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ĺndice

0.0 Introdução.......................................................................................................................................3
1.0.Objectivos........................................................................................................................................4
1.1. Objectivo Geral...............................................................................................................................4
1.2. Objectivos Específicos.....................................................................................................................4
2. Metodologia......................................................................................................................................4
3. Acto administrativo...........................................................................................................................5
3.1. Conceitualização.............................................................................................................................5
3.2. Elementos do acto administrativo..................................................................................................6
3.2.1.  Elemento subjectivo do acto administrativo..............................................................................6
3.2.2.  Elemento objectivo do acto administrativo................................................................................7
3.2.3.  Elemento final do acto administrativo........................................................................................8
3.2.4. Elemento formal do acto administrativo.....................................................................................8
3.2.5. Elemento causal do acto administrativo......................................................................................8
3.3. Espécies de acto administrativo......................................................................................................9
4. Conclusão........................................................................................................................................11
5. Bibliografia......................................................................................................................................12

0.0 Introdução
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Este trabalho visa trazer a essência do acto Administrativo, que traz deste modo os contornos
em volta deste conceito que circunscreve na declaração de vontade, desejo, conhecimento ou
julgamento, feita por uma Administração Pública em virtude de um poder administrativo.
Atendendo que Administração pública subordina se estritamente á lei por lidar com assuntos
meramente públicos ou da colectividade.
Desta forma, o grupo, para a prossecução do tema em ao preço fez a recolha de informação
importante e triturá-la minuciosamente. Depois dividiu o trabalho em partes distintas para
possibilitar melhor compreensão do tema.
Assim, o trabalho vem estruturado de forma clara e precisa como a que se segue introdução, o
conceito do Acto Administrativo, elementos, espécie, conclusão e a bibliografia.

1.0.Objectivos
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1.1. Objectivo Geral


 Compreender a essência dos actos administrativas.
1.2. Objectivos Específicos
 Conceituar o acto administrativo.
 Falar dos elementos e espécies do acto administrativo.

2. Metodologia
O presente trabalho foi realizado na base de consultas Bibliográficas de Obras Científicas e
de artigos providos pela Internet, relacionados com o tema, as quais constam na Bibliografia
do mesmo.

3. Acto administrativo
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3.1. Conceitualização
O acto administrativo surgiu na França no século XIX com a figura do acto administrativo
como acto executório, aquele que dizia ao respeito as decisões da administração que tinha a
força própria de auto-execução. Ao longo do conceito, pela primeira vez surge na França com
Maurice Hourriou que restringiu o acto administrativo as decisões executórias da
administração. e mais tarde surge na Alemanha, com Otto Mayer que desenvolve o conceito
com base no modelo da sentença judicial. Já em Portugal, surge a teoria do acto
administrativa com Marcelo Caetano, muito influenciado pelo sistema francês.

Meirelles (1992) conceitua o acto administrativo como sendo toda manifestação unilateral da
vontade da Administração Pública, que agindo nessa qualidade, tenha por fim imediato
adquirir, resguardar; transferir, modificar, extinguir e declarar direitos ou impor obrigações
aos administrados ou a si própria.

Mello (2007) concebe acto administrativo como sendo a declaração do Estado, no exercício
de prerrogativas públicas manifestada mediante providências jurídicas complementares da lei
a título de lhe dar cumprimento, e sujeitas a controle de legitimidade por órgão jurisdicional.

Entendemos assim, que o acto administrativo é qualquer declaração de vontade, desejo,


conhecimento ou julgamento, feita por uma Administração Pública em virtude de um poder
administrativo.
Portanto, podemos dizer que um acto administrativo é qualquer acto ditado pela
Administração de acordo com as regras do direito administrativo.

As características básicas deste conceito são as seguintes:


 É um acto legal, ou seja, um acto que gera consequências legais;
 É um acto ditado por uma Administração, de modo que todos os actos praticados
pelas partes interessadas (indivíduos, pessoas físicas ou jurídicas), como pedidos,
recursos, reclamações, sugestões, queixas, etc., são automaticamente excluídos;
 É um acto sujeito ao direito administrativo, isto é, de acordo com as normas de
direito público e não privadas, uma vez que a Administração pode determinar os
actos também sujeitos a um regime jurídico privado.  Estes actos ficariam
excluídos do conceito de acto administrativo.  Do mesmo modo, as normas ditadas
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pela Administração que têm um alcance geral, como os regulamentos, os contratos


administrativos e as acções de fato da Administração, são excluídos do conceito
de ato administrativo.

3.2. Elementos do ato administrativo


Os elementos do ato administrativo, entendido como todas as partes envolvidas em sua
produção, podem ser classificados da seguinte forma:
 Elemento subjectivo;
 Elemento objecto;
 Elemento final;
 Elemento formal;
 Elemento causal.
Quando todos esses elementos são determinados em um padrão, dizemos que a
Administração actua de acordo com uma potência regulada. Quando qualquer um deles pode
ser estabelecido livremente pela Administração, dizemos que age de acordo com um poder
discricionário.

3.2.1.  Elemento subjectivo do ato administrativo


 Os actos administrativos ditados pelas Administrações Públicas, de ofício ou a
pedido do interessado, serão produzidos pelo órgão competente de acordo com o
procedimento estabelecido.
 O conteúdo dos actos será ajustado às disposições do sistema legal e será
determinado e apropriado para os propósitos desses.
 Para considerar um acto como administrativo, indicamos anteriormente, deve ser
um ato ditado pela Administração de acordo com as regras do direito
administrativo.  Então, os elementos básicos são:
 Ato emitido pela Administração;
 Ato ditado por um órgão legalmente investido em seu escritório;
 Ato ditado por um órgão imparcial;
 As autoridades e o pessoal a serviço das Administrações em que são dadas
algumas das circunstâncias a seguir indicadas devem abster-se de intervir no
procedimento e informar seu superior imediato, que decidirá o que é apropriado;
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 Em relação à imparcialidade do órgão na emissão de um ato, devemos referir as


causas da abstenção e recusa que afectam os órgãos administrativos;
 Tem interesse pessoal no assunto em questão ou em outro cuja resolução possa
influenciar a do primeiro;  Seja um administrador de uma empresa ou entidade
interessada, ou tenha uma questão litigiosa pendente com uma parte interessada;
 Ter parentesco de consanguinidade dentro do quarto grau ou afinidade dentro do
segundo, com qualquer das partes interessadas, com os administradores de
entidades ou sociedades interessadas e também com os assessores, representantes
legais ou agentes que intervêm no procedimento, além de compartilhar um
escritório profissional ou estar associado a eles para aconselhamento,
representação ou mandato;
 Tenha uma amizade íntima ou inimizade manifesta com qualquer uma das pessoas
mencionadas na secção anterior;
 Ter uma relação de serviço com uma pessoa física ou jurídica directamente
interessada no assunto, ou ter prestado serviços profissionais de qualquer tipo nos
últimos dois anos e em qualquer circunstância ou lugar;
 As acções das autoridades e do pessoal ao serviço das Administrações Públicas
em que há motivos para abstenção não implicarão necessariamente a invalidade
dos actos em que intervieram.
Os corpos superiores podem ordenar pessoas em quem quaisquer das circunstâncias indicadas
abstenham-se de qualquer intervenção no processo.
A falha em abster-se, se for caso disso, resultará em responsabilidade.

3.2.2.  Elemento objectivo do ato administrativo


O elemento objectivo de um ato administrativo é o objecto ou o conteúdo do ato. As
características do objecto do acto administrativo são as seguintes:
 Deve ser lícito;
 Deve ser possível;
 Deve ser determinado ou determinável;
 Deve ser adequado no final do acto.
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3.2.3.  Elemento final do acto administrativo


O elemento final do acto administrativo responde a pergunta "por que isso ditou um ato
administrativo?". A resposta deve ser sempre: alcançar um interesse público.

3.2.4. Elemento formal do acto administrativo


Por elemento formal, entendemos o conjunto de procedimentos e formalidades por meio dos
quais a vontade administrativa está configurada. O vício da forma, portanto, é considerado o
nascido da ausência de qualquer das formalidades que o sistema jurídico impõe aos actos
administrativos.
Os actos administrativos devem ser produzidos por escrito, a menos que sua natureza exija ou
permita outra forma mais apropriada de expressão e constância.
Nos casos em que os órgãos administrativos exercem sua competência verbalmente, o registo
escrito do ato, quando necessário, será feito e assinado pelo órgão inferior ou funcionário que
o recebe oralmente, expressando na comunicação do mesmo a autoridade do qual vem.
No caso das resoluções, o proprietário competente deve autorizar uma lista dos que ele ditou
verbalmente, com expressão de seu conteúdo.
Quando uma série de actos administrativos da mesma natureza, tais como nomeações,
concessões ou licenças, devem ser consolidados em um único ato, acordado pelo órgão
competente, que deve especificar as pessoas ou outras circunstâncias que especifiquem os
efeitos do ato para cada parte interessada.

3.2.5. Elemento causal do acto administrativo


Refere-se ao motivo do nascimento do ato administrativo, ao motivo que o justifica no
nascimento.
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3.3. Espécies de acto administrativo

Segundo Hely Lopes Meirelles (1992), podemos agrupar os actos administrativos em 5 cinco
tipos:

 Actos normativos: são aqueles que contém um comando geral do Executivo visando
ao cumprimento de uma lei. Podem apresentar-se com a característica de generalidade
e abstracção (decreto geral que regulamenta uma lei), ou individualidade e concreção
(decreto de nomeação de um servidor). Segundo Márcio Fernando Elias Rosa são
exemplos: regulamento, decreto, regimento e resolução.
 Actos ordinatórios: são os que visam a disciplinar o funcionamento da
Administração e a conduta funcional de seus agentes. Emanam do poder hierárquico,
isto é, podem ser expedidos por chefes de serviços aos seus subordinados. Logo, não
obrigam aos particulares. Segundo Rosa, são exemplos: instruções, avisos, ofícios,
portaria, ordens de serviço ou memorandos.

 Actos negociais: são todos aqueles que contêm uma declaração de vontade da
Administração, apta a concretizar determinado negócio jurídico ou a deferir certa
faculdade ao particular, nas condições impostas ou consentidas pelo Poder Público.
De acordo com Rosa, são exemplos: licença, autorização e permissão.

 Actos enunciativos: são todos aqueles em que a Administração se limita a certificar


ou a atestar um fato, ou emitir uma opinião sobre determinado assunto, constantes de
registos, processos e arquivos públicos, sendo sempre, por isso, vinculados quanto ao
motivo e ao conteúdo. Segundo Rosa, são exemplos: certidões, atestados e pareceres.

 Atos punitivos: são aqueles que contêm uma sanção imposta pela lei e aplicada pela
Administração, visando punir as infracções administrativas e condutas irregulares de
servidores ou de particulares perante a Administração. Segundo Rosa, são exemplos:
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multa administrativa, interdição administrativa, destruição de coisas e afastamento


temporário de cargo ou função pública.
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4. Conclusão

Em jeito de conclusão percebe-se que o acto administrativo é qualquer declaração de vontade,


desejo, conhecimento ou julgamento, feita por uma Administração Pública em virtude de um
poder administrativo. E ainda, entende-se que os seus elementos são determinados em um
padrão e actuam de acordo com uma potência regulada.
Já quantos às espécies do acto administrativo, foi possível constatar que estas são agrupadas
em cinco tipos, nomeadamente: actos normativos, actos ordinatórios, actos negociais, actos
enunciativos e actos punitivos.
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5. Bibliografia

AMARAL, Diogo Freitas do. Curso e Direito Admnistrativo. Coimbra, 2001.

CAETANO, Marcello. Princípios Fundamentais de Direito Administrativo. Coimbra:


Almedina, 2007.

MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. 17ª ed. São Paulo: Editora
Malheiros, 1992.

MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de direito administrativo. 22ª ed. São
Paulo: Malheiros, 2007.

SOUSA, António Fracisco de. Direito Admnistrativo em geral. Porto, 2006.