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Análise de Risco

e Procedimento Operacional
no Planejamento do Trabalho em Altura

Fábio Cruz
Miguel C. Branchtein

1
Entender como é feito o planejamento do
trabalho em altura.
1. Entender como se faz Programa de
proteção contra quedas - PPCQ
2. Entender como fazer análise de riscos
1. Entender a Hierarquia das medidas de controle
2. Entender o processo de gestão de riscos na
ISO 31000
3. Entender como elaborar procedimentos
operacionais.

2
Análise de Risco
Pode ser uma só?

3
Variedade

4
5
6
7
ISO 31000 Gestão de Riscos

Processo de gestão de riscos

Descrição - Objetivos - Contexto -


critérios
Processo de Avaliação de Riscos
Identificação Análise de Avaliação de
de riscos riscos riscos

Tratamento de riscos
Iterativo
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Descrição
• Objetivo – escopo – O que?
• Tarefas
• Local – espaço – Onde?
• Etapas – tempo – Quando? – Tarefas simultâneas
• Máquinas e Equipamentos / Materiais
• Meio de acesso / meios de transporte
• Condições – Como?
• Controles existentes
• Procedimentos

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Descrição II

• Projetos
– Arquitetônico
– Estrutural
– Memorial descritivo
• Gestão de projeto
– Orçamento
– Cronograma-físico financeiro

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Técnicas - NBR ISO 31010
• Brainstorming
• Entrevistas estruturadas
• ―E Se‖ estruturada SWIFT
• Análise de modos de falha e efeitos FMEA
• Análise de barreiras
• Estudo de perigos e operabilidade HAZOP

• Identificação / Análise / Avaliação


• Quali/Quanti
• Recursos / Incerteza / Complexidade
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Planejamento do TA de uma obra
1. Descrever o tipo de obra (casa, edifício,...), os
sistemas construtivos, os equipamentos de
acesso e transporte, etc.
2. Fazer o planejamento das etapas da obra do
início ao fim
3. Identificar onde há trabalho em altura/risco de
queda
4. Propor eliminar TA ou propor SPQs
5. Inserir montagem e desmontagem de SPQs
nas etapas
– Início, pavimento tipo, fim

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Locais

• Periferias de laje
• Aberturas em pisos, paredes, vãos de
elevadores, escadas
• Telhados
• Fachadas

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Etapas: estrutura, alvenaria

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Montagem formas

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Armação, elétrica

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Sistemas construtivos
Estrutura Alvenaria
• de aço • Faz toda a
• De concreto estrutura e depois
– Convencional a alvenaria
• Laje plana
• Pilar solteiro • Concreta laje, faz
– Pré-moldado pilares, alvenaria e
• Pilar, viga e laje
depois viga e laje
• Laje vigota e tavela
• Alvenaria estrutural

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Pilares e vigas pré-moldados

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Laje pré-moldada vigota tavela

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Cobertura

• Telhado ou terraço
• Com ou sem laje em baixo
• Com platibanda ou beiral
• Estrutura metálica ou de madeira
• Inclinação
• Material Telhas
• Impermeabilização

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Equipamentos de acesso

• Andaimes
– Apoiados • Elevador
• Fachadeiros
• Torre
• Carga e
– Quadro, Tubo descarga
braçadeira, engate
rápido
– Suspenso
– Cremalheira
• PTA

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Manutenção

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Instalação

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Planejamento do TA na CC
1. Definir tipo de obra (casa, edifício,...),
sistemas construtivos, equipamentos de
acesso e transporte.
2. Fazer o planejamento das etapas da obra do
início ao fim (inicial/tipo/final)
3. Identificar onde há trabalho em altura/risco de
queda
4. Propor eliminar TA ou propor SPQs
5. Inserir montagem e desmontagem de SPQs
nas etapas (inicial/tipo/final)
– Início, pavimento tipo, fim

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Exemplo Planejamento obra
• Edificação de 12 pavimentos
• Pé direito 3,10 m
• Pilares de concreto, concretados isoladamente antes de
fazer as formas das vigas e lajes, com andaime apoiado
torre h=1,50 m
• Viga de concreto h = 50 cm, nas paredes externas e nas
do poço do elevador e da escada e antecâmara.
• Laje de concreto h=21 cm com cubeta. Vão livre entre as
paredes externas e as do poço do elevador e da escada
e antecâmara.
• Paredes tijolo furado h=260 cm
• Peitoril janelas h= 1,00 m
• Concreto bombeado
• Elevador cremalheira uso misto
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Planejamento do TA na CC (2)
1. Definir tipo de obra (casa, edifício,...),
sistemas construtivos, equipamentos de
acesso e transporte.
2. Fazer o planejamento das etapas da obra do
início ao fim (inicial/tipo/final)
3. Identificar onde há trabalho em altura/risco de
queda
4. Propor eliminar TA ou propor SPQs
5. Inserir montagem e desmontagem de SPQs
nas etapas (inicial/tipo/final)
– Início, pavimento tipo, fim

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Sequência do Pavimento tipo
1. Concretada a laje
2. Aguarda 3 dias
3. Faz fôrmas pilares
4. Concreta pilar, com andaime apoiado torre h=1,50 m
5. Desforma pilar
6. Faz alvenaria até 1,50 m, com trabalhador na laje
7. Faz alvenaria até 2,60 m, com andaime apoiado torre
h=1,50 m.
8. Faz forma das vigas e escoramento das lajes, com
andaime apoiado torre h=1,50 m.
9. Monta forma das lajes com cubetas, trabalhando sobre
as formas.
10.Monta armações e tubulações elétricas , trabalhando
sobre as formas.
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11.Concreta a laje, trabalhando sobre as formas.
Planejamento do TA na CC (3)
1. Definir tipo de obra (casa, edifício,...),
sistemas construtivos, equipamentos de
acesso e transporte.
2. Fazer o planejamento das etapas da obra do
início ao fim (inicial/tipo/final)
3. Identificar onde há trabalho em altura/risco de
queda
4. Propor eliminar TA ou propor SPQs
5. Inserir montagem e desmontagem de SPQs
nas etapas (inicial/tipo/final)

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Onde há trabalho em altura (Risco de queda)
1. Concretada a laje
2. Aguarda 3 dias
3. Faz fôrmas pilares => periferia
4. Concreta pilar, com andaime h=1,50 m => periferia, andaime
5. Desforma pilar => periferia
6. Faz alvenaria até 1,50 m, trabalhador na laje => periferia
7. Faz alvenaria até 2,60 m, c/ andaime => periferia, andaime
8. Faz forma das vigas e escoramento das lajes, com andaime
h=1,50 m. => periferia, andaime
9. Monta forma laje, sobre formas. => periferia, interna
10. Monta armações e tubulações elétricas , sobre formas =>
periferia
11. Concreta a laje, trabalhando sobre as formas. => periferia

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Hierarquia do controle de riscos

• Eliminar TA Primeira

Se não for
possível

• SPPQ - Restrição
Se não for
possível

• SPPQ - Retenção
Se não for
possível

• SPAQ – Restrição
Última

• SPAQ - Retenção
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Classificação dos SPQ
coletiva, passiva individual, ativa
movimentação
Restrição
Retenção
queda

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Sistemas de acesso

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Planejamento do TA na CC (4)
1. Definir tipo de obra (casa, edifício,...),
sistemas construtivos, equipamentos de
acesso e transporte.
2. Fazer o planejamento das etapas da obra do
início ao fim (inicial/tipo/final)
3. Identificar onde há trabalho em altura/risco de
queda
4. Propor eliminar TA ou propor SPQs
5. Inserir montagem e desmontagem de SPQs
nas etapas (inicial/tipo/final)

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Eliminar TA ou propor SPQs
SPPQs:
1. Proteção de periferia: Sistema de guarda-
corpo com montantes metálicos e quadros
metálicos. Os montantes são presos na
laje já concretada embaixo por um braço
horizontal e em cima com mão francesa.
Quadros metálicos podem ser colocados
em 3 níveis.
2. Andaime de 1,50 m tem guarda-corpo.
3. Proteção de queda interna: Sistema de
escoramento com grelhas metálicas.

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Sist. Guarda-corpos deslizantes

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39
40
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Sist. Guarda-corpo

• Concepção, fabricação e instalação por


eng. Seg.
• Projeto eng. Mec.
• Montantes a c/ 3m
• O sistema oferece proteção para sua
própria montagem e desmontagem

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Sistema de escoramento com grelhas
metálicas

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Planejamento do TA na CC (5)
1. Definir tipo de obra (casa, edifício,...),
sistemas construtivos, equipamentos de
acesso e transporte.
2. Fazer o planejamento das etapas da obra do
início ao fim (inicial/tipo/final)
3. Identificar onde há trabalho em altura/risco de
queda
4. Propor eliminar TA ou propor SPQs
5. Inserir montagem e desmontagem de SPQs
nas etapas (inicial/tipo/final)

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Seq. c/ montagem e desmontagem de SPQs
1. A laje já foi concretada
2. O GC já foi posicionado 1,20 m acima da laje (nível 1)
3. Faz fôrmas pilares => periferia
4. Concreta pilar, com andaime h=1,50 m (=> periferia, andaime
andaime tem guarda-corpo
5. Desforma pilar => periferia
6. Faz alvenaria até 1,50 m, trabalhador na laje => periferia
7. Encaixa mais um trecho de montante (1/2 H)
8. Sobe quadro para nível 2 usando o andaime
9. Faz alvenaria até 2,60 m, c/ andaime => periferia, andaime
10. Faz forma das vigas e escoramento das lajes, com andaime
h=1,50 m. => periferia, andaime
11. Faz escoramento da forma, usando sistema PERI, a partir da
laje já concretada.
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Seq. c/ montagem e desmontagem de
SPQs
11.Sobe quadro para nível 3
12.Monta forma laje, sobre formas. => periferia, interna
13.Monta armações e tubulações elétricas , sobre formas
=> periferia
14.Concreta a laje, trabalhando sobre as formas. =>
periferia
15.Aguarda 3 dias
16.Coloca mais um jogo de barras de fixação horizontal
17.Tira a mão francesa de baixo e coloca em cima
18.Retira os montante do pavimentos de baixo

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Projeto de SPQ
• Normas regulamentadoras
– NR 35 Trabalho em altura
– Manual de auxílio e interpretação da NR 35
• Normas técnicas
– Aplicações
• Sistemas de proteção de periferia
• Andaimes apoiados
• Equipamentos de acesso suspenso
• SPAQ
– Estruturas
• Concreto
• Aço
• Madeira
• Chumbadores
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SPQ - Planejamento

Procedimento
operacional

Especificação Análise
técnica de riscos

Projeto

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Obrigado pela atenção!

Perguntas?
Miguel C. Branchtein
• http://wikitrabalho.agitra.org.br
• miguel.branchtein@gmail.com

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Material adicional: Bibliografia
Itens 1 a 7, disponíveis em http://wikitrabalho.agitra.org.br/.
1. BRASIL (2008). Ministério do Trabalho e Emprego. Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio
Grande do Sul. Análises de acidentes do trabalho fatais no Rio Grande do Sul: a experiência da Seção de
Segurança e Saúde do Trabalhador – SEGUR. MTE/SRTE-RS/SEGUR, Porto Alegre, 2008.
2. BRANCHTEIN M. C.; SOUZA G. L. (2009), Análise de Acidentes do Trabalho na Indústria da Construção no Rio
Grande do Sul entre 2002 e 2009. In: VI CMATIC – Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do
Trabalho na Indústria da Construção, Belém do Pará, 6 a 9/12/2009.
3. SOUZA G. L.; BRANCHTEIN M. C. (2009), Dimensionamento de sistema de cabo de aço sujeito a uma ação
transversal. In: VI CMATIC – Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da
Construção, Belém do Pará, 6 a 9/12/2009.
4. BRANCHTEIN M. C. (2013), Lifeline design: calculations of the tensions (Projeto de Linha de Vida: Cálculo das
tensões). In: Simpósio 2013 da ISFP (Sociedade Internacional de Proteção contra Quedas), Las Vegas, NV, USA,
em 28-06-2013.
5. BRANCHTEIN M. C.; SOUZA G. L.; SIMON, W. R. (2015). Sistema de proteção ativa contra quedas com linha de
vida horizontal flexível. In: Filgueiras, V. A. (Org.) et al. Saúde e segurança do trabalho na construção civil
brasileira. Aracaju: J. Andrade, 2015.
6. BRANCHTEIN M. C. (2016), Brazilian Laws and regulations on Work at Height. In: Simpósio 2016 da ISFP
(Sociedade Internacional de Proteção contra Quedas), Atlanta, GA, USA, em --2016.
7. BRANCHTEIN M. C. (2017); Riscos de queda – sistema de proteção individual. In: Filgueiras, V. A. (Org.) et al.
Saúde e Segurança do Trabalho - Curso Prático. Brasília: ESMPU, 2017.
8. ABNT (2018). NBR ISO 31000 Gestão de riscos - Diretrizes
9. ABNT (2012). NBR ISO/IEC 31010 Gestão de riscos — Técnicas para o processo de avaliação de riscos
10. BRASIL. (2018). Ministério do Trabalho e Emprego. Secretaria de Inspeção do Trabalho. Manual de Auxílio na
Interpretação e Aplicação da Norma Regulamentadora 35 – Trabalho em Altura — incluindo anexos I e II e
alteração do item 35.5 — NR-35 Comentada. Brasília. 04-04-2018. Acessível em
http://trabalho.gov.br/images/Documentos/SST/NR/MANUAL_da_NR-35_Consolidado_v1_04-04-2018.pdf
11. HOLLNAGEL, E. (2004). Barriers and Accident Prevention. Ashgate, Hampshire, 2004.
12. BRANCHTEIN M. C. (2018) Análise de riscos do uso de um sistema de proteção contra quedas com linha de vida
horizontal como proteção de periferia na construção civil brasileira. In: Laborare, Ano I, n. 1, Instituto Trabalho
Digno. acessível em https://trabalhodigno.org/laborare/index.php/laborare/issue/view/1/showToc
13. BRASIL (2010). Ministério do Trabalho e Emprego. Guia de Análise deAcidentes do Trabalho, download em
http://trabalho.gov.br/seguranca-e-saude-no-trabalho/publicacoes-e-
manuais/item/download/619_0caafb8883d8e702d45bad3164413964
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