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Capacitação para a Avaliação

de Redações do Enem 2017

Módulo 7
Competência V

FUNDAÇÃO

vunesp
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aplicará todas as medidas legais cabíveis e desligará do processo a pessoa envolvida.

MATERIAL PRODUZIDO POR:


Ana Laura Gonçalves Nakazoni
Cibele Verrangia Correa da Silva
Clóvis Gomes de Oliveira
Deni Kasama
Fernanda Martin Sbroggio
Giovana Dragone Rosseto Antonio
Hélio de Oliveira
Heloisa Rutschmann Fonsechi
Isabel Cristina Domingues Aguiar
Jully Liebl
Kênia Franco
Lucius Provase
Mahara Hebling
Marcela Franco Fossey
Mariana Santos de Assis
Marianna Lima da Silva
Monica Panigassi Vicentini
Renata Andrea da Silva

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SUMÁRIO

1. Introdução .................................................................................................................. 4
2. A avaliação da Competência V ................................................................................ 8
2.1. A Competência V e sua relação com as Competências II e III ..................... 9
2.2. A proposta de Intervenção ................................................................................ 11
2.3. Os Elementos (agente; ação interventiva; modo/meio; efeito) e o
detalhamento................................................................................................................ 15
3. Grade Específica ...................................................................................................... 30
4. Descrição dos níveis................................................................................................ 31
4.1. Nível 0 (nota 0) ...................................................................................................... 31
4.2. Nível 1 (nota 40) .................................................................................................... 34
3.3. Nível 2 (nota 80) .................................................................................................... 39
4.4. Nível 3 (nota 120) ................................................................................................. 42
4.5. Nível 4 (nota 160) ................................................................................................. 44
4.6. Nível 5 (nota 200) ................................................................................................. 48
4.7. Caso Especial: Orações condicionais ............................................................... 50
5. Conclusão ................................................................................................................. 53
6. Referências ............................................................................................................... 54

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1. INTRODUÇÃO

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio – Enem

diferencia-se das provas de produção de texto dissertativo-

argumentativo de outros exames porque exige a elaboração de uma

proposta de intervenção para o problema apresentado pelo tema. Essa

proposição vai ao encontro do que promulgam a Constituição Federal e

a Lei de Diretrizes e Bases – LDB no que tange aos seguintes objetivos

da formação do estudante: o pleno desenvolvimento do educando e seu

preparo para o exercício da cidadania (BRASIL, 1988; 1996).

Os documentos que apresentam orientações específicas para o ensino

de Língua Portuguesa procuram explicitar os caminhos, por meio da

linguagem, para se alcançar esses objetivos. As Orientações Curriculares

para o Ensino Médio – OCEM esclarecem que a atuação na sociedade

“de forma ética e responsável” é uma das capacidades a serem

desenvolvidas nessa etapa (BRASIL, 2006, p. 18). Já nas Orientações

Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais –

PCN+, afirma-se que o ensino de Língua Portuguesa deve prover ao

aluno “meios para ampliar e articular conhecimentos e competências

que possam ser mobilizadas nas inúmeras situações de uso da língua”

(BRASIL, 2002, p. 55) e, nesse âmbito, um conceito a ser desenvolvido,

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juntamente aos de linguagem, gramática, texto etc. é o de protagonismo,

por meio, por exemplo, da produção de um texto dissertativo-

argumentativo em que os estudantes intervêm no problema,

elaborando “propostas articuladas e pertinentes à sua visão da questão”

(p. 62).

É por meio da Competência V da Matriz de Referência para Redação do

Enem que se verifica se o participante demonstra esse protagonismo, ou

seja, se ele construiu, ao longo de sua formação, conhecimentos para a

produção de um texto em que, além de se posicionar de maneira crítica

e argumentar a favor de um ponto de vista, propõe uma intervenção

com o objetivo de solucionar o problema abordado por um tema de

ordem social, científica, cultural ou política. Ao discutir especificamente

essa Competência, a própria Fundamentação Teórico-Metodológica do

Enem aponta que ela trata da realidade e da “capacidade [do

participante] de agir sobre e nessa realidade” (BRASIL, 2005, p. 94).

Segundo a Matriz de Referência, a Competência V determina, então, que

o participante deve “Elaborar proposta de intervenção para o

problema abordado, respeitando os direitos humanos” (BRASIL,

2016, p. 8), o que significa que, ao propor uma intervenção para o

problema, o participante não deve ferir os princípios estabelecidos nas

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Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos,

demonstrando uma forma de atuar na sociedade com ética e

responsabilidade. É oportuno lembrar, porém, que o participante deve

respeitar esses princípios ao longo de todo o texto que produz, e não

apenas na proposta de intervenção.

Neste módulo, estudaremos como a proposta de intervenção elaborada

pelo participante deve ser avaliada no Enem 2017. A Matriz de

Referência, ao tratar da Competência V, relaciona essa proposta com o

tema da prova e com a discussão desenvolvida no texto do participante

e estabelece para sua avaliação uma gradação em seis níveis de nota.

Com base nessa necessidade de gradação, na concepção da Matriz de

uma proposta de intervenção muito bem elaborada e nos textos

produzidos pelos participantes, admitiremos, para a avaliação dos

textos, que a proposta de intervenção deve apresentar quatro

elementos básicos: a AÇÃO INTERVENTIVA; o AGENTE, o MODO/MEIO de

execução dessa ação e seu EFEITO, e ainda um detalhamento da ação

e/ou de seu modo/meio de execução. Nesse sentido, mesmo que o

participante apresente muitas propostas de intervenção em seu texto,

nosso objetivo é avaliar, dentre elas, a proposta mais completa a partir

desses elementos.

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Como veremos, as decisões tomadas para a avaliação da Competência V

no Enem 2017 partem de uma interpretação da Matriz de Referência

para Redação do Enem, com o propósito de trazer mais objetividade

para o processo e, desse modo, uniformidade ao trabalho dos

avaliadores, sem prescindir da qualidade do que foi apresentado pelo

participante.

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2. A AVALIAÇÃO DA COMPETÊNCIA V

A avaliação da Competência V é totalmente pautada na Matriz de

Referência para Redação do Enem, a partir da interpretação dos

conceitos que ela apresenta em cada um dos níveis de distribuição de

nota. Embora a Matriz estabeleça uma avaliação da redação em cinco

competências, vale destacar que o texto é uma unidade de sentido

materializada pela linguagem e, por isso, deve ser avaliado como um

todo.

Nessa avaliação, a Competência V se divide em seis níveis (de zero a

cinco) que, além da construção da proposta de intervenção em si,

contemplam a relação dela com o tema e com a discussão desenvolvida

no texto. Segue a descrição dos níveis de nota estabelecidos pela Matriz

de Referência:

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Competência V
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado,
respeitando os direitos humanos.

Não apresenta proposta de intervenção ou apresenta proposta não


0
relacionada ao tema ou ao assunto.

Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao


1
assunto.

Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao tema,


2
ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto.

Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e


3
articulada à discussão desenvolvida no texto.

Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à


4
discussão desenvolvida no texto.

Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema


5
e articulada à discussão desenvolvida no texto.

2.1. A COMPETÊNCIA V E SUA RELAÇÃO COM AS COMPETÊNCIAS II


E III

Respeitando o conceito de unidade textual, a distribuição dos níveis

estabelecida pela Matriz evidencia o estreito diálogo da Competência V

com as Competências II e III, uma vez que a construção da proposta de

intervenção necessariamente se relaciona à abordagem do tema e do

assunto, aspectos avaliados na Competência II, e à discussão

desenvolvida no texto, aspecto avaliado na Competência III.

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Nos níveis 0 e 1 da Competência V, fica explícita a relação desta com a

abordagem do tema. No nível 0, por exemplo, a Matriz refere-se à

proposta de intervenção não relacionada ao tema nem ao assunto. Isso

significa que, se o texto produzido pelo participante é avaliado como

“fuga ao tema”, é porque este não foi abordado nem mesmo na

proposta de intervenção. Da mesma forma, se o texto explora apenas o

assunto, tangenciando o tema – o que é avaliado na Competência II –,

isso significa que o participante não aborda o tema diretamente nem

mesmo na proposta de intervenção, que será avaliada no nível 1 da

Competência V, por também se relacionar apenas ao assunto.

A partir do nível 2, a proposta de intervenção deve estar relacionada ao

tema. Evidencia-se o diálogo da Competência V com a III, pois, nesse

nível, verifica-se a articulação da proposta de intervenção com a

discussão desenvolvida no texto. Como visto no Módulo 5, a relação

entre as informações, os fatos e as opiniões que compõem o texto diz

respeito ao projeto de texto, que, necessariamente, compreende

também a proposta de intervenção. Verifica-se, portanto, que essa

relação, ou seja, a articulação entre a proposta de intervenção e a

discussão do texto, já é avaliada na Competência III. Esse diálogo entre

as Competências III e V torna evidente o risco de se avaliar um mesmo

aspecto do texto duas vezes e justifica a decisão de que, para a

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Competência V, a articulação entre a discussão desenvolvida no texto e

a proposta de intervenção é evidenciada pela relação desta com o tema.

2.2. A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

Propor uma intervenção para o problema apresentado pelo tema

significa sugerir uma ação que busque, mesmo que minimamente,

enfrentar esse problema. É importante ressaltar que, considerando que

os temas de redação do Enem normalmente abordam problemas

sociais complexos, muitas vezes de difícil resolução, não se espera que o

participante apresente ações que efetivamente os solucionem. Ele pode,

simplesmente, indicar uma ação de intervenção que apenas busque

combater, mitigar a situação.

Para reconhecer a proposta de intervenção no texto, precisamos, então,

identificar o claro desejo do participante de indicar uma ação que

interfira no problema em questão. É preciso buscar propostas com

um caráter interventivo, ou seja, é preciso buscar o desejo de intervir em

uma dada situação a fim de modificá-la. Algumas estruturas linguísticas

evidenciam esse desejo e nos auxiliam na identificação dessa proposta.

É o caso, por exemplo, do verbo modalizador “dever” ou ainda de

algumas construções com o verbo ser + adjetivo, como “é necessário”, “é

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preciso”, “é importante” etc. Observe que, entre outras, essas estruturas

revelam a capacidade do participante de propor algo. Uma estrutura

como “O governo estabelece punições para combater esse problema”

apenas apresenta um fato, uma constatação; enquanto estruturas como

“O governo deve estabelecer punições para combater esse problema”

ou “É necessário que o governo estabeleça punições para combater

esse problema” apresentam a intenção do participante de claramente

propor uma intervenção.

Outro aspecto relacionado à proposta de intervenção a que devemos

nos atentar é que ela não está localizada apenas no parágrafo de

conclusão, como muitas vezes se imagina. Além de compor o que tem se

chamado de “conclusão-solução”, ela pode ainda fazer parte da

argumentação ou até mesmo da introdução do texto. Há temas que,

inclusive, dão margem a isso, como foi o caso do Enem 2016 “Caminhos

para combater a intolerância religiosa no Brasil”, em que a frase temática

já apontava para a necessidade de uma proposta de intervenção com

“caminhos para combater” o problema da intolerância religiosa que

acomete nosso país. A proposta pode constituir todo um parágrafo, ou

ainda aparecer “diluída” em mais de um parágrafo.

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Além disso, alguns participantes, preocupados em garantir uma boa

nota nesta Competência, elaboram praticamente uma lista de propostas

de intervenção, por vezes até abrindo mão do caráter dissertativo-

argumentativo que se espera do texto produzido. Porém, observa-se

que a Matriz de Referência estabelece na Competência V que se deve

“Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado”,

pontuando no nível máximo o texto do participante que “Elabora muito

bem proposta de intervenção, de forma detalhada”. A Matriz não prevê,

portanto, a gradação dos níveis de nota em função da quantidade

de propostas, mas sim em função da qualidade do que é elaborado.

Considerando a necessidade de se determinar essa qualidade e o

constante desafio que é o perfeito alinhamento entre os corretores em

uma avaliação em larga escala, como o Enem, estabelecemos, para a

avaliação da Competência V no Enem 2017, uma Grade Específica,

apoiada à Matriz de Referência para Redação, a partir da contabilização

dos elementos que compõem a proposta de intervenção.

Com o objetivo de interferir no problema apresentado pelo tema, a

proposta de intervenção deve exprimir, minimamente, o que deve ser

feito de maneira ativa. Nesse sentido, a AÇÃO INTERVENTIVA é o elemento

essencial, que auxiliará na identificação dessa proposta, ao qual se

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relacionam o AGENTE indicado para executar essa ação, seu MODO/MEIO

de execução e seu EFEITO, pretendido ou alcançado. São esses os 4

elementos que compõem uma proposta de intervenção, que deve ainda

apresentar um detalhamento da ação e/ou do seu modo/meio de

execução para ser avaliada no nível máximo da Matriz de Referência.

Portanto, a proposta de intervenção muito bem elaborada, de forma

detalhada, é aquela que apresenta os 4 elementos + detalhamento.

Essa concepção de avaliação destaca os elementos que materializam, na

superfície textual, a concretude e, na sua ausência, a vagueza da

proposta de intervenção.

Portanto, a fim de dirimir as ocorrências de textos que apresentam uma

lista de propostas de intervenção e aplicar o que prevê a Matriz,

estabelecemos que, para o Enem 2017, a nota da Competência V não

deve ser atribuída em função da quantidade de propostas, mas sim

pela sua qualidade, que será aferida em função da variedade dos

elementos que apresenta. Dessa forma, se o texto apresentar mais de

uma proposta de intervenção, deve ser avaliada somente a mais

completa delas. Além disso, se uma mesma proposta apresentar algum

elemento repetido (dois agentes, ou dois efeitos, por exemplo), ele

deve ser contabilizado apenas uma vez.

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Para uma avaliação da Competência V com uniformidade e isonomia, é

importante, então, conhecer melhor cada um desses elementos e

verificar como eles se materializam nos textos.

2.3. OS ELEMENTOS (AGENTE; AÇÃO INTERVENTIVA; MODO/MEIO;


EFEITO) E O DETALHAMENTO

Como mencionado anteriormente, a ideia de concretude (não vagueza)

que se espera de uma proposta de intervenção bem elaborada está

ancorada em elementos explicitados textualmente, conforme explicado

a seguir:

AÇÃO INTERVENTIVA é o elemento que diz respeito à ação prática

apontada pelo participante como necessária para a solução do

problema apresentado pelo tema. É a partir da ação que reconhecemos

a intenção de propor uma intervenção para o problema abordado. A

pergunta a ser respondida a fim de identificar essa ação é “O que deve

ser feito?”.

Na avaliação da proposta de intervenção, a ação interventiva equivale a

1 elemento válido, desde que seja factível e tenha caráter interventivo.

Ações que se distanciam desse caráter serão consideradas “elemento

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nulo”, o qual se caracteriza por ser uma tentativa mínima de propor

uma intervenção. Esse elemento não é contabilizado na contagem dos

elementos para atribuição de nível à proposta, pois se trata de uma ação

normalmente pouco interventiva ou pouco prática, situada, geralmente,

no âmbito da conscientização.

São exemplos de AÇÕES consideradas elemento nulo:

1. É/faz-se necessário (ter/tomar) consciência / é importante se conscientizar /


precisam por a mão na consciência / é preciso conscientizar as pessoas
etc.;
2. Temos que prestar atenção / é preciso ficar atento;
3. É preciso ter mais tolerância / adotar uma postura sem preconceitos;
4. Devemos respeitar (aceitar) uns aos outros / nos respeitar como pessoa;
5. Precisam amar / respeitar o próximo / se tornar pessoas melhores;
6. Deve-se viver em harmonia / viver em paz (com Deus);
7. Devemos ter o direito de...

É importante observar que a proposta de conscientização, mesmo

quando relacionada a um agente competente para executar essa ação,

como em “a escola deve conscientizar os jovens sobre a intolerância

religiosa”, ainda deverá ser considerada elemento nulo. Ou seja, a

indicação de um agente a essa ação não é suficiente para que ela seja

considerada um elemento válido.

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Os exemplos desse quadro serão considerados “elemento nulo”

apenas quando se apresentarem como ação interventiva. Em alguns

casos, eles podem ser admitidos como modo/meio ou efeito, como

veremos adiante, porém, nessas situações, devem ser considerados

elementos válidos, pois o caráter de nulidade não se aplica ao

modo/meio, nem ao efeito.

AGENTE é o elemento que diz respeito ao ator social apontado para

executar a ação interventiva que se propõe. Para determinar o agente, o

participante deve considerar o problema abordado pelo tema, sobre o

qual se deseja intervir, e a ação interventiva apresentada. Apesar de os

atores sociais variarem em função do tema e do problema, eles se

enquadram em determinados níveis de ação: individual, familiar,

comunitário, social, político, governamental e mundial. A pergunta a ser

respondida para identificar o agente da ação proposta é “Quem

executa?”.

Cabe aqui destacar que o agente não é, necessariamente, o sujeito da

oração ou, simplesmente, o agente da voz passiva. Mais importante do

que observar a função sintática dos elementos é atentar para os

aspectos semânticos. O avaliador deve observar, sobretudo, quem é

apontado como responsável por executar a ação interventiva proposta,

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independentemente da função sintática que esse ator social esteja

exercendo na oração ou no período. Algumas vezes, inclusive, o agente

e a ação interventiva podem estar em períodos ou até mesmo em

parágrafos diferentes.

Seguem alguns exemplos de como o agente pode aparecer

textualmente expresso:

1. “A justiça deveria aplicar a detenção ou a multa no indivíduo


que feriu a dignidade de outrem...”
2. “Uma solução seria a elaboração de campanhas pela mídia,
conscientizando sobre a intolerância religiosa...”
3. “Uma boa alternativa para evitar esse problema é que o
Estado civil, em parceria com as instituições de ensino,
promovam o acesso livre às diversas religiões...”
4. ”Para solucionar o problema da intolerância religiosa, a
família tem papel decisivo. Deve abolir conceitos
preconcebidos...”
5. “O papel das autoridades é ouvir cada vez mais os
representantes religiosos...”
6. “A fim de buscar caminhos para atenuar a problemática, faz-
se necessário a continuidade dessas denúncias, entretanto,
para facilitar esse canal, como auxílio do Governo Federal,
a criação de um disque-denúncias...”

Na avaliação da proposta de intervenção, o agente equivale a 1

elemento válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam

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identificados em uma mesma proposta. Quando o agente é expresso

por termos que não permitem a precisa identificação do ator social

indicado para execução da ação interventiva, o agente deve ser

considerado “elemento nulo”, o qual não é contabilizado na contagem

dos elementos para atribuição do nível da Matriz.

São AGENTES considerados elemento nulo:

1. Alguém, ninguém, alguns, uns, uns e outros;


2. Nós (oculto ou não), alguns de nós;
3. Verbo no modo imperativo.

Para a correta avaliação do agente, deve-se:

 considerar apenas o agente textualmente explicitado. Não

podemos contabilizar um agente implícito, por mais óbvio que

seja. Por exemplo, se o participante escreve “É necessário criar leis

mais rígidas”, não podemos determinar que o agente é “o

Governo” ou “o Poder Legislativo”, porque não é possível afirmar

que o participante, de fato, sabe quem é o ator social responsável

por executar a ação que ele propõe.

 considerar o agente que, embora não corresponda

especificamente à ação proposta, relaciona-se a ela pelo campo

semântico a que pertence. Por exemplo, em “O Judiciário deve

propor leis mais rígidas”, por mais que saibamos que “o Judiciário”

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não é o agente competente para propor leis, e sim o Poder

Legislativo, entendemos que, para um jovem concluinte do Ensino

Médio, essas competências não estão muito claras. Como ambos

pertencem ao campo semântico do Governo, garante-se a

contabilização desse elemento;

 enviar o texto ao supervisor, quando propostas de intervenção

apresentarem agentes absurdamente incompatíveis com a ação

interventiva, como “As famílias devem mandar prender os

cidadãos que se mostrarem intolerantes”. Na amostra analisada,

não foram encontradas propostas com esse tipo de ocorrência,

mas, caso aconteça, é importante que o supervisor seja

consultado.

MODO/MEIO é o elemento que diz respeito à maneira e/ou aos recursos

pelos quais a ação interventiva é realizada. Esse elemento dialoga

diretamente com a exequibilidade da ação e revela o quanto esta é

plausível e factível, características indispensáveis à proposta de

intervenção. A pergunta a ser respondida para identificar o modo/meio

apontado é “Como se executa / Por meio do quê?”.

Na avaliação da proposta de intervenção, o modo/meio equivale a 1

elemento válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam

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identificados em uma mesma proposta. São estruturas indicativas de

modo/meio:

1. “A mídia pode, por intermédio das propagandas, instigar a


prática de diversos cultos;
2. “Cada indivíduo se insira no seu âmbito como ator social,
denunciando e repudiando essas práticas”.

É importante lembrar que o caráter de nulidade não se refere a esse

elemento. Outro aspecto importante a ser observado é que construções

indicativas da postura que se adota diante de uma determinada ação

interventiva, como “O governo precisa punir os praticantes de intolerância

religiosa com rigor e energia”, NÃO serão consideradas como

modo/meio. Embora esse tipo de construção expresse a circunstância

de modo, ela não se relaciona com a execução prática da ação e ainda é

muito discreta para configurar um elemento válido. Por isso, não deve

ser considerada como modo/meio, mas como detalhamento, como

veremos adiante.

Por fim, ainda é preciso destacar que algumas estruturas podem

parecer modo/meio, mas na verdade referem-se à própria AÇÃO

INTERVENTIVA. É preciso avaliá-las com atenção:

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1. “É necessária a promoção de palestras”.
2. “O governo deve produzir propagandas.”

Note que “promoção de palestras”, assim como “produzir propagandas”,

pode sugerir, de certa forma, o modo/meio de uma ação interventiva

não mencionada. No entanto, em ambos os casos, os trechos

destacados referem-se à ação interventiva propriamente dita, já que o

participante não explicita textualmente outra ação que seria executada

por meio da promoção de palestras ou da produção de propagandas.

Nesses casos em que a ação já parece conter um modo/meio, não

podemos contabilizar dois elementos (a ação e o modo/meio), devemos

considerar apenas o que está textualmente explícito: a AÇÃO INTERVENTIVA.

EFEITO é o elemento que corresponde aos resultados pretendidos ou

alcançados pela ação interventiva proposta. Ele pode vir expresso por

meio de uma estrutura indicativa de finalidade, consequência ou

conclusão. A pergunta a ser respondida para identificar esse elemento é

“Para quê?”.

Na avaliação da proposta de intervenção, o efeito equivale a 1 elemento

válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam

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identificados em uma mesma proposta. São estruturas indicativas de

efeito:

1. "O governo e a população devem promover palestras para


mostrar as diversas religiões";
2. “Uma medida preventiva para combater a intolerância deve
vir através da família, com conversas construtivas e repressão”.
3. “É necessária a criação de campanhas governamentais que
estimulem o respeito para com outras religiões, atingindo,
dessa forma, a população adulta”.
4. “A mídia, como difusora de informações, deve promover
propagandas e ficções com engajamento de conscientização
da população brasileira e assim promovendo melhor
alteração social”.

No Enem 2016, a frase temática “Caminhos para combater a

intolerância religiosa no Brasil” já trazia em si a ideia de finalidade, o

que favoreceu a presença desse efeito na maioria das propostas de

intervenção. Nos textos de 2017, a depender da frase temática, é

possível que esse elemento não seja tão abundante, ou ainda, que talvez

sejam mais recorrentes os efeitos indicativos de consequência e

conclusão.

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É importante, ainda, destacar que não são só as orações adverbiais

finais que indicam uma finalidade. Verbos como visar, objetivar e buscar

têm também esse sentido. Portanto, estruturas na proposta de

intervenção que apresentem o resultado da ação a partir desses verbos

também devem ser consideradas efeito.

Outro ponto importante a ser destacado sobre o efeito é a sua

disposição na proposta de intervenção. É comum o participante iniciar a

proposta de intervenção com esse elemento, normalmente com o

indicativo de finalidade. Não raro, porém, o efeito aparece também no

final da proposta, mas, nessa posição, além da finalidade, são comuns as

construções indicativas de consequência e conclusão. Veja os exemplos

a seguir:

1. “Para combater a intolerância religiosa, o governo precisa propor


medidas punitivas mais enérgicas...”;
2. “Cabe à mídia tornar-se mais imparcial, expondo os fatos em sua
completude, para que as pessoas possam desenvolver valores de
juízo fundamentados e não preconceituosos...”;
3. “Faz-se necessário um estado laico, longe de qualquer preceito
religioso, diminuindo assim o enaltecimento e a influência social
de qualquer religião”;
4. “O governo deve divulgar propagandas nas televisões de canal
aberto, promovendo, portanto, a conscientização da população”.

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Cabe também destacar que um mesmo efeito pode servir a várias

propostas de intervenção. O avaliador deve estar atento a fim de

verificar se, mesmo estando estruturalmente distante da proposta

considerada mais completa (em outro período ou até parágrafo), ele

pode estar semanticamente relacionado a ela, como ocorre nos

exemplos seguintes:

1. “Primeiramente devemos praticar o amor de deus dentro dos

nossos lares, segundo, colocar em prática os valores pelo

próximo em escolas, empresas e órgãos públicos. Precisamos

combater essa violência. Vamos buscar um meio de levar o

amor de Deus de uma forma diferenciada, através de

palestras produtivas, vídeos, usar todos os meios de

comunicação. O intuito é promover a paz entre os seres

humanos”.

2. “Para acabar com esse problema, as famílias devem

respeitar as escolhas religiosas de seus entes; é preciso

também que as escolas ensinem mais sobre todas as religiões

do Brasil, principalmente as africanas. Além disso, o governo

deve fazer campanhas, com propagandas televisivas e nos

rádios, panfletos e cartazes, que mostrem à população sobre

a necessidade de respeitar o próximo”.

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Note que o primeiro exemplo apresenta várias propostas de intervenção

e apenas um efeito, no final, que serve a todas elas. Já o segundo

exemplo introduz suas propostas de intervenção com um único efeito,

que também se refere a todas as ações mencionadas.

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IMPORTANTE!
Algumas construções não nos permitem determinar, com certeza, se o
elemento ao qual se relacionam é MODO/MEIO ou EFEITO. Normalmente,
são as orações reduzidas de gerúndio e sem conjunção que geram essa
ambiguidade. Quando isso acontecer, para não haver dúvida no momento
da avaliação, estabelecemos que esse tipo de construção deve ser
considerado efeito.

Exemplo: “[É importante que] o MEC adicione ao currículo básico das


crianças a matéria de religião ensinando a respeitar e entender
tamanha diversidade que há no Brasil”.

Note que a estrutura destacada “ensinando a respeitar...” não nos permite


saber se a intenção é indicar o modo/meio de execução da ação ou seu
efeito. Nesse caso, portanto, o referido trecho deve ser contabilizado
como efeito.

ATENÇÃO!
Nem todas as estruturas com gerúndio e sem conjunção são ambíguas.
Muitas vezes, o sentido do verbo já indica claramente que a ação se refere
ao modo/meio ou ao efeito.

Exemplo: “As empresas privadas podem contribuir para resolução desse


problema, imprimindo nas embalagens dos produtos, mensagens contra a
intolerância religiosa”.

Note que, embora a estrutura destacada tenha sido construída com


gerúndio e sem conjunção, ela está diretamente associada ao modo/meio
de execução da ação, pois “imprimindo” indica um meio de execução pelo
qual as empresas irão contribuir.

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DETALHAMENTO é um item que não pertence ao grupo dos elementos,

mas revela-se um importante recurso de convergência entre eles e

possui papel fundamental na distinção entre os níveis 3-4 e 4-5.

O detalhamento deve sempre acrescentar informações à AÇÃO

INTERVENTIVA e/ou ao MODO/MEIO de execução e pode vir expresso por

meio de uma justificativa, uma explicação, uma exemplificação, uma

especificação ou, como mencionado anteriormente, pela postura que se

adota. São estruturas indicativas de detalhamento:

1. “A intolerância religiosa precisa e deve ser excluída de nossa


sociedade, pois somos todos humanos e devemos respeitar à
todos...”
2. “Fica clara, portanto, a importância de implementação de
campanhas a nível nacional, cujas quais visem despertar o respeito
a cultura religiosa, através da mídia, que tem grande influência
sob a população, como postos de saúde, escolas, rodoviárias,
entre outros”.
3. “Governo deve aumentar a rigorosidade das leis que facilitam a
denúncia de quem sofre preconceito religioso...”;
4. “O papel das autoridades é ouvir os representantes religiosos e,
através do diálogo, sancionar leis que não embarguem suas
manifestações e proteja-os...”.
5. “Os órgãos de competência responsáveis pelos direitos humanos
deveriam punir, com mais rigidez e cautela, pessoas que praticam
esse tipo de desfeita.”

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FUNDAÇÃO
Módulo 7 | Competência V vunesp
Quando afirmamos que o detalhamento pode vir expresso por meio de

uma justificativa, explicação ou uma especificação, estamos indicando ao

avaliador estruturas linguísticas por meio das quais o detalhamento

normalmente é apresentado, no entanto, para além da identificação da

estrutura sintática, o avaliador deve estar atento ao sentido. Nesse

contexto, a correta identificação do detalhamento, assim como dos

demais elementos, se dá pela consideração da estrutura sintática em

conjunto com os aspectos semânticos que o caracterizam. Isso porque,

especialmente no caso do detalhamento, pode acontecer de uma

determinada estrutura explicativa não ser detalhamento e sim efeito,

por apresentar verbos que indicam finalidade, como já vimos ao tratar

desse elemento. Em “A escola deve instituir palestras educativas, que

visem a conscientização das pessoas sobre a intolerância religiosa”, por

exemplo, o trecho destacado deve ser considerado efeito, e não

detalhamento, já que o verbo visar indica uma finalidade, característica

desse elemento.

Após conhecermos cada um dos elementos e o detalhamento e

observarmos como eles se manifestam textualmente, é importante

saber, agora, como eles se distribuem pelos níveis de notas

estabelecidas pela Matriz de Referência e analisar, a partir de trechos de

textos dos participantes, como podem ser identificados.

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FUNDAÇÃO
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3. GRADE ESPECÍFICA

A partir da identificação dos elementos que compõem a proposta de

intervenção, é possível estabelecer uma Grade Específica para a

avaliação da Competência V do Enem 2017, determinada a partir da

Matriz de Referência para Redação do Enem, com o objetivo de

uniformizar sua interpretação entre os avaliadores de todo o país.

COMPETÊNCIA V
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado,
respeitando os direitos humanos.
 Ausência de proposta OU
0
 Proposta de intervenção não relacionada sequer ao assunto
 Tangenciamento do tema OU
1  Apenas elemento(s) nulo(s) OU
 1 dos elementos válidos
Estruturas condicionais com
2 2 dos elementos válidos
2 ou mais elementos válidos
3 3 dos elementos válidos
 3 dos elementos válidos + detalhamento OU
4
 4 elementos válidos
5 4 elementos válidos + detalhamento

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FUNDAÇÃO
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4. DESCRIÇÃO DOS NÍVEIS

Apresentados os 4 elementos e o detalhamento que servirão de

critério para a atribuição dos níveis de 0 a 5 às propostas de

intervenção, como visto na Grade Específica, precisamos, então,

compreender como estes devem ser contabilizados por nível de nota.

Para tanto, vale lembrar que nos apoiamos na Matriz de Referência e na

descrição de cada um dos elementos e do detalhamento.

4.1. NÍVEL 0 (NOTA 0)

Não apresenta proposta de intervenção ou apresenta proposta não


NÍVEL 0

relacionada ao tema ou ao assunto.

Ausência de proposta OU
Proposta de intervenção não relacionada sequer ao assunto

Há duas situações que permitem a atribuição de nível 0 à Competência

V: o texto não apresenta proposta de intervenção ou apresenta

proposta não relacionada sequer ao assunto.

A proposta de intervenção identificada como não relacionada sequer ao

assunto merece atenção especial! Como já mencionado no item 2.1. A

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FUNDAÇÃO
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COMPETÊNCIA V E SUA RELAÇÃO COM AS COMPETÊNCIAS II E III, se um texto for

avaliado como “fuga ao tema”, é porque nem na proposta de

intervenção se identificou a abordagem temática. Porém, caso um texto

avaliado na Competência II como dentro do tema, ou pelo menos

tangente, apresente uma proposta de intervenção completamente

alheia ao tema ou ao assunto, é preciso verificar, primeiramente, se não

se trata de algum caso de “parte desconectada”, como vimos no Módulo

2 – Situações que levam à nota zero. Descartada essa hipótese, se ainda

se considerar que a proposta não se relaciona sequer ao assunto, o

texto deve ser enviado ao supervisor para uma verificação mais

detalhada.

Outra possibilidade de atribuição desse nível é quando o texto não

apresenta qualquer proposta de intervenção. Já vimos como identificar

essa proposta no texto, no item 2.2. A PROPOSTA DE INTERVENÇÃO. Logo, se

a clara intenção do participante de propor algo não for identificada, ou

seja, se o texto não apresentar uma proposta de intervenção, ele deverá

ser avaliado no nível 0 da Competência V. Veja o exemplo a seguir.

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FUNDAÇÃO
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Exemplo 1

O texto anterior é avaliado no nível 0 porque não apresenta proposta

de intervenção. É importante observar que, ao escrever que

“Atualmente o governo proporcionol um desenvolvimento prático onde

aqueles (...) serão punidos por lei”, o participante se refere a algo que já

aconteceu, ou seja, apresenta apenas um fato, uma informação. Como

não se expressa claramente nesse texto o desejo de propor algo para

interferir no problema, não identificamos, então, a presença de uma

proposta de intervenção.

33
FUNDAÇÃO
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ATENÇÃO!
Precisamos ficar atentos para a “constatação de falta”, como
ocorre em: “O que faltam no Brasil são leis mais rigorosas”.

Embora essa construção possa esbarrar na tentativa de apresentar


uma proposta de intervenção, ela, sozinha, aponta para um
problema e não para sua solução e, por isso, não deve ser
considerada proposta de intervenção. Note que essa construção
aponta para o que falta, e o leitor deve preencher, a partir dessa
falta, com o que seria a proposta de intervenção.

Exemplo: “O que faltam no Brasil são leis mais rigorosas”

Preenchimento do leitor: “É necessário implantar leis mais


rigorosas”.

Construções como “É preciso intensificar a fiscalização dos crimes


de intolerância” e “São necessárias campanhas publicitárias de
combate à intolerância” são propostas de intervenção, ao contrário
da “constatação de falta”, porque ambas apontam para a solução
de um problema.

4.2. NÍVEL 1 (NOTA 40)

Apresenta proposta de intervenção vaga, precária ou relacionada apenas ao


assunto.
NÍVEL 1

Tangenciamento do tema OU
Apenas elemento(s) nulo(s) OU
1 dos elementos válidos

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FUNDAÇÃO
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- Tangenciamento do tema

A proposta relacionada apenas ao assunto é também chamada de

tangencial. Vale lembrar que, se o texto foi considerado tangente na

Competência II, é porque o tema não foi identificado nem mesmo na

proposta de intervenção, que também deve ser avaliada como tangente,

ou seja, nível 1 da Competência V. Mas é preciso atenção, pois um texto

tangente pode, ainda, não conter proposta de intervenção alguma, o

que leva à atribuição de nível 0 nesta Competência.

- Elemento(s) nulo(s) ou 1 elemento válido

Se a proposta de intervenção já estiver relacionada ao tema, devemos

avaliá-la conforme sua construção a partir da variedade dos elementos

que apresenta. Para o nível 1 dessa Competência, a proposta de

intervenção considerada vaga ou precária é aquela que apresenta

somente elemento(s) nulo(s) ou apenas 1 dos elementos válidos.

Portanto, recebe nível 1 na Competência V: a proposta de intervenção

pertencente a um texto tangencial, aquela com apenas elementos

nulos; ou aquela com apenas 1 dos elementos válidos. Veja os

exemplos a seguir:

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FUNDAÇÃO
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Exemplo 2

A proposta de intervenção dessa redação é precária e, portanto,

enquadra-se no nível 1 porque apresenta apenas elementos nulos: o

agente (nós – oculto) e a ação (“precisamos nos conscientizar e respeitar

a todos...”). A redação não se enquadra no nível 0 porque apresenta

uma proposta de intervenção, mesmo que com elementos nulos,

relacionada ao tema. Por outro lado, não se enquadra no nível 2

porque, para isso, deveria apresentar 2 dos elementos válidos.

36
FUNDAÇÃO
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Exemplo 3

Apesar de a redação do exemplo 3 apresentar três propostas, todas são

precárias e, portanto, enquadram-se no nível 1. A primeira delas

apresenta apenas 1 dos elementos válidos, o agente (“as pessoas”), e 1

elemento nulo, a ação (“devem ter o direito de escolher suas crênças”). A

segunda proposta apresenta 1 elemento nulo, o agente (nós - oculto) e 1

elemento válido, a ação (“não devemos concorda”), além de um

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FUNDAÇÃO
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detalhamento, a explicação “pois muitas vezes são atós que agride e

maltrata pessoas ou até mesmo animais”, que só deve ser considerado

para atribuição dos níveis 4 e 5, o que não é o caso aqui ainda.

Por fim, a terceira proposta apresenta 2 elementos nulos, o agente (nós

– oculto) e a ação (“devemos respeitar a aceitar as escolhas de todos”),

além de um detalhamento, a explicação “pois quando nós também

quisermos fazer algumas escolhas que não irá agradar algumas

pessoas...”, que só deve ser considerado para a atribuição dos níveis 4 e

5, ou seja, em propostas com pelo menos 3 dos elementos válidos.

Esse texto não se enquadra no nível 0 porque apresenta proposta de

intervenção já relacionada, pelo menos, ao assunto. Por outro lado, não

se enquadra no nível 2 porque, para ser avaliado nesse nível, precisaria

apresentar 2 dos elementos válidos em, pelo menos, alguma dessas

propostas.

É oportuno destacar a diferença entre “as pessoas devem ter o direito

de escolher sua religião” e “as pessoas têm o direito de escolher sua

religião”. No primeiro trecho, é possível observar a clara intenção de

apresentar uma proposta de intervenção, mesmo que vaga ou precária.

No segundo, há apenas uma constatação acerca dos direitos das

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FUNDAÇÃO
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pessoas, portanto, não há ali uma proposta de intervenção. Como

mencionamos anteriormente, é essencial que nos atentemos às

estruturas utilizadas pelos participantes que explicitam a proposta,

nesse caso, a presença do verbo “dever”.

3.3. NÍVEL 2 (NOTA 80)

Elabora, de forma insuficiente, proposta de intervenção relacionada ao


NÍVEL 2

tema, ou não articulada com a discussão desenvolvida no texto.

2 dos elementos válidos

A proposta de intervenção insuficiente é aquela que apresenta apenas 2

dos elementos válidos. Veja o exemplo a seguir:

Exemplo 4

39
FUNDAÇÃO
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Essa proposta de intervenção é insuficiente e, portanto, enquadra-se no

nível 2 porque apresenta apenas 2 dos elementos válidos: a ação (“ter

leis mais rígidas”) e os efeitos (“para não termos mais casos de

intolerância da religião aqui no nosso país” / “para que as pessoas

pensem bem antes de fazerem algo ou até mesmo usarem a violência

para proteger a sua mesma religião”).

Não se enquadra no nível 1 porque apresenta mais de 1 dos elementos

válidos e também não se enquadra no nível 3 porque, nesse nível, deve

apresentar 3 dos elementos válidos – nesse caso, faltou especificar o

agente ou o modo/meio de execução da ação. É oportuno lembrar que,

mesmo que uma proposta de intervenção apresente um elemento mais

de uma vez, como, nesse caso, dois efeitos, esse elemento deve ser

contabilizado apenas uma vez.

Exemplo 5

40
FUNDAÇÃO
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A proposta de intervenção do exemplo 5 é insuficiente e, portanto,

enquadra-se no nível 2 porque apresenta apenas 2 dos elementos

válidos: o agente (“o governo”) e a ação (“deve começar a elaborar

outras formas de punições ou outros modos de agir com a situação”).

Apesar de apresentar um detalhamento, uma explicação sobre a ação

(“pois isso deve acabar...”), ele não é considerado quando há apenas 2

dos elementos válidos na proposta. Essa redação não se enquadra no

nível 1 porque apresenta mais de 1 dos elementos válidos. Também

não se enquadra no nível 3 porque, para isso, deveria apresentar 3 dos

elementos válidos – nesse caso, faltou especificar o modo/meio de

execução da ação ou seu efeito.

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FUNDAÇÃO
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4.4. NÍVEL 3 (NOTA 120)

Elabora, de forma mediana, proposta de intervenção relacionada ao tema e


NÍVEL 3

articulada à discussão desenvolvida no texto.

3 dos elementos válidos

A proposta de intervenção mediana é aquela que apresenta apenas 3

dos elementos válidos. Veja o exemplo:

Exemplo 6

Essa proposta de intervenção é mediana e, portanto, enquadra-se no

nível 3 porque apresenta apenas 3 dos elementos válidos: o agente

(“o governo”), as ações interventivas (“incentivar a educação religiosa nas

escolas / incentivar as famílias educarem seus filhos”) e o efeito (“para

que eles respeitem a religião das pessoas”). Ela não se enquadra no

nível 2 porque apresenta mais de 2 dos elementos válidos e também

não se enquadra no nível 4 porque não apresenta qualquer

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FUNDAÇÃO
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detalhamento sobre a ação apresentada ou os 4 elementos válidos -

nesse caso, faltou especificar o modo/meio de execução da ação.

Exemplo 7

Esse trecho apresenta quatro propostas de intervenção, das quais as

três primeiras apresentam apenas 2 dos elementos válidos cada uma: o

agente (“as escolas”) e a ação interventiva (“devem ensinar para jovens e

crianças...”); o agente (“A família, até mesmo as próprias religiões e

instituições religiosas”) e a ação interventiva (“devem pregar a aceitação

da crença de cada qual.”); e o agente (“Os três poderes (Judiciário,

Executivo, Legislativo) juntamente ao Estado”) e a ação interventiva

(“devem implementar novas leis.”). A mais completa das propostas,

porém, é mediana e, portanto, enquadra-se no nível 3 porque

apresenta apenas 3 dos elementos válidos: o agente (“a mídia, a

internet, jornais ou qualquer veículo promulgador de informações”), a

ação interventiva (“devem apoiar mais o combate à intolerância religiosa

43
FUNDAÇÃO
Módulo 7 | Competência V vunesp
no país”) e o modo/meio de execução da ação (“criando discursos que

discorram sobre”).

A proposta mais completa não se enquadra no nível 2 porque

apresenta mais de 2 dos elementos válidos. Também não se enquadra

no nível 4 porque não apresenta qualquer detalhamento sobre a ação

e/ou sobre o modo/meio de execução ou os 4 elementos válidos –

nesse caso, faltou apresentar o efeito dessa ação interventiva.

4.5. NÍVEL 4 (NOTA 160)

Elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema e articulada à


NÍVEL 4

discussão desenvolvida no texto.

3 dos elementos válidos + detalhamento OU


os 4 elementos válidos

A proposta de intervenção bem elaborada é aquela que apresenta

apenas 3 dos elementos válidos + detalhamento ou que apresenta os

4 elementos válidos, sem detalhar qualquer um deles.

44
FUNDAÇÃO
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Exemplo 8

Esse exemplo traz quatro propostas de intervenção. A primeira delas

apresenta apenas 2 dos elementos válidos: o agente (“o Brasil”) e a ação

(“deve seguir exemplos do Uruguai”); a segunda e a terceira apresentam

3 dos elementos + detalhamento: o agente (“o Brasil”), a ação

interventiva (“usar a mídia”), o efeito (“para propagandas de aceitação

religiosa”) e o detalhamento da ação (“(como a rede globo) que é uma

forte propagadora de opiniões”) e o agente (“o Brasil”), a ação

interventiva (“aumentar a fiscalização”), o modo/meio (“por meio da

polícia Federal / Estaduais”) e detalhamento do meio de execução (“que

pode fazer monitoramentos em eventos e manifestações religiosas”);

por fim, a última apresenta 2 dos elementos válidos: o agente (o

Governo Brasileiro) e ação (“propagar mais sua laicidade”).

Como vimos, as propostas mais completas são bem elaboradas e,

portanto, enquadram-se no nível 4 porque apresentam apenas 3 dos

45
FUNDAÇÃO
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elementos válidos + detalhamento. Não se enquadram no nível 3

porque, apesar de apresentarem apenas 3 dos elementos válidos, já

trazem um detalhamento, o que garante que sejam avaliadas no nível 4.

Também não se enquadram no nível 5 porque não apresentam os 4

elementos válidos – nesse caso, faltou apresentar, na primeira, o

modo/meio de execução e, na segunda, o efeito.

Exemplo 9

Esse exemplo apresenta quatro propostas de intervenção. A primeira

delas apresenta apenas 1 elementos válido: a ação (“A intolerância

religiosa no Brasil ... deve ser combatida”); a segunda apresenta 3 dos

elementos válidos: o agente (“O Ministério da Educação em consonância

com as escolas de rede pública e privada”), a ação interventiva

(“promovam aulas e debates”) e os efeitos (“a fim de sensibilizar os

docentes e descentes sobre a problemática” / “testemunhar-se-á um

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FUNDAÇÃO
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país mais tolerante as pluralidades na premissa do respeito mútuo”); a

terceira e a quarta apresentam, cada uma, os 4 elementos válidos: o

agente (“o Governo Federal”), a ação interventiva (“crie políticas públicas

de qualidade que solucionem (...) o problema), o modo/meio (“a partir de

programas e propagandas”) e o efeito (“testemunhar-se-á um país mais

tolerante as pluralidades na premissa do respeito mútuo”); e o agente

(“cada indivíduo”), a ação interventiva (“se insera no seu âmbito como

ator social”), o modo/meio de execução da ação (“denunciando e

repudiando essas práticas”) e o mesmo efeito (“testemunhar-se-á um

país mais tolerante as pluralidades na premissa do respeito mútuo”).

Como vimos, as propostas mais completas são bem elaboradas e,

portanto, enquadram-se no nível 4 porque apresentam os 4 elementos

válidos. Não se enquadram no nível 3 porque apresentam mais de 3

dos elementos válidos, também não se enquadram no nível 5 porque

não apresentam qualquer detalhamento sobre as ações propostas e/ou

seu modo/meio de execução.

47
FUNDAÇÃO
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4.6. NÍVEL 5 (NOTA 200)

Elabora muito bem proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao


NÍVEL 5

tema e articulada à discussão desenvolvida no texto.

4 elementos válidos + detalhamento

A proposta de intervenção muito bem elaborada, de forma detalhada, é

aquela que apresenta os 4 elementos válidos + detalhamento. Veja o

exemplo a seguir:

Exemplo 10

Esse exemplo traz uma proposta de intervenção muito bem elaborada e,

portanto, enquadra-se no nível 5 porque apresenta os 4 elementos

válidos + detalhamento: a ação interventiva (“necessidade de

implementação de campanhas a nível nacional”); o agente (“governo

brasileiro”), explicitado com recursos coesivos de retomada; os

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FUNDAÇÃO
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modos/meios de execução (“através da mídia” / “além de cartazes

espalhados ao redor de locais de frequentes circulação” / “lembrando da

importância da conscientização do público infântil nas escolas, a partir

de dinâmicas e trabalhos propostos por professores”); os efeitos (“cujas

quais visem despertar o respeito a cultura religiosa” / “só assim o Brasil

estará preparado para combater a intolerância”); e o detalhamento dos

modos/meios (“que tem grande influência sob a população” / “como

postos de saúde, escolas, rodoviárias, entre outros”).

Esse trecho exemplifica claramente que, na avaliação da proposta de

intervenção, muito mais importante do que identificar os elementos que

devem compô-la, é imprescindível estar atento ao sentido do que se

constrói para a proposta de intervenção. A utilização de recursos

coesivos, por exemplo “tais medidas”, nos permite, nesse caso, dizer que

um mesmo agente “governo brasileiro” está conectado a todos os outros

elementos de uma mesma proposta. Como já vimos, isso pode

acontecer também com os outros elementos. É preciso ficar atento à

construção do texto, pois, do mesmo modo que precisamos identificar

os elementos de uma mesma proposta dispostos em estruturas

diferentes, precisamos também saber quando os elementos que

identificamos não se referem a uma mesma proposta. Por isso

49
FUNDAÇÃO
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avaliamos sempre a proposta mais completa, ou seja, aquela composta

com a maior variedade dos elementos.

4.7. CASO ESPECIAL: ORAÇÕES CONDICIONAIS

A proposta de intervenção construída a partir de uma oração

condicional é considerada insuficiente e, por isso, deve ter sua nota

limitada ao nível 2. Dessa forma, ainda que apresente mais de 2 dos

elementos válidos, essa proposta não pode ultrapassar esse nível. Vale

destacar que, se tal proposta atender apenas às condições de nível 1,

deve, então, receber essa nota.

Exemplo 11

Exemplo 12

50
FUNDAÇÃO
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Apesar de as propostas dos exemplos 11 e 12 apresentarem mais de 2

dos elementos válidos, os participantes utilizaram uma estrutura

condicional para expor uma possibilidade de intervenção, o que

entendemos como uma proposta de intervenção insuficiente. Por isso, o

texto deve ser avaliado no nível 2.

IMPORTANTE!
Para efeito de uniformização, são consideradas propostas
construídas a partir de orações condicionais aquelas que
expressam, indubitavelmente, uma condição, por meio das
orações subordinadas adverbiais condicionais desenvolvidas,
com as conjunções próprias (se, caso, desde que etc.).

As estruturas reduzidas de gerúndio que possam se referir a


uma oração condicional não serão avaliadas como tal,
justamente pela classificação múltipla desse tipo de estrutura,
que dá margem a outras interpretações.

É preciso ficarmos atentos também ao fato de que não são todas as

orações condicionais que apresentam uma proposta de intervenção.

Para que seja de fato uma proposta interventiva, é preciso que ela

expresse o claro desejo do participante de sugerir algo para enfrentar o

problema abordado pelo tema. Isso não acontece, por exemplo, em

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FUNDAÇÃO
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orações condicionais com o verbo no pretérito mais-que-perfeito,

conforme ilustra o exemplo a seguir.

Exemplo 13

Apesar de esse exemplo apresentar uma oração condicional, não se

identifica, nesse trecho, o claro desejo de se propor algo para intervir no

problema. O verbo empregado, “tivessem passado”, está no pretérito

mais-que-perfeito composto do subjuntivo, o que evidencia que não se

trata de uma proposta de intervenção para enfrentar o problema da

intolerância religiosa. Ao contrário, trata-se de algo que, na opinião do

participante, deveria ter sido feito no passado e nos privaria de

enfrentar o problema da intolerância religiosa.

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FUNDAÇÃO
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5. CONCLUSÃO
Vale a pena retomar, então, que a proposta de intervenção do texto

deve ser avaliada por sua composição a partir dos 4 elementos (AGENTE;

AÇÃO INTERVENTIVA; MODO/MEIO; e EFEITO) + detalhamento, que pode

estar relacionado à ação ou ao modo/meio apresentados.

 Agente¹: quem executa a ação (quem?). ¹Agentes considerados elemento nulo


 Ação interventiva²: a ação proposta para
(Elemento nulo não é contabilizado na contagem
intervir no problema (o que deve ser feito?).
dos elementos)
 Modo/Meio: a maneira ou o recurso
1. Alguém, ninguém, alguns, uns, uns e outros;
pelo qual se executa a ação (por
2. Nós (oculto ou não), alguns de nós;
meio do quê? / como?).
3. Verbo no imperativo.
 Efeito: o objetivo / a finalidade / a
consequência / a conclusão previstos ou
²Ações consideradas elemento nulo
alcançados (para quê?).

* Detalhamento: uma justificativa, uma (Elemento nulo não é contabilizado na contagem


explicação, uma exemplificação, uma dos elementos)
especificação, ou a postura que se adota com 1. É/faz-se necessário (ter/tomar) consciência / é
relação à ação interventiva e/ou ao modo/meio importante se conscientizar / precisam por a
de execução. Pode ser expresso, por exemplo, mão na consciência / precisa conscientizar as
por orações/estruturas explicativas, pessoas etc.
justificativas e de exemplificação e por 2. Temos que prestar atenção / é preciso ficar
adjuntos adverbiais de modo. atento;
3. É preciso ter mais tolerância;
4. Respeitar uns aos outros/nos respeitar como
pessoa;
5. Precisam amar/respeitar o próximo / se
EFEITOS
tornar pessoas melhores;
6. Deve-se viver em harmonia / adotar uma
postura sem preconceitos.
AGENTE MODO/MEIO 7. Devemos ter o direito de...

detalhamento
AÇÃO
INTERVENTIV
detalhamento

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6. REFERÊNCIAS

ABREU, R. N. Exercício da cidadania e direitos humanos – as funções da

Competência V na redação do Enem. In: GARCEZ, L. H. C.; CORRÊA, V. R.

(Orgs.) Textos dissertativo-argumentativos: subsídios para

qualificação de avaliadores. Brasília: Cebraspe, 2016.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. 1988. Disponível

em:<http://

www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>.

______. Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e

bases da educação nacional. 1966. Disponível em:

<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>.

______. PCN+ Ensino Médio: Orientações Educacionais Complementares

aos Parâmetros Curriculares Nacionais: Linguagens, Códigos e suas

Tecnologias. Brasília: MEC/SEMTEC, 2002. Disponível em:

<http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/linguagens02.pdf>.

54
FUNDAÇÃO
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______. Orientações Curriculares para o Ensino Médio: Linguagens,

Códigos e suas Tecnologias. Brasília: MEC/SEB, 2006. Disponível em:

http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_01_internet.pdf.

______. Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): Fundamentação

Teórico-Metodológica. Brasília: O Instituto, 2005. Disponível em:

<http://www.publicacoes.inep.gov.br/portal/download/407>.

______. Redação no Enem 2016: cartilha do participante. Brasília:

MEC/INEP/DAEB, 2016. Disponível em:

<http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/

2016/manual_de_redacao_do_enem_2016.pdf>.

KURY, A. G. Novas Lições de Análise Sintática. São Paulo: Ática, 2008.

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FUNDAÇÃO

vunesp
Excelência em Concursos, Vestibulares e Avaliações

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