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Fisioterapia Esportiva

Docente: Vinícius Paes Martins

A1- Gabriela Ribeiro Figueiredo.

No movimento de saque de um tenista, existem alguns movimentos


chave para poder realizar o gesto motor com precisão.

Para isso é necessário entender que um tenista possui um lado dominante para
realizar o saque. Nessa análise iremos supor que o lado dominante é o direito.

Pensando no corpo como um todo, para que essa ação ocorra existem alguns
movimentos iniciais.

Inicia-se com flexão de joelhos, estando o joelho direito (lado dominante)


mais posterior que o esquerdo (que está para anterior do corpo), uma rotação
de tronco e quadril para posterior (direita), um declínio da pelve para direita
(estando a esquerda elevada).

Com isso, ocorre uma abdução de ombro com rotação interna do ombro
direito e, com o cotovelo direito em flexão. Nessa etapa, a principal articulação
envolvida no movimento de MMSS, é a articulação glenoumeral e, nessa
situação é importante que o movimento seja feito da forma correta, para que
não ocorra uma luxação de ombro (onde o úmero se deslocaria para fora da
cavidade glenoidal da escápula) ou uma subluxação de ombro (onde o grupo
de ligamentos mantém a cabeça do úmero ainda dentro da cavidade glenoidal).

No momento em que a rotação de ombro chega em seu ápice, a parte


do corpo que estava em rotação para posterior, volta para anterior, fazendo
uma rotação para anterior.

Com isso, ocorre uma extensão de joelhos, que causa impulso para
anterior, ocasionando uma rotação de quadril e tronco para anterior do lado
dominante. Nessa fase do saque, ocorre uma descida do braço não dominante
até a linha da cintura, o que faz com que o tenista tenha mais impulso para
conseguir realizar a abdução e rotação de ombro chegar no seu ápice.

Por fim, ocorre uma anteriorização de tronco, posteriorização do quadril


e extensão de quadril do lado direito. Nessa fase, o tenista encontra-se em
apoio unipodal com a perna esquerda e, a adaptação funcional que facilita esse
movimento é um maior fortalecimento de toda a perna esquerda que permite
uma maior estabilidade principalmente da articulação femoropatelar (que
também está sendo estabilizada com muita precisão pelos ligamentos da
articulação do complexo do joelho). E, a rotação interna de ombro é concluída,
seguida de uma flexão do mesmo.

As principais adaptações funcionais que o tenista profissional tem, para


realizar melhor o saque, são:

- a hipermobilidade da articulação glenoumeral, que permite que o atleta


seja capaz de realizar a abdução e rotação interna do ombro com um arco de
moviemento maior.

- hipermoblidade da articulação do quadril que possibilita uma maior


rotação tanto para posterior e anterior.

- força nas articulações femoropatelares tanto do esquerdo quando do


direito, que permitem uma maior estabilidade do corpo tanto no impulso para o
pulso quanto para o apoio uni podal na aterrizagem.