.
Esta experiência proporcionada pelo estágio amplia o significado da constituição
de um profissional da área da educação, complementa a formação acadêmica e confere
subsídios para uma atuação efetivamente democrática e transformadora.
Diante de todo o contexto que permeia a nossa atuação profissional, esta
vivência na escola mostrou-me a importância da formação continuada e do constante
aprimoramento dos conhecimentos da área, das necessidades sociais, da investigação da
própria prática e a busca de temas atuais (professor pesquisador).
Percebi ainda a importância de ter uma postura efetiva, de ser um profissional
que se preocupa verdadeiramente com o aprendizado, que deve exercer o papel de um
mediador entre a sociedade e a particularidade do educando. Como Freire (1997)
afirma, devemos despertar no educando a consciência de que ele não está pronto,
aguçando nele o desejo de se complementar, capacitá-lo ao exercício de uma
consciência crítica de si mesmo, do outro e do mundo.
Sem dúvida alguma o meu aprendizado foi imenso. Enfim, tenho a sensação de
que sou vitorioso, por alcançar os objetivos traçados para este estágio, por transpor as
dificuldades encontradas e, sobretudo, conquistar se não todos os alunos, pelo menos
uma parte deles. E o mais importante, o estágio me proporcionou a certeza de que estou
no caminho certo.
.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais.


Terceiro e Quarto ciclos do ensino fundamental: língua estrangeira. Ministério da
Educação/Secretaria de Educação Fundamental, 1998.

CRUZ, W. B. Experiência usando ferramenta síncrona no processo de aprendizagem.


2001. Disponível em:
http://www.colombiaaprende.edu.co/html/mediateca/1607/articles-108372_archivo.pdf
Acesso em 24 jun. 2010.

ELLIS, R. Second Language Acquisition. Oxford University Press, 1998.

FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São


Paulo, Brasil: Paz e Terra, 1997.

NEVES, R. A. E. O que é Inglês Instrumental? 1998. Disponível em:


http://www2.ucg.br/flash/artigos/OQueInglesInstrumental.PDF Acesso em 25 jun 2010.

PAIVA, V. L. M. O. A sala de aula tradicional X a sala de aula virtual. In: Congresso


de Associação de Professores de Língua Inglesa do Estado de Minas Gerais, 3, 2001,
Belo Horizonte, In: Anais... Belo Horizonte, 2001.

21
ANEXOS5

Anexo I – Carta de Apresentação do Estagiário

Universidade Federal de Goiás


Departamento de Letras

À
Escola Estadual José Manoel Vilela

Prezado (a) Diretor(a) / Coordenador(a) / Professor(a):

Conforme prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de


20.12.1996, em seus Artigos 65 e 67 (Parágrafo único) respectivamente, “a formação docente
[...] incluirá prática de ensino de, no mínimo, trezentas horas” como “pré-requisito para o
exercício profissional das funções do magistério, nos termos das normas de cada sistema de
ensino”. Nesse sentido, o Estágio Supervisionado, de acordo com a resolução CNE/CP 2
(Conselho Nacional de Educação, 2002a), constitui uma das modalidades de prática a ser
realizada diretamente em unidades escolares do sistema de ensino sob a forma de ações que
podem incluir:
a) Observação de aulas, reuniões de pais e professores, Conselho de Classe etc.;
b) Exame de regulamentos e estatutos da escola;
c) Entrevistas com coordenadores, diretores, orientadores e professores;
d) Análise dos projetos pedagógicos e demais atividades acadêmicas;
e) Preparação e pilotagem de material didático;
f) Regência de algumas aulas;
g) Engajamento em projetos de pesquisa no contexto de estágio.

No intuito de poder proporcionar aos seus alunos do Curso de Letras-Inglês tal experiência,
Departamento de Letras da Universidade Federal de Goiás, aqui representada pela professora
de Estágio Supervisionado Divina Nice Martins Cintra, solicita a autorização de Vossa Senhoria
para que o(a) aluno(a) Talles Henrique Alves de Lima possa realizar seu Estágio
Supervisionado, ao longo deste ano, conforme descrito acima, na instituição sob sua direção /
coordenação.
Destacamos que a sua colaboração, bem como a de todos os demais membros da
instituição, é valiosa para a formação docente de nossos alunos, pois acreditamos que é na
vivência escolar sistemática e acompanhada que o aluno em formação poderá adquirir domínio
de sua própria prática e de seu papel social como profissional de ensino.
Certas da atenção e colaboração de V.Sa. colocamo-nos à sua disposição para
quaisquer esclarecimentos através dos telefones: 36312013 e 99889822

Atenciosamente,

Divina Nice Martins Cintra

Jataí, 03 de Março de 2010

5
Todos os documentos anexados nessa seção foram devidamente preenchidos, assinados e entregues à
Coordenadora de Estágio do Curso de Letras, Prof. Divina Nice Martins Cintra no dia 23/06/2010.

22
Anexo II – Ficha de Controle de Freqüência do Estágio

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL


UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
CAMPUS JATAÍ
Rua Riachuelo, 1530 – Setor Samuel Graham
Fones: (64)36068011 - FAX: (64) 36068121
CURSO DE LETRAS – HABILITAÇÃO INGLÊS

CONTROLE DE FREQUÊNCIA SEMESTRAL DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO


Escola: Escola Estadual José Manoel Vilela
Estagiário (a): Talles Henrique Alves de Lima
Nº. de Matrícula: 081905 Período: 5º
Unidade: Campus Jataí Curso – Letras-Habilitação Inglês Ano Letivo: 2010
Professora orientadora: Divina Nice Martins Cintra

Data Horário Conteúdo/Atividades Assinatura do


Entrada Saída professor
Trabalho pesquisa sobre aspectos culturais dos
10/03/2010 19:45 21:15 paises falantes de língua inglesa
Apresentação de trabalhos
17/03/2010 19:45 21:15
Simple Present / Possessive Adjectives
24/03/2010 19:45 21:15
Simple Present
31/03/2010 19:45 21:15
Atividade revisão para prova
07/04/2010 19:45 21:15
Entrega das provas e correção
14/04/2010 19:45 21:15
Confraternização Escolar
28/04/2010 19:00 22:00
Auxílio a professora na preparação de aulas
05/05/2010 19:45 22:00
Entrevista com a vice-diretora / Observação
10/05/2010 19:00 20:30 de aula
Abertura dos Jogos Estudantis
17/05/2010 19:00 20:30
Present Continuous / Simple Past
26/05/2010 19:00 20:30
Substantivos Plurais / Present Continuous
09/06/2010 19:00 20:30
Dinâmica Avaliativa: Present Continuous
22/06/2010 19:45 21:15
Laboratório de Informática: Jogos Educativos
23/06/2010 19:00 20:30

Jataí, 23 de junho de 2010

23
Anexo III – Ficha de Registro de Atividades

Universidade Federal de Goiás


Campus Jataí/UFG

REGISTRO DE ATIVIDADES E PRESENÇA

Estagiário: Talles Henrique Alves de Lima Matrícula: 081905


Escola Estadual José Manoel Vilela
Rua José Manoel Vilela, nº 205- Setor Central – CEP 75800-008 – Jataí GO
Telefone: (64) 36314802

Atividade(s) desenvolvida(s):
( ) Observação de aulas, reuniões de pais e professores, Conselho de Classe etc.;
( ) Exame de regulamentos e estatutos da escola;
( ) Entrevistas com coordenadores, diretores, orientadores e professores;
( ) Aplicação de questionários e/ou formulários de pesquisa;
( ) Análise dos projetos pedagógicos e demais atividades acadêmicas;
( ) Preparação e pilotagem de material didático;
( ) Regência de algumas aulas;
( ) Engajamento em projetos de pesquisa no contexto de estágio;
( ) Outras (descrever).

Descrição da atividade (se necessário, usar o verso):

Data: _______/ _________/ 2010.

_________________________________________________________
Assinatura do Professor(a) /Coordenador(a) responsável pela atividade

24
Anexo IV – Plano de Atividades Semestrais do Estágio

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL


UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
CAMPUS JATAÍ
Rua Riachuelo, 1530 – Setor Samuel Graham
Fones: (64)3632.00003 - FAX: (64) 3632.0002
CURSO DE LETRAS – HABILITAÇÃO INGLÊS

PLANO DE ATIVIDADES SEMESTRAIS DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

Local do Estágio: Escola Estadual José Manoel Vilela


Nº. do Convênio: _________________________
Nome do Supervisor do Estágio: Fernanda Franco Tiraboschi
Estagiário (a): Talles Henrique Alves de Lima
Nº. de Matrícula: 081905 Período: 5º
Unidade: Campus Jataí Curso – Letras-Habilitação Inglês Ano Letivo: 2010
Professora orientadora: Divina Nice Martins Cintra
Carga horária Semanal: 4 horas

O estágio objetiva aproximar o acadêmico do campo de atuação profissional por meio de vivências que
lhe permita o aprendizado de competências com tendências próprias da atividade profissional e do
currículo do curso.

Atividades desenvolvidas (Relacionar as atividades a serem desenvolvidas pelo estagiário)

1)___________________________________________________________________________________

2)___________________________________________________________________________________

3)___________________________________________________________________________________

4)___________________________________________________________________________________

5)___________________________________________________________________________________

6)___________________________________________________________________________________

Período de realização do Estágio: de ___/_____ a _____/_____/2010

Jataí, ____ /_____ de 2010

Professor-Supervisor do Estágio Aluno(a)-Estagiário(a)

Assinatura da Coordenadora de Estágio do Curso de Letras

25
Anexo V – Relatório de Atividades Semestrais do Estágio

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL


UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
CAMPUS JATAÍ
Rua Riachuelo, 1530 – Setor Samuel Graham
Fones: (64)3632.00003 - FAX: (64) 3632.0002
CURSO DE LETRAS – HABILITAÇÃO INGLÊS

RELATÓRIO DE ATIVIDADES SEMESTRAIS DO ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO


Estagiário (a): Talles Henrique Alves de Lima
Nº. de Matrícula: 081905 Período: 5º
Unidade: Campus Jataí Curso – Letras-Habilitação Inglês Ano Letivo: 2010
Escola: Escola Estadual José Manoel Vilela
Nº. do Convênio: _________________________
Carga horária Semana: 4 horas Carga Horária Total: 64 horas
Professora orientadora: Divina Nice Martins Cintra

Atividades desenvolvidas
1)___________________________________________________________________________________

2)___________________________________________________________________________________

3)___________________________________________________________________________________

4)___________________________________________________________________________________

5)___________________________________________________________________________________

6)___________________________________________________________________________________

Estagiário:
As condições de realização do Estágio foram: ( ) Ótimas ( ) Boas ( ) Regulares
O acompanhamento realizado pelo professor-supervisor foi: ( ) Ótimas ( ) Boas ( ) Regulares
Você avalia este campo de estágio como: ( ) Ótimo ( ) Bom ( ) Regular

Professor-supervisor:
Você considera que o aluno-estagiário atingiu aos objetivos propostos? ( ) Sim ( ) Não
A avaliação que você faz do aluno estagiário é: ( ) Ótima ( ) Boa ( ) Regular
(Registre no verso as suas sugestões)
Período de realização do Estágio: de ___/_____ a _____/_____/2010

Jataí, ____ /_____ de 2010.

Professor-Supervisor do Estágio Aluno(a)-Estagiário(a)

Assinatura da Coordenadora de Estágio do Curso de Letras

26
Anexo VI – Termo de Compromisso de Estágio

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL


UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS
CAMPUS JATAÍ
Rua Riachuelo, 1530 – Setor Samuel Graham
Fones: (64)36068011 - FAX: (64) 3606.8121
CURSO DE LETRAS – HABILITAÇÃO INGLÊS

TERMO DE COMPROMISSO DE ESTÁGIO CURRICULAR OBRIGATÓRIO

Eu, Talles Henrique Alves de Lima, doravante denominado(a)


ESTAGIÁRIO(A), inscrito como aluno regularmente matriculado na UFG sob o nº.
081905, brasileiro(a), solteiro, nascido(a) em Jataí – Goiás, portador(a) da Cédula
de Identidade n.º 4715829 - DGPC/GO, CPF n.º 005.059.441-97, residente na
Avenida Goiás, 643 – Fundos – Setor Central, CEP 75800012, Jataí – Goiás,
estudante do curso de Letras – Habilitação: Inglês, Estágio I, do 5º período
do ano letivo 2010, da UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS – pessoa jurídica
de direito público na modalidade de autarquia; instituição pública federal de ensino
superior, criada pela Lei n.º 3.834-C, de 14/12/1960, e reestruturada pelo Decreto
n.º 63.817, de 16/12/1968, inscrita no CNPJ sob o n.º 01.567.601/0001-43, com
sede no Campus Samambaia, Goiânia-GO, CEP 74001-970, doravante denominada
UFG, com a interveniência do(a) Campus Jataí doravante denominado(a), CAJ –
Unidade Riachuelo neste ato representado(a) pelo(a) Coordenadora de
Estágios, Divina Nice Martins Cintra, brasileiro(a), divorciada, portador(a) da
Cédula de Identidade n.º 1.359687 - SSP/GO, CPF n.º 25320122187, residente e
domiciliado(a) em Jataí - GO, autorizado(a) pelo(a) Portaria nº. 049/2009 da
Direção do Campus Jataí/UFG de 24/03/2009 – e a(o) Escola Estadual José Manoel
Vilela, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o n.º
00.680.440/0001-37, com sede na Rua José Manoel Vilela, 205 – Setor Central,
CEP 75800008, doravante denominada ESCOLA, neste ato representado(a)
pelo(a) Coordenadora, Maria Amélia Vieira da Silva, brasileiro(a), solteira,
portador(a) da Cédula de Identidade n.º 2160920 – SSP/GO, CPF n.º 598.375.861-
68, residente e domiciliado(a) em Jataí – Goiás, firmamos este Termo de
Compromisso de Estágio sujeitando-nos, no que couber, aos termos das
disposições da Lei n.º 6.494, de 7/12/1977, alterada pela Lei n.º 8.859, de
23/3/1994, e regulamentada pelo Decreto n.º 87.497, de 18/8/1982, alterado

27
pelos Decretos n.os 89.467, de 21/3/1984, e 2.080, de 26/11/1996; da Portaria n.º
313/MPOG, de 14/09/2007, Resolução CEPEC n.º 766 (UFG); do art. 6.º da MP n.º
2164-41/2001; do Convênio UFG n.º _______/200__ e demais normas
estabelecidas entre a UFG e a Secretaria de Estado da Educação de Goiás, tendo
como interveniente a Escola, mediante as cláusulas e condições seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA

Será aceito (a) como ESTAGIÁRIO(A) o(a) estudante que esteja


comprovadamente matriculado e com freqüência efetiva no curso de graduação em
Letras – Habilitação Inglês da UFG, cujas atividades a serem desenvolvidas
pelo(a) ESTAGIÁRIO(A), acima identificado(a), na Escola Concedente, também
devidamente identificada acima, deverão estar em conformidade com a sua linha
de formação acadêmica, ou seja, área de Língua Inglesa.

CLÁUSULA SEGUNDA

O estágio é um componente de caráter teórico-prático que,


desenvolvido no ambiente de trabalho, tem como objetivo principal preparar os
estudantes para o trabalho produtivo, com vistas ao aprendizado de competências
próprias da atividade profissional e à contextualização curricular, no sentido de
desenvolvê-los para a vida cidadã e o trabalho.

SUBCLÁUSULA PRIMEIRA. Os estágios devem ser planejados,


realizados, acompanhados e avaliados pelas instituições formadoras, em
conformidade com o projeto político-pedagógico de cada curso, os programas, os
calendários escolares, as diretrizes expedidas pelo CEPEC/UFG e, ainda, as
disposições previstas nas Resoluções CEPEC n.ºs 731 e 766.

SUBCLÁUSULA SEGUNDA. O estágio dar-se-á nas áreas de


interesse da Escola Concedente, devidamente identificada acima, em atividades
que tenham estreito relacionamento com a linha de formação acadêmica do
estudante.

SUBCLÁUSULA TERCEIRA. O estágio será supervisionado por


docente(s) designado(s) pela(s) Direção(s) do(s) Curso(s) oferecido(s) pela UFG
que, para isso, deverá(ão) informar à Coordenação de Estágios da Pró-Reitoria de
Graduação/UFG sobre o desenvolvimento do mesmo.

CLÁUSULA TERCEIRA

O estágio oferecido terá a duração de três meses e meio, iniciando-


se em ____ /03/2010, e terminando em ____/06/2010, com a jornada diária de
quatro horas, perfazendo uma carga horária total de 64 horas.

28
SUBCLÁUSULA PRIMEIRA. A jornada de estágio, inclusive no
período de férias, será determinada de comum acordo entre o estudante, e a Escola
Concedente, sempre com a interveniência da UFG, a qual poderá ser de até 6 (seis)
horas diárias e 30 (trinta) horas semanais.

SUBCLÁUSULA SEGUNDA. Quando da não programação de aulas


presenciais nos cursos que alternem teoria e prática, desde que previsto no projeto
pedagógico do curso e da UFG, a jornada poderá ser de até 40 (quarenta) horas
semanais.

SUBCLÁUSULA TERCEIRA. Nos períodos de avaliação, a carga


horária do estágio será reduzida à metade, para garantir o bom desempenho do
estudante.

CLÁUSULA QUARTA

O estudante será desligado do estágio por um dos motivos abaixo


relacionados ou quando ocorrerem a exigência de atividades alheias à cláusula
primeira deste instrumento:

a) automaticamente, ao término do compromisso;


b) abandono, caracterizado por ausência não justificada por três dias
consecutivos ou cinco dias intercalados no período de um mês;
c) conclusão ou interrupção do curso na UFG;
d) a pedido do estagiário;
e) comportamento funcional ou social incompatível com as normas
éticas e administrativas do local em que venha exercendo suas atividades na Escola
Concedente;
f) ex-officio, no interesse da Escola concedente, desde que
devidamente motivada;
g) comprovando-se a falta de aproveitamento no estágio, depois de
decorrida a terça parte do tempo previsto para a sua duração;
h) quando o estagiário deixar de cumprir o disposto neste Termo;
i) em atendimento a qualquer dispositivo de ordem legal ou
regulamentar.

SUBCLÁUSULA PRIMEIRA. Na ocorrência de quaisquer das


hipóteses previstas nas alíneas “b”, “d”, “e”, “f”, “g” e “h”, a Escola Concedente
comunicará o fato à UFG em um prazo máximo de quinze dias.

SUBCLÁUSULA SEGUNDA. A UFG fica obrigada a comunicar, por


escrito, o desligamento do estagiário do seu quadro discente, qualquer que seja o
motivo, inclusive a conclusão ou interrupção do curso, num prazo máximo de
quinze dias após a constatação do fato.

29
CLÁUSULA QUINTA

O estágio curricular obrigatório não prevê a concessão de bolsas, pelo


fato de que o estágio curricular obrigatório é aquele definido no projeto do curso,
cuja carga horária é requisito para aprovação e obtenção do diploma conforme
prevê a lei nº. 11.788 de 25 de setembro de 2008.

CLÁUSULA SEXTA

Aplica-se ao estagiário a legislação relacionada à saúde e segurança no


trabalho, sendo sua implementação de responsabilidade da Universidade Federal de
Goiás.

SUBCLÁUSULA ÚNICA. A responsabilidade pela contratação do


seguro contra acidentes pessoais é de responsabilidade da instituição de ensino, no
caso, Universidade Federal de Goiás.

CLÁUSULA SÉTIMA
Os(As) estudantes que venham participar das atividades decorrentes
da execução do Convênio UFG n.º ___/200___, não terão, para quaisquer efeitos,
vínculo empregatício de qualquer natureza com nenhum dos partícipes, uma vez
que estarão exercendo suas atividades de acordo com o previsto na Lei 11.788, de
25/9/2008.

SUBCLÁUSULA ÚNICA. O descumprimento de qualquer das


condições estabelecidas no convênio, neste Termo de Compromisso, assim como
dos termos da Lei nº 11.788, de 25/9/2008, caracteriza vínculo de emprego do
educando com a Escola Concedente) para todos os fins da legislação trabalhista e
previdenciária.

CLÁUSULA OITAVA

No desenvolvimento do estágio ora compromissado caberá ao(à)


ESTAGIÁRIO(A):
a) cumprir, com todo empenho e interesse, toda a programação
estabelecida para a realização do estágio;
b) observar e obedecer às normas internas da Escola Concedente;
c) elaborar e entregar para posterior análise da UFG relatório sobre
seu estágio, na forma, prazo e padrões estabelecidos;
d) desempenhar, de forma eficiente, as demais obrigações
decorrentes da condição de estagiário que lhe são cabíveis.

CLÁUSULA NONA

Será definida entre o professor orientador e o supervisor do estágio a


elaboração de um regulamento de estágio supervisionado que contemple a
sistemática de coordenação, orientação, supervisão e avaliação, para melhor
acompanhamento e funcionamento do estágio.

30
CLÁUSULA DÉCIMA

Qualquer um dos partícipes poderá extinguir este Termo de


Compromisso de Estágio, desde que seja feita a comunicação prévia, por escrito,
com antecedência mínima de vinte dias.

CLÁUSULA DÉCIMA PRMEIRA

Este Termo de Compromisso de Estágio está vinculado ao


Convênio UFG n.º ___/200__, celebrado entre a UFG e a Secretaria de Estado da
Educação de Goiás, tendo como interveniente em Jataí a Escola Concedente,
devidamente identificada acima, onde se encontram disciplinadas as condições de
realização das atividades do estágio. E assim, por estarem de pleno acordo, as
partes assinam este Termo de Compromisso de Estágio em três vias de igual teor e
forma, juntamente com duas testemunhas devidamente qualificadas, que também
o subscrevem, para que produza os legítimos efeitos de direito.

JATAÍ-GO, 03 de março de 2010.

ESTAGIÁRIO(A) CONCEDENTE

Pela UFG:

Nome e cargo do representante da Unidade Acadêmica Interveniente

Testemunhas:

Nome: Nome:

RG: RG:

CPF: CPF:

31