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HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

Prof.: Udo Henrique Cordeiro


dos Santos
2019/2
RISCOS

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RISCO

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SOBRE A DEFINIÇÃO DE RISCO

• INCERTEZA: possível ocorrência

• OPORTUNIDADE: incerteza com efeitos positivos

• AMEAÇA: incerteza com efeitos negativos

• PROBLEMA: incerteza já ocorrida com efeitos negativos

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RISCO

• Riscos de negócios;
• Riscos sociais;
• Riscos tecnológicos;
• Riscos econômicos;
• Riscos de segurança;
• Etc.

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REGISTRO DE RISCO

CAUSA:
• Técnica;
• Organizacional;
• Gerencial;
• Externa;

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REGISTRO DE RISCO

IMPACTO:
• Positivo;
• Negativo.

ETAPA DE OCORRÊNCIA:
• Etapas de projeto.

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REGISTRO DE RISCO

Consequência:
• Custos;
• Qualidade;
• Tempo;
• Escopo;

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IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS

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IDENTIFICAÇÃO DO RISCO

Não existe um MÉTODO IDEAL para se identificar riscos. Na


prática, a melhor estratégia é COMBINAR os vários métodos
existentes, obtendo-se o maior número possível de informações
sobre riscos e evitando-se, assim, que a organização seja,
inconscientemente, ameaçada por eventuais perdas decorrentes
de acidentes.

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MAPA DE RISCO

• DEFINIÇÃO: é uma representação gráfica que, por meio de


círculos de diferentes cores e tamanhos, representam
diferentes riscos existentes na empresa e em cada ambiente de
trabalho.

• OBJETIVO: é Informar e conscientizar os colaboradores a


presença de riscos existentes no trabalho em seu dia a dia para
estabelecer as medidas de prevenção e segurança do trabalho.

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MAPA DE RISCO

• ELABORAÇÃO: De acordo com a Norma Regulamentadora 5,


quem deve elaborar o Mapa de Risco é a CIPA.

• CLASSIFICAÇÃO DOS RISCOS: utiliza-se os tipos de riscos


subdivididos em categorias. Para cada categoria é
determinada uma cor.

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MAPA DE RISCO - ETAPAS

• conhecer o processo de trabalho no local analisado;

• identificar os riscos existentes;

• identificar as medidas preventivas existentes e sua eficácia;

• reconhecer os indicadores de saúde;

• conhecer os levantamentos ambientais já realizados no local;

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MAPA DE RISCO

Portaria no 25, de 29/12/1994, da Secretaria de Segurança e


Saúde no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego 14
MAPA DE RISCO

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CHECKLISTS

• DEFINIÇÃO: O checklist segurança do trabalho trata-se de um


método minucioso de avaliação de determinados
procedimentos, equipamentos e locais de trabalho. Visando, a
verificação e constatação do cumprimento dos requisitos de
segurança na realização de determinado processo
preestabelecido.

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CHECKLISTS

• OBJETIVO:

• Identificar os riscos existentes;


• Verificar o cumprimento das condições de segurança;
• Evitar o desencadeamento de acidentes e outros eventos
indesejáveis

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PRODUÇÃO DO CHECKLISTS
• PLANEJE: só é possível conseguir bons resultados com
planejamento;

• USE FORMULÁRIOS: eles servem como guias para o controle


das ações de segurança e para a sua checagem de segurança;

• IDENTIFIQUE REQUISITOS: definir quais requisitos devem ser


cumpridos em cada uma das atividades é essencial para a
elaboração do checklist;

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PRODUÇÃO DO CHECKLISTS

• RESPEITE ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS: muitas máquinas


e equipamentos já vêm com especificações direto de fábrica;

• FOQUE NOS DETALHES: faça descrições detalhadas das


ações para, assim, poder avaliar com consciência cada ponto
do processo;

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PRODUÇÃO DO CHECKLISTS

• ATUALIZE: estipule uma periodicidade para atualizar seu


documento, acrescentando novos itens e melhorando os que já
existem;

• FAÇA E REFAÇA: realize o checklist constantemente para


verificar a eficiência dos seus equipamentos e o cumprimento
de todas as regras de segurança pelos seus funcionários.

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EXEMPLO

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INSPEÇÃO DE SEGURANÇA

• DEFINIÇÃO: um conjunto de procedimentos técnicos


padronizados para a detecção de riscos de acidentes ou de
fatores causadores de doenças ocupacionais.

• OBJETIVO: verificar se sua política de segurança laboral está


sendo realmente posta em prática.

• Aplicação do Checklist.

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INSPEÇÃO DE SEGURANÇA
• Os riscos mais comumente encontrados:

• falta de proteção de máquinas e equipamentos;


• ausência de ordem e limpeza;
• falta de manutenção das ferramentas;
• iluminação e instalações elétricas deficientes;
• estado dos equipamentos de proteção contra incêndio;
• falhas de operação
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INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES

• DEFINIÇÃO: é utilizado principalmente quando se tem um


acidente de trabalho, haja vista que tal ocorrência necessita
de uma verificação cuidadosa dos dados relativos ao
acidentado, como comportamento, atividade exercida, tipo de
ocupação, data e hora do acidente, dentre outros, e ao
acidente, como tipo, danos causados à empresa e ao(s)
trabalhador(es), por exemplo.

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INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES

• OBJETIVOS:

• Educar: por meio de depoimentos;

• Monitorar: uma tática coletiva de monitoramento constante;

• Corrigir: providências para estancar esses fatores de risco.

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FLUXOGRAMAS

Esse método é bastante utilizado quando se quer identificar


danos e perdas decorrentes de acidentes de trabalho.
Inicialmente são elaborados fluxogramas com todas as
operações realizadas na organização e/ou setor onde ocorreu o
acidente, desde o fornecimento da matéria-prima até a entrega
do produto final ao cliente, por exemplo.

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FLUXOGRAMAS

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ANÁLISE DOS RISCOS

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ANÁLISE QUALITATIVA

𝑹=𝑷×𝒄

Onde:
R é o risco,
P é a probabilidade desde risco ocorrer, e
c é a consequência do risco.

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ANÁLISE QUALITATIVA

• Avaliar e registrar subjetivamente os impactos e as


probabilidades dos riscos identificados anteriormente.
• Priorizar riscos, determinando quais necessitarão de respostas
posteriormente.
• Determinar para quais riscos será necessário a posterior
análise quantitativa
• Determinar a amplitude geral de risco do projeto.

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PROBABILIDADE E IMPACTO

PROBABILIDADE
Muito alta 0,9
Alta 0,7
Moderada 0,5
Baixa 0,3
Muito baixa 0,1

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PROBABILIDADE E IMPACTO

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MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO

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MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO
Impacto

Probabilidade
Baixo impacto / alta probabilidade
Relacionados às operações cotidianas, “comedores de recurso”
Monitorados constantemente.

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MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO
Impacto

Probabilidade
Alto impacto / baixa probabilidade
Relacionados a fatores externos ou ambientais.
Planejamento de contingências.

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MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO
Impacto

Probabilidade
Baixo impacto / baixa probabilidade
Aceitáveis em seu nível atual.
Monitoradas em menor frequência.

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MATRIZ DE PROBABILIDADE E IMPACTO
Impacto

Probabilidade
Alto impacto / alto probabilidade
Ameaçam a sobrevivência do projeto.
Prevenção.

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EXEMPLO
CONSTRUÇÃO DE UMA RESIDÊNCIA

IDENTIFICAÇÃO REGISTRO DO RISCO ANÁLISE QUALITATIVA

Atraso na entrega Causa: externa Probabilidade: Baixa (0,3)


de materiais
Impacto: negativo Impacto: Muito alto (0,8)

Etapa: Fase de
execução

Consequência: Atraso Risco =0,24


na obra

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RESPOSTA AO RISCO

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ANÁLISE QUANTITATIVA

• A análise quantitativa é a abordagem científica para a tomada


de decisão gerencial.
• Medições numéricas de probabilidade e consequências de
riscos, assim como estimativas de suas implicações para com
os objetivos do projeto;
• A análise quantitativa geralmente é feita após análise
qualitativa e ambas necessitam da identificação dos riscos.

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ANÁLISE QUANTITATIVA

FERRAMENTAS:
• FMEA;
• Análise do Valor Monetário Esperado;
• Árvore de Decisão;
• Simulador de Monte Carlo.

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FMEA
A FMEA é uma análise sistemática, elemento a elemento a fim
de assinalar os efeitos das possíveis falhas de um projeto ou
processo em atender a todos os requisitos especificados pelos
clientes, incluindo a segurança.

Failure - Falha
Modes - Modos
Effects - Efeitos
Analysis - Análise

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FMEA
ÍNDICE DE OCORRÊNCIA (O):Retrata a probabilidade da falha
ocorrer no produto, devido à causa apontada. Atribuídos índices
de 1 a 10, para cada causa de um mesmo tipo de falha.

ÍNDICE DE SEVERIDADE (S): Retrata qual será a gravidade


das consequências da falha. Atribuídos índices de 1 a 10,
baseados no efeito mais provável entre aqueles listados na
cadeia de efeitos.

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FMEA
ÍNDICE DE DETECÇÃO (D): Retrata a probabilidade de se
detectar o tipo de falha, no ponto previsto e com a precisão e
exatidão necessárias. Atribuídos índices de 1 a 10

ÍNDICE DE RISCO (RPN): produto dos índices de ocorrência,


severidade e detecção.

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FMEA
PRIORIDADE 0: RPN de 280 a 1000 item crítico e altamente
vulnerável. Requer ações corretivas e / ou preventivas imediatas.

PRIORIDADE 1: RPN de 64 a 279 item importante e vulnerável.


Requer ações corretivas e / ou preventivas a curto prazo.

PRIORIDADE 2: RPN de 1 a 63 item pouco vulnerável. Podem ser


tomadas ações corretivas e / ou preventivas após as prioridades
anteriores.

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ANÁLISE DO VALOR MONETÁRIO
ESPERADO

VALOR ESPERADO: probabilidade x impacto

PIOR CASO: valor base + ameaças

MELHOR CASO: valor base + oportunidades

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ANÁLISE DO VALOR MONETÁRIO
ESPERADO

Exemplo: orçamento para compra de maquina $100.000,00.


Risco Probabilidade Impacto
Retenção alfândega 30% $50.000
Diminuição da alíquota
20% $40.000
de importação
Greve entregadores 40% $10.000

Calcular: Valor esperado, pior caso e melhor caso.

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ÁRVORE DE DECISÃO

ÁRVORE DE DECISÃO é um dos modelos mais práticos e mais


utilizados em conclusão indutiva. Este método representa
funções como árvores de decisão, onde as mesmas são
elaboradas de acordo com um conjunto de informações
(exemplos previamente classificados) e, posteriormente, outros
exemplos são classificados de acordo com essa mesma árvore.

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SIMBOLOGIA

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EXEMPLO
Evento
Possibilidades Probabilidades
Ganho Perda
20% 100.000
Possibilidade 1
80% 20.000
70% 10.000
Possibilidade 2
30% 20.000

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EXEMPLO

Uma empresa precisa selecionar entre o projeto A e o projeto B.


O projeto A tem um lucro líquido estimado em R$100.000. Para o
projeto B estima-se um lucro líquido de R$92.000.
Para o projeto A há um risco de 60% de ser necessário pagar
uma multa ambiental de R$30.000. Para o projeto B o risco de
multa ambiental é de 20%, mas num valor de R$40.000.

Qual a melhor escolha?

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EXEMPLO

Para um determinado projeto de hardware o Gerente de Projetos


está em dúvida entre usar um protótipo ou não uma placa. O
custo da prototipação é de R$200.000. A chance de falha com a
prototipação é de 35%. O impacto da falha será de R$120.000.
Por outro lado, sem prototipação a chance de falha sobe para
70% e essa falha custará R$450.000.

Qual a melhor decisão: investir ou não no protótipo?

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GESTÃO DE RISCOS
GESTÃO DE RISCOS
Referência ABNT ISO 31.000

“Atividades coordenadas para dirigir e controlar uma


organização no que se refere a riscos”

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GESTÃO DE RISCOS

“o conjunto de ações direcionadas ao desenvolvimento,


disseminação e implantação de metodologias de gerenciamento
de riscos institucionais, objetivando apoiar a melhoria
contínua de processos de trabalho, projetos e a alocação e
utilização eficaz dos recursos disponíveis, contribuindo para o
cumprimento dos objetivos”

AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS)

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GESTÃO DE RISCOS

✓Quais riscos podem ocorrer?

Identificar
✓Qual a probabilidade e
impacto?

Analisar
Tratar
✓Como pode-se trata-los?

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ABORDAGEM DE BOEHM

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ABORDAGEM DE PMI

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ABORDAGEM AS/NZS 4360:2004

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OBRIGADO!

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