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Origem: 1980 na França nos segmentos de medicina estética e acupuntura com uso de

correntes polarizadas ou mistas para tratamento de obesidade, celulite fibrótica ou


nodular
No século 21, o recurso foi estendido para a área da estética com auxílio da
industria de equipamentos da área, substituindo os eletródos em forma de agulha por
eletrodos de placas com objetivo de ampliar o mercado de vendas.

Zanin et al (2008) afirmam em seu trabalho que a gordura localizada na região do


abdome, diferentemente da gordura localizada em outras regiões, é particularmente
sensível ao estímulo lipolítico. Tal estimulo facilita a drenagem do produto da
ação da lipólise para circulação porta-hepática. Além disso, em razão de sua alta
capacidade lipolítica e menor sensibilidade ao estimulo antilipolitico da insulina,
a gordura subcutânea e visceral tende a liberar maiores quantidades de ácidos
grazos livres (AGL) a veia porta-hepática, elevando portanto, a disponibilidade de
substratos para a produção de lipoproteinas, aumentando seus níveis circulantes.
Assim, com seu experimento, concluíram que a eletrolipólise foi eficiente na
diminuição da gordura abdominal, porém ocasionou um aumento significado do nível de
lipoproteínas de muita baixa densidade (VLDL) confirmando a eficiência do processo
lipolítico com o aumento de ácido graxos livres e da produção de sua principal
lipoproteína de transporte.
A ação lipolítica desse tipo de eletroestimulação inicia-se como a estimulação de
duas enzimas lipolíticas principais: lipase sensível a hormônio e lipoproteína
lípase, que atuam, respectivamente no interior do adipócito e nas lipoproteinas
ricas em triglicérides (TG), liberando glicerol e ácido graxo na circulação. O
ácido graxo é captado pelo tecido adiposo produzindo TG. Os ácidos graxos livres
são capotados pelos musculos e pelo figado para obrtençao de energia, produção de
corpos cetônicos ou para formarem triglicérides novamente.

Aplicação:
Técnica transcutânea: Não requer metodologia específica.
Eletrodos em forma de faixa ou placa colocados de acordo com critérios clínicos de
modo que a zona tratada fique no meio do campo elétrico gerado pelos eletrodos de
aplicação
Pode-se colocar o número de pares de eletrodos que o equipamento permitir de acordo
com o caso específico a ser tratado.
Atenção! Não deixe que os eletrodos encostem uns nos outros, isto pode prejudicar o
aprofundamento da corrente elétrica no tecido-alvo, além de poder gerar sobrecarga
local, podendo resultar em alergias ou queimaduras.

Machado et al. (2011) realizaram um experimento com eletrodos de silicone


conduzidos com gel sem ativo, posicionados sobre a superficie com polaridades
intercaladas. As regiões alvo foram: coxas e glúteo.

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA PRÁTICA:


Higienização adequada com substâcias detergentes de qualidade que removam
adequadamente os resíduos e sujidades, porém que não cause
ressecamento/desidratação, alergias ou sensibilidade.

Para uso da eletrolipolise com agulhas, verificar:


Qualidade das agulhas: material de qualidade, diametro ?????, esterilizada e
descartável.
Posicionar as agulhas com distância entre elas de 5 cm e de 1 a 2 cm a cada dois
pares.
Cada par de agulha deve conter um polo positívo e um negativo
Para a colocação da agulha, recomenda-se: Segurá-la com os dedos indicador e
polegar a 3 cm da ponta (possibilitando exercer a pressão necessária sobre a agulha
para fixá-la e direciona-la na introdução dentre do tecido.
Após colocada a agulha na pele; Com a outra mão a pele da região deverá ser
esticada. Não deve-se pinçar durante a impalntação.

Técnica de placas (translipólise): 60 a 80 minutos

Três variáveis são de grande importância para a eficácia da eletrolipólise, que


são: o tempo de aplicação, número de sessões e frequência da corrente.

Técnica de agulhas:
Segundo artigo (2012), o tempo mínimo recomendado por sessão é de 30 minutos. Nesta
revisão o tempo máximo apresentado foi de 50 minutos.
Embora existam orientações que oriente não ultrapassar a quantidade 10 sessões
continuamente realizadas, hoje, vemos estudos que realizaram quantidades maiores
que 10, como estudo de GARCIA, GARCIA, BORGES (2006) com 18 sessões.
Quanto a frequência, estudos apontam resultados positivos em 10, 15, 20, 30 e 50
Hz.

Antissepsia local com substâncias antissépticas (clorexidina alcoolica)


Uso de higienizantes que não deixem residual lipídico sobre o tecido.

Atenção ao sensorial diferente entre as correntes e entre as frequências


trabalhadas
Descartar as agulhas após o uso, não reutilizar
Descartar no Descarpack

É comum ficar com a região hiperêmica, com formigamento


Não deve haver sangramento após a retirada da agulha
Realizar uma leve prega é importante para auxiliar na redução da sensibilidade ao
introduzir a agulha

Caso haja dificuldades para sentir a corrente, verifique se você esta seguindo
adequadamente as orientações do fabricante.
Paciente sentirá formigamento no tecido, mas não deverá sentir dor de modo algum
Não deve haver vibração das agulhas durante o tratamento. Vibração das agulhas
indica que o tecido atingido pode ser o tecido muscular. Nosso alvo é o tecido
adiposo

Colocação da agulha na horizontal comumente é de 45ºC


Há estudos que indicam o uso da agulha na vertical.

Verificar também pela anamnese:


Níveis de hidratação tecidual
Parâmetros sistêmicos, tais como níveis de sódio* no corpo (normal: 30 a 90 mEg/L
na urina)

* O sódio é um retensor hídrico que auxilia ao tecido (quando em níveis normais) um


paciente a se manter hidratado

Remlinger et al (2009) demonstrou em seu estudo efetividade da eletrolipólise na


adiposidade localizada, com repercussão sistêmica.
Franken et al (2011) aponta resultados mais efetivos no modo intracutâneo quando
comparado ao modo transcutâneo

Couto et al (2010) e Azevedo (2008) apontam para a associação com atividade física
para resultados mais eficientes.

Ambos os modos (normal e Burst) demonstraram resultados positivos. Por outro lado,
a lipólise apresentou melhores resultados no modo Burst em relação ao modo normal.

Em Mello et al. (2010), após o tempo de intervenção entre três grupos foi
verificada uma diferença estatística entre a gordura corporal e massa magra no
grupo 1, tendo um valor final maior que o inicial. Já para o grupo 2, que recebeu
tratamento de eletrolipólise no modo transcutâneo, houve diminuição das medidas
(média de 10,17 cm), porém, não houve diferença estatística na gordura corporal e
na massa magra. O grupo 3, que recebeu tratamento com eletrolipólise na forma
percutânea, demonstrou diferença significativa entre a gordura corporal (que
aumentou), massa magra (que diminuiu), e água corporal (que diminuiu) e nas
medidas, apenas a perimetria umbilical diminuiu significativamente (média de 3,78
cm)

Considera-se ainda que a associação do trabalho aeróbico com a eletrolipólise


(GARCIA; GARCIA; BORGES, 2006; AZEVEDO et al., 2008) interferem nos resultados, uma
vez que, para que haja redução da adiposidade localizada não basta apenas estimular
a lise dos adipócitos, mas também, utilizar os trigicerídeos mobilizados como fonte
de energia (ATP) para sua consequente eliminação