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Projecto de Decreto-Lei

Foram observados os procedimentos da Lei nº 23/98, de 26 de Maio,


Assim:
Nos termos da alínea a) do art.198º da Constituição e dos artigos 101º e 112º da Lei
nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, O Governo decreta o seguinte:

Capítulo I
Objecto e âmbito

Artigo 1º
Objecto e âmbito

O presente diploma define o estatuto dos trabalhadores da Direcção-Geral das


Alfândegas e dos Impostos Especiais sobre o Consumo e procede à conversão das
actuais carreiras de regime especial, previstas no Decreto-Lei nº 274/90, de 7 de
Setembro, em carreiras especiais.

Capitulo II
Pessoal dirigente e de chefia

Artigo 2º
Pessoal dirigente

1 - O provimento dos cargos de direcção superior e dos cargos de direcção


intermédia é feito nos termos da lei geral, sem prejuízo do disposto no número
seguinte.
2 – Os directores das alfândegas e os directores de serviço das áreas aduaneira,
fiscal e de antifraude são recrutados de entre verificadores superiores aduaneiros,
no mínimo com nove anos na carreira.
3 – Os chefes de divisão das áreas aduaneira, fiscal e antifraude são recrutados de
entre verificadores superiores aduaneiros, no mínimo com seis anos na carreira.

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Artigo 3º
Director de alfândega-adjunto, chefe de delegação e coordenador de posto ou de
núcleo

1 – Os directores de alfândega-adjuntos são designados, de entre verificadores


superiores aduaneiros, com pelo menos cinco anos na carreira, por despacho do
director-geral, independentemente de qualquer outra formalidade, mediante
proposta do respectivo director de alfândega, pelo período de um ano,
automaticamente renovável por iguais períodos, excepto se o interessado ou o
director da alfândega, com a antecedência mínima de 30 dias relativamente ao
termo do período inicial do ano ou das sucessivas renovações, manifestarem
expressamente a vontade de o não renovar.
2 – O director de alfândega-adjunto substitui o director da alfândega nas suas
faltas e impedimentos e dispõe da competência que lhe for expressamente
delegada ou subdelegada.
3 – A designação dos chefes de delegação aduaneira e de coordenadores de posto
aduaneiro é feita, nos termos previstos no nº1, de entre verificadores superiores
aduaneiros, sob proposta do director da alfândega.
4 - A designação dos coordenadores de núcleo é feita, nos termos do nº1, de entre
verificadores superiores aduaneiros e técnicos superiores, consoante a natureza
funcional em causa, sob proposta do director de alfândega ou do dirigente de
direcção intermédia no caso dos serviços centrais, sendo os mesmos responsáveis
pela prossecução das competências cometidas ao respectivo núcleo no despacho
que proceder à sua criação.
5 - Sem prejuízo do disposto na parte final do nº1, a designação do director de
alfândega-adjunto, chefe de delegação, coordenador de posto e coordenador de
núcleo caduca automaticamente com a cessação de funções do director da
alfândega ou do dirigente que fez a proposta de designação.

Artigo 4º
Avaliação de desempenho dos dirigentes

1 - A avaliação de desempenho dos dirigentes superiores e dos dirigentes


intermédios é feita nos termos da lei geral, com as adaptações introduzidas pela
portaria a que se refere o artigo 11º do presente diploma.

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2 – A avaliação dos titulares dos cargos de chefia e de coordenação a que se refere
o artigo anterior é feita nos termos da portaria prevista no artigo 11 do presente
diploma.

Capítulo III
Carreiras especiais

Artigo 5º
Carreiras especiais

São carreiras especiais:


a) Verificador superior aduaneiro;
b) Verificador aduaneiro.

Artigo 6º
Grau de complexidade

As carreiras previstas no artigo anterior são, respectivamente, de grau 3 e grau 2


de complexidade funcional.

Artigo 7º
Estrutura das carreiras

1 – A carreira de verificador superior aduaneiro é pluricategorial, e a de verificador


aduaneiro unicategorial.
2 – A identificação das categorias, conteúdos funcionais, grau de complexidade
funcional e número de posições remuneratórias constam do anexo I ao presente
diploma, de que é parte integrante.

Artigo 8º
Carreira de verificador superior aduaneiro
1 – O acesso à categoria de reverificador superior aduaneiro depende da previsão
nos mapas de pessoal dos correspondentes postos de trabalho e é feito, de entre
verificadores superiores aduaneiros com, pelo menos, 9 anos na categoria e com,

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pelo menos, uma avaliação de Desempenho excelente nos três anos imediatamente
anteriores, através de procedimento concursal, cujos métodos de selecção incluem
obrigatoriamente provas de conhecimentos, destinadas a avaliar as competências
técnicas necessárias ao exercício das funções.
2 – O recrutamento para a categoria de verificador superior aduaneiro é feito
através de procedimento concursal, nos termos da lei geral, de entre titulares de
licenciatura adequada ao postos de trabalho a ocupar.
3 – O período experimental nas categorias de reverificador superior aduaneiro e
verificador superior aduaneiro tem a duração de um ano, durante o qual será
ministrada formação, teórica e prática, por período de seis meses.
4 – Os trabalhadores titulares da carreira de verificador aduaneiro que venham a
ingressar na categoria de verificador superior aduaneiro não estão dispensados do
procedimento concursal nem do período experimental.

Artigo 9º
Carreira de verificador aduaneiro

1 – O recrutamento para a categoria de verificador aduaneiro é feito através de


procedimento concursal, nos termos da lei geral, de entre titulares do 12º ano de
escolaridade ou equivalente.
2 – O período experimental tem a duração de um ano durante o qual será
ministrada formação, teórica e pratica, por período nunca inferior a seis meses.

Artigo 10º
Período experimental

Sem prejuízo do disposto na lei geral, o período experimental previsto nos artigos
8º e 9º é objecto de regulamentação a aprovar por despacho do membro do
Governo respectivo e do responsável pela Administração Pública.

Artigo 11º
Avaliação de desempenho

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A avaliação de desempenho dos trabalhadores integrados nas carreiras de
verificador superior aduaneiro e verificador aduaneiro consta de portaria, a aprovar
nos termos do disposto no artigo 3º da Lei nº 66-B/2007, de 28 de Dezembro.

Capítulo IV
Condições de trabalho e do exercício das funções

Artigo 12º
Disponibilidade permanente

Sem prejuízo do disposto na lei geral relativa a horários e duração de trabalho, e à


prestação de trabalho em regime de turnos, os trabalhadores pertencentes às
carreiras especiais, ainda que se encontrem providos em cargos de chefia ou de
coordenação, desempenham as suas funções em regime de disponibilidade
permanente, não havendo lugar ao pagamento de qualquer compensação por
trabalho extraordinário, nocturno, em dias de descanso semanal e feriados.

Artigo 13º
Outras condições de trabalho

1 – Aos trabalhadores referidos no artigo anterior bem como os titulares dos cargos
dirigentes, de chefia e de coordenação, pode ainda ser imposto o regime de
prevenção.
2 - A regulamentação do regime de prevenção é fixada por portaria do Ministro de
Estado e das Finanças.
3 - Os trabalhadores designados para a realização de serviços extraordinários a
requerimento das partes, que são sempre realizados fora das horas normais de
expediente, quer sejam ou não efectuados nas estâncias aduaneiras, não têm
direito a qualquer compensação remuneratória.

Artigo 14º
Garantias do exercício das actividades aduaneira e fiscal

1 – Os trabalhadores das carreiras especiais, bem como os titulares dos cargos


dirigentes das áreas aduaneira, fiscal e de antifraude e dos cargos de chefia e de

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coordenação, são considerados, para todos os efeitos legais, permanentemente
investidos em funções de carácter aduaneiro e fiscal.
2 – No exercício das suas funções os trabalhadores gozam das seguintes
prerrogativas:
a) Direito de acesso e livre transito nas gares de caminho de ferro, estações
e cais de embarque, docas, marinas, aeródromos, aeroportos, navios, comboios,
aeronaves e quaisquer outros veículos, bem como em quaisquer locais sujeitos a
controlo aduaneiro, mediante a simples exibição da respectiva identificação
profissional, sem prejuízo de aplicação de medidas especiais em matéria de
segurança;
b) Utilizar nos locais de trabalho em quaisquer empresas públicas ou
privadas ou demais entidades públicas ou privadas, por cedência dos respectivos
responsáveis, instalações adequadas ao exercício das funções, em condições de
dignidade e eficácia;
c) Obter das entidades referidas na alínea anterior a cedência de material e
equipamento próprio, designadamente informático, cuja falta impossibilite ou
dificulte o adequado exercício daquelas funções, bem como a colaboração do
pessoal que se mostre indispensável;
d) Proceder ao exame de quaisquer elementos em poder daquelas entidades
ou obter o seu fornecimento quando se mostrem indispensáveis à realização das
tarefas que legalmente lhes competirem, designadamente, se estas respeitarem a
exames às escritas, inquéritos, perícias, medições, contagens e colheitas de
amostras para exames laboratoriais e outras averiguações necessárias ao controlos
aduaneiro e fiscal;
e) Requisitar às autoridades civis e militares a colaboração que se mostre
necessária ao exercício das suas funções, designadamente, nos casos de resistência
a esse exercício por parte dos destinatários;
f) Proceder nos termos da lei à selagem, retenção ou apreensão de meios de
transporte, mercadorias ou bens pessoais, objecto da prática de crime ou que
constituam instrumentos para a sua consumação, bem como à selagem de
quaisquer instalações ou dependências, à apreensão, requisição ou reprodução de
documentos em poder de empresas, pessoas ou serviços objecto de qualquer
diligência, quando isto se mostre indispensável à sua realização, elaborando os
competentes autos;
3 - Aqueles que por qualquer forma dificultarem ou se opuserem ao cabal
desempenho das funções a que por lei os trabalhadores estejam obrigados,
incorrem no crime de desobediência previsto na lei penal, além da responsabilidade
disciplinar a que haja lugar.

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4 - Para efeitos do disposto no número anterior, os trabalhadores participarão, por
intermédio dos serviços, ao Ministério Público, a recusa de quaisquer informações
ou elementos solicitados nas condições da alínea c) do nº2, bem como a falta
injustificada de colaboração solicitada ao abrigo das alíneas b) e d) do mesmo
número.
5 – Os trabalhadores podem, ainda, nos termos a regulamentar, ter direito à
detenção, uso e porte de arma, quando no exercício de acções de controlo,
designadamente, de investigação criminal, de fiscalização, inspecção, vigilância e
seguimento.
6 – O diploma previsto no número anterior define as condições de aquisição,
atribuição, detenção, uso e porte de arma, bem como a necessária formação e a
respectiva responsabilidade civil.
7 - Os trabalhadores estão também autorizados, sem prejuízo do disposto no
Regime Geral das Infracções Tributárias em matéria de crimes tributários e noutros
diplomas especiais no que respeita a outros crimes nos quais a DGAIEC tem
intervenção, a proceder à detenção em flagrante delito nos casos de injúria e de
ofensa à integridade física contra eles praticados, no exercício das suas funções ou
por causa delas, aplicando-se nestes casos o disposto no artigo 255º do Código do
Processo Penal.

Artigo 15º
Deveres especiais

Além dos deveres gerais constantes da lei inerentes ao exercício da função pública,
os trabalhadores das carreiras previstas no artigo 5º devem:
a) Zelar pela defesa da segurança e saúde pública, ambiente e património
cultural, protecção e segurança de pessoas e bens, bem como dos meios de
transporte utilizados no comércio internacional;
b) Actuar em matéria aduaneira, fiscal e económica de forma a garantir a
protecção da economia e a prossecução dos princípios de justiça tributária, bem
como da protecção da cadeia logística do comércio internacional;
c) Participar todos os factos e actos de que tenham conhecimento que
ponham em causa os interesses financeiros, económicos e de segurança do País.
d) Assegurar no âmbito das funções de investigação e de repressão de
ilícitos aduaneiros e fiscais, todas as garantias de defesa dos cidadãos;
e) Cooperar com outras entidades, designadamente policiais, nacionais ou
estrangeiras, de forma a garantir não só a segurança de pessoas e bens, como

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também a defesa dos interesses económicos, financeiros e de segurança do país, e
ainda a protecção da cultura, da propriedade industrial e intelectual, da saúde
pública e do ambiente.
f) Não retirar das estâncias aduaneiras qualquer mercadoria, mesmo que
tenha sido abandonada, nem aceitar qualquer mercadoria oferecida pelos seus
proprietários ou representantes.
g) Conduzir no exercício das suas funções, designadamente nos casos de
investigação criminal, inspecção e fiscalização, os veículos do Estado afectos à
DGAIEC.

Artigo 16º
Incompatibilidades

1 - Para além da sujeição a outras proibições e incompatibilidades consignadas na


lei, é ainda vedado aos trabalhadores das carreiras especiais:
a) Desempenhar, ainda que por interposta pessoa, qualquer actividade
susceptível de afectar a isenção e o prestígio exigidos no exercício das respectivas
funções;
b) Exercer advocacia, consultadoria e procuradoria em assuntos que digam
respeito às atribuições e missão da DGAIEC;
c) Exercer qualquer ramo de comércio ou indústria, por si ou por interposta
pessoa que, por qualquer forma seja susceptível de interferir com o âmbito de
intervenção da DGAIEC;
d) Arrematar, directamente ou por interposta pessoa, qualquer objecto ou
mercadoria nos leilões realizados pela DGAIEC;
2 - Aos trabalhadores que cessem definitivamente funções ou que suspendam o
exercício de funções na DGAIEC, designadamente, por cedência de interesse
público, comissão de serviço noutro órgão ou serviço e mobilidade entre órgãos ou
serviços diferentes ou em resultado do gozo de licenças sem remuneração previstas
na lei, é aplicável, durante o período de três anos a contar da data do início de
qualquer uma daquelas situações, o disposto nas alíneas b) e c) do nº 1.

Artigo 17º
Identificação

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1 - A identificação dos trabalhadores pertencentes às carreiras especiais bem como
dos titulares dos cargos de direcção superior e dos titulares dos cargos de direcção
intermédia das áreas aduaneira, fiscal e de antifraude faz-se através de cartão de
identificação de modelo a aprovar por portaria do Ministro de Estado e das
Finanças, que devem exibir, sempre que solicitado, no exercício das suas funções
2 – A identificação dos trabalhadores referidos no número anterior pode ainda ser
feita mediante a exibição de crachá, cujo modelo e condições de atribuição são
aprovados por portaria do Ministro de Estado e das Finanças.
3 - Os trabalhadores devem devolver o respectivo cartão de identificação e o
crachá, nos casos em que este é atribuído, nas seguintes situações:
a) Quando cessam definitivamente funções na DGAIEC, por qualquer das
formas legalmente previstas;
b) Quando suspendem o exercício efectivo de funções na DGAIEC,
designadamente, nas situações de comissão de serviço noutro órgão ou
serviço, cedência por interesse público e de mobilidade entre órgãos ou
serviços diferentes;
c) Nas situações de licença sem remuneração previstas na lei geral.
4 – Os trabalhadores que, a qualquer titulo, prestam atendimento ao público ou,
que de qualquer outro modo se relacionem com este, são obrigados ao uso de placa
de identificação, segundo modelo e condições de uso a definir na portaria a que se
refere o nº1.
5 – O disposto no nº3 do presente artigo é aplicável às placas de identificação

Artigo 18º
Uniformes

1 – Podem ser obrigados ao uso de uniforme, a fornecer pela DGAIEC, os


trabalhadores das carreiras especiais que executem as seguintes funções:
a) Revisão das bagagens e outras mercadorias transportadas por ou em
viajantes;
b) Fiscalizações e inspecções a meios de transporte.
2 - O modelo, as condições de atribuição, renovação e uso, bem como de
durabilidade do uniforme são definidos em portaria do Ministro de Estado e das
Finanças.

Capítulo V

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Sistema retributivo

Artigo 19º
Níveis remuneratórios

1 – As remunerações dos cargos dirigentes constam do anexo II ao presente


diploma que dele faz parte integrante.
2.- Os níveis remuneratórios correspondentes às posições remuneratórias das
carreiras especiais previstas no presente diploma constam de decreto-
regulamentar.

Artigo 20º
Posicionamento remuneratório em caso de promoção

No caso de acesso à categoria de reverificador superior aduaneiro, o


posicionamento remuneratório faz-se para a posição remuneratória a que
corresponda nível remuneratório imediatamente superior aquele que o trabalhador
já detém.

Artigo 21º
Compensação de desempenho

1 - Aos titulares dos cargos de director geral e subdirector-geral, desde que sejam
alcançados os objectivos fixados para a DGAIEC, é mantido, mensalmente, uma
compensação de desempenho de montante igual, respectivamente, a ..% e ..%
sobre a respectiva remuneração base.
2 - Aos titulares dos cargos de direcção intermédia e aos trabalhadores das
carreiras especiais, no mínimo com avaliação de Desempenho adequado, no ano
anterior, e desde que sejam atingidos os objectivos fixados no respectivo plano de
actividades para a DGAIEC, é mantida uma compensação de desempenho, com os
seguintes montantes pecuniários mensais:
a) Cargos de direcção intermédia de 1º e 2º graus – o que resultar,
respectivamente, da aplicação da percentagem ..% e ..%. sobre as
correspondentes remunerações base;
b) Cargos de chefia e de coordenação e carreira de verificador superior
aduaneiro – o que resultar da aplicação às respectivas remunerações base da
percentagem de 22%.

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c) Carreira de verificador aduaneiro – o que resultar da aplicação às
respectivas remunerações base da percentagem de 18%
3 – Os montantes da compensação de desempenho previstos no número anterior
podem ser elevados em função dos resultados obtidos pela DGAIEC no ano
anterior, mediante despacho do Ministro de Estado e das Finanças.
4 – Os montantes da compensação de desempenho previstos no nº2 são majorados
em 5% e 10%, nos casos de atribuição, respectivamente, de avaliação de
Desempenho relevante e de Desempenho excelente, no ano imediatamente
anterior.
5 – A majoração a que se refere o número anterior é abonada durante o ano
seguinte àquele a que se reporta a avaliação de desempenho que determinou a sua
atribuição, com efeitos a partir do dia 1 de Janeiro, findo o qual será mantida ou
alterada em função da avaliação que o trabalhador obtiver nesse ano.
6 – A compensação de desempenho prevista no presente artigo é paga em 12
mensalidades e afasta a atribuição dos prémios de desempenho previstos na lei
geral.
7 - Sobre a compensação de desempenho incidem os descontos obrigatórios para a
Caixa Geral de Aposentações ou para a Segurança Social.

Artigo 22º
Condições de atribuição da compensação de desempenho

1 – A compensação de desempenho prevista no artigo anterior só é devida


enquanto se verificar o exercício efectivo de funções na DGAIEC, salvo nos casos
em que os dirigentes ou os trabalhadores forem designados como representantes
desta ou do Ministério das Finanças e da Administração Pública, designadamente
em comissões ou grupos de trabalho sob tutela de outro ministério, sem prejuízo
do disposto no número seguinte.
2 – Mantêm o direito à compensação de desempenho os trabalhadores da DGAIEC
que se encontrem a desempenhar funções nos gabinetes dos membros do Governo,
desde que não recebam pelas funções desempenhadas quaisquer remunerações
certas e permanentes pagas pelos respectivos orçamentos.
3 – Não têm direito ao prémio de desempenho os trabalhadores que prestem
serviço na DGAIEC em regime de cedência de interesse público ou em situação de
mobilidade entre órgãos ou serviços, nos termos da lei geral, e durante o período
experimental.

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4 – A compensação de desempenho perde-se nas situações de faltas ao serviço por
motivo de doença, quando estas excedam dez dias, por ano, seguidos ou
interpolados, com excepção das situações de internamento superior a 24 horas e
das faltas por doença prolongada previstas no artigo 49º do Decreto-Lei nº 100/99,
de 31 de Março.
5 – As faltas a que se refere o artigo 64º do Decreto-Lei nº 100/99, de 31 de
Março, implicam a perda total do direito à compensação de desempenho, sem
prejuízo de poder ser reparada se se verificar o condicionalismo previsto no nº 2 do
mesmo artigo.
6 – O disposto no número anterior é aplicável, com as necessárias adaptações, aos
casos de suspensão preventiva de funções determinada em processo disciplinar.

Artigo 23º
Compensação pelo exercício de funções de chefia ou de coordenação

1 – Pelo exercício de funções de chefia ou de coordenação, consoante os casos, os


directores de alfândega-adjuntos, os chefe de delegação aduaneira, os
coordenadores de posto aduaneiro, e os coordenadores de núcleos criados por
despacho do Director-Geral têm direito a um acréscimo remuneratório, de
montante igual a 25% do montante pecuniário correspondente ao primeiro nível
remuneratório da tabela remuneratória única, até ao limite do estatuto
remuneratório de chefe de divisão na DGAIEC.
2 – O acréscimo remuneratório previsto no número anterior é considerado
remuneração base para todos os efeitos legais e é cumulável com a compensação
de desempenho prevista no presente diploma para a sua categoria de origem.

Artigo 24º
Suplementos remuneratórios

1 – Os titulares dos cargos de direcção superior e de direcção intermédia têm


direito às despesas de representação nos termos da lei geral
2 – Aos trabalhadores podem, ainda, ser atribuídos, em função das particularidades
da actividade desenvolvida, da prestação de trabalho por turnos e dos locais onde
exercem a sua actividade, os seguintes suplementos remuneratórios:
a) Abono para falhas;
b) Subsídio de turno;

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c) Suplemento de insularidade.
3 - Sobre o suplemento previsto na alínea b) do número anterior incidem descontos
para a Caixa Geral de Aposentações ou para a Segurança Social.

Artigo 25º
Abono para falhas

Têm direito a abono para falhas os trabalhadores que exerçam funções de


tesouraria, de caixa ou que estejam em qualquer outra situação prevista na lei
geral que confira o direito àquele abono.

Artigo 26º
Subsídio por turno

Os trabalhadores que desempenham funções em regime de trabalho por turnos tem


direito à atribuição de subsídio de turno, nos termos da lei geral e do regulamento
de horários da DGAIEC a aprovar por despacho do director-geral

Artigo 27º
Subsídio de insularidade

1 - Têm direito ao subsídio de insularidade os trabalhadores que exerçam funções


nos serviços desconcentrados da DGAIEC nas Regiões Autónomas dos Açores e da
Madeira.
2 – O montante, as condições de atribuição e o pagamento do subsídio de
insularidade obedece ao disposto na legislação sobre esta matéria vigente nas
respectivas Regiões Autónomas.
3 – O subsídio de insularidade não é cumulável com o subsídio de deslocação por
conveniência de serviço previsto no artigo 35º, excepto nos casos em que a
deslocação temporária excede o limite de um ano.

CAPITULO VI
Colocação e mobilidade

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Artigo 28º
Colocação

1 - Sempre que se proceda à admissão de trabalhadores para as carreiras


especiais, a sua colocação nos serviços centrais e nos serviços desconcentrados
será feita por despacho do director-geral, tendo em conta as necessidades dos
serviços e os respectivos mapas de pessoal, ficando tais trabalhadores, durante um
ano, em período experimental.
2 - O disposto no número anterior aplica-se igualmente aos trabalhadores que já
possuam um contrato por tempo indeterminado com a DGAIEC e que através de
procedimento concursal ingressam numa das carreiras especiais, ou sendo titular
da carreira de verificador aduaneiro ingressem na carreira de verificador superior
aduaneiro.
3 - Não há lugar à atribuição do subsídio de deslocação previsto no artigo 34º, aos
trabalhadores da DGAIEC que por aplicação do disposto no nº 2 do presente artigo
mudem de local de trabalho.
4 – Nos casos de reorganização ou reestruturação dos serviços a colocação dos
respectivos trabalhadores é feita por despacho do director-geral, sendo-lhes
aplicável o disposto no número anterior, excepto se a nova localidade distar mais
de 60Km, caso em que têm direito, no momento da colocação, a um subsidio fixo,
de montante igual a sessenta dias de ajudas de custo.

Artigo 29º
Instrumentos de mobilidade interna

1 - São instrumentos de mobilidade interna entre as diversas unidades orgânicas da


DGAIEC: a rotação, a deslocação e a deslocação temporária.
2 - Os instrumentos de mobilidade interna previstos no número anterior só são
aplicáveis após o trabalhador ter sido previamente colocado nos termos do artigo
anterior.
3 – O director-geral pode delegar a aplicação dos instrumentos de mobilidade no
subdirector-geral com competência delegada na área dos recursos humanos.

Artigo 30º
Rotação

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A rotação, cujo regime é definido por despacho do director-geral, consiste na
mudança simultânea de trabalhadores entre vários serviços situados na mesma
localidade.

Artigo 31º
Deslocação

1 - A deslocação consiste na ocupação de novo posto de trabalho em serviço


situado na mesma localidade ou em localidade diferente daquela em que o
trabalhador se encontra a exercer funções.
2 – A deslocação dentro da mesma localidade é feita por interesse exclusivo do
serviço e não carece da anuência do trabalhador objecto da deslocação.
3 - A deslocação para localidade diferente é feita a pedido do trabalhador ou por
permuta.
4 – Para efeitos do disposto no número anterior, poderão ser divulgados através de
aviso na Intranet, os locais onde existem postos de trabalho que possam ser
ocupados.
5 – A deslocação a que se refere o nº 3 só será autorizada se não houver
inconveniente para o serviço onde o trabalhador está colocado e existir necessidade
no serviço de destino.
6 - A deslocação por permuta só pode ser requerida por trabalhadores pertencentes
à mesma carreira e carece da anuência dos dirigentes dos serviços envolvidos.

Artigo 32º
Deslocação temporária

1 – Considera-se temporária a deslocação para localidade diferente daquela onde o


trabalhador exerce funções, por período não inferior a seis meses nem superior a
dois anos, findo o qual tem direito a regressar ao serviço em que anteriormente
estava colocado.
2 – A deslocação temporária faz-se, exclusivamente, por conveniência do serviço e
tem a duração máxima de um ano, que só pode ser excedida com o acordo do
trabalhador e com observância do limite máximo fixado no número anterior.
3 - O trabalhador que pretenda permanecer no serviço onde está deslocado
temporariamente para além do limite máximo fixado no nº 1, deve requerer a
deslocação para aquele serviço, nos termos do artigo anterior não dando esta

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direito à atribuição de qualquer subsídio, com excepção do subsídio de insularidade,
nos casos de a deslocação se efectuar para as Regiões Autónomas.
4 – O trabalhador a deslocar temporariamente é escolhido sucessivamente:
a) De entre os trabalhadores colocados na sede da alfândega ou noutra
delegação ou posto aduaneiro integrantes dessa alfândega;
b) De entre trabalhadores colocados noutra alfândega geograficamente mais
próxima e sucessivamente noutra alfândega, seguindo-se sempre o critério da
proximidade se naquela não houver trabalhadores disponíveis
5 – Nas situações previstas nos número anterior, se não houver acordo do
trabalhador a deslocar, será deslocado aquele que tiver menor antiguidade na
respectiva categoria, à data da deslocação.
6 – A deslocação temporária para as alfândegas sedeadas nas Regiões Autónomas
é feita de entre trabalhadores colocados nas alfândegas sedeadas no continente,
seguindo-se, no caso de não haver nenhum trabalhador que se disponibilize para o
efeito, o critério da menor antiguidade segundo a lista de antiguidades do ano
imediatamente anterior.

Artigo 33º
Conceito de localidade

Para efeitos de aplicação dos instrumentos de mobilidade previstos nos artigos


anteriores, entende-se por localidade:
a) A área do município onde se situa o serviço;
b) A área do município e dos municípios limítrofes, nos casos de Lisboa e Porto;
c) A área correspondente a cada ilha, no caso das Regiões Autónomas dos
Açores e da Madeira

Artigo 34º
Domicilio necessário

Os serviços para onde os trabalhadores tenham sido deslocados ou deslocados


temporariamente, nos termos dos artigos anteriores, passam a constituir a sua
residência oficial para efeitos, designadamente, de deslocações em serviço, nos
termos da lei geral.

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Artigo 35º
Subsídio de deslocação
1 - Os funcionários deslocados temporariamente, têm direito, pelo período da
deslocação e com o limite máximo de um ano, a um subsídio mensal de deslocação
equivalente a:
a) 65% do montante da ajuda de custo diária se a deslocação implicar
mudança do continente para as Regiões Autónomas e vice versa.
b) 50% do montante da ajuda de custo diária se a deslocação ocorrer no
continente e a distância entre as duas localidades for igual ou superior a 60Km ou
implicar mudança de ilha nas Regiões Autónomas.
c) 25% do montante da ajuda de custo diária se a distância entre as duas
localidades do Continente ou em cada ilha for igual ou superior a 25Km e inferior a
60Km.
d) 10% do montante da ajuda de custo diária se a distância entre as duas
localidades for superior a 10Km e inferior a 25Km e desde que os trabalhadores não
tenham residência habitual no concelho onde se situa o serviço de destino
2 - Os directores de alfândega, os directores da alfândega-adjuntos, os chefes de
delegação e os coordenadores de posto aduaneiro têm direito, quando da sua
nomeação em comissão de serviço ou designação, conforme os casos, e durante o
período de um ano ao subsídio de deslocação nos termos dos nºs 1 do presente
artigo.
3 - A renovação das comissões de serviço no cargo de director de alfândega ou das
designações nos cargos de chefia referidos no número anterior não dá direito à
atribuição de novo subsídio de deslocação.

Artigo 36º
Transporte de mobiliário e bagagem

Os trabalhadores deslocados temporariamente, nos termos do artigo 32º têm


direito ao transporte e seguro por conta do Estado do respectivo mobiliário e

bagagem, por ocasião da deslocação e do regresso ao serviço de origem.

Artigo 37º
Transporte dos trabalhadores

1 - Os trabalhadores têm direito a transporte por conta do Estado nas seguintes


situações:

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a) Quando deslocados temporariamente, nos termos do artigo 32º;
b) Quando realizem acções/deslocações esporádicas por motivo de serviço;
c) Quando deslocados para efeitos de frequência de cursos de formação, e
ou prestação de provas de selecção;
d) Quando, no caso de ingresso na DGAIEC, os trabalhadores residirem no
continente e forem colocados nas Regiões Autónomas, ou vice-versa.
2 - Nos casos referidos no número anterior, deve utilizar-se o transporte colectivo
de serviço público, de acordo com o estabelecido na lei geral, salvo quando a
urgência ou a necessidade do serviço superiormente reconhecidos exigirem outro
meio de transporte, cujo custo será reembolsado mediante apresentação do
respectivo documento de despesa, ou pagamento do subsídio de transporte fixado

na lei geral no caso de utilização do veiculo próprio.

Artigo 38º
Transporte de familiares

1 - Tem direito a transporte por conta do Estado os familiares dos trabalhadores


que se encontrem em alguma das situações referidas nas alíneas a) e d) do artigo
anterior.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, consideram-se familiares o cônjuge
e os parentes e afins no 1º grau de linha recta, bem como os irmãos menores,
desde que vivam com o funcionário em comunhão de mesa e habitação e não
tenham rendimentos suficientes para prover ao seu sustento.
3 - Fica abrangida pelo disposto no nº 1 do presente artigo, a pessoa que viva com
o funcionário em união de facto, há mais de dois anos.

CAPITULO VII
Disposições finais e transitórias

Artigo 39º
Financiamento
1 – As compensações de desempenho previstas no presente diploma constituem
encargo do Fundo de Estabilização Aduaneiro.
2 - A parte do actual suplemento que é integrada na remuneração base constitui
encargo do FEA, que mensalmente transferirá para o orçamento da DGAIEC o
correspondente montante.

18
3 – Os trabalhadores que não sejam titulares das carreiras especiais têm direito a
uma compensação de desempenho de montante igual ao que resultar da aplicação
às respectivas remunerações base da percentagem de….

Artigo 40º
Transição para as novas carreiras

1 - Transitam para a categoria de reverificador superior aduaneiro, da carreira de


verificador superior, os actuais técnicos superiores aduaneiros com as categorias de
reverificador assessor principal e reverificador assessor e os técnicos superiores
aduaneiros de laboratório com as categorias de assessor e assessor principal.
2 – Transitam para a categoria de verificador superior aduaneiro os actuais técnicos
superiores aduaneiros com as categorias de reverificador, primeiro verificador
superior e segundo verificador superior, os técnicos superiores de laboratório com
as categorias de técnico superior principal, de 1ª classe e de 2ª classe, os técnicos
verificadores, os analistas aduaneiros de laboratório e os técnicos superiores da
carreira técnica superior que foram integrados na DGAIEC por força do Decreto-Lei
nº 315/2001, de 10 de Dezembro
2 - Transitam para a carreira de verificador aduaneiro os actuais secretários
aduaneiros, verificadores auxiliares aduaneiros e analistas aduaneiros auxiliares de
laboratório e os assistentes administrativos que foram integrados na DGAIEC por
força do Decreto-Lei nº 315/2001, de 10 de Dezembro

Artigo 41º
Situação remuneratória dos actuais dirigentes

1 - Se da aplicação do disposto nos artigos 19º e 21º resultar remuneração global


inferior à auferida à data da entrada em vigor do presente diploma, os actuais
titulares dos cargos de direcção superior e de direcção intermédia manterão, até à
cessação definitiva das funções dirigentes, a remuneração global auferida àquela
data.
2 – A remuneração global referida no número anterior é actualizada nos mesmos
termos dos níveis remuneratórios.

19
Artigo 42º
Reposicionamento remuneratório nas carreiras especiais

1 – Com excepção do disposto no número seguinte, as transições previstas nos nºs.


1 e 2 do artigo anterior, fazem-se para a posição remuneratória a que corresponda
um nível remuneratório cujo montante pecuniário seja igual à remuneração obtida
através da seguinte fórmula:
Rf.= (1+∆I) xRAa
14+12xtCD
Em que:
Rf - corresponde à remuneração base para efeitos de reposicionamento;
∆I - corresponde ao factor de correcção, igual a 1,5%;
RAa - corresponde à remuneração anual global actual (remuneração base, adicionais
ou diferenciais de integração eventualmente devidos e suplemento);
tCD corresponde à percentagem da compensação de desempenho prevista no
artigo 21º.
2 – A transição dos trabalhadores que ingressaram na DGAIEC por força do
aplicação do Decreto-Lei nº 315/2001, de 10 de Dezembro, respectivamente, para
as carreiras de verificador superior aduaneiro e verificador aduaneiro, faz-se para a
posição remuneratória a que corresponde um nível remuneratório cujo montante
pecuniário seja igual à remuneração base obtida através da seguinte fórmula:
Rf=
Em que:

Rf corresponde à remuneração base para efeitos de reposicionamento;


3 No caso de não haver coincidência entre os montantes da remuneração base
obtidos de acordo com o disposto nos números anteriores e os níveis
remuneratórios constantes da tabela a que se refere o artigo 19º do presente
diploma, os trabalhadores são reposicionados em posição remuneratória
automaticamente criada de montante pecuniário correspondente à remuneração aí
referida.
4 – A remuneração referida no número anterior é actualizada nos mesmos termos
dos níveis remuneratórios constantes da respectiva tabela remuneratória.
5 – Considera-se termo inicial do posicionamento remuneratório referido nos
números anteriores a data da entrada em vigor do presente diploma,
independentemente do tempo de serviço que os trabalhadores tenham prestado no
escalão e índice em que se encontravam colocados.

20
Artigo 43º
Reposicionamento remuneratório dos trabalhadores das carreiras gerais

1 – O disposto na parte final do nº 2 e nos nºs seguintes aplica-se com as


necessárias adaptações ao reposicionamento remuneratório dos trabalhadores das
carreiras gerais com contrato de trabalho por tempo indeterminado com a DGAIEC,
à data da entrada em vigor do presente diploma, sem prejuízo do disposto no
número seguinte.
2 – Aos actuais trabalhadores das carreiras gerais com direito ao abono de
integração previsto no artigo 4º do Decreto-Lei nº 274/90, de 7 de Setembro,
transitam para as novas carreiras e categorias previstas na lei geral, nos termos do
disposto no nº1 do artigo anterior

Artigo 44º
Remuneração dos estagiários

Durante o período experimental, os actuais estagiários mantêm o direito ao


montante pecuniário correspondente à remuneração base e ao suplemento que
vêm auferindo, não tendo direito à atribuição de qualquer compensação de
desempenho prevista no presente diploma.

Artigo 45º
Identificação dos trabalhadores das carreiras gerais

A identificação dos dirigentes não previstos no art.17º e dos trabalhadores titulares


das categorias das carreiras gerais faz-se através de cartão de identificação, cujo
modelo será aprovado por portaria do Ministro de Estado e das Finanças.

Artigo 46º
Transição excepcional para as carreiras especiais

1 – Durante o período de dois anos, a contar da data da entrada em vigor do


presente diploma e a requerimento dos actuais trabalhadores da DGAIEC titulares
das carreiras gerais e possuidores das adequadas habilitações académicas, podem

21
ser abertos procedimentos concursais com vista ao seu ingresso nas carreiras
especiais.
2 – O procedimento concursal previsto no número anterior, cuja tramitação
obedece ao regime definido na lei geral, é limitado aos trabalhadores requerentes
da transição para as carreiras especiais.
3 – O ingresso nas carreiras especiais inicia-se com o período experimental previsto
nos artigos 7º, 8º e 9º do presente diploma.

Artigo 47º
Contagem do tempo para efeitos de candidatura a cargos dirigentes

O tempo de serviço prestado na extinta carreira técnica superior aduaneira releva


para efeitos de contagem dos períodos de tempo previstos no artigo 2º do presente
diploma

Artigo 48º
Reposicionamento do pessoal que transitou para a Direcção-Geral de Informática e
Apoio aos Serviços Tributários e Aduaneiros (DGITA)

O disposto no nº2 do artigo 43º aplica-se ao reposicionamento dos trabalhadores


da DGITA, que por força do disposto no artigo 26º, nº6 do Decreto-Lei nº 51/98, de
11 de Março, mantêm o direito ao abono de integração previsto no artigo 4º do
Decreto-Lei nº 274/90, de 7de Setembro, desde que não optem pelo FET.

Artigo 49º
Formalização das transições

Sem prejuízo da transição relativa à modalidade de constituição da relação jurídica


de emprego público, a que se refere o artigo 109º da Lei nº 12-A/2008, de 27 de
Fevereiro, a transição para as novas carreiras especiais e níveis remuneratórios faz-
se por lista nominativa nos termos do mesmo artigo.

Artigo 50º
Lei subsidiária

22
Em tudo o que não estiver expressamente previsto no presente diploma, é aplicável
a lei geral, designadamente a LEinº12-A/2008, de 27 de Fevereiro.

Artigo 51º
Produção de efeitos

O presente diploma produz efeitos a partir de ,

Artigo 52º
Revogação

São revogadas as seguintes disposições:


a) Artigos 45º, 51º,55,67º a77º, 90º a 94º, 103º a 105º, 111º a 118º, nº5 do
art. 121º do Decreto-Lei nº 252-A/82, de 28 de Junho.
b) Decreto-Lei nº 274/90, de 7 de Setembro, com excepção dos nºs 8,9 e 10 do
artigo 4º e do artigo 5º;
c) Portaria nº 964/90, de 10 de Outubro.
d) Decreto Regulamentar nº 4/88, de 27 de Janeiro.
e) Decreto Regulamentar nº 34/91, de 20 de Junho.
f) Anexo II da Portaria nº 531-/93, de 20 de Maio.
g) Artigos 54º a 61º do Decreto-Lei nº 324/93, de 25 de Setembro.
h) Artigo 20º do Decreto-Lei nº 360/99, de 16 de Setembro.
i) Artigo 29º do Anexo III da Portaria nº 1067/2004, de 26 de Agosto.

Visto e aprovado em Conselho de Ministros,

O Primeiro Ministro,

O Ministro de Estado e das Finanças,


Promulgado em

Publique-se

O Presidente da República

23
Referendado em

O Primeiro Ministro

Anexo I
(referido no artigo 4º)

Grau de Nº posições
Carreira Categoria Conteúdo Funcional complexidade remunerató
funcional rias
Exerce, com responsabilidade e autonomia técnica,
ainda que com enquadramento superior, funções
consultivas, na área funcional da respectiva unidade
orgânica, e incumbe-lhe o planeamento e concepção
de programas, projectos e acções que visem a
melhoria da qualidade e eficiência dos serviços e a
implementação de novos métodos e das melhores
práticas, bem como a adopção de processos técnicos
e científicos, de âmbito geral ou especializado, que
visem a melhoria da eficácia da intervenção aduaneira
e fiscal.
Neste quadro, compete-lhe designadamente:
- Investigar e elaborar estudos de análise estrutural e
sectorial para caracterizar a realidade económica,
diagnosticar as áreas de intervenção e formular
Verificador reverificador 3 n
propostas de medidas a adoptar ponderando, em
superior superior
termos de análise custo - benefício, a sua
aduaneiro aduaneiro
exequibilidade prática;
- Concepção e planeamento das medidas e
instrumentos adequados à execução conjugada de
diversas políticas governamentais;
- Estruturação e organização de indicadores
relevantes para o sector e área funcional em causa;
- Concepção e planeamento de programas e acções de
simplificação e modernização administrativa e de
desburocratização;
- Estudo e interligação técnica em projectos e acções
pluridisciplinares e natureza prospectiva que
pressuponham uma intervenção na respectiva área
funcional.

Exerce, com responsabilidade e autonomia técnica,


ainda que com enquadramento superior, funções
consultivas, de estudo, planeamento, programação,
avaliação e aplicação de métodos e processo de

24
natureza técnica e ou cientifica, que fundamentam e
preparam a decisão no quadro da acção aduaneira e
fiscal, competindo-lhe designadamente:
- Estudo e participação na elaboração da
regulamentação aduaneira e da legislação nacional
relevante e avaliação do seu impacto e implicações;
- Elaboração de pareceres técnicos e definição de
instruções de aplicação dos procedimentos e
formalidades;
- Participação em grupos de trabalho ou de projecto
nacionais ou internacionais, com diversos graus de
complexidade, e implementação das conclusões e
propostas;
- Pesquisar e tratar de informação, interna e externa,
na perspectivada gestão do risco na luta contra a
fraude bem como da segurança dos cidadãos e da
cadeia logística do comercio internacional;
- Elaboração das especificações funcionais para o
desenvolvimento de sistemas informáticos;
- Monitorização e aperfeiçoamento dos sistemas de
controlo instituídos;
- Proceder a acções de natureza fiscalizadora,
Verificador 3 n
inspecções, acções de investigação criminal, exames e
superior
peritagens e outros actos necessários no âmbito do
aduaneiro
controlo aduaneiro e fiscal na área funcional de
prevenção e repressão da fraude;
- Representar a Fazenda Pública e intervir nos
processos de contencioso administrativo e fiscal;
- Instruir e analisar os processos de licenciamento e
aplicar outras medidas de politica comercial;
- Efectuar análises laboratoriais e colaborar em
estudos analíticos com outros laboratórios nacionais e
comunitários;
- Definir orientações de execução e participar nos
actos específicos de controlo inseridos na área
funcional dos procedimentos aduaneiros e fiscais
determinados em função da aplicação de
metodologias de análise de risco, que se realizam com
carácter permanente ou inopinado;
- Representar a respectiva unidade orgânica em
matérias da sua especialidade técnica tomando
opções dessa índole, enquadradas por directrizes ou
orientações superiores, nomeadamente no âmbito do
processo normativo comunitário.

Funções de natureza executiva de aplicação de

25
métodos e processos com base em directivas e
instruções gerais, de grau médio de complexidade, nas
áreas aduaneira, fiscal e de prevenção e repressão da
fraude, bem como nas áreas comuns e instrumentais e
ainda nos demais domínios de actuação da DGAIEC,
competindo-lhe designadamente:
- Efectuar a conferência de cargas e descargas de
mercadorias;
- Executar os procedimentos de controlo e fiscalização
nos equipamentos e infra-estruturas sobre jurisdição
aduaneira;
- Efectuar a marcação e selagem de volumes, meios
de transporte, infra-estruturas e equipamentos sobre
jurisdição aduaneira;
- Conferir pesos e medidas de mercadorias;
- Conferir e controlar a entrada, permanência e saída
de meios de transporte nas estâncias aduaneiras,
nomeadamente a sua conferência e registo;
- Proceder à assistência a exames prévios e extracção
de amostras;
- Participar em investigações, auditorias, inspecções,
controlos, exames e peritagens;
- Efectuar visitas aduaneiras;
- Efectuar o serviço de revisão pessoal, de bagagem e
Verificador Verificador de meios de transporte; 2 n
aduaneiro aduaneiro - Efectuar verificações, fiscalizações e controlos;
- Fiscalizar a destruição e inutilização de mercadorias;
- Executar e aplicar as técnicas e procedimentos
aduaneiros e fiscais inerentes à apresentação,
conferência, fiscalização e desembaraço de
mercadorias;
- Participar nas acções de investigação criminal;
- Proceder à recolha, registo e tratamento da
informação de interesse à acção aduaneira e fiscal e às
demais atribuições da DGAIEC;
- Participar na instrução dos processos por crimes
tributários e contra ordenações;
- Organizar os processos fiscais, aduaneiros e
administrativos relativos às áreas da gestão dos
recursos humanos, financeiros e patrimoniais;
- Preparar e executar as contas de gerência e as
contas correntes dos regimes de aperfeiçoamento
activo e passivo e de restituição de direitos.
- Proceder à preparação de soluções reagentes bem
como realizar as análises de carácter corrente;
- Proceder à conservação e manutenção do material do
laboratório.

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Anexo II

(referido no artigo 19º)


Remuneração dos cargos dirigentes

Cargo Remuneração
Director-geral
Subdirector-geral
Director de serviços e director de Alfândega
Chefe de divisão

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